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FATEC

Tecnologia em Fabricação Mecânica

MCM1

“Propriedades dos Materiais”

- CIS -
Propriedades dos Materiais

6. PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS

6.1 - INTRODUÇÃO

MUITOS MATERIAIS, QUANDO EM SERVIÇO, ESTÃO


SUBMETIDOS A ALGUNS TIPOS DE ESFORÇOS
MECÂNICOS.

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Propriedades dos Materiais

EXEMPLO DE ALGUNS ESFORÇOS MECÂNICOS:

ESTÁTICO - A CARGA É APLICADA NA PEÇA E


PERMANECE CONSTANTE.
EXEMPLO: CARGA DE TRAÇÃO, COMPRESSÃO,
TORÇÃO, DOBRAMENTO, ETC.

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Propriedades dos Materiais

DINÂMICO – APLICADA DE MODO REPENTINO.

EXEMPLO: MARTELO DE UMA PRENSA EXCÊNTRICA, ETC.

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Propriedades dos Materiais

ALTERNADO – A CARGA APLICADA NA PEÇA VARIA DE


MÁXIMO POSITIVO PARA MÁXIMO NEGATIVO.

EXEMPLO: EIXOS, MOLAS, ETC...

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Propriedades dos Materiais

AO PROJETAR UM ELEMENTO ESTRUTURAL, DEVEMOS


CONHECER O MATERIAL A SER UTILIZADO EM SUA
FABRICAÇÃO E EM SEU USO.

A CARACTERÍSTICA, DESSE MATERIAL, DEVE SER


COMPATÍVEL COM OS ESFORÇOS SOLICITANTE DO
ELEMENTO ESTRUTURAL.

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Propriedades dos Materiais

AS PROPRIEDADES MECÂNICAS IMPORTANTES SÃO:


- RESISTÊNCIA MECÂNICA: CAPACIDADE DE SUPORTAR CARGAS ESTÁTICAS.

- DUREZA: RESISTÊNCIA AO DESGASTES, À PENETRAÇÃO, À RISCAGEM.

- DUCTILIDADE: CAPACIDADE DE SOFRER DEFORMAÇÕES PLÁSTICAS EM


TRAÇÃO SEM SE ROMPER.

- MALEABILIDADE: CAPACIDADE DE SOFRER DEFORMAÇÕES PLÁSTICAS EM


COMPRESSÃO, SEM SE ROMPER.

- RIGIDEZ: RESISTÊNCIA DE UM MATERIAL À DEFLEXÃO OU DEFORMAÇÃO


POR UMA FORÇA APLICADA.

Todas essas propriedades, supracitadas, são determinadas em ensaio de


laboratório. Onde são reproduzido com a máxima fidelidade as
condições reais de trabalho.
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Propriedades dos Materiais

DENTRE OS FATORES A SEREM CONSIDERADOS NO


ENSAIO INCLUEM-SE:

- A NATUREZA DA CARGA APLICADA, PODENDO SER DE:


TRAÇÃO, COMPRESSÃO , CISALHAMENTO E TORÇÃO.

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Propriedades dos Materiais

- A INTENSIDADE DESSAS CARGAS, PODENDO SER:


CONSTANTE, VARIADA OU FLUTUAR COM O TEMPO.

- O TEMPO DE APLICAÇÃO, PODENDO SER:


APENAS UMA FRAÇÃO DE SEGUNDO OU
POR UM PERÍODO PROLONGADO.

- A TEMPERATURA DE OPERAÇÃO TAMBÉM PODE SER UM


IMPORTANTE FATOR A CONSIDERAR.

Exemplo: ALGUNS MATERIAIS REDUZEM SUA RESISTÊNCIA AO IMPACTO, EM


BAIXA TEMPERATURA.

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Propriedades dos Materiais

AS TÉCNICAS DE ENSAIOS SÃO PADRONIZADOS ATRAVÉS


DE NORMAS.
ESSAS PADRONIZAÇÕES SÃO COORDENADOS POR
SOCIEDADES PROFISSIONAIS.

Exemplo:
ASTM – Sociedade Americana para Ensaios e Materiais.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

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Propriedades dos Materiais

O PAPEL DOS ENGENHEIROS DE ESTRUTURAS É:


DETERMINAR AS TENSÕES E AS DISTRIBUIÇÕES DE
TENSÕES ENTRE ELEMENTOS ESTRUTURAIS
SUBMETIDOS A DETERMINADAS CARGAS

ISTO PODE SER CONSEGUIDO POR:


TÉCNICAS EXPERIMENTAIS DE ENSAIOS E/OU POR
ANÁLISES TEÓRICAS E MATEMÁTICAS DE TENSÕES.

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Propriedades dos Materiais

6.2 – CONCEITOS DE TENSÃO E DEFORMAÇÃO

O COMPORTAMENTO MECÂNICO DE UMA CARGA


ESTÁTICA, PODE SER DETERMINADA POR UM ENSAIO DE
TENSÃO-DEFORMAÇÃO.

TAIS ENSAIOS SÃO COMUMENTE INDICADOS PARA


METAIS À TEMPERATURA AMBIENTE.

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OS ENSAIOS ESQUEMATIZADOS DE TRAÇÃO, COMPRESSÃO,


CISALHAMENTO E TORÇÃO SÃO VISTO NA FIGURA 6.1a, b, c, d.

NA PRÁTICA DE ENGENHARIA MUITAS CARGAS SÃO DE TORÇÃO EM VEZ


DE SEREM PURAMENTE DE CISALHANTES – figura 6.1d.

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CONCEITO DE ENSAIO MECÂNICO DE TRAÇÃO:

O ENSAIO DE TRAÇÃO É O ENSAIO MECÂNICO MAIS


COMUM DE TENSÃO-DEFORMAÇÃO.

- ESSE ENSAIO É USADO PARA DETERMINAR VÁRIAS


PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS.

- SENDO REALIZADO PELA APLICAÇÃO DE UMA CARGA


UNIAXIAL DE TRAÇÃO, AO LONGO DO EIXO DE UMA
AMOSTRA (corpo de prova).

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A FIGURA 6.2. MOSTRA AS FORMAS GERAIS DE CORPOS DE


PROVA CIRCULARES E RETANGULARES.

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Propriedades dos Materiais

AS DIMENSÕES (conforme norma) DEPENDEM DA


GEOMETRIA E DIMENSÕES DO PRODUTO DO QUAL O CORPO
DE PROVA FOI EXTRAÍDO.

A PARTE ÚTIL DO CORPO DE PROVA (Lo) É ONDE SÃO FEITAS AS


MEDIDAS DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DO MATERIAL.

AS CABEÇAS SÃO AS REGIÕES EXTREMAS, QUE SERVEM PARA


FIXAR O CORPO DE PROVA À MÁQUINA DE MODO QUE A
FORÇA DE TRAÇÃO ATUANTE SEJA AXIAL.

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Propriedades dos Materiais

A GEOMETRIA DOS CORPOS DE PROVA (C.P.) PERMITE QUE:

DURANTE OS ENSAIOS, A DEFORMAÇÃO E A FRATURA ESTEJA


CONFINADA À REGIÃO CENTRAL MAIS ESTREITAS DO C.P.

EXEMPLO TÍPICO DE UM CORPO DE PROVA, Figura 6.3:

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Propriedades dos Materiais

AS NORMAS TÉCNICAS MAIS UTILIZADAS PELOS LABORATÓRIOS DE


ENSAIOS PROVÊM DAS SEGUINTES INSTITUIÇÕES:

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Propriedades dos Materiais

A MÁQUINA DE ENSAIO DE TRAÇÃO –


Figura 6.4 - ALONGA O CORPO DE
PROVA EM UMA TAXA CONSTANTE, E
MEDE CONTÍNUA E SIMULTANEAMENTE
A CARGA AXIAL, QUE ESTA SENDO
APLICADA.

CÉLULA DE CARGA :
. MEDE A CARGA INSTANTÂNEA;
EXTENSÔMETRO :
MEDE O ALONGAMENTO.

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Propriedades dos Materiais

O RESULTADO DE UM ENSAIO DE TRAÇÃO É REGISTRADO


COMO UMA CARGA (força F) EM FUNÇÃO DO
ALONGAMENTO (Δℓ).

REPRESENTAÇÃO GRAFICA DE
EVOLUÇÃO DA CARGA F COM O
ALONGAMENTO Δℓ , OBTENDO-SE UM
DIAGRAMA CARGA - ALONGAMENTO.

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Propriedades dos Materiais

CONSIDERE-SE UMA BARRA BC, DE COMPRIMENTO ℓ E SECÇÃO


TRANSVERSAL UNIFORME DE ÁREA A, SUSPENSA NA
EXTREMIDADE B.

AO APLICAR-SE UMA CARGA F À EXTREMIDADE C, A BARRA


AUMENTA DE COMPRIMENTO ℓi.

Δℓ = ℓi - ℓ

Δℓ = alongamento [m]
ℓ = comprimento inicial [m]
ℓi = comprimento final (instantâneo) [m]
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Propriedades dos Materiais

.
REPRESENTANDO GRAFICAMENTE A
EVOLUÇÃO DA CARGA F COM O
ALONGAMENTO Δℓ , OBTÉM-SE UM
DETERMINADO DIAGRAMA CARGA -
ALONGAMENTO.

ESSE DIAGRAMA, “CARGA – ALONGAMENTO”, NÃO PODE SER


USADO DIRETAMENTE PARA OBTER O ALONGAMENTO DE UMA
BARRA DE MESMO MATERIAL MAS COM DIFERENTES DIMENSÕES.

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Propriedades dos Materiais

. EXEMPLO: PARA DOIS CORPOS DE PROVA


[figura ao lado] DE MESMO COMPRIMENTO ℓ
E IGUAL ALONGAMENTO Δℓ, MAS COM O
DOBRO DAS ÁREAS, TEMOS:

PARA 1 ÁREA DE SEÇÃO E 1F → TEMOS Δℓ


PARA 2 ÁREA DE SEÇÃO E 2F → TEMOS Δℓ

PARA UMA OUTRO BARRA B’’C’’ [figura ao


lado] , COM A MESMA ÁREA A1, MAS DE
COMPRIMENTO 2ℓ , A FORÇA 1F DÁ ORIGEM A
UM ALONGAMENTO 2 Δℓ.

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Propriedades dos Materiais

ESTAS OBSERVAÇÕES CONDUZEM À INTRODUÇÃO DO


CONCEITO DE:

“DEFORMAÇÃO NOMINAL OU DE ENGENHARIA (ε)”

ESSA DEFORMAÇÃO É OBTIDA DA LEITURA DO


EXTENSÔMETRO, OU DIVIDINDO-SE O ALONGAMENTO Δℓ
PELO COMPRIMENTO DE REFERÊNCIA INICIAL ℓ.

ℓi − ℓ Δℓ
ε = =
ℓ ℓ
[ε = épsilon]

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Propriedades dos Materiais

A DEFORMAÇÃO (ε) NÃO POSSUI UNIDADES, PORÉM


“metros por metro” SÃO USADOS COM FREQUÊNCIA;

ALGUMAS VEZES A DEFORMAÇÃO TAMBÉM É EXPRESSA


EM PORCENTAGEM, EM QUE O VALOR DA
DEFORMAÇÃO É MULTIPLICADO POR 100.

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Propriedades dos Materiais

“TENSÃO NOMINAL OU DE ENGENHARIA (σ)”:

É DETERMINADO PELOS DADOS REGISTRADOS,


DIVIDINDO-SE A CARGA APLICADA “F” PELA ÁREA DA
SEÇÃO TRANSVERSAL INICIAL DO CORPO DE PROVA “A”.
𝐹
𝜎 =
𝐴
σ = [N/m2] ou [Pa]
F = [N]
A = [m2] [σ = sigma]

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Propriedades dos Materiais

𝐹
COM A TENSÃO 𝜎 = E A DEFORMAÇÃO
𝐴
𝛥ℓ
[𝜀 = ], OBTÉM-SE UMA CURVA QUE É

CARACTERÍSTICA DAS PROPRIEDADES DO
MATERIAL E QUE NÃO DEPENDE DAS
DIMENSÕES DO CORPO-DE-PROVA
UTILIZADO.

ESTA CURVA DENOMINA-SE:


DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO.

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Propriedades dos Materiais

CONCEITO DE ENSAIO DE COMPRESSÃO

ESSE ENSAIO SERÁ CONDUZIDO DE MANEIRA


SEMELHANTE À DE UM ENSAIO DE TRAÇÃO, EXCETO
PELO FATO DE QUE A FORÇA É COMPRESSIVA E O CORPO
DE PROVA SE CONTRAI AO LONGO DA DIREÇÃO DA
TENSÃO.

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Propriedades dos Materiais

𝐹 𝛥ℓ
AS EQUAÇÕES 𝜎 = E [𝜀 = ] SÃO CONSIDERADAS PARA
𝐴 ℓ
CALCULAR A TENSÃO E A DEFORMAÇÃO DE COMPRESSÃO,
RESPECTIVAMENTE.

MAS, POR CONVENÇÃO, UMA FORÇA COMPRESSIVA É


CONSIDERADA NEGATIVA [-F], O QUE LEVA A UMA TENSÃO
−𝐹
NEGATIVA: 𝜎 =
𝐴

UMA VEZ QUE ℓ É MAIOR QUE ℓi , AS DEFORMAÇÕES


COMPRESSIVAS CALCULADAS TAMBÉM SÃO NEGATIVAS:
ℓi − ℓ − Δℓ
ε= =
ℓ ℓ
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Propriedades dos Materiais

OS ENSAIOS DE COMPRESSÃO SÃO EMPREGADOS


QUANDO SE DESEJA CONHECER:

O COMPORTAMENTO DE UM MATERIAL SUBMETIDO A


DEFORMAÇÃO GRANDES E PERMANENTES
(DEFORMAÇÃO PLÁSTICAS).

COMO OCORRE EM OPERAÇÕES DE FABRICAÇÃO, OU


QUANDO O MATERIAL É FRÁGIL SOB TRAÇÃO.

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Propriedades dos Materiais

COMPRESSÃO EM METAIS DÚCTEIS E FRÁGEIS


MATERIAIS DÚCTEIS E MATERIAIS FRÁGEIS, especificamente
metais, COMPORTAM-SE DIFERENTEMENTE NO ENSAIO DE
COMPRESSÃO.
ENQUANTO OS METAIS FRÁGEIS ROMPEM PRATICAMENTE SEM FASE
ELÁSTICA, OS METAIS DÚCTEIS SOFREM GRANDE DEFORMAÇÃO NA FASE
PLÁSTICA, ÀS VEZES SEM ATINGIR A RUPTURA.

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Propriedades dos Materiais

CONCEITO DE ENSAIOS DE CISALHAMENTO PURO:

PARA OS ENSAIOS REALIZADOS SOB UMA FORÇA DE


CISALHANTE PURA, MOSTRADO NA FIGURA 6.1c, A
TENSÃO CISALHANTE [τ] É CALCULADA DE ACORDO COM:
𝐹
τ=
𝐴

F = CARGA PARALELA À ÁREA DE CORTE


Ao = ÁREA DE CORTE
Θ = ÂNGULO DE DEFORMAÇÃO
[τ = Tau]

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Propriedades dos Materiais

CONCEITO DE ENSAIOS DE CISALHAMENTO A TORÇÃO:

É UMA VARIAÇÃO DO CISALHAMENTO PURO, NA QUAL UM


ELEMENTO ESTRUTURAL É TORCIDO DA MANEIRA
MOSTRADA NA FIGURA 6.1d;

A TENSÃO CISALHANTE [τ] É UMA FUNÇÃO DO


TORQUE APLICADO [T], ENQUANTO A
DEFORMAÇÃO CISALHANTE [γ] ESTÁ RELACIONADA
AO ÂNGULO DE TORÇÃO [θ]. figura 6.1d.
𝑇. 𝑟
expressão: 𝜏 =
𝐽𝑝
Jp = momento de inercia polar r = raio do cilindro

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Propriedades dos Materiais

EXEMPLOS:
TORÇÃO NOS EIXOS DE MÁQUINAS, EIXOS DE
ENGRENAGENS E EM BROCAS.

OS ENSAIOS DE TORÇÃO SÃO EXECUTADOS, NORMALMENTE,


COM EIXOS SÓLIDOS CILÍNDRICOS OU EM TUBOS.

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Propriedades dos Materiais

6.3 – COMPORTAMENTO TENSÃO-DEFORMAÇÃO (na


deformação elástica)

A DEFORMAÇÃO DE UMA ESTRUTURA ESTA RELACIONADA


COM A INTENSIDADE DA TENSÃO IMPOSTA.

NA MAIORIA DOS METAIS SUJEITO A TENSÃO DE TRAÇÃO [σ]


(em níveis relativamente baixos) E A DEFORMAÇÃO [ε] SÃO
PROPORCIONAIS, SEGUNDO A RELAÇÃO: [σ = E.ε]

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Propriedades dos Materiais

ESSA RELAÇÃO [σ = E.ε] É CONHECIDA COMO LEI DE HOOKE, E


A CONSTANTE DE PROPORCIONALIDADE [E] É O MÓDULO DE
ELASTICIDADE, OU MÓDULO DE YOUNG.

ESSE MÓDULO PODE SER CONSIDERADO COMO RIGIDEZ,


OU UMA RESISTÊNCIA DO MATERIAL À DEFORMAÇÃO
ELÁSTICA.

NO PROCESSO, ONDE A TENSÃO E DEFORMAÇÃO SÃO


PROPORCIONAIS, A DEFORMAÇÃO É ELÁSTICA.

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Propriedades dos Materiais

ALGUNS MÓDULOS DE ELASTICIDADE APRESENTADO NA TABELA 6.1

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Propriedades dos Materiais

A FIGURA 6.5 – APRESENTA UM GRÁFICO DA


TENSÃO EM FUNÇÃO DA DEFORMAÇÃO,
RESULTANDO EM UMA RELAÇÃO LINEAR.

NA FASE ELÁSTICA, O GRÁFICO TENSÃO-


DEFORMAÇÃO APRESENTA UM MOVIMENTO
PARA CIMA, A PARTIR DA ORIGEM E AO LONGO
DA LINHA RETA, DEVIDO A CARGA CORRESPONDE
APLICADA.

COM A LIBERAÇÃO DA CARGA, A LINHA É


PERCORRIDA NA DIREÇÃO OPOSTA, RETORNANDO
À ORIGEM.

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Propriedades dos Materiais

EM ALGUNS MATERIAIS, A
ELÁSTICA DO DIAGRAMA
TENSÃO-DEFORMAÇÃO NÃO
SE COMPORTA DE MODO
LINEAR, MAS DE FORMA DE
CURVA. FIGURA 6.6:

PARA ESSE COMPORTAMENTO, NÃO LINEAR, É NORMAL UTILIZAR


UM MÓDULO TANGENTE OU UM MÓDULO SECANTE.

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Propriedades dos Materiais

Exercício resolvido 6.1

Cálculo do alongamento (Elástico)


Uma peça de cobre original com 305 mm de comprimento é
puxada em tração com uma tensão de 276 MPa.

Se a deformação é inteiramente elástica, qual será o


alongamento resultante? Ecobre = 110 GPa

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Propriedades dos Materiais

Solução:

A deformação elástica ε depende da tensão σ e do


alongamento Δℓ.

Equação: σ = E ε

O alongamento Δℓ esta relacionado ao comprimento inicial


ℓ e instantâneo ℓi , ou seja: (Δℓ = ℓi - ℓ)
Δℓ
Equação: 𝜀 =

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Propriedades dos Materiais

Pela Tabela 6.1, o módulo de elasticidade do cobre é


E = 110 GPa.

Calculado:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.1

Um corpo de provas de alumínio com seção transversal


retangular 10 x 12,7 mm é puxado em tração com uma força
de 35 kN, produzindo apenas deformação elástica.
Calcule a deformação resultante.
EAl = 69 GPa

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Propriedades dos Materiais

Solução:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.2

Um corpo de provas cilíndrico de uma liga de titânio, que


possui um módulo de elasticidade de 107 GPa e um
diâmetro original de 3,8 mm apresentará apenas
deformação elástica quando uma carga de tração de 2 kN
for aplicada.
Calcule o comprimento máximo do corpo de provas antes da
deformação se o alongamento máximo admissível é de 0,42
mm.

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Propriedades dos Materiais

Solução:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.3

Uma barra de aço com 100 mm de comprimento e que possui


uma seção transversal quadrada com 20 mm de aresta é
puxada em tração com uma carga de 89 kN e apresenta um
alongamento de 0,10 mm.
Assumindo que a deformação seja inteiramente elástica,
calcule o módulo de elasticidade do aço.

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Propriedades dos Materiais

Solução:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.4

Considere um arame cilíndrico de titânio com 3,0 mm de


diâmetro e 2,5 x 104 mm de comprimento.
Calcule seu alongamento quando uma carga de 500 N é
aplicada. Assuma que a deformação seja totalmente
elástica.
ETi = 107 GPa

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Propriedades dos Materiais

Solução:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.5


Para uma liga de bronze, com módulo de elasticidade de 115
GPa, a tensão na qual a deformação plástica tem seu início é
de 275 MPa.
(a) Qual é a carga máximo que pode ser aplicada a um corpo
de provas com área de seção transversal de 325 mm2 sem que
ocorra deformação plástica.
(b) Se o comprimento original do corpo de provas é de 115
mm, qual é o comprimento máximo ao qual ele pode ser
esticado sem ocorrer deformação plástica?

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.6

Uma barra cilíndrica feita de cobre (E = 110 GPa), que possui


um limite de escoamento de 240 MPa, deve ser submetido a
uma carga de 6,66 kN. Se o comprimento da barra é de 380
mm, qual deve ser seu diâmetro para permitir um
alongamento de 0,50 mm.

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.1.7

Considere um corpo de prova cilíndrico feito de aço com 10,0


mm de diâmetro e 75 mm de comprimento, puxado em
tração.
Determine seu alongamento quando uma carga de 20 kN é
aplicada.

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Propriedades dos Materiais

6.5 – PROPRIEDADES ELÁSTICAS DOS MATERIAIS

QUANDO UMA TENSÃO DE TRAÇÃO É APLICADA SOBRE


UMA AMOSTRA DE METAL, ISSO DESENVOLVE UM
ALONGAMENTO ELÁSTICO (Δl) E UMA DEFORMAÇÃO
CORRESPONDENTE (εz).

[ε = épsilon]

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Propriedades dos Materiais

TANTO O ALONGAMENTO QUANTO A DEFORMAÇÃO ESTÃO NA DIREÇÃO DA


TENSÃO APLICADA. FIGURA 6.9

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Propriedades dos Materiais

COMO RESULTADO DESSE ALONGAMENTO, HAVERÁ


CONSTRIÇÕES [redução] NAS DIREÇÕES LATERAIS (x e y),
PERPENDICULARES À TENSÃO APLICADA.

A PARTIR DESSAS CONTRAÇÕES, AS DEFORMAÇÕES


COMPRESSIVAS εx E εy PODEM SER DETERMINADAS.

SE A TENSÃO APLICADA FOR UNIAXIAL E O MATERIAL FOR


ISOTRÓPICO, ENTÃO:
DEFORMAÇÃO εx = DEFORMAÇÃO εy

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Propriedades dos Materiais

UM PARÂMETRO DENOMINADO COEFICIENTE DE POISSON [ν] É


DEFINIDO COMO A RAZÃO ENTRE AS DEFORMAÇÕES LATERAL E
𝜀𝑥 𝜖𝑦
AXIAL, OU: ν= − =− [ν = nu]
𝜀𝑧 𝜀𝑧

COMO EM TODOS OS MATERIAIS ESTRUTURAIS, εx E εz TERÃO


SINAIS OPOSTOS, DESSA FORMA:
O SINAL DE NEGATIVO FOI INCLUÍDO NA EXPRESSÃO
ANTERIOR PARA ASSEGURAR QUE O VALOR DE ν SEJA
POSITIVO.
∆𝑑 𝑑𝑖 − 𝑑𝑜
𝜀𝑥 = 𝜀𝑦 = =
𝑑𝑜 𝑑𝑜
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Propriedades dos Materiais

TEORICAMENTE, O COEFICIENTE DE POISSON PARA OS


MATERIAIS ISOTRÓPICOS DEVERIA SER 0,25.

ALÉM DISSO, O VALOR MÁXIMO PARA ν É 0,5.

PARA MUITOS METAIS E OUTRAS LIGAS, OS VALORES PARA O


COEFICIENTE DE POISSON VARIAM ENTRE 0,25 E 0,35.

A TABELA 6.1 APRESENTA OS VALORES DE ν PARA VÁRIOS


MATERIAIS METÁLICOS COMUNS.

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Propriedades dos Materiais

A TABELA 6.1 APRESENTA OS VALORES DE ν PARA VÁRIOS


MATERIAIS METÁLICOS COMUNS.

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Propriedades dos Materiais

Exercício resolvido 6.2

Uma tensão de tração deve ser aplicada ao longo do eixo do


comprimento de uma barra cilíndrica de latão, com diâmetro
de 10 mm.
Determine a magnitude da carga necessária para produzir
uma variação de 2,5 x 10-3 mm no diâmetro, se a deformação
for puramente elástica.

Pela Tabela 6.1, o valor do coeficiente de Poisson para latão é 0,34


e módulo de elasticidade de 97 GPa.

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Propriedades dos Materiais

Solução:
Situação de deformação
representado na figura.

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Propriedades dos Materiais

Uma força F alonga o corpo de provas ao longo do eixo z e,


simultaneamente, provoca uma redução em seu diâmetro Δd
= di – d = - 2,5 x 10-3 mm na direção x.
Para a deformação na direção x,

é negativa, uma vez que o diâmetro é reduzido.

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Propriedades dos Materiais

A seguir, torna-se necessário calcular a deformação na direção


z.
Pela Tabela 6.1, o valor do coeficiente de Poisson para latão é
0,34.
E dessa forma,

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Propriedades dos Materiais

A tensão aplicada pode então ser calculada usando a Equação


6.5 e o módulo de elasticidade da Tabela 6.1 como 97 GPa.
Assim,

Finalmente, a força aplicada pode ser determinada como

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.2.1


Um corpo de provas cilíndrico de alumínio tendo um
diâmetro de 19 mm e comprimento de 200 mm é deformado
elasticamente em tração com uma força de 48,8 kN.
Considere os dados da Tabela 6.1, determine o seguinte:
(a) Quanto esse corpo de provas vai se alongar na direção
da tensão aplicada.
(b) A variação no diâmetro do corpo de provas.

Pela Tabela 6.1, o valor do coeficiente de Poisson para latão é


0,33 e módulo de elasticidade de 69 GPa.

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Propriedades dos Materiais

Solução:

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.2.2

Uma barra em aço com 10 mm de diâmetro deve ser


deformado elasticamente pela aplicação de uma força ao
longo de seu eixo.
Aplicando os dados da tabela 6.1, determine a força que
produzirá uma redução elástica Δd = - 3 x 10-3 mm no
diâmetro.

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.2.3

Um corpo de provas cilíndrico de uma liga, com 8 mm de


diâmetro é tensionado elasticamente em tração.
Uma força de 15700 N produz uma redução no diâmetro no
corpo de provas de 5 x 10-3 mm no diâmetro.
Calcule o coeficiente de Poisson para esse material se o seu
módulo de elasticidade é 140 GPa.

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.2.4

Um corpo de provas cilíndrico de uma liga metálica hipotética


é tensionada a compressão.
Se seus diâmetros original e final são 20,000 e 20,025 mm,
respectivamente, e seu comprimento final é 74,96 mm,
calcule seu comprimento original se a deformação é
totalmente elástica.
Os módulos de elasticidade e de cisalhamento para essa liga
são 105 GPa e 39,7 GPa, respectivamente.

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Propriedades dos Materiais

Exercício para resolver 6.2.5

Considere um corpo de provas cilíndrico de alguma liga


metálica hipotética que possui um diâmetro de 8,0 mm.
Uma força de tração de 1000 N produz uma redução elástica
no diâmetro de 2,8 x 10-4 mm. Calcule o módulo de
elasticidade para essa liga, dado que o coeficiente de Poisson
é 0,30.

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Propriedades dos Materiais

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Propriedades dos Materiais

Referência Bibliográfica:

- W. D. CALLISTER, Jr., Ciência e Engenharia de Materiais: Uma


Introdução. 7ª Edição. Editora LTC.

- V. CHIAVERINI, Estrutura e Propriedades dos Materiais –


Volumes I, II e III. 2ª Edição. Editora ABM.

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