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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

INSTITUTO DE QUÍMICA E BIOTECNOLOGIA EXPERIMENTO 04


Disciplinas : Físico-Química Experimental e 2019-2
Laboratório de Química 2

DETERMINAÇÃO DA ENERGIA DE ATIVAÇÃO


DE UMA REAÇÃO QUÍMICA IÔNICA

1. Introdução

Uma etapa importante no procedimento de uma reação química é a formação do complexo


ativado. Para uma reação do tipo A + B  C + D , a reação direta equivale a uma energia E1,
enquanto a reação inversa está relacionada a uma energia E-1, sendo a diferença de energia igual a
E.
Estas condições são satisfatórias se a reação transcorre mediante um estado intermediário que
apresente energia EA* maior que a energia do estado inicial E1 e do estado final E -1. Isto se reflete
no diagrama de energia abaixo.

EA*
E1
A....B
Energia

E-1

C+D
E

A+B Caminho da reação

O estado intermediário é conhecido como estado ativado. Esse estado está em equilíbrio
com A e B e é chamado de complexo ativado. As moléculas de A e B devem adquirir a energia E 1
antes de formar um complexo ativado e, portanto, C + D. Esta energia se chama energia de ativação
e se escreve como E*1 ou EA, sendo considerada a mínima energia que devem adquirir A e B para
fornecer os produtos C e D.
A teoria moderna postula que a energia adicional requerida pela reação química é alcançada
mediante colisões entre moléculas. Porém, somente um pequeno número de moléculas pode possuir
esta energia e reagir. Também, pode-se pensar na energia de ativação, como uma barreira de
energia potencial. Só reagirão aquelas moléculas que têm energia suficiente para alcançar tal
barreira e formar o complexo ativado.
A energia de ativação é determinada através da equação de ARRHENIUS.

 −EA 
 
k = A.e  RT 
ou

E 
ln k = ln A −  A  (eq. 01)
 RT 
Considerando que dx/dt = kC e que no caso de realizar experimentos em concentrações
iniciais idênticas, variando apenas as temperaturas, pode-se calcular a Energia de ativação do
processo, se considerada uma situação de pseudo-primeira ordem. Assim, como ln(x/x o) = kt, se
estabelecida uma relação x/x 0 constante, pode-se obter o valor de k para cada temperatura, e
conseqüentemente, o valor da Energia de Ativação.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE QUÍMICA E BIOTECNOLOGIA EXPERIMENTO 04
Disciplinas : Físico-Química Experimental e 2019-2
Laboratório de Química 2

2. Objetivos

Determinar a energia de ativação da reação de oxi-redução entre o íon permanganato, MnO4- e o


íon oxalato.

Quando a solução aquosa de permanganato de potássio (KMnO4) é adicionada à solução de ácido


oxálico (H2C2O4), em meio ácido (H+), ocorre a reação representada abaixo:

3. Material e Reagentes
Cronômetro; chapa de aquecimento com agitação; barra magnética, termômetro; erlenmeyers,
solução aquosa de permanganato de potássio 0,0050 mol/L, de solução aquosa de ácido oxálico
0,50 mol/L (preparada em H 2SO4 1,0 mol/L), béquer e gelo.

4. Procedimento Experimental
a) Coloque no erlenmeyers A 10 mL da solução de permanganato e no erlenmeyers B 10 mL da
solução de ácido oxálico e leve os dois erlenmeyers para o banho de água com gelo.
b) Aguarde até a temperatura atingir o equilíbrio e anote a temperatura da solução.
c) Adicione rapidamente a solução do erlenmeyer B à solução do erlenmeyer A e ao mesmo tempo,
dispare o cronometro.
d) Mantenha a mistura sob agitação dentro do banho e aguarde atentamente o momento em que
desaparecerá a coloração púrpura da solução ficando totalmente incolor. Anote o tempo de
viragem.
e) Repita o procedimento em uma chapa de aquecimento em agitação a temperatura ambiente e
pelo menos em uma temperatura superior (ex: 70 oC).

Temperatura das soluções e banho / oC Tempo de viragem / min

5. Cálculos
a) Calcule a constante cinética para cada temperatura estudada, considerando que a quantidade
inicial de material de partida era constante.
b) Faça o gráfico de ln k vs. 1/T
c) Determine através o gráfico, a energia de ativação.