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PROCESSO CIVIL IV CASOS CONCRETOS

Fontes: Universidade Estácio de Sá e AjudaJuridica.com

PROCEDIMENTOS ESPECIAIS NA LEGISLAÇÃO ESPARSA JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS


ESTADUAIS –

Semana 1

1a Questão: O Juizado Especial Cível decidiu ação, recorrendo o vencido, tendo a


turma Recursal própria mantido a sentença, que rejeitou arguição de incompetência
absoluta daquele Órgão Julgador, em razão do valor em discussão superior ao
atribuído, legalmente, à competência dos Juizados Especiais. Contra essa decisão da
Turma impetrou o interessado Mandado de Segurança, perante o Tribunal de Justiça,
repisando a alegação de incompetência absoluta, vindo o órgão da Justiça comum a
denegar a ordem, afirmando a incompetência do Tribunal de Justiça para rever
decisões prolatadas por Juizados Especiais e respectivas Turmas Recursais.

Pergunta-se: 1) Qual o recurso cabível contra a decisão do Tribunal de Justiça?

Resposta : O recurso cabível vem a ser o Recurso Ordinário, nos termos do Art.1027,
II, a CPC 15, devendo o órgão competente para julgar este recurso, no caso o STJ,
atuar como Tribunais de segundo grau de jurisdição, não aplicando-se as restrições
imanentes ao exercício de sua competência recursal extraordinária, sendo possível a
apreciação por este Tribunal Superior em relação ao reexame de provas e apreciação
de normas de ordem pública.

2) O que deve decidir o órgão competente para apreciar esse recurso? Justificar as
respostas.

Resposta : Devendo o órgão dizer que cabe a impetração de MS de ato da Turma


Recursal.

2ª Questão. Assinale a alternativa correta quanto aos embargos de declaração,


interpostos para impugnar sentença proferida por magistrado lotado em juizado
especial, após a vigência da Lei nº 13.105/15.

b) estes embargos possuem efeito interruptivo quanto ao prazo para a interposição


de ulterior recurso inominado; conforme Art. 1065 CPC/15 c/c Art.50 da Lei 9.099/95.
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PROCEDIMENTOS ESPECIAIS NA LEGISLAÇÃO ESPARSA II. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS


FEDERAIS E FAZENDÁRIOS ESTADUAIS –

Semana 2
1a Questão: Consumidor promove demanda em face da EBCT (Empresa Brasileira de
Correios e Telegráfos) e da empresa Rodsoft Informática, perante um Juizado Especial
Federal. Argumenta, em sua petição inicial, que comprou um determinado produto
no site da segunda, para que o mesmo fosse entregue pela primeira em seu endereço
residencial, o que não ocorreu em razão de extravio. Também aduz que não foi
ressarcido, o que justificaria a instauração do presente processo em face de ambas,
objetivando o recebimento de danos materiais e morais. Ocorre que a empresa
Rodsoft já encerrou suas atividades, embora tenha ficado evidente nos autos que a
mesma vinha sendo utilizada por seus sócios para a prática de diversos ilícitos civis.
Diante desta situação, o autor pleiteia que, no Juizado Especial Federal, seja
autorizada a desconsideração da personalidade jurídica. Ocorre que este
requerimento foi indeferido pelo magistrado, ao argumento de que o NCPC (Lei nº
13.105/15) trata deste incidente como uma modalidade de intervenção de terceiros
(art. 132 ao art. 137), o que é vedado no sistema dos Juizados Especiais (art. 10, Lei nº
9.099/95). Esta decisão foi objeto de posterior mandado de segurança impetrado
perante a Turma Recursal Federal, com o intuito de reformá-la. Indaga-se: os
magistrados lotados no órgão revisor, analisando as normas constantes no NCPC (Lei
nº 13.105/15), deverão conceder ou negar a segurança? Por quais fundamentos?

Resposta :Deverão conceder o MS, tendo em vista a ressalva realizada no CPC/15 em


seu Art.1062 c/c Art.10 da Lei 9.099/95.

Ademais, o Incidente da Desconsideração da Personalidade Jurídica, previsto no


Art.133 ao 137 do CPC/15, não terá sua aplicação ipsis litteris, pois temos que
observar o microssistema dos JEC, tendo como base principiológica a Celeridade
Processual e a Simplicidade nos autos.

2ª Questão. Assinale a alternativa correta quanto aos embargos de declaração,


interpostos por determinado Município, para impugnar sentença proferida por
magistrado lotado em juizado especial fazendário estadual.

e) estes embargos deverão ser interpostos no prazo de cinco dias, pois não há
prerrogativa de prazo em dobro para a Fazenda Pública no sistema dos juizados
especiais.

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PROCEDIMENTOS ESPECIAIS NA LEGISLAÇÃO ESPARSA III. TEORIA GERAL DO


PROCESSO COLETIVO

Semana 3
1ª Questão: Determinada entidade de classe impetrou mandado de segurança
coletivo em defesa de interesses de seus membros, o qual foi denegado pelo órgão
competente, havendo tal decisão transitado em julgado. É cabível a posterior
propositura de ação, de rito comum, individualmente, por qualquer dos membros da
entidade, para pedir o reconhecimento do direito que alega e compreendido no
pedido formulado no anterior mandado segurança coletivo?

Resposta : Sim, é cabível pois a coisa julgada se forma no plano coletivo, o que não
impede o particular em ingressar no âmbito individual.

2ª Questão. Quanto aos processos coletivos, assinale a alternativa correta:

a) a arguição incidental de constitucionalidade só pode ser admitida com fundamento


do pedido, nunca como objeto da ação principal; só poderá ser admitida com
fundamento no pedido, pois perante o STF, não pode ser realizado o Controle
Concentrado

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PROCESSO DE EXECUÇÃO. DISPOSIÇÕES GERAIS PARA O CUMPRIMENTO DA


SENTENÇA OU PARA A EXECUÇÃO POR TÍTULO EXTRAJUDICIAL

Semana 4

1ª Questão: Ao iniciar o cumprimento de sentença envolvendo obrigação de pagar, o


credor pretende que seja penhorado um bem imóvel do devedor, avaliado em R$
1.000.000,00 (um milhão de Reais), para pagamento de uma dívida de apenas R$
10.000,00 (dez mil Reais). O devedor, por meio do seu patrono, peticiona ao juízo
informando que possui um veículo automotor avaliado em R$ 30.000,00 (trinta mil
Reais), valor que é mais compatível com o do débito, requerendo a substituição do
bem penhorado em atenção ao princípio do menor sacrifício ao executado.

Indaga-se: deve ser deferido o pleito do executado?

Resposta : Sim, pois trata-se do princípio do menor sacrifício do executado, conforme


art 835, NCPC, devendo ser promovida a execução do modo mesmo gravoso para o
executado, ou seja, se houver outro meio de execução o devedor deverá escolher o
menos gravoso.

2ª Questão: Considerando a ação de execução de título extrajudicial, é correto afirmar


que:

c) deverá ser extinta se o título não corresponder a obrigação certa, líquida e exigível;
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PARTES. RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL. FRAUDE A CREDORES E FRAUDE À


EXECUÇÃO

Semana 5

1ª Questão: No curso de uma ação de indenização e antes da sentença de 1o grau, o


réu vendeu seus dois únicos imóveis por R$ 100.000,00 (cem mil reais), os quais
constituiam a totalidade de seu patrimônio. Julgado procedente o pedido, com
sentença transitada em julgado, o autor pretende receber o valor da indenização
fixado pelo Juiz, ou seja, R$ 100.000,00 (cem mil reais). Distinguindo, previamente, os
institutos da fraude à execução e da fraude contra credores, o candidato deverá
indicar os caminhos processuais adequados para que o autor, na prática, possa
receber a indenização.

Resposta : A fraude à execução só ocorre quando há uma execução em curso, caso


contrário será uma Fraude contra credores ou fraude pauliana, a qual possui uma
ação própria (Ação Pauliana), neste caso existem 2 requisitos necessários para sua
ocorrência: o objetivo, insolvência do devedor, causando dano (eventus damni) e
subjetivo, a boa-fé nas relações, caso contrário teremos uma fraude (consilium
fraudis).

Segundo Alexandre Câmara “se o ato de alienação ou oneração de bens ocorre com o
processo já instaurado e com o demandado ciente da instauração, estará configurada
a fraude à execução, caso com esse ato o demandado tenha reduzido seu patrimônio
a insolubilidade ou a agravar sua situação, porém, se ao foi praticado quando ainda
não há processo pendente, não há que se falar em fraude de execução, devendo-se
verificar os requisitos de configuração da fraude contra credores. “

2ª Questão: Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), e, principalmente, as normas


que tutelam a legitimidade passiva em execução, indique a alternativa incorreta, ou
seja, de quem não pode figurar como executado.

d) o Ministério Público, nos casos previstos em lei.

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CUMP DE SENTENÇA POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE FUNDADA


EM TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. IMPUGNAÇÃO –

Semana 7

1ª Questão: Juca Cipó ingressa em juízo com ação de cobrança em desfavor de


Sinhozinho Malta, que, citado pelo correio, quedou-se inerte, vindo, em consequência,
o pedido autoral a ser julgado procedente, com a condenação do réu ao pagamento
de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Iniciado por Juca Cipó o cumprimento de sentença,
após a segurança do juízo, Sinhozinho Malta oferece impugnação, na qual alega a
nulidade de sua citação na fase cognitiva. O juiz, então, acata a impugnação de
Sinhozinho Malta.

Qual seria o recurso cabível contra esta decisão judicial?

Resposta : Haja vista o acolhimento do vicio na citação alegada durante a fase


cognitiva, este pronunciamento judicial não põe termo ao processo ou a qualquer de
suas fases, tendo assim natureza de decisão interlocutória, a qual tem como recurso
cabível o Agravo de Instrumento, nos termos do Art.1015, parágrafo único CPC/15.

Alexandre Câmara, evidencia que a obrigação cuja execução se postula deve ser
certa, ou seja, isto quer dizer que só se pode promover a execução se todos os seus
elementos constitutivos estiverem precisamente indicados, sendo estes: o credor,
devedor e o objeto.

Assim, observamos que no caso em questão o devedor não teve direito ao


contraditório e nem mesmo a possibilidade de comparecer em juízo para apresentar
sua defesa, devendo indicar o presente no Art.5º, LIV da CF/88, prevendo que
ninguém será privado de seus bens sem o devido processo.

2ª Questão: Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), indique a alternativa que não


contempla matéria passível de ser alegada em sede de impugnação ao cumprimento
de sentença:

b) impossibilidade jurídica do pedido; Art.525, parágrafo 1º. A impossibilidade jurídica


do pedido passou a ser matéria de mérito, não estando presente como uma condição
da ação.

EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE FUNDAMENTADA EM


TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. EMBARGOS. OBJEÇÃO DE NÃO EXECUTIVIDADE

Semana 8

1ª Questão: Repelidos Embargos de Devedor com fundamento em sua


intempestividade, apresenta o Executado petição avulsa, intitulando-a como Objeção
de Não Executividade (também conhecida como Exceção de Pré-Executividade),
denunciando a nulidade do título.

Deve tal pleito, inobstante a rejeição dos Embargos, ser admitido ao exame do órgão
judicial?
Resposta :Sim, a exceção de pré-executividade poderá ser proposta a qualquer
momento, tendo em vista que trás consigo matéria de ordem pública, art.803,
podendo o devedor apresentar essa peça,

sendo que o juiz poderia ter reconhecido de ofício a qualquer tempo ou grau de
jurisdição.

Se admissível a referida peça, teria a apresentação da mesma efeito suspensivo?

Resposta :É feita através de simples petição juntada aos autos, não tendo previsão
legal expressa e com isso não possui como regra efeito suspensivo.

2ª Questão: Os embargos do devedor serão oferecidos no prazo:

d) de 15 dias, contados da juntada aos autos do mandado de citação; Artigo 915,


CPC/15

_______________________________________________________________________ETAPA COMUM
AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA/EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA
DEVEDOR SOLVENTE I: PENHORA

Semana 9

1ª Questão: Determinado credor instaurou processo de execução, lastreado em título


executivo extrajudicial, em face de um incapaz, que se encontra regularmente
representado nos autos. A penhora recaiu sobre um determinado bem e não foram
oferecidos embargos à execução. Como o exequente não manifestou interesse na
adjudicação, o magistrado determinou a expropriação por alienação em leilão judicial.
No segundo leilão, o bem constricto recebeu um lance equivalente a 75% do valor da
avaliação, o que gerou a assinatura no auto de arrematação. Imediatamente, o
executado peticionou ao juízo, postulando o reconhecimento da ineficácia da
arrematação, uma vez que o bem foi expropriado por preço vil. Já o credor, por sua
vez, ponderou que, de acordo com o art. 891, parágrafo único, do NCPC, a
arrematação teria sido perfeitamente válida.

Indaga-se: como deve decidir o magistrado?

Resposta : No caso deve se observar que há um incapaz, consoante Art.896 c/c


Art.891 CPC/15, devendo ser um lance de pelo menos 80% do valor avaliado.

2ª Questão: A respeito dos bens impenhoráveis, marque a alternativa incorreta:

c) os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do


executado, inclusive os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns
correspondentes a um médio padrão de vida; nos termos do Art.833
ETAPA COMUM AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA/EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA
CONTRA DEVEDOR SOLVENTE II: SUSPENSÃO –

Semana 10

1ª Questão: Após a vigência do NCPC, Rodolfo promove execução em face de Matheus


e Lucas, objetivando o recebimento de determinada quantia. A citação de ambos foi
realizada regularmente e não foram localizados bens passíveis de penhora. Diante
desta situação, o magistrado suspendeu o processo pelo prazo de um ano. Findo este
período e, também tendo sido ultrapassado o prazo prescricional da obrigação, os
executados peticionam ao juízo requerendo o desarquivamento do processo e a
pronúncia da prescrição intercorrente. Devidamente intimado, o exequente se
posiciona em sentido contrário, ao argumento de que esta suspensão deveria
permanecer sine die, ou seja, indefinidamente, até que sejam localizados bens
passíveis de constrição judicial.

Como deverá se posicionar o magistrado quanto ao tema?

Resposta : Deve-se destacar que o CPC/15 vem a destacar a chamada Prescrição


Intercorrente, consoante Art.921 e parágrafos c/c Art.924.

2ª Questão. A respeito das hipóteses de suspensão da execução, marque a alternativa


incorreta:

b) a execução é suspensa no todo ou em parte, quando o exequente renunciar ao


crédito; a renúncia é causa de extinção

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EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA POR OBRIGAÇÃO DE PAGAR, FUNDADA EM


TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL –

Semana 11

1ª Questão: Geisa, servidora pública estadual, promove demanda em face da Fazenda


Pública que se encontra vinculada, pleiteando o pagamento de determinada importância
em dinheiro, que lhe foi indevidamente descontada em sua remuneração. A demanda se
processa regularmente, tendo sido proferida sentença favorável condenando a ré ao
pagamento. Na etapa de cumprimento e, diante da demora na executada em liquidar a sua
obrigação sujeita a pagamento por meio de precatório, a exequente peticiona ao juízo
requerendo que seja aplicada a multa de 10%, prevista no art. 523, parágrafo 1º, do NCPC
(Lei nº 13.105/15).

Este pleito deve ser deferido?


Resposta : Não poderá ser deferido, haja vista que ainda que quisesse a FP não conseguiria
honrar com este prazo para pagamento, conforme prevê o Art.534, parágrafo 2º c/c Art.523,
parágrafo 1º CPC/15, sendo vedada a aplicação desta multa à FP

2ª Questão: Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), indique a alternativa que não


contempla matéria passível de ser alegada em sede de impugnação ao cumprimento de
sentença pela Fazenda Pública:

b) impossibilidade jurídica do pedido; conforme Art.535 CPC/15.

A EXECUÇÃO FISCAL

Semana 12

1ª Questão: A União promove execução fiscal em face de Guilherme, objetivando o


recebimento de uma determinada obrigação pecuniária de natureza tributária,
constante na CDA (Certidão de Dívida Ativa). O executado, ao ser citado, pleiteia em
juízo que seja deferido o parcelamento da dívida nos moldes estabelecidos no art.
916 do NCPC (Lei nº 13.105/15).

Tal pleito deve ser deferido?

Resposta: Conforme previsão do Art.155-A, para que haja a possibilidade do


parcelamento, este deverá ter previsão em Lei Específica, não cabendo à lei geral sua
aplicabilidade.

Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e condição estabelecidas em lei


específica.

2ª Questão. A respeito da execução fiscal, regida pela Lei no 6.830/1980, assinale a


alternativa correta.

d) Conforme o valor da dívida, das sentenças de primeira instância poderão caber


embargos infringentes; e da decisão que rejeitar os embargos infringentes poderá caber
recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, observado o disposto na
Constituição Federal. LEF, Art. 34 – Das sentenças de primeira instância proferidas em
execuções de valor igual ou inferior a 50 (cinqüenta) Obrigações Reajustáveis do
Tesouro Nacional – ORTN, só se admitirão embargos infringentes e de declaração.

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EXECUÇÃO DE ALIMENTOS, FUNDADA EM TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL OU
EXTRAJUDICIAL. PROCEDIMENTOS

Semana 13

1ª Questão: O NCPC (Lei nº 13.105/15) prevê que, na execução por título extrajudicial
por dívida alimentar, é possível oficiar o empregador do executado para que o
mesmo efetue o desconto em folha de pagamento, o que coincide com o modelo do
CPC-73. Contudo, o mesmo inova ao prever que o descumprimento pelo empregador
gera a prática de crime de desobediência (art. 912, par. 1º). Ocorre que a lei de
alimentos já possui tipo penal específico para esta situação (art. 22, parágrafo único,
Lei 5.478/68), não tendo o mesmo sido revogado pelo NCPC, ao contrário de diversas
outras normas (art. 1.072).

Qual tipo penal deve prevalecer?

Resposta : No Art.22 da Lei de Alimentos (Lei 5478/68) prevalece o tipo penal da


conduta de descontar e repassar, lex specialli derrogat generalis, por se norma
especial prevalecerá sobre a norma geral.

2ª Questão. Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), indique a alternativa que não


contempla meio executivo, de coerção ou de sub-rogação, para forçar o devedor a
adimplir obrigação de pagar alimentos:

d) mandado de imissão.

EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR INSOLVENTE –

Semana 14:

1ª Questão: No curso de execução de prestação pecuniária fundada em título


executivo extrajudicial, o magistrado, considerando a insuficiência de bens do
devedor para a satisfação da dívida executada, profere decisão ex officio,
“transformando” o processo de execução contra devedor solvente em processo de
execução contra devedor insolvente. Pergunta-se: foi correta a decisão do
magistrado? Fundamente.

Resposta : O juiz estará agindo incorretamente ao realizar esta conversão de ofício,


tendo em vista que o credor deverá pedir por esta insolvência pois o processo pelo
qual está em curso tem os mesmos requisitos de uma PI.

2ª Questão. Considerando que o NCPC (Lei nº 13.105/15), não mais disciplina o tema –
execução por quantia certa contra devedor insolvente-, qual deverá ser a lei a ser
aplicada para os novos casos?

a) Permanecerá o CPC-73, que terá ultratividade neste tema; com base no Art.1052
CPC/15.

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CUMPRIMENTO DE SENTENÇA POR OBRIGAÇÃO DE FAZER, NÃO FAZER OU PARA


ENTREGA DE COISA. MEIOS EXECUTIVOS –

Semana 15:
1ª Questão: Em determinado processo, o magistrado fixou astreintes diárias para
compelir o devedor a cumprir obrigação de entrega de coisa, o que não ocorreu no
prazo estabelecido. Levando em consideração que o valor acumulado das astreintes
está próximo de R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais) e que o conteúdo econômico discutido
no processo é de no máximo R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais), a parte ré peticiona
requerendo a redução do valor retroativamente. Ocorre que a exequente, por seu
turno, sustenta que este montante de R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais) já integra o seu
patrimônio. Vindo os autos conclusos para decisão, o magistrado percebe, na
ambiência de seu gabinete, que o NCPC fornece um tratamento inconclusivo quanto
ao tema – astreintes-. Em determinada norma, por exemplo, autoriza que o
magistrado possa alterar ou mesmo excluir o valor das multas, mas apenas para
aquelas vincendas (art. 537, par. 1º), o que contraria entendimento jurisprudencial.
Por outro lado, em outro momento, deixa o tema um tanto vago (art. 806, par. 1º),
nada dispondo se a revisão do valor pode ser realizada em caráter retroativo.

Indaga-se: Como decidir?

O valor das astreintes poderia ser reduzido ex tunc?

E, para os casos de fixação desta multa, não seria melhor simplesmente o magistrado
fixar multa de incidência única, em valor mais substancial, para que a mesma
realmente possa funcionar como fator coercitivo?

Resposta: Existe posicionamento que defende que o valor pode ser reduzido, mas a
eficácia da decisão será ex NUNC, pois o valor já integra o patrimônio do credor. Por outro
lado , a quem entenda que a decisão tem caracter retroativo, pois o juiz percebeu que este
mecanismo já se demonstrava ineficiente para atingir os seus fins.

A fixação das astreintes pode ser feita de ofício pelo juiz, que poderá aumentá-la ou
diminuí-la e o que se discute diz respeito apenas aos efeitos.

2ª Questão. Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), indique a alternativa que


represente o mecanismo de resposta que deve ser empregado pelo executado para
apresentação das suas teses defensivas:

a) Impugnação;

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EXECUÇÃO DE TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL POR OBRIGAÇÃO DE FAZER, NÃO


FAZER OU PARA ENTREGA DE COISA –

Semana 16:
1ª Questão: Maurício promove execução por título extrajudicial em face da Fazenda
Pública, para cumprimento de obrigação de fazer, observando o disposto entre o art.
815 e art. 821 do NCPC (Lei nº 13.105/15). Esta, ao ser citada, aduz em sua defesa que
há error in procedendo, eis que tem a prerrogativa de ser executada por modelo
próprio estatuído no art. 910 do NCPC. A quem assiste razão?

Resposta: Existe razão a Maurício,considerando que na tutela específica, a fazenda


pública tem o mesmo tratamento dos particulares

2ª Questão: Considerando o NCPC (Lei nº 13.105/15), indique a alternativa que


represente o mecanismo de resposta que deve ser empregado pelo executado para
apresentação das suas teses defensivas:

1.a) Impugnação;

b) Embargos à execução;

1.c) Exceção;
2.d) Contestação.

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