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Questões - Apostila Consequencialismo - Utilitarismo

1. Segundo o consequencialismo temos apenas um dever básico; qual é esse dever básico?
R: para os consequencialistas devemos fazer aquilo que tiver melhor consequência.

2. Qual é a definição da Regra de Ouro e do Teorema da Regra de Ouro?


R: a regra de ouro é: “trate os outros como você quer ser tratado” e o teorema da regra de ouro:
“trate os outros somente como você consente em ser tratado na mesma situação”.

3. Qual é, segundo o texto, a diferença entre consequencialismo e não consequencialismo?


R: segundo o texto a diferença é que no consequencialismo diz que devemos fazer tudo que
maximize as boas conseqüências. Não importa em si que tipo de coisaa fazemos. Já o não-
consequencialismo diz que alguns tipos de ação são errado em si mesmos, e não apenas porque
acarretam más conseqüências.

4. Explique a diferença entre consequencialismo e não consequencialismo a partir da noção de


mentir ou de não mentir:
R: a diferença é que para o consequencialismo o que importa são as melhores consequências que
trará se caso necessário mentir, já para o não-consequencialista o importante é dizer a verdade, mesmo
que a mentira trouxesse uma boa consequência.

5. Segundo sua opinião, conforme as consequências, você deve ou pode mentir? Ora, se sim, as
consequências sozinhas determinam o que é certo e errado? Se não, alguns tipos de ação são errados
em si, e não apenas porque têm más consequências?
R: Não. Sim algumas ações são erradas em si, exemplo é roubar, mesmo que eu tenha a
necessidade de fazer isso, a ação é incorreta em si mesmo.

6. Qual a fórmula do utilitarismo clássico?


R: devemos fazer qualquer coisa que maximize o equilíbrio do prazer sobre a dor para todos os
afetados por nossa ação

7. O que é, segundo o texto, o Relativismo Cultural?


R: O RC diz que não podemos avaliar objetivamente as normas de outra cultura – visto que, se
tentarmos, avaliaremos suas normas usando as nossas.

8. Segundo o texto, qual é a regra de ouro de Jesus de Nazaré?


R: Fazer o que você gostaria que lhe fizessem e amar o próximo como a si mesmo.

9. Segundo o texto: “O Utilitarismo clássico diz que devemos sempre fazer aquilo que maximize
o equilíbrio do prazer sobre a dor para todos os afetados por nossa ação”. No caso, afirma que
“podemos aplicar o princípio de duas formas - seja direta ou indiretamente”. Quais são e como
funcionam as duas formas?
R: diretamente, faço três coisas:
(1) Calculo minhas opções. Talvez eu possa fazer A ou B.
(2) Estimo as prováveis consequências prazerosas e dolorosas de cada opção para as partes afetadas.
Talvez A far-me-ia um pouco mais feliz, mas faria outros dois muito infelizes.
(3) Decido qual opção maximiza o equilíbrio do prazer sobre a dor. Essa opção é meu dever.

Indiretamente, aplicando uma regra prática em relação a que tipos de ação tendem a ter resultados bons
ou maus. “Não roubar” é uma regra prática útil, visto que roubar tende a ter maus resultados. Assim, a
não ser que as circunstâncias sejam peculiares, suporei que não devo roubar.

10. Segundo o texto qual é um dos problemas de regras sem exceção?


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R: Um problema com regras sem exceção é que elas às vezes entram em conflito. Quando era
criança, ensinaram-me “sempre obedeça a seus pais” e “nunca conte segredos”, ambos não tinham
exceção. Mas esses ensinamentos receitavam ações conflitantes quando minha mãe mandava que eu
revelasse segredos. Um sistema moral coerente não pode ter mais do que uma norma sem exceção, do
contrário, levará a contradições. Assim, a exigência de ser coerente em nossas crenças elimina a
abordagem que aprendi quando criança.
Outro problema é que normas sem exceções podem levar a resultados desumanos em casos
incomuns. Ensinaram-me que roubar é sempre errado. Mas suponhamos que sua família irá morrer de
fome a não ser que seu pai roube um pedaço de pão de alguém a quem não vai fazer falta. Roubar é
então errado? Você deseja que seu pai não roube nesse caso? Se você disser “sim”, então você se
importa mais com regras do que com seres humanos.
11. Segundo o texto: “O Consequencialismo é a concepção geral de que devemos fazer o que
quer que seja que maximize as boas consequências”. Mas, segundo o texto, existe mais de um tipo de
consequencialismo” Quais são?
R: Estes diferem no que diz respeito a maximizar os bons resultados para nós mesmos apenas
(egoísmo) ou para todos os afetados por nossa ação (utilitarismo) – e em relação a avaliar as
consequências somente em termos de prazer e dor (hedonismo) ou em termos de uma variedade de
bens (pluralismo).
12. Segundo o texto, o que é o consequencialismo egoísta?
R: quando a máxima vale que os bons resultados para nós mesmos apenas. O egoísmo diz “todo
mundo deve fazer o que quer que maximize seu próprio interesse, independente de como isso afeta os
outros”.
13. Qual sua opinião sobre as seguintes frases: “Normalmente sinto felicidade quando faço o
bem para os outros e sofro quando os prejudico. E o utilitarismo diz que devo promover meu próprio
bem quando este não colide com o bem do outro”.
R:

14. Segundo o texto, “o hedonismo [...] sustenta que somente o prazer é intrinsecamente bom
(bom em si, abstraindo-se outras consequências) e somente a dor é intrinsecamente ruim. No
hedonismo, algo é bom à medida que: - É agradável em si; - Produz prazer futuro; ou - Evita dor
futura”. Qual sua opinião sobre as frases: “Coisas dolorosas, como ir ao dentista, podem ser boas se
levarem a prazer futuro ou evitem dor futura. É claro, devemos considerar as consequências a longo
prazo de nossas ações, desde que possamos predizê-las”.
R: se caso a dor presente seja necessária para evitar uma dor maior futura, então que se aceite a
dor presente.
15. Segundo o texto, qual a fórmula do utilitarismo pluralista de regras?
R: Devemos avaliar as consequências em termos de vários bens, incluindo virtude,
conhecimento, prazer, vida e liberdade. Devemos fazer o que seria prescrito pelas regras com as
melhores consequências para que as pessoas na sociedade tentem seguir.
16. Segundo o texto, no utilitarismo pluralista de regras se faz duas mudanças na concepção do
utilitarismo. Quais são as duas mudanças?
R: (a) passemos do hedonismo para o pluralismo, e
(b) passemos do utilitarismo de ação para o utilitarismo de regras

17. Segundo o texto, qual a diferença entre o hedonismo e o pluralismo?


R: o hedonismo avalia que algo é bom à medida que é agradável; e o pluralismo, o qual diz que
muitas coisas são intrinsecamente boas. Estas incluem a virtude, o conhecimento, o prazer, a vida, a
liberdade e talvez algumas outras coisas mais. Seus opostos (vício, ignorância, etc.) são
intrinsecamente ruins.

18. Segundo o texto: “Imaginemos duas vidas iguais em termos de prazer. Na primeira vida, seu
prazer é irracional e vem de uma “máquina do prazer” que estimula seu cérebro. Na segunda vida,
você tem a mesma quantidade de prazer, mas ele advém de um exercício normal de suas capacidades.
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Quase todos prefeririam a segunda vida, embora ambas tenham a mesma quantidade de prazer”. Qual
sua opinião sobre o texto acima:
R: em minha opinião a segunda vida seria a mais prazerosa, visto que a primeira seria algo
mecânico.

19. Segundo o texto: “Na prática, entretanto, “quantidade de prazer” é muito vago. Para verificar
isso, pergunte a si mesmo quanto prazer você está sentindo exatamente agora. Adicionar “unidades de
prazer” é uma empreitada bastante duvidosa”. Qual sua opinião sobre o texto acima:
R: para mensurar prazer é algo complexo, pois para isso temos que ver o contexto onde etsá
inserida a situação.

20. Segundo o texto: “Deixe-me divagar sobre outro erro do hedonismo – sua identificação da
felicidade com o prazer. Essa ideia é completamente errada; ser feliz não é o mesmo que ter prazer.
Podemos ter muitos prazeres, mas sermos bastante infelizes – visto que acabamos vendo nossa vida de
prazer como sem sentido. Ou podemos ter poucos prazeres, mas sermos felizes – visto que vemos
nossa vida como significativa de uma maneira mais profunda”. Qual sua opinião sobre o texto acima:
R: de acordo com o texto existe pode existir um paralelo entre a relação de prazer e felicidade,
visto que o mesmo afirma que se pode ter uma vida de enormes prazeres e ser muito infleiz.

21. Segundo o texto: “Eu definiria a felicidade como uma satisfação geral em nossa vida. Assim,
trata-se de um tipo de satisfação, mas mais profundo do que o prazer. O prazer não traz felicidade
necessariamente. Nem o dinheiro, ao menos de acordo com muitos que o possuem; os ricos são quase
que frequentemente insatisfeitos com suas vidas assim como os pobres”. Qual sua opinião sobre o
texto acima:
R:a relação prazer/felicidade vai depender do ponto de vista de cada individuo, já que para
muitos a uma relação direta entre ter dinheiro e ter prazer, ou ate mesmo em ser feliz.

22. Segundo o texto: “Em minha opinião, a chave para ser feliz é viver corretamente; a satisfação
é um produto secundário de uma vida correta. Nossa satisfação pessoal não deveria ser nosso foco
principal. Se nos concentrarmos demais em nossa própria satisfação, então provavelmente acabaremos
infelizes. Ao invés disso, devemos tentar viver apropriadamente – preocuparmo-nos com os outros,
fazermos coisas significativas, etc. – e isso provavelmente trará satisfação”. Qual sua opinião sobre o
texto acima:
R: ele expressa que a felicidade vem de uma vida vivida em função de fazer algo de bom para
seu próximo, e não em viver pensado em fazer ou satisfazer seus prazeres.
23. Segundo o texto: “prazeres sádicos do esquadrão da morte são intrinsecamente ruins e sua
vida (a qual lhe é tirada) é intrinsecamente boa [...], a liberdade é intrinsecamente boa”. Qual sua
opinião sobre o texto acima:
R:
24. Segundo o texto: existe uma distinção entre utilitarismo de ação e utilitarismo de regras.
Qual é a distinção?
R: O Utilitarismo de Ação diz que devemos realizar a ação de melhores consequências.
O Utilitarismo de Regras diz que devemos fazer o que seria prescrito pelas regras com as melhores
consequências para que as pessoas na sociedade tentem seguir.
.
25. Segundo o texto, quais as duas etapas para determinar o dever no Utilitarismo de Regras?
R: Primeiro, perguntamos que regras teriam as melhores consequências para que a sociedade
tente segui-las. Quando respondermos, devemos ter em mente as imperfeições e limitações dos seres
humanos.
Segundo, aplicamos essas regras em nossa ação.
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26. Segundo o texto: “As pessoais facilmente convencem a si mesmas de fazer coisas tolas em
nome de bons resultados. Haveria resultados muito melhores a longo prazo se as pessoas seguissem
regras estritas ou mesmo regras sem exceção”. Qual sua opinião sobre o texto acima:
R: penso que isso quer dizer que devemos nos convencer que mesmo fazendo uma coisa ruim
estamos fazendo uma coisa boa em detrimento de algo melhor futuro.

27. Segundo o texto, qual é o resumo da chamada “versão aprimorada do utilitarismo”?


R: Devemos avaliar as consequências em termos de vários bens, incluindo virtude,
conhecimento, prazer, vida e liberdade.
Devemos seguir as regras com melhores consequências para a sociedade seguir.
Minha versão do utilitarismo é melhor porque:
(a) evita as implicações bizarras do utilitarismo clássico, e
(b) sua ênfase em regras estritas teria melhores resultados para a sociedade a longo prazo.

28. Segundo o “Resumo do capítulo”, o que é o Consequencialismo e o Utilitarismo clássico


(hedonista)?
R: O Consequencialismo diz que devemos fazer o que quer que maximize as boas consequências. Não
importa em si qual tipo de ação realizamos. O que importa é que maximizemos os bons resultados.
O Utilitarismo clássico (hedonista) diz que devemos sempre fazer o que quer que maximize o
equilíbrio do prazer sobre o a dor para todos afetados por nossa ação. Essa concepção pode ser baseada
na Regra de Ouro, que nos leva a interessarmo-nos pela felicidade e infelicidade alheia. Ou pode ser
baseada na vontade de Deus, em verdades autoevidentes, ou nossos próprios sentimentos pessoais.
29. Segundo o “Resumo do capítulo”, quais as duas formas de aplicar o Utilitarismo?
R: Podemos aplicar o Utilitarismo diretamente (primeiro estimando as prováveis consequências
de cada opção, e então selecionando a opção com as melhores consequências) ou indiretamente
(aplicando uma regra prática sobre que tipos de ação tendem a ter resultados bons ou ruins).
30. Segundo o “Resumo do capítulo”, o que é o Utilitarismo Pluralista de Regras?
R: O Utilitarismo Pluralista de Regras é uma forma modificada de utilitarismo. Ele rejeita o
hedonismo (que somente o prazer é intrinsecamente bom). Ao invés disso, ele aceita uma visão
pluralista do valor (que muitas coisas são intrinsecamente boas, incluindo virtude, conhecimento,
prazer, vida e liberdade). Essa visão também diz que devemos fazer o que seria prescrito pelas regras
com as melhores consequências para a sociedade tentar seguir. Ela diz que viveremos melhor se
seguirmos regras estritas sobre matar ou sobre drogas. Sem regras estritas, com frequência
convencemos a nós mesmos a fazer coisas tolas. Os Utilitaristas regristas alegam que sua abordagem
evita as implicações bizarras e produz melhores consequências.