Você está na página 1de 2

Estudo Dirigido Fisiologia Vegetal – Relações Hídricas

Aluno: Pedro Paulo R. Bandeira de Lima / SA3

1 – A água é um elemento essencial para a vida dos seres vivos, nas plantas, a água se faz
presente em cerca de 80-90% em sua composição, tendo papel importante para vários
processos importantes para a planta, como o transporte de nutrientes, além de processos
químicos e bioquímicos, como auxiliando a fotossíntese, a divisão celular e seu crescimento.

A coesão trata-se da atração intermolecular devido as pontes de hidrogênio da água. E a adesão


trata-se da atração da água a superfícies sólidas.

2 – Fluxo de massa consiste no movimento concertado de grupos de moléculas, em massa, em


resposta à aplicação de uma força exterior tal como a gravidade ou pressão. A pressão, é uma
força exterior, onde a seiva do floema move-se por fluxo de massa das folhas para outras partes
do corpo da planta.

3 - O potencial hídrico representa o potencial químico da água, ou seja, a energia livre associada
às moléculas de água. Nos movimentos a curta distância, como nos sistemas osmóticos, a água
desloca-se de regiões de maior potencial hídrico (maior energia livre) para regiões de potencial
hídrico mais baixo (menor energia livre).

A água no sistema solo-planta-atmosfera busca constantemente o equilíbrio termodinâmico


obedecendo à tendência universal de se mover de locais onde apresenta maior energia para
aqueles onde o nível energético é mais baixo. As plantas absorvem água do solo pelas raízes e
translocam até as folhas, onde é perdida para a atmosfera, estabelecendo uma coluna continua
de água no sistema solo-planta-atmosfera, obedecendo um gradiente decrescente de Potencial
Hídrico.

4- Expressa a ação do campo gravitacional sobre a energia livre da água. Ele é definido como o
trabalho necessário para manter a água suspensa em determinado ponto em relação à atração
da gravidade. As diferenças neste componente entre células vizinhas são desprezíveis, se
comparadas às diferenças no potencial osmótico e à pressão hidrostática e por isso não são
dados considerados no cálculo do potencial hídrico celular.

5 – a) Água Capilar: é aquela que preenche os espaços existentes entre as partículas do solo,
chamados de capilares, o tamanho e a quantidade desses depende da matriz do solo. Esta água
é a que está disponível para as plantas;

b) Capacidade de campo: é a quantidade máxima de água que um solo é hábil para reter contra
as forças gravitacionais. Ela é maior em solos argilosos e em solos contendo húmus e menor em
solos arenosos.

c) Ponto de Murcha Permanente: é um determinado valor de potencial hídrico do solo. Uma vez
que o solo atinge esse valor, não permite mais a recuperação da planta, mesmo que atinja a
Capacidade de Campo novamente.

7 - A abertura e o fechamento do estômato são determinados por mudanças na células-


guardas. A abertura acontece quando essas células se tornam mais túrgidas, já o fechamento
ocorre quando se tornam mais flácidas e murchas. Esse mecanismo de turgescência acontece
graças a um movimento osmótico.

O movimento estomático acontece pela entrada e saída de íons potássio (K+) das células-
guardas. Em certas condições, tais como presença de luz ou baixos níveis de gás carbônico, os
íons K+ são bombeados para as células-guardas. Com o aumento desse íon, essas células
começam a absorver água, tornando-se, portanto, túrgidas, e os ostíolos imediatamente se
abrem.
Para o fechamento estomático, o processo é inverso, ou seja, as células-guardas perdem os íons
K+. Ao perderem esse íon, também perdem água, o que deixa as células murchas. Assim,
consequentemente, o estômato fecha-se.

8 – O mecanismo de abertura e fechamento osmótico pode ser regulado por diversos fatores,
como:

 Concentração de K+ :
- Alta concentração: Abertura do ostíolo;
- Baixa concentração: Fechamento do ostíolo;

 Intensidade Luminosa:
- Alta Intensidade: Abertura do ostíolo;
- Baixa Intensidade: Fechamento do ostíolo;

 Concentração de CO2:

- Alta concentração: Fechamento do ostíolo;

-Baixa concentração: Abertura do ostíolo;

 Suprimento de água:

-Alto teor: Abertura do ostíolo;

-Baixo Teor: Fechamento do ostíolo;

9 – Transpiração é a perda de água absorvida pela planta e transformada em vapor de água na


atmosfera, a transpiração das plantas pode ser cuticular, lenticular e estomática.

A transpiração, se ocorrer em excesso, pode ser extremamente prejudicial, pois a perda


exagerada de água pode levar a planta à desidratação. Mesmo assim, esse processo é
necessário, pois a transpiração está diretamente relacionada com a captação do gás carbônico.
A não captação afeta a taxa fotossintética. Além de garantir a circulação de seiva bruta no corpo
da planta, uma teoria chamada de tensão-coesão. De acordo com essa teoria, a água do xilema
é praticamente puxada para repor a água perdida na transpiração.

10 - Como as moléculas de água apresentam enorme coesão, a tensão produzida é transmitida


da região do caule até as raízes. Por causa da coesão existente entre as moléculas de água e sua
forte adesão às paredes do xilema, forma-se uma coluna contínua de água. A coluna de água
deve ser integra para que não haja perca de água no sistema da planta e assim ter seus processos
mantidos integralmente.

11- Segundo a teoria da coesão-tensão, a água apresenta-se de forma contínua no corpo da


planta, mais precisamente no interior dos vasos condutores, mantendo um movimento
contínuo da água do solo para a planta e desta para a atmosfera. Esse movimento ascendente
da água ocorre em consequência da perda de água por transpiração por meio dos estômatos.

Quando ocorre a transpiração na terminação dos elementos do xilema, ocorre uma diminuição
do potencial hídrico na região pelo aumento da concentração de solutos na célula. As células
saturadas começam a ganhar água e, de célula a célula, esse evento atinge o xilema, exercendo
uma sucção. Assim sendo, a água move-se em direção ao menor potencial hídrico.

Ou seja, segundo a teoria, a seiva bruta é movida pela tensão criada por meio da transpiração.