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AULA V

- Medição de Vazão: Placas de orifício

3
Medição de Vazão

Existem basicamente 4 grandes grupos de medição de vazão:


Volume – Medidores de deslocamento positivo que medem
diretamente o volume.
Velocidade – Medidores que através da velocidade obtêm a
vazão volumétrica (Q=Av). Ex: Turbina, Ultrassom, Magnético,
Vórtex, Rotâmetro.
Inferência – Medidores que a partir de um fenômeno físico
como o diferencial de pressão e de correlações experimentais
reconhecidas, estimam a vazão. Ex: Placa de Orifício, V-Cone,
Annubar, Venturi
Massa – Medidores de massa. Ex: Coriolis, Térmico

4
Calibração

Uma das grandes vantagens dos medidores


de vazão por inferência, que é o caso da
placa de orifício, é de não requerer nenhum
outro instrumento de vazão como
referência. Basta calibrar o transmissor de
pressão diferencial associado.
Já os demais medidores precisam de um
medidor padrão

5
6
Conceito básicos do escoamento

7
Conceito básicos do escoamento

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Conceito básicos do escoamento

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Energias do Escoamento

As energias presentes em um escoamento são:


Energia Potencial é a energia que o fluido possui em função de sua
posição em relação à um referencial gravitacional. Ep = mgH
Energia Cinética - é a energia que o fluido possui em função de sua
velocidade. Ec = ½ mv2
Energia de Pressão - é a energia que o fluido tem em função da sua
pressão. Se o fluido tem um volume V em m3 e está submetido a uma
pressão p em N/m2 , a energia de sua pressão, expressa em joules é dada
por Epr = pV
Energia Interna - é a energia resultante da energia molecular do material
e é função da temperatura.
Energia total envolvida no escoamento é dada por:
Et = Ep + Ec + Epr + Ei

11
Energias do Escoamento

Conservação da energia total:


Ep + Ec + Epr + Ei = cte
mgh + ½ mv2 + PV = cte (÷m)
gh + ½ v2 + P/(m/V) = cte
gh + ½ v2 + P/ρ = cte (Equação de Bernoulli)

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13
Elemento primário amplamente utilizado em instalações industriais,
baseado no princípio de medição à partir da variação do diferencial de
pressão em um orifício com a variação da vazão.
Vantagens:
Facilidade de instalação e de manutenção
Boa confiabilidade
Custo relativamente baixo
Desvantagens: 25:1
10:1
Não linearidade
Baixa Rangeabilidade do conjunto trasmissor-placa(5:1, com o uso
da nova tecnologia de transmissores microprocessados. Com os
transmissores analógicos antigos, essa rangeabilidade era de 3:1)
Grande dependência das condições operacionais
Maiores velocidades desenvolvidas devido a redução brusca
(existência de canto vivo) e erro de 1,5%.

14
Placas de orifício

15
Placas de orifício

Objetivo:

- Tipos de placas
- Seleção
- Dimensionamento adequado
- Instalação

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Placas de orifício

Tipos de Placas
Quanto ao orifício:
Concêntrica
Segmental
Excêntrica

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Placas de orifício

Placa Concêntrica:
Quanto ao bordo
Bordo Reto
Bordo Quadrante
Entrada Cônica

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Placas de orifício

Tipos de Placas
Placa de orifício concêntrica de
bordo reto ou canto vivo (“square-
edged” ou “sharp-edged”)
Placa de orifício de entrada em
β= d/D
quarto de círculo ou bordo
quadrante (“quadrant edge”)
Placa de orifício de entrada
cônica
Placa de orifício excêntrica
Placa de orifício segmental

19
Placas de orifício

20
Geometria

21
Geometria

Concêntrica Bordo Reto


E e e: espessuras da placa padronizadas em função
de D
OBS: As placas de bordo reto sem chanfro não tem
sentido de montagem e podem ser usadas na
medição de vazão em escoamentos bidirecionais.

22
Espessura recomendada pela N-1882

Espessura recomendada pela ISO-5167


A espessura e deve ter uma dimensão entre 0,005D e 0,02D
Por motivos de robustez, a espessura E pode ser maior que a
espessura e. Para isso, esta dimensão E deve ser maior que e e
menor que 0,05D

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Medidores de vazão baseados em diferencial de
pressão

25
Tipos de Placas
Concêntrica de Bordo Reto:
Recomendada para fluidos limpos sem
sólidos em suspensão, não viscosos e onde a
perda de carga não é um fator importante;
São de uso inadequado para quantidades
razoáveis de condensado em fluxo de gás
ou gás em fluxo de líquido devido a
pequena capacidade do vent e dreno;
0,1 < β < 0,75
Maior exatidão de medição na faixa
de 0,2 < β < 0,6 (coeficiente de
descarga calculado com maior
exatidão)
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Tipos de Placas

27
Tipos de Placas

Concêntrica de Bordo Quadrante:


Líquidos viscosos com número de Reynolds abaixo de 100.000β;
0,245 < β < 0,6;
Erro de 3 a 5 vezes maior que a placa concêntrica de bordo reto;

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Tipos de Placas

Concêntrica de Bordo Quadrante - Raios recomendados pela N-1882

29
Tipos de Placas

Concêntrica de Entrada Cônica:


Líquidos viscosos com número de Reynolds abaixo de 200.000β;
0,1 < β < 0,316;
Pouco utilizada devido a falta de dados experimentais
Erro de 3 a 5 vezes maior que a placa concêntrica de bordo reto

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Tipos de Placas

Placa Excêntrica:
Adequada para medição de mistura
gás-líquido ou vapor-líquido;
O orifício deve ser colocado na parte
superior da linha quando o escoamento é
de líquido contendo gases ou vapores;
O orifício deve ser colocado na parte
inferior da linha quando o escoamento é
de gás contendo condensado;
Na haste da placa aparece a palavra
excêntrica.

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Tipos de Placas

Placa Excêntrica:
Também adequada para fluidos com
sólidos em suspensão, porém, menos
recomendável seu uso do que a segmental
por possuir menor capacidade de drenagem;
Bordo de entrada reto;
Utilizada em tubulações horizontais para
justificar a excentricidade;
NBR-13225
0,46 < β < 0,84;
32
Tipos de Placas

33
Tipos de Placas

Placa Segmental:
Mais adequada para fluidos com sólidos em suspensão do que
a placa excêntrica;
Na cauda da placa aparece a palavra segmental;
Menores números de Reynolds que a excêntrica;
Menos exata que a concêntrica;
0,3 < β < 0,8;
a
β=
A
a: Área interna do segmento
A: Área interna da tubulação

34
Tipos de Placas

35
36
Tomadas

Radius Tap

37
Tipos de tomadas de pressão

Tomadas de canto ou de face (“corner taps”) – pequenos


valores de ß.
Muito utilizado em orifícios integrais, com diâmetros de
tubulação inferiores a 2 polegadas;
As placas excêntricas só estão normatizadas para este
tipo de tomada.

38
Tipos de tomadas de pressão

Tomadas no flange (“flange


taps”) –
Tubulações acima de 2
polegadas, evitando que a
tomada à jusante esteja
numa região de pressão
altamente instável
Posição fixa independente
do diâmetro do tubo

39
Tipos de tomadas de pressão

Tomadas D-D/2 (“radius taps”)


Maior diferencial de pressão medido
Posição fixa uma vez definido o diâmetro da
tubulação

40
Tipos de tomadas de pressão

Tomadas 2 ½ D – 8D (“pipe taps”) –


Mede praticamente a perda de carga permanente;
pouco exata por registrar menor diferencial de
pressão;
Requer um trecho reto maior que as demais
tomadas;
Em desuso

41
Tomadas

Tipos de placas e de tomadas de pressão


Bordo reto com tomada nos flanges, corner taps, radius
taps e pipe taps
Bordo quadrante com tomada nos flanges e corner taps
Entrada cônica com corner taps
Placa excêntrica com corner taps
Placa segmental com flange taps

42
43
Normas e Referências Bibliográficas

ISO (International Organization for Standardization) 5167


“Measurement of fluid flow by means of pressure differential devices
inserted in circular cross section conduits runing full”;
Tomada nos flanges, radius taps e corner taps
Fluidos subsônicos e fase única
Tubulação acima de 2 polegadas
Número de Reynolds acima de 5000
ANSI/API MPMS 14.3.1;

44
Normas e Referências Bibliográficas

Miller; “Flow measurement engineering handbook”;


Martins, Nelson; “Manual de medição de vazão através de placas de
orifício, bocais e venturis”;
NBR 13225, “Medição de fluidos utilizando placa de orifício e bocais
em configurações especiais (com furos de dreno, em tubulações com
diâmetro inferior a 50 mm)
AGA 3
ISO 5167

45
Princípio de medição

46
Derivação da Equação Básica

Suposição Inicial: Fluxo unidimensional, incompressível, sem fluxo de


calor e trabalho atravessando as fronteiras do sistema;
(1) A montante da placa
(2) Na placa

ρ1,v1,A1
P1,ρ ρ2,v2,A2
P2,ρ

47
Derivação da Equação Básica

A diminuição da área de passagem faz com que parcela da energia


de pressão se transforme em energia cinética, ou seja, perde-se
pressão e ganha-se velocidade;
No caminho, através da restrição, atinge-se um ponto a jusante da
mesma que se caracteriza pelo máximo de velocidade e pelo
mínimo de pressão estática do fluido, isto é, a Vena Contracta,
ponto de menor área efetiva de escoamento, maior velocidade e
menor pressão estática;
Após a vena contracta, a troca de energia acontece no sentido
oposto devido ao aumento da área de passagem, recuperando-se
parcialmente a pressão estática, com perda de energia em forma de
calor, diminuindo-se a velocidade;
A localização da vena contracta é função do ß da placa; [1]

48
Derivação da Equação Básica

[6]
49
Derivação da Equação Básica

Equação de Bernoulli e balanço de massa:

 P1 v12 P2 v22
 gz1 + + = gz2 + +
 ρ1 2 ρ2 2
W = W ⇒ ρ A .v = ρ A .v
 1 2 1 1 1 2 2 2

Como estamos supondo o escoamento incompressível:


ρ1 = ρ 2 = ρ
Estamos também desprezando variações potenciais (z1=z2)

50
Derivação da Equação Básica

Então:
 P v2 P v2
 1+ 1 = 2 + 2
ρ 2 ρ 2
W = W ⇒ A .v = A .v
 1 2 1 1 2 2

P P v 2
v 2
 1− 2 = 2 − 1
ρ ρ 2 2

 A2 .v 2
v1 = A
 1

51
Derivação da Equação Básica

Substituindo v1
2
 A2 .v 2 
 
P1 − P2 v 2  A1
2

= −
ρ 2 2
2 2
A2 .v 2
P1 − P2
2
v 22 A1
= −
ρ 2 2
P1 − P2
2 2
v 22 A2 .v 2
= −
ρ 2 2 A1
2
2 ( P1 − P2 )
v2 =
P1 − P2 v 2
 A .
2  A2 2 
= 2 1 − 2 2  ρ 1 − 2 
ρ  A1  A1 
2  

52
Derivação da Equação Básica

Portanto, a vazão volumétrica será:

2 ( P1 − P2 )
q = A2 v2 = A2 Inversamente proporcional a
 A2 
2 massa específica
ρ 1 − 2 
 A1 

A vazão mássica será: Diretamente proporcional a


massa específica

2 ( P1 − P2 ) 2 ρ ( P1 − P2 )
W = ρ A2 v2 = ρ A2 = A2
 A2 2   A2 2 
ρ 1 − 2  1 − 2 
 A1   A1 

53
Derivação da Equação Básica

Supondo que:
D: diâmetro interno da tubulação
Equação teórica
d: diâmetro do orifício para
escoamentos
πD 2 incompressíveis
A1 =
4
πd 2
A2 =
4
πd2 2 ρ ( P1 − P2 ) 2 πd2
W= ⇒W = ρ ( P1 − P2 )
4  d  4
 d  4
4
1 − 4  1 − 4 
 D   D 

54
Derivação da Equação Básica

Para fluidos compressíveis, a massa específica a montante e a jusante


não é constante. Para levar em consideração a expansão do fluido,
quando este passa de uma área maior para uma área menor, é
introduzido o fator de expansão ε:
P.PM
M = ρV → ρ = → P ↓→ V ↑
0, 0848 zT Equação
teórica para
um escoamento
πd 2 genérico
2 ρ (P1 − P2 )
1
W =ε
 d . 44
∆P
1 − 4  ε = 1 − (0,41 + 0,35 β 4 )
 D  k .P1

O fator ε varia conforme o elemento primário utilizado!!


ε<1 para fluidos compressíveis

55
Derivação da Equação Básica

Existem outros fatores que fazem com que a equação teórica


apresente um erro com relação à predição da vazão real. Esses fatores
podem ser:
Perdas de energia devido à viscosidade
Perdas de energia devido à turbulência do fluido
As tomadas de medição de pressão nem sempre estão
localizadas nas seções correspondentes a A1 e A2.
Esses fatores têm maior influência nos dispositivos em que não há
uma redução gradual de área, como nas placas de orifício.
Para corrigir a equação teórica é introduzido o coeficiente de descarga
C, determinado experimentalmente para cada tipo de dispositivo:
Vazão Real
C=
Vazão Teórica

56
Derivação da Equação Básica

Dessa forma, e batizando de β a relação entre o diâmetro interno


da placa e o diâmetro interno da tubulação:
1 πd2
W = Cε 2 ρ ( P1 − P2 )
(1 − β )4 4
Vazão mássica
proporcional a
raiz do
1 πd2
2 ρ ( ∆P )
diferencial de
W = Cε pressão no
(1 − β )4 4 elemento
primário

O coeficiente de descarga C depende:


Elemento primário utilizado
Da posição relativa das tomadas
Da relação de diâmetros β
Do número de Reynolds

57
Derivação da Equação Básica

Equações para cálculo do coeficiente de descarga


> Equação de Stolz: Utilizada pela ISO-5167, BS-1042 e
ASME MFC-3M para cálculo do coeficiente de descarga
das placas de bordo reto com tomadas flange taps, corner
taps e radius taps
> Equação de Buckingham: Utilizada pela API-2530 para
cálculo do coefiente de descarga das placas de bordo reto
com tomadas flange taps, corner taps e radius taps
> Equação de Reader-Harris/Gallagher: Utilizada pela
AGA-3

58
Derivação da Equação Básica

A equação de vazão é, às vezes, apresentada da seguinte forma:


1 πd2
W = Cε 2 ρ ( ∆P )
(1 − β ) 4 4

C
α=
(1 − β ) 4
W =α ε a 2 ρ∆P
πd2
a=
4
1
α
(1 − β ) 4

59
Derivação da Equação Básica

As placas de orifícios podem apresentar furação de dreno ou de respiro


(vent) que não devem ultrapassar a 10% do diâmetro d da placa.
Dreno: Evitar acumulação de pequena quantidade de líquido a
montante do elemento primário em medição de vazão de gás com
arraste de líquidos em tubulações horizontais.
Respiro: Evitar acumulação de pequena quantidade de gás a
montante do elemento primário em medição de vazão de líquidos com
arraste de gás em tubulações horizontais.
Para levar em consideração a vazão por esses furos, é introduzido um
fator Fh (igual a 1 na ausência desse furo):

W = α ε Fh a 2 ρ∆P

A eficiência desses furos é duvidosa, tendo em vista a possibilidade de


entupimento.

60
Derivação da Equação Básica

Outra forma de representar a equação:

W = α ε Fh a 2 ρ∆P

πd 2
W = α ε Fh 2 ρ∆P
4

πβ D 2 2

W = α ε Fh 2 ρ∆P
4
⇓ onde A é a área interna
W = α ε Fh Aβ 2 2 ρ∆P da tubulação

61
Derivação da Equação Básica
Indicação de vazão em um sistema de supervisão

W = α ε Fh Aβ 2
2 ρ ∆P
fator da placa
Se ∆P em % do span do instrumento de pressão diferencial, o fator da
placa é a vazão de cálculo dividido por 10.
OUTRA FORMA COMUM DE REALIZAÇÃO EXPRESSO EM % DO
SPAN TANTO DO DIFERENCIAL DE PRESSÃO COMO A VAZÃO:

W (%) = 10 ∆P% 62
Derivação da Equação Básica

Separando no lado esquerdo as incógnitas e no lado direito os valores


conhecidos:
C
α ε Fh Aβ 2 ρ∆P = W
2 α =
(1 − β 4 )
∆P
ε = 1 − (0,41 + 0,35β 4
)
W k .P1
β 2α ε Fh =
A 2 ρ∆P

W
S=
A 2 ρ∆P

63
64
Dimensionamento de uma placa de orifício

W Alterar range do instrumento N


S= β dentro
A 2 ρ∆P de pressão diferencial da faixa?
DV ρ
Re =
4W µ S
Re =
π Dµ1 Viscosidade absoluta ou dinâmica (cP) d = βD

α=
C
( )
d m = d 1 + λ [t m − t ]
 k  
2 −0 , 25
(1 − β )
4

β = 1 +  1 + k 2  
  S  

N
α = f ( βi )
S β − βi S
βi = β ε = f ( βi ) β= ≤δ
α ε Fh β
Fh = f ( βi )

65
Dimensionamento de uma placa de orifício

Para o cálculo de k1 e k2, existe uma tabela que correlaciona o tipo de


elemento primário com esses valores.
Nessa tabela, embora não mostrado, também encontramos venturi e
bocal.
Tipo de Elemento k1 k2
Orifício bordo reto 0,6 0
Re>200000
Orifício bordo reto 0,6 0,06
Re<200000
Orifício Excêntrico 0,607 0,088
Orifício Segmental 0,634 -0,062

66
Dimensionamento de uma placa de orifício

Existem equações e tabelas para cálculo do fatores de


expansão ε, fator de dreno Fh e coeficiente de descarga
conforme tipo do elemento primário, tomadas de medição de
pressão, β e número de Reynolds.

α = f ( βi ) C
α=
ε = f ( βi )
Fh = f ( βi )
(1 − β )
4

C = f ( βi )

67
Dimensionamento de uma placa de orifício

Após o cálculo iterativo, obtemos o valor final de β. Esse


valor deve atender os limites da placa de orifício escolhida.
Exemplo: Limites de uso para placas de orifício
concêntrico bordo reto com tomadas nos flanges, tomadas
de canto ou tomadas D-D/2:
D> 50mm
0,1 < β < 0,75
d > 11,4 mm
Re > 5000

68
Dimensionamento de uma placa de orifício
A área do orifício utilizada nos cálculos de
dimensionamento da placa é a área do orifício nas condições
de operação.
Caso a temperatura de operação seja diferente da
temperatura em que o orifício foi medido, o diâmetro deve
ser corrigido pela temperatura de operação:

(
d m = d 1 + λ [t m − t ] )
Coeficiente de dilatação
Diâmetro manufaturado menor

69
Dimensionamento de uma placa de orifício

A área do tubo utilizada nos cálculos de dimensionamento


da placa é a área do tubo nas condições de operação.
Caso a temperatura de operação seja diferente da
temperatura em que o tubo foi medido, o diâmetro deve ser
corrigido pela temperatura de operação:

(
Dm = D 1 + λ [t m − t ] )
dm
βm =
Dm
β a 200C

70
Dimensionamento de uma placa de orifício

Exemplo:
- Para placa de orifício concêntrica bordo reto, tomada nos flanges e
diâmetro da linha maior que 58,6mm

C = f (β , Re ) = C∞ .b. Re − n
0,002286 β 4
0,000856 β 3
C∞ = 0,5959 + 0,0312 β 2,1 − 0,184 β 8 + −
(
D 1− β 4
) D
b = 91,706 β 2,5 n = 0,75

Fórmulas segundo ISO 5167

71
Fh de uma placa de orifício

ε = ε ( β , ∆P ) k: coeficiente de expansão isoentrópica


P1: pressão estática a montante da placa

∆P
ε = 1 − (0,41 + 0,35β 4
) k .P1

O fator de correção para furo de dreno ou respiro (vent),


Fh, pode ser calculado para placas de orifício de bordo reto:
2
 dh 
Fh = 1 + 1 − β   4

d 
72
Procedimento de dimensionamento

Determinação de β nas condições de “manufatura”

β @ proj ⇒ β @ 20 0
C

[
d M = d . 1 + λ placa .(293,15 − Top ) ]
[
DM = Dint . 1 + λtubulação .(293,15 − Top ) ]
λ:coeficiente de expansão térmica do material
dM
βM = dm: diâmetro do orifício na temperatura de manufatura
DM Dm: diâmetro do tubo na temperatura de manufatura

73
Coeficientes de descarga – tomadas nos flanges

Re

74
Coeficientes de descarga – tomadas em 2 ½ e 8D

Re

75
Dimensionamento de uma placa de orifício

Pode-se observar que quanto menor for o valor de β, mais


constante será o coeficiente de descarga para baixos números
de Reynolds
A incerteza do coeficiente de descarga depende de β e do
número de Reynolds.
ε não depende do número de Reynolds mas apenas do ∆p,
range do transmissor.
∆P
ε = 1 − (0,41 + 0,35β 4 )
k .P1

76
77
Cálculo da vazão de cálculo a partir de uma placa
conhecida

É muito comum que as condições de operação reais sejam diferentes


das condições de projeto.
A medição de vazão através de uma placa de orifício depende muito das
condições de operação.
Qualquer mudança nessas condições de processo, é necessário, a rigor,
que a vazão seja recalculada ou corrigida.
Variáveis que podem influenciar em maior ou menor grau na medição
da vazão:
• Massa específica de operação (mesmo grau de influência que a
medição do diferencial de pressão)
• A área do orifício ou garganta depende da temperatura de
operação do elemento primário
• O coeficiente de descarga depende do número de Reynolds que
por sua vez depende da velocidade e massa específica do fluido.

78
Cálculo da vazão real a partir de uma placa
conhecida

Para elementos primários cujo coeficiente de descarga não depende


significativamente do número de Reynolds, o cálculo da vazão, a
partir de um β conhecido, é obtido a partir de:

W = α ε a Fh 2 ρ∆P
C
W= ε a Fh 2 ρ∆P
1− β 4

C
α=
(1 − β ) 4

πd 2
a=
4

79
Cálculo da vazão real a partir de uma placa
conhecida

Para elementos primários cujo coeficiente de descarga depende do


número de Reynolds, o cálculo da vazão, a partir de um β
conhecido, é obtido a partir de um algoritmo iterativo.
O Coeficiente de descarga C inicialmente considerado na iteração é
o C∞, que é o Coeficiente de descarga para um escoamento com
Número de Reynolds muito grande.

C C∞
W= ε Fh a 2 ρ∆P ⇒ Wi = ε Fh a 2 ρ∆P
1− β 4
1− β 4

0,002286 β 4
0,000856 β 3
C∞ = 0,5959 + 0,0312 β 2,1 − 0,184 β 8 + −
D 1− β 4
(D )
80
Cálculo da vazão real a partir de uma placa
conhecida

C∞
W0 = ε Fh a 2 ρ∆P
1− β 4

W(i −1) = W0

4W(i −1)
Re i = Wi −1 = Wi
πDµ1

Ci = f (Re i )

Wi =
Ci
ε Fh a 2 ρ∆P
Wi − Wi −1
≤δ
1− β 4 Wi

81
82
Cálculo da pressão diferencial a partir de uma placa
conhecida

Um terceiro tipo de problema consiste em se calcular a pressão


diferencial para um dado elemento primário e uma dada vazão.

W = α ε Fh a 2 ρ∆P W2
∆P =
2α 2ε 2 Fh a 2 ρ
2
W 2 = 2α 2ε 2 Fh a 2 ρ∆P
2

∆P
ε = 1 − (0,41 + 0,35β 4 )
k .P1

83
Cálculo da pressão diferencial a partir de uma placa
conhecida

Para fluidos compressíveis, ε


depende de ∆p, e, portanto, é ε=1 εi = ε
necessário um algoritmo iterativo.
W2
∆P =
2α 2ε 2 Fh a 2 ρ
2

W: utilizando a vazão de cálculo ∆P


já obtemos o range do ε = 1 − ( 0, 41 + 0,35β 4 )
instrumento. Caso contrário, se k .P1
utilizarmos a vazão normal de
operação:
ε − εi
≤δ
∆ Pr ange =
∆Pnormal ε
(Wnormal Wcalculo )2

84
Perda de carga (permanente) de uma placa de
orifício

A perda de carga ∆ω para placas de orifício é a diferença entre


as pressões estáticas medidas aproximadamente a 1 D a
montante e 6 D a jusante da placa.
A perda de carga ∆ω para placas de orifício concêntricas com
bordo reto e tomadas de canto, nos flanges ou D –D/2, segundo
ISO 5167:
1 − αβ
( )
2
∆ϖ ≈ ∆p ≈ 1 − β 2
∆p
1 + αβ 2

Ex :
β = 0,5
∆ω = (1 − β ) 2
∆p = 0, 75 ∆p = 0, 75 × 2500 mmH 2O = 1875 mmH 2O
β = 0,75→ 43,75% ∆P
20% ∆P para o Venturi
85
86
87
Fluido: Líquido

Spink sugere as seguintes equações e tabelas para o dimensionamento de uma placa de orifício
Cálculo do Diâmetro do Orifício para líquidos

Qmax Gb
S=
N D 2 Fa Gf hm
Qmax: Vazão volumétrica de cálculo em condições normalizadas. Normalmente a vazão
normal fica a 70% da vazão de cálculo ou a vazão máxima operacional a 95% da vazão
de cálculo ou, ainda, a vazão mínima a 30% dessa vazão de cálculo.
Gb: Densidade do líquido na temperatura base
N: Fator de conversão de unidades
D: Diâmetro Interno
Fa: (Área do Orifício na temperatura de escoamento)/(Área do Orifício a 60oF)
Gf: Densidade do líquido na temperatura de operação
hm: Range do instrumento de pressão diferencial em polegadas de H2O
Em alguns textos aparece Fm: fator de correção para elementos secundários com mercúrio. Hoje em
diante, os instrumentos de medição não usam mercúrio (tipo seco), sendo, portanto, esse fator igual a
1.

88
Fluido: Líquido

Exemplo:
Dimensionar a placa de orifício com os seguintes dados:
Linha 8 polegadas sch 40 Aço Carbono
Fluido HC líquido
Qn = 1180 GPM
T = 100oF
P = 92 psig Qmax Gb
µ=0,45 cP S= 2
Gb = 0,759
N D Fa Gf hm
Gf = 0,74
Material da placa INOX 304

89
Fluido: Líquido

Resolução:
Da tabela 6: D = 7,981 pol D2 = 63,70 pol2

90
Fluido: Líquido

Resolução:
Da tabela 4: N = 5,667

91
Fluido: Líquido

Resolução:
Da tabela 7: Fa = 1,000 (Material da Placa
AISI 304)

92
Fluido: Líquido

Resolução:
Range escolhido para o transmissor de pressão diferencial: 0 a 200
polegadas de água
Qmax = Qn/(0,707) = 1669 GPM

Qmax Gb 1669× 0,759


S= = = 0,2885
N D2 Fa Gf hm 5,667× 63,70×1× 0,86×14,142

93
Fluido: Líquido

Resolução:
Com o valor de S, obtemos da tabela 12, por interpolação, o valor
de β:0,6505, que se encontra dentro da faixa de 0,25 a 0,75.

β − 0,650 S − 0,2879
= ⇒ S = 0,2885 ⇒ β = 0,6505
0,651 − 0,650 0,2891 − 0,2879

94
Fluido: Líquido

Resolução:
Correção da viscosidade

6,32 QN (lib / h)
RD =
D(in) µ(cP)

95
Fluido: Líquido

Resolução:
Para obter a vazão mássica em lb/h:

( ) (
Q(lb / h ) = Q ft 3 / s × ρ 60 F lb / ft 3 × 3600 )
A massa específica do produto é:
ρ60 F ( lb / ft 3 )
SpGr =
ρ H 2O60 F ( lb / ft 3 )
( ) ( )
⇒ ρ60 F lb / ft 3 = SpGr × ρ H 2O60 F lb / ft 3 = 0, 759 × 62, 4 = 47,36

Portanto, a vazão em massa será:

Q(lb / h ) =
1180GPM 3
448,8
( ) ( )
ft / s × 47,36 lb / ft 3 × 3600 = 448288,9 lb / h

96
Fluido: Líquido

Resolução:
Para obter o número de Reynolds:

6,32 QN ( lib / h ) 6,32 × 448288 ,9


RD = = = 788869 , 6
D ( in ) µ ( cP ) 7,981× 0, 45

97
Fluido: Líquido

Resolução:
Entrando na tabela de correção do fator de Reynolds (β calculado
e RD): FC = 0,98

7,9x105

98
Fluido: Líquido

Resolução:
Como 0,98 < FC < 1,02, não há necessidade de correção pela
viscosidade.
Se FC estivesse fora dos limites, deveríamos repetir o cálculo
determinando um novo S’=S/FC. Por conta disso, encontramos a
seguinte expressão para cálculo de S na literatura

Qmax Gb
S=
N D 2 Fa FC Gf hm
Com o valor de β, obtemos o seguinte diâmetro da placa:
d
= 0,6505 ⇒ d = 5,1916
D
• Esse diâmetro é nas condições de temperatura de 60oF

99
Fluido: Gás

Para dimensionamento com fluido gasoso, inclui-se o fator de


expansão que, segundo a nomenclatura utilizada por Spink, chama-se
Y (ε anterior):

Wnormal
S=
359 D 2 Fa FC Y ρ f hm

Y é o fator de expansão que leva em consideração a compressibilidade


dos gases.

ρ1 Massa específica a montante


Y=
ρ2 Massa específica a jusante

100
Fluido: Gás

ρf: massa específica do gás nas condições de processo


Wmax: Vazão mássica de cálculo em condições normalizadas.
Normalmente a vazão normal fica a 70% da vazão de cálculo ou a
vazão máxima operacional a 90% da vazão de cálculo ou, ainda, a
vazão mínima a 30% dessa vazão de cálculo.
D: Diâmetro Interno
Fa: (Área do Orifício na temperatura de escoamento)/(Área do
Orifício a 60oF)

101
Fluido: Gás

No dimensionamento para gases, devemos inicialmente fazer FC e


Y iguais a 1, pois ambos precisam de β para serem determinados.
Fc para gás é, de fato, normalmente 1.
Com o valor de S calculado, obtemos β a partir das tabelas.

Com os valores de β, k (Cp/Cv) e a relação hw/pf obtemos, através


do gráfico Y x hw/pf, o valor de Y
hw: diferencial (polegadas de água) gerado para vazão
normal,
pf é a pressão normal em psia a montante da placa

102
Fluido: Gás

Y =1 S=
Wnormal β = f (S )
359 D 2 Fa ρ f hm

 hw 
β' −β β = β´ Y = f  β , k, 
×100 ≤ δ min  pf
β  

β ´= f ( S´)
Wnormal
S´=
359 D 2 Fa FC Y ρ f hm

103
Fluido: Gás

104
Fluido: Gás

Calculamos o novo S’: S


S =
'

FC Y
Com o novo S’, obtemos um novo β’.
Se:
β' −β
×100 ≤ δ min
β

Calcule o diâmetro do orifício e fim


Se não, calcule os novos Y e FC com o novo valor β’ e
verifique o novo S”. Daí obteremos o novo β”.

105
Dados de Processo para Dimensionamento de Placas
de Orifício:

Número de condições operacionais


Vazão (normal, máxima e mínima)
∆ω máximo permitido
Pressão a montante
Massa específica (líquidos)
Viscosidade (líquidos)
Temperatura a montante (gas e vapor)
Peso molecular (gas e vapor)
Fator de compressibilidade (gas e vapor)
Cp/Cv (gas e vapor)
Diâmetro interno da linha

106
Limites: Diâmetro do elemento primário

107
Limites: Diâmetro interno da tubulação

108
Limites de β

0,1

109
Limites de Número de Reynolds

110
Limites de Rangeabilidade

Rangeabilidade máxima do transmissor de vazão: 5:1


Quando a rangeabilidade requerida for maior que 5:1 e
menor ou igual a 9:1, utilizar dois transmissores com
“overlap” de, pelo menos, 5% em torno do ponto de
chaveamento de vazão.
A limitação do uso de uma placa não está na
rangeabilidade mas na perda de carga permanente
inserida pela mesma.
A vazão mínima de operação deve ser no mínimo 20% da
vazão de cálculo e a vazão máxima deve ser até 95% da
escala no caso de um transmissor. A vazão normal deve
ficar situada entre 50 e 80% da escala (N-1882).

111
Uso de Orifício Integral

Pequenas vazões
Diâmetros inferiores a 2
polegadas (de ½ a 2
polegadas)
Evitar em fluidos com
sólidos em suspensão

112
Uso de Orifício Integral
Diâmetros padronizados:
0, 508 mm, 0,864 mm,
1,511 mm, 2,527 mm,
4,039 mm e 6,350 mm
Perda de carga 100 % da
pressão diferencial
medida pelo transmissor

113
Uso de Porta Placa

114
Uso de Porta Placa

Troca sem parada da planta


“Select plates in seconds without interrupting the flow”

Rangeabilidade muito alta, gerando perda de carga excessiva


Manutenção com o processo em operação
115
Cuidados de Instalação

Sentido da face
Posição da haste
Posição das tomadas em relação ao tipo de fluido
Encaminhamento das linhas de impulso
Selagem
Purga
Comprimento de trechos retos a montante e jusante

116
Cuidados de Instalação

Os medidores de pressão diferencial devem ser


instalados o mais próximo possível das tomadas
de pressão, para melhorar a velocidade de
resposta e evitar a possibilidade de acúmulo de
fluidos de densidades diferentes nas duas linhas
de conexão.
Os diâmetros internos das duas linhas de
conexão (linhas e tomadas de impulso) devem ser
iguais. Normalmente tubing de ½ polegada.
Fonte N-1882

117
Cuidados de Instalação

Há várias montagens diferentes, função do estado físico do fluido


medido:
Fluido limpo ou sujo
Fluido corrosivo ou não
Gás com ou sem condensado

118
Cuidados de Instalação

Quando as tomadas estão na parte inferior do flange, qualquer


sólido em suspensão pode entupir as tomadas. Por isso, evitar o uso
de tomadas na parte inferior do flange.
Quando as tomadas estão na parte superior da tubulação, qualquer
gás dissolvido pode gerar erros e distúrbios na medição .
O líquidos corrosivos devem ser mantidos afastados do elemento
secundário.
Para evitar esse contato, são utilizados os líquidos de selagem.
O líquido de selagem não pode se misturar nem reagir com o
fluido do processo.
Pode ser utilizado também, um diafragma de selagem onde,
nesse caso, o material do diafragma deve ser resistente ao
líquido corrosivo.

119
Cuidados de Instalação

Se o fluido de processo não


puder entrar em contato com
o medidor de pressão
diferencial devido a problemas
de sujeira, sedimentos,
solidificação ou entupimento
do fluido de processo nas
linhas de conexão, são usados
flushing ou purga.
Para a localização das
tomadas de processo no flange
utiliza-se, como regra geral,
para tubulações horizontais:
Gás ou Vapor: Tomadas
Superiores

120
Cuidados de Instalação

Líquido: Tomadas
Horizontais e a 45 graus
abaixo
Sempre que houver
possibilidade de arraste
de impurezas em linhas de
líquido, a tomada deve ser
instalada na posição
horizontal.

121
Cuidados de Instalação
Líquido

122
Cuidados de Instalação

Quando o fluido de processo contiver dois líquidos


imiscíveis, como por exemplo, hidrocarbonetos e água,
existe a possibilidade do líquido mais denso se acumular
em quantidades diferentes nas duas linhas de conexão,
causando erros sistemáticos.
Nesse caso, recomenda-se que o medidor de
pressão diferencial seja instalado bem próximo às
tomadas de pressão e no mesmo plano destas.
Ou pode se usar selagem (Tê de selagem).
Para fluidos que solidifiquem na temperatura ambiente,
as tomadas de impulso devem ser traceadas.

123
Cuidados de Instalação
Medição de Gás

124
Cuidados de Instalação
Gás Condensável

125
Cuidados de Instalação
Gás Condensável

126
Cuidados de Instalação

Instalação em Linhas Verticais


Evitar. Caso não seja possível, a N-1882 recomenda
que para a medição de gás, o fluxo seja descendente e
para a medição de líquido, o fluxo seja ascendente.
O fluxo descendente para gás é para evitarmos que o
condensado carregado pelo gás crie contra fluxos.
Para o líquido, a explicação seria similar. Se a
montagem fosse feita com o fluxo na descendente, o gás
tenderia a subir, tendo um sentido de fluxo, portanto,
diferente do fluido principal. Outra razão para o fluxo
ascendente de líquido seria a garantia da tubulação
totalmente cheia de líquido.

127
Cuidados de Instalação

Montagem para fluidos líquidos limpos

128
Cuidados de Instalação

Montagem para fluidos líquidos corrosivos

129
Cuidados de Instalação – Posicionamento
Transmissor e tomadas

Fonte API RP551

130
Posição das tomadas

131
Selagem

132
Selagem

A selagem deve ser empregada sempre que for


desejável evitar-se, junto ao instrumento, a
presença de:
Fluidos Corrosivos
Líquidos muito viscosos ou sujeitos a
endurecimento (pode necessitar de steam
tracing do ponto de tomada na tubulação até
o tê de selagem)
Fluidos em que haja mudança de fase
próxima ao instrumento

133
Purga

134
135
Em um escoamento, turbulências podem ser
provocadas devido a pequenas curvas, ou
válvulas ou, ainda bombas.
Como consequência, o perfil de velocidade na
tubulação é alterado, gerando erros na medição
de vazão.

136
Com o devido trecho reto, o perfil de velocidade
volta a se estabilizar.

137
Comprimentos de trechos retos a montante e jusante

138
139
Comprimentos de trechos retos a montante e
jusante

Os trechos retos indicados são os mínimos requeridos pela norma


sem considerar o uso de retificadores de fluxo;
No caso de montagem “pipe taps”, estas distâncias devem ser
acrescidas de 2 diâmetros e meio a montante e 8 diâmetros a jusante;
Para calibração de instrumentos que serão utilizados como padrão, o
trecho reto a jusante deve ser multiplicado por pelo menos 2 para
minimizar as incertezas de medição;

140
Comprimentos de trechos retos a montante e
jusante

Quando o trecho reto da instalação for igual ou superior, tanto à


montante como à jusante, às distâncias descritas na coluna A, não se
faz necessário correção do coeficiente de descarga da placa;
Quando o trecho reto da instalação à montante ou à jusante for igual
ou superior às distâncias descritas na coluna B e inferior às
distâncias da coluna A, deve-se adicionar 0,5% à incerteza do
coeficiente de descarga;
Distâncias inferiores às indicadas na coluna B ou trechos retos de
instalação com distâncias inferiores a A tanto à montante como à
jusante, não tem incerteza adicional prevista pela norma;

141
142
143
Retificadores de Fluxo

Os trechos retos podem ser reduzidos com o uso de retificadores de


fluxo (“Straightening Vanes”);
Dois tipos básicos: Tubular e Radial
2 a 36”
Devem ser evitados (N-1882)

144
Trechos retos segundo AGA-3
Sem retificador de fluxo

145
Trechos retos segundo AGA-3
Com retificador de fluxo

146
147
Correção de medição e compensação de pressão,
temperatura e peso molecular

β2 D2 2∆P
Qreal = Cε π
1− β 4 4 ρ

Qmedido = fator ∆P
fator = f (C , ε , ρ , geometria )@ projeto

 ρ @ real ≠ ρ @ proj

C@ real ≠ C@ proj
ε
 @ real = ε @ proj 148
Correção de vazão volumétrica

k ρ proj
Qreal = ∆P .
ρ proj ρ real

ρ = f (P, T , PM )

Tproj  Pproj Treal PM proj 


Qreal = k . ∆P  
Pproj .PM proj  Preal Tproj PM real 

149
Correção de vazão mássica

ρ real
W = fator ' ρ proj ∆P .
ρ proj

Pproj .PM proj  P Tproj PM real 


W = k. ∆P  real 
Tproj  Pproj Treal PM proj 
 

150
Correção de vazão em Nm3/h

W 1
QN = = fator ' ρ proj ∆P
ρN PM proj

ρ proj Pproj
QN = fator ' 2
∆P = fator ' ∆P
PM proj Tproj PM proj

Pproj  P Tproj PM proj 


QN = fator ' ∆P  real 
Tproj PM proj  Pproj Treal PM real 

151
INSTALAÇÃO DE POÇOS TERMOMÉTRICOS
PARA COMPENSAÇÃO DA
MEDIÇÃO POR TEMPERATURA (AGA 3)

O poço termométrico deve ser


instalado a jusante da placa de
orifício, em uma distância no mínimo
de 1 DL e no máximo de 4 DL, onde
DL é o trecho reto requerido para a
placa em questão.

152
Vazão Volumétrica de Líquidos

ρ 20
d 20 =
4 ρ4

Wmed = fator ∆p
= Q@ 200 C
ρ 20

153
Programa de Medição de Vazão

Aplicações:
- Líquidos: polidutos
- Gases: fechamento de balanço, faturamento

http://diminst.cenpes.petrobras.com.br

154
Referências Bibliográficas

[1] Matrangolo, Humberto, Notas de Aula


[2] Martins, Nelson, Manual de medição de vazão através de placas de
orifício, bocais e venturis, Editora XXX, 2000
[3] Bega, Egídio Alberto et al., Instrumentação Industrial, 2a edição,
Editora XXX, 2003
[4] ISO (International Organization for Standardization) 5167
“Measurement of fluid flow by means of pressure differential devices
inserted in circular cross section conduits runing full”;
[5] Miller; “Flow measurement engineering handbook”;
[6] Wikipedia

155