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3.

Proposta pedagógica envelhecimento celular e o câncer


Para os Parâmetros Curriculares Nacional – PCN – o ensino de Ciências e de
Biologia deve proporcionar ao aluno a capacidade de pesquisar, buscar informações,
analisa-las, além da capacidade de aprender, formular questões, diagnosticar e propor
soluções para problemas reais, colocando em prática conceitos, procedimentos e
atitudes desenvolvidos na escola, em vez de realizar simples exercícios de
memorização. O desenvolvimento dessas habilidades aprimora o individuo em todos os
seus aspectos: cognitivos, emocionais e relacionais, e cabe a escola, mais
especificamente ao professor, oferecer-lhe situações de aprendizagem que as fortaleçam.

CASTOLDI (2009, p.685) afirma que “... a maioria dos professores tem uma
tendência em adotar métodos tradicionais de ensino, por medo de inovar ou mesmo pela
inércia, a muito estabelecida, em nosso sistema educacional”.

Do mesmo modo, para Krasilchik (2008, p. 184),

[...] pelas suas difíceis condições de trabalho, os docentes preferem os livros


que exigem menos esforço, e que reforçam uma metodologia autoritária e um ensino
teórico [...]. O docente, por falta de autoconfiança, de preparo, ou por comodismo,
restringe-se a apresentar aos alunos, com o mínimo de modificações, o material
previamente elaborado por autores que são aceitos como autoridades. Apoiado em
material planejado por outros e produzido industrialmente, o professor abre mão de sua
autonomia e liberdade, tornando simplesmente um técnico.

Como educar não é apenas transmitir conhecimento, o educador deve buscar


cursos de formação continuada que os capacite para a utilização de recursos didáticos
alternativos que visem contribuir ao ensino de ciências, que muitas vezes abrange
conteúdos de difícil compreensão.

Sobre os recursos didáticos, Souza (2007, p. 112) afirma que:

Há uma grande variedade de recursos a serem utilizados pelo


professor. Hoje vemos que em muitas escolas existe um rádio gravador com
CD player, retroprojetores e até mesmo computadores (salas de informática),
vídeo cassete ou DVD. Tanta variedade de recursos, nos leva a pensar sobre a
necessidade de ampliar nossa reflexão com relação a seu uso e sobre o papel da
escola, que deve realizar seu projeto pedagógico levando em consideração o
tipo de aluno que atende, qual é o contexto em que está inserida, e quais serão
os recursos mais adequados para que se alcance a sua proposta de ensino.

3.1 Ferramentas Pedagógicas

Dentre os recursos didáticos que podem ser utilizados para tornar as aulas mais
dinâmicas e interativas, consideramos as opções escolhidas estarem mais inseridas no
ambiente escolar.

Data Show: Atualmente é um dos recursos mais utilizados e proporciona aos alunos
diferentes formas de interação com o conteúdo proposto.
[...] É um recurso facilitador e mediador de aprendizagem. Constitui
uma técnica multimidiática e hipermidiática que integra imagem, luz,
som, texto, movimento, pesquisa, busca, links já organizados neles
próprios ou com possibilidade de torná-los presentes através de acesso
à Internet. Com ele, o aluno aprende através de todos os sentidos e
com inúmeros incentivos para a reflexão e a compreensão do assunto
abordado durante as aulas (MASSETTO, 2010).

Tudo aquilo que podemos visualizar em uma tela de um computador pode ser também
projetado por um data show. E isso nos permite uma flexibilidade de uso (ANTONIO,
2011).

Jogos: Na Idade Média, os jogos chegaram a ser proibidos (Perazzolo & Baioto, 2015).
Tal proibição é resultado de uma visão tradicionalista da educação, por ser a sala de aula
um local de silêncio e com educadores autoritários. A partir do século XVI, os jogos
foram incluídos como prática educativa em colégios jesuítas (Lima,2008). E no século
XX, são destaques nos trabalhos de Vycosthy e Piaget.

. Atividades lúdicas envolvendo jogos, proporcionando aos alunos um ambiente


motivador, mostrando-lhes que esta ferramenta permite uma socialização com o grupo,
relacionando o conteúdo abordado com uma atividade prazerosa. De acordo com as
Orientações Curriculares para o Ensino Médio (BRASIL, 2006, p.28): “o jogo oferece
estímulo e o ambiente propício, o qual favorece o desenvolvimento espontâneo e
criativo dos alunos e permite ao professor ampliar seu conhecimento de técnicas de
ensino”.