Resumo de Falência

Conceito e finalidade
A falência é o processo pelo qual se resolve uma situação econômica especial do devedor: a insolvência O art 75 traz a finalidade: A falência ao promover o afastamento do devedor de suas atividades visa preservar e otimizar a utilização dos bens, inclusive os bens intangíveis. Art. 75. A falência, ao promover o afastamento do devedor de suas atividades, visa a preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa. Não existe nenhum procedimento suspensivo da falência, como havia a concordata suspensiva. Não há mais o objetivo de recuperação do empresário, mas agora somente da EMPRESA. A falência comercial estabelece um tratamento privilegiado aos empresários em relação à insolvência civil, dentre as quais, podemos destacar: A) Recuperação de empresas – privilégio concedido aos empresários para reorganizar suas empresas, com maior ou menor sacrifício dos credores, de acordo com o plano aprovado ou homologado judicialmente B) Extinção das obrigações – Um empresário que entra em falência com um patrimônio de valor superior a 50 % de seu passivo poderá obter a declaração de extinção das obrigações logo após a realização do ativo e rateio do produto arrecadado. Art. 158. Extingue as obrigações do falido: II – o pagamento, depois de realizado todo o ativo, de mais de 50% (cinqüenta por cento) dos créditos quirografários, sendo facultado ao falido o depósito da quantia necessária para atingir essa porcentagem se para tanto não bastou a integral liquidação do ativo;

Procedimentos pré-falimentares
Causas Falência requerida em razão da impontualidade ou frustração de execução falência caracterizada por atos de falência art. 94, III Dispositivo art. 94, I e II Delimitação legal I – O devedor, sem relevante razão de direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na data do pedido de falência; II – O devedor, executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal; a) procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou fraudulento para realizar pagamentos; b) realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor ou não; c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo; d) simula a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou a fiscalização ou para prejudicar credor; e) dá ou reforça garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e desembaraçados suficientes para saldar seu passivo; f) ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores, abandona estabelecimento ou tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu principal estabelecimento; g) deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial. Crise econômico - financeira denunciada pelo devedor Arts. 97, I e 105 crise econômico - financeira que não lhe permite atender aos requisitos necessários ao deferimento de recuperação judicial, como, por exemplo, os previstos pelo legislador nos arts. 47, 48, 51, V, 53, II

Pressupostos legais
1. Legitimidade passiva → qualidade de empresário do devedor 2. insolvência jurídica 3. Declaração judicial da falência

Não-empresários que podem falir:
1. O espolio da firma individual - até 1 ano após o falecimento do empresário ele pode falir 2. A falência de sociedade que tenha sócio de responsabilidade ilimitada acarretará também a falência do próprio sócio, mesmo não sendo empresário.

Empresários excluídos pela lei de falências de seu objeto
1. Empresa pública 2. Sociedade de economia mista 3. As instituições financeiras - públicas ou privadas. 4. As instituições legalmente equiparadas às instituições financeiras 5. As cooperativas de crédito 6. As empresas de consórcios 7. As entidades de previdência complementar 8. As Sociedades operadoras de plano de assistência de plano de saúde 9. As sociedades seguradoras 10. As sociedades de Capitalização 11. e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores

Empresários excluídos em razão de inatividade
1. Empresário ou sociedade que cessou suas atividades há mais de 2 anos. Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, (40 SM) desta Lei, não será decretada se o requerido provar: VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado. 2. S/A liquidada e que já teve partilhado seu ativo

3. a lei exige a demonstração de registro no Registro público de Empresas. 218. Pouco importa saber se a dívida é ou não empresarial. a prova de impontualidade do falido mesmo que de propriedade de 3º. se for o caso. e de propor contra o liquidante. Art. Lei n 6. § 1o Não será decretada a falência de sociedade anônima após liquidado e partilhado seu ativo. o credor não-satisfeito só terá direito de exigir dos acionistas.404. O acionista executado terá direito de haver dos demais a parcela que lhes couber no crédito pago.. nem do espólio após 1 (um) ano da morte do devedor. obedecendo estes últimos. Espólio de empresário individual ou de sócio de sociedade empresária com responsabilidade ilimitada após 1 ano da morte do devedor art. até o limite da soma.404. 2... OBS: A autofalência é possível aos empresários irregulares também pois a lei diz que o contrato pode ou não estar registrado. . Credor Empresário Para o credor empresário. Qualidade do credor e de seu título O credor não precisa ser empresário. até a extinção. as seguintes condições: 1. mesmo que não-vencido. Encerrada a liquidação.. OBS: o credor para legitimar-se ao pedido de falência deve exibir o seu título. Basta que para isto apresente. com domicílio no Brasil. 207. 96. individualmente. Lei n 6. Assim. por eles recebida. A companhia dissolvida conserva a personalidade jurídica. ação de perdas e danos. o pagamento de seu crédito. pois o que se objetiva é preservar o instituto do crédito. nem o título precisa ter origem negocial.Art. o empresário IRREGULAR pode ter sua falência decretada. mas jamais pode requerer a falência de outro empresário. por meio de certidão de protesto. com o fim de proceder à liquidação. § 1º . 96. Legitimidade ativa Tanto o devedor quanto os credores. Art.

. 6. falar em falência de pessoa falecida. 5. citando-se o síndico. Credor Privilegiado Trabalhista Não há impedimento ao credor trabalhista requerer a falência de seu empregador 7. fato que não deixa de ser igualmente curioso por ser o espólio uma universalidade de bens. deve PRESTAR CAUÇÃO para pagamento de eventuais perdas e danos devidos ao requerido. não se podendo. mas sim de seu espólio. inexiste qualquer limitação ou distinção quanto à origem do título ou à garantia outorgada a seu crédito. Art. 4. sem domicílio no Brasil. Credor com Garantia Real No regime da nova lei de falências. Credor privilegiado Fiscal Controvertido. com penhora realizada antes desta. Podem requerer a falência do devedor: II – o cônjuge sobrevivente. O espólio assume a posição de falido.Ajuizada a execução fiscal anteriormente à falência. 97. não ficam os bens (somente os bens porque o produto da venda dos bens vai para o juízo da falência) penhorados sujeitos à arrecadação no juízo falimentar. O Cônjuge sobrevivente. tecnicamente. proposta a execução fiscal contra a massa falida. qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante Pressupõe a lei falimentar que o empresário individual faleceu em estado de falência. empresário ou não. Credor sem domicílio no Brasil O credor. Súmula 44 do TFR .3. A posição de Ricardo Negrão (e do STJ) é a de que não pode requerer a falência. a penhora far-se-á no rosto dos autos do processo da quebra. qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante.

devem juntar: A) Do cônjuge supérstite: certidão de casamento. Os documentos essenciais à propositura da ação 2. mencionando a nomeação. herdeiros e inventariante. cabendo ao administrador judicial a realização de atos pendentes em relação aos direitos e obrigações da massa falida. Possibilidade de elisão do pedido com a realização de depósito em dinheiro . mencionando sua condição Art. B) Do inventariante: certidão expedida pelo cartório no qual tramita o processo de arrolamento ou de inventário. (art. C) Do herdeiro: Certidão expedida pelo cartório em que tramita o processo de arrolamento ou de inventário. 94 (40 SM ou execução frustrada) b) o do III do art 94 (atos falenciais) c) Pedido de autofalência Distinções Duas principais distinções: 1. e certidão de óbito do empresário individual. II) que. Sócio-cotista ou Acionista Art. 94. ficará suspenso o processo de inventário. a legitimidade cabe ao cônjuge sobrevivente. a data do termo de compromisso. Procedimentos Existem 3 procedimentos distintos para o curso do processo pré-falimentar: a) o dos incisos I e II do art.Nessa hipótese. Podem requerer a falência do devedor: III – o cotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitutivo da sociedade. ao pedido. 97. 97. além de demonstração de uma das ocorrências do art. 125. Na falência do espólio.

Já no caso do inciso III a prova pode ser produzida em momento posterior e não há possibilidade do depósito elisivo.No caso dos incisos I e II. 95. . V – qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a cobrança de título. Dentro do prazo de contestação. Art. algum sócio com responsabilidade ilimitada ou o cônjuge sobrevivente (em caso de espólio) poderão requerer. III – nulidade de obrigação ou de título. se assim o desejarem. deverão ser citados para apresentar contestação. A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente responsáveis também acarreta a falência destes. 81. 95) Art. Oposição de sócios e recuperação judicial incidental Prazo único de contestação 10 DIAS. 96. não será decretada se o requerido provar: I – falsidade de título. 94. são devidos correção monetária. o devedor poderá pleitear sua recuperação judicial. incidentalmente. juros e honorários de advogado. a prova é pré-constituída e é cabível o depósito elisivo (montante da dívida + correção monetária + Juros + Honorários advocatícios) no prazo da contestação. inciso I do caput. IV – pagamento da dívida. citação editalícia. II – prescrição. Defesas Art. que ficam sujeitos aos mesmos efeitos jurídicos produzidos em relação à sociedade falida e. No prazo da contestação. o devedor. a recuperação extrajudicial da empresa. A falência requerida com base no art. por isso. O Devedor deve ser citado no local de seu principal estabelecimento. STJ Súmula nº 29: No pagamento em juízo para elidir falência. Citação. Se não for encontrado ali. desta Lei. demonstrando os requisitos legais e apresentando os documentos necessários (art.

(entre muitas outras) Sentença Judicial e Recursos Art. Além destas 3 hipóteses.VI – vício em protesto ou em seu instrumento. 3. 6º. Art. o sistema jurídico brasileiro excepciona: 4. § 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida. 6º. VII – apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação. aquelas não reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo. o qual não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado. concordata. as causas trabalhistas. . interesses e negócios do falido. comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas. O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens. Art. relativo ao mesmo devedor. que compete à JF. 2. observados os requisitos do art. Ações de conhecimento em que é parte ou interessada a União. 51 desta Lei. (Iniciadas antes da decretação da falência. RESSALVADAS: 1. recuperação judicial. nas quais o devedor ora falido tenha sido citado anteriormente à sentença de quebra) 6. inventário ou arrolamento. deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil. e não a cobrança de eventual crédito da união no juízo falimentar. As ações relativas a imóveis 5. Indivisibilidade do juízo Falimentar Art. 187 do CTN: A cobrança judicial do crédito tributário não é sujeita a concurso de credores ou habilitação em falência. fiscais e → art. 76. 3o É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial. VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência. § 8o A distribuição do pedido de falência ou de recuperação judicial previne a jurisdição para qualquer outro pedido de recuperação judicial ou de falência.

dentre outras determinações: I – conterá a síntese do pedido. 126. a identificação do falido e os nomes dos que forem a esse tempo seus administradores. até 90 dias do primeiro protesto (não cancelado) por falta de pagamento (se houve protesto) 2. excluindo-se. na sentença declaratória da falência. 129: . os protestos que tenham sido cancelados. o termo legal não poderá retrotrair por mais de 90 dias da petição inicial e se é o caso de recuperação judicial. Nas relações patrimoniais não reguladas expressamente nesta Lei. observado o disposto no art. sem poder retrotraí-lo por mais de 90 (noventa) dias contados do pedido de falência. Art. até 90 dias do requerimento da recuperação judicial Além dos requisitos comuns a qualquer sentença. que é o lapso temporal anterior à decretação da quebra que tem importância para a ineficácia de determinados atos do falido perante a massa. o juiz decidirá o caso atendendo à unidade. A decretação da falência sujeita todos os credores. Art. em regra. 115.Universalidade do juízo falimentar (salvo o credor fiscal) Art. previstos no art. à universalidade do concurso e à igualdade de tratamento dos credores. Esse período é fixado pelo juiz. para esta finalidade. do pedido de recuperação judicial ou do 1o (primeiro) protesto por falta de pagamento. A sentença que decretar a falência do devedor. Da Correta fixação do termo legal resultará a ineficácia de atos praticados pelo devedor. o art. II – fixará o termo legal da falência. até 90 dias da petição inicial (se não houve protesto) 3. que somente poderão exercer os seus direitos sobre os bens do falido e do sócio ilimitadamente responsável na forma que esta Lei prescrever. 75 desta Lei. 99 LF traz alguns específicos. 99. não podendo retrotrair por mais de 90 dias do primeiro protesto por falta de pagamento Se o falido não foi protestado (autofalência ou pedido não fundado em impontualidade injustificada). O CTN EXCETUOU expressamente o crédito tributário do concurso de credores Sentença de quebra Deve estabelecer o termo legal da falência. 1. por mais de 90 dias do seu requerimento.

habilitação. se esta já não se encontrar nos autos. II – o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal. III – ordenará ao falido que apresente. por qualquer forma que não seja a prevista pelo contrato. São ineficazes em relação à massa falida. 7º. § 2o É permitido pleitear. observado o disposto no § 1o do art. § 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida. 52. inclusive . tenha ou não o contratante conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor. natureza e classificação dos respectivos créditos. Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor. indicando endereço. 6o desta Lei. sob pena de desobediência. III – a constituição de direito real de garantia. dentro do termo legal. IV – explicitará o prazo para as habilitações de crédito. perante o administrador judicial. mas as ações de natureza trabalhista. no prazo máximo de 5 (cinco) dias. seja ou não intenção deste fraudar credores: I – o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo legal. 7o desta Lei. ressalvadas as hipóteses previstas nos §§ 1o e 2o do art. ainda que pelo desconto do próprio título. relação nominal dos credores. ou no parágrafo único do art. os credores terão o prazo de 15 (quinze) dias para apresentar ao administrador judicial suas habilitações ou suas divergências quanto aos créditos relacionados. 129. tratando-se de dívida contraída anteriormente. importância. por qualquer meio extintivo do direito de crédito. exclusão ou modificação de créditos derivados da relação de trabalho. § 1o Publicado o edital previsto no art.Art. inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor da hipoteca revogada. se os bens dados em hipoteca forem objeto de outras posteriores. inclusive a retenção. (prazo de 15 dias) Art. V – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o falido. 99 desta Lei. § 1o.

a data da decretação da falência e a inabilitação de que trata o art. podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores quando requerida com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei. 2. preferencialmente advogado. ou pessoa jurídica especializada.as impugnações a que se refere o art. administradores. 22 desta Lei sem prejuízo do disposto na alínea a do inciso II do caput do art. 21. Art. Parente ou afim até o 3º grau com o devedor. administrador de empresas ou contador. economista. que desempenhará suas funções na forma do inciso III do caput do art. Não poderá ser nomeado: 1. Pessoa que foi destituída nos últimos 5 anos. que será inscrito no quadro-geral de credores pelo valor determinado em sentença. ressalvados os bens cuja venda faça parte das atividades normais do devedor se autorizada a continuação provisória nos termos do inciso XI do caput deste artigo. 35 desta Lei. se houver. submetendo-os preliminarmente à autorização judicial e do Comitê. observado o disposto no art. IX – nomeará o administrador judicial. inimigo ou dependente das pessoas acima X – determinará a expedição de ofícios aos órgãos e repartições públicas e outras entidades para que informem a existência de bens e direitos do falido. VIII – ordenará ao Registro Público de Empresas que proceda à anotação da falência no registro do devedor. controladores ou representantes legais da falida 3. . O administrador judicial será profissional idôneo. (além dos créditos fiscais) VI – proibirá a prática de qualquer ato de disposição ou oneração de bens do falido. Amigo. serão processadas perante a justiça especializada até a apuração do respectivo crédito. para que conste a expressão "Falido". 102 desta Lei. 109 desta Lei. deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve prestação de contas desaprovada. 8o desta Lei. XI – pronunciar-se-á a respeito da continuação provisória das atividades do falido com o administrador judicial ou da lacração dos estabelecimentos. VII – determinará as diligências necessárias para salvaguardar os interesses das partes envolvidas.

§ 2º 100 100 154§ 5º 156 159§ 5º STJ Súmula nº 25: Nas ações da Lei de Falências o prazo para a interposição de recurso conta-se da intimação da parte.Art. XII – determinará. 109. a convocação da assembléia-geral de credores para a constituição de Comitê de Credores. a indenizar o devedor. podendo ainda autorizar a manutenção do Comitê eventualmente em funcionamento na recuperação judicial quando da decretação da falência. 101. Parágrafo único. Recursos Recurso Agravo instrumento Agravo instrumento Agravo instrumento Apelação Apelação Apelação Apelação Decisão recorrida Decisão que julga impugnação de crédito ou divergência na lista Decisão que concede a recuperação judicial Decisão que decreta a falência Decisão que julga improcedente pedido de falência Decisão que julga as contas do administrador judicial Decisão que julga encerrada a falência Decisão que julga o pedido de extinção das obrigações do falido Artigo 17 59. O estabelecimento será lacrado sempre que houver risco para a execução da etapa de arrecadação ou para a preservação dos bens da massa falida ou dos interesses dos credores. O juiz ordenará a publicação de edital contendo a íntegra da decisão que decreta a falência e a relação de credores. para que tomem conhecimento da falência. quando entender conveniente. Efeitos da sentença de Falência . XIII – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. apurando-se as perdas e danos em liquidação de sentença. Quem por dolo requerer a falência de outrem será condenado. na sentença que julgar improcedente o pedido. Indenização Art.

como créditos subquirografários... sendo arrecadadas pelo administrador judicial II – as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na falência. E.1. ATENÇÂO: A suspensão da prescrição pela decretação da falência alcança tão somente as obrigações de responsabilidade do devedor e de eventual sócio de responsabilidade ilimitada. Formação da massa de credores (salvo) Art. Art. Atualmente estas são exigíveis. 157. Suspensão do curso da prescrição Art. na recuperação judicial ou na falência: I – as obrigações a título gratuito. O prazo prescricional relativo às obrigações do falido recomeça a correr a partir do dia em que transitar em julgado a sentença do encerramento da falência. As dívidas ativas (nas quais o devedor é credor) o prazo fluirá normalmente B. salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor. C. A antiga lei de falências ainda fazia menção às penas pecuniárias. 5o Não são exigíveis do devedor. As ações em que o credor demandar quantia ilíquida 2. ATENÇÂO: São INEXIGÍVEIS as ainda não cumpridas e INEFICAZES as cumpridas há menos de 2 anos. As ações relativas a créditos oriundos de natureza trabalhista. 6o A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição. Vencimento antecipado das dívidas do devedor D. Suspensão do direito de retenção . Efeitos sobre os credores (Sete modificações ao exercício dos direitos dos credores) A. Suspensão das ações e execuções individuais dos credores (salvo): 1. até a sua apuração no juízo trabalhista.

A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem: IV – créditos com privilégio especial. debêntures sem garantia e debêntures subordinadas) e dos créditos com garantia real. até recebê-lo por inteiro. a saber: c) aqueles a cujos titulares a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia. Direito de credores de coobrigados solidários Art. Ex: o direito do possuidor de boa-fé em relação às benfeitorias necessárias e úteis. Parágrafo único. OBS: As exceções somente têm aplicação após paga a classe imediatamente superior. O credor de coobrigados solidários cujas falências sejam decretadas tem o direito de concorrer. a dos credores derivados da legislação do trabalho. G. 152. na classe dos créditos com privilégio especial Art. mantiver em seu poder coisa sujeita a arrecadação deverá. entregá-la ao administrador judicial. A decretação da falência suspende: I – o exercício do direito de retenção sobre os bens sujeitos à arrecadação. por força de exercício do direito de retenção. acrescidas dos juros legais. exclusivamente. mas por eles responde. quando então comunicará ao juízo. O credor que. pela totalidade do seu crédito. 124. 127. Trata-se do direito de guarda da coisa alheia em garantia enquanto não satisfeita. Contra a massa falida não são exigíveis juros vencidos após a decretação da falência. o produto dos bens que constituem a garantia. obrigação lícita prevista na lei ou em contrato. Suspensão da fluência de juros Art. previstos em lei ou em contrato.Art. a partir da decretação da falência. se o ativo apurado não bastar para o pagamento dos credores subordinados. podendo habilitar seu crédito junto à massa. EXCETUAM-SE DESTA DISPOSIÇÃO os juros das debêntures (estritamente aquelas emitidas com garantia real e não às outras espécies → debêntures com garantias flutuantes. se ficar evidenciado dolo ou má-fé na constituição do crédito ou da garantia . 83. a favor daquele que a retém. F. os quais deverão ser entregues ao administrador judicial. Os credores restituirão em dobro as quantias recebidas. 116. em cada uma delas. Art.

art. o excesso de que trata o § 3o deste artigo pertencerá. e 104. 76 PU) C) Ao exercício da tutela e da curatela D) Ao exercício de qualquer atividade empresarial (LF. se o credor não se habilitar no prazo legal. Os coobrigados solventes e os garantes do devedor ou dos sócios ilimitadamente responsáveis podem habilitar o crédito correspondente às quantias pagas ou devidas. 22. na forma do art. "d". § 4o Se os coobrigados eram garantes uns dos outros. conforme a ordem das obrigações. com maior ou menor intensidade. arts. 128. de determinados direitos: A) à livre administração e disponibilidade de seus bens (LF. III. restrita ao período falimentar. 159 desta Lei. Os administradores e controladores da sociedade empresarial falida As 3 hipóteses elencadas acima trazem as pessoas que se sujeitam. as que pagaram terão direito regressivo contra as demais.§ 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica ao falido cujas obrigações tenham sido extintas por sentença. o valor será devolvido às massas na proporção estabelecida no § 2o deste artigo. pessoalmente. 103) B) à Legitimatio ad causam para as ações sobre os bens da massa (LF. Os sócios com responsabilidade ilimitada 3. § 2o Se o credor ficar integralmente pago por uma ou por diversas massas coobrigadas. Efeitos sobre a pessoa do falido 1. a certas restrições e obrigações: Restrições impostas ao falido A decretação de falência implica limitação temporária. Art. em proporção à parte que pagaram e àquela que cada uma tinha a seu cargo. § 3o Se a soma dos valores pagos ao credor em todas as massas coobrigadas exceder o total do crédito. II) . o que for de interesse da massa (LF. art. às massas dos coobrigados que tiverem o direito de ser garantidas. art. O empresário individual falido 2. 102) E) Ao exercício da profissão de corretor de seguros F) Ao exercício da profissão de corretor de navios G) ao exercício da profissão de leiloeiro H) Ao de sigilo de seus livros e da correspondência.

Vll .os equipamentos dos militares. não sujeitos à execução. até um modulo. necessárias à manutenção do devedor e de sua família durante 1 (um) mês. por ato voluntário.os livros.. o soldo e os salários. ou de institutos de previdência. Vl . III .Obrigações Impostas ao Falido Art. salvo para pagamento de prestação alimentícia. desde que este seja o único de que disponha o devedor. o empresário é DESAPOSSADO de todos os seus bens e direitos. Impenhorabilidade e patrimônio de afetação Existem exceções ao desapossamento dos bens do falido: CPC Art. Vlll . 649.as pensões. bem como os provenientes de liberalidade de terceiro..o imóvel rural. as tenças ou os montepios. IX . IV . dos professores e dos funcionários públicos. É um efeito transitório. (pegar a lei) Efeitos sobre os bens do Falido 1. os utensílios e os instrumentos.os materiais necessários para obras em andamento. percebidos dos cofres públicos. São absolutamente impenhoráveis: I . 2.as provisões de alimento e de combustível. O desapossamento Com a declaração de falência. V . salvo se estas forem penhoradas.o seguro de vida. quando destinados ao sustento do devedor ou da sua família. ressalvada a hipoteca para fins de financiamento agropecuário. necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão. que passarão a compor a massa objetiva.os bens inalienáveis e os declarados. II . . as máquinas. Ele perde a administração e não a titularidade. A decretação da falência impõe ao falido os seguintes deveres:.o anel nupcial e os retratos de família. 104. X .os vencimentos dos magistrados.

obedecerão ao disposto na legislação respectiva. A terceira hipótese é o patrimônio de afetação que o incorporador pode destinar o terreno e as acessões objeto da incorporação imobiliária. Sócio tratador (na sociedade em comum) 2. solidariamente entre os sócios ILIMITADA e solidária entre os sócios. constituídos para cumprimento de destinação específica. se assim o desejarem. ocasião em que o administrador judicial arrecadará o saldo a favor da massa falida ou inscreverá na classe própria o crédito que contra ela remanescer. Sócio Comanditado (nas sociedades em comandita simples e por ações) ILIMITADA e não subsidiária ao patrimônio social 1. 1. Sócio em nome coletivo (na sociedade em nome coletivo) 2. permanecendo seus bens. deverão ser citados para apresentar contestação. nas sociedades por ações (Anônima e em comandita por ações) Sócio comanditário. na sociedade em comandita simples Sócio Cotista. Efeitos sobre os sócios Tipos de responsabilidade perante terceiros Ausência TOTAL de responsabilidade Limitada ao valor das ações Limitada ao valor da cota adquirida Limitada ao total do capital não integralizado. direitos e obrigações separados dos do falido até o advento do respectivo termo ou até o cumprimento de sua finalidade. assim como os demais direitos a ela vinculados (lembrar da INCOL) LF Art. por isso. A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente responsáveis também acarreta a falência destes. 119 IX – os patrimônios de afetação. na sociedade em conta de participação Sócio acionista. na sociedade Limitada Efeitos sobre sócios com responsabilidade ilimitada Art. . que ficam sujeitos aos mesmos efeitos jurídicos produzidos em relação à sociedade falida e.Outra hipótese é o BEM DE FAMÌLIA. 81. Sócio ostensivo (na sociedade em conta de participação) subsidiária ao patrimônio social Sócio participante.

se os devedores pelo total do saldo não integralizado forem sócios da sociedade limitada. inexistiam dívidas a ser solvidas. A que suspende seus direitos de retirada e de recebimento do valor de suas cotas A) RESGATE → Pagamento do valor das ações.por ato ou omissão imputado ao sócio ou ao administrador. O Parágrafo 1º interpretado a contrario senso estabelece duas hipóteses em que o sócio ilimitado não irão falir: 1. C) A ação revocatória de reembolso dos fundos retirados pelo acionista. (muito criticado. três ações são possíveis: A) A ação de responsabilidade por dano . os sócios ostensivo (na sociedade em conta de participação). de quantias que lhe seriam devidas em caso de liquidação C) REEMBOLSO → Pagamento que se faz a acionista dissidente 3. por necessitar de difícil análise contábil) Efeitos sobre os demais sócios 3 classes de efeitos podem ser destacadas: 1. na hipótese de redução do capital social (LSA. são os valores devidos por amortização ou resgate . retirando-as de circulação B) AMORTIZAÇÃO → distribuição aos acionistas.culpa ou dolo . Mesmo que tenha se retido com menos de 2 anos. Neste caso. contados da data do registro da alteração social no órgão de Registro Público de Empresa (Junta Comercial) 2. A que decorre da qualidade de administrador. A que indica a classificação de seu crédito no quadro geral A) ordinariamente o sócio só recebe se houver saldo depois de pagos os credores. da falta ou complementação dos fundos a que se comprometeu. B) A ação de integralização do capital social. tendo por objeto atribuir individualmente a responsabilidade ao acionista (anônima) e ao comanditário (comandita simples ou por ações) remissos ou solidariamente.Assim. Na hipótese de ter se retirado da sociedade há mais de 2 anos. art. tratador (na sociedade em comum) e comanditado (nas sociedades em comandita simples e por ações) terão decretadas suas falência pessoais com efeito da sentença falimentar incidente sobre a sociedade em que participam. 45. § 8º) 2. a título de antecipação e sem redução do capital social.

com a venda de seus estabelecimentos em bloco. O único ato cuja intervenção do MP é obrigatória sob pena de nulidade é a realização do ativo. sua posição no quadro geral será de integrante da classe dos credores quirografários D) se for acionista dissidente que ainda não recebeu o valor do reembolso. figura encontrada na sociedade em conta de participação e que se distingue do sócio ostensivo.2 fases: somente participam da segunda fase os que tiveram propostas até 90 % da melhor proposta.por exemplo. proposta lacrada . Pregão . observada a seguinte ordem de preferência: I – alienação da empresa. IV – alienação dos bens individualmente considerados.são créditos subordinados C) Em se tratando de sócio participante.Consiste no oferecimento de lances orais. § 7o Em qualquer modalidade de alienação. o Ministério Público será intimado pessoalmente. O problema da sucessão trabalhista e tributária . III – alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor. com a venda de suas filiais ou unidades produtivas isoladamente. Art. 2. Modalidades de venda de bens da falida 1. 142. II – alienação da empresa. Ordem na venda dos bens da falida Art. A alienação dos bens será realizada de uma das seguintes formas. pode ser credor quirografário (se não existir divida anterior) ou credor subordinado (caso existam dividas anteriores) Liquidação A) Realização do ativo 1. 140. sob pena de nulidade.B) Os créditos dos sócios e dos administradores sem vinculo empregatício .O juiz marca um prazo para que qualquer interessado protocolize a sua oferta em envelopes lacrados 3. Leilão . 2. o relativo ao direito de retirada .

devidos até à data do ato: I . Art. O art.. Que passa a estampar a seguinte redação. inclusive as de natureza tributária. e continuar a respectiva exploração.integralmente. 141. se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da . 133 do CTN foi alterado para regular esta extinção de sucessão de passivo.. as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho.. industrial ou profissional. 141. VERSUS já o art. 448 .. por qualquer título. indústria ou atividade. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra. II – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. fundo de comércio ou estabelecimento comercial. promovida sob qualquer das modalidades de que trata este artigo: . II . . relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido.subsidiariamente com o alienante.o novo empregador herda todo o passivo trabalhista.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual. se o alienante cessar a exploração do comércio. 448 da CLT: sucessão trabalhista . § 2o Empregados do devedor contratados pelo arrematante serão admitidos mediante novos contratos de trabalho e o arrematante não responde por obrigações decorrentes do contrato anterior. responde pelos tributos.Art. corroborando o disposto no art. 141 da lei de falências: Art. § 2º da nova lei de falências determina: Art. inclusive da empresa ou de suas filiais. 133. Na alienação conjunta ou separada de ativos.

." (NR) B) Pagamento do passivo 1 ano parado para que o Estado determine passivo tributário. II – de filial ou unidade produtiva isolada. depois continua mesmo que o Estado fique inerte. do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios. ou III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. em processo de recuperação judicial. em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau.alienação. ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial. II – parente. consangüíneo ou afim. nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio. filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano. § 3o Em processo da falência. o produto da alienação judicial de empresa. contado da data de alienação. indústria ou profissão. somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: I – em processo de falência. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial.

2.3. ou após a decretação da falência.1 Créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 meses anteriores à decretação da falência. 150) 1.1. Despesas de pagamento antecipado 1. Despesas cujo pagamento antecipado seja indispensável à administração da falência (art. seguindo-se o prazo de 10 dias para impugnações. 149) 3. Remunerações do Administrador judicial e seus de auxiliares acidentes e de créditos trabalho derivados da legislação de trabalho ou decorrentes 4 5 relativos a serviços prestados após a decretação da falência 3. Despesas com arrecadação. Ordem Geral 1 1. administração e realização do ativo e distribuição do seu produto. Créditos decorrentes de restituição 3. dentro de 45 dias o administrador judicial faz publicar um edital com a relação dos credores habilitantes.Formação do Quadro-Geral de Credores Prazo de 15 dias para as habilitações dos credores.2. bem como 6 custas do processo de falência (do administrador) 3. Créditos extraconcursais (Art.4. até o limite de 5 SM por trabalhador (art. 150) 2 3 2.5. Findo este prazo. Custas judiciais relativas às ações e 7 execuções em que a massa falida tenha sido vencida 3. Obrigações válidos resultantes praticados de atos a jurídicos durante CLASSES E SUBCLASSES recuperação judicial. e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência . Quantias fornecidas à massa pelos credores 3.

inclusive multas tributárias 15 11. 14 10. Créditos com privilégio Geral (art. Eles estão aqui 6. VI) A) Os que não foram privilegiados pela lei falimentar B) os saldos dos créditos não cobertos pela garantia real C) Os saldos dos créditos trabalhistas que excederem a 150 SM D) créditos trabalhistas cedidos a terceiros (art.8 4. 83. 83. III) 7. 67 PU Espécie de prêmio C) Definidos em outras leis 13 9. § 4º) . 83.para coibir a tentativa de burlar o limite de 150 SM por trabalhador. I) A) derivados da legislação do trabalho até 150 SM por credor B) Os decorrentes de acidentes de trabalho 9 10 11 5. VIII. Créditos subordinados Créditos subordinados por previsão legal ou contratual e os créditos dos sócios e dos administradores sem vinculo empregatício 16 Devolução ao falido ou rateio entre os sócios . V) A) Previstos no art. 83. 83. IV) A) Previstos no art. II) OBS: Lembrar dos BANCOS. Créditos tributários relativos a fatos geradores anteriores à decretação da falência. Créditos prioritários (art. Créditos quirografários (art. Créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado (art. 83. excetuadas as multas tributárias (art. 965 CC B) Os créditos quirografários dos fornecedores que continuarem a negociar com o falido → art. 83. Créditos com privilégio especial (art. Créditos subquirografários Multas contratuais e penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas. 964 CC B) Definidos em outras leis C) Cujo titular a lei confira o direito de retenção sobre a coisa dada em garantia 12 8.

propriedade 2. até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por trabalhador. (quebra da bolsa de New York). seja do objeto entregue à credito ou do valor da coisa A ação de restituição prefere inclusive aos créditos extra-concursais por ser patrimônio de terceiro. A lei diz que os contratos bilaterais não se resolvem com a falência. A extraordinária se pauta no princípio da boa-fé. Todos os bens entregues à falida. 151 desta Lei. Até a lei de falências de 29 só existia no Brasil a ação de restituição ordinária. . Parágrafo único. As restituições de que trata este artigo somente serão efetuadas após o pagamento previsto no art. o empregado tem que interpelar o administrador judicial para que ele. Extraordinária .Fase de administração Declarada a falência o administrador judicial é obrigado a arrecadar todos os bens e direitos encontrados no estabelecimento do devedor. ainda que ele saiba que são de propriedade de terceiros. 86. compete ao proprietário promover a ação de restituição para reaver o bem indevidamente arrecadado para a massa falida. Art.boa-fé A ação de restituição ordinária se pauta no direito de propriedade. Quando a massa falida arrecada bens que não são de sua propriedade. O que acontece com os empregados na falência? A nova lei de falência. serão pagos tão logo haja disponibilidade em caixa. 151. A extraordinária foi incluída na lei de falências de 29. sensível à situação do empregado. 5 SM para cada empregado. Assim. (ADIN da Febraban) Art. sob pena de responsabilidade pessoal. serão IMEDIATAMENTE pagos tão logo haja disponibilidade em caixa. diz que daqueles 150 salários mínimos habilitados no concurso de credores. em 10 dias decida se mantém ou se resolve o contrato. Os créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 (três) meses anteriores à decretação da falência. Existem duas espécies de ação de restituição: 1. Ordinária . nos 15 dias que antecedem a distribuição do pedido de falência e que foram vendidos a crédito devem ser restituídos são restituídos por extraordinária.

OBS: . não houver oposição dos credores. dentro do termo legal. após serem devidamente notificados. 129. tenha ou não o contratante conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor. salvo se tiver havido prenotação anterior. provando-se o conluio fraudulento entre o devedor e o terceiro que com ele contratar e o efetivo prejuízo sofrido pela massa falida. por título oneroso ou gratuito. III – a constituição de direito real de garantia. se os bens dados em hipoteca forem objeto de outras posteriores. seja ou não intenção deste fraudar credores: (presunção de fraude absoluta) I – o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo legal. 130. ou a averbação relativa a imóveis realizados após a decretação da falência. V – a renúncia à herança ou a legado. inclusive a retenção. que visam proteger os bens da falida: Art. ainda que pelo desconto do próprio título. no prazo de 30 (trinta) dias. não tendo restado ao devedor bens suficientes para solver o seu passivo.Ação revocatória. VII – os registros de direitos reais e de transferência de propriedade entre vivos. enquanto na ação pauliana os benefícios econômicos se revertem exclusivamente em benefício do seu autor. São ineficazes em relação à massa falida. Art. (é a ação pauliana do processo falimentar) A única diferença entre a ação paulina e a ação revocatória do art 130 é que. Parágrafo único. a ação revocatória do art 130 os benefícios se revertem em prol da massa falida. tratando-se de dívida contraída anteriormente. IV – a prática de atos a título gratuito. VI – a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o consentimento expresso ou o pagamento de todos os credores. São revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores. salvo se.CPC Nós temos duas modalidades de ação revocatórias. a massa falida receberá a parte que devia caber ao credor da hipoteca revogada. até 2 (dois) anos antes da decretação da falência. alegada em defesa ou pleiteada mediante ação própria ou incidentalmente no curso do processo. II – o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal. A ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz. por qualquer forma que não seja a prevista pelo contrato. desde 2 (dois) anos antes da decretação da falência. por qualquer meio extintivo do direito de crédito. a esse tempo existentes. judicialmente ou pelo oficial do registro de títulos e documentos.

OBS: os órgãos da falência detêm competência indelegável. até que o juiz retire sua eficácia do mundo do direito atingindo apenas as partes do processo. → Cabe revocatória mesmo contra sentença judicial: Art. 2.1. Ato inexistente . Daí porque a revocatória não é inconstitucional porque somente é declarada a ineficácia do ato jurídico Esta fase se estende até a prestação de contas.é a comunidade de credores que habilitaram seu crédito na falência 2. ficará rescindida a sentença que o motivou. 1. pois todo aquele que administra patrimônios de terceiros precisa prestar contas dos seus atos de gestão. . ainda que praticado com base em decisão judicial. Ato Ineficaz .É aquele que existe no mundo dos fatos. Parágrafo único. Ato anulável . observado o disposto no art. mas não existe no mundo do direito. 131 desta Lei. Massa falida subjetiva .somatório de bens e direitos arrecadados pelo administrador judicial. Efeito Erga Omnes 3. quanto a massa pagou a cada um deles e quanto ficou a vermelho no encerramento. O ato pode ser declarado ineficaz ou revogado. no qual será informado ao juiz todos os credores habilitados. o mundo do direito e o mundo dos fatos. contendo apenas uma exceção que é justamente no 3º relatório. em qual classe. na qual ocorre apenas um ato: → 3º relatório do administrador judicial. Revogado o ato ou declarada sua ineficácia. Massa falida objetiva . por qual quantia. Serpa Lopes: Há um pressuposto para que se possa compreender estas 4 figuras jurídicas: termos ciência de que existem dois mundos.Existe nos dois mundos. Não tem eficácia erga omnes. Ato Nulo .É aquele em que não existe nem no mundo dos fatos nem no mundo do direito.existe nos dois mundos até que o juiz retire a sua validade no mundo jurídico. 4. 138. Abrindo assim a chamada fase de encerramento. no qual o Promotor de justiça pode fazer este 3º relatório.

IV – o decurso do prazo de 10 (dez) anos. sendo facultado ao falido o depósito da quantia necessária para atingir essa porcentagem se para tanto não bastou a integral liquidação do ativo. Extingue as obrigações do falido: I – o pagamento de todos os créditos. depois de realizado todo o ativo. 158. se o falido tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei. contado do encerramento da falência. que é a fase da extinção das obrigações do falido. Art. . se o falido não tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei. (pois como a falência se impõe por insolvência jurídica e não econômica é possível a falência superavitária que é aquela em que o ativo é maior que o passivo. (o processo falimentar possui 3 sentenças) A sentença de extinção do falido serve para uma coisa: reabilitar o falido para a atividade empresária. que se alongará até a sentença de extinção das obrigações do falido. (Único caso em que a lei de falências autoriza este aporte de capital pelos sócios à massa falida) III – o decurso do prazo de 5 (cinco) anos. de mais de 50% (cinqüenta por cento) dos créditos quirografários (cada quirografário terá uma perda de 50%).) II – o pagamento. contado do encerramento da falência.Sentença de encerramento da falência Ela abre a ultima fase do processo falimentar.

obtido concessão de recuperação judicial. podem ser pactuados de forma diversa em acordo com os seus credores (art. inventariante ou sócio remanescente. A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente.69 B) Recuperação especial destinada às microempresas e empresas de pequeno porte -arts. 161-167 Pressupostos da recuperação em juízo Art. se o foi. sua função social e o estímulo da atividade econômica. há menos de 8 (oito) anos. as responsabilidades daí decorrentes. herdeiros do devedor. promovendo assim. estejam declaradas extintas.arts. OBS: os incisos II e III não se aplicam à recuperação extrajudicial. a preservação da empresa. III – não ter. no momento do pedido. A) Recuperação ordinária .101 estabeleceu 3 instrumentos processuais distintos que. do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores. regulamentada pelos arts. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que. obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo. Duas modalidades de recuperação: A lei 11. por sentença transitada em julgado. há menos de 5 (cinco) anos. exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos. quais sejam. (2 anos para o caso de recuperação extrajudicial) IV – não ter sido condenado ou não ter. Parágrafo único. cumulativamente: I – não ser falido e. 167). Credores sujeitos à recuperação . II – não ter.Recuperação da Empresa em juízo Recuperação judicial A recuperação judicial tem o objetivo de superar a situação de crise econômico-financeira do devedor a fim de permitir a manutenção da fonte produtora. 70-72 C) Recuperação extrajudicial sujeita à homologação judicial. como administrador ou sócio controlador. 48. No resto aplica-se igualmente os requisitos acima às 3 modalidades de recuperação em juízo. 47 . pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei.

ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio (art. 49. Credor decorrente de repasse de recursos oficiais (art. de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade. de arrendador mercantil. Credor titular de posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis. inclusive em incorporações imobiliárias. I) 4. Credor possuidor de crédito derivado da relação do trabalho (art. Credores fiscais (art. ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio (art. Credor titular de posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis. 49. § 4º e 86. 161. I) 3. 163. 161. ou de proprietário em contrato de venda com reserva de domínio (art. 71. § 4º e 86. § 1º) 2. decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (arts. Credor titular de posição de proprietário fiduciário de bens móveis ou imóveis. 49. I) de 1. II e 71. 49) Recuper ação Judicial Especial Credores titulares créditos quirografários (art. § 3º. § 3º) 3. decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (arts. II) que de créditos não vencidos (art. de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade. decorrente de adiantamento a contrato de câmbio para exportação (arts. e 161. § 3º e 71.Planos Credores abrangidos pelo plano Credores NÂO sujeitos ao regime Recuper ação Judicial Ordinári a TODOS credores existentes. ainda titulares os 1. § 4º e 86. 6. Credor por crédito de natureza tributária (art. I) Recuper ação extrajudi cial Todos credores titulares créditos os de 1. Credor titular de importância entregue ao devedor em moeda corrente nacional. 49. §1º) 5. de arrendador mercantil. Credores fiscais (art. Credor titular de importância entregue ao devedor em moeda corrente nacional. inclusive em incorporações imobiliárias. 6. de arrendador mercantil. de proprietário ou promitente vendedor de imóvel cujos respectivos contratos contenham cláusula de irrevogabilidade ou irretratabilidade. 49. inclusive em incorporações imobiliárias. 71. II) 3. § 1º) 4. § 7º) 2. 49. § 1º) . Credor de créditos decorrentes de acidentes do trabalho constituídos até a data do pedido de homologação (art. § 7º) 2. Credor titular de importância entregue ao devedor em moeda corrente nacional.

Somente atinge os créditos quirografários. deixando de ser um direito. O plano especial de recuperação judicial será apresentado no prazo previsto no art. 53 desta Lei e limitar-se á às seguintes condições: I – abrangerá exclusivamente os créditos quirografários. As pessoas de que trata o art. IV – estabelecerá a necessidade de autorização do juiz. II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais. contado da distribuição do pedido de recuperação judicial.Recuperação judicial Especial As microempresas e empresas de pequeno porte tem o direito de optar entre a recuperação ordinária ou especial. desde que afirmem sua intenção de fazê-lo na petição inicial de que trata o art. em parcelas de até 36 meses (juros de 12 %aa + correção monetária) Art. 70. sujeitam-se às normas deste Capítulo. Contudo. Créditos quirografário somente. Todos os outros devem habilitar seus créditos na recuperação judicial. Parágrafo único. O pedido de recuperação judicial com base em plano especial não acarreta a suspensão do curso da prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano. corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 12% a. 51 desta Lei. com Prazo de até 180 dias. para o devedor aumentar despesas ou contratar empregados. 71.a. A recuperação judicial tem. poderão apresentar plano especial de recuperação judicial. § 1o As microempresas e as empresas de pequeno porte. natureza jurídica contratual. para as microempresas e empresas de pequeno porte conserva a natureza jurídica de DIREITO. (doze por cento ao ano). 49 desta Lei. após ouvido o administrador judicial e o Comitê de Credores. o juiz decreta a recuperação para a microempresa e empresa de pequeno porte. conforme definidas em lei. de acordo com a nova lei de falências. iguais e sucessivas. . Art. § 2o Os credores não atingidos pelo plano especial não terão seus créditos habilitados na recuperação judicial. O plano de recuperação das microempresas e empresas de pequeno porte é de simplicidade extremada. nos termos da legislação vigente. III – preverá o pagamento da 1a (primeira) parcela no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. Não estando o empresário impedido e atendido os requisitos legais. 1o desta Lei e que se incluam nos conceitos de microempresa ou empresa de pequeno porte. excetuados os decorrentes de repasse de recursos oficiais e os previstos nos §§ 3o e 4o do art.

70 desta Lei opte pelo pedido de recuperação judicial com base no plano especial disciplinado nesta Seção. constituição de subsidiária integral. incorporação. XVI – constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar. XIII – usufruto da empresa. em pagamento dos créditos. VIII – redução salarial. . 50. com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro. XI – venda parcial dos bens. respeitados os direitos dos sócios. II – cisão. sem prejuízo do disposto em legislação específica. V – concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar. aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural. 72. VII – trespasse ou arrendamento de estabelecimento. tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial. III – alteração do controle societário. XII – equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza. nos termos da legislação vigente. fusão ou transformação de sociedade. XIV – administração compartilhada. VI – aumento de capital social. XV – emissão de valores mobiliários. IX – dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo. X – constituição de sociedade de credores. Constituem meios de recuperação judicial.Art. compensação de horários e redução da jornada. mediante acordo ou convenção coletiva. os ativos do devedor. ou cessão de cotas ou ações. inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados. e o juiz concederá a recuperação judicial se atendidas as demais exigências desta Lei. Caso o devedor de que trata o art. observada a legislação pertinente a cada caso. IV – substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos. dentre outros: (rol meramente exemplificativamente) I – concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas. não será convocada assembléiageral de credores para deliberar sobre o plano. Recuperação Judicial Ordinária Art.

Limites à recuperação judicial 1. Devem ser pagos até 5 SM por empregado por obrigações salariais (não verbas indenizatórias) em atraso nos 3 meses que antecedem ao pedido de recuperação imediatamente (leia-se 30 dias) Aprovação do plano de recuperação A aprovação do plano de recuperação judicial se dá por 3 classes de credores: 1. Acidentados do trabalho e créditos trabalhistas 2. Créditos em que haja leasing. Créditos de alienação fiduciária em garantia 4. demais credores OBS: Peculiaridade do Fisco: A lei não admite desconto ou qualquer outra coisa senão o Parcelamento especial. a variação cambial será conservada como parâmetro de indexação da correspondente obrigação e só poderá ser afastada se o credor titular do respectivo crédito aprovar expressamente previsão diversa no plano de recuperação judicial. a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia. Compra e venda com reserva de domínio 5. Contrato de compra e venda de imóveis que contenham cláusula de irretratabilidade ou irrevogabilidade Recuperação extrajudicial . Os créditos excluídos da recuperação judicial são: 1. mas nem todos os créditos. Até a edição de lei específica que regulamente este parcelamento especial. o fisco está excluído da recuperação judicial persistindo o parcelamento de 60 X normal já existente.§ 1o Na alienação de bem objeto de garantia real. 2. 3. Todos os demais credores se sujeitam ao processo de recuperação judicial. Credores com garantia real ou privilégio especial 3. O passivo trabalhista terá que estar completamente quitado no prazo máximo de 1 ano. § 2o Nos créditos em moeda estrangeira. contrato de antecipação de câmbio (dinheiro público) 2.

3. → 4. Recebido em termos o pedido.Unanimidade Significa que o devedor poderá ou não requerer que o juiz homologue os seus termos. A homologação será facultativa quando todos os credores aceitarem o plano. Créditos de alienação fiduciária em garantia → 4. contrato de antecipação de câmbio (dinheiro público) → 4. 52) que não se confunde com a sentença de concessão. de homologação facultativa . A finalidade desta homologação é impor este plano de recuperação aos credores dissidentes 2. de acordo com súmula 264 do STJ: .3/5 econômico Quando não houver anuência de todos os credores mas de apenas 3/5 do montante sujeito à recuperação (60%). Fases da recuperação 1ª fase do processo de recuperação judicial é a fase postulatória que é aquela fase na qual o juiz examinará se o devedor atende aos requisitos legais acima. mas não cabe recurso contra ele. A doutrina ensina que no caso de homologação judicial de homologação facultativa pode se dar a homologação inclusive por juízo arbitral. O do acidente do trabalho 4. Na recuperação extrajudicial não se sujeitam: 1. de homologação obrigatória . Tem caráter eminentemente interlocutório. o fisco (nenhuma das modalidades na verdade) 2. Créditos em que haja leasing. Despacho de processamento (Art.1. 2.Era proibida.2.5. Os trabalhadores 3.4. Contrato de compra e venda de imóveis que contenham cláusula de irretratabilidade ou irrevogabilidade Duas modalidades de recuperação extrajudicial: 1. Compra e venda com reserva de domínio → 4. Todos aqueles excluídos da judicial acima descritos → 4. Hoje é estimulada.

o juiz convocará a assembléia-geral de credores para deliberar sobre o plano de recuperação. observado o disposto no art. 52. e deverá conter: Art. Qualquer credor poderá manifestar ao juiz sua objeção ao plano de recuperação judicial no prazo de 30 (trinta) dias contado da publicação da relação de credores de que trata o § 2o do art. O plano de recuperação será apresentado pelo devedor em juízo no prazo improrrogável de 60 (sessenta) dias da publicação da decisão que deferir o processamento da recuperação judicial. Art. 2o e 7o do art. Art. exceto para contratação com o Poder Público ou para recebimento de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. no mesmo ato: I – nomeará o administrador judicial. sob pena de convolação em falência. ele extingue o processo sem exame do mérito. (só o processo de conhecimento trabalhista não suspende) IV – determinará ao devedor a apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a recuperação judicial. 53. 55. Art. Havendo objeção de qualquer credor ao plano de recuperação judicial. sob pena de destituição de seus administradores. Estando em termos a documentação exigida no art. 6o desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos §§ 3o e 4o do art. permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam. ressalvadas as ações previstas nos §§ 1o. II – determinará a dispensa da apresentação de certidões negativas para que o devedor exerça suas atividades. se estiver em termos o processo. observando o disposto no art. 21 desta Lei.STJ Súmula nº 264 . 6o desta Lei. OBS: E proibido ao juiz convolar recuperação extrajudicial em falência. 49 desta Lei. o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial e.(no prazo de 180 dias) na forma do art. III – ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor. 69 desta Lei. V – ordenará a intimação do Ministério Público e a comunicação por carta às Fazendas Públicas Federal e de todos os Estados e Municípios em que o devedor tiver estabelecimento. 56. 7o desta Lei.É irrecorrível o ato judicial que apenas manda processar a concordata preventiva. . 51 desta Lei.

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