Você está na página 1de 63
TECNICAS FUNDAMENTAIS DE ARCO PARA VIOLINO E VIOLA Marco Anténio Lavigne Paulo Gustavo Bosisio rennininnnmnnneannsiennd : 1.. | INTRODUCAO, | 2. nosicoes POSIGORS DO ARCO .. Pair Posigdo moma. [212 Ta 243 Ponta.. 2 PosicAo DOINSTRUMENTO 221 Altura. 22.2 ‘iblinagto.. j 122.3 Aberture || 23 POSIGAO DO ARCO BDO INSTRUMENTO wa ». > 9 > ? 9 C9 Oy Cy oy > sata Cy 23.1 No melo... Oly | 23.2. Na poma. Oy 233° Notalao. Os Oy Cy Oy > d ’ ’ ) i 3 eD.eROBADIGIO D0 aDMERO AR DRETOCOM OARCONAPONTA: «os Bb 3.2 MoviMmTO DIAGONAL DO MEMBKO SUPEIUOR DIREMTO NA METADE INFERIOR vio e nce 14 3)3. BXTENSAOE SLEXKO DO ANTEBRACO NA METADE SUPERIOR DO ARCO snvwnwergorovons moron 1 3}4 RoTACKO DO ANTIEBRAGO (PRONAGAOISUPINACAO) ce “15 55 ARTICULAGAO DO FUMIO. 15 ¢ (6 EXTENSAO E FLEXAO DOs DEDOS 6 © 4. | PRCNICA DE ARCO... ca acta ta eerste astra F Oo : 1 Paraiso ~ CoNDIEAO“SINE QUA NON” Or); lz Tinospe aragut. ; OF 43 Detect 43.1 Tipos de détQchBvscnnnins Oy! ‘| 43.2 Procedimento para o estudo do détaché simple: oO 43.3 Détaché rewigradh.. 7 ‘ 4134 Procedimento para o esiudo do détaché retrigrado Oy 440 Marten ee eee eee Or 441 Procedimemo.. HE : 4S SPICCATO. Or, Vast reed prao ese do ica : Oy 46 SaumiLte. Pare 46.1 Procedimento.. OQ» 7 Staccato z O%9 ATI Procedimend own Op 1 STACCAO VOLANIE.. 481 Procedimemo. OF 49. AcoRDES.. Oy 49.1 Acordes de 3 sons. 49.2 ~ Acordes de 4 sons. O3 10 ARPEWOS....... Oy 11 ARCADAS PONTUADAS. ATLL Varianies. ee Oy 12 SICILIANAS ovens : ory 13 Potato (LouRt. C 14 MUDANGADEARCO.... “y 15 MUDANGANOTALAO. Oy! | 415.0 Procedimento Oy 46 Ricocusr (BALZAT).. 2» | 416. “Bm tana corda. Oy. 4162 Ricoche! Comino... Oy] 4163 om mucaga decodes | AT LEGATO cnn Oy | | ' Oy j i ' OF) Oa, ~ Oy! fy i Op, O gaeg Bi Ys | Baar coMMUDANEA>DE CORDA. 437 | Harwoxtcos 438 | CoRDASDUPLAS.... | & OESTUDO DA SONORIDADE. SL GENERAUDADES sno | 5.2__ BLEMENTOS BASICOSDA PRODUGAO DO SOM. $2 Pressio.. 5.212 Velocidade e distribuigiio. Ponto de COMIAEO, one 6, BIBLIOGRAFIA wn eececc co ewer re c } 1. inrpeusto } | lar! Flesch, no inicio de sua mais importante obra - A Arte de Tocar Violino ~ (4978:1)], estabelece as bases tedricas sobre as quais seu sistema de ensino se fundamenta. Ele enfatiza que, para ser um bom executante, o violinista deve dominar trés sireas estreitamente interrelacionadas., A primeira seria a técnica geral, que envolve uma completa formagio da mecinica de ambos os bragos, com o objetivo de permitir cue o aluno verha a conseguir executar todos os efeitos sonoros requisitados pelo repertério; a segunda] a ¢écnica aplicada, consiste no desenvolvimento da capacidade de resolver acionaljnente eventuais dificuldades técnicas surgidas ao longo de determinada * composigto; finalmente a concepefto artistica, que pressupde uma total liberdacle de espirito jadquirida através do dominio dos aspectos mecinicos, permite a0 intérprete expressdt-se artisticamente por meio de seu instrumento, Este modelo teético dé origem a um método de estudo, subdivido em 4 blooos de trabalho diério: mecénica, escalas, estudos ¢ repertério. A mecénica diz respeito ao estudo das técnicas do membro superior esquerdo (articulagio e velocidade dos dledos, posigdes fixas, mudangas de posig&o, cordas duplas, Vibrato, afinagdo etc), do arco (objeto do presente trabalho): da coordenario de ambos (Sincronizago das diversas técnicas entre si). i | hte as técnicas especificas, a de arco, de certa forma, é a mais sutil ¢ talveza mais dificil de ser estudada isoladamente. Podemos afirmar que a tendéncia geral estaria na. valorizagao de aspectos relativos 20 comportamento da milo esquerda, em: detrimento de outros, pelos quais o arco seria responsavel. Se fosse possivel fazermos uma estat{stica entre alutios de quanto tempo de estudo didrio ¢ dedicado a mo esquerda © quanto a0 arco, constatarfamos, com toda certeza, uma preocupagiio desproporcional|com as técnicas de méo}esquerda, Quando se fala em afinagdo, por exemplo, faz-se referéncia apenas & altura das notas emitidas, corrigindo-as através'de uma mudanga do posicionamento do dedo que intercepta a corda, Desafinagdes produzidas por uma conducdo deficiente do arco = como auséncia de paralelismo entre arco e cavalete, arrancos, falta ou excesso de press, distribuigao de arco mal feita ou ponto de contato defeituoso ~ siio menos conscientizadas ¢ raramente abordadas isoladamente, isto ¢, fora de um contexto musical especifico. Parametros como timbre, dindmica, frascado, estilo, assim como todos K expressivos - com excegio do vibrato ¢ glissandos — dependem basicamente do arco, No entanto, nem sempre sfo tratados com a mesma atengo que se dispensa & mio esquerda. A propria notago musical apresenta poucos detalhes acerca desses fatores, transmitidos oraimente pelo professor. | I : segundo Rostal (1997:55), os antigos métodos de violino ~ como os de Geminiani (1751)| Leopold: Mozart (1756), Spohr (1832) ou Baillot (1834) - — priorizavam excessivamente 0 estudo da mio esquerda. Com a invengdio do gtamofone, em 1887, as técnicas instrumentais — principalmente as de arco ~ viram-se obrigadas a uma evolugiio mais efetiva. A gravago de pecas ¢ concertos por meios mecénicos passou a exigir um ‘acabarhento mais refinado, visto que a mesma interpretag%o podia ser repetida ¢ aralisada inimefas vezes. A importante obra de Lucien Capet - La Technique Supérieure de VArchét - (1916) ~ toma-se ura marco fundamental nas’ publicagdes subseqientes, que sca a focalizar as diversas técnicas de arco. | fi | 4 | Apesar de ser una atividade que ocupa horas ¢ horas de boa parcela dos tntisicos de um pais, 0 estudo de um instrumento de corda ainda conta com pouco subsidio escrito acerca d¢ sua mecfnica, principalmente ‘se considerarmos a extensa bibliografia sobre outras i da denominada misica erudita, Alids, uma das caracteristicas atribuicas a esse estilo de musica consiste na transmissio de seu repertério através da escrita. A ‘execuga| de uma obra sinfnica seria inconcebivel, n&o fosse o recurso da partitura. A propria musicologia — rea que se propdc a produzir conhecimento sobre miisica por meio da literatura — prioriza aspectos histéricos, ou questdes relativas acistica, estética, ritmica, mnétrica, harmonia, organologia, pedagogia musical etc, As descrigdes de técnicas instrumentais - imprescindiveis para a manutengiio dos repertorios ~ no fazem parte de suas tradigdes, Em ultima anélise, tais téonicas de produg&o sonora sio transmitidas oralmente, através de uma interagdo professor ¢ aluno, durante aulas © ao longo das gerac No|Brasil, nao obstante sua importante tradigto na frea de cordas, trabalhos escritos em portligués sobre pritica instrumental sio raros e de dificil acesso para jovens professores e estudantes. Cabe-nos registrar aqui duas publicagdes recentes — Arcuclas Golpes de Arco, de Mariana Isdebski Salles (1998) ¢ O Arco dos Instrumentos de Cordas de Henrique Autran Dourado (1998), que se ocupam do tema. Nio obstante, quase toda bibliografia encontra-se em’ lingua estrangeira, dificultando assim tanto sua aquisigao, quanto 0 entendimento por parte de alunos que nfo dominam outros idiomas. Aqueles que vivem distante dos principais centros ou carecem de uma orientagdo mais sotida, ressentem-se da auséncia de uma literatura objetiva sobre conceitos subjacentes 2 boa técnica instrumental, : Importante frisar que nem sempre existe concordancia acerca da manteira de realizar 08 goipes de arco ¢ até mesmo sobre sua terminologia. | As diversas escolas de arco apresentam, com freqiéncia, diferentes solugdes para o mesmo problema. No que diz espeito A propria nomenclatura dos goles de arco, encontramos inimeras variantes, Os termos ysados para identificd-los so predominantemente oriundos do italiano ¢ do francés, assim como, em menor escala, do inglés ¢ do alemiio. Tanto significado, quanto realizagio dependem muitas vezes da época, do estilo ou pais onde sdo empregados. Normalmente a distingo entre um ¢ outro procedimento do arco é mais determinada pelo estilo da obra em questio do que pela terminologia em si. © fato de essa nomenclatuca ter sido criaga ao longo dos dltimos séculos da histéria da miisica artistica ocidental contribui para qué os mesmos termos apontem para procedimentos diversos, enquanto nomes, diferentes representam muitas vezes 0s mesmos golpes de arco. O détaché de uma sonata barroca, por exemplo, no ¢ necessariamente o mesmo do de uma sonata classica, que, por sua ez, so distinguiré do détaché de obra do periodo roméntico. © temo statcato, ‘especialmente em partes de orquestra, pode indicar uma seqtiéncia de notes destavadas (para bajxo ¢ para cima), em vez de uma série de notas também destacadas, mas e:a um mesmo arco (na mesma diregfio). Este golpe de arco também é denominado piccheiatto - segundolRostal (1997:76) o termo certo para staccato. Spiccato por vezes & considerado sinénimo de sautillé (Boyle:1980); jeté pode ser também interpretado como ricochet (Rostal,'1997:73) ou ainda indicar, segundo Capet (1929:50), um golpe de arco com as meéstnas|caracteristicas de um staccato volante. ‘Louré, que segundo Galamian (1962:68) sindnimp de poriato, é reconhecido por Rostal (1997:131).como.“‘duas notas de mesma diraga0|(eminima ou colcheia), onde a primers & mais acentuada, sem que‘chegue a ser pontuada”. Os exemplos se multiplicam. “No entanto, transcende aos objetivos deste { { i 5 psaio uma discusstio mais acurads sobre questes to complexas quanco tetminologia dos Ipes de arco, \ G presente trabalho procura oferecer informagbes acerca das principais técnicas de para violino ¢ viola a partir de nossas proprias priticas pedagégicas, fundamentadas teotias, métodos ¢ técnicas estabelecidos por Carl Flesch e desenvolvidos por seus fe seguidores Berta Volmer ¢ Max Kostal. Nao obstante, niio nos furtamos ‘a acrescentar C algumas outras opinides e orientages de mestres como Lucien Capet, Ivan Galamian ou ; i Paul Rolland, a titulo de abrir um maior leque de informagdes para os que se iniciam em \ lm estudo mais sistemético das técnicas de arco, De uma forma geral, procuramos Yalorizsir as semethangas entre as diversas abordagens, evitando controvérsias qua, embora ) importantes, ssiam supéfiues no presente context, i : |. Teonicas Fundainentais de Arco para Violino e Viola fan parte 'te-utn proto mais ambicioso, a ser desenvolvido, junto ao Departamento de Piano e Instrumentos de Corda do C Instituto Villa-Lobos (Uni-Rio) - onde lecionamos -, no qual pretendemos descrever os i agpectos mais essenciais para a formagio de insirumentistas em nossas fireas. Coloeamo. ( 10s a disposicio de todos para maiores esclarecimentos, esperando sugestbes ¢ criticas que ( sam vir a enriquecer nosse iniciativa. ¢ ( | | Rio de Janeiro, abril de 1999, 6 oO | O | Os autores. | It | I ey] | i { \ | Aridnio Lavigne i Paulo Gustavo Bosisio is maea in Fecin,61404 ‘av ates, a2 ‘pt-os0- Come Velo 2750.00- Pegs cine 3 ese \ | dean asatco st 213815635 | (eancasahen 5 | ww 8 we LY wwe we we 2. Posigdes 2.1 Posigées do arco «As formas de segurar 0 arco — posigdes do arco - é um dos aspectos mais controvertidos da técnica do instrumento, Diferentes escolas e mestres apresentam. solugdes diversas, no sentido de se obter inethor sonoridade ¢ possibilitar a execugiio de todos os golpes arco contidos no repert6rio, + Flesch (1978:35), assim como Rostal (1997:58), distingue trés maneiras de segurar 0 reo, que correspondem respectivamente as escolas antiga alemd, franco-belga e russa moderna, Outros autores propéem altemnativas, que geralmente se relacionam com esses troncos basicos da técnica do arco. i * Na realidade, as diversas variantes - nas méos de bons instrumentistas - possuem um mimero bem maior de semelhangas do que de diferengas, A naturalidade da mao, a elasticidade dos dedos e uma postura que permita enfim a flexibilidade de todas as partes do membro superior direito so aspectos fundamentais em todas as boas escolas, © Os aspectos anatémicos individuais — tamanho da mao, dedos, antebrago e brago — devem ser Ievados em consideragao, pois determinam pequenas diferengas que muitas veves fazem com que 0 que: possa ser confortavel para um, deixe de ser para outro, * Transcende aos objetivos deste trabalho, fazer uma andlise mais meticulosa acerca das diversas escolas ¢ suas vatiantes. Nao obstante, — principalmente para os alunos que carecem de uma orjentag&o mais objetiva — distinguimos trés posigdes basicas — normal, ponta e taldo - 2 partir de ditettizes propostas, por Max Rostal (1997 48-59): 2.4.1 Posig&o normal @ Aposigdo normal busca utilizar 0 estado de repouso ¢ descontragiio da mao para a sustentagao do arco. © O dedo indicador estabelece contato com arco na 2* articulago, ou seja, na articulagiio interfalangiana proximal, A falange distal (flange da una) deve permanecer descontraida. + O polegar,ligeiramente flexionado, situa-se entre os dedos indicador e médio, com sua ‘ extremidade direita entre a noz do talfo e 0 inicio da guamnigao, A falange distel do ' = polegar forma um angulo de cerca de 45° com a vareta. ‘O dedo minimo permanece ligeitamente flexionado e sobre a vareta. Dedos médio e anular redondos e descontraidos. ‘Nao deixar grandes espagos entre os dedos, nem aperté-los uns contra os outros. Procurar manter a mio na posigio mais préxima A posigfio de repouso. ‘Nilo crispar a mio. Antebrago relativamente pronado, Antebrago, punho ¢ méo formam uma linha reta. Cotovelo mais baixo do que punho. po 1.2 Taléo + Nessa regitio 0 arco no talio toma-se mais pesado, necessitando assim uma patticipagao mais efetiva do dedo minimo, que passa a assumir 0 equilibrio do arco. © Para atingir a posigaio de taldo, sugerimos 3 estigios preparatérios: 2) posigdo normal no meio b) movimento de rotagdo lateral do antebraco (supinago). Este movimento faz com que 0 indicador perca 0 contato da segunda articulago do indicador com o arco, ficando a palma da mao quase paralela 20 solo, ©) ir para o tal «Na posigaio de talio, o dedo minimo toma-se o responsdvel pelo balango do arco, ‘© Manter uma linha reta entre antebrago, punho e mo. Cotovelo sempre mais baixo do que punho, 2.1.3 Ponta ‘© Aregidi da ponta se caracteriza por maior leveza do arco, o que requer mais pressfio do indicador. © Odedo minimo, em caso de brago curto, pode deixar o arco, fazendo com que ¢ anular assuma sua fungao (equilibrio) Mio redonda ed. dos descontraidos, porém menos flexionados do que no talfio. oO © Polegar um pouco mais estendido. Posico Normal * O dedo indicador estabelece seu contato com arco na 2* articulagiio. Dedos médio e anular - redondos descontraidos. * © dedo _mfnimo —_permanece ligeiramente flexionado e com sua ponta sobre a vareta Posigao do Polegar © Opolegar, ligeiramente flexionado, situa-se entre os Bedos indicador ¢ médio, com sua extremidade direita entre a nozdo taléoee guamicéo. © A falange distal do polegar forma ‘um Angulo de cerca de 45° com a vareta, Tr yr SHOT Posigio de Taléo © O indicador, através de um movimento de supinagao do.antebrago perde 0 contato de sua segunda articulaggo com 0 arco. O dedo minimo, sobre a vareta, assume © equilibrio do arco TOOT Posigéo de Ponta © O dedo minimo, principalinénte em ‘caso de brago mais curto, pode deixar o arco, fazendo com que o anulat assuma 0 equilibrio do arco. © Mio redonda e dedos descontraidos, * Polegar um pouco mais estendido. TOSTONT U iT DODGE ‘ 22 Posigéo do instrumento | + Embora nfo diga respeito diretamente & técnica de arco, uma boa posigio do inistrumento é de fundamental importincia para 0 bom funcionamento do arco. ‘* Os principais fatores sio altura, inclinagao e abertura. 2.2.1 Altura * O instrumento deve estar mais ou menos paralelo ao solo, formando um angulo quase reto com a linha mediana do compo. > * Nem muito alto, com a voluta apontando para cima; * W rey a + Nem muito baixo, com a voluta apontando para baixo, ' OQ Oo O O fRieiee wimmerencearioss pews... neatsesiamnisinaoeagme 2.2.2 Inclinagao A posigio do instrumento em relagao ao solo nao deve set nem muito plana, nem muito inclinada, Encontrar o meio termo dey ve surgir durante a execugio. ‘Nao obstante, esta mobilidade - instrumento mais inclinado ou mais plano ~ pode ¢ Quando se toca na 4* corda, o instrumento poderd estar um pouco mais inclinado, Na 1* corda - principalmente em regiGes agudas - sua posigdo setia mais plana, Em iltima andlise, no existe nenhum ponto fixo, Todos eles so fadados a ajustes durante a execugdio, pequenos iW 2.23 Abertura © Osgrau de abertura do instrumento em relagdio a linha mediana do corpo depend: do comprimento do membro superior direito co executants, * Chegar a ponta com certo conforto, manfendo 0 paraiclismo entre o cavalete ¢ 0 arco, tem relagiio imediata com o grau de abertura do instrumento. * Omembro superior direito no deve estar demasiadamente estendido, nem tampouco muito flexionado na altura do antebrago, © Na ponta, 0 4° dedo pode deixar a vareta, retomando Jogo apés a mudanga de arco, VEO EEE EE HEL VEC CESO HCCC HET EEE LES OECEEES OC O O oO} NAB: Observarrelagdes entte queixeira, suporte¢ instrumento. Os acessorios devem estar bem adaptados & > estrutura fsioa do aluno. O instrumento deve estar contra e no sobre o ombro, Nao levantar o onbro, N&o oO, fSxar o instrumento, Ele deve poder ser mantido sem ajuda da mlo esquerda, mas isto, na pratica, #6 ocorre oO fas mudangas de posigbes alta para baxes, Tem todos 08 outros casos o polegar contibui para a munutenglo © _ do instrumento através de sua contrapressio de baixo paca cima, ) ) OC, O ~ oO Oo d 2 9 ) VOSS Ve HUE EL SHOU FOES EEE LEE OHO ELS coc ecc? 2.3 Posig&o do arco e io instrumento | 2.3.1 No meio Posigéio normal; arco paralelo ao cavalete. Angulo reto entre antebrago e brago; ¢ entre antebrago e arco. Prolongando-se 0 brago, encontra-se uma linba imagindria, paralela a do arco. Posigdo de quadrado (Galamian 1962:51-54) 2.3.2 Na ponta Posigo de ponta: Observar o paralelismo. O brago fica quase totalmente estendido, mantendo porém uma pequena folga, 2.3.3 No taléo Posigdo de taléo: Verificar 0 paralelismo, Brago e antebrago formam um angulo de cerca de 45°. Posig&o triangular " N.B: Tals prncipios dovem ser edaptados & estruture fsica de cada aluno, Procurar descontrai nas diversas ‘posigdes, buscando o miximo de comodidade. Co 13 3. Os seis movimentos basicos do membro superior direito. Movimentos basicos nao so golpes de arco. Biles visam dar énfase as diversas articulagdes do membro superior direito, que, mais, tarde, sutilmente coordenadas. formardo os golpes de arco. «| A priorizagao de uma articulaydo nfo implica no enrijecimento de outras, que devem | permanecer relaxadas, 3.1 Abdugao e adugdo do membro superior direito com o arco na ponta © A abdugao diz respeito ao movimento de afastamento parcial ou total de um membro ‘ou segmento de membro da linha mediana do corpo, enquanto a adugao refere-se a0 movimento contrario, ou seja de aproximag&o. 01° movimento basico consiste em levantar e abaixar o membro superior direito, quase totalmente estendido, através da articulagaio do ombro. ¢ Usado para as mudangas de corda na metade superior do arco. Procedimento: Pequeno martelé na ponta Posigio de ponta Corda aguda V - corda grave TI Punho um pouco mais baixo ‘Arco plano (todas as crinas) Coordenar mudanga de corda com mudanga de arco Evitar ruidos nas mudangas de cordas ‘Pausa longa ¢ arcada curta, Pressionar levemente na pausa ¢ retirar a presséo no inicio da nota Excrcicio mudo (movimento puro). Aplicar no Estudo n° 7 do Kreutzer (primeira parte) Tempo final: J = ca. 76 RODDO2IDI7D2DI7AIDNAS 900 ooo ecececcceco eco ° 14 i 3.2 Movimento diagonal do membro superior direito na metade inferior | + 0.2% movimento basico visa manter o paralelismo entre arco ¢ cavalete na metade inferior, através de movimento do membro superior direito diagonal ao solo. * O movimento para a metade inferior do arco, realizado pela articulag&o do ombro, no chega a ser nem totalmente horizontal, nem tampouco apenas vertical (levantar abaixar todo o brago). A rigor, os dois stio fundidos em um terceiro, que forma um Angulo diagonal com o solo, de cerca de 45°, * Flesch (1978:38), prioriza um movimento de brago “quase horizontal”, enquanto outros pedagogos, como Berta Volmer (comunicagao verbal), recomendam “levartar e abaixar todo o brago, com ligeiro movimento horizontal”, * De qualquer forma, 0 mais importante ¢ manter o paralelismo ¢ total intimidade com a regio proxima ao taldo. | Procedimento: Détaché na metade inferior do arco Levantar e abaixar todo 0 brago, associando discreto movimento horizontal Posigfo normal : Cotovelo mais baixo do que punho Antebrago, punho e mio em linha reta Arco mais inclinado, pouca crina Buscar a sensago de levantar 0 coiovelo mais tarde ¢ abaixi-lo mais oedo Aplicar no exercicio 6, vol. 1, op. 2 do Seveik 3.3 Extensdo e flexdo do antebrago na metade superior do arco ‘* 03° movimento basico consiste em estender e flexionar o antebrago através da articulagdo do cotovelo, de modo a manter o paralelismo na metade superior do arco. Procedimento: Détaché na metade superior do arco (do meio a ponta) Posigiio normal Estender ¢ flexionar 0 antebrago Brago relaxado Na ponta o 4° dedo pode sair da vareta, retornando logo apés a mudanga Brago, punho e dedos, embora flexiveis, nfo participam ativamente do movimento Aplicar no exereicio 6, vol, 1, op. 2 do Sevetk 15 3.4 Rotagao do antebrago (pronagao/supinagao) + 64° movimento bisico diz respeito ao movimento de rotagiio do antebrago (pronago © supinago), produzido através da articulagao rédio-ulnar . © Buscar manter 0 equilibrio ¢ o paralelismo do arco no extremo taldo, # Usado também para mudangas de cordas no talio. Procedimento: Pequeno spiccato no taléo Posigto de talao Corda aguda IT Corda grave V Brago posicionado na altura das cordas do meio 4° dedo assume o balango do arco. ‘Arco muito inclinado, pouca crina Antebrago, punho e mao formam linha reta Cotovelo mais baixo do que punho Manter o paralelismo Aplicar no Estudo n° 7 do Kreutzer 3.5 Articulagéo do punho © 0.5°movimento bésico procura isolar a articulagio do puriho que, segundo Flesch (1978:40), substitui movimentos mais amplos (braco ou antebrago) em andamentos répidos ¢ em golpes de arco como o sautillé. © Aarticulagao do punho permite que a mao seja movida tanto em sentido vertical - de cima para baixo ~ quanto em sentido horizontal ~ de um lado para o outro. ‘© movimento basico n° 5 utiliza-se do movimento vertical. No entanto, o movimento horizontal combinado corn o vertical imprime grande mobilidade mao, permitindo movimentos rotativos, tZ0 importantes para passagens rapidas com mudangas de corda, Procedimento: Movimento vertical de punho Pequeno détaché no talio Posig&o de takio Polegar ligeiramente estendido Pequeno movimento de supinagio 4° dedo assume o balango Cotovelo mais baixo do que punho 1 Arco inclinado - pouca erina ‘Antebrago, punho e mio formam uma linha Aplicar no Seveik op.2, vol. 1/6 16 3.6 Extensdo e flexao dos dedos A Hlexibilidade ¢ a elasticidude dos dedos da mB direita so fundamentais pare uma boa técnica de arco, ‘Os pequenos ajusies feitos pela mio nas diversas regides do arco ¢ na execugao dos Miferentes golpes de arco tomnam-se invidveis diante de dedos crispados. ® | 06° movimento basico visa estender ¢ flexionar todos os dedos, inclusive polegar, no 7 |, Sentido longitudinal do arco, exercitando assim as articulagdes dos dedos, Procedimento: Pequeno martelé no taltio Posigo normal 7 Antebrago mais pronado Estender ¢ flexionar os dedos Evitar movimentos de punho Cotovelo mais baixo do que punho Pouca crina, isto é, a vareta inclina-se para o lado do espetho ; Aplicar no Sevetk op.2, vol. 1/6 Além do movimento dos dedos no sentido longitudinal do arco, Galamian (1962:48/49) sugere movimentos em outros sentidos, que contribuem para a clasticidade da mao. 1, Movimento vertical — levantar e abaixar'o arco, retirando-o da corda, através de exclusivo movimento dos dedos. 2. Movimento circular horizontal - em toro do polegar e realizado pelo 4° dedo, que empurra o arco em diregio ao espetho, enquanto 1° dedo puxa-o para o cavalete. Eventualmente usado para ajustes do paralelismo do atco através dos dedos, © 3° dedo acompanha o 4°. 3. Movimento circular vertical ~ implica na rotago vertical do arco em tomo do polegar ¢ do 2° dedo, O arco descreveria trajctéria andloga A do 4° movimento basico, sendo que realizada pela ago de pressfo.alternada entre 0 2° dedo ¢ 4° dedo (acompanhado pelo 3°), i 4, Movimento circular em tomo do eixo longitudinal do arco ~ movimento gira:brio da vareta de um lado para o outro, que faz com que as crinas do arco se inclinem alternadamente, ora para o cavalete, ora para o espelho. Realizado através da ago do polegare do médio, egula a quantidade de crinas na corda, NAB:. Durante a reaizagdo dos movimentos bisicos, a atei¢fo deve se eoncentrar no movimento, sem que se negligencie o som propriamente dito. © estudo ¢ mais qualitative do que quantitaivo, isto & estudé-Ies pouco, mas com o méximo de concentra, Trata-se mais de una organizago gestusl, Estuda-se o ‘movimento que produ 0 som e nfo 0 som em si. Em caso de desconcentrago ~ nflo se deve insist. Investir no relaxamento, Buscar intimidade com os movimentos e comodidade com o instramento, 4, Técnica de arco 4.1 Paralelismo - Condi¢ao “sine qua non” * Um dos prineipios aceitos unanimemente por todos os autores reza que oO “9 arco deve seguir seu curso mantendo uma linha absolutamente oO paralela com a do cavalete, desde o taldo até a ponta, Esta regra é da O- mais alta importancia sob 0 ponto de vista da qualidade do som” 0 (Capet 1929: 11). ® Na metade inferior, o erro mais comum é a ponta do arco voltada excessivamente para a diregao do cavalete, devido a um movimento O? circular e apenas horizontal do brago. ) oO; + Outro erro tipico, porém menos freqitente, consiste na ponta do arco ( virada para a direco do espelho, * Na metade superior, o movimento circular e horizontal do brago substituindo o movimento de estender ¢ flexionar do antebrago, também prejudica a boa condugo do arco e conseqiientemente a sonoridade. + O iinverso - a ponta do arco muito voltada para o lado esquerdo - muitas vezes ocorte com pessoas que possuem bragos muito longos e tocam, com o instrumento muito fechado. AARP Tt * A.auséncia do paralelismo em posigdes estaticas (sem que o arco esteja se movimentando) pode ser corrigida por meio da eventual modificagao do Angulo de abertura do instrumento. ® Oessencial para uma boa condugao do arco, em toda sua extensfo, esté na perfeita realizagao dos movimentos basicos 2 (levatitar ¢ abaixar todo o brago com ligeiro movimento horizontal) , 3 (estender e flexionar o antebrago) e suas respectivas coordenagdes (abaixar - estender; flexionar - levantar), Outros movimentos também participam da arcada em linha Feta, mas, no presente contexto, nfo seriam to essenciais quanto os acima citados. © Outras formas de condugtio podem ser igualmente eficazes, desde que no provequem mudanga involuntaria de ponto de contato do arco ou distiirbio do paralelismo entre a linha do arco ¢ a do cavalete. oO CO co eoeoorrrenannr fee Cn Cc 18 4.2. Tipos de ataque * Oatague diz respeito & maneira como as crinas encontram-se com a(s) corda(s) colocando- a(s) em vibragio. + Rostal (1997:44) define 0 ataque de determinada nota como sendo 0 inicio da investida do arco, na maioria das vezes a partir da corda, com uma certa pressfo na ponta ¢ pouca pressiio no tal. * Omomento em que o arco coloca a corda em vibragdio é de fundamental importéncia para a boa realizago dos golpes de arco. A titulo de esclarecimento distinguiremos dois tipos de ataques: 0 atague na corda (atacca alla corda) ¢ 0 ataque aéreo, vindo de fora da corda. * No ataque na corda, como a propria expresso sugere, 0 arco ¢ colocado na corda antes do inicio da nota propriamente dita, Neste caso 0 arco primeiro ¢ apoiado sobre a corda para depois alacar a nota em questo. Mal comparando, 0 atague na corda seria andlogo ao momento da saida de um carro em uma pista de corrida. O carro estaria « 2m todo seu j.eso na pista, antes da saida. O mesmo acontece como arco, que deve estar assentaclo na corda antes da emissiio da nota. * Noatague aéreo, 0 arco é langado do ar, projetando-se contra 2 corda para emitir a nota, O ataque aéreo pode ser comparado & aterrissagem de um avio. Apés 0 Momento da “aterrissagem” - no caso do arco - ele podera permanecer na corda ou entio “algar véo” novamente (alzare Z’arco), © Veremos que o détaché, por exemplo, 6 um caso tipico de ataque na corda, enquanto que 0 spiccato requer um atague vindo do ar. elelelsleleleletaletare feleleloleta ocecces 19 4.3 Détaché * O verbo détacher, em francés, significa separar, desligar. + Odétaché ¢ considerado por Flesch (1978:47) como o mais importante dos golses de arco, Ele serve de base para uma série de outros golpes. + Em prinefpio, requer um movimento continuo, com o arco mudando de diregaio a cada nota (II V), sem qualquer tipo de interrupgdo, a nfo ser a causada pela propria mudanga, * No entanto, sdo varios os tipos de détaché, que variam segundo o estilo da obra, andamento ¢ intengdes do intérprete. * Pode e deve ser estudado em todas as regiées, com diferentes quantidades de arco ¢ em velocidades que variam das mais lentas as mais rapidas, * Apesar de aparentemente simples e comum, é um dos mais dificeis golpes de arco, principalmente no que diz respeito & sonoridade. *+ Auséncia ou excesso de pressio, falta ou excesso de dispéndio de arco, ponto de contato defeituoso, comprometimento do paralelismo, contratura de alguma ou varias partes do brago stio alguns dios fatores que contribuem para um resultado sonoro deficients 2 O“détaché souffle”, isto é, soprado ~ causado pela falta de pressdo, excesso de arco, Ponto de contato muito perto do espelho ou contratura muscular -, € 0 déiaché raspado = produto do excesso de pressio, pouco arco, ponto de contato muito perto do cavalete, sho erros tipicos na realizagéo desta arcada * Outro engano classico consiste em executar a arcada para baixo - a favor da gravidade - mais acentuada do que a para cima - contra a gravidade. © A regularidade é essencial para o sucesso deste golpe de arco, Quem ouve niio ceve poder distinguir se o arco esta sendo direcionado para baixo ou para cima. .* Teoricamente, qualquer tipo de mudanga - dedo, posigio, corda, arco - demandaa modificagao de um ou mais dos fatores geradores do détaché. Ouvir com atengao 0 resultado do que se esta fazendo, toma-se essencial para o controle da qualidade do détaché , assim como de todos os outros golpes de arco. ecoc\ececaco eccce 20 4.3.1 Tipos de détaché + Capet (1929:34) refere-se a um détaché souple, ou seja, flexivel, onde cada inicio de nota recebe um pequeno apoio, que nio chega a ser um acento, mas que destaca as arcadas para baixo (II) ¢ para cima(V), eo détaché rude, que demandaria um verdadeiro ataque, decidido e vigoroso, © primeiro seria indicado pelo sinal — ¢ 0 segundo pelo >. + Galamian (1962:67) distingue entre um détaché simples, sem variagio de pressio, outro acentuado (2), com aumento de pressdo e de velocidade no inicio de cada nota. Um terceiro, denominado détaché porté (-), caracteriza-se por ser uma arcada sustentada, com poqueno aumento de pressio na parte inicial da nota; finalmente o détaché lancé (*), arcada curta, com grande velocidade inicial, que diminui progressivamente até o final da nota. O déraché lancé, em tempo moderado, poderia ainda apresentar uma pequena pausa entre as notas, * Flesch (1978:47) diferencia entre um détaché de arco inteiro, outro lento - a ser realizado com pelo menos metade do arco - e ainda um terceiro, mais répido, com pouca quantidade de arco, O ator ainda revomenda privilegiar a metade superior do arco para posigde.. altas na J" corda, assim como a metade inferior do arco para «_ PosigGes mais baixas na 4° corda, No entanto, nao importa em que corda ou posigio, sugerimos estudé-lo em todas as regides do arco e em velocidades diversas. * Rostal (1997:70) aponta uma pequena diferenga entre os que so acompanhados dos singis ------ € *¥. O T° estaria para um délaché mais denso, sem separagio entre uma e outra arcada, enquanto 0 2° teria uma ligeira articulagao entre as notas, O autor refere-se ainda a um détaché francés — mais leve e com uma ligeira separago entre as notas ~ ¢ um détaché alemio~ mais encorpado e sem variagio de pressio, * Rolland (1974:169) chama atengo para um movimento involunticio da parte superior do brago, que surge naturalmente no détaché, quando brago € corpo estio relaxados, © No déiaché-forte da metade superior, por exemplo, o tovimento principal é 0 3° movimento bisico, ou soja, estender e flexionar o antebrago, No entanto, o movimento secundiirio da parte superior do brago também esta presente. Outras partes do membro superior direito, como antebrago ( que permanece pronado), punho (que além de * flexivel pode atuar em mudangas de corda), dedos (como o indicador - que exerce a _ funglo de "dedo pronador") podem ~e devem — dar a impressio de estar se . movimentando, embora tais movimentos nio sejam to ativos quanto o movimento de : estender ¢ flexionar 0 antebrago.. Mal comparando, anda-se com as pernas, mais os bragos também se movimentam, acompanhando os movimentos do corpo. ft c oO 2k 4.3.2 Procedinento para o € studo do détaché simples: No taliio: Posiydio de tatio Priorizar 0 movimento basico n° 2 Do talao & guamigao ‘Arco muito inclinade, pouca erina —— Ponto de contato perto do espelho 4° dedo assume 0 equilibrio do arco Cotovelo mais baixo do que panho Nao apertar 0 arco nem crispar a mio Manter o paral Entre talio e meio ® Posig&o normal * Priorizar movimento basico 2 + Entre 1° e 2° quarto do arco (guamigao) ae ® Arco inclinado © Ponto de contato perto do espetho Cotovelo mais baixo do que punho Discreto movimento lateral Manter o paralelismo No meio © Posigfio normal ¢ Pouco acima do meio © Priorizar movimento de antebraco ——S ar © Arco inclinado~s tave * Arco plano - mais aspero * Brago dependurado, como se estivesse na tipdia Eutre meio e ponta © . Posigiio de ponta * Movimento principal: antebrago (estender ¢ Ser flexionar) ® + Atco plano © Brago relaxado Na ponta + Posigdo de'ponta * | Movimento principal: antebrago SS * | Arco plano © | Mais pressao ©: Nao abaixar demasiadamente o pulso NB: Aplicar no Sev. op. 2, vol. 1, ex.6, emf Fm, pe pp. Golpes de arco nko so movimentos bésicos, Elesnascem da coordenagio de movimentos bisicos. Embora exista sempre um movimento principal, utros também participam da execugao do golpe. Apurar a sonoridade 22 4.3.3. Détaohé retrégrado | + Um outro importante tipo de détaché diz respeito ao détaché retrdgrado. Esta arcada se caractcriza pelo deslocamento progressivo da regiao do arco, a partir do local onde a arcada comega (p.ex. talZo), em diregao & outra extremidade do arco (p.ex. ponta) Y * As notas que recebemn maior quantidade de arco para que a mudanga de regitio soja oO realizada niio devem ser mais acentuadas do que as outras. ) 4.3.4 Procedimento para o estudo do détaché retrégrado 6 * No 1° compasso, 0 arco inicia no tao e vai se dirigindo progressivamente para a Ponta, sem que as notas para baixo — que recebem mais arco - sejam mais acentuadas do que as para cima, C U . c + No 2° compasso, o arco comega na ponta e vai retornando para o talfio, sem que as o atcadas para cima ~ que recebem mais arco - sejam mais acentuadas do que as para 6 baixo. ( c c i : , © Compensar a menor quantidade de arco com mais pressio ¢ vice-versa. sengremn ocoocececana ae O © .Estudar em todas as regides do arco, mas exeouté-lo 23 4.4 Martelé * Otermo murtelé, em frances, significa martelado, ou seja, arcada de efeito percutido, onde 0 volume méximo da nota situa-se no momento do ataque, com répida e repentina queda de gradagio. * Omarrelé tem origem no détaché. Os movimentos principais de produgiio de ambos | golpes de arco sto parecidos, As diferencas esto no ataque percutido do primeiro, I com pausas entre as notas, * Uma das principais caracteristicas do marielé consiste na brusca parada do arco entre as notas. Durante a pausa deve-se observar um momento de descontragao do brago. i * Amelhor regiao do arco para a realizacio deste golpe de arco é, sem davida, a ponta, No entanto, principalmente a titulo de exercicio, pode ser praticado em todas ee resides, com quantidades diversas de arco e dindmicas variadas (pp, p, mp, my, fe D. * Golpe de arco curto, de cariter decidido e enérgico, tende a provocar contratura da bravo dircito. Torna-se necessério observat um momento de relaxamento, loge apés 0 ataque. H * Deve-se evitar treinar este de golpe de arco por um Jongo espaco de tempo. Lengos estudos em martelé nem sempre colaboram para resultados mais eficientes, Methor seria estuda-lo pouco ¢ bem, * Flesch (1978:49) considera 0 marteié, pelo menos no que se refere A téonica de arco, Wo importante quanto 0 désaché. O golpe de arco ~ na metade superior - combinaria dois tipos de movimento: o primeiro horizontal - realizado pelo antebrago umm ouvo de rolasdo do antebrago (pronagio - supinaglo) responsdvel pelos acentos, © autay Sugere pressionar na pausa ¢ retirar a pressio logo no inicio da nota pepe SSS (pr= pressio) 4.4.1 Procedimento. Além da forma de estudo sugerida por Flesch, observar pontos como: Pressionar verticalmente a corda durante a pausa ¢ reirar a pressto logo no infeio da arcada, i * : Atcada curta e pausa longa, Prioritariamente na regio da _ ponta, : Utilizar-se de dinamicas diversas (f mf, p, e pp). Estudar pouco € bem, pois pode gerar um excesso de tonos muscular. C C C C C ¢ C C C cocac sacoaocn ARORAGrrmRraAnrnnsr 24 4.5 Spiccato ‘© O'spiccato & um dos prineipais golpes de arco, caracterizando-se por um movimento cfclico, eléstico e pendular, que faz com que as crinas do arco saiam da corda apds cada nota. «Neste sentido, poderia ser subdividido em uma fase na corda - quando as crinas tangem a mesma, colocando-a em vibrago ~ e duas fases aéreas ~ quando as crinas abandonam a corda, para mudanga de dirego do arco. ae Faso atrea favo a corde fas aérea © O sucesso de umn spiccato depende de fatores que vio desde quest&es relativas as condig&es materiais — qualidade do instrumento, peso do arco, resisténcia da vareta, tensio das crinas, curvatura do cavalete, espessura das cordas etc, ~, até outras que dizem respeito ao comportamento do executante — regularidade da arcada para cima e para baixo, ponto de contato do arco com as cordas, ambito das diversas fases (aérea e na corda), quantidade e regifio do arco ete, * Omovimento utilizado para a realizado do spiccato tem origem no détaché. Sem wm détaché de boa qualidade, torna-se imposstvel a realizactio de um bom spiccato. Por isso, recomenda-se que todas as passagens em spiccato sejam precedidas por minucioso estudo em détaché. ‘+ Muitos problemas que ocasionam a faléncia de um spiccaro, advém de questes que nto dizem respeito ao golpe de arco propriamente dito, Dentre outros poderiamos citar, a contratura do brago, a auséncia de paralélismo, sonoridade deficiente, distribuigio ow” quantidade de arco defeituosa, falso ponto de contato, mudanga de corda irregular, inclinagio desproporcionai do arco ete.. * Quanto ao spiccato em si, 0s ertos mais frequentes esto relacionados com uma fase aérea muito pronunciada - que gera uma arcada excessivamente percutida -, ot fase na corda inconsistente, de resultado pouco satisfatério. ® Spiccato ¢ um golpe de arco que necessita de um balanco proprio. Mal compa-ando, seria com uma bola posta a quicar por um jogador de basquete. A bola quica por si $6, ‘mas os movimentos harmdnicos e regulares do jogador so imprescindiveis, para que isso acontega, Em relago a velocidade, o spiccato possui limites de realizagéo, tanto no que diz. respeito a0 menor, quanto ao maior tempo.a ser executado. oO oO oO oO O oO O Oo Oo OQ © O O oO OC Sietint semenen meinen 25 4.5.1 Piocedimento para 0 estudo do spiccato Forie 4 Pobigio de taldo e no taliio * Movimento de todo 0 brago (m.b. 2) «Arco muito inctinado; pouca erina a 4° dedo equilibra 0 arco Movimento pendular 2 Fase aérea menor do que a da corda Movimento eléstico ¢ ativo Ponto de contato perto do espetho Cotovelo mais baixo do que punho Mezzo-Forte Posigéio normal ¢ na altura da guamigZo ‘Movimento de todo o brago (m.b. 2) ‘Arco inclinado ee * Movimento pendular * Ponto de contato perto do espelho # Cotovelo mais baixo do que punho Snir do détaché Piano | Posigdo normal e pouco abaixo do meio ou no meio Movimento conjugado de brago ¢ antebrago Atco inelinado - dolce ; arco plano ~ menos suave Se Ponto de contato perto do espelho Cotovelo mais baixo do que punho Nio contrair outras articulagdes Posi¢&o de ponta e acima do meio ‘Movimento conjugado de brago e antebrago Arco inclinado 3° dedo assume 0 controle do arco. Para estudar, partir sempre de umm sonoro déaché...No spiccato, ao conttétio do que no samuilé, a etina ‘lees a cord. O movimento pendular, que ocasione a fase aérea, é menor do que o horizontal. Ainda assim, ® fase aérea pode ser maior ou menor, wm fungéo do efeito que se quer produzit. Nao bater com o arog na sorda, ou sea, fase agrea geralmente menor do que a da corda. Observar os pontos de contato do arco com corda em fingo da curvatura do cavalcte, mas, especiaimente em forte nfo sacrificar a sonoridade em prol dalimpeza Material de estudo: Sevcil op. 2, voll, ex. 65 var. 161~175// vol. Ik ex. 29: var. 481-536 vol. WH, ex. 375 var. 777 - 888 Cid.) 26 4.6, Sautillé * Otermo sautilfer, em francés, significa “saltitar™, No entanto, ao contrario do spiccato, neste yolpe de arco as crinas permanecem na corda. © Acrigor, o sautilié pode ser visto como um déiaché rapido, com caracteristicas scnoras parecidas com as do spiccato. + Aarticulagao do punho ~ movimento bisico n° 5 - por vezes é apontada como amais importante na execugao deste golpe de'arco...No entanto, nunca é demais ressaltar que nenhum golpe de arco depende apenas de uma articulago. O movimento de antebrago, assim como o de brago ~ para mudangas de corda — também se fazem presentes ¢ néio podem estar enrijecidas. * Como no spiccato, o sautillé depende de fatores que variam com a qualidade do arco, seu peso, tenso das crinas, elasticidade, ponto de equilibrio da vareta etc. * | A quantidade de crinas a ser utilizada também varia com o efeito que se quer obter, O arco plano gera uma sonoridade mais aspera, enquanto que inclinado produz uma i sonoridade mais suave. | + Aregiiio do arco varia com o peso do arco e do brago do executante, De uma forma geral, pode-se dizer que um sauillé mais lento deverd sor realizado pouco abaixo do meio, ¢ um sautillé mais rapido terd a tendéncia de encontrar seu ponto ideal em uma regio mais acima, 4.8.1 Procedimento Movimento principal: punhofantebrago. Partir de tim pequeno détaché na corda (m.b,3). Ir soltando progressivamente o punho (m.b.5), Posig&onormal. 4° dedo pode deixar a vareta Comegar bem acima do meio e vir progressivamente em dirego ao tal. Procurar 0 ponto de equilibrio onde o arco pula por si s6. NAo bloquear as articulagdes do cotovelo e ombro.. Arco um pouco inclinado. Aproximar as cordas na mudanga de cordas. Investir na sonoridade. NB: 0 sautiié tem caracteristicas préprias, mas pode variar muito de executante para executante, Na tmaioria dos casos, o movimento principal ¢ feito pelo punho. O antebrago deve permanecer descontralco, emi alguns casos, partcipando da arcada ou até mesmo assumindo a fungi de movimiento principal. © brago também participa, principalmente em mudangas que envolvem mais de duas cordas. “Muitas vezes 0 esfergo. n *sltar* determinadas articulagSes resulta no bloqueio de outras. Coordenar 0 arco om a mio esquerda em dlvaché, antes de iniciar © sautilé. Flexiblizar a articulagto do ombro para nto cercear as mudanges de corde. Bstudar no Sevetk op. 2, n°6, var, 194, 196 ¢ 198 ({b. 74 e uma nota em cada arco); n°29, var $37 - 560, n° 897 - 984, Uma variagdo por dic. Tempo = 130 ~ 152, 27 4.7 Staccato £ O verbo siaceare, em italiano, significa destacar, separar, desligar © Otermo staccato, no que diz respeito aos instrumentos Se A execusaio de uma série de notas, intere, mesma direg&o, para baixo ou para cima, * As pausas entre as notas so obti * alguns autores recomendam o uso do punh, Sutros se utilizam do movimento de rotagHio do antebrago, outros ainds referem-se a tim movimento de brago, adquitido através de contratura do mesiag * Por outro lado, a realizagao deste golpe de arco, com freqiiéncia, depende de fatores individuais que variam muito com as babilidades de cada um: beat maneira, toma-se dificil apontar “a melhor forma” de fazé-lo, * Galamian (1962:78), em alguns casos, como cavalete, Nas arcadas pata cima, a do espetho, enquanto que nas para baixo, * O efeito sonoro produzido staccato & p (1972:50) 0 surgimento do staccato na técnica violinistica deve ce 0 fato de que o ‘rarielé tem umn limite de velocidade bem menor do que 0 stocaare * Segundo este autor, o mecanismo do martelédifere do staccato an medida em que no Brimeiro, cada arcada, para cima ou para baixo, comesponde aan linico acento de Presso enquanto que no staccato, os acentos de Pressdo feitos durante as pausas,e no see ge? Sto tantos quanto o niimero de notas a serem realizadas, G golpe de arco, Segundo ele, teria a denominagao de martelé-staccaty, * Bo uma das formas de realizagio do staccato, asim como no martelé, 4 ponta estaria mais virada para o cavalete arecido com o do martelé, Para Flesch durante a pausa corda é pressionada através do movimento de rotagtio do antebrago Martelé Pr. Pr. (Pr. = acento. de pressio) Martelé Staccato Pr, Pr, Pr. Pr, Pr, Pr. Pr. Be, (Pr. = pressio) Vryvivedy i ; oO DEEEEBS 28 4.7.4, Procedimento + Aawada basica subjacente ao staccato é um détaché, preferencialmente na metade superior e capaz de abarcar todas as notas contidas em determinada passagem. *, Aarcada deve sempre comegar com uma pequena pausa antes da primeira nota, durante @ qual exerce-se pressdo vertical sobre a corda,, + As pausas entre as notas, como no martelé, passam sempre a ser acompanhadas de pressiio realizada por movimento de rotagéio do antebrago. ©, A ptessio é retirada logo no inicio de cada nota. Pouco arco na metade superior + Aplicar em estudos conio Kreutzer n° 4 (5) Yariantes: 1 V_ (para cima) : * movimento principal: pronagSo/supinagiio do antebrago + arcada (mb 3 ¢ 2) * arco muito inclinado * cotovelo ¢ punto altos 2° V- (para cima) movimento principal: punho (trémulo) + arcada TL (para baixo) punho baixo inverter as crinas retirar dedos 3 ¢ 4 movimento de dedos + arcada (mb.2 3) eee ee * V +I (para cima ¢ para baixo) coordenar ambos movimentos oO eee ewe 29 4.8 Staccato volante * O staccato volante surge da combinagiio dos movimentos basicos 2 ou 3 com um movimento rotativo do punho. + A distingao basica entre 0 staccato ¢ 0 staccato volante esté em que, no segundo, 0 arco abandona a corda apds a emisstio de cada nota. * No staccato o curso do atco é interrompido apés cada nota, enquanto que no staccato volante 0 acento de presstio sobre a corda é substituido pelo movimento rotative de punho. i. ! ¢ A 1" nota da arcada para cima deve partir da corda, apés uma pausa com acento de pressiio. * A regio pouco acima do meio é & mais indicada para se iniciar 0 staccato volante, embora o golpe de arco possa ser também treinado em outras regises, 4.8.1 Procedimento + Comegar com uma série de arcadas para cima (V), no meio, sem sair do lugar. * Movimento circular de punho. + Em seguida coordenar o movimento em espiral do punho com o deslocamento do arco para q taldo, * Arco inclinado, ° Partir da corda, com acento de presséio, como no staccato. © Menos arco na metade superior, mais na inferior. + Brago pouco ‘mais alto, * Iniciar com 2 notas ¢ acrescentar outras progressivameitte. ¢. Aplicar no Kreutzer n° 5 O Oo oO OC QO OQ Oo Oo oO O OQ O Oo O° O 30 49 Acordes © estudo de acordes ~ seja de 3 ou 4 sons - envolve uma série de questdes, como. tipo de ataque, pressio, velocidade do arco, ponte de contato, condusio de vozes ete, AS oe Tealizé-los sfio das mais variadas e dependem sempre do Contexto onde aparecem. O ideal seria dominar 0 maior numero de possibilidades e escolher a mais, adequada, em fungio de fatores con , andamento, dinamica, condigoes do Ancamento, dindmica, condieses dnstrumento e curv o Savalete, ¢ A’maneira mais convencional de execugao de acordes implica no apoio das notas superiores, No entanto, especialmente no estilo poliffnico, a passagem pode requer a sustentagiio de vozes situadas no baixo ow em vozes intenmediarias sus pals, ozes intermedisrias, + Em outros casos, tomna-se possivel a execugao simultanea de 3 notas, o que requer técnica especifica. + Osataques, de ume maneira geral, podem ser taito antecipados, quanto no tempo. 4 4.9.1 Acordes de 3 sons * Quanto a sua execugaio, os acordes — tanto de 3 quanto de 4 sons - podem ser quebrados, simultdneos ou arpejados 4.9.1.1 Quebrado: *° No avorde quebrado, geralmente as notas mais graves sio tocadas antes da pulsegdo ¢ as mais agudas no tempo, Na maioria das vezes, as duas mais graves sio atacadas juntas, antes do tempo, ¢ g transig&o para a mais aguda ¢ feita atrayés da corda do zeiom rotario: io on palcaig + _Aorda central ea mais aguda do acorde so mais agentuadas. Galamnian (1962:88) “ecomenda que se inlensifique-@ pressio na cords central durante a transite, de forma ‘ reduzit a distincia entre as cordas Tals Aaudas ¢ as mais graves, + Dependendo da sitago, apis 0 ataque, qualquer das trés notas — como por exemplo a do meio ~ poderé ser sustentada individualmente. Ve : eiitrenaet filers issonaienly brassy ree RNR 2 tA tsa ° occecoce oO coce 31 * Caso a vor, principal esteja no baixo, o acorde quebrado podera ser executado de forma invertida, isto , de cima para baixo. EN * Outra forma de realizagiio do acorde quebrado de 3 sons é atacar apenas uma nota ¢ sustentar as outras duas, ou ent&o atacar duas notas e sustentar apenas a terceira, * Quanto ao ataque dos acordes quebrados de 3 sons, o arco tanto pode partir da corda, Sgmovit doar. O tipo de ataque vai sempre deponienag tien goer team or estitg da obra, famento, So.lempo wil para preparacio doacorde, assim como da dinamica c dadireio de io Gea, Quimporiante ¢ cr uma definicho clara do que se'yal fazer, antes Ge dariniclo A arcada. eee — 4.9.1.2 Simulténeo + Flesch (1978:61) afirma que o ataque simulténeo de acordes de 3 sons requer maior pressfio sobre as cordas, assim como uma mudanga de ponto de contato para a regitio do espelho. Ele recomenda que 0 aluno se certifique — com os olhos - que as crinas estejam assentadas nas 3 cordas, antes do ataque propriamiente dito, + Galamian (1962:90), por sua vez, sugere que o ataque vena de cima para baixo, a partir do ar, posicionado-se o arco pouco acima da corda central. Segundo ele, esses acordes devem ser treinados em todas as regies do arco, tanto para baixo quanto para cima, * Oiideal seria conhecer ¢ poder realizar os dois tipos de ataque, nas duas direges ¢ om qualquer parte do arco. * Para o estudo de acordes de 3 sons Rostal (1997:69-70) sugere as seguintes variantes: 32 1. Atacar 3 cordas de uma vez: colocar 0 arco sobre as 3 cordas presto suficiente para abaixar as 3 cordas ponto de contato perto do espelho arco plano (muita crina) arcadas curtas (apenas ataque), com retomadas 2, Atacar 3 cordas (como em 1) ¢ manter as duas mais agudas . nN cd * atacar perto do espe..10 ¢ muder 0 ponto de contato para perto do cavalete. 3+ Atacar 3 cordas (como em 1) e manter as duas mais graves m. oO —< ‘atacar perto do espelho ¢ mudar o ponto de contato para perts do cavalete 4, Atacar 3 cordas (como ém 1) e manter a corda mais aguda i nas hy & = + alacar perto do espelho mudar o ponto de contato para perto do cavalete . 5, 'Atacar 3 cordas (como em 1) e manter a corda do meio nom = aad © atacar perto do espelhio e mudar ponto de contato para perto do cavalete . oO 33 6. Atacar 3 cordas (como em 1) e manter a de baixo nm * atacar perto do espelho e mudar o ponto de contato para perto do cavalete. 7. Atacar 3 cordas (como em 1) ¢-nanter as 3 cordas n on | =< + neste caso o ponto de contato deve permanecer perto do espelho * mais pressio ¢ mais velocidade durante as arcadas * pensar em um crescendo para a ponta Para cima: ¢ estudar todas as 7 variantes comegando na ponta, para cima (V) * estudar também todas as variantes, a partir do meio do arco * todos 05 acordes para cima devem ser atacados a partir do ar (como no fouetté) © diminuir a pressto progressivamente © pensar em um diminwendo Para baixo e para cima: © coordenar as duas técnicas * estudar todas as variantes para baixo e para cima © os acordes para baixo saem da corda © os acordes para cima s em a partir d. ar (vide fouewté) * estidar também os acordes para baixo e para cima a partir do ar. | a N.B, Aplicar no Sev. op. 2 n° 37 Oy 34 an 4.9.1.3 Atpejado : ¢ 2 O93 o> © Oavorde arpejado de 3 sons geralmente é utilizado em passagens em piano, assim OG como em andamentos lentos. Qualquer uma das 3 vozes pode ser sustentada e ele deve C ser estudado tanto para cima (V), quanto para baixo (£1), no tempo ou antecipado, C > : Algumas variantes: O4 a3 Os Oo? O° ome NG 9.2 Acordes de 4 sons Qo GO) * Osacordes de 4 sons simultineos néio podem ser realizados nos instrumentos de corda, estes por causa da curvatura do cavalete. Sendo assim, restariam os dois outros tipos, 21 sd seja, 08 quebrados ¢ 08 arpejados. © 38 08 qucbrados.¢ 08 rpeiadas. Oo Ce ee 4.9.2.1 Quebrados O> . 3 + Osacordes de 4 sons podem ser seccionados de vatias formas. A mais comum seria a i divistio em duas e duas notas. } oa oO; O> oO C © Neste caso, o arco ataca 4s notas inferjores pouco antes do tempo forte, pare depeis : oe acentuar as notas siferigres Ro tempo. © ataque no tempo também & pane Rio a? depende G6 Contexto ¢ do Carter da pega. QO, om + Algumas outras formas de seccionamento dos acordes de 4 sons seriam: oO; . O> : Hoa oO} only | o O > oO; i Oo i G i . oO | © © C c © srevenp em menceamzreeneneies pein en eercrre mercer 35 t fa) © Osacordes invertidos, nos cuais as notas séo atacadas simultaneamente mas a nota a ser sustentada localiza-se ent uma das vozes inferiores, so caracteristicos do estilo polifSnico e suas realizagdcs: dependem sempre de uma prévie angilise da condugiio das vorgs,! we. 4.3.2.2 Arpejados : + Oarpejar de acordes de 4 sons pode ser feito tanto da corda mais grave para a mais aguda, quanto da mais aguda para a mais grave. * Assiin como os de 3 sons, eles sio caracteristicos de movimentos lentos e de passagens em piano, onde a dinamica no comporta a pressio necessétia para 0 ataque simultineo de cordas. * A acentuagto da nota principal do acorde poders estar antecipada ou no tempo. Be Be * Flesch (1978:61) apresenta ainda as seguintes possibilidades de realizagiio para acordes de 4 sons. Aplicar no Seveik op.2 1°37 * Vide Flesch (1978:126), Galamian (1962: 91-92), Rostal (1982:117-118), c c ¢ 36 4.10 Arpejos © Os arpejos continuos de 3 ¢ 4 cordas em Jegato formam a base de outras arcadas, como o ricochet, A regularidade ¢ ¢ equilibrio das notas sio fundamentais para a clareza da arcada. A tendéneia reside na acentuagiio exagerada e a manutengo por mais tempo das notas das extremidades clos arpejos, em detrimento das notas centrais, que n3o sio suficiontemente apoiadas. Para cotrigir esse tipo de erro, pode-se pontuar as passagens, desde que o ponto nao seja colocado nas notas que ja estariam sendo mais ressaltadas, eo, y ® ¥ ° O exemplo 2 exercita o erro, jé que na maioria das vezes 0 arco passa com muita rapidez pela corda do meio, Mais indicado seria o exemplo 3, onde a corda central recebe mais atengtio. © No entanto, sugerimos para tais casos um outro tipo de exereicio, onde os valores _ Permanecem os mesmos, com apenas um deslocamento do acento métrico nm dene No caso dos arpejos em 4 cordas, o deslocamento métrico para os tempos frecos também contribui para o equilibrio ritmico das notes — ' O deslocamento de acento métrico provoca uma alteragao apenas na forma de “ver” a Passagem. Os movimentos em si, permanecem os mesmos. ce ¢ oO ce oO PHL vee SB eee BwK wee wey Peviongrems mnaomnmenigen weer veneer +, Asarcadas pontuadas surgem com freqiéneia em todo tipo de repertério, : 37 4.11 Arcadas pontuadas * Blas apresentam problemas que devem ser afalisados fora de um contexto musical specifica, * Disttibuigo do arco, local de realizagao, quantidade de arco, tipos de ataque € retomada de arco so algumas das questdes a serem observadas * Os pontos as colcheias das arcadas pontuadas geralmente detimitam uma artculagto, Isto significa dizer que as semicolcheias devem ser sempre valorizadas Em arcadas longas ¢ mais lentas, 0 arco, em principio, diminui sua velocidade no Ponto, aumentando-a na semicolcheia, sem que o som seja interrompido, Tal procedimento contribui para enfatizar a semicolcheia, ‘Nesse tipo de areada, um erro comum consiste na ma distribuiggio do arco. Com ‘feqiéncia a colcheia pontuada reccbe muito arco ¢ a semiicolcheia menos do que o necessério para que seja convenientemente valorizada Emu oe voi 4.11.1 Variantes desligada ua ponta * movimento para baixo é ativo, enquanto © pata cima € reflexo ® arco plano * pensar apenas na arcada para baixo tempo: Desligads no talio * levantar o arco apés a arcada para baixo, ‘ou seja apés a colcheia pontuada. +, Na mudanga de arco no tall, aps a arceda para cima, no se levanta o arco. Ligada na ponta * o.arco permanece na corda * os impulsos so dados nas setnicolcheias * diminuir a velocidade do arco no ponto e articular a semicolcheia Ligada no talio * “garco deixa a corda apenas apés a colcheia pontuada para cima © jamais levantar o arco na mudanga de talao Arco inteiro com retomada no talio * arco inteiro . « fevantar ¢ retomar o arco apés colcheia ponteada para cima © diminuir a velocidade do arco na colcheia pontuada para baixo © valorizar a colcheia (+ arco) Realizagio: 142 Tempo: Arco inteiro com retomada em ambas as diregées + arco inteiro © Jevantar ¢ retomar o arco apés cada colcheia pontuada ©) yalorizar a semicolcheia Tempo: “ = 50 B.,. Aplicarno Sev. Op.2, 6 38 4.12 Sicilianas + A.detlominagdo arcada sicitiana tem origem na danca do mesmo note, de compesso coniposte (6/8, 12/8) e ritmo pontuado, ¢ A.areada pode ser realizada em todas as regides do arco, em tempos lentos ou rapido, + Em principio, a distribuigao do arco deve ser sempre proporcional ao valor de cada nota, 214 |. arco inteiro (g.B.) a colcheia pontuada recebe % de arco a semicolcheia % acolcheia 4 a velocidade do arco permanece a mesina Tempo: “ = 72 2. metade superior (0.11) «as relagdes permanecem as mesmnas Moyo vom * acolcheia pontuada 3/8 @ asemicolcheia 1/8 + acolcheia 2/8 Tempo: “ = 210 . mnetade inferior (WEL) as relagées permanecem as mesinas Mv my a colcheia pontuada 3/8 asemicolcheia 1/8 a colcheia 2/8 o arco levanta no t madanga de diregio eee eee fo, antes da Tempo: “ = 210 © Esludar também as trés variantes (u.H, oH e g.B), ligando as duas primeiras notas. - es ey ~ Be weeeie wos. wee. 40 + Nesses casos, a quantidade de arco usada para as arcadas para cima ¢ para baixo é a mesma, 0 que significa dizer que a arcada para cima necessita 0 dobro da velecidade da que a arcada para baixo. + Normalmente a somicolcheia ¢ articulada o arco deixa a corda apés a arcade para cima, antes da troca de diresio, 4.13 Portato (Louré) * Portare, em italiano, significa levar, conduzir. Também conhecido como louré @ackson, 198726), trata-se de um golpe de arco de suima importdncia para o estudo da sonoridade ¢ do frascado. O portato caractetiza-se pela articulaggo - ou acentuagdio - de diversas notas em uma mesma arvada. O efeito sonore é parecido com o do détaché, sendo que as notas so ; articuladas em um mesino arco (V ou ID. ! FERRER + Segundo Rostal (1997:73) 0 portato estaria em oposigao ao legato. No entanto, apesar de articuladas, as notas nfio chegam a ser interrompidas, isto é, nfo hé pausas entre elas, : * Oporiaio surge do movimento de pronago/supinag&o do antebrago (m.b. 4), coordenado com os movimentos de metade inferior © superior (m.b, 2 ¢ 3) e transmitido através do dedo indicador. * Procurar estabelecer a diferenga entre peso e pressfo: 0 peso (relaxamento do biago) Constante; 0 aumento de pressio (movimento de pronag%o) no inicio de cada nota dé origem 20 portato @ Manter a velocidadé do arco * Estudarem 2, 3, 4,5, 6, 7 até 12 (ou mais) inflexdes. * Treinar também arenas na mete le superior na inferior. @ Capet (1929: 138) denomina staccato ondulé a uma arcada com as mesmas caracteristicas do portato. 4.44 Mudanga de arco ° Amudanga de arco consiste em uma mudanga de diresio do arco (IT ou V). Quando a mudanga coincide com um cémbio de motivo, membro de frase ou frase, torna-se menos problemdtica do que quando ocorre em uma passagem que, por questées fraseoldgicas, nfo deve ser seccionada. Nesses casos, 0 arco deve escamoted-la de tal forma, que a mudanea de arco torne-se praticamente imperoeptivel. Aumento dz | velocidade antes ou depois da mudanga, trancos, acentos e movimentos bruscos so as principais causas das mudangas mal realizadas, ET EO I ESPANA Bea ey 89 cw wee ew. 41 4.15 Mudanga no taléo oA aikdanca de areo no taldo requer maior atengio do que as tmudangas realizadas no , meio|do arco ou na ponta, O- * O'maior peso do tao e « falta de intimidade com essa regito do arco sto fatores que | O>3 contribuein para 0 surgimento de ruides no momento da mudanga de arce no talio, ae especialmente em andamentos mais lentos es * A flexibilidade dos dedos é essencial para uma boa mudanga no talso, O oO « ¢ ( oO Os O> QO Oo © oO O Go Oo Oo Gs OC we. + A mudanga no taldo, quando em uma mesma corda, implica em movimentos espeeificos, que devem ser cuidadosamente estudados. No entanto, quando coinside com uma mudanga de corda, toma-se necessario redobrar a atengio, para que ambas as mudangas (dirego ¢ corda) estejam perfeitamente sincronizadas 4.15.1 Procedimento * A mudanga no taldo pode ser feita através da combinagdo de dois movimentos bisicos ona ~Jevantar © baixar todo o brago - ¢ 0 n°6 - estonder ¢ flexionar todos os dedoe © brago conduz-o arco para o talfo e pouco antes da mudanga todos os desiow deixam-se slender, como no m.b. 6. O cotovelo desce, mudando de diregiio, pouco antes da mudanga (movimento ondulado) * Os dedos flexionam-se, mudando a dirego do arco, * As muclangas realizadas através de movimentos de dedos ocotrem apenas nas smudangas para baixo (C1). Nas mudanas para cima (V) os movimentos de dedos ou pulso devem ser evitados, * Bstudar primeiro em ama corda variagdes em 3 cordas (do taldo a pouco acima da guamnigtio) ¢ depois as seguintes 3 vatiantes: (#" = 72) NB. Observar 2 coordenago da mudanga dle corda com a mudange de diego do arco, «que devem estar sempre bem sincronizadas. Aplicarno Sev, op. 2 n° 3 Japon Orme RR NRIESSANES sien omer cece nee eccco BOB, Ce Oe OOO E UW UO CBE UG EEUU UE BH ES BEL GUL ee 42 4.16 Ricochet (Balzato) O principio basico do ricocher consiste em utilizar a elasticidade natural do arco para deixaelo quicar — ou ricochetear — sobre a corda. + Esse golpe de arco é realizado em uma ou mais cordas, repetindo ou trocando-se de notas, Pode ser feito em apenas uma dirego (normalmente para baixo) ou continuamente (para baixo e para cima), # Rostal (1997-73) menciona duas formas de realizar o ricochet: a primeira consists em Jangar 0 arco sobre a corda ¢ a outra ~ mais dificil ~ implica em fazer com que 0 arco ricocheteie apenas apds a 1° nota da arcada para baixo. Neste caso o arco seria posto a saltar através de um movimento brusco de inversio das crinas, no momento da mudanga de arco (f1). 4.16.1 Em uma corda Ricochet sem mudanga de corda pode ser treinado em diversas variantes, Inicialmente, 0 arco é langado na corda, na regio do meio, de uma altura que o permita quicar sobre a corda descontroladamente, aproveitando-se a elasticidade da vareia Bm um segundo momento deve-se procurar controlar o ricochetear do arco, transformando-o em grupos de 2, 3 4, 5 ou mais notas eed + Mais tarde, estudar também variagdes do tipo 190 ¢ 193 do exercicio n° 6 do Sevcik op. 2, vol. 1 ¢ procurar coordenar este tipo de ricochet com os dedos da m&o esquerda. oO o0or AEN egrEe sesneruce it~ om pester 43 4.16.2 Ricochet Continuo 0 ricochet continuo normalmente & usado com arpejos em 3 ¢ 4 cordas. No entanto pode também urgir om apenas uma corda e ser estudado progressivamente em etapas diversas:? 1. Deixat o arco quicar na corda scm procurar controli-lo, © comegar para cima (V), com muito pouca crina ¢ na regio do meio quando o arco estiver um pouco abaixo do meio, inverter bruscamente as crinas, voltando a vareta para o lado do cavalete, através de um movimento repentino do punho para baixo. deixé-loquicar ™ desordenadamente na mudanga de diregiio, nfio levantar o arco da corda; o ricochet surge do movimerto brusco de inversiio das crinas © pouco atco, eventualmente sem 0 4° dedo (posigao de ponta) e sem muita pressdo do indicador. » Em seguida fazer esse exercicio procurando adquirir controle sobre 0 ricochet, trarsformando- © em grupos de 2, 3 ow 4 notas :oymiva vow ¥ cee = Cerca * Nesses casos o ricochet parte sempre da corda, precedido pela inversio das crinas, 3. Troca de dirego, com ricochet (TeV) © comegar como em 1 © mudar de dirego, deixando que o arco quique descontroladamente para cima ¢ pata baixo. ® o impulso ve sempre antes da arcada para baixo, através do movimento brusoo do punho ¢ da inversiio das erinas, ¥ LAN Troca de diregio, com 4 semicolcheias (tb. 3 ¢ 2) vide Rostal (1997-73-74) ferererereleleraiere) Se ea 44 5. 3 para baixo e 3 para cima 2 5. 2 para baixo ¢ 2 para cima Conhecida como Drum Stroke ou Trommelstrich (vide Flesch, 1978: 54 - $5) 4.16.3 Com mudanga de cordas Comegar com legato e sé passar para 0 ricochet quando a arcada estiver bem regular, Os impulsos para 0 ricochet sio dados pelo movimento brusco de punho e em direso A ponta De Pensar sempre em inverter o Jado das crinas, para que 0 arco pule, Usar a elasticidade da vareta. 2 para baixo e 2 pa. cima em duas cordas 45 4.17 Legato Ligar duas notas, ainda que em uma mesma corda, requer a observancia de pontos como continuidade do vibrato, suavidade nas mudangas de posigao, equilibrio de pressio, velocidade, distribuigdio do arco ete. Vibrar cada nota separadamente, interromper as oscilagdies geradoras do vibrato ova falta de sincronizagaio das oscilagBes produzidas pelos diferentes dedos podem resultar em seccionamento involuntirio de determinada passagem. Mudangas de posigao bruscas ou muito lentas tendem a prejudicar o legato. ‘ A pressiio exercida sobre as corcias, a velocidade eo ponto de contato devem ser constantemente compensados, seja em fungio da regitio do arco que se est tocands (taléo, meio ou ponta), seja em fungdio das mudangas de dedo ou de posigdo - que exigem tratamento diferenciado. A distribuigio orgéniva ¢ equilibrada do arco contribui para uma boa realizagio do legato, 4.18 Legato com mudanga de corda : * Mudangas de corda em uma mesma arcada devem ser feitas através da aproximagao das cordas, com movimentos ondulados ¢ suaves, evitando-se os bruscos, repentinos ou angulares. t t eS PANN NaS e No'momento da mudanga em cordas vizinhas, por uma fragio de segundo, as cordas silo tangidas quase que simultaneariente, como se a passagem estivesse em cordes duplas, » Cordas mais graves - mais crines; mais agudas - menos crinas. © Caro “nio deve pereeber que mudou de corda”. # Na regido do talio - priorizar movimentos de dedos. ‘© Em duas cordas - movimento de punho para a. mudanga de corda, sem que se interrompa os movimentos que deslocam 0 arco (m.b 2 ou 3), © Em trés cordas ceder com o cotovelo, ajustando-o a altura da corda na qual se esté tocando ou posicionando-o na altura da corda intermediaria, ‘© Em cordas duplas para baixo (11), o arco deixa a corda mais grave, passa pela corda do meio, para atingir a mais aguda, Com isto libera-se o dedo que tocava na corda de baixo, Nos movimentos para cima (V) percorre-se 0 caminho inverso. + A boa distribuigao de arco, assim como controle de pressao, ponto de contato e velocidade sfo fatores essenciais, que devem ser observados nas mudangas de cordas. «Os dedos da milo esquerda precedem 0 arco. Quando o arco se precipita e chega & corda antes desta ter sido pressionada e interceptada pelo dedo e espelho, a tendéncia é cue ocorra bm comprometimento da clareza da passagem. 46 4.19 Retomada de arco + Aretomada de areo ovorte quando duas ou mais arcadas sfio articuladas na mesma diregio, a a a A|| a f i ¢ Aretomada em si (fase aérea) se caracteriza por um movimento circular, em espiral, realizado durante a pausa. © As critas so retiradas da corda, para em seguida tanger a préxima nota no mesmo ponto do arco onde a anterior teria sido execuitada, (ase atrea da arcads em V) Muito comum na execugiio de acordes sucessivos, a retomada deve ser treinada tanto pata baixo, quanto para cima ¢ em todas as regides do arco. + A fase aérea da arcada (a trajotoria circular descrita pelo brago) ¢ sempre proporcional ao andamento da pega. Nos movimentos lentos, a retomada faz-se mais lenta pare evitat arrancos; nos mais rapidos, torna-se mais rapida para evitar atrasos. + Oataque tanto pode ser aéreo, quanto partir da corda. Ambos devem ser estudados, VCS EHS LS OH EEEH YE BWW. LOL Led be w8 ee uu vow oO eoUU UW 47 4.29. Arcada de Viotti © Consiste em uma espécie de variante de um staccato de duas notas, que se caracteriza pela acerituagiio da segunda nota, © A acentuagio é feita através de um maior consumo de arco, o que gera uma distribuigéo desigual ¢ alternada do arco. + AI nota comega para baixo, a cerca de % de arco antes da ponta. © Rostal (1997:77) sugere que a nota sem acento seja uma espécie de reflexo da acentuada, como © processo usado na 1° variante das arcadas pontuadas. ¢ Observar a distribuig&o desigual do arco, facilita a execugiio da arcada + Embora seja uma arcada tipica de metade superior, pode-se estudar também da metade inferior ¢ com todo 0 arco. 4.21 Arcada de Paganini © Aarcada de Paganini consiste em uma arcada mista, que, apesar de alternar uma nota destigeda e duas ligadas, requer a mesma quantidade de arco para as duas diregdes. ¥ ¥ ¥ ee ‘© Normalmente exccutada na metade superior do arco, como exercicio pode ser treinada na metade inferior, com todo arco e comegando-se também para cima, Mey Moy nl moyen Yon y wm ee = = = = > '* Assim como na arcada de Viotti, a arcada de Paganini aparece com frequéncia na literatura articulada em forma de martelé VeUveoewuse oe OO. escapanais mussesieaiveneanitamuitncaz0s nan pee asee ce eee Ee ea eee 48 4.22 Arcada de Rostal * Aarcada de Rostal combina duas notas ligadas para cirma (V), com duas para baixo (C1) em uma-espécie de ricochet, Para cima (V) -vareta do arco inclinada para o espelho (pouca crina) Para baixo (21) ~ crina plana As notas para baixo sto obtidas através de um movimento brusco de inversio das crinas, feito pelo punho. i * Segundo Rostal (1997-75), quando este tipo de arcada comega para baixo (II), pode-se realizdla de duas formas: {Na primeira 0 arco é levantado apés a primeira nota curta (apés a mudanga para cima) n ¥ oN, ww A'primeira nota apds a ligadura seria feita através de uma espécie de movimento involuntério, como uma parada de arco mal feita. 2. No segundo caso o arco ¢ levantado logo apés a ligadura, A He yD ative ‘ O impulse é dado antes da primeira nota curta © Neste contexto, poderfamos citar uma terceira variante, onde o impulso para as duas notas cuttas sairia de um acento de pressdo dado na primeira, como acontece no staccato volante oanto de presto O arco para e pressiona a corda antes do acento. issus arcadas sio f itas na regifio do meio e demandam tempo rapido, ou seja, a pertir de | corcade J = 112 ° ecoocenecac PRE. eeu L ye Uw BOHES EEUU EEy YE SY vuUuee 49 4.23 Collé » O verbo coller, om francés, significa colar, grudar. Logo, trata-se de um goipe de arco no qual o arco deve estar “grudado” & corda, antes do ataque propriamente dito. +» Oarco € posicionado sobre a corda ¢ no momento do ataque produz wn som curto © penetrante. * Apés cada arcada, 0 arco é levantado verticalmente para, em seguida, atacar préxima nota, sempre a partir da corda. + O.atague é bem parecido com 0 do marfelé, sendo que © momento de preparagdo da arcada é bem mais curto. © Collé geralmente ¢ usado na metade inferior do arco, mas deve-se treind-lo em todas as regies, 4.24 Fouetté © O verbo fouetler, em francés, significa chicotcar, golpear. © Foueuté & um golpe de arco enérgico, de efeito percutido, com ataque vindo do ar. © Gosalmente usado na regitio da ponta, em arcadas para cima (V), No entanto deve ser esludado mi todas as regides do arco, assim como em arcadas para baixo (T}) . © Especialmente usado para a execugio de acordes para cima (V) ¢ trinados, © Quando em arcadas para cima (V), apés a movimento para baixo ([1), 0 arco é levantado para, Togo em seguida, golpear a(s) corda(s) em ditegdio contraria (V), produzindo wm ataque seco penetrante. © Para o alaqye, levantar 9 arco no ultimo momento, 4.25 Jets © Otermo frances jeter, significa langar, jogar. «Para alguns autores, como Rostal (1997:73), 0 jeté vem a ser sinénimo de ricochet. Neste caso 0 arco seria “langacio” na corda, como no ricochet. « No entanto, para Capet (1929:50) 0 jet - como 0 staccato volante - consistiria em uina série de notas curtas no mesmo arco. A diferenga entre os dois seria que no feté o arco é retomado no mesmo local, mantendo igual distingia em relaglo ao talzo (como a 1° variante do estudo sobre 0 staccato volante). + Sogimdo Jackson (1987:23) a diferenga entre 0 feté e 0 staccato volante serina velocidade mais lenia do 1°. Aém disso, no eté as nots seriam producidasindvidualment,enquant que no staccato volante a produggo seria em série, como no staccato. c eceeccecao 50 4.26 Piqué © Piquer, em francés, significa picar, furar. © Segundo Aver (1926:VI, 12), este golpe de arco esté relacionado com 0 staccato volante, na medida em que cada nota é articulada individualmente na corda, através de uum movimento de pulso. Os golpes sto realizados em uma mesma dirego, tanto para baixo ([1), quanto para cima (V). © Qataque ¢ andlogo ao do martelé, é, sendo que o arco deixa a corda logo apés 0 ataque da nota. Neste sentido, pode ser equiparado ao collé, sendo que constituido por uma série de arcadas na mesma diregaio. + Rolland (1959:48) recomenda gue os movimentos sejam feitos prineipalmente pelos dedos, em tempo moderado e em todas as regides do arco. 4.27 Picchettato © Ovverbo italiano picchiettare significa bater rapidamente, pontithar. * Pasquali ¢ Principe (1952:115) referem-se ao picchetatto como uma sucesso de notas picadas na tnesma diregdio, tanto para cima (V), como para baixo (FI). A arcada seria realizada através de movimento de punho, que retomaria 0 arco no mesmo local, ene uma e outra nota, * Por outro Jado, o termo também é usado como sinonimo de staccato (Rostal, 1997.76), * Outros equiparam o termo italiano picchettato ao francés pigué (Jackson, 1987:33). pee SL 4.28 Roulé tte tee vvarate virada para o espelno arco plano _varcta virada para o cavalete ' © “Para obter uma qualidade de som mais profunda ¢ flextvel, néio basta que o arco esteja apoiado sobre a corda; é preciso que ele a penetre, que ele a possua, e para isso £ necessirio acrescentar ao apoio vertical (facilitado pela elasticidade da vareta) uma espécie de flexibilidade horizontal aumentando a sensibilidade deste apoio. Devemos fazer com que cada dedo da mao direita possua um controle infinitamente mais sutil do que o simples apoio de toda a mao. Isto ocorrerd através de um golpe de arco ao qual daremos 0 notre de golpe de arca roulé (a vareta deverd girar de um lado para o outro entre o polegar e 0 médio durante 0 estudo deste golpe de arco)”. (Capet 1929:23). i 2 Q movimento bisico consiste em estender ¢ flexionar o polegar durante a arcade | © Observar a distribuiglo de arco 4.29 Lancé © Segundo Capet (1929:58) 0 Zaneé consiste em um movimento rapido, do taldo até a ponta, vice-versa. * Orago deve ser projetado com 0 maximo de velocidade possivel. © Q.arco néo deixa a corda, * Galamnian (1962:68) refere-se a um détaché lancé, golpe de arco caracterizado par grande velocidade inicial, que diminui progressivamente até o final da arcada. © Geralmente, quando ha tempo, faz-se uma pequena pause entre as arcadas, 52 ¢ 4.30 Bariolage : c c Barioler em francés significa matizar, ou seja, estabelecer nuangas ou cores diversas. O + O témo dariolage diz respeito a uma passagem onde, através da continua mudanga de c cordas, procura-se explorar os timbres individuais de cada uma delas. ( ©, Ocmprego da buriolage pode ser feito em duas, tres ou quatro cordas. Uma das formas mais freqdentes diz respeito a uma passagem onde notas reelizadas em outras cordas so alternadas com corda solta, como na Partita n° 3 para violino solo ie J. S. Bach. Oo O00 8. 8 * Capet (1929:20-22) sugere exeretsios a serem feitos em diversas regiées do arco, com os seguintes dedithads 3: O Oo 4.31 Brisure Oo Oo +O verbo briser, em francés, significa romper, quebrar, abrir wna fenda, Na técnica de 6 2300, brisure aplica-se a uma passagem com salto de cordas, oO i 2, oO O G o C (Krouter, 1° 7) C © O principal problema deste tipo de passage reside em coordenar a mudanga de corda com a mudanga de arco, sem que as cordas intermediérias sejam ouvidas. © A titulo de exercicio, as diversas fases seriam: atacar a nota; parat 0 arco; mudar de corda; atacar a proxima nota. Caso essas fases nfo estejam bem definidas, a tendéncia & de se ouvir ruidos ou cordas soltas intermedidrias. ¢ A brisure pode surgir em qualquer regio do arco, mas 0 mais freqiente é na porta. C 6 C oceacecacennr loo 53 4.32 Flautato © Efeito sonoro de arcada suave, onde se retira a press, usando-se o proprio peso do azéo, associado a maior velocidade, Ponto de contato perto do espelho (su! tasio). : i 4.33 Tremolo Consiste na repetigtio acclerada de uma mesma nota, realizada na extrema ponta do arco, ou no meio, através de um pequeno e rapidissimo détaché. © movimento principal é realizado pela articulagto do punho. Pouca erina Bventualmente pode-se retirar os dedos da vareta, mantendo-se apenas o indicador. A inversio das crinas é outro recurso que pode facilitar a execugio do tremolo. 4.34 Sul ponticello ‘Qualquer arcada executada quase sobre o cavalete, sem muita presséo. © © ponto de contato perto do cavalete impede as oscilagSes regulares da corda, gerando uma sonoridade dspera e penetrante. * Geralmente usada em combinago com 0 legato, détaché ou tremolo. 4.35 Sul tasto * Qualquer arcada realizada préximo ao espelho, com pouca pressiio ¢ maior velocidade do arco. Produz, uma sonoridade mais aveludada, de pouca consisténcia, semelhante 20 flautato, 4.96 Col legno ¢ Expressdo italiana que significa produzir o som através do contato da vareta do arco com as cordus, * Jackson (1987:59) indica um série de variantes (co! legno tratto, col legno battieo, half col legno ~ half arco, col legno battuto ~ sul tasto, col .legno battulo - sul ponticetto, -ol legno ~ behind the bridge ete.) encontradas especialmente na musica do século XX * No cntanto, a forma mais tradicional consiste na execugdio deste efeito com uma quantidade suficiente de crina, associada a uma inversio do arco, isto é, com as crinas voltadas para 0 espelho 9OOGSC comanacnaoaas ecoceecccos DCO 34 4.37 Harménicos * Arigor os harmnicos sto produzidos através de um comportamento especifico da mio squerda. No entanto este efeito requer mais velocidade do arco, ponto de contato perio do cavalete e significativa diminuigéo da pressio. © Para notas de curta duragao deve-se utilizar um spiccaito mais largo e leve, na metade inferior. © Pouca crina. + Flesch (1978:34) lembra a necessidade de uma quantidade suficiente de resina nas crinas para a boa execugdo dos harménicos. 4.38 Cordas duplas * As principais dificuldades para a execugto de cordas duplas dizem respeito as téenicas de mio esquerda, No entanto, a produgto sonora requer alguns procedimentos que mio podem ser negligenciados. A execugao simultanea de dias cordas exige, em principio, 0 dobro da pressio ¢ maior velocidade de arco, Em geral a corda mais grave deve receber maior apoio. Em determinadas passagens, a voz principal deve ser ressaltada, 0 que exige uma difcrenciagio de pressdio a ser usada em uma ¢ outra corda. A corda solta tema tendéncia de soar sempre com maior intensidade. * Nas passagens em détaché ou spiccato em forte deve-se priorizar a regio do talio, onde 0 arco possui mais peso. Ateng&o com a coordenagio da mudanga de cordas com ade arco (fle V). As mudangas de corda em legato so realizadas através da corda do meio, O ponto de contato também deve ser modificado, principalmente em intervalos onde as. notas se encontram muito distantes uma da outra, Neste caso, 0 ponto de contato deve ser balanceado, ficando entre uma e outra posi¢ao. oe 55 5. O estudo da sonoridade 5.1 |Generalidades + Fonética ¢ a ciéncia que estuda 0 som da linguagem quanto a sua produgéo pelos érgtos fonadores (fonética fisiolégica), suas caracteristicas fisicas (fonstica acistica) e percepgtio pelo ouvido (fonética auditiva). Ela diz respeito ao estudo isolado do som, a seu aspecto material, acisticd, concreto, fora de um contexto significative. Na fonética iio se. leva em conta a pertingncia dos sons a uma determinada lingua, » Por analogia, a produgio som, enquanto principal elemento constituinte da misica, amber deve areata eclademente isto 6, fora de um contexto musical. » Fonologia é uma parte da lingiistica que estuda os sons quanto A fungo por eles desempenbada na lingua. ©. O instrumentista ao estudar apenas a sonoridade, deve ter uma perspectiva “fonética”, isto 6, 0 som quanto a sua produgao, sua beleza ¢ qualidades inttinsecas; a0 estudar afinagao, por exemplo, deve-se ter uma perspectiva “fonolégica” , isto é, a furcaio, ov significado, desempenhados por determinada nota em uma tonalidade, * Assim como o cantor treina sua voz, o instrumentista deve apurar a qualidade de sua sonoridade, * A sonoridade nos instrumentos de corda, além de pessoal, possui uma infinjdade de matizes, que devem ser dominadas em todas suas gradagdes e timbres, 2 Os clementos basicos constituintes do som sto, como sabemos, intensidade, altura ¢ timbre, * O parimetro intensidade - estabelecido pelo arco - é 0 mais facilmente reconhecido, embora nem sempre seja suficientemente treinado, * Altura é basicamente determinada pela miio esquerda. Pressiio do arco, ponto de contato e vibrato, no entanto, também influenciam a altura das notas, ¢ Timbre, por sua vez, & 0 mais sutil. Diferentes cordas estabelecem timbres diversos, ‘Um sina 1? posigdo na corda 14 ndo possui o mesmo timbre de um si, na mesma altura, {ocado na corda ré, ou na corda sol, em outras posighes. ssa é uma diferenciagZo bastante clara e freqtientemente usada para realgar motivos, No entanto, a mesma nota, na mesma posig&o pode ter timbres diversificados. Peso e relaxamento do brage, presso do arco contra a cora, ponto de contato, regio do arco, quantidade de crinas e velocidad séo alguns dos elementos que influenciam o timbre + Posigiio do instrumento, posigées do arco e paralelismo sto pré-requisitos essenciais pata a sonoridade. © Calamian (1962;10) faz interessante. analogia entre as consoantes de uma lingua - que nas cordas corresponderia aos elementos percutidos - alaqucs ¢ acentos no inicio das notas - ¢ as vogais, que dizem respeito & manutengo c acabamento da nota, ao longo de sua tealizagio, © Alidéia scria de tocar, ¢ ouvir, durante a nota - como dizem os érabes -, ¢ nfo apenas a nota | Ao tocar, deve-se procurar sentir a resisténcia da corda, O arco empurra a corda para baixo © a corda empurra o arco para cima, como acontece quando queremos empurrar uma bola para baixo d’agua, 56 como brago ¢ mio cedem, adaptando-se a cada regitio do ~ ar * Dispgusar atengfo especial ¢ diferenciada para cada corda. Reconhecer suas individualidades. Nao se pode exercer indiscriminadamente 0 mesmo tipo de pressiio € velocidade sobre todas as cordas. CG. ° As principais desafinagdes da sonoridade causadas pela ma condugiio do arco sio trés: fata ou excesso de pressiio, arrancos e acentos fora de hora (causados pela falta de dontinio da velocidade ¢ da distribuigo organica do arco) ¢ mal uso do ponto de contato, que deve depender da posigo na qual se esta tocando. ( ¢ * Corda, vareta ¢ crina, ass C ( 5.2 Elementos basicos da produgéo do som 5.2.4 Press&o ‘Segundo Flesch (1S 78:38), a presséo do arco contra as cordas é cxercida basicamente , pelo dedo indicador da mio direita, através de um pronunciado movimento de prenagdio do antebrago, ® A pressfo nfio é constante € varia em fungtio da corda, posigao ¢ regio do arco ne qual se esté tocando, © O membro superior direito deve permanecer descontraido, de forma a fazer com cue seu peso contribua para a pressiio exercida pelo arco contra as cordas. Logo, seria necessério estabelecer a diferenga entre peso do brago ¢ pressto: o peso, no sentido de relaxamento, pode ser pensado como algo constante, enquanto que a pressio seria circunstancial. O peso estaria para a qualidade do som a presstio. para a quantidede, * Oareo, por ser mais leve na segido da ponta, demandaria mais pressfio nesta regio, que seria aliviada na medida que a arcada se dirigisse para o taldo. ® Sentira diferenga entre segurar 0 arco e deixa-lo apoiado sobre as cordas. # Qs franceses dizem: I - tirez (puxar); V - pousser (empurrar), Pode-se penser em “puxar” ¢ “empurrar” a corda com a crina do ‘arco, em vez de puxar e empurrar agenas ‘arco sobre as cordas. A corda, quando pressionada com o arco parado, cede para ‘oaixo em diregdo ao tampo do instrumento, Neste caso podemos falar de pressio Vertical, Destocando-se 0 arco para baixo (II) ela cede também em diregtio A arcada para baixo, aproximando-se mais da corda mais aguda. No sentido inverso - para cima (¥), a corda cede também para cima, aproximando-se da corda mais grave, Neste sentido, podemos falar de dois tipos de pressiio: uma vertical ¢ outra horizontal 6 C } 5.2.2 Velocidade e distribuicdo. 6 * A velovidade do arco depende dos valores das notas a serem tocadas, do tipo de _ frascado © esta intrinsecamente ligada A distribuig0 do arco. Por isso fala-se em Oo Yelosidade proporcional © * Uma distribuigio do arco bem planejada é de Fundamental importancia para o frascado, além CG de condicionar sua velocidade. 37 ‘0 diz respeito & velocidade, ou quantidade de arco, atribuida a cada nota e & regidio onde deve ser tocada, ‘A paititura, no que diz respeito & mao esquerda, indica o dedo, a posig&o, a corda, 0 tempo ea altura que se deve tocar determinada nota. Apenas o vibrato careceria de indicagdes mais precisas, geralmente feitas pelo professor durante as aulas O arco, por sua vez, recebe muito menos informagoes acerca de seu procedimento. Para baixo (11), para cima (V), ligaduras, pontos sobre as notas, duragio das notas ot sinais relativos d dindmica so algumas das poucas indicagées para o uso do arco. Pressdo, ponto de contato ¢ velocidade do arco - elementos basicos da produg&o do som nos instrumentos de corda ~ normalmente sic precariamente indicados nas partituras, Capet (1929:8) sugerc as seguintes indicagdes para a distribuigdo do arco: srcbinteio mat job dere Da ade, By —4 Ghee “ESE ‘amoitive Dp $ £ Sa Heel 2 4 distribuigdo, em um primeiro momento, pode ser vista como simétrica ou assimeétrica: Na simetrica @ velocidade do arco corresponderia aos valores das notas, Neste exemple, cada tempo secebe o correspondente a % de arco. Na assimétrica a quantidade de arco nfo corresponde " y aos valores das notas, necessitando movimentos ea compensatérios - como presséio ou ponto de contata ~ = para equilibrar a sonoridade. Em crescendo ou = diminuendo observa-se sempre a distribuiggio assimétrica, mesmo em notas de igual duragio Os erros mais comuns ocorrem na mudanga de dirego do arco, onde, tanto na ponta como no {alio, aumenta-se ou diminui-se excessivamente a velocidade do arco, sem uma justificativa de ordem musical ou fraseolégica. = Assim como se obtém uma concepgio clara dos dedilhados, deve-se procurar ter um plano organico de distribuigae do arco, no decorrer do estudo de determinada obra. 58 5.2.3 Ponto de contato I posigass alte * O ponto de contato do arco em relagtio ao cavalete depende de fatores variados, que vio desde a curvatura do cavalete até a resposta do instrumento. No entanto, de uma forma geral, podemos enunciar alguns principios bisicos, que servem como referéneia: Ponto de contato préximo ao cavatete: nas posiges agudas em notas longas em f Ponto de contato entre 0 espelho € 0 cavalete: nas posiges médias em valores médios em mf Ponto de contato proxime 20 espeliio: nas posigées baixas potas curtas emp QO * No caso de cordas duplas que estabelegam intervalos mais amplos (10 e 8") 0 ponto oO de contato do arco deve situar-se no meio do que seria os dois pontos de conia‘o 0 isolados de cada corda. Um exemplo bastante comum na literatura é quando uma corda O solta é mantida como pedal, geralmente a mais grave, enquanto a outra estabelove a : melodia. O procedimento ¢ o mesmo utilizado nos intervalos mais amplos. oO oO 5.3 Son filé 6 © son filé é uin dos exercicios mais tradicionais no estudo da sonoridade. : * son filé implica em uma arcada muito longa, lenta e sustentada, > * Posteriormente acrescentar exercicios de dinamica, como pp, p, mp, mf, fe ff; variando QO velocidade, ponto de contato © presséo, oO * Galamian (1962:103) propde as seguintes variantes de dinamica: O 6 n ¥ y n n y ¥ ) —le eee e oO n y n n Y oO =o ae ee QO oO oO oO oO - i oO IO 59 5.4 Acentos * Otermo acento refere-se a maior intensidade concedida ao inicio - ou ao ataque - de uma nota, com répida e repentina queda de volume do som. * acento confere ao som uma certa inflexfo, que visa enfatizar determinada nota, concedendo-lhe maior forga de expressiio. * Através dos acentos 0 intérprete procura expressar ¢ comunicar aos ouvintes. sentimentos ou afetos que busca representar: * Acentos podem ser feitos através de um aumento de pressiio do arco sobre a corda, de ataque vindo do ar, ou ainda de aumento da velocidade da arcada. A mudanga de diregio do arco também contribui para facilitar acentos, * Tanto a maior intensidade do vibrato, quanto a total ausncia do mesmno sto recursos que podem ser usados na execugao de acentos. © Flesch (1978:70) distingue ¢ cita exemplos de 3 tipos de acentos: 1. acento apés a mudanga de arco, sem pausa anterior 2. acento apés mudanga de arco, apés uma pausa 3. acento durante arcada em legato * No primeiro exemplo, o aumento da velooidade do arco apés a mudanga de dirego é mais indicado do que 0 aumento pressio, que, no talfo, corre o risco de esmagar 0 som. * © segundo exemplo caracteriza-se por pausa antes do acento, durante a qual o arce & levantado da corda. Logo em seguida, coloca-se 0 arco sobse a corda antes do inicio da nota propriamente dita (em outras palavras - partir da corda, em vez de arremessar o arco). O acento poderia ser feito através de uma combinagaio de ligeira presstio do arco sobre a corda, com um repentino aumento de velocidade do arco (fugir fapidamente do talio). * O'terceiro exemplo - acento durante um legato - também requer uma combinagao de aumento de presstio com aceleragao da velocidade do areo, Se ocotrer durante um piano a wentuagio ¢ feita apenas com aumento de velocidade; caso seja em forte, aldm da velocidade, aumenta- se também a pressio. O aumento da velocidade do vibrato reforca 0 efeito desejade. — * Cuidado nos acentos feitos para baixo ([1), no taldo, pois 0 excesso de pressio pode resultar ‘em_um som excessivamente forgado ou esmagado. Nos acentos para cima (V), na ponta, a pressiio deve ser aumentada, dada a leveza do arco nesta regio. + Nos acentos no talio o arco deve sempre estar sobre a corda, exercendo pequena pressiio, antes da arcada propriamente dita, + Asimples fricgfo do arco nas cordas jé proveca um tipo de ruido, que deve ser Shame aceon ae 60 * A sobreposigao dos recursos responséveis pelos acentos - pressdo e velocidade -, se exagerados, podem produzir efeitos negativos, Procurar contrabalangar os dois elementos para evitar atrancos desnecessérios. 5.5 Ruidos minorado através de um ajuste dos elementos responsaveis pela produgio do som. * O-excesso de pressiio provoca um esmagamento do som e impede a livre oscilagao da corda. A falta de pressio produz um som soprado, sem consisténcia e desagradével, * O ponto de contato muito perto do cavalete endurece a sonoridade e ‘transmite uma sensagiio metilica. * O ponto de contato perto do espetho ou o cavalete muito plano faz com que o arco esbarre em outras cordas, produzindo sons paralelos , que no se encontram na partitura. O arco defeituoso ou excessivamente inclinado pode levar a vareta a esbarrar na corda, * Para a obtenglo de una boa sonoridade, torna-se imprescindivel que o intérprete ouga atentamente cada nota ¢ procure assumir a inteira responsabilidade sobre cada som produzido no seu instrumento, Oo WOT GSS UY © OOS GS VSG YHE SY HBSS UL UWB ELE | | | i 6. Bibliografia AUER, Leopol 1 1926 BAILLOT, P. 1834 BARRET, Henry 1972 BOSISIO, Paulo 1996 BOYDEN, David 1980 CAPET, Lucien 1916 DOURADO, Henrique Autran 1998 FLESCH, Carl 1929 1934 GALAMIAN, Ivan 1962 GEMINIANL, F. 1751 JACKSON, Barbara; BERMAN, Joel ¢ SARCH, Kenneth 1987 61 Graded Course of Violin Playing, in 8 vols. Catl Fischer, New York. L.'Art du violon, Paris The Viola,, Tuscaloosa: The University of Alabama i Press, Paulina d’Ambrosio ¢ a Modernidade Violintstica no Brasil. Dissertagio de Mestrado, Centro de Letras Artes da Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO) Verbete “Bow”, in The New Grove Dictionary of Music and Musicians vol. Ul, pag 134; §11, 3; (vy). La Technique Supérieure de I'Archet. Paris: Ed. M.' Senart, O Arco dos instrumentos de Cordas. $80 Paulo: Edicon. Die Kunst des Violinspiels. Berlin: Copyright © by Ries&Erler (1978) Problems of Tone Production in Violin Playing, New York: Carl Fischer Principles of Violin Playing and Teaching. N. Jersey: Prentice Hall, The Art of Playing on the Violin. London: facs. Ed. D. D. Boyden (1952) Dictionary of Bowing Terms for String Instruments. Copyright © by The American String Teachers Asssociation, 3“ Edition. “WE T10E-HO ‘Dv opeyps P LIT Bepoayisnyl “(S0z-10¢ “sded) jardsuasien wmz Yyonqpunpy : TeIsoN XW ur * ,yoso}y YoeU YEyosed sey, YBnosogsBuyjoyy pue uopuoy “pry (Sraystqna) saooD Buadinggy uyors fo CBoporstyey ay. ‘Bizdioy] Jou Jdomorg auaunaysuyoio.ng Uap fi BunaynfuaBog sop aBopoisdiyes arcy “euarA “anyosunjor4 “snunesou emseugl ‘oouy ap sadjon a sepnowy “Weg TLOE-HO ‘Dv epeyog 2 TIN Bepoamisnyy yardsuasy) wnz yongpunpy ‘Bizdioy ‘siseg uonnpg “wayyy BUNOLA anf uapniiog F2UC] Pun uoqouog red “§'f “YoRg ut“ rOMNSeN,, “stout eueqyy) “WAST Suid} Surag ut uonoy fo Suyovar aut “uoSuTyse A ‘souareyuo|D jeUOTEN stowonpg oisnyyy Surdijcy umpor fo sopdiouric a1s0q ~ "Ze Gy “saury souong, “BOROLIAUTY IPIOSTY © “OURLWL TOM rwoIzIpE ‘B10 ‘pe ‘PONSHUNOLA BOHOMPIC] X DANA ap jonunyy -uyors [5 > ‘Amqsiny -anyosujorg “(opeorgnd ogu oyjeqen) PMO] JO AUSIOATE) “BMO] ‘anbruyoar uyor4 ay) 1 sayonouddy jwo1Zo8ppag Supe yt fo uoynyo> y 9 L661 eNO UTNIOA 1L6I STUN TANSSAINAN 200 “ACNAZS £061 ‘A 'NSSNVHNIALS CE8T a “1 ‘aHods 8661 ‘TeueneW ‘SITTVS 1661 7861 XEN “IVISCH TLOT 6561 ned ‘GNVTIOU 96L UW “AION -'9 Tivadsva 9SLI ‘T'LaVZOW i vLOL piodooy ‘agsoad VT

Você também pode gostar