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Boletim do Trabalho e Emprego, n.

º 31, 22/8/2015

Conselho Económico e Social ...


Regulamentação do trabalho 2525
Propriedade
Organizações do trabalho 2619 Ministério da Solidariedade,
Informação sobre trabalho e emprego 2633 Emprego e
Segurança Social

Edição
Gabinete de Estratégia
e Planeamento
N.o Vol. Pág. 2015
Direção de Serviços de Apoio
31 82 2521-2643 22 ago Técnico e Documentação

ÍNDICE

Conselho Económico e Social:

Arbitragem para definição de serviços mínimos:


...

Regulamentação do trabalho:

Despachos/portarias:
...

Portarias de condições de trabalho:

- Aviso de projeto de portaria de condições de trabalho para trabalhadores administrativos ......................................................... 2525

Portarias de extensão:
...

Convenções coletivas:

- Contrato coletivo entre a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade - CNIS e a Federação Nacional dos Sindi-
catos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais - Revisão global ..................................................................................... 2527
- Acordo de empresa entre a Navegação Aérea de Portugal - NAV Portugal, EPE e o Sindicato dos Controladores de Tráfego
Aéreo - SINCTA - Revisão global ................................................................................................................................................... 2582

Decisões arbitrais:
...

Avisos de cessação da vigência de convenções coletivas:


...
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Acordos de revogação de convenções coletivas:


...

Jurisprudência:
...

Organizações do trabalho:

Associações sindicais:

I – Estatutos:
...

II – Direção:

- Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa - Eleição ...................................................................................... 2619

Associações de empregadores:

I – Estatutos:

- Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria - APICER - Alteração ........................................................ 2620

II – Direção:
...

Comissões de trabalhadores:

I – Estatutos:

- Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) - Constituição .................................................................................... 2621

II – Eleições:

- Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) - Eleição ............................................................................................ 2631


- Efacec Energia - Máquinas e Equipamentos Eléctricos, SA - Eleição ......................................................................................... 2631
- Easyjet Airline Company Limited Sucursal em Portugal - Eleição .............................................................................................. 2631
- Banco Comercial Português, SA - Substituição ........................................................................................................................... 2631

Representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho:

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I – Convocatórias:
...

II – Eleição de representantes:

- SKELT - Metalomecânica, SA - Eleição ....................................................................................................................................... 2632


- Umbelino Monteiro, SA - Eleição ................................................................................................................................................ 2632
- Novo Modelo Europa, SA - Eleição .............................................................................................................................................. 2632

Conselhos de empresa europeus:


...

Informação sobre trabalho e emprego:

Empresas de trabalho temporário autorizadas:


...

Catálogo Nacional de Qualificações:

Catálogo Nacional de Qualificações ............................................................................................................................................ 2633


1. Integração de novas qualificações ............................................................................................................................................ 2634

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Aviso: Alteração do endereço eletrónico para entrega de documentos a publicar no Boletim do Trabalho e Emprego
O endereço eletrónico da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para entrega de documentos a publicar
no Boletim do Trabalho e Emprego passou a ser o seguinte: dsrcot@dgert.msess.pt
De acordo com o Código do Trabalho e a Portaria n.º 1172/2009, de 6 de outubro, a entrega em documento electrónico
respeita aos seguintes documentos:
a) Estatutos de comissões de trabalhadores, de comissões coordenadoras, de associações sindicais e de associações de
empregadores;
b) Identidade dos membros das direcções de associações sindicais e de associações de empregadores;
c) Convenções colectivas e correspondentes textos consolidados, acordos de adesão e decisões arbitrais;
d) Deliberações de comissões paritárias tomadas por unanimidade;
e) Acordos sobre prorrogação da vigência de convenções coletivas, sobre os efeitos decorrentes das mesmas em caso de
caducidade, e de revogação de convenções.

Nota:
- A data de edição transita para o 1.º dia útil seguinte quando coincida com sábados, domingos e feriados.
- O texto do cabeçalho, a ficha técnica e o índice estão escritos conforme o Acordo Ortográfico. O conteúdo dos textos é
da inteira responsabilidade das entidades autoras.

SIGLAS

CC - Contrato coletivo.
AC - Acordo coletivo.
PCT - Portaria de condições de trabalho.
PE - Portaria de extensão.
CT - Comissão técnica.
DA - Decisão arbitral.
AE - Acordo de empresa.

Execução gráfica: Gabinete de Estratégia e Planeamento/Direção de Serviços de Apoio Técnico e Documentação - Depósito legal n.º
8820/85.

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CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL

ARBITRAGEM PARA DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS MÍNIMOS

...

REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO

DESPACHOS/PORTARIAS

...

PORTARIAS DE CONDIÇÕES DE TRABALHO

Aviso de projeto de portaria de condições de Segurança Social nos termos do número 2 do Despacho n.º
trabalho para trabalhadores administrativos 13264/2013, de 9 de outubro, publicado no Diário da Repú-
blica, 2.ª série, n.º 201, de 17 de outubro).
Nos termos do número 6 do artigo 518.º e do número 2
do artigo 516.º do Código do Trabalho, torna-se público ser Nota justificativa
intenção do Governo proceder à atualização das condições As condições de trabalho dos trabalhadores administra-
de trabalho dos trabalhadores administrativos não abrangi- tivos não abrangidos por regulamentação coletiva específica
dos por regulamentação coletiva específica, reguladas pela são reguladas pela Portaria n.o 736/2006, de 26 de julho, que
Portaria n.º 736/2006, de 26 de julho, que aprovou o regula- aprovou o regulamento de condições mínimas, publicada no
mento de condições mínimas, publicada no Diário da Repú- Diário da República, 1.a série, n.o 143, de 26 de julho de
blica, 1.ª série, n.º 143, de 26 de julho de 2006, alterada pelas 2006, alterada pelas Portarias n.os 1636/2007, 1548/2008,
Portarias n.os 1636/2007, 1548/2008, 191/2010, 1068/2010 191/2010, 1068/2010 e 210/2012, publicadas, respetivamen-
e 210/2012, publicadas, respetivamente, no Diário da Re- te, no Diário da República, 1.a série, n.os 251, de 31 de de-
pública, 1.ª série, n.os 251, de 31 de dezembro de 2007, 252, zembro de 2007, 252, de 31 de dezembro de 2008, 68, de 8
de 31 de dezembro de 2008, 68, de 8 de abril de 2010, 203, de abril de 2010, 203, de 19 de outubro de 2010, e 134, de
de 19 de outubro de 2010, e 134, de 12 de julho de 2012, 12 de julho de 2012.
através de portaria cujo projeto e respetiva nota justificativa Verificando-se os pressupostos de emissão de portaria de
se publicam em anexo. condições de trabalho previstos no artigo 517.o do Código
Nos 15 dias seguintes à publicação deste aviso, os inte- do Trabalho, concretamente a inexistência de associações de
ressados no presente procedimento podem deduzir, por es- empregadores e circunstâncias sociais e económicas que o
crito, oposição fundamentada ao referido projeto. justificam, foi constituída uma comissão técnica incumbi-
Lisboa, 10 de agosto de 2015 - O Secretário de Estado da de proceder aos estudos preparatórios de atualização das
do Emprego, Octávio Félix de Oliveira. (Competências de- condições de trabalho dos trabalhadores administrativos não
legadas pelo Senhor Ministro da Solidariedade, Emprego e abrangidos por regulamentação coletiva específica, por Des-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

pacho de 23 de abril de 2015, publicado no Diário da Repú- do Código do Trabalho, promove-se a emissão da presente
blica, 2.a série, n.o 92, de 13 de maio de 2015, e no Boletim portaria de condições de trabalho.
do Trabalho e Emprego, n.o 18, de 15 de maio de 2015.
A FETESE - Federação dos Sindicatos da Indústria e Ser- Projeto de portaria de condições de trabalho para tra-
viços propôs a atualização média de 4,1 % das retribuições balhadores administrativos
mínimas e a FEPCES - Federação Portuguesa dos Sindicatos
do Comércio, Escritórios e Serviços um aumento de 30,00 € Manda o Governo, pelos Ministros da Administração In-
para todos os níveis salariais. As referidas associações sindi- terna, da Justiça, da Economia, do Ambiente, Ordenamento
cais preconizaram ainda a atualização do subsídio de refei- do Território e Energia, da Agricultura e do Mar, da Saúde,
ção para 4,00 €. da Solidariedade, Emprego e Segurana Social e Secretário
Para as retribuições mínimas e o subsídio de refeição, a de Estado da Cultura, ao abrigo do disposto nos artigos 517.o
Confederação dos Agricultores de Portugal sugeriu a atuali- e 518.o do Código do Trabalho, o seguinte:
zação da tabela salarial de acordo com o valor da inflação e Artigo 1.0
o subsídio de refeição para o montante de 4,00 €. A Confe-
deração do Comércio e Serviços de Portugal recomendou a Alterações à Portaria n.o 736/2006, de 26 de julho
atualização de 1 % para a tabela salarial, enquanto a Confe- 1- O artigo 11.º da Portaria n.º 736/2006, de 26 de julho,
deração Empresarial de Portugal sugeriu o não aumento das passa a ter a seguinte redação:
referidas prestações.
«Artigo 11.o
Foram, ainda, propostas diversas alterações ao âmbito
material da portaria, porem, na maioria daquelas, sem con- (...)
cretizar e fundamentar a necessidade da revisão em função
1- O trabalhador tem direito a um subsídio de refeição no
das características das atividades abrangidas.
valor de 4,00 € por cada dia completo de trabalho.
Na sequência dos estudos preparatórios da comissão
2- ........................................................................................
técnica, as retribuições mínimas previstas na portaria em
3- ........................................................................................
apreço são atualizadas em media em 1,7 %, com exceção da
4- ......................................................................................»
retribuição mínima do nível XI que é igual à retribuição mí-
2- O anexo II da Portaria n.o 736/2006, de 26 de julho,
nima mensal garantida em vigor (RMMG). A atualização é
sobre retribuições mínimas, passa a ter a redação constante
inferior ao valor médio observado nas convenções coletivas
do anexo da presente portaria.
publicadas em 2013 e 2014. E, embora se trate de retribui-
ções mínimas, a informação estatística mais recente basea- Artigo 2.o
da nos quadros de pessoal de 2013, no âmbito desta portaria,
revela que os trabalhadores auferiam nesse ano retribuições Entrada em vigor e eficácia
de base em média superiores às da presente portaria. 1- A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a
A atualização do subsídio de refeição segue a tendência sua publicação no Diário da República.
da contratação coletiva de atualizar essa prestação em per- 2- As retribuições mínimas, o subsídio de refeição e a atu-
centagem superior à das retribuições. alização das diuturnidades produzem efeitos a partir do pri-
A presente portaria estabelece para a tabela salarial, com meiro dia do mês da publicação da presente portaria.
exceção da retribuição mínima prevista nível no nível XI que
é igual a RMMG em vigor, para o subsídio de refeição e para ANEXO II
as diuturnidades produção de efeitos retroativos idênticos ao
preconizado, para as portarias de extensão, na Resolução do (da Portaria n. o 736/2006, de 26 julho)
Conselho de Ministros n.o 90/2012, publicada no Diário da
República, 1.a série, n.o 211, de 31 de outubro, alterada pela
Resolução do Conselho de Ministros n.o 43/2014, publicada Retribuições mínimas
no Diário da República, 1.a serie, n.o 122, de 27 de junho de
2014. Níveis Profissões e categorias profissionais
Retribuições mínimas
A atualização da portaria tem, no plano social, o efeito (em euros)
de uniformizar as condições de trabalho de um conjunto Diretor de serviços
I 997
significative de trabalhadores e, no plano económico, pro- Secretário-geral
move, na medida do possível, a aproximação das condições
Analista de informática
de concorrência. II Contabilista/Técnico oficial de contas 972
A presente portaria e aplicável no território do continen- Inspetor administrativo
te, tendo em consideração que a atualização das condições
de trabalho dos trabalhadores administrativos nas Regiões
Autónomas dos Açores e da Madeira compete aos respetivos
Governos Regionais.
Assim, verificando-se os pressupostos de emissão de
portaria de condições de trabalho previstos no artigo 517.o

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Chefe de serviços Assistente administrativo de 2.a


Programador de informática Assistente de consultório de 1.a
Tesoureiro Cobrador de 1.ª
Técnico de apoio jurídico III VIII Controlador de informática de 1.a 569
III 885
Técnico de computador III Operador de computador de 2.a
Técnico de contabilidade III Operador de máquinas auxiliares de 2. a
Técnico de estatística III Rececionista de 1.a
Técnico de recursos humanos III
Assistente administrativo de 3.ª
Técnico de apoio jurídico II Assistente de consultório de 2.ª
Técnico de computador II Cobrador de 2.ª
IV Técnico de contabilidade II 808 Chefe de trabalhadores auxiliares
IX 526
Técnico de estatística II Controlador de informatica de 2.ª
Técnico de recursos humanos II Operador de tratamento de texto de 1.a
Rececionista de 2.ª
Chefe de secção Telefonista de 1.ª
Técnico de apoio jurídico I Assistente administrativo de 3.ª (até um ano)
Técnico de computador I Continuo de 1.ª
V 739
Técnico de contabilidade I Guarda de 1.a
Técnico de estatística I X Operador de tratamento de texto de 2.ª 510
Técnico de recursos humanos I Porteiro de 1.a
Analista de funções Rececionista de 2.ª (até quatro meses)
Correspondente em línguas estrangeiras Telefonista de 2.ª
Documentalista Contínuo de 2.a
VI Planeador de informática de 1.a 691 Guarda de 2.ª
Técnico administrativo XI 505
Porteiro de 2.a
Técnico de secretariado Trabalhador de limpeza
Tradutor

Assistente administrativo de 1.ª


Caixa
VII Operador de computador de 1.ª 620
Operador de máquinas auxiliares de 1.a
Planeador de informática de 2.a

PORTARIAS DE EXTENSÃO

...

CONVENÇÕES COLETIVAS

Contrato coletivo entre a Confederação Nacional Cláusula 1.ª


das Instituições de Solidariedade - CNIS e a Federa-
Âmbito de aplicação
ção Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em
Funções Públicas e Sociais - Revisão global 1- A presente convenção regula as relações de trabalho en-
tre as instituições particulares de solidariedade social (IPSS)
representadas pela Confederação Nacional das Instituições
de Solidariedade - CNIS, doravante também abreviadamente
CAPÍTULO I designadas por instituições e os trabalhadores ao seu serviço
que sejam ou venham a ser membros das associações sindi-
Disposições gerais cais outorgantes, sendo aplicável em todo o território nacio-
nal com excepção da Região Autónoma dos Açores.

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2- Para cumprimento do disposto na alínea g) do artigo Cláusula 5.ª


492.º, conjugado com o artigo 496.º do Código do Trabalho,
refere-se que serão abrangidos por esta convenção 3000 em- Admissão
pregadores e 10 000 trabalhadores. 1- São condições gerais de admissão:
a) Idade mínima não inferior a 16 anos;
Cláusula 2.ª
b) Escolaridade obrigatória.
Vigência e denúncia 2- São condições específicas de admissão as discrimina-
1- A presente convenção entra em vigor no 5.º dia poste- das no anexo II, designadamente a formação profissional
rior ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego adequada ao posto de trabalho ou a certificação profissional,
e terá uma vigência de dois anos, sem prejuízo do disposto quando exigidas.
no número seguinte. 3- Para o preenchimento de lugares nas instituições e des-
2- As tabelas salariais e demais cláusulas de expressão pe- de que os trabalhadores reúnam os requisitos necessários para
cuniária terão uma vigência de um ano, produzem efeitos a o efeito, será dada preferência:
partir de 1 de Janeiro e serão revistas anualmente. a) Aos trabalhadores já em serviço, a fim de proporcionar
3- O processo de revisão das tabelas salariais e cláusulas a promoção e melhoria das suas condições de trabalho;
de expressão pecuniária deverá ser iniciado no prazo de 10 b) Aos trabalhadores com capacidade de trabalho reduzi-
meses contados a partir da data de início da respectiva vi- da, pessoas com deficiência ou doença crónica.
gência. 4- Os trabalhadores com responsabilidades familiares, com
4- No caso de não haver denúncia, a convenção renova-se, capacidade de trabalho reduzida, com deficiência ou doença
sucessivamente, por períodos de um ano, mantendo-se em crónica, bem como os que frequentem estabelecimentos de
vigor até ser substituída por outra. ensino secundário ou superior, têm preferência na admissão
5- A denúncia far-se-á com o envio à contraparte da pro- em regime de tempo parcial.
posta de revisão, através de carta registada com aviso de 5- Sem prejuízo do disposto nas normas legais aplicáveis,
recepção, protocolo ou outro meio que faça prova da sua a instituição deverá prestar ao trabalhador, por escrito, as
entrega. seguintes informações relativas ao seu contrato de trabalho:
6- A contraparte deverá enviar à denunciante uma contra- a) Nome ou denominação e domicílio ou sede das partes;
proposta até 30 dias após a recepção da comunicação de de- b) Categoria profissional;
núncia de revisão, presumindo-se a respectiva aceitação caso c) Período normal de trabalho;
não seja apresentada contraproposta. d) Local de trabalho;
7- Será considerada como contraproposta a declaração ex- e) Tipo de contrato e respectivo prazo, quando aplicável;
pressa da vontade de negociar. f) Retribuição, indicando o montante das prestações aces-
8- A parte denunciante disporá de até 20 dias para exa- sórias e complementares;
minar a contraproposta e as negociações iniciar-se-ão, sem g) Condições particulares de trabalho, quando existam;
qualquer dilação, nos primeiros 10 dias úteis a contar do ter- h) Duração do período experimental, quando exista;
mo do prazo acima referido. i) Data de início do trabalho;
9- Havendo denúncia, as partes comprometem-se a iniciar j) Indicação do tempo de serviço prestado pelo trabalha-
o processo negocial utilizando as fases processuais que en- dor em outras IPSS;
tenderem, incluindo a arbitragem voluntária. k) Justificação clara dos motivos do contrato, quando apli-
cável;
Cláusula 3.ª l) Indicação do instrumento de regulação colectiva de tra-
Responsabilidade social das instituições balho aplicável, quando seja o caso.
As instituições devem, na medida do possível, organizar Cláusula 6.ª
a prestação de trabalho de forma a obter o maior grau de
Categorias e carreiras profissionais
compatibilização entre a vida familiar e a vida profissional
dos seus trabalhadores. 1- Os trabalhadores abrangidos na presente convenção
serão classificados nas profissões e categorias profissionais
Cláusula 4.ª constantes do anexo I, tendo em atenção a actividade princi-
pal para que sejam contratados.
Objecto do contrato de trabalho
2- As carreiras profissionais dos trabalhadores abrangi-
1- Cabe às partes definir a actividade para que o trabalha- dos pela presente convenção são regulamentadas no anexo
dor é contratado. II, sendo que a fixação de períodos de exercício profissio-
2- A definição a que se refere o número anterior pode ser nal para efeitos de progressão na carreira não impede que
feita por remissão para uma das categorias profissionais as instituições promovam os seus trabalhadores antes do seu
constantes do anexo I. decurso.

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Cláusula 7.ª tempo indeterminado, não havendo lugar a período experi-


mental quando o trabalhador haja sido convidado para inte-
Avaliação do desempenho grar o quadro de pessoal da instituição, tendo, para isso, com
1- As instituições podem construir um sistema de avalia- conhecimento prévio da mesma, revogado ou rescindido
ção do desempenho dos seus trabalhadores subordinado aos qualquer contrato de trabalho anterior.
princípios da justiça, igualdade e imparcialidade.
2- A avaliação do desempenho tem por objectivo a melho- CAPÍTULO II
ria da qualidade de serviços e da produtividade do trabalho,
devendo ser tomada em linha de conta para efeitos de desen- Direitos, deveres e garantias das partes
volvimento profissional e de progressão na carreira.
3- As instituições ficam obrigadas a dar adequada publici- Cláusula 10.ª
dade aos parâmetros a utilizar na avaliação do desempenho
Deveres da entidade patronal
e à respectiva valorização, devendo elaborar um plano que,
equilibradamente, tenha em conta os interesses e expectati- São deveres da entidade patronal:
vas quer das instituições quer dos seus trabalhadores. a) Cumprir o disposto no presente contrato e na legislação
4- O plano de objectivos a que se reporta o número an- de trabalho aplicável;
terior será submetido ao parecer prévio de uma comissão b) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o traba-
paritária, constituída por quatro membros designados pelas lhador;
instituições e eleitos pelos seus trabalhadores. c) Pagar pontualmente a retribuição;
5- Para o efeito consignado no número anterior, a comis- d) Proporcionar boas condições de trabalho, tanto do pon-
são reúne anualmente até ao dia 31 de Março. to de vista físico, como moral;
e) Contribuir para a elevação do nível de produtividade do
Cláusula 8.ª trabalhador, nomeadamente proporcionando-lhe formação
Enquadramento e níveis de qualificação profissional;
f) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exer-
As profissões previstas na presente convenção são enqua-
ça actividades cuja regulamentação profissional a exija;
dradas em níveis de qualificação de acordo com o anexo III.
g) Possibilitar o exercício de cargos em organizações re-
Cláusula 9.ª presentativas dos trabalhadores, bem como facilitar o exercí-
cio, nos termos legais, de actividade sindical na instituição;
Período experimental
h) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta
1- Durante o período experimental, salvo acordo escrito a protecção da saúde e a segurança do trabalhador, devendo
em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato indemnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidentes de traba-
sem aviso prévio e sem necessidade de invocação de justa lho e doenças profissionais, transferindo a respectiva respon-
causa, não havendo direito a qualquer indemnização. sabilidade para uma seguradora;
2- Tendo o período experimental durado mais de 60 dias, i) Adoptar, no que se refere à higiene, segurança e saúde
para denunciar o contrato nos termos previstos no número no trabalho, as medidas que decorram para a instituição da
anterior a instituição tem de dar um aviso prévio de 7 dias. aplicação das prescrições legais e convencionais vigentes;
3- O período experimental corresponde ao período inicial j) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação ade-
de execução do contrato, compreende as acções de formação quadas à prevenção de riscos de acidente e doença e propor-
ministradas pelo empregador ou frequentadas por determina- cionar aos trabalhadores as condições necessárias à realiza-
ção deste e tem a seguinte duração: ção do exame médico anual;
a) 90 dias para a generalidade dos trabalhadores; k) Passar certificados de trabalho, conforme a lei em vigor.
b) 180 dias para o pessoal de direcção e quadros superiores
da instituição, bem assim como para os trabalhadores que Cláusula 11.ª
exerçam cargos de complexidade técnica, elevado grau de Deveres dos trabalhadores
responsabilidade ou funções de confiança:
1- Sem prejuízo de outras obrigações, o trabalhador deve:
c) 240 dias para trabalhador que exerça cargo de direcção
a) Observar o disposto no contrato de trabalho e nas dispo-
ou quadro superior.
sições legais e convencionais que o regem;
4- Salvo acordo em contrário, nos contratos a termo o perío-
b) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o empre-
do experimental tem a seguinte duração:
gador, os superiores hierárquicos, os companheiros de traba-
a) 30 dias para os contratos com duração igual ou superior
lho e as demais pessoas que estejam ou entrem em relação
a seis meses;
com a instituição;
b) 15 dias nos contratos a termo certo de duração inferior
c) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade;
a seis meses e nos contratos a termo incerto cuja duração se
d) Realizar o trabalho com zelo e diligência;
preveja não vir a ser superior àquele limite.
e) Cumprir as ordens e instruções do empregador em tudo
5- A antiguidade do trabalhador conta-se desde o início do
o que respeite à execução e disciplina do trabalho, salvo na
período experimental.
medida em que se mostrem contrárias aos seus direitos e ga-
6- A admissão do trabalhador considerar-se-á feita por
rantias;

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f) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não Cláusula 13.ª


negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
ele, nem divulgando informações relativas à instituição ou Remissão
seus utentes, salvo no cumprimento de obrigação legalmente Às matérias relativas a férias, ao contrato a termo, ao
instituída; exercício do direito de desenvolver actividade sindical na
g) Velar pela conservação e boa utilização dos bens, equi- instituição, ao exercício do direito à greve, à suspensão do
pamentos e instrumentos relacionados com o seu trabalho; contrato de trabalho por impedimento respeitante à enti-
h) Contribuir para a optimização da qualidade dos servi- dade patronal ou ao trabalhador e à cessação dos contratos
ços prestados pela instituição e para a melhoria do respectivo de trabalho, entre outras não especialmente reguladas nesta
funcionamento, designadamente participando com empenho convenção, são aplicáveis as normas legais em vigor a cada
nas acções de formação que lhe forem proporcionadas pela momento.
entidade patronal;
i) Zelar pela sua segurança e saúde, submetendo-se, no- CAPÍTULO III
meadamente, ao exame médico anual e aos exames médicos,
ainda que ocasionais, para que seja convocado. Prestação do trabalho
2- O dever de obediência a que se refere a alínea e) do
número anterior respeita tanto às ordens e instruções dadas Cláusula 14.ª
directamente pelo empregador como às emanadas dos supe- Poder de direcção
riores hierárquicos do trabalhador, dentro dos poderes que
Compete às instituições, dentro dos limites decorrentes
por aquele lhes forem atribuídos.
do contrato e das normas que o regem, fixar os termos em
3- Às acções de formação profissional prestadas pelas ins-
que deve ser prestado o trabalho.
tituições é aplicável:
a) O regime de trabalho suplementar, na parte em que ex- Cláusula 15.ª
cedam mais de duas horas o período normal de trabalho; Funções desempenhadas
b) O disposto nas cláusulas 20.ª e 21.ª, sempre que realiza-
das fora do local de trabalho. 1- O trabalhador deve, em princípio, exercer funções cor-
respondentes à actividade para que foi contratado.
Cláusula 12.ª 2- A actividade contratada, ainda que descrita por remis-
Garantias dos trabalhadores
são para uma das categorias profissionais previstas no anexo
I, compreende as funções que lhe sejam afins ou funcional-
É proibido ao empregador:
mente ligadas, para as quais o trabalhador detenha a qualifi-
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exer-
cação profissional adequada e que não impliquem desvalori-
ça os seus direitos, bem como despedi-lo, aplicar-lhe outras
zação pessoal e profissional.
sanções ou tratá-lo desfavoravelmente por causa desse exer-
3- Para efeitos do número anterior, consideram-se afins
cício;
ou funcionalmente ligadas, designadamente, as actividades
b) Obstar, injustificadamente, à prestação efectiva do tra-
compreendidas no mesmo grupo ou carreira profissional.
balho;
4- Considera-se haver desvalorização profissional sempre
c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que actue no
que a actividade que se pretenda qualificar como afim ou
sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
funcionalmente ligada exceder em um grau o nível de quali-
lho dele ou dos companheiros;
ficação em que o trabalhador se insere.
d) Diminuir a retribuição, baixar a categoria ou transferir
5- O disposto nos números anteriores confere ao trabalha-
o trabalhador para outro local de trabalho, salvo nos casos
dor, sempre que o exercício das funções acessórias exigir
legal ou convencionalmente previstos;
especiais qualificações, o direito a formação profissional não
e) Ceder trabalhadores do quadro de pessoal próprio para
inferior a dez horas anuais.
utilização de terceiros, salvo nos casos especialmente pre-
6- As instituições devem procurar atribuir a cada traba-
vistos;
lhador, no âmbito da actividade para que foi contratado, as
f) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar ser-
funções mais adequadas às suas aptidões e qualificação pro-
viços fornecidos pelo empregador ou por pessoa por ele in-
fissional.
dicada;
7- A determinação pelo empregador do exercício, ainda
g) Explorar, com fins lucrativos, quaisquer cantinas, refei-
que acessório, das funções referidas no número 2 a que cor-
tórios, economatos ou outros estabelecimentos directamente
responda uma retribuição, ou qualquer outra regalia, mais
relacionados com o trabalho para fornecimento de bens ou
elevada confere ao trabalhador o direito a estas enquanto tal
prestação de serviços aos trabalhadores;
exercício se mantiver.
h) Fazer cessar o contrato e readmitir o trabalhador, mes-
mo com o seu acordo, havendo o propósito de o prejudicar Cláusula 16.ª
em direitos ou garantias decorrentes da antiguidade. Reclassificação profissional
1- Sempre que haja alteração consistente da actividade
principal para a qual o trabalhador foi contratado, deverá a

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

instituição proceder à respectiva reclassificação profissional, Cláusula 20.ª


não podendo daí resultar a baixa de categoria.
2- Presume-se consistente, a alteração da actividade prin- Deslocações com regresso diário à residência
cipal para a qual o trabalhador foi contratado, sempre que 1- Os trabalhadores deslocados nos termos do número 2 da
decorra um período entre 6 e 12 meses sobre o início da mes- cláusula anterior terão direito:
ma. a) Ao pagamento das despesas de transporte de ida e volta
3- A presunção a que se reporta o número anterior pode ser ou à garantia de transporte gratuito fornecido pela institui-
ilidida pela instituição, competindo-lhe a prova da natureza ção, na parte que vá além do percurso usual entre a residên-
transitória da alteração. cia do trabalhador e o seu local habitual de trabalho;
4- A reclassificação produz efeitos por iniciativa da insti- b) Ao fornecimento ou pagamento das refeições, conso-
tuição ou, sendo caso disso, a partir da data de requerimento ante as horas ocupadas, podendo a instituição exigir docu-
do trabalhador interessado nesse sentido. mento comprovativo da despesa efectuada para efeitos de
reembolso;
Cláusula 17.ª
c) Ao pagamento da retribuição equivalente ao período
Local de trabalho que decorrer entre a saída e o regresso à residência, deduzido
do tempo habitualmente gasto nas viagens de ida e regresso
1- O trabalhador deve, em princípio, realizar a sua presta-
do local de trabalho.
ção no local de trabalho contratualmente definido.
2- Os limites máximos do montante do reembolso previsto
2- Na falta de indicação expressa, considera-se local de
na alínea b) do número anterior serão previamente acordados
trabalho o que resultar da natureza da actividade do traba-
entre os trabalhadores e a instituição, observando-se critérios
lhador e da necessidade da instituição que tenha levado à sua
de razoabilidade.
admissão, desde que aquela fosse ou devesse ser conhecida
do trabalhador. Cláusula 21.ª
Cláusula 18.ª Deslocações sem regresso diário à residência

Trabalhador com local de trabalho não fixo O trabalhador deslocado sem regresso diário à residência
tem direito:
1- Nos casos em que o trabalhador exerça a sua actividade
a) Ao pagamento ou fornecimento integral da alimentação
indistintamente em diversos lugares, terá direito ao paga-
e do alojamento;
mento das despesas e à compensação de todos os encargos
b) Ao transporte gratuito ou reembolso das despesas de
directamente decorrentes daquela situação, nos termos ex-
transporte realizadas, nos termos previamente acordados
pressamente acordados com a instituição.
com a instituição;
2- Na falta de acordo haverá reembolso das despesas rea-
c) Ao pagamento de um subsídio correspondente a 20 %
lizadas impostas directamente pelas deslocações, desde que
da retribuição diária.
comprovadas e observando-se critérios de razoabilidade.
3- O tempo normal de deslocação conta para todos os efei- Cláusula 22.ª
tos como tempo efectivo de serviço.
Mobilidade geográfica
Cláusula 19.ª
1- A instituição pode, quando o seu interesse assim o exija,
Deslocações proceder à mudança definitiva do local de trabalho, desde
que tal não implique prejuízo sério para o trabalhador.
1- O trabalhador encontra-se adstrito às deslocações ine-
2- A instituição pode ainda transferir o trabalhador para
rentes às suas funções ou indispensáveis à sua formação pro-
outro local de trabalho, se a alteração resultar da mudança,
fissional.
total ou parcial, do estabelecimento onde aquele presta ser-
2- Designa-se por deslocação a realização transitória da
viço.
prestação de trabalho fora do local de trabalho.
3- No caso previsto no número anterior, o trabalhador pode
3- Consideram-se deslocações com regresso diário à resi-
resolver o contrato com justa causa se houver prejuízo sério,
dência aquelas em que o período de tempo despendido, in-
tendo nesse caso direito à indemnização legalmente prevista.
cluindo a prestação de trabalho e as viagens impostas pela
4- A instituição custeará as despesas do trabalhador impos-
deslocação, não ultrapasse em mais de duas horas o período
tas pela transferência decorrentes do acréscimo dos custos de
normal de trabalho, acrescido do tempo consumido nas via-
deslocação e resultantes da mudança de residência.
gens habituais.
5- A transferência do trabalhador entre os serviços ou
4- Consideram-se deslocações sem regresso diário à resi-
equipamentos da mesma instituição não afecta a respectiva
dência as não previstas no número anterior, salvo se o tra-
antiguidade, contando para todos os efeitos a data de admis-
balhador optar pelo regresso à residência, caso em que será
são na mesma.
aplicável o regime estabelecido para as deslocações com re-
6- Em caso de transferência temporária, a respectiva or-
gresso diário à mesma.
dem, além da justificação, deve conter o tempo previsível da
alteração, que, salvo condições especiais, não pode exceder
seis meses.

2531
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 23.ª Cláusula 25.ª

Comissão de serviço Fixação do horário de trabalho


1- Podem ser exercidos em comissão de serviço os cargos 1- Compete às entidades patronais estabelecer os horários
de administração ou equivalentes, de direcção técnica ou de de trabalho, dentro dos condicionalismos da lei e do presente
coordenação de equipamentos, bem como as funções de se- contrato.
cretariado pessoal relativamente aos titulares desses cargos e 2- Na elaboração dos horários de trabalho devem ser pon-
ainda as funções de chefia ou outras cuja natureza pressupo- deradas as preferências manifestadas pelos trabalhadores.
nha especial relação de confiança com a instituição. 3- Sempre que tal considerem adequado ao respectivo fun-
2- Gozam de preferência para o exercício dos cargos e fun- cionamento, as instituições deverão desenvolver os horários
ções previstos no número anterior os trabalhadores já ao ser- de trabalho em cinco dias semanais, entre segunda-feira e
viço da instituição, vinculados por contrato de trabalho por sexta-feira.
tempo indeterminado ou por contrato de trabalho a termo, 4- As instituições ficam obrigadas a elaborar e a afixar anu-
com antiguidade mínima de três meses. almente, em local acessível, o mapa de horário de trabalho.
3- São directamente aplicáveis ao exercício da actividade 5- A prestação de trabalho deve ser realizada nos termos
em comissão de serviço as normas legais em vigor relativas previstos nos mapas de horário de trabalho.
às formalidades, à cessação e efeitos da cessação da comis- 6- O período normal de trabalho pode ser definido em ter-
são de serviço, bem como à contagem de tempo de serviço. mos médios, tendo como referência períodos de quatro me-
ses.
CAPÍTULO IV 7- O período normal de trabalho diário pode ser aumenta-
do até ao limite máximo de duas horas, sem que a duração
Duração do trabalho semanal exceda cinquenta horas, só não contando para este
limite o trabalho suplementar prestado por motivo de força
Cláusula 24.ª maior, salvo nas seguintes situações:
a) Pessoal operacional de vigilância, transporte e tratamen-
Período normal de trabalho to de sistemas electrónicos de segurança, designadamente
1- Os limites máximos dos períodos normais de trabalho quando se trate de guardas ou porteiros;
dos trabalhadores abrangidos pela presente convenção são b) Pessoal cujo trabalho seja acentuadamente intermitente
os seguintes: ou de simples presença;
a) Trinta e cinco horas - para médicos, psicólogos e so- c) Pessoal que preste serviço em actividades em que se
ciólogos, trabalhadores com funções técnicas, enfermeiros, mostre absolutamente incomportável a sujeição do seu período
técnicos superiores de habilitação, reabilitação e emprego de trabalho a esses limites.
protegido e técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos 8- As comissões de trabalhadores ou os delegados sindi-
superiores de animação sócio-cultural, educação social e me- cais devem ser consultados previamente sobre organização e
diação social, bem como para os assistentes sociais: definição dos mapas de horário de trabalho.
b) Trinta e seis horas - para os restantes trabalhadores so- 9- Nas situações de cessação do contrato de trabalho no
ciais; decurso do período de referência, o trabalhador será com-
c) Trinta e sete horas - para os ajudantes de acção directa; pensado no montante correspondente à diferença de remu-
d) Trinta e oito horas - para trabalhadores administrativos, neração entre as horas que tenha efectivamente trabalhado
trabalhadores de apoio, restantes trabalhadores de habilita- naquele mesmo período e aquelas que teria praticado caso o
ção, reabilitação e emprego protegido e de diagnóstico e te- seu período normal de trabalho não tivesse sido definido em
rapêutica, auxiliares de educação e prefeitos; termos médios.
e) Quarenta horas - para os restantes trabalhadores. Cláusula 26.ª
2- Poderá ser negociado individualmente, por acordo en-
Período normal de trabalho dos trabalhadores com funções
tre a instituição e o trabalhador, o horário normal semanal
pedagógicas
de quarenta horas, nas carreiras dos trabalhadores de apoio
- ajudantes de acção directa, ajudantes de acção educativa, 1- Para os trabalhadores com funções pedagógicas o perí-
ajudantes de estabelecimento de apoio a pessoas com defici- odo normal de trabalho semanal é o seguinte:
ência, ajudantes de ocupação e auxiliares de acção médica, a) Educador de infância - trinta e cinco horas, sendo trinta
ao que corresponde a retribuição diferenciada estabelecida horas destinadas a trabalho directo com as crianças e as res-
no anexo V. tantes a outras actividades, incluindo estas, designadamente,
3- São salvaguardados os períodos normais de trabalho a preparação daquele trabalho e, ainda, o acompanhamento e
com menor duração praticados à data da entrada em vigor da a avaliação individual das crianças, bem como o atendimen-
presente convenção. to das famílias;
b) Professor do 1.º ciclo do ensino básico - vinte e cinco

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

horas lectivas semanais e três horas para coordenação; conta as exigências do ensino, as disposições aplicáveis e a
c) Professor dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico - vinte consulta aos professores nos casos de horário incompleto.
e duas horas lectivas semanais, mais quatro horas mensais 2- Salvo acordo em contrário, os horários de trabalho dos
destinadas a reuniões; professores a que a presente cláusula se reporta deverão ser
d) Professor do ensino secundário - vinte horas lectivas organizados por forma a impedir que os mesmos sejam sujei-
semanais mais quatro horas mensais destinadas a reuniões; tos a intervalos sem aulas que excedam uma hora diária, até
e) Professor do ensino especial - vinte e duas horas lecti- ao máximo de duas horas semanais.
vas semanais acrescidas de três horas semanais exclusiva- 3- Sempre que se mostrem ultrapassados os limites fixados
mente destinadas à preparação de aulas. no número anterior, considerar-se-á como tempo efectivo de
2- Para além dos tempos referidos no número anterior, o serviço o período correspondente aos intervalos registados,
período normal de trabalho dos trabalhadores com funções sendo que o professor deverá nesses períodos desempenhar
pedagógicas inclui, ainda, as reuniões de avaliação, uma outras actividades indicadas pela direcção da instituição,
reunião trimestral com encarregados de educação e, salvo preferencialmente de natureza técnico-pedagógica.
no que diz respeito aos educadores de infância, o serviço de 4- Haverá lugar à redução do horário de trabalho dos pro-
exames. fessores sempre que seja invocada e comprovada a necessi-
dade de cumprimento de imposições legais ou de obrigações
Cláusula 27.ª
voluntariamente contraídas antes do início do ano lectivo,
Particularidades do regime de organização do trabalho dos desde que conhecidas da entidade empregadora, de harmonia
professores dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário com as necessidades de serviço.
1- Aos professores dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e 5- A instituição não poderá impor ao professor um horário
do ensino secundário será assegurado, em cada ano lectivo, normal de trabalho que ocupe os três períodos de aulas (ma-
um período de trabalho lectivo semanal igual àquele que ha- nhã, tarde e noite) ou que contenha mais de cinco horas de
jam praticado no ano lectivo imediatamente anterior. aulas seguidas ou de sete interpoladas.
2- O período de trabalho a que se reporta o número ante- 6- Os professores dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do
rior poderá ser reduzido quanto aos professores com número ensino secundário não poderão ter um horário lectivo supe-
de horas de trabalho semanal superior aos mínimos dos pe- rior a trinta e três horas, ainda que leccionem em mais de um
ríodos normais de trabalho definidos, mas o período normal estabelecimento de ensino.
de trabalho semanal assegurado não poderá ser inferior a este 7- O não cumprimento do disposto no número anterior
limite. constitui justa causa de rescisão de contrato quando se dever
3- Quando não for possível assegurar a um destes profes- à prestação de falsas declarações ou à não declaração de acu-
sores o período de trabalho lectivo semanal que tiver desen- mulação pelo professor.
volvido no ano anterior, em consequência, entre outros, da Cláusula 29.ª
alteração do currículo ou da diminuição das necessidades de
docência de uma disciplina, ser-lhe-á assegurado, se nisso Redução de horário lectivo para professores com funções especiais
manifestar interesse, o mesmo número de horas de trabalho 1- O horário lectivo dos professores referidos nas alíne-
semanal que no ano transacto, sendo as horas excedentes as c) e d) do número 1 da cláusula 26.ª será reduzido num
aplicadas em outras actividades, preferencialmente de natu- mínimo de duas horas semanais, sempre que desempenhem
reza técnico-pedagógica. funções de direcção de turma ou coordenação pedagógica
4- Salvo acordo em contrário, o horário dos professores, (delegados de grupo ou disciplina ou outras).
uma vez atribuído, manter-se-á inalterado até à conclusão do 2- As horas de redução referidas no número anterior fa-
ano escolar. zem parte do horário normal de trabalho, não podendo ser
5- Caso se verifiquem alterações que se repercutam no ho- consideradas como trabalho suplementar, salvo e na medida
rário lectivo e daí resultar diminuição do número de horas em que resultar excedido o limite de vinte e cinco horas se-
de trabalho lectivo, o professor deverá completar as suas ho- manais.
ras de serviço lectivo mediante outras actividades, indicadas
pela direcção da instituição, preferencialmente de natureza Cláusula 30.ª
técnico-pedagógica.
Trabalho a tempo parcial
6- No preenchimento das necessidades de docência, de-
vem as instituições dar preferência aos professores com ho- 1- Considera-se trabalho a tempo parcial o que correspon-
rário de trabalho a tempo parcial, desde que estes possuam os da a um período normal de trabalho semanal igual ou infe-
requisitos legais exigidos. rior a 75 % do praticado a tempo completo numa situação
comparável.
Cláusula 28.ª 2- O trabalho a tempo parcial pode, salvo estipulação em
contrário, ser prestado em todos ou alguns dias da semana,
Regras quanto à elaboração dos horários dos professores dos 2.º e 3.º
ciclos do ensino básico e do ensino secundário
sem prejuízo do descanso semanal, devendo o número de
dias de trabalho ser fixado por acordo.
1- A organização do horário dos professores será a que 3- Aos trabalhadores em regime de tempo parcial aplicam-
resultar da elaboração dos horários das aulas, tendo-se em -se todos os direitos e regalias previstos na presente conven-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ção colectiva, ou praticados nas instituições, na proporção do superior a duas, de modo a que os trabalhadores não prestem
tempo de trabalho prestado em relação ao tempo completo, mais de cinco horas de trabalho consecutivo.
incluindo, nomeadamente, a retribuição mensal e as demais 2- Para os motoristas e outros trabalhadores de apoio ads-
prestações de natureza pecuniária. tritos ao serviço de transporte de utentes e para os trabalha-
4- A retribuição dos trabalhadores em regime de tempo dores com profissões ligadas a tarefas de hotelaria, poderá
parcial não poderá ser inferior à fracção de regime de traba- ser estabelecido um intervalo de duração superior a duas
lho em tempo completo correspondente ao período de traba- horas.
lho ajustado. 3- O disposto no número anterior é aplicável aos auxiliares
de educação que a 30 de Junho de 2005 pratiquem o interva-
Cláusula 31.ª
lo de descanso a que o mesmo se reporta.
Contratos de trabalho a tempo parcial 4- Salvo disposição legal em contrário, por acordo entre
a instituição e os trabalhadores, pode ser estabelecida a dis-
1- O contrato de trabalho a tempo parcial deve revestir for-
pensa ou a redução dos intervalos de descanso.
ma escrita, ficando cada parte com um exemplar, e conter a
indicação do período normal de trabalho diário e semanal Cláusula 34.ª
com referência comparativa ao trabalho a tempo completo.
2- Quando não tenha sido observada a forma escrita, pre- Trabalho suplementar
sume-se que o contrato foi celebrado por tempo completo. 1- Considera-se trabalho suplementar todo aquele que
3- Se faltar no contrato a indicação do período normal de é prestado, por solicitação do empregador, fora do horário
trabalho semanal, presume-se que o contrato foi celebrado normal de trabalho.
para a duração máxima do período normal de trabalho admi- 2- Os trabalhadores estão obrigados à prestação de traba-
tida para o contrato a tempo parcial. lho suplementar, salvo quando, havendo motivos atendíveis,
4- O trabalhador a tempo parcial pode passar a trabalhar expressamente solicitem a sua dispensa.
a tempo completo, ou o inverso, a título definitivo ou por 3- Não estão sujeitas à obrigação estabelecida no número
período determinado, mediante acordo escrito com o empre- anterior as seguintes categorias de trabalhadores:
gador. a) Mulheres grávidas ou com filhos com idade inferior a
5- Os trabalhadores em regime de trabalho a tempo parcial 1 ano;
podem exercer actividade profissional noutras empresas ou b) Menores;
instituições. c) Trabalhadores-estudantes.
4- O trabalho suplementar só pode ser prestado quando as
Cláusula 32.ª
instituições tenham de fazer face a acréscimos eventuais e
Isenção de horário de trabalho transitórios de trabalho que não justifiquem a admissão de
trabalhador, bem assim como em casos de força maior ou
1- Por acordo escrito, podem ser isentos de horário de tra-
quando se torne indispensável para a viabilidade da insti-
balho os trabalhadores que se encontrem numa das seguintes
tuição ou para prevenir ou reparar prejuízos graves para a
situações:
mesma.
a) Exercício de cargos de administração, de direcção, de
5- Quando o trabalhador tiver prestado trabalho suplemen-
confiança, de fiscalização ou de apoio aos titulares desses
tar na sequência do seu período normal de trabalho, não de-
cargos, bem como os trabalhadores com funções de chefia;
verá reiniciar a respectiva actividade antes que tenham de-
b) Execução de trabalhos preparatórios ou complementa-
corrido, pelo menos, onze horas.
res que, pela sua natureza, só possam ser efectuados fora dos
6- A instituição fica obrigada a indemnizar o trabalhador
limites dos horários normais de trabalho;
por todos os encargos decorrentes do trabalho suplementar,
c) Exercício regular da actividade fora do estabelecimen-
designadamente dos que resultem de necessidades especiais
to, sem controlo imediato da hierarquia.
de transporte ou de alimentação.
2- O acordo referido no número anterior deve ser enviado
7- O trabalho prestado em cada dia de descanso semanal
à Autoridade para as Condições de Trabalho.
ou feriado não poderá exceder o período de trabalho normal.
3- Os trabalhadores isentos de horário de trabalho não es-
tão sujeitos aos limites máximos dos períodos normais de Cláusula 35.ª
trabalho, mas a isenção não prejudica o direito aos dias de
descanso semanal, aos feriados obrigatórios e aos dias e Descanso compensatório
meios dias de descanso semanal complementar. 1- Nas instituições com mais de 10 trabalhadores, a presta-
4- Os trabalhadores isentos de horário de trabalho têm di- ção de trabalho suplementar em dia útil, em dia de descanso
reito à remuneração especial prevista na cláusula 61.ª complementar e em dia feriado confere ao trabalhador o di-
reito a um descanso compensatório remunerado correspon-
Cláusula 33.ª
dente a 25 % das horas de trabalho suplementar realizado.
Intervalo de descanso 2- O descanso compensatório vence-se quando perfizer um
número de horas igual ao período normal de trabalho diário e
1- O período de trabalho diário deverá ser interrompido
deve ser gozado nos 90 dias seguintes.
por um intervalo de duração não inferior a uma hora nem
3- Nos casos de prestação de trabalho em dias de descanso

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

semanal obrigatório, o trabalhador terá direito a um dia de CAPÍTULO V


descanso compensatório remunerado, a gozar num dos três
dias úteis seguintes. Suspensão da prestação de serviço
4- Na falta de acordo, o dia de descanso compensatório
será fixado pela instituição. Cláusula 39.ª
5- Por acordo entre o empregador e o trabalhador, quando
o descanso compensatório for devido por trabalho suplemen- Descanso semanal
tar não prestado em dias de descanso semanal, obrigatório 1- O dia de descanso semanal obrigatório deve, em regra,
ou complementar, pode o mesmo ser substituído pelo paga- coincidir com o domingo.
mento da remuneração correspondente com acréscimo não 2- Pode deixar de coincidir com o domingo o dia de des-
inferior a 100 %. canso semanal obrigatório dos trabalhadores necessários
para assegurar o normal funcionamento da instituição.
Cláusula 36.ª 3- No caso previsto no número anterior, a instituição as-
Trabalho nocturno
segurará aos seus trabalhadores o gozo do dia de repouso
semanal ao domingo, no mínimo, de sete em sete semanas.
1- Considera-se nocturno o trabalho prestado no período 4- Para além do dia de descanso obrigatório será concedido
que decorre entre as 21 horas de um dia e as 7 horas do dia ao trabalhador um dia de descanso semanal complementar.
imediato. 5- O dia de descanso complementar, para além de reparti-
2- Considera-se também trabalho nocturno aquele que for do, pode ser diária e semanalmente descontinuado nos ter-
prestado depois das 7 horas, desde que em prolongamento de mos previstos nos mapas de horário de trabalho.
um período nocturno. 6- O dia de descanso semanal obrigatório e o dia ou meio
Cláusula 37.ª dia de descanso complementar serão consecutivos, pelo me-
nos uma vez de sete em sete semanas.
Trabalho por turnos rotativos
Cláusula 40.ª
1- Sempre que as necessidades de serviço o determinarem,
as instituições podem organizar a prestação do trabalho em Feriados
regime de turnos rotativos. 1- Deverão ser observados como feriados obrigatórios os
2- Apenas é considerado trabalho em regime de turnos ro- dias 1 de Janeiro, Terça-Feira de Carnaval, Sexta-Feira San-
tativos aquele em que o trabalhador fica sujeito à variação ta, Domingo de Páscoa, 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho,
contínua ou descontínua dos seus períodos de trabalho pelas 15 de Agosto, 8 e 25 de Dezembro e o feriado municipal.
diferentes partes do dia. 2- O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser observado
3- Os turnos deverão, na medida do possível, ser organiza- noutro dia com significado local no período da Páscoa.
dos de acordo com os interesses e as preferências manifesta- 3- Em substituição do feriado municipal ou da Terça-Feira
dos pelos trabalhadores. de Carnaval poderá ser observado, a título de feriado, qual-
4- A duração do trabalho de cada turno não pode ultrapas- quer outro dia em que acordem a instituição e os trabalha-
sar os limites máximos dos períodos normais de trabalho e dores.
o pessoal só poderá ser mudado de turno após o dia de des-
canso semanal. Cláusula 41.ª
5- A prestação de trabalho em regime de turnos rotativos
Direito a férias
confere ao trabalhador o direito a um especial complemento
de retribuição, salvo nos casos em que a rotação se mostre 1- O trabalhador tem direito a um período de férias retribu-
ligada aos interesses dos trabalhadores e desde que a duração ídas em cada ano civil.
dos turnos seja fixada por períodos não inferiores a quatro 2- O direito a férias adquire-se com a celebração do con-
meses. trato de trabalho e vence-se no dia 1 de Janeiro de cada ano
civil.
Cláusula 38.ª 3- No ano da contratação, o trabalhador tem direito, após
Jornada contínua
seis meses completos de execução do contrato, a gozar 2 dias
úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até ao
1- A jornada contínua consiste na prestação ininterrupta máximo de 20 dias úteis.
de trabalho, salvo num período de descanso de trinta minutos 4- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
para refeição dentro do próprio estabelecimento ou serviço, rido o prazo referido no número anterior ou antes de gozado
que, para todos os efeitos, se considera tempo de trabalho. o direito a férias, pode o trabalhador usufrui-lo até 30 de Ju-
2- A jornada contínua pode ser adoptada pelas instituições nho do ano civil subsequente.
nos casos em que tal modalidade se mostre adequada às res- 5- Em caso de cessação do contrato de trabalho, as insti-
pectivas necessidades de funcionamento. tuições ficam obrigadas a proporcionar o gozo de férias no
3- A adopção do regime de jornada contínua não prejudica momento imediatamente anterior.
o disposto nesta convenção sobre remuneração de trabalho
nocturno e de trabalho suplementar.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 42.ª 8- A instituição deverá marcar as férias do trabalhador-es-


tudante respeitando o cumprimento das obrigações escola-
Duração do período de férias res, salvo se daí resultar incompatibilidade com o seu plano
1- O período anual de férias tem a duração mínima de 22 de férias.
dias úteis. 9- A instituição pode marcar as férias dos trabalhadores da
2- Para efeitos de férias, são úteis os dias da semana de agricultura para os períodos de menor actividade agrícola.
segunda-feira a sexta-feira, com excepção dos feriados, não
Cláusula 45.ª
podendo as férias ter início em dia de descanso semanal do
trabalhador. Férias dos trabalhadores com funções pedagógicas
3- A duração do período de férias é aumentada no caso
1- O período de férias dos professores e dos prefeitos deve
de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de ter
ser marcada no período compreendido entre a conclusão do
apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam,
processo de avaliação final dos alunos e o início do ano es-
nos seguintes termos:
colar.
a) Três dias de férias até ao máximo de uma falta ou dois
2- O período de férias dos educadores de infância deverá,
meios dias;
por via de regra, ser marcado entre 15 de Junho e 15 de Se-
b) Dois dias de férias até ao máximo de duas faltas ou qua-
tembro.
tro meios dias;
c) Um dia de férias até ao máximo de três faltas ou seis Cláusula 46.ª
meios dias.
4- Para efeitos do número anterior, são equiparadas a faltas Férias e impedimento prolongado
os dias de suspensão do contrato de trabalho por facto respei- 1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im-
tante ao trabalhador. pedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se se ve-
rificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito
Cláusula 43.ª
a férias já vencido, o trabalhador tem direito à retribuição
Encerramento da instituição ou do estabelecimento correspondente ao período de férias não gozado e respectivo
subsídio.
As instituições podem encerrar total ou parcialmente os
2- No ano da cessação do impedimento prolongado, o tra-
seus serviços e equipamentos, entre 1 de Maio e 31 de Outu-
balhador tem direito após a prestação de seis meses de efec-
bro, pelo período necessário à concessão das férias dos res-
tivo serviço ao período de férias e respectivo subsídio.
pectivos trabalhadores.
3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
Cláusula 44.ª rido o prazo referido no número anterior ou antes de goza-
do o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de
Marcação do período de férias Abril do ano civil subsequente.
1- O período de férias é marcado por acordo entre empre- 4- Cessando o contrato após impedimento prolongado res-
gador e trabalhador. peitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e ao
2- Na falta de acordo, cabe ao empregador marcar as férias subsídio de férias correspondentes ao tempo de serviço pres-
e elaborar o respectivo mapa, ouvindo para o efeito a comis- tado no ano de início da suspensão.
são de trabalhadores ou os delegados sindicais.
Cláusula 47.ª
3- Sem prejuízo do disposto no número anterior, o empre-
gador só pode marcar o período de férias entre 1 de Maio e Efeitos da cessação do contrato de trabalho
31 de Outubro, salvo parecer favorável em contrário daque-
1- Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem di-
las entidades.
reito a receber a retribuição correspondente a um período de
4- Na marcação das férias, os períodos mais pretendidos
férias proporcional ao tempo de serviço prestado até à data
devem ser rateados, sempre que possível, beneficiando, al-
da cessação, bem como ao respectivo subsídio.
ternadamente, os trabalhadores em função dos períodos go-
2- Se o contrato cessar antes de gozado o período de férias
zados nos dois anos anteriores.
vencido no início do ano da cessação, o trabalhador tem ain-
5- Salvo se houver prejuízo grave para o empregador, de-
da direito a receber a retribuição e o subsídio corresponden-
vem gozar férias em idêntico período os cônjuges, os filhos,
tes a esse período, o qual é sempre considerado para efeitos
que trabalhem na mesma empresa ou estabelecimento, bem
de antiguidade.
como as pessoas que vivam em união de facto ou economia
comum nos termos previstos em legislação especial. Cláusula 48.ª
6- O gozo do período de férias pode ser interpolado, por
acordo entre empregador e trabalhador e desde que sejam Faltas - Noção
gozados, no mínimo, 10 dias úteis consecutivos. 1- Falta é a ausência do trabalhador no local de trabalho e
7- O mapa de férias, com indicação do início e termo dos durante o período em que devia desempenhar a actividade a
períodos de férias de cada trabalhador, deve ser elabo- rado que está adstrito.
até 15 de Abril de cada ano e afixado nos locais de trabalho 2- Nos casos de ausência do trabalhador por períodos infe-
entre esta data e 31 de Outubro. riores ao período de trabalho a que está obrigado, os respecti-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

vos tempos são adicionados para determinação dos períodos a fim de se inteirar da respectiva situação educativa;
normais de trabalho diário em falta. g) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas
3- Para efeito do disposto no número anterior, caso os pe- de representação colectiva, nos termos das normas legais
ríodos de trabalho diário não sejam uniformes, considera-se aplicáveis;
sempre o de menor duração relativo a um dia completo de h) As dadas por candidatos a eleições para cargos públicos,
trabalho. durante o período legal da respectiva campanha eleitoral;
4- O período de ausência a considerar no caso de um traba- i) As dadas pelo período adequado à dádiva de sangue;
lhador docente não comparecer a uma reunião de presença j) j) As dadas ao abrigo do regime jurídico do voluntariado
obrigatória é de duas horas. social;
5- Relativamente aos trabalhadores docentes dos 2.º e 3.º k) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador;
ciclo do ensino básico e do ensino secundário, será tida como l) As que por lei forem como tal qualificadas.
dia de falta a ausência ao serviço por cinco horas lectivas 3- No caso de o trabalhador ter prestado já o 1.º período
seguidas ou interpoladas. de trabalho aquando do conhecimento dos motivos consi-
6- O regime previsto no número anterior não se aplica aos derados nas alíneas b) e c) do número 2 desta cláusula, o
professores com horário incompleto, relativamente aos quais período de faltas a considerar só começa a contar a partir do
se contará um dia de falta quando o número de horas lectivas dia seguinte.
de ausência perfizer o resultado da divisão do número de ho- 4- São consideradas injustificadas as faltas não previstas
ras lectivas semanais por cinco. no número 2.
7- São também consideradas faltas as provenientes de re-
Cláusula 50.ª
cusa infundada de participação em acções de formação ou
cursos de aperfeiçoamento ou reciclagem realizados nos ter- Comunicação das faltas justificadas
mos do disposto na cláusula 11.ª
1- As faltas justificadas, quando previsíveis, serão obriga-
Cláusula 49.ª toriamente comunicadas à entidade patronal com a antece-
dência mínima de cinco dias.
Tipos de faltas 2- Quando imprevistas, as faltas justificadas serão obriga-
1- As faltas podem ser justificadas e injustificadas. toriamente comunicadas à entidade patronal logo que pos-
2- São consideradas faltas justificadas: sível.
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casa- 3- A comunicação tem de ser reiterada para as faltas justi-
mento; ficadas imediatamente subsequentes às previstas nas comu-
b) As dadas até cinco dias consecutivos por falecimento nicações indicadas nos números anteriores.
de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente
Cláusula 51.ª
ou afim no 1.º grau da linha recta (pais e filhos, mesmo que
adoptivos, enteados, padrastos, madrastas, sogros, genros e Prova das faltas justificadas
noras);
1- O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunica-
c) As dadas até dois dias consecutivos por falecimento de
ção referida no artigo anterior, exigir ao trabalhador prova
outro parente ou afim da linha recta ou do 2.º grau da linha
dos factos invocados para a justificação.
colateral (avós e bisavós, netos e bisnetos, irmãos e cunha-
2- A prova da situação de doença prevista na alínea e) do
dos) e de outras pessoas que vivam em comunhão de vida e
número 2 da cláusula 49.ª é feita por estabelecimento hos-
habitação com o trabalhador;
pitalar, por declaração do centro de saúde ou por atestado
d) As dadas ao abrigo do regime jurídico do trabalhador-
médico.
-estudante;
3- A doença referida no número anterior pode ser fisca-
e) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho
lizada por médico, mediante requerimento do empregador
devido a facto que não seja imputável ao trabalhador, nome-
dirigido à segurança social.
adamente nos casos de:
4- No caso de a segurança social não indicar o médico a
1) Doença, acidente ou cumprimento de obrigações le-
que se refere o número anterior no prazo de vinte e quatro
gais;
horas, o empregador designa o médico para efectuar a fis-
2) Prestação de assistência inadiável e imprescindível,
calização, não podendo este ter qualquer vínculo contratual
até 15 dias por ano, a cônjuge, parente ou afim na linha recta
anterior ao empregador.
ascendente (avô, bisavô do trabalhador ou do homem/mulher
5- Em caso de desacordo entre os pareceres médicos referi-
deste), a parente ou afim do 2.º grau da linha colateral (irmão
dos nos números anteriores, pode ser requerida a intervenção
do trabalhador ou do homem/mulher deste), a filho, adoptado
de junta médica.
ou enteado com mais de 12 anos de idade;
6- Em caso de incumprimento das obrigações previstas na
3) Detenção ou prisão preventiva, caso se não venha a ve-
cláusula anterior e nos números 1 e 2 desta cláusula, bem
rificar decisão condenatória.
como de oposição, sem motivo atendível, à fiscalização re-
f) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo
ferida nos números 3, 4 e 5, as faltas são consideradas injus-
tempo estritamente necessário para deslocação à escola do
tificadas.
responsável pela educação de menor, uma vez por trimestre,
7- A apresentação ao empregador de declaração médica

2537
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

com intuito fraudulento constitui falsa declaração para efei- Cláusula 54.ª
tos de justa causa de despedimento.
Licença sem retribuição
Cláusula 52.ª
1- As instituições podem atribuir ao trabalhador, a pedido
Efeitos das faltas justificadas deste, licença sem retribuição.
2- O pedido deverá ser formulado por escrito, nele se ex-
1- As faltas justificadas não determinam a perda ou preju-
pondo os motivos que justificam a atribuição da licença.
ízo de quaisquer direitos do trabalhador, salvo o disposto no
3- A resposta deverá ser dada igualmente por escrito nos
número seguinte.
30 dias úteis seguintes ao recebimento do pedido.
2- Salvo disposição legal em contrário, determinam a per-
4- A ausência de resposta dentro do prazo previsto no nú-
da de retribuição as seguintes faltas ainda que justificadas:
mero anterior equivale a aceitação do pedido.
a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie
5- O período de licença sem retribuição conta-se para efei-
de um regime de segurança social de protecção na doença;
tos de antiguidade.
b) Por motivo de acidente no trabalho, desde que o traba-
6- Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres
lhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro;
e garantias das partes, na medida em que pressuponham a
c) Por motivos de cumprimento de disposições legais;
efectiva prestação de trabalho.
d) As previstas no número 2 da alínea e) do número 2 da
7- O trabalhador beneficiário da licença sem retribuição
cláusula 49.ª;
mantém o direito ao lugar.
e) As previstas no número 3 da alínea e) do número 2 da
8- Terminado o período de licença sem retribuição, o tra-
cláusula 49.ª;
balhador deve apresentar-se ao serviço.
f) As previstas na alínea l) do número 2 da cláusula 49.ª,
quando superiores a 30 dias por ano; Cláusula 55.ª
g) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador, com ex-
cepção das que este, expressamente e por escrito, entenda Licença sem retribuição para formação
dever retribuir. 1- Sem prejuízo do disposto em legislação especial, o
3- Nos casos previstos na alínea e) do número 2 da cláusu- trabalhador tem direito a licenças sem retribuição de longa
la 49.ª, se o impedimento do trabalhador se prolongar efec- duração para frequência de cursos de formação ministrados
tiva ou previsivelmente para além de um mês, aplica-se o sob a responsabilidade de uma instituição de ensino ou de
regime de suspensão da prestação do trabalho por impedi- formação profissional ou no âmbito de programa específico
mento prolongado. aprovado por autoridade competente e executado sob o seu
4- No caso previsto na alínea h) do número 2 da cláusula controlo pedagógico ou cursos ministrados em estabeleci-
49.ª, as faltas justificadas conferem, no máximo, direito à re- mentos de ensino.
tribuição relativa a um terço do período de duração da cam- 2- A instituição pode recusar a concessão da licença pre-
panha eleitoral, só podendo o trabalhador faltar meios dias vista no número anterior nas seguintes situações:
ou dias completos com aviso prévio de quarenta e oito horas. a) Quando ao trabalhador tenha sido proporcionada forma-
ção profissional adequada ou licença para o mesmo fim nos
Cláusula 53.ª
últimos 24 meses;
Efeitos das faltas injustificadas b) Quando a antiguidade do trabalhador na instituição seja
inferior a três anos;
1- As faltas injustificadas constituem violação do dever
c) Quando o trabalhador não tenha requerido a licença
de assiduidade e determinam perda da retribuição corres-
com antecedência mínima de 45 dias em relação à data do
pondente ao período de ausência, o qual será descontado na
seu início;
antiguidade do trabalhador.
d) Quando a instituição tenha um número de trabalhadores
2- Tratando-se de faltas injustificadas a um ou meio perío-
não superior a 20 e não seja possível a substituição adequada
do normal de trabalho diário, imediatamente anteriores ou
do trabalhador, caso necessário;
posteriores aos dias ou meios dias de descanso ou feriados,
e) Para além das situações referidas nas alíneas anteriores,
considera-se que o trabalhador praticou uma infracção grave.
tratando-se de trabalhadores incluídos em níveis de qualifi-
3- No caso de a apresentação do trabalhador, para início
cação de direcção, de chefia, quadros ou pessoal qualificado,
ou reinício da prestação de trabalho, se verificar com atraso
quando não seja possível a substituição dos mesmos durante
injustificado superior a trinta ou sessenta minutos, pode o
o período de licença, sem prejuízo sério para o funcionamento
empregador recusar a aceitação da prestação durante parte
da instituição.
ou todo o período normal de trabalho, respectivamente.
3- Considera-se de longa duração a licença não inferior a
4- Sem prejuízo, designadamente, do efeito disciplinar
60 dias.
inerente à injustificação de faltas, exceptuam-se do disposto
no número anterior os professores dos 2.º e 3.º ciclo do ensi-
no básico e os professores do ensino secundário.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

CAPÍTULO VI do da decisão ou do auto tenha sido notificado o empregador;


b) Às indemnizações devidas pelo trabalhador ao empre-
Retribuição e outras atribuições patrimoniais gador, quando se acharem liquidadas por decisão judicial
transitada em julgado ou por auto de conciliação;
Cláusula 56.ª c) Às sanções pecuniárias aplicadas nos termos legais;
d) Às amortizações de capital e pagamento de juros de em-
Disposições gerais préstimos concedidos pelo empregador ao trabalhador;
1- Considera-se retribuição aquilo a que, nos termos do e) Aos preços de refeições no local de trabalho, de alo-
contrato, das normas que o regem ou dos usos, o trabalhador jamento, de utilização de telefones, de fornecimento de gé-
tem direito como contrapartida do seu trabalho. neros, de combustíveis ou de materiais, quando solicitados
2- Na contrapartida do trabalho inclui-se a retribuição base pelo trabalhador, bem como a outras despesas efectuadas
e todas as prestações regulares e periódicas feitas, directa ou pelo empregador por conta do trabalhador e consentidas por
indirectamente, em dinheiro ou em espécie. este;
3- Até prova em contrário, presume-se constituir retribui- f) Aos abonos ou adiantamentos por conta da retribuição.
ção toda e qualquer prestação do empregador ao trabalhador. 3- Com excepção das alíneas a) e f) os descontos referidos
4- A base de cálculo das prestações complementares e no número anterior não podem exceder, no seu conjunto, um
acessórias estabelecidas na presente convenção é constituída sexto da retribuição.
apenas pela retribuição base e diuturnidades.
Cláusula 61.ª
Cláusula 57.ª
Retribuição especial para os trabalhadores isentos de horário de
Enquadramento em níveis retributivos trabalho

As profissões e categorias profissionais previstas na pre- Os trabalhadores isentos do horário de trabalho têm di-
sente convenção são enquadradas em níveis retributivos de reito a uma remuneração especial, no mínimo, igual a 20 %
base de acordo com o anexo IV. da retribuição mensal ou à retribuição correspondente a uma
hora de trabalho suplementar por dia, conforme o que lhes
Cláusula 58.ª for mais favorável.
Retribuição mínima mensal de base Cláusula 62.ª
A todos os trabalhadores abrangidos pela presente con-
Remuneração do trabalho suplementar
venção são mensalmente assegurados os montantes retribu-
tivos de base mínimos constantes do anexo V. 1- O trabalho suplementar prestado em dia normal de tra-
balho será remunerado com os seguintes acréscimos míni-
Cláusula 59.ª mos:
a) 50 % da retribuição normal na primeira hora;
Remuneração horária
b) 75 % da retribuição normal nas horas ou fracções se-
1- O valor da remuneração horária é determinado pela se- guintes.
guinte fórmula: 2- O trabalho suplementar prestado em dia de descanso
(Rm × 12)/(52 × n) semanal, obrigatório ou complementar e em dia feriado será
remunerado com o acréscimo mínimo de 100 % da retribui-
sendo Rm o valor da retribuição mensal de base e n o período ção normal.
de trabalho semanal a que o trabalhador estiver obrigado. 3- Não é exigível o pagamento de trabalho suplementar
2- Relativamente aos professores dos 2.º e 3.º ciclos do cuja prestação não tenha sido prévia e expressamente deter-
ensino básico e aos professores do ensino secundário, o perí- minada pela instituição.
odo de trabalho a considerar para efeitos de determinação da
remuneração horária é o correspondente, apenas, ao número Cláusula 63.ª
de horas lectivas semanais estabelecido para o sector em que
Retribuição de trabalho normal em dia feriado
o docente se integra.
O trabalho em horário normal prestado em dia feriado,
Cláusula 60.ª em instituição não obrigada a suspender o seu funcionamen-
Compensações e descontos to nesse dia, confere ao trabalhador o direito à prestação em
cada momento definida no Código do Trabalho para essa si-
1- Na pendência do contrato de trabalho, as instituições
tuação.
não podem compensar a retribuição em dívida com créditos
que tenham sobre o trabalhador, nem fazer quaisquer des- Cláusula 64.ª
contos ou deduções no montante da referida retribuição.
Retribuição de trabalho por turnos
2- O disposto no número anterior não se aplica:
a) Aos descontos a favor do Estado, da Segurança Social 1- A prestação de trabalho em regime de turnos rotativos
ou de outras entidades, ordenados por lei, por decisão judi- confere ao trabalhador, nos termos do disposto no número
cial transitada em julgado ou por auto de conciliação, quan- 5 da cláusula 37.ª, o direito aos seguintes complementos de

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

retribuição: Cláusula 68.ª


a) Em regime de dois turnos em que apenas um seja total
ou parcialmente nocturno - 15 %; Diuturnidades
b) Em regime de três turnos ou de dois turnos total ou par- 1- Os trabalhadores que estejam a prestar serviço em re-
cialmente nocturnos - 25 %. gime de tempo completo têm direito a uma diuturnidade no
2- O complemento previsto no número anterior inclui o valor de 21 €, em 2015, por cada cinco anos de serviço, até
acréscimo de retribuição pelo trabalho nocturno prestado em ao limite de cinco diuturnidades.
regime de turnos. 2- Os trabalhadores que prestem serviço em regime de ho-
rário parcial têm direito às diuturnidades vencidas à data do
Cláusula 65.ª
exercício de funções naquele regime e às que se vierem a
Remuneração do trabalho nocturno vencer nos termos previstos no número seguinte.
3- O trabalho prestado a tempo parcial contará proporcio-
A retribuição do trabalho nocturno será superior em 25 %
nalmente para efeitos de atribuição de diuturnidades.
à retribuição a que dá direito o trabalho equivalente prestado
4- Para atribuição de diuturnidades será levado em conta
durante o dia.
o tempo de serviço prestado anteriormente a outras institui-
Cláusula 66.ª ções particulares de solidariedade social, desde que, antes da
admissão e por meios idóneos, o trabalhador faça a respec-
Retribuição do período de férias tiva prova.
1- A retribuição do período de férias corresponde à que o 5- Não é devido o pagamento de diuturnidades aos traba-
trabalhador receberia se estivesse em serviço efectivo. lhadores abrangidos pela tabela B do anexo V.
2- Além da retribuição mencionada no número anterior, o
Cláusula 69.ª
trabalhador tem direito a um subsídio de férias cujo mon-
tante compreende a retribuição base e as demais prestações Abono para falhas
retributivas que sejam contrapartida do modo específico da
1- O trabalhador que, no desempenho das suas funções,
execução do trabalho.
tenha responsabilidade efectiva de caixa tem direito a um
3- Salvo acordo escrito em contrário, o subsídio de férias
abono mensal para falhas no valor de 29 €, em 2015.
deve ser pago antes do início do período de férias e propor-
2- Se o trabalhador referido no número anterior for substi-
cionalmente nos casos de gozo interpolado.
tuído no desempenho das respectivas funções, o abono para
Cláusula 67.ª falhas reverterá para o substituto na proporção do tempo de
substituição.
Subsídio de Natal
Cláusula 70.ª
1- Todos os trabalhadores abrangidos por esta convenção
têm direito a um subsídio de Natal de montante igual ao da Refeição
retribuição mensal.
1- Os trabalhadores têm direito ao fornecimento de uma
2- Os trabalhadores que no ano de admissão não tenham
refeição principal por cada dia completo de trabalho.
concluído um ano de serviço terão direito a tantos duodéci-
2- Em alternativa ao efectivo fornecimento de refeições, as
mos daquele subsídio quantos os meses de serviço que com-
instituições podem atribuir ao trabalhador uma compensação
pletarem até 31 de Dezembro desse ano.
monetária no valor de 2,62 €, em 2015, por cada dia com-
3- Suspendendo-se o contrato de trabalho por impedimen-
pleto de trabalho.
to prolongado do trabalhador, este terá direito:
3- Aos trabalhadores que, no interesse da instituição, nela
a) No ano de suspensão, a um subsídio de Natal de mon-
devam permanecer no período nocturno será fornecida ali-
tante proporcional ao número de meses completos de serviço
mentação e alojamento gratuitos.
prestado nesse ano;
4- Ressalvados os casos de alteração anormal de circuns-
b) No ano de regresso à prestação de trabalho, a um subsí-
tâncias, não é aplicável o disposto no número 2 às institui-
dio de Natal de montante proporcional ao número de meses
ções cujos equipamentos venham já garantindo o cumpri-
completos de serviço até 31 de Dezembro, a contar da data de
mento em espécie do direito consagrado no número 1 deste
regresso.
cláusula.
4- Cessando o contrato de trabalho, a instituição pagará ao
5- Aos trabalhadores a tempo parcial será devida a refei-
trabalhador a parte de um subsídio de Natal proporcional ao
ção ou a compensação monetária quando o horário normal
número de meses completos de serviço no ano da cessação.
de trabalho se distribuir por dois períodos diários ou quando
5- O subsídio de Natal será pago até 30 de Novembro de
tiverem quatro ou mais horas de trabalho no mesmo período
cada ano, salvo no caso da cessação do contrato de trabalho,
do dia.
em que o pagamento se efectuará na data da cessação refe-
6- A refeição e a compensação monetária a que se referem
rida. os números anteriores não assumem a natureza de retribui-
ção.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

CAPÍTULO VII progenitor que estiver a gozar a licença prevista nos números
1, 2 ou 3 durante o período após o parto, o período de licença
Condições especiais de trabalho suspende-se, a pedido do progenitor, pelo tempo de duração
do internamento.
Cláusula 71.ª 8- A suspensão da licença no caso previsto no número an-
terior é feita mediante comunicação ao empregador, acom-
Remissão panhada de declaração emitida pelo estabelecimento hospi-
As matérias relativas a direitos de personalidade, igual- talar.
dade e não discriminação, protecção da maternidade e da
Cláusula 74.ª
paternidade, trabalho de menores, trabalhadores com capa-
cidade de trabalho reduzida, trabalhadores com deficiência Períodos de licença parental exclusiva da mãe
ou doença crónica, trabalhadores-estudantes e trabalhadores
1- A mãe pode gozar até 30 dias da licença parental inicial
estrangeiros são reguladas pelas disposições do Código do
antes do parto.
Trabalho e legislação complementar, designadamente pelas
2- É obrigatório o gozo, por parte da mãe, de seis semanas
que se transcrevem nas cláusulas seguintes.
de licença a seguir ao parto.
3- A trabalhadora que pretenda gozar parte da licença an-
SECÇÃO I tes do parto deve informar desse propósito o empregador e
apresentar atestado médico que indique a data previsível do
Protecção da maternidade e da paternidade parto, prestando essa informação com a antecedência de 10
dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo
Cláusula 72.ª que possível.
Protecção da segurança e saúde Cláusula 75.ª
As trabalhadoras puérperas, grávidas e lactantes têm di-
Licença parental inicial a gozar por um progenitor em caso de
reito, nos termos legais, a especiais condições de segurança e impossibilidade do outro
saúde nos locais de trabalho, de modo a evitar as exposições
a riscos para a sua segurança e saúde. 1- O pai ou a mãe tem direito a licença, com a duração re-
ferida nos números 1, 2 ou 3 da cláusula 73.ª, ou do período
Cláusula 73.ª remanescente da licença, nos casos seguintes:
a) Incapacidade física ou psíquica do progenitor que esti-
Licença parental
ver a gozar a licença, enquanto esta se mantiver;
1- A mãe e o pai trabalhadores têm direito, por nascimento b) Morte do progenitor que estiver a gozar a licença.
de filho, a licença parental inicial de 120 ou 150 dias conse- 2- Apenas há lugar à duração total da licença referida no
cutivos, cujo gozo podem partilhar após o parto, sem preju- número 2 da cláusula 73.ª caso se verifiquem as condições
ízo dos direitos da mãe a que se refere a cláusula seguinte. aí previstas à data dos factos referidos no número anterior.
2- A licença referida no número anterior é acrescida em 30 3- Em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica da
dias, no caso de cada um dos progenitores gozar, em exclu- mãe, a licença parental inicial a gozar pelo pai tem a duração
sivo, um período de 30 dias consecutivos, ou dois períodos mínima de 30 dias.
de 15 dias consecutivos, após o período de gozo obrigatório 4- Em caso de morte ou incapacidade física ou psíquica de
pela mãe a que se refere o número 2 da cláusula seguinte. mãe não trabalhadora nos 120 dias a seguir ao parto, o pai
3- Nos casos de nascimentos múltiplos, o período de li- tem direito a licença nos termos do número 1, com a neces-
cença previsto no número anterior é acrescido de 30 dias por sária adaptação, ou do número anterior.
cada gemelar além do primeiro. 5- Para efeito do disposto nos números anteriores, o pai
4- Em caso de partilha do gozo da licença, a mãe e o pai informa o empregador, logo que possível e, consoante a si-
informam os respectivos empregadores, até sete dias após o tuação, apresenta atestado médico comprovativo ou certidão
parto, do início e termo dos períodos a gozar por cada um, de óbito e, sendo caso disso, declara o período de licença já
entregando, para o efeito, declaração conjunta. gozado pela mãe.
5- Caso a licença parental não seja partilhada pela mãe e
pelo pai, e sem prejuízo dos direitos da mãe a que se refere a Cláusula 76.ª
cláusula seguinte, o progenitor que gozar a licença informa
Licença parental exclusiva do pai
o respectivo empregador, até sete dias após o parto, da du-
ração da licença e do início do respectivo período, juntando 1- É obrigatório o gozo pelo pai de uma licença parental de
declaração do outro progenitor da qual conste que o mesmo 10 dias úteis, seguidos ou interpolados, nos 30 dias seguintes
exerce actividade profissional e que não goza a licença pa- ao nascimento do filho, 5 dos quais gozados de modo conse-
rental inicial. cutivo imediatamente a seguir a este.
6- Na falta da declaração referida nos números 4 e 5, a 2- Após o gozo da licença prevista no número anterior, o
licença é gozada pela mãe. pai tem ainda direito a 10 dias úteis de licença, seguidos ou
7- Em caso de internamento hospitalar da criança ou do interpolados, desde que gozados em simultâneo com o gozo

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

da licença parental inicial por parte da mãe. 2- O pai tem direito a três dispensas do trabalho para acom-
3- No caso de nascimentos múltiplos, à licença prevista panhar a trabalhadora às consultas pré-natais.
nos números anteriores acrescem dois dias por cada gémeo 3- A mãe que, comprovadamente, amamenta o filho tem
além do primeiro. direito a ser dispensada em cada dia de trabalho por dois
4- Para efeitos do disposto nos números anteriores, o tra- períodos distintos de duração máxima de uma hora para o
balhador deve avisar o empregador com a antecedência pos- cumprimento dessa missão, durante todo o tempo que durar
sível, que, no caso previsto no n.º 2, não deve ser inferior a amamentação.
a cinco dias. 4- No caso de não haver lugar à amamentação, a mãe ou o
pai trabalhador têm direito, por decisão conjunta, à dispensa
Cláusula 77.ª referida no número anterior para aleitação até o filho perfa-
Adopção
zer 1 ano.
5- No caso de nascimentos múltiplos, a dispensa em cau-
1- Em caso de adopção de menor de 15 anos, o trabalhador sa é acrescida de mais 30 minutos por cada gémeo além do
candidato a adoptante tem direito à licença referida nos nú- primeiro.
meros 1 ou 2 da cláusula 73.ª 6- Se qualquer dos progenitores trabalhar a tempo parcial,
2- No caso de adopções múltiplas, o período de licença a dispensa diária para amamentação ou aleitação é reduzida
referido é acrescido de 30 dias por cada adopção além da na proporção do respectivo período normal de trabalho, não
primeira. podendo ser inferior a 30 minutos.
3- Havendo dois candidatos a adoptantes, a licença deve 7- As dispensas para consulta, amamentação e aleitação
ser gozada nos termos do dos números 1 e 2 da cláusula 73.ª não determinam perda de quaisquer direitos e são considera-
4- O candidato a adoptante não tem direito a licença em das como prestação efectiva de serviço.
caso de adopção de filho do cônjuge ou de pessoa com quem
viva em união de facto. Cláusula 79.ª
5- Em caso de incapacidade ou falecimento do candidato
Faltas para assistência a filhos
a adoptante durante a licença, o cônjuge sobrevivo, que não
seja candidato a adoptante e com quem o adoptado viva em 1- Os trabalhadores têm direito a faltar ao trabalho, até 30
comunhão de mesa e habitação, tem direito a licença corres- dias por ano, para prestar assistência inadiável e imprescin-
pondente ao período não gozado ou a um mínimo de 14 dias. dível, em caso de doença ou acidente, a filhos ou a enteados
6- A licença tem início a partir da confiança judicial ou menores de 12 anos.
administrativa, nos termos do regime jurídico da adopção. 2- Em caso de hospitalização, o direito a faltar estende-se
7- Quando a confiança administrativa consistir na confir- ao período em que aquela durar, se se tratar de menores de 12
mação da permanência do menor a cargo do adoptante, este anos, mas não pode ser exercido simultaneamente pelo pai e
tem direito a licença, pelo período remanescente, desde que pela mãe ou equiparados.
a data em que o menor ficou de facto a seu cargo tenha ocor- 3- O trabalhador pode faltar ao trabalho até 15 dias por
rido antes do termo da licença parental inicial. ano, para prestar assistência inadiável e imprescindível, em
8- Em caso de internamento hospitalar do candidato a caso de acidente ou doença, a filho ou enteado com 12 ou
adoptante ou do adoptando, o período de licença é suspenso mais anos de idade que, no caso de ser maior, faça parte do
pelo tempo de duração do internamento, devendo aquele co- seu agregado familiar.
municar esse facto ao empregador, apresentando declaração 4- Aos períodos de ausência previstos nos números ante-
comprovativa passada pelo estabelecimento hospitalar. riores acresce um dia por cada filho além do primeiro.
9- Em caso de partilha do gozo da licença, os candidatos 5- A possibilidade de faltar prevista nos números anterio-
a adoptantes informam os respectivos empregadores, com a res não pode ser exercida simultaneamente pelo pai e pela
antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprova- mãe.
da, logo que possível, fazendo prova da confiança judicial Cláusula 80.ª
ou administrativa do adoptando e da idade deste, do início e
termo dos períodos a gozar por cada um, entregando para o Falta para assistência a neto
efeito declaração conjunta. 1- O trabalhador pode faltar até 30 dias consecutivos, a se-
10- Caso a licença por adopção não seja partilhada, o can- guir ao nascimento de neto que consigo viva em comunhão
didato a adoptante que gozar a licença informa o respectivo de mesa e habitação e que seja filho de adolescente com ida-
empregador, nos prazos referidos no número anterior, da du- de inferior a 16 anos.
ração da licença e do início do respectivo período. 2- Se houver dois titulares do direito, há apenas lugar a um
Cláusula 78.ª período de faltas, a gozar por um deles, ou por ambos em
tempo parcial ou em períodos sucessivos, conforme decisão
Dispensas para consultas e amamentação conjunta.
1- As trabalhadoras grávidas têm direito a dispensa de tra- 3- O trabalhador pode também faltar, em substituição dos
balho para se deslocarem a consultas pré-natais pelo tempo e progenitores, para prestar assistência inadiável e imprescin-
número de vezes necessário e justificado, sendo a preparação dível, em caso de acidente ou doença, a neto menor ou, inde-
para o parto equiparada a consulta pré-natal. pendentemente da idade, com deficiência ou doença crónica.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

4- O disposto nesta cláusula é aplicável a tutor do adoles- 2- À licença prevista no número anterior é aplicável, com
cente, a trabalhador a quem tenha sido deferida a confiança as necessárias adaptações, inclusivamente quanto ao seu
judicial ou administrativa do mesmo, bem como ao seu côn- exercício, o estabelecido para a licença especial de assistên-
juge ou pessoa em união de facto. cia a filhos prevista na cláusula anterior.
Cláusula 81.ª Cláusula 83.ª

Licença parental complementar Redução do tempo de trabalho para assistência a filho menor com
deficiência ou doença crónica
1- Para assistência a filho ou adoptado e até aos 6 anos de
idade da criança, o pai e a mãe que não estejam impedidos ou 1- Os progenitores de menor com deficiência ou doença
inibidos totalmente de exercer o poder paternal têm direito crónica, com idade não superior a um ano, têm direito a redu-
a licença parental complementar, em qualquer das seguintes ção de cinco horas do período normal de trabalho semanal,
modalidades: ou outras condições de trabalho especiais, para assistência
a) A licença parental alargada, de três meses; ao filho.
b) A trabalhar a tempo parcial durante 12 meses, com um 2- Não há lugar ao exercício do direito referido no número
período normal de trabalho igual a metade do tempo com- anterior quando um dos progenitores não exerça actividade
pleto. profissional e não esteja impedido ou inibido totalmente de
2- O pai e a mãe podem gozar qualquer dos direitos referi- exercer o poder paternal.
dos no número anterior de modo consecutivo ou até três pe- 3- Se ambos os progenitores forem titulares do direito, a
ríodos interpolados, não sendo permitida a acumulação por redução do período normal de trabalho pode ser utilizada por
um dos progenitores do direito do outro. qualquer deles ou por ambos em períodos sucessivos.
3- Depois de esgotado qualquer dos direitos referidos nos 4- O empregador deve adequar o horário de trabalho re-
números anteriores, o pai ou a mãe têm direito a licença es- sultante da redução do período normal de trabalho tendo em
pecial para assistência a filho ou adoptado, de modo conse- conta a preferência do trabalhador, sem prejuízo de exigên-
cutivo ou interpolado, até ao limite de dois anos. cias imperiosas de funcionamento da empresa.
4- No caso de nascimento de um terceiro filho ou mais, a 5- A redução do período normal de trabalho semanal não
licença prevista no número anterior pode ser prorrogável até implica diminuição de direitos consagrados na lei, salvo
três anos. quanto à retribuição, que só é devida na medida em que a re-
5- Nos casos dos números 3 e 4 da presente cláusula, o tra- dução, em cada ano, exceda o número de faltas substituíveis
balhador tem direito à licença se o outro progenitor exercer por perda de gozo de dias de férias.
actividade profissional ou estiver impedido ou inibido total- Cláusula 84.ª
mente de exercer o poder paternal.
6- O trabalhador tem direito a licença para assistência a Trabalho a tempo parcial e horário flexível de trabalhador com
filho de cônjuge ou de pessoa em união de facto, que com responsabilidades familiares
este resida, nos termos da presente cláusula. 1- O trabalhador com filho menor de 12 anos ou, indepen-
7- O exercício dos direitos referidos nos números anterio- dentemente da idade, filho com deficiência ou doença cróni-
res depende de aviso prévio dirigido à instituição com an- ca que com ele viva em comunhão de mesa e habitação tem
tecedência de 30 dias relativamente ao início do período de direito a trabalhar a tempo parcial ou a que lhe seja atribuído
licença ou de trabalho a tempo parcial. horário flexível, nos termos da lei.
8- Em alternativa ao disposto no número 1 e mediante 2- O direito pode ser exercido por qualquer dos progenito-
acordo escrito com a instituição, o pai e a mãe podem ter res ou por ambos em períodos sucessivos, depois da licença
ausências interpoladas ao trabalho com duração igual aos parental complementar, em qualquer das suas modalidades.
períodos normais de trabalho de três meses. 3- Salvo acordo em contrário, o período normal de tra-
9- Durante o período de licença parental complementar em balho a tempo parcial corresponde a metade do praticado a
qualquer das modalidades ou de licença para assistência a tempo completo numa situação comparável e, conforme o
filho, o trabalhador não pode exercer outra actividade incom- pedido do trabalhador, é prestado diariamente, de manhã ou
patível com a respectiva finalidade, nomeadamente trabalho de tarde, ou em três dias por semana.
subordinado ou prestação continuada de serviços fora da sua 4- A prestação de trabalho a tempo parcial pode ser prorro-
residência habitual. gada até dois anos ou, no caso de terceiro filho, ou mais, ou,
Cláusula 82.ª ainda, no caso de filho com deficiência ou doença crónica,
quarto anos.
Licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica 5- O trabalhador que trabalhe em regime de horário flexí-
1- O pai ou a mãe têm direito a licença por período até seis vel pode efectuar até seis horas consecutivas de trabalho e
meses, prorrogável com limite de quatro anos, para acom- até dez horas em cada dia e deve cumprir o correspondente
panhamento de filho, adoptado ou filho de cônjuge que com período normal de trabalho semanal, em média de cada perí-
este resida, que seja portador de deficiência ou doença cróni- odo de quatro semanas.
ca, que será confirmada por atestado médico quando o filho 6- É correspondentemente aplicável o disposto no número
tenha 12 ou mais anos de idade. 9 da cláusula 81.ª

2543
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 85.ª nham a efectiva prestação de trabalho, designadamente a re-


tribuição, mas não prejudica os benefícios complementares
Dispensa de algumas formas de organização do tempo de trabalho de assistência médica e medicamentosa a que o trabalhador
1- A trabalhadora grávida, puérpera ou lactante tem direito tenha direito.
a ser dispensada de prestar trabalho em horário de trabalho
organizado de acordo com regime de adaptabilidade, de ban- Cláusula 89.ª
co de horas ou de horário concentrado. Protecção no despedimento
2- O direito referido aplica-se a qualquer dos progenitores
1- O despedimento de trabalhadora grávida, puérpera ou lac-
em caso de aleitação, quando a prestação de trabalho nos
tante ou de trabalhador no gozo de licença parental carece
regimes nele referidos afecte a sua regularidade.
sempre de parecer prévio de entidade que tenha competência
Cláusula 86.ª na área de igualdade de oportunidades entre homens e mulhe-
Dispensa de prestação de trabalho suplementar
res.
2- O despedimento por facto imputável a trabalhadora em
1- A trabalhadora grávida, bem como o trabalhador ou tra- qualquer das referidas situações presume-se feito sem justa
balhadora com filho de idade inferior a 12 meses, não está causa.
obrigada a prestar trabalho suplementar. 3- O parecer referido no número 1 deve ser comunicado à
2- A trabalhadora não está obrigada a prestar trabalho su- instituição e à trabalhadora nos 30 dias subsequentes à recep-
plementar durante todo o tempo que durar a amamentação, ção do despedimento pela entidade competente, consideran-
se for necessário para a sua saúde ou para a da criança. do-se em sentido favorável ao despedimento quando não for
Cláusula 87.ª emitido dentro do referido prazo.
4- É inválido o procedimento de despedimento de traba-
Dispensa de trabalho nocturno lhadora grávida, puérpera e lactante ou no gozo de licença
1- As trabalhadoras são dispensadas de prestar trabalho parental caso não tenha sido solicitado o parecer referido no
entre as 20 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte: número 1, cabendo o ónus da prova deste facto à instituição.
a) Durante um período de 112 dias antes e depois do parto, 5- Se o parecer referido no número 1 for desfavorável ao
dos quais pelo menos metade antes da data presumível do despedimento, este só pode ser efectuado após decisão judi-
parto; cial que reconheça o motivo justificativo, devendo a acção
b) Durante o restante período de gravidez, se for apresen- ser intentada nos 30 dias subsequentes à notificação do pa-
tado atestado médico que certifique que tal é necessário para recer.
a sua saúde ou para a do nascituro; 6- Se o despedimento de trabalhadora for declarado ilíci-
c) Durante todo o tempo que durar a amamentação, se for to, o empregador não se pode opor à reintegração, podendo
apresentado atestado médico que certifique que tal é necessá- aquela, em alternativa à reintegração, optar pela indemniza-
rio para a sua saúde ou para a da criança. ção especial calculada nos termos legais, sem prejuízo, de-
2- À trabalhadora dispensada da prestação de trabalho signadamente, de indemnização por danos não patrimoniais.
nocturno deve ser atribuído, sempre que possível, um horário
de trabalho diurno compatível. SECÇÃO II
3- A trabalhadora é dispensada do trabalho sempre que não
seja possível aplicar o disposto no número anterior. Trabalho de menores
Cláusula 88.ª
Cláusula 90.ª
Regimes das licenças, faltas e dispensas
Trabalho de menores
1- As ausências de trabalho previstas nas cláusulas 73.ª,
1- A entidade patronal deve proporcionar aos menores que
74.ª, 75.ª, 76.ª, 77.ª, 79.ª, 80.ª e 81.ª não determinam perda de
se encontrem ao seu serviço condições de trabalho adequa-
quaisquer direitos e são consideradas, para todos os efeitos
das à sua idade, promovendo a respectiva formação pessoal
legais, salvo quanto à retribuição, como prestação efectiva
e profissional e prevenindo, de modo especial, quaisquer ris-
de serviço, o mesmo se aplicando às faltas por licença em
cos para o respectivo desenvolvimento físico e psíquico.
situação de risco clínico durante a gravidez, à licença por
2- Os menores não podem ser obrigados à prestação de
interrupção da gravidez, às devidas a dispensa da prestação
trabalho antes das 8 horas, nem depois das 18 horas, no caso
de trabalho por parte de trabalhadora grávida, puérpera ou
de frequentarem cursos nocturnos oficiais, oficializados ou
lactante, por motivo da protecção da sua segurança e saúde e
equiparados, e antes das 7 horas e depois das 20 horas no
dispensa para avaliação para adopção.
caso de os não frequentarem.
2- A dispensa para consulta pré-natal, amamentação ou
aleitação não determina perda de quaisquer direitos e é con- Cláusula 91.ª
siderada como prestação efectiva de trabalho.
3- A licença para assistência a filho ou para assistência a Admissão de menores
filho com deficiência ou doença crónica suspende os direitos, Só pode ser admitido a prestar trabalho, qualquer que seja
deveres e garantias das partes na medida em que pressupo- a espécie e modalidade de pagamento, o menor que tenha

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

completado a idade mínima de admissão, tenha concluído a b) No caso de provas em dias consecutivos ou de mais de
escolaridade obrigatória e disponha de capacidades física e uma prova no mesmo dia, os dias anteriores são tantos quantas
psíquica adequadas ao posto de trabalho. as provas de avaliação a efectuar, aí se incluindo sábados, do-
mingos e feriados;
SECÇÃO III c) Os dias de ausência referidos nas alíneas anteriores não
podem exceder um máximo de quatro por disciplina em cada
Trabalhadores-estudantes ano lectivo.
2- O direito previsto no número anterior só pode ser exer-
Cláusula 92.ª cido em dois anos lectivos relativamente a cada disciplina.
Noção
3- Consideram-se ainda justificadas as faltas dadas pelo
trabalhador-estudante na estrita medida das necessidades
1- Considera-se trabalhador-estudante aquele que presta
impostas pelas deslocações para prestar provas de avaliação,
uma actividade sob autoridade e direcção de outrem e que
não sendo retribuídas, independentemente do número de dis-
frequenta qualquer nível de educação escolar, incluindo cur-
ciplinas, mais de 10 faltas.
sos de pós-graduação, em instituição de ensino.
4- Para efeitos de aplicação desta cláusula, consideram-
2- A manutenção do estatuto do trabalhador-estudante é
-se provas de avaliação os exames e outras provas escritas ou
condicionada pela obtenção de aproveitamento escolar.
orais, bem como a apresentação de trabalhos, quando estes
Cláusula 93.ª os substituem ou os complementam, desde que de terminem
directa ou indirectamente o aproveitamento escolar.
Horário de trabalho
1- O trabalhador-estudante deve beneficiar de horários de Cláusula 95.ª
trabalho específicos, com flexibilidade ajustável à frequência
Efeitos profissionais da valorização escolar
das aulas e à inerente deslocação para os respectivos estabe-
lecimentos de ensino. 1- Ao trabalhador-estudante devem ser proporcionadas
2- Quando não seja possível a aplicação do regime previs- oportunidades de promoção profissional adequada à valori-
to no número anterior o trabalhador-estudante beneficia de zação obtida por efeito de cursos ou conhecimentos adquiri-
dispensa de trabalho para frequência de aulas, nos termos dos, não sendo, todavia, obrigatória a reclassificação profis-
previstos nos números seguintes. sional por simples obtenção desses cursos ou conhecimentos.
3- O trabalhador-estudante beneficia de dispensa de traba- 2- Têm direito, em igualdade de condições, ao preenchi-
lho até seis horas semanais, sem perda de quaisquer direitos, mento de cargos para os quais se achem habilitados, por
contando como prestação efectiva de serviço, se assim o exi- virtude dos cursos ou conhecimentos adquiridos, todos os
gir o respectivo horário escolar. trabalhadores que os tenham obtido na qualidade de traba-
4- A dispensa de trabalho para frequência de aulas previs- lhador-estudante.
ta no número anterior pode ser utilizada de uma só vez ou Cláusula 96.ª
fraccionadamente, à escolha do trabalhador-estudante, de-
pendendo do período normal de trabalho semanal aplicável, Excesso de candidatos à frequência de cursos
nos seguintes termos: Sempre que o número de pretensões formuladas por
a) Igual ou superior a 20 horas e inferior a 30 horas: dis- trabalhadores-estudantes no sentido de lhes ser aplicado
pensa até três horas semanais; o regime especial de organização de tempo de trabalho se
b) Igual ou superior a 30 horas e inferior a 34 horas: dis- revelar, manifesta e comprovadamente, comprometedor do
pensa até quatro horas semanais; funcionamento normal da instituição, fixar-se-á por acordo
c) Igual ou superior a 34 horas e inferior a 38 horas: dis- entre esta, os interessados e as estruturas representativas dos
pensa até cinco horas semanais; trabalhadores o número e as condições em que serão deferi-
d) Igual ou superior a 38 horas: dispensa até seis horas se- das as pretensões apresentadas.
manais.
5- O empregador pode, nos 15 dias seguintes à utilização CAPÍTULO VIII
da dispensa de trabalho, exigir a prova da frequência de au-
las, sempre que o estabelecimento de ensino proceder ao Formação profissional
controlo da frequência.
Cláusula 94.ª Cláusula 97.ª

Prestação de provas de avaliação Princípio geral

1- O trabalhador-estudante tem direito a faltar justificada- 1- A instituição deve proporcionar ao trabalhador acções
mente ao trabalho para prestação de provas de avaliação, nos de formação profissional adequadas à sua qualificação.
termos seguintes: 2- O trabalhador deve participar de modo diligente nas ac-
a) Até dois dias por cada prova de avaliação, sendo um o da ções de formação profissional que lhe sejam proporcionadas,
realização da prova e o outro o imediatamente anterior, aí se salvo se houver motivo atendível, devendo neste caso, obri-
incluindo sábados, domingos e feriados; gatória e expressamente, solicitar a sua dispensa.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

3- As acções de formação devem ocorrer durante o perío- vagas que correspondam à formação ou educação adquirida.
do normal trabalho, sempre que possível, contando a respec-
Cláusula 100.ª
tiva frequência para todos os efeitos como tempo efectivo
de serviço. Formação de reconversão
4- Caso seja possível a sua substituição adequada, o traba-
1- A instituição promoverá acções de formação profissio-
lhador tem direito a dispensa de trabalho com perda de re-
nal de requalificação e de reconversão pelas seguintes razões:
tribuição para a frequência de acções de formação de curta
a) Condições de saúde do trabalhador que imponham inca-
duração com vista à sua valorização profissional.
pacidades ou limitações no exercício das respectivas funções;
5- As instituições obrigam-se a passar certificados de fre-
b) Necessidades de reorganização de serviços ou por mo-
quência e de aproveitamento das acções de formação profis-
dificações tecnológicas e sempre que se demonstre a inviabi-
sional por si promovidas.
lidade de manutenção de certas categorias profissionais.
Cláusula 98.ª 2- Tais acções destinam-se, sendo tal possível, a preparar
os trabalhadores delas objecto para o exercício de uma nova
Objectivos actividade, na mesma ou noutra entidade.
São, designadamente, objectivos da formação profissio-
Cláusula 101.ª
nal:
a) Promover a formação contínua dos trabalhadores, en- Formação nos contratos de trabalho para jovens
quanto instrumento para a valorização e actualização profis- Sempre que admitam trabalhadores com menos de 25
sional e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados anos e sem a escolaridade mínima obrigatória, as institui-
pelas instituições; ções, por si ou com o apoio de entidades públicas ou pri-
b) Promover a reabilitação profissional de pessoas com de- vadas, devidamente certificadas, devem promover acções
ficiência, em particular daqueles cuja incapacidade foi ad- de formação profissional ou educacional que garantam a
quirida em consequência de acidente de trabalho; aquisição daquela escolaridade e, pelo menos, o nível II de
c) Promover a integração sócio-profissional de grupos qualificação.
com particulares dificuldades de inserção, através do desen-
volvimento de acções de formação profissional especial;
CAPÍTULO IX
d) Garantir o direito individual à formação, criando con-
dições para que o mesmo possa ser exercido independente- Segurança, higiene e saúde no trabalho
mente da condição laboral do trabalhador.
Cláusula 102.ª
Cláusula 99.ª
Princípios gerais
Formação contínua
1- No âmbito da formação contínua, as instituições devem: 1- O trabalhador tem direito à prestação de trabalho em
a) Elaborar planos anuais ou plurianuais de formação; condições de segurança, higiene e saúde, asseguradas pela
b) Reconhecer e valorizar as qualificações adquiridas pe- instituição.
los trabalhadores de modo a estimular a sua participação na 2- A instituição é obrigada a organizar as actividades de se-
formação. gurança, higiene e saúde no trabalho que visem a prevenção
2- A formação contínua de activos deve abranger, em cada de riscos profissionais e a promoção da saúde do trabalhador.
ano, pelo menos 10 % dos trabalhadores com contrato sem Cláusula 103.ª
termo de cada instituição.
3- O número mínimo de horas anuais de formação certifi- Obrigações do empregador
cada a que se refere o número anterior é de 35 horas a partir As instituições são obrigadas a assegurar aos trabalhado-
de 2006. res condições de segurança, higiene e saúde em todos os as-
4- As horas de formação certificada que não foram organi- pectos relacionados com o trabalho, devendo aplicar e fazer
zadas sob a responsabilidade do empregador por motivo que aplicar as medidas necessárias e adequadas, tendo em conta
lhe seja imputável são transformadas em créditos acumulá- os princípios legalmente consignados.
veis ao longo de três anos, no máximo.
5- O trabalhador pode utilizar o crédito acumulado a que Cláusula 104.ª
se refere o número anterior para frequentar, por sua inicia-
Obrigações do trabalhador
tiva, acções de formação certificada que tenham correspon-
dência com a actividade prestada, mediante comunicação à O trabalhador tem obrigação de zelar:
instituição com a antecedência mínima de 10 dias. a) Pela segurança e saúde próprias, designadamente, sujei-
6- Sempre que o trabalhador adquira nova qualificação tando-se à realização dos exames médicos, promovidos pela
profissional ou grau académico, por aprovação em curso de entidade empregadora;
formação profissional ou escolar, com interesse para a en- b) Pela segurança e saúde das pessoas que possam ser
tidade empregadora, tem preferência no preenchimento de afectadas pelas suas acções ou omissões.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 105.ª cação de prazos prescricionais da lei penal, quando aplicável.

Representantes dos trabalhadores


CAPÍTULO XI
1- Os representantes dos trabalhadores para a segurança,
higiene e saúde no trabalho são eleitos pelos trabalhadores Segurança social
por voto directo e secreto, segundo o princípio da represen-
tatividade e da proporcionalidade. Cláusula 109.ª
2- Os representantes dos trabalhadores não poderão exce-
der: Segurança social - Princípios gerais
a) Empresas com menos de 61 trabalhadores - um repre- As instituições e os trabalhadores ao seu serviço contri-
sentante; buirão para as instituições de segurança social que os abran-
b) Empresas de 61 a 150 trabalhadores - dois representan- jam nos termos dos respectivos estatutos e demais legislação
tes; aplicável.
c) Empresas de 151 a 300 trabalhadores - três represen-
tantes; Cláusula 110.ª
d) Empresas de 301 a 500 trabalhadores - quatro represen- Invalidez
tantes;
e) Empresas de 501 a 1000 trabalhadores - cinco repre- No caso de incapacidade parcial ou absoluta para o traba-
sentantes; lho habitual proveniente de acidente de trabalho ou doença
f) Empresas de 1001 a 1500 trabalhadores - seis represen- profissional contraída ao serviço da entidade empregadora,
tantes; esta diligenciará conseguir a reconversão dos trabalhadores
g) Empresas com mais de 1500 trabalhadores - sete repre- diminuídos para funções compatíveis com as diminuições
sentantes. verificadas.
3- O mandato dos representantes dos trabalhadores é de
três anos. CAPÍTULO XII
4- Os representantes dos trabalhadores dispõem, para o
exercício das suas funções, de um crédito de cinco horas por Comissão paritária
mês.
Cláusula 111.ª
Cláusula 106.ª
Constituição
Comissões de segurança, higiene e saúde
1- É constituída uma comissão paritária formada por três
Podem ser criadas comissões de segurança, higiene e representantes de cada uma das partes outorgantes da pre-
saúde no trabalho, de composição paritária, com vista a pla- sente convenção.
nificar e propor a adopção de medidas tendentes a optimizar 2- Por cada representante efectivo será designado um su-
o nível da prestação de serviços de segurança, higiene e saú- plente para desempenho de funções em caso de ausência do
de no trabalho, bem como avaliar o impacto da respectiva efectivo.
aplicação. 3- Cada uma das partes indicará por escrito à outra, nos 30
dias subsequentes à publicação desta convenção, os mem-
CAPÍTULO X bros efectivos e suplentes por si designados, considerando-se
a comissão paritária constituída logo após esta indicação.
Cessação do contrato de trabalho 4- A comissão paritária funcionará enquanto estiver em
vigor a presente convenção, podendo qualquer dos contraen-
Cláusula 107.ª tes, em qualquer altura, substituir os membros que nomeou,
mediante comunicação escrita à outra parte.
Princípio geral
A cessação do contrato de trabalho fica sujeita ao regime Cláusula 112.ª
legal em vigor a cada momento. Normas de funcionamento
Cláusula 108.ª 1- A comissão paritária funcionará em local a determinar
pelas partes.
Exercício da acção disciplinar
2- A comissão paritária reúne a pedido de qualquer das par-
1- O procedimento disciplinar deve exercer-se nos 60 dias tes mediante convocatória a enviar com a antecedência mí-
subsequentes àquele em que o empregador ou superior hie- nima de 15 dias de que conste o dia, hora e agenda de traba-
rárquico com competência disciplinar teve conhecimento da lhos, cabendo o secretariado à parte que convocar a reunião.
infracção. 3- No final da reunião será lavrada e assinada a respectiva
2- A infracção disciplinar prescreve ao fim de um ano a acta.
contar do momento em que teve lugar, sem prejuízo da apli-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

4- As partes podem fazer-se assessorar nas reuniões da co- Barbeiro - Procede à lavagem da cabeça e executa corte
missão. de cabelo e barba.
Cabeleireiro - Executa corte de cabelo, mise-en-plis,
Cláusula 113.ª
penteados e tinturas de cabelo.
Competências
1- Compete à comissão paritária: Cobradores
a) Interpretar e integrar o disposto nesta convenção; Cobrador - Procede, fora da instituição, a recebimentos,
b) Criar e eliminar profissões e categorias profissionais, pagamentos e depósitos, considerando-se-lhe equiparado o
bem como proceder à definição de funções inerentes às no- empregado de serviços externos.
vas profissões, ao seu enquadramento nos níveis de qualifi-
cação e determinar a respectiva integração num dos níveis Contínuos, guardas e porteiros
de remuneração.
2- Quando proceder à extinção de uma profissão ou cate- Contínuo - Anuncia, acompanha e informa os visitantes;
goria profissional, a comissão deverá determinar a reclassi- faz a entrega de mensagens e objectos inerentes ao serviço
ficação dos trabalhadores noutra profissão ou categoria pro- interno e estampilha e entrega correspondência, além de a
fissional. distribuir pelos serviços a que é destinada; executa o servi-
ço de reprodução de documentos e de endereçamentos e faz
Cláusula 114.ª recados.
Deliberações
Guarda ou guarda-rondista - Assegura a defesa, vigilân-
cia e conservação das instalações e valores que lhe estejam
1- A comissão paritária só poderá deliberar desde que este- confiados; regista entradas e saídas de pessoas, veículos e
jam presentes dois membros de cada uma das partes. mercadorias.
2- As deliberações da comissão são tomadas por unanimi- Paquete - É o trabalhador, menor de 18 anos, que presta
dade e passam a fazer parte integrante da presente conven- unicamente os serviços referidos na definição de funções de
ção, logo que publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego. contínuo.
Porteiro - Atende os visitantes, informa-se das suas
CAPÍTULO XIII pretensões e anuncia-os ou indica-lhes os serviços a que se
devem dirigir; vigia e controla entradas e saídas de utentes;
Disposições transitórias e finais recebe a correspondência e controla as entradas e saídas de
mercadorias e veículos.
Cláusula 115.ª

Diferenças salariais
Electricistas
As diferenças salariais resultantes da aplicação da pre- Ajudante - É o electricista que completou a sua aprendi-
sente convenção serão pagas em duas prestações mensais, zagem e coadjuva os oficiais enquanto não ascende à catego-
iguais, até ao final do corrente ano de 2015. ria de pré-oficial.
Aprendiz - É o trabalhador que, sob a orientação perma-
Cláusula 116.ª
nente do oficial, faz a aprendizagem da profissão.
Regime Chefe de equipa/oficial principal - Executa as tarefas que
exigem um nível de conhecimentos e polivalência superior
1- A presente convenção estabelece um regime globalmen-
ao exigível ao oficial electricista ou, executando as tarefas
te mais favorável do que os anteriores instrumentos de regu-
mais exigentes, dirige os trabalhos de um nível de electricis-
lamentação colectiva de trabalho.
tas; substitui o chefe de equipa nas suas ausências.
2- A aplicação das tabelas de remunerações mínimas cons-
Encarregado - Controla e coordena os serviços de um
tantes do anexo V, bem como da cláusula anterior, não preju-
nível de profissionais electricistas nos locais de trabalho.
dica a vigência de retribuições mais elevadas auferidas pelos
Oficial electricista - Instala, conserva e prepara circuitos
trabalhadores, nomeadamente, no âmbito de projectos ou de
e aparelhagem eléctrica em habitações, estabelecimentos e
acordos de cooperação celebrados com entidades públicas,
outros locais, para o que lê e interpreta desenhos, esquemas
sociais ou privadas.
e outras especificações técnicas.
Pré-oficial - É o electricista que coadjuva os oficiais e
ANEXO I que, em cooperação com eles, executa trabalhos de menor
responsabilidade.
Definição de funções
Fogueiros
Barbeiros e cabeleireiros Fogueiro - Alimenta e conduz geradores de vapor, com-
Barbeiro-cabeleireiro - Executa corte de cabelos e barba, petindo-lhe, além do estabelecido pelo regulamento da pro-
bem como penteados, permanentes e tinturas de cabelo. fissão, a limpeza do tubular, fornalhas e condutas e providen-

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ciar pelo bom funcionamento de todos os acessórios, bem de de condições socioculturais em que existe; estuda de que
como pelas bombas de alimentação de água e combustível. modo os comportamentos, as actividades e as relações dos
Chegador ou ajudante de fogueiro - Assegura o abaste- indivíduos e grupos se integram num sistema de organização
cimento de combustível para o gerador de vapor, de carrega- social; procura explicar como e porquê se processa a evolu-
mento manual ou automático, e procede à limpeza do mesmo ção social; interpreta os resultados obtidos tendo em conta,
e da secção em que está instalado, sob a orientação e respon- sempre que necessário, elementos fornecidos por outros in-
sabilidade do fogueiro. vestigadores que trabalham em domínios conexos; apresenta
as suas conclusões de modo a poderem ser utilizadas pela
Médicos instituição.
Director de serviços clínicos - Organiza e dirige os ser-
Telefonistas
viços clínicos.
Médico de clínica geral - Efectua exames médicos, re- Telefonista - Presta serviço numa central telefónica,
quisita exames auxiliares de diagnóstico e faz diagnósticos; transmitindo aos telefones internos as chamadas recebidas e
envia criteriosamente o doente para médicos especialistas, se estabelecendo ligações internas ou para o exterior; responde,
necessário, para exames ou tratamentos específicos; institui se necessário, a pedidos de informações telefónicas.
terapêutica medicamentosa e outras adequadas às diferentes
doenças, afecções e lesões do organismo; efectua pequenas Trabalhadores administrativos
intervenções cirúrgicas.
Médico especialista - Desempenha as funções funda- Caixa - Tem a seu cargo as operações de caixa e registo
mentais do médico de clínica geral, mas especializa-se no do movimento relativo a transacções respeitantes à gestão da
tratamento de certo tipo de doenças ou num ramo particular instituição; recebe numerário e outros valores e verifica se a
de medicina, sendo designado em conformidade. sua importância corresponde à indicada nas notas de venda
ou nos recibos; prepara os sobrescritos segundo as folhas de
pagamento; prepara os fundos destinados a serem deposita-
Psicólogo e sociólogo
dos e toma as disposições necessárias para os levantamentos.
Psicólogo - Estuda o comportamento e os mecanismos Chefe de departamento - Estuda, organiza e coordena,
mentais do homem e procede a investigações sobre proble- sob a orientação do seu superior hierárquico, num ou em
mas psicológicos em domínios tais como o fisiológico, so- vários dos departamentos da instituição, as actividades que
cial, pedagógico e patológico, utilizando técnicas específicas lhe são próprias; exerce, dentro do departamento que chefia
que, por vezes, elabora; analisa os problemas resultantes da e nos limites da sua competência, a orientação e a fiscali-
interacção entre indivíduos, instituições e grupos; estuda zação do pessoal sob as suas ordens e de planeamento das
todas as perturbações internas e relacionais que afectam o actividades de departamento, segundo as orientações e fins
indivíduo; investiga os factores diferenciais quer biológicos, definidos; propõe a aquisição de equipamento e materiais e
ambientais e pessoais do seu desenvolvimento, assim como a admissão de pessoal necessário ao bom funcionamento do
o crescimento progressivo das capacidades motoras e das ap- departamento e executa outras funções semelhantes.
tidões intelectivas e sensitivas; estuda as bases fisiológicas As categorias de chefe de serviços, chefe de escritório e
do comportamento e mecanismos mentais do homem, sobre- chefe de divisão, que correspondem a esta profissão, serão
tudo nos seus aspectos métricos. atribuídas de acordo com o departamento chefiado e grau de
Pode investigar um ramo de psicologia, psicossociologia, responsabilidade requerido.
psicopatologia, psicofisiologia ou ser especializado numa Chefe de secção - Coordena e controla o trabalho numa
aplicação particular da psicologia, como, por exemplo, o secção administrativa.
diagnóstico e tratamento de desvios de personalidade e de Contabilista - Organiza e dirige os serviços de contabi-
inadaptações sociais, em problemas psicológicos que surgem lidade e dá conselhos sobre problemas de natureza conta-
durante a educação e o desenvolvimento das crianças e jo- bilística; estuda a planificação dos circuitos contabilísticos,
vens ou em problemas psicológicos de ordem profissional, analisando os diversos sectores da actividade da empresa,
tais como os da selecção, formação e orientação profissional de forma a assegurar uma recolha de elementos precisos,
dos trabalhadores, e ser designado em conformidade. com vista à determinação de custos e resultados de explora-
Sociólogo - Estuda a origem, evolução, estrutura, carac- ção; elabora o plano de contas a utilizar para a obtenção dos
terísticas e interdependências das sociedades humanas. In- elementos mais adequados à gestão económico-financeira e
terpreta as condições e transformações do meio sociocultural cumprimento da legislação comercial e fiscal; supervisiona
em que o indivíduo age e reage para determinar as incidên- a escrituração dos registos e livros de contabilidade, coor-
cias de tais condições e transformações sobre os comporta- denando, orientando e dirigindo os empregados encarrega-
mentos individuais e de grupo; analisa os processos de for- dos dessa execução; fornece os elementos contabilísticos
mação, evolução e extinção dos grupos sociais e investiga necessários à definição da política orçamental e organiza e
os tipos de comunicação e interacção que neles e entre eles assegura o controlo de execução do orçamento; elabora ou
se desenvolvem; investiga de que modo todo e qualquer tipo certifica os balancetes e outras informações contabilísticas
de manifestação da actividade humana influencia e depen- a submeter à administração ou a fornecer a serviços públi-

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cos; procede ao apuramento de resultados, dirigindo o en- com fornecedores e ou clientes que obriguem à tomada de
cerramento das contas e a elaboração do respectivo balanço, decisões correntes, ou executando as tarefas mais exigentes
que apresenta e assina; elabora o relatório explicativo que da secção; colabora directamente com o chefe da secção e
acompanha a apresentação de contas ou fornece indicações no impedimento deste coordena ou controla as tarefas de um
para essa elaboração; efectua as revisões contabilísticas ne- nível de trabalhadores administrativos ou actividades afins.
cessárias, verificando os livros ou registos para se certificar Estagiário - Auxilia os escriturários ou outros trabalha-
da correcção da respectiva escrituração. Pode subscrever a dores de escritório, preparando-se para o exercício das fun-
escrita da instituição e nesse caso é-lhe atribuído o título pro- ções que vier a assumir.
fissional de técnico de contas. Guarda-livros - Ocupa-se da escrituração de registos ou
Director de serviços - Estuda, organiza e dirige, nos li- de livros de contabilidade, gerais ou especiais, selados ou
mites dos poderes de que está investido, as actividades da não selados, analíticos e sintéticos, executando, nomeada-
instituição; colabora na determinação da política da institui- mente, trabalhos contabilísticos relativos ao balanço anual
ção; planeia a utilização mais conveniente da mão-de-obra, e apuramento dos resultados de exploração e do exercício;
equipamento, materiais, instalações e capitais; orienta, dirige colabora nos inventários das existências; prepara ou manda
e fiscaliza a actividade da instituição segundo os planos es- preparar extractos de contas simples ou com juros e executa
tabelecidos, a política adoptada e as normas e regulamentos trabalhos conexos; superintende nos respectivos serviços e
prescritos; cria e mantém uma estrutura administrativa que tem a seu cargo a elaboração dos balanços e a escrituração
permita explorar e dirigir a instituição de maneira eficaz; co- dos livros selados, sendo responsável pela boa ordem e exe-
labora na fixação da política financeira e exerce a verificação cução dos trabalhos. Pode subscrever a escrita da instituição
dos custos. e nesse caso é-lhe atribuído o título profissional de técnico
Documentalista - Organiza o núcleo de documentação de contas.
e assegura o seu funcionamento ou, inserido num departa- Operador de computador - Opera e controla o computa-
mento, trata a documentação tendo em vista as necessidades dor através do seu órgão principal, prepara-o para a execução
de um ou mais sectores da instituição; faz a selecção, com- dos programas e é responsável pelo cumprimento dos prazos
pilação, codificação e tratamento da documentação; elabora previstos para cada operação, ou seja, não é apenas um mero
resumos de artigos e de documentos importantes e estabelece utilizador, mas encarregado de todo o trabalho de tratamento
a circulação destes e de outros documentos pelos diversos e funcionamento do computador; vigia o tratamento da infor-
sectores da instituição; organiza e mantém actualizados os mação; prepara o equipamento consoante os trabalhos a exe-
ficheiros especializados; promove a aquisição da documen- cutar pelo escriturário e executa as manipulações necessárias
tação necessária aos objectivos a prosseguir; faz arquivo e ou e mais sensíveis; retira o papel impresso, corrige os possíveis
registo de entrada e saída da documentação. erros detectados, anota os tempos utilizados nas diferentes
Escriturário - Executa várias tarefas, que variam conso- máquinas e mantém actualizados os registos e os quadros
ante a natureza e importância do escritório onde trabalha; relativos ao andamento dos diferentes trabalhos. Responde
redige relatórios, cartas, notas informativas e outros docu- directamente e perante o chefe hierárquico respectivo por to-
mentos, manualmente ou à máquina, dando-lhe o seguimen- das as tarefas de operação e controlo informático.
to apropriado; examina o correio recebido, separa-o, classifi- Operador de máquinas auxiliares - Opera com máquinas
ca-o e compila os dados que são necessários para preparar as auxiliares de escritório, tais como fotocopiadores e duplica-
respostas; elabora, ordena e prepara os documentos relativos dores, com vista à reprodução de documentos, máquinas de
à encomenda, distribuição, facturação e realização das com- imprimir endereços e outras indicações análogas e máquinas
pras e vendas; recebe pedidos de informação e transmite-os de corte e separação de papel.
à pessoa ou serviços competentes; põe em caixa os paga- Operador de processamento de texto - Escreve cartas,
mentos de contas e entregas recebidos; escreve em livros notas e textos baseados em documentos escritos ou infor-
as receitas e despesas, assim como outras operações conta- mações, utilizando máquina de escrever ou processador de
bilísticas; estabelece o extracto das operações efectuadas e texto; revê a documentação a fim de detectar erros e procede
de outros documentos para informação superior; atende os às necessárias correcções; opera fotocopiadoras ou outros
candidatos às vagas existentes e informa-os das condições de equipamentos a fim de reproduzir documentos, executa ta-
admissão e efectua registos do pessoal; preenche formulários refas de arquivo.
oficiais relativos ao pessoal ou à instituição; ordena e arqui- Recepcionista - Recebe clientes e orienta o público,
va notas de livrança, recibos, cartas ou outros documentos e transmitindo indicações dos respectivos departamentos; as-
elabora dados estatísticos; escreve à máquina e opera com siste na portaria, recebendo e atendendo visitantes que pre-
máquinas de escritório; prepara e organiza processos; presta tendam encaminhar-se para qualquer secção ou atendendo
informações e outros esclarecimentos aos utentes e ao públi- outros visitantes com orientação das suas visitas e transmis-
co em geral. são de indicações várias.
Escriturário principal/subchefe de secção - Executa as Secretário - Ocupa-se de secretariado específico da ad-
tarefas mais exigentes que competem ao escriturário, no- ministração ou direcção da instituição; redige actas das
meadamente tarefas relativas a determinados assuntos de reuniões de trabalho, assegura, por sua própria iniciativa, o
pessoal, de legislação ou fiscais, apuramentos e cálculos trabalho de rotina diária do gabinete; providencia pela reali-
contabilísticos e estatísticos complexos e tarefas de relação zação de assembleias gerais, reuniões de trabalho, contratos

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e escrituras. 1- Trabalha directamente com os utentes, quer individual-


Secretário-geral - Dirige exclusivamente, na dependên- mente, quer em grupo, tendo em vista o seu bem-estar, pelo
cia da direcção, administração ou da mesa administrativa da que executa a totalidade ou parte das seguintes tarefas:
instituição, todos os seus serviços; apoia a direcção, prepa- a) Recebe os utentes e faz a sua integração no período ini-
rando as questões a por ela decidir. cial de utilização dos equipamentos ou serviços;
Tesoureiro - Superintende os serviços da tesouraria, em b) Procede ao acompanhamento diurno e ou nocturno
escritórios em que haja departamento próprio, tendo a res- dos utentes, dentro e fora dos estabelecimentos e serviços,
ponsabilidade dos valores da caixa que lhe estão confiados; guiando-os, auxiliando-os, estimulando-os através da con-
verifica as diversas caixas e confere as respectivas existên- versação, detectando os seus interesses e motivações e parti-
cias; prepara os fundos para serem depositados nos bancos e cipando na ocupação de tempos livres;
toma as disposições necessárias para levantamentos; verifica c) Assegura a alimentação regular dos utentes;
periodicamente se o montante do valor em caixa coincide d) Recolhe e cuida dos utensílios e equipamentos utiliza-
com o que os livros indicam. Pode, por vezes, autorizar cer- dos nas refeições;
tas despesas e executar outras tarefas relacionadas com ope- e) Presta cuidados de higiene e conforto aos utentes e co-
rações financeiras. labora na prestação de cuidados de saúde que não requei-
ram conhecimentos específicos, nomeadamente, aplicando
Trabalhadores da agricultura cremes medicinais, executando pequenos pensos e admi-
nistrando medicamentos, nas horas prescritas e segundo as
Ajudante de feitor - Coadjuva o feitor e substitui-o na sua instruções recebidas;
ausência. f) Substitui as roupas de cama e da casa de banho, bem
Capataz - Coordena e controla as tarefas executadas por como o vestuário dos utentes, procede ao acondicionamento,
um nível de trabalhadores agrícolas; executa tarefas do mes- arrumação, distribuição, transporte e controlo das roupas la-
mo tipo das realizadas pelos trabalhadores que dirige. vadas e à recolha de roupas sujas e sua entrega na lavandaria;
Caseiro - Superintende, de acordo com as instruções da g) Requisita, recebe, controla e distribui os artigos de hi-
entidade empregadora, trabalhadores contratados com carác- giene e conforto;
ter eventual, apenas para satisfazer necessidades de semen- h) Reporta à instituição ocorrências relevantes no âmbito
teiras e colheita; executa, quando necessário, trabalhos ine- das funções exercidas.
rentes à produção de produtos agrícolas e hortícolas. Habita 2- Caso a instituição assegure apoio domiciliário, compete
em casa situada em determinada propriedade ou exploração, ainda ao ajudante de acção directa providenciar pela manu-
tendo a seu cargo zelar por ela. tenção das condições de higiene e salubridade do domicílio
Encarregado de exploração ou feitor - Coordena a exe- dos utentes.
cução dos trabalhos de todos os sectores da exploração agrí- 3- Sempre que haja motivo atendível expressamente invo-
cola, pecuária ou silvícola, sendo o responsável pela gestão cado pelo utente, pode a instituição dispensar o trabalhador
da respectiva exploração. da prestação de trabalho no domicílio daquele.
Guarda de propriedades ou florestal - Tem a seu cargo Ajudante de acção educativa - Participa nas actividades
a vigilância dos terrenos agrícolas e florestais, bem como as sócio-educativas; ajuda nas tarefas de alimentação, cuidados
respectivas culturas. de higiene e conforto directamente relacionados com a crian-
Hortelão ou trabalhador horto florícola - Executa os ça; vigia as crianças durante o repouso e na sala de aula;
mais diversos trabalhos de horticultura e floricultura, tais assiste as crianças nos transportes, nos recreios, nos passeios
como regas, adubações, mondas, arranque ou apanha de pro- e visitas de estudo.
dutos hortícolas e de flores. Ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de-
Jardineiro - Ocupa-se do arranjo e conservação dos jar- ficiência - Procede ao acompanhamento diurno ou nocturno
dins. dos utentes, dentro e fora do serviço ou estabelecimento;
Operador de máquinas agrícolas - Conduz e manobra participa na ocupação de tempos livres; apoia a realização
uma ou mais máquinas e alfaias agrícolas e cuida da sua ma- de actividades sócio-educativas; auxilia nas tarefas de ali-
nutenção e conservação mecânica. mentação dos utentes; apoia-os nos trabalhos que tenham de
Trabalhador agrícola - Executa, no domínio da explora- realizar.
ção agro-pecuária e silvícola, todas as tarefas necessárias ao Ajudante de ocupação - Desempenha a sua actividade
seu funcionamento que não exijam especialização. junto de crianças em idade escolar, com vista à sua ocupação
Tratador ou guardador de gado - Alimenta, trata e guar- durante o tempo deixado livre pela escola, proporcionando-
da o gado bovino, equino, suíno ou ovino, procede à limpe- -lhes ambiente adequado e actividades de carácter educativo
za das instalações e dos animais e, eventualmente, zela pela e recreativo, segundo o plano de actividades apreciado pela
conservação de vedações. É designado por maioral ou cam- técnica de actividades de tempos livres. Colabora no atendi-
pino quando maneia gado bravo. mento dos pais das crianças.
Auxiliar de acção médica - Assegura o serviço de men-
Trabalhadores de apoio sageiro e procede à limpeza específica dos serviços de acção
Ajudante de acção directa: médica; prepara e lava o material dos serviços técnicos; pro-
cede ao acompanhamento e transporte de doentes em camas,

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

macas, cadeiras de rodas ou a pé, dentro e fora do hospital; la o serviço e o pessoal de um sector do armazém.
assegura o serviço externo e interno de transporte de me- Fiel de armazém - Superintende nas operações de entrada
dicamentos e produtos de consumo corrente necessários ao e saída de mercadorias e ou materiais no armazém, executa
funcionamento dos serviços; procede à recepção, arrumação ou fiscaliza os respectivos documentos e responsabiliza-se
de roupas lavadas e à recolha de roupas sujas e suas entre- pela arrumação e conservação das mercadorias e ou mate-
gas, prepara refeições ligeiras nos serviços e distribui dietas riais; comunica os níveis de stocks; colabora na realização
(regime geral e dietas terapêuticas); colabora na prestação de de inventários.
cuidados de higiene e conforto aos doentes, sob orientação
do pessoal de enfermagem; transporta e distribui as balas de Trabalhadores de construção civil
oxigénio e os materiais esterilizados pelos serviços de acção
médica. Auxiliar menor - É o trabalhador sem qualquer especiali-
Auxiliar de laboratório - Lava, prepara e esteriliza o ma- zação profissional com idade inferior a 18 anos.
terial de uso corrente; faz pequenos serviços externos refe- Capataz - É o trabalhador designado de um nível de indi-
rentes ao funcionamento do laboratório. ferenciados para dirigir os mesmos.
Maqueiro - Procede ao acompanhamento e transporte Carpinteiro de limpos - Trabalha em madeiras, incluindo
de doentes a pé, de cama, maca ou cadeira, para todos os os respectivos acabamentos no banco de oficina ou na obra.
serviços de internamento, vindos dos serviços de urgência Carpinteiro de tosco ou cofragem - Executa e monta es-
ou das consultas externas; efectua o transporte de cadáveres; truturas de madeira sem moldes para fundir betão.
colabora com os respectivos serviços na realização dos trâ- Encarregado fiscal - Fiscaliza as diversas frentes de obras
mites administrativos relacionados com as suas actividades; em curso, verificando o andamento dos trabalhos, comparan-
procede à limpeza das macas. do-os com o projecto inicial e o caderno de encargos.
Encarregado de obras - Superintende na execução de
uma obra, sendo responsável pela gestão dos recursos huma-
Trabalhadores auxiliares
nos e materiais à sua disposição.
Trabalhador auxiliar (serviços gerais) - Procede à lim- Estucador - Executa esboços, estuques e lambris e res-
peza e arrumação das instalações; assegura o transporte de pectivos alinhamentos.
alimentos e outros artigos; serve refeições em refeitórios; Pedreiro - Executa alvenarias de tijolos, pedras ou blo-
desempenha funções de estafeta e procede à distribuição de cos; faz assentamento de manilhas, tubos ou cantarias, rebo-
correspondência e valores por protocolo; efectua o transporte cos ou outros trabalhos similares ou complementares. Pode
de cadáveres; desempenha outras tarefas não específicas que ser designado por trolha.
se enquadrem no âmbito da sua categoria profissional e não Pintor - Executa qualquer trabalho de pintura; procede ao
excedam o nível de indiferenciação em que esta se integra. assentamento de vidros.
Servente - Executa tarefas não específicas.
Trabalhadores de comércio e armazém
Enfermeiros
Caixa de balcão - Efectua o recebimento das importân-
cias devidas por fornecimento; emite recibos e efectua o re- Enfermeiro - Presta cuidados de enfermagem aos doen-
gisto das operações em folhas de caixa. tes, em várias circunstâncias, em estabelecimentos de saúde
Caixeiro - Vende mercadorias directamente ao público, e de assistência; administra os medicamentos e tratamentos
fala com o cliente no local de venda e informa-se do género prescritos pelo médico, de acordo com normas de serviço e
de produtos que este deseja, anuncia o preço e esforça-se por técnicas reconhecidas na profissão; colabora com os médicos
concluir a venda; recebe encomendas; colabora na realização e outros técnicos de saúde no exercício da sua profissão.
dos inventários. Enfermeiro-chefe - Coordena os serviços de enfermagem.
Caixeiro-chefe de secção - Coordena e orienta o serviço Enfermeiro especialista - Executa as funções fundamen-
de uma secção especializada de um sector de vendas. tais de enfermeiro mas num campo circunscrito a determina-
Caixeiro-encarregado - Coordena e controla o serviço e do domínio clínico, possuindo para tal formação específica
o pessoal de balcão. em especialidade legalmente instituída. Pode ser designado
Empregado de armazém - Cuida da arrumação das mer- segundo a especialidade.
cadorias ou produtos nas áreas de armazenamento; acondi- Enfermeiro supervisor - Colabora com o enfermeiro di-
ciona e ou desembala por métodos manuais ou mecânicos; rector na definição dos padrões de cuidados de enfermagem
procede à distribuição das mercadorias ou produtos pelos para o estabelecimento ou serviços; orienta os enfermeiros-
sectores de venda ou de utilização; fornece, no local de ar- -chefes na definição de normas e critérios para a prestação
mazenamento, mercadorias ou produtos contra a entrega de dos cuidados de enfermagem e na avaliação da qualidade dos
requisição; assegura a limpeza das instalações; colabora na cuidados de enfermagem prestados; promove o intercâmbio
realização de inventários. das experiências dos enfermeiros-chefes, coordenando reu-
Encarregado de armazém - Coordena e controla o servi- niões periódicas; avalia os enfermeiros-chefes e participa na
ço e o pessoal de armazém. avaliação de enfermeiros de outras categorias; participa nas
Encarregado do sector de armazém - Coordena e contro- comissões de escolha de material e equipamento a adquirir

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para a prestação de cuidados; elabora o plano de acção anu- Praticante - Inicia-se na execução de actos inerentes ao
al articulado com os enfermeiros-chefes do seu sector, bem exercício farmacêutico, exceptuando a venda de medica-
como o respectivo relatório. mentos e a venda dos que exijam a apresentação de receita
médica, consoante se encontre no 1.º ou 2.º ano.
Trabalhadores de farmácia
Trabalhadores com funções de chefia nos serviços gerais
A) Farmacêuticos
Chefe dos serviços gerais - Organiza e promove o bom
Director técnico - Assume a responsabilidade pela execu-
funcionamento dos serviços gerais; superintende a coorde-
ção de todos os actos farmacêuticos praticados na farmácia,
nação geral de todas as chefias da área dos serviços gerais.
cumprindo-lhe respeitar e fazer respeitar os regulamentos
Encarregado (serviços gerais) - Coordena e orienta a ac-
referentes ao exercício da profissão farmacêutica, bem como
tividade dos trabalhadores da área dos serviços gerais sob a
as regras da deontologia, por todas as pessoas que trabalham
sua responsabilidade.
na farmácia ou que têm qualquer relação com ela; presta ao
Encarregado geral (serviços gerais) - Coordena e orienta
público os esclarecimentos por ele solicitados, sem prejuízo
a actividade dos trabalhadores da área dos serviços gerais
da prescrição médica e fornece informações ou conselhos so-
sob a sua responsabilidade.
bre os cuidados a observar com a utilização dos medicamen-
Encarregado de sector - Coordena e distribui o pessoal
tos, aquando da entrega dos mesmos, sempre que, no âmbito
do sector de acordo com as necessidades dos serviços; veri-
das suas funções, o julgue útil ou conveniente; mantém os
fica o desempenho das tarefas atribuídas; zela pelo cumpri-
medicamentos e substâncias medicamentosas em bom esta-
mento das regras de segurança e higiene no trabalho; requi-
do de conservação, de modo a serem fornecidos nas devidas
sita produtos indispensáveis ao normal funcionamento dos
condições de pureza e eficiência; diligencia no sentido de
serviços; verifica periodicamente os inventários e as existên-
que sejam observadas boas condições de higiene e segurança
cias e informa superiormente das necessidades de aquisição,
na farmácia; presta colaboração às entidades oficiais e pro-
reparação ou substituição dos bens ou equipamentos; man-
move as medidas destinadas a manter um aprovisionamento
tém em ordem o inventário do respectivo sector.
suficiente de medicamentos.
Encarregado de serviços gerais - Organiza, coordena
Farmacêutico - Coadjuva o director técnico no exercício
e orienta a actividade desenvolvida pelos encarregados de
das suas funções e substitui-o nas suas ausências e impedi-
sector sob a sua responsabilidade; estabelece, em colabora-
mentos.
ção com os encarregados de sector, os horários de trabalho,
B) Profissionais de farmácia escalas e dispensas de pessoal, bem como o modo de funcio-
Técnico de farmácia - É o trabalhador que desenvolve namento dos serviços; mantém em ordem os inventários sob
actividades no circuito do medicamento, tais como análises a sua responsabilidade.
e ensaios farmacológicos, interpretação da prescrição tera-
pêutica e de fórmulas farmacêuticos, sua preparação, identi- Trabalhadores com funções pedagógicas
ficação e distribuição, controlo da conservação, distribuição
e stocks de medicamentos e outros produtos, informação e Auxiliar de educação - Elabora planos de actividade das
aconselhamento sobre o uso dos medicamentos. classes, submetendo-os à apreciação dos educadores de in-
Auxiliar de farmácia - Coadjuva o ajudante técnico de fância e colaborando com estes no exercício da sua activi-
farmácia, ou os técnicos de farmácia, sob controlo do farma- dade.
cêutico, nas tarefas que são cometidas àqueles trabalhadores Educador de estabelecimento - Exerce funções educati-
e já descritas, não podendo exercer autonomamente actos vas em estabelecimentos sócio-educativos, incluindo os diri-
farmacêuticos quer na farmácia quer nos postos de medica- gidos às pessoas com deficiência, prestando aos respectivos
mento. utilizadores todos os cuidados e orientações necessários ao
Ajudante de farmácia (residual) - Coadjuva o ajudante seu desenvolvimento físico, psíquico e afectivo.
técnico de farmácia, sob controlo do farmacêutico, nas tare- Educador de infância - Organiza e aplica os meios edu-
fas que são cometidas àquele trabalhador e já descritas, não cativos adequados em ordem ao desenvolvimento integral
podendo exercer autonomamente actos farmacêuticos quer da criança, nomeadamente psicomotor, afectivo, intelectual,
na farmácia quer nos postos de medicamento. social e moral; acompanha a evolução da criança e estabele-
Ajudante técnico de farmácia (residual) - Executa todos ce contactos com os pais no sentido de se obter uma acção
os actos inerentes ao exercício farmacêutico, sob controlo educativa integrada.
do farmacêutico; vende medicamentos ou produtos afins e Prefeito - Acompanha as crianças e os jovens, em regime
zela pela sua conservação; prepara manipulados, tais como de internato ou semi-internato, nas actividades diárias extra-
solutos, pomadas, xaropes e outros. (Os actuais postos de -aulas, refeições, sala de estudo, recreio, passeio, repouso,
trabalho desempenhados por trabalhadores com a categoria procurando consciencializá-los dos deveres de civilidade e
de ajudante de farmácia e ajudante técnico de farmácia são a bom aproveitamento escolar.
extinguir quando vagarem, não sendo admitidos para o futu- Professor - Exerce actividade pedagógica em estabeleci-
ro trabalhadores para as referidas categorias) mentos sócio-educativos.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Trabalhadores com funções técnicas -obra e dos materiais, assim como outras despesas de fabrico,
montagem, funcionamento, manutenção e reparação de apa-
Arquitecto - Concebe e projecta, segundo o seu sentido
relhagem eléctrica, e certifica-se de que o trabalho concluído
estético e intuição do espaço, mas tendo em consideração
corresponde às especificações dos cadernos de encargos e às
determinadas normas gerais e regulamentos, conjuntos urba-
normas de segurança.
nos e edificações; concebe o arranjo geral das estruturas e a
Engenheiro silvicultor - Estuda, concebe e orienta a exe-
distribuição dos diversos equipamentos com vista ao equilí-
cução de trabalhos relativos à cultura e conservação de ma-
brio técnico-funcional do conjunto, colaborando com outros
tas, à fixação de terrenos e à melhor economia da água; apli-
especialistas; faz planos pormenorizados e elabora o caderno
ca os processos de exploração que assegurem a renovação da
de encargos; executa desenhos e maquetas como auxiliar do
floresta; determina as medidas mais adequadas de protecção
seu trabalho; presta assistência técnica no decurso da obra
dos povoamentos florestais; faz pesquisas e ensaios, tendo
e orienta a execução dos trabalhos de acordo com as espe-
em vista a produção, selecção e dispersão de sementes e a
cificações do projecto. Elabora, por vezes, projectos para a
germinação das diferentes espécies; organiza e superinten-
reconstituição, transformação ou reparação de edifícios.
de a exploração de viveiros; indica as práticas adequadas
Conservador de museu - Organiza, adquire, avalia e
de desbaste, a fim de assegurar um rendimento máximo e
conserva em museu colecções de obras de arte, objectos de
permanente; orienta os trabalhos de exploração das madeiras
carácter histórico, científico, técnico ou outros; orienta ou
quando atingem a idade do aproveitamento.
realiza trabalhos de investigação nesses domínios e coordena
Pode dedicar-se a um campo específico de actividade, tal
a actividade dos vários departamentos do museu a fim de as-
como silvo-pastorícia, protecção e fomento de caça e pesca
segurar o seu perfeito funcionamento; procura tornar conhe-
(em águas interiores.)
cidas as obras de arte existentes, promovendo exposições, vi-
Engenheiro técnico (construção civil) - Projecta, orga-
sitas com fins educativos ou outros processos de divulgação;
niza, orienta e fiscaliza trabalhos relativos à construção de
organiza o intercâmbio das colecções entre museus e procura
edifícios, funcionamento e conservação de sistemas de dis-
obter por empréstimo peças de instituições particulares.
tribuição ou escoamento de águas para serviços de higiene,
Por vezes guia visitas de estudo e faz conferências sobre
salubridade e irrigação; executa as funções do engenheiro
as colecções existentes no museu.
civil no âmbito da sua qualificação profissional e dentro das
Consultor jurídico - Consulta, estuda e interpreta leis;
limitações impostas pela lei.
elabora pareceres jurídicos sobre assuntos pessoais, comer-
Engenheiro técnico agrário - Dirige trabalhos de natu-
ciais ou administrativos, baseando-se na doutrina e na juris-
reza agro-pecuária, pondo em execução processos eficien-
prudência.
tes para a concretização de programas de desenvolvimento
Engenheiro agrónomo - Estuda, concebe e orienta a exe-
agrícola; presta assistência técnica, indicando os processos
cução de trabalhos relativos à produção agrícola e faz pes-
mais adequados para obter uma melhor qualidade dos pro-
quisas e ensaios, de modo a obter um maior rendimento e
dutos e garantir a eficácia das operações agrícolas; estuda
uma melhor qualidade dos produtos. Pode dedicar-se a um
problemas inerentes à criação de animais, sua alimentação
campo específico de actividades, como, por exemplo, peda-
e alojamento para melhoramento de raças. Pode dedicar-se
gogia, genética, sanidade vegetal, construções rurais, hidráu-
a um campo específico da agricultura, como, por exemplo,
lica agrícola, horticultura, arboricultura, forragem, nutrição
zootecnia, hidráulica agrícola, viticultura, floricultura, hor-
animal e vitivinicultura.
ticultura e outros.
Engenheiro civil (construção de edifícios) - Concebe e
Engenheiro técnico (electromecânica) - Estuda, concebe
elabora planos de estruturas de edificações e prepara, organi-
e projecta diversos tipos de instalações eléctricas e equipa-
za e superintende a sua construção, manutenção e reparação;
mentos de indústria mecânica; prepara e fiscaliza a sua fabri-
executa os cálculos, assegurando a resistência e estabilida-
cação, montagem, funcionamento e conservação; executa as
de da obra considerada e tendo em atenção factores como
funções de engenheiro electrotécnico ou engenheiro mecâ-
a natureza dos materiais de construção a utilizar, pressões
nico no âmbito da sua qualificação profissional e dentro das
de água, resistência aos ventos e mudanças de temperatura;
limitações impostas por lei.
consulta outros especialistas, como engenheiros mecânicos,
Técnico superior de laboratório - Planeia, orienta e su-
electrotécnicos e químicos, arquitectos e arquitectos paisa-
pervisiona o trabalho técnico de um ou mais sectores do la-
gistas, no que respeita a elementos técnicos e a exigências
boratório; testa e controla os métodos usados na execução
de ordem estética; concebe e realiza planos de obras e esta-
das análises; investiga e executa as análises mais complexas,
belece um orçamento, planos de trabalho e especificações,
de grande responsabilidade e de nível técnico altamente es-
indicando o tipo de materiais, máquinas e outro equipamento
pecializado.
necessário; consulta os clientes e os serviços públicos a fim
Veterinário - Procede a exames clínicos, estabelece diag-
de obter a aprovação dos planos; prepara o programa e dirige
nósticos e prescreve ou administra tratamentos médicos ou
as operações à medida que os trabalhos prosseguem.
cirúrgicos para debelar ou prevenir doenças dos animais;
Engenheiro electrotécnico - Estuda, concebe e estabele-
acompanha a evolução da doença e introduz alterações no
ce planos ou dá pareceres sobre instalações e equipamentos
tratamento, sempre que necessário; estuda o melhoramento
e estabelece planos de execução, indicando os materiais a
das espécies animais, seleccionando reprodutores e estabe-
utilizar e os métodos de fabrico; calcula o custo da mão-de-
lecendo as rações e tipos de alojamento mais indicados em

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

função da espécie e raça, idade e fim a que os animais se des- cadernador.


tinam; indica aos proprietários dos animais as medidas sani- Fotocompositor - Opera uma máquina de composição
tárias tomar, o tipo de forragens ou outros alimentos a utili- mecânica a frio; carrega a câmara fotográfica; regula o com-
zar e os cuidados de ordem genérica; examina animais que ponedor e dispositivos de justificação; assegura o tipo de le-
se destinam ao matadouro e inspecciona os locais de abate tra, espaços e disposições do original da maqueta; corrige a
e os estabelecimentos onde são preparados ou transforma- luz e elimina linhas incorrectas. Em algumas unidades, ter-
dos alimentos de origem animal, providenciando no sentido minada a operação ou exposto todo o filme, envia-o para o
de garantir as condições higiénicas necessárias; inspecciona laboratório. Zela pela conservação e lubrificação.
alimentos de origem animal que se destinam ao consumo Fotógrafo - Fotografa ilustrações ou textos para obter
público, para se certificar que estão nas condições exigidas. películas tramadas ou não, destinadas à sensibilidade de cha-
pas metálicas para impressão a uma cor ou mais; avalia com
Trabalhadores gráficos densitómetro as densidades máxima e mínima dos motivos
e calcula coeficientes de correcção; calcula os factores para
Compositor manual - Combina tipos, filetes, vinhetas e cada cor em trabalhos a cor e utiliza os filtros adequados para
outros materiais tipográficos; dispõe ordenadamente textos, obter os negativos de selecção nas cores base; revela, fixa,
fotografias, gravuras, composição mecânica; efectua a pagi- lava e sobrepõe tramas adequadas e tira positivos tramados;
nação, distribuindo a composição por páginas, numerando- utiliza equipamento electrónico para o desempenho das suas
-as ordenadamente e impondo-as para a sua impressão; funções.
concebe e prepara a disposição tipográfica nos trabalhos de Impressor (litografia) - Regula e assegura o funciona-
fantasia; faz todas as emendas e alterações necessárias; faz mento e vigia uma máquina de imprimir folhas ou bobinas
a distribuição após a impressão. A operação de composição de papel, ou folha-de-flandres, indirectamente, a partir de
pode ser efectuada utilizando máquina adequada (exemplo, uma chapa fotolitografada e por meio de um cilindro reves-
ludlouw), que funde, através da junção de matrizes, linhas tido de borracha; imprime em plano directamente folhas de
blocos, a que junta entrelinhas e material branco, que pode papel ou chapas de folha-de-flandres; faz o alceamento; esti-
ter de cortar utilizando serra mecânica, destinando-se geral- ca a chapa; abastece de tinta e água máquina; providencia a
mente para títulos, notícias e anúncios. alimentação do papel; regula a distribuição de tinta; examina
Compositor mecânico (linotipista) - Opera uma máquina as provas e a perfeição do ponto nas meias tintas; efectua
de composição mecânica a quente (tipo linotype ou inter- correcções e afinações necessárias; regula a marginação; vi-
type); executa composição mecânica, regulando e accionan- gia a tiragem; assegura a lavagem dos tinteiros tomadores
do a máquina dentro das mesmas regras tipográficas; tecla e distribuidores nos trabalhos a cores; efectua impressões
um original que recebe com indicações, ou ele mesmo as sucessivas ou utiliza máquinas com diferentes corpos de im-
faz, sobre a medida, corpo e tipo de letra; regula o molde pressão, ajustando as chapas pelas miras ou traços dos mo-
expulsor, mordente, navalhas e componedor; liga o sistema tivos; prepara as tintas que utiliza, dando tonalidades e grau
de arrefecimento e regula a posição do armazém de matriz de fluidez e secante adequado à matéria a utilizar; tira prova
pretendido; verifica a qualidade de fundição e vigia o rea- em prelos mecânicos.
bastecimento normal da caldeira com metal; retira o granel Impressor tipográfico - Regula e assegura o funciona-
acumulado na galé; zela pela conservação e lubrifica regu- mento e vigia uma máquina de imprimir por meio de com-
larmente a máquina; resolve os problemas resultantes de posição tipográfica; uniformiza a altura da composição,
acidente ou avaria com carácter normal que impeçam o fun- efectua os ajustamentos necessários na justificação e aperto
cionamento. da forma; faz a almofada e regula a distância, a pressão e a
Costureiro de encadernação - Cose manual e ordenada- tintagem para uma distribuição uniforme; corrige a afinação
mente os cadernos que constituem o livro, ligando-os uns aos da máquina e efectua os alceamentos necessários; ajusta os
outros, de modo a constituírem um corpo único; informa-se alceamentos sob a composição ou almofada; regula os dis-
do tipo de costura pretendido e verifica se a obra está apta positivos de aspiração; prepara as tintas que utiliza; executa
a ser cosida e disposta ordenadamente. Pode ainda exercer trabalhos a mais de uma cor, acertando as diversas impres-
funções de operador de máquina de coser. sões pelos motivos ou referências; assegura a manutenção
Encadernador - Executa a totalidade ou as principais ta- da máquina. Pode ser especializado num tipo particular de
refas de que se decompõe o trabalho de encadernação; vigia máquina.
e orienta a dobragem, alceamento e passagem à letra; abre os Montador - Monta manualmente ou com ajuda mecânica
sulcos do tipo de costura e dimensão da obra; faz o lombo e os clichés nos cilindros das máquinas de impressão.
o revestimento; prepara previamente as peles; prepara e cola Operador manual - Auxilia directamente os operadores
as guardas; confecciona ainda álbuns, pastas de secretária, das máquinas de acabamentos; procede a operações manuais
caixas de arquivo e outros artigos e obras de encadernação; sobre bancadas ou mesas de escolha, tais como contagem,
dá às peles diferentes tonalidades e efeitos; encaderna livros escolha ou embalagem de trabalhos expressos; faz a retira-
usados ou restaura obras antigas; gofra ou aplica títulos e ção junto às esquinas de imprimir ou desintercalar nas me-
desenhos a ouro por meio de balancé. sas; efectua correcções manuais a defeitos ou emendas.
Encadernador-dourador - Desempenha a generalidade Operador de máquinas (encadernação ou acabamen-
das funções referidas quer para o dourador quer para o en- tos) - Regula e conduz uma máquina de encadernação ou de

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acabamentos: dobra, cose, alça (folhas ou cadernos), encasa, -os e confecciona os doces destinados às refeições, quando
brocha, pauta, plastifica, enverniza, doura (por purpurina, não haja pasteleiro; executa ou zela pela limpeza da cozinha
por película ou em balancé), executa colagem ou contracola- e dos utensílios.
gem; observa a perfeição do trabalho e corrige-o sempre que Cozinheiro-chefe - Organiza, coordena, dirige e verifica
necessário; assegura a manutenção. Pode operar máquinas os trabalhos de cozinha; elabora ou contribui para a elabo-
polivalentes. ração das ementas, tendo em atenção a natureza e o número
Perfurador de fotocomposição - Perfura, numa unidade de pessoas a servir, os víveres existentes ou susceptíveis de
de compor com teclado próprio, fita de papel, fita magnética aquisição e requisita às secções respectivas os géneros de
ou outro suporte adequado, composição justificada ou sem que necessita para a sua confecção; dá instruções ao pessoal
qualquer justificação, destinada a codificação e revelação; de cozinha sobre a preparação e confecção dos pratos, tipos
monta a unidade de contagem segundo o tipo de letra; abas- de guarnição e quantidades a servir; acompanha o andamen-
tece a máquina; retira a fita perfurada. to dos cozinhados e assegura-se da perfeição dos pratos e
Restaurador de folhas - Restaura pergaminhos e folhas da sua concordância com o estabelecido; verifica a ordem e
de papel manuscritos e impressos; limpa folhas e procede ao a limpeza de todas as secções de pessoal e mantém em dia
restauro, aplicando pedaços de pergaminho e papel japonês o inventário de todo o material de cozinha; é responsável
e dando-lhe a tonalidade adequada, faz a pré-encadernação pela conservação dos alimentos entregues na cozinha; é en-
dos livros. carregado do aprovisionamento da cozinha e de elaborar um
Teclista monotipista - Perfura, em papel, uma memória registo diário dos consumos; dá informações sobre quantida-
de código para o comando das fundidoras-compositoras; tem des necessárias às confecções dos pratos e ementas; é ainda
conhecimentos básicos de composição manual, prepara o te- o responsável pela elaboração das ementas do pessoal e pela
clado, através de indicações recebidas no original ou que ele boa confecção das respectivas refeições qualitativa e quan-
mesmo faz, sobre medida, corpo e operações de regular o titativamente.
tambor de justificação, caixa de calibragem e outros acessó- Despenseiro - Armazena, conserva e distribui géneros
rios e elementos eventuais para o trabalho a realizar; elabora alimentícios e outros produtos; recebe produtos e verifica se
um memorando dos intermediários utilizados na perfuração, coincidem em quantidade e qualidade com os discriminados
a fim de o fundidor introduzir as matrizes necessárias para a nas notas de encomenda; arruma-os em câmaras frigoríficas,
fundição; retira a fita perfurada para a entregar ao fundidor; tulhas, salgadeiras, prateleiras e outros locais apropriados;
procede às operações de manutenção, limpeza e lubrificação. cuida da sua conservação, protegendo-os convenientemente;
Transportador - Transporta, por meio de prensa adequa- fornece, mediante requisição, os produtos que lhe sejam so-
da, motivos, textos ou desenhos, em gravura, para um papel- licitados; mantém actualizados os registos; verifica periodi-
-matriz resinoso (flan), que depois molda, através da pressão camente as existências e informa superiormente das necessi-
e do calor em máquina adequada, num cliché de borracha dades de aquisição; efectua a compra de géneros de consumo
vulcanizada ou termoplásticos; elimina resíduos e verifica a diário e outras mercadorias ou artigos diversos.
altura da gravação e espessura do cliché. Empregado de balcão - Ocupa-se do serviço de balcão,
servindo directamente as preparações de cafetaria, bebidas e
Trabalhadores de hotelaria doçaria para consumo no local; cobra as respectivas impor-
tâncias e observa as regras de controlo aplicáveis; colabora
Ajudante de cozinheiro - Trabalha sob as ordens de um nos trabalhos de asseio e higiene e na arrumação da secção;
cozinheiro, auxiliando-o na execução das suas tarefas; limpa elabora os inventários periódicos das existências da mesma
e corta legumes, carnes, peixe ou outros alimentos; prepara secção.
guarnições para os pratos; executa e colabora nos trabalhos Empregado de mesa - Serve refeições, limpa os aparado-
de arrumação e limpeza da sua secção; colabora no serviço res e guarnece-os com todos os utensílios necessários; põe
de refeitório. a mesa, colocando toalhas e guardanapos, pratos, talheres,
Chefe de compras/ecónomo - Procede à aquisição de gé- copos e recipientes com condimentos; apresenta a ementa
neros, mercadorias e outros artigos, sendo responsável pelo e fornece, quando solicitadas, indicações acerca dos vários
regular abastecimento da instituição; armazena, conserva, tipos de pratos e vinhos; anota os pedidos ou fixa-os men-
controla e fornece às secções as mercadorias e artigos neces- talmente e transmite-os às secções respectivas; serve os di-
sários ao seu funcionamento; procede à recepção dos artigos versos pratos, os vinhos e outras bebidas; retira e substitui a
e verifica a sua concordância com as respectivas requisições; roupa e a louça servidas; recebe a conta ou envia-a à secção
organiza e mantém actualizados os ficheiros de mercadorias respectiva para debitar; levanta ou manda levantar as mesas.
à sua guarda, pelas quais é responsável; executa ou colabora Empregado de quartos/camaratas/enfermarias - Arruma
na execução de inventários periódicos. e limpa os quartos de um andar/camaratas ou enfermarias,
Cozinheiro - Prepara, tempera e cozinha os alimentos bem como os respectivos acessos, e transporta a roupa ne-
destinados às refeições; elabora ou contribui para a confec- cessária para o efeito; serve refeições nos quartos e enfer-
ção das ementas; recebe os víveres e outros produtos neces- marias.
sários à sua confecção, sendo responsável pela sua conserva- Empregado de refeitório - Executa nos diversos sectores
ção; amanha o peixe, prepara os legumes e a carne e procede de um refeitório trabalhos relativos ao serviço de refeições;
à execução das operações culinárias; emprata-os, guarnece- prepara as salas, levando e dispondo mesas e cadeiras da for-

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ma mais conveniente; coloca nos balcões e nas mesas pão, Engomador - Ocupa-se dos trabalhos de passar a ferro e
fruta, sumos e outros artigos de consumo; recebe e distribui dobrar as roupas; assegura outros trabalhos da secção.
refeições; levanta tabuleiros das mesas e transporta-os para a Lavadeiro - Procede à lavagem manual ou mecânica das
copa; lava as louças, recipientes e outros utensílios; procede roupas de serviço e dos utentes; engoma a roupa, arruma-a e
a serviços de preparação de refeições, embora não as confec- assegura outros trabalhos da secção.
cionando. Executa ainda os serviços de limpeza e asseio dos Roupeiro - Ocupa-se do recebimento, tratamento, arru-
diversos sectores. mação e distribuição das roupas; assegura outros trabalhos
Encarregado de refeitório - Organiza, coordena, orienta da secção.
e vigia os serviços de um refeitório e requisita os géneros,
utensílios e quaisquer outros produtos necessários ao nor- Trabalhadores de madeiras, mobiliário e decoração
mal funcionamento dos serviços; fixa ou colabora no esta-
belecimento das ementas, tomando em consideração o tipo Bordadeira (tapeçarias) - Borda tapeçarias, seguindo
de trabalhadores a que se destinam e o valor dietético dos padrões e técnicas determinados, com pontos diversos, utili-
alimentos; distribui as tarefas ao pessoal, velando pelo cum- zando uma tela de base. Pode dedicar-se a um tipo de ponto,
primento das regras de higiene, eficiência e disciplina; veri- sendo designado em conformidade, como, por exemplo, bor-
fica a qualidade e quantidade das refeições; elabora mapas dadeira de tapetes de Arraiolos.
explicativos das refeições fornecidas, para posterior conta- Carpinteiro - Constrói, monta e repara estruturas de ma-
bilização; é encarregado de receber os produtos e verificar deira e equipamentos, utilizando ferramentas manuais ou
se coincidem, em quantidade e qualidade, com os produtos mecânicas.
descritos. Dourador de ouro fino - Procede à aplicação de folhas de
Encarregado de parque de campismo - Dirige, colabora, ouro fino em obras de talha, molduras, mobiliário e outras
orienta e vigia todos os serviços do parque de campismo e superfícies de madeira, que previamente aparelha, com pri-
turismo de acordo com as directrizes superiores; vela pelo mários específicos; executa acabamentos e patinados.
cumprimento das regras de higiene e assegura a eficiência Ebanista - Fabrica, normalmente com madeiras precio-
da organização geral do parque; comunica às autoridades sas, móveis e outros objectos de elevado valor artístico, com
competentes a prática de irregularidade pelos campistas; é embutidos, utilizando ferramentas manuais ou mecânicas.
o responsável pelo controlo das receitas e despesas, com- Possui conhecimentos específicos sobre concepção, desenho
petindo-lhe fornecer aos serviços de contabilidade todos e execução de móveis e embutidos de elevada qualidade. Por
os elementos de que estes careçam; informa a direcção das vezes é incumbido de efectuar restauros.
ocorrências na actividade do parque e instrui os seus subor- Encarregado - Controla e coordena os profissionais com
dinados sobre os trabalhos que lhes estão confiados. actividades afins.
Pasteleiro - Confecciona e guarnece produtos de pas- Entalhador - Escolhe, predominantemente, motivos em
telaria compostos por diversas massas e cremes, utilizando madeira em alto ou em baixo-relevo; procede à restauração
máquinas e utensílios apropriados: elabora receitas para ou conserto de determinadas peças, tais como imagens e mó-
bolos, determinando as quantidades de matérias-primas e veis de estilo.
ingredientes necessários à obtenção dos produtos pretendi- Estofador - Executa operações de traçar, talhar, coser, en-
dos; pesa e doseia as matérias-primas de acordo com as re- chumaçar, pegar ou grampar na confecção de estofos, arran-
ceitas; prepara massas, cremes, xaropes e outros produtos, jos e outras reparações em móveis ou superfícies a estofar.
por processos tradicionais ou mecânicos, com utensílios Marceneiro - Fabrica, monta, transforma, folheia e re-
apropriados; verifica e corrige, se necessário, a consistência para móveis de madeira, utilizando ferramentas manuais e
das massas, adicionando-lhes os produtos adequados; unta mecânicas.
as formas ou forra o seu interior com papel ou dá orientações Mecânico de madeiras - Opera com máquinas de traba-
nesse sentido; corta a massa, manual ou mecanicamente, ou lhar madeira, designadamente máquinas combinadas, má-
distribui-a em formas, consoante o tipo e o produto a fabri- quinas de orlar, engenhos de furar, garlopas, desengrossadei-
car, servindo-se de utensílios e máquinas próprios; coloca a ras, plainas, tornos, tupias e outros.
massa em tabuleiros, a fim de ser cozida no forno; dá orien- Pintor-decorador - Executa e restaura decorações em
tações, se necessário, relativamente aos tempos de cozedura; superfícies diversas, servindo-se de tintas, massas e outros
decora os artigos de pastelaria com cremes, frutos, choco- materiais. Por vezes pinta e restaura mobiliários de elevado
late, massapão e outros produtos; mantém os utensílios e o valor artístico e executa douramentos a ouro.
local de trabalho nas condições de higiene requeridas. Pintor de lisos (madeira) - Executa pinturas, douramen-
tos e respectivos restauros em madeira lisa, a que previamen-
te aplica adequado tratamento com aparelho de cré e uma
Trabalhadores de lavandaria e de roupas
lavagem com cola de pelica. Executa as tarefas do dourador
Costureira/alfaiate - Executa vários trabalhos de corte de madeira quando necessita de dourar.
e costura manuais e ou à máquina necessários à confecção, Pintor de móveis - Executa todos os trabalhos de pintura
consertos e aproveitamento de peças de vestuário, roupas de de móveis, assim como engessar, amassar, preparar e lixar;
serviço e trabalhos afins. Pode dedicar-se apenas a trabalho pinta também letras e traços.
de confecção.

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Polidor de móveis - Dá polimento na madeira, transmi- fresca os iscos nas regiões em que tal sistema de fabrico seja
tindo-lhe a tonalidade e brilho desejados. adoptado; substitui o encarregado de fabrico nas suas faltas
Serrador de serra de fita - Regula e manobra uma máqui- e impedimentos.
na com uma ou mais serras de fita com ou sem alimentador. Aprendiz - Faz a aprendizagem para desempenhar as tare-
Subencarregado - Auxilia o encarregado e substitui-o nas fas de amassador ou forneiro.
suas faltas e impedimentos. Encarregado de fabrico - É o responsável pela aquisição
de matérias-primas, pelo fabrico em tempo para a expedi-
Trabalhadores metalúrgicos ção e pela elaboração dos respectivos mapas, competindo-
-lhe ainda assegurar a boa qualidade do pão e a disciplina do
Bate-chapas - Procede à execução e reparação de peças pessoal de fabrico.
em chapa fina, enforma e desempena por martelagem. Forneiro - Alimenta, regula e assegura o funcionamento
Batedor de ouro em folha - Bate ouro em folha, servindo- do forno destinado a cozer pão e produtos afins, sendo res-
-se de martelos e livros apropriados, a fim de lhe diminuir ponsável pela boa cozedura do pão bem como pelo enforna-
a espessura e aumentar a superfície; funde, vaza e lamina o mento e saída.
ouro antes de o bater.
Canalizador (picheleiro) - Procede à montagem, conser-
Trabalhadores de habilitação e reabilitação e emprego
vação e reparação de tubagens e acessórios de canalizações
protegido
para fins predominantemente domésticos; procede, quando
necessário, à montagem, reparação e conservação de caleiras Técnico superior de educação especial e reabilitação/
e algerozes. reabilitação psicomotora - É o trabalhador que, de acor-
Cinzelador de metais não preciosos - Executa trabalhos do com modelos, técnicas e instrumentos, avalia, planeia e
em relevo ou lavrados nas chapas de metal não precioso, ser- intervém, junto dos utentes de todas as faixas etárias, nas
vindo-se de cinzéis e outras ferramentas manuais. Trabalha áreas da psicomotricidade (intervenção precoce, reeduca-
a partir de modelos ou desenhos que lhe são fornecidos ou ção e terapia psicomotora), da actividade motora adaptada
segundo a própria inspiração. (condição física, recreação e desporto adaptado), da autono-
Encarregado - Controla e coordena os profissionais de mia social (competências sociais, cognitivas e de adaptação
actividades afins. conducentes à autonomia e independência do indivíduo em
Fundidor-moldador em caixas - Executa moldações em diferentes contextos, ao nível do indivíduo, da família e da
areia, em cujo interior são vazadas ligas metálicas em fusão, comunidade), e ainda nos domínios das acessibilidades e das
a fim de obter peças fundidas. ajudas técnicas.
Serralheiro civil - Constrói e ou monta e repara estrutu- Auxiliar de actividades ocupacionais - É o trabalhador
ras metálicas, tubos condutores de combustíveis, ar ou va- que acompanha os jovens dentro e fora do estabelecimento,
por, carroçarias de veículos automóveis, andaimes e simila- participa na ocupação dos tempos livres, apoia os jovens na
res para edifícios, pontes, navios, caldeiras, cofres e outras realização de actividades, dentro ou fora da sala, auxilia nas
obras. tarefas de prestação de alimentos, higiene e conforto.
Serralheiro mecânico - Executa peças, monta, repara e Arquivista - Classifica e arquiva as obras recebidas no
conserva vários tipos de máquinas, motores e outros conjun- arquivo; regista as entradas e saídas de livros; elabora fichas
tos mecânicos, com excepção dos instrumentos de precisão dos utentes para envio de obras pelo correio, confrontando
e das instalações eléctricas. Incluem-se nesta categoria os e registando os nomes e endereços em negro e em braille;
profissionais que, para aproveitamento de órgãos mecânicos, mantém-se actualizado relativamente à saída de novas publi-
procedem à sua desmontagem, nomeadamente de máquinas cações em braille.
e veículos automóveis considerados sucata. Encarregados de emprego protegido e empresas de in-
Subencarregado - Auxilia o encarregado e substitui-o nas serção - Coordena e controla as tarefas executadas por um
suas faltas e impedimentos. número de trabalhadores, executa tarefas do mesmo tipo das
realizadas pelos trabalhadores que dirige.
Trabalhadores de panificação Encarregado de oficina - Coordena e dirige os trabalhos
da oficina; ministra formação e aperfeiçoamento profissio-
Ajudante de padaria - Corta, pesa, enrola e tende a massa nal.
a panificar, a fim de lhe transmitir as características requeri- Formador - Planeia, prepara, desenvolve e avalia sessões
das, para o que utiliza faca e balança ou máquinas divisoras, de formação de uma área científico-tecnológica específica,
pesadoras, enroladoras ou outras com que trabalha, cuidando utilizando métodos e técnicas pedagógicas adequadas: ela-
da sua limpeza e arrumação, podendo ainda colaborar com bora o programa da área formativa a ministrar, definindo os
o amassador e o forneiro. Pode também ser designado por objectivos e os conteúdos programáticos de acordo com as
manipulador ou panificador. competências terminais a atingir; define critérios e seleccio-
Amassador - Amassa manualmente ou alimenta, regula e na os métodos e técnicas pedagógicas a utilizar de acordo
assegura o funcionamento de máquinas utilizadas na amas- com os objectivos, a temática e as características dos forma-
sadura da farinha a panificar, sendo responsável pelo bom dores; define, prepara e ou elabora meios e suportes didác-
fabrico do pão e produtos afins; manipula as massas e re- ticos de apoio, tais como áudio-visuais, jogos pedagógicos

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e documentação; desenvolve as sessões, transmitindo e de- Ajudante de motorista - Acompanha o motorista, compe-
senvolvendo conhecimentos; avalia as sessões de formação, tindo-lhe auxiliá-lo na manutenção do veículo; vigia, indica
utilizando técnicas e instrumentos de avaliação, tais como as manobras; arruma as mercadorias no veículo e auxilia na
inquéritos, questionários, trabalhos práticos e observação. descarga, fazendo no veículo a entrega das mercadorias a
Por vezes elabora, aplica e classifica testes de avaliação. quem as carrega e transporta para o local a que se destinam;
Pode elaborar ou participar na elaboração de programas de entrega directamente ao destinatário pequenos volumes de
formação. mercadorias com pouco peso.
Impressor - Predominantemente, assegura o funciona- Encarregado - É o trabalhador que nas garagens, esta-
mento de máquinas de impressão, para impressão em braille. ções de serviço, postos de abastecimento, parques de esta-
Monitor - Planeia, prepara, desenvolve e avalia sessões cionamento e estabelecimentos de venda de combustíveis,
de formação de uma área específica utilizando métodos e lubrificantes e pneus representa a entidade empregadora;
técnicas pedagógicas adequadas; elabora o programa da área atende os clientes, cobra e paga facturas; orienta o movimen-
temática a ministrar, definindo os objectivos e os conteúdos to interno; fiscaliza e auxilia o restante pessoal.
programáticos de acordo com as competências terminais a Motorista de ligeiros - Conduz veículos ligeiros, pos-
atingir; define critérios e selecciona os métodos essencial- suindo para o efeito carta de condução profissional; zela,
mente demonstrativos e as técnicas pedagógicas a utilizar sem execução, pela boa conservação e limpeza dos veículos;
de acordo com os objectivos, a temática e as características verifica diariamente os níveis de óleo e de água e a pressão
dos formandos; define, prepara e ou elabora meios e supor- dos pneus; zela pela carga que transporta e efectua a carga
tes didácticos de apoio, tais como documentação, materiais e descarga.
e equipamentos, ferramentas, visitas de estudo; desenvolve Motorista de pesados - Conduz veículos automóveis
as sessões, transmitindo e desenvolvendo conhecimentos de com mais de 3500 kg de carga ou mais de nove passageiros,
natureza teórico-prática, demonstrando a execução do gesto possuindo para o efeito carta de condução profissional; com-
profissional e promovendo a respectiva repetição e correc- pete-lhe ainda zelar, sem execução, pela boa conservação e
ção; elabora, aplica e classifica testes de avaliação tais como limpeza do veículo e pela carga que transporta, orientando
questionários e inquéritos. Elabora ou participa na elabora- também a sua carga e descarga; verifica os níveis de óleo e
ção de programas de formação e ou no processo de selecção de água.
de candidatos e formandos.
Revisor - Procede à leitura de provas de texto. Trabalhadores dos serviços de diagnóstico e terapêutica
Técnico de braille - Ensina invisuais a ler e escrever
braille. A) Técnicos superiores
Técnico de reabilitação - Aplica determinado sistema de Dietista - Aplica conhecimentos de nutrição e dietética
reabilitação numa área específica de deficientes. na saúde em geral e na educação de grupos e indivíduos,
Tradutor - Traduz para braille textos de natureza diversa, quer em situação de bem-estar quer na doença, designada-
designadamente técnica e cultural, após leitura dos mesmos, mente no domínio da promoção e tratamento e da gestão de
para que não haja alteração das ideias fundamentais do ori- recursos alimentares.
ginal. Higienista oral - É o trabalhador que participa na reali-
Monitor de CAO (actividades ocupacionais) - De acordo zação de actividades de promoção da saúde oral dos indiví-
com os planos individuais de desenvolvimento dos utentes, duos e das comunidades, visando métodos epidemiológicos
participa na definição das actividades a desenvolver, elabo- e acções de educação para a saúde; prestação de cuidados
ra os programas das áreas temáticas definidas, selecciona os individuais que visem prevenir e tratar as doenças orais.
métodos essencialmente demonstrativos a utilizar, prepara e Ortoprotésico - Avalia os indivíduos com problemas mo-
desenvolve as actividades diárias, participa nos projectos de tores ou posturais, com a finalidade de conceber, desenhar e
centro e nos processos de avaliação individual. aplicar os dispositivos necessários e mais adequados à cor-
Monitor/formador de habilitação e reabilitação - É o tra- recção do aparelho locomotor, ou à sua substituição no caso
balhador que ministra cursos de formação a indivíduos por- de amputações e desenvolvimento de acções visando asse-
tadores de deficiência, independentemente da sua tipologia gurar a colocação dos dispositivos fabricados e respectivo
ou grau, ou a indivíduos com problemas de aprendizagem. ajustamento, quando necessário.
Elabora e desenvolve os programas e instrumentos práticos, Ortoptista - Desenvolve actividades no campo do diag-
técnicos e pedagógicos, necessários ao desenvolvimento e nóstico e tratamento dos distúrbios da motilidade ocular, vi-
realização de acções de formação. são binocular e anomalias associadas; realiza exames para
correcção refractiva e adaptação de lentes de contacto, bem
Trabalhadores rodoviários e de postos de abastecimento como para análise da função visual e avaliação da condução
nervosa do estímulo visual e das deficiências do campo vi-
Abastecedor - Fornece carburantes nos postos e bombas
sual; programa e utiliza terapêuticas específicas de recupe-
abastecedoras, competindo-lhe também cuidar das referidas
ração e reeducação das perturbações da visão binocular e da
bombas; presta assistência aos clientes, nomeadamente na
subvisão; leva a cabo acções de sensibilização, programas
verificação do óleo do motor, da água e da pressão dos pneus.
de rastreio e prevenção no âmbito da promoção e educação
para a saúde.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Técnico de análises clínicas e saúde pública - Desen- do corpo, utilizando modalidades educativas e terapêuticas
volve actividades ao nível da patologia clínica, imunologia, específicas, com base, essencialmente, no movimento, nas
hematologia clínica, genética e saúde pública, através do es- terapias manipulativas e em meios físicos e naturais, com
tudo, aplicação e avaliação das técnicas e modelos analíticos a finalidade da promoção da saúde e prevenção da doença,
próprios, com fins de diagnóstico e de rastreio. da deficiência, da incapacidade e da inadaptação e de tratar,
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi- habilitar ou reabilitar indivíduos com disfunções de nature-
ca - É o trabalhador que executa tratamento de tecidos bioló- za física, mental, de desenvolvimento ou outras, incluindo a
gicos colhidos no organismo vivo ou morto, com observação dor, com o objectivo de os ajudar a atingir a máxima funcio-
macroscópica e microscópica, óptica e electrónica, com vista nalidade e qualidade de vida.
ao diagnóstico anatomopatológico; realização de montagem Técnico de reabilitação/terapeuta da fala - Desenvolve
de peças anatómicas para fins de ensino e formação; execu- actividades no âmbito da prevenção, avaliação e tratamento
ção e controlo das diversas fases da técnica citológica. das perturbações da comunicação humana, englobando não
Técnico de audiologia - Desenvolve actividades no âm- só todas as funções associadas à compreensão e expressão
bito da prevenção e conservação da audição, do diagnóstico da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de
e reabilitação auditiva, bem como no domínio da funciona- comunicação não verbal.
lidade vestibular. Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional - Avalia,
Técnico de cardiopneumologia - Desenvolve actividades trata e habilita indivíduos com disfunção física, mental, de
técnicas para o estudo funcional e da capacidade anatomo- desenvolvimento, social ou outras, utilizando técnicas tera-
fisiopatológica do coração, vasos e pulmões, bem como ao pêuticas integradas em actividades seleccionadas consoante
nível da programação, aplicação de meios de diagnóstico e o objectivo pretendido e enquadradas na relação terapeuta/
sua avaliação e ainda no desenvolvimento de acções terapêu- utente; actua ao nível da prevenção da incapacidade, através
ticas específicas, no âmbito da cardiologia, pneumologia e de estratégias adequadas com vista a proporcionar ao indiví-
cirurgia cardiotorácica. duo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções
Técnico de medicina nuclear - É o trabalhador que par- pessoais e, se necessário, o estudo e desenvolvimento das
ticipa no desenvolvimento de acções nas áreas de labora- respectivas ajudas técnicas, em ordem a contribuir para uma
tório clínico, de medicina nuclear e de técnica fotográfica melhoria da qualidade de vida.
com manuseamento de aparelhagem e produtos radioactivos, Técnico de saúde ambiental - É o trabalhador que par-
bem como execução de exames morfológicos associados ao ticipa no desenvolvimento de actividades de identificação,
emprego de agentes radioactivos e estudos dinâmicos e siné- caracterização e redução de factores de risco para a saúde
ticos com os mesmos agentes e com testagem de produtos ra- originados no ambiente, participação no planeamento de ac-
dioactivos, utilizando técnicas e normas de protecção e segu- ções de saúde ambiental e em acções de educação para a
rança radiológica no manuseamento de radiações ionizantes. saúde em grupos específicos da comunidade, bem como de-
Técnico de neurofisiologia - Realiza registos da activi- senvolvimento de acções de controlo e vigilância sanitária de
dade bioeléctrica do sistema nervoso central e periférico, sistemas, estruturas e actividades com interacção no ambien-
como meio de diagnóstico na área da neurofisiologia, com te, no âmbito da legislação sobre higiene e saúde ambiental.
particular incidência nas patologias do foro neurológico e B) Técnicos
neurocirúrgico, recorrendo a técnicas convencionais e ou
Cardiografista - Executa electrocardiogramas, vetocar-
computorizadas.
diogramas, fonocardiogramas e outros, utilizando aparelhos
Técnico de prótese dentária - É o trabalhador que par-
apropriados; prepara o doente para o exame e observa duran-
ticipa na realização de actividades no domínio do desenho,
te a sua execução tudo quanto possa contribuir para uma boa
preparação, fabrico, modificação e reparação de próteses
interpretação dos traçados.
dentárias, mediante a utilização de produtos, técnicas e pro-
Dietista - Elabora regimes alimentares para indivíduos
cedimentos adequados.
sãos e doentes; recolhe elementos (condições físicas, tipo de
Técnico de radiologia - Realiza todos os exames da área
trabalho, idade) respeitantes ao indivíduo a quem as dietas
de radiologia de diagnóstico médico; programa, executa e
se destinam; calcula as percentagens de proteínas, hidratos
avalia todas as técnicas radiológicas que intervêm na pre-
de carbono e gorduras necessárias ao indivíduo; consulta ta-
venção e promoção da saúde; utiliza técnicas e normas de
belas sobre valor calórico dos alimentos; procede a inquéri-
protecção e segurança radiológica no manuseamento de ra-
tos alimentares, à inspecção de alimentos e verifica as suas
diações ionizantes.
características organolépticas. Por vezes fornece indicações
Técnico de radioterapia - Desenvolve actividades te-
quanto à conservação e confecção de alimentos.
rapêuticas através da utilização de radiação ionizante para
Electroencefalografista - Faz electroencefalogramas,
tratamentos, incluindo o pré-diagnóstico e follow-up do do-
utilizando um electroencefalógrafo; prepara o doente para
ente; prepara, verifica, assenta e manobra aparelhos de ra-
esse tipo de exame (colocação dos eléctrodos e preparação
dioterapia; actua nas áreas de utilização de técnicas e normas
psicológica do examinado); observa durante a sua execução
de protecção e segurança radiológica no manuseamento de
tudo quanto possa contribuir para uma boa interpretação do
radiações ionizantes.
traçado.
Técnico de reabilitação/fisioterapeuta - Analisa e ava-
Fisioterapeuta - Utiliza, sob prescrição médica, diferen-
lia o movimento e a postura, baseadas na estrutura e função

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

tes técnicas e métodos, designadamente exercícios terapêuti- de parâmetros nas áreas do pacing cardíaco, electrofisiolo-
cos, treino funcional para as actividades da vida diária, técni- gia e hemodinâmica; determina pulsos arteriais e venosos;
cas de facilitação neuromuscular, cinesiterapia respiratória, realiza espirogramas, pneumotacogramas, pletasmogramas,
drenagem e outros, a fim de evitar a incapacidade quanto provas ergométricas, provas farmacodinâmicas e gasometria
possível e obter a máxima recuperação funcional do indiví- arterial; assegura a preparação do doente para os exames e
duo. Pode utilizar outras técnicas, como sejam a hidrotera- verifica o correcto estado de funcionamento dos aparelhos,
pia, as massagens e a electroterapia. colabora na implementação da técnica (ou técnicas) dentro
Pneumografista - Executa exames funcionais respirató- do serviço a que pertença, nomeadamente na organização de
rios (espirometria, mecânica ventilatória, provas farmacodi- organogramas, montagem e manuseamento de arquivos.
nâmicas, difusão, gasometria arterial e ergometria),utilizando Técnico de locomoção - Ensina, com vista ao desenvol-
aparelhos apropriados; prepara o doente de acordo com o vimento dos deficientes visuais, técnicas de locomoção e
tipo de exame a efectuar; controla o desenrolar dos exames, orientação na via pública, transportes, etc.
vigiando os aparelhos da função respiratória e a reacção do Técnico de neurofisiografia - Executa os registos de teste
doente; regista e efectua os cálculos dos resultados obtidos. da actividade cerebral (electroencefalograma e neuromuscu-
Preparador de análises clínicas - Executa análises, de- lar); no âmbito da electroencefalografia executa o traçado e
pois de ter recebido ou feito colheita de amostras de produtos no da electromielografia colabora, preparando o material e
biológicos; observa os fenómenos, identifica-os e regista-os; tomando notas dos actos técnicos executados pelo médico
lava e procede à manutenção do material específico. Pode durante o exame; elabora fichas individuais dos doentes,
ser especializado em aparelhos de alta complexidade técnica, onde lança os dados colhidos dos registos efectuados.
como analisadores automáticos, similares e outros. Técnico de ortóptica - Aplica técnicas para correcção e
Radiografista - Obtém radiografias, utilizando aparelhos recuperação dos desequilíbrios motores do globo ocular e
de raios X, para o que prepara o doente, tendo em vista o tipo perturbações da visão binocular (heterofacias, estrabismos e
de exame pretendido; manipula os comandos do aparelho paralisias oculomotoras); desempenha tarefas de perimetria,
para regular a duração da exposição e a intensidade da pe- fazendo campos visuais, tonometria e tonografia, bem como
netração da radiação; faz registos dos trabalhos executados. exames de adaptometrista, visão de cores, electroculagrafia e
Radioterapeuta - Utiliza aparelhos de radiações ionizan- fotografia dos olhos a curta distância; elabora fichas indivi-
tes com fins terapêuticos; prepara o doente de acordo com o duais de observação, onde regista os dados obtidos nos exa-
tipo de tratamento a efectuar; controla o desenrolar dos trata- mes efectuados; executa tratamento ortóptico de recuperação
mentos, vigiando aparelhos apropriados, regista os trabalhos pós-operatória.
efectuados. Técnico ortoprotésico - Executa, segundo prescrição mé-
Técnico de análises clínicas - Procede à colheita de to- dica, próteses e ortóteses; assegura a colocação dos membros
mas para análises; prepara e ensaia reagentes, meios de cul- artificiais e outros aparelhos ortopédicos, tendo em vista a
tura e solutos padrão correntes; manipula, pesquisa e doseia correcção de deformações.
produtos biológicos, executa culturas, técnicas e caracteri- Terapeuta da fala - Elabora, sob prescrição médica, a
zações hematológicas; escolhe a técnica e o equipamento partir da observação directa do doente e conhecimento dos
mais adequados ao trabalho a efectuar; faz a testagem das respectivos antecedentes, o plano terapêutico, consoante a
técnicas usadas e a usar, calculando os factores aferidos da deficiência da fala diagnosticada pelo médico; reeduca alte-
precisão e exactidão dos métodos e o respectivo coeficiente rações de linguagem, nomeadamente perturbações de articu-
de averiguação; observa os diferentes fenómenos, identifica- lação, voz, fluência, atrasos no seu desenvolvimento e perda
-os e regista-os conforme os padrões estabelecidos. É o pri- da capacidade da fala, utilizando os métodos e técnicas mais
meiro responsável pelos dados fornecidos de acordo com os apropriados; orienta o doente, a família e os professores, ten-
estudos e determinações que efectua. Pode desenvolver a sua do em vista complementar a acção terapêutica.
actividade, entre outras, nas áreas de bioquímica, endocrino- Terapeuta ocupacional - Elabora, sob prescrição médica,
logia, genética, hematologia, microbiologia, parasitologia, a partir da observação directa do doente e conhecimento dos
hemoterapia e saúde pública. respectivos antecedentes, o plano terapêutico, consoante a
Técnico de audiometria - Faz diversos tipos de exames deficiência diagnosticada pelo médico; procede ao tratamen-
audiométricos, utilizando aparelhagem e técnicas apropria- to do doente, através da orientação do uso de actividades es-
das; faz a testagem das capacidades auditivas dos doentes e colhidas, tais como domésticas, jardinagem, artesanais, des-
das próteses auditivas; prepara as inserções moldadas para o portivas, artísticas e sócio-recreativas, e orienta o doente, a
ouvido; treina os doentes portadores de aparelhos de próteses família e outros elementos do seu agregado laboral e social.
auditivas. C) Técnicos auxiliares
Técnico de cardiopneumografia - Actua no âmbito de
Ajudante técnico de análises clínicas - Executa trabalhos
cardiologia, angiologia, pneumologia e cirurgia torácica;
técnicos simples, nomeadamente análises de urina correntes,
executa e regista actividades cardiopneumovasculares do
preparação de lâminas, de reagentes e de meios de cultura
doente, designadamente electrocardiogramas, fonomeca-
simples; observa os fenómenos, identifica-os e regista-os;
nogramas, ecocardiogramas e vetocardiogramas; actua e
efectua colheitas e auxilia nas tarefas conducentes às trans-
colabora na análise, medição e registo de diversos valores
fusões de sangue.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Ajudante técnico de fisioterapia - Executa algumas ta- procede à análise de problemas de serviço social directamen-
refas nos domínios de electroterapia e da hidroterapia de- te relacionados com os serviços das instituições; assegura e
signadamente infravermelhos e ultravioletas, correntes de promove a colaboração com os serviços sociais de outras ins-
alta frequência e correntes galvânicas, banho de remoinho, tituições ou entidades; estuda com os indivíduos as soluções
calor húmido, local ou geral, parafinas, banhos de contraste possíveis dos seus problemas (descoberta do equipamento
e outros: coloca o doente nos aparelhos de mecanoterapia e social de que podem dispor); ajuda os utentes a resolver ade-
aplica aerossóis. quadamente os seus problemas de adaptação e readaptação
Ortopédico - Assegura a colocação dos membros artifi- social, fomentando uma decisão responsável.
ciais e outros aparelhos ortopédicos, segundo prescrição mé- Técnico superior de educação social - É o trabalhador
dica, tendo em vista a correcção de deformações. que concebe, investiga, executa, articula, potencia, apoia,
gere, avalia projectos e programas assentes em redes, acto-
Trabalhadores sociais res e parcerias sociais, assentes na prática sócio-educativa e
pedagógica, desenvolvida em contexto social, fomentando
Agente de educação familiar - Promove a melhoria da a aprendizagem permanente, a minimização e resolução de
vida familiar, através da consciencialização do sentido e con- problemas. Acompanha processos de socialização e inserção
teúdo dos papéis familiares e educação dos filhos e do ensino das pessoas reforçando as suas competências pessoais, so-
de técnicas de simplificação e racionalização das tarefas do- ciais e profissionais.
mésticas; procura solucionar os problemas apresentados ou (Os educadores sociais de grau I, de 1.ª, de 2.ª ou de 3.ª,
proporciona no domicílio, mediante a análise das condições passam a ser designados técnicos superiores de educação so-
reais do lar, os conselhos adequados à melhoria da vida fa- cial, respectivamente de 1.ª, de 2.ª ou de 3.ª, mantendo todo
miliar e doméstica. o tempo de serviço que detinham naquelas categorias, que
Animador cultural - Organiza, coordena e ou desenvolve ficam extintas) .
actividades de animação e desenvolvimento sócio-cultural Técnico superior de animação sociocultural - É o traba-
junto dos utentes no âmbito dos objectivos da instituição; lhador que investiga, integrado em equipas multidisciplina-
acompanha e procura desenvolver o espírito de pertença, co- res, o grupo alvo e o seu meio envolvente, diagnosticando e
operação e solidariedade das pessoas, bem como proporcio- analisando situações de risco e áreas de intervenção sob as
nar o desenvolvimento das suas capacidades de expressão quais actuar. Planeia e implementa projectos de intervenção
e realização, utilizando para tal métodos pedagógicos e de comunitária. Planeia, organiza e promove/desenvolve acti-
animação. vidades de carácter educativo, cultural, desportivo, social,
(A anterior categoria de animador cultural de grau II pas- lúdico, turístico e recreativo, em contexto institucional, na
sa a designar-se animador cultural.) comunidade ou ao domicílio, tendo em conta o serviço em
Educador social - Presta ajuda técnica com carácter edu- que está integrado e as necessidades do grupo e dos indiví-
cativo e social, em ordem ao aperfeiçoamento das condições duos, com vista a melhorar a sua qualidade de vida e a quali-
de vida dos grupos etários e sociais com que trabalha; realiza dade da sua inserção e interacção social. Incentiva, fomenta
e apoia actividades de carácter recreativo, para crianças, ado- e estimula as iniciativas dos indivíduos para que se organi-
lescentes, jovens e idosos. zem e decidam o seu projecto lúdico ou social, dependendo
Técnico de actividades de tempos livres (ATL) - Orienta do grupo alvo e dos objectivos da intervenção. Acompanha
e coordena a actividade dos ajudantes de ocupação. Actua as alterações que se verifiquem na situação dos utentes que
junto de crianças em idade escolar, com vista à sua ocupação afectem o seu bem-estar e actua de forma a ultrapassar pos-
durante o tempo deixado livre pela escola, proporcionando- síveis situações de isolamento, solidão e outras.
-lhes ambiente adequado e actividades de carácter educativo; (Os animadores culturais de grau I, de 1.ª, de 2.ª ou de
acompanha a evolução da criança e estabelece contactos com 3.ª passam a ser designados técnicos superiores de anima-
os pais e professores no sentido de obter uma acção educa- ção sociocultural, respectivamente de 1.ª, de 2.ª ou de 3.ª,
tiva integrada e de despiste de eventuais casos sociais e de mantendo todo o tempo de serviço que detinham naquelas
problemas de foro psíquico que careçam de especial atenção categorias, que ficam extintas.)
e encaminhamento. Em alguns casos conta com o apoio do Técnico superior de mediação social - É o trabalhador
psicólogo. que, de forma autónoma, atende e avalia beneficiários e uten-
Técnico auxiliar de serviço social - Ajuda os utentes em tes, procede à análise das situações individuais e promove
situação de carência social a melhorar as suas condições de o seu encaminhamento para as respostas adequadas a cada
vida; coadjuva ou organiza actividades de carácter educativo situação, estabelece os contactos e assegura a articulação
e recreativo para crianças, adolescentes e jovens, bem como necessários com serviços e entidades, públicos ou particu-
actividades de ocupação de tempos livres para idosos; apoia lares, com vista à integração e inserção pessoal, social ou
os indivíduos na sua formação social e na obtenção de um profissional das pessoas atendidas, nomeadamente as mais
maior bem-estar; promove ou apoia cursos e campanhas de desfavorecidas perante o mercado de trabalho ou em situa-
educação sanitária, de formação familiar e outros. Pode tam- ção ou risco de exclusão social, acompanha, segue, avalia e
bém ser designado por auxiliar social. investiga as situações por si trabalhadas.
Assistente social - Estuda e define normas gerais, esque- Mediador sociocultural - É o trabalhador que tem por
mas e regras de actuação do serviço social das instituições; função colaborar na integração dos imigrantes e minorias ét-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

nicas, na perspectiva do reforço do diálogo intercultural e da roupas sujas e sua entrega na lavandaria.
coesão e inclusões sociais, para tal colaborando na resolução Auxiliar de enfermagem - Presta cuidados simples de en-
de conflitos socioculturais e na definição de estratégias de fermagem, sob orientação dos enfermeiros.
intervenção social; colaborando activamente com todos os Parteira - Dispensa cuidados a parturientes com o fim de
intervenientes dos processos de intervenção social e educati- auxiliar no momento do parto e no período pós-parto.
va; facilitando a comunicação entre profissionais e utentes de Nota: Os trabalhadores que, actualmente, se encontrem ao serviço de
origem cultural diferente; assessorando os utentes na relação instituições, integrados em qualquer uma das categorias extintas a partir
com profissionais e serviços públicos e privados; promoven- de data da publicação da deliberação da comissão paritária, no Boletim do
do a inclusão de cidadãos de diferentes origens sociais e cul- Trabalho e Emprego, n.º 44, de 29 de Novembro de 2013, nomeadamente,
correspondente em línguas estrangeiras, cinzelador de metais não preciosos,
turais em igualdade de condições dourador, encarregado de câmara escura, ebanista, entalhador, estereotipa-
dor, fundidor-monotipista, impressor (flexografia), preparador de máquinas
Outros trabalhadores e ferramentas, teclista, correeiro, ferramenteiro, funileiro-latoeiro, bate-
dor de ouro em folha, fotocompositor, mecânico de madeiras, perfurador
de fotocomposição, restaurador de folhas - mantêm o enquadramento, o
Cinema
conteúdo funcional e o nível de remuneração actualmente em relação a si
Arrumador - Observa os bilhetes e indica os lugares aos praticado, com o direito às variações salariais que forem sendo aplicadas a
espectadores; distribui programas e prospectos dentro da idênticas categorias.
sala. Os correspondentes lugares serão, no entanto, a extinguir
Bilheteiro - Tem a responsabilidade integral dos serviços quando vagarem, não havendo, no âmbito do enquadramento
de bilheteira, assegurando a venda de bilhetes, a elaboração da contratação colectiva, novas admissões para as referidas
das folhas de bilheteira e os pagamentos e recebimentos categorias.
efectuados na bilheteira.
Projeccionista - Faz a projecção de filmes. ANEXO II
Encarregados gerais
Encarregado geral - Controla e coordena directamente Condições específicas
os encarregados.
Cobradores
Reparação de calçado
Admissão
Sapateiro - Repara sapatos usados, substituindo as solas,
palmilhas, saltos ou outras peças, que cose, prega e cola, uti- Constitui condição de admissão para a profissão de co-
lizando ferramentas manuais; limpa e engraxa o calçado. brador a idade mínima de 18 anos.

Técnicos de desenho Contínuos, guardas e barbeiros

Desenhador-projectista - Concebe, a partir de um pro- Admissão


grama dado, verbal ou escrito, anteprojectos e projectos de Constitui condição de admissão para a profissão de guar-
um conjunto ou partes de um conjunto, procedendo ao seu da ou guarda-rondista a idade mínima de 21 anos.
estudo, esboço ou desenho e efectuando os cálculos que,
Carreira
não sendo específicos de engenharia, sejam necessários à
sua estruturação e interligação; elabora memórias ou notas 1- A carreira do trabalhador com a profissão de contínuo,
discriminativas que completem ou esclareçam aspectos par- de guarda ou guarda-rondista e porteiro desenvolve-se pelas
ticulares das peças desenhadas, com perfeita observância de categorias de 2.ª e 1.ª
normas, especificações técnicas e textos leais; colabora na 2- Constitui requisito da promoção a prestação de cinco
elaboração de cadernos de encargos. anos de bom e efectivo serviço na categoria de contínuo,
guarda ou guarda-rondista e porteiro de 2.ª
Outros trabalhadores da saúde
Electricistas
Enfermeiro sem curso de promoção - Presta cuidados
simples de enfermagem. Aprendizagem, acesso e carreira
Ajudante de enfermaria - Desempenha tarefas que não 1- O aprendiz será promovido a ajudante após dois anos
requeiram conhecimentos específicos de enfermagem, sob a de aprendizagem.
orientação do enfermeiro; colabora na prestação de cuidados 2- O ajudante será promovido a pré-oficial logo que com-
de higiene e conforto e de alimentação dos utentes; proce- plete dois anos naquela profissão.
de ao acompanhamento e transporte dos doentes em camas, 3- Será admitido, no mínimo, como pré-oficial o trabalha-
macas, cadeiras de rodas ou a pé, dentro e fora do estabeleci- dor diplomado pelas escolas oficiais nos cursos de electri-
mento; assegura o transporte de medicamentos e produtos de cista ou electricista montador e ainda os diplomados com o
consumo corrente necessários ao regular funcionamento do curso de electricista da Casa Pia de Lisboa, Instituto Técnico
serviço; procede à recepção de roupas lavadas e entrega de Militar dos Pupilos do Exército, 2.º grau de torpedeiros e

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

electricistas da Marinha de Guerra Portuguesa, Escola de computador, operador de máquinas auxiliares e recepcionis-
Marinheiros e Mecânicos da Marinha Mercante Portuguesa e ta poderá ser precedido de estágio.
cursos de formação adequada do extinto Fundo de Desenvol- 2- O estágio para escriturário terá a duração de dois anos,
vimento de Mão-de-Obra ou do actual Instituto do Emprego sem prejuízo do disposto no número seguinte.
e Formação Profissional. 3- Para os trabalhadores admitidos com idade igual ou su-
4- O pré-oficial será promovido a oficial electricista de 3.ª perior a 21 anos ou que completem 21 anos durante o está-
logo que complete dois anos de bom e efectivo serviço na- gio, este não poderá exceder um ano.
quela profissão. 4- O estágio para operador de computador terá a duração
5- A carreira do trabalhador com a profissão de oficial de um ano.
electricista desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª 5- O estágio para operador de máquinas auxiliares e recep-
6- Constitui requisito de promoção a oficial electricista de cionista terá a duração de quatro meses.
2.ª e 1.ª a prestação de três anos de bom e efectivo serviço na Acesso e carreiras
categoria imediatamente inferior.
1- Logo que completem o estágio, os estagiários ingres-
sam na categoria mais baixa prevista na carreira para que
Fogueiros estagiaram.
2- A carreira do trabalhador com a profissão de escriturá-
Admissão
rio desenvolve-se pelas categorias de terceiro-escriturário,
As condições mínimas de admissão para o exercício de segundo-escriturário e primeiro-escriturário.
funções inerentes a qualquer das profissões incluídas neste 3- Constitui requisito da promoção a segundo-escriturário
nível profissional são as constantes do Regulamento da Pro- e primeiro-escriturário a prestação de três anos de bom e
fissão de Fogueiro. efectivo serviço na categoria imediatamente inferior.
Carreira 4- A carreira do trabalhador com a profissão de operador
1- A carreira do trabalhador com a profissão de fogueiro de computador desenvolve-se pelas categorias de operador
desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª de computador de 1.ª e 2.ª
2- Constitui requisito da promoção a fogueiro de 2.ª ou 1.ª 5- Constitui requisito da promoção a operador de 1.ª a
a prestação de três anos de bom e efectivo serviço na catego- prestação de três anos de bom e efectivo serviço na categoria
ria imediatamente inferior. de operador de computador de 2.ª
6- A carreira do trabalhador com a profissão de máquinas
Telefonistas auxiliares, operador de processamento de texto e recepcio-
nista desenvolve-se pelas categorias de 2.ª, 1.ª e principal.
Carreira 7- Constitui requisito de promoção a operador de máqui-
1- A carreira do trabalhador com a profissão de telefonista nas auxiliares, operador de processamento de texto e recep-
desenvolve-se pelas categorias de 2.ª, 1.ª e principal. cionista de 1.ª e principal a prestação de cinco anos de bom e
2- Constitui requisito da promoção a telefonista de 1.ª e efectivo serviço na categoria imediatamente inferior.
principal a prestação de cinco anos de bom e efectivo serviço
na categoria imediatamente inferior. Trabalhadores da agricultura

Admissão
Trabalhadores administrativos
1- Constitui condição de admissão para a profissão de fei-
Admissão tor a idade mínima de 18 anos.
1- As habilitações mínimas exigíveis para a admissão de 2- As condições mínimas de admissão para a profissão de
trabalhador com a profissão de documentalista, escriturário, tractorista são:
operador de computador, operador de máquinas auxiliares, a) Idade mínima de 18 anos;
operador de processamento de texto, recepcionista e secre- b) Experiência e habilitações profissionais adequadas.
tário são o 9.º ano de escolaridade ou habilitações equiva-
lentes. Trabalhadores de apoio
2- As condições de admissão para as profissões de caixa,
Carreira
chefe de escritório, chefe de departamento, chefe de secção,
escriturário principal, subchefe de secção, guarda-livros e te- 1- A carreira do trabalhador com a profissão de ajudante de
soureiro são as seguintes: acção directa, de ajudante de acção educativa, de ajudante de
a) Idade mínima de 18 anos; estabelecimento de apoio a crianças deficientes e de auxiliar
b) 9.º ano de escolaridade ou habilitações equivalentes. de acção média desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e
3- Constitui condição de admissão para a profissão de con- 1.ª
tabilista a titularidade de adequado curso de ensino superior. 2- Constitui requisito de promoção a ajudante de acção di-
Estágio
recta de 2.ª e 1.ª, a ajudante de acção educativa de 2.ª e 1.ª, a
ajudante de estabelecimento de apoio a crianças deficientes
1- O ingresso nas profissões de escriturário, operador de de 2.ª e 1.ª e a auxiliar de acção médica de 2.ª e 1.ª, a pres-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

tação de cinco anos de bom e efectivo serviço na categoria aprendizagem.


imediatamente anterior. 4- O período de tirocínio do praticante é de dois anos.
3- No cômputo dos cinco anos necessários de permanência Acesso e carreira
na categoria de ajudante de acção directa de 2.ª, para promo-
1- O praticante ascende à categoria mais baixa da carreira
ção a ajudante de acção directa de 1.ª, será contado todo o
estabelecida para a respectiva profissão logo que complete
tempo de serviço prestado pelo trabalhador na extinta cate-
o tirocínio.
goria de ajudante de lar e centro de dia e de ajudante familiar
2- A carreira do trabalhador com a profissão de carpinteiro
domiciliário, ou noutras categorias de nível idêntico, nos ca-
de limpos, carpinteiro de tosco ou cofragem, estucador, pe-
sos em que a instituição tenha reclassificado os trabalhadores
dreiro e pintor desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª
como ajudantes de acção directa.
3- Constitui requisito da promoção a carpinteiro de lim-
4- Os trabalhadores que, antes da entrada em vigor do CCT
pos, carpinteiro de tosco ou cofragem, estucador, pedreiro e
publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 17, de 8
pintor de 2.ª a 1.ª a prestação de três anos de bom e efectivo
de Maio de 2006, detivessem a categoria de ajudante de lar e
serviço na categoria imediatamente inferior.
centro de dia e de ajudante familiar de 1.ª, passaram a deter
a categoria de ajudante de acção directa de 1.ª, mantendo a Auxiliar menor
antiguidade na nova categoria. Logo que complete um ano de exercício de funções, o
auxiliar menor transitará para aprendiz, salvo se, por ter
Trabalhadores auxiliares completado 18 anos de idade, tiver transitado para servente.

Carreira Trabalhadores de farmácia - Profissionais da farmácia


1- A carreira dos trabalhadores auxiliares de serviços
gerais desenvolve-se pelas categorias de auxiliar até cinco Categorias profissionais
anos, e auxiliar com mais de cinco anos. 1- As categorias profissionais são as seguintes:
2- Constitui requisito de promoção a trabalhador auxiliar a) Director técnico;
de serviços gerais com mais de cinco anos, a prestação de b) Farmacêutico;
cinco anos de bom e efectivo serviço na categoria imediata- c) Técnico de farmácia;
mente inferior. d) Ajudante técnico de farmácia (categoria residual);
e) Ajudante de farmácia (categoria residual);
Trabalhadores do comércio e armazém f) Auxiliar de farmácia.
2- É ajudante técnico de farmácia o trabalhador que tenha
Admissão completado 3 anos na categoria anterior (ajudante de farmá-
Constitui condição de admissão para as profissões de cia) no total 5 anos de prática, com um mínimo de 1250 dias
caixa de balcão, caixeiro-chefe de secção, caixeiro-encar- de presença efetiva na farmácia, e que possui carteira profis-
regado, encarregado de armazém, encarregado de sector de sional de ajudante técnico de farmácia mas que não possua
armazém e fiel de armazém a idade mínima de 18 anos. a cédula profissional de técnico de farmácia, ao abrigo do
Decreto-Lei n.º 320/99 (categoria residual).
Carreira
3- É praticante o trabalhador durante os primeiros dois
1- A carreira do trabalhador com a profissão de fiel de ar- anos de prática e até atingir 500 dias de presença efectiva
mazém desenvolve-se pelas categorias de fiel de armazém na farmácia.
de 2.ª e 1.ª 4- É ajudante de farmácia o trabalhador que tenha com-
2- Constitui requisito da promoção a prestação de cinco pletado dois anos de prática na categoria anterior, com um
anos de bom e efectivo serviço na categoria de fiel de arma- mínimo de 500 dias de presença efectiva na farmácia e o que
zém de 2.ª a lei considerar como tal (categoria residual).
3- A carreira do trabalhador com a profissão de caixeiro
Registo de prática
desenvolve-se pelas categorias de caixeiro de 3.ª, 2.ª e 1.ª
4- Constitui requisito de promoção a caixeiro de 2.ª e 1.ª 1- A entidade empregadora é obrigada a enviar aos com-
prestação de três anos de bom e efectivo serviço na categoria petentes serviços do Ministério da Saúde, para registo, em
imediatamente inferior. Janeiro de cada ano, os documentos comprovativos do tem-
po de prática adquirida pelos trabalhadores ao seu serviço.
Trabalhadores da construção civil 2- O registo cessa após o trabalhador ter atingido a catego-
ria de ajudante técnico.
Aprendizagem e estágio 3- A entidade empregadora que não der cumprimento em
1- A aprendizagem para as profissões de carpinteiro de devido tempo ao determinado no número 1 fica sujeita ao
limpos, carpinteiro de tosco ou cofragem, estucador, pedrei- pagamento a favor do trabalhador de um quantitativo igual
ro e pintor tem a duração de dois anos. ao dobro da diferença entre a retribuição entretanto auferida
2- O aprendiz com mais de 18 anos de idade tem um perí- e aquela a que o trabalhador tem direito.
odo mínimo de aprendizagem de 12 meses. 4- O previsto no número anterior considera-se sem prejuí-
3- O aprendiz ascenderá a praticante logo que complete a zo de quaisquer multas administrativas a que no caso houver

2565
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

lugar. as suas habilitações académicas e profissionais e tempo de


Admissão serviço prestado, com efeitos a 1 de Setembro do ano civil
em que a concluam.
1- Só poderão ser admitidos na farmácia, na categoria de
Os docentes legalmente dispensados da profissionaliza-
praticante, trabalhadores que possuam como habilitações
ção integram-se nos níveis correspondentes dos docentes
mínimas o 2.º ciclo do ensino básico ou equivalente.
profissionalizados, de acordo com o respectivo tempo de
2- Nenhum trabalhador pode continuar ao serviço da far-
serviço.
mácia se, findos 30 dias após a admissão, não tiver feito pro-
Os docentes com a categoria de educador de infância e
va de que se encontra nas condições previstas no número
de professor do 1.º ciclo do ensino básico e com grau de
anterior.
licenciatura são remunerados pela tabela B-4, contando para
o efeito todo o tempo de serviço docente prestado naquela
Trabalhadores com funções de chefia dos serviços gerais categoria.
Admissão
Psicólogo, sociólogo
1- As condições de admissão para chefe dos serviços ge-
rais são as seguintes: Carreira
a) Idade não inferior a 21 anos;
1- A carreira dos trabalhadores com a profissão de psicó-
b) 9.º ano de escolaridade obrigatória ou habilitações equi-
logo e sociólogo desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª,
valentes;
1.ª e principal.
c) Experiência e habilitações profissionais adequadas.
2- Constitui requisito de promoção a psicólogo e sociólogo
2- As condições de admissão para encarregado, encarre-
de 2.ª, 1.ª e principal a prestação de três anos de bom e efec-
gado geral, encarregado de sector e encarregado de serviços
tivo serviço na categoria imediatamente anterior.
gerais são as seguintes:
a) Idade não inferior a 21 anos;
b) Experiência e habilitações profissionais adequadas. Trabalhadores gráficos

Aprendizagem e tirocínio
Trabalhadores com funções pedagógicas
1- A aprendizagem para as profissões de compositor ma-
Admissão nual, compositor mecânico (linotipista), costureiro de enca-
dernação, encadernador, encadernador-dourador, fotocom-
1- Constitui condição de admissão para as profissões de
positor, fotógrafo, impressor tipográfico, montador, operador
professor e educador de infância a titularidade das habilita-
manual, operador de máquinas (de encadernação ou de aca-
ções legalmente exigidas.
bamentos), perfurador de fotocomposição, restaurador de
2- Constitui condição de admissão para a profissão de au-
folhas, teclista monotipista e transportador tem a duração de
xiliar de educação a titularidade de diploma para o exercício
três anos.
da profissão.
2- O aprendiz ascenderá a praticante logo que complete a
3- As habilitações mínimas exigíveis para a admissão de
aprendizagem.
trabalhador com a profissão de educador de estabelecimento
3- O período de tirocínio do praticante é de quatro anos.
e de prefeito são o 9.º ano de escolaridade ou habilitações
equivalentes. Acesso e carreira
4- A aquisição de grau superior ou equiparado que de acor- 1- O praticante ascende à categoria mais baixa estabelecida
do com a legislação em vigor determine uma reclassificação para a respectiva profissão logo que complete o tirocínio.
na carreira docente produz efeitos a partir do dia 1 do mês 2- A carreira do trabalhador com a profissão de compo-
seguinte à data da sua conclusão, desde que o docente o com- sitor manual, compositor mecânico (linotipista), costureiro
prove em tempo oportuno. de encadernação, encadernador, encadernador-dourador,
Contagem do tempo de serviço: fotocompositor, fotógrafo, impressor (litografia), impressor
tipográfico, montador, operador manual, operador de má-
Para efeitos quer de ingresso quer de progressão dos edu-
quinas (de encadernação ou de acabamentos), perfurador de
cadores de infância e dos professores nos vários níveis de
fotocomposição, restaurador de folhas, teclista monotipista e
remuneração previstas no anexo IV, conta-se como tempo de
transportador desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª
serviço não apenas o tempo de serviço, efectivo e classifica-
3- Constitui requisito de promoção a compositor manual,
do de bom, prestado no mesmo estabelecimento de ensino
compositor mecânico (linotipista), costureiro de encaderna-
ou em estabelecimentos de ensino pertencentes à mesma en-
ção, encadernador, encadernador-dourador, fotocompositor,
tidade empregadora, mas também o serviço prestado noutros
fotógrafo, impressor (litografia), impressor tipográfico, mon-
estabelecimentos de ensino particular ou público, desde que
tador, operador manual, operador de máquinas (de encader-
devidamente comprovado e classificado de bom e que a tal
nação ou de acabamentos), perfurador de fotocomposição,
não se oponham quaisquer disposições legais.
restaurador de folhas, teclista monotipista e transportador de
Os docentes que obtiverem a profissionalização em servi-
2.ª e 1.ª a prestação de três anos de bom e efectivo serviço na
ço serão integrados nas respectivas carreiras de acordo com
categoria imediatamente inferior.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

4- As profissões de fotocompositor, perfurador de com- Trabalhadores de lavandaria e de roupas


posição, restaurador de folhas e teclista monotipista são a
extinguir quando vagarem os lugares das carreiras corres- Aprendizagem
pondentes actualmente ocupados. 1- Os trabalhadores admitidos com menos de 18 anos de
idade têm um período de aprendizagem nunca inferior a 12
Trabalhadores de hotelaria meses.
2- A aprendizagem para a profissão de costureira/alfaiate
Admissão tem a duração de dois anos, independentemente da idade de
As condições mínimas de admissão para o exercício de admissão.
funções inerentes a qualquer das profissões incluída no nível 3- A aprendizagem para as profissões de engomador, la-
profissional dos trabalhadores de hotelaria são as seguintes: vadeiro e roupeiro, quando a admissão ocorra depois dos 18
a) Robustez física suficiente para o exercício da activida- anos, tem a duração de um ano.
de, a comprovar pelo boletim de sanidade, quando exigido 4- O aprendiz ascenderá a estagiário logo que complete a
por lei; aprendizagem.
b) Titularidade de carteira profissional, quando obrigatória Estágio
para a respectiva profissão. 1- O estágio para a profissão de costureiro/alfaiate tem a
Aprendizagem duração de 12 meses.
1- Os trabalhadores admitidos com menos de 18 anos de 2- O estágio para a profissão de engomador, lavadeiro e
idade terão um período de aprendizagem nunca inferior a 12 roupeiro tem a duração de seis meses.
meses. 3- O estagiário ingressa na profissão logo que complete o
2- A aprendizagem para as profissões de cozinheiro, des- período de estágio.
penseiro e pasteleiro terá a duração de dois anos, indepen-
dentemente da idade de admissão. Trabalhadores de madeiras, mobiliário e decoração
3- A aprendizagem para as profissões de empregado de
balcão, empregado de mesa e empregado de refeitório, quan- Aprendizagem e tirocínio
do a admissão ocorra depois dos 18 anos, tem a duração de 1- A aprendizagem para as profissões de bordadeira (ta-
um ano. peçarias), carpinteiro, dourador de ouro fino, ebanista, en-
4- A aprendizagem para as profissões de empregado de talhador, estofador, marceneiro, mecânico de madeiras, pin-
quartos/camaratas/enfermarias e empregado de refeitório, tor-decorador, pintor de lisos (madeira), pintor de móveis,
quando a admissão ocorra depois dos 18 anos, tem a duração polidor de móveis e serrador de serra (fita) tem a duração de
de seis meses. dois anos.
5- O aprendiz ascenderá a estagiário logo que complete a 2- O aprendiz com mais de 18 anos de idade tem um perí-
aprendizagem. odo mínimo de aprendizagem de 12 meses.
Estágio 3- O aprendiz ascenderá a praticante logo que complete a
aprendizagem.
1- O estágio para cozinheiro e pasteleiro terá a duração de
4- O período de tirocínio do praticante é de dois anos.
quatro anos, subdividido em períodos iguais.
2- O estágio para despenseiro, empregado de balcão, em- Acesso e carreira
pregado de mesa empregado de refeitório tem a duração de 1- O praticante ascende à categoria mais baixa estabelecida
12 meses. para a respectiva profissão logo que complete o tirocínio.
3- O estágio para a profissão de empregado de quartos/ca- 2- A carreira do trabalhador com a profissão de bordadei-
maratas/enfermarias tem a duração de seis meses. ra (tapeçarias), carpinteiro, dourador de ouro fino, ebanista,
Acesso e carreira entalhador, estofador, marceneiro, mecânico de madeiras,
pintor-decorador, pintor de lisos (madeira), pintor de móveis,
1- O estagiário ingressa na profissão logo que complete o
polidor de móveis e serrador de serra (fita) desenvolve-se
período de estágio.
pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª
2- O estagiário para cozinheiro e pasteleiro ascende à cate-
3- Constitui requisito da promoção a bordadeira (tapeça-
goria mais baixa estabelecida para as respectivas profissões.
rias), carpinteiro, dourador de ouro fino, ebanista, entalha-
3- As carreiras do trabalhador com a profissão de cozinhei-
dor, estofador, marceneiro, mecânico de madeiras, pintor-de-
ro e pasteleiro desenvolvem-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e
corador, pintor de lisos (madeira), pintor de móveis, polidor
1.ª
de móveis e serrador de serra (fita) de 2.ª e 1.ª a prestação de
4- Constitui requisito da promoção a cozinheiro e paste-
três anos de bom e efectivo serviço na categoria imediata-
leiro de 2.ª e 1.ª a prestação de cinco anos de bom e efectivo
mente inferior.
serviço na categoria imediatamente inferior.
4- As profissões de ebanista, entalhador e mecânico de ma-
deiras são a extinguir quando vagarem os lugares das catego-
rias correspondentes actualmente ocupados.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Trabalhadores metalúrgicos Carreira


1- A carreira dos trabalhadores com a profissão de técni-
Aprendizagem e tirocínio
co superior de educação especial e reabilitação/reabilitação
1- A aprendizagem para as profissões de bate-chapas, ba- psicomotora desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª, 1.ª e
tedor de ouro em folha, canalizador (picheleiro), cinzelador principal.
de metais não preciosos, fundidor-moldador em caixas, funi- 2- Constitui requisito de promoção a técnico superior de
leiro-latoeiro, serralheiro civil e serralheiro mecânico tem a educação especial e reabilitação/reabilitação psicomotora de
duração de dois anos. 2.ª, 1.ª e principal a prestação de três anos de bom e efectivo
2- O aprendiz com mais de 18 anos de idade tem um perí- serviço na categoria imediatamente anterior.
odo mínimo de aprendizagem de 12 meses. B)Técnicos
3- O aprendiz ascenderá a praticante logo que complete a
aprendizagem. Admissão
4- O período de tirocínio do praticante é de dois anos. 1- As condições de admissão para a profissão de impressor
Acesso e carreira
são as seguintes:
a) Idade não inferior a 18 anos;
1- O praticante ascende à categoria mais baixa estabelecida b) Experiência profissional adequada.
para a respectiva profissão logo que complete o tirocínio. 2- As condições de admissão para as profissões de arqui-
2- A carreira do trabalhador com a profissão de bate- vista, encarregado de oficina, revisor, técnico de braille, téc-
-chapas, batedor de ouro em folha, canalizador (picheleiro), nico de reabilitação e tradutor são as seguintes:
cinzelador de metais não preciosos, fundidor-moldador em a) Idade não inferior a 18 anos;
caixas, funileiro-latoeiro, serralheiro civil e serralheiro me- b) Habilitações profissionais adequadas.
cânico desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª e 1.ª 3- Constitui condição de admissão para a profissão de for-
3- Constitui requisito da promoção a bate-chapas, batedor mador a titularidade das habilitações legalmente exigidas.
de ouro em folha, canalizador (picheleiro), cinzelador de me- 4- Constitui condição de admissão para a profissão de mo-
tais não preciosos, fundidor-moldador em caixas, funileiro- nitor de actividades ocupacionais e monitor/formador de ha-
-latoeiro, serralheiro civil e serralheiro mecânico de 2.ª a 1.ª bilitação e reabilitação as habilitações legalmente exigidas
a prestação de três anos de bom e efectivo serviço na catego- para o exercício da profissão ou equiparadas.
ria imediatamente inferior.
4- As profissões de batedor de ouro em folha, cinzelador Carreira
de metais não preciosos e funileiro-latoeiro são a extinguir 1- A carreira do trabalhador com a profissão de revisor e
quando vagarem os lugares das categorias correspondentes tradutor desenvolve-se pelas categorias 2.ª, 1.ª e principal.
actualmente ocupados. 2- Constitui requisito da promoção a revisor e tradutor de
Trabalhadores de panificação 1.ª e principal a prestação de cinco anos de bom e efectivo
Admissão
serviço na categoria imediatamente inferior.
3- A carreira do trabalhador com a profissão de monitor
Constitui condição de admissão para os trabalhadores de de actividades ocupacionais e monitor/formador de habilita-
panificação a titularidade do boletim de sanidade, bem como ção e reabilitação desenvolve-se pelas categorias de 2.ª, 1.ª
da carteira profissional, nos casos em que estes constituam e principal.
título obrigatório para o exercício da profissão. 4- Constitui requisito da promoção de 2.ª a 1.ª, a perma-
Aprendizagem nência de três anos de bom e efectivo serviço.
1- A aprendizagem tem a duração de dois anos. 5- Constituem requisitos da promoção a monitor de acti-
2- O aprendiz ascenderá a ajudante de padaria logo que vidades ocupacionais principal e monitor/formador de habi-
complete o período de aprendizagem. litação e reabilitação principal a prestação de cinco anos de
3- O aprendiz com mais de 18 anos de idade ascenderá bom e efectivo serviço e a titularidade de curso profissional
a ajudante desde que permaneça um mínimo de 12 meses específico na área que lecciona.
como aprendiz. 6- A carreira do trabalhador com a profissão de monitor
desenvolve-se pelas categorias de 2.ª, 1.ª e principal.
Trabalhadores de reabilitação e emprego protegido 7- Constitui requisito da promoção a monitor de 1.ª a pres-
tação de três anos de bom e efectivo serviço.
A) Técnicos superiores 8- Constituem requisitos da promoção a monitor principal
a prestação de cinco anos de bom e efectivo serviço e a titula-
Admissão
ridade de curso profissional específico na área que lecciona.
Constitui condição de admissão para o exercício de fun-
C) Outros trabalhadores
ções inerentes a técnico superior de educação especial e rea-
bilitação/reabilitação psicomotora a titularidade de licencia- Constitui condição de admissão para a profissão de au-
tura oficialmente reconhecida. xiliar de actividades ocupacionais a titularidade de diploma
para o exercício da profissão.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Trabalhadores rodoviários e de postos de O técnico de audiometria em técnico de audiologia;


abastecimentos O cardiografista, o pneumografista e o técnico de car-
diopneumografia em técnico de cardiopneumologia;
Admissão O electroencefalogista e o técnico de neurofisiografia em
1- As condições de admissão para o exercício das funções técnico de neurofisiologia;
inerentes às profissões de motoristas ligeiros e de pesados são O técnico de ortóptica em ortoptista;
as exigidas por lei. O técnico ortoprotésico em ortoprotésico;
2- Constitui condição de admissão para a profissão de O radiografista em técnico de radiologia;
abastecedor, ajudante de motorista e encarregado a idade mí- O radioterapeuta em técnico de radioterapia;
nima de 18 anos. Os dietistas, técnicos de reabilitação/fisioterapeutas, téc-
Carreira nicos de reabilitação/terapeutas da fala e técnicos de reabi-
litação/terapeutas ocupacionais detentores de licenciatura e
1- A carreira do trabalhador com as profissões de motorista
cédula profissional mantêm a actual designação de categoria
de ligeiros e de motorista de pesados desenvolve-se pelas
profissional.
categorias de 2.ª e 1.ª
2- Os técnicos de diagnóstico e terapêutica com licen-
2- Constitui requisito de promoção a prestação de cinco
ciatura e cédula profissional, reclassificados nos termos do
anos de bom e efectivo serviço na categoria de motorista de
número anterior ou das profissões de técnico de anatomia
2.ª
patológica, técnico de medicina nuclear, técnico de saúde
ambiental, higienista oral e técnico de prótese dentária terão
Trabalhadores de diagnóstico e terapêutica contado o tempo de serviço na nova categoria, para efeito de
A)Técnicos superiores
enquadramento na carreira, desde 22 de Fevereiro de 2009
ou desde a data da conclusão de licenciatura, se posterior a
Admissão essa data.
Constitui condição de admissão para a profissão de téc- 3- Os trabalhadores dos serviços de diagnóstico e terapêu-
nico superior de diagnóstico e terapêutica a posse da corres- tica actualmente existentes, que não tenham obtido a licen-
pondente licenciatura e cédula profissional. ciatura, mas que prossigam as suas funções ao abrigo de uma
autorização de exercício do Ministério da Saúde, mantém o
Carreira:
enquadramento, designação de categorias, conteúdo funcio-
1- A carreira dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêu- nal e em enquadramento de nível remuneratório descritos no
tica desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª, 1.ª e principal. CCT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 15,
2- Constitui requisito da promoção a 2.ª, 1.ª e principal a de 22 de Abril de 2011, não podendo, no entanto, verificar-
prestação de três anos de bom e efectivo serviço na categoria -se novas admissões para essas categorias de quem não te-
imediatamente inferior. nha habilitação correspondente ao 2.º ciclo de estudos supe-
B) Técnicos riores, extinguindo-se os respectivos lugares à medida que
forem vagando, sendo designados de técnicos da categoria
Admissão
correspondente (sem curso).
Constitui condição de admissão para a profissão de técni-
co de diagnóstico e terapêutica a titularidade das habilitações
Trabalhadores sociais
legalmente exigidas e cédula profissional.
Carreira Admissão
1- A carreira dos trabalhadores de uma das profissões men- 1- Constitui condição de admissão para o exercício de fun-
cionadas, desenvolve-se pelas categorias 3.ª, 2.ª e 1.ª ções inerentes a assistente social, técnico superior de ani-
2- Constitui requisito da promoção a 2.ª e 1.ª a prestação mação sociocultural e técnico superior de educação social a
de três anos de bom e efectivo serviço na categoria imedia- titularidade de licenciatura oficialmente reconhecida.
tamente inferior. 2- Constitui condição de admissão para o exercício de fun-
C) Auxiliares técnicos ções inerentes a técnico superior de mediação social a titu-
laridade de licenciatura anterior ao Processo de Bolonha ou
Trabalhadores não detentores de cédula profissional, mas
do 2.º ciclo de estudos superiores especializados, num caso
que possuem uma autorização de exercício concedida pelo
ou noutro oficialmente reconhecidos, na área das ciências
Ministério da Saúde, sendo as suas categorias a extinguir
sociais e humanas.
quando vagarem. Exercem a actividade enquadrada por pro-
3- Constituem condições de admissão para a profissão de
fissionais legalmente titulados.
animador cultural:
Reclassificações a) 12.º ano de escolaridade ou habilitação equivalentes;
1- Os técnicos de diagnóstico e terapêutica portadores de b) Formação profissional específica.
licenciatura e cédula profissional são reclassificados da se- 4- Constituem condições de admissão para a profissão de
guinte forma: mediador sociocultural:
O preparador de análises clínicas e o técnico de análises a) 9.º ano de escolaridade ou habilitação equivalente;
clínicas em técnico de análises clínicas e saúde pública; b) Formação profissional conferente do nível II de qualifi-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

cação profissional. Enfermeiros


Carreira
Carreira
1- A carreira do trabalhador com a profissão de assistente
A carreira dos trabalhadores com a profissão de enfermei-
social, técnico superior de animação sociocultural, técnico
ro desenvolve-se pelas categorias de enfermeiro, enfermeiro
superior de educação social e técnico superior de mediação
com cinco ou mais anos de bom e efectivo serviço, enfermei-
social desenvolve-se pelas categorias de 3.ª, 2.ª, 1.ª e prin-
ro especialista, enfermeiro-chefe e enfermeiro-supervisor.
cipal.
2- Constitui requisito da promoção a assistente social, téc-
nico superior de animação sociocultural, técnico superior de ANEXO III
educação social, técnico superior de mediação social de 3.ª
a 2.ª, de 2.ª a 1.ª e 1.ª a principal, a prestação de três anos de Enquadramento das profissões em níveis de
bom e efectivo serviço na categoria imediatamente inferior. qualificação
3- Os animadores culturais de grau I e os educadores so- 1- Quadros superiores:
ciais de grau I com licenciatura transitam para a nova ca- Arquitecto;
tegoria de técnicos superiores de animação sociocultural e Assistente social;
técnicos superiores de educação social, contando o tempo de Conservador de museu;
serviço na nova categoria, para efeito de enquadramento na Consultor jurídico;
carreira, desde 22 de Fevereiro de 2009, ou desde a data da Contabilista;
conclusão da licenciatura, se posterior a essa data. Dietista;
4- As categorias de animador cultural de grau II e de educa- Director de serviços;
dor social de grau II passam a designar-se animador cultural Director dos serviços clínicos;
e educador social, extinguindo-se as anteriores designações. Director técnico (farmácia);
5- Os respectivos trabalhadores serão reclassificados em Educador de infância;
técnicos superiores de animação sociocultural e técnico su- Educador de estabelecimento com grau superior;
perior de educação social, a partir da data em que adquiram o Enfermeiro;
grau de licenciatura, ou 2.º ciclo de estudos superiores espe- Enfermeiro-chefe;
cializados nos termos do Processo de Bolonha e com efeitos Enfermeiro especialista;
a partir da mesma data. Engenheiro técnico agrário;
6- A carreira do trabalhador com a profissão de agente fa- Engenheiro técnico (construção civil);
miliar, educador social e técnico auxiliar de serviço social Engenheiro técnico (electromecânica);
desenvolve-se pelas categorias de 2.ª e 1.ª Enfermeiro-supervisor;
7- Constitui requisito da promoção a prestação de cinco Engenheiro agrónomo;
anos de bom e efectivo serviço na categoria de agente de Engenheiro civil;
educação familiar, educador social e técnico auxiliar de ser- Engenheiro electrotécnico;
viço social de 2.ª Engenheiro silvicultor;
Farmacêutico;
Outros trabalhadores Formador;
Higienista oral;
Cinema Médico;
Admissão Médico especialista;
1- As condições de admissão para a profissão de projeccio- Ortoptista;
nista são as seguintes: Ortoprotésico;
a) Idade não inferior a 18 anos; Professor;
b) Habilitações profissionais adequadas. Psicólogo;
2- Constitui condição de admissão para a profissão de bi- Secretário-geral;
lheteiro a idade mínima de 18 anos. Sociólogo;
Técnico de análises clínicas e saúde pública;
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi-
Encarregados gerais ca;
Admissão
Técnico de audiologia;
Técnico de cardiopneumologia;
As condições de admissão para a profissão de encarrega-
Técnico de farmácia;
do geral são as seguintes:
Técnico de medicina nuclear;
a) Idade não inferior a 21 anos;
Técnico de neurofisiologia;
b) Habilitações profissionais adequadas.
Técnico de prótese dentária;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Técnico de radiologia; Ajudante técnico de farmácia;


Técnico de radioterapia; Animador cultural;
Técnico de reabilitação/terapeuta da fala; Dietista;
Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional; Documentalista;
Técnico de reabilitação/fisioterapeuta; Educador social;
Técnico de saúde ambiental; Educadora de infância com diploma;
Técnico superior de animação sociocultural; Encarregado fiscal;
Técnico superior de educação especial e reabilitação/rea- Escriturário principal/subchefe de secção;
bilitação psicomotora; Enfermeiro sem curso de promoção;
Técnico superior de educação social; Mediador sociocultural;
Técnico superior de laboratório; Monitor;
Técnico superior de mediação social; Monitor de CAO;
Veterinário. Monitor/formador de habilitação e reabilitação;
2- Quadros médios: Preparador de análises clínicas;
2.1- Técnicos administrativos: Professor sem magistério;
Tesoureiro. Revisor;
2.2- Técnicos de produção e outros: Secretário;
Cardiografista; Técnico auxiliar de serviço social;
Educador de infância; Técnico de actividades de tempos livres (ATL);
Electroencafalografista; Tradutor.
Fisioterapeuta; 4.2- Produção:
Radiografista; Desenhador-projectista;
Radioterapeuta; Estereotipador;
Técnico de análises clínicas; Fotógrafo (gráficos);
Técnico de audiometria; Impressor (litografia);
Técnico de braille; Pintor-decorador;
Técnico de cardiopneumografia; Pintor de lisos (madeiras).
Técnico de farmácia (cédula prof. s/licenciatura); 5- Profissionais qualificados:
Técnico de locomoção; 5.1- Administrativos:
Técnico de neurofisiologia; Arquivista;
Técnico de ortóptica de reabilitação; Caixa;
Técnico ortoprotésico; Escriturário;
Terapeuta da fala; Esteno-dactilógrafo;
Terapeuta ocupacional. Operador de computador.
3- Encarregados, contramestres, mestres e chefes de equi- 5.2- Comércio:
pa: Caixeiro.
Caixeiro-encarregado; 5.3- Produção:
Cozinheiro-chefe; Amassador;
Encarregado de armazém; Bate-chapas;
Encarregado de exploração ou feitor; Batedor de ouro em folha;
Encarregado de fabrico; Bordadeira (tapeçarias);
Encarregado de obras; Canalizador (picheleiro);
Encarregado de oficina; Carpinteiro;
Encarregado de parque de campismo; Carpinteiro de limpos;
Encarregado de refeitório (hotelaria); Carpinteiro de tosco ou cofragens;
Encarregado de sector (serviços gerais); Compositor manual;
Encarregado de serviços gerais (serviços gerais); Compositor mecânico (linotipista);
Encarregado electricista; Encadernador;
Encarregado fiscal; Encadernador-dourador;
Encarregado geral; Estofador;
Encarregados gerais (serviços gerais); Estucador;
Encarregado (madeiras); Fogueiro;
Encarregado (metalúrgicos); Forneiro;
Encarregado (rodoviários); Fotocompositor;
Encarregado (serviços gerais). Fundidor-moldador em caixas;
4- Profissionais altamente qualificados: Impressor (braille);
4.1- Administrativos, comércio e outros: Impressor tipográfico;
Agente de educação familiar; Marceneiro;

2571
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Mecânico de madeiras; Caseiro (agrícolas);


Montador; Empregado de armazém;
Oficial (electricista); Empregado de balcão;
Pedreiro; Empregado de mesa;
Perfurador de fotocomposição; Empregado de quartos/camaratas/enfermarias;
Pintor; Empregado de refeitório;
Pintor de móveis; Jardineiro;
Polidor de móveis; Operador de máquinas auxiliares;
Serrador de serra de fita; Operador de processamento de texto;
Serralheiro civil; Maqueiro;
Serralheiro mecânico; Projeccionista;
Restaurador de folhas; Sapateiro;
Teclista monotipista; Telefonista;
Transportador. Tratador ou guardador de gado.
5.4- Outros: 6.2- Produção:
Ajudante de farmácia; Ajudante de padaria;
Ajudante de feitor; Capataz (construção civil);
Ajudante técnico de análises clínicas; Chegador ou ajudante de fogueiro;
Ajudante técnico de fisioterapia; Costureiro de encadernação;
Auxiliar de educação; Operador de máquinas (encadernação e acabamentos);
Auxiliar de enfermagem; Operador manual (encadernação e acabamentos).
Barbeiro-cabeleireiro; 7- Profissionais não qualificados (indiferenciados):
Cabeleireiro; 7.1- Administrativos, comércio e outros:
Chefe de compras/ecónomo; Arrumador.
Correeiro; Auxiliar menor;
Cozinheiro; Contínuo;
Despenseiro; Engomador;
Educador de estabelecimento sem grau superior; Guarda de propriedades ou florestal;
Encarregado de emprego protegido e empresas de inser- Guarda ou guarda-rondista;
ção; Hortelão ou trabalhador horto-florícola;
Enfermeiro (sem curso de promoção); Lavadeiro;
Fiel de armazém; Paquete (*);
Motorista de ligeiros; Porteiro;
Motorista de pesados; Roupeiro;
Operador de máquinas agrícolas; Trabalhador agrícola;
Ortopédico; Trabalhador auxiliar (serviços gerais).
Parteira (curso de partos); (*) O paquete desempenha as mesmas tarefas do contínuo, não consti-
Pasteleiro; tuindo a idade um elemento de diferenciação de profissão. Deve assim ter o
mesmo nível do contínuo.
Prefeito;
Tractorista. 7.2- Produção:
6- Profissionais semiqualificados (especializados): Servente (construção civil).
6.1- Administrativos, comércio e outros: A- Praticantes e aprendizes:
Abastecedor; Ajudante de electricista;
Ajudante de acção directa; Aprendiz;
Ajudante de acção educativa; Aspirante;
Ajudante de cozinheiro; Estagiário;
Ajudante de enfermaria; Praticante;
Ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de- Pré-oficial (electricista).
ficiência;
Ajudante de motorista;
Profissões integráveis em dois níveis
Ajudante de ocupação;
Auxiliar de acção médica; 1- Quadros superiores/quadros médios - técnicos adminis-
Auxiliar de actividades ocupacionais; trativos:
Auxiliar de laboratório; Chefe de departamento (chefe de serviços, chefe de escri-
Barbeiro; tório e chefe de divisão) (a).
Bilheteiro; 2.1/3- Quadros médios - técnicos da produção e outros/
Caixa de balcão; encarregados:
Capataz (agrícolas); Chefe de serviços gerais (a).

2572
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

3/5.2- Encarregados/profissionais qualificados - comér- Técnico de radiologia principal


cio: Técnico de radioterapia principal
Caixeiro/chefe de secção. Técnico de reabilitação/fisioterapeuta principal
3/5.3- Encarregados/profissionais qualificados - produ- Técnico de reabilitação/terapeuta da fala principal
ção: Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional principal
Chefe de equipa/oficial principal (electricistas); Técnico de saúde ambiental principal
Subencarregado (madeiras) e subencarregado (metalúr- Técnico superior de educação social principal
gicos). Técnico superior de animação sócio-cultural principal
3/5.4- Encarregados/profissionais qualificados - outros: Técnico superior de mediação social principal
Encarregado do sector de armazém. Técnico superior de educação especial e reabilitação/rea-
5.1/6.1- Profissionais qualificados - administrativos/pro- bilitação psicomotora principal
fissionais semiqualificados - administrativos, comércio e ou- Nível III
tros:
Assistente social de 1.ª
Cobrador;
Dietista de 1.ª
Recepcionista.
Director técnico (FARM)
5.4/6.1- Profissionais qualificados - outros/profissionais
Enfermeiro especialista.
semiqualificados - administrativos, comércio e outros:
Higienista oral de 1.ª
Costureira/alfaiate.
Médico especialista
5.3/6.2- Profissionais qualificados - produção/profissio-
Ortoptista de 1.ª
nais semiqualificados - produção:
Ortoprotésico de 1.ª
Restaurador de folhas.
Psicólogo de 1.ª
(a) Profissão integrável em dois níveis de qualificação,
Sociólogo de 1.ª
consoante a dimensão do serviço ou secção chefiada e ine-
Técnico de análises clínicas e saúde pública de 1.ª
rente grau de responsabilidade.
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi-
ca de 1.ª
ANEXO IV Técnico de audiologia de 1.ª
Técnico de cardiopneumologia de 1.ª
Enquadramento das profissões e categorias Técnico de farmácia de 1.ª
profissionais em níveis de remuneração Técnico de medicina nuclear de 1.ª
Técnico de neurofisiologia de 1.ª
Técnico de prótese dentária de 1.ª
A - Geral Técnico de radiologia de 1.ª
Técnico de radioterapia de 1.ª
Nível I
Técnico de reabilitação/fisioterapeuta de 1.ª
Director de serviços Técnico de reabilitação/terapeuta da fala de 1.ª
Director de serviços clínicos Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional de 1.ª
Enfermeiro-supervisor Técnico de saúde ambiental de 1ª
Secretário-geral Técnico superior de animação sociocultural de 1.ª
Nível II Técnico superior de educação especial e reabilitação/rea-
Assistente social principal bilitação psicomotora de 1.ª
Chefe de divisão Técnico superior de educação social de 1.ª
Dietista principal (com licenciatura e cédula) Técnico superior de mediação social de 1.ª
Enfermeiro-chefe Nível IV
Higienista oral principal Arquitecto
Ortoptista principal Assistente social de 2.ª
Ortoprotésico principal Conservador de museu
Psicólogo principal Consultor jurídico
Sociólogo principal Dietista de 2.ª
Técnico de análises clínicas e saúde pública principal Enfermeiro com cinco ou mais anos de bom e efectivo
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi- serviço
ca principal Engenheiro agrónomo
Técnico de audiologia principal Engenheiro civil
Técnico de cardiopneumologia principal Engenheiro electrotécnico
Técnico de farmácia principal Engenheiro silvicultor
Técnico de medicina nuclear principal Farmacêutico
Técnico de neurofisiologia principal Formador
Técnico de prótese dentária principal Higienista oral de 2.ª

2573
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Médico (clínica geral) Nível VI


Ortoptista de 2.ª Contabilista/técnico oficial de contas
Ortoprotésico de 2.ª Nível VII
Psicólogo de 2.ª
Sociólogo de 2.ª Cardiografista principal
Técnico de análises clínicas e saúde pública de 2.ª Chefe de departamento
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi- Chefe de escritório
ca de 2.ª Chefe de serviços
Técnico de audiologia de 2.ª Dietista principal
Técnico de cardiopneumologia de 2.ª Electroencefalografista principal
Técnico de farmácia de 2.ª Engenheiro técnico agrário
Técnico de medicina nuclear de 2.ª Engenheiro técnico (construção civil)
Técnico de neurofisiologia de 2.ª Engenheiro técnico (electromecânico)
Técnico de prótese dentária de 2.ª Fisioterapeuta principal
Técnico de radiologia de 2.ª Pneumografista principal
Técnico de radioterapia de 2.ª Preparador de análises clínicas principal
Técnico de reabilitação/fisioterapeuta de 2.ª Radiografista principal
Técnico de reabilitação/terapeuta da fala de 2.ª Técnico de análises clínicas principal
Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional de 2.ª Técnico de audiometria principal
Técnico de saúde ambiental de 2.ª Técnico de cardiopneumografia principal
Técnico superior de animação sociocultural de 2.ª Técnico de locomoção principal
Técnico superior de educação especial e reabilitação/rea- Técnico de neurofisiografia principal
bilitação psicomotora de 2.ª Técnico ortoprotésico principal
Técnico superior de educação social de 2.ª Técnico de ortóptica principal
Técnico superior de laboratório Terapeuta da fala principal
Técnico superior de mediação social de 2.ª Terapeuta ocupacional principa.
Veterinário Tesoureiro
Nível VIII
Nível V
Assistente social de 3.ª Agente de educação familiar de 1.ª
Dietista de 3.ª (com licenciatura e cédula) Ajudante técnico de farmácia (residual)
Enfermeiro. Cardiografista de 1.ª
Higienista oral de 31.ª Chefe de secção (ADM)
Ortoptista de 3.ª Chefe dos serviços gerais
Ortoprotésico de 3.ª Desenhador projectista
Psicólogo de 3.ª Dietista de 1.ª
Sociólogo de 3.ª Educador social de 1.ª
Técnico de análises clínicas e saúde pública de 3.ª Electroencefalografista de 1.ª
Técnico de anatomia patológica, citológica e tanatológi- Encarregado geral
ca de 3.ª Fisioterapeuta de 1.ª
Técnico de audiologia de 3.ª Guarda-livros
Técnico de cardiopneumologia de 3.ª Pneumografista de 1.ª
Técnico de farmácia de 3.ª Preparador de análises clínicas de 1.ª
Técnico de medicina nuclear de 3.ª Radiografista de 1.ª
Técnico de neurofisiologia de 3.ª Radioterapeuta de 1.ª
Técnico de prótese dentária de 3.ª Técnico de actividades de tempos livres
Técnico de radiologia de 3.ª Técnico de análises clínicas de 1.ª
Técnico de radioterapia de 3.ª Técnico de audiometria de 1.ª
Técnico de reabilitação/fisioterapeuta de 3.ª Técnico de cardiopneumografia de 1.ª
Técnico de reabilitação/terapeuta da fala de 3.ª Técnico de locomoção de 1.ª
Técnico de reabilitação/terapeuta ocupacional de 3.ª Técnico de neurofisiografia de 1.ª
Técnico de saúde ambiental de 3.ª Técnico ortoprotésico de 1.ª
Técnico superior de animação sociocultural de 3.ª Técnico de ortóptica de 1.ª
Técnico superior de educação especial e reabilitação/rea- Terapeuta da fala de 1.ª
bilitação psicomotora de 3.ª Terapeuta ocupacional de 1.ª
Técnico superior de educação social de 3.ª Nível IX
Técnico superior de mediação social de 3.ª Agente de educação familiar de 2.ª
Animador cultural.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Caixeiro-encarregado. Técnico de braille


Cardiografista de 2.ª Técnico de reabilitação
Dietista de 2.ª Tradutor principal
Educador social de 2.ª Nível XI
Electroencefalografista de 2.ª
Ajudante de farmácia do 3.º ano (residual)
Encarregado (EL)
Ajudante técnico de análises clínicas
Encarregado (MAD)
Ajudante técnico de fisioterapia
Encarregado (MET)
Chefe de compras/ecónomo
Encarregado de exploração ou feitor
Dourador de ouro fino de 2.ª
Encarregado de armazém
Ebanista de 2.ª
Encarregado de fabrico
Encarregado de serviços gerais
Encarregado de obras
Encarregado de refeitório
Encarregado de oficina
Enfermeiro sem curso de promoção
Fisioterapeuta de 2.ª
Entalhador de 2.ª
Mediador sociocultural
Estereotipador de 1.ª
Monitor/formador de habilitação e reabilitação principal.
Fotógrafo de 2.ª
Monitor principal
Impressor (litografia) de 2.ª
Pneumografista de 2.ª
Monitor de 2.ª
Preparador de análises clínicas de 2.ª
Monitor/formador de habilitação e reabilitação de 2.ª
Radiografista de 2.ª
Monitor de CAO de 1.ª
Radioterapeuta de 2.ª
Ortopédico.
Técnico de análises clínicas de 2.ª
Parteira
Técnico de audiometria de 2.ª
Pintor-decorador de 2.ª
Técnico auxiliar de serviço social de 1.ª
Pintor de lisos (madeira) de 2.ª
Técnico de cardiopneumografia de 2.ª
Revisor de 1.ª
Técnico de locomoção de 2.ª
Técnicos auxiliares de diagnóstico e terapêutica com au-
Técnico de neurofisiografia de 2.ª
torização de exercício
Terapeuta da fala de 2.ª
Tradutor de 1.ª
Terapeuta ocupacional de 2.ª
Técnico ortoprotésico de 2.ª Nível XII
Técnico de ortóptica de 2.ª Ajudante de acção directa de 1.ª
Nível X Ajudante de farmácia do 2.º ano (residual)
Ajudante de feitor
Caixeiro chefe de secção
Arquivista
Cinzelador de metais não preciosos de 1.ª
Auxiliar de actividades ocupacionais com 11 ou mais
Chefe de equipa/oficial principal (EL)
anos de bom e efectivo serviço
Cozinheiro-chefe
Auxiliar de educação com 11 ou mais anos de bom e
Documentalista
efectivo serviço
Dourador de ouro fino de 1.ª
Auxiliar de enfermagem
Ebanista de 1.ª
Barbeiro-cabeleireiro
Encarregado fiscal
Bate-chapas de 1.ª
Encarregado de sector de armazém
Batedor de ouro em folha de 1.ª
Encarregado geral de serviços gerais
Bordadeira (tapeçarias) de 1.ª
Entalhador de 1.ª
Cabeleireiro
Escriturário principal/ subchefe de secção
Caixa
Esteriotipador principal
Caixeiro de 1.ª
Fotógrafo de 1.ª
Canalizador (picheleiro) de 1.ª
Impressor (litografia) de1.ª
Carpinteiro de 1.ª
Monitor de 1.ª
Carpinteiro de limpos de 1.ª
Monitor/formador de habilitação e reabilitação de 1.ª
Carpinteiro de tosco ou cofragem de 1.ª
Monitor de CAO principal
Compositor manual de 1.ª
Pintor-decorador de 1.ª
Compositor mecânico (linotipista) de 1.ª
Pintor de lisos (madeira) de 1.ª
Cozinheiro de 1.ª
Revisor principal
Despenseiro
Secretário
Dourador de ouro fino de 3.ª
Subencarregado (MAD)
Electricista (oficial) de 1.ª
Subencarregado (MET)
Encadernador de 1.ª
Técnico auxiliar de serviço social de 2.ª
Encadernador-dourador de 1.ª

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Encarregado (ROD) Cozinheiro de 2.ª


Encarregado de parque de campismo Electricista (oficial) de 2.ª
Encarregado de sector (serviços gerais) Encadernador de 2.ª
Escriturário de 1.ª Encadernador-dourador de 2.ª
Estofador de 1.ª Escriturário de 2.ª
Estucador de 1.ª Estofador de 2.ª
Fiel de armazém de 1.ª Estucador de 2.ª
Fogueiro de 1.ª Fiel de armazém de 2.ª
Fotocompositor de 1.ª Fogueiro de 2.ª
Fotógrafo de 3.ª Forneiro
Fundidor-moldador em caixas de 1.ª Fotocompositor de 2.ª
Impressor (litografia) de 3.ª Fundidor-moldador em caixas de 2.ª
Impressor (braille) Impressor tipográfico de 2.ª
Impressor tipográfico de 1.ª Marceneiro de 2.ª
Marceneiro de 1.ª Mecânico de madeiras de 2.ª
Mecânico de madeiras de 1.ª Montador de 2.ª
Monitor de CAO de 2.ª Motorista de ligeiros de 1.ª
Montador de 1.ª Motorista de pesados de 2.ª
Motorista de pesados de 1.ª Operador de computadores de 2.ª
Operador de computador de 1.ª Operador de máquinas auxiliares principal
Pasteleiro de 1.ª Pasteleiro de 2.ª
Pedreiro/trolha de 1.ª Pedreiro/trolha de 2.ª
Perfurador de fotocomposição de 1.ª Perfurador de fotocomposição de 2.ª
Pintor de 1.ª Pintor de 2.ª
Pintor-decorador de 3.ª Pintor de móveis de 2.ª
Pintor de lisos (madeira) de 3.ª Polidor de móveis de 2.ª
Pintor de móveis de 1.ª Serrador de serra de fita de 2.ª
Polidor de móveis de 1.ª Serralheiro civil de 2.ª
Revisor de 2.ª Serralheiro mecânico de 2.ª
Serrador de serra de fita de 1.ª Teclista monotipista de 2.ª
Serralheiro civil de 1.ª Tractorista
Serralheiro mecânico de 1.ª Transportador de 2.ª
Teclista monotipista de 1.ª Nível XIV
Tradutor de 2.ª
Ajudante de acção directa de 3.ª
Transportador de 1.ª
Ajudante de acção educativa de 2.ª
Nível XIII Ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de-
Ajudante de acção directa de 2.ª ficiência de 2.ª
Ajudante de acção educativa de 1.ª Auxiliar de acção médica de 1.ª
Ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de- Auxiliar de actividades ocupacionais
ficiência de 1.ª Auxiliar de educação
Ajudante de farmácia do 1.º ano. Bate-chapas de 3.ª
Amassador Bordadeira (tapeçarias) de 3.ª
Auxiliar de actividades ocupacionais com cinco anos de Caixa de balcão
bom e efectivo serviço Caixeiro de 3.ª
Auxiliar de educação com cinco anos de bom e efectivo Canalizador (picheleiro) de 3.ª
serviço Capataz (CC)
Bate-chapas de 2.ª Carpinteiro de 3.ª
Batedor de ouro em folha de 2.ª Carpinteiro de limpos de 3.ª
Bordadeira (tapeçarias) de 2.ª Carpinteiro de tosco ou cofragem de 3.ª
Caixeiro de 2.ª Compositor manual de 3.ª
Canalizador (picheleiro) de 2.ª Compositor mecânico (linotipista) de 3.ª
Carpinteiro de 2.ª Costureiro de encadernação de 1.ª
Carpinteiro de limpos de 2.ª Cozinheiro de 3.ª
Carpinteiro de tosco ou cofragem de 2.ª Operador de processamento de texto principal
Cobrador Electricista (oficial) de 3.ª
Compositor manual de 2.ª Empregado de armazém
Compositor mecânico (linotipista) de 2.ª Encadernador de 3.ª

2576
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Encadernador-dourador de 3.ª Operador manual de 2.ª


Encarregado de emprego protegido e empresas de inser- Pré-oficial do 2.º ano (EL)
ção Recepcionista de 1.ª
Escriturário de 3.ª Restaurador de folhas de 2.ª
Estofador de 3.ª Sapateiro.
Estucador de 3.ª Telefonista de 1.ª
Fogueiro de 3.ª Nível XVI
Fundidor-moldador em caixas de 3.ª
Abastecedor
Impressor tipográfico de 3.ª
Ajudante de cozinheiro até cinco anos
Marceneiro de 3.ª
Ajudante de motorista
Montador de 3.ª
Ajudante de padaria
Motorista de ligeiros de 2.ª
Auxiliar de acção médica de 3.ª
Operador de máquinas agrícolas
Auxiliar de laboratório
Operador de máquinas auxiliares de 1.ª
Barbeiro
Operador de máquinas (de encadernação ou de acaba-
Bilheteiro
mentos) de 1.ª
Caseiro
Operador manual de 1.ª
Chegador ou ajudante de fogueiro
Pasteleiro de 3.ª
Contínuo de 1.ª
Pedreiro/trolha de 3.ª
Costureiro de encadernação de 3.ª
Pintor de 3.ª
Empregado de balcão até cinco anos
Pintor de móveis de 3.ª
Empregado de mesa até cinco anos
Polidor de móveis de 3.ª
Empregado de refeitório até cinco anos
Prefeito
Estagiário de operador de máquinas auxiliares
Projeccionista
Estagiário do 1.º ano (ADM)
Recepcionista principal
Guarda ou guarda-rondista de 1.ª
Restaurador de folhas de 1.ª
Maqueiro
Serrador de serra de fita de 3.ª
Operador de máquinas (de encadernação ou de acaba-
Serralheiro civil de 3.ª
mentos) de 3.ª
Serralheiro mecânico de 3.ª
Operador manual de 3.ª
Teclista monotipista de 3.ª
Operador de processamento de texto de 2.ª
Telefonista principal
Porteiro de 1.ª
Transportador de 3.ª
Pré-oficial do 1.º ano (EL)
Tratador ou guardador de gado
Recepcionista de 2.ª
Nível XV Restaurador de folhas de 3.ª
Ajudante de acção educativa de 3.ª Telefonista de 2.ª
Ajudante de cozinheiro com mais de 5 anos de bom e Nível XVII
efectivo serviço
Ajudante do 2.º ano (EL)
Ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de-
Arrumador
ficiência de 3.ª
Contínuo de 2.ª
Ajudante de enfermaria
Empregado de quartos/camaratas/enfermarias
Ajudante de ocupação
Engomador
Auxiliar de acção médica de 2.ª
Estagiário de recepcionista
Capataz
Guarda de propriedades ou florestal
Costureira/alfaiate
Guarda ou guarda-rondista de 2.ª
Costureiro de encadernação de 2.ª
Hortelão ou trabalhador horto-florícola
Operador de processamento de texto de 1.ª
Jardineiro
Empregado de balcão com mais de cinco anos de bom e
Lavadeiro
efectivo serviço
Porteiro de 2.ª
Empregado de mesa com mais de cinco anos de bom e
Roupeiro
efectivo serviço
Trabalhador agrícola
Empregado de refeitório com mais de cinco anos de bom
Trabalhador auxiliar (serviços gerais) com mais de cinco
e efectivo serviço
anos de bom e efectivo serviço
Estagiário do 2.º ano (ADM)
Operador de computador estagiário Nível XVIII
Operador de máquinas auxiliares de 2.ª Ajudante do 1.º ano (EL)
Operador de máquinas (de encadernação ou de acaba- Estagiário do 3.º e 4.º anos (HOT)
mentos) de 2.ª Praticante do 2.º ano (CC, FARM, MAD e MET)

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Praticante dos 3.º e 4.º anos (GRAF). ANEXO V


Servente (CC)
Tabela de retribuições mínimas
Trabalhador auxiliar (serviços gerais) até cinco anos de
serviço (de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2015)
Nível XIX
Estagiário (LAV e ROUP) Tabela A
Estagiário do 1.º e 2.º anos (HOT)
Praticante do 1.º ano (CC, FARM, MAD e MET)
Praticante do 1.º e 2.º anos (GRAF) Nível Valores em euros
I 1 177
Nível XX
II 1 098
Aprendiz do 2.º ano (CC, EL, HOT, LAV e ROUP, MAD,
MET e PAN) III 1 035
Aprendiz do 2.º e 3.º anos (GRAF) IV 987
Auxiliar menor V 937
Paquete de 17 anos
VI 889
Nível XXI
VII 840
Aprendiz do 1.º ano (CC, EL, GRAF, HOT, LAV e
VIII 793
ROUP, MAD, MET e PAN)
Paquete de 16 anos IX 746
Notas: X 698
1- Os trabalhadores de apoio (ajudante de acção directa, ajudante de
acção educativa, ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com de- XI 650
ficiência, auxiliar de acção médica) que se encontrem posicionados na ca- XII 607
tegoria de 1.ª mantêm essa categoria e a actual retribuição, acedendo, no
entanto, ao nível imediatamente superior do anexo IV a partir do momento XIII 563
em que perfaçam cinco anos de bom e efetivo serviço na actual categoria de XIV 527
1.º, contados a partir de 1 de Janeiro de 2012.
Os trabalhadores das mesmas carreiras actualmente posicionados na XV 517
categoria de 2.ª mantêm a referida categoria, progredindo, sem alteração
XVI 513
nominal de categoria, ao nível imediatamente superior do anexo IV ao fim
de cinco anos de bom e efetivo serviço nessa categoria, e progredindo à XVII 509
categoria de 1.ª após cinco anos de bem e efetivo serviço no nível referido.
XVIII 505
As admissões para estas carreiras serão efectuadas para a categoria de
ingresso de 3.ª
2- Os trabalhadores ajudante de cozinheiro que, contados desde 1 de
Janeiro de 2012, perfaçam cinco anos de bom e efectivo serviço, ascendem Tabelas B
automaticamente a ajudante de cozinheiro com mais de cinco anos.
Os trabalhadores ajudante de cozinheiro com menos de cinco anos de
serviço mantém essa categoria e actual retribuição, acedendo ao nível ime- 2- Professores dos 2.º e
diatamente superior do anexo IV, a partir do momento que perfaçam cinco 1- Professores do 2.º
3.º ciclos ensino básico
anos de bom e efetivo serviço na actual categoria, contados a partir de 1 de e 3.º ciclos do ensino
Anos de e secundário
Janeiro de 2012. Níveis básico e secundário
serviço profissionalizados com
As admissões para esta carreira são efectuadas para a nova categoria profissionalizado
bacharelato
de ingresso. Valores em euros
3- Os trabalhadores auxiliares de serviços gerais que, a partir de 1 de Valores em euros
Janeiro de 2012, perfaçam cinco anos de bom e efetivo serviço serão remu- I 26 ou mais 3 028 2 491
nerados pelo nível XVII do anexo IV.
II de 23 a 25 2 382 2 292
4- Os trabalhadores com a categoria de ajudante de acção directa , que
tenham acordado o horário de trabalho normal semanal de quarenta horas, III de 20 a 22 2 035 1 920
têm direito à retribuição correspondente aos níveis respectivos da tabela A IV de 16 a 19 1 920 1 855
do anexo V, acrescida de 8,1 %.
5- Os trabalhadores com as categorias de ajudante de acção educativa, V de 13 a 15 1 855 1 707
ajudante de estabelecimento de apoio a pessoas com deficiência, ajudante VI de 9 a 12 1 707 1 473
de ocupação e auxiliar de acção médica, que tenham acordado o horário de
VII de 4 a 8 1 473 1 359
trabalho normal semanal de quarenta horas, têm direito à retribuição corres-
pondente aos níveis respectivos da tabela A do anexo V, acrescida de 5,3 %. VIII de 1 a 3 994 994
IX 0 840 840

2578
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

3- Outros professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário:

Valores
Níveis Grau académico/anos de serviço
em euros
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, profissionalizado, sem
I 1 731
grau superior e com 20 ou mais anos de serviço
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, profissionalizado, sem
II 1 477
grau superior e mais de 15 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
III 1 387
com habilitação própria, de grau superior e mais de 10 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, profissionalizado, sem
IV 1 348
grau superior e mais de 10 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
V 1 208
com habilitação própria, grau superior mais de 5 anos
Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário com mais
VI 1 193
de 25 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
VII 1 155
com habilitação própria, sem grau superior e mais de 10 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
com habilitação própria, de grau superior
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, profissionalizado, sem
VIII 1 137
grau superior e mais de 5 anos
Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário com mais
de 20 anos
Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário com mais
IX 1 081
de 15 anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, profissionalizado, sem
grau superior
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
X 960
com habilitação própria, sem grau superior e mais de 5 anos
Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário com mais
de 10 anos
Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos ensino básico e ensino secundário com mais de 5
XI 840
anos
Professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário, não profissionalizado,
XII 819
com habilitação própria, sem grau superior
XIII Restantes professores do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário 766

4- Educadores de 5- Educadores de IV de 16 a 19 1 649 1 605


infãncia e profesores infância e professores V de 13 a 15 1 480 1 448
Anos de com licenciatura do ensino básico com
Níveis
serviço profissionalizados habilitação VI de 9 a 12 1 400 1 345
Valores em euros Valores em euros VII de 4 a 8 1 146 1 098
I 26 ou mais 2 546 2 492 VIII de 1 a 3 993 971
II de 23 a 25 1 927 1 883 IX 0 840 833
III de 20 a 22 1 810 1 762

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

6- Restantes educadores e professores sem funções docentes, com funções educativas

Valores
Níveis Grau académico/anos de serviço
em euros
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 26 anos
I Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple- 1 208
mentar e mais de 26 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 26 anos
II 1 151
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 26 ano
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 25 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
III 1 136
mentar e mais de 25 anos
Professores com grau superior e mais de 25 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 20 anos
Professores com 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
mentar e mais de 20 anos
IV Professores com grau superior e mais de 20 anos 1 078
Educadores de estabelecimento com grau superior e mais de 25 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 25 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 25 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 15 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
mentar e mais de 15 anos
Professores com grau superior e mais de 15 anos
V Educadores de estabelecimento com grau superior e mais de 20 anos 959
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 20 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 20 anos
Professores sem grau superior e mais de 25 anos
Educadores de estabelecimento sem grau superior e mais de 25 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 10 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
mentar e mais de 10 anos
Professores com grau superior e mais de 10 anos
VI Educadores de estabelecimento com grau superior e mais de 15 anos 867
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 15 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 15 anos
Professores sem grau superior e mais de 20 anos
Educadores de estabelecimento sem grau superior e mais de 20 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar e mais de 5 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
mentar e mais de 5 anos
Professores com grau superior e mais de 5 anos
VII Educadores de estabelecimento com grau superior e mais de 10 anos 765
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 10 anos
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 10 anos
Professores sem grau superior e mais de 15 anos
Educadores de estabelecimento sem grau superior e mais de 15 anos
Educadores de estabelecimento com grau superior
Educadores de infância sem curso, com diploma e mais de 5 anos
VIII Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e mais de 5 anos 721
Professores sem grau superior e mais de 10 anos
Educadores de estabelecimento sem grau superior e mais de 10 anos

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Educadores de infância sem curso, com diploma e curso complementar


Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma e curso comple-
mentar.
IX 696
Professores com grau superior
Professores sem grau superior e mais de 5 anos
Educadores de estabelecimento sem grau superior e mais de 5 anos
Educadores de infância sem curso, com diploma
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, sem magistério, com diploma
Professores sem grau superior
X Educadores de estabelecimento sem grau superior 634
Professores do 1.º ciclo do ensino básico, com diploma para as povoações rurais
Professores autorizados do 1.º ciclo do ensino básico
Educadores de infância autorizados

Notas:
1) A progressão na carreira dos educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico com habilitação profissional e licenciatura que se não
encontrem no exercício efectivo de funções docentes tem por limite máximo o nível IV da tabela B 4.
2) A progressão na carreira dos educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico com habilitação profissional que se não encontrem no
exercício efectivo de funções docentes tem por limite máximo o nível IV da tabela B 5.
3) Será suspensa a contagem de tempo de serviço dos educadores e professores a que se referem as tabelas B-1, B-2, B-3, B-4, B-5 e B-6 da presente
convenção, para efeitos de progressão na carreira, durante o período de dois anos a contar da data da publicação da presente convenção, ou durante o período
de suspensão da mesma contagem em vigor para os professores e educadores abrangidos pelo Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e
Professores do Ensino Básico e Secundário ao serviço do Estado ou de outras pessoas colectivas públicas, se superior àquele.
Tal suspensão não será aplicável aos trabalhadores docentes abrangidos pela tabela B-1, B-2, B-4 e B-5, durante a permanência no nível IX - menos de
um ano de serviço.
4) Os montantes retributivos constantes das tabelas B 4 e B 5 são aplicáveis aos professores e educadores, enquanto se mantiverem no exercício efectivo
de funções docentes, devendo aplicar-se o disposto nos números 1 e 2 quando cessarem funções dessa natureza.
5) Salvo estipulação em contrário, nomeadamente constante de contrato de comissão de serviço, o trabalhador que exerça funções de direcção ou de
coordenação técnica será remunerado pelo nível imediatamente superior ao praticado em cada instituição para a categoria profissional de que aquele é titular.
6) Salvo estipulação em contrário, nomeadamente constante de contrato de comissão de serviço, o trabalhador que exerça funções de direcção pedagó-
gica será remunerado com um acréscimo de 80 (oitenta) euros sobre o montante da retribuição base.
7) Cessando o exercício de funções de direcção ou coordenação técnica, bem como as de direcção pedagógica, seja por iniciativa do trabalhador seja por
iniciativa da instituição, os trabalhadores referidos nos números anteriores passarão a ser remunerados pelo nível correspondente à sua situação na carreira
profissional.
8) As remunerações mínimas correspondentes às profissões e categorias profissionais enquadradas nos níveis XIX a XXI do anexo IV são as resultantes
da aplicação do disposto no artigo 273.º do Código do Trabalho.
9) O presente CCT substitui a convenção publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 15, de 22 de Abril de 2011, alterada pela deliberação
da comissão paritária publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 44, de 29 de Novembro de 2013.

Lisboa, 20 de Julho de 2015. Declaração


Pela Confederação Nacional das Instituições de Solida- Para os devidos efeitos se declara que são constituintes
riedade - CNIS: da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em
Funções Públicas e Sociais, os seguintes sindicatos:
João Carlos Gomes Dias, mandatário.
José Manuel Henriques Cera Casaleiro, mandatário. Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e So-
Henrique Manuel de Queirós Pereira Rodrigues, man- ciais do Norte.
datário. Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e So-
ciais do Centro.
Pela FNSTFPS - Federação Nacional dos Sindicatos dos
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e So-
Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais:
ciais do Sul e Regiões Autónomas.
António Macário Monteiro, mandatário.
Luís Pedro Correia Pesca, pela comissão executiva.
Orlando Sérgio Machado Gonçalves, mandatário.
Júlio Miguens Constâncio Velez, mandatário.
Depositado em 7 de agosto de 2015, a fl. 178 do livro
n.º 11, com o n.º 103/2015, nos termos do artigo 494.º do
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de
fevereiro.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Acordo de empresa entre a Navegação Aérea 3- Caso ocorra denúncia e consequente negociação para
de Portugal - NAV Portugal, EPE e o Sindicato revisão do presente AE, este mantém-se integralmente em
dos Controladores de Tráfego Aéreo - SINCTA - vigor até ser substituído pelo que resultar daquela negocia-
Revisão global ção.
Cláusula 4.ª

Anexos
CAPÍTULO I
Constituem anexos ao presente AE:
Área, âmbito e vigência Anexo I - Tabela salarial;
Anexo II - Descrição de funções;
Cláusula 1.ª Anexo III - Tabela de pontuações para cálculo da remu-
neração operacional;
Área e âmbito Anexo IV - Lista de escalonamento;
1- O presente acordo de empresa, adiante designado abre- Anexo V - Regulamento sobre dispensa de assiduidade e
viadamente por AE, aplica-se à Navegação Aérea de Portugal passagem à reforma ou aposentação;
- NAV Portugal, EPE, adiante designada NAV ou empresa, Anexo VI - Regulamento do sistema de avaliação opera-
prestadora de serviços de navegação aérea, e aos controla- cional de CTA;
dores de tráfego aéreo, adiante designados abreviadamente Anexo VII - Regime do banco de horas de trabalho
por CTA, ao seu serviço e representados pelo Sindicato dos (BHT).
Controladores de Tráfego Aéreo - SINCTA.
2- Este acordo aplica-se em todo o território nacional e CAPÍTULO II
ainda, com as devidas adaptações, quando os trabalhadores
se encontrem deslocados no estrangeiro, ressalvando as nor- Categoria profissional, funções e limite de idade
mas específicas acordadas entre a empresa e esses trabalha-
dores em virtude da deslocação. Cláusula 5.ª
Cláusula 2.ª Categoria profissional

Vigência 1- Todos os trabalhadores abrangidos por este acordo têm


uma única categoria profissional, a de controlador de tráfego
1- O presente AE é celebrado pelo prazo de quatro anos,
aéreo, designada abreviadamente por CTA, que é uma profis-
entrando em vigor nos termos legais.
são técnica aeronáutica, estabelecida nos moldes prescritos
2- A tabela salarial constante do anexo I e as cláusulas
pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO), de
com expressão pecuniária produzem efeitos a 1 de Janeiro
que Portugal é Estado Membro, assim como na legislação
de 2015.
nacional e internacional aplicável.
3- Com efeitos a 1 de Janeiro de 2016, a tabela salarial
2- Os CTA devem ser titulares de uma licença portugue-
será atualizada de acordo com o Índice Harmonizado de Pre-
sa de controlador de tráfego aéreo, emitida pela autoridade
ços no Consumidor (HICP) em Portugal estabelecido pelo
aeronáutica competente, nos termos do anexo I à convenção
EUROSTAT relativamente a 2015.
sobre aviação civil internacional e da legislação nacional e
4- Com efeitos a 1 de Janeiro de 2017, a tabela salarial
internacional aplicável.
será atualizada de acordo com o Índice Harmonizado de Pre-
ços no Consumidor (HICP) em Portugal estabelecido pelo Cláusula 6.ª
EUROSTAT relativamente a 2016.
5- Com efeitos a 1 de Janeiro de 2018, a tabela salarial Funções de CTA
será atualizada de acordo com o Índice Harmonizado de Pre- 1- Para o desempenho de qualquer função de natureza ope-
ços no Consumidor (HICP) em Portugal estabelecido pelo racional o CTA deve ser detentor das necessárias qualifica-
EUROSTAT relativamente a 2017. ções e averbamentos válidos registados na respetiva licença
6- Em caso de deflação os salários nominais não podem ser aeronáutica.
reduzidos, salvo acordo entre as partes. 2- As funções operacionais de CTA equivalem aos pri-
vilégios mencionados no anexo I da ICAO e na legislação
Cláusula 3.ª
nacional e internacional aplicável inerentes às qualificações
Denúncia e averbamentos registados nas respetivas licenças aeronáu-
ticas.
1- A denúncia do presente AE poderá ocorrer a partir de
3- São de natureza operacional todas as funções previstas
1 de Setembro de 2018, devendo ser acompanhada de uma
na cláusula 96.ª deste AE.
proposta negocial.
4- Salvo por acordo expresso em contrário, os CTA não
2- O disposto no número anterior não prejudica que, por
poderão ser obrigados a desempenhar funções diferentes das
consenso entre as partes, o presente AE possa, incluindo os
referidas no número 2 desta cláusula.
respetivos anexos, ser alterado a todo o tempo.
5- As funções de natureza operacional conferem direito à

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

remuneração mensal, tal como definido na alínea b) do nú- Cláusula 8.ª


mero 3 da cláusula 56.ª
6- A cessação de funções operacionais obedecerá ao dis- Limite de idade
posto nas cláusulas seguintes, sem prejuízo da eventual alte- 1- Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, o li-
ração do regime legal de aposentação ou reforma dos CTA. mite de idade para o desempenho das funções operacionais
7- Ao exercício das funções de chefia orgânica, instrução, referidas no número 2 da cláusula 6.ª é de 57 anos nos termos
formação ou assessoria, com exceção da formação operacio- do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 503/75, de 13 de Setembro,
nal prevista na alínea b) do número 1 da cláusula 82.ª não se com a redação dada pela Lei n.º 5/2009, de 29 de Janeiro,
aplica o disposto no número 1. passando a ser de 58 anos a partir da data de entrada em vigor
do diploma legal que vier a fixar nesta idade o limite para o
Cláusula 7.ª
exercício de funções operacionais.
Perda temporária ou definitiva de licença aeronáutica 2- Para os CTA admitidos até 31 de Dezembro de 1994 o
limite de idade é de 52 anos podendo, no entanto, ser pro-
1- Sempre que um CTA perca definitiva ou temporaria-
longado o exercício de funções operacionais até aos 55 anos,
mente a sua licença aeronáutica por razões de incapacidade
nos termos da cláusula 10.ª, ou até aos 57 ou 58 anos de ida-
física e/ou mental nos termos e condições previstos no anexo
de, mediante adesão individual escrita, por um período mí-
I à convenção sobre aviação civil internacional e demais le-
nimo de dois anos, nos termos previstos nos números 7 e 8.
gislação nacional aplicável, bem como por falta de compe-
3- Para os CTA admitidos entre 1 de Janeiro de 1995 e 2
tência operacional, nos termos do Regulamento do Sistema
de Fevereiro de 2009, dia imediatamente anterior à data de
de Avaliação Operacional de CTA, constante do anexo VI,
entrada em vigor do diploma legal que fixou o limite de ida-
a NAV garantirá a manutenção da respetiva retribuição de
de para o exercício de funções operacionais nos 57 anos, o
acordo com o disposto nos números seguintes.
limite de idade é de 55 anos, podendo, no entanto, ser pro-
2- Considera-se abrangido pelo disposto no número ante-
longado o exercício de funções operacionais até aos 57 ou
rior o CTA sujeito a internamento hospitalar.
58 anos de idade, mediante adesão individual escrita, por um
3- A retribuição referida no número 1 integra a remunera-
período mínimo de dois anos, nos termos previstos nos nú-
ção mensal tal como definida no número 3 da cláusula 56.ª e
meros 7 e 8.
os subsídios de férias e de Natal, sendo objeto das mesmas
4- Para os CTA admitidos entre 3 de Fevereiro de 2009 e
atualizações que se verificarem para os CTA no desempenho
o dia imediatamente anterior à data de entrada em vigor do
efetivo de funções.
diploma legal que vier a fixar o limite de idade para o exercí-
4- Caso a perda definitiva ou temporária da licença o per-
cio de funções operacionais nos 58 anos, o limite de idade é
mita, atento o seu estado de saúde, a NAV poderá exigir a
de 57 anos, podendo, no entanto, ser prolongado o exercício
permanência do CTA no desempenho de funções de chefia
de funções operacionais até aos 58 anos, mediante adesão
orgânica, instrutor residente, formador residente ou assessor,
individual escrita, nos termos previstos nos números 7 e 8.
até ao limite de idade para o exercício de funções operacio-
5- As funções de chefia orgânica, instrução, formação e as-
nais, que nos termos dos números 1, 2, 3 e 4 da cláusula 8.ª
sessoria, exercidas a título permanente, poderão ser desem-
lhe for em concreto aplicável, data a partir da qual se aplica
penhadas até aos 65 anos de idade, passando este limite de
o disposto no número 8 da cláusula 11.ª
idade para os 66 anos, a partir da data de entrada em vigor
5- Sem prejuízo do disposto no número 4 da presente cláu-
do diploma legal que vier a fixar o limite de idade para o
sula, a NAV convidará a ficar em funções de chefia orgânica,
exercício de funções operacionais nos 58 anos.
instrução, formação ou assessoria o CTA que tendo perdido
6- O exercício de funções de instrução, formação ou as-
definitivamente a licença, não fique, em resultado da aplica-
sessoria, previstas no número anterior, depende de acordo
ção dos números 2 e 3 da cláusula 9.ª, a auferir a totalidade
individual - «acordo de prolongamento de funções» - a cele-
da sua retribuição mensal.
brar por um período mínimo de dois anos, considerando-se
6- Ao CTA que tendo perdido a licença por razões de saú-
renovado automaticamente por períodos de um ano se não
de e não permaneça ao serviço nas condições previstas nos
for denunciado por qualquer das partes com a antecedência
números anteriores aplicar-se-á, a partir da data da perda da
mínima de 30 dias em relação ao termo de cada período e
licença, o disposto no número 1 da cláusula 9.ª
cessando sem necessidade de denúncia escrita por qualquer
7- Não haverá lugar à aplicação do disposto nos números 1,
das partes no caso do CTA celebrar acordo escrito para o
2 e 3 da cláusula 9.ª, caso a perda de licença seja devida a dolo
exercício de funções em regime de comissão de serviço, ao
ou culpa grave do CTA, entendendo-se como tal a violação in-
abrigo das cláusulas 102.ª a 104.ª, ou, em qualquer caso,
justificada do dever de diligência no cumprimento de normas
quando o CTA atingir o limite de idade previsto no numero
legais ou regulamentares ou a previsibilidade de que do ato ou
5 da presente cláusula.
omissão do CTA poderia resultar a perda da licença.
7- A adesão individual escrita prevista nos números 2, 3 e
8- No caso de surgirem dúvidas relativas à existência de
4 anteriores para prolongamento de funções operacionais até
culpa grave serão as mesmas resolvidas por decisão de uma
aos 57 ou 58 anos de idade, deverá ser apresentada durante o
comissão arbitral composta por um vogal designado pela
mês de Junho do ano civil imediatamente anterior àquele em
NAV, outro designado pelo CTA e um terceiro escolhido por
que o CTA complete 55 anos de idade.
acordo dos árbitros das partes.
8- Os CTA que em virtude da sua idade fiquem inibidos de

2583
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

cumprir o requisito temporal previsto no número 7, deverão condições legais para a requerer, atualmente estabelecidas
apresentar a adesão individual escrita para o prolongamento no Decreto-Lei n.º 155/2009, de 9 de Julho, aplicando-se a
de funções operacionais até aos 58 anos de idade nos 30 dias idade de 58 anos a partir do momento da entrada em vigor do
seguintes à data da entrada em vigor do diploma legal que diploma legal que alterar a idade da reforma.
vier a fixar a referida idade limite nos 58 anos. 7- Aos CTA beneficiários da Caixa Geral de Aposentações
que requeiram nos termos da alínea a) do número anterior
Cláusula 9.ª
a aposentação voluntária antecipada, a empresa garantirá o
Cessação de funções pagamento das quotas devidas pela majoração do tempo de
serviço nos termos que estiverem previstos na lei, bem como
1- Os CTA ficam dispensados de comparecer ao serviço,
e sempre que se justificar, o pagamento das quotizações de-
mantendo o vínculo à NAV com a natureza existente nessa
correntes da contagem do tempo de serviço militar e do tem-
data, nas situações em que atinjam o respetivo limite de ida-
po de serviço prestado noutras entidades.
de para o exercício de funções operacionais, de acordo com o
8- O demais atinente à reforma e aposentação dos CTA
estipulado nos números 1, 2, 3 e 4 da cláusula 8.ª, bem como
consta do regulamento previsto no anexo V.
nas situações em que ocorra a perda definitiva da licença ae-
9- As responsabilidades da empresa previstas nos números
ronáutica, nos termos da cláusula 7.ª
4 e 5 serão satisfeitas através do Fundo de Pensões NAV/
2- Os CTA abrangidos pelo disposto no número anterior
SINCTA - Plano de Benefício Definido - ou através do ins-
mantêm o direito à remuneração mensal tal como definida
trumento que o venha a substituir.
no número 3 da cláusula 56.ª e aos subsídios de férias e de
10- A empresa está desobrigada das responsabilidades
Natal, os quais serão pagos respetivamente nos meses de
constantes dos números 4 e 5 em relação aos CTA que não
Junho e Novembro de cada ano, serão objeto das mesmas
tenham querido aderir ao fundo de pensões referido no nú-
atualizações que se verificarem para os CTA no desempenho
mero anterior ou que tenham sido excluídos do mesmo por
efetivo de funções e serão pagos integral ou proporcional-
falta de pagamento das respetivas contribuições.
mente, conforme o CTA tenha 36 ou menos anos de serviço,
11- No caso de, por qualquer razão, se verificar a extinção
calculados de acordo com o disposto no número seguinte.
do fundo de pensões referido no número 9, ou do instrumen-
3- O tempo de serviço é calculado fazendo corresponder
to que o venha a substituir, as responsabilidades da empresa
a cada ano de serviço as seguintes percentagens calculadas
constantes dos números 4 e 5 mantêm-se integralmente em
sobre 36, de acordo com o órgão ATS em que foi prestado:
vigor.
a) ACC de Lisboa, Torre de Lisboa, Torre do Porto, Torre
de Faro, ex-ACC da Madeira, ACC de S. Maria - 5 %; Cláusula 10.ª
b) Torre do Funchal, Torre de Cascais e Torre de Ponta
Delgada - 4 %; Disponibilização de direitos
c) Torre de S. Maria, Torre da Horta, Torre de Porto Santo, 1- Os CTA com licença, qualificações e averbamentos vá-
Torre das Flores - 3,475 %; lidos admitidos até 31 de Dezembro de 1994, declararão por
d) Órgãos das ex-colónias - 3,334 %. escrito, até ao fim de Janeiro do ano em que completam 49
4- O regime estabelecido nos números anteriores cessa anos de idade, se aceitam ou não exercer funções operacio-
com a aposentação ou reforma do CTA ou na data em que nais até aos 55 anos.
este reúna os requisitos legais para a mesma, garantindo a 2- Os CTA que declarem aceitar receberão um prémio de
NAV permanentemente, a partir da aposentação ou reforma, disponibilidade no valor constante de 4987,98 €, acrescido
a diferença entre o montante líquido da pensão paga pela de uma componente atualizável de 5152,65 €.
Caixa Geral de Aposentações ou pela Segurança Social e a 3- Os CTA que não aceitem receberão, com base na per-
remuneração mensal líquida atualizada. centagem que representem em relação à totalidade dos que
5- A diferença garantida prevista na parte final do núme- nesse ano completem 49 anos de idade, uma compensação
ro 4 apenas se aplica aos CTA admitidos na empresa até 30 do seguinte valor.
de Setembro de 2007, sendo que aos CTA admitidos poste- a) Sendo a percentagem superior a 60 % - um valor cons-
riormente aquela data é aplicado um plano de contribuição tante de 4987,98 €;
definida, nos termos do Contrato Constitutivo do Fundo de b) Sendo a percentagem superior a 35 % e inferior ou igual
Pensões celebrado entre a NAV e o SINCTA. a 60 % - um valor constante de 4987,98 €, acrescido de uma
6- Para efeitos do disposto no número 4, considera-se que: componente atualizável de 2944,32 €;
a) Os CTA com vínculo à função pública reúnem os requi- c) Sendo a percentagem inferior ou igual a 35 % - um valor
sitos para a aposentação a partir do momento em que atinjam constante de 4987,98 € acrescido de uma componente atua-
a idade de 55 anos e preencham as demais condições legais lizável de 5152,65 €.
para requerer a aposentação voluntária antecipada, que em 4- O disposto na alínea a) do número anterior aplica-se
cada momento vigorarem e que atualmente se encontram es- também aos CTA que percam a sua licença por motivo de
tabelecidas no artigo 37.º-A do estatuto da aposentação; saúde antes de completarem 49 anos, na data em que atinjam
b) Os CTA beneficiários da Segurança Social reúnem os esta idade.
requisitos para a reforma por velhice a partir do momento 5- Os valores constantes nos números anteriores serão pa-
em que atinjam a idade de 57 anos e preencham as demais gos no fim do mês seguinte àquele em que cada CTA com-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

plete 49 anos de idade. nham 20 anos de serviço na data em que perfaçam 52 anos de
6- O CTA que, tendo na altura própria feito declaração de idade, ser-lhes-á atribuído um valor de IDC calculado pelo
aceitação, não venha a completar a prestação de trabalho a quociente entre o respetivo tempo de serviço e os menciona-
que se comprometeu, ficará com direito a 100 % ou 50 % dos 20 anos de serviço.
do valor estabelecido na alínea a) do número 3, conforme 4- Os CTA admitidos no quadro de pessoal da empresa até
esse incumprimento se deva a perda de licença por razões de 30 de Setembro de 2007, bem como aqueles que ingressa-
saúde ou a qualquer outra razão, devendo, em qualquer dos ram entre 30 de Setembro de 2007 e 2 de fevereiro de 2009,
casos, devolver o montante porventura recebido em excesso, dia imediatamente anterior à data de entrada em vigor do
no momento da sua desvinculação contratual. diploma legal que fixou o limite de idade para o exercício de
7- Ao CTA que, tendo na altura própria feito declaração de funções operacionais nos 57 anos, que venham a disponibili-
não-aceitação, venha mais tarde a manifestar-se no sentido zar-se para o prolongamento de funções operacionais até aos
oposto, será integralmente aplicável o disposto nesta cláusu- 57, ou 58 anos de idade, terão igualmente direito à perceção
la, desde que a empresa decida atribuir-lhe funções operacio- da indemnização por desvinculação contratual a partir dos 55
nais depois dos 52 anos de idade. anos, calculada nos termos previstos no número 1.
8- O disposto na parte final do número anterior aplicar-se- 5- Terão igualmente direito a receber IDC a partir dos 55
-á também aos CTA que venham a declarar por escrito a sua anos de idade, os CTA que tenham ingressado no quadro de
intenção de se disponibilizarem para o exercício de funções pessoal da empresa a partir de 3 de Fevereiro de 2009, data
operacionais depois de completarem 52 anos de idade, em de entrada em vigor do diploma legal que fixou nos 57 anos a
virtude de, na altura própria, não deterem as respetivas qua- idade limite para o exercício de funções operacionais.
lificações e averbamentos válidos. 6- Os CTA referidos no número anterior que se venham a
9- A componente atualizável do prémio de disponibili- disponibilizar para o exercício de funções operacionais entre
dade, prevista nos números 2 e 3, será anualmente ajustada os 57 e a nova idade limite de 58 anos de idade, a fixar em
por referência a 1 de Julho de cada ano, com base no Índice diploma legal, manterão o direito à perceção do IDC calcu-
Harmonizado de Preços no Consumidor (HICP) em Portugal lado nos termos previstos no número 1.
estabelecido pelo EUROSTAT. 7- Os CTA que venham a ingressar no quadro de pessoal
10- Se em Janeiro de qualquer ano se verificar um valor acu- da empresa em data posterior à data de entrada em vigor do
mulado de adesões, desde Janeiro de 1995, inferior a 40 %, diploma legal que vier a fixar o limite de idade para os 58
a NAV poderá usar da faculdade de declarar a suspensão des- anos terão direito a receber IDC a partir dos 57 anos.
ta cláusula, para renegociação. 8- A concessão do IDC nos termos dos números anteriores
11- Enquanto a cláusula estiver suspensa, não serão atribu- também se aplica aos CTA que se tenham ou venham a dis-
ídos os prémios previstos nos números 2, 3 e 4, produzindo ponibilizar para o exercício de funções de chefia orgânica,
as alterações acordadas na renegociação efeitos à data de instrução, formação ou assessoria até aos 65 anos de idade
suspensão. ou até aos 66 anos de idade, incluindo os CTA referidos no
12- Em caso de morte do CTA, não haverá lugar a quais- número 3 da presente cláusula, nos termos e condições aí
quer reposições ou devoluções dos valores entretanto rece- previstos.
bidos. 9- Em caso de morte do CTA será pago aos respetivos her-
deiros o crédito emergente da indemnização por desvincu-
Cláusula 11.ª
lação contratual devida, em função do número de meses de
Indemnização por desvinculação contratual exercício efetivo de prolongamento de funções que se tiver
verificado.
1- Os CTA admitidos na empresa até 31 de Dezembro de
10- O valor da indemnização por desvinculação contra-
1994, que já se tenham disponibilizado ou venham a dispo-
tual, previsto no número 1, bem como o valor do adianta-
nibilizar para prolongar funções entre os 52 e 55 anos, têm
mento referido no número 12, será anualmente atualizado,
direito a uma indemnização por desvinculação contratual
por referência a 1 de Julho de cada ano, com base no Índice
paga no momento em que esta ocorra, cujo montante será
Harmonizado de Preços no Consumidor (HICP) em Portugal
apurado, tendo em conta a fórmula seguinte:
estabelecido pelo EUROSTAT.
IDC=2 699,00 € x Número de meses de prolongamento 11- No cálculo dos valores de IDC previstos na presente
contratual, contados entre a data em que completou 52 anos cláusula serão deduzidas todas e quaisquer ausências ao ser-
de idade e a data em que cessou funções. viço, excetuando os dias de férias, os dias de descanso e as
(IDC= Indemnização por Desvinculação Contratual) folgas de compensação.
2- A concessão da indemnização por desvinculação con- 12- Caso o CTA o pretenda, poderá solicitar à empresa
tratual prevista no número anterior, aplica-se igualmente aos adiantamentos trimestrais no valor de 8097,00 €, por conta
CTA que tenham ingressado nos quadros de pessoal da em- da indemnização por desvinculação contratual referida nos
presa, entre 1 de Janeiro de 1995 e 30 de Setembro de 2007 e números anteriores, sendo esta opção suscetível de ser alte-
que detenham pelo menos 20 anos de serviço na data em que rada, a pedido do CTA, uma única vez.
perfaçam 52 anos de idade. 13- Aos CTA que tenham declarado a sua adesão ao pro-
3- Caso os CTA, referidos no número anterior, não dete- longamento de funções operacionais, entre os 55 e os 57
anos e entre os 57 e os 58 anos, nos termos previstos nos

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números 7 e 8 da cláusula 8.ª e que não venham a assegurar l) Enviar, nos termos da lei e do presente acordo, ao sin-
a inerente prestação efetiva de trabalho, ser-lhes-á aplica- dicato, em cheque ou transferência bancária, até 10 do mês
da uma penalização pecuniária no montante de 8097,00 € seguinte a que respeitar, o produto das quotizações, acompa-
e 4048,50 €, respetivamente, a qual será anualmente atuali- nhadas dos respetivos mapas devidamente preenchidos;
zada, por referência a 1 de Julho de cada ano, com base no m) Decidir sobre qualquer reclamação ou queixa formu-
Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (HICP) em lada por escrito pelo CTA, comunicando-lhe a sua posição
Portugal estabelecido pelo EUROSTAT. por escrito num prazo de 30 dias e considerando-se aquela
14- O montante da penalização referido no número ante- indeferida se não for dada resposta por escrito no prazo de
rior não será aplicado, caso a não prestação efetiva de traba- 90 dias;
lho tenha sido motivada por razões de saúde. n) Dar conhecimento ao sindicato dos textos normativos
15- O direito à perceção de IDC para os CTA previstos no internos relativos a relações e condições de trabalho;
número 1 da presente cláusula, fica condicionada à verifi- o) Facultar aos trabalhadores os manuais e respetivas atu-
cação, em Janeiro de cada ano, de um valor acumulado de alizações em número considerado suficiente, bem como toda
adesões não inferior a 40 %, o que, não ocorrendo, determi- a documentação necessária à sua formação e ao desempenho
na a suspensão do disposto no número 1, para renegociação, de cada uma das suas funções e distribuir um exemplar das
continuando a ser liquidados os adiantamentos previstos no mesmas à Associação Portuguesa dos Controladores de Trá-
número 12. fego Aéreo;
p) Assegurar a vigilância da saúde dos CTA, de modo a
CAPÍTULO III aferir se detêm as aptidões necessárias ao desempenho cabal
das funções de que são incumbidos;
Direitos, deveres e garantias q) Controlar a validade das licenças, qualificações e aver-
bamentos ou quaisquer outros documentos necessários ao
Cláusula 12.ª desempenho das funções do trabalhador, incluindo o registo
de horas de trabalho, concedendo-lhe as facilidades neces-
Deveres da NAV sárias para que as mesmas possam ser tempestivamente re-
São deveres da NAV os seguintes: validadas;
a) Cumprir as disposições do presente acordo, bem como r) Suportar todos os encargos decorrentes da revalidação e
as leis do trabalho e os regulamentos internos vigentes; renovação da licença e manutenção da validade da documen-
b) Indemnizar os trabalhadores pelos prejuízos resultantes tação necessária ao normal desempenho das suas funções,
de acidentes de trabalho e doenças profissionais, nos termos quando os atos correspondentes, nomeadamente os exames
do presente acordo; médicos, sejam organizados e promovidos pela empresa em
c) Instalar os trabalhadores em boas condições de higiene, locais por esta designados;
conforto e segurança; s) Nomear um CTA operacional para integrar as comis-
d) Não exigir a nenhum trabalhador qualquer serviço ma- sões de inquérito interno constituídas em função de acidente
nifestamente incompatível com a sua categoria e deontologia ou incidente que envolva os Serviços de Tráfego Aéreo;
profissionais; t) Criar, ou manter em vigor caso já existam, e desde que
e) Exigir do pessoal que trate com correção os restantes tal se mostre adequado, salas de convívio em condições de
profissionais e, designadamente, daquele investido em fun- higiene e conforto e instalações destinadas ao repouso que
ções de direção e chefia; possibilitem o descanso nos períodos noturnos;
f) Passar certificados de trabalho aos trabalhadores, donde u) Manter, caso tal se justifique e sem prejuízo da raciona-
conste a antiguidade, funções ou cargos desempenhados e/ lidade da sua exploração, as condições de apoio a cafetarias
ou outras referências eventualmente solicitadas pelo interes- e refeitórios de reconhecida utilidade social em termos equi-
sado; valentes aos já praticados.
g) Facultar a consulta do processo individual ao trabalha- Cláusula 13.ª
dor ou ao seu representante indicado por escrito, sempre que
estes o solicitem; Regime disciplinar
h) Promover o aperfeiçoamento profissional dos trabalha- 1- A NAV detém poder disciplinar sobre os CTA ao seu
dores, através de adequados serviços de formação, desenvol- serviço, o qual será exercido nos termos da lei, salvo as es-
vendo as suas capacidades profissionais e pessoais; pecificidades constantes dos números seguintes.
i) Tratar os trabalhadores com urbanidade e respeitá-los 2- Constitui infração disciplinar todo o ato ou omissão
como seus colaboradores; culposa do CTA, com dolo ou negligência, em violação de
j) Pagar pontualmente aos trabalhadores a retribuição na algum dos deveres consignados no presente AE ou na lei.
forma devida; 3- Exceto no caso da aplicação da sanção de repreensão
k) Cumprir as disposições legais em vigor relativamente simples, o procedimento disciplinar inicia-se com o despa-
ao exercício de cargos em organismos sindicais, comissões cho de instauração proferido pelo superior hierárquico com
de trabalhadores e associações profissionais e não opor obs- competência disciplinar e deverá obedecer aos procedimen-
táculos à prática, nos locais de trabalho, das respetivas ativi- tos e prazos previstos no Código do Trabalho.
dades, nos termos legais aplicáveis;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

4- Concluído o procedimento disciplinar, será enviada có- nados pela empresa;


pia de todo o processo, com proposta de decisão, ao SINCTA, p) Cumprir os deveres profissionais decorrentes da posse
tendo este um prazo de 5 dias úteis para emitir parecer. de licença, qualificações e averbamentos.
5- A decisão disciplinar será comunicada ao CTA por carta
Cláusula 15.ª
registada com aviso de receção para a última morada conhe-
cida ou por notificação pessoal, acompanhada da respetiva Garantias dos CTA
fundamentação.
1- É proibido à NAV:
Cláusula 14.ª a) Opor-se por qualquer forma a que os trabalhadores
exerçam os seus direitos, bem como despedi-los ou aplicar-
Deveres dos trabalhadores -lhes sanções por causa desse exercício;
São deveres dos trabalhadores: b) Diminuir a retribuição, salvo nos casos previstos na lei
a) Executar as funções que lhe forem confiadas com zelo ou no presente AE ou baixar a sua categoria por qualquer
e diligência, de harmonia com as suas aptidões, categoria e forma, salvo se houver acordo do CTA;
deontologia profissionais; c) Transferir os trabalhadores para outro local de trabalho,
b) Desempenhar com pontualidade e assiduidade o serviço salvo o disposto nas cláusulas 73.ª e 74.ª;
que lhe estiver confiado; d) Obrigar os trabalhadores a adquirir bens ou utilizar ser-
c) Tratar com urbanidade e lealdade a NAV, os companhei- viços fornecidos pela empresa ou por empresas por ela in-
ros de trabalho, os superiores hierárquicos e as demais pes- dicadas;
soas que estejam ou entrem em relação com a NAV; e) Explorar com fins lucrativos quaisquer cantinas, cafeta-
d) Cumprir as normas e participar na função de higiene e rias, economatos, refeitórios ou parques habitacionais, para
segurança no trabalho, nomeadamente aceitando a formação fornecimento de bens ou prestação de serviços aos trabalha-
que, para o efeito, a empresa coloque à sua disposição; dores;
e) Participar aos seus superiores hierárquicos os acidentes, f) Despedir e readmitir o trabalhador, mesmo com o seu
incidentes e ocorrências anormais que tenham surgido du- acordo, havendo o propósito de o prejudicar nos direitos e
rante o serviço; regalias decorrentes da antiguidade;
f) Zelar pela boa conservação e utilização dos bens rela- g) Adotar conduta intencional de forma a levar o trabalha-
cionados com o seu trabalho que lhe forem confiados pela dor a pôr termo ao contrato;
NAV; h) Exercer pressão sobre o trabalhador para que atue no
g) Cumprir as ordens e diretrizes da NAV, emitidas dentro sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
dos limites dos respetivos poderes de direção definidos neste lho dele ou dos companheiros;
acordo e na lei, em tudo o que não se mostrar contrário aos i) Exigir ao CTA o desempenho de funções em atividade
seus direitos e garantias; diferente daquela a que está vinculado por força do presente
h) Informar a NAV dos dados necessários à atualização do AE ou do seu contrato de trabalho ou que não correspondam
seu cadastro individual, incluindo situações exteriores à em- à sua aptidão e categoria profissional, salvo acordo do CTA e
presa que sejam suscetíveis de influenciar o cálculo de tempo sem prejuízo do disposto na cláusula 95.ª
para efeitos de aposentação ou reforma; 2- A violação do disposto no número anterior é suscetível
i) Frequentar as ações de formação necessárias ao desem- de constituir justa causa de rescisão do contrato de trabalho
penho das funções que lhes correspondem nos termos deste por iniciativa do CTA.
acordo, ou para as quais sejam designados, salvo disposição 3- O CTA pode sempre, para salvaguardar a sua responsa-
em contrário; bilidade, requerer que as instruções sejam confirmadas por
j) Cumprir as disposições deste acordo e as leis de traba- escrito, quando haja motivo plausível para duvidar da sua
lho em vigor; autenticidade, ou quando existam fundadas dúvidas quanto
k) Guardar lealdade à NAV, nomeadamente não negocian- à sua legitimidade.
do por conta própria ou alheia em concorrência com ela, nem 4- CTA deverá invocar e fundamentar expressamente os
divulgando informações referentes à sua organização, méto- motivos aludidos no número anterior.
dos de produção ou negócios; 5- Os pedidos de confirmação por escrito das instruções
l) Usar durante o exercício das suas funções da máxima recebidas não têm efeito suspensivo quanto ao cumprimento
diligência no sentido da proteção das vidas e bens sob a sua das mesmas.
responsabilidade;
Cláusula 16.ª
m) Manter o nível de desempenho profissional à altura das
funções que lhes correspondem nos termos do AE e das nor- Direitos dos CTA
mas e procedimentos definidos pela empresa;
São direitos dos CTA:
n) Manter atualizadas as licenças e demais documentação
a) Exercer os privilégios inerentes às licenças, qualifica-
necessária ao normal desempenho das suas funções;
ções e averbamentos;
o) Realizar os exames médicos e outras diligências ineren-
b) A independência total, individual ou coletiva, em rela-
tes à revalidação da licença aeronáutica fora do período de
ção a interferências, pressões, instruções ou normas relativas
trabalho, quando promovida pelo CTA e em locais não desig-
ao exercício de funções ATS, provenientes de entidades ou

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

órgãos alheios à estrutura hierárquica dos serviços de tráfego diretamente impostas pela prestação de trabalho, designada-
aéreo e à autoridade aeronáutica competente; mente as ocorridas em função de transferência ou desloca-
c) A proibição da escuta ou reprodução da gravação de co- ções determinadas pela NAV, são suportadas por esta.
municações resultantes da prestação de serviço de controlo
Cláusula 21.ª
de tráfego aéreo, por entidade alheia à estrutura hierárquica
ou funcional dos serviços de tráfego aéreo, ou à autoridade Definições
aeronáutica competente;
Para os efeitos previstos neste acordo, considera-se:
d) Acompanhar, através de representantes nomeados pela
a) Período normal de trabalho diário e semanal - O número
APCTA, desde a fase de elaboração do projeto até à sua
de horas de trabalho que o CTA se obriga a prestar por dia
entrada em funcionamento, as alterações introduzidas nos
ou semana, apurado por média de ciclo do respetivo horário;
meios técnicos e operacionais utilizados nos STA;
b) Período intercalar de descanso - O intervalo entre dois
e) Usufruir do apoio previsto no programa CISM, «Criti-
períodos normais de trabalho consecutivos;
cal Incident Stress Management», ou equiparado.
c) Ciclo de horário - O número de semanas necessárias ao
Cláusula 17.ª retorno à sequência inicial do horário;
d) Período de descanso semanal - O conjunto formado
Proteção em caso de terrorismo ou pirataria pelos dias de descanso semanal obrigatório e de descanso
1- Em caso de alerta de existência de engenho explosivo complementar;
ou ação armada em instalações da NAV, nenhum trabalhador e) Sobreposição de serviço - O período de trabalho indis-
poderá ser obrigado a prestar serviço dentro da área de segu- pensável para que o serviço seja transferido para os CTA que
rança, sem prejuízo das suas remunerações, enquanto ali se rendem um turno.
mantiver o estado de alerta, devendo manter-se à disposição
Cláusula 22.ª
da empresa dentro do seu horário de trabalho até ordem em
contrário. Tipos de horários
2- Uma vez ponderada a gravidade da situação, o estado de
1- Considera-se horário por turnos, aquele em que existem
alerta relativo à existência do engenho explosivo deverá ser
para o mesmo posto de trabalho dois ou mais horários que
reconhecido e divulgado no âmbito do serviço pelo respetivo
se sucedem, sem sobreposição que não seja a necessária para
responsável ou por quem no momento o substituir.
assegurar a continuidade do trabalho e em que os CTA peri-
3- Qualquer acidente pessoal sofrido pelos trabalhadores
ódica e regularmente executam o trabalho a horas diferentes,
da NAV na circunstância prevista nesta cláusula será consi-
segundo uma escala pré-estabelecida para determinado ciclo
derado acidente de trabalho.
horário.
Cláusula 18.ª 2- Consideram-se horários regulares aqueles que são cons-
tituídos por cinco dias consecutivos de trabalho, com descan-
Transmissão de exploração so ao sábado e ao domingo e com início e termo uniformes.
Em caso de transmissão total ou parcial para outra enti- 3- O período normal semanal de trabalho é de 35 horas
dade de instalações ou serviços em que exerçam a sua ati- definido em termos médios, sendo, no caso de trabalho por
vidade CTA, a NAV garantirá a audição prévia do SINCTA turnos, apurado por média do ciclo horário.
relativamente aos direitos e interesses dos CTA envolvidos. 4- O período de referência para apuramento dos limites
legais máximos de duração média do trabalho semanal, é fi-
CAPÍTULO IV xado em 12 meses.
5- O tempo despendido na revalidação e renovação das li-
Prestação de trabalho cenças aeronáuticas quando os respetivos exames médicos
sejam efetuados em local indicado pela empresa, bem como
Cláusula 19.ª o despendido em ações de formação, é, sem prejuízo do dis-
posto no presente AE, considerado como de trabalho.
Regulamentação do trabalho 6- A mudança de tipo de horário só poderá processar-se
Dentro dos limites decorrentes do contrato de trabalho e após o descanso semanal do CTA.
das normas que o regem, tal como o presente acordo, com- 7- Na elaboração dos horários de trabalho, sejam quais
pete à NAV fixar os termos em que deve ser prestado o tra- forem o seu tipo e estrutura, deverá atender-se às caracte-
balho. rísticas e exigências funcionais de cada órgão e serviço, no-
meadamente às variações diárias e sazonais dos volumes de
Cláusula 20.ª trabalho, de modo que as dotações de pessoal e a composição
Despesas com documentação
das equipas se adequem àquelas exigências funcionais e à
duração do trabalho semanal estabelecido neste AE.
As despesas com a obtenção ou revalidação de passa- 8- Os horários de trabalho e as dotações de cada órgão
portes, vistos, licenças militares, aeronáuticas e outros do- constam de documento próprio que só poderá ser alterado
cumentos, bem como os transportes para a sua obtenção, mediante audição prévia do SINCTA.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 23.ª b) A um período de repouso de 90 minutos consecutivos


entre as 0h00 e as 8h00 sem perda de retribuição nem des-
Da prestação de trabalho conto do tempo de serviço, exceto nos órgãos com um CTA
1- Aos trabalhadores abrangidos por este AE que traba- por turno.
lhem por turnos, aplicar-se-ão as seguintes disposições espe- c) A uma hora para refeição sempre que o turno abranja a
ciais sobre duração e prestação de trabalho: totalidade do respetivo período de refeição, contando-se para
a) Em regra, não haverá rendição de turnos entre as 0h00 todos os efeitos como tempo de serviço.
e as 7h00; 2- Os períodos de descanso referidos na alínea a) do núme-
b) Se, por razões operacionais, se verificar a necessidade ro anterior são sobreponíveis com os previstos nas alíneas b)
nalgum órgão de aumentar a dotação do período noturno, em e c) do mesmo número, quando coincidentes.
alternativa a essa medida poderão verificar-se rendições de
Cláusula 26.ª
turno às 6h00, mediante acordo prévio do SINCTA;
c) Entre as 0h00 e as 24h00 de cada dia nenhum período de Escalas de serviço
trabalho poderá ter mais de 8 horas e quinze minutos conse-
1- As escalas de serviço serão afixadas em todos os locais
cutivos, nem menos de 4 horas;
de trabalho com uma antecedência mínima de 20 dias, para
d) O período intercalar de descanso não será nunca inferior
o mês seguinte.
a 8 horas, considerando-se que o correspondente descanso
2- Das escalas de serviço constarão obrigatoriamente:
compensatório, exigido nos termos da lei, está integrado no
a) Horas de início e termo do trabalho, incluindo nestas os
período de descanso semanal previsto na alínea d) da cláu-
períodos de sobreposição de serviço, quando existam;
sula 21.ª;
b) Períodos de descanso semanal.
e) O período de sobreposição de serviço será de 15 minu-
3- Qualquer alteração aos horários afixados só poderá ser
tos;
feita para evitar elevados prejuízos para a empresa ou o risco
f) Os dias de descanso semanal e complementar serão
de, por insuficiência de dotação se verificar uma rutura de es-
sempre consecutivos.
cala, devendo a alteração ser divulgada com uma antecedên-
2- Quando um CTA prestar trabalho suplementar não po-
cia, em princípio de oito dias, nunca inferior a três dias, sem
derá entrar novamente ao serviço sem que antes tenham de-
prejuízo do trabalhador só mudar de turno após o período de
corrido pelo menos 8 horas sobre o termo da prestação do
descanso semanal.
trabalho suplementar.
4- A elaboração da escala de serviço procurará distribuir
Cláusula 24.ª equitativamente pelos trabalhadores em iguais condições de
prestação de trabalho, os períodos de serviço diurno e no-
Banco de horas de trabalho turno.
1- É criado um banco de horas de trabalho (BHT) corres- 5- Aos cônjuges integrados no mesmo local habitual de
pondente a um acréscimo de 170 horas do período normal de trabalho e sujeitos ao mesmo tipo de horário, serão concedi-
trabalho anual, a que poderão aderir todos os CTA com fun- das na medida do possível, idênticas condições de prestação
ções atribuídas na NAV e com averbamento de órgão válido, de trabalho, relativamente a descanso semanal e outros perí-
à exceção daqueles que estejam posicionados nos graus V e odos de descanso.
VI da carreira.
Cláusula 27.ª
2- A adesão ao BHT é de carácter facultativo, efetuando-
-se através de declaração escrita entregue pelo CTA aderente Trocas de serviço
junto dos serviços da empresa, nos termos previstos no ane-
1- As trocas de serviço serão permitidas quando não origi-
xo VII.
nem encargos adicionais para a empresa, designadamente a
3- O trabalho prestado em regime de BHT é remunerado
prestação de trabalho suplementar, desde que:
nos termos definidos na cláusula 62.ª e está sujeito às regras
a) Digam respeito a pessoal com igual nível de habilitação
definidas no anexo VII.
profissional e/ou averbamento de órgão ou, em caso contrá-
Cláusula 25.ª rio, tenha sido obtida informação favorável dos respetivos
supervisores operacionais;
Períodos especiais de descanso b) Respeitem os intervalos mínimos de descanso entre tur-
1- Os CTA, quando prestam serviço em regime de turnos, nos de serviço;
têm direito: c) Quando abranjam dias de descanso, fique assegurado no
a) Aos seguintes intervalos de descanso: âmbito das próprias trocas o gozo do mesmo número de dias
–– Trinta minutos por cada duas horas em posição de con- de descanso.
trolo convencional, ou por cada hora e meia em posição de 2- Em decorrência das trocas de serviço os trabalhadores
controlo de vigilância, no CCTA de Lisboa, no CCTA de S. poderão eventualmente não perfazer o número de horas de
Maria e nas Torres de Lisboa, Porto, Faro e Funchal; trabalho semanal para que estão escalados e, inversamente,
–– Trinta minutos por cada três horas em posição de con- ultrapassar o referido número.
trolo convencional nos restantes órgãos, com exceção das 3- Ao trabalhador substituído não poderão ser assacadas
Torres de Porto Santo, Santa Maria e Flores. quaisquer responsabilidades decorrentes do não cumprimen-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

to da troca pelo substituto, impendendo sobre este último a médio do valor do salário hora, a qual será deduzida no pa-
responsabilidade inerente. gamento respeitante à primeira prestação de trabalho suple-
mentar que venha a efetuar posteriormente.
Cláusula 28.ª
9- O disposto no número anterior não se aplica se o CTA
Isenção de horário de trabalho avisar com mais de 72 horas de antecedência que não pode
assegurar a prestação do trabalho suplementar em causa, ou
1- Só poderá ser atribuída isenção de horário de trabalho
se justificar a sua ausência por qualquer dos motivos previs-
aos trabalhadores que manifestem a sua concordância por
tos no número 2 da cláusula 49.ª
escrito.
10- Nos órgãos onde o Centro de Medicina Aeronáutica se
2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, as fun-
situe fora do local habitual de trabalho, o início da desloca-
ções de chefia orgânica, instrução, formação ou assessoria,
ção do CTA para efetuar os respetivos exames terá início no
desde que exercidas em horário regular e com carácter de
dia em que o mesmo concluiu o turno da noite, por forma a
permanência, implicam a atribuição do regime de isenção de
que a realização do exame médico possa ocorrer no dia de
horário de trabalho e conferem direito a um subsídio mensal
descanso semanal, obrigatório ou complementar, sem que tal
no montante equivalente a 13,38 % do nível 11 da tabela
facto seja considerado trabalho suplementar e, em consequ-
salarial constante do anexo I.
ência, não conferindo direito a qualquer acréscimo remune-
3- O disposto no número anterior aplica-se também aos
ratório ou descanso compensatório.
CTA que exerçam funções de chefia orgânica, instrução, for-
mação ou assessoria em horário regular a título precário, por Cláusula 30.ª
um período continuado igual ou superior a 10 dias úteis e
apenas enquanto se mantiver essa situação. Trabalho noturno
Considera-se trabalho noturno aquele que é prestado en-
Cláusula 29.ª
tre as 20h00 de um dia e as 7h00 do dia seguinte.
Trabalho suplementar Cláusula 31.ª
1- Considera-se trabalho suplementar, salvo o disposto na
cláusula 24.ª, o trabalho prestado fora do horário de trabalho. Instrutores
2- O trabalho suplementar só poderá ser prestado: 1- Os instrutores têm direito a dois dias de folga por cada
a) Quando a empresa tenha de fazer face a acréscimos de mês completo de acompanhamento de instruendos em tráfe-
trabalho não previsíveis; go real, as quais serão gozadas juntamente com o primeiro
b) Quando a empresa esteja na iminência de prejuízos im- período de férias gozado após essa situação se ter verificado.
portantes ou se verifiquem casos de força maior; 2- Períodos de acompanhamento inferiores a um mês serão
c) Para garantia da segurança da navegação aérea. adicionados, para cômputo posterior das folgas previstas no
3- Em regra, cada trabalhador não poderá prestar mais do número anterior.
que: 3- Se o instrutor assim o preferir, as folgas previstas nes-
a) Duas horas de trabalho suplementar por dia, por prolon- ta cláusula poderão ser remidas a dinheiro, considerando-se
gamento ou antecipação; cada folga equivalente a oito horas de salário hora.
b) Duzentas horas de trabalho por ano.
Cláusula 32.ª
4- Os limites fixados no número anterior só poderão ser
ultrapassados: Descanso semanal
a) Quando se verifiquem as circunstâncias previstas na alí-
1- Todos os CTA terão direito a um dia de descanso se-
nea b) do número 2 desta cláusula;
manal obrigatório, antecedido imediatamente de um dia de
b) Quando, ocorrendo outros motivos ponderosos devida-
descanso complementar.
mente justificados, a empresa tenha obtido autorização pré-
2- O dia de descanso semanal obrigatório terá sempre lu-
via do Ministério do Trabalho.
gar num período de sete dias consecutivos.
5- Sem prejuízo da segurança operacional inerente ao fun-
3- Para os trabalhadores abrangidos por horários de turnos,
cionamento dos serviços de tráfego aéreo, o trabalhador deve
o período de descanso semanal terá de abranger um sábado
ser dispensado de prestar trabalho suplementar quando ex-
e um domingo consecutivos pelo menos por cada ciclo de
pressamente o solicite por motivo atendível, nomeadamente
horário.
relacionado com a situação de trabalhador estudante.
4- Os dias de descanso previstos nesta cláusula não preju-
6- Na prestação de trabalho suplementar, a empresa procu-
dicam o período intercalar de descanso definido na alínea d)
rará distribui-lo equitativamente pelos CTA em iguais condi-
do número 1 da cláusula 23.ª
ções de prestação de trabalho.
5- O trabalho prestado nos dias de descanso semanal obri-
7- É legitima a recusa a prestar trabalho suplementar por
gatório ou complementar confere direito a um descanso
antecipação ou prolongamento se não se verificarem as con-
compensatório de meio período de trabalho, sem prejuízo da
dições previstas no número 2.
retribuição especial prevista na cláusula 61.ª
8- Sempre que se verifique a não prestação de trabalho su-
6- No caso de o gozo efetivo dos descansos compensa-
plementar previamente aceite por um CTA, ser-lhe-á aplica-
tórios previstos no número anterior não ser possível, por
da uma penalização de 831,00 €, atualizável com o aumento

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

acordo, num dos três dias úteis imediatos ao da prestação, 3- No caso de os turnos serem compostos por um só ele-
aqueles serão remidos, em relação aos CTA que aceitem essa mento, os períodos referidos no número anterior são utiliza-
remissão, pelo pagamento de 50 % da retribuição especial dos sem prejuízo do funcionamento do serviço.
prevista na cláusula 61.ª a que tal prestação deu direito. 4- O disposto nesta cláusula não elimina os períodos espe-
7- Os CTA que não aceitem a remissão prevista no número ciais de descanso previstos na cláusula 25.ª para os CTA em
anterior mantêm o direito ao gozo dos descansos compen- regime de turnos.
satórios.
Cláusula 35.ª
Cláusula 33.ª
Horas de refeição
Descansos anuais 1- São considerados períodos de refeição os compreendi-
1- Sem prejuízo dos demais descansos previstos no pre- dos entre:
sente AE, todos os CTA têm direito a 2 dias de descanso anu- Almoço: 12h00 - 15h00
al, os quais serão gozados juntamente com um período de Jantar: 20h00 - 23h00
férias, salvo acordo em contrário entre o CTA e a empresa. 2- No período de trabalho entre as 0h00 e as 8h00, os CTA
2- Em consequência do alargamento do limite de idade terão direito a uma hora de refeição sem perda de retribuição
operacional para os 57 anos, previsto no número 1 da cláu- nem desconto no tempo de serviço a qual, não sendo sobre-
sula 8.ª, os CTA terão direito ao gozo de dias de descanso ponível com o período estipulado na alínea b) do número 1
anuais compensatórios, nas seguintes condições: da cláusula 25.ª, é-o contudo com os períodos previstos na
a) Os CTA com uma antiguidade na empresa superior a 5 alínea a) do mesmo número e cláusula.
anos e menor que 10 anos, por referência a 1 de Janeiro do 3- O disposto nesta cláusula não se aplica aos órgãos com
ano civil a que diga respeito têm direito a 1 dia de descanso um CTA por turno.
anual, que será gozado juntamente com um período de férias,
Cláusula 36.ª
salvo acordo em contrário entre o CTA e a empresa;
b) Os CTA que detenham uma antiguidade na empresa Feriados
igual ou superior a 10 anos, por referência a 1 de Janeiro do
1- Para além dos feriados obrigatórios, na NAV observar-
ano civil a que diga respeito, têm direito a 2 dias de descanso
-se-ão como feriados facultativos a Terça-Feira de Carnaval
anual, os quais serão gozados juntamente com um período de
e o feriado municipal da localidade, sendo o feriado de Ter-
férias, salvo acordo em contrário entre o CTA e a empresa.
ça-Feira de Carnaval substituído nos termos do número 3 da
3- A concessão dos dias anuais de descanso compensatório
presente cláusula.
previstos no número anterior fica condicionada à verificação,
2- O feriado de Sexta-Feira Santa poderá ser observado em
em Janeiro de cada ano, de uma percentagem acumulada a
outro dia com significado local no período da Páscoa.
contar desde 1 de Janeiro de 2008 de adesões de, pelo menos,
3- Em substituição da Terça-Feira de Carnaval será obser-
80 % dos CTA com averbamento de órgão válido e que reú-
vado como dia feriado o dia 24 de Dezembro.
nam as condições para o prolongamento de funções opera-
4- Os CTA que desempenhem funções em órgãos situados
cionais entre os 55 e os 57 anos ou entre os 55 e os 58 anos a
nas Regiões Autónomas terão direito a gozar os feriados de-
partir da data de entrada em vigor do diploma legal que fixar
cretados na região em que laboram.
o limite de idade para funções operacionais nos 58 anos.
4- A adesão referida no número anterior deverá ser efetu- Cláusula 37.ª
ada nos termos previstos nos números 7 e 8 da cláusula 8.ª
5- Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, os Trabalho em feriados
CTA que efetivamente estejam a prolongar o exercício de 1- Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, o tra-
funções operacionais entre os 55 e os 57 ou 58 anos e en- balho prestado em dia feriado por CTA confere direito ao
quanto tal ocorrer, terão direito aos dias de descanso anual pagamento suplementar prescrito na cláusula 61.ª
previstos nas alíneas a) e b) do número 2, independentemen- 2- O trabalho normal prestado em feriados por CTA pode
te de se ter ou não verificado no ano civil anterior a condição não conferir direito ao pagamento previsto no número an-
estatuída no número 3. terior, tendo o trabalhador, nesse caso, direito a um dia de
descanso por cada feriado trabalhado naquelas condições,
Cláusula 34.ª
independentemente do período de tempo trabalhado, o qual
Intervalos de descanso será gozado no prazo limite de um ano, em data a marcar de
comum acordo.
1- O período normal de trabalho deverá ser interrompido
3- Decorrido o prazo referido no número anterior sem se
por um intervalo de duração não inferior a trinta minutos,
verificar o acordo, o dia de descanso será junto a um período
nem superior a duas horas, de modo a que os trabalhadores
de férias do ano seguinte, à escolha do CTA.
não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo.
4- Os dias de descanso referidos nos números anteriores
2- Para os trabalhadores em regime de turnos, o interva-
não prejudicam o direito a férias, períodos de descanso se-
lo previsto no número anterior será de trinta minutos, ou de
manal e descansos compensatórios.
uma hora no caso do turno ter uma duração superior a sete
5- O disposto nos números 2 a 4 anteriores aplica-se ape-
horas.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

nas aos CTA que optem por esse tratamento, avisando para vencido, o CTA tem direito à retribuição correspondente ao
o efeito, por escrito, a empresa até 15 de Dezembro do ano período de férias não gozado e ao respetivo subsídio.
anterior. 5- No ano da cessação do impedimento prolongado o CTA
6- A opção referida no número anterior aplica-se a todos os tem direito, após seis meses completos de serviço, a gozar:
feriados trabalhados em sequência normal de trabalho no ano a) Caso trabalhe em horário regular, a 2 dias úteis de fé-
seguinte e prejudica o disposto no número 1 desta cláusula. rias, por cada mês de duração do contrato, até ao limite de
7- O trabalho prestado em feriado por um CTA que tenha 20 dias úteis;
tomado a opção prevista no número 5 confere direito ao pa- b) Caso trabalhe em horário por turnos, 3 dias consecuti-
gamento previsto na cláusula 61.ª, se for efetuado em dia de vos por cada mês de duração do contrato, até ao limite de 30
descanso semanal obrigatório ou complementar. dias consecutivos.
6- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
Cláusula 38.ª
rido o prazo referido no número anterior ou antes de gozado
Direito a férias o direito a férias, pode o CTA usufruí-lo até 30 de Junho do
ano civil subsequente.
1- Os CTA têm direito, em cada ano civil, aos seguintes
7- Da aplicação do disposto nos números 5 e 6 não pode
períodos de férias, de acordo com o seu regime de trabalho
resultar para o CTA o direito ao gozo de um período de fé-
no ano em que as férias são gozadas:
rias, no mesmo ano civil, superior a 30 dias úteis, se traba-
a) Caso trabalhem em horário regular, 25 dias úteis;
lhar em horário regular, ou 45 dias consecutivos se trabalhar
b) Caso trabalhem em horário de turnos, 33 dias seguidos;
em horário por turnos.
c) Em qualquer dos casos, os feriados que coincidam com
8- Cessando o contrato de trabalho, o CTA tem direito à
o primeiro ou o último dia de férias e os feriados intercorren-
retribuição e subsídio de férias correspondentes ao período
tes não contam como dias de férias.
de férias vencido, se ainda as não tiver gozado, tendo ainda
2- Durante esse período a retribuição não poderá ser in-
direito à retribuição de um período de férias proporcional ao
ferior à que os trabalhadores receberiam se estivessem ao
tempo de trabalho prestado no ano de cessação de contrato
serviço.
e a um subsídio de férias correspondente, também propor-
3- Os trabalhadores têm direito anualmente a um subsídio
cional.
de férias de valor igual a um mês de retribuição, o qual será
9- O período de férias não gozadas por motivo de cessação
pago no mês anterior ao gozo do primeiro período de férias.
do contrato conta-se sempre para efeitos de antiguidade.
4- No caso do primeiro período de férias ser em Janeiro, o
subsídio de férias será pago juntamente com a remuneração Cláusula 40.ª
deste mês.
5- Sem prejuízo do disposto nos números 1 e 4 da cláusula Indisponibilidade do direito a férias
39.ª, o trabalhador que, por acordo e a solicitação da empre- O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efetivo não
sa, gozar férias entre 31 de Outubro e 1 de Maio, terá ainda pode ser substituído, fora dos casos expressamente previstos
direito a um subsídio de férias complementar equivalente à na lei, por retribuição ou qualquer outra vantagem, ainda que
remuneração mensal, calculada proporcionalmente às férias o trabalhador dê o seu consentimento.
gozadas naquele período.
Cláusula 41.ª
6- O disposto no número anterior só se aplica a períodos
de férias iguais ou superiores a 10 dias úteis ou 15 seguidos, Fixação e acumulação de férias
conforme se aplique a alínea a) ou b) do número 1 desta
1- As férias devem ser gozadas no decurso do ano civil em
cláusula.
que se vencem, não sendo permitido acumular no mesmo
Cláusula 39.ª ano férias de dois ou mais anos.
2- As férias podem, porém, ser gozadas até 30 de Abril do
Vencimento do direito a férias ano civil seguinte, com exceção dos períodos compreendi-
1- O direito a férias reporta-se ao trabalho prestado no ano dos entre 3 dias antes e 3 dias depois do dia de Carnaval e
civil anterior e não está condicionado à assiduidade ou efe- ou do período entre Sexta-feira Santa e o Domingo de Pás-
tividade de serviço, sem prejuízo do disposto nos números 1 coa, em acumulação ou não com as férias vencidas no início
e 2 da cláusula 52.ª deste, por acordo entre a empresa e o CTA ou sempre que
2- O direito a férias adquire-se com a celebração do con- este pretenda gozar as férias com familiares residentes no
trato de trabalho e vence-se no dia 1 de Janeiro de cada ano estrangeiro.
civil, salvo o disposto no número 3. 3- A empresa e o CTA podem ainda acordar na acumula-
3- No ano de admissão, os trabalhadores gozarão um pe- ção, no mesmo ano, de metade do período de férias vencido
ríodo de férias proporcional aos meses de trabalho que de- no ano anterior com o vencido no início desse ano.
verão completar até 31 de Dezembro, considerando-se como 4- Os trabalhadores que, no âmbito da sua atividade em
completo o mês em que se verifica a admissão. associações sindicais ou comissões de trabalhadores, não
4- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im- possam gozar a totalidade das suas férias no decurso do ano
pedimento prolongado, respeitante ao CTA, se se verificar a civil em que se vencem, poderão fazê-lo no primeiro qua-
impossibilidade total ou parcial do gozo do direito a férias já drimestre do ano civil imediato até metade daquele período.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Cláusula 42.ª
1.ª quinzena 2.ª quinzena
Férias - Gozo, início e termo
Julho e Agosto 12 por dia 12 por dia
1- As férias devem ser gozadas seguidamente, salvo o dis-
Setembro 12 por dia 8 por dia
posto na lei e no presente AE.
2- A NAV e o CTA podem acordar no gozo interpolado Maio e Outubro 4 por dia 4 por dia
das férias tendo, nesse caso, de ser gozado seguidamente um Junho 6 por dia 8 por dia
período de, pelo menos, 10 dias úteis ou 13 dias seguidos, Dezembro 2 por dia 12 por dia
conforme se aplique a alínea a) ou a alínea b) do número 1
Janeiro, Fevereiro, Março,
da cláusula 38.ª 1 por dia 1 por dia
Abril e Novembro
3- Os períodos de férias terão início num dia útil da sema-
na ou, para os CTA em regime de turnos, imediatamente após Semana com inicio no
o período de descanso semanal. Domingo de Páscoa e se- 8 por dia
4- O CTA em regime de turnos, terminado o seu período de mana anterior
férias, será reintegrado no turno em que se encontrava antes
do início daquele período, no caso das férias terem tido uma 2- Na marcação das férias dos trabalhadores ter-se-ão em
duração igual ou superior a 13 dias e desde que o último dia conta as seguintes normas:
de férias tenha coincidido com o último dia de trabalho da a) A marcação das férias será feita nos moldes deste acor-
sequência do turno em que estava incluído. do, correspondendo a cada escolha a pontuação da tabela
5- O regime previsto no número anterior apenas se aplica- anterior;
rá uma vez por ano por CTA, podendo ocorrer uma segunda b) A acumulação dos pontos do ano anterior determinará
vez, no caso de tal situação não gerar elevados prejuízos para por unidade funcional e respetivas subdivisões internas a
a empresa ou risco de, por insuficiência de dotação mínima, ordenação dos CTA com direito preferencial à escolha das
rutura de escala. férias, por ordem crescente de pontuação. Em caso de igual-
6- Na TWRFUN a duração do período de férias referida dade terá direito à escolha, o de menor pontuação no ano
no número 4 será ajustada em função da especificidade das anterior;
sequências de trabalho, por forma a garantir que o último dia c) Os trabalhadores que ingressarem na NAV adquirirão
de férias coincida com o último dia da sequência de trabalho no ano seguinte ao da admissão uma pontuação inicial igual
no turno em que o CTA estava integrado no momento do à do trabalhador que tiver pontuação mais alta;
início do período de férias em causa. d) Ao passar de uma secção ou serviço para outro, cada
trabalhador manterá a pontuação adquirida e será colocado
Cláusula 43.ª na nova escala de pessoal logo a seguir ao CTA que tenha
pontuação imediatamente anterior;
Escolha da época de férias
e) Aos trabalhadores que venham a gozar um período de
1- A época de férias será escolhida de comum acordo entre férias de menor duração pelo exercício do direito de opção
a NAV e o trabalhador. previsto nos números 1 e 2 da cláusula 52.ª, será aplicada a
2- Na falta de acordo, a NAV fixará a época de férias. pontuação correspondente à quinzena em que se verificou a
3- Para os CTA que trabalham por turnos será elaborada falta;
uma escala rotativa de acordo com o disposto na cláusula f) Anualmente e antes de 1 de Outubro, a NAV publicará a
seguinte. lista de pontuação e de ordem de direito de preferência de to-
4- A nenhum trabalhador poderá ser imposto o gozo de fé- dos os trabalhadores em relação a esse ano, sendo o seguinte
rias fora do período compreendido entre 1 de Maio e 31 de o processo de marcação de férias:
Outubro. i) Até ao dia 1 de Novembro - escolha por cada CTA do
5- Os trabalhadores pertencentes ao mesmo agregado fa- período de férias preferencial;
miliar, desde que prestem serviço na NAV, terão direito a go- ii) Até ao dia 15 de Novembro - publicação do mapa pro-
zar férias simultaneamente, sem prejuízo da escala rotativa visório de férias, com a distribuição do período de férias já
mencionada no número 3 desta cláusula. solicitado, atenta a lista de ordem do direito de preferência
Cláusula 44.ª referida na alínea f);
iii) Até ao dia 30 de Novembro - marcação dos restantes
Processamento da marcação de férias períodos de férias;
1- Para os CTA que laborem em regime de turnos e a fim iv) Até ao dia 15 de Dezembro - publicação do mapa pro-
de se conseguir uma rotação justa na marcação de férias por visório de férias, com a distribuição de todos os períodos de
todos os trabalhadores, os diversos meses do ano serão va- férias de cada CTA, de acordo com os pedidos dos mesmos e
lorados como se segue e nos termos no número 3 desta cláu- atenta a lista de pontuação e de ordem de preferência acima
sula. referida.
v) Não haverá alterações ao período de férias preferencial
até à publicação do mapa de férias provisório contendo todos
os períodos de férias e referido no ponto anterior.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

vi) Até ao dia 30 de Dezembro - apresentação pelos CTA de indemnização, o triplo da retribuição correspondente ao
dos pedidos de alteração ao mapa provisório de férias; período em falta, que deverá obrigatoriamente ser gozado
vii) Até ao dia 15 de Janeiro - elaboração e afixação nos no primeiro trimestre do ano civil subsequente e o triplo do
locais de trabalho do mapa definitivo de férias para esse ano. respetivo subsídio.
3- Em caso de alteração do período de férias originalmente Cláusula 48.ª
marcado, a pontuação utilizada para o ano seguinte será sem-
pre a mais alta que resultar da aplicação, ou àquele período, Falta - Definição
ou ao período de férias efetivamente gozado. 1- Falta é a ausência do trabalhador durante o período nor-
Cláusula 45.ª mal de trabalho a que está obrigado.
2- No regime de turnos, a ausência superior a 15 minutos
Alteração da época de férias no início do período de trabalho considera-se falta.
1- As alterações de períodos de férias já estabelecidos ou a 3- As ausências às ações de formação determinadas pela
interrupção dos já iniciados só serão permitidas por comum NAV são consideradas faltas nos termos constantes desta
acordo entre a NAV e o CTA e de acordo com o estabelecido cláusula.
nos números seguintes, sem prejuízo dos outros trabalhadores. Cláusula 49.ª
2- A alteração ou interrupção do período de férias por mo-
tivo de interesse da NAV, constitui esta na obrigação de inde- Tipos de falta
mnizar o trabalhador pelos prejuízos que comprovadamente 1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas.
haja sofrido na pressuposição de que gozaria integralmente 2- São consideradas faltas justificadas:
as férias na época fixada. a) As dadas por altura do casamento, até 15 dias seguidos;
3- Haverá lugar a alteração do período de férias sempre b) As motivadas por falecimento do cônjuge não separado
que o trabalhador na data prevista para o seu início esteja de pessoas e bens, parentes ou afins do 1.º grau da linha reta
temporariamente impedido por facto que não lhe seja impu- (pais, sogros, filhos, adotantes, adotados, padrasto, madrasta,
tável ou desde que o requeira com 30 dias de antecedência, enteados, genros e noras), até cinco dias consecutivos;
salvo casos devidamente comprovados, em que este prazo c) As motivadas por falecimento de outro parente ou afim
poderá ser inferior. na linha reta ou em segundo grau na linha colateral (avós,
bisavós, irmãos, cunhados), até dois dias consecutivos;
Cláusula 46.ª
d) As motivadas pela prática de atos necessários e inadiá-
Interrupção por doença veis no exercício de funções em associações sindicais ou na
APCTA;
1- Se à data fixada para início das férias o trabalhador se
e) As motivadas pela prestação de provas em estabeleci-
encontrar doente, estas serão adiadas, sendo fixada nova data
mentos de ensino, nos termos da lei;
por comum acordo.
f) As motivadas pela impossibilidade de prestar trabalho
2- No caso de interrupção de férias por doença compro-
devido a facto que não seja imputável ao CTA, nomeada-
vada nos termos legais, considerar-se-ão como não gozados
mente doença, acidente ou cumprimento de obrigações le-
os dias de período de férias coincidentes com o período de
gais ou a necessidade de prestação de assistência inadiável a
doença, sem prejuízo do respetivo gozo, em altura acordada
membro do seu agregado familiar;
por ambas as partes ou, na falta de acordo, logo após a alta.
g) As que decorram da aplicação do regime jurídico de
3- Para efeitos do disposto no número anterior, o trabalha-
proteção da maternidade e paternidade;
dor fica obrigado a dar conhecimento à NAV da data do iní-
h) As que, prévia ou posteriormente, forem autorizadas
cio da doença e do termo da mesma.
pela empresa.
4- Para efeitos de verificação das situações de doença a
3- Se no dia do conhecimento dos eventos previstos nas
empresa poderá acionar os meios de fiscalização previstos
alíneas b), c) e g) do número anterior o trabalhador estiver
na lei.
ao serviço, esse dia não conta para o cômputo do número de
5- No caso do número 2, os dias de férias por gozar que ex-
dias que o trabalhador tiver direito a faltar.
cedam o número de dias contados entre o reinício das férias e
4- A empresa pode exigir aos trabalhadores prova dos fac-
o termo do ano civil em que este se verifique, serão gozados
tos invocados para a justificação das faltas previstas no nú-
no primeiro quadrimestre no ano civil subsequente.
mero anterior, logo que delas tenha conhecimento.
6- Se a situação que determina a interrupção de férias se
5- São consideradas injustificadas todas as faltas não re-
prolongar para além do primeiro quadrimestre do ano civil
feridas no número 2 desta cláusula e ainda quando houver
subsequente, observar-se-á o disposto na parte final do nú-
incumprimento do previsto no número 4, devendo a empresa
mero 2 desta cláusula.
comunicar o mais rapidamente possível tal qualificação ao
Cláusula 47.ª trabalhador.
6- A empresa reserva-se o direito de verificar as situações
Violação do direito a férias de ausência, independentemente dos títulos justificativos,
Em caso de a NAV obstar ao gozo de férias nos termos através dos procedimentos para o efeito julgados mais ade-
previstos no presente acordo, o trabalhador receberá, a título quados.

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Cláusula 50.ª Cláusula 53.ª

Comunicação das faltas Dispensas


1- Os factos determinantes da falta, quando previsíveis, se- 1- Desde que o deferimento da dispensa não prejudique
rão obrigatoriamente comunicados à NAV com antecedência o normal funcionamento do serviço, não acarrete trabalho
mínima de cinco dias. suplementar, nem implique convocação em regime de BHT,
2- Quando os factos determinantes da falta não sejam pre- e não hajam descansos compensatórios por gozar, os CTA
visíveis, serão obrigatoriamente comunicados à NAV nos serão dispensados durante um período de trabalho por mês,
três dias seguintes. para tratar de assuntos da sua vida particular de que não pos-
3- A comunicação tem de ser reiterada para as faltas justi- sam ocupar-se fora do tempo de trabalho, sem perda de re-
ficadas imediatamente subsequentes às previstas nas comu- tribuição, da antiguidade, de dias de férias ou de qualquer
nicações indicadas nos números anteriores. outro direito.
4- O não cumprimento do disposto nos números anteriores 2- Os pedidos de dispensa deverão ser formulados com a
poderá levar à injustificação das faltas. antecedência mínima de 24 horas, salvo caso de impossibi-
5- Às faltas referidas no número 3 da cláusula anterior não lidade fundamentada, hipótese em que a dispensa poderá ser
se aplica o disposto nos números anteriores. concedida com menor antecedência.
Cláusula 51.ª Cláusula 54.ª

Efeitos das faltas justificadas Licença sem retribuição


1- As faltas justificadas não determinam a perda ou prejuí- 1- A empresa pode atribuir ao CTA, a pedido deste, licença
zo de quaisquer direitos ou regalias dos CTA, nomeadamen- sem retribuição até um ano, renovável mediante acordo.
te da retribuição, salvo o disposto no número 2. 2- A concessão de licença sem retribuição determina auto-
2- Determinam perda de retribuição as seguinte faltas, ain- maticamente, nos casos aplicáveis, a cessação do exercício
da que justificadas: de funções em grau e/ou do exercício de funções em regime
a) Dadas nos casos previstos na alínea d) do número 2 da de comissão de serviço por parte do trabalhador.
cláusula 49.ª, caso excedam o crédito de horas que lhes é 3- O período de licença sem retribuição conta-se para efei-
reconhecido nos termos da lei e deste AE; tos de antiguidade na empresa.
b) Dadas por motivo de doença, desde que o trabalhador 4- Durante o mesmo período cessam os direitos, deveres
tenha direito ao respetivo subsidio da segurança social, nos e garantias das partes, na medida em que pressuponham a
termos do disposto na cláusula 77.ª efetiva prestação de trabalho.
5- Caso seja abrangido pelo Fundo/Plano de Pensões de
Cláusula 52.ª
Benefício Definido, o CTA fica obrigado ao pagamento dos
Consequências das faltas injustificadas custos relativos à manutenção das suas responsabilidades/
benefícios durante o período da licença sem retribuição, os
1- A NAV tem o direito de descontar na retribuição do
quais serão calculados mediante avaliação atuarial.
trabalhador a importância correspondente aos dias de faltas
6- Uma vez cessada a licença sem retribuição, o CTA re-
injustificadas, ou diminuir de igual número de dias o período
gressará às funções operacionais próprias da sua progressão
de férias imediato, se o trabalhador expressamente assim o
técnica, sendo enquadrado na fase correspondente à antigui-
preferir, desde que salvaguardado o gozo de 20 dias úteis de
dade que detenha na data do regresso, atento o disposto no
férias, no caso de CTA em horário regular, ou 26 dias conse-
número 3.
cutivos no caso de CTA em horário por turnos, ou a corres-
pondente proporção, consoante o horário do CTA, no caso de Cláusula 55.ª
férias no ano de admissão e sem prejuízo do pagamento por
inteiro do subsídio de férias. Direito a férias e subsídio de natal no ano de cessação da licença sem
retribuição
2- Na situação prevista na alínea a) do número 2 da cláu-
sula 51.ª, o trabalhador também poderá optar pela diminui- 1- No ano da cessação da licença sem retribuição, o traba-
ção do número de dias de férias, nos termos do número 1 lhador só terá direito a um período de férias proporcional ao
anterior. tempo de serviço que presumivelmente deva prestar até ao
3- O disposto no número 1 aplica-se aos dias de descanso final do ano civil em que tal facto ocorrer.
ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores aos dias 2- O critério seguido no número anterior é aplicável para
de falta injustificada. cômputo do valor do subsídio de Natal previsto na cláusula
4- As faltas injustificadas, quando ultrapassam o limite 65.ª
anual de três, serão descontadas na antiguidade do trabalha-
dor. CAPÍTULO V
5- Incorre em infração disciplinar grave todo o trabalha-
dor que faltar injustificadamente cinco dias seguidos ou dez Retribuição
interpolados por ano ou com alegação de motivo de justifica-
ção comprovadamente falso.

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Cláusula 56.ª 2- Os CTA que prestem serviço na célula FMP receberão


um «subsídio de compensação por trabalho suplementar»
Retribuição - Definição (SCTS), a título de remuneração de quantia certa do trabalho
1- Considera-se retribuição a contrapartida a que o traba- suplementar a prestar nas situações previstas nos números
lhador tem direito, nos termos do presente acordo, pela pres- 1 e 2 da cláusula 29.ª, bem como a remissão integral dos
tação do seu trabalho. descansos compensatórios decorrentes dos números 5 e 6 da
2- A retribuição compreende a remuneração base mensal cláusula 32.ª
e todas as outras prestações regulares ou periódicas feitas 3- O SCTS será abonado, onze vezes por ano, sendo o seu
direta ou indiretamente em dinheiro ou espécie. valor correspondente a 60,658 % do nível 19 da tabela sala-
3- Para efeitos deste AE entende-se por: rial constante do anexo I.
a) Remuneração base mensal, a prevista no anexo I para 4- O SCTS a que se refere o número anterior não é com-
cada nível salarial; putável para efeitos dos números 2, 4 e 5 da cláusula 9.ª,
b) Remuneração mensal, a remuneração base mensal não sendo relevante para efeitos de remuneração de férias,
acrescida da remuneração operacional, da remuneração ope- respetivo subsídio e subsídio de Natal.
racional compensatória e das diuturnidades.
Cláusula 61.ª
4- A remuneração base mensal cobre a prestação de traba-
lho em regime de turnos. Remuneração por trabalho prestado em dia de descanso semanal
obrigatório, complementar ou feriado
Cláusula 57.ª
1- O trabalho prestado no período de descanso semanal
Pagamento da retribuição obrigatório, complementar ou feriado será retribuído com
1- A retribuição devida será sempre paga integralmente no um acréscimo de 100 % sobre o valor-hora.
decurso do mês a que respeita por transferência bancária, po- 2- Para efeitos do disposto no número anterior, nos órgãos
dendo, em casos excecionais devidamente fundamentados e onde existam horários com início às 20h00 ou 22h00, os dias
solicitados pelo trabalhador com a antecedência devida, ser a de descanso semanal obrigatório, complementar ou feriados,
retribuição paga, pontualmente, através de cheque. consideram-se com inicio às 20h00 ou 22h00 do dia anterior
2- A remuneração do trabalho suplementar, noturno ou em e termo às 20h00 ou 22h00 horas do dia de descanso semanal
condições especiais será processada no prazo máximo de obrigatório ou complementar, ou feriado.
dois meses subsequentes àquele em que ocorram. Cláusula 62.ª
Cláusula 58.ª
Remuneração BHT
Cálculo do valor hora 1- O CTA aderente ao Banco de Horas de Trabalho tem
O valor da remuneração horária é calculado pela seguinte direito a uma remuneração anual cujo valor global será de-
fórmula: terminado de forma idêntica à estipulada no número 1 da
cláusula 61.ª e nos números 5 e 6 da cláusula 32.ª, e tendo em
RM x 12
RH = consideração o número de horas previstas na cláusula 24.ª
52 x N
2- Os CTA podem não aceitar a inclusão da remissão dos
em que RM é o valor da remuneração mensal e N é o período descansos compensatórios correspondentes ao trabalho que
normal de trabalho semanal. vier a ser efetivamente prestado em regime de BHT, optan-
Cláusula 59.ª do pelo gozo dos mesmos, devendo nesse caso informar por
escrito a NAV, até ao dia 15 de Dezembro do ano anterior
Remuneração do trabalho noturno aquele em que não pretendam a remissão.
O trabalho noturno previsto na cláusula 30.ª efetuado no 3- Para os CTA que procedam à comunicação referida no
âmbito deste acordo, será pago do seguinte modo: número anterior, a remuneração anual de BHT prevista no
a) Quando prestado em trabalho normal, o seu pagamento número 1 será calculada apenas com base no estipulado no
está coberto pela remuneração base mensal; número 1 da cláusula 61.ª
b) Quando prestado em trabalho suplementar, em dia nor- 4- O CTA que, em resultado das funções que exerça, aufira
mal ou em dia de descanso semanal, obrigatório ou comple- de forma regular ou temporária o PEF referido na cláusu-
mentar, ou em regime de BHT, o seu pagamento está coberto la 70.ª, receberá uma remuneração BHT reduzida em 50 %
pelo pagamento especial previsto nas cláusulas 60.ª, 61.ª e relativamente ao valor calculado nos termos dos números
62.ª anteriores.
5- Para efeitos do cálculo do valor anual global referido
Cláusula 60.ª no número 1, o valor - hora terá como limite máximo o valor
Remuneração por trabalho suplementar
- hora do grau operacional mais elevado existente no órgão
ATC onde o CTA presta serviço.
1- A primeira hora de trabalho suplementar será remunera- 6- O pagamento do valor anual referido no número 1 é fra-
da com um aumento correspondente a 50 % do valor da re- cionado em 11 prestações mensais, não se efetuando no mês
muneração horária e as horas subsequentes com um aumento de Novembro.
correspondente a 75 %.

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7- O montante global referido no número 1 só poderá ser sais, salvo o disposto no número seguinte.
reduzido em resultado da aplicação das normas previstas no 2- Os CTA que em 31 de Dezembro de 1980 recebiam um
anexo VII. subsídio de residência de montante superior ao referido no
8- A remuneração de BHT não é computável para efeitos número anterior, mantê-lo-ão a título permanente com o va-
dos números 2, 4 e 5 da cláusula 9.ª, e da cláusula 56.ª, não lor existente naquela data.
sendo relevante para efeitos de remuneração de férias, respe-
Cláusula 65.ª
tivo subsídio e subsídio de Natal.
Cláusula 63.ª Subsídio de natal
1- Todos os trabalhadores têm direito, anualmente, a um
Remuneração operacional subsídio de Natal.
1- A remuneração operacional prevista nesta cláusula des- 2- O subsídio referido no número anterior é de montante igual
tina-se a compensar, proporcionalmente ao órgão em que o à remuneração mensal acrescida do subsídio de isenção de ho-
CTA presta serviço, a responsabilidade e o desgaste devidos rário de trabalho em relação aos CTA que a ele tenham direito.
ao diferente tráfego assistido e resulta simultaneamente dos 3- No ano da admissão e da cessação do contrato de tra-
seguintes fatores: balho, o subsídio de Natal será calculado na proporção do
a) Risco de incidente ou acidente e responsabilidade ins- tempo de trabalho prestado.
tantânea; 4- O subsídio de Natal será pago juntamente com a retri-
b) O averbamento de órgão de que o CTA é detentor. buição referente ao mês de Novembro, salvo no caso de ces-
2- Para cálculo da remuneração operacional devida a cada sação do contrato em que o pagamento terá lugar na data da
CTA, é considerada uma tabela de pontuação constituída de cessação.
acordo com o disposto na cláusula 69.ª 5- No caso de falecimento do trabalhador o subsídio de
3- O valor remuneratório de cada ponto da tabela prevista Natal será abonado por inteiro com base na retribuição men-
no número anterior é de 0,2672 % do valor atribuído ao nível sal que tiver na data do falecimento.
11 da tabela salarial.
Cláusula 66.ª
4- Os CTA transferidos de órgão por iniciativa da empresa
mantêm o direito à remuneração operacional do órgão de ori- Refeições e subsidio de refeição
gem, até obterem a qualificação máxima do órgão para onde
1- A NAV assegurará, se entender adequado, diretamente
foram transferidos.
ou através de protocolos ou contratos de prestação de servi-
5- Os CTA transferidos para outro órgão por interesse pró-
ços com outras entidades, serviços de refeitório em que será
prio, perdem o direito à remuneração operacional do órgão
fornecida uma refeição, por valor nunca superior ao fixado
de origem a partir da data de colocação e até que obtenham
no número 2 desta cláusula.
averbamento de órgão no órgão para onde foram transferidos.
2- Os CTA têm direito a um subsídio diário de refeição por
6- Os CTA transferidos de órgão ao abrigo da cláusula 74.ª
cada dia normal de trabalho, no montante em vigor para os
mantêm o direito à remuneração operacional do órgão de ori-
restantes trabalhadores da empresa.
gem durante os períodos mínimos fixados no órgão de destino
3- Os CTA cujo turno abarca dois períodos de refeição te-
para obtenção da respetiva qualificação máxima, acrescidos
rão direito, nesse período, apenas ao subsídio corresponden-
do período necessário para a realização do respetivo exame.
te a um período de refeição.
7- Os CTA que, a seu pedido, exerçam funções fora da
4- É atribuído um subsídio de refeição por cada dia de
NAV, quando regressarem ao serviço da empresa só terão
trabalho prestado em dia de descanso semanal obrigatório,
direito à remuneração correspondente ao averbamento de ór-
complementar ou feriado, de valor idêntico ao fixado no nú-
gão que detinham se o readquirirem validamente no âmbito
mero 2, desde que o mesmo tenha duração igual ou superior
do exercício de funções na empresa tendo, até essa data, di-
a 4 horas e abranja, pelo menos, 60 minutos de um dos perí-
reito à remuneração constante da tabela salarial do anexo I.
odos de refeição previstos na cláusula 35.ª
8- A reaquisição do averbamento de órgão previsto no
5- O disposto no número anterior não é aplicável a traba-
número anterior dependerá de um mínimo de dois anos de
lho normal efetuado em feriado.
expectativa da continuação do exercício de funções opera-
6- Haverá igualmente lugar à atribuição de um subsídio de
cionais na NAV.
refeição por cada dia ou turno em que seja prestado traba-
9- Se ocorrer a passagem à aposentação ou reforma sem
lho suplementar por antecipação ou prolongamento do seu
que tenha sido readquirido qualquer averbamento de órgão,
horário normal de trabalho, desde que essa antecipação ou
a remuneração mensal líquida a que se refere o número 4 e
prolongamento seja igual ou superior a 60 minutos, contados
5 da cláusula 9.ª inclui apenas a remuneração base mensal e
desde o termo do referido horário e abranja, na totalidade,
as diuturnidades.
um dos períodos previstos na cláusula 35.ª
Cláusula 64.ª
Cláusula 67.ª
Subsídio de insularidade
Diuturnidades
1- É atribuído aos CTA em serviço nas Regiões Autóno-
Todos os CTA têm direito a uma diuturnidade no montan-
mas um subsídio de insularidade no valor de 46,72 € men-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

te em vigor para os restantes trabalhadores da NAV por cada regular, funções de chefia orgânica, assessoria, formação ou
cinco anos de serviço, até ao limite de cinco diuturnidades. instrução, têm direito a um prémio de exercício de funções
num montante mensal equivalente a 56,3 % do nível 19 da
Cláusula 68.ª
tabela salarial constante do anexo I.
Remuneração operacional compensatória 2- A ausência ao serviço do CTA, excetuando os dias de
descanso e o gozo de folgas de compensação, determina a
1- A remuneração operacional compensatória (ROC) des-
dedução proporcional do prémio estabelecido no número an-
tina-se a compensar os CTA que em 27 de Agosto de 2010,
terior.
data de entrada em vigor do AE revisto naquele ano presta-
3- O disposto nos números anteriores aplica-se também
vam serviço nas Torres de Controlo das Flores, Porto Santo
aos CTA que exerçam funções de chefia orgânica, assessoria,
e Cascais, em consequência do ajustamento da remuneração
formação ou instrução em horário regular a título precário
operacional prevista no citado AE, aplicando-se exclusiva-
por um período igual ou superior a 10 dias úteis e apenas
mente aqueles trabalhadores e até que obtenham um novo
enquanto se mantiver essa situação.
averbamento de órgão noutro órgão.
4- No caso dos CTA formadores residentes e instrutores
2- A ROC terá em cada momento um valor igual ao di-
residentes, o prémio estabelecido na presente cláusula não é
ferencial que se verificar entre a ROP prevista no anexo III
acumulável com o pagamento previsto no número 1 da cláu-
para aqueles órgãos ATC e a ROP existente em 27 de Agosto
sula 83.ª, tendo o CTA direito ao tratamento que, em cada
de 2010, bem como todas as atualizações futuras a que seria
mês, seja mais favorável.
sujeita em resultado da aplicação das normas nele previstas.
Cláusula 69.ª CAPÍTULO VI
Cálculo da remuneração operacional
Trabalho fora do local habitual
1- As pontuações a que se refere o número 2 da cláusula
63.ª constam do anexo III a este AE, só podendo ser alteradas Cláusula 71.ª
de acordo com as regras constantes dos números seguintes.
2- Sempre que se verifique um número de movimentos Local habitual de trabalho
IFR per capita, considerada a totalidade dos órgãos ATC, su- Considera-se local habitual de trabalho não apenas aque-
perior ao valor histórico mais elevado, a pontuação do Cen- le em que o trabalho é materialmente executado, mas toda a
tro de Controlo de Lisboa será incrementada, com efeitos a zona de exploração a ele ligada por necessidade de serviço,
1 de Janeiro do ano em que se efetuarem os cálculos, numa entendendo-se que cada localidade integra uma zona de ex-
percentagem igual a 50 % da variação registada. ploração.
3- Os cálculos referidos no número anterior serão efetua-
dos em Janeiro de cada ano, comparando entre si o número Cláusula 72.ª
de movimentos IFR per capita do ano anterior, considerados
Deslocações em serviço
todos os órgãos ATC, e o máximo histórico.
4- O ajustamento das pontuações a que alude o número 1 1- Entendem-se por deslocações em serviço as efetuadas
da presente cláusula só terá lugar quando se verificarem in- pelos CTA para fora do seu local habitual de trabalho, no
crementos percentuais do número de movimentos IFR per âmbito das suas funções ou para realização de tarefas especí-
capita, considerados todos os órgãos ATC, iguais ou superio- ficas que as determinem.
res a 1 %, os quais não serão considerados na parte em que 2- A natureza das deslocações em serviço, os meios de
excedam 15 %. transporte, alojamento, pagamento de despesas, bem como
5- O número de movimentos IFR per capita é igual à di- demais regalias e obrigações dos CTA deslocados, constam
visão entre o somatório dos movimentos IFR verificados em de regulamento próprio aplicável à generalidade dos traba-
cada um dos órgãos ATC e o somatório das dotações opera- lhadores da empresa.
cionais de cada um dos órgãos ATC, verificado em cada um Cláusula 73.ª
dos anos civis em comparação.
6- Para efeitos do cálculo anual do número total de CTA Transferência para outro local de trabalho por iniciativa da empresa
constitutivos das dotações mínimas operacionais de todos os 1- A empresa poderá transferir o trabalhador para outro lo-
órgãos deverão também ser considerados o número de CTA cal de trabalho se essa transferência não causar prejuízo sério
equivalente ao número de horas de trabalho em situação de ao CTA ou se resultar de mudança total ou parcial do órgão
reforço da dotação mínima, tomando-se, neste último caso, onde aquele presta serviço.
como referência que cada CTA presta 1500 horas de trabalho 2- No caso de transferência resultante de mudança total ou
por ano. parcial do órgão o CTA, no caso de ter prejuízo sério com a
Cláusula 70.ª transferência, poderá rescindir o contrato de trabalho invo-
cando justa causa, com direito à indemnização prevista na
Prémio de exercício de funções lei.
1- Os CTA que exerçam, a título permanente e em horário 3- A empresa deve comunicar a transferência logo que
possível e, em qualquer caso, sempre com uma antecedência

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mínima de quatro meses. f) Em caso de empate pelo disposto nas alíneas anteriores,
4- A empresa custeará sempre as despesas feitas pelo tra- privilegia-se a maior antiguidade como CTA, de acordo com
balhador impostas diretamente pela transferência, nomeada- a lista de escalonamento;
mente a referente ao transporte do trabalhador e agregado g) Não pode haver trocas entre os CTA constantes das listas.
familiar e da respetiva bagagem. 7- As listas a que se refere o número anterior não terão
5- Não se consideram transferências: quaisquer efeitos ou repercussões em vagas a ocorrer nos
a) Deslocações de trabalhadores de um local ou serviço anos subsequentes.
para outro dentro da mesma localidade; 8- Escolhidos os CTA que serão transferidos, a NAV di-
b) As deslocações em serviço. vulgará a lista provisória de transferências até 31 de Agosto.
9- Os CTA candidatos a transferência poderão desistir do
Cláusula 74.ª
concurso, no todo ou em parte, até 15 de Setembro.
Transferência para outro local de trabalho por iniciativa conjunta do 10- Caso um CTA desista do processo após a data referida
trabalhador e da empresa no número anterior ficará impedido de se candidatar aos três
1- Não se considera abrangido pelo disposto na presente concursos seguintes.
cláusula o preenchimento de vagas para funções de chefia 11- O número anterior será aplicado também aos CTA que,
orgânica, assessor, instrutor residente ou formador residente, não tendo sido contemplados na lista definitiva de transfe-
as quais são da exclusiva responsabilidade da empresa. rências, venham a beneficiar de uma vaga resultante de uma
2- O período de tempo em que um CTA exerça as fun- desistência.
ções referidas no número anterior conta como antiguidade 12- Até 30 de Setembro a NAV divulgará a lista definitiva
no órgão ATS em que se encontrava quando ocorreu essa de transferências a ocorrerem no ano civil seguinte, não de-
nomeação, regressando àquele órgão com a cessação de tais vendo a respetiva data de concretização diferir mais de qua-
funções. tro meses em relação ao previsto nesta lista.
3- O preenchimento de quaisquer outras vagas nos órgãos 13- Caso a transferência de um CTA possa originar redução
ATS obedece ao disposto nos números seguintes. da dotação do órgão onde está colocado abaixo do mínimo
4- Em Maio de cada ano a NAV abrirá concurso para trans- recomendável, aquela só se concretizará depois de garantida
ferências a concretizar no ano civil seguinte, com indicação a substituição do CTA a transferir.
do serviço da empresa para onde as inscrições dos interessa- 14- Verificando-se a situação prevista no número anterior,
dos deverão ser endereçadas. pode ser transferido um CTA colocado noutro órgão e pior
5- Os CTA interessados em concorrer a transferências, de- colocado na respetiva lista, ficando salvaguardado o direito
verão inscrever-se, por escrito, com cópia para o SINCTA, de transferência do CTA preterido, assim que for possível a
nos 45 dias seguintes ao do anúncio, podendo inscrever-se sua substituição.
para mais de um órgão com indicação, nesse caso, da respe- 15- A transferência de um CTA a seu pedido, contrariando
tiva ordem de preferência. o disposto na presente cláusula, só pode ocorrer a título tem-
6- As vagas serão preenchidas com rigoroso respeito pelo porário, mediante invocação de motivos reconhecidamente
ordenamento constante de listas que serão elaboradas para graves, não se considerando, para efeitos da AO, todo o tem-
cada órgão de acordo com as seguintes normas: po em que a situação se prolongue para além de seis meses.
a) Maior antiguidade do CTA no órgão (AO) onde se en- 16- Um CTA que já tenha sido transferido, só pode tornar a
contra colocado na data do anúncio; inscrever-se para uma transferência se completar cinco anos
b) Considera-se a mesma AO para todos os CTA oriundos de AO até 31 de Dezembro do ano do concurso.
do mesmo curso ab initio e que ainda não foram transferidos 17- O período de tempo referido no número anterior é de
nenhuma vez, contada a partir da data em que o último deles três anos para um CTA que tenha sido transferido ao abrigo
obteve o seu primeiro averbamento de órgão; de concurso realizado até final de 2009.
c) A AO para CTA transferidos ao abrigo dos concursos re- 18- Um CTA que tenha sido admitido sem ter frequentado
alizados até final de 2009, conta-se a partir da data da obten- e obtido aproveitamento em todos os módulos constituin-
ção do averbamento de órgão baseado na qualificação mais tes da formação inicial, nos termos acordados entre NAV e
elevada do órgão para onde essa transferência ocorreu, sendo SINCTA, quer por insucesso, quer por ter frequentado curso
equivalentes para este efeito os averbamentos de órgão base- orientado especificamente para determinados órgãos/qualifi-
ados nas qualificações TCL, OCN, APS em S. Maria e APS/ cações, só poderá candidatar-se a uma primeira transferência
RAD e ACS/RAD em Lisboa; quando complete 5 anos de AO até 31 de Dezembro do ano
d) A AO para CTA transferidos ao abrigo de concurso rea- do concurso.
lizado após a data referida na alínea anterior conta-se a partir Cláusula 75.ª
de 1 de Julho do ano da transferência, sendo igual para todos
os CTA transferidos no âmbito desse concurso, independen- Seguros
temente da data efetiva de colocação e de obtenção do aver- 1- Sempre que a empresa esteja obrigada ao pagamento de
bamento de órgão; transporte nos termos deste acordo ou da lei, garantirá aos
e) Em relação aos CTA referidos na alínea c), considera- trabalhadores um seguro relativamente aos haveres transpor-
-se a mesma AO contada a partir da data de averbamento de tados.
órgão mais recente, para diferenças inferiores a 90 dias;

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2- A empresa garantirá ainda aos trabalhadores um seguro Cláusula 80.ª


de viagem que cobrirá o risco de viagem em caso de transfe-
rência ou deslocação em serviço. Acidentes de trabalho e doenças profissionais
1- A NAV fica sujeita, sem prejuízo do disposto no número
seguinte, aos regimes legais dos acidentes de trabalho e do-
CAPÍTULO VII
enças profissionais.
2- A empresa obriga-se ainda ao pagamento da retribuição
Indemnizações por inteiro ao CTA em caso de acidente de trabalho ou do-
ença profissional, sempre que esse direito não seja garantido
Cláusula 76.ª pelo regime geral mencionado no número anterior.
Indemnizações
3- Para efeitos de cobertura de risco de acidente de traba-
lho considerar-se-á sempre como tal o que ocorrer no itinerá-
1- O despedimento ilícito promovido pela NAV, a rescisão rio do trabalhador de e para o local de trabalho.
com justa causa por iniciativa do CTA, a cessação do con-
trato de trabalho por extinção do posto de trabalho, ou por
CAPÍTULO IX
despedimento coletivo, conferem, em qualquer dos casos,
ao trabalhador abrangido o direito a uma indemnização no
montante equivalente a um mês de remuneração mensal, tal
Formação
como definida na alínea b) do número 3 da cláusula 56.ª, por
Cláusula 81.ª
cada ano ou fração de antiguidade.
2- O disposto no número anterior não se aplica caso o tra- Formação - Princípios gerais
balhador opte, podendo, pela reintegração na empresa.
1- A NAV proporcionará anualmente formação contínua
aos CTA ao seu serviço, visando o seu desenvolvimento,
CAPÍTULO VIII atualização e treino de situações específicas, no quadro do
Regulamento do Sistema de Avaliação Operacional de CTA
Segurança Social que constitui o anexo VI deste AE.
2- Qualquer impedimento à normal realização das ações
Cláusula 77.ª de formação constantes no Regulamento do Sistema de Ava-
Regime geral
liação Operacional de CTA será devidamente fundamentado
e previamente comunicado ao SINCTA.
Independentemente do disposto na cláusula seguinte, os 3- A NAV informará e consultará o SINCTA previamente à
CTA ficam abrangidos pelo seguinte regime de Segurança adopção dos planos de formação que abranjam CTA.
Social: 4- Os CTA que trabalhem fora da localidade onde se efe-
a) Os oriundos da Função Pública mantêm o regime de tuam as ações de formação têm todos os direitos e deveres
previdência previsto para os funcionários públicos; inerentes à situação de trabalhadores deslocados em serviço.
b) Os não oriundos da Função Pública ficam sujeitos ao 5- Só é permitida formação ou acompanhamento de CTA
regime geral da Segurança Social. em tráfego real numa das seguintes situações:
Cláusula 78.ª a) Obtenção de um averbamento de órgão, de acordo com
as normas em vigor;
Regime complementar de segurança social b) Renovação de um averbamento de órgão;
Aplicam-se aos CTA os regimes complementares de Se- c) Por decisão do chefe de órgão que derive de uma análise
gurança Social praticados na empresa e que abrangem todos de incidente de tráfego aéreo em que o CTA esteja envolvi-
os trabalhadores. do, conforme estipulado pelas normas em vigor na NAV;
d) Por decisão do chefe de órgão, a pedido devidamente
Cláusula 79.ª fundamentado do próprio CTA;
e) Outras situações contempladas no Regulamento do Sis-
Inscrição nos SSAP
tema de Avaliação Operacional de CTA, que constitui o ane-
1- A empresa procurará garantir a todos os cta o direito xo VI deste AE.
de inscrição nos serviços sociais da administração pública,
mantendo-se como beneficiários os trabalhadores inscritos à Cláusula 82.ª
data da entrada em vigor deste acordo.
Formação - Definições
2- A NAV assumirá os encargos devidos aos SSAP em fun-
ção das capitações estabelecidas. 1- Para efeitos deste acordo considera-se:
3- Os benefícios concedidos pelos SSAP não são acumulá- a) Avaliação operacional - Avaliação efetuada com a fina-
veis com os de idêntica natureza, eventualmente concedidos lidade de adquirir, revalidar ou renovar o grau de competên-
pela empresa ao CTA que seja beneficiário daqueles Serviços cia do titular de um averbamento de órgão;
Sociais. b) Formação operacional - Destinada a fornecer aos can-
didatos à obtenção de qualquer averbamento de órgão num

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

órgão ATM os conhecimentos, a experiência operacional e de tempo referido no número anterior será de 21 horas/ano.
a perícia indispensáveis para efeito dessa obtenção e con-
Cláusula 85.ª
sequente desempenho das funções inerentes aos privilégios
que lhe correspondem, conforme o anexo 1 da ICAO. Avaliação operacional
2- A formação operacional tem duas componentes:
As avaliações serão efetuadas nos termos do Regulamen-
a) Componente teórico/prática que poderá, dependendo
to de Avaliação Operacional constante do anexo VI.
das condições do órgão, desenvolver-se em duas fases:
i. Fase de transição, durante a qual será transmitido ao Cláusula 86.ª
candidato o conhecimento teórico sobre as características
específicas e procedimentos ATC do órgão cujo averbamen- Investigação técnica de acidentes e incidentes de tráfego aéreo
to de órgão pretende obter, utilizando-se variados processos 1- Sem prejuízo da competência da ANAC e do GPIAA
pedagógicos incluindo a simulação analítica, entendendo-se e das normas e procedimentos em vigor, sempre que se ve-
como tal o estudo gradual e controlado de situações de ges- rifique uma ocorrência de tráfego aéreo que configure uma
tão de tráfego aéreo retiradas da realidade, possibilitando ao situação de comprometimento da segurança operacional,
estagiário examinar e ensaiar várias soluções; proceder-se-á à investigação técnica da mesma, à qual não
ii. Fase pré-OJT (On the Job Training), em que o candi- poderá, em circunstância alguma, ser atribuído carácter dis-
dato tomará contacto, através de simulação global, com as ciplinar ou punitivo.
posições operacionais do sector ou sectores do órgão onde 2- O CTA envolvido deverá comunicar a ocorrência supe-
pretende obter o averbamento de órgão e onde serão desen- riormente, sendo de imediato retirado da operação para sua
volvidas a competência e as rotinas previamente adquiridas própria proteção, exceto se tal for inviável para a continui-
num ambiente semelhante ao da operação com tráfego real. dade daquela, até à conclusão de um relatório preliminar, em
b) Componente OJT (On the Job Training), que correspon- cuja elaboração participará e que deverá estar concluído nos
de ao treino operacional em situação de tráfego real, durante três dias úteis subsequentes.
o qual serão aplicadas e desenvolvidas, sob supervisão dum 3- Permanecendo fora da escala de serviço durante o pe-
Instrutor a competência e as rotinas previamente adquiridas, ríodo em que decorre o processo de investigação técnica, o
sendo subdividida em duas fases: CTA tem direito a manter o averbamento de órgão onde está
i. Fase inicial, de desenvolvimento e consolidação da com- colocado, bem como a integralidade da sua retribuição.
petência, durante a qual a intervenção do instrutor tende a 4- Tendo em consideração as conclusões do relatório pre-
diminuir gradualmente; liminar, o CTA envolvido poderá ser sujeito a uma ação es-
ii. Fase final, de afirmação da competência e de desenvol- pecífica de acompanhamento, de acordo com as normas em
vimento da experiência em que a intervenção do instrutor vigor.
será praticamente inexistente, com exceção da ocorrência de 5- Em caso de acidente de tráfego aéreo, aplica-se o dis-
situações anómalas ou pouco usuais. posto nos números anteriores.
6- Os ensinamentos retirados da investigação técnica de
Cláusula 83.ª
incidentes devem ser divulgados como contributo para evitar
Exercício de funções de formação a repetição de situações semelhantes garantindo a confiden-
cialidade dos intervenientes. Se tal não for possível será ne-
1- Os instrutores e os instrutores e formadores residentes
cessário o consentimento prévio dos intervenientes.
durante o período de tempo em que estejam a ministrar disci-
plinas teóricas ou técnicas de simulação no centro de forma-
ção ou local equiparado, têm direito ao pagamento por cada CAPÍTULO X
hora de formação efetivamente prestada de 0,72 % do nível
15 da tabela salarial constante do anexo I. Carreira de CTA
2- A não participação de CTA instrutor, instrutor residente
ou formador residente em ações de formação e/ou atualização Cláusula 87.ª
durante dois anos consecutivos, determina a respetiva cessa- Ingresso
ção de funções, se tal situação for da sua responsabilidade.
1- O ingresso na carreira de CTA depende do preenchi-
Cláusula 84.ª mento sucessivo e cumulativo das seguintes condições:
a) Seleção, de acordo com a regulamentação em vigor na
Frequência de ações de formação
NAV acordada com o SINCTA;
1- Considera-se coberta pela remuneração mensal referida b) Frequência, com aproveitamento, do curso ou cursos
na alínea b) do número 3 da cláusula 56.º a participação do fornecidos pela NAV que dão acesso à obtenção da licença
CTA em ações de formação, até ao limite de 14 horas por de instruendo CTA;
ano, que tenham lugar em dia de descanso complementar ou c) Obtenção da licença portuguesa de CTA com, pelo me-
semanal. nos, um averbamento de órgão.
2- Nos anos em que o número anual de movimentos IFR 2- O ingresso na carreira de CTA faz-se pela fase J.
per capita, apurado nos termos dos números 3, 5 e 6 da cláu- 3- O ingresso na carreira de CTA conta-se, para todos os
sula 69.ª, não ultrapasse o valor máximo histórico, o período candidatos que frequentam o mesmo curso de formação ini-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

cial e que reúnam as condições previstas no número 1 desta Cláusula 91.ª


cláusula, a partir da mesma data.
Efeito dos averbamentos de órgão
Cláusula 88.ª 1- Os efeitos decorrentes dos averbamentos do órgão de-
pendem da sua inclusão na licença individual e reportam-se
Antiguidade e escalonamento na categoria à data daquela.
1- A antiguidade na categoria de CTA conta-se desde a 2- Para efeitos do número anterior, a empresa comunicará
data de ingresso nesta, sendo a posição relativa entre os CTA à autoridade licenciadora, no prazo de oito dias, todos os ele-
a que consta da lista de escalonamento que constitui anexo mentos necessários.
IV a este AE. 3- Quando a empresa se atrase na comunicação à autori-
2- Para os CTA que venham a ingressar na carreira após a dade licenciadora, os efeitos remuneratórios decorrentes da
entrada em vigor deste AE e cuja antiguidade seja a mesma, nova situação retroagem ao termo do prazo previsto no nú-
a posição relativa será determinada pelos seguintes fatores, mero anterior.
sucessivamente considerados:
Cláusula 92.ª
a) Maior classificação na formação inicial referida na alí-
nea b) do número 1 da cláusula 87.ª; Condições para a progressão técnica
b) Maior antiguidade na empresa;
1- A progressão técnica depende das qualificações exigí-
c) Maior idade.
veis ao cumprimento das atribuições do órgão onde o CTA
3- Quando, por motivos culposos da empresa, um candi-
esteja ou deva ser colocado.
dato se atrase no ingresso na carreira, a sua antiguidade será
2- Aos CTA detentores de qualificação ACP ou APP que
a dos restantes candidatos no mesmo curso de formação que
exerçam funções num órgão onde passe a existir qualificação
possibilitou aquele ingresso, de acordo com os critérios defi-
de vigilância, será proporcionada a obtenção desta qualifica-
nidos no número anterior.
ção no mais breve prazo possível.
Cláusula 89.ª Cláusula 93.ª

Progressão na carreira Falta de aproveitamento na obtenção de averbamento de órgão


1- A carreira de CTA compreende uma progressão profis- 1- Um CTA que não tenha aproveitamento na obtenção de
sional e uma progressão técnica. um averbamento de órgão tem direito a uma segunda tentati-
2- A empresa obriga-se a facultar aos CTA a formação ne- va, de acordo com as normas e os prazos em vigor na NAV.
cessária ao cabal desempenho das suas funções e à sua even- 2- Em caso de falta de aproveitamento pela segunda vez no
tual evolução na carreira. mesmo averbamento de órgão, o CTA regressa ao órgão onde
estava colocado anteriormente, podendo vir a candidatar-se
Cláusula 90.ª à obtenção de averbamento de órgão em qualquer órgão,
atentas as normas vigentes sobre transferências, desde que
Progressão técnica
complete três anos de AO até 31 de Dezembro do ano do
1- Por progressão técnica entende-se a obtenção de qual- concurso, contabilizados a partir da data em que recuperou o
quer das qualificações, averbamentos de qualificação e/ou averbamento de órgão no órgão aonde regressou.
averbamentos de órgão de controlo de tráfego aéreo estabe- 3- O período de tempo referido no número anterior é de
lecidos pela autoridade aeronáutica competente. dois anos para o CTA cujo regresso ao órgão anterior tenha
2- A obtenção de qualquer das qualificações e/ou averba- sido consequência de facto ocorrido até final de 2009.
mentos efetua-se mediante a realização com aproveitamento 4- Se o CTA averbar falta de aproveitamento em duas ten-
da formação inicial e operacional. tativas consecutivas na obtenção de novo averbamento de
3- A progressão técnica integra as seguintes qualificações: órgão, tentadas ao abrigo do disposto na parte final do núme-
a) Qualificação de controlo de aeródromo visual (ADV); ro 2, regressa definitivamente ao órgão onde estava colocado
b) Qualificação de controlo de aeródromo por instrumen- anteriormente.
tos (ADI); 5- Caso exista impedimento a uma progressão técnica por
c) Qualificação de controlo de aproximação convencional motivos imputáveis à empresa e o CTA obtenha aproveita-
(APP); mento nessa progressão, a retribuição e demais direitos cor-
d) Qualificação de controlo de aproximação de vigilância respondentes ao averbamento de órgão obtido retroagem à
(APS); data em que a progressão técnica se teria realizado sem a
e) Qualificação de controlo regional convencional (ACP); verificação do referido impedimento.
f) Qualificação de controlo regional de vigilância (ACS).
Cláusula 94.ª
4- A NAV é obrigada a permitir a manutenção do aver-
bamento do órgão de que é detentor o CTA que tenha sido Falta de aproveitamento em curso de qualificação de vigilância
nomeado para funções em horário regular de chefia orgânica,
1- Quando um CTA tiver falta de aproveitamento num
instrução, formação e assessoria.
curso de qualificação de vigilância, frequentará o primeiro

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

curso que se realize, se aquela se dever a razões médicas categoria para que foi reclassificado atinja aquele montante,
fundamentadas, ou o primeiro curso que for possível, se se no caso de ser inferior.
dever a outras razões.
Cláusula 96.ª
2- Até ao início do novo curso, o CTA permanece colocado
no órgão radar para onde foi transferido, exceto se a transfe- Progressão profissional
rência for para o Centro de Controlo de Lisboa, caso em que
1- A carreira de CTA desenvolve-se por fases e graus, in-
regressa ao órgão onde estava colocado antes do início do
dependentemente da progressão técnica.
curso em que não obteve aproveitamento.
2- As fases mencionadas no número anterior são as se-
3- Em alternativa ao disposto na parte final do número an-
guintes:
terior, o CTA pode optar por ser transferido para a Torre de
CTA A 3
Lisboa ou de Cascais, de acordo com as seguintes regras:
CTA A 2
a) Esta opção deve ser exercida nos três dias imediatos ao
CTA A 1
fim do curso de qualificação de vigilância em que não obteve
CTA A
aproveitamento, estando sempre dependente da existência
CTA B
de vagas naqueles órgãos e da sua capacidade de formação
CTA C
operacional;
CTA D
b) Compete à NAV declarar se a opção pode ser exercida e
CTA E
em relação a que órgão, atento ao disposto na alínea anterior;
CTA F
c) Caso se verifiquem mais candidatos à opção do que va-
CTA G
gas, serão transferidos para aquele(s) órgão(s) os CTA mais
CTA H
antigos, atenta a lista de escalonamento;
CTA I
d) Se o CTA for colocado na Torre de Lisboa ou de Cas-
CTA J
cais, só poderá frequentar novo curso de qualificação de
3- Os graus referidos no número 1 correspondem às fun-
vigilância quando tiver direito a ser transferido, atentas as
ções de chefia, assessoria, instrução e formação de controlo
regras em vigor nesta matéria.
de tráfego aéreo a seguir indicadas:
4- Se um CTA tiver falta de aproveitamento por duas vezes
num curso de qualificação de vigilância, regressa ao órgão Grau 6 Chefia orgânica de FIR
onde estava colocado anteriormente, podendo vir a candida-
tar-se à obtenção de averbamento de órgão apenas em órgão Chefia orgânica de centro de controlo
Grau 5
não radar, segundo as normas vigentes sobre transferências Chefia orgãnica III
e decorrido um período mínimo de dois anos sobre a data da Chefia orgânica de torre II
Grau 4
segunda falta de aproveitamento. Chefia orgãnica II
5- Com prejuízo do disposto no número anterior e com Chefia orgânica de torre I
carácter estritamente excecional, todos os CTA ao serviço Chefia orgânica I
da empresa à data da celebração do AE 2010, ou seja, 30 de Chefia de sala de operações
julho de 2010, e que não sejam detentores de qualificação Grau 3
Instrutor residente
de vigilância, poderão candidatar-se à transferência para um Formador residente
órgão radar, mediante a frequência de um curso de qualifi- Assessor FMP
cação de vigilância num modo de avaliação contínua, cujo Supervisor operacional
programa será idêntico ao da correspondente formação ini- Grau 2 Assessor sénior
cial, acrescido da formação operacional no órgão de destino. Instrutor
6- Para efeitos do disposto no número anterior, os CTA in-
Grau 1 Assessor
teressados deverão apresentar até 31 de Dezembro de 2015
as candidaturas para um órgão radar, devendo a NAV calen- 4- As funções de assessor sénior são desempenhadas por
darizar as ações de formação necessárias para a concretiza- CTA que coordenam áreas funcionais dos serviços de asses-
ção das candidaturas apresentadas. soria.
Cláusula 95.ª 5- O desempenho das funções previstas no número 3 não
prejudica nenhum dos direitos inerentes à progressão técnica
Reclassificações por inaptidão técnica do CTA nomeado.
1- Um CTA será reclassificado para outra categoria profis- 6- Todas as chefias dos serviços de tráfego aéreo ou de for-
sional, caso não consiga recuperar o averbamento de órgão mação ATS deverão ser enquadradas nos graus referidos no
que detinha no órgão para onde regressou nos termos dos número 3.
números 2, 3 e 4 da cláusula 93.ª, ou do número 4 da cláusula 7- Com exceção das funções de chefia orgânica, todas as
94.ª, ou caso recuse essa colocação. funções referidas no número 3 não podem ser desempenha-
2- Em qualquer dos casos previstos no número anterior, das cumulativamente nem exercidas a título temporário, a
o trabalhador mantém o direito à remuneração base mensal não ser em situações excecionais precedidas de acordo nesse
de CTA, a qual ficará congelada até que a correspondente à sentido com o SINCTA.
8- Para efeitos do presente, AE considera-se que a utiliza-

2603
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ção genérica da expressão assessor compreende os graus de operacionais da função, assiduidade e sociabilidade;
assessor, assessor sénior e assessor FMP. b) Para instrutor: deter o averbamento de órgão adequado
há pelo menos três anos ininterruptos, na data da reunião do
Cláusula 97.ª
colégio, deter capacidade de planeamento, organização e ex-
Acesso às fases planação, vocação pedagógica, assiduidade, conhecimentos
técnico operacionais relevantes para a função e sociabilida-
1- O acesso às fases previstas no número 2 da cláusula an-
de;
terior processa-se nos seguintes termos:
c) Para supervisor operacional: deter o averbamento de ór-
a) Têm acesso a CTA I, os CTA J com um ano de perma-
gão adequado há pelo menos três anos ininterruptos na data
nência nesta fase;
da reunião do colégio, deter capacidade de chefia, domínio
b) Têm acesso a CTA H, os CTA I, com um ano de perma-
dos aspetos técnicos e operacionais relevantes para a função,
nência nesta fase;
assiduidade e sociabilidade.
c) Têm acesso a CTA G, os CTA H, com um ano de per-
3- A escolha para as funções de chefe de sala, instrutor
manência nesta fase;
e supervisor operacional é da competência de um colégio,
d) Têm acesso a CTA F, os CTA G, com um ano de perma-
constituído de acordo com o disposto na cláusula seguinte.
nência nesta fase;
4- Os candidatos ao desempenho de qualquer das funções
e) Têm acesso a CTA E, os CTA F, com um ano de perma-
previstas no número anterior que tenham frequentado sem
nência nesta fase;
aproveitamento curso de formação específica para essas fun-
f) Têm acesso a CTA D, os CTA E, com um ano de perma-
ções não poderão ser escolhidos.
nência nesta fase;
5- As funções de chefe de sala existem apenas nos ACC de
g) Têm acesso a CTA C os CTA D com um ano de perma-
Lisboa e S. Maria e as de supervisor operacional em todos os
nência nesta fase;
órgãos com mais de um CTA por turno.
h) Têm acesso a CTA B os CTA C com dois anos de per-
6- Os CTA que não tenham frequentado curso de formação
manência nesta fase;
específica para as funções a desempenhar e sejam nomeados,
i) Têm acesso a CTA A os CTA B com três anos de perma-
frequentá-lo-ão logo que for possível, sendo desnomeados
nência nesta fase;
caso não tenham aproveitamento no mesmo.
j) Têm acesso a CTA A-1 os CTA A com três anos de per-
7- Não havendo candidatos para as funções previstas no
manência nesta fase;
número 2 da presente cláusula com três anos de averbamento
k) Têm acesso a CTA A-2 os CTA A-1 com quatro anos de
de órgão ou, havendo-os, não sendo escolhidos pelo colégio,
permanência nesta fase;
este pode nomear CTA com antiguidade de averbamento de
l) Têm acesso a CTA A-3 os CTA A-2 com quatro anos de
órgão inferior, devendo para o efeito ser aberto novo con-
permanência nesta fase.
curso de modo a que se possam candidatar os CTA nessas
2- Sem prejuízo do disposto na cláusula 105.ª, as mudan-
condições.
ças de fase processam-se automaticamente, esgotados os
8- Não havendo candidaturas para as funções previstas no
prazos previstos no número anterior.
número 2 da presente cláusula, o responsável pelo órgão em
Cláusula 98.ª que se verifique a vaga pode nomear um CTA de sua escolha,
com observância dos requisitos estabelecidos no mesmo nú-
Acesso aos graus mero, para exercer as funções por um período não superior
A nomeação para as funções previstas no número 3 da a um ano.
cláusula 96.ª depende da existência de necessidade funcional 9- As nomeações para as funções de instrutor residente,
e será efetuada tendo em consideração o disposto nas cláu- formador residente e assessor, são feitas a título experimen-
sulas seguintes. tal nos primeiros seis meses, durante os quais o CTA pode
Cláusula 99.ª voltar de imediato às funções desempenhadas anteriormente,
por iniciativa de qualquer das partes, sem quaisquer forma-
Critérios de escolha para graus lidades.
1- A escolha para o exercício de funções de instrutor resi- Cláusula 100.ª
dente, formador residente e assessor é da exclusiva respon-
sabilidade da empresa, condicionada apenas à aceitação do Constituição, funcionamento e deliberações dos colégios
CTA, sem prejuízo do disposto no número 4 da cláusula 7.ª 1- O colégio a que se refere o número 3 da cláusula ante-
2- A escolha para o exercício de funções de chefe de sala rior será constituído da seguinte forma:
de operações, instrutor e supervisor operacional, é efetuada a) Para chefe de sala de operações: os chefes de sala de
de entre os CTA que se candidatem, que não se encontrem operações e o chefe do órgão respetivo;
abrangidos pelo disposto no número 3 da cláusula 101.ª, e b) Para supervisor operacional: os supervisores operacio-
reúnam, nomeadamente, os seguintes requisitos: nais e o chefe do órgão respetivo;
a) Para chefe de sala de operações: ser supervisor opera- c) Para instrutor: os instrutores e o chefe do órgão respe-
cional há pelo menos um ano na data da reunião do colégio, tivo.
deter capacidade de chefia, domínio dos aspetos técnicos e 2- O colégio funcionará desde que estejam presentes mais

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

de metade dos seus elementos, incluindo obrigatoriamente o cionais próprias da sua progressão técnica, para a fase em
seu presidente. que se encontrava ou encontraria caso não tivesse sido no-
3- O colégio será presidido pelo chefe do órgão respetivo. meado para aquelas funções.
4- Na apreciação dos candidatos os colégios deverão ob- 3- No caso em que a cessação de funções tenha decorrido
servar os seguintes princípios: de decisão unilateral e fundamentada da empresa, o CTA que
a) Cada candidato será classificado em função da ponde- cessou funções só poderá recandidatar-se à mesma função
ração dos requisitos previstos no número 2 da cláusula an- em grau passado um ano contado a partir da data da cessa-
terior; ção de funções, salvo se esta tiver ocorrido por necessidades
b) Cada membro do colégio pode votar em mais de um organizativas.
candidato ou não votar em nenhum; 4- Caso o CTA se encontrasse enquadrado num grau antes
c) Será escolhido o candidato que obtiver maior número da nomeação para as funções que cessaram, tem direito, sem
de votos; prejuízo do desempenho de funções operacionais nos termos
d) Nunca poderá ser escolhido um candidato que tenha ob- estipulados no número anterior, a manter a remuneração base
tido menos de dois terços dos votos; mensal correspondente àquele grau.
e) Se o colégio assim o entender, pode proceder a várias 5- O disposto no número anterior não se aplica se as fun-
votações até obter uma decisão final; ções cessarem por iniciativa do CTA, situação em que se
f) Se houver candidatos empatados com mais de dois ter- aplica apenas o número 2.
ços dos votos será escolhido o mais antigo como CTA.
Cláusula 102.ª
5- Tendo em vista a melhoria do serviço prestado e a uni-
formização de critérios, procedimentos e rotinas, os chefes Exercício de funções em comissão de serviço
de sala/supervisores operacionais e instrutores de cada órgão
1- As funções de chefia orgânica pressupõem a existência
deverão efetuar reuniões periódicas, convocadas e dirigidas
de uma especial relação de confiança, sendo exercidas em
pela respetiva chefia, cuja participação é considerada para
comissão de serviço.
todos os efeitos como tempo de serviço.
2- A nomeação para o exercício das funções previstas no
6- A participação nas reuniões periódicas e de colégio
número anterior é da competência do conselho de adminis-
constitui para os seus elementos um dever inerente ao de-
tração.
sempenho da respetiva função e deve ser facilitada pela em-
3- O acordo escrito que formaliza o exercício de funções em
presa através de ajustamento de escala.
comissão de serviço deverá conter os elementos constantes da
7- A participação pelo CTA nas reuniões periódicas ou de
lei, bem como o regime remuneratório que o CTA beneficiará
colégio está coberta pela remuneração mensal referida na
ao abrigo das disposições constantes do presente AE.
alínea b) do número 3 da cláusula 56.ª e apenas confere o
4- A celebração de acordo de comissão de serviço substi-
direito a meia folga a todos os elementos que não estejam de
tui, nos casos aplicáveis, o acordo de prolongamento de fun-
serviço no momento da sua realização.
ções anteriormente celebrado pelo CTA ao abrigo do número
8- Por acordo entre a empresa e o trabalhador, a meia folga
6 da cláusula 8.ª, o qual cessa automaticamente a sua vigên-
prevista no número anterior poderá ser remida a dinheiro,
cia sem necessidade de qualquer comunicação escrita na data
considerando-se a mesma equivalente a 4 horas de salário
de início de funções em comissão de serviço.
hora, calculada nos termos da cláusula 58.ª
Cláusula 103.ª
Cláusula 101.ª
Outras funções cujo exercício pressupõe especial relação de confiança
Cessação de funções nos graus
O exercício de funções de assessoria de titulares de ad-
1- O desempenho das funções previstas no número 3 da
ministração, ou equiparados, ou de direções, gabinetes ou
cláusula 96.ª, excetuando as funções de chefia orgânica,
áreas organizativas dependentes da administração pressupõe
pode cessar:
a existência de especiais relações de confiança e são exer-
a) Por mútuo acordo;
cidas em regime de comissão de serviço, sendo aplicável o
b) Por decisão unilateral da empresa ou do CTA, mediante
disposto nas cláusulas 102.ª e 104.ª
pré-aviso escrito de sessenta dias. No caso de estar em causa
a cessação de uma das funções referidas na cláusula 99.ª, Cláusula 104.ª
número 3, a decisão da empresa terá de ser devidamente fun-
damentada; Cessação do exercício de funções em comissão de serviço
c) Por decisão unilateral e fundamentada da empresa a 1- Qualquer das partes pode, a todo o tempo e sem ne-
todo o tempo, comunicada por escrito; cessidade de invocar qualquer fundamentação, pôr termo
d) No caso previsto na parte final do número 6 da cláusula ao exercício de funções em comissão de serviço, mediante
99.ª; a comunicação escrita à outra, com a antecedência mínima,
e) No caso previsto no número 2 da cláusula 83.ª respetivamente de 30 ou 60 dias, consoante o exercício de
2- A cessação das funções previstas na cláusula 98.ª, exce- funções naquelas condições tenha durado até dois anos ou
tuando as funções de chefia orgânica, ao abrigo do número mais de 2 anos, e cessando em definitivo e sem necessidade
precedente, determina o regresso do CTA às funções opera- de qualquer comunicação escrita quando o CTA atingir o li-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

mite de idade para o exercício de funções não operacionais, termos dos números seguintes.
previsto no número 5 da cláusula 8.ª 2- O desconto das quotas na retribuição apenas se aplica
2- Cessando o exercício de funções, o trabalhador regressa relativamente aos trabalhadores que, em declaração indivi-
à situação profissional que detinha ou que, em função da anti- dual e enviada ao SINCTA e à empresa, assim o autorizem.
guidade entretanto adquirida, deteria, caso não tivesse acorda- 3- A declaração de autorização e de revogação só produ-
do exercer funções em comissão de serviço, podendo, nos ca- zem efeitos a partir do mês imediatamente seguinte ao da
sos aplicáveis, celebrar acordo de prolongamento de funções. sua entrega.
3- Caso o CTA se encontrasse a exercer funções em grau
antes de iniciar as funções que entretanto cessam, tem direito CAPÍTULO XII
à remuneração base mensal correspondente àquele grau, sem
prejuízo de regressar ao exercício das funções corresponden- Disposições finais
te à fase da carreira que se encontre ou encontraria caso não
tivesse exercido quaisquer daquelas funções. Cláusula 108.ª
Cláusula 105.ª
Equiparação à qualidade de cônjuge
Impedimentos à progressão profissional Para efeitos do disposto neste acordo, entende-se por
1- Constitui impedimento à mudança de fase, a verificação cônjuge a pessoa ligada ao trabalhador por vínculo matrimo-
de qualquer das seguintes situações, desde que a mesma se nial ou, na ausência deste, a que com ele viva em comunhão
tenha verificado durante a fase em que o CTA se encontra e de mesa e habitação, mediante declaração escrita do interes-
tal facto não tenha ocorrido há mais de 2 anos: sado.
a) A existência de uma apreciação negativa da competên- Cláusula 109.ª
cia do CTA, apurada nos termos do regulamento referido na
cláusula 85.ª; Agregado familiar
b) A falta de aproveitamento numa progressão técnica. 1- Para os efeitos previstos neste acordo considera-se agre-
2- A empresa deve comunicar ao CTA, por escrito, a exis- gado familiar o cônjuge, desde que não separado judicial-
tência de impedimento à mudança de fase, bem como o fun- mente, ascendentes, descendentes ou afins e ainda qualquer
damento da mesma. outra pessoa que viva em comunhão de mesa e habitação
3- No caso previsto no número 1 desta cláusula, o tra- com o trabalhador na dependência económica do mesmo.
balhador poderá recorrer no prazo de cinco dias úteis para 2- As declarações fraudulentas relativas à composição do
um júri constituído por três CTA, sendo um designado pelo agregado familiar constituem infração disciplinar grave, sem
recorrente, outro pela empresa e o terceiro escolhido pelos prejuízo da cessação imediata dos direitos atribuídos e even-
vogais designados. tual responsabilidade civil do trabalhador.
4- As fases que integram a progressão profissional não de-
terminam por si qualquer dependência hierárquica. Cláusula 110.ª

Antiguidade
CAPÍTULO XI
Para os diferentes efeitos previstos neste acordo, a anti-
guidade dos CTA será reportada, conforme os casos:
Organizações representativas de CTA a) Antiguidade na NAV - à data da vinculação à empresa
NAV ou à empresa ANA-EP ou à data da vinculação a qual-
Cláusula 106.ª
quer título à Função Pública, nos casos em que tenham tran-
Crédito de horas sitado desta para a ANA-EP aquando da sua constituição;
b) Antiguidade na categoria de CTA - à data do ingresso
1- A NAV concederá um crédito de tempo mensal aos CTA
na categoria.
que se encontrem no desempenho de funções sindicais nos
seguintes termos: Cláusula 111.ª
a) Oito horas para os delegados sindicais;
b) Quatro dias para os membros da direção do SINCTA; Comissão paritária
c) Um dia para a direção da APCTA. 1- É criada uma comissão paritária com competência para
2- O sindicato poderá optar por distribuir livremente entre acompanhar, interpretar e integrar as normas do presente AE
os membros da sua direção e da direção da APCTA o total e respetivos anexos.
de crédito de tempo previsto nas alíneas b) e c) do número 2- A comissão paritária é composta por dois representantes
anterior. de cada parte (NAV e SINCTA) e só pode deliberar desde
que esteja presente metade dos representantes de cada parte.
Cláusula 107.ª
3- Cada parte pode, a qualquer momento, destituir os seus
Desconto de quotizações representantes e nomear novos representantes, desde que o
comunique previamente à outra parte.
1- A NAV descontará na retribuição dos CTA sindicaliza-
4- A comissão paritária funcionará nos termos previstos no
dos o montante das quotas por estes devidas ao SINCTA, nos

2606
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Código do Trabalho. Grau 3 - Chefia orgânica de torre I


5- No prazo de 60 dias a contar da publicação do presen-
Chefia orgânica I
te AE, cada parte indica os seus representantes na comissão
paritária. Chefia de sala de operações
16 3 345,09 €
6- Os representantes da comissão paritária deverão, no Instrutor residente
prazo de 90 dias a contar da sua constituição, elaborar um Formador residente
regulamento de funcionamento da comissão paritária que de-
Assesssor FMP
verá ser objeto de aprovação por parte da NAV e do SINCTA.
7- O regulamento referido no número anterior deverá, sem Grau 2 - Supervisor
prejuízo de outras matérias, incluir como propósitos da co- Assessor sénior 15 3 188,41 €
missão paritária o acompanhamento de alterações relativas Instrutor
a formação, qualificações, transferências e gestão do BHT,
Grau 1 - Assessor 14 3 074,97 €
bem como avaliação das necessidades previsionais de recur-
sos humanos nos órgãos ATC e ainda elaboração de reco- Fase A3 13 2 961,56 €
mendações com vista à melhoria da qualidade e da segurança Fase A2 12 2 844,82 €
do serviço prestado aos utilizadores, aumento de eficiência e
Fase A1 11 2 728,64 €
produtividade.
Fase A 10 2 627,00 €
Cláusula 112.ª
Fase B 9 2 413,95 €
Disposições finais Fase C 8 2 197,53 €
1- Durante o período de vigência do AE e na observância Fase D 7 2 062,86 €
dos limites dos gastos com pessoal estabelecidos para o res-
Fase E 6 1 901,94 €
tante período do RP2 (2016-2019) e, bem assim, dos limites/
inibições que possam vir a ser estabelecidos por lei impera- Fase F 5 1 825,55 €
tiva aplicável à NAV, serão analisadas numa base anual as Fase G 4 1 749,15 €
possibilidades de mitigação das distorções remuneratórias
Fase H 3 1 672,76 €
referentes a progressões em fase e ganhos de produtivida-
de, devendo tal análise considerar os ganhos obtidos ao ní- Fase I 2 1 596,36 €
vel da diminuição dos custos com encargos com benefícios Fase J 1 1 519,97 €
pós-emprego que decorrerão da alteração do limite de idade
operacional dos CTA para os 58 anos e do limite de idade
para funções não operacionais para os 66 anos. ANEXO II
2- A análise referida no número anterior será efetuada no
âmbito da comissão paritária prevista na cláusula 111.ª Descrição de funções
Cláusula 113.ª 1- Definição geral de funções de CTA
Planeia, dirige e coordena os fluxos de tráfego aéreo na
Carácter globalmente mais favorável área da sua responsabilidade (zona terminal, regional e/ou
O presente acordo de empresa é globalmente mais favo- área vizinha de aeródromo) de modo a obter um fluxo de trá-
rável em relação aos trabalhadores por ele abrangidos do que fego ordenado, seguro e expedito; identifica, transfere e se-
o anteriormente em vigor, publicado no Boletim do Trabalho para as aeronaves entre si e em relação ao terreno, aplicando
e Emprego, 1.ª série, n.º 31, de 22 de Agosto de 2010 e que métodos convencionais e de vigilância, efetuando controlo
por este é revogado. de velocidades e utilizando técnicas de vectorização e equi-
pamento de comunicação e de vigilância; identifica e transfe-
re o tráfego de/para as áreas adjacentes; analisa o desenvol-
ANEXO I vimento previsível do fluxo de tráfego que entra na sua área
de responsabilidade; emite autorizações de voo (descolagens
Tabela salarial e aterragens), instruções e outras informações necessárias;
mantêm atualizado o quadro de progresso de voo em função
Designação Nivel
Valor das informações de posição recebidas dos pilotos das aero-
mensal naves; aceita ou impõe alterações aos níveis de voo tendo em
Grau 6 - Chefia orgânica de FIR 19 4 035,36 € vista a segurança e o escoamento do tráfego aéreo; efetua os
Grau 5 - Chefia orgânica de centro de controlo procedimentos estabelecidos para situações de emergência;
18 3 873,98 € executa as tarefas referentes a uma das posições da área re-
Chefia orgânica III
gional, aproximação, vigilância ou aeródromo, coordenando
Grau 4 - Chefia orgânica de torre II a sua atividade com as posições vizinhas.
17 3 599,06 €
Chefia orgânica II 2- Definições especificas das funções de CTA em grau
2.1- Instrutor

2607
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Ministra uma ou mais disciplinas em que é qualificado, mento dos formandos nomeadamente participando na elabo-
durante cursos, reciclagens, estágios e sessões de treino, ten- ração de testes e integrando os colégios de formadores cons-
do em vista a formação técnica e profissional dos CTA; par- tituídos em cada curso de qualificação;
ticipa na elaboração dos programas das matérias a ministrar; h) Coordenar as ações de formação/cursos quando para tal
prepara a sua aplicação prática; ministra os ensinamentos, seja nomeado;
de acordo com o programa, utilizando métodos adequados e i) Colaborar noutras tarefas necessárias ao bom funciona-
acompanhando os instruendos nas várias fases de formação; mento das acções de formação/cursos.
exemplifica e aplica exercícios práticos, concebendo, apli- 2.3- Formador residente
cando ou colaborando em técnicas de simulação; procede à Ao formador residente são cometidas todas as funções
avaliação das capacidades e do aproveitamento dos instruen- descritas no ponto 2.2 em particular na área da formação ini-
dos, nomeadamente participando na elaboração de testes, no cial.
estabelecimento dos critérios de avaliação e integrando os 2.4- Assessor FMP (Flow Management Position)
júris; colabora nas ações de formação contínua previstas no O assessor FMP assegura a avaliação diária dos fluxos de
Regulamento de Avaliação Operacional; colabora noutras ta- tráfego, adotando em coordenação com a chefia de sala e/ou
refas necessárias ao funcionamento das ações de formação. supervisores operacionais, medidas de regulação por forma
Os instrutores exercem a sua ação na operação (OJT-On a adequar a procura de tráfego ás capacidades declaradas dos
Job Trainning), no âmbito da formação de pré-OJT e no âm- diversos sectores da FIR de Lisboa e propondo aos chefes
bito de ações de formação em simulação e de ações de for- de sala e/ou supervisores operacionais, quando necessário, a
mação teórica no centro de formação ou local equiparado. adopção de procedimentos de contingência.
Para além das funções anteriormente mencionadas, com- 2.5- Chefe de sala de operações
pete ainda aos instrutores o exercício das seguintes funções: Orienta e coordena as atividades globais da sala de ope-
a) Coordenação e elaboração do guia de formação opera- rações de um ACC, competindo-lhe decidir e atuar em todas
cional do respetivo órgão; as situações que afetem o normal funcionamento da ativida-
b) Participação na elaboração do plano anual de formação de operacional; é responsável pela chefia de todo o pessoal
do respetivo órgão; em serviço; efetua as coordenações necessárias com as en-
c) Supervisão e participação em ações de formação de tidades e serviços competentes, tendo em vista assegurar a
transição e pré-OJT; operacionalidade dos sistemas, equipamentos e serviços da
d) Coordenação e elaboração dos conteúdos dos testes es- sala de operações; atualiza, divulga e certifica-se da existên-
critos, previstos no Regulamento de Avaliação Operacional; cia de toda a documentação relativa à prestação do serviço;
e) Preparação e condução de simulações e ações de atua- assegura o normal funcionamento da posição FMP (Flow
lização; Management Position), quer através da sua envolvência pes-
f) Coordenação de elaboração de CBT (Computer Base soal ou dos supervisores operacionais, quer através do desta-
Training); camento de CTA com formação adequada; implementa, em
g) Coordenação e participação na elaboração e ou atualiza- coordenação com os supervisores operacionais, medidas de
ção de conteúdos formativos; regulação de fluxo de tráfego; assegura o cumprimento dos
h) Coordenação da formação do respetivo órgão quando trâmites previstos na regulamentação em vigor, nos casos de
não houver nenhum elemento encarregue dessa função. ocorrência de incidente ou acidente; desencadeia o serviço
2.2- Instrutor residente de alerta e de busca e salvamento, coordenando com a en-
Aos instrutores colocados a título permanente no centro tidade responsável pela sua execução e operador(es) da(s)
de formação estão cometidas, entre outras, as seguintes fun- aeronave(s) envolvida(s), todas as ações consideradas neces-
ções: sárias; comunica ao chefe de órgão anomalias ocorridas du-
a) As que estão previstas no Regulamento de Formação rante o turno de serviço; participa e colabora com a chefia na
(DO-19.01) e, adicionalmente: resolução de problemas de exploração relativos à gestão dos
b) Ministrar as disciplinas em que é especialista, durante meios humanos e tecnológicos do órgão; substitui o chefe do
cursos, estágios e ações de treino em simulador, tendo em órgão na ausência do mesmo ou do seu substituto designado,
vista a preparação teórica e prática dos formandos; no respeitante a assuntos correntes e inadiáveis; desempenha
c) Colaborar na preparação das simulações no âmbito da tarefas estritamente operacionais nas posições de controlo
formação contínua (Atualizações e situações invulgares e de com vista a manter a sua aptidão técnico-profissional.
emergência); 2.6- Supervisor operacional
d) Participar na elaboração ou revisão dos programas cur- Supervisiona, orienta e coordena a prestação dos serviços
riculares dos cursos de formação inicial e de desenvolvimen- de controlo de tráfego aéreo, informação de voo e alerta nas
to a ministrar e preparar a sua aplicação prática; posições operacionais do sector sob a sua responsabilidade;
e) Conceber exercícios práticos, aplicando ou colaborando distribui o pessoal ao seu dispor pelas posições respetivas,
em técnicas de simulação; de acordo com a sua experiência, volume e complexidade
f) Ministrar os ensinamentos de acordo com os programas do tráfego; assume as responsabilidades atribuídas ao chefe
estabelecidos e acompanhar o processo de aprendizagem dos da sala de operações nos órgãos onde não existam estas fun-
formandos nas várias fases de formação; ções; decide em estreita cooperação com o chefe da sala de
g) Proceder à avaliação das capacidades e do aproveita- operações sobre as configurações sectoriais, tendo em con-

2608
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ta as regras para o efeito estabelecidas pela respetiva chefia 3- A ROP intermédia referida no número 2 aplica-se aos
do órgão; executa a posição FMP (Flow Management Posi- seguintes averbamentos de órgão:
tion) propondo, sempre que necessário, a adoção de medidas
pontuais; garante as coordenações necessárias a uma correta APP Ponta Delgada AD Funchal
gestão do fluxo de tráfego; verifica e controla a operaciona- APP Porto Santo AD Ponta Delgada
lidade dos sistemas e equipamentos, comunicando as ano- APP Horta AD Horta
malias ao chefe da sala de operações; procede à investigação
APP Santa Maria AD Santa Maria
preliminar nos casos de incidente/acidente, suspendendo de
imediato a título transitório o CTA envolvido do desempe- AD Porto
nho de funções; acompanha o funcionamento das posições AD Faro
de controlo, mantendo sobre as mesmas uma vigilância ativa
nos períodos de pico de tráfego; pode desempenhar tarefas 4- A ROP mínima referida no número 2 aplica-se aos se-
estritamente operacionais nas posições de controlo. guintes averbamentos de órgão:
2.7- Assessor/Assessor sénior –– AD Cascais
Exerce, funções de análise e de estudo especializados no –– AD Porto Santo
âmbito dos projetos e demais ações de responsabilidade a –– AD Flores
nível técnico e operacional, tendo em vista a preparação e 5- Exclusivamente para efeitos do disposto no número 2
definição de medidas de gestão e processamento de tráfego da cláusula 9.ª, em relação aos CTA a que lhe sejam aplica-
aéreo, sua planificação ou coordenação ou ainda a tomada de das, considera-se a pontuação que resultar da aplicação do
decisões no âmbito das medidas de gestão operacional sua disposto no número 1, deduzido dos seguintes pontos:
programação, planeamento e controlo. Colabora na execu-
Número
ção de auditorias operacionais e na análise dos procedimen-
Averbamento de órgão de
tos e standards de qualidade. Assegura ações nos domínios pontos
da gestão da informação e regulamentação operacionais, da LIS convencional 58
gestão da segurança e risco operacionais, da gestão e plane-
PORTO APP CONVENC. 233
amento do espaço aéreo e da gestão e avaliação dos sistemas
FARO APP CONVENCI. 237
e infraestruturas de apoio à prestação de apoio à navegação
aérea. Participa em projetos e grupos de trabalho de nível FUNCHAL APP CONVENC. 327
nacional e internacional. Colabora e apoia a chefia na gestão SMA OCA/TMA (anterior sistema Atlântico) 193
do respetivo órgão. Substitui a respetiva chefia, quando no-
meado para o efeito. 6- Para efeitos do disposto no número 2 da cláusula 68.ª,
a ROC nele prevista é, à data de celebração do presente AE,
equivalente a 83 pontos.
ANEXO III

Tabela de pontuações para cálculo da remuneração ANEXO IV


operacional
Lista de escalonamento
1- Em 2015 a pontuação referida no número 1 da cláusula
69.ª para o centro de controlo de Lisboa é de 787 pontos, 1 Luis António Ricardo Candeias
aplicando-se a esta pontuação, em Janeiro de cada ano, o dis- 2 Jorge Manuel Ricardo Oliveira
posto nos números 2 a 6 daquela cláusula.
3 Maria Noémia Pacheco da Rosa
2- As pontuações para os restantes órgãos são iguais ao
resultado da aplicação do número anterior, deduzido dos se- 4 Helena Lucinda Ferreira V. Avillez Pereira
guintes pontos: 5 Vítor António Patrocínio dos Santos

6 Manuel Alves Cardoso


Orgão ATC Pontos a abater
7 Luís Manuel Pereira Lázaro
ACCSMA 138 8 Orlando Gandara Carmo Condeça
APP Porto 171
9 António Jorge Rodrigues da Rocha
APP Faro 171
10 Mário José da Silva Neto
AD Lisboa 210
APP Funchal 225 11 António Manuel Ferreira Abreu Guerra

ROP intermédia 327 12 Abel Maria Gonçalves Paraíba


ROP mínima 410 13 Carlos Manuel Martins dos Santos

14 Fernando Carlos de Almeida Gama da Silva

2609
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

15 Maria João Santos Soares Leite 57 Fernando José da Silva Dutra

16 Daniel Henrique Caetano Neves Morazzo 58 José Luís Medeiros Cabral Pereira

17 José Carlos Costa Infante de La Cerda 59 Paulo Miguel Ribeiro Miguens Gonçalves

18 Francisco Manuel Dionísio Ribeiro Salgado 60 Marco António Neves Rodrigues Tavares

19 Carlos Manuel Felizardo Viegas 61 Paulo Jorge Reis Moniz de Melo

20 Jaime Fernando Ferreira Borges 62 Luís Filipe Pereira Coutinho Reis

21 Virgílio da Luz Belo 63 Adelino José Cavalheiro Gonçalves

22 Fernando Jorge Pereira Cambraia 64 Rui Jorge Torres

23 Armelim José de Matos 65 José Alberto de Melo Ferreira de Meneses e Ornelas

24 José Manuel Pereira Figueiredo Sousa 66 Maria Isabel East de Freitas

25 António Carlos Madeira Costa 67 Rui José Rodrigues

26 Pedro Manuel Pinhanços de Sotto-Mayor Rego 68 Fernanda Maria Teodoro Garcia

27 José Manuel Ornelas Pereira 69 Nuno António Rainho Fernandes

28 Luís António Tavares de Melo Mesquita 70 Paulo Jorge Lopes de Azevedo

29 Luís Augusto Proença da Silveira Botelho 71 Jorge Manuel Mateus Anjos Ferreira

30 Carlos Alberto Bettencourt dos Reis 72 Paulo Alexandre Ribeiro Sousa Ferreira Leal

31 João Filipe Lourenço da Silva 73 Eduardo Lopes Taquelim

32 Manuel Gonçalves Pereira Silva Lopes 74 José Francisco Silveira Nunes Duarte Leitão

33 Claudino Manuel Rodrigues do Nascimento Maria José Couceiro Marques Mano Guimarães Silva
75
Domingos
34 Florival José Rolo Benvindo
76 José Luís Trindade Francela
35 Rui Manuel Barros Costa
77 João Paulo Lino Pereira Gaio
36 Rui Manuel Barroco
78 Luís Henrique Freitas Gago da Câmara Leandres
37 Luís Armando Medeiros Martins
79 José Pedro Diniz Soares
38 Paulo Jorge de Morais Salvador
80 Rui Manuel Pestana da Silva
39 Nelson José Medeiros Pimentel
81 António João Lazera Martins
40 José Manuel Pereira Freitas
82 Fernando José Gonçalves Feiteira
41 Américo Gomes Dias de Melo
83 Vasco Agostinho Gomes da Costa Silva
42 Dinis Gabriel Sousa Resendes
84 João Paulo Frias Correia
43 João Fernando Almeida Rodrigues
85 Fernando Jaime Correia de Lacerda Castelo Branco
44 António Correia Castilho
86 João Adérito Silva Aleixo
45 Rui Manuel Santos Filipe
87 Eugénio da Nazaré Ferreira Alves
46 José Manuel Batista de Matos
88 Rogério Nuno Camões Godinho Cayatte
47 Victor Manuel Tomaz Schwab dos Santos
89 Ricardo Miguel de Melo Costa Gabão
48 Eugénio Henrique Soares Chaves Silva
90 Heliodoro José Castro Lopes Santos
49 José António Costa dos Santos Geraldes
91 Jorge Emanuel Baptista Ferreira
50 João Luís Bastos Soares Mata
92 Vasco Ruben Coelho Gaspar da Silva Domingos
51 João António Ferreira Batalha
93 Paulo Gonçalves Pereira da Encarnação
52 Carlos Filipe Ferreirinha Borges Terenas
94 Cirilo Manuel Santos Gaspar Pereira Araújo
53 Carlos Manuel do Nascimento Rosa Neto
95 Luís António da Costa Pereira Paixão
54 Sérgio Luis Poço Marques
96 Manuel António Vieira Lopes
55 Rui Manuel Leitão Martins
97 Fernando Manuel dos Santos Madeira
56 Rui Manuel de Matos Neves
98 Eduardo de Almeida Ribeiro de Castro Ascensão

2610
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

99 Arlindo Manuel Gonçalves Santa 141 Ana Isabel Martins Jóia Brito

100 Humberto António Pereira de Oliveira 142 Nuno Alexandre Rodrigues Simões

101 João Pedro Ruivo Soares Baptista 143 Vitor Manuel Seabra Cunha Pereira

102 Miguel António Ribeiro de Abreu Lopes Rodrigues 144 Pedro Alexandre Vaz da Silva Matos

103 Dalila Paula Garcia dos Santos Silva 145 Lucília dos Prazeres Soares Fernandes

104 Luís João Afonso da Cruz 146 Francisco Carlos Araújo Afonso Pinto Lisboa

105 Manuel António de Magalhães Alberto de Araújo 147 Horácio Manuel Gomes Nabais do Paulo

106 João Pedro Ponte Almeida Martins 148 João Paulo de Jesus Castanheira

107 João Vilaça Ferreira da Costa 149 Pedro Miguel da Silva Santos

108 Jorge Manuel dos Santos Pereira Fernandes 150 Sérgio Moura Santana

109 Rui Simões de Carvalho Nogueira 151 Nuno Jorge Mendes Chambel

110 Rui Alberto Borges Medeiros 152 Carlos Eduardo da Rocha Natário Carichas

111 António Pedro Bernardo de Almeida Dias 153 Pedro Filipe Mota e Reis

112 António Carlos Mendes do Amaral 154 Pedro Manuel de Almeida Nunes Barata

113 Manuel Adérito Duarte Costa 155 Pedro dos Santos Dionísio

114 Nuno da Costa Alegria 156 Paulo Vicente Arruda Costa Raposo

115 Paulo Sérgio Gomes Noronha 157 Pedro Lourenço Rosado Moreira Rato

116 Pedro Miguel Teiga Teixeira Ferreira 158 João Miguel Ferreira Almeida Saraiva

117 José Paulo Saramago 159 Nuno Miguel Carloto Peixoto

118 António José da Costa Bettencourt Alves 160 Ana Luísa Figueiredo Batista

119 Mário Jorge Tavares de Melo Mesquita 161 Marco Aurélio Guedes de Melo Vasconcelos

120 Fernando dos Santos Aguiar 162 Maria Margarida Braz Serra

121 Manuel Augusto de Castro Anjos Soares da Silva 163 Sandra Maria Coelho Aires Bastos Estima

122 Rui Manuel Pereira Gomes 164 Rita Ferreira

123 Júlia Maria Conceição Mateus 165 Pedro Gil Rebelo Lopes Roque

124 José Jorge da Fonseca 166 Sonia Marisa Figueiredo de Sousa Costa Capela

125 Rodrigo de Sousa Lobo Veiga Vaz 167 Ricardo Jorge de Melo Dowling

126 João Sobral Nascimento Telo Pacheco 168 João Manuel Vaz Trigo Moreira

127 Armando Dias Costa 169 João Carlos Ferreira Rosa

128 Abílio António Pitta Groz 170 Carlos Nuno de Almeida Rodrigues

129 Paulo Jorge Santos Coelho 171 Pedro Miguel de Oliveira Vieira da Silva

130 Carlos Manuel Santos Silva 172 Rui Miguel da Silva Guimarães

131 Sérgio Paulo Cardoso Capela 173 Roberto Carlos Martins da Silva Medeiros

132 Carlos Manuel Grazina Augusto 174 António Fernando Carvalho Querido

133 António Manuel Whittle Barbosa 175 Rui Miguel Caldeira

134 Domingos Manuel Fonseca Barbosa 176 Rui Manuel de Almeida Branco Pagaime

135 Mário Rui de Carvalho Xavier Ribeiro 177 Sandra Ribeiro Pereira Teixeira Gomes

136 Luís Miguel Geada Luis 178 Mário Fernando Meirinhos Borges Coelho

137 Fernando José Soares Fernandes 179 Sandra Ivone Braga Lopes Correia

138 Paulo Alexandre Florêncio Raminhos 180 José Duarte da Silva Costa

139 Aura Célia Raposo Quadrado 181 Ricardo Alexandre da Fonseca Cruz Martins de Freitas

140 Rui Nunes de Sousa Santos 182 António Manuel de Sousa Braga Retorta

2611
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

183 Carlos Alberto Lopes Goulart 225 José Luís dos Santos Costa e Sousa

184 José António Andrêa Alves de Azevedo 226 Cláudia Alexandra Amélio António

185 Duarte Manuel Simas de Carvalho Simões 227 Carlos Furtado Lima de Sousa

186 Jorge Manuel de Melo Dargent 228 José Pedro Barros Correia

187 Rui Alexandre Pereira da Silva 229 Ana Cristina V. Mendes Russo de Lima

188 Raquel Andreia de Azevedo Ferreira 230 Nuno Acácio Domingos Nepomuceno

189 Ana Isabel Limpo Salomé 231 Gustavo Martins Silva

190 Carlos Manuel Banha Saboga 232 Augusto Miguel Machado de Azevedo

191 Francisco José Brazão da Guia 233 Rui Jorge Mateus Martins

192 Herlander Manuel Sequeira Simões 234 Maria Leonor de Lemos Casanova Ferreira

193 João Nuno Ramos dos Santos 235 Pedro Gonçalo Todi Barbosa da Fonseca

194 Armindo Jesus Gomes dos Santos 236 Artur Duarte Stüve Veiga de Faria

195 Luís Miguel Candeias Coelho 237 Marta Sofia Fernandes Tomada

196 Sérgio do Carmo Machado Pais 238 Rui Patrício Medeiros de Sousa

197 Graciano José Jesus Rodrigues 239 Ana Cristina da Costa Martins

198 João Paulo Gonçalves Casimiro 240 António Manuel Assis Gago Leal

199 Celso Carlos Pinto da Fonseca e Sá Barbosa 241 Luís Miguel Castanhas Tojais

200 Andreia Batalha Silva Lopes 242 João Pedro da Cruz Dias Peixoto

201 Carlos Miguel Magalhães Romão 243 Pedro Nuno Ribeiro Pedroso

202 Carlos Miguel Madeira Alho Amaro de Jesus 244 Natacha Rafaela Palma Horta Monteiro Pinho

203 Anabela Caseiro Monteiro Pereira dos Santos 245 Filipa Lalanda de Figueiredo

204 Luís Miguel da Silva Carneiro Leão 246 Emília Patrícia Ferreira Rodrigues Gera

205 Eurico Manuel Gomes Ouro 247 Hugo Jorge Pereira Lopes

206 João Afonso Lopez de Sousa Galvão 248 José Pedro Ferreira Colares de Sousa

207 Jorge Humberto Santos Ferreira Abegão 249 Nuno Miguel Guimarães Mendes

208 Rui Miguel Moniz Furtado 250 Pedro Alexandre dos Santos Loureiro

209 Bruno Jorge Rodrigues Guincho 251 Celso Filipe Bernardes de Sousa Pereira

210 Hélder Lopes Pereira 252 Hugo João Roque Ângelo

211 Bruno Ricardo Neves Figueira 253 Bruno Filipe Silva Gama

212 Pedro Miguel Pereira Magalhães Brandão 254 Miguel Ângelo de Freitas Correia

213 Hugo Miguel dos Santos Fernandes 255 Rui Pedro Soares Dias Marçal

214 Hugo Filipe de Oliveira e Carvalho Ferreira 256 Susana Alverca de Gouveia Barros

215 José Manuel Vicente Gardete Correia 257 Bruno Fernando Alexandre Boal

216 Pedro Miguel Curto Pimenta Fernandes 258 Francisco José de Oliveira Santos

217 Nuno Miguel Cordeiro dos Santos Catarina 259 Ana Rita Figueira Melro

218 Mário José Gonçalves Timóteo 260 Nádia Rodrigues da Silva Chambel

219 Anabela Henriques Fernandes Costa 261 Rui Alexandre Antunes Ladeiro

220 Carlos Jorge Rodrigues Boleto Valdrez 262 João Pedro Viegas Cabral Gonçalves

221 Sónia Luciana Teixeira Leão Madureira Vieira 263 Luísa Gago Rolão Lopes Galvão

222 Stephanie Ann Luiz Riegel Pereira de Carvalho 264 Viviana Isabel Almeida Durão

223 Sofia Rohena Santos Martins Mendes Moreira 265 Pedro Miguel Ribeiro Parreira

224 João Manuel Leal Dores 266 Nuno Miguel Correia Moreira

2612
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

267 Ana Rita Valverde Adão 309 David Leite Dias

268 David Nunes da Silva Albuquerque Barroso 310 Dércio Roberto Bettencourt Enes

269 Maria Luís Sampaio Malveiro 311 Carlos Miguel Ponte Bettencourt dos Reis

270 Mafalda Sofia de Jesus Conchinha Martins 312 Filipe José Cruz Gago

271 Rita Margarida Ramos Martins da Costa 313 Ana Isabel da Silva e Sá

272 Pedro Alexandre Feliciano de Almeida Marcelino 314 Miguel Duarte Figueiredo Borges

273 João Daniel da Silva Coelho dos Santos 315 Hélio Júlio Águeda Sales

274 Ana Catarina Rodrigues de Carvalho 316 João Manuel Pinto Braz

275 João Pedro Neto Ribeiro Durão 317 João Pedro Ruas Fung

276 Pedro Emanuel dos Santos Silva Monteiro Palha 318 Nuno Filípe Faria Correia

277 João Luís Picado de Carvalho Serranho 319 Luís Miguel de Carvalho Maia

278 Jorge Miguel B. Ettencourt Ferreira Berquó Avelar 320 Rui Pedro da Costa Caldeira Valério

279 Paulo Alexandre Pires Correia Viveiros 321 Eliza Marisa Lebre Telhado

280 Pedro de Figueiredo Duarte Pinto Cardoso 322 Sara Felgar Silva

281 João Pedro Martins Marques 323 Luís Filipe Rodrigues Batista

282 Hugo Janai de Sousa Coelho 324 Nuno Miguel Dias Rodrigues

283 Cátia de Lacerda Ferreira Ribeiro dos Santos Martins 325 Cláudia Vanessa Coutinho Rodrigues

284 Ana Sofia de Carvalho Santiago Ferreira Bento 326 Nuno Eduardo Monteiro Nobre de Sousa

285 Pedro Filipe Alves Torres 327 Vasco Leite Marques da Costa

286 João Augusto Monteiro Palma 328 Ana Filipa Laureano Santos Dias Diogo Caetano

287 Mário Rui Dionísio Monteiro Pinho 329 João Nuno Faria da Silva Afonso

288 Ana Filipa Vicente Cândido 330 João Tiago Ferreira Marques de Abreu

289 Francisco Tiago Barros do Casal Bom 331 Anthony Silva Santos

290 Tiago Jorge Lima dos Reis 332 Shakir Aboobakar Karim

291 Nuno Miguel Pinto Correia 333 Olavo Miguel Florêncio Sousa Santos

292 Roberto Paulo Ramos Fernandes 334 Lucas Martim de Sousa Coelho

293 Nélson Tiago Guedes Cabrita 335 Miguel Filipe Oliveira Reis

294 Pedro Miguel de Almada Oliveira Pereira Dias 336 Ricardo Jorge da Silva Abreu

295 Gustavo Henrique Saturnino Moreira e Inverno

296 João Vítor da Conceição Cardoso


ANEXO V

297 Gonçalo Nuno Coimbra de Alvarenga Regulamento sobre dispensa de assiduidade e


298 Susana Maria Sargo Silva passagem à reforma ou aposentação
299 Filipe Hoffmann de Mendonça I- Introdução
300 Tito Fraga Pacheco da Silva 1- O presente regulamento destina-se a regular a matéria
constante dos números 4, 6, 7 e 8 da cláusula 9.ª do AE,
301 Duarte Nuno Faria Ramos Abreu
adiante designada por dispensa de assiduidade, não preju-
302 Manuel Abreu Santos dicando a plena aplicação de nenhuma disposição daquele.
303 Ana Raquel de Oliveira Guimarães 2- A dispensa de assiduidade tem por objetivo resolver si-
tuações de CTA que por motivos de perda de licença fiquem
304 Marco Alexandre Matos Fernandes impedidos de exercer funções e não reúnam os requisitos
305 Rui Jorge Barros Costa legais exigidos para requererem a passagem à situação de
306 Francisco Barreiros Couto
aposentação ou reforma.
3- Considera-se que o CTA fica impedido de exercer fun-
307 Carlos Miguel Ribeiro Amorim ções quando, tendo perdido a sua licença por razões de saúde
308 Pedro Daniel Fonseca de Carvalho ou por ter atingido o limite de idade operacional nos termos
definidos na cláusula 8.ª, não fique a desempenhar funções

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

de chefia orgânica, instrução, formação ou assessoria, nos sentar nos serviços competentes da NAV, Portugal EPE, no
termos e condições previstos no AE. prazo de sessenta dias após o conhecimento da informação
4- Considera-se que um CTA reúne os requisitos legais referida no número 2, comprovativo de que requereu a sua
exigidos para requerer a passagem à situação de aposentação passagem à reforma.
ou reforma quando reúne as condições previstas no número 5- Caso o CTA não proceda nos termos definidos nos nú-
1 dos capítulos II ou III do presente regulamento. meros 3 e 4 a NAV fica desobrigada do cumprimento do dis-
II- Regime de aposentação dos CTA posto no número 2 da cláusula 9.ª do AE.
1- Os CTA com vínculo à função pública reúnem os requi- 6- O CTA nessa situação mantém o direito à dispensa de
sitos legais para requererem a aposentação quando tiverem comparecer ao serviço previsto no número 1 da cláusula 9.ª
o tempo legalmente exigível para acederem à aposentação e à remuneração base mensal, tal como definida na cláusula
antecipada e tenham, pelo menos, 55 anos de idade. 56.ª do AE e às diuturnidades.
2- Para a contagem dos anos de serviço para efeitos de 7- O CTA que satisfaça as condições referidas nos nú-
aposentação considera-se sempre o máximo possível de ma- meros 3 e 4, continua a auferir a retribuição estipulada no
joração de tempo de serviço, nos termos previstos no artigo número 2 da cláusula 9.ª até passar à reforma ou à aposen-
34.º do Decreto-Lei n.º 503/75, de 13 de Setembro, sendo o tação, data a partir da qual aufere os benefícios previstos no
pagamento à CGA das quotas que lhe corresponder de apo- contrato constitutivo do Fundo de Pensões NAV/SINCTA -
sentação e sobrevivência da responsabilidade da NAV Por- Plano de Benefício Definido -, ou os benefícios previstos no
tugal EPE. contrato constitutivo do Fundo de Pensões NAV/SINCTA -
3- Os CTA com vínculo à função pública requerem a sua Plano de Contribuição Definida -, conforme, respetivamente,
passagem à aposentação antecipada ao abrigo do disposto no tenha sido admitido na NAV antes ou após 30 de Setembro
artigo 37.ª-A do Estatuto da Aposentação. de 2007.
4- Os acréscimos nas pensões complementares pagas pelo 8- Dado que a reforma do CTA beneficiário da Segurança
Fundo de Pensões NAV/SINCTA - Plano de Pensões de Be- Social tem efeitos retroativos à data especificada no respeti-
nefício Definido - resultantes da antecipação das aposenta- vo requerimento, a NAV procederá a um encontro de contas,
ções, calculados por competente estudo atuarial, são da ex- quando ocorrer o despacho de passagem à reforma, o qual
clusiva responsabilidade da NAV Portugal, EPE. compreenderá a diferença entre a retribuição que o CTA te-
III- Regime de reforma por velhice dos CTA nha auferido entre o momento da entrega do requerimento e
1- Nos termos da legislação atualmente em vigor, os CTA a data da concessão da reforma e os créditos que se vençam
beneficiários da segurança social reúnem os requisitos legais por força cessação do contrato de trabalho.
para requerer a pensão antecipada de velhice quando tiverem
57 anos de idade e completado, pelo menos, 22 anos civis de ANEXO VI
registo de remunerações no exercício de funções operacio-
nais relevantes para o cálculo da pensão, conforme definido Regulamento do sistema de avaliação operacional
no Decreto-Lei n.º 155/2009, de 9 de Julho. de CTA
2- Os CTA a que se refere o número anterior requerem a
passagem à situação de reforma ao abrigo das condições de- Artigo 1.º
finidas no supra referido decreto-lei ou do diploma legal que
o vier a substituir na sequência da alteração legal do limite Objectivo
de idade para o exercício de funções operacionais para os 1- O presente regulamento foi acordado entre a NAV e o
58 anos. SINCTA ao abrigo do disposto nas cláusulas 81.ª e 85.ª do
IV- Procedimentos administrativos de reforma/aposenta- AE aplicável a controladores de tráfego aéreo e tem como
ção objetivos:
1- Sem prejuízo do disposto no número 2 do capítulo II do a) Regulamentar o processo de avaliação da competência
presente regulamento, todo o tempo de serviço contável para operacional;
aposentação ou reforma, nomeadamente o tempo de serviço b) Proceder à identificação de necessidades formativas
militar, deverá ser requerido pelo CTA, sendo o pagamento através de ações de avaliação contínua;
das quotizações que lhes corresponderem da responsabilida- c) Assegurar formação contínua no âmbito do processo de
de da NAV, Portugal EPE. avaliação da competência operacional.
2- De acordo com os elementos documentais disponíveis,
compete à NAV informar, por escrito, o CTA que estão reuni- Artigo 2.º
das os requisitos legais, conforme definido no presente regu-
Validade do averbamento de órgão
lamento, para requerer a passagem à situação de aposentação
ou reforma. 1- Para manter válido o seu averbamento de órgão o con-
3- O CTA com vínculo à função pública deverá apresentar trolador de tráfego aéreo tem de:
o requerimento para a aposentação nos serviços competentes a) Cumprir um mínimo de 60 horas efetivas de posição
da NAV, Portugal EPE, no prazo de sessenta dias após o co- operacional nos últimos 12 meses;
nhecimento da informação referida no número 2. b) Caso o CTA exerça funções que não exijam a sua inte-
4- O CTA beneficiário da Segurança Social deverá apre- gração na escala operacional, o requisito definido na alínea

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a) deverá ser cumprido nos períodos e nas posições de menor b) Pelos resultados dos testes escritos referidos no presente
volume e complexidade de tráfego, e sempre que solicitado, artigo 5.º;
com o acompanhamento de um instrutor da equipa; c) Pela realização da avaliação de competência prática
c) Demonstrar as competências necessárias para o desem- operacional.
penho operacional nos termos constantes dos artigos 4.º e 5.º 2- Os testes escritos referidos na alínea b) do número 1 su-
do presente regulamento. pra são constituídos por um mínimo de trinta perguntas sele-
2- Em caso de incumprimento de qualquer dos requisitos cionadas aleatoriamente de uma bateria de até cem perguntas.
constantes do número anterior, a situação será comunicada 3- A bateria de perguntas será diferente para cada órgão de
pela empresa à entidade licenciadora para efeitos de suspen- controlo, devendo obedecer aos seguintes requisitos:
são do respetivo averbamento de órgão. i) As perguntas incidirão obrigatoriamente sobre a presta-
3- Caso se verifique infração ao estabelecido na alínea a) ção operacional do órgão e sobre os conhecimentos adqui-
do número 1 do presente artigo, a recuperação do averba- ridos nas ações de formação mencionadas no número 1 do
mento de órgão será efetuada nos termos da regulamentação artigo 4.º;
em vigor. ii) As perguntas serão elaboradas por instrutores nomea-
dos para o efeito pela respetiva chefia;
Artigo 3.º
iii) Se em algum órgão não houver instrutores, será nome-
Validade dos averbamentos AVA e OJTI ado pela respetiva chefia um CTA para o efeito;
iv) As perguntas deverão ser revistas e atualizadas anu-
Os averbamentos de licença OJTI e AVA têm uma valida-
almente e renovadas, total ou parcialmente, de três em três
de de 3 anos e a sua revalidação está sujeita à frequência das
anos.
ações de refrescamento da formação respetiva.
4- A conceção, pontuação e regras de aplicação dos testes
Artigo 4.º escritos serão concebidas por um grupo de instrutores nome-
ados para o efeito, sendo ainda consultada a APCTA.
Formação contínua 5- A avaliação de competência prática operacional é reali-
1- Para assegurar a competência operacional é garantida zada em simulador.
formação contínua através das ações que se seguem e que in-
Artigo 6.º
tegram uma componente teórica e uma componente prática,
efetuada em simulador: Audição de gravações e visualização de vídeo
a) Ações para treino de situações anómalas;
1- A audição de gravações mencionada no número 5 do
b) Ações para treino de situações de emergência;
artigo 4.º pode ocorrer sempre por decisão do chefe de órgão,
c) Ações de atualização operacional, incluindo:
por solicitação do próprio CTA ou mediante proposta funda-
–– Treino em carga de tráfego para aperfeiçoamento;
mentada de um supervisor operacional.
–– Treino para uniformização de práticas e procedimentos;
2- A audição das gravações e a visualização de vídeo obri-
2- As ações mencionadas no número anterior serão com-
ga à presença do CTA e de um instrutor de sua escolha, tendo
plementadas com formação em fatores humanos (HF), «Se-
um objetivo exclusivamente formativo.
curity» e língua inglesa.
3- O disposto no presente artigo não prejudica os procedi-
3- As ações referidas nos números 1 e 2 supra respeitarão
mentos em vigor na NAV em caso de incidente ou acidente
a seguinte periodicidade mínima:
de tráfego aéreo e o pleno exercício das respetivas funções
a) Em cada ano, realizar-se-á obrigatoriamente pelo me-
por parte do serviço competente em matéria de investigação
nos uma ação de formação, mencionada no número 1, para
dos mesmos.
cada um dos CTA;
b) Em cada ciclo de 3 anos serão asseguradas todas as Artigo 7.º
ações referidas nos números anteriores.
4- Qualquer impedimento à normal realização destas ações Proficiência linguística
de formação deverá ser devidamente fundamentado, previa- Serão realizados testes e ações de formação com o objetivo
mente comunicado ao SINCTA e submetido à aprovação da de garantir o nível IV da escala de classificação da proficiência
autoridade licenciadora. linguística da legislação nacional e internacional aplicável.
5- Desde que asseguradas as necessárias condições técni-
Artigo 8.º
cas poderão ser realizadas sessões de audição de gravações
ou visualização de vídeo (áudio-videoescopia operacional - Competência operacional
AVOP) como complemento da formação contínua.
1- Considera-se que o CTA mantém competência opera-
Artigo 5.º cional para o desempenho decorrente da posse da licença
CTA, sempre que tenha frequentado as três ações de forma-
Avaliação da competência operacional ção contínua previstas no artigo 4.º e realizado com aprovei-
1- O sistema de avaliação contínua será composto: tamento as provas previstas nas alíneas b) e c) do número 1
a) Pela frequência das ações de formação contínua previs- do artigo 5.º
tas no artigo 4.º; 2- A falta de competência operacional para o desempenho

2615
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

decorrente da posse da licença CTA, será comunicada pela 7- A NAV procurará distribuir as horas equitativamente
empresa à autoridade licenciadora para efeitos de suspensão pelos CTA em iguais condições de prestação de trabalho.
do respetivo averbamento de órgão. 8- A NAV só recorrerá a trabalho suplementar na impossi-
bilidade de utilizar horas disponibilizadas pelo BHT.
Artigo 9.º
9- As horas disponibilizadas pelo BHT deverão ser prefe-
Base de dados rencialmente utilizadas para prestação de horas de trabalho
em regime de turno constante da escala de serviço e para
1- A NAV criará e manterá devidamente atualizada uma
completar e/ou reforçar a dotação operacional necessária,
base de dados, donde constem, em relação a todos os con-
devendo a utilização de horas de BHT para outras situações
troladores de tráfego aéreo, as informações relevantes para o
revestir carácter excecional e fundamentado.
conteúdo e objetivos do presente regulamento.
10- Com prejuízo do disposto no número anterior, não po-
2- A base de dados referida no número anterior é mantida
derão ser utilizadas horas de BHT para frequência, por parte
de acordo com a lei de proteção de dados pessoais.
dos CTA, de ações de formação antes de esgotados os limites
Artigo 10.º de horas anuais previstos na cláusula 84.ª do AE.
III- Convocatórias para BHT
Disposições finais 11- A convocatória para prestação de trabalho, em situa-
1- Eventuais dúvidas de interpretação do disposto no pre- ções de antecipação ou prolongamento de turno, em regime
sente regulamento serão esclarecidas por consenso entre a de BHT será efetuada logo que a NAV tenha conhecimento
NAV e o SINCTA, no âmbito da comissão paritária prevista da necessidade da sua prestação.
na cláusula 111.ª do AE. 12- A convocatória para a prestação de trabalho em regime
2- O presente regulamento só pode ser alterado por acordo de BHT quando esteja em causa o suprimento de situações
entre a NAV e o SINCTA, podendo para o efeito qualquer previsíveis de rutura da escala de serviço deverá ser feita, no
das partes apresentar a todo o tempo proposta de alteração, caso do CTA se encontrar em DS (dia de descanso semanal
iniciando-se as correspondentes negociações nos trinta dias obrigatório) ou DC (dia de descanso semanal complemen-
subsequentes. tar), com uma antecedência de, pelo menos, 72 horas relati-
vamente ao início da prestação de trabalho. A convocatória
ANEXO VII com uma antecedência inferior à atrás prevista só poderá ser
feita com o acordo do CTA.
Regime do banco de horas de trabalho (BHT) - IV- Isenções e exclusões do BHT
Cláusulas 24.ª e 62.ª do AE 13- Os CTA têm direito a ficar isentos da prestação de
trabalho, nas situações referidas no número 12, em regime
I- Adesão ao BHT de BHT, até ao limite de 4 dias por ano civil. No caso da
1- A adesão ao BHT é voluntária, sendo aplicável aos CTA prestação de trabalho ter sido programada através de escala,
que tenham informado por escrito a NAV, com conhecimento a utilização da isenção deve ser comunicada por escrito à
ao SINCTA, da sua adesão ao BHT. NAV, com a antecedência mínima de 5 dias. Nas restantes
2- Considera-se que a adesão ao BHT é valida por todo o situações, o CTA deverá comunicar a utilização da isenção
período de tempo em que o CTA exerce funções compatíveis logo que for convocado para a prestação de trabalho.
com a prestação de trabalho em BHT, não sendo necessária a 14- Qualquer recusa à prestação de trabalho em regime
renovação da adesão por motivo de substituição ou renego- de BHT, que não esteja contemplada no número anterior,
ciação do acordo de empresa. permitirá à NAV proceder à exclusão do CTA do regime de
3- Os CTA admitidos durante a vigência do regime do BHT, mediante comunicação escrita ao CTA no prazo de 30
BHT terão 30 dias, a partir da data de assinatura do contrato dias após a verificação dessa recusa, sendo neste caso efetu-
de trabalho, para informarem por escrito a NAV, da sua ade- ados os respetivos acertos remuneratórios, tomando por base
são ao BHT. as importâncias abonadas a título de BHT, no ano civil em
4- Aos CTA referidos no número anterior, será aplicado no causa, até à data da exclusão e o tempo em regime de BHT
ano de admissão, o regime do BHT constante do clausulado efetivamente utilizado pela empresa no mesmo período, uti-
do AE e do presente anexo, segundo o princípio «pro rata lizando-se para o efeito a seguinte fórmula:
temporis».
II- Limites do BHT Valor do acerto remuneratório = Taxa horária do BHT *
5- O CTA aderente ao BHT disponibiliza-se para trabalhar [(n.º de meses de BHT X 170/11) - número de horas efetua-
em situações de antecipação ou prolongamento do turno e das em BHT ]
em situações em que esteja a gozar o seu dia de descanso O acerto remuneratório deverá ser efetuado em duas
semanal e ou complementar. prestações mensais.
6- Não podem ser realizados mais do que 4 turnos/mês ou 15- Se até ao final do ano civil a NAV não tiver conse-
40horas/mês, nestas se incluindo o limite de 8 horas por mês guido atribuir ao CTA a prestação de trabalho em regime de
para situações de antecipação ou prolongamento de turno, BHT correspondente, total ou parcialmente, ao número de
em regime de BHT, salvo mediante prévia concordância do horas equivalente às isenções (número 13) e às recusas (nú-
CTA. mero 14) que não tenham determinado a exclusão do CTA do

2616
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

BHT, o valor das horas em falta será descontado nas remune- cada uma redução idêntica à referida no número anterior, sal-
rações a pagar ao CTA, nos meses de Abril, Maio e Junho do vo se por interesse da empresa e com o acordo do CTA este
ano civil subsequente. for convocado para a prestação de trabalho em BHT.
16- Em alternativa à dedução referida no ponto anterior, o
CTA poderá compensar horas de que pediu isenção ou recu- Declaração dos outorgantes
sou através da prestação de serviço em BHT, no decorrer do
mesmo ano civil, quando convocado com menos de 72 horas Em cumprimento do disposto no artigo 492.º, número
de antecedência. 1, g) do Código do Trabalho, declara-se que são abrangidos
V- Trocas no BHT pelo presente acordo, uma empresa e 348 trabalhadores filia-
17- Os CTA podem trocar entre si períodos de trabalho ao dos no sindicato outorgante e, potencialmente, os CTA não
abrigo do BHT, sendo creditado o número de horas respetivo filiados que ao mesmo venham a aderir.
ao CTA que estava inicialmente convocado não contando, Lisboa, 31 de Julho de 2015.
nestes casos, as horas prestadas por troca para efeitos dos
limites referidos no número 1 da cláusula 24.ª do AE e no A Navegação Aérea de Portugal - NAV Portugal, EPE:
número 6 do presente anexo. Luís Filipe Ottolini Coimbra, presidente do conselho de
18- Ao CTA que tiver aceite a troca e não a venha a efetuar, administração.
ser-lhe-á contabilizada a ausência como isenção ou recusa, Teresa Maria da Silva Gomes, vogal do conselho de ad-
aplicando-se as disposições previstas no capítulo IV. ministração.
VI- Ausências e efeitos no BHT
O Sindicato dos Controladores de Tráfego Aéreo -
19- As ausências ao trabalho, com exceção das decorrentes
SINCTA:
de casamento, utilização de créditos de horas para atividade
sindical e nojo, por períodos consecutivos ou acumulados, Pedro Manuel A. Nunes Barata, presidente da direção.
superiores a 15 dias resultarão, caso a NAV assim o entenda, Carlos Jorge R. Boleto Valdrez, tesoureiro da direção.
na redução de 7 horas por cada período de 15 dias, do total Rui Pedro Soares Dias Marçal, vogal da direção.
do BHT sendo deduzida proporcionalmente á remuneração
BHT. Depositado em 12 de agosto de 2015, a fl. 178 do livro
20- Aos CTA que, na qualidade de formandos, se encon- n.º 11, com o n.º 104/2015, nos termos do artigo 494.º do
trem em formação operacional ou de conversão, tendente à Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de
obtenção de um novo averbamento de órgão, ser-lhes-á apli- fevereiro.

decisões arbitrais

...

avisos de cessação da vigência de convenções coletivas

...

2617
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Acordos de revogação de convenções coletivas

...

jurisprudência

...

2618
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ORGANIZAÇÕES DO TRABALHO

ASSOCIAÇÕES SINDICAIS

I - ESTATUTOS

...

II - DIREÇÃO

Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Jorge Manuel Conceição Duarte - Tecelão na firma: Pau-
Beira Baixa - Eleição lo de Oliveira, SA.
José Daniel Semeão Matos - Ajudante de tecelagem na
Identidade dos membros da direção eleitos em 14 e 15 de firma: Haco Etiquetas, SA.
julho de 2015, para mandato de três anos. José Saraiva Mendes - Apartador de fios na firma: A Pen-
teadora, SA.
Direção: Luis Pereira Garra - Firma: Ex - Sá Pessoa & Irmãos -
Amândio Silva Luís, sócio n.º 177, 59 anos de idade - Pe- desempregado.
sador na firma: A Penteadora, SA. Marco Paulo Jesus Proença - Operador de máquinas de
Ana Cristina Pereira Alves - Costureira especializada na ultimação na firma: Alçada & Pereira.
firma: Dielmar - Sociedade Industrial de Confecções, SA. Maria Alzira Henriques Maceiras Monteiro - Costureira
António Fernandes de Almeida Coelho - Adjunto de che- especializada na firma: TWINTEX - Industria de Confec-
fe de secção na firma: A Penteadora, SA. ções L.da
António José Graça Rabasquinho - Tecelão na firma: Maria Ressurreição Santos Batista Fernandes - Costurei-
STBI, Sociedade Têxtil da Beira Interior, SA. ra especializada na firma: TWINTEX - Industria de Confec-
Aurélio Alves Madeira - Técnico de fiação na firma: Pau- ções L.da
lo de Oliveira, SA. Maria Teresa Brito Salgueiro Proença - Operadora de
Bruna Marisa Lisboeta Madaleno Serra - Engomadora na máquinas de fiação na firma: Paulo de Oliveira, SA.
firma: Benoli - Confecções L.da Olga Maria Esgalhado Simões - Costureira especializada
Carlos Alberto Cunha Oliveira- Preparador e montador na firma: TWINTEX - Industria de Confecções L.da
de teias na firma: Tessimax - Lanifícios, SA. Rute Andreia Alves Silva - Prenseira-brunidora na firma:
Helder Miguel Geraldes Pires - Empregado de armazém Benoli - Confecções L.da
na firma: Ropre L.da Sérgio Miguel Marques dos Santos - Operador de máqui-
Hugo Miguel Simão Raposo - Operador de máquinas na nas de ultimação na firma: Alçada & Pereira.
firma: Paulo de Oliveira, SA.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ASSOCIAÇÕES DE EMPREGADORES

I - ESTATUTOS

Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica são eleitos um ou dois vice-presidentes suplentes.
e de Cristalaria - APICER - Alteração 3- Integrará também a direção o vice-presidente executivo,
sem direito a voto.
Alteração aprovada em 21 de junho de 2015, com última 4- Em caso de impedimento definitivo, destituição ou
alteração dos estatutos publicada no Boletim do Trabalho e demissão do presidente da direção, este é substituído até o
Emprego, n.º 44, de 29 de novembro de 2013. termo do triénio em curso, por um dos vice-presidentes efe-
tivos, observando-se a ordem da lista eleita.
5- Em caso de impedimento, demissão ou destituição de
CAPÍTULO III
qualquer dos vice-presidentes efetivos da direção, proceder-
-se-á à sua substituição, até ao termo do triénio em curso,
Dos órgãos sociais da associação por um vice-presidente suplente, observando-se a ordem da
lista eleita.
SECÇÃO C 6- Se por qualquer motivo a direção, no seu conjunto ou
a maioria dos seus membros, for destituída ou se demitir,
Direção o presidente da mesa da assembleia geral deverá promover
novo processo de eleição no prazo de 60 dias, devendo a
Artigo 24.º direção cessante assegurar a gestão corrente da associação.
7- Na situação referida no número anterior, poderá o pre-
Composição e funcionamento sidente da mesa da assembleia geral optar por antecipar o ato
1- A direção é constituída por três ou cinco membros efe- eleitoral para os restantes órgãos sociais, dando todos início
tivos, dos quais um é presidente e os restantes vice-presi- a mandato de três anos.
dentes, podendo os seus membros pertencer a qualquer dos
Subsetores referidos no artigo 6.º, sendo as referidas delibe- Registado em 10 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
rações tomadas por maioria dos seus titulares. 447.º do Código do Trabalho, sob o n.º 38, a fl. 130 do livro
2- Conjuntamente com os membros efetivos da direção n.º 2.

II - DIREÇÃO

...

COMISSÕES DE TRABALHADORES

I - ESTATUTOS

2620
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Centro de Recuperação e Integração de Abrantes Artigo 4.º


(CRIA) - Constituição
Competência do plenário

Constituição e estatutos aprovados em 23 de julho de Compete ao plenário:


2015 a) Definir as bases programáticas e orgânicas do coletivo
de trabalhadores, através da aprovação ou alteração dos es-
tatutos da CT;
Preâmbulo
b) Eleger a CT e destituí-la a todo o tempo e aprovar o
Os trabalhadores do Centro de Recuperação e Integração respetivo programa de ação;
de Abrantes, adiante designado de CRIA, com sede na Quin- c) Controlar a atividade da CT pelas formas e modos pre-
ta das Pinheiras, 2204-906 Alferrarede, no exercício dos seus vistos nestes estatutos;
direitos constitucionais e legais e determinados a reforçar a d) Pronunciar-se sobre todos os assuntos de interesse rele-
sua organização e defender os seus direitos, através da sua vante para o coletivo dos trabalhadores que lhe sejam sub-
intervenção democrática na vida da organização, decidiram metidos pela CT ou por trabalhadores nos termos do artigo
constituir e eleger a sua comissão de trabalhadores e con- seguinte.
sequentemente a aprovação dos respetivos estatutos, o que
Artigo 5.º
fazem nos termos da legislação em vigor.
Convocatória do plenário
Objeto e âmbito O plenário pode ser convocado:
a) Pela CT;
Artigo 1.º b) Pelo mínimo de 20 % dos trabalhadores do CRIA defi-
Coletivo de trabalhadores
nidos no artigo 1.º
1- O coletivo de trabalhadores é constituído por todos os Artigo 6.º
trabalhadores do Centro de Recuperação e Integração de
Prazo para a convocatória
Abrantes (CRIA).
2- O coletivo dos trabalhadores organiza-se e atua pelas 1- O plenário será convocado com a antecedência mínima
formas previstas nestes estatutos e na lei, neles residindo a de 5 dias, por meio de anúncios colocados nos locais desti-
plenitude dos poderes e direitos respeitantes à intervenção nados à afixação da propaganda.
democrática dos trabalhadores do CRIA a todos os níveis. 2- No caso de se verificar a convocatória prevista na alínea
3- Nenhum trabalhador do CRIA pode ser prejudicado nos b) do artigo 5.º, a CT deve fixar a data, hora local e ordem
seus direitos, nomeadamente de participar na constituição da de trabalhos do plenário, no prazo de 20 dias contados da
comissão de trabalhadores, na aprovação dos estatutos ou de recepção do referido requerimento.
eleger e ser eleito, designadamente por motivo de idade ou Artigo 7.º
função.
Reuniões do plenário
Órgãos, composição e competências do colectivo de 1- O plenário reúne ordinariamente uma vez por ano para
trabalhadores apreciação da atividade desenvolvida pela CT.
2- O plenário reúne extraordinariamente sempre que para
Artigo 2.º tal seja convocada, nos termos e com os requisitos previstos
no artigo 5.º
Órgãos do coletivo
São órgãos do coletivo de trabalhadores: Artigo 8.º
a) O plenário; Plenário de emergência
b) A comissão de trabalhadores (CT).
1- O plenário reúne de emergência, sempre que se mostre
necessária alguma tomada de posição urgente do coletivo de
Plenário
trabalhadores.
2- As convocatórias para estes plenários são feitas com a
Artigo 3.º
antecedência possível face à emergência, de molde a garantir
Plenário a presença do maior número de trabalhadores.
3- A definição da natureza urgente do plenário, bem como
O plenário, forma democrática de expressão e delibera-
a respetiva convocatória, é da competência exclusiva da CT
ção coletivo de trabalhadores, é constituído por todos os tra-
ou nos termos da alínea b) do artigo 5.º, quando convocada
balhadores, conforme a definição do artigo 1.º
pelos trabalhadores.

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5Artigo 9.º dos partidos e associações políticas, das confissões religio-


sas, das associações sindicais e, em geral, de qualquer orga-
Funcionamento do plenário nização ou entidade estranha ao coletivo dos trabalhadores.
1- O plenário delibera validamente sempre que nele parti- 2- É proibido às entidades e associações patronais promo-
cipem 20 % dos trabalhadores do CRIA. ver a constituição, manutenção e atuação da CT, ingerir-se
2- As deliberações são válidas sempre que sejam tomadas no seu funcionamento e atividade ou, de qualquer modo in-
pela maioria simples dos trabalhadores presentes. fluir sobre a CT, designadamente através de pressões econó-
3- Exige-se maioria qualificada de dois terços dos votantes micas ou outra sobre os seus membros.
para as seguintes deliberações:
Artigo 14.º
a) Destituição da CT ou de algum dos seus membros;
b) Alteração dos estatutos e do regulamento eleitoral. 7Competência da CT
Artigo 10.º Compete à CT:
a) Defender os direitos e interesse profissionais dos traba-
Sistemas de votação em plenário lhadores;
1- O voto é sempre direto. b) Receber todas as informações necessárias ao exercício
2- A votação faz-se sempre por braço levantado exprimin- da sua atividade;
do o voto a favor, o voto contra e a abstenção. c) Exercer o controlo de gestão na instituição;
3- O voto é secreto nas ações referentes a: d) Participar nos processos de restruturação da instituição,
a) Eleições e destituições de comissões de trabalhadores; especialmente no tocante a ações de formação ou quando
b) Eleições e destituições de subcomissões de trabalhado- ocorra alteração das condições de trabalho;
res; e) Participar na elaboração da legislação de trabalho;
c) Aprovação e alteração dos estatutos e a adesão a comis- f) Gerir ou participar na gestão das obras sociais da ins-
sões coordenadoras. tituição;
4- As votações previstas no número anterior decorrerão g) Em geral exercer todas as atribuições e competências
nos termos da lei e destes estatutos. que, por lei ou outras normas aplicáveis e por estes estatutos
5- O plenário ou a CT podem submeter outras matérias ao lhe sejam reconhecidas.
sistema de votação previsto no número anterior.
Artigo 15.º
Artigo 11.º
Relações com a organização sindical
Discussão em plenário 1- O disposto no número anterior entende-se sem prejuízo
1- São obrigatoriamente precedidas de discussão em ple- das atribuições e competências da organização sindical dos
nário as deliberações sobre as seguintes matérias: trabalhadores.
a) Destituição da CT ou de algum dos seus membros; 2- A competência da CT não deve ser utilizada para enfra-
b) Aprovação e alteração dos estatutos e do regulamento quecer a situação dos sindicatos representativos dos traba-
eleitoral. lhadores da instituição e dos respetivos delegados sindicais,
2- A CT ou o plenário podem submeter à discussão qual- comissões sindicais ou intersindicais, ou vice-versa, e serão
quer deliberação. estabelecidas relações de cooperação entre ambas as formas
de organização dos trabalhadores.
Comissão de trabalhadores Artigo 16.º
Artigo 12.º Deveres da CT

Natureza da CT
No exercício das suas atribuições e direitos, a CT tem os
seguintes deveres:
1- A comissão de trabalhadores é o órgão democratica- a) Realizar uma atividade permanente e dedicada de or-
mente designado, investido e controlado pelo coletivo dos ganização de classe, de mobilização dos trabalhadores e de
trabalhadores para o exercício das atribuições, competência reforço da sua unidade;
e direitos reconhecidos na Constituição da República, na lei b) Garantir e desenvolver a participação ativa e democrá-
ou noutras normas aplicáveis nestes estatutos. tica dos trabalhadores no funcionamento, direção, controlo e
2- Como forma de organização, expressão e atuação de- em toda a atividade do coletivo dos trabalhadores e dos seus
mocrática do coletivo dos trabalhadores a comissão de tra- órgãos, assegurando a democracia interna a todos os níveis;
balhadores exerce em nome próprio a competência e direitos c) Promover o esclarecimento e a formação cultural, técni-
referidos no número anterior. ca, profissional e social dos trabalhadores, de modo a permi-
Artigo 13.º tir o desenvolvimento da sua consciência enquanto produto-
res de riqueza e a reforçar o seu empenhamento responsável
Autonomia e independência da CT na defesa dos seus interesses e direitos;
1- A CT é independente da entidade patronal, do Estado, d) Exigir da instituição e de todas as entidades públicas

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competentes o cumprimento e aplicação das normas consti- assuntos relacionados com o exercício dos seus direitos, de-
tucionais e legais respeitantes aos direitos dos trabalhadores; vendo realizar-se, pelo menos, uma reunião em cada mês.
e) Estabelecer laços de solidariedade e cooperação com as 2- Das reuniões referidas neste artigo é lavrada ata, elabo-
CT de outras instituições e comissões coordenadoras; rada pela instituição, que deve ser aprovada e assinada por
f) Cooperar, na base do reconhecimento da sua indepen- todos os presentes.
dência recíproca, com as organizações sindicais dos traba- 3- O disposto nos números anteriores aplica-se igualmen-
lhadores da instituição na prossecução dos objetivos comuns te às subcomissões de trabalhadores, em relação às direções
a todos os trabalhadores; dos respetivos estabelecimentos.
g) Assumir, ao seu nível de atuação, todas as responsabili-
Artigo 19.º
dades que para as organizações dos trabalhadores decorram
de luta geral pela liquidação da exploração do homem pelo Direito à informação
homem e pela construção de uma sociedade mais justa e de-
1- Nos termos da Constituição da República e da lei, a CT
mocrática.
tem direito a que lhe sejam fornecidas todas as informações
Artigo 17.º necessárias ao pleno exercício da sua atividade.
2- Ao direito previsto no número anterior correspondem
Controlo de gestão legalmente deveres de informação, vinculando não só o ór-
1- O controlo de gestão visa proporcionar e promover, com gão de gestão da instituição mas ainda todas as entidades
base na respetiva unidade e mobilização a intervenção demo- públicas competentes para as decisões relativamente às quais
crática e o empenhamento responsável dos trabalhadores na a CT tem o direito de intervir.
vida da instituição. 3- O dever de informação que recai sobre o órgão de ges-
2- O controlo de gestão é exercido pela CT nos termos e tão da instituição abrange, designadamente, as seguintes ma-
segundo as formas previstas na Constituição da República, térias:
na lei ou noutras formas aplicáveis e nestes estatutos. a) Planos gerais de atividade e orçamentos;
3- Tendo as suas atribuições e direitos por finalidade o b) Organização da produção e suas implicações no grau da
controlo das decisões económicas e sociais da entidade pa- utilização da mão-de-obra e do equipamento;
tronal e de toda a atividade da instituição, a CT conserva a c) Situação de aprovisionamento;
sua autonomia perante a entidade patronal, não assume po- d) Previsão, volume e administração de «vendas»/presta-
deres de gestão e, por isso, não se substitui aos órgão e hie- ção de serviços decorrentes de participação em projetos ou
rarquia administrativa, técnica e funcional da instituição nem outros;
com ela se co-responsabiliza. e) Gestão de pessoal e estabelecimento dos critérios bá-
4- Em especial, para a realização do controlo de gestão, a sicos, montante da massa salarial e sua distribuição pelos
CT exerce a competência e goza dos direitos e poderes se- diferentes escalões, profissionais, regalias sociais, grau de
guintes: abstencionismo, formação profissional, entre outros;
a) Apreciar e emitir parecer sobre os orçamentos da insti- f) Situação contabilística da instituição, compreendendo o
tuição e respetivas alterações, bem como acompanhar a res- balanço, conta de resultados e balancetes trimestrais;
petiva execução; g) Modalidades de financiamento;
b) Promover a adequada utilização dos recursos técnicos, h) Encargos fiscais e parafiscais;
humanos e financeiros; i) Projetos de alteração do objeto e do capital social e pro-
c) Promover, junto dos órgãos de gestão e dos trabalhado- jetos de reconversão da atividade produtiva da instituição.
res, medidas que contribuem para a melhoria da atividade da 4- O disposto no número anterior não prejudica nem subs-
instituição, designadamente nos domínios dos equipamentos titui as reuniões previstas no artigo 18.º, nas quais a CT tem
técnicos e da simplificação administrativa; direito a que lhe sejam fornecidas as informações necessárias
d) Apresentar aos órgãos competentes da instituição suges- à realização dos fins que as justificam.
tões ou criticas tendentes à qualificação inicial e à formação 5- As informações previstas neste artigo são requeridas,
contínua da qualidade de vida no trabalho e das condições de por escrito, pela CT ou pelos seus membros ao órgão de di-
segurança, higiene e saúde; reção da instituição.
e) Defender junto dos órgãos de gestão e fiscalização da 6- Nos termos da lei, órgão de administração da institui-
instituição e das autoridades competentes os legítimos inte- ção, ou quem este designar, deve responder por escrito, pres-
resses dos trabalhadores. tando as informações requeridas no prazo de 10 dias úteis,
que poderá ser alargado até ao máximo de trinta dias se a
Direitos instrumentais complexidade da matéria o justificar e assim o aceitar a CT.
Artigo 20.º
Artigo 18.º
Obrigatoriedade de parecer prévio
Reuniões com os órgãos de direcção e gestão da instituição
1- Terão de ser obrigatoriamente precedidos de parecer
1- A CT tem o direito de reunir periodicamente com o prévio da CT, designadamente, os seguintes atos da institui-
órgão de gestão da instituição para discussão e análise dos ção:

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a) Regulação da utilização de equipamento tecnológico c) O direito de ter acesso à formulação final dos instru-
para vigilância à distância no local de trabalho; mentos de reorganização e de sobre eles se pronunciar antes
b) Tratamento de dados biométricos; de oficializados;
c) Elaboração de regulamentos internos da instituição; d) O direito de reunir com os órgãos ou técnicos encarre-
d) Criação, modificação ou alteração dos critérios de base gados dos trabalhos preparatórios de reestruturação;
de qualquer classificação profissional e de progressões ou e) O direito de emitir juízos críticos, de formular sugestões
promoções; e reclamações junto dos órgãos sociais da instituição ou das
e) Alteração dos horários de trabalho aplicáveis a todos ou entidades legalmente competentes.
a parte dos trabalhadores da instituição;
Artigo 22.º
f) Elaboração do plano anual de férias dos trabalhadores
da instituição; 11Defesa dos interesses profissionais e direitos dos trabalhadores
g) Mudança de local de atividade da instituição; Em especial, para defesa de interesses profissionais e di-
h) Quaisquer medidas de que resulte uma diminuição reitos dos trabalhadores a CT goza dos seguintes direitos:
substancial das condições de trabalho e, ainda, as decisões a) Intervir no procedimento disciplinar para despedimento
suscetíveis de desencadear mudanças substanciais no plano individual de trabalhadores, ter conhecimento do processo
da organização de trabalho ou dos contratos de trabalho; desde o seu início, controlar a respetiva regularidade, bem
i) Encerramento de alguma resposta social da instituição; como a existência de justa causa, através da emissão do pa-
j) Dissolução ou requerimento de declaração de insolvên- recer prévio, tudo nos termos da legislação aplicável;
cia da instituição; b) Intervir no controlo dos motivos e do processo para
l) Despedimento individual de trabalhadores; despedimento coletivo através de parecer prévio a dirigir ao
m) Despedimento coletivo; órgão governamental competente, nos termos da legislação
n) Mudança, a título individual ou coletivo, do local de tra- aplicável;
balho de quaisquer trabalhadores; c) Ser ouvida pela instituição sobre a elaboração do mapa
o) Balanço social. de férias na falta de acordo com os trabalhadores sobre a
2- O parecer prévio referido no número anterior deve ser respetiva marcação.
emitido no prazo máximo de 10 dias a contar da receção da
respetiva solicitação, se outro maior não for concedido em Artigo 23.º
atenção da extensão ou complexidade da matéria. Gestão de serviços sociais
3- Nos casos a que se refere a alínea c) do número 1, o
A CT tem o direito de participar na gestão dos serviços
prazo de emissão de parecer é de 5 dias.
sociais destinados aos trabalhadores da instituição.
4- Quando seja solicitada a prestação de informação sobre
as matérias relativamente às quais seja requerida a emissão Artigo 24.º
de parecer ou quando haja lugar à realização de reunião nos Participação na elaboração da legislação do trabalho
termos do artigo 18.º, o prazo conta-se a partir da prestação
das informações ou da realização da reunião. A participação da CT na elaboração da legislação do tra-
5- Decorridos os prazos referidos nos números 2 e 3 sem balho é feita nos termos da legislação aplicável.
que o parecer tenha sido entregue à entidade que o tiver so-
licitado, considera-se preenchida a formalidade prevista no Condições e garantias do exercício, competências e
número 1. direitos da CT
Artigo 21.º Artigo 25.º
Processos de reestruturação da instituição
Tempo para o exercício do voto
1- O direito de participação na reestruturação e reorganiza-
1- Os trabalhadores, com vista às deliberações que, em
ção da instituição deve ser exercido:
conformidade com a lei e com estes estatutos, devem ser to-
a) Diretamente pela CT, quando se trate de reestruturação
madas por voto secreto, têm o direito de exercer o voto no
da instituição;
local de trabalho e durante o horário de trabalho, sem preju-
b) Através da correspondente comissão coordenadora,
ízo do funcionamento eficaz dos serviços.
quando se trate da reestruturação de instituição do setor a
2- O exercício do direito previsto no número 1 não pode
que pertença a maioria das comissões de trabalhadores por
causar quaisquer prejuízos ao trabalhador e o tempo des-
aquela coordenadas.
pendido conta, para todos os efeitos, como tempo de serviço
2- No âmbito do exercício do direito de participação na
efetivo.
reestruturação da instituição as CT e as comissões coorde-
nadoras têm: Artigo 26.º
a) O direito de ser previamente ouvida e de emitir parecer,
nos termos e prazos previstos no artigo 20.º, sobre quaisquer Plenários e reuniões
planos ou projetos de reorganização; 1- Os trabalhadores têm o direito de realizar plenários e
b) O direito de ser informada sobre a evolução dos atos outras reuniões no local de trabalho, fora do respetivo horá-
subsequentes; rio de trabalho.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

2- Os trabalhadores têm o direito de realizar plenários e lhe seja contratualmente aplicável, sendo esse tempo, para
outras reuniões no local de trabalho, durante o horário de todos os efeitos, considerado como tempo de serviço efetivo.
trabalho que lhes seja aplicável, até ao limite de 15 horas
Artigo 32.º
por ano, ou outro superior determinado por lei desde que se
assegure o funcionamento dos serviços de natureza urgente Faltas de representantes dos trabalhadores
e essencial.
1- As ausências dos trabalhadores da instituição que sejam
3- O tempo despendido nas reuniões referidas no número
membros da CT, subcomissões e de comissões coordenado-
anterior não pode causar quaisquer prejuízos ao trabalhador
ras, no exercício das suas atribuições e atividades, que ex-
e conta, para todos os efeitos, como tempo de serviço efetivo.
cedam o crédito de horas referidas no artigo 31.º, são faltas
4- Para efeitos dos números 2 e 3, a CT ou as Subcomis-
justificadas e contam, salvo para efeito de retribuição, como
sões de trabalhadores comunicará a realização das reuniões
tempo de serviço efetivo.
ao respetivo órgão de gestão com a antecedência mínima de
2- As faltas devem ser comunicadas à entidade emprega-
48 horas.
dora nos termos e nos prazos previstos na legislação.
Artigo 27.º
Artigo 33.º
Ação da CT no interior da instituição
Solidariedade de classe
1- A CT tem o direito de realizar, nos locais de trabalho e
Sem prejuízo da sua independência legal e estatutária, a
durante o horário de trabalho, todas as atividades relaciona-
CT pratica e tem direito a beneficiar, na sua ação, da solida-
das com o exercício das suas atribuições e direitos.
riedade de classe que une nos mesmos objetivos fundamen-
2- Este direito compreende o livre acesso aos locais de tra-
tais todas as organizações de trabalhadores.
balho, a circulação nos mesmos e o contacto direto com os
trabalhadores. Artigo 34.º
Artigo 28.º Proibição de atos de discriminação contra trabalhadores

Direito de afixação e de distribuição de documentos 1- É proibido e considerado nulo e de nenhum efeito os


acordos ou atos que vise:
1- A CT tem o direito de afixar todos os documentos e pro-
a) Subordinar o emprego ou o posto de trabalho de qual-
paganda relativos aos interesses dos trabalhadores em local
quer trabalhador à condição de este participar ou não nas
adequado para o efeito posto à sua disposição pela institui-
atividades e órgãos, ou de se demitir dos cargos, previstos
ção.
nestes estatutos;
2- A CT tem o direito de efetuar a distribuição daqueles
b) Despedir, transferir ou, por qualquer modo prejudicar
documentos nos locais de trabalho e durante o horário de
um trabalhador por motivo das suas atividades e posições re-
trabalho.
lacionadas com as formas de organização e intervenção dos
Artigo 29.º trabalhadores previstas nestes estatutos.

Direito a instalações adequadas Artigo 35.º


1- A CT tem o direito a instalações adequadas no interior Proteção legal
da instituição, para o exercício das suas funções.
Os membros da CT, subcomissões e comissões coordena-
Artigo 30.º doras gozam da proteção legal reconhecida aos representan-
tes eleitos pelos trabalhadores, de acordo com a legislação.
Direito a meios materiais e técnicos
Artigo 36.º
A CT tem direito a obter do órgão de gestão da instituição
meios materiais e técnicos necessários para o desempenho Personalidade jurídica e capacidade judiciária
das suas atribuições.
1- A CT adquire personalidade jurídica pelo registo dos
Artigo 31.º seus estatutos no ministério responsável pela área laboral.
2- A capacidade da CT abrange todos os direitos e obriga-
Crédito de horas ções necessários ou convenientes para a prossecução dos fins
1- Para o exercício da sua atividade, cada um dos membros previstos na lei, sem prejuízo dos direitos e da responsabili-
da CT, subcomissões e comissão coordenadora, dispõe de dade individual de cada um dos seus membros.
um crédito de horas não inferior ao previsto na lei: 3- A CT tem capacidade judiciária, podendo ser parte em
a) Comissão de trabalhadores - 25 horas por mês; tribunal para a realização e defesa dos seus direitos e dos
b) Subcomissões de trabalhadores - 8 horas por mês; direitos dos trabalhadores que lhe compete defender.
c) Comissões coordenadoras - 20 horas por mês. 4- Qualquer dos seus membros, devidamente credenciado,
2- O crédito de horas permite ao trabalhador que dele be- pode representar a CT em juízo, sem prejuízo do disposto no
neficiar desenvolver, dentro ou fora do local de trabalho, a artigo 42.º
sua atividade de representante dos trabalhadores com dimi-
nuição correspondente do período normal de trabalho que

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Composição, organização e funcionamento da CT membros um será nomeado coordenador.


2- As deliberações são tomadas por maioria simples, sen-
Artigo 37.º do válidas desde que nelas participe a maioria absoluta dos
membros da CT, cabendo ao coordenador o voto de qualida-
Sede da CT de em caso de empate nas deliberações.
A sede da CT localiza-se no Centro de Recuperação e
Artigo 44.º
Integração de Abrantes, sita na Quinta das Pinheiras 2204-
-906 Alferrarede. Reuniões da CT
Artigo 38.º 1- A CT reúne ordinariamente uma vez por mês.
2- Pode haver reuniões extraordinárias sempre que:
Composição a) Ocorram motivos justificados;
1- Nos termos conjugados dos artigos 417.º do Código do b) A requerimento de, pelo menos, um terço dos membros,
Trabalho a CT é composta por 3 elementos, sendo os suplen- com prévia indicação da ordem de trabalhos.
tes facultativos e não superiores ao número de efetivos. 3- Pode haver reuniões de emergência sempre que se veri-
2- Em caso de renúncia, destituição ou perda de mandato fiquem fatos que imponham uma tomada de posição urgente.
de membros da CT, a substituição faz-se pelo elemento mais
Artigo 45.º
votado da lista a que pertença o membro a substituir, suces-
sivamente, incluindo os suplentes, se os houver. Financiamento da CT
3- Se a substituição for global, o plenário elege uma co-
1- Constituem receitas da CT:
missão provisória, a quem incube a organização do novo ato
a) As contribuições voluntárias dos trabalhadores;
eleitoral, no prazo máximo de 90 dias.
b) O produto de iniciativas de recolha de fundos;
Artigo 39.º c) O produto de venda de documentos e outros materiais
editados pela CT.
Duração do mandato 2- A CT submete anualmente à apreciação do plenário as
O mandato da CT é de 4 anos. receitas e despesas da sua atividade.
Artigo 40.º Artigo 46.º
Perda do mandato Subcomissões de trabalhadores
1- Perde o mandato o membro da CT que faltar, injustifica- 1- Poderão ser constituídas subcomissões de trabalhado-
damente a três reuniões seguidas ou seis interpoladas. res, nos termos da lei.
2- A substituição faz-se por iniciativa da CT nos termos 2- A duração do mandato das subcomissões de trabalha-
do artigo 38.º dores é de quatro anos, devendo coincidir com o mandato
Artigo 41.º da CT.
3- A atividade das subcomissões de trabalhadores é regula-
Delegação de poderes entre membros da CT da, com as devidas adaptações, pelas normas previstas nestes
1- É lícito a qualquer membro da CT delegar noutro a sua estatutos e na lei.
competência, mas essa delegação só produz efeitos numa Artigo 47.º
única reunião.
2- Em caso de gozo de férias ou impedimento de duração Comissões coordenadoras
não superior a um mês, a delegação de poderes produz efei- 1- A CT articulará a sua ação às comissões de trabalhado-
tos durante o período indicado. res da região e a outras CT do mesmo setor para constituição
3- A delegação de poderes está sujeita a forma escrita, de uma comissão coordenadora de grupo/sector, que intervi-
devendo indicar-se expressamente os fundamentos, prazo e rá na elaboração dos planos económico-sociais do setor.
identificação do mandatário. 2- Deverá ainda articular a sua atividade às comissões de
Artigo 42.º trabalhadores de outras instituições, no fortalecimento da co-
operação e da solidariedade.
Poderes para obrigar a CT
Para obrigar a CT são necessárias as assinaturas da maio- Processo eleitoral
ria dos seus membros em efetividade de funções com o mí-
nimo de duas assinaturas. Artigo 48.º

Artigo 43.º Capacidade eleitoral


São eleitores e elegíveis, todos os trabalhadores que pres-
Coordenação da CT e deliberações
tem funções em situação de trabalho dependente na institui-
1- A atividade da CT é coordenada por um secretariado, ção, tal como definidos no artigo 1.º destes estatutos.
eleito na primeira reunião após a investidura, de entre cujos

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Artigo 49.º Artigo 54.º

Sistema eleitoral Caderno eleitoral


1- O voto é direto e secreto. 1- A empresa deve entregar o caderno eleitoral aos tra-
2- É permitido o voto por correspondência aos trabalha- balhadores que procedem à convocação da votação, prazo
dores que se encontrem temporariamente deslocados do seu máximo de 48 horas, após a recepção da cópia da convoca-
local de trabalho habitual por motivo de serviço, aos traba- tória, procedendo estes à sua imediata afixação na empresa e
lhadores em cujo local de trabalho não haja mesa de voto estabelecimento.
eleitoral e aos que estejam de gozo de férias ou ausentes por 2- O caderno eleitoral deve conter o nome dos trabalhado-
motivo de baixa. res da instituição, sendo caso disso, agrupado por estabeleci-
3- A conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo mento, á data da convocação da votação.
com o método de representação proporcional da média alta
Artigo 55.º
de Hondt.
Artigo 50.º Convocatória da eleição
1- O ato eleitoral é convocado com a antecedência mínima
Composição e competências da comissão eleitoral de 15 dias sobre a respetiva data.
1- A comissão eleitoral (CE) é constituída por três traba- 2- A convocatória menciona expressamente o dia, o local,
lhadores, eleitos pela CT de entre os seus membros. o horário e o objeto da votação.
2- Na falta de CE, a mesma é constituída por um represen- 3- A convocatória é afixada nos locais usuais para a afi-
tante de cada uma das listas concorrentes e igual número de xação de documentos de interesse para os trabalhadores e
representantes dos trabalhadores que convocaram a eleição. nos locais onde funcionarão as mesas de voto e difundida
3- Fará parte ainda da comissão eleitoral referida no núme- pelos meios adequados, de modo a garantir a mais ampla
ro anterior um delegado em representação de cada uma das publicidade.
candidaturas apresentadas. 4- Uma cópia da convocatória é remetida pela entidade
4- O mandato coincide com a duração do processo elei- convocante ao órgão de gestão da instituição na mesma data
toral. em que for tornada pública.
5- Compete à comissão eleitoral: 5- Com a convocação da votação será publicitado o respe-
a) Convocar e presidir o ato eleitoral; tivo regulamento.
b) Verificar a regularidade das candidaturas;
Artigo 56.º
c) Divulgar as listas concorrentes;
d) Constituir as mesas de voto; Quem pode convocar o ato eleitoral
e) Promover a confecção e distribuição dos boletins de
1- O ato eleitoral é convocado pela CE.
voto pelas mesas constituídas;
2- O ato eleitoral é convocado por 20 % ou 100 trabalha-
f) Apreciar e deliberar sobre quaisquer dúvidas e reclama-
dores da instituição.
ções;
g) Apurar e divulgar os resultados eleitorais; Artigo 57.º
h) Elaborar as respetivas atas e proclamação dos eleitos;
i) Enviar o processo eleitoral às entidades competentes Candidaturas
nos prazos previstos na lei; 1- Podem propor listas de candidatura à eleição da CT
j) Empossar os membros eleitos. 20 % ou 100 trabalhadores da instituição, inscritos nos ca-
6- Funcionamento da comissão eleitoral: dernos eleitorais ou 10 % no caso de listas de candidatura à
a) A comissão elege o respetivo presidente; eleição de subcomissão de trabalhadores.
b) Ao presidente compete convocar as reuniões da comis- 2- Nenhum trabalhador pode subscrever ou fazer parte de
são eleitoral que se justifiquem; mais de uma lista de candidatura.
c) As reuniões podem ainda ser convocadas por dois ter- 3- As candidaturas deverão ser identificadas por um lema
ços dos seus membros, evocando os motivos; ou sigla.
d) As deliberações são tomadas por maiorias simples, sen- 4- As candidaturas são apresentadas à CE até 10 dias antes
do validas desde que participem na reunião a maioria doa da data marcada para o ato eleitoral.
seus membros, cabendo ao presidente o voto de qualidade 5- A apresentação consiste na entrega da lista à CE, acom-
em caso de empate nas deliberações. panhada de uma declaração de aceitação assinada por todos
7- No caso de extinção da CT antes do fim do mandato, os candidatos e subscrita, nos termos do número 1 deste arti-
a CE assume o exercício de funções e convocará eleições go, pelos proponentes.
antecipadas. 6- A CE emite e entrega ao representante da candidatura
8- Os elementos da comissão eleitoral não podem perten- um recibo comprovativo da recepção com indicação da data
cer nem subscrever qualquer lista concorrente ao ato eleito- e hora da entrega, procedendo ao registo dessa indicação no
ral. original recepcionado.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

7- Todas as candidaturas têm o direito a fiscalizar, através rário de trabalho, para o que cada um dispõe do tempo para
de delegado designado, toda a documentação recebida pela tanto indispensável.
CE, para efeitos deste artigo. 6- Em instituição com estabelecimentos geograficamente
dispersos, a votação realiza-se em todos eles no mesmo dia e
Artigo 58.º
horário e nos mesmos termos.
Rejeição de candidaturas Artigo 62.º
1- A CE deve rejeitar de imediato as candidaturas entre-
gues fora de prazo ou que não venham acompanhadas da do- Horários diferenciados
cumentação exigida do número anterior. Os trabalhadores em regime de turnos ou de horários di-
2- A CE dispõe do prazo máximo de dois dias a contar da ferenciado têm o direito a exercer o voto durante o respetivo
data da apresentação para apreciar a regularidade formal e a período normal de trabalho ou fora dele, pelo menos trinta
conformidade da candidatura com estes estatutos. minutos antes do começo e sessenta minutos depois do fim.
3- As irregularidades e violações a estes estatutos deteta-
Artigo 63.º
das podem ser supridas pelos proponentes, para o efeito no-
tificados pela CE, no prazo máximo de dois dias a contar da Mesas de voto
respetiva notificação.
1- Há mesas de voto nos estabelecimentos com mais de 10
4- As candidaturas que, findo o prazo referido no número
eleitores.
anterior, continuarem a apresentar irregularidades e a violar
2- A cada mesa não podem corresponder mais de 500 elei-
o disposto nestes estatutos são definitivamente rejeitadas por
tores.
meio de declaração escrita, com indicação dos fundamentos,
3- As mesas são colocadas no interior dos locais de traba-
assinada pela CE e entregue aos proponentes.
lho, de modo que os trabalhadores possam votar sem preju-
Artigo 59.º dicar o funcionamento eficaz da instituição.
4- Os trabalhadores têm direito a votar dentro do seu ho-
Aceitação de candidaturas rário de trabalho, sem prejuízo do funcionamento eficaz da
1- Até ao 8.º dia anterior à data marcada para o ato eleito- instituição.
ral, a CE publica, por meio de afixação nos locais indicados
Artigo 64.º
no número 3 do artigo 55.º, a aceitação de candidaturas.
2- As candidaturas aceites serão identificadas por meio de Composição e forma de designação das mesas de voto
letra, que funcionará como sigla, atribuídas pela CE a cada
1- As mesas são compostas por um presidente e dois vo-
uma delas, respeitando a ordem cronológica de apresenta-
gais, escolhidos de entres os trabalhadores com direito a
ção, com início na letra A.
voto, que dirigem a respetiva votação, ficando, para esse
Artigo 60.º efeito, dispensados da respetiva prestação de trabalho.
2- Os membros das mesas de voto são designados pela CE.
Campanha eleitoral 3- A competência da CE é exercida, nos estabelecimentos
1- A campanha eleitoral visa o esclarecimento dos eleito- geograficamente dispersos, pelas subcomissões de trabalha-
res e tem lugar entre a data de afixação da aceitação das can- dores, caso existam.
didaturas e a data marcada para a eleição, de modo que nesta 4- Cada candidatura tem direito a designar um delegado
ultimas não haja propaganda. junto de cada mesa de voto para acompanhar e fiscalizar to-
2- As despesas com a propaganda eleitoral são custeadas das as operações.
pelas respetivas candidaturas.
Artigo 65.º
3- As candidaturas devem acordar entre si o montante má-
ximo das despesas a efetuar, de modo a assegurar-se a igual- Boletins de voto
dade de oportunidades e de tratamento entre todas elas.
1- O voto é expresso em boletins de voto de forma retan-
Artigo 61.º gular e com as mesmas dimensões para todas as listas, im-
pressos em papel da mesma cor, liso e não transparente.
Local e horário da votação 2- Em cada boletim são impressas as designações das can-
1- A votação da constituição da CT e dos projectos de es- didaturas submetidas a sufrágio e as respectivas siglas e sím-
tatutos é simultânea, com votos distintos. bolos, se todos os tiverem.
2- As urnas de voto são colocadas nos locais de trabalho, 3- Na linha correspondente a cada candidatura figura um
de modo a permitir que todos os trabalhadores possam votar quadrado em branco destinado a ser assinalado com a esco-
e a não prejudicar o normal funcionamento da instituição. lha do eleitor.
3- A votação é efetuada durante as horas de trabalho. 4- A impressão dos boletins de voto fica a cargo da CE que
4- A votação inicia-se, pelo menos, trinta minutos antes do assegura o seu fornecimento às mesas na quantidade neces-
começo e termina, pelo menos, sessenta minutos depois do sária e suficiente, de modo que a votação possa iniciar-se
termo do período de funcionamento da instituição. dentro do horário previsto.
5- Os trabalhadores podem votar durante o respetivo ho- 5- A CE envia, com antecedência necessária, os boletins

2628
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

de voto aos trabalhadores com direito a votarem por corres- quando o boletim de voto não chega ao seu destino nas con-
pondência. dições previstas no artigo 67.º, ou seja sem nome e assinatura
e em envelopes que não estejam devidamente fechados.
Artigo 66.º
4- Considera-se valido o voto em que a cruz, embora não
Ato eleitoral perfeitamente desenhada ou excedendo os limites do quadra-
do, assinale inequivocamente a vontade do votante.
1- Compete à mesa dirigir os trabalhos do ato eleitoral.
2- Antes do inicio da votação, o presidente da mesa mos- Artigo 69.º
tra aos presentes a urna aberta de modo a certificar que ela
não está viciada, findo o que a fecha, procedendo à respetiva Abertura das urnas e apuramento
selagem. 1- A abertura das urnas e o apuramento final têm lugar si-
3- Em local afastado da mesa, o votante assinala com uma multaneamente em todas as mesas e locais de votação e são
cruz o quadrado correspondente à lista em que vota, dobra o públicos.
boletim de voto em quatro e entrega-o ao presidente da mesa, 2- De tudo o que se passar em cada mesa de voto é lavrada
que o introduz na urna. uma ata, que depois de lida e aprovada pelos membros da
4- As presenças no ato de votação devem ser registadas em mesa, é assinada no final e rubricada em todas as páginas.
documento próprio. 3- Os votantes devem ser identificados e registados em do-
5- O registo de presenças contem um termo de abertura e cumento próprio, com termos de abertura e encerramento,
um termo de encerramento, com indicação do numero total assinado e rubricado em todas as folhas pelos membros da
de paginas, e assinado e rubricado em todas as paginas pelos mesa, o qual constitui parte integrante da ata.
membros da mesa, ficando a constituir parte integrante da ata 4- Uma cópia de cada ata referida no número 2 é afixada
da respetiva mesa. junto do respetivo local de votação, durante o prazo de 15
6- A mesa, acompanhada pelos delegados das candidatu- dias a contar da data do apuramento respetivo.
ras, pode fazer circular a urna pela área do estabelecimento 5- O apuramento global é realizado com base nas atas das
que lhes seja atribuído, a fim de receber os votos dos traba- mesas de voto pela CE.
lhadores. 6- A CE, seguidamente, proclama os resultados e os elei-
7- Os elementos da mesa votam em último lugar. tos.
Artigo 67.º Artigo 70.º

Votação por correspondência Registo e publicidade


1- Os votos por correspondência são remetidos à CE até 24 1- Durante o prazo de 15 dias a contar do apuramento e
horas antes do fecho da votação. proclamação é afixada a relação dos eleitos e uma cópia da
2- A remessa é feita por carta registada com indicação do ata de apuramento global no local usual para a afixação de
nome do remetente, dirigida à CE, e só por esta pode ser documentos de interesse para os trabalhadores.
aberta. 2- A CE, no prazo de 10 dias a contar da data do apura-
3- O votante, depois de assinalar o voto, dobra o boletim de mento, requerer ao ministério responsável pela área laboral:
voto em quatro, introduzindo-o num envelope, que fechará, a) O registo da eleição dos membros da comissão de traba-
assinalando-o com os dizeres «voto por correspondência», lhadores e das subcomissões de trabalhadores, juntando có-
nome e assinatura, introduzindo-o por sua vez, no envelope pias certificadas das listas concorrentes, bem como das atas
que enviará por correio. da comissão eleitoral e das mesas de voto, acompanhadas
4- Depois do encerramento das urnas, a CE procede à dos documentos de registo dos votantes;
abertura do envelope exterior, regista em seguida no regis- b) O registo dos estatutos ou das suas alterações, se for
to de votantes o nome do trabalhador, com a menção «voto caso, com a sua junção, bem como das cópias certificadas
por correspondência» e, finalmente, entrega o envelope ao das atas do apuramento global e das mesas de voto, acompa-
presidente da mesa central que, abrindo-o, faz de seguida a nhadas dos documentos de registo dos votantes.
introdução do boletim na urna. 3- A CT e as subcomissões de trabalhadores iniciam fun-
ções depois da publicação dos estatutos e dos resultados da
Artigo 68.º
eleição no Boletim do Trabalho e Emprego.
Valores dos votos Artigo 71.º
1- Considera-se voto em branco o boletim de voto que não
tenha sido objeto de qualquer tipo de marca. Recursos para impugnação da eleição
2- Considera-se voto nulo o boletim de voto: 1- Qualquer trabalhador com o direito a voto tem direito
a) No qual tenha sido assinalado mais de um quadrado ou de impugnar a eleição, com fundamento em violação da lei
quando haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado; ou destes estatutos.
b) No qual tenha sido feito qualquer corte, desenho ou ra- 2- O recurso, devidamente fundamentado, é dirigido por
sura ou quando tenha sido escrito qualquer palavra. escrito ao plenário, que aprecia e delibera.
3- Considera-se também nulo o voto por correspondência 3- O disposto no número anterior não prejudica o direi-

2629
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

to de qualquer trabalhador com direito a voto impugnar a cessárias adaptações a quaisquer outras deliberações que
eleição, com fundamentos indicados no número 1, perante o devam ser tomadas por voto secreto, designadamente a alte-
Ministério Público da área da sede da instituição. ração destes estatutos.
4- O requerimento previsto no número 3 é escrito, devida-
Artigo 75.º
mente fundamentado e acompanhado das provas disponíveis
e pode ser apresentado no prazo de 15 dias a contar da publi- Património
cidade dos resultados da eleição.
Em caso de extinção da comissão de trabalhadores, o seu
5- O trabalhador impugnante pode intentar diretamente a
património, se o houver, será entregue, pela seguinte ordem
ação em tribunal, se o representante do Ministério Público o
de procedência:
não fizer no prazo de 60 dias a contar da recepção do reque-
a) Caso a CT integre outra estrutura representativa dos tra-
rimento referido no número anterior.
balhadores cuja existência se mantenha, o património será
6- Das deliberações da CE cabe recurso para plenário se,
entregue a essa estrutura;
por violação destes estatutos e da lei, elas tiverem influência
b) Caso não se verifique a situação prevista na alínea ante-
no resultado da eleição.
rior, o património será entregue a uma instituição de benefi-
7- Só a propositura da ação pelo representante do Ministé-
cência escolhida pela CT em exercício.
rio Público suspende a eficácia do ato impugnado.
Artigo 72.º Disposições gerais e transitórias
Destituição da CT
Artigo 76.º
1- A CT pode ser destituída a todo o tempo por deliberação
dos trabalhadores da instituição. Posse
2- Para deliberação de destituição exige-se a maioria de A posse dos membros da comissão de trabalhadores é
dois terços dos votantes. dada pelo presidente da comissão eleitoral, no prazo de doze
3- A votação é convocada pela CT a requerimento de, pelo dias, após a publicação dos resultados definitivos globais, e
menos, 20 % ou 100 trabalhadores da instituição. depois de o presidente da comissão eleitoral se ter certifica-
4- Os requerentes podem convocar diretamente a votação, do da aceitação expressa dos cargos pelos diversos membros
nos termos do artigo 5.º , se a CT o não fizer no prazo máxi- eleitos.
mo de 15 dias a contar da data da recepção do requerimento.
Artigo 77.º
5- O requerimento previsto no número 3 e a convocatória
devem conter a indicação sucinta dos fundamentos invoca- Legislação aplicável
dos.
Além dos presentes estatutos, a comissão de trabalha-
6- A deliberação é precedida de discussão em plenário.
dores do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes
7- No mais, aplicam-se à deliberação, com as adaptações
segue o regime disposto na Constituição da República Portu-
necessárias, as regras referentes à eleição da CT.
guesa e no Código de Trabalho.
Artigo 73.º
Artigo 78.º
Eleição e destituição das subcomissões de trabalhadores
Entrada em vigor
À eleição e destituição das subcomissões de trabalhado-
Os presentes estatutos entram em vigor no dia seguin-
res são aplicáveis, com as necessárias adaptações, as normas
te ao da sua publicação no respetivo Boletim do Trabalho e
deste capítulo.
Emprego.
Artigo 74.º
Registado em 11 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
Outras deliberações por voto secreto
430.º do Código do Trabalho, sob o n.º 70, a fl. 12 do livro
As regras constantes do capítulo aplicam-se, com as ne- n.º 2.

II - ELEIÇÕES

2630
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Centro de Recuperação e Integração de Abrantes Vasco Manuel Silva Pinho 07062973


(CRIA) - Eleição Osvaldo Alexandre de Pinho Alves 11559239
Paulo Jorge Neto de Moura 11552257
Identidade dos membros da comissão de trabalhadores
do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA), Rui Manuel Santos Ferreira 10382348
eleitos em 23 de julho de 2015, para o mandato de quatro Luís Filipe Nova Pinto Leite 11503615
anos. Fernando Jorge Costa Loureiro 11248221
Efetivos: Joaquim José Teixeira Madureira 2202277
Frederico Gomes Fernandes 12718386
Nome CC/BI
Bruno Daniel Santos Ribeiro 1234432
José António da Silva 05484527
Carla Alexandra Martins Emídio 09990960
Ana Margarida Cordeiro Viegas Dias 11006194 Registado em 10 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
438.º do Código do Trabalho, sob o n.º 68, a fl. 12 do livro
Suplentes: n.º 2.
Nome CC/BI
Margarida Isabel Matos Bispo 10708348
Ana Cristina Marques Jacinto Pires 08553833
Paul Jorge Clemente Duarte 06989324 Easyjet Airline Company Limited Sucursal em
Portugal - Eleição
Registado em 11 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
438.º do Código do Trabalho, sob o n.º 71, a fl. 12 do livro Identidade dos membros da comissão de trabalhadores
n.º 2. da Easyjet Airline Company Limited Sucursal em Portugal,
eleitos em 13 de maio de 2015, para o mandato de dois anos.
Efetivos:
Liliana Costa, n.º 810 254 - Cabin Crew
Efacec Energia - Máquinas e Equipamentos Borja Perez, n.º 860 127 - Flight Crew
Eléctricos, SA - Eleição Órvil Russo, n.º 820 422 - Cabin Crew
Suplentes:
Eleição de 16 de julho de 2015, para o mandato de três
anos. Ana Rodrigues, n.º 20776 - Cabin Crew
Francisco Aragão, n.º 820 004 - Cabin Crew
Efetivos: BI/CC Frederico Lascaio, n.º 860 652 - Flight Crew
João Mário Freitas Araújo 3453784
Fernando Manuel Correia Leitão 10771266 Registado em 11 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
Victor Manuel da Silva Pereira 06988390 438.º do Código do Trabalho, sob o n.º 69, a fl. 12 do livro
n.º 2.
Manuel de Carvalho Martins 7868308
Manuel João Ferreira Lopes 3310231
André Queiróz de Amorim 11695609
Ricardo Miguel Soares Freitas 11878875 Banco Comercial Português, SA - Substituição
José Ricardo Gonçalves Marques 12638952
José Manuel Pinto Ferreira 09512535 Na composição da comissão de trabalhadores do Banco
Joaquim Manuel Pereira da Silva 05976512 Comercial Português, SA (Millennium), eleita no dia 18 de
janeiro de 2012 e publicada no Boletim do Trabalho e Em-
Manuel Neto de Moura 11056112
prego, n.º 6, de 15 de fevereiro de 2012, para o mandato de 4
anos foi efetuada a seguinte substituição:
Suplentes: BI/CC
Luís Filipe Martins Arezes, membro da lista «E»,
Marco António Silva R. Lourenço 11028198 é substituído por Paulo Jorge Catarino Estrela Santos,
Ricardo Daniel Ferreira Vitorino 12118876 CC - 06501998, da mesma lista.

2631
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES PARA A


SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

I - CONVOCATÓRIAS

...

II - ELEIÇÃO DE REPRESENTANTES

SKELT - Metalomecânica, SA - Eleição Guilherme Boiça Biazini, bilhete de identidade/cartão de


cidadão n.º 14621060.
Eleição dos representantes dos trabalhadores para a segu- Suplentes:
rança e saúde no trabalho da SKELT - Metalomecânica, SA,
realizada em 28 de julho de 2015, conforme convocatória Célia Maria Domingues da Silva, bilhete de identidade/
publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 20, de 29 cartão de cidadão n.º 10541517.
de maio de 2015. Ricardo Luís Ferreira Amaro, bilhete de identidade/car-
tão de cidadão n.º 12343650.
Efectivos: BI/CC Validade
Registado em 11 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
Luís Filipe Pereira de 39.º da Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, sob o n.º 94, a
9313946 22/4/2019
Matos fl. 103 do livro n.º 1.
Carlos Filipe Abreu
12733651 7/4/2020
Oliveira
Suplentes:
Paulo José Moreira Novo Modelo Europa, SA - Eleição
08088705 24/6/2016
Oliveira
José Manuel Gomes Pinto 8596959 12/12/2017 Eleição dos representantes dos trabalhadores para a segu-
rança e saúde no trabalho da empresa Novo Modelo Europa,
Registado em 6 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo SA, realizada em 17 de julho de 2015, conforme convocató-
39.º da Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, sob o n.º 92, a ria publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 16, de
fl. 103 do livro n.º 1. 29 de abril de 2015.
Efetivos:
Pedro Manuel Ferreira Borges.
Gonçalo Fernandes Rodrigues.
Umbelino Monteiro, SA - Eleição
Suplentes:
Eleição dos representantes dos trabalhadores para a segu- Manuel Oliveira Moça.
rança e saúde no trabalho da empresa Umbelino Monteiro, Carlos Alberto Marques Barbosa.
SA, realizada em 24 de julho de 2015, conforme convocató-
ria publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 23, de Registado em 11 de agosto de 2015, ao abrigo do artigo
22 de junho de 2015. 39.º da Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, sob o n.º 93, a
Efetivos: fl. 103 do livro n.º 1.

José Manuel Caldeira Lopes, bilhete de identidade/cartão


de cidadão n.º 6487944.

2632
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

CONSELHOS DE EMPRESA EUROPEUS

...

INFORMAÇÃO SOBRE TRABALHO E EMPREGO

EMPRESAS DE TRABALHO TEMPORÁRIO AUTORIZADAS

...

CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES

O Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de Dezembro que cria o Catálogo Nacional de Qualificações, atribui à Agência Nacio-
nal para a Qualificação, IP, atual Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, IP, a competência de elabora-
ção e atualização deste Catálogo, através, nomeadamente, da inclusão, exclusão ou alteração de qualificações.
De acordo com o número 7 do artigo 6.º daquele diploma legal, as atualizações do Catálogo, são publicadas no Boletim
do Trabalho e Emprego, bem como publicados no sítio da internet do Catálogo Nacional de Qualificações.
No âmbito do processo de atualização e desenvolvimento do Catálogo Nacional de Qualificações, vimos proceder às
seguintes alterações:

2633
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

1. INTEGRAÇÃO DE NOVAS QUALIFICAÇÕES


–– Técnico/a de Fabrico e Manutenção de Cunhos e Cortantes, ao qual corresponde um nível 4 de qualificação do Qua-
dro Nacional de Qualificações (anexo 1)
–– Técnico/a de Geriatria, ao qual corresponde um nível 4 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações (anexo 2)

2634
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Anexo 1:

TÉCNICO/A DE FABRICO E MANUTENÇÃO DE CUNHOS E CORTANTES


PERFIL PROFISSIONAL - resumo1

QUALIFICAÇÃO Técnico/a de Fabrico e Manutenção de Cunhos e Cortantes


DESCRIÇÃO GERAL Orientar e desenvolver os trabalhos na área dos cunhos e cortantes, relativa mente ao seu
fabrico, preparação, execução, montagem, ajustamento, manutenção e reparação.

1
Para obter mais informações sobre este perfil profissional consulte: www.catalogo.anq.gov.pt em «actualizações».

2635
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ORGANIZAÇÃO DO REFERENCIAL
ORGANIZAÇÃO DE DE
DO REFERENCIAL FORMAÇÃO
FORMAÇÃO

Código2 UFCD Horas

6586 1 Desenho técnico - introdução à leitura e interpretação 50


Tecnologia e propriedades dos materiais-metalurgia e
6588 2 25
metalomecânica
4903 3 Metrologia dimensional 25

6603 4 Construções metalomecânicas - bancada 25

6594 5 Desenho técnico - leitura e interpretação 50


Ambiente, segurança, higiene e saúde no trabalho - conceitos
0349 6 25
básicos
6604 7 Construções metalomecânicas - maquinação 50

6649 8 Construções metalomecânicas - serralharia 25

6593 9 Introdução ao CAD - metalurgia e metalomecânica 25

6605 10 Introdução ao CNC 25

0850 11 Elementos de máquina e dispositivos mecânicos 25

0863 12 CAD 2D - Peças e conjuntos de média complexidade 50


Formação tecnológica3

6625 13 Retificação - tecnologia e operações 25

1024 14 Automatismos industriais - hidráulica 25

1023 15 Automatismos industriais - pneumática 25

1063 16 Planeamento da produção - metalurgia e metalomecânica 50

0877 17 Organização e preparação do trabalho 25

1115 18 Processos de fabrico - materiais metálicos 25

0873 19 Fresagem - tecnologia e operações 50

6610 20 Operação e maquinação com fresadoras CNC - fundamentos 50

6632 21 Eletroerosão - tecnologia 25

1088 22 Noções de eletricidade e desenho esquemático 25

6644 23 Retificação de superfícies 50

1106 24 Estrutura e acessórios de ferramentas cunhos e cortantes 50

6635 25 Conjuntos mecânicos - operações de bancada 50

6634 Operação e programação de máquinas de electroerosão CNC


26 50
por fio
1107 27 Desenho técnico - cunhos e cortantes simples 50
8959 28 Tecnologia de cunhos e cortantes 50

2636
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

8960 29 Controlo, ajustagem e montagem de cunhos e cortantes 50

8961 Execução, teste e ensaio de conjuntos ou partes de cunhos e


30 50
cortantes

2
Os códigos assinalados a laranja correspondem a UFCD comuns a dois ou mais referenciais, ou seja, transferíveis entre saídas profissionais.
3
À carga horária da formação tecnológica podem ser acrescidas 210 horas de formação prática em contexto de trabalho, sendo este de carácter obrigatório
para o adulto que não exerça atividade correspondente à saída profissional do curso frequentado ou uma atividade profissional numa área afim.

2637
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Para obter a qualificação de Técnico/a de Cunhos e Cortantes para além das UFCD pré-definidas, terão
também de ser realizadas 100 horas da Bolsa de UFCD

Código4 Bolsa de UFCD Horas

1109 31 Estrutura do projeto de cunhos e cortantes 50


Operações especiais de serralharia de moldes, cunhos e
0919 32 50
cortantes
6615 33 Conjuntos mecânicos - operações por maquinação 50

6616 34 Conjuntos mecânicos - operações especiais 50

0874 35 Torneamento - tecnologia e operações 50

0896 36 Programação em fresadoras CNC 50

6611 37 Operação e maquinação com tornos CNC - fundamentos 50

0910 38 Ensaios mecânicos 25

3826 39 Leitura e interpretação de esquemas elétricos e eletrónicos 25


Formação Tecnológica

4911 40 Operação e maquinação em eletroerosadoras CNC 25

1141 41 Qualidade e organização da produção 25

1076 42 Trigonometria e cálculos geométricos 25

1089 43 Pneumática e óleo hidráulica - desenho de circuitos 25

5820 44 Tratamento de metais - térmico 50

5821 45 Tratamento de metais - termoquímico 50

5825 46 Acabamentos de superfícies 25

5440 47 Comunicação interpessoal e assertividade 25

4557 48 Processos de fabrico 50

8962 49 Tecnologia de moldes 50

8963 50 Controlo, ajustagem e montagem de moldes 50

8964 51 Execução, teste e ensaio de conjuntos ou partes de moldes 50

6607 52 CAD - modelação tridimensional 50


7852 Perfil e potencial do empreendedor -
53 25
diagnóstico/desenvolvimento

4
Os códigos assinalados a laranja correspondem a UFCD comuns a dois ou mais refenciais, ou seja, transferíveis entre saídas profissionais.

2638
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Código5 Bolsa de UFCD (cont.) Horas

7853 54 Ideias e oportunidades de negócio 50


Formação tecnológica6

7854 55 Plano de negócio - criação de micronegócios 25

7855 56 Plano de negócio - criação de pequenos e médios negócios 50

8598 57 Desenvolvimento pessoal e técnicas de procura de emprego 25

8599 58 Comunicação assertiva e técnicas de procura de emprego 25


Competências empreendedoras e técnicas de procura de
8600 59 25
emprego

5
Os códigos assinalados a laranja correspondem a UFCD comuns a dois ou mais referenciais, ou seja, transferíveis entre saídas profissionais.
6
À carga horária da formação tecnológica podem ser acrescidas 210 horas de formação prática em contexto de trabalho, sendo esta de carácter obrigatório
para o adulto que não exerça atividade correspondente à saída profissional do curso frequentado ou uma atividade profissional numa área afim.

2639
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Anexo 2:

TÉCNICO/A DE GERIATRIA
PERFIL PROFISSIONAL - resumo7

QUALIFICAÇÃO Técnico/a de Geriatria


DESCRIÇÃO GERAL Prestar cuidados de apoio direto ao idoso, em contexto domiciliar e institucional, contribuindo
para o seu bem-estar biopsicossocial, tendo em consideração os objetivos definidos pela equipa
técnica local e os princípios deontológicos de atuação.

7
Para obter mais informação sobre este perfil profissional consulte: www.catalogo.anq.gov.pt em «atualizações».

2640
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

ORGANIZAÇÃO
ORGANIZAÇÃO DO REFERENCIAL
DO REFERENCIAL DE FORMAÇÃO
DE FORMAÇÃO

Código UFCD Horas

8899 1 Envelhecimento demográfico 25

Contextos de prestação de cuidados ao idoso - domicílio,


8900 2 25
residências autónomas e centros de dia

Contextos de prestação de cuidados ao idoso - lares e em


8901 3 25
instituições de saúde

8902 4 Ética e deontologia em geriatria 50


Técnicas e estratégias de comunicação e observação nos
8903 5 50
contextos de intervenção com a população idosa
8904 6 Métodos de intervenção familiar - contexto do idoso 25

Adaptação/ modificação de contextos e materiais em função


8905 7 25
do idoso

8906 8 Tipos de envelhecimento 25

8907 9 Introdução à patologia no idoso 25

Patologias na população idosa: cardiorrespiratória e neuro


8908 10 50
sensoriais

Patologias na população idosa: gastrointestinais,


Formação Tecnológica8

8909 11 endocrinológicas, genito-urinárias, musculoesqueléticas, 50


dermatológicas e crónicas

8910 12 Reabilitação geriátrica 25

3546 13 Prevenção e primeiros socorros - geriatria 50

8911 14 Nutrição e diatética no idoso 25

8912 15 Higiene do idoso 25

8913 16 Sexualidade na 3.ª idade 25

8914 17 Idosos em fase terminal - cuidados paliativos 25

8915 18 Términus da vida - morte 25

8916 19 Funções cognitivas no idoso 25

Psicopatologias no Idoso: perturbações do humor, ansiedade,


8917 20 50
somatoformes, personalidade, esquizofrenia e demências

Psicopatologias no idoso - perturbações do sono, alimentares


8918 21 25
e utilização de substâncias

Perturbações do desenvolvimento no idoso: autismo,


8919 22 50
deficiência visual e auditiva

Perturbações do desenvolvimento no idoso: DID, deficiência


8920 23 25
motora e multideficiência

8921 24 Autonomia, independência e funcionalidade do idoso 25

2641
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

8922 25 Atividades recreativas e de lazer com idosos 25

8923 26 Técnicas de expressão corporal com população idosa 50

8924 27 Atividade psicomotora com população idosa 50

8925 28 Terapia ocupacional com população idosa 50

8926 29 Técnicas de animação aplicadas à população idosa 50

8927 30 Expressão dramática aplicada à população idosa 25

8928 31 Métodos de relaxação aplicados à população idosa 25

8929 32 Arte como terapia aplicada à população idosa 25

8
À carga horária da formação tecnológica podem ser acrescidas 210 horas de formação prática em contexto de trabalho, sendo esta de carácter obrigatório
para o adulto que não exerça atividade correspondente à saída profissional do curso frequentado ou uma atividade profissional numa área afim.

2642
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 31, 22/8/2015

Para obter a qualificação de Técnico/a Geriatria para além das UFCD pré-definidas, terão também de
ser realizadas 75 horas da Bolsa de UFCD

Código Bolsa de UFCD Horas

8930 33 Investigação com a população idosa 25

8931 34 Métodos de relaxação aplicados à população idosa 25

8932 35 Estimulação cognitiva e aprendizagem 25

3296 36 Higiene e segurança alimentar 25


Formação tecnológica

3523 37 Lavandaria e tratamento de roupa 50

3524 38 Aquisição, armazenagem e conservação de produtos 25

Perfil e potencial do empreendedor - diagnóstico/


7852 39 25
desenvolvimento

7853 40 Ideias e oportunidades de negócio 50

7854 41 Plano de negócio - criação de micronegócios 25

Plano de negócio - criação de pequenos e médios


7855 42 50
negócios

Desenvolvimento pessoal e técnicas de procura de


8598 43 25
emprego

8599 44 Comunicação assertiva e técnicas de procura de emprego 25

Competências empreendedoras e técnicas de procura de


8600 45 25
emprego

46

2643