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Textos de Apoio - 1

Texto 1
A Supervisão
«As novas tendências supervisivas apontam para uma conceção democrática de
supervisão e estratégias que valorizam a reflexão, a aprendizagem em colaboração, o
desenvolvimento de mecanismos de auto-supervisão e autoaprendizagem, a capacidade de gerar,
gerir e partilhar o conhecimento, a assunção da escola como comunidade reflexiva e aprendente,
capaz de criar para todos os que nela trabalham (incluindo os que nela estagiam) condições de
desenvolvimento e de aprendizagem (Alarcão e Tavares, 2003). 1

Parece ter chegado o momento de nos orientarmos para “um campo de compreensão e
atuação integrado” (Sá-Chaves e Alarcão, 2000), um campo que dirija a sua atuação para a
identidade do professor (dos vários níveis de ensino) e para os processos de supervisão que
apoiam a sua construção e o seu desenvolvimento. É, pois, fundamental que se tomem em
consideração os processos de construção da profissionalidade e a sua relação com a supervisão e
se faça um balanço dos resultados da investigação realizada, tarefa tanto mais necessária quando
se perspetivam no horizonte novas tarefas no âmbito supervisivo, com destaque para a indução
de novos professores e a avaliação do desempenho docente».
Alarcão e Roldão –“Supervisão …” pgs. 19/20.
Texto 2
Supervisão
1- Conceito

A natureza questionadora, analítica, interpretativa, teorizadora e reflexiva do trabalho


supervisivo, assente num acompanhamento e discussão permanente do processo e da ação e seus
resultados, parece ser um alicerce para a construção do conhecimento profissional.

A noção de supervisão remete para a criação e sustentação de ambientes promotores da


construção e do desenvolvimento profissional num percurso sustentado, de progressivo
desenvolvimento da autonomia profissional.

2- Finalidade

A essência da supervisão aparece com a função de apoiar e regular o processo formativo.

• A atuação em situações complexas, a exigir adaptabilidade;


• A observação crítica;
• A problematização e a pesquisa;
• O diálogo;
• A experienciação de diferentes papéis;
• O relacionamento plural e multifacetado;
• O autoconhecimento relativo a saberes e práticas.

3- Focagem

O foco da supervisão é a prática, apoiada por supervisores e orientadores, seminários e


tutórias e tendo como referentes os saberes adequados, mobilizáveis, a partir de
conhecimentos selecionados ou resultantes de pesquisas individuais e colaborativas.

4 - Estratégias
Textos de Apoio - 1

Encontram-se referências a estratégias de demonstração, atuação, observação, reflexão


analítica e crítica, envolvimento em projetos, avaliação, organização de dossiers e portfolios, em
situações de acompanhamento personalizado, com forte presença de questionamento crítico e
feedback formativo. O feedback sobressai como essencial ao apoio e à regulação.

5 - Relevância

A relevância do processo supervisivo é muito grande e quase unanimemente reconhecida. A 2


supervisão tem um papel securizante. É mesmo considerada fulcral no processo de formação.
Em resumo, a supervisão como atividade de apoio, orientação e regulação aparece como uma
dimensão de formação com grande relevância, (…) alinhada com uma abordagem reflexiva

Alarcão e Roldão - 2008 – “Supervisão---“ pags. 54/56