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CLARETIANO – CENTRO UNIVERSITÁRIO

ALUNO: ROBERTO RODRIGUES DOS SANTOS – RA: 8045460


CURSO: LICENCIATURA EM MATEMATICA

ATIVIDADE DO PORTFÓLIO

DISCIPLINA: GEOMETRIA PLANA E ESPACIAL

PROFESSOR: Ms. ANTÔNIO CÉZAR GERON

BATATAIS
2017
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EDUCAÇÃO INTERCULTURAL:
Pensar numa educação intercultural é refletir sobre a própria história dos povos
formadores das culturas de um país. O texto refere-se a realidade cultural dos
Machupes no Chile, porém muitas outras comunidades indígenas têm realidades
semelhantes e diversas. Sendo assim é necessário que se contextualize cada nação
indígena, recuperando um pouco da sua história, valores culturais características
étnicas além de ouvi-los sobre suas perspectivas de futuro. Sabendo que a cultura é
algo dinâmico é necessário entender quais as expectativas daquelas pessoas quanto ao
que esperam da educação formal e em quais aspectos desejam se aprofundar e
conhecer para que, dessa forma, seja traçado estratégias pedagógicas que
correspondam aos seus anseios de cada povo étnico distinto.
Não podemos esquecer que historicamente estamos falando de povos que viviam em
culturas onde a oralidade era a maneira de educar, comunicar e transmitir valores. A
presença de povos ocidentais altera esse ciclo e traz novos componentes como o
registro gráfico de línguas que não eram concretamente registradas. Tais registros tem
um valor cultural significativo e impede que a morte de sabedorias milenares não se
perca com o tempo, pois a LINGUA é, sem dúvida uma das formas mais importantes de
identidade de um povo.
Educação Intercultural pressupõe espaço para diálogo entre as culturas, diálogo e
abertura para o saber intercultural. É importante que os diversos grupos étnicos
entendam sua própria identidade, sua história, seus valores e suas expectativas de
futuro. Dessa forma, com a percepção de si mesmo aguçada, poderão dialogar sem
resíduos de vitimização ou supervalorização.
O professor que atua em escolas indígenas deve tentar aprender a cultura e os valores
da comunidade a qual está inserida a escola, porém não pode perder o foco do seu
propósito como transmissor de conceitos e conteúdos universais, que a própria
comunidade necessitará para que de fato ocorra o diálogo intercultural. Pois, se não for
assim, de nada adiantará um professor que transmita conhecimentos e conteúdos
distintos dos daqueles grupos, não haverá interculturalidade.
As políticas de educação precisam - antes de criar estratégias globalizantes, que
unifiquem metodologias de educação para todos os povos indígenas - respeitar os
diversos contextos culturais, históricos e principalmente as expectativas de cada grupo
étnico, sem perder o propósito de oferecer os conteúdos básicos da educação. Assim
as pessoas que integram essas comunidades terão a possibilidade de escolher quais
caminhos seguir como nações de origem indígena, mas principalmente se verão como
cidadãos integrantes de um país.