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Estratégia de Saúde da Família

PSF – Programa de Saúde da Família


PSF
A origem do Programa Saúde da Família ou PSF, teve início, em 1994, como um dos programas propostos pelo
governo federal aos municípios para implementar a atenção básica.

ESF
Atualmente, o PSF é definido como Estratégia de Saúde da Família (ESF), ao invés de programa, visto que o
termo programa aponta para uma atividade com início, desenvolvimento e finalização. O PSF é uma estrátégia
de reorganização da atenção primária e não prevê um tempo para finalizar esta reorganização.

Em 1994 o Ministério da Saúde, lançou o PSF como política nacional de atenção básica, com caráter
organizativo e substitutivo, fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em
profissionais médicos especialistas focais. Atualmente, reconhece-se que não é mais um programa e sim uma
Estratégia para uma Atenção Primária à Saúde qualificada e resolutiva.

O PSF se consolidou como estratégia prioritária para a reorganização da Atenção Básica no Brasil.

O governo emitiu a Portaria Nº 648, de 28 de Março de 2006, onde ficava estabelecido que o PSF é a estratégia
prioritária do Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica

Fundamentos: possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade, reafirmando os


princípios básicos do SUS: universalização, equidade, descentralização, integralidade e participação da
comunidade - mediante o cadastramento e a vinculação dos usuários.

PSF – ponto positivo

o programa tem como ponto positivo a valorização dos aspectos que influenciam a saúde das pessoas fora do
ambiente hospitalar/ambulatório

Características e composição
Portaria Nº 648, de 28 de Março de 2006.

1. manter atualizado o cadastramento das famílias e dos indivíduos e utilizar, de forma sistemática, os dados
para a análise da situação de saúde considerando as características sociais, econômicas, culturais,
demográficas e epidemiológicas do território;
2. definição precisa do território de atuação, mapeamento e reconhecimento da área adstrita, que compreenda o
segmento populacional determinado, com atualização contínua;
3. diagnóstico, programação e implementação das atividades segundo critérios de risco à saúde, priorizando
solução dos problemas de saúde mais freqüentes;
4. prática do cuidado familiar ampliado, efetivada por meio do conhecimento da estrutura e da funcionalidade das
famílias que visa propor intervenções que influenciem os processos de saúde doença dos indivíduos, das
famílias e da própria comunidade;
5. trabalho interdisciplinar e em equipe, integrando áreas técnicas e profissionais de diferentes formações;
6. promoção e desenvolvimento de ações intersetoriais, buscando parcerias e integrando projetos sociais e
setores afins, voltados para a promoção da saúde, de acordo com prioridades e sob a coordenação da gestão
municipal;
7. valorização dos diversos saberes e práticas na perspectiva de uma abordagem integral e resolutiva,
possibilitando a criação de vínculos de confiança com ética, compromisso e respeito;
8. promoção e estímulo à participação da comunidade no controle social, no planejamento, na execução e na
avaliação das ações; e
9. acompanhamento e avaliação sistematica das ações implementadas, visando à readequação do processo de
trabalho.

Composição
para a implantação das Equipes de Saúde da Família deve existir uma equipe multiprofissional responsável por,
no máximo, 4.000 habitantes, sendo que a média recomendada é de 3.000.
Equipe, composta por minimamente:
Médico,
Enfermeiro,
Auxiliar de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde

***Equipe de Saúde Bucal (dentista, ACD,THD)

ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE


mora na comunidade e está vinculado à USF que atende a comunidade.
É alguém que se destaca na comunidade, pela capacidade de se comunicar com as pessoas, pela liderança
natural que exerce.

AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE


Comunidade
O seu trabalho é feito nos domicílios de sua área de abrangência.

1.Realizar mapeamento de sua área;


2.Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro;
3.Identificar indivíduos e famílias expostos a situações de risco;
4. Identificar área de risco;
5. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando
consultas, exames e atendimento odontólogico, quando necessário;
6. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da Atenção Básicas;
7. Realizar, por meio da visita domiciliar, acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua
responsabilidade
8. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das família
acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco;
9. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de
doenças;
10. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e
melhoria do meio ambiente, entre outras;
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE
11. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites;
12. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL NO PSF

Ações Intersetoriais

Apoio a ações políticas que:


Promovam desenvolvimento social
Possibilitem o acesso a saneamento básico e incentivem a fluoretação das águas de abastecimento
Contribuam para o combate ao fumo e uso de álcool
Incentivem dietas mais saudáveis
Contribuam para garantir proteção no trabalho
Contribuam para o trabalho transversal de conteúdos de saúde bucal no currículo escolar

Financiamento
Equipe Saúde Bucal Modalidade 1 – composta por no mínimo 1 cirurgião-dentista e 1 auxiliar de consultório
dentário. São transferidos R$ 1.700 a cada mês, por equipe.
Equipe Saúde Bucal Modalidade 2 – composta por no mínimo 1 cirurgião-dentista, 1 auxiliar de consultório
dentário e 1 técnico de higiene dental. Para as ESB na Modalidade 2 são transferidos R$ 2.200, a cada mês,
por equipe.
Os municípios e/ou DF recebem recursos específicos para estruturação das UBS nas quais vão funcionar as
ESB
Esses recursos da ordem de R$ 7.000,00 em parcela única, no mês subsequente a implantação, visam a
melhoria da infra-estrutura e de equipamentos, bem como para a realização do curso introdutório para essas
equipes

Equipe de Saúde Bucal:

Atribuições do Cirurgiões Dentista (CD):

I- Realizar exame clínico com a finalidade de conhecer a realidade epidemiológica de saúde bucal da
comunidade;
II-Realizar os procedimentos clínicos definidos na Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde
NOB/SUS 96 e na Norma Operacional de Assistência (NOAS);
III-Assegurar a integralidade do tratamento no âmbito da atenção básica para a população adscrita;
IV-Encaminhar e orientar os usuários, que apresentarem problemas mais complexos, a outros níveis de
especialização, assegurando o seu retorno e acompanhamento, inclusive para fins de complementação do
tratamento;
V- Realizar atendimento de primeiros cuidados nas urgências;
VI- Realizar pequenas cirurgias ambulatoriais;
Prescrever medicamentos e outras orientações na conformidade dos diagnósticos efetuados;
VII- Emitir laudos, pareceres e atestados sobre assuntos de sua competência;
VIII- Executar as ações de assistência integral, aliando a atuação clínica à saúde coletiva, assistindo as famílias,
indivíduos ou grupos específicos, de acordo com plano de prioridades locais;
IX -Coordenar ações coletivas voltadas para à promoção e prevenção em saúde bucal;
X- Programar e supervisionar o fornecimento de insumos para as ações coletivas;
XI-Supervisionar o trabalho desenvolvido pelo THD e o ACD;
Capacitar as equipes de saúde da família no que se refere às ações educativas e preventivas em saúde bucal;
X IIRegistrar na Ficha D – Saúde Bucal, do Sistema de Informação da Atenção Básica – Siab – todos os
procedimentos realizados.
Realizar, sob a supervisão do cirurgião dentista, procedimentos preventivos nos usuários para o atendimento
clínico, como escovação supervisionada, evidenciação de placa bacteriana, aplicação tópica de flúor,
selantes, raspagem, alisamento e polimento;
Realizar procedimentos reversíveis em atividades restauradoras, sob supervisão do cirurgião dentista;
Auxiliar o cirurgião dentista (trabalho a quatro mãos);
Realizar procedimentos coletivos como escovação supervisionada, evidenciação de placa bacteriana e
bochechos fluorados na Unidade Básica de Saúde da Família e espaços sociais identificados;
Cuidar da manutenção e conservação dos equipamentos odontológicos;
Acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos trabalhos da equipe de saúde da família no tocante à saúde bucal;
Realizar na Ficha D – Saúde Bucal, do Sistema de Informação da Atenção
Básica – Siab – todos os procedimentos de sua competência realizados.
Proceder à desinfecção e esterilização de materiais e instrumentos utilizados;
Realizar procedimentos educativos e preventivos nos usuários para o atendimento clínico, como evidenciação de
placa bacteriana, orientações à escovação com o uso de fio dental sob acompanhamento do THD;
Preparar o instrumental e materiais para uso (sugador, espelho, sonda e demais materiais necessários para o
trabalho);
Instrumentalizar o cirurgião dentista ou THD durante a realização de procedimentos clínicos;
Cuidar da manutenção e conservação dos equipamentos odontológicos;
Agendar e orientar o paciente quanto ao retorno para manutenção do tratamento;
Acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos trabalhos da equipe de saúde da família no tocante à saúde bucal;
Realizar procedimentos coletivos como escovação supervisionada evidenciação de placa bacteriana e
bochechos fluorados na Unidade Básica de Saúde da Família e espaços sociais identificados
Registrar no Siab os procedimentos de sua competência realizados.