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Diversos problemas encontrados nos campos das ciências e da engenharia originam

em suas formulações, equações diferenciais ordinárias cujas soluções dependem


dessas equações. Essas EDO’S nos permitem ver distintas aplicações através de
modelos matemáticos, onde podemos lidar com diversas situações muito próximas
das vivenciadas no cotidiano, onde ao trata-las, estamos procurando encontrar
soluções efetivas ou próximas para uma problematização, através de modelos
matemáticos.

A respeito da resolução de situações problemas, que envolvam equações diferenciais


ordinárias, sintetize a sua aprendizagem, em relação à definição, ordem e recursos
utilizados para solucioná-las. Escrevendo ainda, o que é uma solução da EDO.

Equações diferenciais têm amplas aplicações em várias áreas de engenharia e ciências


disciplinas. Em geral, a modelagem da variação de uma quantidade física, como
temperatura, pressão, deslocamento, velocidade, estresse, tensão, corrente, tensão ou
concentração de um poluente, com a mudança de horário ou local, ou ambos resultam em
equações diferenciais. Da mesma forma, estudando a variação de alguns fatores físicos
quantidades em outras quantidades físicas também levariam a equações diferenciais.
De fato, muitos assuntos de engenharia, como vibração mecânica ou estrutura dinâmica,
transferência de calor ou teoria de circuitos elétricos, baseiam-se na teoria de equações
diferenciais.

Uma equação diferencial pode ser classificada como uma equação diferencial ordinária
ou parcial, que depende se apenas derivadas comuns estão envolvidas ou derivadas
parciais. A equação diferencial também pode ser classificada como linear ou não linear.
Uma equação diferencial é denominada linear se envolver exclusivamente termos lineares
(isto é, termos à potência 1) de y, y ′, y ″ ou ordem superior, e todos os coeficientes
dependem de apenas uma variável x, como mostrado na euqação abaixo, se f (x) for 0,
então denominamos esta equação como homogênea. A solução geral da equação
diferencial ordinária não homogênea ou equação diferencial parcial é igual a soma da
solução fundamental da equação homogênea correspondente, ou seja, com f (x) = 0
somada a solução particular homogênea. Por outro lado, equações diferenciais não
lineares envolvem termos não lineares em qualquer um dos y, y ′, y ″ ou termo de ordem
superior. Uma equação diferencial não linear é geralmente mais difícil de resolver do que
equações lineares. É comum que a equação não linear seja aproximada como equação
linear para muitos problemas práticos, seja na forma analítica ou numérica. A natureza
não linear do problema é então aproximada como uma série de equações diferenciais.
Essa abordagem é adotada para a solução de muitos problemas de engenharia não
lineares. Sem esse procedimento, a maioria das equações diferenciais não lineares não
pode ser resolvida. A equação diferencial pode ainda ser classificada pela ordem do
diferencial. Em geral, equações diferenciais de ordem superior são difíceis de resolver e
soluções analíticas não estão disponíveis para muitas equações diferenciais mais altas.
Uma equação diferencial linear terá ordem igual a derivada de maior grau na equação.
A solução da equação diferencial vai depender do seu tipo, caso seja linear de primeira
ordem podemos utilizar o fator integrante ou variação de parâmetros, caso seja separável
isolamos cada variável de um valor da equação e fazemos uso da integral para a solução
da mesma. Para uma equação diferencial de segunda ordem podemos fazer uso da
variação de parâmetros e dos coeficientes a determinar.
Podemos ver abaixo uma aplicação de solução de equações diferenciais.

Obs: Aplicação retirada da internet


Exemplo 3 Calcule a corrente elétrica que circula em um circuito composto por uma
fonte V=V0 cos(wt), onde w é a frequencia angular, conectada em série com um resistor
R e um capacitor C.

q (t ) d
E (t )  Ri (t )   0, mas i  q (t )
C dt
dq 1 V 1 1 V t
 q  0 cos  wt   P  t    e Q (t )  0 cos  wt    P (t )dt 
dt RC R RC  R 
 
  t
t
 V0  e 
 1  V
q (t )    cos  wt  e  dt  C  e    cos  wt   w sen  wt   0  C  e 
t  t


 R   2  w2   R
1

 
 V0
2
1 
 cos  wt   w sen  wt    Ce  A  w
 t
q (t ) 
1  w   R  
2 2

 V0  V0 
A sen  wt   cos  wt   e  
 t
q (t  0)  0  C    q (t ) 
1  w   R
2 2
1 A R
2  

d 1 V0  2
A cos  wt   A sen  wt   e  
t
i (t )  q (t ) 
dt 1 A R 
2 
Se a fonte não depender do tempo, w  0 e A  0
V t

t
i (t )  0 e  e q (t )  CV0 1  e 
R

Referências bibliográficas

- STEWART, James. Cálculo. 7.ed. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

- BOYCE, W.E.; DIPRIMA, R.C. Equações Diferenciais Elementares e Problemas de


Valores de Contorno. 8 . ed. Rio de Janeiro: LTC.

-ZIBETTI, André. Métodos –EDO linear de 1º ordem-Disponível em:


https://www.inf.ufsc.br/~andre.zibetti/metodos_matematicos/EDO_linear_1ordem.html