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Guia do Professor

Outras Expressões
Português, 11.º ano
Sequência 0 · Diagnóstico
Pág. 14
Legenda de símbolos usados ao longo do manual:
MC Metas Curriculares
P Conteúdos do Programa

Educação Literária

Recurso áudio

Recurso vídeo e tutorial

Exercício interativo

Interatividade

Ampliação de imagem

Recurso disponível para o professor e para o aluno


Recurso
 disponível apenas para o professor

Recurso para smartphone

Nota: Todos os materiais assinalados com no Guia do Professor estão também disponíveis no Dossiê do Professor e acessíveis em formato editável a partir
do e-manual Premium.

Testes diagnósticos
Outros testes diagnósticos e respetiva correção disponíveis nos recursos do projeto.

Pré-leitura | Oralidade
Registos radiofónicos / Transcrição de registos
Rubrica do programa Pensamento Cruzado, da TSF, sobre a expressão “É música para os meus ouvidos” e respetiva transcrição.

1.1. A expressão utiliza-se para se referir “uma coisa” de que “gostamos muito” ou para aludir a um discurso que serve para “enganar o outro”.
1.2. b.
1.3. O artigo de divulgação científica destaca os efeitos benéficos da música, o que se relaciona com uma das aceções da expressão “é música para os meus ouvidos”,
associada ao prazer e ao bem-estar.

Pág. 15
Leitura | Compreensão

1. Primeiro momento: subtítulo (introdução e apresentação do tema) – os efeitos neuroquímicos da música; segundo momento: primeiro e segundo parágrafos – a
influência da música sobre o organismo humano; terceiro momento: terceiro e quarto parágrafos – as pesquisas e estudos comprovativos da influência neuroquí-
mica da música; quarto momento: último parágrafo – a terapia pela música (musicoterapia).
2. (a) Cortisol; (b) Hormona associada ao stress; (c) Oxitocina; (d) Glóbulos brancos; (e) Responsáveis por atacar invasores; (f) Reduz os seus níveis; (g) Eleva os seus
níveis.
3. As terapias associadas à música não são invasivas e têm poucos efeitos secundários (ll. 25-27).
4. O recurso à citação de fontes confere credibilidade às informações do artigo comprovadas por estudos científicos.
5.1. Linguagem rigorosa e objetiva: “O estudo aponta que certas músicas podem elevar a produção de imunoglobulina A (um tipo de anticorpo) e de glóbulos brancos” (ll.
6-8); “Os cientistas Mona Lisa Chanda e Daniel Levitin descobriram que músicas mais lentas tendem a ser mais relaxantes do que as que têm mais ritmo.” (ll. 14-17).
Termos científicos e/ou técnicos: “neuroquímicos” (subtítulo, ll. 2 e 20); “cortisol” (subtítulo e l. 3); “oxitocina” (l. 4); “imunoglobulina A” (l. 7); “anticorpo” (l. 8); “glóbulos
brancos” (l. 8); “bactérias” (l. 9); “germes” (l. 10); “sistema imunológico” (ll. 11-12); “ansiedade” (l. 12); “regular” (ll. 12-13); “cientistas” (l. 14); “psicólogos” (l. 18); “terapia”
(l. 24); “cirurgia” (l. 25); “invasivos” (l. 27); “efeitos colaterais” (l. 27).
6. Resposta pessoal, destacando as ligações entre a música e o cérebro humano.

PowerPoint® didáticos
Artigo de divulgação científica

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de divulgação científica

1
Pág. 16
Escrita

PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Pós-leitura | Oralidade
Registos áudio
Tema musical “C’était ici” do álbum homónimo de Yann Tiersen.

PowerPoint® didáticos
Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade (Expressão oral) – Apreciação crítica

Pág. 17
Pré-leitura | Oralidade
Registos vídeo / Transcrição de registos
Programa Ler +, Ler Melhor, da RTP, José Luís Peixoto apresenta Abraço.

1.1. (a) “crónicas e textos que o escritor publicou na imprensa durante 10 anos: entre 2001 e 2011”. (b) O livro como uma “dádiva aos outros”, estendendo-se “como
um abraço” do escritor, que nele integra parte da sua vida, da sua história. (c) Levar os leitores a encontrarem-se a si próprios na obra ou encontrarem nos textos
“algo de humano”, a “matéria essencial de toda a literatura”. (d) A seleção foi feita de modo a garantir uma “linha narrativa que fizesse sentido” para o autor. A revisão
pretendeu ser “unificadora”, procurando dar aos textos “uma tonalidade mais de acordo com” a conceção atual de José Luís Peixoto acerca da escrita. Tentou desen-
volver uma revisão “não desvirtuadora” dos textos, conservando o que eles tinham de melhor, mesmo que correspondendo a opções não coincidentes com as que
concretiza na sua produção atual. Houve uma tentativa de atualização, mas mantendo critérios que, na sua perspetiva, seriam parte da “identidade” inicial dos
seus textos.
(e) Surpresa.
1.2. a. Cf. Transcrição do registo vídeo no Dossiê do Professor.
b. Em determinado momento do programa, são destacados o título e a capa da obra, o primeiro, remetendo para o carácter intimista dos textos e a segunda, para
a sua dimensão autobiográfica e de pendor narrativo associado à infância.
1.3. Sugestão de resposta: A partir da leitura das experiências juvenis do autor/narrador ligadas à música, os leitores são levados a refletir sobre a sua própria in-
fância e adolescência, sobre o valor da música e da amizade, sobre as diferenças entre a vida dos jovens nos finais do século XX e na atualidade. Esta capacidade de
propiciar uma reflexão corresponde ao objetivo de despertar a procura de “algo de humano” nos seus textos.

Págs. 19-20
Leitura | Compreensão

1. A música.
1.1. “baixista” (l. 1), “baterista” (l. 2), “guitarra(s) elétrica(s)” (ll. 3-4, 33, 35), “voz” (l. 4), “bateria” (ll. 5, 9), “música” (ll. 6, 15, 18, 23-24, 26, 27, 28, 32), “banda(s)” (ll. 7,
20, 36, 43, 45, 47), “grindcore” (ll. 9, 20, 47, 48), “cassete(s)” (ll. 13, 16, 46), “disco(s)” (ll. 17, 38), “auscultadores” (l. 19), “som” (l. 19), “melodia” (l. 22), “gravador” (l. 31),
“amplificador” (l. 34), “pedal de distorção” (l. 34)…
2. Os acontecimentos decorrem no “interior do Alto Alentejo”, nos “inícios dos anos noventa” do século XX (ll. 9-10).
3. Durante a adolescência, a música representou um fator de diferenciação (ll. 14-15 e 18-25) e, simultaneamente, de identificação face aos colegas (ll. 14-20 e 23-29).
3.1. Através da expressão, o narrador sintetiza a proporcionalidade inversa entre a ligação afetiva a um tipo de música (invulgar para a época) e a sociabilidade. A
preferência por um tipo de música implicava, para si e para os amigos com quem partilhava esse gosto, o afastamento de todos os outros para quem ela era sinó-
nimo de “barulho” (l. 23).
4. Funciona como conclusão do texto, na qual o narrador faz um balanço dos seus tempos de adolescente ligados à música e reflete sobre a importância, pessoal e
social, das suas opções.
5. Resposta pessoal. Tópicos de resposta: o nome “barulho” como síntese da perceção comum acerca do género musical mais apreciado pelo narrador na juventude;
o destaque conferido ao facto de a apreciação negativa dos outros ter contribuído determinantemente para a construção da pessoa que o narrador/escritor é (assu-
mida no uso do presente do indicativo – “sou”).
6.1. (A); 6.2. (C); 6.3. (A); 6.4. (B)

PowerPoint® didáticos
Funções sintáticas

7. Linha 22 – oração subordinada substantiva completiva (“que era sempre igual.”).


Linha 31 – oração subordinada adjetiva relativa restritiva (“que enchia o meu quarto de música.”)

PowerPoint® didáticos
Frase complexa

8. Peça ou objeto chato e circular; placa circular de material rígido, em que se gravam sons que se reproduzem por meio de um sistema próprio; superfície
aparente de um astro; chapa circular, com o peso de 2 kg e diâmetro máximo de 21,9 cm, para ser utilizada numa das modalidades de lançamento no atletismo;
cartilagem fibrosa intercalada entre as superfícies articulares das vértebras; objeto circular metálico, onde são armazenados dados digitais e cuja leitura é feita

2
por um mecanismo que utiliza o laser; disco rígido/duro disco de metal rígido, não removível e coberto com material magnético, usado para armazenar dados
no computador.
9. Apócope (do m) e sonorização (c > g; t > d).
10.1. Palavras convergentes.

PowerPoint® didáticos
Processos fonológicos
Palavras divergentes e palavras convergentes
Campo semântico e campo lexical

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 1 – Processos fonológicos
Ficha 2 – Palavras divergentes e palavras convergentes
Ficha 4 – Campo semântico e campo lexical

Oralidade

1.1. Tanto no texto de José Luís Peixoto como na tira de banda desenhada, a música criada pelos protagonistas não é compreendida, apreciada pelos demais.
2. Resposta pessoal.

Escrita

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Texto de opinião
Grelha de autoavaliação da escrita

Pág. 24
MC   E11 – 12.5. Observar os princípios do trabalho intelectual: identificação das fontes utilizadas; cumprimento das normas de citação; uso de notas de rodapé;
elaboração da bibliografia.

Pág. 25
Nota: Pode dar-se conta aos alunos da existência de diversas normas de referenciação bibliográfica, destacando-se a da APA (American Psychological Associa-
tion) e a Norma Portuguesa (NP 405).

Sequência 1 · Padre António Vieira


Pág. 28
  O Programa apenas prevê a leitura integral dos capítulos I e V do “Sermão de Santo António”, que se transcrevem inteiramente. Dos restantes capítulos,
preconiza a exploração de excertos. Apresentam-se, assim, trechos escolhidos dos capítulos II, III, IV e VI.
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.


7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
8. 2. Elaborar tópicos que sistematizem as ideias-chave do texto, organizando-os sequencialmente.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.

Sugestões de abordagem do texto de António Sampaio da Nóvoa:

  Reflexão sobre a importância das palavras na vida do ser humano (1.º parágrafo);
  Troca de impressões sobre o papel de Padre António Vieira na divulgação da língua portuguesa no mundo;
  Comentário sobre a (possível) “crítica social e política” (l. 14) da escrita de Vieira.

Pág. 29
Tópicos de exploração do texto de Inês Pedrosa:

  Justificação, com base no primeiro parágrafo, do carácter “precursor” (l. 1) do Padre António Vieira;
  Explicitação do valor expressivo da repetição da forma verbal “Vingava-se” (ll. 3 e 4);

Tópicos de exploração do cartoon:

  imagem da esquerda: referência aos propósitos (militares e religiosos) das viagens dos Descobrimentos, a partir da análise das figuras e elementos (padrão,
cruz na vela e suportada pelo clérigo) presentes na embarcação.
  imagem da direita: alusão à subversão dos objetivos iniciais da expansão, que passou a assentar em viagens de exploração de matérias-primas sustentadoras
da riqueza nacional, e à perda de valores espirituais, sugerida com o desaparecimento dos símbolos religiosos e a troca por bens materiais, que sobrecarregam
o barco; troca de impressões sobre os meios pelos quais se conseguiu a riqueza dos portugueses.

Saliente-se que a passagem do tempo é assinalada no cartoon por meio do tracejado que une as duas imagens (e que, de acordo com a orientação da proa do
barco, sugere a partida e o regresso a Portugal) e pela mudança da bandeira ao cimo da embarcação.
3
Pág. 31
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1.1. (C); 1.2. (C); 1.3. (B); 1.4. (A); 1.5. (A); 1.6. (D).
2. Apesar de ser um “jesuíta” (l. 4), o Padre António Vieira foi também um “diplomata” (ll. 9-10) e, mesmo sendo um “homem da Igreja” (l. 13), não deixou “de criticar
quem o merecia, fosse leigo ou eclesiástico” (ll. 13-14).
3. O título antecipa as diferentes e, nalguns casos, insólitas áreas de atuação do Padre António Vieira, considerando a sua formação religiosa. Apesar de ser padre,
foi uma figura da Igreja “sui generis”, dadas as áreas da sua intervenção, nem sempre facilmente associáveis à religião.

Pág. 32
Pós-leitura | Oralidade
Registos vídeo / Transcrição de registos
Excerto 1 do documentário Grandes Livros – episódio Sermão de Santo António aos Peixes – e respetiva transcrição.
Nota: Durante a visualização, deve chamar-se a atenção para a pronúncia incorreta da palavra “pregadores” pelo locutor. Em alternativa, pode solicitar-se aos
alunos que identifiquem a falha, orientando-os no sentido de a mesma se dever à coincidência de escrita de duas palavras que devem pronunciar-se de forma
distinta.

MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

L11 – 8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.


8. 2. Elaborar tópicos que sistematizem as ideias-chave do texto, organizando-os sequencialmente.

EL11 – 16. 1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

1.1. Cf. Transcrição do vídeo (Dossiê do Professor, pp. 302-306).

Textos informativos complementares


“O imperador da língua portuguesa”

1.2.1. A estratégia visa destacar o facto de, no século XVII, os sermões serem “o centro mediático do seu tempo”. A figura do pregador reunia todas as atenções e
movia multidões, à semelhança do que acontece atualmente com figuras mediáticas de diferentes áreas.
1.2.2. O sermão assumiu uma grande importância naquela época, uma vez que permitia doutrinar e educar, em tempos difíceis para a Igreja Católica.
1.2.3. Cf. Transcrição do vídeo (Dossiê do Professor, pp. 302-306).

Pág. 33
Sugestão: O visionamento do programa Nós e os clássicos (SIC Notícias) dedicado ao Padre António Vieira pode igualmente constituir uma atividade introdutória
ao estudo do “Sermão de Santo António”. Acessível através do link:
http://videos.sapo.pt/8ArvusZz7PlyIpmi13od

Recursos multimédia
Vídeo – “Sermão de Santo António aos Peixes”: contextualização histórico-literária

Pág. 34
Sugestão: Complementarmente à atividade em que é explorado o texto informativo desta página e da seguinte, pode constituir uma atividade interessante uma
pesquisa sobre a origem do termo “barroco” e a audição de excertos de composições musicais barrocas.

Registos áudio
Composições musicais barrocas: Excertos de Preludes, de Jacques Martin Hotteterre (interp. Pedro Couto Soares), e Concerto em Dó menor para Violino e Oboé,
BWV 1060, Adagio, de J. S. Bach.

Textos informativos complementares


“O contexto cultural do século XVII – o Barroco nas artes”

Pág. 36
Pré-leitura
MC   L11 – 7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1. Nas tiras de banda desenhada, o termo “sermão” é utilizado com a aceção de “repreensão, descompostura”.
1.1. Em todas as aceções da palavra, há a ideia comum de discurso que pretende levar o outro a refletir ou a alterar o seu comportamento.
sermão n.m. 1. discurso sobre um assunto religioso, proferido do púlpito; 2. [fig.] qualquer prática feita a alguém com um fim moral; 3. [pop.] admoestação;
descompostura; repreensão • sermão e missa cantada grande raspanete • Do latim sermōne-, “conversação”
AA.VV., 2010. Grande Dicionário da Língua Portuguesa. Porto: Porto Editora (p. 1405)

4
PowerPoint® didáticos
Campo lexical e campo semântico.

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 4 – Campo lexical e campo semântico

Pág. 38
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
8. 2. Elaborar tópicos que sistematizem as ideias-chave do texto, organizando-os sequencialmente.

EL11 – 14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: o sermão […].

1. (a) Exórdio; (b) apresentar uma “imploração da ajuda divina” (Texto A, l. 23); “captar o auditório” (Texto A, l. 27); (c) “Expor [...] o assunto do sermão” (Texto A, l.
28); “Expor” a “divisão em partes” do sermão (Texto A, ll. 28-29); Facilitar “a participação dos ouvintes” (Texto A, l. 29); (d) Confirmação; (e) Enumerar os “melhores
argumentos, convenientemente ampliados” (Texto A, ll. 44-45); (f) Movere (Mover, influenciar); (g) Fazer a “divulgação do Evangelho” (Texto A, l. 3); Expor “alguns
conceitos doutrinais” (Texto A, l. 33); (h) Delectare (Deleitar); (i) Captar e catequizar as “multidões” “pela sensibilidade, pelo prazer, pelo puro gozo intelectual, e também
pelo terror e piedade” (Texto B, ll. 7-8).

PowerPoint® didáticos
O sermão

Recursos multimédia
Vídeo – “Sermão de Santo António aos Peixes”: objetivos da eloquência
Vídeo – “Sermão de Santo António aos Peixes”: visão global e estrutura argumentativa

Pág. 39
Pré-leitura | Oralidade
MC   L11 – 7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar […] marcas […] do artigo de divulgação científica […].

O11 – 1. 3. Distinguir informação subjetiva de informação objetiva.

EL11 – 14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

1. Resposta pessoal.
1.1. Trata-se de um artigo de divulgação científica, uma vez que nele se apresentam dados desconhecidos do público em geral. A apresentação de fontes
(Manzoor Qadir) confere rigor à informação apresentada, bem como a utilização de linguagem objetiva e vocabulário especializado (“sódio”, “cloreto de sódio”,
“drenagem”, “medrar”).

PowerPoint® didáticos
Artigo de divulgação científica

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de divulgação científica

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 1 – Artigo de divulgação científica

2.1. Resposta pessoal.


2.2. Resposta pessoal.

Registos radiofónicos / Transcrição de registos


Rubrica do programa Lugares Comuns, da Antena 1, sobre a expressão “Ser o sal da Terra” e respetiva transcrição.

2.2.1. Expressão bíblica usada por Cristo, no Sermão da Montanha, através da qual se refere aos apóstolos. Assim, “o sal da terra” significa “o melhor, o que mais
se destaca”.
2.3. Os pregadores deviam ser um modelo de virtude, capazes de orientar aqueles que os ouviam no cumprimento dos preceitos cristãos.

Pág. 40
Nota: A transcrição dos excertos do “Sermão de Santo António” segue a recente edição da Obra Completa do Padre António Vieira do Círculo de Leitores, dirigida
por José Eduardo Franco e Pedro Calafate. Relativamente à pontuação, a mesma foi atualizada nos casos em que o seu uso colidia com as normas sintáticas
atuais.

Págs. 42-43
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

5
14. 12. Reconhecer [...] o sermão […].
15. 1. Reconhecer valores [...] manifestados nos textos.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1.1. O pregador parte deste conceito, apresentando-o como uma verdade, para, em seguida, desenvolver a argumentação que sustenta a afirmação inicial.
1.2. Através da metáfora, desconstrói-se a parábola bíblica, identificando-se a terra, que recebe o sal, com os ouvintes, que recebem as suas palavras.
2. (a) “ouvintes” (l. 7); (b) “impedir a corrupção” (l. 3); (c) “a terra se vê tão corrupta como está a nossa” (l. 3); (d) “o sal não salga” (l. 5); (e) “a terra se não deixa salgar” (l. 5);
(f) “os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina” (l. 6); (g) “os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber” (l. 7); (h) “os Pregadores dizem
uma coisa e fazem outra” (l. 8); (i) “os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem que fazer o que dizem” (ll. 9-10); (j) “os Pregadores se pregam a si, e não a Cristo” (l.
10); (k) “os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites” (ll. 11-12); (l) “lançá-lo fora como inútil, para que seja pisado de todos” (ll. 17-18); (m) “Cristo” (l. 15);
(n) “Mudou somente o púlpito, e o auditório” (ll. 41-42); “deixa a terra, vai-se ao mar” (l. 43); (o) “Santo António” (l. 25).
2.1. No primeiro parágrafo, recorre-se ao paralelismo para apresentar as diferentes hipóteses, introduzidas pela conjunção coordenativa disjuntiva, que respondem
à questão colocada anteriormente. As interrogações concretizam hipóteses para as quais o orador vai apresentando possíveis respostas.
3.1. Santo António pregava em Itália contra as heresias, mas, mal recebido pelos homens, abandonou-os e passou a dirigir as suas palavras aos peixes.
3.2. Tendo pregado aos homens e aos peixes, Santo António“foi sal da terra, e foi sal do mar” (l. 51).
4. Vieira decide pregar aos peixes, pois, tal como a Santo António, os homens não o ouvem.
4.1. a. Destacam a amplitude da atuação do orador, que divulga a sua palavra por locais distintos, na esperança de bom acolhimento da sua mensagem; b. Des-
taca a forma continuada e repetida dos sermões; c. Evidencia as virtudes da “doutrina” do pregador, que é, na sua perspetiva, “clara”, “sólida”, “verdadeira”, “a […]
mais necessária” e “importante” para o público.
5. A interrogação retórica visa interpelar o auditório e levá-lo a refletir sobre as questões levantadas pelo orador (com alteração de atitudes e comportamentos).
6. No exórdio, apresenta-se o tema que será abordado no sermão. O orador inicia o seu discurso com o conceito predicável, tornando-o compreensível. Simulta-
neamente, chama a atenção do público. No final do capítulo, o orador solicita o auxílio divino, com o pedido de ajuda a Maria, por ser a “Senhora do mar”, a cujos
habitantes vai passar a dirigir-se.
7. O orador passará a dirigir-se aos peixes, entendendo-se, como o próprio anuncia, que as suas palavras serão alegóricas, ou seja, que se referem aos Homens.
8. a) 6; b) 2; c) 5; d) 1; e) 3.
9. a. apócope do m e sonorização do t em d; b. apócope do m e vocalização do c em u; c. apócope do m, vocalização do l em i; d. apócope do m e palatalização do
li em lh.

PowerPoint® didáticos
Funções sintáticas
Processos fonológicos
“Sermão de Santo António”

Recursos multimédia
Interatividade – “Sermão de Santo António aos Peixes”: análise do exórdio
Sugestão: Como atividade final de abordagem do capítulo I, sugere-se a audição da rubrica do programa Lugares Comuns, da Antena 1, sobre a expressão “Pre-
gar aos peixes”, em que se explicita a origem da expressão idiomática e se esclarece o seu valor metafórico, relacionando-a com o texto de Vieira.

Registos radiofónicos / Transcrição de registos


Rubrica do programa Lugares Comuns (Antena 1) – “Pregar aos peixes” e respetiva transcrição.

Pág. 44
Oralidade
MC   O11 – 1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.

1.1. a. Ll. 2-4 e 44-47. b. Ll. 12-14. c. Ll. 1-12 e 37-47. d. Ll. 12 e 45-47.

Registos áudio
Capítulo I do “Sermão de Santo António” dito por Ary dos Santos.

1.2.1. Resposta pessoal.


1.3. Os recursos não verbais, contribuindo para destacar passagens do discurso, focar a atenção dos ouvintes em momentos importantes ou acentuar palavras
e/ou ideias que o pregador pretende realçar poderiam concorrer de forma importante para, por um lado, seduzir o auditório (delectare) e, por outro, levá-lo a
refletir sobre a mensagem transmitida, contribuindo para a função pedagógica do sermão (docere) e para a mudança desejada (movere).

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: […] apreciação crítica […].

Recursos multimédia
Tutorial – Escrever uma apreciação crítica

PowerPoint® didáticos
Fases da escrita
Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Apreciação crítica

6
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Apreciação crítica

Pág. 46
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
14. 12. Reconhecer e caracterizar [...] o sermão […].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais [...].

1. Apóstrofe.
1.1. Outros exemplos: “peixes” (ll. 9, 46 e 54), “irmãos” (l. 13). Vieira interpela diretamente os peixes servindo-se de vocativos que os identificam, pois eles são os
destinatários do seu discurso. Contudo, dado o carácter alegórico do sermão, os peixes, suas virtudes e defeitos possuem um valor simbólico, remetendo para os
homens.
2. Vieira retoma o conceito predicável no momento em que concretiza a exposição do seu sermão. Tal como o sal apresenta “duas propriedades” (l. 4), “conservar
o são, e preservá-lo” (ll. 4-5), assim também o seu discurso se organizará em dois momentos: “louvar o bem” (l. 7) e elogiar as virtudes dos peixes e “repreender
o mal” (ll. 7-8) e criticar os seus “vícios” (l. 10) .
3. Vieira elogia a obediência, a tranquilidade e a atenção com que os peixes ouviram Santo António, ao contrário dos homens, que o perseguiram, em vez de o ouvi-
rem e seguirem.
4. A história de “António” realça a natureza distinta dos homens e dos peixes. Por outro lado, não incluindo referências explícitas a Santo António, pode entender-se
que o orador se serve do nome próprio e do relato que produz como uma narrativa autobiográfica, na qual, dada a semelhança da sua situação no Brasil com a do
santo em Itália, realça a incompreensão de que é vítima.
5. A anáfora reforça o distanciamento dos peixes relativamente aos homens.
6.1. A distância face aos homens garante aos peixes a liberdade que os outros animais não têm. Os exemplos dados comprovam que os animais que vivem perto
dos homens são subjugados por eles.
7. A expressão pretende aludir à condição dos peixes enquanto seres independentes, livres da submissão aos homens.
7.1. Exemplos de expressões: “fazer render o peixe”: prolongar uma conversa ou uma situação em proveito próprio; “vender o seu peixe”: expor habilidosamente as
suas ideias.

Pág. 47
Oralidade
MC   O11 – 1. 2. Explicitar a estrutura do texto.
1. 4. Fazer inferências.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

1. Padre António Vieira vai referir-se, especificamente, a alguns peixes para destacar as virtudes que tinha abordado genericamente no capítulo anterior.

CD áudio Faixa 01

Transcrição de registos
“Descendo ao particular” (excertos do capítulo III do “Sermão de Santo António”)

2.1. (C), (A), (B), (D).


Exemplos dos peixes:
(C) Peixe de Tobias; (A) O fel curou a cegueira do pai de Tobias e o coração expulsou os demónios de sua casa; (B) Santo António; (D) Os homens achavam que,
ao abrir a boca, Santo António os queria comer; se os homens os aproveitassem, com os seus ensinamentos, seria possível “alumiar” e curar a cegueira dos
homens e expulsar os demónios de suas casas.
(C) Rémora; (A) Pequena de corpo, grande na força e no poder; prende-se ao leme de uma nau, ficando esta sem se poder mover; (B) Santo António; (D) Força
das palavras de Santo António contra os ímpetos do arbítrio e das paixões humanas, que tantas vezes se sobrepõem à razão.
(C) Torpedo; (A) Pequeno peixe que produz energia através de descargas elétricas (em sua defesa), que fazem tremer o braço do pescador; (B) Santo António; (D)
As palavras de Santo António fizeram tremer vinte e dois pescadores e causaram os efeitos positivos desejados: o arrependimento e a mudança de vida.
(C) Quatro-olhos; (A) Dois olhos olham para cima e os outros dois para baixo, o que permite a defesa face aos peixes e face às aves; (B) Pregador; (D) A doutrina
deve levar a “olhar para cima” e considerar o Céu, mas também a “olhar para baixo” e lembrar que também existe o Inferno.
2.1.1. Através do elogio das virtudes dos peixes, destaca-se a ausência das qualidades nos homens (a cegueira de quem não quer ver, a fraqueza e irracionali-
dade humanas, o alheamento em relação aos ensinamentos transmitidos, a vaidade que impossibilita distinguir o bem do mal).
2.2. (a) particular; (b) físico; (c) simbologia; (d) fel; (e) vícios; (f) rémora; (g) força; (h) poderosa; (i) tremer; (j) pescadores; (k) palavras; (l) pecadores; (m) de
rapina; (n) inimigos; (o) homens.

7
PowerPoint® didáticos
“Sermão de Santo António”

Pág. 48
Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.

PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema
Fases da escrita

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pág. 49
Pré-leitura
MC   EL11 – 14. 7. d) Estabelecer relações de sentido entre obras.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. O facto de os peixes se comerem uns aos outros poderá revelar um comportamento idêntico por parte dos homens.

Nota: Na pintura de Brueghel, depois da análise global da ictiofagia, pode chamar-se a atenção para alguns pormenores significativos: o facto de surgir, aproxi-
madamente ao centro da pintura, em cima, um peixe com asas, parecendo voar (o que pode, desde logo, antecipar o tratamento dos voadores, no capítulo V), e a
presença de uma figura híbrida, com corpo de peixe e pernas humanas, com um peixe menor na boca, no canto superior esquerdo da imagem.
A exploração da pintura de Albert Eckhout, sugerindo a antropofagia, pode, desde logo, suscitar questões alusivas à interpretação alegórica no sermão dessa
condição humana. Pode refletir-se sobre o modo como os alunos antecipam a abordagem do canibalismo – concretamente da tribo dos Tapuias, a que se aludirá
no sermão – em termos de alegoria, e refletir de que modo os homens “comem” os homens.

Pág. 52
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
14. 12. Reconhecer e caracterizar [...] o sermão […].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1. O conector com valor temporal – “Antes […] que” indicia a já considerável extensão do discurso e a necessidade de o orador manter o interesse do público, o
conector contrastivo “porém” denota a oposição em relação ao assunto anterior: a partir deste momento, o orador fixa-se nas repreensões aos peixes / homens.

Soluções de atividades
2. Esquema resolvido.
3.1. A repetição torna o discurso mais vivo e realça o facto de Vieira se encontrar no local onde a corrupção tem lugar.
3.2. Concretiza-se através de estratégias discursivas que visam criar na mente do auditório uma imagem do que é dito, para o tornar mais concreto e credível, com
recurso ao imperativo, aos vocativos, à interrogação retórica, à utilização de palavras e expressões associadas à visão (“para que vejais”, l. 14, “Olhai”, l. 15, “virais os
olhos”, l. 16, “haveis de olhar”, l. 17, “vereis”, l. 23) e à repetição de formas verbais do verbo “ver” (“Vede(s)”, ll. 18, 19, 20 e 35, e “vejais”, ll. 14 e 42).
3.3. Neste contexto, é explorado o campo semântico de “terra”, jogando-se com um duplo sentido da palavra: na primeira ocorrência, refere-se a sepultura, na
segunda, a sociedade. Este jogo semântico, em forma de trocadilho, confere uma maior riqueza ao discurso.
4. a. A metáfora destaca a brutalidade verificada na forma como os homens se relacionam. b. A enumeração e a anáfora salientam a quantidade de agentes
implicados no “comer” dos homens, evidenciando a desmesura da exploração humana. c. A comparação enfatiza a gravidade do comportamento dos homens
quando confrontado com o das aves necrófagas, pois estas apenas se aproveitam de outros seres já sem vida, ao contrário do que fazem aqueles. d. A gradação
apresenta as ações dos “grandes” num crescendo de violência, sugerindo a brutalidade envolvida no “comer” dos “miseráveis pequenos”.

Pág. 53
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“Sermão de Santo António”

8
Oralidade
MC   O11 – 4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.

EL11 – 14. 7. d) Estabelecer relações de sentido entre obras.


15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

1.1. a. antropofagia: do grego anthropos (homem) + phagia (comer); “antropofagia civilizada” como a exploração no contexto das sociedades humanas. b. o cartoon
como representação gráfica da alegoria desenvolvida no cap. IV do “Sermão de Santo António”, concretizando a antropofagia e sugerindo a exploração dos mais
fracos (os índios). c. as críticas incisivas de Vieira como resultado do contexto histórico de produção do sermão: associação dos “grandes que comem os pequenos”
com os colonos que exploravam desumanamente os índios.

Pág. 54
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados […], marcas dos seguintes géneros: […] apreciação crítica […].

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1. a. Ll. 16-21 e 21-24; b. Ll. 6-7 e 39-41.


1.1. A corrupção e a decadência nos mais variados sectores da sociedade russa parecem refletir a mesma perspetiva do Padre António Vieira sobre os defeitos dos
homens, nomeadamente a antropofagia. Repare-se na coincidência das figuras mencionadas em ambos os textos (administração local, advogados…).
1.1.1. Através do título, o autor pretende destacar o tema central do filme, isto é, a decadência da sociedade russa na qual se verifica a mesma exploração do
homem pelo homem criticada por Padre António Vieira no seu sermão.

Outras sugestões:
  Visualização do filme para posterior elaboração de uma apreciação crítica (oral ou escrita).
  Audição da banda sonora de Philipp Glass e troca de opiniões (fundamentadas) sobre os motivos por que é considerada “inquietante”.

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Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 2 – Apreciação crítica

Pág. 55
MC   G11 – 20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

Nota: utiliza-se a grafia “deítico(s)” e “deítica(s)”, de acordo com o Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário (p. 52). São, contudo, igual-
mente passíveis de utilização as formas “dêitico(s)” e “dêitica(s)”, como acontece, por exemplo, na recente Gramática do Português da Fundação Calouste Gulben-
kian, na secção dedicada à dêixis (volume II, páginas 2177 e seguintes).

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Dêixis

Recursos multimédia
Interatividade – Dêixis: pessoal, temporal e espacial

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 8 – Dêixis

Caderno de Atividades (pp. 85-88)


Fichas de trabalho por domínio – Gramática
Ficha 8 • Dêixis

1.1. Falante: “me”; ouvintes: “vos”, “vades”, “ouvistes”, “vossos”, “ouvi”, “vossas”, “vos” [servir-vos-ão], “vós”, “vos”, “comeis”.

Pág. 56
1.1.1. O falante será o pregador, identificado com o autor do sermão, Padre António Vieira, e os ouvintes são os peixes a quem foi pregado o sermão. É o conheci-
mento da situação de enunciação (ainda que ficcionada) que nos permite esta identificação. [Sem este conhecimento, o valor variável das palavras identificadas
em 1.1. apenas nos indicariam o falante, fosse ele quem fosse, e os ouvintes, discursivamente referenciados pela segunda pessoa do plural].
1.2. Deíticos pessoais.
2.1. a. verbais; b. momento; c. temporais; d. pessoais; e. advérbio; f. lugar; g. espacial; h. “aquele”.
3. e 3.1. a. Verdadeira; b. Falsa – não há qualquer deítico pessoal no segmento; c. Falsa – contém dois deíticos pessoais (segunda pessoa – “vo(s)”; primeira
pessoa – “nego”).

9
Pág. 57
Pré-leitura | Oralidade
MC   EL11 – 14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: o sermão […].

O11 – 1. 4. Fazer inferências.

1. O orador vai concentrar-se nos defeitos de alguns peixes, particularizando, portanto, a análise que tinha feito no capítulo anterior.

Registos vídeo
Excerto do filme A Vida de Pi.

2.1. Os peixes voam.


2.1.1. Resposta pessoal, com referência ao facto de os peixes saírem do seu elemento natural, a água, e assumirem comportamentos típicos de outros animais.

Pág. 64
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: o sermão […].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1.1. Dêixis pessoal: “direi”, “tenho”, “vós”, “nossa”, “cheguei”, “me”; dêixis temporal: “agora”, “tenho”, “no mesmo dia”, “cheguei”, “moveram”; dêixis espacial: “aqui”.
1.2. Roncadores: 1.º e 2.º parágrafos (ll. 1-43); Pegadores: 3.º a 6.º parágrafos (ll. 44-109 a 128); Voadores: 7.º a 9.º parágrafos (ll. 110-178); Polvo: 10.º e 11.º
parágrafos (ll. 179-217).
2. e 2.1.

Soluções de atividades
Correção do trabalho de grupo

Pág. 65
3. Vieira alerta os peixes para que evitem explorar as riquezas que podem ser encontradas nos destroços de uma embarcação naufragada.
3.1. Simbolicamente, o Padre António Vieira pretende chamar a atenção dos seus ouvintes para a importância de não se apropriarem do que não lhes pertence.
4. a. 3; b. 1; c. 4; d. 2; e. 6; f. 1; g. 5; h. 6.
4.1. Orações subordinadas adjetivas relativas explicativas.
5. a. V; b. F; sujeito subentendido – vós; c. V; d. F; termina com uma oração coordenada copulativa.

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 6 – Funções sintáticas
Ficha 7 – Frase complexa: coordenação e subordinação

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“Sermão de Santo António”
Funções sintáticas

Recursos multimédia
Interatividade – “Sermão de Santo António aos Peixes”: análise do capítulo V

Outros (Inter)Textos
“Guichê/2” de Alexandre O’Neill
“Homens que são como lugares mal situados” de Daniel Faria

Pág. 66
Oralidade
MC   EL11 – 14. 1. Ler expressivamente em voz alta textos literários, após preparação da leitura.
14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

O11 – 1. 2. Explicitar a estrutura do texto.


2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

G11 – 20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

2.  Registos áudio / Transcrição de registos


Tema musical “Vampiros” dos Anaquim e respetiva transcrição
a. Os vampiros foram derrotados, no passado, mas voltaram a atacar; desta vez, foram bem-sucedidos (“a cidade lhes sorriu”), uma vez que apareceram disfarçados;
advertência para se ser cauteloso e ter uma atitude defensiva, tendo em conta que eles são cada vez mais perigosos.

10
b. 1.ª parte: narração da história dos vampiros (4 estrofes iniciais); 2.ª parte: advertência ao(s) ouvinte(s) (as duas estrofes que se seguem ao relato e que se
repetem no final).
c. “[tu] tem (cuidado)”, “[tu] vai (olhando)”. As formas verbais com valor imperativo assumem valor deítico, identificando a pessoa a quem se dirigem os conselhos
do enunciador.
2.1.1. Exemplos de palavras e expressões: “astutos”; “disfarçaram os seus dentes”; “vestiram outra pele e outra cara”; “Enganavam à primeira vista os crentes”; “aos
morcegos nada escapa”; “os vampiros hoje em dia nada temem”. Os vampiros representam aqueles que dissimulam os seus verdadeiros propósitos para enganar as
suas “vítimas”.
2.1.2. Resposta pessoal e destacando o polvo, que, com a sua dissimulação e hipocrisia, consegue apanhar as suas vítimas incautas.

Pág. 67
Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: exposição sobre um tema […].
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual: a) texto constituído por três
partes (introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas; b) marcação correta de parágrafos; c) utilização adequada de
conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

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Fases da escrita
Exposição sobre um tema

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Caderno de Atividades (p. 52)


Fichas de trabalho por domínio – Escrita
Ficha 1 – Exposição sobre um tema

Pág. 68
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados […], marcas dos seguintes géneros: artigo de divulgação científica […].

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1. Divulgar informação relevante e novos conhecimentos na área da psicologia, em particular sobre pessoas que exercem uma influência negativa sobre os que
as rodeiam.
1.1. Tal como no “Sermão de Santo António”, no texto são apontados e exemplificados alguns defeitos humanos, nomeadamente os que se associam a pessoas
arrogantes (como os roncadores), que tendem a sobrepor-se aos outros e a prejudicar os que se encontram numa posição de inferioridade, recorrendo a diferen-
tes estratégias para alcançar o que pretendem (como os voadores e os pegadores ou o polvo).

Pág. 69
1.2. a. 4; b. 2; c. 6; d. 1; e. 3; f. 5.
1.3. As orações subordinadas adjetivas relativas explicativas contribuem com informação adicional sobre os antecedentes, caracterizando os diversos tipos de
“invejosos” (os “arrogantes”, os “hostis”, os “déspotas”, os “psicóticos” e os “neuróticos”).
1.4. O autor do artigo, usando no título uma expressão de carácter coloquial, estabelece uma relação com o conteúdo do texto, aludindo, desde logo, ao poder
corrosivo que as pessoas aí definidas como “gente tóxica” exercem sobre os outros.
[Pode chamar-se a atenção dos alunos para o facto de a revista em que é apresentado o artigo se dedicar à divulgação científica, circunstância que poderia levar
os leitores, num primeiro momento, a entender a palavra “veneno” de forma denotativa.]

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Artigo de divulgação científica

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de divulgação científica

11
Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Ficha 1 – Artigo de divulgação científica

Pág. 71
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. a) Estabelecer relações de sentido entre as diversas partes constitutivas de um texto.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: o sermão […].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1.1. Recapitulação: ll. 1-6; amplificação: ll. 6-16; comoção: último parágrafo, ll. 17-31.
2. c.

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“Sermão de Santo António”

Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação […].
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

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Fases da escrita

Outros (Inter)Textos
“Este país não é para corruptos” de Ricardo Araújo Pereira

Pág. 72
Oralidade
MC   O11 – 1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
3. 3. Elaborar e registar argumentos e respetivos exemplos.
5. 1. Produzir textos seguindo tópicos elaborados autonomamente.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: […] apreciação crítica […].
6. 2. Respeitar as marcas de género do texto a produzir.
6. 3. Respeitar as seguintes extensões temporais: […] apreciação crítica – 2 a 4 minutos […].

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. Resposta pessoal. Exemplo de argumento e respetivos exemplos: A literatura portuguesa, desde a sua génese, integrou textos com um pendor satírico face
à sociedade, como o comprovam as cantigas de escárnio e maldizer medievais, autos vicentinos como a Farsa de Inês Pereira ou a poesia camoniana dedicada
ao tema do desconcerto do mundo.

Registos radiofónicos / Transcrição de registos


Rubricas radiofónicas “Saber estar em supermercados” e “Ensacamento: principais questões” e respetivas transcrições
1.2. a. O supermercado.
b. As pessoas que adotam comportamentos considerados estranhos ou inadequados por parte do autor.
1.2.1. Os humoristas partilham com o Padre António Vieira objetivos de crítica social, denunciando situações que, na sua perspetiva, merecem reparos e repreen-
sões. Fazem-no, no caso dos radialistas, recorrendo ao exagero, caricaturando figuras e situações para, assim, através da ironia e do cómico, atingirem os seus
propósitos satíricos e levarem a uma mudança, tal como Vieira, por meio da alegoria, pretendia sensibilizar e promover a modificação dos vícios que censurava.

Recursos multimédia
Tutorial – Apresentar uma apreciação crítica

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Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade (Expressão oral) – Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 4 – Apreciação crítica

12
Pág. 73
Pós-leitura
MC   EL 11 – 14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: o sermão […].

1. (a) “Vos estis sal terræ”; (b) Invocação a Maria; (c) Apresentação da estrutura do sermão e dos seus dois momentos (“no primeiro louvar-vos-ei as vossas virtudes, no
segundo repreender-vos-ei os vossos vícios”); (d) Exposição; (e) obediência e respeito a Deus; (f) prudência pelo afastamento em relação ao homem; (g) força e poder;
(h) Torpedo; (i) energia; (j) Capacidade de olhar para dois planos; (k) ictiofagia (o facto de se comerem uns aos outros); (l) Roncadores; (m) Parasitismo; (n) Vaidade,
presunção; (o) Polvo; (p) Elogio final aos peixes; (q) Peroração.

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“Sermão de Santo António”

Testes de compreensão do oral – Teste 1

Pág. 74
Leitura para informação

Linhas de leitura do texto de José Van Den Besselar:


  Confirmação, com passagens textuais, da afirmação inicial do segundo parágrafo.
  Interpretação da utilização do termo “escandalizado” (l. 9) no âmbito da referência às reações aos sermões do Padre António Vieira.
  Sistematização da importância da oratória no Barroco e do relevo do “púlpito” no contexto da época de Vieira.

Tópicos de exploração do texto de Carlota Urbano e Margarida Miranda:

  Levantamento das palavras-chave do “Sermão de Santo António” utilizadas.


  Associação do excerto a um momento particular do sermão (o capítulo IV e as repreensões gerais aos peixes e, por alegoria, aos homens – concretamente, os
“ouvintes do Maranhão”).

Textos informativos complementares


“O mais conhecido dos Sermões de Vieira: O Sermão de Santo António aos peixes”

Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária


Ficha 1 – Padre António Vieira, “Sermão de Santo António”

Caderno de Atividades (pp. 3-5)


Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária
Ficha 1 – Padre António Vieira, “Sermão de Santo António”

Pág. 75
Pré-leitura | Oralidade

Registos vídeo / Transcrição de registos


Excerto 2 do documentário Grandes Livros – episódio Sermão de Santo António aos Peixes – e respetiva transcrição.
Pode aceder-se ao documentário integral em Ensina RTP, através do link http://ensina.rtp.pt/artigo/sermao-de-sto-antonio-aos-peixes-de-pdre-antonio-vieira/

MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.


L11 – 7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.

1.1. O envolvimento do Padre António Vieira na “luta pela dignidade humana” e “pelos direitos de cidadania”.
1.2. Cf. Transcrição do excerto vídeo (Dossiê do Professor, p. 306).

Sugestão: Para abordar a atualidade das ideias do Padre António Vieira e refletir sobre o seu empenho na defesa dos direitos humanos, pode constituir uma
atividade interessante o visionamento do testemunho de Baptista Bastos sobre o autor do “Sermão de Santo António”, a que se refere como “Um homem peri-
gosíssimo” (SIC Notícias). Pode aceder-se ao vídeo através do link http://videos.sapo.pt/A7GkC1vnrA56OAmsniGz

2.1. O diálogo entre as duas figuras coloca em evidência o desfasamento entre a designação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o seu real carácter
“universal”, criticando as limitações à sua efetivação no nível desejado.
2.1.1. Tal como no cartoon se sugere, o adjetivo “universal” continua a não corresponder ao alcance dos direitos humanos, situação sobre a qual reflete David
Rodrigues, salientando entraves à sua efetiva universalização.

Pág. 77
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados […], marcas dos seguintes géneros: […] artigo de opinião.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

1.1. e 1.2.
(B) – 1.º parágrafo (ll. 1-11)
(A) – 2.º parágrafo (ll. 12-24)

13
(D) – 3.º parágrafo (ll. 25-32)
(E) – 4.º parágrafo (ll. 33-49)
(C) – 5.º parágrafo (ll. 50-71)
2.1. (a) Os direitos humanos não são universais (como deveriam efetivamente ser); (b) “existem milhões de pessoas que vivem sob regimes ditatoriais” (ll. 15-16);
(c) “existe, no século XXI, escravatura e tortura” (ll. 16-17); (d) “largos extratos populacionais são refugiados do seu país” (ll. 17-18); (e) “o acesso à educação, saúde e
subsistência básica é ainda inacessível para uma maioria da população mundial” (ll. 19-21); (f) “há milhares de milhões de pessoas em situação de pobreza extrema” (ll.
21-23); (g) Os direitos humanos estão ligados a “uma condição de merecimento” (ll. 27-28); (h) O direito à educação e as condições que envolvem a sua concretização
(ll. 33-41).

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Texto/Artigo de opinião

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de opinião

Pág. 78
2.2. a. “Sabemos” (l. 12), “Vejamos” (l. 33), “Precisamos” (l. 66)…
b. “são” (l. 2), “Sabemos” (l. 12), “ouvimos” (l. 25), “juntam” (l. 50)…
c. Exemplo: 2.º parágrafo (ll. 12-24);
d. Exemplo: 3.º e 5.º parágrafos (ll. 25-32 e 50-71);
e. “por exemplo” (l. 33), “Frequentemente” (l. 25), “Assim” (l. 28)…
f. “Destas características dos Direitos Humanos, é certamente o seu caráter universal que mais é ameaçado hoje em dia.” (ll. 7-9); “Agora é tempo de lembrar que direitos
não têm ‘ses’ e esta palavra, ‘se’, está ausente dos documentos fundadores, reguladores e inspiradores dos Direitos Humanos.” (ll. 59-62); “Sim, é isso: torná-los mais espes-
sos, mais complexos, mais sólidos, mais direitos e mais humanos.” (ll. 69-71).
3. As frases interrogativas servem um duplo propósito: introduzem questões pertinentes relativas aos Direitos Humanos e, enquanto estratégia discursiva, per-
mitem a progressão temática do texto, determinando a introdução de novos elementos.
4. Resposta pessoal, destacando o valor de possibilidade associado à conjunção “se” como forma de salientar a dificuldade de concretização efetiva dos Direitos
Humanos sobre que o autor reflete.
5. (B) (“seu” refere-se a “largos extratos populacionais”).
6.1. (D); 6.2. (C); 6.3. (B).
7. Ll. 10-11 e l. 26.

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Processos irregulares de formação de palavras

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 5 – Processos irregulares de formação de palavras

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 4 – Artigo de opinião

Caderno de Atividades (pp. 45-51)


Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Fichas 7 e 8 – Artigo de opinião

Pág. 79
Oralidade
Registos áudio / Transcrição de registos
Discurso de Malala Yousafzai na Assembleia da Juventude das Nações Unidas (excerto) e respetiva transcrição

MC   O 11 – 1. 3. Distinguir informação subjetiva de informação objetiva.


1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
1. 7. Explicitar, em função do texto, marcas dos seguintes géneros: discurso político […].

1.1. a. Deíticos pessoais que identificam o enunciador: “sei”, “meu”, “eu”, “estou”…; deíticos temporais: “Hoje”, “agora”; deíticos espaciais: “aqui”. b. A educação
“assusta” e afasta os “extremistas”. A educação permite a mudança e a igualdade (entre homens e mulheres). A educação permite/promove o sucesso (“Não
podemos ter sucesso quando metade de nós fica para trás.”). c. “paz”, “educação”, “igualdade”, “dignidade”, “força”, “coragem”, “liberdade”.
1.2. a. Cria uma relação de proximidade com os ouvintes, propiciando um clima afetivo semelhante ao que envolve as relações de parentesco. b. Confere credibili-
dade ao discurso, torna mais fundamentados os apelos e emotivo o testemunho. c. A oradora estabelece grande cumplicidade com os ouvintes, implicando-os na
mudança de que ela começou por se apresentar como agente individual mas que, levada a cabo por uma coletividade, se pode tornar mais incisiva. d. Funciona como
argumento de autoridade, comprovando os resultados dos esforços em prol dos direitos humanos.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Discurso de Malala Yousafzai na Assembleia da Juventude das Nações Unidas (excerto)

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Discurso político

Recursos multimédia
Vídeo – Discurso político

14
Fichas de trabalho por domínio – Oralidade
Ficha 1 – Discurso político

Caderno de Atividades (pp. 39-44)


Fichas de trabalho por domínio – Oralidade
Fichas 5 e 6 – Discurso político

Pág. 80
Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: […] texto de opinião.
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:
a) texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas;
b) marcação correta de parágrafos;
c) utilização adequada de conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 5. Observar os princípios do trabalho intelectual: identificação das fontes utilizadas; cumprimento das normas de citação; uso de notas de rodapé; elabora-
ção da bibliografia.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Proposta de escrita – Texto de opinião

Caderno de Atividades (pp. 59-60)


Fichas de trabalho por domínio – Escrita
Ficha 3 – Texto de opinião

Pág. 81
Projeto de Leitura
MC   EL11 – 15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:

“Sermão de Santo António”: contextualização histórico-literária.

Projeto de Leitura
Fichas de Leitura

Pág. 84
Ficha Formativa

Cotações:

Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

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Correção da Ficha Formativa 1

Pág. 85
Grupo I
1. Ao nível da estrutura externa, trata-se de parte do capítulo V do “Sermão de Santo António”, num momento em que o Padre António Vieira procede às críticas
aos peixes, a partir de um exemplo concreto: o dos pegadores. Em termos de estrutura interna, o excerto faz parte da Confirmação do sermão.
2. São peixes pequenos, mas que se “colam” aos maiores, a partir dos quais procuram obter benefícios (“sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas
de tal sorte se lhes pegam aos costados, que jamais os desaferram”, ll. 5-6; “o peixe grande não pode dobrar a cabeça, nem voltar a boca sobre os que traz às costas, e
assim lhes sustenta o peso, e mais a fome”, ll. 9-11). Por essa razão, são considerados astutos (l. 11), mas, simultaneamente, ignorantes (l. 27), por se sujeitarem
a perigos apenas por oportunismo.
2.1. Os pegadores, por se aproveitarem dos outros peixes e por se deixarem “estar pegados à mercê, e fortuna dos maiores” (ll. 17-18), acabam por vir a sofrer o
destino destes: “morre o Tubarão, e morrem com ele os Pegadores” (l. 24); “O Tubarão morreu porque comeu, e eles morreram pelo que não comeram” (ll. 26-27).
15
3. Os pegadores representam os homens oportunistas, aqueles que exploram e se aproveitam de outros para atingirem bens pessoais, com pouco investimento
pessoal. Correspondem ao tipo do “parasita social”.
4. A antítese serve ao orador para evidenciar o resultado do comportamento dos pegadores, em relação com o investimento por eles feito, quando confrontado
com o do seu hospedeiro: este sofre as consequências de atos de que é o único responsável; aqueles lidam com os efeitos da imprevisibilidade associada ao seu
oportunismo.

Pág. 86
Grupo II
1.1. (C)
1.2. (D)

Pág. 87
1.3. (B)
1.4. (C)
1.5. (D)
2. A alusão ao título do romance de Inês Pedrosa e a ideia da “presença” (ll. 18-19) contínua do Padre António Vieira na vida da protagonista da obra.
3. Descrição do objeto da apreciação: os três primeiros parágrafos (ll. 1-46). Comentário crítico da obra: os dois parágrafos finais (ll. 47-76).
4. Apócope do m final e vocalização do c em i.
5. Modificador apositivo do nome.
6. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 1

Testes por sequência


Teste 1 – Padre António Vieira – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

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Correção do teste 1

Sequência 2 · Almeida Garrett


Pág. 90
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.


9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

Sugestões de abordagem do texto de Rita Jardim:

  Identificação do género do texto e das respetivas marcas (estruturais e linguísticas);


  Troca de impressões sobre os diversos elementos que contribuem para a existência do teatro, com realce para o “público” (l. 7);
  Comentário sobre as afirmações: “tu só és se houver público” (ll. 6-7) e “é o público que te faz” (l. 12);
  Reflexão sobre a natureza do teatro a partir do quinto parágrafo;
  Explicitação dos motivos de agradecimento da remetente da carta e interpretação dos mesmos em conexão com os objetivos do teatro.

Textos informativos complementares


“A especificidade do texto dramático”

Pág. 91

MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.


7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático.


15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa, com recurso a diferentes linguagens (por exemplo, música, teatro, cinema, adaptações a séries de
TV), estabelecendo comparações pertinentes.

Tópicos de exploração do texto publicitário:

  Referência aos elementos que compõem a publicidade (texto verbal e texto icónico);
  Indicação (revisão) de algumas das características do texto dramático: disposição gráfica específica, identificação das personagens junto das respetivas falas,
presença de texto principal (falas/réplicas) e secundário (didascálias);
  Identificação do pendor crítico do excerto dramático apresentado (denúncia da falta de público – estado atual do teatro português);

16
  Análise do valor expressivo do título da obra publicitada: Do outro lado da máscara;
  Antecipação de possíveis relações – Temas? Personagens? Situações? – com Frei Luís de Sousa. (Depois da discussão, o professor pode anunciar que a cena
apresentada constitui uma adaptação do final do segundo ato da peça de Garrett.)

Pág. 92
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2.1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 16.1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Excerto do documentário A Alma e a Gente – “Almeida Garrett e o Romantismo”.

1.1. a. Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, fundado por Almeida Garrett; b. (a) irlandesa; (b) 1799; (c) 1854; (d) Romantismo; (e) 1820; (f) Inglaterra.
1.2.1. e 1.2.2. Cf. Transcrição do excerto vídeo (Dossiê do Professor, pp. 309-311).

Pág. 94
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

G11 – 19. 1. Reconhecer e fazer citações.


19. 2. Identificar e interpretar discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.
20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1. Empenhamento na criação do Teatro Nacional D. Maria II e elaboração de um repertório dramático original.


2. Os dois últimos parágrafos apresentam informações que permitem contextualizar, histórica, literária e politicamente, a vida e a obra de Almeida Garrett.

Nota: O título do texto constitui uma alusão intertextual ao final do segundo ato de Frei Luís de Sousa, momento com que dialoga igualmente o texto publicitário da p.
91. Aquando da abordagem das cenas do reconhecimento do Romeiro, pode retornar-se a esta página e solicitar o estabelecimento de conexões temáticas entre o
título do texto de Luís Almeida Martins e a peça de Garrett.

3. a. 3.; b. 2.; c. 8.; d. 1.; e. 5.

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Funções sintáticas

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 6 – Funções sintáticas

Pós-leitura
MC   EL11 – 16.1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

Textos informativos complementares


“O contexto político do Romantismo em Portugal”

Pág. 95
Leitura para informação

Tópicos de exploração do texto de Jacinto do Prado Coelho:


Levantamento de características do Romantismo:
  Confessionalismo e egotismo (ll. 5-8);
 Domínio “dos sentimentos e da imaginação” (ll. 7-8);
 Nacionalismo: “valorização do que distingue uma cultura regional de todas as outras” (ll. 9-10);
  Interesse pelo tradicional e pelo popular (ll. 10-11);
  Apreço pela Idade Média (evasão no tempo) (ll. 13-15);
  Culto do diferente e do exótico (evasão no espaço) (ll. 17-18);
  “Ideia da bondade natural do indivíduo, pervertido e constrangido pela sociedade” (mito do bom selvagem de Rousseau) (ll. 19-20);
  Espiritualismo e fatalismo (ll. 22-24);
  Temáticas amorosas (“amor platónico”, “mulher-anjo”, “sentimentos fortes, carregados – ciúme, vingança, desespero”);
  Sentimentalismo exacerbado: “sentimentos fortes, carregados – ciúme, vingança, desespero” (ll. 25-26);
  Integração do Homem na sociedade e no tempo em que vive e que o determinam: “senso histórico” e “senso crítico” (l. 28);
  Estilo arrebatado, “exclamativo, ‘frenético’” (ll. 26-27) (adequado à expressão exaltada de sentimentos);
  Conceção didática da literatura: “literatura como tarefa cívica, meio de ação pedagógica” (ll. 34-35).

17
Pág. 98
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: […] o drama romântico […].
16.1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

1.1. e 1.1.1. (C) – ll. 2-7, (E) – ll. 8-11, (A) – ll. 12-17, (D) – ll. 18-29, (F) – ll. 30-51, (B) – ll. 52-59.
1.2. Garrett recorreu à prosa para que a linguagem usada se adequasse ao “assunto moderno” (cf. ll. 18-19) da sua obra e à figura de Manuel de Sousa Coutinho,
ele próprio prosador e não poeta (ll. 25-27).
2.1. Tragédia: ação simples (“há toda a simplicidade de uma fábula trágica antiga”); poucas personagens; recurso escasso a cenas melodramáticas;
Drama: escrita em prosa.

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Frei Luís de Sousa
Os diapositivos iniciais da apresentação permitem a correção do esquema.

Textos informativos complementares


“Leitura genológica: a discussão do género de Frei Luís de Sousa”

Pág. 99
Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2.1. Selecionar e registar as ideias-chave.

CD áudio Faixa 02

Transcrição de registos
“Fontes históricas e literárias de Frei Luís de Sousa” de Conceição Jacinto e Gabriela Lança.
Cf. Transcrição do registo (p. 283 do Dossiê do Professor).

1.1.1. (A)
1.1.2. (C)
1.1.3. (B)

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 2 – Exposição sobre um tema

Pág. 100
Leitura para informação

Tópicos de exploração dos textos:


  Explicitação do valor do adjetivo “ambíguo” na referência ao género de Frei Luís de Sousa;
  Enumeração, por tópicos, das características da “tragédia antiga”;
  Identificação dos traços distintivos da tragédia face aos do drama romântico.

Pág. 102
Pré-leitura
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar […] ideias principais […].
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático:
a) ato [...].

1.1. (a) 12; (b) 15; (c) 12.


1.2. (d) Palácio de Manuel de Sousa Coutinho (Almada): antigo, luxuoso e elegante, com grandes janelas sobre o Tejo, ligado ao exterior por meio de duas portas.
(e) Palácio de D. João de Portugal: antigo, de “gosto melancólico e pesado”, com muitos retratos, destacando-se três: o de D. Sebastião, o de Camões e o de D.
João de Portugal; espaço fechado e escuro, com grandes reposteiros, ligado à capela da Igreja de S. Paulo dos domínicos; (f) Parte baixa do Palácio de D. João de
Portugal: “casarão vasto sem ornato algum”, de ambiente austero e religioso.
1.2.1. As mudanças de ato coincidem com a alteração do local onde decorre a ação, facto que determina as três partes estruturais da peça.

1.3. Restantes soluções do quadro, a preencher no final do trabalho com cada ato:
(g) I; (h) IV (i) Anúncio dos governadores, decisão de Manuel de Sousa Coutinho e preparação do incêndio; (j) IX; (k) XII; (l) Informações sobre os acontecimentos
ocorridos desde o incêndio até ao presente da ação; (m) Chegada do Romeiro e momento do reconhecimento; (n) os acontecimentos ocorridos desde o final do ato
anterior e sobre a solução encontrada pelos esposos: professarem; (o) II; (p) IX; (q) X; (r) XII; (s) morte física de Maria e moral dos pais (tomada de hábito por Manuel
de Sousa Coutinho e D. Madalena).

18
Pág. 103
Nota: A edição de Frei Luís de Sousa utilizada é a referenciada no final dos excertos. Atualizou-se, porém, a grafia de alguns vocábulos que poderiam dar a impressão
de incorreção ortográfica, mantendo-se a de outros que podem ainda ser utilizados enquanto arcaísmos ou registos populares. Acrescentaram-se notas voca-
bulares e mantiveram-se algumas notas de Almeida Garrett (da primeira edição), consideradas importantes para a interpretação da obra e a compreensão da sua
conceção.

Pág. 104
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios;
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: b) didascália; c) […] monólogo […].
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. A ação decorre ao final da tarde (“É no fim da tarde.”, l. 9).


1.2. Uma sala luxuosa e elegante (l. 1), ornada com grande riqueza. Trata-se de um espaço com muita luz, com grandes janelas com vistas para o rio Tejo e para
Lisboa, e duas portas de comunicação, elementos arquitetónicos que permitem a relação com o exterior.
1.3. A descrição do espaço indica que a ação decorre num ambiente faustoso, ligado à nobreza.
2.1. Os versos pertencem ao episódio de Inês de Castro e descrevem a sua felicidade antes de ser assassinada.
2.2. D. Madalena considera que, apesar do desfecho fatal, a breve ilusão de felicidade de Inês de Castro é motivo de alegria, ao contrário da sua situação, que a
faz viver em permanente “medo” e com “contínuos terrores” que não a deixam gozar a alegria do seu amor.
3.1. 1.ª parte: linhas 17 a 20 (até “... pode-se morrer.”); 2.ª parte: linhas 20 (desde “Mas eu!…”) a 24. O conector “Mas” marca o contraste da situação de D. Mada-
lena face à de D. Inês de Castro.
3.2. No primeiro momento, D. Madalena mostra-se serena e enleada na ideia de felicidade a que alude. Ao refletir sobre si mesma e a sua situação, revela-se
angustiada, por causa do “medo” e dos “contínuos terrores” em que vive.
3.3. A pontuação utilizada, sobretudo com as reticências e as exclamações, revela o estado emocional da personagem, refletindo as suas hesitações e angústias.

Textos informativos complementares


“As personagens principais em Frei Luís de Sousa”

Pág. 112
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: b) didascália; c) diálogo, […] e aparte.

1.1. D. Madalena refere-se a Maria, sua filha, ao marido atual, Manuel de Sousa Coutinho, e alude a D. João de Portugal, seu anterior esposo, desaparecido na
batalha de Alcácer Quibir. Telmo fora escudeiro do pai de D. João e acompanhara o primeiro marido de D. Madalena aquando do seu casamento com ela, perma-
necendo na sua companhia mesmo depois do enlace com Manuel de Sousa Coutinho.
1.1.1. Telmo conheceu D. Madalena quando ela se casou com D. João de Portugal e foi ganhando ascendente sobre ela. Com o desaparecimento do nobre e o se-
gundo casamento da dama, permaneceu na família. Inicialmente, não “podia ver” (l. 57) Maria, que, com o tempo, foi ganhando a sua afeição, a ponto de o levar a
sentir por ela mais amor do que o seu próprio pai.
1.2. (a) Linhas 209-210 e 213-214. (b) Linhas 94-95. (c) Linhas 50-52, 71, 169-170, 184. (d) Linhas 9-10, 86, 162-163. (e) Linhas 135-137, 147-149, 159-160, 163-
-164. (f) Linhas 23-24, 25-26, 58-60, 72.
1.3.1. Maria é, para D. Madalena e para Telmo, um “anjo”, nome associado a valores como pureza, inocência e bondade, que imprimem à personagem uma
dimensão sobrenatural, quase divina. [Poderá associar-se à ideia de mulher-anjo do Romantismo, protótipo do bem e da perfeição.]
1.4. Telmo desempenha, ao longo da peça, o papel de companheiro e de figura amiga sempre presente. Já nesta cena provoca a revelação dos pensamentos de
outras personagens, representando o papel de confidente e de comentador da ação dramática, predizendo o desfecho trágico, com os seus presságios e agouros.
1.4.1. No aparte da l. 37, Telmo manifesta, de forma subtil, a sua dúvida relativamente à morte de D. João, corrigindo a forma verbal de que D. Madalena se ser-
vira para mencionar o primeiro marido. O aparte seguinte decorre do diálogo com a senhora e do compromisso de não voltar a falar com Maria sobre as crenças
sebastianistas, sentindo o escudeiro que, apesar de não as poder verbalizar, será impossível deixar de as sentir, associando-as ao caso concreto de D. João de
Portugal.
2.1. b. (D. Madalena desenvolveu buscas para encontrar o marido “durante sete anos” – l. 116) e c. (a carta de D. João foi escrita “na própria madrugada do dia da
batalha” – ll. 132-133).

Pág. 116
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: a) […] cena; […] c) diálogo [...].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

19
1. As cenas dividem-se com base na entrada de Maria (cena III) e na saída de Telmo (cena IV).
2. A possibilidade do regresso de D. Sebastião.
2.1. Maria acredita que D. Sebastião está vivo e que há de regressar (ll. 9-10). Esta certeza sustenta-se na fé do povo que, segundo ela, terá razão de ser. É na des-
crença no que diz o povo e nas palavras de Frei Jorge e de Lopo de Sousa que assenta, por outro lado, a argumentação de D. Madalena, que procura desviar a sua
filha destas ideias (ll. 13-15).
2.2.1. Telmo acredita na possibilidade de retorno de D. Sebastião, desse modo mantendo também viva a esperança de regresso de seu amo. Segundo Maria, seu
pai, perante esta possibilidade, muda (ll. 28-29) e, quanto à mãe, “essa ainda é pior, que se aflige, chora…” (l. 35). Estas reações decorrem da associação entre a so-
brevivência de D. Sebastião e a de D. João, cuja morte nunca fora confirmada e que, regressando, implicaria a nulidade do seu casamento e a ilegitimidade de Maria.
3.1. A tristeza de Maria advém da preocupação que sente nos pais por sua causa. Percebe que haverá algo que eles lhe escondem. Por isso, sonha (ll. 66-67) e
sente-se impotente para realizar o que considera serem as esperanças de seu pai (l. 73).
3.2. As papoilas são flores simbolicamente associadas ao sono e ao sonho. Neste contexto, poderão significar a concretização dos sonhos de Maria e um pre-
núncio de morte.
3.3. Muito preocupada com o estado de saúde da filha, mas também com os seus “desvarios” (l. 60), com a sua imaginação, distante das “cousas da vida” (l. 70).
3.4. As palavras de Maria levam a mãe a um extremo de sofrimento, pois Maria parece estar a questionar a sua própria existência.
4. Madalena mostra-se preocupada com a filha (ll. 44 e 45), insegura e ansiosa (ll. 48-49). Maria revela-se uma jovem idealista, interessada e respeitadora das
crenças populares (ll. 18-20).
É perspicaz na leitura dos sinais que os pais deixam transparecer (ll. 46-47 ou l. 58) e preocupada com a mãe (ll. 55 e 56).
5.1. A crença sebastianista de Maria, a doença (tuberculose), a sua prodigiosa imaginação e o murchar das flores.
6. a. Modificador restritivo do nome; b. Complemento do adjetivo; c. Complemento direto; d. Vocativo; e. Modificador apositivo do nome; f. Predicativo do sujeito;
g. Sujeito; h. Complemento oblíquo.
7. “estremecemos” (l. 57), “cabeçal” (l. 66), “galhardo” (l. 78), “mancebo” (l. 78).
8. Palavras divergentes.
9. Na zona onde moro há o hábito de levar as crianças ao parque infantil. / O hábito dos frades dominicanos distingue a ordem.

Pág. 117
Oralidade
MC   O11 – 1. 2. Explicitar a estrutura do texto.
1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

CD áudio Faixa 03

Transcrição de registos
“O Sebastianismo” de António Machado Pires.

1. Apresentar informações sobre o tema do Sebastianismo.


1.1. (a) Desaparecimento de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. (b) Trovas do Bandarra, mitos peninsulares do Encubierto e textos do profetismo judaico euro-
peu. (c) Crença no regresso de D. Sebastião, para garantir a restauração da nacionalidade, depois do domínio filipino. (d) Crença na vinda de alguma figura salvadora.
(e) Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, poesia de António Nobre, Miguel Torga, Manuel Alegre...
1.2. Tópicos de resposta: o Sebastianismo como mito associado a alguns traços distintivos do ser português: a esperança, o idealismo, o nacionalismo, a indolência
e um certo comodismo.
1.3. O poema de Pessoa explora, numa vertente lírica, a dupla interpretação do Sebastianismo, apresentando nos versos 4 e 5 a distinção entre a figura histórica
e a personalidade mítica de D. Sebastião. Se o “ser que houve” ficou “onde o areal está”, tendo desaparecido em Alcácer Quibir, o ser “que há” permanece, através
da lembrança inspiradora do rei.

Outros (Inter)Textos
“D. Sebastião regressará numa manhã de nevoeiro” de Luís de Almeida Martins
“Abaixo el-rei Sebastião” de Manuel Alegre

Pág. 118
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 1. Identificar tema e subtemas, justificando.
7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 7. Explicitar [...] marcas dos seguintes géneros: [...] apreciação crítica [...].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

1.1. A obra inspira-se no desaparecimento de D. Sebastião e nos acontecimentos subsequentes, relatados por um narrador invulgar: uma taça feita a partir do
corno de um rinoceronte que fora oferecido ao rei português.
1.2. “notável” (l. 35).
1.2.1. O texto exemplifica uma apreciação crítica em que o momento de avaliação do objeto é muito sintético e bastante menor que a parte dedicada à sua descrição,
que deverá ser, tendencialmente, sucinta.

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Apreciação crítica

20
Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Ficha 2 – Apreciação crítica

Pág. 120
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: […] c) entre características e pontos de vista das personagens […].
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: […] b) didascália […].

G11 – 20. 1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1. a. O título coloca em evidência o motivo que determina a visita de Frei Jorge: ele traz notícias de Lisboa sobre a intenção de os governadores de Portugal virem
instalar-se no palácio de Manuel de Sousa Coutinho.
b. Maria e D. Madalena reagem às “notícias de Lisboa” de forma negativa. Porém, se Maria se mostra agitada e revoltada, D. Madalena procura compreender,
racionalmente, os motivos da decisão.
2. As didascálias presentes nas cenas V e VI fornecem informações, por um lado, sobre a movimentação, os gestos, os apartes e o tom de voz das personagens (ll.
1-2, 23, 24, 25, 38, 55 e 56), orientando a representação, e, por outro, sobre o estado de espírito das personagens (ll. 9 e 48). No caso da penúltima fala de Maria, a
didascália que a acompanha sugere o carácter excecional da personagem (l. 46).
3. Deíticos pessoais: “Meu” (l. 51), “vi” (l. 51), “nosso” (l. 52), “Estáveis” (l. 52), “Vim” (l. 53), “vos” (l. 53). Deíticos temporais: “agora” (l. 51), “é” (l. 51), “Estáveis” (l.
52), “era” (l. 52), “já” (l. 52), “vai a cerrar-se” (l. 52), “Vim trazer-vos” (l. 53). Deíticos espaciais: “daquele” (l. 51).

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Dêixis

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 8 – Dêixis

Pág. 121
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

CD áudio Faixa 04

1.1. Resposta pessoal. Adjetivos possíveis: a. agitado, perturbador, intenso... b. Linguagem de Manuel: decidida, incisiva, assertiva, direta. Linguagem de Mada-
lena: hesitante, emocionada, temerosa. Linguagem de Maria: excitada, animada. Linguagem de Frei Jorge: ponderada, simples e direta.

Pág. 125
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1. (a) entrada; (b) decidido; (c) governadores; (d) residência; (e) / (f) fascinada e entusiasmada (por esta ordem ou pela inversa); (g) patriótica; (h) razão; (i) pru-
dente; (j) transtornada (ou aterrorizada); (k) diálogo; (l) aterrorizada (ou transtornada); (m) marido; (n) temores; (o) angústias; (p) vivo; (q) morto; (r) assustada;
(s) violência; (t) explicações.
2. Cf. Leitura para informação da página 126.
3.1. Na réplica do final da cena, Manuel de Sousa repete a intenção de dar uma lição aos tiranos e ao povo. Nessa frase enigmática, ganha especial expressivi-
dade o verbo “alumiar”, pois pode ser interpretado conotativamente, com o sentido de ‘iluminar o espírito, esclarecer, conduzir’, ou denotativamente, no sentido
de ‘dar luz’, no caso, através do incêndio que será provocado de seguida.
3.2. Modificador restritivo do nome.
3.3. “[a]os nossos tiranos”.
3.3.1. O pronome pessoal surge antes do complexo verbal por se tratar de uma oração subordinada.

Pág. 126
Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 1. Identificar o tema dominante, justificando.
1. 2. Explicitar a estrutura do texto.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

Registos áudio / Transcrição de registos


Tema musical “Quem me leva os meus fantasmas” de Pedro Abrunhosa e respetiva transcrição.
1.1. a. Dois momentos: a reflexão sobre o passado, em todas as estrofes, à exceção da última e do refrão, momentos em que o “eu” se interroga sobre a sua
realidade presente.

21
b. A oposição passado/presente.
1.2. O “eu” enunciador do tema musical e D. Madalena:
a. mostram-se angustiados e assustados, sentindo que necessitam de se salvar da “espada” que continuamente os ameaça e de encontrar a “estrada” da sua vida,
um rumo de felicidade.
b. recordam o passado.
c. admitem a crença em agouros e prenúncios, assumindo a inevitabilidade do destino (“De que serve ter o mapa se o fim está traçado”).

Textos informativos complementares


“As personagens principais em Frei Luís de Sousa”

Pág. 128
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)
EL11 – 15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.

1. Tópicos de resposta:
  Cenas finais do primeiro ato de Frei Luís de Sousa; o incêndio encaminhará as personagens para o seu desfecho trágico, uma vez que, depois dele, irão hospedar-se
no palácio de D. João de Portugal, onde irão concretizar-se os temores de D. Madalena.
  O incêndio como ato nacionalista de Manuel, realçando o seu patriotismo em detrimento dos seus interesses pessoais, mas também indício trágico. Ao falar
na morte do pai, afirma-se disposto a morrer nas chamas que ele próprio ateou. Se isto não acontece literalmente, este incêndio e a mudança para o palácio de
D. João de Portugal conduzirão à tragédia final.
  O quadro de Manuel que é consumido pelas chamas adquire relevo e valor simbólico, pois a sua destruição indicia a própria destruição da família.
  Caracterização das personagens: Madalena: Surpreendida com a decisão de Manuel de Sousa; desesperada perante a destruição do retrato do marido. Ma-
nuel: Determinado na sua decisão; em defesa da honra da nação, mostra-se até disposto a perder a própria vida.
  Os acontecimentos condicionam e determinam irremediavelmente a evolução da ação, favorecendo o encontro de D. João de Portugal (que regressa) com a es-
posa, na sua própria casa.

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Fases da escrita
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pág. 129
Oralidade
MC   O11 – 1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
3. 1. Pesquisar e selecionar informação diversificada.
3. 2. Planificar o texto oral, elaborando tópicos e dispondo-os sequencialmente.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: [...] apreciação crítica [...].
6. 2. Respeitar as marcas de género do texto a produzir.
6. 3. Respeitar as seguintes extensões temporais: [...] apreciação crítica – 2 a 4 minutos [...].

EL11 – 15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa, com recurso a diferentes linguagens (por exemplo, música, teatro, cinema, adaptações a séries
de TV), estabelecendo comparações pertinentes.

Registos vídeo
Excerto de Frei Luís de Sousa de António Lopes Ribeiro
Excerto de Quem és tu? de João Botelho

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Apresentação oral
Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade (Expressão oral) – Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 4 – Apreciação crítica

Págs. 130-131
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.

22
7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados em diversos suportes, marcas dos seguintes géneros: [...] discurso político [...].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

G11 – 20. 1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1.1. Resposta pessoal, destacando o entusiasmo de Maria na discussão das circunstâncias políticas e sociais retratadas na peça (a condenação da atitude dos
governadores, a euforia face à decisão do pai).
1.2. Resposta pessoal.
É possível aceder à versão em vídeo do discurso de Manuel Alegre, na galeria multimédia da página do Parlamento dos Jovens, em http://app.parlamento.pt/
webjovem2009/galeriasecundario.html
1.3. Linhas 1 a 5 (até “... próprios problemas.”).
1.3.1. Partes e sugestão de expressões-chave:
  Linhas 5 (desde “Não vou...”) a 14 – Outros tempos, outros problemas.
  Linhas 15 a 23 – A(s) diferença(s) da democracia.
  Linhas 24 a 35 – Fazer política.
  Linhas 36 a 44 – Parlamento: a casa da democracia.
  Linhas 45 a 55 – Liberdade(s): Grande(s) arma(s) num mundo difícil.
  Linhas 56 a 60 – Apelo(s) aos jovens.
1.4. A – 2; B – 3; C – 1.
1.5. A metáfora evidencia as exigências e os desafios com que se confrontam os jovens, nos dias de hoje, exigindo-lhes o recurso a meios mais agressivos e
incisivos para os superar.
1.6. Resposta pessoal, destacando o paradoxo da afirmação.
1.7.1. a. “Eu” (l. 3), “meu” (ll. 7 e 9), “vos” (ll. 56 e 57).
b. “conformem” (l. 56), “deixem” (ll. 56 e 57), “Ousem” (l. 59) e “dancem” (l. 59).
c. Linhas 29 a 32 (até “... contra ele”); linhas 39 a 41 (até “... do mundo”); linhas 53 a 55.
Os deíticos contribuem para identificar as duas entidades envolvidas no discurso: a que enuncia e aquela que se pretende, por meio dele, convencer, em termos
de crença ou atuação política. Para tal contribuem igualmente, e de forma explícita, as formas verbais com valor de imperativo e as alusões a quem, conhecendo
as circunstâncias sobre as quais se reflete, serve de exemplo, por palavras ou atos (argumentos de autoridade).
1.8. Resposta pessoal, destacando o incentivo a que os jovens participem cívica e politicamente (“ousem”) e, simultaneamente, aproveitem a vida (“dancem”), consi-
derando as vantagens do tempo atual enunciadas ao longo do discurso.

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Discurso político

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 3 – Discurso político

Recursos multimédia
Vídeo – Discurso político

Caderno de Atividades (pp. 39-44)


Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Fichas 5 e 6 • Discurso político

Pág. 132
Leitura para informação
Linhas de exploração dos textos:
  Levantamento dos tópicos temáticos que conferem a Frei Luís de Sousa uma dimensão patriótica;
  Interpretação simbólica do patriotismo da peça de Garrett;
  Estabelecimento de um paralelo entre o tempo da escrita e o tempo da história.

Pág. 133
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Frei Luís de Sousa

Ato II – Cena I
A propósito da citação de passagens da obra Menina e Moça de Bernardim Ribeiro, por Maria, leia-se o excerto:
“Trata-se de uma obra publicada perto da época histórica evocada na peça e é natural que pudesse fazer parte das leituras de Maria que, como sabemos, era uma criança
muito esperta, que revelava gostos que nada tinham a ver com a sua idade.
“Menina e Moça” constitui não só uma referência saudosista que vem reforçar a temática romântica, mas também uma alusão premonitória a uma certa maneira de encarar
o sentimento amoroso: melancólico, triste, sofrido, feito de desencontros. Para além de tudo o mais, é uma voz bem feminina a que confessa o seu estado de alma e que tem
uma perspetiva muito particular relativamente ao passado, ao sentimento amoroso e à mulher. A perpassar todo o texto um latente fatalismo.”
DELGADO, Isabel Lopes, 2005. Para uma leitura de “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett. 2.ª ed. Barcarena: Presença (p. 54) (1.ª ed.: 1998)

23
Pág. 138
Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, p. 163)

1. “salão antigo, de gosto melancólico e pesado” (ll. 1-2).


2.1. a. Aproximadamente uma semana (l. 26). b. O incêndio no palácio de Manuel e a reação de D. Madalena à destruição do retrato do marido; agouros de D.
Madalena; a alteração da perspetiva de Telmo sobre Manuel e a situação deste desde o dia do incêndio; os retratos de D. João de Portugal e de Camões; o se-
bastianismo de Maria.
3. Cresceu muito significativamente a estima de Telmo em relação a Manuel com o “exemplo de liberdade” e a “lição tremenda” que deu aos governadores espa-
nhóis.
4.1. A hesitação e as omissões de Telmo estão relacionadas com a conversa tida com Madalena na cena II do Ato I, no sentido de não alimentar as fantasias sebas-
tianistas da menina e evitar que descubra informações sobre o passado.
4.1.1. A curiosidade de Maria deve-se ao comportamento de D. Madalena na noite em que chegaram ao palácio e nos dias subsequentes.
4.2. O retrato de D. Sebastião fascina Maria pela sua crença no regresso do rei e pelos valores que nele reconhece (ll. 106-109). No retrato de Luís de Camões, vê o
aventureiro, amigo de Telmo, que escreveu o grande épico (ll. 133-134) que profetizou também acerca de D. Sebastião.
5. Telmo, envolvido no discurso de Maria, deixa escapar que aquela figura tinha outro amor, além da espada. Terá sido tal a sua expressividade que Maria parece
ter percebido o alcance das suas palavras. As didascálias, neste caso, dão conta do comportamento das personagens e do seu pensamento.
6. (C) (“[n]eles” refere-se a “agouros” e “sinas”, l. 38).
7. (D).
7.1. Pronome relativo.
7.2. (A) – oração subordinada adverbial causal; (B) – oração subordinada adverbial consecutiva; (C) oração subordinada substantiva completiva.
8. “Estes ricos, estes grandes [...] tomaram o livro” – oração subordinante; “que oprimem e desprezam tudo” – oração subordinada adjetiva relativa explicativa; “o que
não são as suas vaidades” – oração subordinada adjetiva relativa restritiva; “como uma cousa que lhe fizesse um servo seu e para honra deles” – oração subordinada
adverbial comparativa; “que lhe fizesse um servo seu e para honra deles” – oração subordinada adjetiva relativa restritiva.

Pág. 142
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.

G11 – 17.1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1. (a) Manuel de Sousa revela a Maria a identidade do retratado (D. João de Portugal) e aconselha a filha a dedicar-se mais às atividades próprias da sua idade.
(b) Estado febril de Maria; designação de “feiticeira” (l. 38) atribuída por Manuel à filha. (c) Manuel de Sousa fala com Maria sobre o palácio, a proximidade do
convento e sobre o retrato de D. João, não demonstrando qualquer constrangimento em relação ao passado de Madalena. (d) Manuel vê, positivamente, o palácio
quase como um convento – “Para frades [...] não nos falta senão o hábito…” (l. 46); “Deus nos deixe gozar em paz de tão boa vizinhança.” (l. 57). Referências de Manuel à
morte: “a morte […] diante dos olhos sempre” (ll. 50-51); “Mas se ele vivesse… não existias tu agora…” (l. 69). (e) Frei Jorge anuncia o apaziguamento dos governadores
e Manuel de Sousa salienta a necessidade de ir a Lisboa, ao convento do Sacramento. Maria quer ir com ele para visitar Soror Joana. (f) Doente (“Tens as mãos tão
quentes”, ll. 19-20; “E esta testa, esta testa!... Escalda! Se isto está sempre a ferver!”, ll. 20-21); curiosa, muito perspicaz e intuitiva (“Sabia”, l. 34; “é que eu sabia de um
saber cá de dentro”, ll. 36-37). (g) Crente/religioso (ll. 41-44). (h) Ilustre e bem formado (“as nobres qualidades d’alma, a grandeza e valentia de coração.”, ll. 62-63). (i)
Respeitoso, prudente e ponderado (ll. 85 e 96).
2. Maria tem pena de D. João ter ficado na batalha de Alcácer Quibir, mas Manuel de Sousa lembra-lhe que, “se ele vivesse”, ela não existiria, o que leva Maria a reagir
de forma emocional.
O indício que aponta o desfecho trágico é a alusão ao facto de a vida de D. João implicar a não existência de Maria. Se, no passado, o regresso do cavaleiro invia-
bilizaria o seu nascimento, no presente, acarretará a sua morte.
3. “O arcebispo foi ontem a Lisboa” – oração coordenada; “e volta esta tarde” – oração coordenada copulativa.
3.1. 1.ª oração: “O arcebispo” – sujeito simples; “foi ontem a Lisboa” – predicado; “ontem” – modificador (do grupo verbal); “a Lisboa” – complemento oblíquo. 2.ª
oração: sujeito subentendido (“o arcebispo”); “volta esta tarde” – predicado; “esta tarde” – modificador do grupo verbal.

Pág. 143
Pré-leitura
MC   L11 – 7. 1. Identificar tema e subtemas, justificando.
7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados em diversos suportes, marcas dos seguintes géneros: [...] artigo de opinião.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1. Resposta pessoal, devidamente fundamentada.


1.1. Segundo o artigo, o medo excessivo leva ao impedimento de aproveitar oportunidades na vida.

24
Pág. 144
1.2. Andar de bicicleta é o exemplo de que a autora se serve para defender a sua perspetiva: aproveitar algo que nos dá prazer pode implicar algum desconforto,
mas vale a pena.
1.3. Tentar afastar as lembranças que podem paralisar-nos e impedir que façamos algo que desejamos (ll. 28-31) e desafiar os receios – “encarar o medo” (l. 34)
com coragem.
1.4. “É uma pena, porque viver implica falhar, sofrer [...]" (ll. 5-6); "Muito mais fácil dizer do que fazer." (ll. 41-42); “Não é fácil, ninguém disse que seriam favas contadas.”
(ll. 53-54).
1.5. Os modificadores apositivos usados para caracterizar o medo (“esse grande fanfarrão, um bully da pior espécie") contribuem para destacar o carácter opres-
sivo desse sentimento. Por outro lado, aproximando-o de um ser humano com características negativas e condenáveis, mas dominável se confrontado com as
atitudes corretas, salientam, precisamente, a mesma natureza do medo: assustador se não encontrar resistência.
1.6. Resposta pessoal, salientando o carácter temeroso de D. Madalena, que a impede de aproveitar os momentos familiares de felicidade.

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Texto/Artigo de opinião

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de opinião

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 4 – Artigo de opinião

Caderno de Atividades (pp. 45-51)


Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Fichas 7 e 8 • Artigo de opinião

Págs. 149-150
Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, p. 142)

1.1. D. Madalena começa por afirmar que está bem (“Estou boa já, não tenho nada”, l. 1), mas logo parece regressar à profunda tristeza em que vive (“(Vai recair na sua
tristeza)”, ll. 5-6), procurando, após as palavras de Frei Jorge, mostrar-se alegre (l. 10). Porém, a revelação do dia em que se encontram, sexta-feira, dia a que atribui
grande conotação negativa, fá-la recair no seu abatimento e temor (“(aterrada)”, l. 19), evoluindo depois, após as palavras de Manuel de Sousa, para um estado de
aparente resignação (“(caindo em si)”, l. 23); (“(fazendo por se resignar)”, l. 46).
1.2. O uso e a repetição do advérbio, que tem maior ressonância dramática em D. Madalena, é um reforço do efeito que a sexta-feira tem na personagem. Nesta cena,
o advérbio “hoje” é o eco do terror e do drama psicológico em que vive D. Madalena (ll. 41-42).
2.1. D. Madalena não quer ficar sozinha com Telmo, temendo uma repetição da conversa da cena II do Ato I, e ver-se confrontada novamente com os fantasmas
que a atormentam. Justifica-se a Manuel dizendo que Telmo e Maria necessitam um do outro e que ele, estando velho, a põe a cismar (“e entra-me com cismas
que…”, l. 89). O receio da presença de Telmo é evidente no ritmo hesitante da justificação (traduzido na escrita por reticências), que demonstra bem os receios
escondidos por trás das razões apontadas.
3.1. a. D. Madalena começa por bendizer a condessa e comenta o ato dos condes de Vimioso como a assunção da morte (ll. 121-126). Particularmente trágico nas
suas palavras é o facto de se afirmar incapaz de assumir uma atitude de entrega idêntica, que o desenvolvimento da ação da peça lhe imporá.
b. As palavras de Frei Jorge, qual coro da tragédia clássica, comentam a situação vivida na família e interpretam os sinais. Ele próprio confessa sentir já o am-
biente de desgraça que o coração de todos adivinha, pelo que os seus comentários são mais um indício da tragédia que se aproxima.
c. D. Madalena considera que o dia em que se encontra é fatal para si: faz anos que se casou pela primeira vez, que aconteceu a batalha de Alcácer Quibir e que
conheceu Manuel de Sousa. A coincidência de tantas circunstâncias especiais atribui ao dia uma forte carga emotiva.
3.2. D. Madalena inclui nas “infelicidades” da sua vida o dia em que viu Manuel de Sousa pela primeira vez, porque vê a situação como um pecado, uma vez que o
amou quando era ainda casada com D. João de Portugal.
4. Frei Jorge funciona como confidente e, simultaneamente, no seu monólogo, comentador da ação, funções atribuídas, na tragédia clássica, ao coro.
5. O pronome surge anteposto à forma verbal por se tratar de uma frase negativa.
6. (D).
6.1. A alínea apresenta apenas palavras derivadas por sufixação.

Oralidade
MC   EL11 – 14. 1. Ler expressivamente em voz alta textos literários, após preparação da leitura.

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 80)

PowerPoint® didáticos
Fases da escrita
Texto/Artigo de opinião

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Texto de opinião
Grelha de autoavaliação da escrita

Recursos multimédia
Tutorial – Escrita e apresentação de um texto de opinião

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Texto de opinião

25
Pág. 151
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.

CD áudio Faixa 05

1.1. Tópicos de resposta: Madalena: linguagem que denota o seu estado inicialmente calmo e tolerante, mas que, no decorrer do diálogo com o Romeiro, reflete (com
hesitações, frases curtas, exclamações) a sua agitação e o seu temor. Romeiro: linguagem marcada pela assertividade, entrecortada, nos momentos da conversa
em que alude à família, por tiradas mais emotivas que, contudo, não quebram o seu ritmo rápido, marcado por frases breves, declarativas ou imperativas. Frei Jorge:
linguagem objetiva e direta, orientando o diálogo com o Romeiro.

Pág. 156
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: [...] b) didascália [...].
17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.
20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.
1. a. F. Inicialmente D. Madalena dá instruções para que os empregados recebam o “pobre velho” (ll. 15 e 17). b. V. c. F. Dialogando com Madalena, na cena XII, o irmão
de Manuel de Sousa Coutinho critica o oportunismo de alguns peregrinos. d. V. e. F. D. Madalena não associa de imediato as informações a D. João de Portugal. f. F.
O Romeiro mostra-se agressivo quando D. Madalena menciona o marido (l. 69). g. V. h. F. O Romeiro rejeita de imediato a sugestão de adiar a conversa (l. 82). i. F. A
linguagem denota a agitação: frases curtas, de ritmo rápido. j. F. O Romeiro identifica-se de forma definitiva apenas a partir da linguagem não verbal. k. F. O Romeiro
recorre a um pronome indefinido (“Ninguém”).
2. As didascálias dão informações acerca das movimentações e dos gestos das personagens, das suas reações e dos seus sentimentos.
2.1. As didascálias são esclarecedoras da evolução dos sentimentos das personagens, em particular de D. Madalena, indicando também a sua atuação, em
consequência dessa evolução (no final, D. Madalena foge, em pânico). As que acompanham as falas do Romeiro e de Frei Jorge dão conta da forma como,
interiormente, as personagens preparam aquilo que exteriorizam, quer sejam comentários, perguntas ou, no caso de D. João, associações gestuais a objetos.
3. “o recado que traz”: oração subordinada adjetiva relativa restritiva com a função sintática de modificador restritivo do nome.
4. Deíticos pessoais: “durmo”, “descanso”, “pousei”, “vos”, “meu”, “jurei”, “me”, “dei”. Deíticos temporais: “Hoje”, “há de ser”, “Há três dias”, “durmo”, “descanso”,
“pousei”, “pararam”, “hoje”, “depois”, “jurei”, “faz hoje um ano”, “libertaram”, “dei”. Deíticos espaciais: “esta”, “estes”, “aqui”.

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Dêixis

Pág. 157
Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 4. Fazer inferências.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

Registos áudio / Transcrição de registos


Tema musical “A Canção do Peregrino” dos Pólo Norte e respetiva transcrição.

1. (a) “Promessa”, procura do “ideal”, do “ser divino”. (b) Persistente e focado (“Nunca esquecendo a promessa”, “Passo a passo sem parar”, “Recusa-se a descansar”,
“Dá tudo o que tem para dar”), crente (“A sua fé / Move o mundo se quiser”), grato (“Percorre o seu caminho / Mostrando gratidão”) e emocionado (“Misturando lágrimas /
Com suor”). (c) Satisfação (“E ao chegar ao destino / Não contém a emoção”). (d) O reencontro com a família. (e) Resiliente, dececionado, frustrado e triste. (f) Tristeza,
raiva e desilusão.
1.1. Resposta pessoal, destacando as diferenças registadas no quadro, mas salientando a semelhança na motivação da “peregrinação”, pois ambas as figuras se
movem por um objetivo específico, que não perdem de vista e que, apesar dos obstáculos, conseguem cumprir.

Textos informativos complementares


“As personagens principais em Frei Luís de Sousa”

Sugestão de trabalho: Terminada a abordagem do segundo ato de Frei Luís de Sousa, é possível completar o quadro da p. 102 com as informações a ele relativas,
pelo que se sugere a resolução parcial – preenchimento das alíneas (l) e (m) – da questão 1.3.

26
Pág. 158
PowerPoint® didáticos
Frei Luís de Sousa

Pág. 164
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios; c) entre características e pontos de vista
das personagens [...].
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: [...] b) didascália [...].

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


1. Resposta pessoal. Sugestão: Sensação de clausura e de aprisionamento, a que podem juntar-se desconforto, frieza, sentimentos de tristeza e angústia.
2.1. D. Madalena termina o Ato II lamentando-se pela filha, tal como Manuel, no início do terceiro ato. O drama psicológico do casal prende-se com a situação da
filha, cuja legitimidade poderá ser questionada com o regresso de D. João de Portugal.
3.1. O equilíbrio clássico dá agora lugar ao desequilíbrio emotivo de cariz romântico, numa personagem prostrada pela desgraça que se abateu sobre a sua família.
A sua emotividade manifesta-se, essencialmente, quando fala de Maria (ll. 16-18; ll. 31-38; ll. 48-52) e a racionalidade quando faz com Frei Jorge o ponto da situação
em relação à resolução que assumiu de tomar o hábito (ll. 129-130).
3.2. A emotividade do discurso de Manuel é conseguida com recurso à conjugação de frases curtas, muito intensas (ll. 18-19) e frases longas de construção erudita
(ll. 31-38), onde abundam apóstrofes (l. 61; l. 89), hipérboles (ll. 30-31; l. 79) e metáforas (ll. 51-52; l. 92) de grande intensidade dramática, indicadas pelas reticências
e pelas dicascálias (“(Silêncio longo)”, l. 16), frases de tipo exclamativo, (l. 21, etc.) e interrogativo (ll. 79-80) .
3.3. “órfã” (l. 17); “mata” (l. 19); “castigo terrível” (l. 20); “desespero” (l. 63); “coroa de espinhos” (l. 63); “sangue” (l. 79). Estas palavras contribuem para adensar o
ambiente trágico e sugerir a fatalidade.
4.1. Frei Jorge refere que apenas ele, Manuel de Sousa e o arcebispo conhecem a identidade do Romeiro (ll. 144-146). Telmo virá a conhecê-la também e Mada-
lena apenas sabe que o primeiro marido está vivo.
5. A cena I do Ato III cumpre também um propósito informativo e prospetivo: através de um longo diálogo entre duas personagens (no caso, Jorge e Manuel) são
fornecidas informações acerca dos acontecimentos ocorridos desde o final do ato anterior, revelando-se a decisão de os esposos professarem e indiciando-se a
morte de Maria.
6. Segundo Telmo, Maria acordou e encontra-se melhor. Apesar de abatida, fraca e com voz lenta, o seu olhar é agora mais sereno e animado, tendo já perguntado
pelo pai e pelo tio. Porém, não se referiu à mãe.
7. a. Apócope do e; sonorização do c em g; assimilação (o e passou a a). b. Apócope do m e do e; palatalização de li em lh.

Pág. 171
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios; c) entre características e pontos de
vista das personagens [...].
14. 9. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto dramático: [...] c) diálogo, monólogo e aparte.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1.1. Telmo Pais, que sempre desejou o que acabou por acontecer, vê-se agora “mais confuso que ninguém” (ll. 10-11). Não é já o mesmo homem, porque já não
tem a certeza de desejar o regresso do seu antigo senhor, desaparecido em Alcácer Quibir. O seu dilema está entre o amor a seu amo e a Maria, um amor que
confessa maior. Entrega até a sua vida a Deus em troca da de Maria, cuja morte prevê.
2.1. Ao responder a Telmo, que lhe faz a mesma pergunta que Frei Jorge lhe colocara no final do segundo ato, o Romeiro responde agora de forma bem mais
sentida. A repetição do pronome e a razão que apresenta para a sua utilização (“ninguém, se nem já tu me conheces!”, l. 31) mostram mais concretamente os seus
sentimentos e a sua sensação de anulação, motivada pelo esquecimento a que foi votado por todos os que lhe eram queridos.
2.2. Denunciam o drama psicológico que o tortura. Perante o seu primeiro amo, a quem fora sempre fiel, reconhece a supremacia do amor por Maria. Não o
conseguindo expressar diretamente no diálogo com o Romeiro, manifesta os seus sentimentos através dos apartes.
2.3. Apesar de reconhecer a dignidade e a nobreza da resolução de D. João de Portugal, Telmo questiona a possibilidade de se poder reverter a situação, de-
monstrando, assim, a sua visão trágica do momento e a sua crença na inexorabilidade do destino.
3. a. 5; b. 9; c. 7; d. 1; e. 3; f. 2; g. 4; h. 8; i. 6.
4. a. D. Madalena hesita ao referir-se a Manuel: pressupõe-se que está prestes a chamar-lhe marido mas, dado o recente reconhecimento de que o primeiro
esposo está vivo, acaba por se lhe referir, dirigindo-se a Frei Jorge, como “vosso irmão”.
b. D. Madalena, ao perguntar pelo marido, esclarece que se refere a Manuel de Sousa Coutinho, evitando mal-entendidos com a figura de D. João de Portugal.

27
Pág. 172
5. As repetições conferem ao discurso de Telmo unidade temática, realçando as suas preocupações em relação a Maria, a “filha” (l. 15) envolvida em “pecado” (l. 16),
por quem pede repetidamente a “Deus” (ll. 16 e 17).
6.1. “sua”, “ele”, “Sua”, “sua” e “ele”. Os determinantes e pronomes substituem o grupo nominal e evitam repetições.

Oralidade
MC   O11 – 2.1. Selecionar e registar as ideias-chave.
EL11 – 15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa [...], estabelecendo comparações pertinentes.

Registos vídeo
Excerto da peça Madalena.

1.1. Aproximar Frei Luís de Sousa de um público mais jovem, “celebrar” e adaptar a peça.
1.2. a. Algumas passagens da peça, de relevante significado (a fala do Romeiro – “Ninguém!”), “ecoam” em vários momentos, recordando o clímax da ação (a revela-
ção de que D. João está vivo). A intensificação dos gestos das personagens, com uma caracterização física bem marcada, acentua a ambiência trágica do espetáculo.
b. A escuridão do ambiente e o guarda-roupa em tons escuros. c. O cenário em meio círculo, com a colocação ao centro de uma bateria e um baterista, que, com
uma música de estilos próximos dos gostos dos adolescentes, marcam o ritmo das cenas e os momentos mais intensos.

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 302)

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Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Apreciação crítica

Pág. 173
Recursos multimédia
Interatividade – Frei Luís de Sousa: personagens

Textos informativos complementares


“As personagens principais em Frei Luís de Sousa”

Pág. 174
Gramática
MC   G11 – 18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

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Coesão textual

Recursos multimédia
Interatividade – Coesão textual

Pág. 175
1.1.1. (a) Hiperonímia / hiponímia; (b) Sinonímia; (c) “peça” / “obra”; “português” / “nacional”; (d) Hiperonímia / hiponímia; (e) “adereços” (ou “objetos”) / “escadas”,
“tocheiras”, “cruzes”, “castiçais”; (f) Holonímia / meronímia.

Pág. 176
2.1.1. “D. Madalena”: “seu”, “Ela”, “daquela”; “D. João de Portugal”: “seu”, “sua”.
2.1.2. Coesão referencial: cf. resposta à questão anterior e “o” (em “carregava-o”), retomando “o medo”.
Coesão frásica: Exemplo: “O medo de D. Madalena transparecia no seu rosto.” – Ordenação sintática de palavras e funções; regência verbal.
Coesão interfrásica: Exemplo: “D. João de Portugal provocou o desespero da esposa com o seu desaparecimento, e, anos mais tarde, com a sua aparição, determinou
a vergonha daquela que não chegou a ser viúva.” – Coordenação, pontuação.
Coesão temporal: Exemplo: “Ela carregava-o desde que decidira casar com Manuel de Sousa.” – Ordenação correlativa dos tempos verbais.
3. a. 4; b. 1; c. 1, 4, 7; d. 3.
4. Coesão lexical: repetição (“filha”, “venceu”), sinonímia (“anjo” / “inocentinho”; “tomeis” / ”leveis”), antonímia (“desta” / “o outro”).
Coesão gramatical: coesão referencial (“ela”, “que”, “mo”, “lhe”, “a”), coesão frásica (“apagou o outro”), coesão interfrásica (“Mas que pecado há de haver com aquele
anjo? Se ela me viverá, se escapará desta crise terrível?”), coesão temporal (“Já padeceu muito, já trespassaram bastantes dores aquela alma”).

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 9 – Coesão textual

Caderno de Atividades (pp. 89-94)


Fichas de trabalho por domínio – Gramática
Ficha 9 • Coesão textual
28
Pág. 179
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.

G11 – 18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

1.1. As personagens surgem na igreja de S. Paulo, envolvidas num cerimonial religioso, ajoelhadas e de hábito vestido para professarem. Trata-se de uma am-
biência religiosa e, no contexto da obra, trágica.
2.1. Maria surge em cena bastante exaltada e evidenciando, até fisicamente, a sua perturbação (ll. 18-20). Contudo, o seu discurso, marcado por uma linguagem
emotiva, denuncia a sua lucidez e a violência crítica das suas palavras.
3. Quando, do fundo, o Romeiro incita Telmo a salvar a situação, Maria ouve-o e, em reconhecimento, sucumbe, morrendo tragicamente “de vergonha”.
4. O título da peça alude ao nome referido pelo Prior, na cena X, que Manuel de Sousa Coutinho adota quando professa e renuncia ao mundo material.
5.1. Repetições (“pai”, “mãe”, “mate-me”, “filha”, “não sou”); antónimos (“mortos”/“vivos”) e holónimos / merónimos (“família”/“pai”, “mãe”, “marido”, “mulher”,
“filha”).
5.2. b.
5.3. “lhe” e “seu”.

Sugestão de trabalho: Concluído o estudo do terceiro ato e da globalidade de Frei Luís de Sousa, é possível terminar o completamento do quadro da p. 102,
preenchendo as alíneas (n) a (s) da questão 1.3.

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Frei Luís de Sousa

Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária


Ficha 2 – Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa

Testes de compreensão do oral – Teste 2

Págs. 180-181
Oralidade
MC   O11 – 3. 1. Pesquisar e selecionar informação diversificada.
3. 2. Planificar o texto oral, elaborando tópicos e dispondo-os sequencialmente.
3. 3. Elaborar e registar argumentos e respetivos exemplos.
5. 1. Produzir textos seguindo tópicos elaborados autonomamente.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: [...] texto de opinião.
6. 2. Respeitar as marcas de género do texto a produzir.
6. 3. Respeitar as seguintes extensões temporais: [...] texto de opinião – 4 a 6 minutos.

EL11 – 15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

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Texto/Artigo de opinião

Recursos multimédia
Tutorial – Escrita e apresentação de um texto de opinião

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade – Texto de opinião

Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: exposição sobre um tema.
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:
a) texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas;
b) marcação correta de parágrafos;
c) utilização adequada de conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

EL11 – 15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.
15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.

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Exposição sobre um tema

29
Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Proposta de escrita – Exposição sobre um tema

Leitura para informação


Tópicos de exploração do texto de Palmira Nabais:
  Referência à possibilidade de aplicação da “lei das três unidades” a Frei Luís de Sousa;
  Sistematização/esquematização dos elementos da tragédia clássica (cf. página 101) presentes no drama de Garrett;
  Justificação da afirmação segundo a qual, “apesar da sua pequena participação efetiva” (l. 34), “D. João de Portugal [...] está permanentemente em cena” (ll. 35-36).

Recursos multimédia
Vídeo – Frei Luís de Sousa: a dimensão trágica

Outros (Inter)Textos
“garrett numa cópia perdida do frei luís de sousa (31.12.1843)” de Vasco Graça Moura

Pág. 182
Leitura para informação
Tópicos de abordagem do texto de Wolfgang Kayser:
  Justificação da aproximação de Frei Luís de Sousa ao “drama analítico” (l. 3), de acordo com as informações do primeiro parágrafo;
  Identificação das “peculiaridades especiais” (l. 5) do tratamento da categoria do tempo na peça de Almeida Garrett;
  Explicitação da dimensão trágica do tempo em Frei Luís de Sousa, atendendo ao conteúdo do segundo parágrafo.

Pág. 183
Leitura para informação
Tópicos de exploração do texto de Wolfgang Kayser:
  Explicação do modo como se efetiva em Frei Luís de Sousa a “Concentração” (l. 1) ao nível do espaço;
  Justificação da “mutação de lugar” (l. 3) ocorrida durante a ação da peça;
  Explicitação do “género especial” (l. 7) do espaço no texto de Garrett e da sua implicação na “fatalidade iminente” (l. 10);
  Referência à importância dos retratos dos maridos de D. Madalena no evoluir da ação de Frei Luís de Sousa.

Pág. 184
Projeto de Leitura
MC   EL 11 – 15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

O11 – 6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: exposição sobre um tema [...].

Ou

E11 – 11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: exposição sobre um tema [...].

Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:

  Frei Luís de Sousa: recorte das personagens principais


  Exposição sobre um tema

Projeto de Leitura
PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema

Pág. 187
Ficha Formativa

Cotações:
Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

30
 owerPoint® didáticos
P
Correção da Ficha Formativa 2

Grupo I

1. O excerto integra-se no segundo ato de Frei Luís de Sousa (cena IV), no momento central da ação da peça e do seu conflito. Nesta cena, Maria, Manuel e Frei
Jorge dialogam e preparam-se para sair, deixando D. Madalena sozinha, situação que virá a revelar-se de extrema importância, pois possibilita o seu encontro
com D. João de Portugal, entretanto regressado ao seu palácio.
2. Frei Jorge solicita “alvíssaras” por ser portador de boas notícias, uma vez que vem comunicar que não será desenvolvida qualquer ação repressora em relação
ao irmão como consequência da sua atuação (o incendiar o seu palácio para não receber os governadores espanhóis), pelo que todos poderão de novo viver sem
restrições.
3. Manuel reage ao pedido de Maria para o acompanhar com uma pergunta sobre a esposa. A mesma decorre da sua preocupação por saber que D. Madalena
ficara extremamente abalada com a mudança para o palácio de D. João de Portugal e por sentir que pode, ainda, necessitar de companhia.

Pág. 188
4. Maria é uma criança carinhosa, ativa e dinâmica, interessada em conhecer novos locais e novas pessoas: “Oh, meu pai, meu querido pai, levai-me, por quem sois,
convosco. Eu queria ver a tia Joana de Castro;” (ll. 18-19). Mostra-se igualmente confiante e enérgica, apesar da doença, crendo na sua resistência: “A mim não se
me pega nada.” (l. 26).
5. Funcionam como indícios trágicos a menção da necessidade de Manuel resolver assuntos num convento e as referências a Soror Joana de Castro, que, com
o seu marido, em determinado momento da vida, optou pela vida religiosa, tal como virá a acontecer ao casal Manuel/Madalena. A afirmação de Maria “A mim
não se me pega nada.” (l. 26) pode ser entendida igualmente de forma prenunciadora, pois sabe-se das cenas anteriores que Maria é frágil, o que contraria a sua
convicção de ser imune a grandes problemas de saúde.

Grupo II

1. e 1.1. O tema do texto é a atualidade de Frei Luís de Sousa, que o autor considera evidente, dado o conjunto de motivos contemporâneos explorados na peça de
Garrett, como a “mobilidade” masculina no universo familiar, as “guerras” e “conflitos” e a introspeção (ll. 17, desde “O tema [...]”, a 33, e 46-51).

Pág. 189
2. O plural sugere a multiplicidade de situações de desafio emocional e social possivelmente idênticas à de Manuel de Sousa Coutinho (e respetiva família) no
mundo atual.
3.1. (D)
3.2. (B)
3.3. (A)
3.4. (B)
4. Modificador restritivo do nome.
5. “o interesse da humanidade” (l. 37).
6. “nos”, “connosco”, “nossa”, “nossos”.

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 2

Testes por sequência


Teste 2 – Almeida Garrett – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

PowerPoint® didáticos
Correção do teste 2

Sequência 3 · Camilo Castelo Branco


Pág. 192
  O Programa prevê a leitura obrigatória da “Introdução” e da “Conclusão” de Amor de Perdição e de dois dos seguintes capítulos:
  Capítulo I;
  Capítulo IV;
  Capítulo X;
  Capítulo XIX.
Apresenta-se, nesta sequência, o texto integral dos capítulos IV e X e excertos dos outros dois capítulos indicados.
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.


7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.

Tópicos de exploração do texto de José Eduardo Agualusa:

  Identificação do narrador e fundamentação com elementos textuais;


  Análise da relação de sentido estabelecida entre a primeira frase e o conteúdo dos três primeiros parágrafos do texto;
31
  Interpretação das afirmações finais dos terceiro e quarto parágrafos;
  Levantamentos de dados biográficos relativos a Camilo Castelo Branco;
  Troca de impressões sobre a opinião veiculada no último parágrafo relativamente aos livros.

Pág. 193
Sugestão de abordagem das capas:

  Identificação dos elementos (humanos ou não) privilegiados em cada edição;


  Estabelecimento de possíveis relações entre os elementos identificados;
  Antecipação, a partir da análise sugerida nos tópicos anteriores, do enredo de Amor de Perdição.

Pág. 195
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.

G11 – 17.1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

1.1. (B)
1.2. (A)
1.3. (C)
1.4. (B)
1.5. (C)
1.6. (B)

Pág. 196
1.7. (B)
1.8. (B)

PowerPoint® didáticos
Texto/Artigo de opinião
Funções sintáticas
Coesão textual

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de opinião

Oralidade
MC   O11 – 1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

Registos radiofónicos / Transcrição de registos


Rubrica do programa O Livro do Dia, da TSF, sobre Camilo Íntimo e respetiva transcrição.

1. a. Divulgar um novo livro com textos de Camilo Castelo Branco.


b. Obra composta por cartas redigidas por Camilo e dirigidas a um “companheiro e amigo dos tempos de escola”.
1.1./1.1.1. a. V. b. F. Corresponde apenas às cartas enviadas por Camilo. c. F. Tom de intimidade adequado à relação de amizade. d. V. e. V. f. F. A edição é fruto do
empenho de Beatriz Berrini. g. F. O prefácio é de Campos Matos e o posfácio de João Bigotte Chorão.
1.2. A afirmação é motivada pela perspetiva de que o livro mereceria grande destaque por incluir textos inéditos de Camilo.

Pág. 197
Pré-leitura
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

1.1. Resposta pessoal, podendo destacar possíveis contratempos numa relação amorosa (sugeridos metaforicamente nos cartoons), que conduzam ao sentimento
de um amor causador de “desonra”, “ruína” ou “desgraça” (conforme indicado no verbete).

CD áudio Faixa 06

Págs. 198-199
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto.

32
1.1. a. Origem em factos reais, conhecidos através de registos do cartório das cadeias da Relação do Porto. b. Personagens: Domingos Botelho, D. Rita Preciosa
Castelo Branco e Simão Botelho, estudante de 18 anos, “estatura ordinária, cara redonda, olhos castanhos, cabelo e barba preta”, apaixonado e degredado. c. Paixão
de Simão, que conduziu ao seu afastamento da família e condenação ao degredo na Índia.
2.1. “de propósito procuradas” (l. 30).
2.2. A transcrição apresenta os factos motivadores da narrativa que se segue e, por outro lado, confere-lhe um carácter de verosimilhança.
3. “Amou, perdeu-se, e morreu amando.” (l. 22)
3.1. “amargura” (l. 30), “respeito” (l. 30) e “ódio” (l. 31).
4. As referências à “leitora” identificam o público-alvo da obra, cujo enredo sentimental correspondia ao gosto romântico do público feminino, e procuram, desde
logo, sensibilizar esse narratário para a situação que vai ser relatada.

Textos informativos complementares


“As ‘leitoras’ de Camilo” de Aníbal Pinto de Castro

5.1. O narrador justifica o seu interesse pela história de Simão com o “doloroso sobressalto” (l. 29) e os sentimentos contraditórios (“amargura”, “respeito” e “ódio”,
ll. 30-31) provocados pelo conhecimento da mesma.
5.2. A linguagem reflete o envolvimento emotivo do narrador, que se serve de uma pontuação expressiva, com exclamações (ll. 13-21 e 29), interrogação retórica
(ll. 25-28) e hesitações, marcadas, no texto, pelo uso de reticências (ll. 17, 19 e 31).
5.3. O narrador mostra-se comovido com a história de Simão (também) por ser, como refere no último parágrafo da obra, seu parente, seu tio paterno.

Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Excerto do documentário Grandes Livros – episódio Amor de Perdição – e respetiva transcrição.

1.1./1.2. a. Fugir ou deixar-se prender, por ser perseguido pelo seu envolvimento com uma mulher casada, Ana Plácido. Para não ser enviado para o exílio, tenta
escapar à justiça.
b. Durante o tempo em que esteve preso, “escreve sem parar”, como se fosse uma “questão de vida ou morte”.
c. O êxito de Amor de Perdição deve-se à identificação dos leitores com o tema do “amor puro que se confronta com a tragédia”, o que faz com que vivam “como
seus” os sentimentos das personagens principais.
d. Simão, Teresa e Mariana.
e. “Memórias duma Família”: subtítulo que remete para a “coincidência” de situações (prisão por motivos amorosos) entre o autor/narrador e Simão Botelho, seu
antepassado.
f. Com a exploração da história de Simão, o autor/narrador procura “defender-se a si próprio”, por se encontrar numa situação semelhante.
g. Ao escrever a obra, Camilo poderá ter tentado “convencer os doze jurados” que estariam presentes no seu julgamento “de que ele se perdera por amor”. Para o
conseguir, tenta convencer as suas esposas, que seriam “leitoras” da sua novela passional.
2. O comentário do narrador do documentário coloca em evidência a similitude entre a história pessoal de Camilo e aquela que ele narra em Amor de Perdição, que
reflete muito da sua vivência amorosa com Ana Plácido.

Pág. 200
Leitura para informação
Tópicos de exploração dos textos:
  Explicitação da “simetria real-ficção” (l. 2) em Amor de Perdição;
  Referência à importância da “transcrição” do registo de Simão na arquitetura da obra;
  Estabelecimento de uma relação entre o perfil do “herói romântico” (l. 23) e a “experiência” (l. 24) pessoal de Camilo.
  Justificação, com elementos textuais, da afirmação do último parágrafo.

Recursos multimédia
Vídeo – Amor de Perdição: visão global da obra – visita de estudo

PowerPoint® didáticos
Amor de Perdição

Pág. 202
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa:
[...] b) personagem principal e personagem secundária; [...] e) tempo (narrativo e histórico).

1. (C)
2. rápido; muitos; desfasamento.
3.1. Resposta pessoal. Sugestões de resposta: violento (ll. 17 e 41-48), turbulento (ll. 18-22, 37-39), inteligente/estudioso/aplicado (ll. 29-32), forte (ll. 35-37),
atraente (ll. 36-37).

33
Pág. 203
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

CD áudio Faixa 07

Transcrição de registos
“Simão e Teresa” (Amor de Perdição, excertos dos capítulos II e III)

1.1. Onde se lê “prima” deve ler-se “vizinha”; onde se lê “excecionalmente” deve ler-se “regularmente”; onde se lê “negócios malsucedidos” deve ler-se “litígios”;
onde se lê “Baltasar Coutinho” deve ler-se “Tadeu de Albuquerque”; onde se lê “vizinho” deve ler-se “primo”.

Outros (Inter)Textos
“Nascemos para amar” de Bocage

Pág. 208
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: [...] c) entre características e pontos de vista das personagens; [...].
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: [...] b) personagem principal e personagem secundária; c) narrador: – pre-
sença e ausência na ação; – formas de intervenção: narrador-personagem; comentário ou reflexão; [...] e) tempo (narrativo e histórico).

G11 – 18. 2. Distinguir mecanismos de [...] coesão textual.

1. Teresa revelou a sua “perspicácia” (l. 7) não afrontando diretamente o seu pai e servindo-se de alguma “astúcia” (l. 6) ao aparentar renunciar aos seus desejos
e ceder às “caprichosas vontades” (l. 5) do progenitor.
1.1. Teresa é forte (l. 3), astuciosa (ll. 6-10) e ponderada (ll. 16-18).
2. A frase alude, antecipando-a, à carta que Teresa enviará a Simão depois de nova tentativa de seu pai de a casar com Baltasar. Essa carta, em que a jovem “nada
[...] escondeu do sucedido” (ll. 79-80), ao contrário da referida no parágrafo anterior, em que “omitiu” as “ameaças do primo Baltasar” (l. 16) para não exaltar Simão,
determinará o decurso dos acontecimentos, com a decisão do rapaz: procurar a amada.
3. A situação de Teresa parecia tranquila, pois o seu pai não insistira na ideia do convento nem do casamento e Baltasar regressara a casa, num clima que apa-
rentava um retrocesso nos planos de Tadeu.
4.1. A partir da linha 27, a representação do tempo apresenta as seguintes diferenças, relativamente ao resto do texto:
  preponderância do pretérito perfeito, representando uma sucessão de ações pontuais e localizadas num tempo determinado, em contraposição com os
parágrafos anteriores, em que predominam o pretérito imperfeito e o presente, remetendo para um passado durativo;
  referências pormenorizadas ao tempo da ação – “Ao romper da alva dum domingo de junho de 1803” (l. 25), “À hora da partida” (l. 133), “Às onze horas em ponto” (l.
137) – introduzindo um ritmo mais rápido no tempo da ação, que contrasta com o ritmo mais lento dos parágrafos anteriores.
5.1. Inicialmente, Tadeu mostra-se carinhoso (“cariciosamente”, l. 45), sereno e confiante na decisão que tomou em relação à filha, a quem procura, condescenden-
temente, explicar as suas razões. Depois de Teresa se recusar a aceitar o casamento com Baltasar (ll. 59-60), “Tadeu mudou de aspeto” (l. 61), ficou “irado” (l. 61) e
dirigiu-se à filha de forma violenta (ll. 62-67).
5.2. Ao longo do diálogo com o pai, Teresa confirma a sua força e a sua firmeza de carácter, não cedendo à imposição paterna e aguentando “sem lágrimas” e “sere-
namente” (l. 68) o confronto.
6. A falta de princípios de Baltasar sugerida no parágrafo indicado coincide com a forma como aceita e persiste na ideia de um casamento preparado sem o conhe-
cimento de Teresa, a quem acredita poder vir a seduzir.
7. Durante a leitura da carta, Simão fica transtornado e revela-se progressivamente mais afetado com o seu conteúdo, inclusivamente em termos físicos. Dá mostras
da sua irritação e do seu nervosismo (ll. 82-85) e revela mesmo intenções violentas (ll. 85-86). Depois da leitura, enquanto espera por transporte para viajar para
Viseu e ver Teresa, a lembrança da amada e da felicidade por ela proporcionada consegue, aos poucos, acalmá-lo (ll. 103-104 e 108-109).
8. Simão viaja para Viseu e hospeda-se, secretamente, em casa de um ferrador, parente do arrieiro que o acompanha. Chegado à cidade, consegue, com
recurso a intermediários, informar Teresa da sua presença e combinar com ela um encontro noturno.
9. Narrador ausente (heterodiegético).
9.1. “Vão lá pedir sinceridade ao coração!” (l. 1); “[...] eu abundo sempre no voto da gente boa.” (ll. 5-6); “A mim me basta, para crer em sua distinção, a celebridade que
ela veio a ganhar à conta da desgraça.” (ll. 11-12); “Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.” (ll. 143-144). Os co-
mentários do narrador revelam a sua perspetiva pessoal sobre a situação emocional das personagens e as suas decisões, fundamentando-as com a valorização do
sentimento amoroso (que permitia, igualmente, a justificação da absolvição do autor).
10. a. 3; b. 2; c. 1; d. 4.
10.1. Alínea a., pois a repetição (por ordem invertida) da expressão “boa gente” reforça a credibilidade da origem da informação do narrador.

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Coesão textual

Pág. 209
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 80)

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Fases da escrita
Texto/artigo de opinião

34
Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Texto de opinião
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Proposta de escrita – Texto de opinião

Caderno de Atividades (pp. 59-60)


Fichas de trabalho por domínio – Escrita
Ficha 3 • Texto de opinião

Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 3. 1. Pesquisar e selecionar informação diversificada.
3. 2. Planificar o texto oral, elaborando tópicos e dispondo-os sequencialmente.
3. 3. Elaborar e registar argumentos e respetivos exemplos.
5. 1. Produzir textos seguindo tópicos elaborados autonomamente.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: exposição sobre um tema […].
6. 2. Respeitar as marcas de género do texto a produzir.
6. 3. Respeitar as seguintes extensões temporais: exposição sobre um tema – 4 a 6 minutos […].

EL11 – 14. 7. Estabelecer relações de sentido: […] d) entre obras.


16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade – Exposição sobre um tema

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 5 – Exposição sobre um tema

Pág. 210
Leitura para informação
Tópicos de exploração do texto “Simão Botelho: o herói romântico”:
  Sistematização das características que fazem de Simão um herói consentâneo com os princípios do Romantismo: sentimentalismo (l. 4), com vivência parti-
cular e exacerbada do amor, que transforma (ll. 12-16) mas conduz à morte (ll. 1-4), defesa da honra (ll. 2-3) e atitude de “revolta” e de “desafio” (ll. 5-6) contra as
convenções sociais e familiares.

Recursos multimédia
Vídeo – Amor de Perdição: o herói romântico

Sugestões de abordagem do texto “O amor-paixão”:


  Explicitação dos fundamentos da associação dos casais “Pedro e Inês” a “Simão Botelho e Teresa de Albuquerque” (ll. 3-4);
  Justificação da afirmação inicial do segundo parágrafo;
  Interpretação da expressão “amor-paixão” à luz dos princípios românticos concretizados em Amor de Perdição.

Pág. 211
Gramática
MC   G11 – 18. 1. Demonstrar, em textos, a existência de coerência textual.

1.1. O termo “incoerência” remete para o desfasamento entre a atuação do pai de Teresa e o seu desejo, manifestado anteriormente, de a casar com o primo. A
falta de insistência no assunto não coincidia com a veemência com que o apresentara à filha.
2.1. Resposta pessoal, destacando a ideia de lógica subjacente ao discurso.

PowerPoint® didáticos
Coerência textual

Recursos multimédia
Tutorial – Demonstração da coerência textual

Pág. 212
3.1. (a) relevância; (b) não contradição; (c) relevância; (d) não tautologia.
3.2. Correferentes: “Simão” (l. 19) e “o estudante” (l. 23).
3.2.1. Mecanismo que, através da retoma do(s) referente(s) e seguindo o princípio da não contradição, assegura a progressão textual e garante a continuidade de
sentido entre os elementos do texto, contribuindo para a sua coerência.

35
3.3. O texto descreve a reação emotiva de Simão à carta de Teresa e as decisões impulsivas e violentas tomadas nesse contexto, mas, entretanto, alteradas na
sequência da mudança do seu estado de espírito. Relata ainda a decisão de Simão de viajar para Viseu, para ver Teresa, contando com a ajuda do arrieiro que o
transportou e de um parente dele, que o acolheria de forma oculta.

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 10 – Coerência textual

Caderno de Atividades (pp. 95-100)


Fichas de trabalho por domínio – Gramática
Ficha 10 • Coerência textual

Pág. 213
Outros (Inter)Textos
“Carta (Esboço)” de Nuno Júdice

Pág. 222-223
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios; c) entre características e pontos de
vista das personagens; [...].
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: [...] b) personagem principal e personagem secundária; [...].
15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

1. No capítulo X, narram-se acontecimentos posteriores aos relatados no capítulo IV e deles decorrentes. Simão já está hospedado em casa do parente do arrieiro
que o conduziu a Viseu – João da Cruz –, e conta com a sua colaboração e apoio, bem como da filha, Mariana. Depois da visita noturna a casa de Tadeu de Albu-
querque para se encontrar com a amada, anunciada no final do capítulo IV, e durante a qual foi confrontado por Baltasar, Simão foi ferido pelos criados do primo de
Teresa.
2. É possível distinguir no capítulo quatro momentos distintos: linhas 1 a 113 – o encontro de Teresa e Mariana, no convento; linhas 114 a 160 – a conversa, em casa
de João da Cruz, entre este, Mariana e Simão acerca da sua relação amorosa com Teresa; linhas 161 a 215 – o anoitecer em casa de João da Cruz, com a redação da
carta de Simão a Teresa, os presságios trágicos de Mariana e a decisão do jovem de procurar Teresa; linhas 216 a 365 – a partida de Simão, o tempo de espera frente
ao convento e o confronto com Baltasar, que resulta na morte deste.
3. Os diálogos servem propósitos de crítica social, em particular aos membros do clero, que têm interesses mundanos.
4.1. Nas alusões a Baltasar, Simão associa o primo de Teresa às perturbações na concretização do seu amor e liga-o ao seu destino, antecipando o final trágico
da relação conflituosa.
4.2. João da Cruz, embora considerando que o amor por uma mulher não justifica os riscos que Simão deseja correr, predispõe-se a ajudá-lo a ver Teresa du-
rante a viagem, mesmo que com recurso à força e à violência (ll. 132-152). Mariana, por outro lado, recorda o pedido de Teresa para que Simão não a procure e
insiste na prudência e na cautela (ll. 128, 130-131, 134 e 155).
4.2.1. João da Cruz assume-se como “um rústico” (l. 140) com uma visão tradicionalista dos papéis sociais do homem e da mulher, mesmo em termos de relação
amorosa (ll. 141-148). Revela-se também bondoso, disposto a ajudar Simão, e corajoso (ll. 150-152). Mariana mostra-se prudente, ponderada e preocupada com o
bem-estar de Simão (ll. 128, 130-131, 134 e 155).
5.1. Por um lado, a carta denuncia o estado psicológico de Simão, antes de sair para Viseu, em busca de Teresa; por outro, antecipa o destino fatal da relação,
insistindo na ideia (e campo lexical) de “morte”, cuja responsabilidade atribui a Baltasar, “o miserável” (l. 178) que destruiu as suas “esperanças formosas” (ll.
178-179) de um amor feliz.
5.2. Ll. 163-165, 172-175 e 180.
6.1. a. Teresa assume para Simão o papel de anjo, capaz de, pelas suas qualidades, levar à sua transformação. Mariana revela-se o “anjo da guarda” de Simão,
zelando pela (possível) tranquilidade e felicidade do jovem, abdicando, inclusivamente, da sua, que passaria por ver retribuído o seu amor.
b. Ambas as mulheres corporizam o ideal romântico da mulher-anjo, caracterizada pela sua beleza, física e psicológica, pela sua entrega exacerbada ao amor e
inspiradora de grandes metamorfoses no ser amado.
7.1./7.1.1. Adjetivos possíveis:
Simão: sensível (ll. 319-322), violento/impulsivo (ll. 338-339), honrado (ll. 347 e 361-362) e corajoso (l. 358). Baltasar: arrogante (ll. 266-270, 272-276, 314 e 317),
hipócrita (ll. 262-265), irónico (ll. 293 e 300-301), cobarde (ll. 313 e 327-328) e violento (ll. 335-336). Tadeu: sensível (l. 271), triste (ll. 278-279), arrogante (ll. 282,
284 e 286). João: corajoso (ll. 341-343) e solidário (ll. 344 e 346).
8. As reiteradas alusões à morte na carta de Simão (ll. 163-188) e o pressentimento de Mariana de que não voltaria a servir-lhe uma refeição em sua casa (ll. 192-
-194), partilhado pela intuição do jovem (ll. 195-196).
9.1. a.; 9.2. d.
10. a. Linhas 37-38, 132-134, 304-305, 318...
b. Linhas 1, 32-34, 76, 114-115, 163-179, 255-256...
c. Linhas 39-40, 153-154, 209-210, 232-233, 277...

36
Pág. 224
11. a. 4; b. 7; c. 6; d. 2; e. 1.
12. “este homem” – sujeito; “o académico” – sujeito; “com vossa senhoria” – complemento oblíquo; “Minha senhora” – vocativo; “a Teresa” – complemento indireto;
“comovida” – modificador restritivo do nome; “um exemplo” – complemento direto.
13. “ancoretas” (l. 3), “quinteiro” (l. 116), “bacorejava” (l. 214)...

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Coesão textual
Funções sintáticas
Arcaísmos e neologismos
Recursos multimédia
Interatividade – Coesão textual

Oralidade
MC  (Ver Oralidade, p. 180)

EL11 – 15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa, com recurso a diferentes linguagens (por exemplo, música, teatro, cinema, adaptações a séries
de TV), estabelecendo comparações pertinentes.

Registos vídeo
Excerto do filme Amor de Perdição de Mário Barroso.

1.1. Tópicos: o tempo da história (século XXI), as circunstâncias em que Simão e Teresa se conhecem (junto da escola), os meios por que comunicam (telemóvel)
e o local para onde Teresa é afastada pelo pai (clínica).

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Apresentação oral
Texto/Artigo de opinião

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade – Texto de opinião

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 6 – Texto de opinião

Pág. 225
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

L11 – 8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

EL11 – 15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.
15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.

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Fases da escrita
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Textos informativos complementares


“As personagens de Amor de Perdição” de Luís Amaro de Oliveira

Leitura para informação

PowerPoint® didáticos
Amor de Perdição

Recursos multimédia
Interatividade – Amor de Perdição: personagens

Pág. 226
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 1. Identificar tema e subtemas, justificando.
7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7.6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo da obra.
7. 7. Explicitar [...] marcas dos seguintes géneros: [...] apreciação crítica [...].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

37
1. a. O filme O Capacete Dourado, de Jorge Cramez.
b. Linhas 7-8 e 33-35.
1.1. Segundo parágrafo (ll. 7-8): apreciação global do filme; terceiro parágrafo (ll. 9-27): enumeração dos argumentos que fundamentam a apreciação apre-
sentada no parágrafo anterior; quarto parágrafo (ll. 28-32): resumo das carências do filme; quinto parágrafo (ll. 33-42): retoma da apreciação e relação com o
panorama cinematográfico português.
1.2. Através das passagens colocadas entre parênteses, o autor do artigo concretiza as críticas que vai produzindo com referências específicas a elementos/
situações do filme.
1.3. O título associa a história amorosa dos protagonistas do filme e o respetivo desenlace (a morte) à relatada em Amor de Perdição, jogando com a expressão “ver-
são Motard” para ironizar sobre o ambiente que os envolve.
1.3.1. Quer na obra de Camilo, quer no filme, as personagens principais são um casal de apaixonados oriundos de famílias incompatíveis e cuja relação termina
de forma trágica.

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Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 2 – Apreciação crítica

Caderno de Atividades (pp. 32-38)


Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Fichas 3 e 4 • Apreciação crítica

Pág. 227
Pré-leitura | Oralidade
MC   EL11 – 14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios; [...].
15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa, com recurso a diferentes linguagens (por exemplo, música, teatro, cinema, adaptações a séries de
TV), estabelecendo comparações pertinentes.

O11 – 4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.


4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.

Registos vídeo
Excerto de Amor de Perdição de António Lopes Ribeiro.

1./1.1. Recolhimento e morte de Teresa no convento; encarceramento de Simão, condenação ao degredo; viagem de Simão para a Índia, na companhia de Ma-
riana, e morte de ambos durante o percurso.
1.2. Resposta pessoal.

Pág. 233
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: [...] b) personagem principal e personagem secundária; [...] e) tempo (nar-
rativo e histórico).

1. (A) Linhas 19-20, 32-33, 69-72...


(B) Linhas 21-25, 61-63...
(C) Linhas 14-16, 26-30, 55...
(D) Linhas 57-60, 73...
(E) Linhas 17-20...
2. Simão alude às duas mulheres que considera anjos na sua vida. Relativamente a Mariana, que representa a “compaixão”, o jovem considera que Teresa “foi muito
mais desgraçada”, possivelmente por ter sido impedida de estar junto dele e por não ter tido quem a acompanhasse com a mesma dedicação e carinho.
3.1. a. “Às onze horas da noite” (l. 1), “À meia-noite” (l. 8), “Às três horas da manhã” (l. 102), “De manhã” (l. 113), “Às onze horas” (l. 117), “Ao segundo dia de viagem” (l.
120), “Ao quarto dia” (l. 132), “Ao sexto dia de navegação incerta” (l. 134), “Era o dia 27 de março, o nono da enfermidade de Simão” (l. 137), “Ao anoitecer desse dia” (l.
141), “Ao romper da manhã” (l. 157), “Algumas horas volvidas” (l. 167).
3.2. No final da obra, e depois de se terem relatado seis anos nos capítulos I a XX, a “Conclusão” apresenta os acontecimentos de poucos dias, aqueles em que Simão
agonizou e acabou por morrer. Tal deve-se à tentativa de pormenorizar e tornar mais intenso o drama das personagens envolvidas no triângulo amoroso.
4. A decisão de Mariana confirma o seu carácter, pois abdicar da própria vida revela a força do seu amor por Simão, a sua bondade e o seu altruísmo.
5. O parágrafo explicita as relações entre as personagens da obra e a família do autor/narrador.
5.1. O último parágrafo reforça o carácter de verosimilhança manifesto na obra, desde a introdução, com a alusão à própria questão biográfica do autor, nomea-
damente com o desejo de ver o seu caso pessoal (e os problemas com a justiça) encarado com um mesmo tipo de empatia ou compreensão que o caso do amor
proibido de Simão e Teresa angariaria junto do potencial leitor/leitora.

38
Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária
Ficha 3 – Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição

Testes de compreensão do oral – Teste 3

Págs. 234-235
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

EL11 – 15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.
15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.

1. Tópicos de resposta: o “ódio” do narrador como consequência da incompreensão e da revolta face aos condicionalismos sociais e familiares que impediram
a consumação do amor de Teresa e Simão; o percurso de Simão determinado pelo amor por Teresa, que suscitou o ódio da sua família, levou ao confronto com
Baltasar, ao assassinato deste e à posterior condenação de Simão ao degredo e à sua morte; os impedimentos externos como causadores da tragédia dos
amantes.

PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pós-leitura | Oralidade
MC  (Ver Pré-leitura, p. 143)

O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

1. Resposta pessoal, possivelmente destacando uma opinião negativa sobre o amor e/ou os seus efeitos.
1.1. Resposta pessoal, devidamente articulada com a anterior. Caso tenha sido adiantada a hipótese de o autor se posicionar negativamente face ao amor, deve
confirmar-se essa perspetiva, expressa ao longo do texto, apesar da presença algo desconcertante da última frase.
1.2. Resposta pessoal, selecionando um dos inúmeros argumentos expressos no decorrer do texto e estabelecendo relações pertinentes (de acordo com o(s)
capítulo(s) e excertos lidos) com a história de amor de Simão e Teresa ou Mariana e Simão.
1.3. A última frase do artigo encerra a reflexão de forma inesperada, salientando a necessidade do amor na vida dos seres humanos, apesar das implicações – ten-
dencialmente negativas, como anteriormente se descreveu – que o sentimento tem nela.

Sugestão de trabalho: considerando o final do artigo de opinião de Miguel Esteves Cardoso, sugere-se a (re)leitura do soneto camoniano “Amor é um fogo que
arde sem se ver”, no qual o poeta reflete sobre os efeitos contraditórios e negativos do amor, mas conclui acerca da sua imprescindibilidade na vida do ser hu-
mano.

PowerPoint® didáticos
Texto/Artigo de opinião

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 4 – Artigo de opinião

Registos áudio /Transcrição de registos


Tema musical “Brincando com o fogo” de Rita Guerra e Beto e respetiva transcrição.
2.1. Metáfora: “cavaleiro andante”; comparações: “como um salteador” ou “como um arlequim”.
2.1.1. A metáfora do cavaleiro andante é utilizada para sugerir a forma atraente e sedutora como o amor se insinua; a comparação com um salteador destaca
a forma inesperada como surge esse sentimento, a que é praticamente impossível resistir; a comparação com um arlequim põe em evidência a perturbação e
agitação provocadas com a chegada do amor.
2.2. Tópicos de resposta: origem imprevista e inconsequente (o amor que chega “sem avisar” e que “não quer saber, nem do mal que fez ou que vai fazer”), com efeitos
perturbadores (vem “desinquietar” e “deixar a contas” quem se deixa envolver, que acaba a dizer “palavras tontas” “por amor”), que faz do amor um sentimento
com uma conotação algo negativa (“mal de amar”).

Leitura para Informação


Tópicos de exploração do texto:
  Estabelecimento de relação entre o subtítulo de Amor de Perdição e a vertente crítica da obra;
  Justificação, com base no conteúdo do segundo parágrafo, da afirmação inicial do mesmo (l. 9);
  Explicitação da “faceta anti-heroica” (l. 10) de Simão e Teresa.

Pág. 236
Projeto de Leitura
MC   EL11 – 15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

39
E11 – 11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: [...] apreciação crítica e texto de opinião.
Ou
O11 – 6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: [...] apreciação crítica e texto de opinião.
6. 3. Respeitar as seguintes extensões temporais: [...] apreciação crítica – 2 a 4 minutos; texto de opinião – 4 a 6 minutos.
Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:
  Apreciação crítica
  Texto de opinião

Projeto de Leitura
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Apreciação crítica
Texto/Artigo de opinião

Pág. 239
Ficha Formativa

Cotações:
Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

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Correção da Ficha Formativa 3

Grupo I

1. Os acontecimentos narrados no texto dizem respeito à viagem de Simão a caminho do degredo na Índia, a que tinha sido condenado pelo homicídio de Baltasar.
Tal ocorreu depois de, impedido de concretizar o seu amor por Teresa e de o pai dela a ter obrigado à vida monástica, Simão se ter escondido em casa de João da
Cruz, para poder ver a amada, de a ter procurado durante a transferência de convento e de se ter envolvido numa discussão com o primo da jovem, que acabou
no crime por que foi condenado.
2. Simão, ao contrário de momentos anteriores da ação, em que revelou o seu temperamento agitado (em parte acalmado com a paixão por Teresa) e o seu alvo-
roço emocional, mostra-se “numa quietação terrível” (l. 15), quase abstraído do seu destino, oscilando entre os “lances de loucura” (l. 22) e a apatia (“letargia”, l. 23).

Pág. 240
3. Mariana é bondosa e abnegada, prescindindo da sua vida para se dedicar a Simão (ll. 12-13 e 22-23).
4. A apóstrofe de Simão salienta o carácter sacrificial do amor de Teresa, que sofre e morre vítima dos constrangimentos familiares e das normas sociais, que
impediram a relação afetiva entre os dois jovens.
5. Ao longo do texto, as referências temporais são progressivamente mais específicas (“Decorreram seis meses ainda”, l. 3, “Duas primaveras”, l. 6, “Era em março
de 1807”, l. 8, “No dia 10 desse mês”, l. 9), convergindo para o momento em que Simão inicia a viagem que o deve levar ao degredo e durante a qual se consumará
o desenlace trágico da ação, com a morte dos protagonistas (Teresa, Simão e Mariana).

Pág. 241
Grupo II

1. O texto apresenta informação significativa e devidamente sustentada com referências à obra de Camilo Castelo Branco sobre a forma como o amor se rela-
ciona com as normas sociais nas narrativas do autor.
2. Segundo o autor, ao contrário do que acontece na poesia de Camões, em que o tema do amor é abordado segundo a perceção íntima daquele que ama, que ex-
pressa as “reflexões, pensamentos, interrogações” (ll. 22-23) provocados pelo sentimento, em Camilo o amor é perspetivado em conexão com a conjuntura social em
que se desenvolve. Desse modo, é apresentado não apenas como experiência individual ou de “dois sujeitos” (l. 14) e “isolado das circunstâncias em que nasce e se vai
desenvolvendo” (ll. 4-6), mas integrado e relacionado com as “coordenadas familiares, sociais e fisiológicas” (ll. 33-34) dos amantes, o que pode fazer dele um “drama
contra o qual têm de bater-se” (ll. 44-45).
3. O último parágrafo constitui a síntese do pensamento do autor relativamente ao valor do amor no contexto da narrativa camiliana: ao contrário de Camões, Camilo
apresenta o amor como um sentimento desvalorizado pelas limitações das convenções sociais/familiares da época, o que acaba por torná-lo “difícil e trágico” (ll.
61-62).
4. / 4.1. a. V. b. V. c. F. Corresponde a uma conjunção subordinativa completiva. d. F. Valor de reformulação. e. F. Mecanismo de coesão lexical. f. V.
5. “de Camilo”: complemento do nome.

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 3

Testes por sequência


Teste 3 – Camilo Castelo Branco – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

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Correção do teste 3

40
Sequência 4 · Eça de Queirós
Pág. 244
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.


7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados em diversos suportes, marcas dos seguintes géneros: […] apreciação crítica […].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
8. 2. Elaborar tópicos que sistematizem as ideias-chave do texto, organizando-os sequencialmente.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 14. 12. Reconhecer e caracterizar textos quanto ao género literário: [...] o romance.

Tópicos de exploração dos excertos das apreciações críticas de “Os Maias à época…”:
  Levantamento dos juízos de valor positivos e negativos formulados;
  Troca de impressões sobre o conteúdo do último parágrafo do excerto de Fialho de Almeida, procurando uma justificação fundamentada em função do conhe-
cimento d’ Os Maias;
  Formulação de opinião sobre as críticas à obra de Eça de Queirós, de acordo com o conhecimento da mesma;
  Identificação de características d’ Os Maias que justificam a sua integração no género do romance (a extensão – “900 páginas”, a profundidade do universo nar-
rativo – ll. 4-5, e a quantidade e complexidade das personagens – ll. 8 e 12).

Textos informativos complementares


“O romance”

Pág. 245
Tópicos de exploração do texto “O romance dos defeitos de Portugal”:

  Justificação da primeira frase do texto, tendo por base a experiência de leitura de ambas as obras;
  Fundamentação da afirmação inicial relativa a Os Maias, com recurso aos argumentos apresentados no texto;
  Explicitação do valor metafórico do “saco” (l. 7) de Eça de Queirós;
  Reflexão conjunta sobre a atualidade d’ Os Maias, a partir do conteúdo do último parágrafo, e a pertinência das críticas dirigidas a Portugal.

Outros (Inter)Textos
“Breakfast” de Possidónio Cachapa

Pág. 246
Pré-leitura
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.

1.1. A ilustração apresenta um livro, em ambiente noturno, com uma porta aberta. Do seu interior sai uma luz intensa. O livro será, então, um lugar iluminado,
um refúgio na noite.
1.2. Resposta pessoal. Sugestão: tendo em conta a ilustração, o autor do texto terá, relativamente ao livro sobre o qual escreveu, uma visão muito positiva, con-
siderando que o mesmo é apresentado como um refúgio cheio de luz.

Pág. 247
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.

1. O autor estabeleceu com a obra uma enorme proximidade, reconhecendo-lhe uma importância fundamental na sua vida.
2. A solenidade com que o professor lia passagens do livro (l. 5) e o entusiasmo e a emoção com que falava da obra (ll. 6-7).
3. a. Comparação – remete para o orgulho do narrador, enquanto leitor da obra. Ao ser questionado sobre a leitura, levantou o braço o mais alto que podia, sentindo-
-se orgulhosamente maior por estar a fazê-lo;
b. Personificação – numa valorização do trabalho do professor, atribui às palavras a consciência de se encaminharem para o âmago do narrador/recetor.
4. Ao isolar desta forma a referência à obra, o narrador está a atribuir-lhe um valor absoluto, como se outro livro não existisse para si. Este será “o” livro e não
apenas “um” livro.
5. O título cria no leitor a expectativa de conhecer a obra a que o autor do texto vai referir-se depois de ver relatados os sentimentos e os acontecimentos que envol-
veram a sua leitura e a relação que com ela estabeleceu.
6.1. “diariamente” – modificador (do grupo verbal); “àquele mundo” – complemento oblíquo; “me” – complemento direto; “para o seu interior” – complemento
oblíquo; “me” – complemento indireto.

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Funções sintáticas

41
Fichas de trabalho por domínio – Gramática
Ficha 6 – Funções sintáticas

Pág. 248
Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 16. 1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

1.1. Cf. Transcrição do registo áudio (Dossiê do Professor, p. 289).


1.2.1. (B); 1.2.2. (C); 1.2.3. (A)

CD áudio Faixa 08

Transcrição de registos
“Eça de Queirós: o artista e o homem” de Paulo Neves da Silva

Recursos multimédia
Interatividade – Eça de Queirós: contextualização histórico-literária

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 2 – Exposição sobre um tema

Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: exposição sobre um tema […].
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual [...].
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 5. Observar os princípios do trabalho intelectual: identificação das fontes utilizadas; cumprimento das normas de citação; uso de notas de rodapé; elabora-
ção da bibliografia.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

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Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Caderno de Atividades (pp. 52-54)


Fichas de trabalho por domínio – Escrita
Ficha 1 • Exposição sobre um tema

Pág. 249
Leitura para informação
Tópicos de exploração do texto “Do Romantismo ao Realismo em Portugal”:
  Identificação das duas causas determinantes da transição do Romantismo para o Realismo referidas no primeiro parágrafo (“desgaste de temas e de formas”
românticos e desenvolvimento de novas “correntes científicas e filosóficas” na Europa);
  Breve explicação dos acontecimentos implicados na “Questão Coimbrã”;
  Realização de uma pesquisa biográfica e icónica (fotografias, retratos, caricaturas, cartoons) sobre os membros da Geração de 70 e posterior organização de
uma exposição alusiva ao grupo.
  Referência ao grande objetivo das Conferências do Casino;
  Execução de uma pesquisa acerca das Conferências do Casino, com particular destaque para a portaria que decretou o seu cancelamento, e produção de uma
exposição sobre a sua importância no contexto cultural, social e literário da época.

Pág. 250
Tópicos de exploração do texto “O Realismo como nova expressão de arte”:

  Partindo das sucessivas definições de Realismo apresentadas por Eça de Queirós, elaborar um quadro comparativo das características do Realismo e do
Romantismo.

PowerPoint® didáticos
“Do Romantismo ao Realismo”

42
Pág. 251
Tópicos de exploração do texto “Realismo e Naturalismo” e “O Naturalismo” (pp. 250-251):
  Levantamento das características comuns ao Realismo e ao Naturalismo:
– servem-se dos mesmos “preconceitos científicos” (l. 21, p. 250);
– “crença fundamental em que a Arte é, na sua essência, uma representação mimética objetiva da realidade exterior” (ll. 4-5, p. 251);
  Identificação das características do Naturalismo que o distinguem do Realismo:
– condução da “ciência para o plano da obra de arte” (l. 3, p. 250); “tentativa para aplicar à literatura as descobertas e métodos da ciência do século XIX.” (ll. 12-13, p. 251);
– “profundidade analítica” (l. 8, p. 250), por oposição à “objetividade imparcial” (ll. 21-22, p. 251) do Realismo;
– “posição combativa, de análise dos problemas” (a obra de arte como “verdadeira tese com intenção científica”) (ll. 12-14, p. 250);
  Exploração das metáforas “luvas de pelica” (l. 17, p. 250) e “luvas de borracha” (l. 20, p. 250) utilizadas para a descrição dos processos de tratamento da realidade
concretizados pelo Realismo e pelo Naturalismo, respetivamente;
  Discussão da pertinência da imagem “gémeos siameses” (l. 2, p. 251) na comparação entre Realismo e Naturalismo.

PowerPoint® didáticos
“O Realismo e o Naturalismo”

Pág. 252
Nota: A edição da obra Os Maias utilizada é a da Porto Editora (cf. capa da pág. 258).

Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 16. 1. Reconhecer a contextualização histórico-literária nos casos previstos no Programa.

1.1. Cf. Transcrição do excerto vídeo (Dossiê do Professor, p. 314).


1.2. e 1.2.1. a. Falsa. Na opinião de Carlos Reis, o que Eça quis colocar n’ Os Maias estará mais no subtítulo do romance. b. Verdadeira. c. Falsa. O Romantismo
condicionou negativamente. d. Verdadeira.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Excerto do documentário Grandes Livros – Os Maias – e respetiva transcrição.

2.1. O texto A, centrado na apresentação da família Maia, remete para o título (Os Maias) e o texto B, evocando o sentimentalismo das personagens e das situa-
ções, para o subtítulo do romance (Episódios da Vida Romântica).

PowerPoint® didáticos
Os Maias

Pág. 255-257
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto;
b) entre situações ou episódios; c) entre características e pontos de vista das personagens;
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa:
a) ação principal e ações secundárias; b) personagem principal e personagem secundária; d) espaço (físico […]); e) tempo (narrativo e histórico).
1.1. No texto A, o Ramalhete é apresentado através de vocabulário conotado com o fechamento e a tristeza: “sombrio casarão de paredes severas” (l. 4), “estreitas
varandas de ferro” (ll. 4-5), “tímida fila de janelinhas” (l. 5), “aspeto tristonho” (l. 6). No seu conjunto, assemelhava-se a uma “residência eclesiástica” (l. 6) e a um “colégio
de Jesuítas” (l. 8), e estas aproximações aos espaços religiosos reenviam, também, para a ideia de clausura e opressão que, numa leitura metafórica, anunciam o
estreitamento e a redução da linhagem dos Maias que ocorrerá no final da narrativa.
O texto B, narrando acontecimentos posteriores à tragédia que envolveu os Maias (morte de Afonso, separação e afastamentos dos amantes/irmãos), descreve o
Ramalhete de novo através de uma linguagem de cariz religioso. A casa parece agora um “claustro abandonado” (l . 16), imagem confirmada com a utilização de
vocábulos que destacam a ausência e o vazio – “despida” (l. 10), “sem” (ll.10,15) –, assim como a degradação do espaço – “cal lascada” (l. 10). Todo o ambiente recria
uma atmosfera de escuridão e morte – “caixões” (l. 14), “tom mais negro” (l. 16), “luz escassa” (l. 17), “mancha lívida de uma caveira” (ll. 17-18), “friagem” (l. 18), “amor-
talhados” (l. 20), “cheiro de múmia” (l. 20) – que Ega resume na exclamação “Isto está lúgubre!...” (l. 24). O espaço do Ramalhete, sendo palco dos acontecimentos que
determinaram a calamidade de Carlos e Afonso, é apresentado, no final da obra, como reflexo dessa mesma desgraça, como se se integrasse também na família e,
à semelhança dos seus membros, sofresse as consequências nefastas do “fatalismo” (l. 47) referido por Carlos.
1.2. No final do romance, o Ramalhete está vazio, pois Afonso morrera, na sequência da descoberta do incesto dos netos, e Carlos partira numa viagem pelo
mundo, tendo depois fixado residência em Paris.
2. Afonso regressa a Lisboa para não “viver muito separado do neto” (ll. 27-28) e, dada a carreira escolhida, Carlos deve instalar-se na capital, desse modo “arras-
tando” o avô.
3. Resposta pessoal. Sugestões de resposta: Fisicamente, Afonso era “baixo, maciço” (l. 35). Em termos psicológicos, e nas suas próprias palavras, era “egoísta” (l.
42), embora o narrador o apresente essencialmente como bondoso (“bonacheirão”, l. 40, “as generosidades do seu coração”, l. 43), altruísta (“Parte do seu rendimento
ia-se-lhe por entre os dedos, esparsamente, numa caridade enternecida.”, ll. 43-44), “sereno” (l. 47) e “risonho” (l. 47).
3.1. A hipérbole destaca a idade da personagem, não apenas em termos cronológicos e físicos, mas de experiência de vida, dando a entender que Afonso, consi-
derando os anos já vividos, estaria preparado para as situações difíceis da vida.
4. A frase destina-se a introduzir a longa analepse que irá relatar os acontecimentos anteriores ao presente da ação.
5. Ao regressar à casa onde apenas viveu dois anos, Carlos, marcado pela forte “comoção” (ll. 5-6 e 30), sente que nela passou a “vida inteira” (l. 29), pois o Ra-
malhete serviu de pano de fundo a muitos e determinantes acontecimentos cuja recordação lhe provoca agora o abalo e a perturbação que o fazem ficar “pálido
e calado” (l. 25).
43
6. A referência à condessa de Runa, esposa de Afonso e avó de Carlos, adquire, no contexto, uma simbologia associada à tragédia que envolve a família. Retratada
com um “vestido escarlate” (l. 22), associa-se de imediato à cor do sangue e da morte. Por outro lado, o comentário do narrador, referindo que a posição em que
o quadro se encontra sugere a fuga da personagem, comprova que apenas Carlos e a avó, assim representada, ainda não consumaram “a dispersão da sua raça”
(l. 23), ou seja, são os últimos sobreviventes da família Maia.
7. A “teoria da vida” (l. 51) sintetizada por Carlos remete para a existência e atuação de um “fatalismo muçulmano” (ll. 52-53) que conduz os destinos dos seres
humanos. Desse modo, reconhecendo a interferência de uma atuação superior, aos homens nada mais resta do que “Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a
tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças” (ll. 54-55). Com a afirmação destes preceitos, Carlos afasta-se da conceção naturalista que presidira à
sua caracterização no decorrer da obra. De facto, a personagem constata, como Ega, a “inutilidade de todo o esforço.” (l. 60) e aceita um estoicismo que contraria
os princípios deterministas do Naturalismo. Afinal, mais do que as influências externas, o que conduz a vida humana é o destino que age, irreparavelmente,
sobre o seu percurso.

Pós-leitura
MC   EL11 – 14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: a) ação principal e ações secundárias; […] e) tempo (narrativo
e histórico).

1.1. a) Suicídio de Pedro; partida de Afonso para Santa Olávia; b) Revelação do incesto; morte de Afonso; saída de Carlos de Lisboa; c) Reencontro de Carlos e
Ega em Lisboa.
2. e. A opção de, em determinados momentos narrativos, se dotar o tempo do discurso de uma duração idêntica à da história visa conferir maior destaque a
acontecimentos relevantes na sequência da ação.

Pág. 258
Leitura para informação
Tópicos de exploração do texto de Jacinto do Prado Coelho:
  Associação de frases do texto ao título e ao subtítulo do romance de Eça de Queirós;
  Explicitação das duas possibilidades de interpretação do subtítulo d’Os Maias;
  Fundamentação da caracterização de Carlos como “anti-herói” (l. 22), se necessário a partir da exploração de um verbete de dicionário da palavra “herói”;
  Comentário da personagem de Afonso, a partir da sua definição como “figura que, pelo seu papel de testemunha, é fator de unidade.” (ll. 28-29);
  Justificação do plural utilizado no subtítulo “Episódios da Vida Romântica”.

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Os Maias

Recursos multimédia
Vídeo – Os Maias: estrutura e visão global da obra

Pág. 259
Gramática
MC   G11 – 19. 1. Reconhecer e fazer citações.
19. 2. Identificar e interpretar discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.
19. 3. Reconhecer e utilizar adequadamente diferentes verbos introdutores de relato do discurso.

1. a. 1; b. 3; c. 2.
1.1. b. Discurso direto: — Não me admiro – referiu Ega. – Só aqui, no Ramalhete, tu viveste realmente daquilo que dá sabor e relevo à vida – a paixão.
Discurso indireto: Ega disse que não se admirava e que só ali, no Ramalhete, ele vivera realmente daquilo que dava sabor e relevo à vida – a paixão.
c. Discurso direto: — No fundo, são mais felizes esses que se dirigem só pela razão, não se desviando nunca dela […]?
Discurso indireto livre: No fundo, eram mais felizes esses que se dirigiam só pela razão, não se desviando nunca dela […]?

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Reprodução do discurso no discurso

Recursos multimédia
Exercício – Reprodução do discurso no discurso

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 11 • Reprodução do discurso no discurso

Caderno de Atividades (pp. 101-103)


Fichas de trabalho por domínio – Gramática
Ficha 11 • Reprodução do discurso no discurso

Pág. 260
Pré-leitura
MC   L11 – 9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. Os efeitos que o amor provoca na personagem masculina da tira (Jeremy), desencadeados pelo contacto físico com a perna da personagem feminina (Sara),
são uma sensação eletrizante, como se de um choque elétrico se tratasse, e uma impressão de enorme poder, sentindo-se a personagem com a capacidade de
voar e aguentar o globo terrestre sobre si.

44
1.2. Também o contacto, neste caso visual, com Maria Monforte provocou em Pedro sensações extremas: um “violento interesse” (l. 16) e um “olhar aceso e pertur-
bado” (l. 17), deixando transparecer uma intensa atração por aquela mulher que parecia “alguma coisa de imortal e superior à Terra” (l. 12). A troca de olhares “fatal e
deslumbradora” (l. 2) provocou em Pedro uma daquelas “paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão, arrancando a vontade, a razão, os respeitos
humanos e empurrando-os de roldão aos abismos.” (ll. 2-4).

Pág. 262
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: c) entre características e pontos de vista das personagens; d) entre obras.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

G11 – 18. 1. Demonstrar em textos a existência de coerência textual.


18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.
19. 2. Identificar e interpretar discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.
1. O excerto integra-se na longa analepse iniciada no capítulo I, destinada a dar a conhecer os antecedentes familiares de Carlos. Relata o momento em que Pedro
vê pela primeira vez Maria Monforte e os acontecimentos que se seguiram e que viriam a culminar no suicídio de Pedro.
2. Pedro vê Maria Monforte (ll. 5-24); Pedro acompanha Maria Monforte ao Teatro S. Carlos (ll. 25-29); Pedro parte para Sintra (ll. 30-31); Pedro anuncia a decisão de
casar a seu pai, (ll. 32-48); Vilaça confirma o casamento de Pedro com Maria Monforte (ll. 49-51).
3. Ll. 6-12.
3.1. “pareceu a Pedro nesse instante alguma coisa de imortal e superior à Terra” (ll. 11-12).
4. Alencar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da ação, uma vez que é ele que informa Pedro sobre Maria Monforte, o que determinará toda
a intriga principal.
5.1. a. Os advérbios caracterizam Pedro como alguém que se deixa levar facilmente pelas emoções. b. Os adjetivos realçam Afonso como firme e intransigente com
um carácter oposto ao do filho.
6. Ao associar o amor de Pedro ao da personagem Romeu de Shakespeare, o narrador indicia um desfecho fatal.
7. a. 5; b. 1; c. 8; d. 2; e. 4.
8. Discurso direto: Ll. 21-24; Discurso indireto: “contando que o menino casara nessa madrugada – e segundo lhe dissera o Sérgio, procurador do Monforte, ia partir com
a noiva para a Itália.” (ll. 49-51).

Pág. 263
Oralidade
MC   EL11 – 15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

O11 – 1. 2. Explicitar a estrutura do texto.


1. 4. Fazer inferências.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.
1. Tópicos: Pedro e Maria Monforte em Itália e Paris; regresso a Lisboa; nascimento da filha e vida de luxo em Lisboa; nascimento do segundo filho; feri-
mento de Tancredo; fuga de Maria Monforte com Tancredo e com a filha; suicídio de Pedro; regresso de Afonso a Santa Olávia com o neto.
1.1. A educação de Pedro, por influência de sua mãe, ficou marcada pela presença da cartilha e da religião e alheada do exercício físico e do contacto com a
natureza. Em adulto, na perspetiva determinista apresentada, é a hereditariedade e esta educação que condicionam o seu comportamento, revelando uma per-
sonalidade instável, temperamental, doentia e fraca. Incapaz de encarar a adversidade, Pedro suicidou-se.

CD áudio Faixa 09

Transcrição de registos
“A educação n’ Os Maias” de Carlos Reis
2.1. a) Educação portuguesa tradicional e conservadora. b) Educação inglesa/britânica. e) Pedro. f) Eusebiozinho. g) Carlos.
2.2. c) Presença da cartilha e da religião; alheamento do exercício e do contacto com a natureza; educação reclusa, com forte presença da igreja. d) Exercício e
contacto com a natureza. h) Enleado num “romantismo torpe”; “oscilando entre a boémia e o fanatismo da devoção religiosa”; “física e animicamente débil”. i) Suicídio. j)
“Figura soturna, débil, moralmente dissoluta e eticamente irresponsável”. k) Vida dissoluta e irresponsável. l) Saudável e equilibrado. m) Incesto.

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 2 – Exposição sobre um tema

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 80)

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Texto de opinião

Recursos multimédia
Tutorial – Escrita e apresentação de um texto de opinião

PowerPoint® didáticos
Texto/Artigo de opinião

45
Pág. 264
Pré-leitura | Oralidade

CD áudio Faixa 10

MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.


EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].

1. O excerto relata a situação em que Carlos vê pela primeira vez Maria Eduarda. A partir desse momento, todos os seus atos têm como objetivo conhecê-la, o
que, efetivamente, vem a acontecer mais tarde. Pode, pois, considerar-se este episódio como uma sequência narrativa determinante para o desenvolvimento da
intriga principal.

Págs. 266-267
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: b) entre situações ou episódios; c) entre características e pontos de vista das personagens;
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa:
d) espaço ([…] psicológico e social);
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


19. 3. Reconhecer e utilizar adequadamente diferentes verbos introdutores de relato do discurso.
1.1. O advérbio “maravilhosamente” (l. 10) confere à personagem um carácter excecional, como se a sua aparição constituísse um prodígio.
1.2. A repetição do adjetivo realça a admirável figura de Maria Eduarda, cuja perfeição é extensível aos elementos humanos e animais que com ela privam e
destaca-se o deslumbramento provocado pela sua passagem.
2. Adjetivação expressiva: “baixote, gordo, frisado” (l. 19), a que se associa o uso depreciativo do diminutivo; comparação: “frisado como um noivo de província” (l.
19). Estes recursos contribuem para iniciar a caracterização caricatural da personagem.
3.1. Carlos não manifesta um interesse particular por Dâmaso, ao ser-lhe apresentado. Pelo contrário, Dâmaso centra as suas atenções em Carlos (l. 24) e
rejubila com o facto de ter conseguido encetar um diálogo com ele (ll. 29-30).
3.2. Carlos apenas “reparou mais” (l. 27) em Dâmaso, “interessando-se” (l. 27) por ele, no momento em que percebeu que ele conhecia Maria Eduarda.
4. Hipálage. O adjetivo “honrados”, aplicado aos “ossos” de Craft, pretende, por extensão, caracterizar a personagem, a quem Alencar se dirige como “honrado
inglês”.
5.1. O determinante possessivo adquire uma conotação sentimental. Alencar e Pedro foram companheiros de geração e amigos íntimos, tendo sido inclusiva-
mente o poeta o primeiro a falar-lhe de Maria Monforte.
5.2. O nome de Carlos deveu-se à inspiração colhida por sua mãe num romance que Alencar lhe emprestara e funciona como indício trágico, uma vez que Carlos
e Maria Eduarda partilham o segundo nome. A explicação de Alencar sugere outro pormenor: ao referir que Pedro desejava colocar ao filho o nome de seu pai,
Afonso, leva a pensar que, existindo uma filha sua, ela poderia ter o nome de sua mãe, como efetivamente acontece.
6. O narrador descreve um sonho de Carlos. Maria Eduarda surge-lhe, numa representação onírica, “mais alta que uma criatura humana, caminhando sobre nu-
vens, com um grande ar de Juno que remonta ao Olimpo” (ll. 67-68). As palavras de Craft e de Alencar, também presentes no sonho, a juntar à referência à deusa
Juno (deusa do casamento e da união conjugal) contribuem para que ele possa ser lido como premonitório.
7. “Murmurou” (l. 15), “disse” (ll. 22, 45) “acudiu” (l. 24), “perguntou-lhe” (l. 27), “exclamou” (l. 37), “apresentou-os” (l. 48) “dizia” (l. 56).
8. a. e b. Complemento do nome.

Escrita
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: b) entre situações ou episódios [...];
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: a) ação principal e ações secundárias;

(Ver Escrita, p. 67)

1.1. a. A rua, frente ao Marrare / Peristilo do Hotel Central. b. Maria Monforte: “chapéu preto”, “perfil grave de estátua”, “carnação de mármore”, “senhora loira”, “cabelos
loiros”; Maria Eduarda: “meio véu muito apertado e muito escuro”, “maravilhosamente bem-feita”, “carnação ebúrnea”, “senhora alta, loura”, “cabelos de ouro”. c. “pareceu
a Pedro nesse instante alguma coisa de imortal e superior à Terra.” (ll. 11-12) / “passou diante deles, com um passo soberano de deusa” (ll. 8-9).
1.1.1. As semelhanças entre os dois encontros adquirem um significado particular, pois, conhecendo o desfecho da história amorosa de Pedro e Carlos, pode
entender-se o paralelismo como um indício trágico da relação entre Carlos e Maria Eduarda.
1.2. Resposta pessoal.

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pág. 268
Pós-leitura | Oralidade
MC  (Ver Oralidade, p. 180)

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

46
1.1. Naturalismo.
1.1.1. A metáfora refere, de modo pejorativo, a corrente do Naturalismo, tal como era entendida pelos seguidores do Romantismo. Para Alencar, poeta romântico, a
nova estética literária, com as suas abordagens científicas, correspondia à corrupção dos princípios do Romantismo.
1.2. Opositores ao Naturalismo: Alencar, Craft e Carlos (pp. 171-172 da obra). Defensor do Naturalismo: Ega (pp. 172-173 da obra).
1.3.1. Eça de Queirós serve-se dela para criticar o Romantismo remanescente na sociedade portuguesa de finais do século XIX. Alencar representa todos aqueles
que ainda se apegavam aos princípios românticos e, por isso, é descrito como tendo “uma face escaveirada, olhos encovados” (l. 41) e “alguma coisa de antiquado,
de artificial e de lúgubre” (ll. 43-44). O seu aspeto fúnebre, que o vestuário escuro acentua, simboliza a própria morte do Romantismo. A intencionalidade crítica da
personagem é sinteticamente apresentada através da hipálage “longos, espessos, românticos bigodes grisalhos” (ll. 41-42), que associa de modo expressivo a figura
à sua simbologia social.
2.1. Segundo os presentes, a crise é devida à constante necessidade nacional de recorrer aos empréstimos externos, que conduzirão, em pouco tempo, à ban-
carrota. Esta, segundo Ega, deve-se à má gestão das finanças nacionais, desenvolvida por banqueiros incompetentes. Segundo Cohen, a causa da crise não
pode ser atribuída aos banqueiros, antes se devendo à necessidade de “reformas” (p. 175 da obra) por parte do país. Para solucionar a crise, Ega defende a união
ibérica, no que é criticado pelas restantes personagens (à exceção de Carlos, que não intervém na discussão).

PowerPoint® didáticos
Texto/Artigo de opinião

Recursos multimédia
Tutorial – Escrita e apresentação de um texto de opinião

3.1. As alusões a Raquel Cohen contribuem para a caracterização do marido, condicionando a forma como era visto.
3.2. O papel das mulheres é determinante na caracterização do espaço social da obra. Raquel Cohen, além de constituir um elemento relevante de caracteriza-
ção do marido, é uma personagem que, enquanto representante das mulheres portuguesas, com uma educação romântica e um matrimónio infeliz, procura no
adultério (na relação com João da Ega) uma forma de trazer interesse e emoção à sua vida.

Pág. 269
Leitura para informação
Sugestões de exploração dos textos:
  Explicitação das diversas intrigas amorosas, dos seus intervenientes e das suas características;
  Descrição do papel de Maria Monforte no desenvolvimento da ação da intriga principal.

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 6 – Texto de opinião

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Os Maias

Pág. 270
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa, com recurso a diferentes linguagens (por exemplo, música, teatro, cinema, adaptações a séries
de TV), estabelecendo comparações pertinentes.

1.1. a. Os espaços são representados por enormes cenários, numa ambiência quase teatral, onde se movimentam as personagens.
b. O ambiente do hipódromo parece bastante festivo, estando as pessoas com indumentárias de gala; o comportamento demonstra-se, porém, algo degradante,
particularmente na cena de pugilato no final do excerto.
c. A crítica social passa pela forma como se vestem e se comportam as pessoas numa corrida de cavalos.

Registos vídeo
Excerto do filme Os Maias de João Botelho

Págs. 272-273
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: c) entre características e pontos de vista das personagens; d) entre obras.
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: [...] d) espaço (físico […] e social);
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

1.1. Sensações visuais: “tosca guarita de madeira” (l. 5), “azul-ferrete” (l. 7), “rutilantes sóis de festa” (l. 7), “poeirada baça do ar” (l. 8), “branca faiscação de cal” (l. 9).
Sensações tácteis: “a poeira sufocava.” (l. 14), “sob o peso do sol de junho” (l. 35).
1.2. O ambiente descrito sugere a asfixia e o incómodo que a situação provoca nos presentes.
2. A bilheteira: “tosca guarita de madeira” (l. 5); a entrada: uma “abertura escalavrada num muro de quintarola” (l. 16); a pista: “deserta, com a relva pisada” (l. 33).
2.1. Rústico e deteriorado, parecendo ter sido improvisado.
3. A agitação gerada em torno de um sujeito que queria entrar sem ter de pagar bilhete pela sua carruagem, fazendo valer-se de uma pretensa combinação com um
membro do Jockey Club. As queixas de dois brasileiros acerca do preço dos bilhetes.

47
4. A ironia destaca a grosseria e inadequação das situações entrevistas, no contexto de um divertimento tido como dos mais civilizados à época.
5.1. a. Muitos dos “homens” (l. 26), envergando um traje prático, sentiam-se “à vontade” (l. 27). Contudo, os que se vestiram “mais em estilo, de sobrecasaca”
(l. 28) mostravam-se incomodados, “pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique.” (ll. 28-29), pelo que se limitavam a circular pelo recinto sem energia,
quase em silêncio, e “languidamente” (l. 31). b. O “magote de gente” (l. 34) concentrado junto à pista assume uma atitude estática e silenciosa, “numa pasmaceira
tristonha” (l. 35) que destaca a sua falta de integração no espaço/acontecimento em que se encontra.
5.2.1. A – 3 – d; B – 6 – c; C – 2 – b; D – 5 – a; E – 4 – f; F – 1 – e.
5.2.2. A descrição das mulheres presentes no hipódromo revela a desadequação das suas atitudes: vestem-se para o evento como para uma celebração reli-
giosa e comportam-se de forma desajustada, o que denota o seu desinteresse pelo desporto a que assistem e a sua falta de à-vontade nas circunstâncias.
6. As corridas no hipódromo de Belém, episódio da crónica de costumes, constituem um motivo para Carlos procurar Maria Eduarda, após o primeiro encontro
no Hotel Central.
7. As corridas de cavalos, importadas da tradição francesa, assumem n’ Os Maias um carácter caricatural, pela sua organização e pelo ambiente que se respira
no evento. Concretizam, por isso, a crítica de Ega: um evento desajustado da realidade nacional.

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 302)

PowerPoint® didáticos
Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Apreciação crítica
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Apreciação crítica

Pág. 274
Pós-leitura
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto; b) entre situações ou episódios [...];
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: a) ação principal e ações secundárias; b) personagem principal e per-
sonagem secundária; c) narrador: – presença e ausência na ação; – formas de intervenção: narrador-personagem; comentário ou reflexão; d) espaço (físico,
psicológico e social)[...];

G11 – 19. 2. Identificar e interpretar discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.

Soluções de atividades
Tópicos de resposta do trabalho de grupo

PowerPoint® didáticos
“Os episódios da crónica de costumes n’ Os Maias”

Testes de compreensão do oral – Teste 4

Leitura para informação


Sugestões de exploração dos excertos “A descrição do real e o papel das sensações”:
  Explicitação da funcionalidade das descrições n’ Os Maias;
  Sistematização dos recursos linguísticos utilizados no Impressionismo literário de Eça de Queirós.

Pág. 275
Leitura para informação
Sugestões de exploração do texto:
  Justificação das afirmações segundo as quais:
– a “crónica de costumes” (l. 1) n’ Os Maias “manifesta uma existência autónoma da história” (l. 4);
– a intriga não constitui “um corpo estranho no seio da ação social” (l. 5) da obra.
  Interpretação do esquema;
  Explicitação da relevância de Carlos enquanto articulador “dos dois níveis de ação” (l. 19).

Pág. 276

Leitura para informação


Sugestões de exploração do texto “A representação dos espaços sociais e a crítica de costumes”:
  Referência à importância do espaço social n’ Os Maias;

48
  Estabelecimento de relações entre o espaço social e o subtítulo do romance.

PowerPoint® didáticos
Os Maias

Pág. 277
Pré-leitura
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.

1. a. Carlos; b. Maria Eduarda; c. Miss Sara; d. casa dos Gouvarinho; e. Carlos; f. Maria Eduarda; g. Dâmaso; h. Carlos; i. a condessa de Gouvarinho.

Págs. 278-279
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: d) espaço (físico […]);
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.

1. O excerto corresponde ao momento em que Carlos e Maria Eduarda estão já emocionalmente envolvidos e, tendo procurado um refúgio longe da exposição
citadina, arrendam a casa de Craft. Aqui se darão os seus encontros amorosos e sociais até à tragédia final.
2. A sinestesia em “cansaço delicioso” (l. 9) denota, simultaneamente, a situação física da personagem, eventualmente cansada da viagem até à casa de Craft, e a
sensação agradável de estar com Carlos, protegida do mundo exterior.
3. Toca remete para um espaço isolado e fechado, ou seja, com as características que Carlos e Maria Eduarda desejam para, à semelhança dos animais, aí se
refugiarem, sentirem segurança e aconchego.
4. O conector marca uma oposição de Maria Eduarda relativamente ao que lhe desagradava na alcova.
5. A forma verbal “desmaiavam”, além do seu sentido literal, pode ser vista como uma personificação dos amores de Vénus e Marte, que se desvaneciam, que
desfaleciam.
6. a. A referência a Vénus e Marte destaca a deusa como representante do amor e o deus como símbolo da guerra. Amor e guerra (oposições, dificuldades)
estão também presentes na relação de Carlos e Maria Eduarda. b. O predomínio do amarelo na descrição do quarto que virá a ser de Carlos e Maria Eduarda
pode adquirir uma dimensão pressagiadora de desgraça se se atender aos valores simbólicos da cor: de acordo com o Dicionário dos Símbolos (CHEVALIER, Jean, e
GHEERBRANT, Alain), “o amarelo é a mais quente, a mais expansiva, a mais ardente das cores”, associando-se, assim, à luxúria e à sensualidade. Contudo, pode ser
também “a cor anunciadora do declínio, da velhice, da proximidade da morte”. Assim entendido, o amarelo concorre para a criação da atmosfera amorosa do espaço,
onde se concretizará fisicamente a paixão de Carlos e Maria Eduarda, mas deixa antever as consequências negativas dessa mesma paixão, anunciando a desgraça
e o seu desfecho fatal. c. A menção à coruja remete para a simbologia da ave, associada à noite e, por extensão, à morte. d. A alusão bíblica a S. João Baptista
possui uma conotação simbólica trágica, essencialmente pela apresentação ensanguentada da sua cabeça na bandeja, anunciando a tragédia próxima, também
a nível físico: a morte de Afonso.

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

EL11 – 15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.

PowerPoint® didáticos
Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pág. 280

Leitura para informação

Textos informativos complementares


“As personagens n’ Os Maias”

Pág. 281
Pré-leitura | Oralidade
MC   EL11 – 15. 4. Fazer apresentações orais (5 a 7 minutos) sobre obras, partes de obras ou tópicos do Programa.

O11 – 3. 2. Planificar o texto oral, elaborando tópicos e dispondo-os sequencialmente.

49
4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
5. 1. Produzir textos seguindo tópicos elaborados autonomamente.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
6. 1. Produzir os seguintes géneros de texto: exposição sobre um tema [...].
6. 2. Respeitar as marcas de género do texto a produzir.
6. 3. Respeitar as [...] extensões temporais [...].

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Apresentação oral

Págs. 282-283
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 5. Analisar o ponto de vista das diferentes personagens.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: c) entre características e pontos de vista das personagens;
14. 10. Reconhecer e caracterizar os seguintes elementos constitutivos da narrativa: d) espaço ([…] psicológico […]); e) tempo (narrativo e histórico).

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


19. 2. Identificar e interpretar discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.
19. 3. Reconhecer e utilizar adequadamente diferentes verbos introdutores de relato do discurso.
20. 1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1. Ega encontra-se angustiado e ansioso, sem saber como reagir às revelações de Guimarães, que o informara, pouco tempo antes, das relações familiares de
Carlos e Maria Eduarda. Ao longo do excerto, a sua ansiedade revela-se na indecisão sobre o que fazer com a terrível informação de que dispõe.
2. A primeira reação de Ega é não dizer nada a Carlos, deixando que este prossiga no seu idílio amoroso. No entanto, a ideia do incesto leva-o a ponderar partilhar
o que sabe com Vilaça, para que o ajude na revelação dos factos. Contudo, acaba também por abandonar essa ideia, exigindo-se a si mesmo a capacidade de
revelar a Carlos que é irmão de Maria Eduarda.
3. Exemplos: “Que faria, santo Deus, com aquele segredo terrível que possuía, de que só ele era senhor, agora que o Guimarães partia, desaparecia para sempre?” (ll. 2-3);
“Não diria nada; o Guimarães sumia-se em Paris; e quem se amava continuava a amar-se!...” (ll. 6-7). Marcas linguísticas: inexistência de verbos introdutores do
relato do discurso, transformações próprias do discurso indireto e pontuação do discurso direto.
3.1. a. O discurso indireto livre acarreta uma maior dinâmica à progressão discursiva, articulando de forma mais ágil as palavras do narrador e o discurso das
personagens por ele reproduzidas, sem recurso à marcação típica do discurso direto. b. No excerto, as palavras de João da Ega correspondem aos seus pen-
samentos, provocados pela informação de que dispõe. A agitação interior da personagem fica bem patente no intenso ritmo discursivo de reprodução do seu
monólogo (interior).
4.1. (B); 4.2. (D); 4.3. (A)
5. No excerto, as diferentes marcações gráficas do discurso direto coincidem com a diferenciação entre as palavras produzidas em monólogo (recorrendo-se aos
dois pontos e às aspas para isolar as palavras da personagem) e as palavras proferidas em interação verbal (marcando-se o discurso com dois pontos, mudança de
parágrafo e travessão).
6. Discurso indireto: ll. 44-45. Sussurrou, rumorejou, boqueou, boquejou.

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Reprodução do discurso no discurso

Fichas de trabalho por domínio – Gramática


Ficha 11 – Reprodução do discurso no discurso

Leitura para informação


Sugestões de exploração do quadro “A linguagem e o estilo de Eça de Queirós”:
  Levantamento das marcas do estilo de Eça de Queirós referidas no texto.

Pág. 284
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

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Exposição sobre um tema

Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.
4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.

50
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

1.1. A afirmação de Ega, em resposta à pergunta que ele próprio formulou, corresponde à realidade: afinal, Ega e Carlos não foram mais do que pessoas “que se
governam na vida pelo sentimento, e não pela razão”.

CD áudio Faixa 11

Transcrição de registos
“Os Maias: romance pedagógico?” de Jacinto do Prado Coelho

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Os Maias

Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária


Ficha 4 – Eça de Queirós, Os Maias

Outros (Inter)Textos
“Diário Íntimo de Carlos da Maia” de A. Campos Matos

Pág. 285
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados em diversos suportes, marcas dos seguintes géneros: […] apreciação crítica […].

1. A avaliação do filme é positiva. A valoração explícita é evidente na nota sobre as “observações mordazes de João da Ega” (ll. 18-19) e no final do texto: “Botelho
correu o mesmo risco ao adaptar Eça. E venceu.”
2. A afirmação sentenciosa do título, que adapta uma fala de Carlos no romance queirosiano (p. 391), remete para a forma como João Botelho adaptou a obra ao
cinema: “aquilo que vemos é apenas cinema, falso e representado” (ll. 5-6). Fiel às intrigas narradas em Os Maias, João Botelho optou pela utilização de cenários
gigantescos para representação dos exteriores e por uma representação quase teatral dos atores, fazendo do “artificial a regra do seu trabalho” (ll. 3-4).
3. O primeiro parágrafo corresponde à introdução, em que se apresenta brevemente o objeto da crítica. Até ao penúltimo parágrafo, é descrito o filme em análise,
concluindo-se a apreciação crítica no último parágrafo, com o juízo global.

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 2 – Apreciação crítica

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 302)

EL11 – 15. 7. Analisar recriações de obras literárias do Programa [...], estabelecendo comparações pertinentes.

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Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Apreciação crítica
Grelha de autoavaliação da escrita

Pág. 286
Projeto de Leitura
MC   EL11 – 15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.

E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.


11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: exposição sobre um tema […].
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual: a) texto constituído por três partes
(introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas; b) marcação correta de parágrafos; c) utilização adequada de conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.

Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:


Exposição sobre um tema

Projeto de Leitura
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Exposição sobre um tema
51
Pág. 289
Ficha Formativa

Cotações:
Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

 PowerPoint® didáticos
Correção da Ficha Formativa 4

Pág. 290
Grupo I

1. O excerto corresponde ao momento em que Carlos e Ega, dialogando sobre o suposto incesto em que incorrera o primeiro e de que fora informado pelo amigo,
após as revelações de Guimarães, são surpreendidos por Afonso, que sugere a confirmação das piores suspeitas do neto. A constatação do incesto determinará a
destruição da família, com a morte do patriarca e a separação dos irmãos/amantes.
2. Carlos manifesta a sua incredulidade face à hipótese de estar envolvido com a irmã (“E tu acreditas que isso seja possível?”, l. 4) e mostra-se revoltado com a
aceitação silenciosa de Ega que “permanecia mudo, a um canto do sofá, com os olhos no chão” (l. 9), enquanto ele lhe pedia, gritando, que dissesse alguma coisa,
que duvidasse também.
3. O conector “Mas” (l. 15) marca claramente a mudança do estado de espírito de Afonso, que surgiu junto de Ega e do neto sorridente, “com alguma ideia que
decerto o divertia” (ll. 13-14), e, perante “a face transtornada do neto” (l. 15) e a “atarantação” (l. 15) de Ega, perdeu esse sorriso (“Todo o sorriso se lhe apagou”, ll.
16-17).
4. Ao revelar a situação a Afonso, Carlos não considerou os sentimentos do avô, preocupando-se apenas, egoisticamente, com a sua paixão e o seu envolvimento
com Maria Eduarda. No ímpeto de esclarecer as declarações de Guimarães, e desejando ardentemente que o avô as refutasse, preocupou-se em primeira instância
com a sua felicidade, sem ponderar os efeitos que a revelação brusca do incesto poderia provocar em Afonso.
5. O recurso ao discurso indireto livre aproxima o narrador das personagens – Afonso, no caso. As palavras da personagem invadem o discurso do narrador, de
modo a torná-lo mais credível e expressivo.

Pág. 291
Grupo II

1. Tema: atualidade de Eça de Queirós


Subtemas: um “paradigmático estilo” (l. 2), que mistura “simplicidade, concisão, propriedade e harmonia” (ll. 2-3), cativando pela “graça” e “palpitante beleza da sua
forma” (ll. 4-5) e pelo “inigualável humor e a eficácia certeira da sua deliciosa ironia” (l. 5).
2. A citação confere às afirmações da autora uma maior credibilidade, uma vez que, com recurso às palavras do próprio Eça, confirma os seus argumentos.
3. Mário de Carvalho é um escritor da atualidade, cuja escrita é também marcada pelo humor e pela ironia. O recurso às palavras deste escritor corresponde à con-
cretização de mais um argumento de autoridade, reconhecido e temporalmente mais próximo para a confirmação da tese defendida.
4.1. (C)
4.2. (B)
4.3. (B)
5. A anteposição do pronome pessoal deve-se à sua integração numa oração subordinada (adjetiva relativa restritiva).
6. “mistura inimitável de simplicidade, concisão, propriedade e harmonia”.
7. Oração subordinada adverbial condicional.
8. Coesão lexical.

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 4

Testes por sequência


Teste 4 – Eça de Queirós – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

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Correção do teste 4

Sequência 5 · Antero de Quental


Pág. 294
  Relativamente à poesia de Antero de Quental, o Programa prevê a abordagem de 3 dos Sonetos Completos. Apresenta-se, nesta sequência, um número
ligeiramente superior, de modo a permitir escolhas adequadas às características das turmas.
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

52
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

Sugestões de abordagem do texto de Eça de Queirós:


  Referência ao discurso na 1.ª pessoa e identificação do autor/narrador;
  Descrição física de Antero e referência ao seu arrebatamento discursivo;
  Explicitação de passagens que remetem para o conceptualismo do discurso de Antero;
  Caracterização do período vivido, isto é, época de “grande tumulto mental” (l. 27);
  Identificação da figura de Antero com um homem “heroicamente íntegro” (l. 39);
  Referência ao período de desencanto e angústia existencial vivido pelo poeta.

Pág. 295
Sugestões de exploração da fotografia:

  Análise da fotografia com vista à identificação de Eça de Queirós, à esquerda (escritor estudado na sequência anterior), e Antero de Quental, no centro (a partir
da descrição física do autor no texto de Eça).
  Apresentação da legenda da imagem aos alunos: da esquerda para a direita – Eça de Queirós, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra
Junqueiro.

Pág. 297
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

G11 – 18. 1. Demonstrar, em textos, a existência de coerência textual.

1./1.1. a. F. Antero de Quental é uma figura incontornável da literatura portuguesa, ainda que seja desconsiderado na atualidade pela aparente inacessibilidade da
sua obra. b. V. c. F. A identificação do autor com o movimento académico “Geração de 70” não contribui para a compreensão da sua obra. d. V. e. F. A poesia de Cesá-
rio Verde afasta-se da de Antero de Quental por tratar “o real e a análise”. f. V.
2.1. O jogo com as palavras realça a duplicidade (equitativa) de papéis assumidos na escrita de Antero.
3. As orações põem em confronto o posicionamento antagónico do autor em relação à realidade: se, por um lado, Antero acredita na “Humanidade”, por outro,
apresenta uma atitude derrotista e “entrega[-se] ao sofrimento”.
4. O princípio da relevância relaciona-se com a organização interna do texto, em que, depois das considerações iniciais (ll. 1-6), cada parágrafo apresenta in-
formação nova e relevante acerca da vida e obra de Antero de Quental (posicionamento no meio literário português, ligação ao Realismo, à Geração de 70 e ao
Romantismo, dicotomias temáticas).

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A poesia de Antero de Quental

Textos informativos complementares


“Antero de Quental e a Geração de 1870”

Pág. 298
Pós-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 4. Fazer inferências.
1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Excerto do documentário “Antero de Quental, a missão revolucionária da poesia” e respetiva transcrição.

1.1. a. Nasceu na ilha açoriana de S. Miguel, a 18 de abril de 1842, e provinha de uma família ilustre. Estudou em Coimbra e formou-se em Direito. b. Tinha os olhos
claros, era inteligente, talentoso e um excelente orador. Tinha um temperamento apaixonado e desafiador, envolvendo-se em polémicas. c. Antero desejava que
Portugal se equiparasse culturalmente a outros países da Europa.
1.2.1. (C)
1.2.2. (C)
1.2.3. (D)
1.2.4. (A)

Pág. 299
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.

53
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].
14. 8. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto poético anteriormente aprendidos [...].
14.11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

CD áudio Faixa 12

1. O sujeito poético dirige-se a um “tu” que se pode assumir como o “poeta” a quem o título sugere uma interpelação.
1.1. Na primeira estrofe, o destinatário das palavras do sujeito poético é caracterizado como um “espírito sereno” (v. 1) que repousa, acomodado, “Longe da luta e do
fragor terreno” (v. 4). Nas estrofes seguintes, é incentivado a, gradualmente, mudar de atitude (“Acorda”, “Escuta”, “Ergue-te”) e a envolver-se na construção de um
“mundo novo” (v. 8).
2. O último terceto concretiza o apelo direto à ação. O sujeito poético apelida o “tu” a que se dirige de “soldado do Futuro” (v. 12), incitando-o a, depois de se inteirar
da necessidade de mudança (“Acorda”, “Escuta”), tornar-se ativo e intervir na concretização do “sonho puro” (v. 13). O vocabulário do campo lexical de guerra (“sol-
dado”, “espada de combate”) contribui para vincar essa ideia.
3. A poesia deve ser entendida como uma forma de intervenção, potenciadora de mudança na sociedade. Assim, o “eu” lírico dirige-se ao poeta para chamar a aten-
ção para o seu papel, usando, para o efeito, o vocativo (“Tu”, v. 1, “soldado do Futuro”, v. 12) e o imperativo (“Acorda!”, v. 5, “Escuta!”, v. 9, “Ergue-te”, v. 12).
4. a. V. 3. Realça a atitude de passividade do poeta. b. V. 6. Destaca a negatividade do tempo que termina. c. Vv. 1, 12 e 14. Identifica o destinatário das palavras do
poeta, conferindo um tom coloquial ao poema e vincando o seu carácter apelativo.
5. O poema apresenta duas quadras e dois tercetos de versos decassilábicos de rima interpolada e emparelhada nas quadras e também nos tercetos. Corres-
ponde, pois, a um soneto.

Págs. 300-302
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

CD áudio Faixa 13

1. a. (a) Amor; (b) Justiça. b. (c) virtude; (d) heroísmo; (e) liberdade.
1.1. O “eu” lírico elogia a Razão, pois é através dela que o Homem deve realizar-se no mundo.

Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, pp. 298-299)

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.


18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

1. Através do soneto e de um discurso marcadamente conceptual, o sujeito poético transforma a ideia abstrata (elogio da Razão) numa imagem concreta (através,
por exemplo, da personificação e da apóstrofe), que se desenvolve segundo a organização típica do soneto, desde a apresentação na primeira quadra até à chave de
ouro do último terceto.
2. À Razão são atribuídos traços específicos dos seres humanos (v. 2), o que contribui para a aproximar do sujeito poético, que faz dela sua interlocutora, num
tom de cumplicidade.
3. A Razão é “irmã do Amor e da Justiça” (v. 1), cria harmonia (vv. 5-6), garante a moral e o “heroísmo” dos homens (vv. 7-8) e motiva a procura da liberdade (vv. 9-10)
e a resiliência (vv. 12-14).
4. O sujeito poético declara-se livre, mas assume, através do paradoxo, a submissão à Razão, que deve nortear os Homens.
5. a. 7; b. 2; c. 1; d. 8; e. 6.
5.1. Modificador (do grupo verbal): “Mais uma vez” (v. 2), “na arena trágica” (v. 9), “entre clarões” (v. 10). Sujeito: “as nações” (v. 9).

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Funções sintáticas
Coesão textual

6. Coesão frásica: “filhos robustos, que combatem” – concordância entre nome, adjetivo e verbo;
Coesão referencial: uso de “ti” e “teu” (referentes a “Razão”) e de “que” e “seus” (referentes a “filhos robustos”).
Oralidade
MC   EL11 – 15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

O11 – 1. 1. Identificar o tema dominante, justificando.


1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.
1. 7. Explicitar, em função do texto, marcas dos seguintes géneros: [...] debate.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.
4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
5. 2. Estabelecer relações com outros conhecimentos.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.

Registos vídeo / Transcrição de registos


Prós e Contras, “O estado do Citius”, da RTP, e transcrição.

54
1.1. Resposta pessoal, devidamente fundamentada.
1.2. a. A situação da justiça em Portugal (“O estado do Citius”).
b. Fátima Campos Ferreira – moderadora, abre a discussão e organiza as intervenções. Restantes intervenientes – participantes no debate, com cargos relacio-
nados com o tema em discussão e cujas intervenções visam responder a questões/insinuações dos colegas de debate e convencer o auditório da validade dos
seus argumentos e/ou contra-argumentos.
1.2.1. Cf. Transcrição do registo vídeo no Dossiê do Professor (pp. 316-320).

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Debate

Fichas de trabalho por domínio – Oralidade


Ficha 3 – Debate

Caderno de Atividades (p. 66)


Fichas de trabalho por domínio – Oralidade
Ficha 6 • Debate

Escrita
MC   E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.
11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: [...] apreciação crítica […].
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:
a) texto constituído por três partes (introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas;
b) marcação correta de parágrafos;
c) utilização adequada de conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

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Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Apreciação crítica
Grelha de autoavaliação da escrita

Pág. 303
Leitura para informação
Tópicos de exploração do texto de Fernando Pinto do Amaral:
  Caracterização do “eu” enunciador na poesia de Antero de Quental;
  Identificação da dupla abordagem do “tópico poético” (l. 11) da “insatisfação” face à realidade (ll. 8-9);
  Levantamento dos temas abordados na poesia de Antero;
  Referência ao processo de idealização da realidade como resposta ao sentimento de insatisfação vivido por Antero de Quental.

Tópicos de exploração do texto de Amélia Pinto Pais:

  Distinção das duas vertentes ou “tendências” (l. 1) da poesia de Antero: uma positiva, que reflete uma atitude combativa em relação à procura de uma socie-
dade melhor, e outra pessimista, com uma visão derrotista e descrente do futuro.

Nota: Pode retomar-se o texto das páginas 296-297 para completar a caracterização de cada uma das vertentes da obra anteriana.

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A poesia de Antero de Quental

Recursos multimédia
Interatividade – Antero de Quental: análise de um soneto

Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária


Ficha 5 – Antero de Quental, Sonetos Completos

Testes de compreensão do oral – Teste 5

Pág. 304
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.

55
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

1. (a) “não morre” (v. 1); (b) “a ideia pura” (v. 9); (c) “sombras” (v. 10); (d) “matéria dura” (v. 10); (e) “imperfeição” (v. 11); (f) “formas incompletas” (v. 13); (g) vv. 6-8; (h)
vv. 2 e 14.
1.1. O “tormento” do “eu” decorre da sua busca pelo “ideal”, que anteviu, e do seu confronto com o mundo real imperfeito.
2. Palavras que introduzem a comparação: “Como” (v. 2) e “Assim” (v. 6). Termos da comparação: “quem da serra / Mais alta que haja, olhando aos pés a terra / E o
mar, vê tudo” (vv. 2-4) e “eu” (v. 6). Valor expressivo da comparação: intensificar o desencanto do sujeito poético, que, à semelhança de alguém que, colocando-se
num plano superior, entrevê as realidades de forma diminuída, por ter subido demais nas suas aspirações, se desilude com o mundo real, passando a vê-lo sem
“cor” e marcado pela “imperfeição”.

Pág. 305
Pós-leitura
MC   L11 – 7. 5. Explicitar o sentido global do texto, fundamentando.
7. 7. Explicitar, em textos apresentados em diversos suportes, marcas do [...]: artigo de divulgação científica [...].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.

G11 – 18. 1. Demonstrar, em textos, a existência de coerência textual.

1. O artigo apresenta informação significativa sobre a “síndrome do eterno aspirante”, que afeta pessoas cujas idealizações se afastam da realidade em que vivem. O
tema e as características da patologia divulgada podem associar-se ao “tormento do ideal” expresso na poesia de Antero, que patenteia, por vezes, os conflitos entre
os sonhos e a realidade do “eu” lírico.
1.1. O texto apresenta como marcas específicas do género do artigo de divulgação científica:
  o carácter expositivo, com a divulgação de informação relevante e seletiva sobre uma perturbação psicológica;
  a hierarquização das ideias: no primeiro parágrafo, descrição abrangente da “síndrome do eterno aspirante”, específica no segundo, e em conexão com hipoté-
ticas razões no último;
  a explicitação de fontes, com a citação de especialistas na área da psicologia cujas explicações conferem rigor e credibilidade à informação veiculada.
1.2. A coerência concretiza-se no texto por meio do cumprimento dos três princípios que a garantem. Assim, verifica-se o princípio da relevância, uma vez que as
informações apresentadas no texto estão ligadas entre si, por meio de relações intratextuais. Verifica-se igualmente o respeito pelos princípios da não contradição
– não se colocando em causa, em nenhum momento, por meio de informação contraditória, os dados divulgados – e da não tautologia, pois a informação divulgada
sobre o tema é feita de forma progressiva: (cf. resposta 1.1.).
1.3. Resposta pessoal, devidamente fundamentada.

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Artigo de divulgação científica

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de divulgação científica

Caderno de Atividades (pp. 26-31)


Fichas de trabalho por domínio – Leitura
Fichas 1 e 2 • Artigo de divulgação científica

Pág. 306
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 1. 3. Distinguir informação subjetiva de informação objetiva.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

EL11 – 14. 1. Ler expressivamente em voz alta textos literários, após preparação da leitura.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

Registos radiofónicos / Transcrição de registos


Lugares Comuns, da Antena 1 – “Ser um cavaleiro andante” – e respetiva transcrição.
1.1. Resposta pessoal.
1.2. “alguém que luta por ideais inatingíveis, inalcançáveis, miríficos, que defende o que todos sabem ser uma utopia”, “adepto de causas perdidas”.
1.2.1. Resposta pessoal.

Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, pp. 298-299)

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais [...].

1. O poema narra um sonho do sujeito poético, em que ele procura “o palácio encantado da Ventura”, alegoria do ideal desejado.
2. 1.º momento – 1.ª quadra: apresentação do sonho e da procura do “palácio encantado da Ventura”; 2.º momento – vv. 5 e 6: expressão do cansaço e do desalento do
sujeito poético na sua busca; 3.º momento – vv. 7 a 12: manifestação da recuperação da energia do “eu” e da sua aproximação ao palácio; 4.º momento – vv. 13 e 14:
revelação da frustração do sujeito poético ao conhecer o interior do palácio.
2.1. 1.º momento: ansioso e forte, ultrapassando “desertos”, “sóis”, e a “noite escura” para alcançar o “palácio”. 2.º momento: “exausto e vacilante”. 3.º momento:
novamente vigoroso. 4.º momento: contaminado pela “dor” do espaço e frustrado.
3. v. 11 – vocativo; v. 12 – sujeito.

56
Outros (Inter)Textos
“Na praia lá da Boa Nova” de António Nobre

Pág. 307
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

CD áudio Faixa 14

1. Tópicos de resposta:
  o advérbio sugestivo da resolução do dilema anteriano de confronto ideal/realidade, que leva o “eu” a refugiar-se na religião;
 o “palácio encantado da Ilusão” como metáfora das aspirações de ideal do sujeito poético, que, desfeitas (v. 4), o levam a procurar outro conforto espiritual;
  as comparações como recurso que destaca, por um lado, a transitoriedade dos sonhos e das idealizações, semelhantes a “flores mortais”, e, por outro, a pro-
teção e o conforto da “mão de Deus”, garantindo, qual mãe que assegura a segurança e o bem-estar da sua “criança” em percursos atribulados, o sossego do
“eu” enunciador (vv. 5-13);
  o título como síntese da aceitação e entrega total do “eu” lírico a Deus (vv. 1-2).

Oralidade
MC   O11 – 3. 2. Planificar o texto oral, elaborando tópicos e dispondo-os sequencialmente.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.

EL11 – 15. 4. Fazer apresentações orais (5 a 7 minutos) sobre obras [...] do Programa.

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Apresentação oral

Caderno de Atividades (pp. 18-20)


Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária
Ficha 5 • Antero de Quental

Pág. 309
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 1. Identificar tema e subtemas, justificando.
7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
7. 6. Relacionar aspetos paratextuais com o conteúdo do texto.
7. 7. Explicitar [...] marcas dos seguintes géneros: […] discurso político […].
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.

EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

G11 - 18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.


20.1. Identificar deíticos e respetivos referentes.

1. O discurso foi proferido no dia 10 de junho de 2012, durante as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
2. “ajudam” (l. 1), “nos” (l. 1), “pode” (l. 2), “minhas” (l. 3), “são” (l. 3), “vivem” (ll. 3-4), “hoje” (l. 4), “viviam” (l. 5), “ontem” (l. 5), “penso” (l. 6), “neste 10 de Junho” (l. 6),
“conseguiu” (l. 7), “pensávamos” (l. 8), “regressa” (l. 9), “agora” (l. 9).
3.1. Segundo o autor, o interesse dos portugueses pelo exterior correspondeu e conduziu, ao longo da História, ao desinteresse pelo país.
3.2. As interrogações funcionam como recursos retóricos destinados a captar a atenção e, ao mesmo tempo, polarizam as duas opções estratégicas apresenta-
das aos portugueses, que sempre preteriram o espaço nacional – a “Terra” (l. 13), “Portugal” (l. 14), “nós” (l. 11) – como foco de interesse e de empenho relativa-
mente ao “Mar” (l. 13), o “Mundo” (l. 13), o além “Tejo” (l. 10). As citações de intelectuais do século XIX – Teixeira de Pascoaes (l. 12) e Alberto Sampaio (l. 15) – são
utilizadas como argumentos de autoridade destinados a fundamentar e credibilizar a posição expressa pelo orador.
3.3. As frases sugerem a estagnação do país, no que diz respeito ao aproveitamento, exploração e boa gestão dos recursos nacionais, em conexão com a infor-
mação do parágrafo das linhas 15 a 20 e a atualidade das palavras de Alberto Sampaio.
4. “fragilidade endémica” (l. 24).
4.1. No século XIX, já Antero diagnosticara as mesmas carências no país, como Nóvoa assume na primeira frase da linha 34. O poeta é apresentado como clari-
vidente e lúcido na análise da situação nacional.
5. Segundo Sampaio da Nóvoa, apesar dos esforços e progressos em diversas áreas da vida nacional, o “potencial” (l. 41) gerado continua a não ser, como o não foi
no passado, devidamente aproveitado. Sugere a utilização desse potencial para acelerar o “novo modelo de desenvolvimento” (l. 38) e de “organização da sociedade”
(l. 38) iniciado, para reorganizar e transformar as nossas instituições e integrar os desempregados e precários.
6. Coesão lexical: repetição (“Existe”, l. 40; “futuro”, l. 44; “não significa”, ll. 45-46).
Coesão frásica: “É por aqui que passa o nosso futuro [...]” (l. 44); “Não podemos ser ingénuos.” (l. 45)...
Coesão interfrásica: “Mas não estamos a conseguir [...]” (ll. 40-41); “Foi esta busca que me trouxe ao Dia de Portugal [...]” (l. 48).
Coesão referencial: “[...] geração qualificada que, assim, se vê empurrada [...]” (ll. 42-43).
Coesão temporal: “Foi esta busca que me trouxe ao Dia de Portugal [...]” (l. 48)...

57
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Discurso político

Recursos multimédia
Vídeo – Discurso político

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 3 – Discurso político

Pág. 310
Projeto de Leitura
MC   EL11 – 15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.

E11 – 10. 1. Consolidar e aperfeiçoar procedimentos de elaboração de planos de texto.


11. 1. Escrever textos variados, respeitando as marcas do género: […] texto de opinião.
12. 1. Respeitar o tema.
12. 2. Mobilizar informação adequada ao tema.
12. 3. Redigir um texto estruturado, que reflita uma planificação, evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual: a) texto constituído por três partes
(introdução, desenvolvimento e conclusão), individualizadas e devidamente proporcionadas; b) marcação correta de parágrafos; c) utilização adequada de conectores.
12. 4. Mobilizar adequadamente recursos da língua: uso correto do registo de língua, vocabulário adequado ao tema, correção na acentuação, na ortografia, na
sintaxe e na pontuação.
12. 6. Utilizar com acerto as tecnologias de informação na produção, na revisão e na edição de texto.
13. 1. Pautar a escrita do texto por gestos recorrentes de revisão e aperfeiçoamento, tendo em vista a qualidade do produto final.

Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:


  Texto de opinião

Projeto de Leitura
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Texto/Artigo de opinião

Pág. 313
Ficha Formativa

Cotações:
Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

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Correção da Ficha Formativa 5

Grupo I
1. O sujeito poético mostra-se triste (“sentei-me tristemente”, v. 5), preocupado e pensativo (“interroguei, cismando”, v. 7).
1.1. O sujeito poético encontra-se num cenário noturno (vv. 2-5) – um ambiente propício à reflexão e à manifestação das dúvidas e preocupações do “eu”.
2. Através da apóstrofe, o sujeito poético dirige-se diretamente aos “seres elementares” (v. 10) da natureza que o envolve, questionando-os, por meio das interroga-
ções dos versos 9 a 11, acerca da “ideia” que o orienta. As questões que coloca às forças da natureza, tornadas suas interlocutoras diretas, denunciam a sua preocu-
pação relativamente ao ideal, mas não obtém resposta. (O poema ecoa, segundo Massaud Moisés, a “infinita mudez cósmica”.)
3. O último terceto, introduzido pelo conector adversativo, apresenta a conclusão desalentada do relato que o sujeito poético faz da sua tentativa de diálogo com
a natureza, que acaba por redundar num monólogo. As questões que coloca apenas obtêm como resposta “um bramido, um queixume” (v. 14), ou seja, o mesmo
“lamento / Que saía das coisas, vagamente…” (vv. 7-8) e “nada mais…” (v. 14).
4. O poema configura um soneto: em termos estróficos, é composto por duas quadras e por dois tercetos; a rima é interpolada e emparelhada nas quadras e nos
tercetos, segundo o esquema rimático a b b a / a b b a / c c d / e e d; em termos métricos, os versos são decassilábicos.

Pág. 315
Grupo II

1. O antetítulo e o título antecipam o conteúdo do artigo de divulgação científica que aborda a perspetiva de exploração do mar como energia alternativa às que
podem, a breve prazo, esgotar-se. O antetítulo especifica os elementos que podem constituir fontes de energia marítima.
2. Alusão a organismos oficiais, citação de opiniões de especialistas na área da “energia do mar” (ll. 21-26 e 50-61), referências a dados quantitativos ligados à
temática (ll. 9-10 e 24-26) e a experiências já desenvolvidas (ll. 35-44).
3. O início do artigo corresponde à apresentação do tópico da “escassez energética” (l. 5) e respetivas causas (1.º parágrafo), a que se associa, como alternativa, a
energia produzida pelo mar (2.º parágrafo). Em seguida, o texto refere a hipótese de exploração de fontes energéticas ligadas ao meio marítimo, enumerando a
“energia cinética da água em movimento” (ll. 28-29, 3.º parágrafo) e a “energia do movimento das ondas” (ll. 31-32), cujo processo de recolha é descrito (4.º parágrafo).
No final do artigo (5.º parágrafo) avançam-se possíveis contratempos na implementação da “energia das ondas” (ll. 57-58), reforça-se o seu potencial.

58
4.1. (B); 4.2. (D); 4.3. (C).
5. “novas alternativas energéticas” (l. 18), “A energia das ondas tem um potencial de produção de energia elétrica muito substancial” (ll. 21-23) e “Outra opção [...] é a da
tecnologia que extrai energia do movimento das ondas.” (ll. 30-32). As expressões recuperam a temática abordada.
6. “prometedoras alternativas”.
7. Valor adversativo.

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 5

Testes por sequência


Teste 5 – Antero de Quental – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

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Correção do teste 5

Sequência 6 · Cesário Verde


Págs. 318-319
Nota: Cânticos do Realismo corresponde, segundo Helena Buescu, ao “título que Cesário teria em mente para o seu livro”1, o qual acabou por ser editado, pela
mão de Silva Pinto, como O Livro de Cesário Verde.
(1 BUESCU, Helena Carvalhão, 2015. “Nota biobibliográfica”. In VERDE, Cesário, 2015. Cânticos do Realismo. O Livro de Cesário Verde. Lisboa: INCM, p. 33)

  No âmbito do estudo da poesia de Cesário Verde, o Programa prevê a leitura obrigatória de “O sentimento dum ocidental” e de mais três poemas de entre
os elencados. Apresentam-se, nesta sequência:
  “O sentimento dum ocidental”
  “Num bairro moderno”
  “De tarde”
  “A débil”
  “De verão” (excerto, na ficha formativa)
Na ficha de trabalho relativa a esta sequência no Caderno de Atividades aborda-se o poema “Cristalizações”. Deste modo, contempla-se o trabalho com todos os
textos de Cesário Verde sugeridos no Programa.
MC   L11 – 7. 2. Fazer inferências, fundamentando.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.
O11 – 4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.
5. 3. Produzir textos adequadamente estruturados, recorrendo a mecanismos propiciadores de coerência e de coesão textual.
5. 4. Produzir textos linguisticamente corretos, com diversificação do vocabulário e das estruturas utilizadas.
EL11 – 14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: [...] d) entre obras.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico [...].
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.

Sugestões de abordagem do texto de Albano Martins:


  Justificação da afirmação inicial do artigo e da aproximação de Cesário a Eça, com indicação dos três argumentos apresentados: ambos os autores rompem “com
as serôdias expansões do sentimentalismo e do subjetivismo românticos”, captam, nas suas obras, “a realidade e os sinais dos tempos novos” e criam “uma linguagem
ajustada à expressão dessa mesma realidade” (ll. 6-8);
  Exemplificação dos elementos do “mundo” e do “vocabulário”, até então “prosaicos”, que Cesário integrou na poesia (“crepúsculo”, “ruas”, “grandes cidades”);
  Troca de impressões sobre o “legado estético” (l. 18) de Cesário.

Tópicos de exploração do excerto do poema de Álvaro de Campos:


  Levantamento dos constituintes do “real observável” (l. 5, texto de Albano Martins) enumerados no poema (“o crepúsculo”, “o cair da noite”, “o acender das luzes
nas grandes cidades”, “o bulício”, “o fundo unânime das ruas”, “ruas ao cair da noite”);
  Identificação dos sentimentos suscitados no “eu” lírico pelo ambiente descrito;
  Interpretação, a partir da abordagem dos tópicos anteriores, da interpelação de Cesário Verde como “Mestre”.

Linhas de leitura do poema de Alberto Caeiro:

CD áudio Faixa 15
  Explicitação das circunstâncias que motivam no sujeito poético a evocação de Cesário Verde;
  Referência aos sentimentos do “eu” face a Cesário e respetivas causas;
  Interpretação dos versos 5 e 6, em articulação com o conteúdo da segunda estrofe;
  Justificação da caracterização de Cesário na quintilha final.

Pág. 320
Recursos do projeto: ao longo da sequência, indicam-se, em contexto, alguns dos recursos do projeto. Contudo, aconselha-se a consulta do “Índice de recursos
do projeto”, presente nas páginas 9 a 22 do Dossiê do Professor, no qual se elencam todos os recursos passíveis de utilização em articulação com as atividades
propostas.

59
Pág. 321
Leitura | Compreensão
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 4. Identificar universos de referência ativados pelo texto.
7. 7. Explicitar [...] marcas dos seguintes géneros: [...] artigo de opinião.
8. 1. Selecionar criteriosamente informação relevante.
G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais adquiridos no ano anterior.
18. 1. Demonstrar, em textos, a existência de coerência textual.
18. 2. Distinguir mecanismos de construção da coesão textual.

1. a. ... o trabalho poético de Cesário Verde dedicado a Lisboa, sobrevalorizando-o relativamente ao de outros autores.
b. ... substantiva completiva.
c. ... simples/direto/objetivo.
d. ... não contradição.
e. ... modificador (de frase).
f. ... lexical.
g. “[o admirado] O sentimento dum ocidental” (ll. 28-29).
h. ... complemento do nome e predicativo do sujeito.
i. ... introduzirem uma citação (l. 6), uma confirmação (l. 20), enumerações exemplificativas/comprovativas (l. 36) e uma explicitação (l. 48).
j. o autor explicita um ponto de vista – o de que Cesário Verde é o poeta, por excelência, da cidade de Lisboa –, que confirma com argumentos (ll. 2-5 e 21-27) e
com o exemplo do poema “O sentimento dum ocidental”.
2. Nos últimos cinco parágrafos do texto são enumerados os elementos da capital que a representam “toda”: o ambiente, as personagens e os locais por onde
circulam.

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Texto/Artigo de opinião
Funções sintáticas
Frase complexa
Coesão textual
Coerência textual

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 4 – Artigo de opinião

Recursos multimédia
Interatividade – Artigo de opinião

Págs. 322-323
Oralidade
MC   O11 – 1. 2. Explicitar a estrutura do texto.
1. 5. Reconhecer diferentes intenções comunicativas.
1. 7. Explicitar [...] marcas [...] da exposição sobre um tema [...].
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

CD áudio Faixa 16

Transcrição de registos
“Portugal na segunda metade do século XIX” de Maria Filomena Mónica.
1.1. (a) Incremento das exportações; aumento da concorrência. (b) Grande desenvolvimento; aumento da concorrência e desvalorização dos produtos nacionais. (c)
Crescimento territorial e populacional da capital; introdução (insuficiente) de inovações e melhoramentos; instalação de candeeiros a gás e elétricos; implementação
limitada da rede de distribuição de água; higiene e condições sanitárias deploráveis nas habitações, nos bairros e nos mercados. (d) Violência; diversidade de profis-
sões entre o povo; salários baixos; iminência contínua do desemprego; multiplicação de acidentes de trabalho; proliferação de mendigos; alimentação inadequada;
altas taxas de mortalidade; prevalência de doenças; contrastes entre ricos e pobres.
1.2. Predomínio do pretérito perfeito e imperfeito do indicativo, utilizados para transmitir informação sobre as circunstâncias do final do século XIX em Lisboa
e descrever o ambiente da capital na mesma época (“mudou”, “exportavam”, “eram”, “pareciam”...); enunciação de 3.ª pessoa (“mudou”, “era”, “apareceram”...),
reiteração de verbos como “ser”, “ter” e “haver” (“temos”, “foi”, “havia”, “era”, “eram”...); recurso a marcadores e articuladores discursivos (“Contudo”, “uma vez
que”, “Igualmente”, “porque”, “Mas”, “Apesar de”, “Finalmente”...); integração de léxico específico do tema abordado, com estabelecimento de relações semânticas
(hiperónimo e hipónimos: “produtos”, “vinho”, “gado”, “laranjas, maçãs, figos, azeite e amêndoas”; “doenças”, “tuberculose” e “pneumonia”); e utilização de frases passi-
vas (“[...] o mercado interno foi invadido por produtos [...]”...).
1.3. O texto explica e exemplifica as condições socioeconómicas da segunda metade do século XIX, em Lisboa.
1.4. A fundamentação das ideias ocorre por meio de explicações (orações subordinadas adverbiais causais), da apresentação de dados estatísticos da época e da
alusão a situações concretas ilustrativas das circunstâncias e/ou situações referidas.

Pós-leitura
MC   L11 – 7. 3. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
7. 7. Explicitar [...] marcas da [...] apreciação crítica [...].

G11 – 18. 1. Demonstrar, em textos, a existência de coerência textual.

1.1. O livro dá a conhecer, quase em jeito de um contacto propiciado por uma deambulação, as diferentes realidades de Lisboa, segundo a perspetiva de alguém que
regista o que vê, do geral para o particular e íntimo.
1.2. O segundo parágrafo anuncia as “quatro etapas” (l. 14) do “percurso” que Paula Gomes de Magalhães enceta pela cidade de Lisboa, a que correspondem
quatro capítulos da sua obra. Cada um deles é abordado nos quatro parágrafos seguintes.

60
1.3.1. No último parágrafo são essencialmente apresentados juízos de valor favoráveis à obra, mas é também produzida uma observação menos positiva: o “excesso
de citações” (l. 65) impede que se desfrute mais da “prosa original” e “entusiasmada” (ll. 68-69) da autora.

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Apreciação crítica

Recursos multimédia
Interatividade – Apreciação crítica

Fichas de trabalho por domínio – Leitura


Ficha 2 – Apreciação crítica

Pág. 324
Pré-leitura | Oralidade
MC   O11 – 2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

L11 – 9. 1. Exprimir pontos de vista suscitados por leituras diversas, fundamentando.


EL11 – 16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

CD áudio Faixa 17

1. a. O sujeito caminha “Sem muita pressa” (v. 13) para o seu emprego, ao longo de uma “larga rua macadamizada” (v. 5).
b. O ambiente citadino provoca no eu-narrador as “tonturas duma apoplexia” (v. 15).
1.1. Resposta pessoal, destacando o realce conferido aos elementos que sugerem o campo e a impessoalidade do espaço urbano.

Págs. 326-327
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 6. Explicitar a estrutura do texto: organização interna.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].
14. 8. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto poético anteriormente aprendidos e, ainda, os que dizem respeito a: a) estrofe (quintilha)
[...].
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

1.1. O sujeito poético (“Eu”, v. 12) (a.) narra o percurso que faz até ao seu local de trabalho, pelas “Dez horas da manhã” (v. 1) (b.), atravessando um bairro “moderno”,
como anuncia o adjetivo do título, em que reconhece novidades técnicas: as vias revestidas de macadame e as paredes rebocadas. Nele destacam-se “uma casa
apalaçada” (v. 2), os “jardins” (v. 3), a “rua macadamizada” (v. 5) e “as persianas” (v. 7), os “quartos estucados” (v. 8) e os “papéis pintados” (v. 9) do interior de algumas
habitações (c.). Ao longo do seu percurso, o sujeito poético/narrador encontra “um criado” (v. 26), “padeiros” (v. 38), “Um pequerrucho” (v. 80) e “ménages” (v. 88) e “uma
rapariga”(v. 17), cujo cesto de verduras lhe permite imaginar um ser humano excecional (d.).
1.2. Sinestesia – “brancuras quentes” (v. 4) – destaca a sensação de abafamento de que é vítima o “eu” e que lhe provoca as “tonturas duma apoplexia” (v. 15).
Adjetivação – vv. 2, 4, 5, 6, 8, 9, 12, 16, 18... – caracteriza de forma expressiva o ambiente e as figuras humanas.
Comparação – v. 19 – aproxima a cesta do espaço rural, introduzindo-o na cidade.
2.1. “Notei” (v. 17) e “examinei-a” (v. 21).
2.2. Com o recurso aos diminutivos, o sujeito poético realça a fragilidade física da regateira (que se opõe à sua força psicológica) e aproxima-se afetivamente dela,
manifestando o seu carinho e a sua solidariedade.
2.3. A vendedeira é “prazenteira” (v. 64) e transmite “As forças, a alegria, a plenitude” (v. 73) ao sujeito poético. A cesta representa simbolicamente o campo, elemento
que lhe fornece a sua energia positiva e a torna saudável e feliz.
2.4. O sujeito poético afirma ter alcançado (“recebi”, v. 72) “forças”, “alegria” e “plenitude” (v. 73) e ter-se sentido desafiado (“incita”, v. 93) a mudar a sua situação aní-
mica depois da proximidade com a jovem e com as “emanações sadias” (v. 86) da sua giga. Dada a interpretação metafórica da cesta, o próprio eu-narrador atesta os
efeitos benéficos do campo sobre os habitantes da cidade que, como ele, no início do poema, se sentem perturbados e com “tonturas” (v. 15).
3. Com o episódio do criado o poeta denuncia as condições de vida do povo e as situações de exploração internas à própria classe e expressa a sua solidariedade social
face aos oprimidos.
3.1. Os “padeiros” (v. 38) e a vendedeira podem ser vistos como tipos sociais que contribuem para esta crítica.
4. a. O advérbio “Subitamente” (v. 31) destaca a natureza imprevista e abrupta da “visão de artista” e o modo surpreendente como a mesma foi ganhando forma na sua
imaginação. b. Estrofes 7, 9 a 12 e 20. c. A cesta de legumes e frutos (o “gigo”, v. 86) da rapariga.
4.1. Sugestionado pela giga da vendedeira, o narrador parte dos produtos nela contidos para recompor, “por anatomia / Um novo corpo orgânico, aos bocados.” (vv.
41-42). Ele representa as boas influências do campo, capazes de gerar energia e sanidade, por oposição à fragilidade física e à pequenez moral dos habitantes
da cidade.

PowerPoint® didáticos
“Um novo corpo orgânico”
5. O poema é constituído por vinte quintilhas de versos decassilábicos, organizados segundo o esquema rimático a b a a b (rima cruzada e emparelhada em a e
interpolada em b).

Textos informativos complementares


“Num bairro moderno” de Helder Macedo

Registos áudio / Transcrição de registos


Tema musical “Dia de folga” de Ana Moura e transcrição

61
Oralidade
MC  (Ver Oralidade, p. 180)

1. a. O sujeito poético identifica-se com uma figura cuja descrição – “de ar invencível, saia, saltos, rímel” – sugere uma mulher, que, de “manhã”, percorre a sua
“ruela” (“Vou descer à rua”). b. O “Sr. jeitoso”, “a criança”, “o casal em guerra”, “o guarda”, “a fiscal”, “o turista”, a “Dona Laura” e o “esposo”, todos decididos a quebrar
a rotina e a celebrar o “dia de folga”. c. O título remete para a recusa do “bico d’ obra” e da “carga de trabalhos” do quotidiano e para a hipótese de, pelo menos num
dia, “renovar baterias”, deixar “de fazer tudo porque tem de ser” e, desse modo, dar folga à “tristeza” e “celebrar”.
1.1. Sugestões de resposta:
  a situação do sujeito enunciador, que se desloca ao longo da rua, “sem pressa”;
  o contacto com diferentes figuras humanas;
  a alusão à falta de energia provocada pelo ambiente quotidiano;
  a sugestão da necessidade de “renovar baterias” (algo que o sujeito poético de “Num bairro moderno” consegue no contacto com a vendedeira).

Escrita (p. 327)


MC  (Ver Escrita, p. 302)

Pág. 328
Leitura para informação
Sugestão de abordagem dos textos de Ana Maria Amaro:
  Elaboração de tópicos que esquematizem as ideias-chave de cada excerto, organizados numa listagem ou num esquema que represente a relação entre elas.

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A poesia de Cesário Verde

Pág. 329
Pré-leitura | Oralidade
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses [...] pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].

O11 – 1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.


4. 1. Respeitar o princípio de cortesia: pertinência na participação.
4. 2. Mobilizar quantidade adequada de informação.
4. 3. Mobilizar informação pertinente.
4. 4. Retomar, precisar ou resumir ideias, para facilitar a interação.

1.1. (a) Final da tarde, anoitecer. (b) “ao anoitecer” (v. 1). (c) O subtítulo anuncia a hora da oração vespertina, remetendo para o final do dia. (d) Início da noite. (e)
“ao acender das luzes” (v. 50). (f) O subtítulo situa o passeio do eu-narrador na “noite fechada”, momento em que é necessário recorrer à iluminação artificial. (g)
Noite. (h) “A noite pesa, esmaga.” (v. 89). (i) O subtítulo destaca a observação feita com a ajuda do “gás” dos candeeiros, uma vez que a noite vai adiantada e, por
isso, está muito escuro. (j) Madrugada. (k) “lágrimas de luz dos astros” (v. 135) e “às escuras” (v. 138). (l) O subtítulo remete para as “horas mortas” da cidade, ou
seja, os momentos em que vai perdendo o movimento e a agitação.

Registos vídeo
Um Poema por Semana (RTP) – “Ave Marias”
2.1. c.
2.2.1. A entoação, que realça palavras ou partes de versos, o ritmo, oscilando ao longo da declamação, e a expressividade facial do ator, que acentua com o olhar e os
trejeitos da boca certas passagens, sugerindo os sentimentos do eu lírico ou conferindo um tom irónico a determinadas expressões (por exemplo, v. 10).

Pág. 330
Nota: A versão do poema “O sentimento dum ocidental” apresentada segue a edição da Porto Editora identificada na referência bibliográfica. Relativamente aos
subtítulos das quatro secções do poema, os mesmos foram integrados na edição de O Livro de Cesário Verde, não constando da versão do poema publicada origi-
nalmente no Jornal de Viagens (a cuja cópia digital é possível aceder-se a partir da biblioteca digital da Biblioteca Nacional, através do link http://purl.pt/16331/1/
index.html#/1/html).

Pág. 335
Leitura | Compreensão
MC   EL11 – 14. 2. Ler textos literários portugueses de diferentes géneros, pertencentes aos séculos XVII a XIX.
14. 3. Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando.
14. 4. Fazer inferências, fundamentando.
14. 7. Estabelecer relações de sentido: a) entre as diversas partes constitutivas de um texto [...].
14. 8. Reconhecer e caracterizar os elementos constitutivos do texto poético [...]: b) métrica (alexandrino).
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.
15. 3. Expressar pontos de vista suscitados pelos textos lidos, fundamentando.
15. 4. Fazer apresentações orais (5 a 7 minutos) sobre obras, partes de obras ou tópicos do Programa.

62
1.1.

Soluções de atividades
Correção do trabalho de grupo

Pág. 336
1.2. Moderna, desenvolvida, mas igualmente (ou por causa disso) opressiva, sufocante, agitada.
1.2.1. a. Vv. 13-14, 15-16, 56, 99-100, 126, 141, 167-168, 176.
b. Vv. 31, 52, 55, 135, 140, 158, 173-174.
c. Vv. 12, 22, 51, 54, 62, 95.
d. Vv. 99, 104.
e. Vv. 103-104.
f. Vv. 38, 52, 89, 175-176.
g. Vv. 7, 18, 34, 35, 58, 64, 65, 67, 71, 77, 99, 115, 130, 147, 152, 168.
h. Vv. 102, 168.
1.3. a. 4.; b. 1.; c. 8.; d. 5.; e. 6.
1.4.1. Os três últimos versos de cada quadra são alexandrinos. O primeiro de cada estrofe também corresponde a uma medida longa – decassílabo.
1.4.2. O estilo e a linguagem de Cesário adequam-se aos seus motivos inspiradores e ao seu desejo de conseguir expressar, por meio de “análise” poética, “o
real”. Procurando trazer a realidade para a poesia, fá-lo em versos de maior abrangência, com recurso a um discurso que se aproxima do da prosa, na especifi-
cidade do vocabulário e na expressividade das notações sensoriais e das descrições.

Recursos multimédia
Interatividade – Cesário Verde: “O sentimento dum ocidental”

Textos informativos complementares


“O sentimento dum ocidental” de Helder Macedo

Testes de compreensão do oral – Teste 6


Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da oralidade

Outros (Inter)Textos
“Lisboa com Cesário e Melancolia” de Manuel Alegre

Pág. 337
Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 67)

EL11 – 15. 5. Escrever exposições (entre 130 e 170 palavras) sobre temas respeitantes às obras estudadas, seguindo tópicos fornecidos.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. O poema foi redigido nas comemorações do tricentenário da morte de Camões e Cesário procurou evidenciar as mudanças na cidade de Lisboa, desde que
Camões cantara o seu “glorioso passado”.
1.2. Vv. 21-24, 40, 65-68, 153-156, 176. As alusões concretizam o objetivo de Cesário Verde de “celebrar” Camões, através do contraponto entre a grandeza nacio-
nal cantada pelo épico e a realidade decadente do final do século XIX.
1.3. Na relação com a citação de Miguel Tamen, espera-se que os alunos associem a perspetiva apresentada com o tom antiépico que perpassa em alguns mo-
mentos d’ Os Lusíadas, lembrando o tema/assunto das reflexões do poeta estudadas no 10.º ano e estabelecendo relações pertinentes com a intencionalidade
crítica da poesia de Cesário Verde.

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Exposição sobre um tema

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Exposição sobre um tema
Grelha de autoavaliação da escrita

Fichas de trabalho por domínio – Escrita


Propostas de escrita – Exposição sobre um tema

Pág. 338
Leitura para informação
Sugestão para a abordagem do texto de Lino Moreira da Silva:
  Leitura coletiva posterior à realização da atividade de escrita da página 337 para verificação/correção da interpretação dos alunos e dos textos produzidos a
partir dos tópicos indicados.

Pág. 340
CD áudio Faixa 18

Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, p. 179)

63
14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.

G11 – 17. 1. Consolidar os conhecimentos gramaticais [...].


19. 2. Identificar e interpretar discurso direto [...].

1.1. “sentado à mesa dum café devasso” (v. 5), bebendo “cálices de absinto” (v. 10), “triste” e com dores de cabeça (v. 22).
1.1.1. A situação do “eu” resulta da influência negativa da cidade – da “Babel tão velha e corruptora” (v. 7) – em que se insere.
2. Vv. 2, 6, 9, 15, 20, 25, 37, 38 e 51.
2.1. O paralelismo sintático confronta (aproximando os adjetivos que se sucedem) as características da mulher “natural” (v. 25) e as do “eu” que a observa, inse-
rido no reflexo do espaço da cidade “corruptora” (v. 7).
2.1.1. Orações subordinadas adjetivas relativas explicativas com a função sintática de modificador apositivo do nome.
3.1. Vv. 23-26 (indiferença face à “turba ruidosa” e às “exéquias dum monarca”); vv. 43-44 e 46-48 (timidez no ambiente “ameaçador” da cidade).
3.2. A metáfora e a antítese aproximam a “débil” – “Uma pombinha tímida e quieta” (ave conotada com a paz) – do “ajuntamento” de “corvos pretos” (“padres de batina”
e “altos funcionários”) conotados com a agressividade, confirmando-se, assim, a caracterização negativa da cidade. A adjetivação expressiva realça as características
contrastantes das duas aves.
4. Sentimentos de carinho, devoção (vv. 2-4 e 33-34), solidariedade (vv. 8 e 41-42) e propósitos renovadores (vv. 11-12) (chega a aventar a hipótese de com ela consti-
tuir “uma família”, vv. 35-36 e 50).
5. A exclamação evidencia a perspetiva do sujeito poético face ao dia que descreve, que se tornou “soberbo”, após a visão da “débil”.
6. As aspas assinalam passagens em discurso direto (vv. 13 e 41-42, no segundo caso eventualmente apenas a verbalização mental de um pensamento).
7. “quando socorreste um miserável” (v. 9): oração subordinada adverbial temporal; “que bebia cálices de absinto” (v. 10): oração subordinada adjetiva relativa explica-
tiva; “porque sinto” (v. 11): oração subordinada adverbial causal; “que me tornas prestante, bom saudável” (v. 12): oração subordinada substantiva completiva.

Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária


Ficha 6 – Cesário Verde, Cânticos do Realismo (O Livro de Cesário Verde)

Escrita
MC  (Ver Escrita, p. 80)

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Texto de opinião

Grelhas de avaliação
Grelha de avaliação da escrita – Texto de opinião
Grelha de autoavaliação da escrita

Pág. 341
Pré-leitura | Oralidade
CD áudio Faixa 19
MC   EL11 – 14. 11. Identificar e explicitar o valor dos recursos expressivos mencionados no Programa.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

1.1. Sensações visuais – as cores sugerem o ambiente primaveril anunciado no título: o azul do céu limpo, o verde da relva e das árvores e o amarelo e o branco das
flores; sensações tácteis – sugestão de ambiente quente/ameno e de frescura na sombra das árvores; sensações olfativas – sugestão do cheiro das flores; sensa-
ções auditivas – sugestão de sons ligados ao campo (chilreios, água...).
1.1.1. Sugestões: calor dourado, aroma colorido, verde fresco, sombra saborosa, música doce...
1.2. a. Também no poema de Cesário a realidade é recriada de forma realista e sensorial. b. Predominam as sensações visuais, em particular as associadas
às cores – “azul” (v. 7), “rubro” (vv. 8 e 16) e “púrpuro” (v. 13), e também gustativas, na enumeração dos elementos da “merenda” (v. 15): frutas (v. 11), “pão de ló” e
“malvasia” (v. 12).

Pág. 342
Leitura | Compreensão
MC  (Ver Leitura | Compreensão, pp. 298-299)

1.1. Na primeira estrofe, o sujeito poético apresenta o contexto em que a situação que recorda se desenrola, o “pic-nic”, e destaca algo que se distinguiu e podia ser
registado em forma de pintura, o que desperta o interesse pela sua identificação, que vai ocorrer nas estrofes seguintes.
1.2. Resposta pessoal, devidamente fundamentada. Considerando que ambos os esquemas permitem explicitar a organização interna do poema, deve valorizar-
-se nas respostas dos alunos a capacidade de justificar, com base no desenvolvimento do assunto, a sua opção.
2. O “ramalhete rubro”, que refere a “coisa simplesmente bela” (v. 2) que atraiu a atenção do sujeito poético durante o “pic-nic de burguesas” (v. 1), simboliza a volup-
tuosidade da figura feminina.
2.1. a. A substituição do artigo indefinido “Um” (v. 8) pelo artigo definido “O” (v. 16) e da preposição “de” (v. 8) pela contração com o determinante artigo definido (“das”,
v. 16) sugere a alteração do estatuto do “ramalhete rubro”, que passa a ser algo singular, único, conotando a sensualidade associada à figura feminina.
b. A anástrofe destaca o motivo central do texto, através da inversão da ordem sintática natural (o sujeito surge depois do predicado e no final do texto, em lugar de
relevo).

Outros (Inter)Textos
“Piquenique sem Cesário” de Nuno Júdice

Oralidade
MC   O11 – 1. 6. Verificar a adequação e a expressividade dos recursos verbais e não verbais.

64
1. 7. Explicitar, em função do texto, marcas dos seguintes géneros: [...] debate.
2. 1. Selecionar e registar as ideias-chave.

Recursos multimédia
Vídeo – Debate

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Debate

Caderno de Atividades (pp. 21-25)


Fichas de trabalho por domínio – Educação Literária
Ficha 6 • Cesário Verde

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A poesia de Cesário Verde

Pág. 343
Projeto de Leitura
MC   E11 – 12. 5. Observar os princípios do trabalho intelectual: identificação das fontes utilizadas; cumprimento das normas de citação; uso de notas de ro-
dapé; elaboração da bibliografia.

EL 11 – 14. 1. Ler expressivamente em voz alta textos literários, após preparação da leitura.
15. 1. Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos.
15. 2. Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, no plano do imaginário individual e coletivo.
15. 6. Ler uma ou duas obras do Projeto de Leitura relacionando-a(s) com conteúdos programáticos de diferentes domínios.
16. 2. Comparar temas, ideias e valores expressos em diferentes textos da mesma época e de diferentes épocas.

Conteúdos programáticos explorados em intertextualidade:

  Poesia de Cesário Verde

Projeto de Leitura

Pág. 346
Ficha Formativa

Cotações:

Grupo I
Educação Literária – 90 pontos
Grupo II
Leitura – 30 pontos
Gramática – 35 pontos
Grupo III
Escrita – 45 pontos

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Correção da Ficha Formativa 6

Grupo I
1. O poema concretiza o relato de um passeio (vv. 3, 7, 11). Na “manhã” (v. 3) anterior ao momento enunciativo, o sujeito poético, que se assume como narrador (“eu”,
v. 1, “saí”, v. 3, “vamos”, v. 11...), percorre o “campo” (v. 1) por entre “leiras” (v. 11), acompanhado de uma “prima” (v. 3).
2.1. O “eu”, mais habituado à técnica (v. 9), evidencia a sua admiração pelo campo (v. 1), mas também a sua desadequação ao espaço rural ao acender um cigarro
potenciador de incêndios, pelo que é repreendido pela prima. Ela mostra interesse pelo campo (vv. 16-17), movimentando-se à vontade nesse espaço (vv. 14-15,
22 e 27-29).
3. O sujeito poético mostra-se encantado pelo campo (vv. 1-2, 16-18 e 27) e pela prima (v. 6), reconhece a sua incapacidade de descrever cabalmente o ambiente
que o envolve (vv. 6-7 e 9) e denuncia o desfasamento do seu comportamento, pautado pelos hábitos urbanos, relativamente ao meio rural (vv. 12-13).
4. A enumeração (vv. 2, 10 e 24) concorre para a descrição e caracterização do “campo” como um espaço saudável e dinâmico. A adjetivação expressiva, por vezes
múltipla, realça as qualidades da prima (vv. 4-5) e, sobretudo, do campo (vv. 17-20, 21-22, 26 e 30).
5. O texto é constituído por seis quintilhas, nas quais o primeiro verso é alexandrino (doze sílabas métricas) e, os restantes, decassílabos. A rima é cruzada, empare-
lhada e interpolada, segundo o esquema rimático a b a a b.

Pág. 348
Grupo II
1.1. O quarto parágrafo (ll. 26-27) e o início do último parágrafo (ll. 48-50).
1.2. A invasão do campo pela cidade coincidiu com o desenvolvimento de infraestruturas viárias que desvirtuaram o cenário natural (ll. 30-34) e com o deslocamento
dos “sinais de consumo” (l. 49) – automóveis, centros comerciais, aparelhos tecnológicos – para o espaço da ruralidade (ll. 50-58).
2.1. (D); 2.2. (C); 2.3. (B).
3. “que Júlio Dinis publicou em 1868” – oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
“que se podia encontrar à face da Terra” – oração subordinada adjetiva relativa restritiva.

65
4. “essa nostalgia da ruralidade” (ll. 23-24).
5. Coesão lexical por reiteração: repetição de “hortas” (ll. 39-40).
Coesão lexical por substituição – antónimos: “campo”/“cidade” (l. 35). Coesão (gramatical) referencial – utilização de “[d]elas” (l. 42) retomando/substituindo
“hortas” (ll. 39-40). Coesão (gramatical) frásica: “A maioria delas arranjadas por quem nasceu no campo e cedo migrou para a cidade” (ll. 42-44). Coesão (gramati-
cal) interfrásica: “São hortas junto a autoestradas, hortas nos limites da cidade ou nas traseiras das cozinhas dos quintais dos bairros populares.” (ll. 39-42). Coesão
(gramatical) temporal: “Do campo que veio para a cidade na poesia, no cinema, na pintura nostálgica de uma vida rural, só resta hoje a versão da ocupação, por modo
ambiental e ecológico, de espaços nas cidades destinados a hortas urbanas.” (ll. 35-39)

Soluções de atividades
Cotações, sugestões de resolução e grelha de correção da Ficha Formativa 6

Testes por sequência


Teste 6 – Cesário Verde – com matriz, grelha de correção e sugestões de resolução

PowerPoint® didáticos
Correção do teste 6

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