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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

JONAS VALENTE SANFELICE - RU 1038204 - TURMA 2014/05

PORTFÓLIO

UTA LITERATURA
FASE II

SÃO JOSÉ
2015
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

JONAS VALENTE SANFELICE - RU 1038204 - TURMA 2014/05

PORTFÓLIO

UTA LITERATURA
FASE II

Relatório de Portfólio da UTA Literatura,


Fase II, apresentado ao Curso de
Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa
e Literaturas do Centro Universitário
UNINTER.
Tutor Local: Ana Paula Azambuja
Centro Associado: PAP São José - SC

SÃO JOSÉ
2015
É de conhecimento geral que o continente africano passou por um processo de
descolonização, no entanto, o fazer literário africano tem-se demorado a adquirir uma
originalidade nesse processo. Mia Couto, escritor moçambicano, aliado a outros
escritores como: Paulina Chiziane, Kwame Appiah e José Eduardo Agualusa têm feito
um trabalho de recuperação da identidade africana pré-colonizada.
Nota-se uma evolução no que se refere a literatura africana em geral e principalmente
nos países lusófonos. Mia Couto diz:

Houve uma evolução. Hoje temos nossa produção editorial – cinco editoras –
bem instalada. As livrarias se disseminam em muitas cidades. A escola
adotou os escritores nacionais. A África lusófona está à frente da África de
línguas inglesa e francesa. No Zimbábue e na África do Sul, as escolas
ensinam só autores ingleses. No caso de Angola, os escritores nacionais são
colocados em primeiro plano, desde a escola primária. Isso cria uma relação
de intimidade que ajuda a literatura. E isso começa com a escola.

Percebe-se que os países africanos lusófonos estão começando a traçar uma linha
vertical em direção a sua própria literatura, deixando a dependência europeia,
utilizando-se de sua própria cultura, folclore e história.
Em Terra sonâmbula e Estórias abensonhadas, de Mia Couto, confirmasse esse
progresso, pois outrora, pouco se tinha de produção propriamente africana. Além
disso, essas obras tem um cunho original e a visão de algum que nasceu e viveu
naquelas terras.
Segundo Steinberg (2015):

Generalizando, a literatura africana tem a marca de um resgate do passado


mais remoto, uma profunda relação com a natureza, o sentimento do tempo,
o sentimento da eternidade. Uma colocação importante é sobre a
possibilidade de a África contar a sua própria história, assim fugindo de uma
visão europeísta.

Levando-se em conta o que foi observado é possível dizer que a literatura africana,
particularmente os países lusófonos, está caminhando para a originalidade e uma
expansão em questão de conhecimento e produção, sendo assim, em pouco tempo
poderá ter-se uma superação de outros moldes e uma desmistificação na questão da
qualidade das obras africanas.
Referências

REVISTA ÉPOCA, Mia Couto, 25 abr. 2014. Entrevista. Disponível em:


http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/04/bmia-coutob-o-brasil-nos-
enganou.html. Acesso em: 12 set. 2014.

STEINBERG, Vivian. Literatura Estrangeira em Língua Portuguesa. Curitiba:


InterSaberes, 2015.

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