Você está na página 1de 28

MEDICINA UNEMAT

CADERNO DO ALUNO

3° SEMESTRE - UNIDADE CURRICULAR VIII


Percepção, Consciência e
Emoção
3° SEMESTRE - UNIDADE CURRICULAR VIII

PROFª.DR. RODRIGO BRUNO ZANIN


REITOR

ALEXANDRE GONÇALVES PORTO


PRÓ-REITORA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

LUIZ FERNANDO CALDEIRA RIBEIRO


PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO E TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO

TONY HIROTA TANAKA


PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO

PROF. DRA. ZULEMA NETTO FIGUEIREDO


DIRETOR POLÍTICO-PEDAGÓGICO E FINANCEIRO DO CAMPUS DE CÁCERES

PROFª. DRA. ROSANE MARIA ANDRADE VASCONCELOS


DIRETOR ADMINISTRATIVO DO CAMPUS DE CÁCERES

PROF DR. GLEBER NELSON MARQUES


COORDENADORA DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE MEDICINA

2
Índice
Página

Corpo Docente............................................................................................ 04

Semana Padrão........................................................................................... 05

Texto de Apresentação do Módulo............................................................. 06

Tópicos Geradores...................................................................................... 07

Calendário de Atividades............................................................................ 08

PROBLEMAS

Problema 1 ................................................................................................. 10

Problema 2 ................................................................................................. 12

Problema 3 ................................................................................................. 15

Problema 4 ................................................................................................. 18

Problema 5 ................................................................................................. 21

Problema 6 ................................................................................................. 23

Conferências............................................................................................... 25

Metodologia de Ensino............................................................................... 26

Avaliação..................................................................................................... 27

Bibliografia Sugerida................................................................................... 28

3
Corpo Docente
3° SEMESTRE - UNIDADE CURRICULAR VIII

Tutoria:
Profa Dra Cláudia Maria Dias Moreira
Profa Tatiane Amorim de Matos
Profa Gabriela Ricci

Laboratório Morfofuncional:
Profa Renata Serafim Espindola de Oliveira
Prof . Hugo Dias Hoffmann Santos

Habilidades Médicas:
Profa Dra Sandra Coenga
Profa Kátia Vargas Gemio

Habilidades de Farmacologia:
Profa Dra Neyres Z. Taveira de Jesus

IESC:
Profa Carolina Ohara Barros Jorge da Cunha
Profa Fabíola Beppu Muniz Ramsdorf
Profa Simone Galli Rocha

4
Semana Padrão
3° SEMESTRE - UNIDADE CURRICULAR VIII

HORÁRIO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA


8h - 10h Habilidades em Habilidades Laboratório de IESC III
Estudo Individual Farmacologia Médicas - Pediatria Morfofuncional (PSF)
(Sala 1 (Sala 1 Medicina) (Sala Campus)
Medicina)
10 - Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo
10h20m
10h20m - Habilidades em Habilidades Laboratório de IESC III
12h Estudo Individual Farmacologia Médicas - Pediatria Morfofuncional (PSF)
(Sala 1 (Sala 1 Medicina) (Sala Campus)
Medicina)

13 - 15 h TUTORIA Habilidades Estudo Individual TUTORIA Estudo


Profa Cláudia Médicas – Profa Cláudia individual
Profa Tatiane Clínica Médica Profa Tatiane
Profa Gabriela (Sala 1 Profa Gabriela
Medicina)
15h - Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo
15h20m

15h20m - Habilidades Estudo Individual Estudo


17h Profa Cláudia Médicas – Profa Cláudia individual
Profa Tatiane Clínica Médica Profa Tatiane
Profa Gabriela (Sala 1 Profa Gabriela
Medicina)
18 - 22h Conferência
Tutoria e IESC

5
Percepção, Consciência e Emoção
Os conceitos que serão estudados neste módulo emergiram em várias épocas: desde
quando o corpo era totalmente desconhecido e a alma residia no coração, até as descobertas de
uma molécula de um neurotransmissor.

O que sentimos? Onde sentimos? Quanto sentimos? Por quanto tempo sentimos? São
questionamentos respondidos com a compreensão de mecanismos ora simples, ora tão
complexos que carecem de mais investigação para a aceitação e compreensão. Por trás de cada
resposta e novo conhecimento científico, surge um campo inesgotável de mais
desconhecimento.

A percepção se inicia quando um determinado tipo de energia, gerado no meio externo


ou interno, impressiona uma estrutura receptora do nosso organismo (receptor sensorial), que
possui a propriedade de traduzir essa energia recebida na linguagem do sistema nervoso, a
energia elétrica.

É relativamente fácil compreender as diferentes modalidades dos sentidos: visão,


audição, gustação, olfação e tato, mas nosso cérebro é capaz de sentir muito mais do que os
cinco sentidos. De forma consciente ou inconsciente o cérebro “sente” alterações de posição no
espaço, temperatura sanguínea, concentração de gases sanguíneos, etc...

Bilhões de neurônios transmitindo informações na forma de energia elétrica, arranjados


de tal forma que apenas um neurônio é capaz de fazer centenas/milhares de sinapses,
formando ao mesmo tempo inúmeras vias de comunicação. Inimaginável o número de
combinações desta circuitaria. A mente humana, que nos parece ser a fronteira mais distante do
conhecimento científico, se oculta nesta fantástica massa de 1,3 Kg, o cérebro humano.

As limitações do nosso conhecimento atual nos fazem dividir o sistema nervoso em


sensitivo e motor, mas, se um estímulo externo, traduzido por um receptor sensorial é capaz de
trafegar por inúmeras vias nervosas ao mesmo tempo e gerar uma resposta motora, onde há a
transição de sensitivo para motor?

Mesmo durante os períodos de sono, alternados com a vigília, as operações de controle


não cessam e sentimentos subjetivos como medo, felicidade, angústia, prazer, saudade, etc...
que estão relacionados com nosso aprendizado e memória, com a consciência e a inconsciência,
influenciam diretamente nosso estado emocional, modificando a nossa interação com o meio
ambiente.

Impossível não se maravilhar. Obviamente será um momento único de estudo e


aprendizagem, quiçá um despertar rumo ao desconhecido.

6
Árvore Temática
Tópicos Geradores

Percepção, Consciência e Emoção

Desenvolvimento do Sentidos Somestesia Nível Epidemiologia


Sistema Nervoso Especiais de consciência dos distúrbios
sensoriais

Regiões Propriocepção Escalas de


encefálicas Tato avaliação
Estresse
Olfato Equilíbrio
Consciente/
inconsciente Doenças
Paladar Dor
trauma psicossomáticas

Sistema Visão sedação


Límbico

Audição psicológica
Desenvolvimento
da
cognitiva
personalidade

Sono/ Interações
Influência: medicamentosas
vigília
familiar/
social/
genética Drogas de abuso
Aprendizagem

anestésicos
Inteligência Memória
emocional
Psicotrópicos

28

7
Calendário de Atividades
CRONOGRAMA 3o SEMESTRE – 2019/2

OUTUBRO/2019
DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO
20 21 22 23 24 25 26
PROVA UC7

27 28 29 30 31
INÍCIO UC8
AP1/AP2

NOVEMBRO/2019
DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO
01 02

03 04 05 06 07 08 09
FP1 FP2

10 11 12 13 14 15 16
AP3 FP3
AP4
17 18 19 20 21 22 23
FP4 AP5

24 25 26 27 28 29 30
FP5 AP6

DEZEMBRO/2019
DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO
01 02 03 04 05 06 07
FP6

08 09 10 11 12 13 14
PROVA UC8 INÍCIO UC9
AP1
15 16 17 18 19 20 21
FP1

22 23 24 25 26 27 28

29 30 31

8
Problemas

PROBLEMA 1 – DORMINDO NO TRABALHO


PROBLEMA 2 – PROCRASTINANDO
PROBLEMA 3 – ROCK PAULEIRA
PROBLEMA 4 – SEMPRE AJUDA
PROBLEMA 5 – PAIXÃO TEM LIMITE
PROBLEMA 6 – BICHO CARPINTEIRO

9
Problema 1 – DORMINDO NO TRABALHO

Thiago, 21 anos, morador do bairro de Arthur Alvim, São Paulo, em uma


consulta na UBS, conta que há um mês sentiu-se tonto. A visão escureceu, teve um
episódio de desmaio no trabalho e ficou inconsciente por quase 5 minutos, segundo o
relato dos colegas. Uma semana atrás houve outro episódio quando acompanhava sua
mãe ao hospital. Naquela vez só recobrou a consciência quando estava sendo avaliado
pelo médico do hospital, onde ficou em observação por uma noite, recebendo alta na
manhã seguinte.
O médico da UBS, questionando os hábitos de vida de Thiago, ouviu o relato de
que ele começou a trabalhar há dois meses e meio em seu primeiro trabalho como
auxiliar de escritório na região sul. Todos os dias acorda às 5:00h da manhã e meia
hora depois já está no ponto para pegar o primeiro ônibus. Na sequência pega um
metrô e para chegar às 8:00h no escritório, mais um ônibus. Além do trabalho dentro
do escritório, acaba tendo que sair para levar e buscar documentos, e muitas vezes
não se alimenta adequadamente. Às 18:00h, quando sai do trabalho, pega duas
conduções até a faculdade na zona leste, felizmente na mesma região de sua casa.
Consegue ir para a cama por volta da 1:00h, exausto.
Veio à consulta também por recomendação de seu chefe, que vem se queixando
que Thiago vive desatento, sonolento e tem confundido documentos e deixado de
realizar tarefas. Ele diz que na faculdade também tem tido problemas e não consegue
aprender ou se concentrar para estudar, como fazia antes do trabalho. Está sempre
cansado e até perdeu a namorada por conta disso. Ao ser questionado sobre a
qualidade de seu sono, diz que esse é leve, ronca muito e tem o diagnóstico de apnéia
em uma avaliação prévia. O médico, depois de realizar o exame físico completo,
solicitou exames de rotina e recomendou a Thiago uma mudança urgente em seus
hábitos de vida, orientando-o sobre como sua rotina pode causar alterações de sua
saúde.

10
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL

 Tema morfofuncional: Formação reticular

1) Roteiro para estudo

a) Conceito e localização
b) Núcleos e localizações no tronco encefálico
c) Conexões
d) Funções
e) Controle da atividade elétrica cortical: sistema ativador reticular ascendente;
regulação do sono e vigília.

11
Problema 2 – PROCRASTINANDO

Antônio, 58 anos, segurança de uma escola, mora do DNER - Cáceres, próximo


à Unidade de Saúde local, onde faz acompanhamento irregular de diabetes,
diagnosticado desde os 48 anos. Apesar de receber a visita dos agentes comunitários
de saúde, que insistem em agendar consultas, ele sempre falta, temendo a repreensão
da equipe, pois não controla sua alimentação e não toma os remédios regularmente.
Mora sozinho e nunca casou. Antônio começou a apresentar perda visual
progressiva, que o impede de realizar suas tarefas cotidianas. Até para lavar a louça e
suas roupas está cada dia mais difícil. Cada vez mais se orienta através do tato e
esses dias se queimou com a chama do fogão. Sorte que este reflexo ainda está ágil,
já que a visão não lhe ajuda ultimamente. Já faz uso de óculos de grau para presbiopia,
que comprou do camelô, sem melhora significativa da acuidade. Apesar da dificuldade,
ainda tenta trabalhar, mas seu patrão já pediu que passe com o médico do trabalho,
pois não confia que Antônio seja mais adequado para o cargo.
Em uma das visitas da agente Madalena, Antônio acabou mencionando a perda
visual e pedindo ajuda. Foi acompanhado até a unidade pela agente no dia da sua
consulta e, após avaliação clínica geral, foi devidamente medicado para controle do
diabetes e encaminhado para o ambulatório de oftalmologia. Após vários exames, teve
diagnóstico de retinopatia diabética proliferativa avançada, bilateral, com visão apenas
de 20/200 no olho direito e amaurose do olho esquerdo. Desenvolveu hemorragia
intravítrea total e glaucoma neovascular após formação de rubeose da íris em seu olho
único com visão, e catarata secundária.
Agora, Antônio se arrepende de ter negligenciado sua doença e de ter ignorado
os insistentes chamados das agentes de saúde, e teme não conseguir mais trabalhar,
ficando assim sem renda.

12
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL

1) Roteiro para estudo:


Descrever a via óptica e identificar os elementos constituintes

2) Anatomia - roteiro para aula prática:

a) Parte óssea da órbita:


1. Canal óptico
2. Asa menor do esfenoide
3. Asa maior do esfenoide
4. Fossa do saco lacrimal
5. Fissura orbital superior
6. Processo frontal do osso zigomático
7. Tubérculo orbital do osso zigomático
8. Forame zigomaticofacial
9. Osso zigomático
10. Fissura orbital inferior
11. Sulco infra-orbital
12. Forame infra-orbital
13. Incisura infra-orbital
14. Crista orbital
15. Fóvea troclear
16. Forame etmoidal posterior
17. Forame etmoidal anterior
18. Corpo do osso esfenoide
19. Osso nasal
20. Processo frontal da maxila
21. Osso etmoide
22. Osso lacrimal
23. Crista lacrimal anterior
24. Fossa para o saco lacrimal
25. Face orbital da maxila

b) Estruturas oculares:
1. Processo orbital do osso palatino
2. Córnea.
3. Esclera.
4. Íris.
5. Pupila.
6. Corpo ciliar.
7. Coróide.
8. Retina.
9. Lente (cristalino).
10. Fibras zonulares (lig. suspensor).
11. Câmaras anterior e posterior.
12. Disco óptico.
13. Mácula.
14. Ora serrata.
15. Fóvea central.

13
16. Corpo vítreo.
17. Nervo óptico (II).
18. Artérias e veias centrais da retina.
19. Musculo elevador da pálpebra superior.
20. Glândula lacrimal.
21. Músculo reto superior.
22. Músculo oblíquo superior.
23. Músculo reto medial.
24. Músculo reto inferior.
25. Músculo reto lateral.
26. Músculo oblíquo inferior.
27. Nervo oculomotor (III).
28. Nervo troclear (IV).
29. Nervo oftálmico.
30. Nervo frontal.
31. Nervo supratroclear.
32. Nervo supraorbital.
33. Nervo nasociliar.
34. Nervo lacrimal.
35. Gânglio ciliar.
36. Nervos ciliares curtos.
37. Nervos ciliares longos.
38. Ramos superior do nervo oculomotor.
39. Ramo inferior do nervo oculomotor.
40. Nervo abducente (VI).
41. Nervo maxilar.
42. Artéria carótida interna.
43. Seio cavernoso.

3) Roteiro de Patologia para estudo e aula prática:


I. Globo ocular
a- Aspectos embriológicos e histofisiológicos
b- Identificar e descrever as estruturas acessórias do olho (conjuntiva, pálpebras e
glândulas lacrimais).
II. Diabettes Mellitus
a- Classificação, etiopatogênese, fisiopatologia e morfologia da diabetes
b- Descrever as alterações orgânicas que ocorrem na diabete.
c- Relacionar a diabetes com a retinopatia.

14
Problema 3 – ROCK PAULEIRA

Fernando, 52 anos, casado, sempre gostou de música e aos 19 anos de idade já


participava como baterista de uma banda formada por amigos. Com o decorrer dos
anos passou também a tocar instrumentos eletrônicos. Tornou-se profissional e
invariavelmente toca em um conjunto musical, em festas durante a noite e madrugada,
cerca de 3 vezes por semana durante 4 horas. Menciona que nunca se preocupou
muito em proteger seus ouvidos dos ruídos, que no decorrer do tempo iam se tornando
cada vez mais intensos. Apenas algumas vezes usou protetor auricular. Após suas
últimas apresentações, relata que ao chegar em casa ouvia zumbidos e que há um ano
sente dificuldades para adormecer.
Esta semana, após sua última apresentação, teve que ser ajudado por seus
colegas para voltar para casa pois sentia-se com tontura, perda do equilíbrio, zumbido
e náuseas, chegando a vomitar uma vez. Como não melhorou, foi levado ainda pela
manhã, pela sua esposa, para o consultório do Dr. Ambrósio, gastroenterologista e
amigo da famíllia. Sua esposa ainda relatou que notou dificuldade para conversar
com seu marido a uma certa distância, pois parece que não ouve com clareza. Após
exame físico detalhado e constatando alteração dos testes clínicos de acuidade
auditiva, o médico solicitou uma audiometria e o encaminhou para um
otorrinolaringologista para exames mais específicos. O especialista orientou a
realização de uma avaliação precisa sobre os valores em decibéis a que está sujeito
durante uma apresentação. Seria preciso tomar medidas adequadas de prevenção
para si e para seus colegas de profissão. Fernando ficou preocupado, pois é com a
profissão de músico que sustenta a sua família, não podendo parar de trabalhar, pois
paga a faculdade dos filhos.

15
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL
1) Roteiro para estudo
a) Descrever a via auditiva e identificar seus elementos constituintes
b) Descrever o labirinto ósseo e labirinto membranáceo.
2) Anatomia - roteiro para aula prática:
A) Orelha externa:
1. Hélice
2. Ramos da antélice
3. Escafa
4. Antélice
5. Abertura do meato acústico externo
6. Antitrago
7. Fossa triangular da antélice
8. Concha: cimba e cavidade
9. Trago
10. Incisura intertrágica
11. Lóbulo
B) Órgãos da audição e do equilíbrio.
Ouvido externo:
1. Pavilhão auditivo.
2. Meato auditivo externo.
3. Membrana timpânica.
4. Anel fibrocartilaginoso.
Ouvido médio:
5. Cavidade timpânica.
6. Músculo tensor da membrana timpânica.
7. Tuba auditiva.
8. Martelo
8a. Cabeça do martelo.
8b. Colo do martelo.
8c. Cabo do martelo.
9. Bigorna.
9a. Corpo
9b.Ramo curto da bigorna.
9c. Ramo longo da bigorna.
10. Processo lenticular.

16
11. Estribo.
11a. Cabeça do estribo.
11b. Base do estribo.
12. Tendão do m. tensor do tímpano
13. Tendão do m. estapédio.
14. Plexo timpânico.
Ouvido interno:
15. Labirinto ósseo e labirinto membranáceo.
16. Cóclea.
16a. Ducto coclear: membrana vestibular, membrana tectórica, lâmina basilar,
órgão espiral (de Corti).
16b. Canal espiral: rampa do vestíbulo, rampa do tímpano, helicotrema, perilinfa.
16c. Modíolo
16d. Janela redonda (da cóclea)
17. Vestíbulo.
17a. Utrículo: mácula.
17b. Sáculo: mácula.
17c. Janela oval (do vestíbulo)
18. Canais semicirculares: lateral, anterior, posterior.
18a. Ampola óssea: crista ampular.
18b. Ductos semicirculares.
19. Nervo vestibulococlear

3) Roteiro de Patologia para estudo e aula prática:


I. Orelha
a- Descrever e compreender os aspectos embriológicos e histológico da orelha
b- Relacionar alterações do labirinto com tonturas e alterações do equilíbrio
c- Relembrar o mecanismo geral das doenças malformativas, com aplicação prática
nas principais síndromes cromossômicas.

17
Problema 4 – SEMPRE AJUDA

Anderson, 55 anos, tabagista há 25 anos/maço, é portador crônico de hepatite


do tipo C adquirida há 20 anos, causada por uma transfusão sanguínea recebida após
um grave acidente automobilístico. Agora, no início do tratamento via oral com
ribavirina 1200mg/dia e interferon-alfa 180 g via subcutânea três vezes por semana, o
médico questionou se, devido ao hábito de fumar, Anderson apresenta alguma
alteração do olfato ou paladar. Ele respondeu que observou, nos dois períodos em que
parou de fumar, que o sabor e o aroma dos alimentos era melhor percebido.
Após 36 semanas de tratamento, Anderson relatou ao médico ter notado a falta
de gosto nos alimentos e seu olfato muito prejudicado, diferente da alteração
provocada pelo cigarro, que nesse momento havia praticamente abandonado por
aversão. Por conta dessa falta de sensibilidade, começou a se preocupar com a
qualidade dos alimentos ingeridos, pois já não consegue diferenciar os alimentos
conservados dos estragados.
Devido à gravidade da doença, o médico explicou que o tratamento deveria
continuar por mais 12 semanas. Anderson já havia abandonado definitivamente o
cigarro. Na última visita ao seu médico, 4 meses após o término do tratamento, o
paciente revelou ter notado melhora nas últimas semanas do seu olfato e paladar.
Anderson perguntou ao médico se a melhora nesses sintomas foi causada pela
interrupção do hábito de fumar ou do tratamento.

18
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL

1) Roteiro para estudo


A. Descrever a via olfatória, identificando seus elementos constituintes.
B. Descrever a via gustativa, identificando seus elementos constituintes.

2) Anatomia - roteiro para aula prática:


A. Nariz e via olfatória
1. Raiz do nariz.
2. Dorso do nariz.
3. Ápice do nariz.
4. Asa do nariz.
5. Narina.
6. Cavidade nasal.
7. Vestíbulo nasal.
8. Limiar do nariz.
9. Concha nasal superior.
10. Meato nasal superior.
11. Concha nasal media.
12. Meato nasal médio.
13. Concha nasal inferior.
14. Meato nasal inferior.
15. Seio frontal.
16. Seio esfenoidal.
17. Seio maxilar.
18. Lâmina cribiforme
19. Epitélio olfatório
20. Nervos olfatórios
21. Bulbo olfatório
22. Glomérulo. Células mitrais e tufosas.
23. Trato olfatório
24. Núcleo olfatório anterior
25. Núcleo anterior e posterior da amigdala
26. Córtex piriforme, córtex entorrinal, córtex orbifrontal.

B. Via gustativa
1. Botões gustatórios
2. Gânglios geniculado, petroso e nodoso.
3. N.n facial, glossofaríngeo e vago.
4. Trato solitário.
5. Núcleo medial ventroposterior do tálamo.
6. Córtex gustatório: insula e opérculo.
7. Hipotálamo.

3) Roteiro de Patologia para estudo e aula prática:


 Descrever a via olfatória, identificando seus elementos constituintes.
 Descrever a via gustativa, identificando seus elementos constituintes.
19
 Descrever e compreender os aspectos histofisiológicos das papilas gustativas.
 Descrever e compreender os aspectos histofisiológicos glândulas salivares maiores
e descrever sua drenagem.
 Relacionar o fumo com alterações de olfato e paladar
 Definir a fisiopatologia da hepatite C.
 Caracterizar as principais doenças da cavidade nasal e dos seios paranasais
a) Rinite
• Viral
• Alérgica
• Crônica
b) Pólipos nasais
c) Sinusite aguda e crônica

 Caracterizar os aspectos morfológicos e fisiopatológicos das seguintes doenças das


glândulas salivares:
a) Síndrome de Sjögren.
b) Adenoma pleomórfico.
c) Carcinoma adenóide cístico.
d) Carcinoma de células acinares.
e) Agentes infecciosos mais relacionados (leishmaniose, histoplasmose,
blastomicose, aspergilose).

20
Problema 5 – PAIXÃO TEM LIMITE

Pablo, natural da cidade do México, desde pequeno demonstrou interesse


pelo pugilismo, esporte que seu pai acompanhava com entusiasmo. Desde criança
desenvolveu uma personalidade forte e muito determinada. A paixão pelo esporte e
os esforços nos treinos resultaram na conquista de vários campeonatos nacionais e
internacionais, em mais de 100 lutas ao longo de sua carreira.
Hoje Pablo, com 67 anos, não mais aparenta ser o importante esportista que
foi aos vinte e sete anos de idade, época que se aposentou. Vinte anos após
interromper sua carreira, aos 47 anos, Pablo começou a apresentar hipomimia,
rigidez muscular e disartria de evolução muito lenta, porém progressiva. Aos 52
anos, começou a demonstrar ciúmes exagerado pela esposa e filhos, o que não
ocorria anteriormente. Cerca de 5 anos depois, começou a apresentar alterações
cognitivas, perdas substanciais do pragmatismo, apresentando deterioração de sua
personalidade. Mostrava-se cada vez mais agressivo, ansioso e sua desinibição
cada vez mais constrangedora para os familiares e amigos.
Há um ano, realizou exame de RM que demonstrou atrofia cerebral para a
idade, com aumento de ventrículos e sulcos corticais, sem alterações cerebrais
regionais.
O médico que o acompanha revelou à família que casos como o de Pablo
são muito comuns em ex-pugilistas, em consequência dos traumatismos cerebrais
recorrentes sofridos que lesam a área do cérebro, denominada circuito hipocampo-
límbico-pré-frontal.
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL

1) Anatomia – roteiro para estudo:

A) Descrever o conceito do sistema límbico, seus componentes corticais e


subcorticais e suas conexões intrínsecas (circuito de Papez) e extrínsecas.

A. Componentes corticais:
1. Formação hipocampal
2. Giro do cíngulo
3. Giro para-hipocampal
4. Córtex pré-frontal (associativo)

B. Componentes subcorticais:
1. Amigdala
2. Área septal
3. Estriado ventral: núcleo accumbens e núcleo basal de Meynert
4. Tálamo
5. Hipotálamo
6. Núcleos habenulares
7. Núcleos mesencefálicos

2) Roteiro de Patologia para estudo e aula prática:


 Descrever e compreender os aspectos histofisiológicos da medula espinal.
 Descrever os aspectos histofisiológicos do cérebro.
 Descrever a patogênese e morfologia da atrofia e necrose cortical.
 Rever os conceitos e características de Processos patológicos, adaptação
celular, lesão celular reversível e Lesão celular irreversível;
 Rever como realizar a descrição e interpretação macroscópicas das lesões.
 Rever os aspectos básicos necessários para uma descrição microscópica na
anatomia patológica.
Problema 6 – BICHO CARPINTEIRO

Otávio é uma gracinha, tem 7 anos e não para um minuto. Todos os vizinhos
o conhecem pelo seu apelido de “furacão”. A mãe está completamente exausta,
pois Otávio dorme muito pouco e mal, e é excessivamente agitado. Tem
necessidade imperiosa de movimentar-se. Corre tanto dentro de casa que os pais
colocaram uma piscina de bolinhas dentro da sala para que ele pudesse “gastar
energia”. Na escola, também não consegue ficar quieto, perturba o andamento das
aulas e infelizmente vem apresentando dificuldade de aprendizado. Todas as lições
em seu caderno constam apenas do cabeçalho, sem completude. Além da sua
hiperatividade motora, não apresenta concentração cognitiva suficiente para o
aprendizado e também apresenta atraso da fala. Ainda fala como criança pequena
com erros não compatíveis com sua idade. Tudo o distrai: a presilha da menina que
senta na cadeira da frente, os lápis coloridos na sua carteira, os quadrinhos da
parede, as linhas do caderno.
Os pais foram chamados para conversarem com a professora e essa
informou-lhes que além da falta de atenção e excesso de agitação, Otávio
apresenta comprometimento da memória, pois não se lembra das solicitações da
professora quanto a trazer de casa objetos para a atividade de classe, ou mesmo
referentes a festinhas de aniversários. Nunca se lembra do ocorrido em aula, e
quando questionado está sempre no “mundo da lua”.
Os pais também têm grande dificuldade de relacionamento com Otávio, pois
ele não compreende os momentos em que não pode interromper a conversa dos
adultos e é insubordinado. Não conseguem nenhuma babá que suporte ficar mais
que 3 meses na casa, estão desanimados e pensam que Otávio tem
comprometimento intelectual também. Devido à orientação da pedagoga da
escola, levaram-no ao neuropediatra que diagnosticou transtorno do déficit de
atenção e hiperatividade. O médico explicou que Otávio tem inteligência normal, e
que os distúrbios apresentados são todos decorrentes de excesso de atividade
motora com prejuízo da atenção. Os lapsos de memória são decorrentes da falta
de atenção.
O aprendizado para estas crianças é muito difícil, mas é possível. Indicou
terapêutica inicial com psicoestimulante (metilfenidato) para diminuir o déficit de
atenção e melhorar a cognição e aprendizado, e comentou a respeito de nova
terapêutica com neurofeedback. Explicou aos pais a necessidade de disciplina e da
estipulação de regras claras e simples. Será indispensável para o aprendizado o
acompanhamento rigoroso dos pais nas atividades escolares e também
recreacionais.
Otávio foi submetido à tratamento multidisciplinar com psicóloga, pedagoga,
fonoaudióloga e terapeuta ocupacional por muitos anos, com melhora do
comportamento social e da cognição. Repetiu alguns anos da escola, mas aos 20
anos entrou na faculdade de ciência da computação. Ainda hoje apresenta
dificuldade de atenção, mas aprendeu a superar e a conviver com o problema.
Desde a infância faz muitos esportes e tornou-se campeão estadual de natação.
Ainda faz tratamento medicamentoso e multidisciplinar com terapeuta ocupacional.
Tem a mesma namorada há três anos e pensam em casamento. Permaneceu
como filho único e mora com seus pais.
ROTEIRO DO LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL

1) Anatomia – roteiro para estudo:

A) Cerebelo: Identificar e descrever os elementos macroscópicos.

 Cerebelo

1. Córtex cerebelar, corpo medular.


2. Células de Purkinje. Fibras musgosas e trepadeiras.
3. Núcleos fastigial, interpósito e denteado.
4. Lobos anterior, posterior e floculonodular.
5. Hemisférios cerebelares direito e esquerdo. Vermis.
6. Zonas vermal, intermediária e lateral.
7. Vestibulocerebelo, espinocerebelo, cérebrocerebelo.
8. Sulcos, fissuras, folhas.
9. Pedúnculos cerebelares superior, médio, inferior.
10. Trato olivocerebelar, fibras vestíbulo-cerebelares, fibras reticulocerebelares,
trato cuneocerebelar. Tratos espinocerebelar anterior e posterior. Fibras
pontocerebelares.
11. Fibras dento-talâmicas, interpósito-rúbricas, interpósito-talâmicas,
fastígiovestibulares, fastígio-reticulares.
12. Artérias cerebelar anterior, póstero-inferior, ântero-inferior.

2) Roteiro de Patologia para estudo e aula prática:


Cerebelo
 Identificar e descrever os elementos de sua parte macroscópica
 Descrever sua divisão ontogenética e filogenética
 Identificar e descrever a citoarquitetura do seu córtex
Conferências
DATA TEMA CONFERENCISTA
06/11 VISÃO Dra Carolina Mosena
13/11 OLFATO E PALADAR Yasmin Vieira
Metodologia de ensino
As aulas serão realizadas no perfil de grupos tutoriais. Os alunos serão divididos em
pequenos grupos constituídos por sete a dez alunos e um tutor (professor) e sua atividade
é discutir os problemas planejados para o currículo de modo a facilitar aprendizagem do
aluno.
Esta atividade transcorre em três tempos para cada problema:
O primeiro tempo é aquele no qual o grupo identifica o que já sabe sobre o
problema e formula objetivos de aprendizagem necessários para aperfeiçoar os
conhecimentos que já possui ou os que deseja adquirir;
O segundo tempo é de estudo individual para cumprir os objetivos de
aprendizagem;
O terceiro tempo é novamente em grupo para discutir o que foi aprendido.
A discussão dos problemas pelo Grupo Tutorial obedece ao método dos sete passos
sendo estes:
1 - Ler atentamente o problema e esclarecer os termos desconhecidos.
2 - Identificar as questões (problemas) propostas pelo enunciado.
3 - Oferecer explicações para estas questões com base no conhecimento prévio que o
grupo tem sobre o assunto.
4 - Resumir estas explicações.
5 - Estabelecer objetivos de aprendizagem que levem o aluno ao aprofundamento e
complementação destas explicações.
6 - Estudo individual respeitando os objetivos alcançados.
7 - Rediscussão no grupo tutorial dos avanços do conhecimento obtidos pelo grupo.
Avaliação
A avaliação dos tutoriais é composta por uma avaliação formativa e uma avaliação
somativa.
- Avaliação Formativa: realizada através da autoavaliação, avaliação interpares,
avaliação do tutor e “feedback” durante os tutoriais.
- Avaliação Somativa: avaliação de conhecimento que será feita através de provas
escritas dissertativas e/ou com testes de múltipla escolha.

A avaliação formativa e avaliação somativa dos tutoriais respeitará a distribuição


das notas de acordo com o quadro abaixo:

Quadro 1 - Sistema de Pontuação – Notas na Avaliação Formativa e Somativa


Método Escala de Pontuação Periodicidade Peso Peso UC
Avaliação Formativa 0 a 10 Módulo 2 2
Avaliação somativa 0 a 10 Módulo 5 5
Avaliação
0 a 10 Módulo 3 3
morfofuncional
Escala de pontuação: 1 – péssimo, 2 - fraco, 3 - médio, 4 - bom e 5 -
excelente.

Observações:
Cada Unidade Curricular (UC) é composta por três notas (avaliação formativa,
avaliação somativa e avaliação do Morfofuncional), que variam de 0 a 10.
Serão considerados aprovados diretos por média os alunos que obtiverem nota
maior ou igual a sete, resultante da média aritmética das avaliações realizadas, com seus
respectivos pesos. O aluno que não atingir a média sete na Unidade Curricular, fará prova
final no encerramento do semestre de acordo com o calendário acadêmico. Serão
considerados reprovados, mesmo que obtenham médias suficientes, os alunos que não
obtiverem, no mínimo, 75% de frequência.
Bibliografia Sugerida

Básica:
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo Patologia. 9ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2017.
DAVIDOFF LL. Introdução à psicologia. 3ed. São Paulo: Pearson Education, 2004.
KAPLAN HI, SADOCK BJ, GREBB JA. Compêndio de Psiquiatria: Ciências do
Comportamento e Psiquiatria Clínica. 11ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
MACHADO ABM, HAERTEL LM. Neuroanatomia Funcional. 3ed. São Paulo:
Atheneu, 2006.
MELMAN J. Família e doença mental. 3ed. São Paulo: Escrituras, 2008.

Complementar:
GUYTON, AC. Tratado de Fisiologia Médica. 13ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
SILVERTHORN, DU. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. 5ed. Porto
Alegre: Artmed, 2010.
LENT, R. Cem bilhões de Neurônios. Conceitos Fundamentais de Neurociência. 2ed. Rio
de Janeiro: Atheneu, 2010.
NITRINI R, BACHESCHI LA. A neurologia que todo médico deve saber. 3ed. São Paulo:
Atheneu, 2015.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-V. Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais. 5ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
ROBBINS, S.L., COTRAN, R.S. KUMAR, V. Patologia: bases patológicas das doenças,
8.ed. São Paulo: Elsevier, 2010.
BOWLING. B. KANSKI: Oftalmologia Clínica. 8.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 928p.
CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA. Situação Mundial da Visão – Visão 2020:
o direito de ver 1999 – 2005. Disponível em:
<http://www.cbo.com.br/novo/geral/pdf/situacao_mundial_da_visao.pdf>