Você está na página 1de 25

UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.

1 1

CANTEIRO DE OBRAS

1. DEFINIÇÃO

Canteiro de obra é a denominação genérica dada ao local onde serão


desenvolvidas as diversas atividades necessárias à realização de uma obra de
engenharia.
A NBR - 12.284 define canteiro de obras como “conjunto de áreas
destinadas à execução e apoio dos trabalhos da indústria da
construção, dividindo-se em áreas operacionais e áreas de vivência”.
A NR-18 (Norma Regulamentadora nº.18) define canteiro de obras como
“área de trabalho fixa e temporária onde se desenvolvem operações
de apoio e execução de uma obra”.

2. PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS


O planejamento e a organização do canteiro de obras devem preceder a
realização dos serviços a fim de serem evitadas improvisações que geralmente
resultam em desorganização da obra, ociosidade dos equipamentos e mão-de-
obra, transporte desnecessário e armazenamento inadequado dos materiais,
desperdícios, perdas de produtividade, de tempo e de qualidade, implicando
em perdas financeiras irrecuperáveis.
A logística aplicada no planejamento e organização do canteiro deve
abranger as ações voltadas para a otimização e racionalização no
recebimento, armazenamento, movimentação, disponibilização e uso dos
insumos, materiais, ferramentas, equipamentos, mão de obra e informações.
A logística adequada impede a ociosidade de equipamentos e de mão-de-
obra, diminui os tempos de deslocamento, racionaliza as atividades, impede
operações semelhantes em locais espaçados, minimiza as interferências:
materiais x mão-de-obra.
A organização do canteiro consiste em resumo planejar o uso racional do
terreno não ocupado pela edificação para instalação da “fábrica” que vai
produzir a edificação – O Canteiro de obras.
São fatores condicionantes da organização do canteiro:
• Os processos e métodos construtivos empregados;
• As características dos materiais empregados;
• O tipo e natureza da obra;
• Os prazos de execução de cada etapa e da obra total;
• O emprego de equipamentos;
O projeto do canteiro de obras faz parte do processo de construção,
sendo responsável pelo seu arranjo físico (layout). Define o tamanho, forma
e localização das áreas de recebimento e armazenagem de materiais, das
áreas de trabalho e de vivência, das vias de circulação e transporte,
necessárias ao desenvolvimento das operações de apoio e execução.
Contempla cada fase da obra, de forma integrada e evolutiva, de acordo com o
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 2

projeto de produção do empreendimento, oferecendo condições de segurança,


saúde e motivação aos trabalhadores e execução otimizada e racionalizada dos
serviços.
O projeto do canteiro de obras deve atender a uma política de segurança
de trabalho voltada à prevenção de acidentes, à promoção da saúde e
proteção da integridade física dos trabalhadores, de clientes e de terceiros,
mantendo as atividades em padrões adequados de produtividade com
qualidade de serviço.
Os programas voltados à segurança, à saúde, à prevenção de acidentes e
à preservação das condições de trabalho e do meio ambiente, devem ser
tratados em conjunto e devem ser elaborados antes da implantação de um
Canteiro de Obras.
O canteiro de obra é planejado para cada fase ou etapa distinta da obra,
modificando-se a fim de se adequar a cada nova fase com o objetivo de obter o
melhor desempenho das atividades ali desenvolvidas. O canteiro de obras vai
sendo modificado ao longo da execução da obra em função dos materiais
presentes, dos serviços a serem executados, dos equipamentos disponíveis e
da mão-de-obra alocada nos serviços.
As etapas da obra podem ser divididas em:
a) Fase Inicial – corresponde à movimentação de terra, execução das
fundações e do subsolo;
b) Fase Intermediária – fase de grande volume de produção: estrutura,
coberta, alvenaria e instalações;
c) Fase Final – fase de revestimentos e acabamento da obra.
A administração de materiais no canteiro visa à garantia de existência
continua de estoque, organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que
o, dentro de um fluxo de caixa adequado ao planejamento do
empreendimento.
O canteiro de obra deve obedecer às determinações das Normas
Regulamentadoras – principalmente a NR-18 – Condições e Meio
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, e demais Normas
complementares.

2. LICENÇAS, ALVARÁS E REGISTROS DA OBRA

1) Aprovação dos projetos: Alguns dos projetos estão sujeitos à aprovação


prévia em diferentes órgãos ou empresas de serviço público. Os principais
são:
1. Projeto de Arquitetura – Prefeitura Municipal.
2. Projeto de Instalação Elétrica – Concessionária de energia elétrica.
3. Projeto de Instalação Sanitária – Prefeitura Municipal e Concessionária de
Água e esgoto.
4. Projeto de Instalação Contra Incêndio – Corpo de Bombeiros.
5. Projeto de Instalação Telefônica – Concessionária de Telefonia.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 3

2) Licença ambiental – Licenças concedidas pelos órgãos ambientais do


Município, Estado e União que analisam o impacto ambiental
do empreendimento.
3) A.R.T./CREA - Anotação de Responsabilidade Técnica no Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, de todos os autores
dos projetos e dos responsáveis pelas suas respectivas
execuções.
4) Alvará de construção – É emitido pela Prefeitura Municipal do Município
onde será executada a obra após a aprovação dos projetos.
5) Matrícula no INSS – Cadastro Específico INSS – CEI da obra.
6) Comunicação prévia à DRT – É obrigatória a comunicação à Delegacia
Regional do Trabalho, antes do início das atividades, das seguintes
informações:
1.Endereço da obra;
2.Qualificação (CEI – Cadastro Específico INSS, CNPJ ou CPF) do
contratante, empregador ou condomínio;
3.Número máximo de empregados previsto (inclusive sub-empreiteiros) e
4.Datas previstas de início e término da obra.

4. PLACAS DA OBRA
As placas da obra são confeccionadas em chapas de metal (zinco,
aço zincado, alumínio) com armação de madeira ou aço, destinadas a
fornecer informações sobre a obra. O conteúdo, dimensões e especificações
são regulamentadas pela legislação pertinente ou pré-fixados pelos contratos
de execução da obra. O CREA (Conselho Regional de Engenharia, Agronomia
e Arquitetura) exige que seja afixada na frente principal da obra uma placa
com os nomes, registros e anotações das empresas e dos profissionais
responsáveis envolvidos nos projetos e execução da obra.
Os órgãos de licenciamento exigem a afixação de placa contendo
os dados da licença em formato padronizado. Outras placas são colocadas a
fim de dar maiores informações ao público sobre a obra, como as empresas
fornecedoras e produtos envolvidos na execução da obra.

5. PREPARAÇÃO DO TERRENO
Uma vistoria minuciosa do terreno deve ser feita com a finalidade de
localizar a existência de qualquer elemento novo ou não mencionado em
projeto que seja relevante à obra tais como: tubulações de qualquer natureza,
poço, cacimbão, fossa, sumidouro, restos de edificações, formigueiros, aterros
de qualquer natureza, nascentes, córregos, tronco de árvores, etc...
Serviços utilizados na preparação do terreno:
• Desmatamento – Retirada da vegetação de grande porte. Pode ser feita
manualmente com o uso de moto-serra ou eventualmente
por máquinas e equipamentos.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 4

• Roçado – Corte dos pequenos arbustos, feito manualmente com roçadeira


ou por processo mecânico.
• Destocamento – Extração dos tocos de árvores e arbustos resultantes do
desmatamento.
Capina – Retirada de toda a vegetação rasteira.
• Desentulho e Limpeza – Consiste na retirada de todo material indesejável
na obra.
• Terraplenagem – Consiste no conjunto de operações de corte, escavação,
carga, transporte, descarga, compactação e acabamento,
executadas no terreno natural a fim de dar uma nova
conformação topográfica desejada. É indispensável o
acompanhamento dos trabalhos pelo serviço de topografia.

6. PROGRAMAS DE SEGURANÇA
6.1 PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção Civil
Segundo a NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção, são obrigatórios à elaboração e o cumprimento da
PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, e deve
contemplar as exigências contidas na NR-9 – PPRA – Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais e os aspectos da NR-18, bem como outros dispositivos
complementares de segurança.
O PCMAT deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado na
área de segurança do trabalho (Parecer do CREA considera que cabe
exclusivamente ao engenheiro de segurança a elaboração do PCMAT). O
programa serve como ponto de partida para que se implante um Sistema de
Gestão da Segurança do Trabalho. Integram o PCMAT os seguintes
documentos:
a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades
e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de
doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas;
b) Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as
etapas da execução da obra;
c) Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem
utilizadas;
d) Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no
PCMAT;
e) Layout inicial do canteiro de obra, com previsão de dimensionamento
das áreas de vivência;
f) Programa educativo contemplando a temática de prevenção de
acidentes e doenças do trabalho.

6.2 PPRA – Programa de Prevenção e Riscos Ambientais


UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 5

Segundo a NR-9, fica estabelecida a obrigatoriedade da elaboração e


implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que
admitam trabalhadores como empregados, do PPRA, visando à preservação
da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação,
reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho,
tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

6.3 PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional


Segundo a NR-7, ficam estabelecidas a obrigatoriedade e a
implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que
admitam trabalhadores como empregados, do PCMSO, com o objetivo de
promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

6.4 SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em


Medicina do Trabalho
Cabe ao SESMT a função de centralizar o planejamento da
segurança, em consonância com a Produção, e descentralizar sua execução.

6.5 CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes


À CIPA cabe a função, como um órgão interno da Empresa, de ser
um divulgador das normas de segurança e de realizar algumas funções
executivas estabelecidas na legislação em vigor, tais como: elaborar Mapa de
Riscos, discutir acidentes ocorridos, convocar reuniões extraordinárias, etc.

6.6 Ordens de Serviço Sobre Segurança e Medicina do Trabalho


Às Ordens de Serviço sobre Segurança e Medicina do Trabalho, cabe
universalizar as responsabilidades, não só sobre segurança e saúde do
trabalhador, como também sobre os processos de execução dos serviços. As
ações para Prevenção de Acidentes e Doenças do Trabalho deverão ter a
participação e o envolvimento de todos os setores da estrutura organizacional
e de seus colaboradores, sendo as responsabilidades compatíveis com os
diversos níveis no organograma funcional da empresa. A meta de “Acidente
Zero”, apesar de utópica, deverá ser sempre perseguida.

7. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI


Qualquer indivíduo de estiver dentro do canteiro de obras deverá
usar os equipamentos adequados – Capacete, botas, luvas, óculos, protetor
auricular, cinto de segurança, etc.
O empregador deve fornecer gratuitamente a todos os empregados
todos os equipamentos necessários. O seu uso é obrigatório pelo empregado,
passivo de demissão por justa causa.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 6

8. ELEMENTOS DO CANTEIRO OBRA

8.1 ÁREAS DE PRODUÇÃO


1. Central de argamassa e concreto
– Local destinada ao preparo e produção de concretos e argamassas;
– Área dimensionada conforme número de betoneiras previsto em
função do serviço demandado.
– A sua localização deve estar estrategicamente o mais próximo das
áreas de armazenagem dos agregados e dos equipamentos de
transporte vertical.
– Deve ser provida de armazenagem própria de d’água e coberta e ter
área na ordem de 20 m² .
– Um tablado de madeira deve ser previsto para acondicionar os sacos
de aglomerantes.

2. Central de preparo de armaduras


– Área destinada ao corte, dobramento e pré-montagem das
armaduras; área da ordem de 50 m2.
– A dobragem e o corte de vergalhões de aço em obra devem ser feitos
sobre bancadas ou plataformas apropriadas e estáveis, apoiadas sobre
superfícies resistentes, niveladas e não escorregadias, afastadas da área
de circulação de trabalhadores.
– Os locais de estocagem e corte dos vergalhões devem ser
previamente estudados, uma vez que cada barra mede 12,00 m de
comprimento (6,00 m dobradas em estoque); estes devem ser apoiados
sobre travessas de madeira, ferro ou concreto, a fim de se manterem
afastados do solo.
– Os operários devem usar EPI – luvas de raspa de couro e óculos de
segurança.
– A área dos equipamentos de corte deve ser coberta.

3. Área de carpintaria
– A carpintaria é composta basicamente de bancada(s) de trabalho e
serra circular.
– Destinada ao corte e montagem das formas e esquadrias.
– Deve ser localizada próximo ao estoque de madeira e possuir
comprimento mínimo de 6 m e área coberta na ordem de 25 m².
– A serra circular deve estar em local coberto e protegido e atender às
seguintes disposições:
 Ser dotada de mesa nivelada, sólida e estável, de modo a não
apresentar vibrações;
 Possuir coletor de serragem e suas faces inferiores deve ter
fechamento lateral;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 7

 As transmissões de força devem estar protegidas por


anteparos fixos e resistentes;
 O motor deve ser protegido contra poeira e intempéries e ter
sua carcaça aterrada;
 Ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor;
 O acionamento e parada do motor serão feitos através de
chave interceptora, acionada por botões, que devem ficar ao alcance
das mãos do operador na posição de trabalho.
 Próximo à mesa, deve ter instalado um extintor de incêndio
do tipo CO2.
 O operador sempre deve estar revestido dos equipamentos
de proteção individual (EPI) para a operação.

4. Área de pré-moldados
– Área destinada à execução de elementos pré-moldados no canteiro
de obras.

8.2 ELEMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA DA OBRA


1. Tapume
Denominação dada ao painel contínuo, construído em torno do
canteiro de obras, com a finalidade de proteger o público contra possíveis
danos decorrentes da execução dos trabalhos, bem como impedir o acesso à
obra de animais e pessoas estranhas. É construído nos limites do terreno com
vias públicas ou propriedades vizinhas. O código de obra de cada município
regulamenta alguns de seus aspectos construtivos tais como altura mínima,
ocupação dos passeios, material empregado, aparência, etc. A altura mínima
é de 2,20 m . A chapa de madeira compensada resinada ou plastificada é o
material mais utilizado na confecção dos tapumes, podendo ser utilizadas
chapas de metal com armação de madeira. Algumas empresas usam painéis
metálicos e grades que são reutilizáveis em várias obras. Os tapumes devem
ser pintados adequadamente e apresentar uma boa aparência, pois
constituem a fachada da obra.

2. Galeria
Nas construções e reformas com mais de dois pavimentos
executadas próximas ao alinhamento do logradouro, devem ser construídas
galerias sobre o passeio para segurança dos transeuntes com altura interna
mínima de 3,00 m . Na borda da cobertura da galeria deve ser instalado um
complemento em balanço de 1,00 m de extensão e inclinação de 45º.

3. Plataformas de proteção (bandeja)


Na construção de edificações com mais de 4 (quatro) pavimentos
ou altura equivalente, é obrigatória a instalação de uma plataforma de
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 8

proteção especial em balanço em todo o seu perímetro na altura da primeira


laje sendo denominada de plataforma primária. Essa plataforma deve ter 2,50
m de balanço horizontal e um complemento 80 cm de extensão com
inclinação de 45° até a borda. Acima e a partir da plataforma principal devem
ser instaladas plataformas secundárias a cada 3 (três) lajes com 1,40m de
balanço horizontal e um complemento 80 cm de extensão com inclinação de
45° até a borda.

4. Rede vertical de fachada


São redes colocadas justapostas às fachadas a fim de impedir a
queda de pessoas e materiais para fora do alcance das bandejas.

5. Guarda-corpo e rodapé
Em toda a periferia da obra devem ser instalados anteparos rígidos,
em sistema de guarda-corpo e rodapé, com altura de 1,20 m para o
travessão superior, 0,70 m para o intermediário e 0,20 m para o rodapé. O
vão entre as travessas deve ser preenchido com tela ou outro dispositivo
que garanta o fechamento seguro da abertura.

8.3 ÁREAS DE VIVÊNCIA


São áreas destinadas aos operários que trabalham na obra de modo a
oferecer uma melhor qualidade de vida ao empregado e obter maior
satisfação e motivação, gerando maior produtividade e melhor qualidade dos
serviços. Segundo a NR-18 a área de vivência é obrigatoriamente composta
de: 1) Instalação sanitária, Vestiário, Refeitório, Cozinha e Ambulatório
(Quando possuir 50 empregados). As áreas de vivência devem ser mantidas
em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, e disporem de:

1.Instalação sanitária:
Entende-se como instalação sanitária o local destinado ao asseio
corporal e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. As
instalações sanitárias provisórias devem ser dimensionadas a atender
adequadamente ao número de operários e de forma que possam ser
reutilizadas em outras obras. Segundo a NR-18 devem ser observadas as
seguintes condições:
– Ter paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
– Ter piso impermeável, lavável e não escorregadio;
– Ter pé-direito mínimo de 2,50 m ;
– Possuir Iluminação e ventilação adequados;
– Um lavatório, um vaso sanitário e um mictório para cada grupo de 20 (vinte)
trabalhadores ou fração;
– Um chuveiro para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração;
– Ser independente para homens e mulheres, quando for o caso;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 9

– O box sanitário deve ter área mínima de 1,00 m² , porta com trinco interno,
papeleira e cesto para papel;
– Os vasos devem ser do tipo bacia turca ou sinfonado com caixa ou válvula
de descarga e ligados à rede de esgoto ou fossa.
– Cada chuveiro deve ter área mínima de 0,80 m² e possuir saboneteira e
cabide individuais.

2. Vestiário:
Todo canteiro deve possuir vestiário para troca de roupa dos
empregados, dotados de bancos e armários individuais com fechadura ou
cadeado, piso cimentado ou madeira, área de ventilação e possuir pé-direito
mínimo de 2,50 m . Distância mínima de 1,60 m entre frentes de armários.

3. Refeitório:
Nos canteiros de obra é obrigatória a existência de local adequado
para refeições; Ser bem ventilado e iluminado, dotado de mesas e assentos,
piso lavável, pé-direito de 2,80 m e lavatório instalado em sua proximidade.
Não se localizar em porão ou subsolo. Não possuir comunicação direta com
instalações sanitárias. Possuir depósito (com tampa) para lixo. Sendo
obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, sendo proibido o
uso de copos coletivos. Atender a pelo menos metade dos operários por vez.
Este espaço é geralmente utilizado como área de lazer.

4. Cozinha:
Atualmente a alimentação dos operários somente é preparada no
canteiro de obras quando não for possível ser realizada em outro local já pré-
existente, que geralmente serve a varias obras, ou ser adquirida de fornecedor
terceirizado; neste caso reserva-se uma área para aquecimento dos alimentos
e lavagem da louça. As instalações da cozinha são regulamentadas pela NR-18
e legislação complementar.

5. Ambulatório:
Toda obra com 50 (cinqüenta) ou mais operários deverá possuir
um ambulatório dotado de medicamentos básicos e maca. Neste ambulatório,
deve haver o material necessário à prestação de Primeiros Socorros, conforme
as características da atividade desenvolvida. Este material deve ser mantido
guardado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

8.4 INSTALAÇÃO HIDROSANITÁRIA


– A obra deve ser provida de abastecimento permanente de água potável;
– O reservatório provisório deve ser dimensionado para atender ao consumo
geral e a uma eventual falta de fornecimento de água;
– Os esgotos devem ser lançados na rede pública ou no sistema de fossa e
sumidouro;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 10

– Um reservatório exclusivo deve ser instalado junto à central de argamassa e


concreto.

8.5 INSTALAÇÃO ELÉTRICA


– A execução e manutenção das instalações elétricas devem ser realizadas
por trabalhador qualificado e supervisionado por profissional legalmente
habilitado;
– Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito
elétrico não estiver energizado;
– Quando não for possível desligar o circuito, deverão ser adotadas todas
as medidas de proteção, com a utilização de ferramentas e
equipamentos de proteção individual;
– É proibida a existência de partes vivas expostas de circuitos e
equipamentos elétricos;
– Os condutores devem ter isolamento adequado, de modo a não obstruir a
circulação de materiais, equipamentos e pessoal, e ser protegidos contra
impactos mecânicos, umidade e agentes corrosivos;
– Todos os circuitos devem ser protegidos com chaves acondicionadas em
quadros;
– As estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos devem ser
eletricamente aterradas;
– Os equipamentos fixos deverão ter circuito e chave individuais;
– Os equipamentos e máquinas elétricas móveis só poderão ser ligados por
meio de plugue e tomada.
– Placas de sinalização e instruções devem ser afixadas estrategicamente;
– Os locais de trabalho devem ser bem iluminados e as lâmpadas para
iluminação de locais de movimentação de materiais devem estar
protegidas contra impactos.

8.6 ELEMENTOS DE APOIO TÉCNICO/ADMINISTRATIVO


1. Escritórios
Local destinado à administração e fiscalização da obra. O seu
dimensionamento depende do número de profissionais envolvidos, podendo
ser dividido em salas técnicas e administrativas. Devem ser providas de
banheiros individualizados.

2. Portaria
A Portaria da Obra deve ficar junto à porta de acesso do pessoal e ser
suficientemente ampla para manter um estoque de EPI, a ser fornecido aos
visitantes. A guarita deve ser localizada de modo que o vigia possa controlar
os acessos da Obra. Impedir a entrada na obra, sem os Equipamentos de
Proteção Individuais. Dar acesso aos visitantes somente com autorização.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 11

3. Alojamento
Ter área mínima de 3,00m2 por módulo cama/armário, incluindo a
circulação. Proibido “treliche”. não estar situado em subsolo ou porão. Ter
armários duplos, individuais. Fornecimento de água potável, filtrada e fresca.
Ter lençol, fronha e travesseiro por cama.

8.7 SISTEMA DE TRANSPORTE


1. Na horizontal – Carrinho, jerica, padiola, “bob-cat”, pá-mecânica, retro-
escavadeira, etc.
2. Na vertical – Elevadores, guincho de coluna, grua, sarilho, etc.
3. Outros – Bombas de argamassa e concreto, bombas d’água, etc.
O sistema de transporte deve ser bem projetado, com leiaute bem
definido, levando-se em conta a redução das distâncias e das operações de
cargas e descargas, o cruzamento das vias e o menor contato entre
operário e material.

8.9 ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM DE MATERIAIS

a. Depósito
São instalações destinadas à guarda de materiais de considerável
quantidade e volume por razões de segurança e deterioração. O seu
dimensionamento depende do volume estimado de material a ser estocado e
do espaço disponível.
b. Silos / baias
São instalações destinadas a armazenar agregados e aglomerantes a
granel. Devem ser localizados de forma a permitir fácil acesso de caminhões
basculantes. As baias devem ter separações de madeira ou alvenaria para que
não haja mistura entre os materiais.
c. Almoxarifado
São instalações destinadas à guarda de ferramentas e materiais de
pequeno porte e de valor elevado.
d. Estocagem de materiais
1. Cimento:
– Local protegido contra – Dar saída por ordem de entrada;
umidade; – Camadas sucessivas cruzadas
– Empilhados sobre estrado de (amarração)
madeira; – Pilha máxima de 10 sacos.
– Prever carga na base de 3,0
ton./ m2;
2. Cal:
– Extinta e ensacada; – Altura máxima de 2,0 m;
– Empilhados sobre estrado de – Camadas sucessivas cruzadas
madeira; (amarração) ;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 12

– A cal virgem não é mais utilizada


nos canteiros de obra por ser
economicamente inviável.
3. Agregados:
– Armazenados em silos ou em –Deve-se prover delimitação quanto
baias; às laterais;
– Acesso livre para descarrego; –Evitar carreamento pela chuva e
– Descarregar a altura inferior a contaminação com terra, entulho e
3,0 m ; outros materiais;
– Evitar a ação prejudicial do –A altura máxima do estoque sobre o
vento; terreno deve ser da ordem de 1,5
–O Estoque deve estar próximo ao m;
acesso direto do basculamento –Não estocar sobre laje (devido à
do caminhão; sobrecarga);
4. Tubos metálicos, Vergalhões e perfis:
– Área de comprimento mínimo de 7,5 m para tubos, perfis e vergalhões
quando dobrados;
– Área de comprimento mínimo de 13,5 m para vergalhões de aço estirados;
– Arrumados em camadas, com espaçadores transversais travados
lateralmente;
– As extremidades devem ser alinhadas para não avançarem nas
circulações;
– Separados por tipos e bitolas e Altura máxima de 1,50 m; Os locais de
estocagem e corte dos vergalhões devem ser previamente estudados, uma
vez que cada barra mede 12,00 m de comprimento (6,00 m dobradas em
estoque); estes devem ser apoiados sobre travessas de madeira, ferro ou
concreto, a fim de se manterem afastados do solo.
5. Madeiras:
– Estocagem da madeira na obra deve ser feita por tipo de madeira e por
bitola;
– As linhas, caibros e ripas são armazenados da mesma forma que os tubos e
vergalhões.
– As peças devem ficar em local coberto de modo que não sofrerem a ação
das intempéries a fim de que não se alterem as suas características e
apoiadas sobre travessas de madeira para se manterem afastadas do piso.
– Deve ser observado se as peças, principalmente as chapas de madeira
compensada, não estão sofrendo deformações.
– Área dimensionada em função do comprimento máximo; – Em local
afastado de inflamáveis;
– Extremidades alinhadas p/ não avançar na circulação; – Extintor
de incêndio: CO2 de 6 kg.
– Em pilhas travadas lateralmente; – Altura
máxima de 1,50 m;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 13

TERRENO DE FUNDAÇÃO

1. INTRODUÇÃO
− Fundações são os elementos estruturais com função de transmitir as
cargas da estrutura ao terreno onde ela se apóia.
− As fundações devem suportar as tensões causadas pelos esforços
solicitantes;
− O solo deve suportar as fundações sem sofrer ruptura e sem apresentar
deformações exageradas ou diferenciais.
− Os esforços atuantes sobre os elementos estruturais da edificação devem
ser previamente determinados;
− As características do solo e subsolo devem ser investigadas para fins de
projeto e execução das fundações;
− A escolha da fundação mais adequada deve ser analisada dentre os vários
tipos de fundação, em ordem crescente de complexidade e custos;

2. CARACTERÍSTICAS DO TERRENO DE FUNDAÇÃO


- Os terrenos em geral são heterogêneos, constituídos de diferentes camadas
superpostas que variam quanto à espessura, disposição, inclinação e
propriedades geológicas. Essas características, conforme se apresentam,
oferecem comportamento, propriedades e resistências diferentes;
- A determinação das propriedades e do comportamento dos solos é tarefa
bastante difícil e complexa, pois variam com o local e com a profundidade, e
apresentam uma variação muito ampla de suas características de acordo
com a heterogeneidade de sua natureza;
- A capacidade de suporte do solo de fundação é o item mais importante a
ser levado em conta na elaboração e execução de projetos de fundação;
- A resistência do terreno na grande maioria dos casos tende a aumentar com a
profundidade;
- Os terrenos mais homogêneos oferecem mais estabilidade às fundações;

3. INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS, GEOLÓGICAS E OBSERVAÇÕES LOCAIS


− O Terreno de fundação deve ser previamente investigado para fins de
projeto e execução das fundações, quanto à natureza geológica e resistência
do subsolo, levando-se em conta as peculiaridades da obra em projeto.
− As investigações do terreno de fundação constituído por solo, rocha, mistura
de ambos ou rejeitos compreendem:
1. Investigações de campo – sondagens e ensaios:
- Ensaios de reconhecimento à percussão e/ou outros métodos;
- Medição dos níveis d’água e dos movimentos das águas subterrâneas;
- Coleta de amostragem de solo;
- Medição da espessura das camadas e avaliação da orientação dos planos
que as separam;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 14

- Ensaios de in situ de permeabilidade;


- Realização de provas de carga e outras investigações.
2. Investigações em laboratório – os ensaios de laboratório visam à
determinação de características diversas do terreno de fundação,
utilizando amostras representativas das condições locais obtidas nas
sondagens. Os principais ensaios são: caracterização, resistência,
deformabilidade, permeabilidade, expansibilidade e colapsibilidade; A
análise físico-química da água é realizada sempre que houver suspeita de
sua agressividade aos materiais constitutivos das fundações a executar;
- O lançamento de fundações em terreno não homogêneo requer estudos e
cuidados mais apurados, a fim de que sejam evitados recalques acentuados
e principalmente recalques diferenciais.
- O perfil de sondagem de reconhecimento do subsolo servirá para escolha do
sistema de fundação mais adequado e mais econômico.

4. MECANISMO DE DEFORMAÇÃO DO SOLO


- As partículas do solo, de maneira geral, se encontram livres para se
deslocarem entre si;
- Os espaços intermediários das partículas de solo são constituídos de um
conjunto de partículas de água e ar;
- As cargas comprimem o solo abaixo das fundações provocando deformações,
denominadas de recalques;
- O recalque do solo deve ser calculado e comparado ao recalque compatível e
admissível pela estrutura da obra;
- Os recalques diferenciais devem ser evitados, pois geralmente provocam
sérios danos à obra;
- A ruptura do solo ocorre quase sempre com grandes deformações;
- A deformação do solo ocorre devido a vários fatores:
1. Deslocamentos de partículas de solo e água da zona mais comprimida até
a menos comprimida.
2. O rearranjo das partículas que escorregam entre si.
3. A expulsão da água e do ar dos poros do solo.
4. A fragmentação de partículas.
- A deformação se verifica em duas etapas:
1. A Deformação Imediata: ocorre logo após o carregamento das
fundações.
2. A Deformação Lenta (adensamento secundário): continua a ocorrer
após a deformação imediata.
- O terreno de fundação deve oferecer estabilidade e segurança em relação à
ruptura do solo, deve ser imune à erosão e não sofrer deformações
excessivas;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 15

5. PROGRAMAÇÃO DE SONDAGENS DE SIMPLES


RECONHECIMENTO DOS SOLOS PARA FUNDAÇÕES DE
EDIFÍCIOS - NBR 8036 (JUN/1983)
A elaboração de projetos geotécnicos para construção de edifícios exige
uma programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos
destinada a fundações de edifícios. Esta programação abrange o número, a
localização e a profundidade das sondagens.

5.1 Número e locação das sondagens


O número de sondagens e a sua localização em planta dependem do
tipo da estrutura, de suas características especiais e as condições
geotécnicas do subsolo. O número de sondagens deve ser suficiente para
fornecer um quadro, o melhor possível, da provável variação das camadas do
subsolo do local em estudo.
O número mínimo de sondagens devem ser:
Para área de projeção em planta do edifício até 200 m² – dois furos;
Para área de projeção em planta do edifício entre 200 m² e 400 m² – três
furos;
Para área de projeção em planta do edifício entre 400 m² e 1.200 m² – um
furo a cada 200 m² ;
Para área de projeção em planta do edifício entre 1.200 m² e 2.400 m² – um
furo a cada 400 m² ;
Para área de projeção em planta do edifício acima de 2.400 m² – o número de
sondagens deve ser fixado de acordo com o plano particular da construção
conforme a área, a importância e peculiaridade da obra e o tipo de fundação
a ser adotado.
A distância entre os furos varia de 15 a 30 metros, conforme a
necessidade.
Nos casos em que não houver ainda disposição em planta dos edifícios,
como nos estudos de viabilidade ou de escolha de local, o número de
sondagens deve ser fixado de forma que a distância máxima entre elas seja
de 100 m, com um mínimo de três sondagens.
As sondagens devem ser localizadas em planta e obedecer às seguintes
regras gerais:
1. na fase de estudos preliminares ou de planejamento do
empreendimento, as sondagens devem ser igualmente distribuídas em toda a
área; na fase de projeto podem-se localizar as sondagens de acordo com
critério específico que leve em conta pormenores estruturais;
2. quando o número de sondagens for superior a três, não devem ser
distribuídas ao longo de um mesmo alinhamento.

5.2 Profundidades das sondagens


UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 16

A profundidade a ser explorada pelas sondagens de simples


reconhecimento, para efeito do projeto geotécnico, é função do tipo de
edifício, das características particulares de sua estrutura, da forma da área
carregada e das condições geotécnicas e topográficas locais.
A exploração deve ser levada a profundidades tais que incluam todas as
camadas impróprias ou que sejam questionáveis como apoio de fundações,
de tal forma que não venham a prejudicar a estabilidade e o comportamento
estrutural ou funcional do edifício.
As sondagens devem ser levadas até a profundidade onde o solo não
seja mais significativamente solicitado pelas cargas estruturais, fixando-se
como critério aquela profundidade onde o acréscimo de pressão no solo,
devida às cargas estruturais aplicadas, for menor do que 10% da pressão
geostática efetiva.
Quando uma sondagem atingir camada de solo de compacidade ou
consistência elevada, e as condições geológicas locais mostrarem não haver
possibilidade de se atingirem camadas menos consistentes ou compactas,
pode-se parar a sondagem naquela camada.
Quando a sondagem atingir rocha ou camada impenetrável à percussão
pode ser ela interrompida. Nos casos de fundações de importância, ou quando
as camadas superiores de solo não forem adequadas ao suporte, aconselha-
se a verificação da natureza e da continuidade da camada impenetrável.
Nestes casos, a profundidade mínima a investigar é de 5 m.

6. SONDAGEM SPT – STANDARD PENETRATION TEST


O SPT é, de longe, o ensaio mais executado no mundo e no Brasil. No
Brasil o ensaio está normalizado pela ABNT através da NBR 6484 (Dez /1980).

A sondagem SPT tem por finalidades:


1. Conhecer as características do solo através de amostra retirada a
cada metro perfurado.
2. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência
(argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo;
3. A resistência oferecida pelo solo à cravação do amostrador a cada
metro perfurado.
4. Determinação da resistência do solo estimada através de correlação.
5. A posição dos níveis d’água quando encontrados durante a
perfuração.
6. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e
avaliação da orientação das superfícies que as separam.

Execução do Ensaio SPT


1. A sondagem inicia-se escavando com emprego do trado concha ou helicoidal
ou cavadeira manual até a profundidade de 1m e recolhe-se a amostra zero.
O trado concha deve ter (100±5) mm de diâmetro;
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 17

2. Prossegue-se com a escavação do segundo metro até 55 cm e daí introduz-


se a sonda (amostrador padrão);
3. Inicia-se a percussão fazendo penetrar no solo uma sonda (amostrador
padrão) de 60 cm de comprimento e 2” de diâmetro por meio de percussão
utilizando-se um peso de 65 kg (martelo), caindo de 75 cm de altura;
4. O martelo é suspenso utilizando-se de um tripé, uma roldana e um cabo. O
martelo consiste de uma massa de ferro de 60 kg de forma cilíndrica, com
uma haste-guia de 1,20 m de comprimento, perfeitamente retilíneas e
ortogonais à superfície que recebe o impacto. Encaixado na parte inferior do
martelo, deve ter um coxim de madeira dura;
5. A cada metro perfurado é recolhida uma amostra do solo e contado o
número de quedas necessárias para cravação de cada 15 cm dos últimos 45
cm restantes de cada metro;
6. Determinar a profundidade do lençol d’água quando atingido;
7. Nas operações subseqüentes de perfuração, intercaladas às operações
amostragem deve ser utilizado trado helicoidal até se atingir o nível d’água
freático. Quando o avanço da perfuração com emprego do trado helicoidal
for inferior a 50 mm após 10 minutos de operação, ou nos casos de solos
aderentes ao trado, passa-se ao método de perfuração por circulação de
água, também denominado por lavagem;
8. A operação de perfuração realizada por circulação de água utiliza-se do
trépano de lavagem como ferramenta de escavação e a remoção do material
escavado por meio de circulação de água realizada pela bomba d’água
motorizada, através da composição das hastes de perfuração;
9. Durante a operação de perfuração, devem ser anotadas as profundidades
das transições de camadas detectadas por exame tátil-visual e da mudança
de coloração dos materiais trazidos da boca do furo pelo trado helicoidal ou
pela água de lavagem;
10. Tendo-se executado as sondagens corretamente, as informações são
condensadas e apresentadas em um relatório escrito e outro gráfico;

Estimação da tensão admissível do solo


O SPT é dado pelo número de golpes necessários para que o amostrador
penetre os últimos 30 cm de cada metro de cravação. Através do SPT
estima-se a tensão admissível do solo de fundação através de correlações
(quanto maior o número de golpes maior a resistência oferecida pelo
terreno).
As primeiras correlações sugiram com a publicação do livro de Terzaghi e
Peck (1948).

7. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS


Os solos são identificados e classificados por sua textura, composição
granulométrica, plasticidade, consistência ou compacidade, etc.
Sob o ponto de vista restrito da construção os solos se classificam em:
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 18

1. Coesivos ou argilosos – classificados segundo a sua consistência:

Índice de
Consistênci
penetraç Pressão Admissível
a
ão

SPT menor do
Muito mole -
que 2

Menor que 1,0


De 2 a 4 Mole
kg/cm²

De 4 a 8 Média 1,0 a 2,0 kg/cm²

De 8 a 18 Rija 2,0 a 3,5 kg/cm²

De 16 a 32 Dura 3,5 a 6,0 kg/cm²

Maior do que 32 Muito dura Maior que 6,0 kg/cm²

Não Coesivos ou arenosos – classificados segundo sua compacidade:


Índice de Compacidad Granulaç Pressão admissível
penetração e ão (kg/cm²)
SPT menor do que
Muito fofos - -
2
Fina Menor que 1,0
De 2 a 5 Fofos
Grossa Menor que 1,5
Medianament Fina 1,0 a 1,5
De 5 a 12
e compactos Grossa 1,5 a 3,0
Fina 2,5 a 5,0
De 12 a 30 Compactos
Grossa 3,0 a 5,0
Muito
Maior do que 30 - Maior do que 5,0
compactos

2. Rochas:
Pressão Admissível
Tipo de Solo
(kg/cm²)
Rocha viva . . . . . . . . . . . . . . .
20 a 100 kg/cm²
........
Alteração de rocha / desmonte
4 a 20 kg/cm²
a dinamite
Alteração de rocha / desmonte
Menor do que 4 kg/cm²
a picareta

Classificação quanto à granulometria do solo:


UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 19

1. ROCHA – As rochas de dimensões limitadas são assim denominadas:


- Bloco de rocha: pedaço isolado de rocha de diâmetro superior a 1 m .
- Matacão: pedaço de rocha de diâmetro médio superior a 25 cm e inferior a
1m .
- Pedra: pedaço de rocha de diâmetro médio superior a 7,6 cm e 25cm.

2. SOLOS – materiais provenientes da decomposição in situ das rochas.


 Pedregulhos – Solos constituídos predominantemente por grãos de
diâmetro máximo entre 4,8 mm e 76 mm.
 Areias – Solos constituídos predominantemente por grãos de diâmetro
máximo entre 0,05 mm e 4,8 mm.
1. Grossa: Diâmetro entre 2.00 mm e 4,8 mm.
2. Média: Diâmetro entre 0,42 mm e 2.00 mm.
3. Fina: Diâmetro entre 0,05 mm e 0,42 mm.

 Silte – Solos constituídos predominantemente por grãos de diâmetro


máximo entre 0,005 mm e 0,05 mm.
 Argila – Solos constituídos predominantemente por grãos de diâmetro
máximo inferior a 0,005 mm.
1. Argila muito mole: escorre facilmente entre os dedos, quando apertadas
na mão.
2. Argila mole: são facilmente moldadas pelos dedos.
3. Argila média: podem ser moldadas normalmente entre os dedos.
4. Argila rija: Requer grande esforço para ser moldada pelos dedos.
5. Argila dura: Não pode ser moldada entre os dedos, quando submetida a
grande esforço se desagrega.

7. PRESSÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL (Recomendada para pequenas obras)


Rochas sã,
maciça. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
.......... 20,0 kg/cm²
Terreno de excepcional qualidade (Piçarra, cascalho, areia e
pedregulho compactos) 4,0 kg/cm²
Terrenos bons: argilo-arenosos, areia grossa e areia fina
compacta. . . . . . . . . . . . . . . 2,0 kg/cm²
Terrenos comuns: Argila mole, areia fofa, aterros de
areia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,0 kg/cm²
Aterros velhos (mais de 20 anos), recalcados e
consolidados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 kg/cm²

TABELA da NBR 6122/1996 - PRESSÕES ADMISSÍVEIS BÁSICAS ( σo)


UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 20

Valores
Classe Descrição
(kg/cm²)
Rocha sã, maciça, sem laminações ou sinal de
1 30
decomposição.
Rochas laminadas, com pequenas fissuras,
2 15
estratificadas.
3 Rochas alteradas ou em decomposição. 11 a 14
4 Solos granulares concrecionados – conglomerados. 10
5 Solos pedregulhos compactos a muito compactos. 6
6 Solos pedregulhos fofos. 3
7 Areias muito compacta 5
8 Areias compactas 4
9 Areias medianamente compacta 2
10 Argilas duras 3
11 Argilas rijas 2
12 Argilas médias 1
13 Siltes duros (muito compactos) 3
14 Siltes rijos (compactos) 2
15 Siltes médios (medianamente compactos) 1

- Para solos das classes 4 a 9, as pressões devem ser aplicadas quando a


profundidade da fundação for menor ou igual a 1 m . Quando a fundação
estiver a uma profundidade maior e for totalmente confinada pelo terreno
adjacente, os valores básicos da tabela podem ser acrescidos de 40 % para
cada metro de profundidade além de 1 m, limitado ao dobro do valor
fornecido na tabela.
- Para os solos das classes 10 a 15, as pressões devem ser aplicadas a um
elemento de fundação não maior que 10 m² .
- O fator de segurança mínimo aplicado sobre os valores de capacidade de
carga de fundações superficiais, obtidos por cálculo ou experimentalmente,
é 3,0.

7. CONSOLIDAÇÃO DO LEITO DE FUNDAÇÃO


1. Apiloamento Manual ou Mecânico - Consiste no adensamento do
terreno por meio manual (malho) ou mecânico (sapo), diminuindo os seus
vazios. Obtém-se, geralmente, um aumento de 20% na resistência do
terreno.
2. Calçada - No fundo da cava cravam-se pedras em camadas. Os esforços
serão transmitidos de topo e lateralmente. Obtém-se, geralmente, um
aumento de 25% na resistência do terreno.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 21

3. Estacas Curtas - Consiste na cravação de pequenas estacas de 1,50 a


2,00 m, de seção 10 x 10 cm , de madeira ou preferencialmente de
concreto e em seguida feita uma base de concreto simples de 30 cm de
espessura sobre as cabeças das estacas. As estacas são afastadas entre si
de 50 cm. Obtém-se, geralmente, um aumento de 30% na resistência do
terreno.
4. Colchão de Areia - Consiste em apoiar a fundação sobre um colchão
artificial de areia acamada e molhada. A areia deve estar completamente
confinada sem possibilidade de fuga. Na prática adota-se para uma altura
mínima 1,00 m para se ter uma resistência de 1,0 Kg/cm² e de 2,0 m de
altura para resistência 2,0 kg/cm². Despreza-se o peso próprio da areia e
adota-se o ângulo espraiamento das cargas de 45°.

8. RECALQUES DE FUNDAÇÕES DE EDIFÍCAÇÃO


Os recalques são provocados pela deformação terreno de fundação sob
ação das cargas.
Os recalques de um edifício apresentam diversas tendências:
Recalque total uniforme:
A estrutura experimenta um movimento de translação de um corpo rígido,
todas as deformações diferenciais são transferidas e absorvidas aos demais
elementos estruturais, a edificação sofre um recalque uniforme como se fora
apoiada em um único bloco ou sapata. A Norma Brasileira estabelece limites de
deformação.
Recalque diferencial com rotação:
A estrutura, como um todo, experimenta um movimento de rotação de um
corpo rígido, o edifício geralmente se inclina para um dos lados.
Recalque diferencial acompanhado de distorção:
A estrutura não funciona como um corpo rígido, o movimento do edifício é
acompanhado de deformações angulares, de conseqüências graves para a
estrutura e para os fechamentos (fissuras, trincas, rupturas estruturais
localizadas).

1. MANIFESTAÇÕES
As manifestações decorrentes do mal desempenham de uma fundação
ocorrem em duas áreas distintas:
a. Nos próprios elementos de fundação
Estas manifestações quando ocorrem não são percebidas de imediato, pois as
peças encontram-se enterradas, e somente após a constatação de
manifestações provocadas na superestrutura, se investiga as fundações.
∙Estacas metálicas - oxidação e/ou corrosão.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 22

∙Concreto armado - corrosão das armaduras, deformações excessivas,


fissuras, trincas, rupturas, esmagamento e deterioração
do concreto e da armadura.
∙ Estacas de madeira - apodrecimento e perda de material.
b. Na superestrutura
As manifestações se apresentam na superestrutura como repercussão do mau
funcionamento do sistema de fundação, e sob a forma de danos. Estes podem
ser classificados em três tipos:
∙ Danos Arquitetônicos - são aqueles que atentam contra a estética e a
aparência da obra, tais como as fissuras e rachaduras em paredes e
revestimentos, desaprumo da edificação, desnivelamento de piso, etc.
Geralmente, nesta situação, verifica-se se houve estabilização do processo
sem danos estruturais e procede-se a recuperação destes elementos
arquitetônicos danificados.
∙ Danos Funcionais - são aqueles que afetam o funcionamento e a utilização
da obra, tais como vazamentos decorrentes de rompimento de tubulações
de água e esgoto, danificação de impermeabilizações, mal funcionamento e
desgaste de elevadores devido aos desaprumos e/ou desnivelamentos,
emperramento de portas e janelas, desnivelamento de pisos, etc.
Quando o mau funcionamento da edificação atinge limites insuportáveis,
faz-se necessário o reforço de fundação.
∙ Danos Estruturais - são aqueles causados à própria estrutura de
sustentação da obra, como lajes, vigas e pilares, e se manifestam através
de fissuras, trincas, deformações excessivas, esmagamento, etc.
Neste caso o reforço é inevitável tendo em vista o comprometimento da
estabilidade e segurança da obra.

2. CAUSAS GERAIS SUBJETIVAS


De uma forma geral as suas causas subjetivas mais prováveis dos
problemas de mau funcionamento de um sistema de fundações são:
1 ∙ Ausência, insuficiência ou má qualidade das investigações geotécnicas.
2 ∙ Má interpretação dos resultados da investigação geotécnica.
3 ∙ Erro na estimativa dos esforços provenientes da estrutura.
4 ∙ Adoção inadequada da tensão admissível do solo ou cota de apoio.
5 ∙ Modelos inconvenientes de cálculo das fundações.
6 ∙ Escolha inadequada do tipo de fundação.
7 ∙ Detalhamento deficiente do projeto e/ou má especificação dos
materiais.
8 ∙ Má execução e/ou emprego de materiais de má qualidade.
9 ∙ Modificações não autorizadas nos projetos.
10∙ Modificação no carregamento e/ou uso da obra.
11∙ Modificações de áreas e/ou acréscimo de andares.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 23

12∙ Influência acidental externa: Escavações, deslizamentos, construções


vizinhas, vibrações no subsolo, enchentes, etc.

3. PRINCIPAIS TIPOS DE RECALQUES


 Recalque diferencial por sobreposição de tensões.
Mesmo em terrenos uniformes e com cargas balanceadas, este tipo de
recalque ocorre pela superposição dos bulbos de tensões de sapatas próximas,
ou de dois edifícios.
Recalques nas zonas centrais do edifício: Supondo que as transmissões
das cargas se façam de forma aproximada de 45o, tem-se que os cones de
influência começam a se sobrepor a uma profundidade que será igual à
separação entre as bordas mais próximas das sapatas adjacentes; com isto, a
parte central do terreno sob a estrutura estará submetida a tensões superiores
às zonas externas, produzindo recalques maiores nos elementos centrais do
edifício.
Recalques entre dois edifícios: Quando se constrói um edifício próximo a
outro recém-construído, as duas zonas de influência se cortam a partir de uma
profundidade igual à metade da distancia entre eles, provocando recalques nas
extremidades mais próximas dos edifícios e fazendo um inclinar-se em direção
ao outro. Quando se constrói um edifício junto a outro existente, cujo terreno
de fundação já esteja consolidado, este poderá sofrer recalque diferencial se
inclinar afastando-se do edifício mais antigo.

 Recalque diferencial provocado por maciços de solo não uniformes


Em maciço de solo não uniforme verificam-se, algumas vezes, módulos
diferentes de deformação em regiões bem próximas sob uma mesma
edificação. As fundações assentadas em solos de módulos diferentes irão
sofrer recalques diferentes, mesmo que suas cargas estejam balanceadas.

 Recalques provocados por vibrações no subsolo


Este tipo de recalque é, em sua grande maioria, provocado por cravações
de estacas próximas a fundações de prédio vizinho já existente. As vibrações
provocam um adensamento do subsolo de suporte das fundações do edifício
vizinho, levando-o a inclinar-se em direção ao terreno em obras.

 Recalque provocado por escorregamento de taludes


Ocorre em fundações diretas assentadas sobre maciço de terra próximo
aos taludes, que por uma ação qualquer venha a escorregar, provocando
abatimento do subsolo logo abaixo das fundações, e em alguns casos trazendo
consigo a edificação. Este tipo de recalque ocorre com freqüência em
edificações sobre morros e encostas, e às vezes com acidentes graves.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 24

 Recalques provocados por fugas de material do subsolo


São recalques provocados pelo carreamento de material, geralmente
arenosos, do subsolo pela percolação da água em direção a um rio, córrego,
canal ou bueiro.

 Recalque provocado por rebaixamento do lençol freático


A execução de rebaixamento do lençol freático junto a uma edificação já
existente pode provocar um abatimento no subsolo abaixo das fundações
decorrente do preenchimento dos vazios deixados pela água, provocando nova
acomodação do solo. Estes abatimentos, não raramente, são acompanhados
de recalques diferenciais.
 Adoção de diferentes sistemas de fundação em uma mesma obra
Normalmente não é aconselhável a utilização de sistemas diferentes de
fundação em uma mesma obra, ressalvando os casos excepcionais. O se uso
inadequado pode levar a recalques diferenciais, pois a transmissão das cargas
se faz de formas diferentes e com recalques diferentes em cada sistema. É o
caso de alguns pilares apoiados em fundações diretas superficiais e outros em
bloco de estacas.

 Escorregamento de fundação por falta de ancoragem


Este tipo de problema ocorre em fundações corridas assentadas em
terrenos inclinados. Não raramente em pequenas obras, principalmente muros
divisórios, a escavação do leito de fundação tende a acompanhar a inclinação
do terreno, e a fundação inclinada gera uma componente na horizontal que
tende fazer a fundação escorregar, gerando fissuras e rachaduras nas
alvenarias e estrutura.

 Fissuramento de fundação provocado por efeito dinâmico


Muito raramente, os elementos de fundações são projetados para
atender a efeitos dinâmicos provocado por vibrações na estrutura. Como
exemplo, tem-se o fissuramento de alguns blocos de fundação do estádio do
Morumbi. Atualmente, com a evolução dos computadores, é possível se
determinar com rapidez e precisão a freqüência natural dos elementos.

 Deterioração de elementos de fundação por ação de agentes


agressivos
As fundações neste caso são atacadas por agentes agressivos do meio,
geralmente, águas ácidas residuais ácidas, cloretos da água do mar, águas
ricas em ácidos orgânicos de regiões pantanosas, e em alguns casos de águas
puras que provocam dissolução e lixiviação do concreto. Nas fundações as
armaduras devem ser bem recobertas e o concreto deve ser adequado ao meio
em que estas forem assentadas.
UVA – Engenharia Civil – Edificações – 2009.1 25

 Recalque diferencial de fundações assentadas sobre secções de


corte e aterro
As obras assentadas em uma área de corte e aterro estão sujeitas a ter
recalque diferencial quando parte das fundações são assentadas sobre o aterro
e parte sobre a região de corte, sem que os devidos cuidados sejam feitos.
 Fundações contínuas solicitadas por carregamentos desbalanceados
Quando o carregamento de fundações contínuas é tomado como uniforme por
simplificação, pode ocorrer recalque diferencial se os devidos cuidados não
forem tomados, pois os trechos mais carregados apresentam maior recalque.
 Fundações isoladas solicitadas por carregamentos desbalanceados
Fundações isoladas adjacentes com carregamentos diferentes sofrem
recalques diferentes, considerando o mesmo tipo de solo. Quando a estrutura
não absorve estes recalques diferenciais excessivos, verificam-se danos
indesejáveis na estrutura.

 Recalque diferencial de fundações provocado por “dolinas”.


Trata-se de afundamentos localizados do terreno que se processa
lentamente causados por falhas em camadas profundas do subsolo
(geralmente cavernas).