Você está na página 1de 18

INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA /IFMT

ENSINO MÉDIO INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES (2°ANO)


DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CÍVIL

EDIEL FERNANDO DE BRITO CORDEIRO


JOÃO FERNANDES DA SILVA
MATHEUS WILLIAM ROMÃO DA SILVA ALMEIDA
PEDRO PAULO SALES PETRONI

RELATÓRIO DE ENSAIO DE COMPACTAÇÃO

Cuiabá,
2019.
EDIEL FERNANDO DE BRITO CORDEIRO
JOÃO FERNANDES DA SILVA
MATHEUS WILLIAM ROMÃO DA SILVA ALMEIDA
PEDRO PAULO SALES PETRONI

RELATÓRIO DE ENSAIO DE COMPACTAÇÃO

Relatório apresentado ao curso do Ensino


Médio Integrado em Edificações do Instituto
Federal de Ciência e Tecnologia do Mato
Grosso como Requisito Parcial para o
fechamento de médias do 4° Bimestre/2019.

Orientador: Prof.ª. Dr.ª Silvana Fava Marchezini

Cuiabá,
2019.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...............................................................................................................4
1 OBJETIVO .............................................................................................................. 5

2 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................... 5

2.1 MATERIAIS ...................................................................................................... 5

2.2 MÉTODOS ......................................................................................................... 9

2.2.1 Preparação da amostra .................................................................................... 9

2.2.2 Ensaio de compactação .................................................................................. 10

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................ 14

CONCLUSÃO............................................................................................................... 17

CONCLUSÃO................................................................................................................16

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................17
4

INTRODUÇÃO

A compactação de um solo é a sua densificação por meio de equipamentos


mecânicos, geralmente um rolo compactador, embora, em alguns casos, como em
pequenas valetas, até soquetes manuais possam ser empregados. Um solo, quando
transportado e depositado para a construção de um aterro, fica em um estado
relativamente fofo e heterogêneo e, portanto, além de pouco resistente e muito
deformável, apresenta comportamento diferente de local para local. A compactação tem
em vista estes dois aspectos: aumentar a intimidade de contato entre os grãos e tornar o
aterro mais homogêneo. O aumento da densidade ou redução do índice de vazios é
desejável não por si, mas porque diversas propriedades do solo melhoram com isto.
(PINTO, 2016).
Desse modo a compactação é empregada em diversas obras pelas quais a
engenharia se pauta. O tipo de solo utilizado em determinada obra é determinante para
determinar o processo de compactação que deve ser realizado, assim a umidade para o
qual o solo deve se encontrar assim como a densidade que deve ser atingida são
elementos importantíssimos para segurar uma resistência ao solo, visando reduzir
futuros recalques, e a compactação cuidará justamente desses aspectos, se tornando uma
atividade como mencionado, de extrema relevância para garantir a segurança das
pessoas, e uma boa estrutura civil de uma cidade.
Tendo em vista essa importância dessa atividade, foram realizados sob
orientação categórica da docente o ensaio de compactação, como seque no planejamento
escolar. Desse modo grupos foram criados e os devidos procedimentos do ensaio foram
realizados, procedimentos estes que, de maneira escalonada, constam neste trabalho,
onde nos pautamos evidentemente na norma que rege o funcionamento desses ensaios, a
NBR 7182 (ABNT, 1986), assim como se faz presente também o relato dos materiais
que foram utilizados em paralelo com o modo em que os mesmos foram manuseados e
com os resultados que obtivemos.
5

1 OBJETIVO

Proceder a realização do ensaio de compactação tipo Proctor Normal, com a


reutilização do solo para a determinação, através da variação da umidade, do ponto de
compactação máxima, visando estabelecer o teor de água ótimo e a baridade seca
máxima de um solo que possuí características aceitáveis para utilização como material
de aterro.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 MATERIAIS

a) Balanças que permitam pesar nominalmente 10kg e 200g, com resoluções de


1g e 0,01g, respectivamente, e sensibilidades compatíveis;

Figura 1. Balança de 10kg Figura 2. Balança de 200g

b) Peneiras de 4,8mm, de acordo com a NBR 5734 (ABNT, 1989);

Figura 3. Peneira de 4,8mm


6

c) Estufa capaz de manter a temperatura entre 105 ºC e 110 ºC;

Figura 4. Estufa

d) Cápsulas metálicas, com tampa, para determinação da umidade;

Figura 5. Cápsulas numeradas

e) Bandejas metálicas de 75cm x 50cm x 5cm;


7

f) Paquímetro capaz de medir a distância entre dois lados simetricamente


opostos de um objeto;

Figura 7. Paquímetro

g) Espátulas de lâmina flexível com aproximadamente 10 cm e 2 cm de largura


e 12cm de comprimento, respectivamente;

h) Cilindro metálico pequeno (cilindro de Proctor), compreendendo com o


molde, sua base e o cilindro complementar de mesmo diâmetro (colarinho);

Figura 9. Cilindro de Proctor


8

i) Soquete pequeno, consistindo num soquete com massa de 2500g e dotado de


dispositivo de controle de altura de queda (guia), que é de 305mm;

Figura 10. Soquete pequeno

j) Provetas de vidro com capacidade de 1000 cm3, 200 cm3 e 100 cm3 e com
graduações de 10 cm3, 2 cm3 e 1 cm3, respectivamente;

m) Extrator de corpo-de-prova;

Figura 12. Extrator de corpo-de-prova

n) Conchas metálicas com capacidade de 1000 cm3 e 500 cm3;

o) Papel filtro com diâmetro igual ao do molde empregado;

Figura 14. Papel filtro


9

2.2 MÉTODOS

2.2.1 Preparação da amostra

Para a preparação da amostra, fizemos o destorroamento de 4kg de solo


segundo as prescrições da NBR 6457 (ABNT, 1986) para a realização do ensaio com
reuso de material, sobre amostras preparadas com secagem prévia até a umidade
higroscópica.

Figura 15. Processo de destorroamento

Após o destorroamento, o material resultante foi introduzido numa bandeja


devidamente arranjada para o preparo da amostra através da utilização de uma peneira
com 4,8mm de abertura nominal.

Figura 16. Utilização da peneira de 4,8mm de


abertura.
10

Feito estes preparos, a amostra resultante foi introduzida numa sacola e levada
até a câmera úmida, onde permaneceu durante alguns dias até a realização do ensaio
propriamente dito, que não foi feito num mesmo dia que o destorroamento. A câmera
úmida manteve a umidade do solo constante até a sua utilização no ensaio.

2.2.2 Ensaio de compactação

Tomamos, num primeiro momento, a amostra preparada para ensaios com


reuso de material de acordo com a NBR 6457 (ABNT, 1986) e a introduzimos numa
bandeja metálica, conforme ilustrado na figura 17.

Figura 17. Bandeja contendo a amostra utilizada no ensaio.

Logo após, com o auxílio de uma proveta de vidro de capacidade de 1000𝑐𝑚3 ,


adicionamos água destilada, gradativamente e revolvendo continuamente o material, de
forma a se obter teor de umidade em torno de 5% abaixo da ótima presumível, segundo
a NBR 7182 (ABNT, 1986). Depois de adicionado uma quantia de 120𝑚𝑙 inicial de
água, revolvemos a amostra durante cerca de dez minutos, de forma a deixá-la
totalmente homogênea e sem pequenas bolas de solo.

Figura 18. Processo de homogeneização.


11

Antes de iniciar a compactação do solo e enquanto fazíamos a homogeneização


da amostra, fizemos a pesagem do cilindro e sua base em uma balança de 1g de
resolução, assim como as medições de sua altura e diâmetro a fim de calcular seu
volume, conforme seguem nas imagens a seguir. Para a determinação dos parâmetros
referenciados, foi tomado uma média dos valores obtidos em cada direção considerada,
de forma a tornar o resultado o mais fidedigno possível.

Figura 19. Medição das componentes do cilindro com o uso do paquímetro.

Figura 20. Pesagem do cilindro com uma balança de 2g

Após a completa homogeneização do material, procedemos a sua compactação,


atendendo-nos ao soquete, número de camadas e número de golpes por camada
correspondente à energia desejada, que no caso deste ensaio foi a normal. Ou seja,
utilizamos o soquete pequeno, três camadas de solo e 26 golpes a cada camada,
totalizando 78 golpes ao todo. Os golpes do soquete foram aplicados
perpendicularmente e distribuídos uniformemente sobre a superfície de cada camada,
1
onde as alturas de cada camada corresponderam à da altura do cilindro.
3
12

Após a compactação da última camada, retiramos o cilindro complementar,


onde teve um pequeno excesso de solo compactado acima do molde que foi removido e
rasado com o auxílio de uma régua biselada. Feito isso, removemos o molde cilíndrico
de sua base e, por ser um cilindro pequeno, rasamos a parte inferior também. Logo após,
pesamos o conjunto na balança de 1g de resolução, subtraindo do peso o molde
cilíndrico e obtendo, assim, o peso úmido compactado, 𝜌𝑑 .

Figura 21. Pesagem do conjunto cilindro e solo compactado.

Feito a pesagem, utilizamos um extrator de solo para retirar a amostra


compactada do cilindro, levando-a em seguida para a bandeja, onde retiramos algumas
gramas de solo e colocamos em cápsulas numeradas para a determinação do teor de
umidade, conforme as figuras a seguir.

Figura 22. Utilização do extrator de solo.


13

Figura 23. Solo compactado fora do cilindro.

Figura 24. Cápsulas numeradas contendo o solo compactado.

Por último, destorroamos o solo compactado e o reintroduzimos na bandeja


metálica para o reuso. Novamente com o auxílio de uma proveta de vidro com
1000𝑐𝑚3 de capacidade adicionamos 70𝑚𝑙 de água ao solo, fazendo o processo de
homogeneização por mais dez minutos, até que a amostra estivesse totalmente uniforme
e sem pequenas bolas de solo. O ensaio repetiu os procedimentos já referenciados, onde
adicionamos 70𝑚𝑙 de água a cada ponto obtido com a compactação do solo.
14

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para que se possam discutir os resultados de uma pesquisa e experimentação


com solo é importante frisar mais uma vez, o que nos leva a tal busca. A compactação,
como já dito, tem em vista aumentar o contato entre os grãos e a homogeneidade do
aterro. Ela não tem um fim em si mesma, mas serve para proporcionar melhorias nas
diversas propriedades que o solo apresenta. (Pinto, 2006)
O tipo de obra e solo disponíveis para uma dada obra de engenharia civil, seja
ela de pressão ou de alivio do peso, ditarão o processo de compactação do solo a ser
empregado, a umidade em que o solo pode obter, e a densidade a ser atingida, tudo isso
com o objetivo de reduzir recalques – ou seja, reduzir o assentamento da estrutura no
solo – aumentar a rigidez e a resistência, reduzir a permeabilidade etc. São tais fatores
que nos levam à pesquisa da massa específica aparente seca de cada solo, com uma dada
presença de umidade. Há em cada solo, um certo teor de umidade, denominado umidade
ótima, que conduz a uma massa especifica seca máxima, ou uma densidade seca
máxima. (Pinto, 2006). O ensaio de compactação leva em conta principalmente o fator
do teor de umidade, por isso num primeiro momento de pesquisa organizamos os dados
de teores de umidade, cujo cálculo é feito com a fórmula representada abaixo, de cada
corpo de amostra na Tabela 1, demonstrada abaixo.
𝑚ℎ − 𝑚𝑠
𝑤=
𝑚ℎ
∑𝑤
𝑤𝑚 =
3
Tabela 1. Cálculo da média do teor de umidade de cada um dos cinco pontos
Cápsulas Percentual de umidade
Pontos Massa úmida (mh) Massa seca (ms) (w) Média da

1 2 3 1 2 3 1 2 3 umidade w(%)

1 11,41 13,21 15,86 11,17 12,71 15,46 2,10 3,78 2,52 2,89
2 10,31 12,53 13,22 9,7 11,84 12,35 6,29 5,51 6,58 6,39
3 11,19 47,87 11,84 10,80 43,94 11,02 9,92 8,94 6,92 10,17
4 14,86 39,77 41,29 13,32 35,17 36,13 10,36 13,07 14,28 12,97
5 32,63 37,96 10,9 27,14 31,28 10,02 20,23 21,35 8,07 19,84
15

A partir da união desses dados com as massas de cada um dos testes feitos, ou
seja, de cada um dos corpos de prova, obtidos a parir da compactação demonstrada
anteriormente, obtivemos a massa específica aparente seca de cada ponto, e as
organizamos na Tabela 2. A partir desses resultados, que forma num primeiro momento
organizados em uma tabela e então em uma curva, denominada curva de compactação, é
que se encontrou o resultado do teor de umidade ótimo e da máxima massa específica
aparente seca.
Tabela 2. Cálculo da massa específica aparente seca de cada ponto
Pontos V (dm³) Mu (kg) w (%) ρd (kg/dm³)
1 0,98917 1,63418 2,89 1,698381
2 0,98917 1,85488 6,39 1,762610
3 0,98917 1,94838 10,17 1,787901
4 0,98917 1,85178 12,97 1,636059
5 0,98917 1,77938 19,84 1,500930

Em seu livro Curso Básico de Mecânica dos Solos, no capítulo quatro, Carlos
de Sousa Pinto discorrendo sobre a compactação do solo e o ensaio de compactação,
demonstra o seguinte gráfico, representado na Figura 25.

Figura 25. Curvas de compactação de solos brasileiros

O resultado obtido com a experimentação e colocado no gráfico, representado


no gráfico 1 e a análise do texto de Sousa Pinto nos leva a crer que o solo com o qual
trabalhamos ao longo do ensaio se trata de uma areia siltosa, uma vez se tratando de um
16

teor de umidade ótimo entre 8 e 10% e uma densidade seca máxima de


aproximadamente 1,8 kg/dm³.

Gráfico 1. Curva de compactação

Curva de compactação
1.85
1.787901438
1.8 1.762610934
Densidade seca (kg/dm³)

1.75

1.7
1.636059688
1.65
1.605668938
Curva de compactação
1.6

1.55
1.500930426
1.5

1.45
0 5 10 15 20 25
Umidade %
17

CONCLUSÃO
18

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PINTO, Carlos de Sousa. Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16 aulas/ 3.ª
Edição Carlos de Sousa Pinto. – São Paulo: Ofinica de Textos, 2006.

Você também pode gostar