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 Conversores CC

 São circuitos eletrônicos que transformam uma tensão ou corrente contínua que tem uma
amplitude em uma tensão ou corrente contínua com amplitude diferente.
 A técnica mais utilizada para o controle da velocidade de motor é o uso da modulação por
largura de pulso (PWM – Pulse Width Modulation). Na modulação com PWM é possível
controlar a potência ou a velocidade através da largura do pulso de uma onda quadrada.
 Mais comuns conversores com eficiência de 85%.

 Conversor Linear
 Usa uma queda de tensão resistiva para criar e regular uma determinada tensão de saída.
Assim, ele dissipa potência em forma de calor.
 É capaz de reduzir um nível CC, porém este desperdiça muita potência

 Conversor chaveado
 Armazena a tensão de entrada periodicamente e depois a fornece para a saída em uma
amplitude diferente.
 São geralmente mais comuns, baratos, simples e mais eficientes que os lineares.
 Seus componentes passivos são menores, o que reduz as perdas por calor e simplificam o
gerenciamento térmico
 Tensão de saída pode ser menor ou maior do que a tensão na entrada
 O armazenamento pode ser em um componente de campo magnético como um indutor ou
um transformador, ou de campo elétrico, como um capacitor.
 Tem como desvantagem ser barulhentos e precisam de um circuito de controle para
gerenciar a transferência de potência para a carga.

𝐶𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑟 𝐵𝑈𝐶𝐾− ↓ 𝑉
𝑉𝑆 = 𝐷 ∗ 𝑉𝐸
𝐶𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑟 𝐵𝑂𝑂𝑆𝑇− ↑ 𝑉
𝑉𝐸
𝑉𝑠 =
1−𝐷
𝐶𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑟 𝐵𝑈𝐶𝐾 − 𝐵𝑂𝑂𝑆𝑇
(1 − 𝐷) ∗ 𝑉𝐸
𝑉𝑠 =
𝐷

𝐶𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑟 𝐶𝑈𝐾
Filtro LC. Permite o fornecimento
contínuo da corrente de entrada
 Conversor isolado
 Possuem transformadores, são menos complexos e fornecem isolamento entre a entrada
e a saída, reduzindo a emissão de ruído da entrada para saída.
 Possuem forte capacidade de bloqueio de ruído e interferência, proporcionando assim à carga
uma fonte CC limpa que alimenta cargas sensíveis
 A energia é periodicamente armazenada no enrolamento primário do transformador e
liberada periodicamente ao enrolamento secundário e à carga, tipicamente dentro de uma
faixa de frequência de 300 kHz a 10 MHz.
 Ao ajustar o ciclo de trabalho da tensão na chave, a quantidade de energia transferida para
uma carga pode ser mais facilmente controlada. Assim, a tensão na saída do retificador é
função do ciclo de operação da chave de potência. Essa tensão também é função da relação
entre o número de enrolamentos no primário e secundário do transformador.
 Possuem uma tensão de isolamento alta, de centenas de Volts, o que garante a sua
capacidade de bloquear ruído e interferência. Assim, eles fornecem a carga uma tensão ou
corrente contínua mais limpa, que é requerida por muitas cargas sensíveis.
 Eles são classificados em terminação única (unidirecionais) e terminação dupla (bidirecionais).

 Flyback
 É similar à do conversor Buck-Boost, com um transformador substituindo o indutor de
armazenamento. O transformador não só fornece isolamento, mas ao variar o número de
suas espiras, a tensão de saída pode ser ajustada.

 É o mais simples e mais comum dos conversores isolados para aplicações em baixa
potência. Porque não requer um indutor de armazenamento separado.

 Como este gera correntes de pico muito altas, a topologia não é recomendada para
corrente de saída acima de 10 A.

 Que os capacitores de saída estão sujeitos a


ondulações elevadas devido às altas correntes de
pico geradas nas chaves.
𝑉𝐸 𝑑
𝑉𝑠 = ∗
𝑛 1−𝑑
 Forward
 É essencialmente um conversor Buck isolado por um transformador.
 É adequado para aplicações de baixa potência, sendo comumente usados para a potência
de saída até 250 W.

 Embora a eficiência seja comparável ao Flyback, ele tem a desvantagem de ter um indutor
adicional na saída e não é adequado para saídas de alta tensão.

 Possui a vantagem sobre o conversor Flyback quando são necessárias altas correntes de
saída. Uma vez que a corrente de saída não é pulsante, ele é adequado para aplicações
em que a corrente seja superior a 15 A.

 É uma alternativa viável ao Flyback, sempre que necessário


aumentar ou diminuir uma tensão usando uma isolação
galvânica.

𝑉𝐸
𝑉𝑠 = 𝑑 ∗
𝑛

 Push-Pull
 É essencialmente um conversor Forward com dois enrolamentos primários. Isso torna o
uso do núcleo do transformador mais eficiente do que o Flyback ou o Forward.

 É necessário ter cuidado para não ligar ambos os interruptores


T1 e T2 ao mesmo tempo. Isso causará um fluxo igual e oposto
no transformador, resultando em uma baixa impedância e uma
corrente muito grande fluindo através do interruptor,
destruindo-o.

 As tensões do interruptor
são muito altas, o dobro
da tensão de entrada.
𝑉𝐸
𝑉𝑠 = 2𝑑 ∗
𝑛
 Meia ponte
 Assim como a topologia Push-Pull, pode operar com níveis de potência mais elevados e é
baseada na topologia do conversor Forward.

 Pode ser usada em aplicações com potência de saída até 500 W.


 São menos adequados para aplicações com corrente de saída elevada

 Uma vantagem em relação ao Push-Pull é que as tensões nas


chaves do conversor em meia ponte são iguais à tensão de
entrada.

 Limita o ciclo de operação da chave em cerca de 45%


𝑉𝐸
𝑉𝑠 = 𝑑 ∗
𝑛

 Ponte completa
 Fornece duas vezes a potência de saída do circuito
em meia ponte.
 Requer 4 interruptores e seus respectivos diodos.
𝑉𝐸
𝑉𝑠 = 2𝑑 ∗
𝑛

 Conversor não isolado


 Geralmente mais comuns, menores, de custo mais baixo e mais eficientes
possuindo um rendimento em torno de 90%.
 Tem grande desvantagem pois oferecem pouca ou nenhuma proteção à carga para tensão
elétrica elevada que ocorre no lado de entrada. Eles também filtram menos
ruído.
 São geralmente usados quando a mudança na tensão é pequena. As aplicações típicas são
em equipamentos que não requerem a supressão de ruído.
 Quanto maior for o ruído na tensão de
saída, maiores são capacitor e indutor do
filtro e, portanto, maior área do circuito e
o custo.

 Uma alta eficiência e potência na saída


requer chaves de potência maiores e,
portanto, também aumentam a área e o
custo.
->Indutância
20% e 40%

Passo 1 – Definir a Faixa de ruído na corrente de saída


Passo 2 – Calcular o ciclo de trabalho
Passo 3 – Calcular a tensão no indutor 𝑉𝐿 = 𝑉𝐸 − 𝑉𝑆 [Aberta >VE ] [Fechada 𝑉𝐿 = 𝑉𝑆 − 𝑉𝐼 ]
Passo 4 – Calcular a Indutância requerida no Indutor L
Passo 5 – Calcular corrente de saturação

𝐼𝑆𝐴𝑇 > 𝐼𝐿𝑀𝐴𝑋


Para minimizar as perdas resistivas, um indutor com baixa resistência CC (RCC) deve ser
selecionado.
Passo 6 – Calcular a capacitância mínima na saída

Passo 7 – Escolha o indutor e o do capacitor de saída