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TEMA 1 - MÉTODOS E TÉCNICAS PARA DESIGN DE PRODUTO

RESUMO LIVRO: COMO SE CRIA 40 métodos... Ana V. Pazmino, 2015

MÉTODO: caminho para se atingir uma finalidade, entendido como um composto de várias técnicas.

Metodologia Método de Modelo de Processo de Projeto


de Design Design Esquema da sequência das operações ou encadeamento de fases e etapas de
Conjunto de um projeto
Ciências ou
estudo dos procedimentos Técnica de Projeto
métodos que visam atingir Meios auxiliares para solução de problemas não se apresentam
empregados no um necessariamente de forma instrumental.
design. objetivo de projeto

Ferramenta de projeto
Instrumentos físicos ou conceituais que se apresentam como tabelas, matrizes
são recursos que controlam inputs para obter outputs.

Diferenciação entre Metodologia, Método, Modelo, Técnica e Ferramenta.

O MÉTODO envolve instrumentos de planejamento, coleta, análise e síntese, caracterização dos


instrumentos materiais.

MÉTODO envolve TÉCNICAS >> questionário, entrevista etc.

Portanto, Método e Técnica responderiam pelo desenvolvimento interno de cada etapa do projeto.

Pela natureza multidisciplinar do design, seus métodos são de origem diferenciada, dependendo do campo
do saber a que se relacionam abrindo um grande leque de métodos de design.

O método facilita >> objeto a ser desenvolvido >> geração de novos produtos >> aplicação por meio da
práxis.

Os métodos são dependentes de inputs ou informações que são coletados.


São comunicáveis e auxiliam o designer no processo de design.

Os métodos de design são procedimentos devem ser ensinados e repetidos, e devem ser treinados no
ensino de design para saber em que casos devem-se aplicar.

Assim, os métodos devem ser entendidos como todos os procedimentos, técnicas, ajudas ou ferramentas e
a combinações destes para projetar.

O método mais comum do design é o desenho.

Métodos podem ser novos ou adaptações de outras disciplinas como: ciências administrativas, biologia,
engenharia etc.

Métodos podem ser extensões das técnicas informais que fazem parte da rotina do designer.

Os métodos formalizam alguns procedimentos visando evitar aspectos omitidos, fatores que passariam
despercebidos e erros que ocorrem com o uso de métodos informais.

O método tende também a ampliar tanto o problema de design como a busca de soluções adequadas, já
que estimula e permite pensar além da primeira solução que vem na mente do designer.

A utilização de métodos ajuda a exteriorização do pensamento de design.


A exteriorização auxilia a solução de problemas complexos e quando se trabalha em equipe, já que
proporcionam meios pelos quais todos os participantes da equipe podem visualizar o andamento do
projeto e contribuir de forma objetiva no processo.

O método tenta extrair o pensamento e os processos mentais e materializá-lo em esquemas gráficos ou


diagramas e permite que a mente fique livre para se dedicar ao pensamento intuitivo liberando a
criatividade, imaginação e intuição conduzindo a soluções inovadoras. Alguns métodos são técnicas
específicas para auxiliar o pensamento criativo, como o brainstorm.

O desenvolvimento de um produto consiste em um conjunto de ações, a partir de um problema ou


necessidade para criar um produto adequado que atenda os diversos fatores:
Tecnológicos, Ergonômicos, Funcionais, Comerciais, Satisfação do cliente, Usabilidade, Processo de
manufatura etc.

Os tipos de projetos de produtos são classificados por diversos critérios: Complexidade, Inovação etc.

COMPLEXIDADE: A escala depende das características funcionais, semânticas, usabilidade, fabricação,


tecnologia, entre outras. Pode ser de baixa, média, alta.

>BAIXA COMPLEXIDADE: objeto fabricado por um meio industrial ou artesanal, cuja configuração possui
poucas unidades, partes ou componente e rápido desenvolvimento e pequena duração do projeto.
Ex: embalagens, artigos de decoração.
>MÉDIA COMPLEXIDADE: objeto fabricado por meio industrial, configuração possui mais unidades,
partes ou componentes. Possui um projeto e desenvolvimento de duração mais longa, precisa de
equipe.
Ex: mobiliário, brinquedos.
>ALTA COMPLEXIDADE: objeto fabricado por meio industrial, cuja configuração possui grande número
de componentes. Exige um desenvolvimento de longa duração e precisa de uma equipe multidisciplinar.
Um produto de alta complexidade normalmente conta com a participação de indústrias fabricantes e
fornecedores. Este tipo de produto dificilmente pode ser realizado em sala de aula, pois são necessárias
informações de mercado, fabricação, distribuição etc.

INOVAÇÃO: É importante mencionar que os projetos de produtos ou serviços podem ser classificados
também pelo grau de mudança que o produto representa em relação a produtos similares.

>INOVAÇÃO RADICAL: envolve projetos com significativas modificações no produto, aponta novas
características físicas, conceituais e de percepção. A novidade de percepção está diretamente ligada a
uma mudança de comportamento por parte do usuário. Exemplo, a fralda descartável, o iPad.
>REDESIGN: envolve o projeto que visa modificar algumas características físicas de produtos ou serviços
existentes sem alteração da sua função principal. São modificações e/ou aperfeiçoamentos que podem
aumentar o uso do produto, por meio da agregação de funções, ou extensão do ciclo de vida por meio
de inovações incrementais. Exemplo: produtos de consumo duráveis como automóveis e
eletrodomésticos.
>REPOSICIONAMENTO: trata de colocar o produto em outro patamar de consumo no mercado por meio
de mudanças no design, na distribuição ou no preço para atrair novos usuários.
Isso requer um projeto de design a nível estratégico. Exemplo: Havaianas: de chinelo para classe C,
passou a chinelo de classe A e B.
>PROJETO CONCEITUAL: é o projeto utópico, uma ideia nova, mas que por diversos motivos como custo,
tecnologia disponível e os hábitos arraigados dos consumidores não é desenvolvido e permanece como
protótipo.

No design deve-se iniciar o desenvolvimento do projeto por meio de um Briefing onde estão especificadas
as “necessidades” do fabricante, cliente ou meio de produção.
As “necessidades” determinam as ênfases ou as abordagens do projeto.

Descritas no Briefing, um problema ou necessidades podem ter muitas variáveis visando ao sucesso do
produto no mercado.
As variáveis podem ser: custo, tecnologia, ergonomia, inovação, impacto ambiental, estética entre outras.

No âmbito do design, o prazo e o lucro são sempre os mais importantes.


Existem abordagens conhecidas com o DFX (design for x) onde o X representa uma característica do produto
maximizada e tratada como objetivo de projeto, como DFE (Design for Environment), Design for Cost etc.

MÉTODOS: Diversos métodos, técnicas e ferramentas têm sido desenvolvidos para adequar o projeto a uma
determinada etapa do processo de design. São meios para se alcançar objetivos diversos:
>Ajudam a responder as diversas influências que afetam o processo de desenvolvimento de produto.
>Ajudam a superar as dificuldades dos problemas de projeto.
>Auxiliam o pensamento criativo.

Classificação dos Métodos de design podem ser dois grandes grupos:


Métodos criativos.
Métodos racionais.

TIPOS DE MÉTODOS:
Jones (1978) usa a divisão do processo de projeto em seis métodos. (engenharia)
Bomfim (1995) agrupa as técnicas em quatro métodos. (design)
Baxter (2000) divide em três métodos. (design)
Cross (2008) divide em quatro métodos. (engenharia)

Pontos de vista do Método de Jones (1978) (engenharia)


>Criatividade: com métodos caixa preta black box.
>Racionalidade: com métodos de primeira geração que procuram representar a atividade como uma
sucessão de tarefas, também denominados de métodos de caixa transparente glass box.
>Black box: Conhecido como modelos cibernéticos consideram que todas as etapas do processo são
passíveis de transformações e adaptações até que haja um resultado satisfatório. A cibernética admitiu a
existência de inputs e outputs, o que permite estudar o funcionamento de um sistema sem entrar, no
entanto, no mistério do black box.
Admite que o projeto tenha fases “obscuras”, não descritíveis, ou seja, que as atividades desenvolvidas
entre o recebimento de uma tarefa e a solução final são realizadas sem que se possa descrever precisa e
objetivamente cada passo.
>Glass box: Para Jones (1978, p.43), do ponto de vista racional, o designer é uma caixa transparente em
que o processo de design é totalmente explicável.
Os métodos deste tipo são aqueles que buscam representar a atividade projetual como uma sucessão de
tarefas por meio das quais se pretende racionalizar todas as operações necessárias para a obtenção do
resultado final.

O design é a síntese de três aspectos do pensamento: (insight, intuição e razão), levando ao designer a lidar
com o pensamento e ação conjugados e integrados.

TÉCNICAS:
A técnica pode ser uma habilidade, um conhecimento, uma experiência, portanto, tem uma dimensão
aberta.
São meios auxiliares para a solução dos problemas e podem estimular o processo criativo ou facilitar a
visualização dos elementos de uma análise.
As técnicas buscam alcançar um resultado para solucionar um problema de projeto, por meio da prática ou
de processos, e não se apresentam necessariamente de forma instrumental.

FERRAMENTAS:
São meios que existem para apoiar a realização das atividades do processo de desenvolvimento de
produtos.
Para Bomfim (1995), são instrumentos físicos ou conceituais que têm origem em diversas ciências e se
apresentam como símbolos matemáticos, tabelas, matrizes, listas de verificação etc., ou seja, as
ferramentas são recursos que controlam inputs para obter outputs, são aplicadas em um momento
específico com o objetivo de auxiliar o designer nas tarefas.
As ferramentas podem ser consideradas métodos fechados e de caixa transparente. Seriam aquelas que se
usam nas fases de planejamento, análise e síntese.

FASES DE UM PROJETO: PLANEJAMENTO, ANÁLISE, SÍNTESE E CRIATIVIDADE:

>Planejamento: Onde se realiza o estabelecimento de um conjunto coordenado de ações. O planejamento


envolve identificar e ordenar ações, a partir de uma visão ampla de um problema ou necessidade de
projeto. Busca-se nesta fase organizar as informações do problema, reduzindo os elementos surpresa no
decurso das fases projetuais e das atividades realizadas em cada uma delas. Para um bom resultado do
projeto, esta fase é importantíssima e compete a uma visão mais estratégica e tática do design, já que
envolve estabelecimento de objetivos, estratégias, compatibilização de recursos humanos, tecnológicos etc.

>Análise: Representa a investigação, exame e reflexão das informações envolvidas no design de produtos.
No processo de projeto, a análise pode aparecer ao longo do desenvolvimento, já que auxilia na
estruturação do problema ou na definição das necessidades, no estudo de viabilidade econômica, técnica,
social, ambiental, ergonômica etc. Também aparece na geração de alternativas, na escolha da melhor
alternativa. O processo de tomada de decisão que acontece no processo projetual é analítico, pois é
necessária no projeto a decomposição das informações para que o entendimento do designer ou equipe de
projeto aconteça. Os métodos desta fase geralmente são os que pertencem à caixa transparente.
>Síntese: Na síntese, busca-se reunir os elementos objetivos do projeto para interpretar e tomar decisões. É
um processo lógico de dedução. Assim como a análise, a síntese também acontece ao longo do processo
projetual. De cada informação analisada, logo após é realizado o seu agrupamento e interpretação. Auxilia
na estruturação do problema, nas decisões de prioridades a serem atendidas pelo projeto. No
estabelecimento de abordagens ou ênfases do design. Na definição e identificação das necessidades do
público-alvo, no estabelecimento de requisitos de projeto, na seleção da melhor alternativa etc. Os
métodos desta fase geralmente são os que pertencem à caixa transparente.

>Criatividade: É considerada como a fase central do processo de projeto onde todas as tarefas de pesquisa,
análise e síntese e cada um dos elementos envolvidos no projeto devem mostrar sua aplicação.
Envolve a capacidade de formar mentalmente imagens, sistemas, estruturas de objetos não presentes ou
conhecidas e dar existência a algo novo, único e original, porém deve ser útil aos consumidores.
Nesta fase devem ser geradas soluções de alternativas para o problema de projeto e, para isso, o designer
ou equipe de design precisa ser criativo, ou usar métodos ou procedimentos que permitam, de uma forma
rápida, obter um conjunto de soluções melhores ou inovadoras. Os métodos desta fase são do tipo caixa
preta.

Criatividade pode assumir duas formas:


>Invenção (ou inovação): que é a união ou fusão de elementos que não estavam anteriormente juntados
daquela maneira.
>Descoberta: ocorre quando se percebe algo já existente e se materializa essa constatação.

INÍCIO DO PROJETO:

Briefing: O processo de design tem como início um problema ou uma necessidade do cliente que deve ser
descrita no Briefing. O Briefing no design é visto como um documento completo das necessidades e
restrições do projeto, com informações sobre o produto, mercado (público-alvo, concorrência), diferenciais
a serem explorados como: custo, tecnologia, apelo estético, entre outros.
Este documento apresenta-se como um guia estratégico para o designer e/ou para a equipe de projeto.
O Briefing deve ser elaborado como uma atividade prévia ao projeto, sendo útil em quase todos os
projetos de design.

DEFINIÇÃO DE PROJETO:
É um empreendimento não repetitivo, caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos, com
início, meio e fim, que se destina a atingir um objetivo claro e definido, sendo conduzido por pessoas dentro
de parâmetros predefinidos de tempo, custo, recursos envolvidos e qualidade.
Portanto, um projeto deve ser elaborado para resolver problemas muito bem definidos, bem identificados e
específicos.
Design Thinking (mais informações na pág. 2 no item 12 Inovação Social)

É o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados a futuras aquisições de


informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. O processo de design não é apenas
constituído pelas fases projetuais, mas pelas ações que se estabelecem entre elas.

Os designers ainda desenham à mão? Na era da informática, não faz muito mais sentido usar o
computador? Muitos podem pensar que desenhar é uma habilidade em extinção, mas isso está longe de ser
verdade. Sketches e desenhos à mão livre continuam a ser produzidos nos estúdios de design e, na maioria
dos casos, em grande quantidade.
Eles fazem parte da tomada de decisão, usados nas etapas iniciais de design, em sessões de brainstorming,
na fase de pesquisa e de exploração de conceitos e em apresentações.
É uma ferramenta de comunicação poderosa não apenas entre designers, engenheiros e modelistas, mas
também com clientes, fornecedores e profissionais de outras áreas e departamentos.

Design Thinking - Tim Brown (Diretor executivo da IDEO)

Sketching – técnicas de desenho para designers de produto discute o incrível poder dos sketches no
processo de design.
Feitos com caneta e papel ou com software de manipulação de imagens, eles são apresentados em relação
ao processo de design e ao resultado final, sempre acompanhado de uma explicação de seu contexto.
Com isso, os autores oferecem um panorama sobre os vários métodos e usos do sketching em diferentes
ambientes de design.
RESUMO LIVRO: PROJETO DE PRODUTO – guia prático para o design... Mike Baxter, 2011

1) INTRODUÇÃO

- Necessidade de Inovação > mercado crescente > competição agressiva entre empresas >
Táticas > lançamento contínuo de produtos > encurtamento da vida útil dos produtos > estratégia contra
competidores mais lentos. (iniciou com os japoneses e copiados pelos países asiáticos e ocidentais)

- Pressão Por Inovação aumentou devido a lançamento de produtos globalizados > competição nacional e
internacional.
Novas tecnologias (CAD) e ferramentas de trocas rápidas facilitam a produção e reduzem o tempo de
desenvolvimento e lançamento de novos produtos > consumidores têm mais opções.
Ciclos constantes de produtos aumentam o mercado para designers.

- Segredo na Inovação gerenciar os riscos de um projeto e atenta a seguintes situações:

>Estabelecimento de Metas: minimizar riscos > verificar objetivos > aceitação do consumidor > custo de
fabricação aceitável considerando sua vida útil.
>Eliminação do produto: tão logo for provado que não atinja as metas.

- Desenvolvimento de um novo produto requer:


>pesquisa >planejamento >uso de métodos sistemáticos > devem ter abordagem multidisciplinar e
incluir marketing, engenharia de métodos, conceitos sobre estética e estilo;

- Designers devem ter conhecimentos básicos e metodológicos > mkt, engenharia, desenho industrial.

- Regras básicas métodos sistemáticos:


>Estabeleça metas para o desenvolvimento de novos produtos. Elas devem ser claras, concisas,
específicas e verificáveis.
>Acompanhe o processo de geração de um novo produto durante várias etapas, comparando aquilo que
foi realizado com as metas estabelecidas. Elimine o produto tão logo tenha evidências de que não está
se desenvolvendo no caminho certo.
>Seja criativo gere muitas ideias para que possa selecionar a melhor. Não se intimide em apresentar
ideias que possam ser consideradas inviáveis numa etapa posterior.

- Baxter utiliza a estrutura de projetos de Pahl e Beitz, os procedimentos estão apresentados na norma
inglesa BS 7000.

-Ferramentas de projeto se caracterizam por:


>Fazer uma abordagem sistemática do problema de desenvolvimento de novos produtos.
>Propor metodologias, para o desenvolvimento de novos produtos, orientadas para o mercado.
>Apresentar técnicas para estimular a criatividade na busca de soluções inovadoras.

2) PRINCÍPIOS DO DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS

– Fatores de Sucesso:
>forte orientação para o mercado: produtos com forte diferenciação e visto com melhores qualidades e
valor que os dos concorrentes.
>planejamento e especificações prévias: (viabilidade técnica e econômica, especificação precisa no
desenvolvimento).
>fatores internos à empresa: excelência técnica no desenvolvimento e mkt e a coordenação entre elas.

- Funil de decisões: reduz os riscos de fracasso e é uma forma de visualização das variações de risco.
>Melhor Opor. de Negócios: Especificação da oportunidade
>Melhor Opor. de Produto: Especificação do projeto
>Melhor Conceito: Teste dos conceitos do produto em relação às especificações do projeto
>Melhor Configuração: Identificação das falhas e melhorias das especificações do projeto
>Protótipo: Identificação das falhas na produção e elaboração das especificações do produto

- Oportunidade de negócios: enxergar e examinar as oportunidades, colocá-las no plano estratégico >


estabelecer uma política de inovação da empresa > políticas de inovação funcionam melhor de médio a
longo prazo;
– Projeto e desenvolvimento dos produtos: minimiza perdas no desenvolvimento e aumenta chances de
sucesso no mercado.

– Gerenciamento das atividades:


– Etapas esquemáticas do desenvolvimento:
– 01) Teste de mercado, desenhos simples de apresentação;
– 02) Especificação de mercado, de projeto e projeto conceitual: seleção do melhor conceito;
– 03) Teste de mercado, revisões do projeto, configuração melhor do produto;
– 04) Desenhos detalhados do produto e suas especificações, e construção do protótipo;

– Múltiplas etapas, mas nem sempre precisa ser seguido linearmente (mapa página 16);

– Controle de qualidade do desenvolvimento do produto: pág. 17


>Ciclo do Plan/Do/Check/Action (PFCA) (planeje o projeto, realize o projeto, confira o que foi feito, atue
para corrigir erros);
>À medida que o desenvolvimento avança ao longo desse funil, o controle de qualidade pode se tornar
mais específlco, pois as características do produto vão se definindo melhor.
>Nas etapas finais, quando o novo produto assumir o seu aspecto físico, os controles de qualidade se
assemelham aos métodos tradicionais das indústrias.

– Mesmo sabendo pouco do produto, é possível estabelecer metas;


– A medida em há o avançar do projeto, as medidas de qualidade ficam mais específicas/assemelham-se às
medidas industriais quando o produto vai tomando forma física;
>Primeiro controle, o básico: oportunidades, lucros, volume, inovações;
>Segundo controle: especificação do projeto, uma documentação de consenso, com os interesses do
marketing, vendas, projeto, desenvolvimento e engenharia;

– Metas de qualidade: São dividas em Exigências das Demandas e Desejos;


Exigências das Demandas: (Características básicas)
>Requisitos Exigidos por Lei;
>Normas Técnicas ou Padrões Industriais
>Níveis de Poluição;
>Segurança;
>Exigências dos consumidores devem contemplar as expectativas importantes e básicas dos usuários em
relação ao produto como Conforto e Funcionalidade as demais características como cores, estilo,
duração não são pré-requisitos dos compradores;
Desejos: (Características secundárias)
>Características dos produtos que são desejáveis para diferenciá-los de outros produtos;
>Acréscimo de acessórios, para aumentar a utilidade do produto;
>desejos de engenharia podem incluir a redução do número de componentes e, assiIn, simplificar a
montagem e a manutenção.

– Metas do desenvolvimento de produtos: A fixação de metas no desenvolvimento de produtos só é útil se


for acompanhada dos procedimentos para verificar se essas metas serão atingidas.
- Essas metas podem ser alcançadas em duas etapas:
>Primeira: pensando-se em todas as alternativas possíveis para se alcançar essas metas.
>Segunda: selecionando-se a melhor dessas alternativas. Procedimento adotado pelas metodologias
para se estimular a criatividade, separando-se a fase de ideação daquela de julgamento das ideias.

- Ferramentas metodológicas para se atingir as Metas:


Conceitos-chave do desenvolvimento de produtos:
1. Os novos produtos são desenvolvidos para o consumidor
2. O desenvolvimento de novos produtos é um problema de difícil solução - Resolva o problema por
etapas e Siga as Especificações
3. Invista nos estágios iniciais do desenvolvimento
– Produtos novos são desenvolvidos para o consumidor/o desenvolvimento de novos produtos é um
problema de difícil solução (fazer por etapas/seguir especificações)/investir nos estágios iniciais do
desenvolvimento (maior acompanhamento/menores gastos no início);

3) PRINCÍPIOS DE ESTILO

– Estilo é a qualidade que provoca a sua atração visual/adicionam valor ao produto, sem mudanças em seu
funcionamento técnico;
– Atratividade = muito ligada ao aspecto visual;
>Os 2 estágios do processamento visual: pré-atenção e atenção visual
>primeira percepção global (exemplo de imagem com 2 imagens em sua constituição);
– Chamar a atenção, para depois prender a atenção;

- Percepção Visual de Produtos:


– Gestalt:
>Reconhecimento de padrões através da visão/facilidade em detectar simetrias;
>Regras da similaridade, proximidade e continuidade/distinção entre figura e fundo;
>Harmonização através do Gestalt (não-formal, derivação), sensação visual agradável;
>Simplicidade visual e simetria = levam a um conceito minimalista;

– A série Fibonacci:
– Tendência para a razão áurea/seção áurea/espiral logarítmica: encontradas na natureza;
– Sensibilidade especial dos humanos para identificar formas orgânicas e padrões de plantas e Animais -
associada à série de Fibonacci;
– Designers podem aplicar essas regras/natureza: fonte inesgotável;

– Atração bissociativa: Por Arthur Koestler


– Quebra de expectativa de associação normal, substituída pelo inusitado, relaciona-se com o humor;
– Exemplo de objetos de Phillipe Starck/tornam-se atrativos pela peculiaridade;
– Requer sutileza e bom senso, sensibilidade;

– Efeitos sociais, culturais e comerciais:


– Contexto cultural de uma sociedade levado em ponderação;
– Complexidade visual ligada anteriormente ao tempo de manufatura=símbolo de prestígio;
– Cuidados gerenciais ao inovar/possibilidade de inovar e fracassar, ou seguir a tendência;
– O estilo torna-se gasto uma hora, é o ponto de investir certamente na inovação;

– Os determinantes do estilo:
>Impacto da imagem visual
>atributos específicos (formas orgânicas, percepção do rosto)
>fatores sociais (sociedade), culturais (moda, etc) e comerciais;

– Atratividade do produto: Visualmente agradável/desejável (marketing)/sugar o consumidor;


– 4 formas de atração:
>Atração daquilo que já é conhecido (manutenção da identidade visual, identificação fácil do produto);
>Atração semântica (aparência de bom funcionamento, bom significado);
>Atração simbólica (simbolismo de refletir uma imagem do produto);
>Atração intrínseca da forma visual (apelo estético explícito);

4) PRINCÍPIOS DA CRIATIVIDADE

– Segundo psicólogos, ela pode ser estimulada/é o coração do design;


– Etapas da criatividade: inspiração inicial/preparação/incubação/iluminação/verificação;
– Se afastar do problema por instantes para buscar inspiração;

– Bissociação e pensamento lateral:


– Abrir a solução, fugir do tradicional (exemplo do lançamento de aviões no mar);

– Criatividade na Prática - Necessita de uma Preparação que exige respostas a várias questões:
1) Qual é exatamente o problema que você está querendo resolver?
2) Por que esse problema existe?
3) Ele é uma parte específica de um problema maior ou mais amplo?
4) Solucionando-se esse problema maior, a parte específica também será solucionada?
5) Em vez disso, seria melhor atacar primeiro a parte específica?
6) Qual é a solução ideal para o problema?
7) O que caracteriza essa solução ideal?
8) Quais são as restrições que dificultam o alcance dessa solução ideal?

– Elementos-Chave das diversas fases do processo criativo e as respectivas Ferramentas:


1) Elemento-Chave - Preparação:
>Explore, expanda e defina o problema; >Levante todas as soluções existentes;
1) Ferramentas:
>Análise Paramétrica: medidas quantitativas, qualitativas e classificatórias;
>Análise do Problema: redução ao abstrato, raiz do problema;
2) Elemento-Chave - Geração de ideias:
>Pense somente nas ideias, deixe as restrições práticas para uma etapa posterior
>Procure ideias fora do domínio normal do problema;
>Use técnicas para - Redução do problema; expansão do problema; digressão do problema;
2) Ferramentas:
>análise da função do produto
>permutação das características do produto (fase de configuração);
>análise ortográfica (permutação mais avançada);
>MESCRAI (busca de alternativas em um produto já existente);
>analogias (pensamento lateral/proximidade, semelhança, causa e efeito, contraste);
>análise morfológica (série de combinações);
>uso de clichês e provérbios;
>Brainstorm/Brainwriting/sinética (estímulo ao pensamento lateral/transformar o familiar em estranho,
e vice-versa);
3) Elemento-Chave - Seleção das ideias:
>Considere tanto os bons como os maus aspectos de todas as ideias;
>Combine ideias aproveitando as partes boas de cada uma;
3) Ferramentas:
>votação;
>matriz de avaliação
4) Elemento-Chave - Revisão do processo criativo:
>Avaliações contínuas para melhorias e correções;
4) Ferramentas:
>FISP: lista de verificações em diferentes estágios;
5) A EMPRESA INOVADORA

– Ambiente favorável à inovação, criação de uma cultura;


– Equipe de desenvolvimento de produto multidisciplinar (intermédio entre o plano estratégico da empresa
e as pessoas da criação);
– Administração superior ajudando na questão de conflitos;

– Medidas para o sucesso do desenvolvimento de produtos:


– Custos de produção, vendas e desenvolvimentos cobertos + lucros;
– Para o melhor resultado: orientação do marketing/elaboração de especificações/qualidade do
desenvolvimento;
– Custo de oportunidade: difícil de quantificar, a oportunidade perdida;
– Calcular bem o custo previsto;

– Como trabalham as empresas? :


– Pesquisa mostrou que os produtos passam por muitas modificações em seu desenvolvimento, mesmo já
completos, explicitando problemas de qualidade;

– Estratégia para o desenvolvimento de produtos:


– Muitas empresas agarram uma oportunidade sem haver um planejamento estratégico para tal (metas,
missões, estratégias, organização da gerência, recursos humanos, financeiros, etc);
– Tipos: estratégia ofensiva (grandes investimentos, patentes, marketing forte)/estratégia defensiva
(seguem empresas líderes, marketing menos forte, esforço no design)/estratégia tradicional (não investem
em inovação, poucas mudanças em um geral)/estratégia dependente (dependem de fornecedores,
matrizes);
– Muitas empresas fabricam produtos sem ter participado do processo de desenvolvimento;
– Caso das canetas esferográficas: um pioneiro poder ser não somente introdutor de uma nova ideia, mas
como o introdutor de melhorias;

– Elementos da estratégia:
– Missão (fixada) > objetivos (mudam de acordo com o momento) > estratégia (adequada aos objetivos, o
caminho, com descrições gerais, novos produtos, novos mercados) > implementação da estratégia (descreve
ações específicas);

– Etapas do desenvolvimento estratégico:


– Onde estamos (missão) / Para onde vamos (objetivos) / como chegaremos (estratégia) / como saberemos
se chegaremos (implementação);
– Planejamento corporativo da empresa:

– Resposta às perguntas acima;


– Onde estamos: qual é a imagem da empresa, o posicionamento/pesquisas são feitas/fraquezas e forças,
oportunidades e ameaças (análise FFOA e PEST)/
– Para onde vamos: com base na primeira pergunta, nas análises, etc/missão e objetivos, estabelecendo
metas (e não o caminho formal);

– Estratégia da empresa (dentro do planejamento):


– Mudanças, monitoria das mudanças, minúcia;
– Funil de decisões aplica-se aqui;
– Como chegaremos lá: etapa criativa do processo/estratégia será uma ponte entre o atual e o
desejado/uso da matriz de Ansoff (análise morfológica);

– Implementação da estratégia (dentro do planejamento):


– Ações e táticas definidas/diagrama de barras, Gantt, CPM, PERT;
– Demanda a pessoas específicas/as ações devem ser: específicas, mensuráveis, realizáveis (podem ser
decompostas), programáveis, e com exigência de recursos;
– Deve haver um grande monitoramento, e ações corretivas;

– Planejamento estratégico para o desenvolvimento de produtos:


– Relacionado com a política de produtos da empresa/mais ligada à área de análise econômico-financeira;

– Etapas da estratégia para o desenvolvimento de produtos:


– Caminho próximo ao do planejamento corporativo, mesmas questões (onde, para, etc);
– Em que fase do ciclo se encontra o produto? Em relação aos concorrentes? Velocidade de mudança dos
negócios? Capacidade de desenvolvimento de novos produtos? Pessoal, dinheiro, procedimentos?;
– Análise da maturidade (novo produto)/análise dos concorrentes (novo produto)/análise do mercado
estático (novo produto)/auditoria do risco do produto (correção de falhas – custo de falha e depois,
capacidade de desenvolvimento);

– Pessoas e equipe de desenvolvimento de produto:


– Pessoa criativa, capaz de desenhar, se der bem com trabalho multidisciplinar;
– Equipe ideal mistura vários tipos de personalidades e habilidades (Meredith Belbin, pág. 120);

– Definições:
– Marketing Mix 4Ps: Produto/Promoção(comunicação)/Preço/Praça.

6) PLANEJAMENTO DO PRODUTO-ESPECIFICAÇÃO DA OPORTUNIDADE pág. 123

– Planejamento do Produto: O planejamento do produto começa com a estratégia de desenvolvimento de


produto da empresa e termina com as especificações de produção do novo produto.
>identificação de oportunidade;
>pesquisa de marketing;
>análise de produtos concorrentes;
>proposta de novo produto;
>elaboração da especificação da oportunidade e especificação do projeto;
– Especificação clara: 3x mais chances de sucesso;

– O processo do planejamento do produto:


–Estratégia do desenvolvimento do produto: regras gerais para a inovação dos produtos, propostas
dessa empresa, intenção de inovação etc.;
–Período de identificação e especificação de oportunidades: complexidade, muitos pontos de partida;
– 4 etapas:
>estratégia de inovação do produto;
>início do desenvolvimento do produto específico;
>pesquisa e análise das oportunidades e restrições;
>especificação e justificativas do projeto;

– Especificação de oportunidade:
>Justificativa em termos comerciais;
>apresentação de vantagens e diferenciações, benefícios básicos;
>descrição do mercado, no caso de ser um novo;
– Benefício básico: vantagem essencial com aquele produto, principal diferenciação/medido pela pressão
do mercado;
– Detalhes, preços, aparência, percentagens nas escalas de preço;

– Justificativa da oportunidade:
– Financeiros: custos variáveis/fixos/meta de preço/ciclo de vida/lucro/etc;
– Não-financeiros: capacidade produtiva da empresa, distribuição, mercado, pontos de vendas;
– Pesquisa e análise de oportunidade:
– Mais tempo/identificar, avaliar, justificar a oportunidade = pesquisas que confirmem a viabilidade e a
consistência da estratégia;
– Funil de decisão: partindo da missão da empresa, e chegando às oportunidades;
– 3 fontes principais de pesquisa: demanda e desejo dos consumidores/análise dos
concorrentes/oportunidades tecnológicas para projetos, inovação;

– Origens das oportunidades:


– Demanda do mercado: produtos competitivos exigindo atualizações/necessidade de produto que não
existe ainda;
– Oferta de tecnologia: disponibilidade de novas tecnologias abrindo caminhos;
– Para o mercado: mais chances de sucesso;
– Pode haver combinação dos dois fatores;

– Análise dos produtos concorrentes:


– Comum começar a análise antes da pesquisa de mercado;
– Identificar as oportunidades de inovação/como há a concorrência entre os produtos/fixar metas para o
novo produto;
– Fundamental identificar seus concorrentes;
– Algumas empresas analisam linhas inteiras dos concorrentes, e são capazes de predizer tendências;

– Pesquisa das necessidades de mercado:


–Marketing/pesquisa bibliográfica/levantamentos qualitativos e quantitativos do mercado;
–Conhecimento do mercado através de vendedores, assistência técnica, etc, conta muito;
–Registros internos da empresa: visão parcial;
–Pesquisa direta com consumidores é o que mais conta: qualitativa (exploratória e opinativa – produtos
existentes) e quantitativa (precisas e específicas – necessidades e expectativas);
–Para melhor pesquisar, deve-se entender qual é a necessidade fundamental do consumidor: assim,
pode-se gerar uma pesquisa com menos restrição com relação à criatividade;

– O fator Morita: Akio Morita presidente da Sony


– “Faça o que os outros ainda não fizeram”/exemplo do walkman/intensa pesquisa de mercado;

– Oportunidades tecnológicas:
– Análise dos produtos concorrentes: é uma maneira de não ficar atrasado;
– Benchmarking: marcos comparativos já no mercado/busca tendências para buscar melhorias;
– Monitoramento tecnológico: agências governamentais, catálogos, internet, envolvimento de
acadêmicos em pesquisas, etc;
– Previsão tecnológica: técnicas para previsão/Delphi/especialistas;

– Seleção da oportunidade de produto:


– Análise de todas as oportunidades possíveis, e fechamento com a que mais se aproxime com os ideais
da empresa;
– Síndrome do primeiro amor: apego à uma ideia só/para melhorar: técnica do advogado;
– Síndrome da grama verde: entrar em um mercado desconhecido sem conhecê-lo;
– Síndrome do concorde: inovações radicais sem cautela – Síndrome do “pouco por muito”: quanto
benefício será gerado ao consumidor;

– Seleção sistemática de oportunidades:


– Oportunidades potenciais do produto são avaliadas contra as metas de desenvolvimento de produto;
– Pode usar uma oportunidade de referência para comparar/na matriz, atribuem-se notas, ou melhor
que, pior que;
– A descoberta de uma oportunidade errada só se dá mais facilmente via teste de mercado;
– Preço do novo produto:
– Método do “preço-teto” = chega-se ao custo de fabricação;
– Método da adição de custos;

– Planejamento do estilo:
– O estilo deve ser orientado pelos oportunidades/contexto do mercado/necessidades;

– Fatores condicionantes do estilo:


-Antecessores do produto (cuidado na restilização);
-Benchmarking (estudo do estilo do concorrente, e incorporação);
-Identidade da empresa (cores, linhas, curvas, proporções);
-Estilo dos concorrentes (semântica do produto, valores dos concorrentes ajudam a definir);

– Fatores intrínsecos ao estilo:


-Costumam ter 2 tipos de valores: transmissão de imagens por si mesmo;
-O produto pode simbolizar traços pessoais;
-Como o produto transmite esses valores (semântica do produto);

– Especificação do estilo:
-Pesquisar os condicionantes do estilo;
-Explorar a semântica (funções básicas, e o diferencial) e o simbolismo (valores pessoais e sociais do
consumidor, visão do estilo do produto);
-Produzir um objetivo para o estilo;
-Se o estilo for essencial ao produto, o desenvolvimento deve ser bastante monitorado;

– Conceitos-chave para a especificação de oportunidade:


-Planejamento do produto (preparação da especificação do projeto e da oportunidade após o projeto
conceitual;
-Especificação da oportunidade;
-Proposição do benefício básico;
-Justificativa da oportunidade;
-Preparação da especificação da oportunidade;

– Especificação da oportunidade:
– Documento conciso, com a descrição da oportunidade do novo produto proposto/justificativa com
projeção de vendas, custos, lucros, identificação do benefício básico, secundário, etc;

7) PROJETO CONCEITUAL pág. 174

– Tem o objetivo de produzir princípios de projeto para o novo produto e deve satisfazer as exigências do
consumidor e se diferenciar dos outros produtos:

– PROCESSO DO PROJETO CONCEITUAL:


– Objetivos do projeto conceitual:
– Se propõe desenvolver as linhas básicas da forma e função do produto;
– Visa produzir conjunto de princípios Funcionais e de Estilo, derivado da proposta dos benefícios
básicos que resultou da especificação de oportunidade;
– Benefício básico = adequação às propostas da empresa e do consumidor;
– Análise do espaço geral do problema = adequação a eles;
– Componentes específicos = só na parte de configuração do produto, não aqui;
– Pensar nas restrições do projeto;

– Geração de conceitos: – Com o problema bem definido, deve-se:


>reduzir o problema do projeto conceitual aos elementos básicos (abstração)
>usar métodos estruturados para analisar diferentes aspectos e alternativas;

– Ferramenta 1 - Análise da tarefa:


>Explora as interações entre o produto e o usuário, com observações e análises:
>Estímulos para a geração de novos conceitos, melhoria de interface, etc
>Como usam e como percebem o equipamento
>Teste de versões modificadas
>Ergonomia: interações entre as pessoas e os artefatos, e o meio ambiente/observação da realização das
tarefas e extração dos elementos ao projeto;
>Antropometria: medida física das pessoas;

– Ferramenta 2: Análise das funções do produto:


>funções apresentadas como são percebidas pelo consumidor em uma árvore funcional (parte de cima
dela é mais importante – listar todas as funções)
>a partir dela, novos conceitos podem ser pensados, de maneira como pensar cada uma das atividades
descritas/uso de analogias funcionais também coopera nessa geração de conceitos;

– Ferramenta 3: Análise do ciclo de vida:


>Pensar em menos agressividade ambiental, ou o comportamento do produto em cada etapa;
>Podem surgem oportunidades de inovação ao analisar o ciclo (exemplo: no transporte);

– Ferramenta 4: Análise de valores:


-Identificar as funções do produto;
-Estabelecer valores para essas funções;
-Procurar realizar as funções com o menor custo;

– Concepção de estilos:
– Definição global do estilo;
– Semelhança com outros produtos, identidade com a marca, aspectos semânticos, etc;

– Semântica do produto:
-Aparência visual adequada à função (exemplo: rapidez = aerodinâmica)
-Exemplo das marcas de carro da Alemanha - uso de anel de aço (força e qualidade)

– Simbolismo do produto:
– Reflexão da auto-imagem nos produtos e decisão as vezes recai sobre o simbólico;

– Emoção provocada pelo produto:


-Painéis do estilo de vida: retratam os valores pessoais, os outros produtos consumidos pelo público-
alvo, os bons aspectos;
-Painel da expressão do produto: síntese do estilo de vida do consumidor, colocada no produto,
passando a emoção (exemplo: imagem de atleta correndo)/o sentimento do produto captura essas
imagens;
-Painel do tema visual: imagens de produtos correlatos, de acordo com o espírito;

– Seleção de conceito:
– Pugh: processo de convergência controlada (uso do termo conceito referencial): conversão de conceitos
em um só: seleção de conceitos > selecionados > geração e mistura de conceitos > conceitos expandidos >
seleção > selecionados > geração e mistura > expandidos > repetir (se precisar) > um selecionado;

– Conceitos-chave do projeto conceitual:


-Gerar objetivos do projeto conceitual (objetivo e restrições próprias de cada projeto) > Gerar muito
conceitos > selecionar o melhor;

– Análise do ciclo de vida do produto: Princípios gerais da análise do ciclo de vida:


-Descrever o ciclo de vida para identificar materiais e energias que entram e saem;
-Identificar os objetivos de cada etapa, e atribuir valores e custos;
-Identificar oportunidades de melhoria;
-Analisar o impacto ambiental;

8) PLANEJAMENTO DO PRODUTO pág. 207

– Qualidade do produto: Em primeiro lugar, a percepção do consumidor; Consumidores possuem a


expectativa básica;
-Fases de excitação: causadas por requisitos adicionais, inesperados;
-Fatores de desempenho: desejos declarados dos consumidores, não atendidos, provocam insatisfação;
-A criação da qualidade ao consumidor depende de um balanceamento entre expectativas do
consumidor, e um pouco de excesso;

– Especificação da qualidade do produto:


– Novo produto = mais barato, com mais funções e aspecto atrativo/mas claro, a especificação técnica
também é necessária, para o consumidor e para a fábrica;
– Planejamento > projeto conceitual > configuração > detalhamento > produto;
– Controle interno da qualidade do desenvolvimento = direciona o processo do desenvolvimento do novo
produto, e serve para filtrar o desenvolvimento;

– Conversão das necessidades do consumidor em objetivos técnicos:


– Especificação precisa e em concordância com os valores e percepções do consumidor;
– Problema complexo, inclui muitos fatores: ajuda: técnica do desdobramento da função qualidade (QFD –
quality function deployment);

– A especificação do projeto - 4 etapas:


-levantamento de informações (interna e externamente)
-especificação preliminar (resumo)
-revisão da especificação
-versão final da especificação;

– Desenvolvimento do produto - Divisão em etapa para melhor controle de qualidade;


– Conceitos-chave do planejamento de produto:
– Valor para o consumidor/modelo Kano de qualidade/desdobramento de função qualidade
(QFD)/especificação do projeto/programação do projeto/atribuição de responsabilidades;

9) CONFIGURAÇÃO DO PROJETO DETALHADO

– Começa com o conceito escolhido e termina com o protótipo desenvolvido e testado;


– Geração de ideias > seleção de ideias > análise de possibilidades de falha e seus efeitos >
construção e teste do protótipo;
– Análise de falhas às vezes leva a retroceder um passo;
– Aqui começam testes e avaliações;
– Ao final devem-se tomar decisões com relação a arquitetura do produto, forma, função, montagem,
materiais, processos de manufatura, desenhos técnicos, protótipos, análise de falhas, resultados, etc =
memorial descritivo do projeto;
– ENTRADAS: conceito selecionado/especificação do projeto >> CONFIGURAÇÃO DO PROJETO >> DECISÕES:
arquitetura do produto/projeto dos componentes/montagem geral/materiais/processos de fabricação >>
RESULTADOS FÍSICOS: análise de falhas/desenhos técnicos/resultados do teste/protótipos;
– ENTRADAS: desenhos técnicos/análise das falhas/protótipos/resultado dos testes >> PROJETO
DETALHADO >> DECISÕES: especificação dos materiais/procedimentos de montagem/novos
componentes/componentes padronizados >> RESULTADOS FÍSICOS: especificação do produto;

– Arquitetura do produto:
– Elementos funcionais (funções executáveis)/elementos físicos (peças, componentes);

– Arquitetura modular: blocos arranjados/vantagem de padronizar os blocos/interações entre os blocos são


bem definidas e importantes para realizar a função demandada/possível testar cada bloco
separadamente/exemplo do computador e seus componentes/exige maior atenção na fase de definição de
sistemas e subsistemas, mas depois equipes podem se dividir;
– Arquitetura integrada: elementos funcionais distribuídos em mais de um bloco/fronteiras mal
definidas/dificuldade de introduzir mudanças no projeto/exige menos especificação no planejamento, mas
alto controle durante o projeto detalhado;
– Ambas podem misturar-se;

– Características funcionais:
– Podem ser esquematizadas de maneira simples, com o intuito de reduzirem-se e limitarem-se,
para pode visualizar melhor o que é necessário;

– Permutação das características do produto:


– Tjalve: possibilidade de trocas viáveis no projeto/diagramar as mudanças, com desenhos simples, e
classificar quanto à viabilidade/uso do MESCRAI/escrever sobre as melhorias/usar essas técnicas para
diferenciar o produto;

– Integração do projeto:
– Integração em nível amplo: projeto de uma configuração única, englobando todos os estilos e princípios
funcionais para o novo produto/espaço em branco no meio da folha, e requisitos ao redor – fazer os
esboços no meio – gerar muitas configurações através disso;
– Integração no nível específico: exemplo da bomba de ar presa em uma parte da bicicleta;
– Especificação do projeto > projeto conceitual > configuração do projeto (geração de ideias sobre
configuração/integração entre os princípios funcionais e de estilo/integração das características para
produzir uma configuração simples e elegante) > solução de uma configuração;

– Construção e teste do protótipo:


– Alguns designers constroem um protótipo para cada fase do projeto;
– Protótipos se diferenciam em escalas, materiais e funcionamento;
– Modelos tridimensionais ajudam a visualizar a integração entre os diversos componentes do produto;
– Modelos construídos com materiais diferentes do produto final: mock-up;
– Representação estrutural: modelo de apresentação (sem função, apenas forma e aparência) e modelo de
forma (tamanho físico e forma, mas sem função ou aparência);
– Representação estrutural e funcional: protótipo de pré-produção (completo para fabricação; tamanho,
forma e função) e protótipo de produção (materiais iguais aos do processo industrial);
– Representação funcional: protótipo experimental (funções principais, mas sem tamanho ou forma) e
protótipo de teste (funções específicas, mas sem tamanho ou forma);

– Princípios de desenvolvimento de protótipos:


– Só fazer se for necessário/no início, dá preferência a um rendering, esboços em papel, modelos simples
em bloco (na época do projeto conceitual);
– Tabela de protótipos na página 245;

– Teste de falha do produto:


– Abordagem clássica: do particular para o geral, da falha dos pequenos componentes para as
consequências como um todo;
– Aparelhos específicos fazem testes/evitar recalls no futuro/custo da imagem da empresa;

– Análise das falhas:


– Do geral para o particular/começa com funções valorizadas pelo consumidor, identificando falhas e a
gravidade delas;
– Atribui-se uma nota à gravidade e à detecção, bem como para suas ocorrências/multiplicam-se, chega-se
ao indicador de risco;

– Especificações para a fabricação:


– Após os testes de falhas/os processos construtivos já estão idealizados/especificar a montagem em
fluxogramas, como serão realizadas;
– Mais detalhes em livros sobre especificações de manufatura: Klapakjian, Boothroyd, etc;

– Conceitos-chave da configuração:
– O que faz? Um protótipo completo para a fabricação (funcional e estilo)/segue o básico da criatividade na
geração de ideias/integração do projeto/análise das falhas;
– Análise das falhas:
– Método da pontuação, indicador de risco;
– Elementos de análise: análise das funções do produto (falha = não-realização da função)/tipo de falha
potencial em cada função/causa da falha (termos físicos e de maneira resumida)/ocorrência da falha
(colocar de 1 a 10 as possibilidades)/efeito da falha (a percepção imediata da falha)/gravidade da
falha/verificação do projeto (comparação com outros casos, critérios, cálculos, no modelo físico mesmo,
simulação de uso)/detecção da falha (o quão fácil é de detectar tal falha)/indicador de risco (resumitivo
sobre todas as informações coletadas acerca de falhas/representa o risco do fabricante/mais desejável que
seja um menor valor).
xerox

PROJETO DE UM PRODUTO

Introdução
Hoje nas grandes e médias organizações buscam conquistar um mercado cada vez maior, tem que se
desenvolver um portfólio de produtos que seja muito atrativo para ganhar uma grande fatia de um público
consumista de bons e novos produtos, conceitos ou serviços. Isto demanda uma pesquisa de mercado
muito bem elaborada com uma equipe treinada e conhecedora do mercado onde atua, para que seu
produto, serviço ou conceito seja bem aceito num mercado cada vez mais competitivo por inovações e
tecnologia.

Visão de mercado
Quando é pensado em um produto para ser produzido se tem um pensamento vago do que deve ser feito
desde a sua concepção até a sua produção, principalmente em que mercado a organização esta inserida e
em que tipo de segmento ela compõem. Também buscando o tipo de matéria-prima para o
desenvolvimento do produto a equipe responsável para o desenvolvimento até a produção ou manufatura
do produto. Segundo Baxter (2000, p. 7) “o fator mais importante, e provavelmente o mais óbvio, é o
produto ter forte diferenciação em relação aos seus concorrentes no mercado e apresentar aquelas
características valorizadas pelos consumidores”.
Desta maneira Baxter (2000, p. 89) complementa que, “os consumidores consideram os produtos de
sucesso como sendo bem melhores que os dos concorrentes tendo um maior valor para eles”.

Desenvolvimento de produto
Uma grande dificuldade atual para o gerenciamento do processo de desenvolvimento de produto é a
existência de diversas visões parciais. No campo de ensino e pesquisa, desenvolver produtos vinha sendo
tratado de maneira isolada pelas diferentes áreas de conhecimento especializado. Para Correa (2008,
p.118), “o produto é considerado como resultado de qualquer processo. Pode ser um bem físico, uma
informação ou um serviço”.
Conforme Baxter (2000, p. 3) define que, “a atividade de desenvolvimento de um novo produto não é
simples. Ela requer pesquisa, planejamento cuidadoso, controle meticuloso e o mais importante, o uso de
métodos sistemáticos”.
Portanto, ainda hoje profissionais de engenharia tendem a pensar o desenvolvimento de produto como
atividades específicas de cálculos e testes (engenheiros químicos em termos de balanços de energia e
dimensionamento de equipamentos, engenheiros mecânicos em termos de cálculos e desenhos necessários
para processos mecânicos), "designers" ou programadores visuais como o resultado de estudos de conceito,
administradores como algo mais abstrato, independente do conteúdo tecnológico e voltado para os
problemas organizacionais e estratégicos, especialistas em qualidade como a aplicação de ferramentas
específicas. Segundo Kotler (2009, p.276), “dada á intensa concorrência de hoje, as empresas que falham no
desenvolvimento de novos produtos estão expondo-se a grande risco”.

Importância do desenvolvimento de produto


Não é novidade que desenvolver produtos tem se tornado um dos processos-chave para a competitividade
na manufatura. Movimentos de aumento da concorrência, rápidas mudanças tecnológicas, diminuição do
ciclo de vida dos produtos e maior exigência por parte dos consumidores exigem das empresas agilidade,
produtividade e alta qualidade que dependem necessariamente da eficiência e eficácia da empresa neste
processo.
Assim buscando dentro do mercado que atua melhorar cada vez mais seus produtos que se pretende
colocar em loco, também deve conter um cronograma para gerenciar o processo de desenvolvimento do
produto.
Este cronograma deve contemplar todas as ações que envolvem a Engenharia do Produto, desde o início
dos trabalhos de Anteprojeto e Design até a Programação de Ensaios de Certificação, sua realização, o Sign
Off do produto e Ensaios de Validação. Ele cobre o Marco-2, AE (Aprovação Estratégica), até o Marco-6, AL
(Autorização de Lançamento). (LEITE, 2007, p.141, 142).

Definição de projeto
Projeto é um empreendimento não repetitivo, caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos,
com início, meio e fim, que se destina a atingir um objetivo claro e definido, sendo conduzido por pessoas
dentro de parâmetros predefinidos de tempo, custo, recursos envolvidos e qualidade. Portanto, um projeto
deve ser elaborado para resolver problemas muito bem definidos, bem identificados e específicos. Perante
Slack (2002, p. 118), “a atividade de um projeto em produção tem como objetivo mais importante: prover
produtos, serviços e processo que satisfarão aos consumidores”.
Assim as organizações, tendem a buscar no mercado melhor adaptação de seus produtos antes de seus
concorrentes.

Fases de um projeto
Iniciação: identificação e estruturação do problema definindo a missão e objetivos do projeto.
Planejamento: identificação das estratégias de ação, detalhamento de recursos, custos, cronograma e
equipe.
Execução: realização do planejado.
Controle: acompanha a execução, propõe mudanças e adequações.
Finalização: avaliação do executado e resultados, prestação de contas e relatórios de atividades.

Processos de manufatura
Cada tipo de processo em manufatura implica uma forma diferente de organizar as atividades das
operações com diferentes características de volume e variedade, variação de demanda e contato com o
consumidor.
Processos de Projeto: produtos discretos, bastante customizados; período de tempo para fazer o produto é
longo, baixo volume e alta variedade.
Processos de Jobbing: variedade muito alta e baixos volumes, baixo grau de repetição, a maior parte dos
trabalhos provavelmente será única.
Processos em Lotes ou Bateladas: cada vez que um processo em lotes produz um produto, é produzido mais
de um produto.
Processos em Massa: as atividades nas operações em massa são repetitivas e previsíveis, produzem bens
em alto volume e variedade relativamente estreita.
Estas formas de processo de manufatura são maleáveis, isto é, muda conforme cada tipo de produção de
produtos ou mudando o tipo de organização.

Qualidade
Gerir qualidade significa garantir que produtos e serviços sejam adequados ao uso a que se destinam. Por
outro lado, como se sabe, o mercado muda; a qualidade, então, precisa ser dinâmica o suficiente para
mover-se sempre no sentido de evoluir. (PALADINI, 2009, p.314).