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Aula 06

Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico Judiciário - Área Administrativa) - Pós-Edital

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Plano de Benefícios do RGPS

Dependentes do RGPS

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Prestações do RGPS

Introdução aos Benefícios e Serviços

Carência das Prestações do RGPS

SUMÁRIO

 

1. Introdução

4

2. Revisão da Aula Anterior

5

3. Dependentes do Regime Geral de Previdência

9

3.1 - Introdução

9

3.2.

Prestações Devidas aos Dependentes

10

4. Dependentes de Primeira Classe (Preferenciais)

4.1. Cônjuge

4.2. Companheiros

4.3. Companheiros Homossexuais

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4.4. Concubinato

18

4.5. Filhos

19

4.6. Equiparados a Filhos

22

4.7. Comprovação do Vínculo e Dependência Econômica

28

5. Dependentes de Segunda Classe

32

5.1. Pais

32

5.2. Comprovação do Vínculo e Dependência Econômica

32

6. Dependentes de Terceira Classe

36

6.1. Irmãos

36

6.2. Comprovação do Vínculo e Dependência Econômica

36

7. Regras aplicáveis aos Dependentes

38

8. Perda da Qualidade de Dependente

49

9. Inscrição dos Dependentes

51

10. Prestações do Regime geral de Previdência Social - RGPS

51

10.1. Introdução

10.2. Espécies de Benefícios Previdenciários

10.3. Serviços Prestados Pela Previdência Social

10.4. Prestações dos Segurados e Dependentes

10.5. Aposentadoria por Invalidez

10.6. Aposentadoria por Idade

10.7. Aposentadoria por Tempo de Contribuição

10.8. Aposentadoria Especial

10.9. Auxílio Doença

10.10. Auxílio Acidente

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10.11. Salário Maternidade

91

10.12. Salário-Família

99

10.13. Pensão Por Morte

104

10.14. Auxílio Reclusão

109

10.15. Habilitação e reabilitação Profissional

114

10.16. Serviço Social

118

11. Carência das Prestações do RGPS

119

11.1. Conceito

119

11.2. Aposentadoria por Invalidez e Auxílio Doença

123

11.3. Aposentadoria por Idade, Aposentadoria por Tempo de Contribuição e Aposentadoria

Especial

129

11.4. Salário Maternidade

132

11.5. Auxílio-reclusão

135

11.6. Sem Carência Demais Benefícios e Serviços

136

11.7. Carência em caso de perda da qualidade de segurado

137

12. Resumo da Aula

143

13. Lista de Exercícios

148

13.1 . Gabarito Comentado

159

14. Gabarito Geral

199

15. Questionário de Revisão

200

15.1. Respostas Comentadas do Questionário de Revisão

16. Considerações Finais da Aula

Questionário de Revisão 16. Considerações Finais da Aula Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico

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1. INTRODUÇÃO

Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 1. I NTRODUÇÃO Olá meus amigos e minhas amigas! Sejam

Olá meus amigos e minhas amigas! Sejam todos muito bem-vindos a mais uma aula do nosso curso de Direito Previdenciário. Vamos continuar com nosso trabalho diário de preparação, sempre com muita disciplina, rotina e comprometimento, até o dia da sua aprovação.

Em nossa aula de hoje iniciaremos o estudo dos benefícios previdenciários, de maneira estruturada e diagramada, para tornar o estudo mais agradável e a retenção mais efetiva.

Começaremos a aula com o estudo das classes de dependentes do RGPS. Em seguida, seremos apresentados a cada um dos benefícios e serviços oferecidos pela Previdência Social. Ainda nesta aula estudaremos a carência das prestações previdenciárias. Importante destacar que não esgotaremos o estudo dos benefícios previdenciários nesta aula. Na próxima aula continuaremos com o estudo dos benefícios, onde analisaremos o salário de benefício, renda mensal inicial, data de início dos benefícios e data de cessação dos benefícios.

Lembre-se sempre dos pilares necessário para sua aprovação:

Conhecimento;

Retenção e fixação;

Emocional / psicológico;

Atividade física.

É muito importante manter todos estes pilares em harmonia, não apenas adquirindo conhecimento, mas também mantendo o processo de revisão e retenção permanentemente ativos, bem como manter um equilíbrio emocional, psicológico e o corpo energizado e condicionado mediante atividades físicas constates.

A soma destes fatores irá auxiliar muito no seu projeto e processo de preparação.

Que Deus os abençoe e consolide o aprendizado de hoje.

Que Deus os abençoe e consolide o aprendizado de hoje. Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região

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2. REVISÃO DA AULA ANTERIOR

A empresa é obrigada a:

o

Arrecadar e recolher as contribuições dos segurados a seu serviço;

o

Recolher suas contribuições patronais sobre as remunerações dos segurados a seu serviço

o

Reter e recolher 11% do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços mediante cessão ou empreitada de mão de obra.

o

Recolher contribuições sobre faturamento e lucro

o

Arrecadar e recolher a contribuição incidente sobre a comercialização da produção rural do produtor rural pessoa física e do segurado especial.

o

É obrigado a recolher contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente de comercialização de sua produção rural, quando se tratar de um produtor rural pessoa jurídica.

No caso de trabalhador avulso, temos duas situações:

o

Trabalhador avulso portuário: quem arrecada e recolhe é o Órgão Gestor de mão de obra;

o

Trabalhador avulso não portuário: quem arrecada e recolhe é a empresa tomadora do serviço.

O empregador doméstico arrecada e recolhe as contribuições do empregado doméstico a seu serviço;

Quem recolhe as contribuições do segurado facultativo é o próprio segurado facultativo;

No caso do contribuinte individual, temos duas situações:

o

se o C.I. presta serviço para empresa: quem arrecada e recolhe é a empresa contratante

o

será o próprio segurado nos seguintes casos:

se o C.I. presta serviço por conta própria;

se o C.I. presta serviço para pessoa física

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se o C.I. presta serviço para missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeira

ou quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o brasil seja membro efetivo

No caso de segurado especial e produtor rural pessoa física, temos duas situações:

o

o adquirente da produção rural deverá reter e recolher:

se o adquirente da produção rural for pessoa jurídica, ou

se se for pessoa física, não produtor rural, que adquira a produção para venda, no varejo, a pessoas físicas, quem arrecada e recolhe será o adquirente da produção rural.

o

o próprio segurado deverá recolher se vender para:

adquirente domiciliado no exterior

diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física

produtor rural pessoa física

outro segurado especial

Existem 5 datas de vencimento das contribuições previdenciárias

o

2 contribuições até o dia 15 do mês seguinte:

Facultativo

Contribuinte individual (quando ele mesmo recolhe)

o

1 contribuição até o dia 20 de dezembro:

13º salário

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o

1 contribuição até 2 dias uteis após o evento:

a contribuição de 5% incidente sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos

o

2 contribuições até o dia 7 do mês seguinte:

Segurado Especial, quando ele próprio recolhe;

Empregador doméstico, junto com a cota descontada do empregado doméstico a seu serviço.

o

Várias contribuições até o dia 20 do mês seguinte:

todas as demais contribuições;

Recolhimento fora do prazo:

o

Inadimplente (declara e não recolhe): Juros de mora e multa de mora;

o

Sonegador (não declara e não recolhe): Juros de mora e multa de ofício.

Principais Obrigações Acessória da Empresa:

o

Folha de Pagamento;

Mensal;

TODOS os segurados;

Por estabelecimento;

Por obra de Construção Civil;

Por tomador de serviços;

o

GFIP.

Mensalmente;

Dados Cadastrais;

Fatos Geradores;

Outras Informações

o

Contabilidade.

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Lançar Mensalmente;

Em Títulos Próprios;

Fatos Geradores;

Quantia descontada;

Contribuições da Empresa;

Total Recolhido

o

Retenção de 11%:

o

Cessão de mão de obra;

o

Empreitada de mão de obra.

Empresa Contratante (tomadora):

o

Reter 11%;

o

Recolher em nome da prestadora.

Empresa Contratada (prestadora ou cedente de mão de obra):

o

Destacar na NF o valor da retenção;

 

o

Elaborar as folhas de pagamento e GFIP para cada contratante;

 

o

Compensar

o

valor

retido

quando

do

pagamento

de

suas

contribuições

previdenciárias

pagamento de suas contribuições previdenciárias Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico

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PLANO DE BENEFÍCIOS E SERVIÇOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RGPS

3. DEPENDENTES DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA

3.1 - INTRODUÇÃO

Como já estudado, os beneficiários do Regime Geral de Previdência Social RGPS são os segurados e seus dependentes.

Após termos feito o estudo detalhado de cada uma das espécies de segurados, vamos agora estudar cada um dos dependentes.

Os dependentes são beneficiários do RGPS independentemente de qualquer contribuição, pois seu vínculo com a Previdência Social decorre da contribuição do segurado com o qual mantenha vínculo de dependência.

Nos termos do art. 16 da Lei 8.213/91, os dependentes dividem-se em três classes, conforme segue:

Classe I (1ª Classe) - também conhecido como dependentes preferenciais: o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave;

Classe II (2ª Classe): os pais;

Classe III (3ª Classe): o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave.

deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave. Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico

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NÃO COMPROVAM DEPENDÊNCIA ECONÔMICA CÔNJUGE, COMPANHEIRA (O) FILHO NÃO EMANCIPADO DE QUALQUER 1ª CLASSE
NÃO COMPROVAM
DEPENDÊNCIA ECONÔMICA
CÔNJUGE, COMPANHEIRA (O)
FILHO NÃO EMANCIPADO DE QUALQUER
1ª CLASSE
CONDIÇÃO, MENOR DE 21 ANOS
FILHO INVÁLIDO OU QUE TENHA DEFICIÊNCIA
PREFERENCIAIS
INTELECTUAL OU MENTAL OU DEFICIÊNCIA GRAVE,
NOS TERMOS DO REGULAMENTO
(DE QUALQUER IDADE)
DEPENDENTES
ENTEADO E MENOR SOB TUTELA
(PRECISAM COMPROVAR DEPENDÊNCIA ECONÔMICA )
PAIS
2ª CLASSE
(PRECISAM COMPROVAR DEPENDÊNCIA ECONÔMICA)
ART. 16º - RPS
IRMÃO DE QUALQUER CONDIÇÃO, MENOR DE 21 ANOS
(PRECISAM COMPROVAR DEPENDÊNCIA ECONÔMICA)
3ª CLASSE
IRMÃO INVÁLIDO OU QUE TENHA DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL OU MENTAL OU DEFICIÊNCIA GRAVE,
NOS TERMOS DO REGULAMENTO (DE QUALQUER IDADE)
(PRECISAM COMPROVAR DEPENDÊNCIA ECONÔMICA)

3.2. PRESTAÇÕES DEVIDAS AOS DEPENDENTES

ECONÔMICA) 3.2. P RESTAÇÕES D EVIDAS AOS D EPENDENTES Os dependentes têm direito apenas a dois

Os dependentes têm direito apenas a dois benefícios previdenciários, quais sejam:

pensão por morte e

auxílio-reclusão.

Além destes benefícios, os dependentes também terão direito aos serviços oferecidos pela Previdência Social, conforme segue:

Habilitação e reabilitação profissional e

Serviço Social

Tais benefícios e serviços serão estudados em detalhes, junto com as demais prestações previdenciárias, durante nosso curso.

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DIREITOS DOS DEPENDENTES
DIREITOS DOS
DEPENDENTES
Rubens Mauricio Aula 06 1273621 DIREITOS DOS DEPENDENTES BENEFÍCIOS SERVIÇOS PENSÃO POR MORTE AUXÍLIO-RECLUSÃO

BENEFÍCIOS

SERVIÇOS

PENSÃO POR

MORTE

AUXÍLIO-RECLUSÃO

REABILITAÇÃO

PROFISSIONAL

SERVIÇO SOCIAL

4. DEPENDENTES DE PRIMEIRA CLASSE (PREFERENCIAIS)

4.1. CÔNJUGE

Consideram-se cônjuges aqueles matrimonialmente vinculados pelo casamento. Assim sendo, cada um dos cônjuges é beneficiário do RGPS, na condição de dependente, em relação ao outro cônjuge, quando estes forem segurados.

Como exemplo podemos afirmar que o marido é dependente da esposa, se ela for segurada. Da mesma forma, a esposa será dependente do marido, se ele for segurado.

O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, bem como o ex-companheiro, que recebia pensão de alimentos, concorrerá em igualdade de condições com os dependentes de 1ª Classe.

Obs.: Equipara-se à percepção de pensão alimentícia o recebimento de ajuda econômica ou financeira sob qualquer forma.

Apesar da legislação previdenciária considerar o recebimento da pensão de alimentos ou ajuda econômica/financeira como fator determinante para a manutenção da qualidade de dependente para o ex-cônjuge e ex-companheiro, o STJ tem o seguinte entendimento:

e ex-companheiro, o STJ tem o seguinte entendimento: Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico

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Súmula 336 STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade econômica superveniente.”

Apesar da súmula mencionar apenas a separação judicial, tal entendimento aplica-se também aos casos de divórcio.

Para corroborar com tal entendimento, podemos citar parte da ementa de Julgamento do STJ do Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial 101062/RJ:

STJ: Consoante jurisprudência desta Corte, comprovada a dependência econômica em relação ao de cujus, o cônjuge separado judicialmente faz jus ao benefício de pensão pós-morte do ex-cônjuge, ainda que não receba pensão alimentícia.”

4.2. COMPANHEIROS

Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada.

Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família, exceto nos casos de impedimento legal de casamento, que também impedem a constituição de união estável.

Outrossim, no caso em que um dos companheiros ou ambos sejam separados apenas de fato, tal situação, apesar de impedir casamento, não impedirá a união estável.

Assim sendo, podemos resumir as condições para que se reste caracterizada a união estável em dois itens:

convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família;

ambos os companheiros sejam solteiros, separados judicialmente, divorciados, viúvos ou separados de fato.

Não é possível o reconhecimento da união estável, bem como dos efeitos previdenciários correspondentes, quando um ou ambos os pretensos companheiros forem menores de dezesseis anos.

Em se tratando de companheiro(a) maior de dezesseis e menor de dezoito anos, dada a incapacidade relativa, o reconhecimento da união estável está condicionado à apresentação de declaração expressa dos pais ou representantes legais, atestando que conheciam e autorizavam a convivência marital do menor.

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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 1. (CESPE - Analista de Gestão Educacional –
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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 1. (CESPE - Analista de Gestão Educacional –

1. (CESPE - Analista de Gestão Educacional SEDF - 2017). Relativamente a segurados, cumulação de benefícios e previdência complementar, julgue o item a seguir.

Entende-se como companheiro ou companheira para efeito de proteção previdenciária a pessoa com quem o segurado mantém união estável por período superior a cinco anos, independentemente da existência de prole em comum.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

As Classes de dependentes são definidas em três, e companheiros, desde que comprovem união estável, são considerados como dependentes Classe I, portanto automaticamente considerados como financeiramente dependentes do segurado, não existindo um prazo legal para configurar uma união considerada estável, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.

(Destaques Nossos).

Vamos conferir o Art. 226 da Constituição federal:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

[ ]

§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

(Destaques Nossos).

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa.

Gabarito: ERRADO.

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2. (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE-PE - 2017). A respeito da carência e da condição de segurados e dependentes no regime geral da previdência social (RGPS), julgue o item subsequente.

Para a concessão da pensão por morte na condição de companheira ou companheiro, exige-se do interessado a prova da existência de filhos em comum ou da convivência por, no mínimo, dois anos com o segurado falecido.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Assertiva incorreta. As Classes de dependentes, conforme estudamos, são definidas em três e companheiros, desde que comprovem união estável, são considerados como dependentes Classe I, sendo automaticamente considerados como financeiramente dependentes do segurado, e não existindo um prazo legal para configurar uma união considerada estável e, menos ainda a necessidade da existência de filhos em comum, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.

(Destaques Nossos).

Vejamos o Art. 226 da Constituição federal:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

[ ]

§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.

(Destaques Nossos).

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa.

Gabarito: ERRADO.

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4.3. COMPANHEIROS HOMOSSEXUAIS

No âmbito do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, as normas que tratam de dependentes para fins previdenciários devem ser interpretadas de forma a abranger a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

O companheiro ou a companheira do mesmo sexo de segurado inscrito no RGPS integra o rol dos dependentes e, desde que comprovada a união estável, concorre com os dependentes preferenciais (dependentes de 1ª Classe), para fins de recebimento de pensão por morte e de auxílio-reclusão, independentemente de comprovação de dependência econômica.

de comprovação de dependência econômica. O STF já se posicionou reconhecendo a legitimidade da

O STF já se posicionou reconhecendo a legitimidade da união homoafetiva como entidade familiar. Vejamos o julgado a seguir:

RECONHECIMENTO E QUALIFICAÇÃO DA UNIÃO HOMOAFETIVA COMO ENTIDADE FAMILIAR . - O Supremo Tribunal Federal - apoiando-se em valiosa hermenêutica construtiva e invocando princípios essenciais (como os da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da autodeterminação, da igualdade, do pluralismo, da intimidade, da não discriminação e da busca da felicidade) - reconhece assistir, a qualquer pessoa, o direito fundamental à orientação sexual, havendo proclamado, por isso mesmo, a plena legitimidade ético-jurídica da união homoafetiva como entidade familiar, atribuindo-lhe, em consequência, verdadeiro estatuto de cidadania, em ordem a permitir que se extraiam, em favor de parceiros homossexuais, relevantes consequências no plano do Direito, notadamente no campo previdenciário, e, também, na esfera das relações sociais e familiares . - A extensão, às uniões homoafetivas, do mesmo regime jurídico aplicável à união estável entre pessoas de gênero distinto justifica-se e legitima-se pela direta incidência, dentre outros, dos princípios constitucionais da igualdade, da liberdade, da dignidade, da segurança jurídica e do postulado constitucional implícito que consagra o direito à busca da felicidade, os quais configuram, numa estrita dimensão que privilegia o sentido de inclusão decorrente da própria Constituição da República (art. 1º, III, e art. 3º, IV), fundamentos autônomos e suficientes aptos a conferir suporte legitimador à qualificação das conjugalidades entre pessoas do mesmo sexo como espécie do gênero entidade familiar .(STF, RE 477554 AgR/MG, DJe-164, de 25/08/2011)

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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 3. (CESPE - Auditor Fiscal de Controle Externo
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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 3. (CESPE - Auditor Fiscal de Controle Externo

3. (CESPE - Auditor Fiscal de Controle Externo - TCE-SC 2016). A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Acerca da seguridade social, julgue o item subsequente.

O STF reconhece a união homoafetiva como entidade familiar e, consequentemente, assegura ao(à) companheiro(a) da pessoa segurada a qualidade de dependente para fins previdenciários.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Sabemos que os dependentes são divididos em 3 classes, segundo o Art. 16 da Lei 8.213/91, senão vejamos:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

II - os pais;

III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

Na análise literal do dispositivo, podemos notar que nada se aborda na lei sobre os relacionamentos homoafetivos. Contudo, o STF publicou diversas decisões neste sentido, conforme segue:

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. UNIÃO HOMOAFETIVA. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO RECONHECIMENTO E QUALIFICAÇÃO DA UNIÃO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO COMO ENTIDADE FAMILIAR. DIREITO À PERCEPÇÃO DO BENEFÍCIO DA PENSÃO POR MORTE. RECONHECIMENTO. APLICAÇÃO DAS REGRAS E CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS VÁLIDAS PARA A UNIÃO ESTÁVEL HETEROAFETIVA. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO PLENÁRIO DESTA CORTE. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

1. O preceito constante do art. 1.723 do Código Civil — “é reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família” – não obsta que a união de pessoas do mesmo sexo possa ser reconhecida como entidade familiar apta a merecer proteção estatal. O Pleno do Supremo Tribunal Federal, proferiu esse entendimento no julgamento da ADI 4.277 e da ADPF 132, ambas da Relatoria do Ministro Ayres Britto, Sessão de 5.5.11, utilizando a técnica da interpretação conforme a Constituição do referido preceito do Código Civil, para excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre

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pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, entendida esta como sinônimo perfeito de família. Reconhecimento este, que deve ser feito segundo as mesmas regras e com idênticas consequências da união estável heteroafetiva.

2. Em recente pronunciamento, a Segunda Turma desta Corte, ao julgar caso análogo ao presente, o RE n.

477.554-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 26.08.11, em que se discutia o direito do companheiro, na união estável homoafetiva, à percepção do benefício da pensão por morte de seu parceiro, enfatizou que “ninguém, absolutamente ninguém, pode ser privado de direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual. Os homossexuais, por tal razão, têm direito de receber a igual proteção tanto das leis quanto do sistema político-jurídico instituído pela Constituição da República, mostrando- se arbitrário e inaceitável qualquer estatuto que puna, que exclua, que discrimine, que fomente a intolerância, que estimule o desrespeito e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual. (…) A família resultante da união homoafetiva não pode sofrer discriminação, cabendo-lhe os mesmos direitos, prerrogativas, benefícios e obrigações que se mostrem acessíveis a parceiros de sexo distinto que integrem uniões heteroafetivas.” (Precedentes: RE n. 552.802, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 24.10.11; RE n. 643.229, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 08.09.11; RE n. 607.182, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15.08.11; RE n. 590.989, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.06.11; RE n. 437.100, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 26.05.11, entre outros).

3. ( )

4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “EMENTA: ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA. BENEFÍCIO DE PENSÃO PREVIDENCIÁRIA. PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. REJEITADA DIANTE DO INFORMATIVO Nº 0366, DO STJ. MÉRITO. RELAÇÃO HOMOAFETIVA. RECONHECIMENTO COMO BENEFÍCIO DE PENSÃO POS MORTEM. POSSIBILIDADE. REEXAME NECESSÁRIO IMPROVIDO, APELO VOLUNTÁRIO PREJUDICADO. DECISÃO UNÂNIME.

1 - Ineficácia da prejudicial de impossibilidade jurídica do pedido, união homoafetiva é reconhecida pelos

Tribunais Pátrios, apesar de inexistir ordenamento legal. Possibilidade de ser concedido o benefício previdenciário nos casos de relação homoafetiva. Informativo de nº 0366, da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça reconhece a Possibilidade Jurídica do Pedido

2 - Faz jus apelada a percepção do benefício de pensão por morte o autor logrou êxito em comprovar,

efetivamente, sua vida em comum com o falecido segurado, como se more uxório, mantendo residência conjunta, partilhando despesas, além da aquisição de bens, tais como um imóvel que foi adquirido por ambos, e deixado ao autor.

3 - Pleito do apelado em conformidade com o Princípio Constitucional da Igualdade, da dignidade da pessoa

humana e da promoção do bem de todos, sem preconceitos ou quaisquer outras formas de discriminação, previsto no inciso I, do Art. 5º da Carta Magna, posto que a união homoafetiva merece ser tratada como uniões heterossexuais. 4 - Incontestável direito do apelado à percepção de pensão por morte nos termos assegurados pela Constituição da República de 1988 e a própria IN/INSS nº 025/2000, vez que presentes os requisitos necessários ao gozo desse direito. 5 - Reexame necessário improvido, prejudicado o apelo voluntário para manter incólume a decisão recorrida. 6 – Decisão unânime.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.

(STF RE 607562 AgR/PE Relator Ministro LUIZ FUX Primeira Turma Julgamento em 18.09.2012 Publicação em 03.10.2012)

(Destaques Nossos).

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Portanto podemos concluir que a assertiva está correta, pois o STF reconhece a união homoafetiva como entidade familiar e, consequentemente, assegura ao companheiro(a) da pessoa segurada a qualidade de dependente para fins previdenciários.

Estudar a Jurisprudência é essencial para diferenciar o candidato bem preparado. Sobretudo em casos de assuntos que possuem uma razoável projeção na mídia. Estes assuntos, o candidato tem que saber.

Gabarito: CERTO.

4.4. CONCUBINATO

Considera-se concubinato a relação não eventual entre o homem e a mulher, impedidos de casar. Trata-se de uma relação impedida e que não pode ser considerada como entidade familiar. No entanto, exclui-se da noção de concubinato a relação de pessoas separadas judicialmente ou de fato que, apesar de serem impedidas para novo casamento, podem estabelecer união estável, conforme previsão expressa em lei.

Também se considera concubina a mulher com quem o cônjuge adúltero tem encontros periódicos fora do lar.

A doutrina e a jurisprudência consideram as relações de concubinato excluídas do conceito de união estável, por considera-las ilegítimas, não alcançando a proteção do Estado. Vejamos decisão do STF sobre o assunto:

do Estado. Vejamos decisão do STF sobre o assunto: STF - COMPANHEIRA E CONCUBINA - DISTINÇÃO.

STF - COMPANHEIRA E CONCUBINA - DISTINÇÃO. Sendo o Direito uma verdadeira ciência, impossível é confundir institutos, expressões e vocábulos, sob pena de prevalecer a babel. UNIÃO ESTÁVEL - PROTEÇÃO DO ESTADO. A proteção do Estado à união estável alcança apenas as situações legítimas e nestas não está incluído o concubinato. PENSÃO - SERVIDOR PÚBLICO - MULHER - CONCUBINA - DIREITO. A titularidade da pensão decorrente do falecimento de servidor público pressupõe vínculo agasalhado pelo ordenamento jurídico, mostrando-se impróprio o implemento de divisão a beneficiar, em detrimento da família, a concubina. (STF - RE:

397762 BA, Relator: MARCO AURÉLIO, Data de Julgamento: 03/06/2008)

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4.5. FILHOS

Os filhos também estão incluídos no rol de dependentes de 1ª Classe (dependentes preferenciais), quando não emancipados, de qualquer condição, quando menores de 21 anos ou, em qualquer idade, quando inválidos ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave.

Filhos adotados SÃO

FILHOS, sem qualquer distinção (não por equiparação, mas por definição). A Constituição Federal de 1988 unificou o direito de igualdade entre os filhos.

Destaco aqui que os filhos adotados não são apenas equiparados a filhos

Muitos alunos costumam confundir a dependência dos filhos para efeitos previdenciários com a dependência para efeito de imposto de renda. Os filhos que tenham entre 21 e 24 anos, quando universitários ou estejam cursando escola técnica de 2º grau, apesar de dependentes para efeito de imposto de renda, não são considerados dependentes para efeitos previdenciários.

O filho maior de 21 anos somente manterá a condição de dependente quando inválido ou se tiver

deficiência intelectual, mental ou deficiência grave.

Outro ponto que costuma causar confusão ocorreu após a redução da maioridade promovida pelo Novo Código Civil, de 21 anos para 18 anos, para aquisição de plena capacidade civil. Essa redução de maioridade civil para 18 anos em nada altera a idade dos filhos, equiparados a filhos e irmãos para fins previdenciários, que manterão a qualidade de dependente, quando não emancipados, até completar 21 anos de idade.

A emancipação, cujo conceito jurídico é a aquisição de capacidade civil antes da idade mínima

definida em lei, ou seja, é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil, poderá antecipar a perda da qualidade de dependente para idade anteriores a 21 anos. Vejamos abaixo as causas de

emancipação:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público,

independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que,

em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

Obs.: Se a emancipação decorrer da colação de grau científico em curso de ensino superior, o filho inválido não perde a condição de dependente.

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Para efeitos de dependência previdenciária sem limite de idade, a invalidez tem que existir no momento em que o requisito exigido como condição para concessão do benefício for implementado. Assim sendo, A pensão por morte somente será devida ao filho e ao irmão cuja invalidez tenha ocorrido antes da emancipação ou de completar a idade de vinte e um anos, desde que reconhecida ou comprovada, pela perícia médica do INSS, a continuidade da invalidez até a data do óbito do segurado.

Exemplo 1: Abelardo , segurado do RGPS, faleceu deixando um filho de 25 anos chamado Paulo. Seis meses após a morte de Abelardo, Paulo sofreu um acidente e ficou inválido. Nesta situação, apesar de inválido, Paulo não terá direito à pensão por morte, pois sua invalidez ocorreu após a morte de seu pai Abelardo e quando Paulo já possuía mais de 21 anos.

Exemplo 2: Agora vamos imaginar que Paulo, quando do falecimento de seu pai Abelardo, tivesse 16 anos. Caso Paulo fique inválido antes de completar 21 anos, terá direito à manutenção do benefícios de pensão por morte, enquanto durar a invalidez, independentemente de sua idade e independentemente de ter ficado inválido após o óbito do segurado.

O exercício de atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual, não impede a concessão ou manutenção da parte individual da pensão do dependente com deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave.

intelectual ou mental ou com deficiência grave. 4. (CESPE - Auditor de Contas Públicas - TCE-PB
intelectual ou mental ou com deficiência grave. 4. (CESPE - Auditor de Contas Públicas - TCE-PB
intelectual ou mental ou com deficiência grave. 4. (CESPE - Auditor de Contas Públicas - TCE-PB

4. (CESPE - Auditor de Contas Públicas - TCE-PB 2018) (QUESTÃO ADAPTADA).

Ao filho maior de vinte e um anos de idade será garantida a prestação de benefícios e serviços da previdência social, desde que comprove a matrícula em instituição de ensino superior, até a data da sua formatura.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Filhos, com exceção dos inválidos ou deficientes, são dependentes Classe I e possuem direito a pensão até os 21 anos, não sendo o exercício de tal direito prorrogável pelo fato de estarem matriculados em universidade.

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Conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21

(vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; (

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

(Destaques Nossos).

)

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa.

Gabarito: ERRADO.

5. (CESPE - Defensor Público do Distrito Federal – 2013). Acerca do RGPS, julgue o
5. (CESPE - Defensor Público do Distrito Federal – 2013). Acerca do RGPS, julgue o item a
seguir.
De acordo com o disposto na Lei n.º 8.213/1991, filho maior de vinte e um anos de idade não
portador de invalidez ou qualquer deficiência mantém a condição de dependente do segurado
do RGPS até completar vinte e quatro anos, desde que seja estudante universitário.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Filhos fazem parte de dependentes da Classe I, como podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91, mas como sabemos, há algumas condições para isto. Vejamos o referido artigo:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

(Destaques Nossos).

Podemos ver que nada se fala sobre o filho ser estudante universitário ou não. A lei apenas diz que filhos menores de 21 anos são considerados como dependentes, com exceção aos filhos inválidos ou portadores de deficiências intelectuais ou mentais, portanto assertiva incorreta.

Gabarito: ERRADO.

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6. (Questão Inédita) Julgue o item a seguir: De acordo com o disposto na Lei
6. (Questão Inédita) Julgue o item a seguir: De acordo com o disposto na Lei n.º 8.213/1991, o
filho, ainda não emancipado, quando adquire a maioridade civil e não é portador de invalidez
ou qualquer deficiência, automaticamente perde a condição de dependente do segurado do
RGPS.
(
) Certo
( ) Errado

COMENTÁRIOS:

Filhos fazem parte de dependentes da Classe I e perdem tal condição quando chegam a determinada idade. Mas será que esta idade coincide com a maioridade civil? Vejamos o art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

(Destaques Nossos).

Podemos ver, neste caso, que a idade considerada pela legislação previdenciária para a perda da condição de dependente é de 21 anos. Isto é diferente da perda da menoridade que, segundo o artigo 5º do Código Civil, cessa aos 18 anos.

Calma

Mas, neste tipo de contexto, uma informação que pode ser considerada senso comum (a maioridade no Brasil inicia-se após os 18 anos completos), pode cair na sua prova. Mas não confunda maioridade civil (18 anos) com idade padrão para cessar a dependência do filho no RGPS (21 anos).

Gabarito: ERRADO.

Você não precisa saber todo o Código Civil para realizar uma prova de direito previdenciário.

4.6. EQUIPARADOS A FILHOS

de direito previdenciário. 4.6. E QUIPARADOS A F ILHOS Equiparam-se aos filhos , mediante declaração escrita

Equiparam-se aos filhos, mediante declaração escrita do segurado, comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no § 3º do art. 22, o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.

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Enteado: considera-se enteado o filho de seu cônjuge ou companheiro atual, proveniente de um relacionamento anterior.

Tutela: considera-se tutela um encargo conferido a uma pessoa civilmente capaz, para que esta administre os bens e/ou a conduta de um menor de idade, decorrente de falecimento dos pais ou estes decaírem dom poder familiar.

Os enteados e menores sob tutela serão beneficiários do RGPS na qualidade de dependente casos preencham, cumulativamente, os seguintes requisitos:

declaração escrita do segurado;

comprovação de dependência econômica;

não possuir bens suficientes para garantir seu sustento e educação

Os equipados a filhos, quando cumprirem os requisitos exigidos, também estão incluídos no rol de dependentes de 1ª Classe (dependentes preferenciais), desde que sejam menores de 21 anos ou, em qualquer idade, quando inválidos ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave.

A maior polêmica está na exclusão dos “menores sob guardado rol de dependentes equiparados

a filhos, conforme podemos verificar no art. 16, § 2º,da Lei 8.213/91, com a redação dada pela Lei nº 9.528/97. Após a exclusão dos menores sob guarda, restaram como equiparados a filhos apenas

o enteado e o menor tutelado.

No entanto, o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.090/90), em seu art. 33, §1º, determina que:

§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários.

Como podemos perceber, existe um conflito entre a norma mais específica (Lei 8.213/91) e a norma mais genérica (Estatuto da Criança e do Adolescente) acerca da equiparação a filho do menor sob guarda, para efeitos previdenciários. Vejamos, resumidamente, cada entendimento:

Lei 8.213/91: Menor sob guarda não é equiparado a filho.

Lei 8.090/90: Menor sob guarda é equiparado a filho.

Para resolver esse conflito de normas, temos que recorrer ao STJ, onde o tema também é controverso, conforme podemos ver a seguir:

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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 Vejamos uma decisão favorável ao Estatuto da Criança

Vejamos uma decisão favorável ao Estatuto da Criança e Adolescente, mantendo o menor sob guarda no rol dos equiparados a filhos:

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO POR MORTE. MENOR SOB GUARDA JUDICIAL. APLICABILIDADE DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA. INTERPRETAÇÃO COMPATÍVEL COM A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E COM O PRINCÍPIO DE PROTEÇÃO INTEGRAL DO MENOR. 1. Caso em que se discute a possibilidade de assegurar benefício de pensão por morte a menor sob guarda judicial, em face da prevalência do disposto no artigo 33, § 3º, do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, sobre norma previdenciária de natureza específica. 2. Os direitos fundamentais da criança e do adolescente têm seu campo de incidência amparado pelo status de prioridade absoluta, requerendo, assim, uma hermenêutica própria comprometida com as regras protetivas estabelecidas na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. 3. A Lei 8.069/90 representa política pública de proteção à criança e ao adolescente, verdadeiro cumprimento da ordem constitucional, haja vista o artigo 227 da Constituição Federal de 1988 dispor que é dever do Estado assegurar com absoluta prioridade à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 4. Não é dado ao intérprete atribuir à norma jurídica conteúdo que atente contra a dignidade da pessoa humana e, consequentemente, contra o princípio de proteção integral e preferencial a crianças e adolescentes, já que esses postulados são a base do Estado Democrático de Direito e devem orientar a interpretação de todo o ordenamento jurídico. 5. Embora a lei complementar estadual previdenciária do Estado de Mato Grosso seja lei específica da previdência social, não menos certo é que a criança e adolescente tem norma específica, o Estatuto da Criança e do Adolescente que confere ao menor sob guarda a condição de dependente para todos os efeitos, inclusive previdenciários (art. 33, § 3º, Lei n.º 8.069/90), norma que representa a política de proteção ao menor, embasada na Constituição Federal que estabelece o dever do poder público e da sociedade na proteção da criança e do adolescente (art. 227, caput, e § 3º, inciso II). 6. Havendo plano de proteção alocado em arcabouço sistêmico constitucional e, comprovada a guarda, deve ser garantido o benefício para quem dependa economicamente do instituidor. 7. Recurso ordinário provido.

(STJ - RMS: 36034 MT 2011/0227834-9, Relator: Ministro BENEDITO GONÇALVES, Data de Julgamento:

26/02/2014, S1 - PRIMEIRA SEÇÃO, Data de Publicação: DJe 15/04/2014)

Vejamos agora uma decisão favorável ao entendimento da Lei 8.213/91, excluindo o menor sob guarda no rol dos equiparados a filhos:

PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. MENOR SOB GUARDA.

ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de ser indevida pensão por morte a menor sob guarda se o óbito do segurado tiver ocorrido sob a

- (AgRg no RECURSO

vigência da MP n. 1.523/96, posteriormente convertida na Lei n. 9.528/97. Precedentes ( ESPECIAL Nº 1.141.788 RS)

)

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Em recente decisão, o STJ confirmou o entendimento de que o Estatuto da Criança e Adolescente deve prevalecer sobre a modificação legislativa promovida na lei geral da Previdência Social, mantendo o menor sob guarda no rol dos equiparados a filhos:

PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. MENOR SOB GUARDA. ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS. ART. 16 DA LEI N. 8.213/90. MODIFICAÇÃO PELA MP N. 1.523/96, CONVERTIDA NA LEI N. 9.528/97. CONFRONTO COM O ART. 33, § 3º, DO ECA. ART. 227 DA CONSTITUIÇÃO. INTERPRETAÇÃO CONFORME. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO INTEGRAL E PREFERENCIAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. 1. Ao menor sob guarda deve ser assegurado o direito ao benefício da pensão por morte mesmo se o falecimento se deu após a modificação legislativa promovida pela Lei n. 9.528/97 na Lei n. 8.213/90. 2. O art. 33, § 3º da Lei n. 8.069/90 deve prevalecer sobre a modificação legislativa promovida na lei geral da previdência social porquanto, nos termos do art. 227 da Constituição, é norma fundamental o princípio da proteção integral e preferência da criança e do adolescente. 3. Embargos de divergência acolhidos.

Em provas de concursos públicos, recomendo aos candidatos adotarem a seguinte resposta:

Se a banca perguntar o entendimento nos termos da lei 8.213/91: Menor sob Guarda não é equiparado a filho e está excluído do rol de dependentes.

Se a banca perguntar o entendimento nos termos do Estatuto da Criança e do

Adolescente:

Menor

sob Guarda é equiparado a filho

e está

incluído

do

rol

de

dependentes.

Se a banca perguntar o entendimento nos termos da Jurisprudência ou segundo entendimento predominante e recente do STJ: Menor sob Guarda é equiparado a filho e está incluído do rol de dependentes.

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MENOR SOB GUARDA
MENOR SOB GUARDA
DE ACORDO COM O 3 º DO ART. 3 3 D A LEI 8 .069
DE ACORDO COM O
3 º DO ART. 3 3 D A LEI 8 .069 /9 0 (ESTATUTO D A CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE),
“ A
GUARDA
CONFERE
À
CRIANÇA
OU
ADOLESCENTE
A
CONDIÇÃO
DE
DEPENDENTE,
PARA TODOS O S FINS E EFEITOS
DE
DIREITO,
INCLUSIVE PREVIDENCIÁRIOS”.
NO ENTANTO, H Á U M CONFLITO ENTRE AS NORMAS ESTABELECIDAS NO ART. 1 6 ,
2 º , DA LEI 8 .213 /9 1 (NA REDAÇÃO DADA PELA LEI 9 .528 /9 7 ) E O
3 º DO ART. 3 3 D A
LEI 8 .069 /9 0 (ESTATUTO D A CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). N O ÂMBITO DO STJ , O
TEMA É CONTROVERSO E VÁRIAS SÃO AS DECISÕES QUE DETERMINAM QUE O
MENOR SOB GUARDA NÃO ENTRA NO ROL DOS DEPENDENTES DO RGPS.
NO ÂMBITO DO STJ , O TEMA É CONTROVERSO E AS MAIS RECENTES DECISÕES
QUE
DETERMINAM
QUE
O
MENOR
SOB
GUARDA
ENTRA
NO
ROL
DOS
DEPENDENTES DO RGPS.
SOB GUARDA ENTRA NO ROL DOS DEPENDENTES DO RGPS. 7. (CESPE - Auditor de Controle Externo
SOB GUARDA ENTRA NO ROL DOS DEPENDENTES DO RGPS. 7. (CESPE - Auditor de Controle Externo
SOB GUARDA ENTRA NO ROL DOS DEPENDENTES DO RGPS. 7. (CESPE - Auditor de Controle Externo

7. (CESPE - Auditor de Controle Externo - TCE-PE - Auditoria de Contas Públicas 2017). Acerca da filiação, acumulação de benefício e regimes próprios de previdência social, julgue o item a seguir.

O adolescente que estiver sob dependência econômica da madrasta, segurada do RGPS, poderá ser inscrito no INSS como dependente desta.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

As Classes de dependentes são definidas em três, e vimos que apenas os dependentes de 1ª Classe são considerados como financeiramente dependentes do segurado. O enteado do segurado é equiparado aos filhos, mas precisa comprovar dependência econômica para ser considerado dependente e receber os benefícios, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; ( )

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§ 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

(Destaques Nossos).

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é verdadeira.

Gabarito: CERTO.

8. (CESPE - Defensor Público Federal 2015). Em relação aos segurados do RGPS e seus dependentes, julgue o item subsecutivo.

A lei de benefícios previdenciários prevê expressamente que o menor sob guarda do segurado

filiado ao RGPS é seu dependente, havendo discussão jurisprudencial a respeito do tema, dada

a

existência de normas contrárias no ordenamento jurídico nacional.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Grande polêmica está na exclusão dos “menores sob guarda” do rol de dependentes equiparados a filhos, conforme podemos verificar no art. 16, § 2º,da Lei 8.213/91, com a redação dada pela Lei nº 9.528/97. Após a exclusão dos menores sob guarda, restaram como equiparados a filhos apenas o enteado e o menor tutelado.

No entanto, o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.090/90), em seu art. 33, §1º, determina que:

§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários.

Como podemos perceber, existe um conflito entre a norma mais específica (Lei 8.213/91) e a norma mais genérica (Estatuto da Criança e do Adolescente) acerca da equiparação a filho do “menor sob guarda”, para efeitos previdenciários

A assertiva está incorreta, pois diferentemente do afirmado, a lei de benefícios previdenciários NÃO prevê expressamente que o menor sob guarda do segurado filiado ao RGPS é seu dependente (não confundir menor sob guarda com menor sob tutela), havendo discussão jurisprudencial a respeito do tema, dada a existência de normas contrárias no ordenamento jurídico nacional, como é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Gabarito: ERRADO.

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4.7. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

C OMPROVAÇÃO DO V ÍNCULO E D EPENDÊNCIA E CONÔMICA Os dependentes de 1ª Classe ,

Os dependentes de 1ª Classe, também conhecidos como dependentes preferenciais, em regra, não precisam comprovar dependência econômica, uma vez que tal dependência é presumida.

Os únicos dependentes de 1ª Classe que precisam comprovar dependência econômica são os equiparados a filhos, conforme segue:

Enteado;

Menor sob Tutela;

Menor sob Guarda (se aceito como dependente)

Os enteados e menores sob tutela serão beneficiários do RGPS na qualidade de dependente casos preencham, cumulativamente, os seguintes requisitos:

declaração escrita do segurado;

comprovação de dependência econômica;

não possuir bens suficientes para garantir seu sustento e educação.

No caso dos demais dependentes de 1ª Classe, mesmo que possuam bens suficientes para garantir seu sustento e educação e não dependam economicamente do segurado, farão jus às prestações previdenciárias na qualidade de dependentes.

Para comprovação do vínculo e da dependência econômica, quando for o caso, devem ser apresentados no mínimo três dos seguintes documentos:

certidão de nascimento de filho havido em comum;

certidão de casamento religioso;

declaração do imposto de renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente;

disposições testamentárias;

declaração especial feita perante tabelião;

prova de mesmo domicílio;

prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida civil;

procuração ou fiança reciprocamente outorgada;

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conta bancária conjunta;

registro em associação de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do segurado;

anotação constante de ficha ou livro de registro de empregados;

apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária;

ficha de tratamento em instituição de assistência médica, da qual conste o segurado como responsável;

escritura de compra e venda de imóvel pelo segurado em nome de dependente;

declaração de não emancipação do dependente menor de vinte e um anos; ou

quaisquer outros que possam levar à convicção do fato a comprovar.

A MP 871/2019 trouxe expressa a regra de que, para comprovação de dependência econômica ou união estável, é necessária a apresentação de prova material (prova documental) contemporânea aos fatos, não admitida a prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior e ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento.

ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento. 9. (CESPE - Auditor de Contas Públicas
ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento. 9. (CESPE - Auditor de Contas Públicas
ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento. 9. (CESPE - Auditor de Contas Públicas

9. (CESPE - Auditor de Contas Públicas - TCE-PB 2018) (QUESTÃO ADAPTADA). Julgue a assertiva a seguir.

A prestação de benefícios e serviços da previdência social será garantida ao cônjuge supérstite, desde que este comprove a dependência econômica do cônjuge segurado que tiver falecido.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Cônjuge, como você sabe, são pertencentes à Classe I. Não se assuste com as palavras que você não conheça, caso isto ocorra na prova. No caso, cônjuge supérstite significa cônjuge sobrevivente (viúvo), pertence à Classe I. Sabemos que dependentes Classe I, são considerados como financeiramente dependentes, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

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I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21

(vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; (

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

(Destaques Nossos).

)

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa, pois o cônjuge não deverá comprovar dependência econômica, uma vez que ela é presumida.

Gabarito: ERRADO.

10. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). João, segurado
10. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 7ª Região – 2017) (QUESTÃO ADAPTADA). João, segurado
obrigatório no RGPS, é casado com Fabiana, pelo regime da separação total de bens, com quem
tem dois filhos, Marcos, de dezesseis anos de idade, e Felipe, de vinte e cinco anos de idade,
portador de deficiência mental grave desde criança.
Nessa situação hipotética, à luz da Lei n.º 8.213/1991, considera(m)-se dependente(s)
previdenciário(s) de João: Fabiana, Marcos e Felipe.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Cônjuges, filhos menores de 21 anos não emancipados ou filhos inválidos ou que tenham deficiência intelectual ou mental (independentemente da idade), são considerados como dependentes de 1ª Classe. Automaticamente, tais dependentes têm sua dependência econômica presumida, conforme podemos conferir no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

(Destaques Nossos).

O fato de João ser casado com Fabiana pelo regime da separação total de bens em nada altera a condição de dependente preferencial de Fabiana. Sendo assim podemos concluir que a assertiva é verdadeira.

Gabarito: CERTO.

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11. (CESPE - Juiz Federal - TRF 1ª Região – 2015) (QUESTÃO ADAPTADA). Com relação
11. (CESPE - Juiz Federal
- TRF 1ª Região – 2015) (QUESTÃO ADAPTADA). Com relação aos
beneficiários do RGPS, julgue o item a seguir:
Para efeitos previdenciários, presume-se que o filho e o enteado com menos de vinte e um
anos são economicamente dependentes do segurado.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

O enteado do segurado, é equiparado aos filhos, mas precisa comprovar dependência econômica para receber os benefícios, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

§ 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

(Destaques Nossos).

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa, pois o enteado, apesar de ser dependente de 1ª Classe, deverá comprovar a dependência econômica.

Gabarito: ERRADO.

12. (CESPE - Defensor Público do Distrito Federal – 2013). Acerca do RGPS, julgue o
12. (CESPE - Defensor Público do Distrito Federal – 2013). Acerca do RGPS, julgue o item a
seguir.
É presumida a dependência econômica do filho com mais de dezoito anos e menos de vinte e
um anos de idade em relação ao segurado da previdência social, não sendo necessária a
comprovação dessa dependência para que ele se torne beneficiário do RGPS na condição de
dependente do segurado.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Estudamos que os filhos são pertencentes à Classe I, no rol de dependentes (que possui 3 classes). Dependentes Classe I são considerados como financeiramente dependente, como podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

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Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

(Destaques Nossos).

Note que a menção à idade é de 21 anos e não 18. Não confunda a maioridade civil com a perda da condição de dependente.

Sendo assim podemos concluir que a assertiva está correta, pois é presumida a dependência econômica do filho com mais de dezoito anos e menos de vinte e um anos de idade em relação ao segurado da previdência social. O fato de ser presumida também a dependência econômica para os filhos menores de 18 anos, não modifica a verdade contida na afirmação.

Gabarito: CERTO.

5. DEPENDENTES DE SEGUNDA CLASSE

5.1. PAIS

Os pais (pai e a mãe) do segurado são seus dependentes de 2ª Classe.

Importante lembrar que os dependentes de 2ª classe somente terão direito às prestações previdenciárias (benefícios e serviços) caso não exista nenhum dependente de 1ª classe (preferencial), uma vez que a existência de dependente de qualquer das classes anteriores exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

5.2. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

Para fins de concessão de benefícios previdenciários, os pais (dependentes de 2ª classe) devem comprovar dependência econômica, bem como a inexistência de dependentes de 1ª Classe (preferenciais).

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Mauricio Corrêa, Equipe Rubens Mauricio Aula 06 1273621 "PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. DEPENDENTES. PAIS.

"PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. DEPENDENTES. PAIS. COMPROVAÇÃO DE DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. LEI 8.213/91. 1. Conforme firme jurisprudência desta Corte, a dependência econômica da mãe do segurado falecido, para fins de percepção de pensão por morte, não é presumida, devendo ser comprovada. (AgRg no AREsp 136451 / MG, RELATOR MINISTRAO CASTRO MEIRA, T2 - SEGUNDA TURMA, 19/06/2012, DJe

03/08/2012).

O Superior Tribunal de Justiça STJ vinha se pronunciando no sentido de que testemunhos coerentes e idôneos merecem crédito, no tocante à demonstração da dependência econômica dos pais em relação aos filhos, uma vez que nem a lei nem o regulamento da Previdência Social exigiam que a dependência econômica dos pais em relação aos filhos seja comprovada por início de prova documental, tal como ocorre para a demonstração do tempo de serviço. Neste sentido:

"PROCESSUAL E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. DEPENDÊNCIA. ECONÔMICA. COMPROVAÇÃO. INÍCIO DE PROVA MATERIAL. INEXIGÊNCIA. A legislação previdenciária não exige início de prova material para comprovação da dependência econômica de mãe para com o filho segurado, sendo bastante a prova testemunhal lícita e idônea." (RESP 296128/SE, RELATOR MINISTRO GILSON DIPP, DJ 04/02/2002, p.475)

Realmente não existia regra expressa na legislação previdenciária sobre o assunto. Entretanto, a situação se alterou com a publicação da Medida Provisória 871 em 18/01/2019, que acrescentou à lei 8.213/91 a regra de que, para comprovação de dependência econômica ou união estável, é necessária a apresentação de prova material (prova documental) contemporânea aos fatos, não admitida a prova exclusivamente testemunhal, exceto na ocorrência de motivo de força maior e ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento.

ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento. 13. (CESPE - Defensor Público Federal -
ou caso fortuito, que ainda serão definidos em regulamento. 13. (CESPE - Defensor Público Federal -

13. (CESPE - Defensor Público Federal - 2017). A respeito da condição de segurados e dependentes no RGPS e da fonte de custeio desse regime, julgue o item subsequente.

Para efeito de concessão de benefício aos dependentes, a dependência econômica dos genitores do segurado é considerada presumida.

(

) Certo

(

) Errado

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COMENTÁRIOS:

As Classes de dependentes são definidas em três e apenas os dependentes Classe I, em regra, são considerados, de forma presumida, como economicamente dependentes do segurado. Os genitores do segurado (pai e mãe) são considerados como dependentes de Classe II, precisando comprovar dependência econômica para receber pensão, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

II - os pais;

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada. (Destaques Nossos).

(

)

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa.

Gabarito: ERRADO.

14. (CESPE - Analista de Administração Pública - TC-DF - 2014). No que se refere
14. (CESPE - Analista de Administração Pública - TC-DF - 2014). No que se refere ao regime
geral de previdência social, julgue o item a seguir.
É presumida, por força de lei, a dependência econômica dos pais do segurado para fins de
atribuição da qualidade de dependentes.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Não é bem assim. Os pais do segurado são considerados como dependentes Classe II, precisando comprovar dependência financeira para receber pensão, conforme podemos ver no art. 16 da Lei

8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

II - os pais;

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada. (Destaques Nossos).

(

)

Sendo assim podemos concluir que a assertiva é falsa, pois a dependência econômica dos pais do segurado para fins de atribuição da qualidade de dependentes deverá ser comprovada.

Gabarito: ERRADO.

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15. (CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). No que se refere às normas
15. (CESPE - Auditor Fiscal do Trabalho – 2013). No que se refere às normas que regulamentam
a condição de dependente no RGPS, julgue o item subsequente.
Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os pais poderão fazer jus ao
recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a dependência econômica do
segurado a eles, ainda que existam dependentes que integrem a primeira classe.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Conforme estudamos, as Classes de dependentes são definidas em três e apenas os dependentes Classe I são, em regra, automaticamente considerados como economicamente dependentes do segurado. Os pais do segurado são considerados como dependentes de Classe II, precisando comprovar dependência financeira para receber pensão, porém só poderão receber essa pensão caso não exista nenhum beneficiário Classe I, conforme podemos ver no art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

II - os pais;

(

)

§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das

classes seguintes. (

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

(Destaques Nossos).

)

Além do erro apontado acima, outro erro está inserido na questão. Quando a assertiva afirma que os pais poderão fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a dependência econômica do segurado a eles, temos uma inversão técnica, pois não se deve comprovar a dependência econômica do segurado aos pais, mas sim dos pais em relação aos segurados.

Portanto, podemos concluir que a assertiva está duplamente incorreta.

Gabarito: ERRADO.

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6. DEPENDENTES DE TERCEIRA CLASSE

6.1. IRMÃOS

Os irmãos são dependentes de 3ª Classe, quando não emancipados, de qualquer condição, quando menores de 21 anos ou, em qualquer idade, quando inválidos ou que tenha deficiência intelectual, mental ou deficiência grave.

Os irmãos do segurado são seus dependentes de 3ª Classe.

Importante lembrar que os dependentes de 3ª classe somente terão direito às prestações previdenciárias (benefícios e serviços) caso não exista qualquer dependente de 1ª classe (preferencial), nem tampouco qualquer de pendente de 2ª Classe, uma vez que a existência de dependente de qualquer das classes anteriores exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

6.2. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

Para fins de concessão de benefícios previdenciários, os irmãos (dependentes de 3ª classe) devem comprovar dependência econômica, bem como a inexistência de dependentes de 1ª Classe (preferenciais) e de 2ª Classe.

dependentes de 1ª Classe (preferenciais) e de 2ª Classe. 16. (CESPE - Auditor Governamental - CGE
dependentes de 1ª Classe (preferenciais) e de 2ª Classe. 16. (CESPE - Auditor Governamental - CGE
dependentes de 1ª Classe (preferenciais) e de 2ª Classe. 16. (CESPE - Auditor Governamental - CGE

16. (CESPE - Auditor Governamental - CGE PI 2015). A respeito do regime geral de previdência social, julgue o item a seguir.

A dependência econômica do irmão menor de vinte e um anos de idade na condição de dependente do segurado é presumida para fins de obtenção de benefício previdenciário.

(

) Certo

(

) Errado

COMENTÁRIOS:

Para responder a esta questão, recorramos ao art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

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I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

II - os pais;

III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha

deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

( )

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

(Destaques Nossos).

Portanto assertiva incorreta, pois a dependência dos irmão, que são dependentes da Classe III, não é presumida, devendo ser comprovada.

Gabarito: ERRADO.

17. (CESPE - Analista Judiciário - TRT 10ª Região – 2013). O item a seguir
17. (CESPE - Analista Judiciário
- TRT 10ª Região – 2013). O item a seguir apresenta uma
situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada com base nas disposições do direito
previdenciário.
José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de seu irmão mais velho,
João, que é segurado da previdência social. Nessa situação, José é considerado beneficiário do
regime geral da previdência social, na condição de dependente de João.
(
) Certo
(
) Errado

COMENTÁRIOS:

Como estudamos, temos três classes de dependentes. Irmãos pertencem a Classe III, portanto, conforme podemos ver na legislação, transcrita abaixo, precisam comprovar a dependência econômica. Vejamos o art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

II - os pais;

III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha

deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

(Destaques Nossos).

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Nesse caso em específico, o irmão (José) tem 16 anos de idade, não é emancipado e é economicamente dependente de seu irmão mais velho (João, que é segurado RGPS). Portanto, José é considerado como beneficiário dependente de João, se não houver dependentes de classes anteriores.

Gabarito: CERTO.

7. REGRAS APLICÁVEIS AOS DEPENDENTES

Gabarito: CERTO. 7. R EGRAS APLICÁVEIS AOS D EPENDENTES Em relação aos dependentes, temos algumas regras

Em relação aos dependentes, temos algumas regras básicas para que sejam considerados beneficiários do RGPS, conforme segue:

A existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

o Exemplo: Se houver algum cônjuge, companheiro, filho ou equiparado a filho como dependentes, os pais e irmão não terão qualquer direito ao benefícios previdenciário.

Os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições. Assim sendo, os benefícios dos dependentes (pensão por morte e auxílio-reclusão), quando devidos, serão divididos em cotas iguais entre cada um dos dependentes.

o Exemplo: Imaginemos uma pensão por morte a ser paga para cinco dependentes, sendo uma esposa e quatro filhos menores. Se o valor da renda mensal inicial da pensão por morte for R$ 1.000,00, cada um dos quatro dependentes receberá R$

200,00.

Reverterá em favor dos demais dependentes a parte daquele cujo direito à pensão cessar.

o No exemplo acima, assim que um dos filhos completar 21 anos, deixará de ser dependente (exceto se for inválido ou tiver deficiência intelectual, mental ou deficiência grave). Neste caso, deixando um filho de ser dependente, os R$ 1.000,00 passarão a ser divididos entre os quatro dependentes restantes, pagando-se R$ 250,00 para cada dependente. E assim por diante.

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Equiparam-se aos filhos, mediante declaração escrita do segurado, e comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e desde que não possuam bens suficientes para o próprio sustento e educação.

o

Enteado: considera-se enteado o filho de seu cônjuge ou companheiro atual, proveniente de um matrimônio anterior.

o

Tutela: considera-se tutela um encargo conferido a uma pessoa civilmente capaz, para que esta administre os bens e/ou a conduta de um menor de idade, decorrente de falecimento dos pais ou estes decaírem dom poder familiar.

O menor sob tutela somente poderá ser equiparado aos filhos do segurado mediante apresentação de termo de tutela.

Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada.

o Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família, inclusive na relação homoafetiva.

A dependência econômica dos dependentes de 1ª Classe é presumida e a das demais deve ser comprovada.

o Obs.: O enteado e menor sob tutela, apesar de considerados dependentes de 1ª Classe, deverão comprovar a dependência econômica.

de 1ª Classe, deverão comprovar a dependência econômica. 18. (FCC - Analista Judiciário (TST)/Judiciária/2012).
de 1ª Classe, deverão comprovar a dependência econômica. 18. (FCC - Analista Judiciário (TST)/Judiciária/2012).
18. (FCC - Analista Judiciário (TST)/Judiciária/2012). São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na
18. (FCC - Analista Judiciário (TST)/Judiciária/2012). São beneficiários do Regime Geral da
Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:
a) os ascendentes até o terceiro grau, desde que comprovada a dependência econômica.
b) o irmão até completar 18 anos ou inválido, independentemente de comprovação da
dependência econômica.
c) o menor tutelado independentemente de comprovação da dependência econômica.
d) o cônjuge e a companheira, desde que comprovada a dependência econômica.
e) o filho não emancipado inválido independentemente de comprovação de dependência
econômica.

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COMENTÁRIOS:

A resolução da presente questão tem por base o art. 16 da Lei 8.213/91, conforme segue:

“Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

II - os pais;

III - o irmão de qualquer condição menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual

ou mental ou deficiência grave, nos termos do regulamento.

§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

§ 2º .O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.”

Tomando por base o texto legal citado, vamos à análise de cada alternativa:

a) os ascendentes até o terceiro grau, desde que comprovada a dependência econômica.

Ascendentes até o terceiro grau não são dependentes, mesmo que comprovada dependência econômica. Apenas os pais, desde que comprovem dependência econômica (ERRADA).

b) o irmão até completar 18 anos ou inválido, independentemente de comprovação da dependência

econômica.

O irmão de qualquer condição será dependente quando menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido

ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave, nos termos do regulamento, desde que comprovem dependência econômica. (ERRADA).

c)

o menor tutelado independentemente de comprovação da dependência econômica.

O

enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que

comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento. (ERRADA).

d) o cônjuge e a companheira, desde que comprovada a dependência econômica.

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Cônjuge e companheira não precisam comprovar dependência econômica. (ERRADA).

e) o filho não emancipado inválido independentemente de comprovação de dependência econômica.
e)
o
filho
não
emancipado
inválido
independentemente
de
comprovação
de
dependência
econômica.

O filho não emancipado inválido será dependente independentemente da idade e de qualquer comprovação de dependência econômica. (CORRETA).

RESPOSTA: E

19. (FCC - Analista Judiciário (TRT 6ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2012). Nos termos da Lei no
19. (FCC - Analista Judiciário (TRT 6ª Região)/Judiciária/"Sem Especialidade"/2012). Nos
termos da Lei no 8.213/1991, NÃO são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na
condição de dependentes do segurado:
a) os seus pais.
b) o seu irmão inválido de 30 anos.
c) o seu irmão não emancipado menor de 21 anos.
d) o companheiro que mantém união estável.
e) o enteado menor ainda que não comprovada a dependência econômica do segurado.

COMENTÁRIOS:

A resolução da presente questão tem por base o art. 16 da Lei 8.213/91.

Tomando por base o texto legal citado, vamos à análise de cada alternativa:

a) os seus pais.

Os pais poderão ser dependentes, desde que comprovada dependência econômica.

b) o seu irmão inválido de 30 anos.

Irmão inválido poderá ser dependente qualquer que seja sua idade, desde que comprovada dependência econômica.

c) o seu irmão não emancipado menor de 21 anos.

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Irmão não emancipado, menor de 21 anos, poderá ser dependente, desde que comprovada dependência econômica.

d) o companheiro que mantém união estável.

Companheiro que mantém união estável é dependente econômico.

e) o enteado menor ainda que não comprovada a dependência econômica do segurado.

O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado, desde que comprovada a dependência econômica. Se não for comprovada a dependência econômica, não será dependente. Como a questão pede para assinalarmos a questão onde aparece alguém que NÃO é beneficiários do RGPS, esta é a alternativa que deverá ser marcada.

RESPOSTA: E REGRA 1 O S DEPENDENTES DE UMA MESMA CLASSE DEPENDENTES CONCORREM COM IGUALDADE
RESPOSTA: E
REGRA 1
O S
DEPENDENTES
DE
UMA
MESMA
CLASSE
DEPENDENTES
CONCORREM COM IGUALDADE DE CONDIÇÕES.
REGRA 2 A EXISTÊNCIA DE DEPENDENTES DE QUALQUER DAS DEPENDENTES CLASSES EXCLUI DO DIREITO À
REGRA 2
A EXISTÊNCIA DE DEPENDENTES DE QUALQUER DAS
DEPENDENTES
CLASSES EXCLUI DO DIREITO À S PRESTAÇÕES O S DAS
CLASSES SEGUINTES.
REGRA 3 A PENSÃO POR MORTE, HAVENDO MAIS DE UM DEPENDENTES PENSIONISTA, SERÁ RATEADA EM
REGRA 3
A
PENSÃO
POR
MORTE,
HAVENDO
MAIS
DE
UM
DEPENDENTES
PENSIONISTA, SERÁ RATEADA EM PARTES IGUAIS.
REGRA 4 REVERTERÁ EM FAVOR DOS DEMAIS DEPENDENTES DEPENDENTES A PARTE DAQUELE CUJO DIREITO À
REGRA 4
REVERTERÁ EM FAVOR DOS DEMAIS DEPENDENTES
DEPENDENTES
A PARTE DAQUELE CUJO DIREITO À PENSÃO CESSAR.

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REGRA 5 A DEPENDÊNCIA ECONÔMICA DAS PESSOAS DA 1ª DEPENDENTES CLASSE É PRESUMIDA* E DAS
REGRA 5
A DEPENDÊNCIA ECONÔMICA DAS PESSOAS DA 1ª
DEPENDENTES
CLASSE É
PRESUMIDA* E
DAS DEMAIS DEVE
SER
COMPROVADA. (*Exceção: enteado e menor sob tutela devem
comprovar dependência econômica, apesar de ser de 1ª Classe)
REGRA 6 EQUIPARAM- SE AOS FILHOS, MEDIANTE DECLARAÇÃO ESCRITA DO SEGURADO, COMPROVADA A DEPENDÊNCIA ECONÔMICA,
REGRA 6
EQUIPARAM- SE AOS
FILHOS, MEDIANTE DECLARAÇÃO
ESCRITA
DO
SEGURADO,
COMPROVADA
A
DEPENDÊNCIA ECONÔMICA, O ENTEADO E O MENOR
DEPENDENTES
QUE
ESTEJA
SOB
SUA
TUTELA,
DESDE
QUE
NÃO
POSSUAM
BENS
SUFICIENTES
PARA
O
PRÓPRIO
SUSTENTO E EDUCAÇÃO.
REGRA 7 O MENOR SOB TUTELA SOMENTE PODERÁ DEPENDENTES EQUIPARAR-SE AOS FILHOS D O SEGURADO
REGRA 7
O
MENOR
SOB
TUTELA
SOMENTE
PODERÁ
DEPENDENTES
EQUIPARAR-SE
AOS
FILHOS
D O
SEGURADO
MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE TERMO DE TUTELA.
REGRA 8 CONSIDERA- SE COMPANHEIRA OU COMPANHEIRO A PESSOA QUE MANTENHA UNIÃO ESTÁVEL COM O
REGRA 8
CONSIDERA- SE COMPANHEIRA OU COMPANHEIRO A
PESSOA QUE
MANTENHA UNIÃO
ESTÁVEL COM
O
DEPENDENTES
SEGURADO
OU
SEGURADA,
INCLUSIVE
RELAÇÃO
HOMOAFETIVA.
SEGURADO OU SEGURADA, INCLUSIVE RELAÇÃO HOMOAFETIVA. Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico
SEGURADO OU SEGURADA, INCLUSIVE RELAÇÃO HOMOAFETIVA. Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região (Técnico

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20. (FCC - Procurador Autárquico MANAUSPREV 2015). Após o falecimento de Isis, seus familiares procuraram a Previdência Social a fim de requerer os benefícios como dependentes do de cujus. Nessa situação, a dependência econômica não será presumida, devendo ser comprovada para:

a) filho inválido com 30 anos.

b) companheiro que mantinha união estável com a segurada.

c) enteado menor de 21 anos.

d) filho não emancipado de 19 anos.

e) cônjuge.

COMENTÁRIOS:

Os dependentes estão divididos em três classes, conforme podemos verificar no Art. 16 da Lei

8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte

e

um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

II

- os pais;

III

- o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha

deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

§ 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

A partir destas informações, analisemos as assertivas:

a) filho inválido com 30 anos.

Incorreta, pois filho inválido, independentemente da idade, não precisa comprovar dependência econômica.

b) companheiro que mantinha união estável com a segurada.

Incorreta, pois companheiro não precisa comprovar dependência econômica e sim a união estável.

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c) enteado menor de 21 anos.

Essa é a alternativa correta, pois enteado, apesar de ser equiparado ao filho, precisa comprovar a dependência econômica, conforme vimos na legislação acima.

d) filho não emancipado de 19 anos.

Incorreta, pois na realidade o filho até 21 anos, desde que não emancipado, é dependente de 1ª Classe e não precisa comprovar dependência econômica.

e) cônjuge.

Incorreta, pois cônjuge pertence a 1ª Classe e sua dependência econômica é presumida.

Gabarito: C.

21. (FCC - Auditor - TCE-CE 2015). Afrodite é segurada do Regime Geral da Previdência Social. Mantém união estável como entidade familiar com Thor e possui um filho Hermes de 27 anos. Em sua residência também habitam o seu pai Ulisses de 64 anos e a sua irmã Medusa, não emancipada, de 17 anos. Considerando as regras contidas no Plano de Benefícios da Previdência Social, será considerado segurado de primeira classe e será presumida a dependência econômica, respectivamente, de

a) Thor e Thor.

b) Thor e Ulisses.

c) Ulisses e Medusa.

d) Hermes e Medusa.

e) Hermes e Hermes.

COMENTÁRIOS:

Segundo podemos ver no Art. 16 da Lei 8.213/91, os dependentes de primeira classe, nos termos da lei, são aqueles mais próximos do segurado, senão vejamos:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

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Sendo assim, só temos como possibilidade a alternativa A”, pois Thor é o cônjuge, dependente de primeira classe e sua dependência econômica é presumida. Ulisses é o pai, portanto dependente de classe II; Medusa é a irmã, portanto dependente de classe III. Ademais, Ulisses e Medusa dependem de comprovação da dependência econômica.

Gabarito: A.

22. (FCC - Procurador do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro 2015). Dependente é toda pessoa física filiada ao Regime Geral da Previdência Social em razão do seu vínculo com o segurado principal. Quanto aos dependentes, não é necessária a comprovação dessa condição, em razão de presunção legal de dependência econômica:

a) os filhos, enteados e tutelados até 25 anos de idade.

b) os pais desde que inválidos.

c) os netos, filhos ou enteados de qualquer idade, desde que universitários.

d) os irmãos desde que inválidos.

e) o cônjuge, companheiro ou filho não emancipado, menor de 21 anos ou inválido.

COMENTÁRIOS:

Segundo podemos ver no Art. 16 da Lei 8.213/91, os dependentes de primeira classe são aqueles que, em regra, se presume a dependência financeira, conforme segue:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave. ( )

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

Visto isso, vamos às assertivas:

a) os filhos, enteados e tutelados até 25 anos de idade.

Incorreto, pois apenas os filhos menores de 21 anos ou inválidos ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave fariam parte deste rol. Enteados e tutelados, apesar de ser dependente de 1ª Classe, deverão comprovar sua dependência econômica.

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b) os pais desde que inválidos.

Incorreta, pois os pais fazem parte da Classe II e a dependência econômica deve ser comprovada.

c) os netos, filhos ou enteados de qualquer idade, desde que universitários.

Incorreto. Filhos são dependentes, independentemente de comprovação de dependência econômica, apenas até 21 anos de idade, salvo se inválidos ou que tenham deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave. Netos não fazem parte do rol de dependentes. Enteados precisam comprovar dependência econômica. O fato de ser universitário não altera em nada as regras de dependência no direito previdenciário.

d) os irmãos desde que inválidos.

Incorreta, irmãos devem comprovar dependência econômica, ainda que inválidos.

e) o cônjuge, companheiro ou filho não emancipado, menor de 21 anos ou inválido.

Correto, pois esses fazem parte da Classe I e sua dependência econômica é presumida, não precisando, portanto, ser comprovada.

Gabarito: E.

23. (FCC - Auditor Substituto de Conselheiro do TCM-RJ – 2015). Em relação aos dependentes
23. (FCC - Auditor Substituto de Conselheiro do TCM-RJ – 2015). Em relação aos dependentes
dos segurados, nos termos previstos no Plano de Benefícios do Regime Geral da Previdência
Social,
a) os avós constam do rol dos dependentes que têm dependência econômica legalmente
presumida.
b) são benefícios previstos aos dependentes a pensão por morte, a reabilitação profissional e
o salário maternidade.
c) o menor tutelado e o enteado não se equiparam aos filhos para efeitos previdenciários.
d) a existência de dependentes de quaisquer das classes exclui do direito às prestações os das
classes seguintes.
e) os irmãos menores de 21 anos, ainda que emancipados, são dependentes de segunda classe.

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COMENTÁRIOS:

Segundo podemos ver no Art. 16 da Lei 8.213/91:

Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave

II - os pais;

III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha

deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave;

§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

§ 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento.

§ 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do art. 226 da Constituição Federal.

§ 4º A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I é presumida e a das demais deve ser comprovada.

Agora, vamos às assertivas:

a) os avós constam do rol dos dependentes que têm dependência econômica legalmente presumida.

Incorreta, pois avós não fazem parte do rol dos dependentes.

b) são benefícios previstos aos dependentes a pensão por morte, a reabilitação profissional e o salário maternidade.

Incorreta, conforme podemos verificar no Art. 18 Lei 8.213/91. Tal assunto ainda será estudado em detalhes nesta aula.

Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

II - quanto ao dependente:

a) pensão por morte;

b) auxílio-reclusão;

III - quanto ao segurado e dependente:

b) serviço social;

c) reabilitação profissional.

Assim sendo, podemos verificar que a pensão por morte e a reabilitação profissional são prestações devidas aos dependentes. No entanto, o salário-maternidade é devido apenas aos segurados do RGPS.

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c) o menor tutelado e o enteado não se equiparam aos filhos para efeitos previdenciários.

Incorreto, pois menor tutelado e enteado equiparam-se ao filho e também serão dependentes de 1ª Classe, caso seja comprovada dependência financeira.

d) a existência de dependentes de quaisquer das classes exclui do direito às prestações os das classes

seguintes.

Correto, é exatamente isso que está previsto na lei, conforme podemos verificar no art. 6º da Lei

8.213/91:

§ 1º A existência de dependente de qualquer das classes deste artigo exclui do direito às prestações os das classes seguintes.

e) os irmãos menores de 21 anos, ainda que emancipados, são dependentes de segunda classe.

Incorreta, pois irmão são dependentes de terceira Classe.

Gabarito: D.

8. PERDA DA QUALIDADE DE DEPENDENTE

A perda da qualidade de dependente ocorre:

para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado;

para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada, enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos;

para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao completarem vinte e um anos de idade, salvo se inválidos, desde que a invalidez tenha ocorrido antes:

o

de completarem vinte e um anos de idade;

o

do casamento (emancipação);

o

do início do exercício de emprego público efetivo (emancipação);

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o

da constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria (emancipação); ou

o

da concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos (emancipação); e

para os dependentes em geral:

o

pela cessação da invalidez; ou

o

pelo falecimento.

Dentre as causas que configuram a perda da qualidade de dependente, temos as circunstâncias decorrentes de emancipação.

Considera-se emancipação a aquisição de capacidade civil antes da idade mínima definida em lei, ou seja, é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil.

No entanto, dentre as causas de emancipação que acarretam a perda da qualidade de dependente, não está incluída a colação de grau em curso de ensino superior

PERDA DA QUALIDADE DE DEPENDENTE ART. 17º - RPS
PERDA DA
QUALIDADE DE
DEPENDENTE
ART. 17º - RPS

PELA SEPARAÇÃO JUDICIAL OU

DIVÓRCIO (ENQUANTO NÃO LHE FOR

ASSEGURADA A PRESTAÇÃO DE

ALIMENTOS), PELA ANULAÇÃO DO

CASAMENTO, PELO ÓBITO OU POR

SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA

EM JULGADO

PELA CESSAÇÃO DA UNIÃO ESTÁVEL

COM O SEGURADO OU SEGURADA

(ENQUANTO NÃO LHE FOR

GARANTIDA A PRESTAÇÃO DE

ALIMENTOS)

AO COMPLETAREM 21 ANOS, SALVO

SE INVÁLIDOS , OU PELA

EMANCIPAÇÃO, AINDA QUE INVÁLIDO,

EXCETO, NESTE CASO, SE A

EMANCIPAÇÃO FOR DECORRENTE

DE COLAÇÃO DE GRAU CIENTÍFICO

EM CURSO DE ENSINO SUPERIOR

PELA CESSAÇÃO DA INVALIDEZ

OU PELO FALECIMENTO

CÔNJUGE

CÔNJUGE

COMPANHEIRO

COMPANHEIRO

FILHO E

IRMÃO

FILHO E IRMÃO
FILHO E IRMÃO

DEPENDENTES

EM GERAL

DEPENDENTES EM GERAL
DEPENDENTES EM GERAL

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9. INSCRIÇÃO DOS DEPENDENTES

Incumbe ao dependente promover a sua inscrição quando do requerimento do benefício a que estiver habilitado.

do requerimento do benefício a que estiver habilitado . Assim sendo, não há inscrição prévia de

Assim sendo, não há inscrição prévia de dependente. Somente quando do requerimento do benefício de pensão por morte ou auxílio-reclusão é que os dependentes deverão comprovar sua qualidade de dependente.

10. PRESTAÇÕES DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RGPS

10.1. INTRODUÇÃO

Prestação Previdenciária é gênero, dos quais são espécies os benefícios e serviços.

BENEFÍCIOS: são as prestações previdenciárias com conteúdo pecuniário, ou seja, são pagas pelo INSS aos beneficiários (segurados e dependentes)

SERVIÇOS: são as prestações previdenciárias sem conteúdo pecuniário, ou seja, não são pagas, mas prestadas em favor dos beneficiários (segurados e dependentes)

ESPÉCIES DE PRESTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS BENEFÍCIOS SERVIÇOS CONTEÚDO SEM CONTEÚDO PECUNIÁRIO PECUNIÁRIO
ESPÉCIES DE
PRESTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
BENEFÍCIOS
SERVIÇOS
CONTEÚDO
SEM CONTEÚDO
PECUNIÁRIO
PECUNIÁRIO

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10.2. ESPÉCIES DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS

O Regime Geral de Previdência Social RGPS compreende 10 benefícios, divididos em 4 aposentadorias, 3 auxílios, 2 salários e uma pensão.

em 4 aposentadorias, 3 auxílios, 2 salários e uma pensão. São benefícios do RGPS: • Aposentadoria

São benefícios do RGPS:

Aposentadoria por Invalidez;

Aposentadoria por Idade;

Aposentadoria por Tempo de Contribuição;

Aposentadoria Especial;

Auxílio-Doença;

Auxílio-Acidente;

Salário-Família;

Salário-Maternidade;

Pensão por Morte;

Auxílio-Reclusão.

BENEFÍCIOS
BENEFÍCIOS

REGRA “4-3-2-1”

4 3 2 1
4
3
2
1

APOSENTADORIAS

AUXÍLIOS

SALÁRIOS

PENSÃO

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4
4

APOSENTADORIAS

- APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

- APOSENTADORIA POR IDADE

- APOSENT. POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

- APOSENTADORIA ESPECIAL

3
3

AUXÍLIOS

- AUXÍLIO DOENÇA

- AUXÍLIO ACIDENTE

- AUXÍLIO RECLUSÃO (PARA DEPENDENTES)

2
2
1
1

SALÁRIOS

- SALÁRIO FAMÍLIA

- SALÁRIO MATERNIDADE

PENSÃO

- PENSÃO POR MORTE (PARA DEPENDENTES)

10.3. SERVIÇOS PRESTADOS PELA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O Regime Geral de Previdência Social RGPS compreende 2 serviços.

de Previdência Social – RGPS compreende 2 serviços . São serviços do RGPS: • Habilitação e

São serviços do RGPS:

Habilitação e Reabilitação Profissional;

Serviço Social.

SERVIÇOS
SERVIÇOS

REABILITAÇÃO

PROFISSIONAL

Serviço Social. SERVIÇOS REABILITAÇÃO PROFISSIONAL SERVIÇO SOCIAL Direito Previdenciário p/ TRF 4ª
Serviço Social. SERVIÇOS REABILITAÇÃO PROFISSIONAL SERVIÇO SOCIAL Direito Previdenciário p/ TRF 4ª
SERVIÇO

SERVIÇO

SOCIAL

SOCIAL

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10.4. PRESTAÇÕES DOS SEGURADOS E DEPENDENTES

10.4.1. Prestações dos Segurados

EGURADOS E D EPENDENTES 10.4.1. Prestações dos Segurados Dentre as prestações previdenciárias, os segurados

Dentre as prestações previdenciárias, os segurados fazem jus apenas a 8 benefícios e 2 serviços.

Segue relação dos 8 BENEFÍCIOS devidos a SEGURADOS do RGPS:

Aposentadoria por Invalidez;

Aposentadoria por Idade;

Aposentadoria por Tempo de Contribuição;

Aposentadoria Especial;

Auxílio-Doença;

Auxílio-Acidente;

Salário-Família;

Salário-Maternidade.

Segue relação dos 2 SERVIÇOS devidos a SEGURADOS do RGPS:

Habilitação e Reabilitação Profissional;

Serviço Social.

Não são devidos a SEGURADOS os seguintes BENEFÍCIOS:

Pensão por Morte;

Auxílio-Reclusão.

PRESTAÇÕES DOS SEGURADOS
PRESTAÇÕES DOS
SEGURADOS

8 BENEFÍCIOS

PRESTAÇÕES DOS SEGURADOS 8 BENEFÍCIOS 2 SERVIÇOS Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região
PRESTAÇÕES DOS SEGURADOS 8 BENEFÍCIOS 2 SERVIÇOS Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região
2 SERVIÇOS

2 SERVIÇOS

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10.4.2. Prestações dos Dependentes

Aula 06 1273621 10.4.2. Prestações dos Dependentes Dentre as prestações previdenciárias, os dependentes

Dentre as prestações previdenciárias, os dependentes fazem jus apenas a 2 benefícios e 2 serviços.

Segue relação dos 2 BENEFÍCIOS devidos a DEPENDENTES do RGPS:

Pensão por Morte;

Auxílio-Reclusão.

Segue relação dos 2 SERVIÇOS devidos a DEPENDENTES do RGPS:

Habilitação e Reabilitação Profissional;

Serviço Social.

Não são devidos a DEPENDENTES os seguintes BENEFÍCIOS:

Aposentadoria por Invalidez;

Aposentadoria por Idade;

Aposentadoria por Tempo de Contribuição;

Aposentadoria Especial;

Auxílio-Doença;

Auxílio-Acidente;

Salário-Família;

Salário-Maternidade.

PRESTAÇÕES DOS DEPENDENTES
PRESTAÇÕES DOS
DEPENDENTES

2 BENEFÍCIOS

PRESTAÇÕES DOS DEPENDENTES 2 BENEFÍCIOS 2 SERVIÇOS Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região
PRESTAÇÕES DOS DEPENDENTES 2 BENEFÍCIOS 2 SERVIÇOS Direito Previdenciário p/ TRF 4ª Região
2 SERVIÇOS

2 SERVIÇOS

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DIREITOS DOS DEPENDENTES
DIREITOS DOS
DEPENDENTES
Rubens Mauricio Aula 06 1273621 DIREITOS DOS DEPENDENTES BENEFÍCIOS SERVIÇOS PENSÃO POR MORTE AUXÍLIO-RECLUSÃO

BENEFÍCIOS

SERVIÇOS

PENSÃO POR

MORTE

AUXÍLIO-RECLUSÃO

REABILITAÇÃO

PROFISSIONAL

SERVIÇO SOCIAL

REABILITAÇÃO PROFISSIONAL SERVIÇO SOCIAL 24. (FCC - Assessor Jurídico - TCE-PI – 2014). A lei
REABILITAÇÃO PROFISSIONAL SERVIÇO SOCIAL 24. (FCC - Assessor Jurídico - TCE-PI – 2014). A lei

24. (FCC - Assessor Jurídico - TCE-PI 2014). A lei que dispõe sobre o regime geral da previdência social prevê como prestações expressas em benefícios e serviços, devidas apenas aos dependentes dos segurados,

a) aposentadoria especial e serviço social.

b) salário-família e auxílio-reclusão.

c) reabilitação profissional e salário-maternidade.

d) pensão por morte e auxílio-reclusão.

e) pecúlio e abono de permanência em serviço.

COMENTÁRIOS:

Para responder essa questão vamos recorrer ao art. 18, II e III da Lei 8.213/91.

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Art. 18. O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão

de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços: (

)

II - quanto ao dependente:

a) pensão por morte;

b) auxílio-reclusão;

III - quanto ao segurado e dependente:

a) pecúlios; (Revogada pela Lei nº 9.032, de 1995)

b) serviço social;

c) reabilitação profissional

(Destaques Nossos).