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série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Fundamentos da mecânica

série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL

Fundamentos da mecânica

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série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Fundamentos da mecânica
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série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL

Fundamentos da mecânica

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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDuCAÇÃO E TECNOLOgIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SENAI-RS – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAgEM INDuSTRIAL

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Fundamentos da mecânica
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Fundamentos da mecânica
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Fundamentos da mecânica
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL
Fundamentos
da mecânica
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Fundamentos da mecânica

© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul.

Esta publicação foi elaborada pela equipe da Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD, do SENAI do Rio Grande do Sul, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional do Rio Grande do Sul Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD

FICHA CATALOGRÁFICA

S491f

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional Fundamentos da mecânica / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional do Rio Grande do Sul. Brasília : SENAI/DN, 2012. 160 p. : il. (Série Automação Industrial)

ISBN 978-85-7519-504-8

1. Mecânica 2. Maquinaria I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional do Rio Grande do Sul II. Título III. Série

CDU- 621

Bibliotecário Responsável: Enilda Hack- CRB 599/10

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Sede Setor Bancário Norte . Quadra 1 . Bloco C . Edifício Roberto Simonsen . 70040-903 . Brasília – DF . Tel.: (0xx61)3317-9190 http://www.senai.br

Lista de ilustrações

Figura 1 - Protótipo internacional do quilograma

21

Figura 2 - Metro padrão

24

Figura 3 - Como funciona a nanotecnologia

26

Figura 4 - Paquímetro e suas partes

33

Figura 5 - Paquimetro universal

34

Figura 6 - Paquímetro universal com relógio

34

Figura 7 - Basculante

34

Figura 8 - Paquímetro de profundidade

35

Figura 9 - Paquímetro digital

35

Figura 10 - Paquímetro duplo

35

Figura 11 - Leitura de um paquímetro

36

Figura 12 - Resolução de 0,1 mm

37

Figura 13 - Resolução de 0,05 mm

37

Figura 14 - Resolução de 0,02 mm

37

Figura 15 - Polegada fracionada

38

Figura 16 - Polegada fracionada 1

38

Figura 17 - Leitura de polegada milesimal

39

Figura 18 - Erro de paralaxe

39

Figura 19 - Utilização do Paquimetro

40

Figura 20 - Técnica de utilização do paquímetro

40

Figura 21 - Técnica de utilização do paquímetro 1

41

Figura 22 - Técnica de utilização do paquímetro 2

41

Figura 23 - Técnica de utilização do paquímetro 3

41

Figura 24 - Técnica de utilização do paquímetro 4

42

Figura 25 - Técnica de utilização do paquímetro 5

42

Figura 26 - Parafuso

43

Figura 27 - Micrômetro e suas partes

43

Figura 28 - Capacidade

44

Figura 29 - Profundidade

44

Figura 30 - Arco profundo

45

Figura 31 - Com discos nas hastes

45

Figura 32 - Para a medição de roscas

45

Figura 33 - Para medir parede de tubos

46

Figura 34 - Contador mecânico

46

Figura 35 - Digitais eletrônicos

46

Figura 36 - Micrômetro com resolução de 0,01 mm

47

Figura 37 - Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm

47

Figura 38 - Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm

48

Figura 39 - Regulagem da bainha

49

Figura 40 - Relogio

50

Figura 41 - Relogio comparador e suas partes

51

Figura 42 - Relógio 1

51

Figura 43 - Relógio vertical

52

Figura 44 - Relógio vertical 1

52

Figura 45 - Relógio comparador eletrônico

53

Figura 46 - Relógio comparador eletrônico 1

53

Figura 47 - Verificação do alinhamento das ponas de um torno

53

Figura 48 - Verificação de excentricidade de peças montada na placa do torno

53

Figura 49 - Princípio de funcionamento e leitura

54

Figura 50 - Goniômetro

54

Figura 51 - Goniômetro de precisão e suas partes

55

Figura 52 - Modelos de medição com goniômetro

55

Figura 53 - Cálculo da resolução

56

Figura 54 - Desenhos antigos

59

Figura 55 - Desenhos técnicos

60

Figura 56 - Desenhos técnicos

60

Figura 57 - Esboço ou croquí

61

Figura 58 - Desenho preliminar

61

Figura 59 - Desenho de detalhes

61

Figura 60 - Desenho de conjunto

61

Figura 61 - Desenho de instalações elétricas

62

Figura 62 - Subdivisão formato A0

62

Figura 63 - Formatos com margens

63

Figura 64 - Exemplo de modelo de legenda industrial

64

Figura 65 - Gaspar Monge

65

Figura 66 - Diedros

65

Figura 67 - Símbolo de 1º diedro

66

Figura 68 - Planos de projeção no 1º diedro

66

Figura 69 - Principais sólidos geométricos

66

Figura 70 - Prisma retangular com rebaixo

67

Figura 71 - Observador, modelo e planos de projeções

67

Figura 72 - Observador, modelo e planos de projeções do prisma com rebaixo

68

Figura 73 - Correspondência entre o modelo e projeções do prisma com rebaixo

68

Figura 74 - Rotação dos planos lateral e superior

69

Figura 75 - Planificação dos planos de projeção

69

Figura 76 - Denominação e posição relativa das vistas ortográficas

69

Figura 77 - Correspondência entre faces da perspectiva e vistas ortográficas

70

Figura 78 - Contornos visíveis

71

Figura 79 - Arestas e contornos não visíveis

71

Figura 80 - Indicação do centro de furos e

71

Figura 81 - Indicação simultânea do centro de furos e partes arredondadas

72

Figura 82 - Indicação de simetria vertical e horizontal

72

Figura 83 - Indicação de simetria horizontal e centro

73

Figura 84 - Exemplo da aplicação de linhas

73

Figura 85 - Desenho em escala 1:1

74

Figura 86 - Desenho em escala 1:2

75

Figura 87 - Desenho em escala 2:1

75

Figura 88 - Denominação dos elementos de cotagem e posicionamento de cotas no método 1

76

Figura 89 - Variações do posicionamento de cotas no método 2

77

Figura 90 - Sugestão de medidas e afastamentos para cotagem, modelos de setas

77

Figura 91 - Cotagem de furos e raios

78

Figura 92 - Cotagem de chanfros e furos escareados

78

Figura 93 - Dimensionamento angular, posição de cotas nos métodos 1 e 2

79

Figura 94 - Linhas de cota em raios

79

Figura 95 - Cotagem de vários furos equidistantes

80

Figura 96 - Cotagem em espaços reduzidos

80

Figura 97 - Cotagem de furação circular

80

Figura 98 - Cotagem em peças esféricas e cônicas

81

Figura 99 - Cotagem em série

81

Figura 100 - Cotas a partir de face de referências

81

Figura 101 - Cotagem em paralelo

82

Figura 102 - Cotagem aditiva

82

Figura 103 - Alterações dimensionais

82

Figura 104 - Peças representadas em uma vista

83

Figura 105 - Indicação de superfícies planas

83

Figura 106 - Aplicação a supressão de vista de peças de forma diversas

83

Figura 107 - Indicação de tolerância ao lado da cota

84

Figura 108 - Tolerâncias especificadas e não especificadas

85

Figura 109 - Tolerâncias por afastamento ou pela norma ISO

85

Figura 110 - Tolerâncias e ajustes

86

Figura 111 - Tolerância de ajuste para eixos e furos

89

Figura 112 - Tolerância de forma

92

Figura 113 - Tolerância de forma

92

Figura 114 - Tolerância de posição: batimento

93

Figura 115 - Tolerância de posição: perpendicularidade

93

Figura 116 - Tolerância de forma: cilindricidade

93

Figura 117 - Rugosidade e rugosímetro

94

Figura 118 - Simbologia de acabamento superficial

94

Figura 119 - Exemplo de aplicação de tolerâncias diversas

96

Figura 120 - Desenho de detalhes e de conjuntos em corte

97

Figura 121 - Plano de corte e representação do corte A-A

97

Figura 122 - Tipos de hachuras

98

Figura 123 - Cortes longitudinal e transversal

98

Figura 124 - Cortes nas três vistas

99

Figura 125 - Elementos com omissão de corte

99

Figura 126 - Representação de dois cortes em uma vista

100

Figura 127 - Representação de meio-corte

100

Figura 128 -

Representação em meio-corte

101

Figura 129 - Exemplos de peças com aplicação de corte em desvio

101

Figura 130 - Aplicação de corte total e corte em desvio

102

Figura 131 -

Aplicação de corte parcial

103

Figura 132 -

Linha de ruptura sinuosa

103

Figura 133 -

Linha de ruptura zigue zague

103

Figura 134 -

Rotação de planos oblíquos

104

Figura 135 -

Rotação de planos oblíquos

104

Figura 136 -

Representação de corte rebatido

104

Figura 137 -

Representação de corte e secção

105

Figura 138 - Secção sobre a vista

105

Figura 139 - Secções fora da vista

106

Figura 140 - Secções fora da vista

106

Figura 141 - Encurtamento

106

Figura 142 - Encurtamento e secção de peça cônica e tubular

107

Figura 143 -

Peças com detalhes inclinados

107

Figura 144 -

Detalhes com projeção deformada e detalhes sobrepostas

107

Figura 145 -

Detalhes com projeção em verdadeira grandeza

108

Figura 146 - Peça com duas faces inclinadas

108

Figura 147 - Vistas auxiliares simplificadas

109

Figura 148 - Desenho em 2D de conjunto mecânico

110

Figura 149 - Desenho em perspectiva do grampo fixador

110

Figura 150 -

Vista explodida em perspectiva do grampo fixador

110

Figura 151 -

Ambiente de montagem de software de modelamento

111

Figura 152 -

Desenho em sólido de conjunto mecânico

111

Figura 153 -

Conjunto máquina-ferramenta furadeira radial

112

Figura 154 - Sistema controle vibração

112

Figura 155 - Tipos de perspectiva

112

Figura 156 - Eixos isométricos

113

Figura 157 -

Linhas isométricas

113

Figura 158 - Traçado do prisma retangular

113

Figura 159 -

Linhas não isométricas

114

Figura 160 - Traçado do prisma retangular

114

Figura 161 -

Traçado de circulo em perspectiva com instrumentos

114

Figura 162 - Traçado de circulo em perspectiva a mão livre

115

Figura 163 -

Traçado de perspectivas de faces arredondadas

115

Figura 164 - Parafuso

119

Figura 165 - Parafuso cabeça hexagonal ou sextavada

120

Figura 166 -

Parafuso cabeça quadrada

120

Figura 167 - Dimensão dos parafusos

120

Figura 168 - Parafuso sem porca

121

Figura 169 -

Parafuso com porca

121

Figura 170 -

Parafuso prisioneiro

121

Figura 171 -

Parafuso com cabeça cilíndrica com sextavado interno e chave

122

Figura 172 -

Parafuso auto-atarraxante

122

Figura 173 - Parafuso para pequenas montagens

122

Figura 174 - Porca castelo

123

Figura 175 -

Porca cega

123

Figura 176 -

Porca borboleta

123

Figura 177 -

Contraporca

124

Figura 178 -

Arruelas

124

Figura 179 - Arruela lisa

125

Figura 180 - Arruela de pressão

125

Figura 181 - Arruela estrelada

125

Figura 182 -

Trava por fechamento de forma

126

Figura 183 -

Trava por fechamento de força

126

Figura 184 - Chaveta

127

Figura 185 - Anel elástico

127

Figura 186 -

Pinos

127

Figura 187 - Engrenagem cilíndrica de dentes retos

128

Figura 188 - Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais

129

Figura 189 - Engrenagem cilíndrica de dentes internos

129

Figura 190 -

Engrenagem cilíndrica com cremalheira

129

Figura 191 -

Engrenagem cônica com dentes retos

130

Figura 192 - Engrenagem cônica com dentes em espiral

130

Figura 193 - Engrenagem cilíndrica com dentes oblíquos

130

Figura 194 -

Engrenagem cilíndrica com dentes em V

131

Figura 195 -

Parafuso sem-fim e engrenagem côncava

131

Figura 196 -

Correia plana

132

Figura 197 -

Tensionador

132

Figura 198 - Transmissão por correia em V

133

Figura 199 - Transmissão por correia dentada

134

Figura 200 -

Corrente de rolos

135

Figura 201 - Corrente de dentess

135

Figura 202 - Corrente comum

136

Figura 203 -

Corrente de blocos

136

Figura 204 -

Axiais

137

Figura 205 - Radiais

137

Figura 206 - Rolamento fixo de uma carreira de esderas

138

Figura 207 -

Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas

139

Figura 208 - Rolamento autocompensador de esferas

139

Figura 209 -

Rolamento de rolo ciilíndrico

139

Figura 210 -

Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos

139

Figura 211 -

Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos

140

Figura 212 - Rolamento de rolos cônicos

140

Figura 213 - Rolamento axial de esfera

140

Figura 214 - Rolamento axial autocompensador de rolos

141

Figura 215 -

Rolamento de agulhas

141

Figura 216 - Acoplamento de discos acoplamento de pratos

142

Figura 217 -

Acoplamento elástico de pinos

142

Figura 218 - Acoplamento perflex

143

Figura 219 - Acoplamento elástico de garras

143

Figura 220 -

Acoplamento elástico de fia de aço

143

Figura 221 -

Acoplamento flexível oldham

144

Figura 222 - Junta de articulação

144

Figura 223 - Junta universal de velocidade constante

145

Figura 224 - Junta de borracha em forma de aro e secção circular ou secção retangular

145

Figura 225 - Junta metálica estriada com uma a cinco estrias

145

Figura 226 - Retentor

146

Figura 227 - Anel de feltro, fibra ou tecido de amianto

146

Figura 228 -

Junta labirinto com canal para graxa

146

Figura 229 -

Junta plástica ou veda junta

146

Figura 230 - Vedação com gaxeta

147

Figura 231 - Selo mecânico

147

Quadro 1 - Linhas e aplicações

73

Quadro 2 - Simbologia e aplicação

83

Quadro 3 - Tolerância de forma para elementos isolados

92

Quadro 4 - Tolerância de posição para elementos associados

93

Quadro 5 - Rugosidade e sentido das estrias

95

Tabela 1: Técnico em Automação Industrial

17

Tabela 2: Principais grandezas do Sistema Internacional

22

Tabela 3: Prefixos das Unidades SI

25

Tabela 4: Unidades básicas de medida

25

Tabela 5: Dimensões das margens

63

Tabela 6: Dimensões de legendas

64

Tabela 7: Tolerâncias não-especificadas - Norma DIN 7168

85

Tabela 8: Qualidades de trabalho e tolerâncias fundamentais

86

Tabela 9: Classificação das qualidades de trabalho

87

Tabela 10: Campos de tolerâncias para furos

87

Tabela 11: Campos de tolerâncias para eixos

88

Tabela 12: Ajustes recomendados pela ABNT

89

Tabela 13: Tabela com dimensões para ajustes entre furos e eixos

90

Tabela 14: Profundidade da rugosidade

95

Sumário

1 Introdução

17

2 Grandezas físicas e unidades de medidas

19

2.1 Unidades de medida

20

2.1.1

Sistema Internacional de Unidades (SI)

21

2.2 Sistema métrico decimal

24

2.3 Sistema inglês

27

3 Metrologia dimensional

33

3.1 Paquímetro

33

3.1.1 Tipos de paquímetros e usos

34

3.1.2 Princípio do nônio

35

3.1.3 Paquímetro sistema inglês (polegada fracionária)

37

3.1.4 Erro de paralaxe

39

3.1.5 Técnica de utilização do paquímetro

40

3.1.6 Conservação

42

3.2 Micrômetros

43

3.2.1 Tipos de micrômetros

44

3.2.2 Micrômetro sistema métrico

47

3.2.3 Verificação (regulagem da bainha)

49

3.3 Relógio comparador

50

3.3.1 Tipos de relógios

52

3.3.2 Princípio de funcionamento e leitura

54

3.4 Goniômetro

54

3.4.1

Cálculo da resolução

55

4 Desenho técnico

59

4.1 Introdução, classificação do desenho técnico, formatos de papel

59

4.1.1 Classificação do desenho técnico

61

4.1.2 Formatos de papel, margens e legendas (NBR10068 - 1987)

62

4.1.3 Legendas industriais

63

4.2 Representação gráfica bidimensional

64

4.2.1 Planos de projeções e diedros

65

4.2.2 Modelos, sólidos geométricos

66

4.2.3 Projeção ortogonal do modelo

67

4.3 Linhas e escalas

70

4.3.1

Escalas (NBR 8196/99)

74

4.4 Cotagem, alterações dimensionais e simbologia

75

4.4.2

Alterações dimensionais (NBR 8196/99)

82

 

4.4.3

Simbologia (Supressão de vistas)

82

4.5 Tolerâncias e estado de superfície

84

 

4.5.1 Tolerâncias dimensionais

84

4.5.2 Tolerâncias e ajustes (NBR 6158 / 1995)

86

4.5.3 Tolerâncias de forma e posição

91

4.5.4 Estado de superfície, acabamentos e rugosidade (NBR-6402)

94

4.6 Representações em corte (NBR 10067/87)

97

 

4.6.1 Corte total

98

4.6.2 Meio-corte

100

4.6.3 Corte em desvio

101

4.6.4 Corte parcial

102

4.6.5 Corte rebatido

103

4.6.6 Secção e encurtamento

105

4.6.7 Vistas auxiliares simplificadas

107

4.7 Desenhos de conjuntos

109

4.8 Representação gráfica tridimensional (perspectiva)

112

 

4.8.1 Traçado de linhas não isométricas

114

4.8.2 Perspectiva isométrica de circunferências e arcos

114

5

Elementos de máquina

 

119

5.1 Elementos de fixação

119

 

5.1.1 Parafusos

120

 

5.1.2 Porcas

123

 

5.1.3 Arruelas

124

 

5.1.4 Travas

126

 

5.1.5 Chaveta

126

5.1.6 Anel elástico

127

 

5.1.7 Pinos

127

5.2 Sistema de transmissão

128

 

5.2.1 Engrenagens

128

5.2.2 Transmissão por polias e correias

131

5.2.3 Transmissão por correia plana

132

5.2.4 Transmissão por correia em V

133

5.2.5 Transmissão por correia dentada

134

5.2.6 Procedimentos em manutenção com correias e polias

134

5.2.7 Transmissão por correntes

134

5.3 Mancais de deslizamento e rolamento

136

 

5.3.1 Mancais de deslizamento

136

5.3.2 Mancais de rolamento

137

5.4 Acoplamentos

 

141

 

5.4.1

Acoplamentos permanentes rígidos

142

5.4.3 Junta de articulação

144

5.5 Junta universal de velocidade constante (homocinética)

144

5.6 Elementos de vedação

145

Referências

151

Minicurrículo dos autores

154

Índice

156

Introdução 1
Introdução
1
Introdução 1 Nesta unidade curricular conheceremos os principais assuntos que contribuem para o desenvol- vimento das

Nesta unidade curricular conheceremos os principais assuntos que contribuem para o desenvol- vimento das competências de um Técnico em Automação Industrial. O estudo lhe proporcionará a aquisição dos fundamentos técnicos e científicos necessários à automação industrial, bem como capacidades sociais, organizativas e metodológicas adequadas a diferentes situações profissionais.

A unidade curricular Fundamentos de Mecânica favorece ao aluno, através dos fundamentos de

mecânica aplicáveis aos sistemas de controle e automação, a construção de uma base consistente que possibilite o desenvolvimento das competências profissionais do Técnico em Automação Industrial. Considera o desenvolvimento de fundamentos matemáticos, elétricos e eletrônicos. (DCN-DN)

Ainda nesta unidade curricular o aluno reconhecerá fundamentos de mecânica aplicáveis aos sistemas de controle e automação, interpretará desenhos técnicos (mecânicos) aplicáveis aos sistemas de controle e automação, identificar a aplicabilidade de fundamentos de mecâni- ca relativos aos sistemas de controle e automação, identificará a aplicabilidade de fundamen- tos de elementos de máquinas relativos aos sistemas de controle e automação e de fundamen- tos de mecânica na medição de grandezas físicas.

A seguir são descritos na matriz curricular os módulos e as unidades curriculares previstos e

as respectivas cargas horárias. (TAB. 1)

Tabela 1: Técnico em Automação Industrial

Módulos

denoMInAção

unIdAdes CurrICulAres

CArgA

CArgA HorárIA

HorárIA

Módulo

Módulo Básico

Fundamentos técnicos e

• Fundamentos da Comunicação

100

h

340

h

científicos

• Fundamentos da Eletrotécnica

140

h

 

• Fundamentos da Mecânica

100

h

Módulo

Fundamentos técnicos e

• Acionamento de Dispositivos

160

h

340

h

Introdutório

científicos

Atuadores

   

• Processamento de Sinais

180

h

Específico I

Manutenção e Implemen-

• Gestão da Manutenção

34

h

340

h

tação de equipamentos e

• Implementação de Equipamentos

136

h

 

dispositivos

Dispositivos

 

• Instrumentação e Controle

• Manutenção de Equipamentos e

102

h

Dispositivos

68

h

Específico II

Desenvolvimento de

Desenvolvimento de Sistemas de

100

h

340

h

sistemas de controle e

Controle

   

automação

• Sistemas Lógicos Programáveis

160

h

• Técnicas de Controle

80

h

Fonte: SENAI

Grandezas físicas e unidades de medidas

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Grandezas físicas e unidades de medidas 2 Neste capítulo estudaremos tópicos de metrologia aplicada à mecânica.

Neste capítulo estudaremos tópicos de metrologia aplicada à mecânica. Para dar início ao estudo da metrologia, é necessária a compreensão de grandezas físicas e unidades de medida.

Mas antes disso, você sabe qual é o objetivo de se estudar metrologia?

É o de conhecer as características do processo de medição e os sistemas métrico e inglês, além de saber como converter as unidades. A metrologia é aplicada a todas as grandezas deter- minadas e, em particular, às dimensões lineares e angulares das peças mecânicas.

“Quando você pode medir aquilo de que fala e expressá-lo em números, você sabe alguma coisa sobre isto. Mas quando você não pode medi-lo, quando você não pode expressá-lo em números, seu conhecimento é limi- tado e insatisfatório: pode ser o início do conhecimento, mas você, no seu pensamento, avançou muito pouco para o estágio da ciência.” (Sir William Thomson, Lord Kelvin, Conferência em 3 de maio de 1883)

Nem tudo o que conhecemos pode ser medido. Quanto amor você sente por outra pessoa? Qual é a intensidade da saudade? Veja como é fácil achar exemplos de coisas que não podem ser medidas

Para a Física, coisas que podem ser medidas e padronizadas constituem-se em grandezas. O termo “grandeza” pode referir-se a uma grandeza em um sentido geral ou a uma grandeza específica. Grandeza física é aquela que pode ser medida. É através das grandezas físicas que medimos ou quantificamos as propriedades da matéria e da energia. Assim, as grandezas po- dem ser classificadas como físicas e não-física.

Grandezas

Físicas (vetoriais ou escalares): são as grandezas que podem ser me- didas. Ex.: comprimento, massa, tempo (vetoriais ou escalares): são as grandezas que podem ser me- didas. Ex.: comprimento, massa, tempo etc.
que podem ser me- didas. Ex.: comprimento, massa, tempo etc. não-físicas : são as que não não-físicas: são as que não podem ser medidas. Ex.: beleza, emoção, alegria, amor, sentimentos etc.

Conceituando grandeza física

“Atributo de um fenômeno, corpo ou substância que pode ser qualitativamente distinguido e quantitativamente determinado“ (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo – IPEM, 19--).

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

tudo isso pode ser medido. Para organizar

e uniformizar estas medidas foi constituído, em 1875, um acordo internacional

(BIPM - Bureau Internacional de Pesos e Medidas) mantido e atualizado por con- ferências internacionais periódicas. Em 1960 foi instituído o Sistema Internacional de Unidades (SI), adotado em todo o mundo, com exceção dos Estados Unidos.

Distâncias, tempo, massa, força

As ciências perderiam o sentido sem um referencial como este.

Veja o exemplo, a seguir, da utilização das grandezas físicas no cotidiano:

Fonte: banco de imagem do google
Fonte: banco de imagem do google

No nado livre a velocidade do nadador pode chegar a até 7,2 km/h. Neste caso,

a grandeza física em questão é velocidade.

Esta grandeza mede a rapidez com que o nadador se desloca. A unidade de medida usada para representar a rapidez do nadador foi o km/h (quilômetros por hora). Podemos usar outras unidades de medidas para representar a grandeza física velocidade, como, por exemplo, m/s (metros por segundo).

2.1 UnIdadeS de medIda

Vamos compreender um pouco mais sobre o Sistema Internacional de Unidades.

Unidades de medidas são padrões utilizados para avaliar grandezas físicas. Elas são definidas arbitrariamente e têm como referência um padrão material. As grandezas podem ser mecânicas, ópticas, geométricas, acústicas ou luminosas.

Medir significa comparar uma grandeza com uma unidade de referência da mesma espécie e estabelecer o número (inteiro ou fracionário) de vezes que a grandeza contém a unidade.

Assim nasce a METROLOGIA:

A metrologia somente trabalha com as grandezas físicas, ou seja, com aquelas que podem ser medidas e quantificadas.

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

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VOCÊ SABIA? “O quilograma é a unidade de medida de massa (e não de peso,

VOCÊ

SABIA?

“O quilograma é a unidade de medida de massa (e não de peso, nem de força); ele é igual à massa do protótipo internacional do quilograma guardado no Bureau International des Poinds et Mésures - BIPM.”

no Bureau International des Poinds et Mésures - BIPM.” Figura 1 - Protótipo internacional do quilograma

Figura 1 - Protótipo internacional do quilograma Fonte: Autor

2.1.1 SiStema internacional de UnidadeS (Si)

O sistema de medida foi, por muito tempo, baseado em unidades imprecisas e arbitrárias, como aquelas medidas baseadas no corpo humano, como por exem- plo: pé, polegada, jarda, côvado, braça. Essa imprecisão na medida causava mui- tos problemas para o comércio, pois como cada país e região possuíam as “suas”, estas não eram iguais e isso dificultava a compra e venda de mercadorias. Isto é, elas não se correspondiam entre si.

Numa tentativa de resolver a situação o Governo Francês, em 1978, solicitou à Academia de Ciências da França que criasse um sistema de medida com base em uma “constante natural”, que neste caso a Academia construiu um sistema base- ado no metro, como unidade de medida de comprimento, o peso, como unida- de de medida de massa. Esse sistema foi empregado no comércio e na indústria,

inicialmente. Posteriormente também foi utilizado nos meios científicos, técnicos

e acadêmicos. Porém com o avanço das tecnologias surgiu a necessidade de me-

dições mais precisas e diversificadas, sendo assim em 1960, o Sistema Métrico De- cimal foi substituído pelo Sistema Internacional de Unidades – SI, mais sofisticado

e adotado pelo Brasil em 1962. Este Sistema foi ratificado em 1988 pela Resolução 12 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO, este tem uso obrigatório em todo o Brasil.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Entre os precursores do sistema SI tem-se:

o sistema CGS ( Centímetro, Grama, Segundo) e

o sistema MKS (Metro, Kelvin, Segundo).

No SI distinguem-se duas classes de unidades:

unidades de base e

unidades derivadas.

Essa divisão de classes do SI é arbitrária porque não é uma imposição da Físi- ca, porém ela tem suas vantagens por se adotar um sistema único e prático para ser utilizado mundialmente. Isso facilita nas relações internacionais, no ensino e nos trabalhos científicos. A conferência Geral tomou como base sete unidades e consideradas, sob o ponto de vista dimensional, como independentes. Essas são chamadas de unidades de bases, são elas:

o metro (m);

o quilograma (kg);

o segundo (s);

o ampère (A);

o kelvin (K);

o mol (mol) e

a candela (cd).

Além das sete unidades de medidas de base existem outras, que são derivadas destas. Veja na tabela 2 a seguir:

Tabela 2: Principais grandezas do sistema Internacional

grAndezA

noMe

PlurAl

síMbolo

comprimento

metro

metros

m

área

metro quadrado

metros quadrados

volume

metro cúbico

metros cúbicos

ângulo plano

radiano

radianos

rad

tempo

segundo

segundos

s

frequência

hertz

hertz

Hz

velocidade

metro por segundo

metros por segundo

m/s

aceleração

metro por segundo por segundo

metros por segundo por segundo

m/s²

massa

quilograma

quilogramas

kg

massa específica

quilograma por

quilogramas por

kg/m³

metro cúbico

metro cúbico

vazão

metro cúbico por segundo

metros cúbicos por segundo

m³/s

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

23
23

Continuação Tabela 2: Principais grandezas do Sistema Internacional

grAndezA

noMe

PlurAl

síMbolo

quantidade de matéria

mol

mols

mol

força

newton

newtons

N

pressão

pascal

pascals

Pa

trabalho, energia, quantidade de calor

joule

joules

J

potência, fluxo de energia

watt

watts

W

corrente elétrica

ampère

ampères

A

carga elétrica

coulomb

coulombs

C

tensão elétrica

volt

volts

V

resistência elétrica

ohm

ohms

Ω

condutância

siemens

siemens

S

capacitância

farad

farads

F

temperatura Celsius

grau Celsius

graus Celsius

ºC

temp. termodinâmica

kelvin

kelvins

K

intensidade luminosa

candela

candelas

cd

fluxo luminoso

lúmen

lúmens

Lm

iluminamento

lux

lux

Lx

Fonte: Autor

As unidades de medida dimensionais representam valores de referência que permitem:

expressar as dimensões de objetos (realização de leituras de desenho mecânico) e

confeccionar e, em seguida, controlar as dimensões desses objetos (utilização de aparelhos e instrumentos de medida).

Na metrologia dimensional, o metro e seus derivados têm um papel funda- mental, pois são os mais empregados. Por isso, vamos conhecer um pouco da história desta unidade de medida – o metro.

Basicamente, para seus estudos, a história do metro pode ser dividida em três fases, cada uma resultando numa definição. Verifique a seguir.

1ª definição: origem (1793)

O metro é baseado nas medidas obtidas pelos astrônomos franceses De- lambre e Machain, que utilizaram a Toesa (toesa é uma antiga unidade de medida de comprimento originária da França. Equivalia a seis pés e aproxi- madamente um metro e oitenta e dois centímetros. http://pt.wikipedia.org/ wiki/Toesa) como unidade, mediram a distância entre Dunkerque (França) e Montjuich (Espanha) e materializaram o metro-padrão em uma barra de plati- na de seção retangular de 4,05 x 25 mm como a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre.

24
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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

2ª definição: metro internacional (1889)

Naquela época, o metro foi definido como a distância entre os dois extremos de uma barra de platina depositada nos arquivos da França e apoiada nos pontos de mínima flexão na temperatura de zero grau Celsius. Com o avanço da ciência, o padrão foi aperfeiçoado e o metro foi construído em seção transversal em X, a fim de apresentar maior estabilidade. Foram adicionados 10% de irídio para tornar o material mais durável, e foram definidos dois traços em seu plano neutro, de maneira que a medida fosse mais perfeita. Assim, o metro pode ser considerado como a distância entre os eixos de dois traços principais marcados na superfície neutra do padrão internacional depositado no Bureau Internacional des Poinds ét Mésures (BIPM) à temperatura de zero grau Celsius, sob uma pressão atmosférica de 760 mmHg e apoiado sobre seus pontos de mínima flexão.

Em 1826 foram feitas 32 barras-padrão do metro na França, para serem distri- buídas aos países que adotaram o SI. Destas 32 barras-padrão catalogadas, a de nº 26 seria destinada ao Brasil. Atualmente, ela se encontra no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São José dos Campos-SP.

O metro-padrão que existe no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, no Estado de São Paulo, possui uma seção transversal reta em forma de H. O Instituto Nacional de Tecno- logia (INT) possui também dois exemplares de metros-padrão de alta qualidade.

também dois exemplares de metros-padrão de alta qualidade. Figura 2 - Metro padrão Fonte: Autor Atualmente,

Figura 2 - Metro padrão Fonte: Autor

Atualmente, a temperatura de calibração da barra de platina é de 20°C.

3ª definição: vinculação à velocidade da luz (1983)

Esta definição é recomendada pelo INMETRO no Brasil segundo a 17ª Confe- rência Geral dos Pesos e Medidas de 1983. Logo, o metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1 dividido por 299.792.458 de segundo (1/299.792.458 s).

2.2 SIStema métrIco decImaL

Na realização de medições podemos encontrar valores de medidas muito grandes ou muito pequenos; para isso são utilizados derivados das unidades de medida. No caso do metro temos os derivados listados na tabela 3:

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

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25

Tabela 3: Prefixos das unidades sI

noMe

síMbolo

FATor de MulTIPlICAção dA unIdAde

yottametro

Ym

1024

= 1 000 000 000 000 000 000 000 000 m

zettametro

Zm

1021

= 1 000 000 000 000 000 000 000 m

exametro

Em

1018

= 1 000 000 000 000 000 000 m

petametro

Pm

1015

= 1 000 000 000 000 000 m

terametro

Tm

1012

= 1 000 000 000 000 m

gigametro

Gm

109

= 1 000 000 000 m

mega metro

Mm

106

= 1 000 000 m

quilo metro

km

10³ = 1 000 m

hectômetro

hm

10² = 100 m

decametro

dam

10 m

metro

m

1 m

decímetro

dm

10-1 = 0,1 m

centímetro

cm

10-2 = 0,01 m

milímetro

mm

10-3 = 0,001 m

micrometro

µm

10-6 = 0,000 001 m

nanômetro

nm

10-9 = 0,000 000 001 m

picômetro

pm

10-12 = 0,000 000 000 001 m

femtômetro

fm

10-15 = 0,000 000 000 000 001 m

attômetro

am

10-18 = 0,000 000 000 000 000 001 m

zeptometro

zm

10-21 = 0,000 000 000 000 000 000 001 m

yoctômetro

ym

10-24 = 0,000 000 000 000 000 000 000 001 m

Fonte: Autor

Obs.: Os prefixos utilizados na tabela 3, também são aplicáveis para as outras unidades de medida.

Dentro do universo da mecânica, a unidade básica de medida é o milímetro (mm) com seus submúltiplos, conforme a tabela 4.

Tabela 4: unidades básicas de medida

noMe dA unIdAde

VAlor dA unIdAde

milímetro

1 mm

décimo

0,1 mm

centésimo

0,01 mm

milésimo

0,001 mm

Fonte: Autor

Veja os exemplos a seguir:

Para converter milímetro em décimo de milímetro, basta multiplicar os milí- metros por 10:

1,3 milímetros = 1,3 x 10 = 13 décimos

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Para converter milímetro em centésimo de milímetro, basta multiplicar os mi- límetros por 100:

1,3 milimetros = 1,3 x 100 = 130 centésimos

Para converter milímetro em milésimo de milímetro, basta multiplicar os milí- metros por 1000:

1,3 milímetros = 1,3 x 1000 = 1300 milésimos

Se quisermos converter décimos de milímetros, em milímetros, basta dividir por 10:

23 décimos = 23 / 10 = 2,3 milímetros.

E assim sucessivamente.

VOCÊ SABIA? Há uma convergência multidisciplinar sem precedentes de cientistas dedicados a estudar um mundo

VOCÊ

SABIA?

Há uma convergência multidisciplinar sem precedentes de cientistas dedicados a estudar um mundo tão pequeno que não conseguimos ver – mesmo com a luz de um microscópio. Esse mundo é o campo da nanotecnologia, o reino dos átomos e das nanoestruturas. A nanotecnologia é tão nova que ninguém sabe ao certo o que virá dela. Mesmo assim, as predições variam da capacidade de reproduzir coisas como diamantes e alimentos ao mundo sendo devorado por nanorrobôs que se replicam sozinhos.

sendo devorado por nanorrobôs que se replicam sozinhos. Figura 3 - Como funciona a nanotecnologia Fonte:

Figura 3 - Como funciona a nanotecnologia Fonte: Bonsor , K; Strickland, J. (2007)

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

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FIQUE ALERTA A Norma ISO 14000 foi criada para que as empresas possam gerenciar e

FIQUE

ALERTA

A Norma ISO 14000 foi criada para que as empresas possam gerenciar e controlar os impactos ambientais causados por seus processos. Isso só é possível através da medição das grandezas influentes no processo, conforme descreve a própria Norma no seu 4° princípio: “Medição, monitoramento e avaliação constituem atividades essenciais de um sistema de gestão ambiental, as quais asseguram que a organização está funcionando de acordo com o programa de gestão ambiental definido”.

2.3 SIStema InGLêS

Os países de língua inglesa utilizam um sistema de medidas baseado na jarda im- perial (yard) e seus derivados não-decimais – em particular, a polegada inglesa (inch).

Em razão da influência inglesa na fabricação mecânica, empregamos frequen- temente, para as medidas industriais, à temperatura de 20ºC, a polegada, que equivale a 25,4 mm.

A leitura de medida em polegada se dá em frações ordinárias de denomina-

dores iguais a: 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128 etc. Apresentamos, portanto, as seguintes

divisões da polegada:

1/2” - meia polegada

1/4” - um quarto de polegada

1/8” - um oitavo de polegada

1/16” - um dezesseis avos de polegada

1/32” - um trinta e dois avos de polegada

1/64” - um sessenta e quatro avos de polegada

1/128” - um cento e vinte e oito avos de polegada

Os numeradores das frações devem ser números ímpares.

1/2” ; 3/4”; 5/8”; 15/16”

O sistema inglês é ainda muito utilizado na Inglaterra e nos Estados Unidos, as-

sim como no Brasil, por causa do grande número de empresas procedentes des- ses países. Porém, aos poucos esse sistema vem sendo substituído pelo sistema métrico. Sempre que uma medida estiver em uma unidade diferente da dos equi- pamentos utilizados, devemos convertê-la (ou seja, mudar a unidade de medida). Para converter polegada fracionária em milímetro, devemos multiplicar o valor em polegada fracionária por 25,4.

Exemplos:

2” = 2 x 25,4 = 50,8 mm

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3/8” = 3 x 25,4/ 8 = 9,525 mm

A conversão de milímetro em polegada fracionária é feita dividindo o valor em milímetro por 25,4 e multiplicando-o por 128. O resultado deve ser escrito como numerador de uma fração cujo denominador é 128. Caso o numerador não dê um mero inteiro, devemos arredondá-lo para o número inteiro mais próximo.

a) 12,7 mm:

12,7 . 128

   

12,7 mm =

25,4

= 0,5 . 128 = 64”

 

128

128

128

Simplificando: 64

= 32”

= 16”

= 8”

= 2”

= 1”

128

64

32

16

4

2

b)

19,8 mm:

19,8 . 128

   

19,8 mm =

25,4

=

99,77

arredondando 100

 

128

128

128

Simplificando: 100

128

= 50”

64

= 25”

32

regra prática – Para converter milímetro em polegada ordinária, basta mul- tiplicar o valor em milímetro por 5,04, mantendo 128 como denominador. Arre- dondar, se necessário.

Exemplo:

12,7 . 5,04

64,008

=

128

128

arredondando

64

128

simplificando

1

2

Para converter polegada fracionária em polegada milesimal, dividimos o nu-

merador da fração por seu denominador.

Exemplos:

a)

5

8

5

16

=

=

5

8

5

16

b)

= 0,625”

= 0,3125”

Para converter polegada milesimal em milímetro, basta multiplicar o valor por 25,4.

Exemplo:

Converter 0,375” x 25,4 = 9,525 mm.

Para se converter milímetro em polegada milesimal, basta dividir o valor em milímetro por 25,4.

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

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a) 5,08 mm

5,08”

25,4

= 0,200”

b) 18 mm

18

25,4

= 0,7086” arredondando 0,709”

0,200” b) 18 mm 18 25,4 = 0,7086” arredondando 0,709” caSoS e reLatoS Consumidor, finalmente, saberá

caSoS e reLatoS

Consumidor, finalmente, saberá seu real tamanho

Grande parte dos brasileiros não sabem qual é o tamanho de roupas que vestem.

E isso não é falta de visão ou de consciência corporal, mas de padronização das me-

didas do vestuário brasileiro. Uma boa parte dos brasileiros que têm a exata noção de seu tamanho não encontram roupas que sirvam. Nesse caso, o que atrapalha é a ditadura da magreza, que padroniza a moda com base em medidas absurdas, deixan- do de fora uma fatia importante da população. A falta de padronização das medidas começa a ser resolvida. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade

Industrial (Inmetro) deverá receber do Comitê Brasileiro de Têxteis e Vestuário, da As- sociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a solicitação para a edição da norma que fixa um prazo de 30 meses para as confecções brasileiras se adequarem ao Novo Regulamento Técnico de Etiquetagem de Produtos Têxteis. O regulamento - ou Lei das Etiquetas - foi revisto em dezembro de 2005. A lei antiga já obrigava os confeccio- nistas a pregarem nas roupas etiquetas com informações sobre o fabricante (CNPJ),

a composição do tecido e os cuidados na conservação do produto. Agora, exige que

a etiqueta traga também o tamanho da roupa - com base em uma medida referen-

cial única. As medidas femininas, por exemplo, levam em conta a largura da cintura e dos ombros. “É muito comum o tamanho 40, em uma confecção, equivaler ao 42 da outra”, diz Sylvio Napoli, superintendente do Comitê Brasileiro de Têxteis e Vestuário (CB17). “O consumidor fica perdido.” Desde 1995, o Brasil tem um padrão referencial para os tamanhos das roupas, mas ele não era exigido por lei. A falta de padronização deixa os fabricantes livres para adotar a numeração que quiserem - normalmente me-

nor do que o real tamanho da peça. A Lei das Etiquetas foi revista segundo normas aprovadas no âmbito do Mercosul. Segundo Napoli, o prazo para a adequação dos tamanhos deverá começar a correr a partir de julho de 2006.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

30 AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL recapItULando Você conheceu a história do metro, alguns dos sistemas mais utilizados no

recapItULando

Você conheceu a história do metro, alguns dos sistemas mais utilizados no mun- do e aprendeu a converter unidades, algo fundamental aos trabalhos do cotidiano da indústria. Esses conceitos ajudarão o trabalhador a compreender a importância e a abrangência da metrologia, fundamental para a interpretação de desenhos me- cânicos e medição de grandezas físicas relacionadas aos fundamentos de mecânica.

2 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas

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Anotações:

metrologia dimensional

3
3
metrologia dimensional 3 Para iniciar os estudos há necessidade de compreensão de alguns fundamentos técnicos e

Para iniciar os estudos há necessidade de compreensão de alguns fundamentos técnicos e científicos. São eles:

principais instrumentos de medição;

princípio de leitura dos instrumentos;

principais erros de leitura;

cuidados com o manuseio.

Após o estudo das principais grandezas físicas e das unidades de medida mais utilizadas na in- dústria, chegou a hora de aprender a medir essas grandezas de forma adequada. Para tal, você com- preenderá como utilizar alguns instrumentos muito empregados no cotidiano da indústria, que são: o paquímetro, o micrômetro, o relógio comparador e o goniômetro. Estes são instrumentos simples, mas requerem alguns conhecimentos técnicos para que a medição seja realizada com cer- to grau de confiança. Essa atenção se faz necessária uma vez que estaremos medindo em unidades na casa de milésimo de milímetro; ou seja, qualquer descuido pode alterar o resultado da medição.

3.1 paqUímetro

O paquímetro é um instrumento usado para medir as dimensões lineares internas, externas e de profun- didade de uma peça. Consiste em uma escala graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor.

graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor. Figura 4 - Paquímetro e suas

Figura 4 - Paquímetro e suas partes Fonte: Mitutoyo, 2005

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

O paquímetro é constituído basicamente de dois corpos móveis que permi-

tem geralmente quatro maneiras de acesso à peça para efetuar a medição; por isso, são chamados de paquímetros quadrimensionais. Podem fornecer resulta- dos de medição com leituras de 0,1 mm, 0,05 mm ou 0,02 mm no sistema métrico, e de 0,001” ou 1/128” no sistema inglês.

3.1.1 tipoS de paqUímetroS e USoS

Paquímetro universal: É utilizado em medições internas, externas, de pro- fundidade e de ressaltos. Trata-se do tipo mais usado.

pro- fundidade e de ressaltos. Trata-se do tipo mais usado. Figura 5 - Paquimetro universal Fonte:

Figura 5 - Paquimetro universal Fonte: Mitutoyo, 2005

Paquímetro universal com relógio

Mitutoyo, 2005 • Paquímetro universal com relógio Figura 6 - Paquímetro universal com relógio Fonte:

Figura 6 - Paquímetro universal com relógio Fonte: Mitutoyo, 2005

O relógio acoplado ao cursor facilita a leitura, agilizando a medição.

Paquímetro com bico móvel (basculante): Empregado para medir peças cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros diferentes.

para medir peças cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros diferentes. Figura 7 - Basculante Fonte:

Figura 7 - Basculante Fonte: Metrologia, 2003

3 Metrologia diMensional

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Paquímetro de profundidade: Serve para medir a profundidade de furos não-vazados, rasgos, rebaixos etc.

Esse tipo de paquímetro pode apresentar haste simples ou haste com gancho.

pode apresentar haste simples ou haste com gancho. Figura 8 - Paquímetro de profundidade Fonte: Metrologia,

Figura 8 - Paquímetro de profundidade Fonte: Metrologia, 2003

Paquímetro digital: Utilizado para leitura rápida, livre de erro de paralaxe, e ideal para controle estatístico.

de erro de paralaxe, e ideal para controle estatístico. Figura 9 - Paquímetro digital Fonte: Mitutoyo,

Figura 9 - Paquímetro digital Fonte: Mitutoyo, 2005

Paquímetro duplo: Serve para medir dentes de engrenagens.

Paquímetro duplo : Serve para medir dentes de engrenagens. Figura 10 - Paquímetro duplo Fonte: Metrologia,

Figura 10 - Paquímetro duplo Fonte: Metrologia, 2003

3.1.2 princípio do nônio

A escala do cursor é chamada de nônio ou vernier, em homenagem ao portu- guês Pedro Nunes e ao francês Pierre Vernier, considerados seus inventores.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Os paquímetros são fabricados geralmente com dois sistemas de leitura: mé- trico e inglês, porém alguns são fabricados em um sistema somente. A graduação que define o tipo de leitura é feita nas duas partes móveis do instrumento, e cada uma tem as particularidades que se indicam a seguir:

a) Escala principal - Geralmente os paquímetros têm dupla gravação de traços: sis-

tema métrico e inglês. No sistema métrico são gravados traços de 1 mm, e no sistema inglês estes podem corresponder a 1 polegada dividida em 16 partes ou 40 partes.

b) Cursor - Nesta parte são gravadas duas escalas auxiliares, uma para traba-

lhar com a escala do sistema métrico e outra para a do sistema inglês. A quantida- de de traços gravados em cada escala define o valor da leitura em relação ao valor de cada divisão da escala principal.

resolução ou leitura de um paquímetro

A resolução ou leitura de um paquímetro está definida pelo resultado obtido ao dividir o valor de cada divisão da escala principal, pelo número de divisões do nônio.

da escala principal, pelo número de divisões do nônio. • resolução de 0,1 mm Figura 11

resolução de 0,1 mm

Figura 11 - Leitura de um paquímetro Fonte: Metrologia, 2003

No exemplo da gravura anterior temos: o valor de cada divisão da escala principal é de 1 mm e o nônio apresenta 10 divisões. Logo: 1 mm / 10 = 0,1 mm. Este valor corresponde a cada divisão no nônio; portanto, a primeira di- visão vale 0,1 mm, a segunda, 0,2 mm, a terceira, 0,3 mm, e assim por diante, até a última, que vale 1 mm.

Devemos verificar quantas divisões existem na escala desde seu zero até o zero do nônio. Esta será a medida em milímetros lidos sobre a escala. A seguir, verifi- camos qual dos traços do nônio coincide com um traço da escala (sempre haverá um traço que fica melhor alinhado que os restantes). O valor correspondente a este traço fornece a fração procurada da escala principal.

3 Metrologia diMensional

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3 Metrologia diMensional 37 Figura 12 - Resolução de 0,1 mm Fonte: Metrologia, 2003 Na escala

Figura 12 - Resolução de 0,1 mm Fonte: Metrologia, 2003

Na escala fixa lemos 1 mm e sobre o cursor verificamos que o terceiro traço do nônio coincide com um traço da escala fixa. Portanto, a leitura será: 1,3 mm.

resolução de 0,05 mm e 0,02 mm

A resolução do paquímetro é obtida dividindo a unidade da escala fixa pelo

número de divisões no nônio. No sistema métrico os paquímetros apresentam

resolução de 0,05 mm e 0,02 mm.

os paquímetros apresentam resolução de 0,05 mm e 0,02 mm. Figura 13 - Resolução de 0,05

Figura 13 - Resolução de 0,05 mm Fonte: Metrologia, 2003

Figura 13 - Resolução de 0,05 mm Fonte: Metrologia, 2003 Figura 14 - Resolução de 0,02

Figura 14 - Resolução de 0,02 mm Fonte: Metrologia, 2003

3.1.3 paqUímetro SiStema inglêS (polegada fracionária)

No sistema inglês, a escala fixa do paquímetro está dividida em polegadas, e cada polegada está dividida em dezesseis partes. Logo, cada divisão corresponde a 1 dezesseis avos de polegada (1/16”).

O nônio encontra-se dividido em oito partes, o que nos permite calcular a re-

solução. Sendo assim, cada divisão do nônio corresponde a 1/128”.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

1 1/40” = 0.025”

No sistema inglês utiliza-se o ponto ao invés da virgula para expressar números de- cimais. Por isso, a polegada milesimal é representada utilizando o ponto.

a polegada milesimal é representada utilizando o ponto. “ Figura 15 - Polegada fracionada Fonte: Metrologia,
“

Figura 15 - Polegada fracionada Fonte: Metrologia, 2003

Tendo em vista que os valores medidos devem se enquadrar nas frações sim- plificadas (1/2, 1/4, 1/8 etc.), as frações devem ser simplificadas a sua forma irre- dutível. Exemplo:

devem ser simplificadas a sua forma irre- dutível. Exemplo: Figura 16 - Polegada fracionada 1 Fonte:

Figura 16 - Polegada fracionada 1 Fonte: Metrologia, 2003

leitura de polegada milesimal

Neste paquímetro, as polegadas da escala fixa estão divididas em quarenta partes, ou um quarenta avos da polegada; mas, como se trata de polegada mile- simal, temos: 1/40”= 0,025” 1 , enquanto que o nônio está dividido em 25 partes. Portanto a resolução desta escala será de: R = 0,025” / 25 = 0,001”. Ao lermos neste paquímetro, contaremos de 25 em 25 milésimos sobre a escala fixa e de um em um milésimo sobre o nônio.

3 Metrologia diMensional

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3 Metrologia diMensional 39 Figura 17 - Leitura de polegada milesimal Fonte: Metrologia, 2003 3.1.4 erro

Figura 17 - Leitura de polegada milesimal Fonte: Metrologia, 2003

3.1.4 erro de paralaxe

Durante a medição podem ocorrer falhas; além da falta de habilidade do ope- rador, outros fatores podem provocar erros de leitura no paquímetro como, por exemplo, a paralaxe. O erro por paralaxe pode ocorrer dependendo do ângulo de visão do operador, pois, devido a esse ângulo, aparentemente há coincidência entre um traço da escala fixa com outro da escala móvel.

Por razões técnicas de construção, o cursor onde é gravado o nônio, normal- mente tem uma espessura mínima (o) e é posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços do nônio (TN) são mais elevados que os traços da escala fixa (TM), conforme é demonstrado na figura a seguir.

fixa (TM), conforme é demonstrado na figura a seguir. Figura 18 - Erro de paralaxe Fonte:

Figura 18 - Erro de paralaxe Fonte: Metrologia, 2003

Colocando o instrumento em posição não perpendicular à vista e estando sobre- postos os traços TN e TM, cada um dos olhos projeta o traço TN em posição oposta, o que ocasiona um erro de leitura. Para não cometer o erro de paralaxe, é aconselhável que se faça a leitura colocando o paquímetro em uma posição perpendicular aos olhos.

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3.1.5 técnica de Utilização do paqUímetro

Para ser usado corretamente, o paquímetro precisa ter seus encostos limpos e a peça a ser medida deve estar posicionada corretamente entre eles. Neste posiciona- mento, é importante abrir o paquímetro com uma distância maior que a dimensão do objeto a ser medido. O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das extremidades da peça, e então fechamos suavemente o paquímetro até que o en- costo móvel toque a outra extremidade, segundo demonstrado nas figuras a seguir.

outra extremidade, segundo demonstrado nas figuras a seguir. Figura 19 - Utilização do Paquimetro Fonte: Metrologia,
outra extremidade, segundo demonstrado nas figuras a seguir. Figura 19 - Utilização do Paquimetro Fonte: Metrologia,

Figura 19 - Utilização do Paquimetro Fonte: Metrologia, 2003

Feita a leitura, o paquímetro deve ser aberto e a peça retirada, sem que os encostos a toquem.

Na medição de dimensões externas, a peça deve ser colocada o mais profunda- mente possível entre os bicos de medição para evitar o desgaste na ponta dos bicos.

de medição para evitar o desgaste na ponta dos bicos. Figura 20 - Técnica de utilização

Figura 20 - Técnica de utilização do paquímetro Fonte: Metrologia, 2003

Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da peça devem estar bem apoiadas.

3 Metrologia diMensional

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3 Metrologia diMensional 41 Figura 21 - Técnica de utilização do paquímetro 1 Fonte: Metrologia, 2003

Figura 21 - Técnica de utilização do paquímetro 1 Fonte: Metrologia, 2003

Nas medições internas, as orelhas precisam ser colocadas o mais profundamente possível e o paquímetro deve estar sempre paralelo à peça que está sendo medida.

deve estar sempre paralelo à peça que está sendo medida. Figura 22 - Técnica de utilização

Figura 22 - Técnica de utilização do paquímetro 2 Fonte: Metrologia, 2003

Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as superfícies de medição das orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo.

das orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo. Figura 23 - Técnica de

Figura 23 - Técnica de utilização do paquímetro 3 Fonte: Metrologia, 2003

Nas medições de profundidade, apoia-se o paquímetro corretamente sobre a peça, evitando que fique inclinado.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

42 AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Figura 24 - Técnica de utilização do paquímetro 4 Fonte: Metrologia, 2003 Em

Figura 24 - Técnica de utilização do paquímetro 4 Fonte: Metrologia, 2003

Em medições de ressaltos, coloca-se a parte do paquímetro apropriada para ressaltos perpendicularmente à superfície de referência da peça. A haste de medição de profundidade, deve ser evitada, para este tipo de medição, pois não permite um apoio firme.

este tipo de medição, pois não permite um apoio firme. Figura 25 - Técnica de utilização

Figura 25 - Técnica de utilização do paquímetro 5 Fonte: Metrologia, 2003

3.1.6 conServação

Para a adequada conservação do instrumento é necessário:

manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando choques;

não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, para não danificá-lo;

evitar arranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a graduação;

ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do necessário;

limpar e guardar o paquímetro em local apropriado após sua utilização.

FIQUE ALERTA Com o crescimento da política de proteção ao meio ambiente, as empresas têm

FIQUE

ALERTA

Com o crescimento da política de proteção ao meio ambiente, as empresas têm de se adaptar a novas realidades. A fim de minimizar os impactos ambientais, a benzina e a estopa, utilizados para limpeza das peças e do instrumento, foram substituídos por álcool isopropílico e pano popeline que, após o uso, são descartados em lixo adequado de resíduo classe 1.

3 Metrologia diMensional

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3.2 mIcrômetroS

O micrômetro é um instrumento usado para medir com exatidão a espessura de revestimentos e tem grande uso na indústria mecânica, onde mede toda a espécie de objetos, como peças de máquinas.

Seu princípio de funcionamento assemelha-se ao do sistema parafuso e porca. Assim, há uma porca fixa e um parafuso móvel que, se der uma volta completa, provocará um descolamento igual ao seu passo. Desse modo, dividindo a“cabeça” do parafuso, podemos avaliar frações menores que uma volta e, com isso, medir comprimentos menores do que o passo do parafuso.

isso, medir comprimentos menores do que o passo do parafuso. Figura 26 - Parafuso Fonte: Metrologia,

Figura 26 - Parafuso Fonte: Metrologia, 2003

do parafuso. Figura 26 - Parafuso Fonte: Metrologia, 2003 Figura 27 - Micrômetro e suas partes

Figura 27 - Micrômetro e suas partes Fonte: Metrologia, 2003

Os principais componentes de um micrômetro são:

Arco: é constituído de aço especial ou fundido, é tratado termicamente para eliminar as tensões internas.

Isolante térmico, fixado ao arco, evita sua dilatação porque isola a transmis- são de calor das mãos para o instrumento.

Fuso micrométrico: construído de aço especial temperado e retificado para garantir exatidão do passo da rosca.

Faces de medição: tocam a peça a ser medida e, para isso, apresentam-se

rigorosamente planas e paralelas. Em alguns instrumentos, os contatos são de metal duro, de alta resistência ao desgaste.

Porca de ajuste: permite o ajuste da folga do fuso micrométrico quando isso é necessário.

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

o tambor: é onde se localiza a escala centesimal. Ele gira ligado ao fuso mi- crométrico; portanto, a cada volta seu deslocamento é igual ao passo do fuso micrométrico.

Catraca ou fricão: assegura uma pressão de medição constante.

Trava: permite imobilizar o fuso numa medida pré-determinada.

Os micrômetros caracterizam-se pela capacidade, resolução e aplicação.

A capacidade de medição dos micrômetros normalmente é de 25 mm (ou 1”),

variando o tamanho do arco de 25 em 25 mm (ou 1 em 1”). Podem chegar a 2000 mm (ou 80”).

Resolução:

A resolução nos micrômetros pode ser de 0,01 mm; 0,001 mm; 0,01” ou 0,001”.

pode ser de 0,01 mm; 0,001 mm; 0,01” ou 0,001”. Figura 28 - Capacidade Fonte: Metrologia,

Figura 28 - Capacidade Fonte: Metrologia, 2003

No micrômetro de 0 a 25 mm ou de 0 a 1”, quando as faces dos contatos estão juntas, a borda do tambor coincide com o traço zero (0) da bainha. A linha longi- tudinal, gravada na bainha, coincide com o zero (0) da escala do tambor.

3.2.1 tipoS de micrômetroS

de profundidade

Conforme a profundidade a ser medida, utilizam-se hastes de extensão que são fornecidas juntamente com o micrômetro.

hastes de extensão que são fornecidas juntamente com o micrômetro. Figura 29 - Profundidade Fonte: Mitutoyo,

Figura 29 - Profundidade Fonte: Mitutoyo, 2005

3 Metrologia diMensional

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Com arco profundo

Serve para medições de espessuras de bordas ou de partes salientes das peças.

de espessuras de bordas ou de partes salientes das peças. • Com disco nas hastes Figura

Com disco nas hastes

Figura 30 - Arco profundo Fonte: Mitutoyo, 2005

O disco aumenta a área de contato possibilitando a medição de papel, borra- cha, couro etc. É muito utilizado para a medição de dentes de engrenagens.

muito utilizado para a medição de dentes de engrenagens. Figura 31 - Com discos nas hastes

Figura 31 - Com discos nas hastes Fonte: Mitutoyo, 2005

Para a medição de roscas

Especialmente construido para medição de roscas, este micrômetro possui hastes furadas para que possa encaixar as pontas intercambiáveis, conforme o passo e o tipo da rosca a medir.

intercambiáveis, conforme o passo e o tipo da rosca a medir. Figura 32 - Para a

Figura 32 - Para a medição de roscas Fonte: Mitutoyo, 2005

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Para medir parede de tubos

Este micrômetro é dotado de arco especial e possui o contato a 90º com a has- te móvel, o que permite a introdução do contato fixo no furo do tubo.

que permite a introdução do contato fixo no furo do tubo. • Contador mecânico Figura 33

Contador mecânico

Figura 33 - Para medir parede de tubos Fonte: Metrologia, 2003

É para uso comum, porém sua leitura pode ser efetuada no tambor ou no con- tador mecânico. Facilita a leitura independentemente da posição de observação e evita o erro de paralaxe.

da posição de observação e evita o erro de paralaxe. • digital eletrônico Figura 34 -

digital eletrônico

Figura 34 - Contador mecânico Fonte: Metrologia, 2003

Ideal para leitura rápida, livre de erros de paralaxe, próprio para uso em contro- le estatístico de processos, juntamente com microprocessadores.

em contro- le estatístico de processos, juntamente com microprocessadores. Figura 35 - Digitais eletrônicos Fonte: Autor

Figura 35 - Digitais eletrônicos Fonte: Autor

3 Metrologia diMensional

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3.2.2 micrômetro SiStema métrico

Micrômetro com resolução de 0,01 mm

A cada volta do tambor, o fuso micrométrico avança uma distância chamada passo. A resolução de uma medida tomada em um micrômetro corresponde ao menor deslocamento de seu fuso. Para obter a medida, dividimos o passo pelo número de divisões do tambor. Resolução = passo da rosca do fuso micrométrico número de divisões do tambor Se o passo da rosca é de 0,5 mm e o tambor tem 50 divisões, a resolução será:

0,5 mm

50

Assim, girando o tambor, cada divisão provocará um deslocamento de 0,01

= 0,01 mm

mm no fuso.

provocará um deslocamento de 0,01 = 0,01 mm mm no fuso. Figura 36 - Micrômetro com

Figura 36 - Micrômetro com resolução de 0,01 mm Fonte: Metrologia, 2003

Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm em três passos:

1º passo - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.

2º passo - leitura dos meios milímetros, também na escala da bainha.

3° passo - leitura dos centésimos de milímetro na escala do tambor.

Exemplos:

dos centésimos de milímetro na escala do tambor. Exemplos: Figura 37 - Leitura no micrômetro com
dos centésimos de milímetro na escala do tambor. Exemplos: Figura 37 - Leitura no micrômetro com

Figura 37 - Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm Fonte: Metrologia, 2003

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Micrômetro com resolução de 0,001 mm

Quando no micrômetro houver nônio, ele indicará o valor a ser acrescentado à leitura obtida na bainha e no tambor. A medida indicada pelo nônio é igual à leitura do tambor, dividida pelo número de divisões do nônio. Se o nônio tiver dez divisões marcadas na bainha, sua resolução será:

R = 0,01

10

= 0,001 mm

Leitura no micrômetro com resolução de 0,001 mm:

1º passo - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.

2º passo - leitura dos meios milímetros na mesma escala.

3º passo - leitura dos centésimos na escala do tambor.

4º passo - leitura dos milésimos com o auxílio do nônio da bainha, verificando qual dos traços do nônio coincide com o traço do tambor.

Exemplos:

traços do nônio coincide com o traço do tambor. Exemplos: Figura 38 - Leitura no micrômetro
traços do nônio coincide com o traço do tambor. Exemplos: Figura 38 - Leitura no micrômetro

Figura 38 - Leitura no micrômetro com resolução de 0,01 mm Fonte: Metrologia, 2003

3 Metrologia diMensional

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3.2.3 verificação (regUlagem da bainha)

Antes de iniciar a medição de uma peça devemos verificar o instrumento de acordo com sua capacidade. Para os micrômetros cuja capacidade é de 0 a 25 mm, ou de 0 a 1”, precisamos tomar os seguintes cuidados:

limpar cuidadosamente as partes móveis, eliminando poeiras e sujeiras, com pano macio e limpo;

antes do uso, limpar as faces de medição; usar somente uma folha de papel macio;

encostar suavemente as faces de medição usando apenas a catraca; em se-

guida, verificar a coincidência das linhas de referência da bainha com o zero do tambor; se não coincidirem, fazer o ajuste movimentando a bainha com a chave de micrômetro, que normalmente acompanha o instrumento. Para verificar mi- crômetros de maior capacidade, ou seja, de 25 a 50 mm, de 50 a 75 mm etc., ou de 1” a 2”, de 2” a 3” etc., devemos ter o mesmo cuidado e utilizar os mesmos proce- dimentos para os micrômetros citados anteriormente, porém com a utilização de barra-padrão para verificação.

com a utilização de barra-padrão para verificação. Figura 39 - Regulagem da bainha Fonte: Autor VOCÊ

Figura 39 - Regulagem da bainha Fonte: Autor

VOCÊ SABIA? Para medições que exijam um nível de confiança maior, deve-se levar em conta

VOCÊ

SABIA?

Para medições que exijam um nível de confiança maior,

deve-se levar em conta a transferência de calor do corpo do operador para o instrumento e a peça, pois ambas dilatam e alteram o valor de medição. Por exemplo: Uma

eixo de alumínio

11 micrometros (0,011 mm) caso sua temperatura subisse para 30°C, o que seria facilmente detectado por um micrometro milesimal de resolução 0,001 mm

com 50mm de diâmetro a 20 °C dilataria

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3.3 reLóGIo comparador

Este instrumento foi desenvolvido para detectar pequenas variações dimen- sionais através de uma ponta de contato e por um sistema de ampliação mecâni- ca. Apresenta seu valor com uma leitura clara e suficientemente precisa. O relógio comparador tradicional transforma (e amplia) o movimento retilíneo de um fuso em movimento circular de um ponteiro montado em um mostrador graduado.

Trata-se de um instrumento de múltiplas aplicações, porém sempre acoplado

a algum meio de fixação e posicionamento, como mesa de medição, dispositivos especiais, outros instrumentos etc.

Basicamente, o fuso que entra em contato com a peça possui uma cremalheira que aciona um pequeno pinhão solidário com uma engrenagem que, por sua vez aciona outro pequeno pinhão, chamado pinhão central, onde é montado o pon-

teiro de leitura. Outra engrenagem entra em contado com o pinhão central com

a finalidade de eliminar folgas de engrenamento pela ação de uma mola espiral

chamada de cabelo. Outros mecanismos utilizam sistema de ampliação por ala-

vancas ou fitas de torção, entre outros.

por ala- vancas ou fitas de torção, entre outros. Figura 40 - Relogio Fonte: Metrologia, 2003

Figura 40 - Relogio Fonte: Metrologia, 2003

Existem vários modelos de relógios comparadores. Os mais utilizados pos- suem resolução de 0,01 mm. O curso do relógio também varia de acordo com o modelo, porém os mais comuns são de 1 mm, 10 mm, ou 0,250” e 1”.

3 Metrologia diMensional

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3 Metrologia diMensional 51 Figura 41 - Relogio comparador e suas partes Fonte: Metrologia, 2003 A

Figura 41 - Relogio comparador e suas partes Fonte: Metrologia, 2003

A leitura ou resolução está ligada ao grau de ampliação do deslocamento que experimenta a ponta de contato no processo de medição. Assim, uma volta com- pleta do ponteiro (360º) corresponde a um certo valor de movimento do fuso.

Esta volta é subdividida angularmente em frações iguais e o valor entre cada uma delas é o valor de leitura do relógio. Como exemplo, temos o relógio de lei- tura centesimal (0,01 mm) que é o mais amplamente utilizado e onde para 1 mm de deslocamento do fuso corresponde 1 volta do ponteiro, sendo que esta é sub- dividida em 100 partes iguais; daí o valor de leitura 0,01 mm. Por outro lado, se o curso do fuso for maior do que uma volta do ponteiro, incorporamos um ponteiro menor com a finalidade de indicar o número de voltas do ponteiro maior.

finalidade de indicar o número de voltas do ponteiro maior. Figura 42 - Relógio 1 Fonte:

Figura 42 - Relógio 1 Fonte: Metrologia, 2003

Os relógios mais comuns apresentam uma dupla graduação, isto é, possuem contagem com incrementos no sentido horário e anti-horário. Dependendo da definição do ponto inicial, a leitura é feita primeiramente no contador de voltas e a seguir no ponteiro principal. Por isso é importante conhecer previamente o valor de cada graduação.

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3.3.1 tipoS de relógioS

relógio vertical

Neste modelo, a escala se apresenta perpendicularmente em relação à ponta de contato (vertical).

em relação à ponta de contato (vertical). Figura 43 - Relógio vertical Fonte: Mitutoyo, 2005 Alguns

Figura 43 - Relógio vertical Fonte: Mitutoyo, 2005

Alguns relógios trazem limitadores de tolerância. Esses limitadores são mó- veis, podendo ser ajustados nos valores máximo e mínimo permitidos para a peça que será controlada.

Existem ainda os acessórios especiais que se adaptam aos relógios com apa- radores. Sua finalidade é possibilitar o controle em série de peças, o controle de superfícies, de profundidade, de espessuras de chapas etc.

superfícies, de profundidade, de espessuras de chapas etc. Figura 44 - Relógio vertical 1 Fonte: Mitutoyo,

Figura 44 - Relógio vertical 1 Fonte: Mitutoyo, 2005

relógio comparador eletrônico

Este relógio possibilita uma leitura rápida, indicando instantaneamente a me- dida do display em milímetros, com conversão para polegada, zeragem em qual- quer ponto e com saída para miniprocessadores estatísticos.

3 Metrologia diMensional

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3 Metrologia diMensional 53 Figura 45 - Relógio comparador eletrônico Fonte: Mitutoyo, 2005 Figura 46 -

Figura 45 - Relógio comparador eletrônico Fonte: Mitutoyo, 2005

45 - Relógio comparador eletrônico Fonte: Mitutoyo, 2005 Figura 46 - Relógio comparador eletrônico 1 Fonte:

Figura 46 - Relógio comparador eletrônico 1 Fonte: Mitutoyo, 2005

46 - Relógio comparador eletrônico 1 Fonte: Mitutoyo, 2005 Figura 47 - Verificação do alinhamento das

Figura 47 - Verificação do alinhamento das ponas de um torno Fonte: Autor

do alinhamento das ponas de um torno Fonte: Autor Figura 48 - Verificação de excentricidade de

Figura 48 - Verificação de excentricidade de peças montada na placa do torno Fonte: Mitutoyo, 2005

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AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3.3.2 princípio de fUncionamento e leitUra

A resolução está ligada ao grau de ampliação do deslocamento da ponta de

contato durante a medição (o sistema de ampliação mais comum é o do pinhão e cremalheira, porém, existem outros sistemas, como por alavancas ou fitas de torção). Assim, uma volta completa do ponteiro corresponde a um certo valor de movimento do fuso. A volta está dividida angularmente em frações iguais. 1 volta do ponteiro

Leitura =

numero de divisões do relógio Se uma volta do ponteiro equivale a 1 mm de deslocamento, e se o relógio possui 100 divisões, temos:

Leitura =

1 mm

100

= 0,01 mm

100 divisões, temos: Leitura = 1 m m 100 = 0,01 mm Figura 49 - Princípio

Figura 49 - Princípio de funcionamento e leitura Fonte: Mitutoyo, 2005

SAIBA MAIS Todas as informações técnicas de um dado instrumento estão descritas em seu CATÁLOGO

SAIBA

MAIS

Todas as informações técnicas de um dado instrumento estão descritas em seu CATÁLOGO TÉCNICO desenvolvido pelo

fabricante. Acesse

instrumentos/pdf- /paq2.pdf e confira um exemplo de catálogo de paquímetro.

http://www.mitutoyo.com.br/produtos/

3.4 GonIômetro

O goniômetro simples, também conhecido como transferidor de grau, é utilizado em

medidas angulares que não necessitam de extremo rigor. Sua menor divisão é de 1º (um grau). Há diversos modelos de goniômetro. A figura 50 mostra um tipo bastante usado em que podemos observar as medidas de um ângulo agudo e de um ângulo obtuso.

podemos observar as medidas de um ângulo agudo e de um ângulo obtuso. Figura 50 -

Figura 50 - Goniômetro Fonte: Metrologia, 2003

3 Metrologia diMensional

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Na figura 51 temos um goniômetro de precisão. O disco graduado apresenta quatro graduações de 0 a 90º. O articulador gira com o disco do vernier e, em sua extremidade, há um ressalto adaptável à régua.

e, em sua extremidade, há um ressalto adaptável à régua. Figura 51 - Goniômetro de precisão

Figura 51 - Goniômetro de precisão e suas partes Fonte: Metrologia, 2003

Exemplos de medição

e suas partes Fonte: Metrologia, 2003 Exemplos de medição Figura 52 - Modelos de medição com

Figura 52 - Modelos de medição com goniômetro Fonte: Metrologia, 2003

3.4.1 cálcUlo da reSolUção

A resolução do nônio deste transferidor é obtida da mesma forma que os pa- químetros, ou seja, dividimos o valor de cada divisão da escala principal pelo nú- mero de divisões do nônio, que se encontra no disco de vermir.

Exemplo: resolução = 1º

12

= 60’