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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE GRAVATAÍ/RS.

Capítulo VI
DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Art. 63 Lei complementar estabelecerá o regime jurídico dos servidores municipais, de


conformidade com os princípios da Constituição federal e desta Lei Orgânica.
Art. 64 O Quadro de Funcionários deve ser constituído de classes, carreiras funcionais ou
cargos isolados, classificados dentro de um sistema, ou ainda, dessas formas conjugadas,
de acordo com a lei.

I - O sistema de promoções obedece não só ao critério de merecimento avaliado


objetivamente, como ao de antigüidade, salvo quanto ao cargo final, cujo acesso será por
merecimento.

Art. 65 São assegurados, aos funcionários públicos, abono familiar, avanço trienais,
adicionais por tempo de serviço de licença-prêmio de serviço.

§ 1º A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos


da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos poderes
do Município, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os pro
ventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidas cumulativamente ou não,
incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,não poderão exceder o
subsídio mensal em espécie do Prefeito Municipal.

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§ 2º Não serão computados,para efeito dos limites remuneratórios de que trata o
parágrafo primeiro, as parcelas de caráter indenizatório previstos em lei. (Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 19/2007)

Art. 66 É vedada a participação de servidores no produto da arrecadação de tributos e


multas, inclusive da dívida ativa.

Art. 67 O servidor será aposentado na forma definida na Constituição Federal.

Art. 68 O regime jurídico dos servidores admitidos em serviço de caráter temporário ou


contratados para funções de natureza técnica e especializada é o estabelecido na
legislação própria.

Art. 69 É vedada. a quantos prestarem serviços ao Poder Executivo Municipal, atividade


político-partidária nas horas e nos locais de trabalho.

I - Os servidores, durante o período de expediente, deverão portar um crachá de


identificação, contendo nome, cargo ou função e data de admissão.

Art. 70 O Município permitirá, a seus servidores, na forma da Lei, a conclusão de cursos


em que estejam inscritos ou em que venham a se inscrever, desde que possa haver
compensação com prestação de serviço público.

Art. 71 Os servidores municipais devem ser inscritos na Previdência Social, incumbindo, ao


Município, complementar na forma da Lei e através do órgão de classe, a assistência
médica, hospitalar, farmacêutica, odontológica e social.

§ 1º Incumbe, também, ao Município, sem prejuízo ao disposto neste artigo, assegurar a


seus servidores e dependentes, assistência médica, cirúrgica e hospitalar, odontológica e
social, nos termos da lei.

§ 2º Falecido o servidor, seus dependentes não perdem os direitos à assistência e ao


tratamento previstos neste artigo.

Art. 72 A lei que dispuser sobre o estatuto do Funcionário Público Municipal estabelecerá
seus direitos, deveres, suas responsabilidades e penalidades, bem como os
procedimentos administrativos à apuração de atos de improbidade.

I - Ao servidor público, é assegurado pleno direito de defesa bem como a assistência pelo
seu órgão de classe.

Capítulo VII
DOS CONSELHOS MUNICIPAIS

Art. 73 É vedada a participação, nos Conselhos Municipais, de servidores públicos


municipais que ocupem cargo em comissão ou função gratificada na administração
pública, direta ou indireta do Município, como representante de qualquer entidade
particular representativa da comunidade.

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Art. 74 Os Conselhos Municipais são órgãos de cooperação governamental que têm por
finalidade auxiliar a administração na orientação, no planejamento, na fiscalização e no
julgamento da matéria de sua competência.

Art. 75 A lei que especificará as atribuições de cada Conselho, sua organização,


composição, funcionamento, forma de nomeação do titular, suplente e prazo de duração
do mandato.

Art. 76 Os Conselhos Municipais são compostos por um número ímpar de membros,


observando, quando for o caso, a representatividade da administração, das entidades
públicas, associativas, classistas e dos contribuintes, sendo que as entidades privadas
indicarão os seus representantes.

Capítulo I
EDUCAÇÃO

Art. 125 A educação é direito de todos, dever do Estado, e da Sociedade, baseada nos
fundamentos da justiça social, da democracia e do respeito aos direitos humanos, ao meio
ambiente e aos valores culturais e éticos.
Art. 126 O ensino será ministrado com base nos princípios fundamentais de:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias, de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições


municipais e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino municipal;

V - valorização dos profissionais do ensino;

VI - gestão democrática do ensino municipal;

VII - garantia do padrão de qualidade.

Art. 127 O Município organizará o seu sistema de ensino em colaboração com a União e o
Estado, atuando prioritariamente no ensino fundamental e pré-escolar.

I - O Município instituirá o Conselho Municipal de Educação.


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Art. 128 É dever do Município:

I - promover o ensino, a educação e a cultura;

II - garantir obrigatoriamente a educação infantil, destinada à criança de zero a seis anos,


compreendendo as creches e pré-escolas;

III - oferecer ensino fundamental em caráter noturno regular, adequado às condições do


educando;

IV - promover meios para que, optativamente, seja oferecido horário integral aos alunos do
ensino fundamental;

V - promover atendimento educacional aos portadores de deficiências e aos superdotados;

VI - promover a valorização dos profissionais de ensino, mediante o plano de carreira, o


piso salarial e o ingresso por concurso público;

VII - fazer censo escolar de 3 em 3 anos, recrutar os educandos para o ensino fundamental
e fazer-lhes a chamada anualmente.

Art. 129 O Município, com a colaboração do Estado, complementará o ensino municipal


com programas permanentes e gratuitos de material didático, transporte, alimentação,
assistência à saúde e das atividades cultural e esportiva.

I - Os programas, de que trata este artigo, serão mantidos, nas escolas, com recursos
financeiros específicos que não os destinados à manutenção e ao desenvolvimento do
ensino e serão desenvolvidos com recursos da administração pública municipal.

Art. 130 O Município manterá um sistema de bibliotecas escolares que satisfaça as


necessidades de sua rede de ensino.

Art. 131 É assegurado, aos pais, professores, alunos e funcionários organizarem-se em


todos os estabelecimentos municipais de ensino, através de associações, grêmios e outras
formas.

I - Será responsabilizada a autoridade educacional que embaraçar ou impedir a


organização ou o funcionamento das entidades referidas neste artigo.

Art. 132 O Município fomentará todas as formas de ensino, educação e cultura já


existentes e realizadas empiricamente, através de meios convencionais, principalmente,
nas comunidades periféricas.

I - As verbas públicas, destinadas ao que trata o caput, serão solicitadas através de


expedientes próprios acompanhados do projeto a que se destinam e serão administradas
conforme o previsto em lei pelas entidades populares.

Art. 133 O Município incentivará, na rede de Ensino Municipal, a leitura de escritores


brasileiros.

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Art. 134 Os Diretores e Vice-Diretores, das Unidades Escolares da Rede de Ensino
Municipal, serão escolhidos por eleição direta e secreta, uninominal, pela comunidade
escolar, na forma da lei.

Art. 135 O Município tem o dever de promover a participação da família e da comunidade


em todas as etapas do processo educacional.

Art. 136 É obrigação do Município prover ensino técnico fundamental que priorize as
vocações politécnicas do Município, sem prejuízo ou descaracterização dos conteúdos
pedagógicos das ciências exatas.

Art. 137 A lei estabelecerá o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal.

Art. 138 A política de ensino municipal deverá ter como uma de suas metas a formação
integral do aluno, dotando-o de uma consciência crítica, científica e humanística.

Art. 139 O Município incentivará formas de participação da política de combate ao uso de


entorpecentes, objetivando a educação preventiva, a assistência e a recuperação dos
dependentes de substâncias físicas ou psíquicas.

Art. 140 Os alunos da rede municipal de ensino serão portadores de Carteira de


Saúde, contendo dados de identificação e grupo sangüíneo, na qual, anualmente, a
equipe médica fará anotações sobre o seu estado físico e mental. (Redação dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 7/1991)

Art. 141 Os estabelecimentos públicos municipais de ensino estarão à disposição da


comunidade através de programações organizadas em comum.

Art. 142 Todos os alunos de escolas públicas municipais deverão assistir às aulas
devidamente uniformizados, com os uniformes fornecidos gratuitamente pela
administração municipal.

Art. 143 O Município aplicará, anualmente, nunca menos de dez por cento (10%) de
sua receita resultante de impostos, compreendida e proveniente de transferência,
para as despesas de capital e investimentos, para a construção de escolas e
manutenção de escolas. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 3/1990)

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