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UNIJUI – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RS

DACEC - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,


ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – BACHARELADO – MODALIDADE
PRESENCIAL
Componente Curricular: Trabalho de Conclusão de Curso

Plano de Negócio: Fábrica de Embalagens Personalizadas

Aluno(a): Lucas Beschorner Basso


Orientador: Remi Antonio Dama

Ano/semestre letivo: 2013/1º Semestre


Campus: Ijui
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UNIJUI – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO RS


DACEC - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – BACHARELADO – MODALIDADE
PRESENCIAL
Componente Curricular: Trabalho de Conclusão de Curso

Plano de Negócio: Fábrica de Embalagens Personalizadas

Aluno(a): Lucas Beschorner Basso


Orientador: Remi Antonio Dama

Ano/semestre letivo: 2013/1º Semestre


Campus: Ijui
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RESUMO

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo principal a viabilidade da


implantação de uma fábrica de embalagens personalizadas na cidade de Ijuí-RS. Para isso foi
elaborado um plano de negócios que consiste em analisar o mercado, definir a estrutura da
empresa, desenvolver um plano de marketing e elaborar um plano financeiro. No referencial
teórico teve a contribuição de vários autores que abordaram diferentes assuntos dentre eles
empreendedorismo, plano de negócios, bem como a sua estrutura, etapas a serem seguidas e
suas principais técnicas aplicadas. Para a metodologia utilizou-se pesquisa aplicada de dois
questionários, um para clientes, empresas que utilizam embalagens, como lojas,
supermercados, padarias e farmácias e outro questionário para os usuários que frequentam
estes estabelecimentos e utilizam este tipo de produto. O universo amostral destes
questionários foi de cento e trinta para usuários e quarenta para clientes que logo após os
dados foram analisados e tabulados. Ainda foi utilizado na metodologia para maiores
informações sobre o mercado de embalagens uma pesquisa no site de embalagens, e uma
visita a uma empresa de embalagem na cidade de Panambi-RS. Na análise de mercado
mostrou-se que a maioria dos usuários utilizam embalagens de plásticos, sendo que o sexo
masculino, foi o que mais deu sua opinião, na faixa etária de meia idade. Muitos deles
afirmaram que a ideia da implantação de uma fábrica de embalagens no município de Ijuí-RS,
seria excelente. Os principais clientes que responderam a entrevista eram donos de lojas que
utilizam o plástico na embalagem de seus produtos, mas não possuem ainda a personalização
de seus nomes nelas, sendo que gostariam de tê-las para propaganda. Segundo os dados de
mercado que constam no site das embalagens, as mesmas encontram-se em franca ascensão
nos dias de hoje, pois mostra expansão no faturamento, na produção, no emprego formal na
indústria, nas exportações e importações, tendo como destaque o plástico, segmento este
escolhido para a viabilidade do plano de negócios. A sacola plástica tem como característica o
transporte de pequenas mercadorias, tanto em mercados, lojas, farmácias e outros. Podendo
ser econômicas, duráveis, resistentes e reutilizadas. Como forma de verificar o processo
produtivo e as tecnologias utilizadas numa empresa de embalagens personalizadas realizou-se
uma visita a uma organização deste ramo. Verificou-se que uma organização que fabrica este
tipo de produto, precisará de equipamentos modernos como extrusoras, máquinas de corte e
solda, aglutinadores, resfriadores de água e bancadas de “Silk-Screen”, seu processo
produtivo é bem interessante desde a matéria-prima até o produto final. Este processo começa
com o recebimento do polietileno, uma espécie de granulado, que é despejado na extrusora
em um funil, onde se forma a sacola plástica, após o produto é cortado em uma máquina de
corte e solda, onde se ajusta o tamanho e a espessura da mesma, as sobras de material são
reaproveitadas, passando por um aglutinador que tritura estes produtos com defeito, para ter
um aproveitamento de melhor qualidade. Após passar por esse processo ocorre a
personalização da sacola, realizada por uma bancada de “Silk-Screen”, que fará a estampa da
logomarca do cliente para a comercialização, para este tipo de trabalho são usados diversas
tintas. A empresa que pretende ser criada no ramo de embalagens personalizadas, levará o
nome de Basso&Basso Embalagens Personalizas ou B&B Embalagens. Tendo sete
colaboradores e dois proprietários, sendo estes a Sr. Nélci de Fátima Beschorner Basso e
Lucas Beschorner Basso. Sua localização será em um galpão industrial, localizado na
4

Avenida Porto Alegre, nº 30, Bairro Lulu Ingelfritz, próximo a rótula da Cotrijui, em frente a
padaria Kisabor, na cidade de Ijuí-RS. Em seu plano de marketing a organização possuirá ao
lado de sua fábrica um ponto de venda com colaborador disponível a atender seus clientes, e
um veículo Fiorino para a entrega de mercadorias. Dentre as muitas propagandas que serão
utilizadas pela B&B Embalagens, as que se destacam, são a criação de um site da empresa,
slogan e um jingle. No plano financeiro da empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas
observou-se que a mesma possuirá um grande investimento fixo, fazendo com que seu
investimento total seja elevado, porém o que ajuda neste investimento é o baixo capital de
giro e as despesas pré-operacionais. Quanto a sua estrutura de capital a empresa financiará
metade ao Banco do Brasil, através do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), e a
outra metade será por capital próprio, o financiamento da Basso&Basso Embalagens
Personalizadas ainda será com prazo de sessenta meses para pagar com uma parcela que
girará em torno de três mil reais por mês. Na questão das receitas a empresa trabalhará com
uma projeção uniforme de setenta caixas para cada tipo de sacola, de acordo com a pesquisa
de mercado realizada na cidade de Ijuí-RS, obtendo um resultado líquido positivo de R$
6.156,87. Ao final do plano de negócios os resultados obtidos para a implantação desse novo
negócio mostraram-se positivos, onde obteve-se uma lucratividade de 12,66%, rentabilidade
de 1,58%, um Payback Period Atualizado de 63,4 meses, um valor presente líquido positivo
(VPL) de R$ 6.940,40, e uma taxa interna de retorno (TIR) de 12,63%. Conclui-se então que
o empreendimento proposto será viável se o mesmo conseguir realizar todas as projeções.

Palavras Chaves: Plano de Negócio, Empreendedorismo, Viabilidade, Investimento,


Embalagem.
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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Plano de negócios Dornelas............................................................................ 23


Quadro 2 – Plano de negócios Salim et al......................................................................... 23
Quadro 3 – Plano de negócios Chiavenato........................................................................ 24
Quadro 4 – Plano de negócios Kuhn e Dama.................................................................... 24
Quadro 5 – Plano de negócios Dolabela............................................................................ 24
Quadro 6 – Plano de negócios Pereira e Santos................................................................ 25
Quadro 7 – Plano de negócios Filion................................................................................. 26
Quadro 8 – DRE e Fluxo de Caixa.................................................................................... 46
Quadro 9 – Pontos Fortes e Pontos Fracos dos Concorrentes........................................... 76
Quadro 10 – Layout dos Processos de Produção da B&BEmbalagens............................. 84
Quadro 11 – Investimentos Pré-operacionais.................................................................... 90
Quadro 12 – Investimento fixo.......................................................................................... 91
Quadro 13 – Investimento em capital de giro.................................................................... 92
Quadro 14 – Estoque inicial............................................................................................... 93
Quadro 15 – Investimento inicial total.............................................................................. 93
Quadro 16 – Depreciação, manutenção e seguro............................................................... 94
Quadro 17 – Estrutura de capital....................................................................................... 95
Quadro 18 – Resumo do financiamento............................................................................ 95
Quadro 19 – Custos Fixos.................................................................................................. 96
Quadro 20 – Mão-de-obra e Encargos Trabalhistas.......................................................... 96
Quadro 21 – Projeção de receitas...................................................................................... 97
Quadro 22 – Projeção de custos variáveis......................................................................... 97
Quadro 23 – Demonstrativo de Resultado do Exercício.................................................... 98
Quadro 24 – Projeção de Crescimento Anual.................................................................... 99
Quadro 25 – Previsão de Impostos.................................................................................... 100
Quadro 26 – Lucratividade................................................................................................ 101
Quadro 27 – Rentabilidade................................................................................................ 102
Quadro 28 – Payback Period Atualizado.......................................................................... 102
Quadro 29 – Valor presente líquido................................................................................... 103
Quadro 30 – Taxa interna de retorno................................................................................. 103
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LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Etapas do Plano de Negócio........................................................................... 26


Figura 02 – Faturamento da Indústira de Embalagem (em bilhões de R$)....................... 56
Figura 03 – Produção Física de Embalagem..................................................................... 56
Figura 04 – Produção Física.............................................................................................. 57
Figura 05 – Produção Física por Segmento....................................................................... 58
Figura 06 – Emprego Formal............................................................................................. 58
Figura 07 – Exportação...................................................................................................... 59
Figura 08 – Importação...................................................................................................... 60
Figura 09 – Sacola Plástica................................................................................................ 78
Figura 10 – Extrusora........................................................................................................ 79
Figura 11 – Máquina de Corte e Solda.............................................................................. 79
Figura 12 – Aglutinador..................................................................................................... 80
Figura 13 – Resfriador de Água......................................................................................... 80
Figura 14 – Secador de Grave............................................................................................ 80
Figura 15 – Bancada de “Silk-Screen”.............................................................................. 81
Figura 16 – Formação do Plástico..................................................................................... 82
Figura 17 – Bobinas........................................................................................................... 82
Figura 18 – Espaço Físico Bobinas.................................................................................... 82
Figura 19 – Corantes.......................................................................................................... 83
Figura 20 – Estoque........................................................................................................... 84
Figura 21 - Organograma B&B Embalagens..................................................................... 85
Figura 22 – Fachada da Empresa....................................................................................... 87
Figura 23 – Fiorino............................................................................................................ 89
Figura 24 – Fachada da Plaswill Embalagens................................................................... 117
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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 – Sexo................................................................................................................ 61
Gráfico 2 – Escolaridade.................................................................................................... 61
Gráfico 3 – Estado Civil.................................................................................................... 62
Gráfico 4 – Ocupação........................................................................................................ 62
Gráfico 5 – Faixa Etária..................................................................................................... 63
Gráfico 6 – Renda Mensal Aproximada............................................................................ 63
Gráfico 7 – Qual a principal função da embalagem na compra de um produto?.............. 64
Gráfico 8 – Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?.................................................. 64
Gráfico 9 – Qual a informação é importante na compra de um produto?......................... 65
Gráfico 10 – Qual a estratégia é melhor para a embalagem se tornar inovadora?............. 65
Gráfico 11 – A internet é um poderoso meio de comunicação para uma embalagem?..... 66
Gráfico 12 - Qual atributo deve ser trabalhado para torna-la competitiva?....................... 66
Gráfico 13 – A ideia da implantação de uma fábrica de embalagens em Ijuí, seria:......... 67
Gráfico 14 – Quantas embalagens consome aproximadamente por mês?......................... 67
Gráfico 15 – Qual o ramo da sua empresa?....................................................................... 68
Gráfico 16 - Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?................................................ 68
Gráfico 17 – A embalagem é personalizada?.................................................................... 69
Gráfico 18 – Qual a quantidade mensal consumida de embalagem?................................ 69
Gráfico 19 – Como compra a embalagem?....................................................................... 70
Gráfico 20 – Quanto paga pela embalagem?..................................................................... 70
Gráfico 21 – Qual é a forma de pagamento utilizado para a compra da embalagem?...... 71
Gráfico 22 – Qual é o prazo de pagamento oferecido pela empresa?................................ 71
Gráfico 23 – Qual o prazo de entrega?.............................................................................. 72
Gráfico 24 – Qual a quantidade mínima para a compra?.................................................. 72
Gráfico 25 – Esta satisfeita com a empresa fornecedora?................................................. 73
Gráfico 26 – O que leva mais em conta na hora de comprar a embalagem?..................... 73
Gráfico 27 – Qual a forma de venda que foi utilizada pela empresa de embalagem?....... 74
Gráfico 28 – Acha interessante montar uma empresa de embalagem em Ijuí?................. 74
Gráfico 29 – De quem a empresa compra?........................................................................ 75
Gráfico 30 – Onde ela se localiza?.................................................................................... 75
8

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO................................................................................................................. 12
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO....................................................................... 13
1.1 Apresentação do tema.................................................................................................. 13
1.2 Problema ou Questão de Estudo.................................................................................. 13
1.3 Objetivos...................................................................................................................... 14
1.3.1 Objetivo Geral........................................................................................................... 14
1.3.2 Objetivos Específicos............................................................................................... 14
1.4 Justificativa.................................................................................................................. 14
2 REFERENCIAL TEÓRICO........................................................................................... 15
2.1 Embalagem.................................................................................................................. 15
2.2 Empreendedorismo...................................................................................................... 16
2.2.1 Empreendedor........................................................................................................... 16
2.2.2 Características do Empreendedor............................................................................. 17
2.3 Plano de Negócios....................................................................................................... 21
2.4 Estrutura do Plano de Negócios................................................................................... 23
2.5 Etapas do Plano de Negócios....................................................................................... 26
2.5.1 Capa.......................................................................................................................... 26
2.5.2 Sumário..................................................................................................................... 27
2.5.3 Sumário Executivo.................................................................................................... 28
2.5.4 Análise do Mercado.................................................................................................. 29
2.5.4.1 Análise do Setor..................................................................................................... 30
2.5.4.2 Segmento de Mercado........................................................................................... 30
2.5.4.3 Mercado Consumidor............................................................................................ 31
2.5.4.4 Mercado Concorrente............................................................................................ 31
2.5.4.5 Mercado Fornecedor.............................................................................................. 32
2.6 Produtos e Serviços...................................................................................................... 33
2.6.1 Tecnologia................................................................................................................ 33
2.6.2 Processos de Produção.............................................................................................. 34
2.7 A Empresa.................................................................................................................... 34
2.7.1 Equipe Gerencial e Estrutura de Pessoal.................................................................. 35
9

2.7.2 Estrutura Legal.......................................................................................................... 36


2.7.3 Porte ou Tamanho..................................................................................................... 36
2.7.4 Localização e Infraestrutura...................................................................................... 37
2.7.5 Missão....................................................................................................................... 37
2.7.6 Visão......................................................................................................................... 38
2.7.7 Objetivos................................................................................................................... 38
2.7.8 Estratégias................................................................................................................. 39
2.8 Plano de Marketing...................................................................................................... 39
2.8.1 Produto (Posicionamento)......................................................................................... 40
2.8.2 Preço......................................................................................................................... 40
2.8.3 Praça (Canais de distribuição) ................................................................................. 41
2.8.4 Promoção/Propaganda.............................................................................................. 41
2.9 Plano Financeiro.......................................................................................................... 42
2.9.1 Investimentos............................................................................................................ 42
2.9.2 Depreciação.............................................................................................................. 43
2.9.3 Financiamento........................................................................................................... 43
2.9.4 Custos e Receitas...................................................................................................... 44
2.9.5 Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) ................................................... 44
2.9.6 Fluxo de Caixa.......................................................................................................... 45
2.10 Técnicas Simplificadas.............................................................................................. 46
2.10.1 Lucratividade.......................................................................................................... 46
2.10.2 Rentabilidade.......................................................................................................... 47
2.11 Técnicas Complexas.................................................................................................. 47
2.11.1 Payback Period Atualizado.................................................................................... 47
2.11.2 Valor Presente Líquido (VPL) ............................................................................... 48
2.11.3 Taxa Interna de Retorno (TIR) .............................................................................. 49
3 METODOLOGIA........................................................................................................... 51
3.1 Classificação da pesquisa............................................................................................. 51
3.2 Sujeitos da pesquisa e Universo Amostral................................................................... 51
3.3 Coleta de dados............................................................................................................ 51
10

3.4 Análise e Interpretação de Dados................................................................................ 52


4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS............................................................. 53
4.1.Plano de Negócio......................................................................................................... 53
4.1.1 Capa.......................................................................................................................... 54
4.1.2 Análise do Mercado.................................................................................................. 55
4.1.2.1 Análise do Setor..................................................................................................... 55
4.1.2.2 Segmento de Mercado........................................................................................... 60
4.1.2.3 Mercado Consumidor............................................................................................ 60
4.1.2.4 Mercado Concorrente............................................................................................ 75
4.1.2.5 Mercado Fornecedor.............................................................................................. 76
4.1.3 Produtos.................................................................................................................... 77
4.1.3.1 Tecnologia............................................................................................................. 78
4.1.3.2 Processos de Produção........................................................................................... 81
4.1.4 A Empresa................................................................................................................. 84
4.1.4.1 Equipe Gerencial e Estrutura de Pessoal............................................................... 84
4.1.4.2 Estrutura Legal....................................................................................................... 86
4.1.4.3 Porte ou Tamanho.................................................................................................. 87
4.1.4.4 Localização e Infraestrutura................................................................................... 88
4.1.4.5 Missão.................................................................................................................... 88
4.1.4.6 Visão...................................................................................................................... 88
4.1.4.7 Objetivos................................................................................................................ 88
4.1.4.8 Estratégias.............................................................................................................. 88
4.1.5 Plano de Marketing................................................................................................... 89
4.1.5.1 Preço...................................................................................................................... 89
4.1.5.2 Praça (Canais de distribuição) .............................................................................. 89
4.1.5.3 Promoção/Propaganda........................................................................................... 89
4.1.6 Plano Financeiro....................................................................................................... 90
4.1.6.1 Investimentos......................................................................................................... 90
4.1.6.2 Depreciação........................................................................................................... 93
4.1.6.3 Financiamento........................................................................................................ 94
11

4.1.6.4 Custos e Receitas................................................................................................... 95


4.1.6.5 Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) ................................................ 98
4.1.7 Técnicas Simplificadas............................................................................................. 101
4.1.7.1 Lucratividade......................................................................................................... 101
4.1.7.2 Rentabilidade......................................................................................................... 101
4.1.8 Técnicas Complexas................................................................................................. 102
4.1.8.1 Payback Period Atualizado................................................................................... 102
4.1.8.2 Valor Presente Líquido (VPL) .............................................................................. 103
4.1.8.3 Taxa Interna de Retorno (TIR) ............................................................................. 103
CONCLUSÃO................................................................................................................... 105
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................. 107
ANEXOS........................................................................................................................... 108
APÊNDICES..................................................................................................................... 112
12

INTRODUÇÃO

Uma embalagem é um recipiente ou envoltura que armazena produtos


temporariamente e serve principalmente para agrupar unidades de um produto, com vista à
sua manipulação, transporte ou armazenamento. Outras funções da embalagem são: proteger o
conteúdo, informar sobre as condições de manipulação, exibir os requisitos legais como
composição, ingredientes, etc.

A embalagem possui um impacto significativo sobre o custo e a produtividade dentro


dos sistemas logísticos. Seus custos mais evidentes se encontram na execução de operações
automatizadas ou manuais de embalagem e na necessidade de descartar a própria embalagem.

Este trabalho tem como objetivo elaborar um estudo de um plano de negócio para
montar uma fábrica de embalagens personalizadas na cidade de Ijuí, no componente curricular
Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Remi Antonio Dama.

O trabalho de conclusão de curso é dividido em quatro partes que são: a


contextualização do estudo, o referencial teórico, a metodologia e por último a apresentação
do plano de negócio.

Na contextualização do estudo, é mostrada a apresentação do tema, onde se descreve


este tema, o problema ou a questão de estudo formulada, os objetivos geral e específicos, e a
justificativa do estudo.

No referencial teórico é mostrada a apresentação dos referenciais buscados sobre o


tema, ou sobre a questão de estudo, já realizados por outros autores. Faz-se uma revisão da
literatura existente, que implica a leitura e análise de textos relevantes ao tema de estudo,
seguido de um relato por escrito.

Na metodologia é apresentada a classificação da pesquisa, classificando o estudo pela


sua natureza, abordagem, objetivos e procedimentos técnicos, o universo amostral, que é uma
fala sobre o espaço de estudo, os sujeitos da pesquisa, que são as pessoas que forneceram os
dados do que o pesquisador necessitava, o plano de coleta de dados, cujo objetivo é obter
informações da realidade, o plano de análise e interpretação dos dados, que explica como foi
tratado os dados coletados e o plano de sistematização do estudo, em que o aluno apresenta
uma proposta de estrutura de sistematização da investigação.

Na apresentação do plano de negócio, é mostrado as etapas que compõem este


negócio, como capa, sumário, sumário executivo, a análise do mercado, os produtos e
serviços, a empresa, o plano de marketing, o plano financeiro e as técnicas simplificadas e
complexas.

E após a apresentação do plano de negócio, é apresentado as referenciais bibliográficas


que foram utilizadas para o embasamento teórico, os apêndices que são os questionários que
foram utilizados para a coleta de dados, e as conclusões que são as deduções feitas através dos
resultados alcançados ou dos levantamentos realizados.
13

1. CONTEXTUALIZAÇÃO

A contextualização vem para desenvolver alguns tópicos do trabalho e se divide em:


apresentação do tema, com a descrição do tema, o problema ou questão de estudo formulada,
os objetivos e a justificativa deste estudo.

1.1 Apresentação do Tema

No componente curricular Gestão de Negócios II do curso de administração de


empresas, foi realizada uma discussão de grupo para a escolha de um negócio, com o objetivo
de elaborar um plano de negócio. Nesta discussão foi levantada a ideia das embalagens
ecológicas, debatida nos últimos tempos na sociedade, devido a inserção destas novas
embalagens no mercado.

A partir deste fato e vislumbrando mais a diante o Trabalho de Conclusão de Curso, o


estudante viu nessa ideia, uma oportunidade de estudo. Porém no componente curricular
Jogos Empresariais também do curso de administração de empresas, essa oportunidade de
estudo foi modificada. Neste componente foi realizada uma dinâmica de grupo, com o
objetivo de avaliar quais estratégias podiam ser adotadas para alavancar as vendas de um
pipoqueiro. Uma destas estratégias mencionadas no grande grupo foi que o pipoqueiro deveria
personalizar a sua embalagem.

Diante deste novo debate que se sucedeu o tema de estudo ficou definido pelo
acadêmico, como sendo a elaboração de um plano de negócio para montar uma fábrica de
embalagens personalizadas, na cidade de Ijuí.

Segundo dados da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) para 2013, as


perspectivas para o setor são positivas, pois a produção de embalagens deverá crescer até 2%
neste ano e obter receitas líquidas de venda de R$ 48 bilhões, frente aos R$ 46,1 bilhões de
2012. O nível de emprego na indústria de embalagem deverá prosseguir em expansão
moderada em 2013, chegando a cerca de 230 mil postos de trabalho até o final do ano.

Ainda segundo dados da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) a embalagem


mundialmente movimenta mais de US$ 500 bilhões, representando, dentre 1% e 2,5% do PIB
de cada país. No Brasil, esta movimenta atualmente, R$ 47 bilhões e gera mais de 200 mil
postos de emprego diretos e formais.

1.2 Problema ou Questão de Estudo

Conforme pode-se observar pelos dados da ABRE (Associação Brasileira de


Embalagem), o mercado de embalagem mostra-se muito promissor nos últimos anos. Em
contraste com estas informações, no município de Ijuí há uma falta ou ausência de um
empreendimento voltado para este mercado, e que poderia atender a um novo nicho que ainda
não foi descoberto no município.
14

Diante daquilo que foi proposto como tema, faz-se o seguinte problema: “Os
empresários que utilizam algum tipo de embalagem, estão satisfeitos com os serviços
prestados pelos fornecedores deste produto, em termos de prazo, entrega, preço e qualidade?”.

Diante daquilo que foi proposto como tema, faz-se a seguinte questão de estudo: “É
viável a implantação de uma fábrica de embalagens personalizadas na cidade de Ijuí?”.

1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo Geral

Verificar se é viável a implantação de uma fábrica de embalagens personalizadas na


cidade de Ijuí.

1.3.2 Objetivos Específicos

- Analisar o mercado e verificar a potencialidade;

- Definir custos e projetar receitas;

- Definir a estrutura da Empresa;

1.4 Justificativa

Este estudo é relevante para a sociedade, uma vez que, implantado o negócio, vai gerar
emprego e renda para a população, além de melhorar a economia como um todo na região.

Para a Universidade, através da incubadora que pode auxiliar no desenvolvimento do


negócio, pela publicação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na biblioteca virtual para
os demais estudantes, e na avaliação das competências e habilidades que devem ser
demonstradas pelo aluno.

Ao acadêmico em aprofundar conhecimento teórico e prático de um plano de negócio,


com o domínio nas áreas de produção, marketing, pessoas e finanças, bem como a venda
deste plano de negócio, ou ainda, visualizar um novo mercado, montar o próprio negócio e
atrair possíveis investidores e sócios para o sucesso do negócio.
15

REFERENCIAL TEÓRICO

O referencial teórico vem para apresentar referenciais buscados sobre o tema, neste caso
sobre plano de negócios, já realizados por outros autores, fazendo uma revisão da literatura
existente, seguida de um relato por escrito.

2.1 Embalagem

A embalagem é um recipiente ou envoltura que armazena produtos temporariamente,


individualmente ou agrupando unidades, tendo como principal função protegê-lo e estender o
seu prazo de vida (shelf life), viabilizando sua distribuição, identificação e consumo.

A embalagem tornou-se ferramenta crucial para atender à sociedade em suas


necessidades de alimentação, saúde, conveniência, disponibilizando produtos com segurança
e informação para o bem estar das pessoas, possibilitando a acessibilidade a produtos frágeis,
perecíveis, de alto ou baixo valor agregado. A embalagem possibilita ainda o
desenvolvimento de novos produtos e de formas de preparo com o uso dos eletrodomésticos.

Frente ao ambiente de mercado competitivo, a embalagem tornou-se estratégica para a


competitividade dos negócios no que diz respeito à eficiência de envase, distribuição e venda.

Frente ao crescimento populacional do planeta, a embalagem tornou-se essencial para


otimizar o aproveitamento dos alimentos e insumos demandados pela sociedade e para reduzir
o desperdício global.

A embalagem reflete a cultura de uma sociedade e o estágio de desenvolvimento


econômico social de uma nação.

A embalagem deve ser desenvolvida observando os seguintes aspectos:

• Aspectos técnicos, produção e funcionalidade

• Aspectos regulatórios, legislação e certificações

• Aspectos estéticos

• Aspectos ambientais

• Aspectos mercadológicos e econômicos

Ao investir em uma boa embalagem tem-se um ganho em toda a cadeia de produção,


distribuição, venda e consumo do produto.

No campo a embalagem permite que frutas sejam colhidas em estágio mais maduro e
com melhor sabor, garantindo sua integridade no processo de distribuição.

Na indústria a embalagem favorece a centralização de polos produtivos, a eficiência


produtiva, de armazenamento, distribuição, identificação e rastreabilidade.

No varejo permite a devida exposição dos produtos com segurança e atratividade.


16

E para o consumidor o acesso a diferentes produtos, a informação, a evidência de um


produto não violado, a conveniência e segurança no manuseio e consumo.

A embalagem é um componente obrigatório e decisivo para o sucesso comercial de


praticamente todos os produtos. Mas mais do que isso, é uma ferramenta que viabiliza o
atendimento da população global para a sua alimentação, saúde e bem-estar.

A embalagem viabiliza a dinâmica global de produção e consumo, possibilitando a


conservação dos produtos e a sua distribuição, tornando os mais diferentes produtos acessíveis
por pessoas ao redor de todo o planeta. Ao mesmo tempo, possibilita a economia global em
sua dinâmica de produção regionalizada e otimizada, buscando-se a eficiência e a
sustentabilidade dos processos industriais. (fonte: ABRE).

2.2 Empreendedorismo

Dornelas (2008, p. 22), “Empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos


que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. E a perfeita
implementação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso”.

Dolabela (2008, p. 24), “É uma livre tradução que se faz da palavra entrepreneurship,
que contém as ideias de iniciativa e inovação. É um termo que implica uma forma de ser, uma
concepção de mundo, uma forma de se relacionar”.

Hisrich e Peters (2004, p. 29):


Empreendedorismo é o processo de criar algo novo com valor dedicando o tempo e
o esforço necessários, assumindo riscos financeiros, psíquicos e sociais
correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação e
independência econômica e pessoal.

Chiavenato (2012, p. 5) “O empreendedorismo reflete a prática de criar novos


negócios ou revitalizar negócios já existentes”.

Diante das observações feitas pelos autores sobre empreendedorismo, conclui-se que
empreendedorismo envolve pessoas e processos, inovação e iniciativa, e a busca de
transformar uma ideia em uma oportunidade de negócio, criando com isso algo novo e com
valor.

2.2.1 Empreendedor

Dornelas (2008, p. 23), “Empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria
um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados”.

Dolabela (2008, p. 23), “O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu
sonho em realidade”.

Hisrich e Peters (2004, p. 28), “Em meados do século XX, estabeleceu-se a noção de
empreendedor como inovador: Um indivíduo que desenvolve algo único”.
17

Chiavenato (2012, p. 3) “O empreendedor é a pessoa que inicia e/ ou dinamiza um


negócio para realizar uma ideia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e
inovando continuamente”.

Filion (2000, p. 24) diz, “O empreendedor é uma pessoa que empenha toda a sua
energia na inovação e no crescimento, manifestando-se de duas maneiras: criando sua
empresa ou desenvolvendo alguma coisa completamente nova em uma empresa preexistente”.

Kuhn e Dama (2009, p. 13):


Em muitos casos, e não muito distante, a percepção sobre como ser ou se tornar
empreendedor estava fundamentada em que o indíviduo tinha um “dom natural”
para construir um negócio e desenvolvê-lo até alcançar ou acumular fortunas.

Pereira e Santos (1995, p. 179), “Empreendedor é o indivíduo ou grupo de indivíduos


que assume a responsabilidade de iniciar, manter e consolidar uma unidade empresarial,
orientada para o lucro, por meio da produção ou distribuição de bens e serviços econômicos”.

Diante das observações feita pelos autores à respeito do empreendedor, conclui-se que
a definição de empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade, que sonha, é inovador,
inicia um negócio para realizar a ideia e possui um dom natural para desenvolver este negócio
e acumular fortunas.

2.2.2 Características do Empreendedor

Dornelas (2008, p. 17), o empreendedor de sucesso possui características extras, que


são:

-São visionários: eles têm a visão de como será o futuro para seu negócio e sua vida;

-Sabem tomar decisões: eles não se sentem inseguros, sabem tomar as decisões
corretas na hora certa, principalmente nos momentos de adversidade;

-São indivíduos que fazem a diferença: os empreendedores transformam algo de difícil


definição, uma ideia abstrata, em algo concreto, que funciona, transformando o que é possível
em realidade;

-Sabem explorar ao máximo as oportunidades: para os visionários (os


empreendedores), as boas ideias são geradas daquilo que todos conseguem ver, mas não
identificaram algo prático para transformá-las em oportunidade;

-São determinados e dinâmicos: eles implementam suas ações com total


comprometimento. Atropelam as adversidades, ultrapassando os obstáculos, com uma
vontade ímpar de “fazer acontecer”;

-São dedicados: eles se dedicam 24h por dia, 7 dias por semana, ao seu negócio.
Comprometem o relacionamento com amigos, com a família, e até mesmo com a própria
saúde;
18

-São otimistas e apaixonados pelo que fazem: eles adoram o trabalho que realizam. E é
esse amor ao que fazem o principal combustível que os mantém cada vez mais animados e
autoderterminados;

-São independentes e constroem o próprio destino: eles querem estar à frente das
mudanças e ser donos do próprio destino. Querem ser independentes, em vez de empregados;

-Ficam ricos: ficar rico não é o principal objetivo dos empreendedores. Eles acreditam
que o dinheiro é consequência do sucesso dos negócios.

-São líderes e formadores de equipes: os empreendedores têm um senso de liderança


incomum. E são respeitados e adorados por seus funcionários, pois sabem valorizá-los,
estimulá-los e recompensá-los;

-São bem relacionados (networking): os empreendedores sabem construir uma rede de


contatos que os auxiliam no ambiente externo da empresa;

-São organizados: os empreendedores sabem obter e alocar os recursos materiais,


humanos, tecnológicos e financeiros;

-Planejam, Planejam, Planejam: os empreendedores de sucesso planejam cada passo


de seu negócio, desde o primeiro rascunho do plano de negócios até a apresentação do plano;

-Possuem conhecimento: são sedentos pelo saber e aprendem continuamente, pois


sabem que quanto maior o domínio sobre um ramo de negócio, maior é a sua chance de êxito;

-Assumem riscos calculados: o verdadeiro empreendedor é aquele que assume riscos


calculados e sabe gerenciar o risco, avaliando as reais chances de sucesso;

-Criam valor para a sociedade: os empreendedores utilizam seu capital intelectual para
criar valor para a sociedade, com a geração de empregos, dinamizando a economia e
inovando;

Dolabela (2008, p. 31), os empreendedores apresentam como características


principais:

-Tem um “modelo”, uma pessoa que o influencia;

-Tem iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização;

-Trabalha sozinho;

-Tem perseverança e tenacidade;

-Considera o fracasso de um resultado como outro qualquer, pois aprende com os


próprios erros;

-Tem grande energia;

-Sabe fixar metas e atingi-las;


19

-Tem forte intuição;

-Tem sempre alto comprometimento;

-Cria situações para obter feedback sobre seu comportamento;

-Sabe buscar, utilizar e controlar recursos;

-É um sonhador realista;

-É líder;

-É orientado para resultados, para o futuro, para o longo prazo;

-Aceita o dinheiro como uma das medidas de seu desempenho;

-Tece “rede de relações” moderadas;

-Conhece muito bem o ramo em que atua;

-Cultiva a imaginação e aprende a definir visões;

-Traduz seus pensamentos em ações;

-Define o que deve aprender para realizar suas visões;

-Cria um método próprio de aprendizagem;

-Tem alto grau de “internalidade”, o que significa a capacidade de influenciar as


pessoas;

-Não é aventureiro, assume riscos moderados;

-Tem alta tolerância à ambiguidade e à incerteza;

-Mantém alto nível de consciência do ambiente em que vive;

Chiavenato (2012, p. 10) podem ser citadas como características do empreendedor:

-A visão do empreendedor é geralmente apoiada por um conjunto interligado de ideias


próprias e específicas não disponíveis no mercado;

-Sua abordagem geral para realizar a visão é clara, embora os detalhes sejam
incompletos, flexíveis e que emergem com a prática;

-Os empreendedores promovem sua visão com paixão e entusiasmo;

-O empreendedor tem uma visão entusiástica e constitui a força impulsionada da


empresa;

-O empreendedor desenvolve estratégias com persistência e determinação para


transformar sua visão em realidade;
20

-Os empreendedores assumem a responsabilidade inicial, a qual permite que sua visão
venha a ser um sucesso;

-Os empreendedores assumem riscos com prudência, avaliam custos, necessidades de


mercado/clientes e persuadem os outros a juntar-se a eles e a ajudar no empreendimento;

-Um empreendedor é geralmente um pensador positivo e um tomador de decisões;

-A um empreendedor são necessárias inspiração, motivação e sensibilidade.

Já Pereira e Santos (1995, p. 46) diz que o empreendedor bem-sucedido:

- É motivado pelo desejo de realizar.

- Corre riscos viáveis, possíveis.

- Tem capacidade de análise.

- É igual às outras pessoas quanto à moralidade, que é questão de caráter.

- Precisa de liberdade para agir e para definir suas metas e o caminho para atingi-las.

- Sabe aonde quer chegar.

- Confia em si mesmo.

- Não depende dos outros para agir; sabe, porém, atuar conjuntamente.

- É tenaz, firme e resistente ao enfrentar dificuldades.

- É otimista, sem perder o contato com a realidade.

- È flexível sempre que preciso.

- Administra suas necessidades e frustrações, sem por elas deixar a dominar.

- É corajoso; porém, não é temerário.

- Sabe postergar, deixando para depois a satisfação de suas necessidades.

- Mantém a auto-motivação, mesmo em situações difíceis.

- Aceita e aprende com seus erros e com os erros dos outros.

- É capaz de recomeçar de novo, se necessário.

- Mantém a auto-estima, mesmo em situações de fracasso.

- Tem facilidade e habilidade para as relações interpessoais.

- É capaz de exercer liderança, de motivar e de orientar outras pessoas com relação ao


trabalho.
21

- É criativo, na solução de problemas, de todos os tipos.

- É capaz de delegar.

- É capaz de dirigir sua agressividade para a conquista de metas, a solução de


problemas e o enfrentamento de dificuldades.

- Usa a própria intuição e a de outras pessoas para escolher os melhores caminhos,


corrigir a atuação dele, descobrir lacunas a serem preenchidas no Mercado, para avaliar a
tendência dos negócios e a variação deste; também a emprega para escolher pessoas, sejam
elas sócios, fornecedores ou funcionários.

- Procura sempre qualidade

- Acredita no trabalho como participação e contribuição social.

- Tem prazer em realizar o trabalho e em observar seu próprio crescimento


empresarial.

- É capaz de administrar bem o tempo.

- Não busca, exclusivamente, posição ou reconhecimento social.

- É independente, seguro e confiante, na execução de sua atividade profissional.

- É capaz de desenvolver recursos de que necessita e de conseguir as informações que


precisa.

- Tem desejo de poder, como todos temos, consciente ou inconscientemente.

Diante das observações que os autores trazem sobre as características do


empreendedor, conclui-se que elas são muitas e variadas, mas pode-se dizer que os
empreendedores devem ser visionários, bem relacionados, planejadores, possuem uma pessoa
como modelo, perseverança, são líderes, desenvolvem estratégias e assumem
responsabilidades.

2.3 Plano de Negócios

Dornelas (2008, p. 84):

O plano de negócios é um documento usado para descrever um empreendimento e o


modelo de negócios que sustenta a empresa. Sua elaboração envolve um processo de
aprendizagem e autoconhecimento, e, ainda, permite ao empreendedor situar-se no
seu ambiente de negócios.

Dolabela (2008, p. 75), “O plano de negócios é uma linguagem para descrever de


forma completa o que é ou o que pretende ser uma empresa”. Em síntese, um plano de
negócio é:

Uma forma de pensar sobre o futuro do negócio: para onde ir, como ir mais
rapidamente, o que fazer durante o caminho, de forma a diminuir incertezas e riscos;
22

Descreve um negócio: os motivos da existência da oportunidade de negócio, como o


empreendedor pretende agarrá-la e como irá buscar e gerenciar os recursos para aproveitá-la;

É mais um processo do que um produto. É dinâmico, vivo e deve ser sempre


atualizado;

Não deve ser confundido com a empresa: o plano de negócios não é o negócio, mas
sua descrição;

É um instrumento de negociação interna e externa para administrar a interdependência


com sócios, empregados, financiadores, incubadoras, clientes, fornecedores, bancos etc;

É um instrumento para a obtenção de financiamentos, empréstimos, peça de persuasão


de novos sócios, de controle interno, de integração da equipe e envolvimento dos empregados
e colaboradores.

Segundo Salim et al (2005, p. 3) “Plano de negócios é um documento que contém a


caracterização do negócio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar
uma fatia do mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros”.

Hisrich e Peters (2004, p. 210):

O plano de negócio é um documento preparado pelo empreendedor em que são


descritos todos os elementos externos e internos relevantes envolvidos no início de
um novo empreendimento. È com frequência uma integração de planos funcionais
como os de marketing, finanças, produção e recursos humanos.

Chiavenato (2012, p. 150):


O plano de negócio é um documento que abarca um conjunto de dados e
informações sobre o futuro empreendimento e define suas principais características e
condições para proporcionar uma análise da sua viabilidade e dos seus riscos, bem
como facilitar sua implantação. É uma espécie de plano de viabilização de uma
ideia, um pequeno checklist para não deixar passar nada despercebido em um
empreendimento.

Kuhn e Dama (2009, p. 40):

O plano de negócio é o cartão de visita de sua organização ou seu futuro


empreendimento. Tenha sempre em mente que uma boa apresentação e uma
organização causará uma boa impressão em quem for ler o seu plano de negócio.

Segundo Pereira e Santos (1995, p. 31), “O plano de negócio é um documento


escrito que tem o objetivo de estruturar as principais idéias e opções que o empreendedor
deverá avaliar para decidir quanto à viabilidade da empresa a ser criada”.

Filion (2000, p. 50):

Quando as pessoas falam de plano de negócio, pensam em geral só em informações


financeiras e de marketing, como projeções, definição do mercado-alvo etc.
Todavia, existem outros tipos de informação tão ou mais importantes do que essas.
23

Todo plano de negócio deveria conter quatro tipos interdependentes de informação:

-Sobre quem vai criar a nova empresa, particularmente sua experiência no ramo, suas
habilidades, capacidade gerencial, criatividade etc;

-Sobre a oportunidade de negócio e sua exploração, para criar e manter vantagem


sobre concorrência e, portanto, uma chance de crescimento;

-Sobre o contexto ou a situação na qual a oportunidade de negócio é percebida e será


explorada;

-Sobre os riscos e os lucros decorrentes da iniciativa.

Diante das observações dos autores sobre o que cerca o plano de negócios, chega-se a
conclusão que o plano de negócio é um documento que serve para descrever todo o negócio
que se pretende colocar no mercado, com o intuito de apresentá-lo ao público alvo e aos
colaboradores da empresa, bem como verificar a sua viabilidade.

2.4 Estrutura do Plano de Negócios

Dornelas (2008, p. 111) define a seguinte estrutura de plano de negócios, conforme


quadro 1 abaixo:

Quadro 1 – Plano de negócios Dornelas

Capa
Sumário
Sumário Executivo
Descrição da Empresa
Produtos e Serviços
Mercado e Competidores
Marketing e Vendas
Análise Estratégica
Plano Financeiro
Anexos
Fonte: Adaptado de Dornelas (2008)

Salim et al (2005, p. 40) estuda a estrutura básica do plano de negócio, que é apresenta
no quadro 02 a seguir:

Quadro 2 – Plano de negócios Salim et al

Sumário Executivo
Resumo da Empresa
Produtos e Serviços
Análise do Mercado
Estratégia do Negócio
Organização e Gerência do Negócio
Planejamento Financeiro
Fonte: Adaptado de Salim (2005)
24

Chiavenato (2012, p. 152) diz que geralmente, o plano de negócio é dividido em


capítulos para melhor compreensão dos vários aspectos envolvidos, conforme é apresentado
no quadro 3 abaixo:

Quadro 3 – Plano de negócios Chiavenato

Sumário Executivo
Análise do Mercado
Plano de Marketing
Plano Operacional
Plano Financeiro
Avaliação Estratégia
Fonte: Adaptado de Chiavenato (2012)

Kuhn e Dama (2009, p. 39), apresenta a seguinte estrutura de plano de negócio, como
é mostrado no quadro 4 abaixo:

Quadro 4 – Plano de negócios Kuhn e Dama

Capa
Sumário
Sumário Executivo
Análise de Mercado
Produtos e Serviços
A Empresa
Plano de Marketing
Plano Financeiro
Fonte: Adaptado de Kuhn e Dama (2009)

Dolabela (2008, p. 134) apresenta a seguinte estrutura de plano de negócios, conforme


quadro 5 abaixo:

Quadro 5 – Plano de negócios Dolabela

1.Sumário Executivo
Enunciado do projeto
Competência dos responsáveis
Os produtos e a tecnologia
O mercado potencial
Elementos de diferenciação
Previsão de vendas
Rentabilidade e projeções financeiras
Necessidades de financiamento
2 A Empresa
A missão
Os objetivos da empresa
Estrutura organizacional e legal
Síntese das responsabilidades da equipe dirigente - currículos
Plano de operações
As parcerias
3 O Plano de Marketing
25

Análise de mercado
Estratégia de marketing
4 Plano Financeiro
Investimento inicial
Projeção dos resultados
Projeção de fluxo de caixa
Projeção do balanço
Ponto de equilíbrio
Análise de investimento
Fonte: Adaptado de Dolabela (2008)

Pereira e Santos (1995, p. 35) apresenta a seguinte estrutura de plano de negócio, que é
mostrado no quadro 6 abaixo:

Quadro 6 – Plano de negócios Pereira e Santos

Sumário Executivo
Qualificação Pessoal do(s) Empreendedor(es)
Parte I: Aspectos Mercadológicos
I.1. A busca e a seleção das oportunidades
I.2. A definição do negócio
I.3. O estudo do mercado
- Clientela
- Concorrentes (diretos e indiretos)
- Fornecedores
Parte II: Aspectos Operacionais, Administrativos e Jurídicos
II.1. Aspectos operacionais
- Localização (em nível macro/micro)
- Processo operacional. Tecnologia. Instalações
- Equipamentos, máquinas, mobiliário, material de consumo, serviços técnicos
II.2. Aspectos administrativos
- Estrutura organizacional
- Descrição das funções principais e atividades de controle
- Definição da equipe de recursos humanos (quantitativa e qualitativa)
II.3. Aspectos jurídicos
- Regime jurídico da empresa
- Estrutura societária
- Aspectos fiscais e tributários
- Registro de nome da empresa e de patentes tecnológicas
- Aspectos burocráticos da abertura da empresa
Parte III: Aspectos Econômico-Financeiros
III.1. Estimativa do investimento de capital
III.2. Análise econômico-financeira do investimento
III.3. Projeção do fluxo de caixa
III.4. Estimativa do capital de giro
III.5. Estrutura dos custos e formação do preço de venda
Conclusão
Estratégia competitiva do negócio
Avaliação final do empreendimento
Anexos
26

Documentos de natureza técnica e jurídica


Fonte: Adaptado de Pereira e Santos (1995)

Filion (2000, p. 168), apresenta a seguinte estrutura de plano de negócio, conforme


quadro 7 mostrado a seguir:

Quadro 7 – Plano de negócios Filion

Parte I Sumário Executivo


Parte II A Empresa
Parte III Plano de Marketing
Parte IV Plano Financeiro
Fonte: Adaptado Filion (2000)

Diante das estruturas apresentas pelos diversos autores, pode-se chegar a conclusão de
que não existe uma estrutura padrão de plano de negócio, ele pode ter diferentes formas, isto
irá depender de cada um, alguns tem pontos em comuns, já outros podem adotar uma estrutura
completamente diferente da outra, o que não pode deixar de ter um mínimo de seções para um
melhor entendimento do negócio.

A estrutura escolhida que norteará o presente plano de negócio é a estrutura apresenta


por Kuhn e Dama (2009).

2.5 Etapas do Plano de Negócio

A figura 01 abaixo mostra as etapas do plano de negócio escolhido:

Figura 01 – Etapas do plano de negócio

2.5.1 Capa

Segundo Kuhn e Dama (2009, p. 40) “A primeira parte do plano de negócio ou da


apresentação do plano é a capa. Esta deve conter informações que descrevem o que será o
empreendimento”.

Itens como:
27

- razão social da empresa;

- nome de fantasia;

- logotipo da empresa (importante, pois demonstra o profissionalismo dos


empreendedores);

- endereço completo, telefone;

- e-mail e página eletrônica da empresa (se for o caso);

- nome de quem elaborou o plano de negócio, seu cargo, telefone, e endereço


profissional;

- data que foi elaborado o plano (mês e ano).

Dornelas (2008, p. 112) “A primeira página de seu plano de negócios será a capa. Ela
serve como a página de título e deve conter as seguintes informações”:

- Nome da empresa

- Endereço da empresa

- Telefone da empresa (incluindo DDD)

- Endereço eletrônico do site e e-mail da empresa

- Logotipo (se a empresa tiver um)

- Nomes, cargos, endereços e telefones dos proprietários da empresa (dados do diretor-


presidente e principais pessoas-chave da empresa).

- Mês e ano em que o plano foi feito

- Número da cópia

- Nome de quem fez o plano de negócios

A partir das observações feita pelos autores com relação à capa do plano de negócio,
chega-se a definição de que a capa nada mais é que a identificação ou apresentação do que
será o negócio, assim como das pessoas que irão elaborá-lo e a época em que será construído
o mesmo.

2.5.2 Sumário

Kuhn e Dama (2009, p. 40):


O sumário é considerado a bússola do seu plano de negócio, por isso deverá
apresentar todas as seções e subseções com as suas respectivas páginas. Todos os
títulos que compõem os tópicos do plano devem ser de fácil localização pelo leitor
do seu plano de negócio.

Dornelas (2008, p. 114):


28

O sumário do plano de negócios é imprescindível e deve conter o título de todas as


seções do plano, subseções (se for o caso) e suas respectivas páginas. É comum o
leitor de um plano de negócios se interessar por uma seção específica do plano.

A partir das observações proporcionadas pelos autores sobre o sumário, pode-se dizer
que o sumário mostra como está estruturado o plano de negócio, e serve de orientação ao
leitor, pois contém a paginação dos respectivos itens do mesmo, facilitando a busca por
determinado assunto do plano de negócio.

2.5.3 Sumário Executivo

Kunh e Dama (2009, p. 41):


O sumário executivo deve apresentar de forma simples e clara o problema, a
finalidade e os objetivos do plano de negócio. Faz parte deste item, descrever e
caracterizar o negócio e ramo de atividade, apresentando os produtos e o ramo de
empreendimento.

Dornelas (2008, p. 114), “O sumário executivo é a principal seção de seu plano de


negócio e deve expressar uma síntese do que será apresentado na seqüência, preparando e
atraindo o leitor para uma leitura com mais atenção e interesse”.

Filion (2000, p. 167), “O sumário executivo sintetiza os diversos módulos do plano de


negócio. Seu objetivo é oferecer ao leitor, de forma objetiva e resumida, uma visão geral do
negócio, as estratégias propostas e os principais resultados a serem alcançados”.

Salim et al (2005, p. 41):


O sumário executivo é um extrato competente e motivante do plano de negócio.
Qual área de negócios, qual o produto ou serviço, qual o mercado e que fatia deste
mercado queremos obter? Qual o investimento necessário, em quanto tempo vamos
recuperar o dinheiro investido e qual o rendimento que vamos ter de nosso
investimento em um prazo estabelecido? Tudo isso, sem explicar em detalhes, mas
dito de maneira clara, objetiva e sucinta. Isso é o que deve conter o sumário
executivo.

Chiavenato (2012, p. 152):


Sumário executivo é uma introdução ao negócio, contendo dados pessoais do
empreendedor e sócios, experiência profissional, atribuições, bem como informações
gerais sobre o empreendimento, missão do negócio, fontes de recursos, etc.

Hisrich e Peters (2004, p. 218):


O resumo executivo deve estimular o interesse do investidor em potencial. Trata-se
de uma seção importante do negócio e não deve ser considerada levianamente pelo
empreendedor, já que o investidor usa o resumo para determinar se vale a pena ler
todo o plano de negócio.

Pereira e Santos (1995, p. 36):

O sumário executivo é uma versão condensada do plano de negócios, devendo


comportar um texto com, no máximo, duas laudas. Não se trata de uma introdução
ou justificativa do projeto, e, sim, de um sumário das definições principais do plano
de negócio.
29

A partir das observações feitas pelos autores sobre o sumário executivo, pode-se
afirmar que o sumário executivo é uma síntese daquilo que será construído e elaborado no
plano de negócio, ele é uma forma de preparar o leitor sobre o que está escrito no referido
plano de negócio, bem como uma visão geral do negócio e das estratégias básicas a que se
pretende chegar com o novo negócio.

2.5.4 Análise do Mercado

Kuhn e Dama (2009, p. 42) “O estudo do mercado compreende a estimativa do


mercado atual e futuro do produto a ser produzido e/ou comercializado, bem como o
dimensionamento da oferta e demanda”.

Dornelas (2008, p. 130):


A análise do mercado é considerada por muitos uma das mais importantes seções
do plano de negócios, e também a mais difícil de fazer, pois toda a estratégia de
negócio depende de como a empresa abordará seu mercado consumidor, sempre
procurando se diferenciar da concorrência, agregando maior valor aos seus
produtos/serviços, com o intuito de conquistar seus clientes continuamente.

Chiavenato (2012, p. 89) “O estudo do mercado, ou pesquisa de mercado, é o


levantamento e a investigação de fenômenos que ocorrem no processo de trocas e de
intercâmbios de mercadorias do produtor ao consumidor”.

Dolabela (2008, p. 136):

A análise consiste em compreender as forças atuantes no mercado em que a


empresa opera ou pretende operar no futuro. È um processo contínuo de
investigação das condições que determinam a localização, a natureza, o tamanho, a
direção e a intensidade daquelas forças vigentes no mercado que interessam
comercialmente à empresa.

Salim et al (2005, p. 79):


Uma pesquisa de mercado consiste em conseguir determinar características do
mercado, suas expectativas, necessidades, aceitação ou rejeição de alguma ideia,
produto ou pessoa, através de um processo de consulta de uma amostra de mercado.

Pereira e Santos (1995, p. 37) afirma, “Após a definição do negócio, o empreendedor


iniciará o exame do mercado, realizando o estudo da clientela, o estudo da concorrência e o
estudo dos fornecedores”.

Filion (2000, p. 59), “A empresa que deseja ofertar um bem ou serviço ao mercado
precisa conhecer seu potencial. Para isso, deve ter ideia de sua dimensão: em número de
consumidores, em quantidade e para um período e um território determinados”.

A partir das observações proporcionadas pelos referidos autores sobre a análise do


mercado, afirma-se que ela é de fundamental importância e deve-se ser feita, para avaliar a
aceitação de determinado produto, se diferenciar da concorrência, verificar a demanda e a
oferta, as preferências do consumidor, e também para a análise das estratégias da empresa.
30

2.5.4.1 Análise do Setor

Kuhn e Dama (2009, p. 43) “Esta análise é realizada para avaliar qual a tendência ou
comportamento do setor em que será desenvolvido o negócio. Este setor está estagnado, em
crescimento ou em declínio?”.

Dornelas (2008, p. 131) “Deve ser feito um breve histórico desse mercado nos últimos
anos e análise das tendências do setor para os próximos anos”. Procure responder às seguintes
perguntas, antes de colocar as informações de mercado no plano de negócios:

- Quais os fatores estão influenciando as projeções de mercado?

- Por que o mercado se mostra promissor?

- Qual o tamanho do mercado em reais, número de clientes e competidores?

- Como o mercado está estruturado e segmentado?

- Quais são as oportunidades e ameaças (riscos) desse mercado?

Com base nas observações proporcionadas pelos autores, é importante fazer uma
análise do setor, para avaliar o comportamento e as tendências do mesmo antes de
desenvolver o negócio, como forma de se precaver de possíveis variáveis que podem torna-lo
dificultoso.

2.5.4.2 Segmento de Mercado

Kuhn e Dama (2009, p. 43) “O segmento de mercado consiste em identificar um grupo


de possíveis consumidores a partir de suas preferências. Ou seja, identificar um conjunto de
consumidores que possuam necessidades e desejos em comum”.

Salim et al (2005, p. 75):

O mercado para um produto/serviço é segmentado como uma estratégia para


alocação dos recursos da empresa a uma parcela do mercado. Cada segmento de
mercado deve ser identificado com base em critérios bem definidos, de forma a
permitir diferenciar a demanda de um segmento para outro.

Dornelas (2008, p. 133) “Quando se define um segmento de mercado, está-se


definindo um grupo de pessoas com características similares, necessidades e desejos comuns,
e que serão o foco de vendas da empresa”.

Dolabela (2008, p. 154) “Segmentação de mercado é o processo mediante o qual uma


empresa divide o mercado em parcelas que apresentem o máximo de homogeneidade
possível, com o objetivo de formular suas estratégias de marketing”.

Filion (2000, p. 60), “A segmentação implica, para o empreendedor, a perspectiva de


atingir grupos de consumidores do mercado total, que ele acredita poder atender com maiores
chances de sucesso”.
31

Com base nas informações proporcionadas pelos autores sobre segmento de mercado,
afirma-se que para formular um negócio deve-se procurar identificar possíveis consumidores
que estejam precisando de determinado produto, pois se não identifica-los não vai ter para
quem vender a mercadoria, com isso as forças de marketing ficariam enfraquecidas.

2.5.4.3 Mercado Consumidor

Kuhn e Dama (2009, p. 45):

Para se descrever de forma mais objetiva o mercado consumidor de cada negócio,


algumas questões auxiliam esta caracterização. Assim, vejamos: Quem é o possível
comprador do produto/serviço idealizado pela empresa? Quanto eles estão dispostos
a pagar pelo produto? Porque ele está comprando? Qual a frequência de compra?
Estas, dentre outras perguntas, devem ser respondidas quando falamos de análise de
mercado em relação a clientes.

Dornelas (2008, p. 135):

Identificar o que os consumidores estão comprando pode servir de base para


promover melhorias e adaptações em seus produtos e serviços, para que fiquem
adequados às necessidades desses consumidores. Dessa forma, você poderá analisar
atributos relacionados ao produto para depois definir como ele será apresentado aos
consumidores potenciais.

Chiavenato (2012, p. 88) “Mercado consumidor é o conjunto de pessoas ou


organizações que procuram bens ou serviços que uma empresa vende para satisfazer suas
necessidades”.

Pereira e Santos (1995, p. 37):

O estudo da clientela é a caracterização dos clientes nos aspectos quantitativos


(potencial do mercado, participação das empresas no mercado, entre outros) e
qualitativos (estilo de vida dos clientes, características comportamentais, hábitos de
compra, entre outros).

Com base nas informações dos autores, afima-se que para fazer algumas melhorias no
produto, deve-se identificar o mercado consumidor do mesmo, com isso pode-se analisar
possíveis atributos e necessidades deles com relação a este produto.

2.5.4.4 Mercado Concorrente

Kuhn e Dama (2009, p. 47):

Saber com quem vai competir é fundamental para a sobrevivência da empresa.


Competir sabendo quem é o adversário e quais são seus pontos fortes e fracos,
permite a utilização de estratégias que podem ser fundamentais para a conquista de
uma fatia do mercado.

Salim et al (2005, p. 78) “A análise da concorrência deve ser feita com relação a
aspectos e características importantes de um produto/serviço, comparando cada um deles com
os dos produtos/serviços de concorrentes”.

Dornelas (2008, p. 136):


32

A importância de uma análise criteriosa dos principais concorrentes fica evidente


quando a empresa precisa estabelecer uma estratégia de marketing e conhecer quais
alternativas de produtos/serviços existem no mercado onde sua empresa atua e,
ainda, por que seus clientes-alvos optam por outro produto.

Dolabela (2008, p. 101) “È fundamental conhecer a fundo todos os concorrentes. Caso


o produto ou serviço não tenha preço competitivo, é conveniente não prosseguir, a menos que
seu diferencial justifique o preço elevado”.

Hisrich e Peters (2004, p. 220):


A maior parte dos empreendedores geralmente enfrenta ameaças de corporações
maiores. O empreendedor deve estar preparado para essas ameaças e estar ciente de
quem são seus concorrentes e quais seus pontos fortes e fracos, de modo que se
possa implementar um plano de marketing eficiente.

Chiavenato (2012, p. 88) “O mercado concorrente é composto pelas pessoas ou


organizações que oferecem mercadorias ou serviços similares ou equivalentes àqueles que
você pretende colocar no mercado consumidor”.

Pereira e Santos (1995, p. 37) nos diz,“ No estudo da concorrência há dois tipos de
concorrentes: os diretos e os indiretos, ambos afetando o desempenho do novo
empreendimento no mercado. Deve-se analisar os pontos fracos e fortes em ambos os casos.”

Conforme as observações feitas pelos autores, quando se entra no mercado com um


determinado produto, deve-se saber quem são seus concorrentes e enfrenta-los, procurar seus
pontos fracos e fortes, o preço que estão oferecendo no mercado, com o intuito de elaborar
uma estratégia de marketing eficiente e procurar alternativas melhores como forma de
conquistar novos clientes.

2.5.4.5 Mercado Fornecedor

Kuhn e Dama (2009, p. 48):

Definidas as características dos produtos que o empreendimento irá comercializar, é


possível identificar quais são os possíveis fornecedores de matéria-prima,
tecnologia, energia, processos e demais insumos usados pela empresa/negócio.

Chiavenato (2012, p. 88) “Mercado fornecedor é o conjunto de pessoas ou


organizações que suprem a sua empresa de insumos e serviços necessários ao seu
funcionamento”.

Pereira e Santos (1995, p. 37):

O estudo dos fornecedores é a análise das empresas que fornecem produtos e


serviços – entre outros, sistemas de vendas e de distribuição; políticas de preços e de
cobrança; qualidade dos produtos e serviços. O objetivo é possibilitar ao
empreendedor a avaliação comparativa de seus potenciais fornecedores e, a partir de
certos critérios, definir uma classificação dos mesmos para orientar o processo de
compras ou, se for o caso, de terceirização de atividades.

Conforme as observações feita pelos autores, pode-se afirmar que o mercado


fornecedor são as empresas que irão fornecer a matéria-prima, a tecnologia, a energia e
33

demais processos necessários para a empresa na fabricação do negócio e que precisam ser
identificados.

2.6 Produtos e Serviços

Kuhn e Dama (2009, p. 49):

Descreva os seus produtos ou serviços com todas as características, atributos e


benefícios que possui. Neste momento é importante ficar claro quais os benefícios
que eles trarão para os seus futuros clientes em relação ao produto/serviço que existe
no mercado.

Dornelas (2008, p. 124):

Diga quais são os produtos e serviços de sua empresa, por que ela é capaz de
fornecê-los e como eles são fornecidos, quais as características da equipe de
produção e em que aspectos seu produto/serviço difere da concorrência. Exponha as
características únicas do seu negócio e o que ele tem de especial para oferecer aos
clientes.

Chiavenato (2012, p. 90):

O produto fabricado ou o serviço prestado constitui o resultado final de todas as


operações. A empresa – como uma totalidade – trabalha para produzir um
determinado produto ou prestar um determinado serviço. O produto/serviço
representa aquilo que a empresa sabe fazer e produzir.

Pereira e Santos (1995, p. 150) afirma, “Produto é um bem com valor econômico
fabricado por uma empresa, para atender uma determinada necessidade ou um conjunto de
necessidades do consumidor”.

Diante das observações feita pelos autores, chega-se a conclusão que precisa-se definir
algumas características e benefícios do produto que será produzido para os clientes a que se
deseja vendê-lo, é importante defini-lo porque mostrará aos mesmos informações cruciais na
hora de uma decisão de compra em relação aos seus concorrentes, se bem mostrado e com
foco, seu produto poderá ser escolhido.

2.6.1 Tecnologia

Kuhn e Dama (2009, p. 52) “Este item tem como principal atribuição descrever a
tecnologia a ser utilizada no empreendimento e as outras porventura existentes, e efetuar
comparações entre elas”.

Dornelas (2008, p. 128):

Hoje em dia, a empresa que desenvolve produtos com teor tecnológico, tanto no
processo de produção, como no produto em si, deve sempre procurar dominar o
máximo de tecnologia possível. Se a empresa é detentora da tecnologia, isso deve
ser enfatizado no plano de negócios como um diferencial competitivo em relação a
concorrência.

Chiavenato (2012, p. 205) “Quando tratamos de tecnologia, queremos nos referir ao


aparato de máquinas, equipamentos e processos de produção utilizados”.
34

Com base nas informações passadas pelos autores sobre tecnologia, chega-se a
conclusão de que ela é de extrema importância para se diferenciar no mercado, porque se o
produto for produzido com qualidade superior em comparação com seus concorrentes, isto
significa que ela possui um excelente aparato tecnológico para que o produto tenha condições
de ser produzido com qualidade.

2.6.2 Processos de Produção

Kuhn e Dama (2009, p. 53):

Podemos chamar os processos de produção de fluxos de produção. Neste tópico


devemos descrever todos os passos do processo produtivo. No caso de uma indústria
(fabricante), os processos iniciam com o recebimento de matéria-prima,
desenvolvimento das etapas do processo de transformação e, por fim, a estocagem e
expedição.

Dornelas (2008, p. 129):

Como é o processo de produção da empresa? Quais são os recursos utilizados


(matéria-prima, funcionários, fornecedores, máquinas)? Como é composto o custo
do produto final? Como esse produto é distribuído? Quais os custos envolvidos no
processo de distribuição do produto? É aconselhável que nesta parte do plano de
negócio o empreendedor exponha de forma objetiva (descrevendo o fluxo do
processo de produção de preferência de forma gráfica) todos os custos envolvidos na
obtenção do produto.

Chiavenato (2012, p. 226):

Na indústria, o processo operacional descreve o processo produtivo desde a chegada


da matéria-prima até o produto acabado, os equipamentos envolvidos, incluindo
quantidades e custos de manutenção, e os demais insumos (tipos e quantidades).

Hisrich e Peters (2004, p. 222) “Se o novo empreendimento for uma operação de
fabricação, será necessário um plano de produção. Esse plano descreverá todo o processo de
fabricação”.

Pereira e Santos (1995, p. 174):

Se o empreendimento é de natureza industrial, o plano de negócio deverá descrever


o processo produtivo, sem necessidade de entrar em pormenores de engenharia de
produto ou de processo, especificando apenas os principais aspectos da tecnologia a
ser utilizada.

Baseado nas informações passadas pelos referidos autores sobre os processos de


produção, define-se que nesta parte do plano de negócio deverá ser descrito todos os
processos pelos quais passa o produto até seu acabamento final, neste tópico pode ser revistos
todos os custos envolvidos, de forma que pode ser tomada alguma decisão referente a
produção para diminuição de algum custo.

2.7 A Empresa

Kuhn e Dama (2009, p. 53):


35

Esta é uma etapa que apresenta um resumo da estrutura organizacional da empresa


ou negócio, como e por quem ela será administrada, qual será a sua estrutura legal,
seu porte ou tamanho, a localização geográfica, a infraestrutura necessária para
desenvolver o potencial produtivo e a necessidade ou não de parcerias para a
empresa. Também deve ser definido nesta seção como a empresa irá estruturar-se no
mercado competitivo, com sua missão, visão, objetivos e estratégias.

Dornelas (2008, p. 116) “Esta é a seção do plano no qual você apresenta um breve
resumo da organização da sua empresa, sua historia, e seu status atual. Enfatize as
características únicas de seu negócio e diga como você pode prover um benefício ao cliente”.

Salim et al (2005, p. 42) “Empresa é uma entidade constituída legalmente com


objetivos bem definidos, possuindo um estatuto ou contrato social que rege o seu
funcionamento e o relacionamento entre sócios ou cotistas”.

Chiavenato (2012, p. 54) “Empresa é um conjunto de pessoas que trabalham juntas, no


sentido de alcançar objetivos por meio da gestão de recursos humanos, materiais e
financeiros”.

Filion (2000, p. 167) “Aqui são apresentadas as ideias que dão vida à empresa, bem
como sua estrutura de funcionamento legal e operacional”.

Com base nas observações feitas pelos autores sobre a empresa, conclui-se que nesta
etapa deverá ser escito como será a estrutura organizacional dela, a sua visão, os seus
objetivos, a missão, a localização, com o intuito de criar uma noção ou ideia para os clientes,
aonde a mesma pretende chegar.

2.7.1 Equipe Gerencial e Estrutura de Pessoal

Kuhn e Dama (2009, p. 54) “Para os investidores, conhecer a equipe que vai gerenciar
o empreendimento é muito importante, pois, dependendo da capacidade do “time”, as outras
partes do plano serão cumpridas”.

Dornelas (2008, p. 117):

Muitos investidores, ao receberem um plano de negócios, depois de lerem o Sumário


Executivo do plano, vão direto para o curricula vitae da equipe de gestão da
empresa. Isso porque sem uma equipe de primeira linha, qualquer outra parte do
plano de negócios dificilmente se concretizará.

Chiavenato (2012, p. 139):

Para iniciar o negócio, você precisa ter o pessoal devidamente preparado –


contratado, integrado e treinado – para desenvolver as diversas tarefas e atividades
da empresa: quem e quais as pessoas vão colaborar no começo do empreendimento.

Salim et al (2005, p. 98) “Consiste na relação das pessoas de nível gerencial que
participarão do empreendimento, acompanhada de um breve resumo dos respectivos
currículos”.

Conforme as observações feitas pelos autores sobre a equipe gerencial, chega-se a


conclusão de que se não tiver uma equipe devidamente capacitada para o empreendimento,
36

preparada e com um bom currículo, ela dificilmente seguirá no mercado ou terá dificuldades
para o devido seguimento ou sobrevivência do produto.

2.7.2 Estrutura Legal

Kuhn e Dama (2009, p. 55):

Descreva como está constituída a estrutura do negócio que estás elaborando; qual o
envolvimento de seu tempo (se for o empreendedor); se possuir sócios, qual a
constituição e a função de cada um deles. Explique o envolvimento de cada sócio e
em qual função cada qual desempenhará suas atividades, juntamente com a
descrição de suas habilidades.

Dornelas (2008, p. 119):

Inclua uma cópia do contrato social da empresa na seção de Anexos e mostre no


plano de negócios como está constituída a sociedade, quem são e qual a participação
de cada sócio. Explique ainda qual o envolvimento dos sócios, como será feita a
distribuição dos lucros e de quem é a responsabilidade financeira por qualquer
perda.

Pereira e Santos (1995, p. 228):

A primeira tarefa do empreendedor é definir qual a “roupagem jurídica” que sua


empresa adotará. A classificação jurídica é determinada por uma série de questões
práticas, dentre outras: existência ou não de sócios; responsabilidade dos sócios;
distribuição do capital; formação do nome.

Conforme as observações feitas pelos autores sobre a estrutura legal, define-se que
neste tópico deve ser apresentado perante a justiça como ela está constituída legalmente em
relação aos sócios, a participação dos lucros e quais as funções exercidas na empresa.

2.7.3 Porte ou Tamanho

Kuhn e Dama (2009, p. 57):

A descrição do tamanho do empreendimento tem como principal função justificar a


escala de produção escolhida, além de contemplar também os portes das
plantas/empresas já existentes e que produzem o produto objeto do estudo e/ou
similares.

Chiavenato (2012, p. 60):

Quanto ao seu porte, as empresas podem ser classificadas em grandes, médias e


pequenas, segundo critérios universalmente aceitos, como o número de empregados,
o volume de vendas, o valor dos ativos, o volume de depósitos, etc.

Segundo definição do Simples Nacional:

É um Regime Especial Unificado de Arrecadação de Impostos e Contribuições


devidos pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), criado pela
Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (LC 123/2006), e vigente a
partir de 1º de julho de 2007.
37

Conforme observações feitas pelos autores sobre o tamanho do empreendimento,


chega-se a conclusão de que não existe um tamanho ideal, ele pode variar de acordo com os
empregados e as vendas, e serve também para justificar uma certa demanda na produção.

2.7.4 Localização e Infraestrutura

Kuhn e Dama (2009, p. 58):

A localização objetiva analisar os fatores locacionais que influenciam a empresa,


tais como: a existência e a procedência (distância) de matéria-prima, as exigências
em termos de infraestrutura, a influência do custo de frete tanto para o transporte da
matéria-prima como para o transporte junto ao cliente (praça de distribuição).

Dornelas (2008, p. 120):

Apesar da localização ser considerada uma questão referente à estratégia de


marketing de um negócio, que em muitos casos diferencia os serviços prestados pela
empresa em relação aos seus concorrentes, cabe uma breve descrição a respeito do
assunto nessa parte do plano de negócios.

Chiavenato (2012, p. 206):

A localização da empresa refere-se ao local específico escolhido para as instalações


da empresa, seja fábrica, oficina, loja ou escritório de serviços. A escolha de um
local para situar as instalações depende de vários fatores, os quais variam se a
empresa é produtora de bens ou prestadora de serviços, se é industrial ou comercial,
etc.

Hisrich e Peters (2004, p. 221) “A localização do negócio pode ser vital para seu
sucesso, especialmente se é uma loja ou se envolve um serviço. Assim a ênfase na localização
no plano de negócio está relacionada ao tipo de negócio”.

Pereira e Santos (1995, p. 171):

É um dos aspectos mais importantes do plano de negócio e constitui um fator


estratégico de sucesso para o novo empreendimento. Vários empreendimentos já
fracassaram, apesar de atuarem com produtos inovadores em mercados em
crescimento, porque a decisão quanto à sua localização foi equivocada.

Diante das observações dos autores sobre a localização, descobre-se que ela é um fator
importante porque de certa forma não deixa de ser um instrumento para a estratégia da
empresa, pois com ela pode-se verificar a questão do custo da matéria prima na fabricação do
produto e também do transporte, com o custo do frete, alguma decisão relacionadas a estas
questões pode influenciar no resultado.

2.7.5 Missão

Dornelas (2008, p. 143) “A declaração de missão deve refletir a razão de ser da


empresa, o que ela é e o que ela faz”.

Chiavenato (2012, p. 164) “A missão da empresa sempre está centrada na sociedade.


Em síntese, a missão da empresa define os produtos/serviços, os mercados e a tecnologia,
refletindo os valores e as prioridades do negócio”.
38

Salim et al (2005, p. 44) “Missão da empresa é a função que ela vai exercer junto ao
mercado, provendo-lhe de produtos e/ou serviços”.

Hisrich e Peters (2004, p. 221):

Essa declaração basicamente descreve a natureza do negócio e o que o


empreendedor espera conquistar com o empreendimento. Essa declaração da missão
ou definição do negócio orientará a empresa nas decisões de longo prazo.

Diante das observações e considerações feitas pelos autores sobre a missão, chega-se a
conclusão que antes de iniciar ou montar um empreendimento ou negócio, o empreendedor
deve definir qual o propósito de abrir este novo negócio, e as prioridades que devem ser
levadas em conta na administração do mesmo.

2.7.6 Visão

Chiavenato (2012, p. 168) “A visão está focada no futuro e no destino. A visão é a


imagem que o empreendedor tem a respeito do futuro do seu negócio. É o que ele pretende
que o negócio seja dentro de um certo horizonte de tempo”.

Salim et al (2005, p. 43) “Visão é uma direção estratégica. É onde queremos chegar no
futuro. A visão é que determina o destino de uma organização. A visão é um sonho de longo
prazo, que é essencialmente um sonho que nuca será atingido”.

Dornelas (2008, p. 143) “A declaração de visão define aonde a empresa quer chegar, a
direção que pretende seguir, e o que ela quer ser”.

Conforme as considerações feitas pelos autores sobre a visão, entende-se que o


empreendedor deve definir aonde ele quer chegar com a abertura deste novo empreendimento
no futuro, para isto o mesmo precisa elaborar estratégias que ajudariam a chegar na direção
certa, no tempo proposto.

2.7.7 Objetivos

Dornelas (2008, p. 148):

Os objetivos são os anseios de ordem macro, aqueles que a empresa define de forma
a cumprir sua missão de negócio, em busca de sua visão. Os objetivos indicam
intenções gerais da empresa e o caminho básico para chegar ao destino que você
deseja. São definidos com palavras e frases.

Dolabela (2008, p. 172) “Objetivos são as definições daquilo que deve ser realizado
pela empresa nas áreas principais, durante períodos específicos de tempo”.

Chiavenato (2012, p. 171) “Do conceito de visão organizacional decorrem os objetivos


globais da empresa. Objetivos são estados desejáveis que se pretende alcançar e realizar”.

Conforme as considerações feitas pelos autores sobre os objetivos, o empreendedor


precisa definir em cada área da empresa as metas que devem ser alcançadas em cada período
39

de tempo, de forma que no final a missão e a visão sejam alcançados, é por meio de caminhos
bem definidos e que se chega a uma direção estabelecida.

2.7.8 Estratégias

Chiavenato (2012, p. 177):

Definida a missão organizacional, a visão de futuro, os valores fundamentais e os


objetivos, o passo seguinte é definir a estratégia capaz de conduzir ao alcance do
sucesso planejado. Assim, a estratégia é o meio para chegar lá, ou seja, para
transformar os objetivos em realidade.

Dornelas (2008, p. 148):

Os objetivos e as metas indicam o que a empresa deseja atingir. Já a estratégia de


negócio indica como a empresa pretende alcança-los. Estratégias empresariais
podem ser de vários tipos: de ataque, de desenvolvimento, de defesa etc.

Pereira e Santos (1995, p. 256):

Para que o empreendedor defina eficazmente as estratégias que adotará nos vários
aspectos do novo negócio (mercadológico, técnico, financeiro, jurídico e
organizacional), ele deve desenvolver um processo de análise e de decisão por meio
do qual escolherá as opções que orientarão o desenvolvimento do empreendimento
nos primeiros anos de atuação.

Conforme as considerações feita pelos autores sobre estratégias, pode-se chegar a


conclusão que é através delas que o empreendedor vai chegar aos seus objetivos, a sua
missão e a sua visão, porque elas são os caminhos ou meios estabelecidos pelo próprio
empreendedor para ao alcance daquilo que foi planejado no futuro da empresa.

2.8 Plano de Marketing

Kuhn e Dama (2009, p. 59):

O plano de marketing explicita como a empresa irá vender o seu produto/serviço, ou


seja, quais os métodos e meios que utilizará para atingir seus objetivos de vendas.
Desta forma, a necessidade de um planejamento é fundamental.

Dolabela (2008, p. 139):

O plano de marketing é um planejamento do marketing mix (composto


mercadológico) de uma organização. É seu papel orientar o processo decisório de
marketing. Esse plano é como um mapa – mostra à empresa para onde ela está indo
e como vai chegar lá.

Hisrich e Peters (2004, p. 223) “O plano de marketing descreve condições de mercado


e estratégias relacionadas ao modo como os produtos e serviços serão distribuídos, apreçados
e promovidos”.

Filion (2000, p. 171), “O plano de marketing é constituído por ações em dois


momentos: análise prévia de mercado e estratégia a ser executada após o início da operação”.
40

Conforme observações trazidas pelos autores sobre o plano de marketing, pode-se


dizer que neste plano o empreendedor irá trabalhar em cima de todo o composto de marketing
(produto, preço, praça, promoção), com a utilização de estratégias para chegar aos seus
objetivos de vendas, fortalecendo a sua atuação no mercado em que está competindo.

2.8.1 Produto (Posicionamento)

Kuhn e Dama (2009, p. 59) “No item Segmento de Mercado definimos qual será nosso
público-alvo. O posicionamento do produto significa direcioná-lo para este público a fim de
atender às expectativas e necessidades supridas pelo seu produto”.

Dornelas (2008, p. 139):

Posicionar o produto no mercado significa direcionar o produto para atender às


expectativas e necessidades do cliente-alvo escolhido, no segmento de mercado
definido. Com isso, a empresa estabelece uma imagem do produto junto aos clientes,
tentando se diferenciar de alguma forma da concorrência.

Conforme observações trazidas pelos autores sobre o produto, neste tópico do plano de
negócio será definido a direção do produto no mercado, o empreendedor precisa trabalhar o
mesmo de forma que ele atenda as necessidades e expectativas do público-alvo, a qual foi
produzido.

2.8.2 Preço

Kuhn e Dama (2009, p. 60) “O preço é uma ferramenta muito importante na


elaboração de uma estratégia de marketing, pois afeta diretamente a demanda e a imagem do
produto, como também determina a lucratividade da empresa”.

Chiavenato (2012, p. 244) “O empreendedor deve gerenciar os preços de seus


produtos/serviços por meio da estrutura que montou e dos custos que assumiu, levando
sempre em conta o que se pratica no mercado”.

Dornelas (2008, p. 139):

O preço talvez seja a maneira mais tangível de se agir no mercado, pois pela política
de preços a empresa pode criar demanda para o produto, segmentar o mercado,
definir a lucratividade da empresa, mudar a penetração do produto no mercado,
sempre tendo como referência o valor que o consumidor vê no produto e não o preço
que a empresa acha que ele deva ter.

Salim et al (2005, p. 91):

Estratégia de preços é um conjunto de ações planejadas para que o preço do produto


ou serviço seja competitivo, esteja na faixa que o mercado pode pagar e considerada
razoável em função do benefício alcançado com o produto ou serviço.

Dolabela (2008, p. 177) “A determinação do preço afeta a posição da empresa no que


diz respeito a seu faturamento e rentabilidade, bem como à sua participação no mercado”.

Conforme as observações proporcionadas pelos autores em relação ao preço,


conceitua-se que o empreendedor deve usar estratégias que permitem que o preço cobrado de
41

seus produtos sejam adequados no mercado, deem a lucratividade, a rentabilidade e o


faturamento desejado, proporcionem uma boa imagem do produto e participação do mercado
excelente.

2.8.3 Praça (Canais de distribuição)

Kuhn e Dama (2009, p. 61) “Os canais de distribuição representam de que forma a
empresa vai levar o produto até o consumidor final”.

Dornelas (2008, p. 140) “Os canais de distribuição envolvem as diferentes maneiras


que a empresa pode adotar para levar o produto até o consumidor. Referem-se aos canais de
marketing, à distribuição física e aos serviços ao cliente”.

Chiavenato (2012, p. 238) “Os canais de distribuição representam os meios pelos quais
os produtos/serviços fluem da empresa em direção aos clientes ou consumidores, para atingi-
los da melhor forma possível”.

Dolabela (2008, p. 178) “A distribuição envolve todas as atividades relacionadas à


transferência do produto do fabricante para o consumidor. São utilizados canais de
distribuição, que se encarregam de tornar o produto disponível ao consumidor”.

Conforme as contribuições trazidas pelos autores sobre a praça, conclui-se que é


importante definir os meios de transporte do produto, porque é por estes meios ou maneiras
que fazem a diferença na hora da entrega do mesmo ao consumidor, a avaliação da empresa
perante os seus olhos passam também pela capacidade da empresa em tornar o produto
disponível.

2.8.4 Promoção/Propaganda

Kuhn e Dama (2009, p. 62):

A proposta deste item no plano de negócio é aparecer para o público mostrando a


sua empresa e o seu produto A promoção é um estímulo utilizado para aumento das
vendas do produto/serviço, sendo também bastante empregada para estimular a
venda de novos produtos. A propaganda tem como objetivo levar a informação
desejada ao público selecionado, com a finalidade de informar e reforçar o conceito
do produto/serviço.

Chiavenato (2012, p. 237):

É a fase em que a empresa procura fixar uma imagem do seu produto/serviço, sua
marca, seu conceito, sua utilidade, suas vantagens diante dos produtos/serviços
concorrentes, para ganhar a preferência dos clientes ou consumidores. A propaganda
é a comunicação de massa, ou seja, difunde-se para o grande público.

Dornelas (2008, p. 141) “A propaganda tem o objetivo de fazer com que uma
mensagem atinja uma audiência selecionada, com o propósito de informar, convencer e
reforçar o conceito do produto junto aos consumidores”.
42

Dolabela (2008, p. 179) “A promoção, no âmbito de marketing, é todo e qualquer


esforço realizado para persuadir as pessoas a comprar determinado produto ou a utilizar
determinado serviço”.

Diante das considerações fornecidas pelos autores sobre a propaganda, define-se que a
propaganda é um dos compostos de marketing que oportuniza a empresa a mostrar seus
produtos para os mais variados clientes, inclusive para o público alvo e proporciona ao
negócio aumento das vendas, pois uma propaganda muito bem elaborada pode conquistar
novos clientes com relação a seus concorrentes.

2.9 Plano Financeiro

Kuhn e Dama (2009, p. 64) “O plano financeiro, determina, em valores, as diversas


etapas do plano de negócio. Deve-se deixar bem claro que esta etapa deve refletir o plano em
valores”.

Dornelas (2008, p. 150):

A parte financeira é, para muitos empreendedores, a mais difícil do plano de


negócios. Isso porque ela deve refletir em números tudo o que foi escrito até então
nas outras seções do plano, incluindo investimentos, gastos com marketing, despesas
com vendas, gastos com pessoal, custos fixos e variáveis, projeção de vendas,
análises de rentabilidade do negócio etc.

Hisrich e Peters (2004, p. 224) “Plano financeiro são as projeções dos principais dados
financeiros que determinam a exequibilidade econômica e o comprometimento financeiro
necessário”.

Filion (2000, p. 172):


O plano financeiro representa a principal fonte de referência e controle da saúde da
empresa, sendo utilizada pelo empreendedor para conduzir suas atividades dentro de
parâmetros planejados, corrigir distorções, adaptar-se a novas variáveis decorrentes
de mudanças na conjuntura e projetar novos investimentos com base em níveis de
crescimento previsto e desejado.

Conforme considerações trazidas pelos autores sobre o plano financeiro, chega-se a


conclusão de que é a parte mais difícil para o empreendedor, pois neste plano são colocados
em valores tudo o que foi feita em relação as partes anteriores do plano de negócio, e também
mostrará financeira o que é preciso de investimento necessário para a abertura do negócio.

2.9.1 Investimentos

Kuhn e Dama (2009, p. 64):

O estudo dos “investimentos” do empreendimento tem por objetivo estimar o total


de recursos de capital necessários para o estabelecimento do negócio. Se estivermos
falando de negócio novo, falamos em investimentos iniciais, ou seja, aqueles
requeridos e realizados no momento zero, ou, ainda, no início do plano.
43

Dolabela (2008, p. 221) “É o valor que o empresário necessita gastar para iniciar sua
empresa, acrescido do valor que deverá reservar para o primeiro mês de funcionamento até
que o dinheiro das vendas comece a entrar em seu caixa”.

Chiavenato (2012, p. 99):

Um dos aspectos mais importantes na constituição de uma empresa é a fixação do


capital mínimo e indispensável para iniciá-la e a obtenção desse capital. É com o
capital inicial que a empresa tem condições de reunir os recursos empresariais
necessários ao seu funcionamento, sejam eles humanos, materiais ou financeiros.

Diante das observações fornecidas pelos referidos autores sobre investimento, conclui-
se que antes de iniciar um negócio o empreendedor já precisaria ter algum dinheiro em mãos
para sustentar o empreendimento, até o tempo que for necessário para que as vendas comecem
a surtir efeito no caixa da empresa e também para que o empreendedor possa reunir os
materiais básicos ao seu funcionamento.

2.9.2 Depreciação

Kuhn e Dama (2009, p. 67):

A depreciação, é o valor que a empresa reconhece como perda, por desgaste, dos
recursos utilizados. Para cada recurso é estipulado um percentual de perda por ano,
conforme previsão da durabilidade e da vida útil. Tradicionalmente usa-se a
depreciação linear como forma de cálculo de custo.

Dolabela (2008, p. 221) diz “O item “depreciação”, que aparece duas vezes no fluxo
de caixa (entrada e saída) apenas para que o empresário lembre que, em alguma época, deverá
ter esse dinheiro para repor algum equipamento, máquina etc”.

A seguir é apresentada a fórmula da depreciação:

Diante das observações colocadas pelos referidos autores sobre depreciação, pode-se
dizer que a empresa deve obter o valor para o desgaste sofrido por algum equipamento e
também dinheiro necessário para repor esse equipamento no futuro.

2.9.3 Financiamento

Kuhn e Dama (2009, p. 69):

Este item descreve as diversas fontes de financiamento possíveis para a implantação


do plano de negócio, com o custo do capital equivalente a cada uma das fontes.
Estas fontes são subdivididas em capital próprio e capital de terceiros.

Chiavenato (2012, p. 255):

O financiamento é uma operação por meio da qual a empresa obtém recursos


financeiros de terceiros para o capital de giro ou para os ativos circulantes
temporários e permanentes, bem como para o investimento. O financiamento pode
ser classificado em dois tipos: de curto, de médio e de longo prazo.
44

Conforme observações obtidas pelos autores sobre financiamento, o empreendedor


pode buscar o capital necessário para a implantação do negócio através de terceiros como
recurso, ou do próprio bolso.

2.9.4 Custos e Receitas

Kuhn e Dama (2009, p. 70) “Os custos são determinados pelos recursos necessários
para a manutenção da estrutura e para a produção do produto/serviço comercializado”.

Kuhn e Dama (2009, p. 70) afirmam ainda “Custo é qualquer compensação monetária
atribuída aos fatores de produção (capital, trabalho, matéria-prima, tecnologia...) por estarem
à disposição do empreendimento”.

Kuhn e Dama (2009, p. 72) “As Receitas são o fluxo de recursos financeiros
resultantes da comercialização dos produtos/serviços do negócio a cada período
(dia/mês/ano). Tradicionalmente montam-se quadros de receitas anuais”.

Kuhn e Dama (2009, p. 73) afirmam também “As receitas normalmente são o
resultado das projeções das quantidades vendidas vezes o preço unitário”.

Pereira e Santos (1995, p. 220) conclui, “O conhecimento do impacto que os custos


podem ter sobre o preço e a lucratividade da empresa é fundamental para a implementação de
uma gestão financeira eficaz”.

Dolabela (2008, p. 212):

O primeiro passo para projetar a receita é estabelecer o preço de venda do produto,


em cujo cálculo devem ser considerados o preço praticado pelos concorrentes, os
preços sugeridos pelos revendedores varejistas, e principalmente, a percepção do
valor que o consumidor tem do produto.

A seguir é apresentada a fórmula da receita:

Conforme as definições apresentadas pelos autores sobre as receitas e os custos,


chega-se a conclusão de que o empreendedor precisa saber que quando é produzido um
produto, gasta-se em matéria-prima, mão de obra e tecnologia e que tudo isso deve-se ser
levado em consideração na hora de precificar o seu produto, e que para projetar a receita é
preciso verificar também o preço dos concorrentes, dos revendedores e da percepção do
consumidor, até chegar a receita desejada.

2.9.5 Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE)

Kuhn e Dama (2009, p. 74):

O demonstrativo de resultado é um resumo ordenado da movimentação das receitas


e despesas em um determinado período. Constrói-se o DRE a partir da receita total
(receita bruta), que compreende toda a entrada de recursos financeiros resultante dos
produtos/ serviços comercializados.
45

Chiavenato (2012, p. 284):

A demonstração do resultado do exercício (DRE) é um demonstrativo financeiro que


serve para exprimir com clareza o resultado que a empresa obteve no exercício
social. A DRE mostra as consequências – o lucro ou o prejuízo – das operações da
empresa realizadas em um determinado período, bem como os fatores – despesas e
receitas – que determinam esse resultado positivo ou negativo.

Dornelas (2008, p. 153) “A demonstração do resultado é uma classificação ordenada e


resumida das receitas e das despesas da empresa em determinado período”.

Salim et al (2005, p. 110) “Essa demonstração representa o resultado financeiro do


período considerado (lucro ou prejuízo) e de como foi obtido esse resultado, através da
discriminação das receitas e despesas”.

Conforme as definições demonstradas pelos referidos autores sobre o Demonstrativo


de Resultado do Exercício (DRE), pode-se concluir que a mesma é a representação de todas
as despesas e receitas incorridas no ano, e que no final pode gerar alguma perda (prejuízo) ou
algum ganho (lucro) para a empresa, é sujeita a análise por parte do empreendedor.

2.9.6 Fluxo de Caixa

Chiavenato (2012, p. 267):

O fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de recursos financeiros do


caixa, isto é, das origens e das aplicações de caixa. As origens de caixa são os
fatores que aumentam o caixa da empresa, enquanto as aplicações de caixa são os
itens que o reduzem.

Salim et al (2005, p. 110):

O fluxo de caixa representa a evolução das entradas e saídas de recursos financeiros


da empresa ao longo do tempo, de forma a visualizar, a cada momento, a
disponibilidade líquida do caixa e verificar se os desembolsos futuros poderão ser
efetuados nas datas previstas.

Dolabela (2008, p. 220):

A ferramenta adequada para um bom controle financeiro de curto prazo denomina-se


“fluxo de caixa”, que consiste no acompanhamento das entradas e saídas de recursos
financeiros no caixa da empresa. Ele mostra o horizonte de curto e médio prazos,
para que o empreendedor possa escolher os melhores percursos e evitar desastres.

Dornelas (2008, p. 154):

O fluxo de caixa é a principal ferramenta do empreendedor. Fazendo uma analogia


com a conta corrente de uma pessoa física em um banco de varejo, administrar o
fluxo de caixa de uma empresa é compilar os dados de entrada e saída (depósitos e
retiradas, no caso da conta corrente) projetados no tempo.

Hisrich e Peters (2004, p. 267):


46

Fluxo de caixa não é a mesma coisa que lucro. O lucro é o resultado de subtrair as
despesas do volume de vendas, enquanto o fluxo de caixa é resultado da diferença
entre a efetiva quantia recebida e os pagamentos de caixa.

Pereira e Santos (1995, p. 212):

O termo fluxo de caixa, ou cash flow em inglês, tem como objetivo registrar,
controlar e projetar as entradas e saídas de caixa resultantes das operações da
empresa, visando racionalizar o uso desses recursos, durante um período
determinado. Auxilia ainda na previsão de necessidades e na identificação da
ociosidade de recursos, permitindo o planejamento adequado da aplicação destes
excedentes.

Filion (2000, p.114):

O fluxo de caixa é o relatório contábil em que são reunidos as receitas e os


desembolsos de um período selecionado. Originados sobretudo pelas vendas, o
momento de entrada e os montantes das receitas dependem da política de crédito da
empresa e da qualidade da clientela. Os desembolsos, por sua vez, são as saídas de
fundos ocasionadas pelas atividades normais da empresa, como compra de matérias-
primas, remuneração do pessoal, pagamento de seguros etc.

Conforme as considerações feitas pelos autores sobre o fluxo de caixa, entende-se que
o mesmo é o movimento das entradas e saídas do caixa da empresa, e serve como controle
para o empreendedor de forma que ele possa visualizar se é possível pagar ou receber uma
conta sem causar problemas futuros.

No quadro abaixo é apresentado a DRE e o Fluxo de Caixa:

Quadro 08 – DRE e Fluxo de Caixa

DRE e FLUXO DE CAIXA 2010 2011 2012 2013 2014


1.RECEITA TOTAL
2.(-) DEDUÇÕES
3.(=) RECEITA LIQUIDA
4.(-) C.P.V
5(=) LUCRO OPER. BRUTO
6.DESP. OPERACIONAIS
7.(=) LUCRO OPERAC.
8.(=) RESULTADO Ñ. OPER.
9.(=) RESULT. ANTES IR
10.(-) PROVISÕES
11.(=) LUCRO LIQUIDO
12.(+) DEPRECIAÇÃO
13.(=) FLUXO DE CAIXA

2.10 Técnicas Simplificadas

2.10.1 Lucratividade

Kuhn e Dama (2009, p. 79):


47

A lucratividade compara o lucro líquido do exercício em relação às vendas líquidas


do mesmo período, fornecendo o percentual de lucro que o negócio está obtendo em
relação ao seu faturamento líquido. Este índice também é conhecido como índice
“retorno sobre as vendas.

A seguir é apresentada a fórmula do índice de lucratividade:

Conforme a observação feita pelo autor sobre a lucratividade, chega-se a conclusão de


que ela representa o retorno sobre as vendas, ou seja, o ganho que o negócio está tendo com
relação ao que está sendo vendido.

2.10.2 Rentabilidade

Kuhn e Dama (2009, p. 79):

A rentabilidade expressa a relação entre o lucro líquido e o investimento total


necessário para a implantação do plano de negócio. Este índice também é chamado
de índice de retorno sobre o ativo e indica o retorno que o negócio propicia em
relação aos investimentos totais aplicados.

A seguir é apresentada a fórmula do índice de rentabilidade:

Conforme a consideração feita pelo autor a respeito da rentabilidade, conclui-se que


ela representa o retorno sobre o ativo, ou seja, o ganho que o negócio está tendo com relação
ao que foi aplicado no empreendimento.

2.11 Técnicas Complexas

2.11.1 Payback Períod Atualizado

Kuhn e Dama (2009, p. 82):

O payback descontado corrige uma das desvantagens apresentadas anteriormente,


que é a questão do valor do dinheiro no tempo. Esta técnica desconta a valor
presente os fluxos futuros de caixa do negócio sob análise.

Dornelas (2008, p. 159):

A técnica de payback mede o tempo necessário para a recuperação do capital


inicialmente investido. Assim, diferentemente da técnica de retorno contábil sobre o
investimento, a técnica de payback utiliza o fluxo de caixa, sendo mais precisa.

Salim et al (2005, p. 298) “É o período de recuperação de um investimento. Ou seja, o


prazo até que o investimento inicial seja recuperado por meio dos fluxo de caixa líquidos
positivos gerados pelo negócio”.
48

Dolabela (2008, p. 224) “O período de payback, ou de recuperação do investimento, é


o tempo necessário para o futuro empreendedor recuperar o dinheiro que será aplicado no
novo negócio”.

Pereira e Santos (1995, p. 186) nos diz, “O payback (período de recuperação) para
análise de liquidez em quanto tempo o investimento será recuperado”.

Conforme as definições apresentadas pelos autores sobre payback, pode-se concluir


que é uma técnica que mede o tempo necessário para que o empreendedor tenha a recuperação
do capital investido pelo fluxo de caixa.

2.11.2 Valor Presente Líquido (VPL)

Kuhn e Dama (2009, p. 82) “O VPL reflete a riqueza em valores absolutos do


investimento, medido pela diferença entre o valor presente de todas as entradas de caixa e o
valor presente das saídas de caixa”.

Dolabela (2008, p. 225) “O cálculo do VPL é considerado uma técnica sofisticada de


análise de investimentos, pelo fato de considerar o valor do dinheiro ao longo do tempo”.

Salim et al (2005, p. 296):

O Valor Presente Líquido ou Net Present Value (NPV) é um dos instrumentos mais
utilizados para avaliar propostas de investimento de capital. Reflete a riqueza em
valores monetários do investimento medida pela diferença entre o valor presente das
entradas de caixa e o valor presente das saídas de caixa, a uma determinada taxa de
desconto.

Dornelas (2008, p. 160):

Para medir o VPL de um projeto, faz-se uma estimativa do valor atual para os
futuros fluxos de reais que estarão sendo gerados pelo projeto, e deduz-se o
investimento feito inicialmente. Para isso, descontam-se os futuros fluxos de caixa
após impostos para seu valor presente, e depois subtrai o investimento inicial.

A seguir é apresentada a fórmula do Valor Presente Líquido (VPL):

Onde:

E(1,2,..,.n) = Fluxos futuros esperados de entrada de caixa, ou seja, fluxos


operacionais líquidos de caixa gerados pelo investimento ou negócio;

So = Investimento Inicial;

S(1,2,..,.n) = Fluxos esperados de saída de caixa;


49

TMA = Taxa Mínima de Atratividade do investimento empregada para atualizar o


fluxo de caixa.

Pereira e Santos (1995, p. 194):

O VAL é mais um instrumento de auxílio na tomada de decisão sobre investimento


de Capital; é utilizado para identificar o volume das Entradas de Caixa atualizadas
que serão geradas pelo novo negócio e confrontá-lo com o total dos investimentos
necessários para implantar esse mesmo empreendimento. O objetivo é verificar se o
projeto consegue se autofinanciar, revelando, assim, o grau de segurança que
oferece.

Diante das observações feita pelos autores a respeito do valor presente líquido (VPL),
conclui-se que é uma técnica de análise de investimento, que considera o valor presente das
entradas e saídas de caixa, com uma taxa de desconto.

2.11.3 Taxa Interna de Retorno (TIR ou IRR)

Kuhn e Dama (2009, p. 84) “A taxa interna de retorno representa a taxa de desconto
que iguala, num único momento, os fluxos de entrada com os de saída de caixa. Em outras
palavras, é a taxa de juros que produz um VPL = 0”.

Dornelas (2008, p. 160) “Para o cálculo da TIR deve-se descobrir a taxa de desconto
(K) que fornece um valor presente líquido igual a zero. Quando isso ocorre, o valor presente
dos futuros fluxos de caixa é exatamente igual ao investimento efetuado”.

Salim et al (2005, p. 297) “Também chamada Internal Rate of Return (IRR),


representa a taxa de desconto que iguala, em um único momento, os fluxos de entrada com os
de saída de caixa – na verdade, produz um VPL igual a zero”.

Dolabela (2008, p. 225):

A Taxa Interna de Retorno (TIR) é uma das técnicas mais usadas para avaliação das
alternativas de investimentos. Ela iguala o valor presente líquido (VPL) ao
investimento inicial referente a um projeto. Em outras palavras, é a taxa de retorno
que, se utilizada para o cálculo do VPL, atribuirá a este um valor exatamente igual
ao valor do investimento inicial feito pelo empresário.

A seguir é apresentada a fórmula da Taxa Interna de Retorno (TIR):

Onde:
K = taxa interna de retorno;
Ej = E(1,2,..,.n) = Fluxos esperados de entrada de caixa, ou seja, fluxos operacionais
líquidos de caixa gerados pelo investimento;
SO= Investimento Inicial;
Sj = S(1,2,..,.n) = Fluxos esperados de saída de caixa.
50

Pereira e Santos (1995, p. 196):

A Taxa Interna de Retorno (TIR), apesar de relativa complexidade de seu cálculo, é


um dos instrumentos de análise financeira mais utilizados em consequência da
rápida leitura que permite. Enquanto no cálculo do VAL a Taxa de Desconto ou o
Custo de Capital (CC) era conhecida, na TIR é justamente ela que se procura
calcular. Esta taxa (i%) é um valor que permite a igualdade entre as Entradas de
Caixa atualizadas (VP) e o investimento efetuado no projeto (ILI).

Diante das observações feita pelos autores sobre a taxa interna de retorno (TIR),
conclui-se que é a taxa de desconto que iguala os fluxos de entrada e saída de caixa,
proporcionando um valor presente líquido de zero.
51

3 METODOLOGIA

A metodologia vem para definir algumas dimensões que levam a um adequado método
de planejamento e desenvolvimento da pesquisa e se divide em: classificação da pesquisa,
sujeitos da pesquisa e universo amostral, coleta de dados, análise e interpretação dos dados e
sistematização do estudo.

3.1Classificação da Pesquisa

Segundo Teixeira, Zamberlan e Rasia (2009), a pesquisa está classificada quanto a sua
natureza, como pesquisa básica que objetiva aumentar ou gerar conhecimentos novos e
investigativos, e pesquisa aplicada que visa gerar conhecimentos para aplicação prática
voltados à solução de problemas específicos da realidade, quanto a sua abordagem, como
pesquisa quantitativa que considera que tudo pode ser quantificável, e pesquisa qualitativa que
defende, há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito.

Ainda segundo Teixeira, Zamberlan e Rasia (2009) a pesquisa também pode ser
classificado quanto aos seus objetivos, como pesquisa exploratória que investiga uma situação
para propiciar aproximação e familiaridade com o assunto, pesquisa descritiva que visa
identificar, expor e descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade em estudo, e a
pesquisa explicativa que tem por objetivo aprofundar o conhecimento da realidade, quanto aos
seus procedimentos técnicos ela pode ser bibliográfica, documental, experimental, ex-post
facto, levantamento, laboratório, de campo, participante, ação, estudo de caso e observação.

Diante destas características trazidas por Teixeira, Zamberlan, e Rasia (2009), esta
pesquisa pode ser classificada como pesquisa bibliográfica, pois busca-se em livros, revistas,
jornais, artigos, dentre outros base para a fundamentação teórica, pesquisa exploratória,
porque busca através das atividades de campo dados para investigar o assunto, pesquisa de
campo, e documental, pelo acesso a documentação.

3.2 Sujeitos da Pesquisa e Universo Amostral

Diante do que foi proposto como tema “Plano de Negócio: Fábrica de Embalagens
Personalizadas” na cidade de Ijuí, os sujeitos da pesquisa foram os empresários do município
que utilizam embalagens, pessoas e o universo amostral é as empresas de embalagens como
concorrentes e fornecedores dos mesmos.

3.3 Coleta de Dados

A coleta de dados a partir de pesquisa bibliográfica em livros, revistas, jornais, artigos


dentre outros sobre o tema para a fundamentação teórica e pesquisa de campo nas
organizações do ramo de embalagens, utilizando-se de entrevistas, questionários, observação
direta e acesso a documentação das mesmas.

Para a análise do mercado consumidor, foram questionados 135 pessoas que usam a
embalagem (usuários), e 40 empresários que utilizam a embalagem em seus estabelecimentos
(clientes). A pesquisa foi realizada no período de 15/08/2013 a 15/09/2013, realizado em
mercados, padarias, farmácias e lojas do comércio de Ijuí-RS.
52

Para verificar a tecnologia aplicada, os processos de produção e o layout desses


processos em uma empresa de embalagem foi realizada uma visita à empresa Plaswill
Embalagens de propriedade de Carmen Liane Steinhoefel, localizada na cidade de Panambi –
RS, na tarde do dia 07/11/2013.

3.4 Análise e Interpretação de Dados

A partir da aplicação das entrevistas, dos questionários, da observação direta e a


documentação das organizações do ramo de embalagens, as informações coletadas por estes
instrumentos passam por uma análise com indicadores quantitativos e de forma qualitativa.
53

4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

A partir da aplicação das entrevistas, dos questionários, da observação direta e a


documentação das organizações do ramo de embalagens, estes instrumentos passam por uma
análise e interpretação para a elaboração do plano de negócio.

4.1 Plano de Negócio

É apresentado o plano de negócio para a fábrica de embalagens personalizadas, que


seguirá a mesma estrutura da figura 01 da página 26, com exceção do sumário e do sumário
executivo que por ser um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), não será elaborado, sendo
que no momento que for usado somente o plano de negócio o mesmo será feito:

Figura 01 – Etapas do plano de negócio


54

4.1.1 Capa

Razão Social: Basso&Basso Embalagens Personalizadas

Nome Fantasia: B&BEmbalagens

Endereço: Avenida Porto Alegre, nº 30, Lulu Ingelfritz. Ijuí-RS.


Telefone: (55) 3331 1333
E-mail: bb@embalagens.com.br

Lucas Beschorner Basso


Rua João Arbo Bindé, 42. Industrial. Ijuí-RS.
Telefone: 3332 6469 ou 91529564
lucas.basso1989@hotmail.com

Este plano de negócios foi elaborado de agosto a novembro de 2013 por Lucas Beschorner Basso
55

4.1.2 Análise do Mercado

Neste tópico é apresentada uma análise do setor, o segmento de mercado escolhido, e


qual é o mercado fornecedor, concorrente e consumidor de uma empresa de embalagem,
principal estudo do referido trabalho.

Para realizar a análise de mercado para o plano de negócio da fábrica de embalagens


personalizadas na cidade de Ijuí, foi preparado dois questionários para diferentes público-
alvo, um aos usuários, pessoas comuns que vão as lojas, supermercados, padarias e farmácias
que retiram o produto, e outro aos clientes, que são os empresários que compram a
embalagem para seus estabelecimentos comerciais.

Estes dados foram retirados a partir destes questionários, serviu de base para analisar o
mercado consumidor e concorrente da fábrica de embalagens personalizadas. Para a análise
do mercado fornecedor, foi realizada uma busca em sites especializados de empresas
fornecedoras deste tipo de negócio, já a análise do setor, as informações fornecidas através da
ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), e por fim o segmento de mercado é definido a
partir do levantamento e análise dos dados obtidos na pesquisa.

4.1.2.1 Análise do Setor

Conforme a ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), prevê que no ano de 2013


a indústria de embalagem deverá apresentar um crescimento de 2% em volume de produção e
obter receitas líquidas de vendas próximas a R$ 50,4 bilhões – uma expansão de 7,9% em
relação aos R$ 46,7 bilhões do ano passado.

O desvio do faturamento em relação à produção se deve a uma inflação industrial e a


alta do dólar que influenciarão nos preços das embalagens impactando diretamente o
faturamento do setor.

O valor bruto da produção física de embalagens atingiu R$ 47,2 bilhões em 2012,


numa alta de um pouco mais de 3% sobre os R$ 45,9 bilhões gerados em 2011. Os plásticos
representam a maior participação no valor bruto da produção correspondente a 39,05% do
total, seguido pelo setor de embalagens celulósicas com 36,51% (somados os setores de
papelão ondulado com 20,21%, cartolina e papelcartão com 10,31% e papel com 5,99%),
metálicas com 16,70% e vidro com 5,07%.

A figura 02 apresenta o faturamento das Indústrias de Embalagens (em bilhões de R$),


produzida pela ABRE:
56

Figura 02 – Faturamento da Indústira de Embalagem (em bilhões de R$)

A produção da indústria de embalagem cresceu 2,66% no primeiro semestre de 2013


em comparação a igual período de 2012, apesar do desempenho não ter sido uniforme ao
longo do tempo. O resultado final do primeiro semestre foi impulsionado principalmente pela
expansão de 4,81% registrada no primeiro trimestre do ano, já que no segundo trimestre o
indicador cresceu apenas 0,56%.

A figura 03 mostra a produção física de embalagem, produzida pela ABRE:

Figura 03 – Produção Física de Embalagem

De acordo com o estudo, a desaceleração que ocorreu no segundo trimestre pode ser
atribuída a um ajuste do setor, que depois de um forte crescimento nos três primeiros meses
57

do ano e formação de estoques excedentes, teve que “pisar no freio”, o que determinou um
fraco desempenho no intervalo seguinte. Entretanto, esta desaceleração não significa que o
setor deixará de crescer, mas que apenas o fará em ritmo mais lento do que no primeiro
semestre.

Contudo, outros fatores, como o arrefecimento de alguns setores produtivos, a


diminuição da confiança dos consumidores e indústrias na economia, a alta do dólar e juros, a
contenção dos serviços administrativos (energia elétrica, transporte, etc.) e o limite das
desonerações tributárias impactará para a moderação do avanço do setor no segundo semestre.

Dentro deste contexto e considerando que a base de comparação – segundo semestre


de 2012 – é elevada, a produção da indústria de embalagem deve crescer 1% no segundo
semestre de 2013, muito próxima da estimativa inicial apresentada em fevereiro deste ano que
previa uma expansão de aproximadamente 2,5% no primeiro semestre e de até 1,5% no
segundo semestre.

Na análise por setor, as embalagens de vidro apresentam o melhor índice de


crescimento com um aumento de 13,81% na sua produção no primeiro semestre de 2013,
seguidas por embalagens metálicas com 7,50% de incremento e embalagens plásticas com
aumento de 1,99%. As embalagens de madeira e de papel, cartão e papelão tiveram retração
na produção durante o período, com quedas de -20,56% e -1,34%, respectivamente.

As figuras 04 e 05 apresentam a produção física de cada segmento na indústria de


embalagem, produzida pela ABRE:

Figura 04 – Produção Física


58

Figura 05 – Produção Física por Segmento

O emprego no setor também apresentou resultados positivos, já que nos últimos doze
meses – junho de 2012 a junho de 2013 – houve recuperação de 4.115 postos de trabalho,
após perda de 798 empregos entre junho de 2011 a junho de 2012, apresentando em junho de
2013 um total de 228.368 empregados no setor.

A indústria de plástico é a que mais emprega, totalizando, em julho de 2013, 120.194


empregos formais, correspondendo a 52,63% do total de postos de trabalho do setor. Em
seguida vêm embalagens de papelão ondulado com 35.177 funcionários (15,40%), papel com
22.363 (9,79%), metálicas com 18.598 (8,14%), madeira com 14.400 (6,31%), cartolina e
papelcartão com 9.931 (4,35%) e vidro com 7.705 (3,37%).

A figura 06 nos apresenta o desempenho do emprego formal nos últimos anos na


indústria de embalagem, produzida pela ABRE:

Figura 06 – Emprego Formal


59

No primeiro semestre de 2013 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram


um faturamento de US$ 220,5 milhões. Este valor representa uma retração de 11,73% em
relação ao primeiro semestre de 2012. As embalagens plásticas representam 39,43% do total
exportado, seguidas pelas embalagens metálicas com 26,96% na segunda colocação. Já as
embalagens de papel, cartão e papelão ficaram no terceiro lugar, correspondendo a 24,25% do
total exportado, seguidas por embalagens de madeira (3,39%) e vidro (2,96%).

A previsão é de que a desvalorização cambial possa favorecer o setor pelo incentivo as


exportações e redução das importações.

A figura 07 mostra o desempenho da exportação do setor de embalagem, produzida


pela ABRE:

Figura 07 - Exportação

As importações tiveram um crescimento de 6,57% na comparação com o primeiro


semestre de 2012, movimentando um total US$ 438,2 milhões. O setor de plásticos
corresponde a 56,77% do total importado, seguido por embalagens de vidro (15,60%) e papel,
papelão e cartão (13,90%).

A figura 08 mostra o desempenho da importação do setor de embalagem, produzida


pela ABRE:
60

Figura 08 - Importação

Pelas análises realizadas pela ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), sobre a


receita líquida de vendas, a produção física, o emprego formal, as exportações e importações
do setor de embalagem, chega-se a conclusão que apesar de alguns setores da indústria de
embalagem apresentar retrações, quedas e desacelerações, no contexto geral mostra-se que
este está em crescimento, mesmo que seja em ritmo mais lento.

4.1.2.2 Segmento de Mercado

O segmento de mercado escolhido para o plano de negócio da fábrica de embalagens


personalizadas será o de plástico.

Este segmento justifica-se pela análise do setor que aponta uma maior participação do
valor bruto da produção (39,05%), é a que mais emprega no setor de embalagens (52,63%),
são as que mais representam no valor de exportações (39,43%), assim como no valor de
importações (56,77%), e a que lidera o setor de embalagens em relação ao crescimento de
importações (12,82%).

Além da análise do setor, este segmento também se justifica pelo mercado


consumidor, conforme será mostrada nos resultados da aplicação dos dois questionários, a
embalagem que geralmente tanto os usuários como os clientes utilizam é a de plástico,
comprovando mais uma vez a escolha deste tipo de embalagem para o plano de negócio é
excelente, aos usuários o plástico representa 64% enquanto nos clientes representa 57%.

4.1.2.3 Mercado Consumidor

Para esta análise, foram questionados 135 pessoas que usam a embalagem (usuários), e
40 empresários que utilizam a embalagem em seus estabelecimentos (clientes). A pesquisa foi
61

realizada no período de 15/08/2013 a 15/09/2013, realizado em mercados, padarias, farmácias


e lojas do comércio de Ijuí-RS. A seguir são apresentados os resultados obtidos na pesquisa.

Com base na pesquisa de mercado, conforme gráfico 1, as pessoas que responderam ao


questionário pertence mais ao sexo feminino abrangendo 53%, enquanto que 47% pertencem
ao sexo masculino.

Gráfico 1 - Sexo

47% Masculino
Feminino
53%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

No gráfico 2 o nível de escolaridade das pessoas que responderam a pesquisa, ficou


entre o ensino médio completo e o ensino superior completo, com 31% e 24%
respectivamente, 15% correspondem ao ensino superior incompleto, 13% ao ensino
fundamental incompleto e os 7% restantes ao ensino fundamental incompleto.

Gráfico 2 - Escolaridade

7%
15% Ens. Fundamental
Incompleto
13%
Ens. Fundamental
Imcompleto
Ens. Médio Completo

Ens. Médio Imcompleto


24%

Ens. Superior Completo


31%

10% Ens. Superior Imcompleto

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013


62

Segundo o gráfico 3, o estado civil das pessoas que responderam ao questionário


aponta que a grande maioria são casados com 55%, 30% delas são solteiras e com igualdade
de 5% são divorciadas, viúvas e separadas.

Gráfico 3 – Estado Civil

5%
5%
5%
30% Solteiro
Casado
Divorciado
Viúvo
Separado
55%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

O gráfico 4, mostra a ocupação das pessoas que responderam ao questionário, sendo


que 28% trabalham no comércio, 17% trabalham na indústria, enquanto que outras 17% não
trabalham são do lar, 12% trabalham na área de serviços, 11% são aposentados, 7% são
pessoas autônomas, e 4% são agricultores e empresários.

Gráfico 4 - Ocupação

4% 4%
Agricultor
12%
11%
Aposentado

7% Autônomo
Do Lar
Indústria
28% 17%
Comércio
Serviços
Empresário
17%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Com base no gráfico 5, a faixa etária que mais respondeu o questionário tem entre 40 a
60 anos com representatividade de 36%, entre 25 a 40 anos 35%, até 25 anos 18% e com 60
anos ou mais em torno de apenas 11%.
63

Gráfico 5 – Faixa Etária

11%
18%

Até 25 Anos
De 25 a 40 Anos
De 40 a 60 Anos
36% 60 Anos ou Mais
35%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

A análise da renda pessoal da população pesquisada, de acordo com os resultados


apresentados no gráfico 6, compreende que 48% das pessoas ganham em torno de 1 a 2
salários mínimos, 33% ganham em torno de 3 a 4 salários mínimos, 10% respondeu que
possuem uma renda mensal em torno de até 1 salário mínimo e que 9% possui uma renda de 5
ou mais salários mínimos, chegando a conclusão que a maioria possui entre 1 a 2 salários
mínimos.

Gráfico 6 – Renda Mensal Aproximada

9% 10%
Até 1 Salário Mínimo

1 a 2 Salários Mínimos

33% 3 a 4 Salários Mínimos

48% 5 ou Mais Salários


Mínimos

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

A grande maioria das pessoas que responderam o questionário, afirmam de acordo


com o gráfico 7, que a principal função da embalagem na compra de um produto é proteger e
conservar o produto, estes correspondem a 38%, 21% afirmam que a principal função da
embalagem é identificar a marca, 14% facilitar a armazenagem, 10% atrair o cliente e facilitar
o uso do produto e 7% vender o produto.
64

Gráfico 7 – Qual a principal função da embalagem na compra de um produto?

7% Identificar a Marca
10% 21%
Facilitar a Armazenagem

Facilitar o Uso do Produto

Proteger e Conservar o
14% Produto
Atrair o Cliente
38%
10%
Vender o Produto

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Conforme o gráfico 8, foi perguntado que tipo de embalagem, você geralmente utiliza,
e a grande maioria respondeu que utiliza mais plástico com 64%, 20% dizem que utilizam o
papel, 9% o vidro e 7% o papelão.

Gráfico 8 – Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?

7%
9%

Plástico
Papel
20% Vidro

64% Papelão

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

De acordo com o gráfico 9, foi perguntado as pessoas qual a informação consideram


relevante em uma embalagem na compra de determinado produto, e a grande maioria
respondeu que o prazo de validade é a informação relevante com 58%, em segundo os dados
sobre o consumo e uso com 15%, o sistema de conservação do produto com 14% e por último
com 13% o peso.
65

Gráfico 9 – Qual a informação é importante na compra de um produto?

15% 13%
Peso

Prazo de Validade
14%
Sistema de Conservação
do Produto
Dados sobre consumo e
uso
58%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Perguntado sobre qual a estratégia considera a melhor para a embalagem se tornar


inovadora e diferente no mercado, a maioria 27% afirmam que o lançamento de novos
materiais é a melhor estratégia, conforme apresenta o gráfico 10, 26% dos que responderam o
questionário afirmam que a melhor estratégia é o emprego de imagens, 18% a utilização da
internet, 16% as novas linguagens visuais e 13% o boca a boca.

Gráfico 10 – Qual a estratégia é melhor para a embalagem se tornar inovadora?

13% O Emprego de Imagens


26%
Lançamento de Novos
Materiais
18% Novas Linguagens Visuais

Internet

16% 27% Boca a Boca

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

No gráfico 11, foi perguntado se a internet é um poderoso meio de comunicação para a


promoção de uma embalagem, conforme os resultados apresentados, a grande maioria dos que
responderam ao questionário, responderam que sim, concordo com 84%, e os 16% restantes
afirmam que não, concordo.
66

Gráfico 11 – A internet é um poderoso meio de comunicação para uma embalagem?

16%

Sim, concordo
Não, concordo

84%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Conforme o gráfico 12, perguntado sobre qual atributo deve ser trabalhado na
embalagem para torna-la competitiva no mercado, 36% dos que responderam o questionário
afirmam que os materiais é o atributo que deve ser trabalhado na embalagem, 25% afirmam
que é a forma da embalagem, 14% é a cor da embalagem, 13% é o tamanho da embalagem e
por último 12% afirmam que é o texto o atributo a ser trabalhado.

Gráfico 12 – Qual atributo deve ser trabalhado para torna-la competitiva?

12% 14%

Cor
Forma
Tamanho
25%
Materiais
36%
Texto

13%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

No gráfico 13, foi perguntado sobre o que seria a ideia da implantação de uma fábrica
de embalagens em Ijui, a grande maioria conforme os resultados mostrados, afirmam que
seria excelente a ideia, correspondem a 49%, 40% afirmam que seria bom para o município,
7% responderam que seria satisfatório, 3% responderam que seria razoável, e 1% afirmam
que seria péssimo para a cidade.
67

Gráfico 13 – Para você, a ideia da implantação de uma fábrica de embalagens em Ijui, seria:

3% 1%
7%

Excelente
Bom
49%
Satisfatório
Razoável
40%
Péssimo

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Conforme o gráfico 14, perguntado sobre quantas embalagens consomem


aproximadamente por mês, 32% das pessoas questionadas responderam que consomem
aproximadamente 30 embalagens por mês, 30% consomem em torno de 20 embalagens por
mês, 20% 40 embalagens por mês, e 9% consomem 50 e 60 embalagens por mês.

Gráfico 14 – Quantas embalagens consome aproximadamente por mês?

9%

9%
30% 20
30
40
20%
50
60

32%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Segundo o gráfico 15, a grande maioria dos empresários questionados são donos de
lojas que correspondem a 42%, logo em seguida vem os donos de mercados com 35% dos
questionários respondidos, com 18% aparecem os donos de farmácias e com apenas 5% são
empresários de padarias.
68

Gráfico 15 – Qual o ramo da sua empresa?

5%

18% 35%
Mercado
Loja
Farmácia
Padaria

42%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Foi perguntado a estes mesmos empresários, que tipo de embalagem, geralmente


utiliza em seus estabelecimentos comerciais, de acordo com o gráfico 16 a maior parte deles
que abrange 57% da pesquisa realizada se utilizam do plástico, 30% mencionaram que
geralmente utilizam o papel e somente 13% respondeu o papelão.

Gráfico 16 - Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?

13%

30%
Papel
Plástico
Papelão

57%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Logo em seguida conforme é apresentado no gráfico 17, foi perguntado aos


empresários se a embalagem que utilizam é personalizada ou não, segundo o gráfico a maior
parte deles responderam que não possuem embalagem personalizada, uma representatividade
de 55%, enquanto que 45% afirmam que possuem embalagem personalizada.
69

Gráfico 17 – A embalagem é personalizada?

45%
Sim
Não
55%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Logo a seguir no gráfico 18, é apresentada a quantidade mensal consumida de


embalagem pelos empresários, segundo o referido gráfico, os resultados apontam para um
consumo de 500 unidades que abrange 25% da pesquisa de mercado, destaque também para o
consumo de 5000 unidades que abrange 20%, o consumo de 10000 unidades e 1000 unidades
aparece ambas com uma representatividade de 15%, 13% correspondem a 30000 unidades
consumidas e com 12% da pesquisa corresponde ao consumo de apenas 100 unidades.
Conforme essa análise de mercado da quantidade mensal consumida de embalagem, a
empresa que será criada trabalhará com uma projeção de 70.000 unidades.

Gráfico 18 – Qual a quantidade mensal consumida de embalagem?

13% 12%
100 Unidades
500 Unidades
15%
1000 Unidades
25% 5000 Unidades
10000 Unidades
30000 Unidades
20%
15%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Com base no gráfico 19 a seguir, a compra da embalagem realizada pelos empresários


questionados, são através de caixas e fardos contendo 100, 500 e 1000 unidades de acordo
com o tamanho (38x48, 40x50, 24x34, 25x35, 30x40, 28x38), e por bobinas por meio do peso
(kg), as embalagens podem chegar de acordo com a espessura que são as micras (0,03 micra,
0,04 micra). Pelos dados mostrados no gráfico 19, a maior parte dos empresários compram
caixas de 1000 unidades (milhar), correspondem a 53%, em segundo com uma
70

representatividade de 20% os empresários compra em caixa de 100 unidades (centena), 17%


em caixas de 500 unidades e apenas 10% por peso (kg).

Gráfico 19 – Como compra a embalagem?

10%
20%

100 Unidades
500 Unidades
1000 Unidades
17%
Peso (kg)
53%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

No gráfico 20, foi perguntado aos mesmos quanto pagam pela embalagem, e de acordo
com o resultado apresentado, a grande maioria deles responderam que pagam em torno de
0,01c/Unid. a 0,10c/Unid. que abrange 52% da pesquisa, 25% afirmam que pagam em torno
de 0,11c/Unid. a 0,20c/Unid., 10% mencionam que pagam em torno de 0,41c/Unid. a
0,50c/Unid., 8% corresponde que pagam de 0,31c/Unid. a 0,40c/Unid. e apenas 5%
corresponde os empresários que pagam de 0,21c/Unid. a 0,30c/Unid.

Gráfico 20 – Quanto paga pela embalagem?

10%
8%
0,01c/Unid. a 0,10c/Unid.
5% 0,11c/Unid. a 0,20c/Unid.
0,21c/Unid. a 0,30c/Unid.
52%
0,31c/Unid. a 0,40c/Unid.

25% 0,41c/Unid. a 0,50c/Unid.

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

O gráfico 21 apresenta a forma de pagamento utilizado para a compra da embalagem,


conforme os resultados, os empresários optam por uma forma de pagamento a vista cerca de
35%, em segundo a forma de pagamento a prazo surge com 25%, o boleto aparece com 18%
da preferência, em seguida vem o cheque com representatividade de 15% e por último o
cartão com 7% apenas.
71

Gráfico 21 – Qual é a forma de pagamento utilizado para a compra da embalagem?

18%
A Vista
35%
7% A Prazo
Cheque
Cartão
15% Boleto

25%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Em seguida foi perguntado aos empresários, conforme mostra o gráfico 22, o prazo de
pagamento oferecido pela empresa na compra da embalagem, a grande maioria respondeu que
37% das empresas de embalagem oferecem um prazo de 30 dias, 27% afirmam que as
empresas não oferecem prazo de pagamento nenhum é a vista, 18% oferecem um prazo de 45
dias assim como 18% oferecem um prazo de 60 dias.

Gráfico 22 – Qual é o prazo de pagamento oferecido pela empresa?

18%
27%
A Vista
30 Dias
45 Dias
18%
60 Dias

37%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

De acordo com o gráfico 23, o prazo de entrega da embalagem que mais predomina é a
pronta entrega que corresponde a 42%, em seguida com 25% dos votos o prazo de uma
semana, com 15% o prazo de quatro semanas, com 13% o prazo de entrega de duas semanas e
com apenas 5% dos votos o prazo de entrega de três semanas.
72

Gráfico 23 – Qual o prazo de entrega?

15%

Pronta Entrega
5%
42%
Uma Semana
Duas Semanas
13%
Três Semanas
Quatro Semanas

25%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

O gráfico 24 corresponde a quantidade mínima para a compra de embalagem, o que se


verifica com a visualização dos dados pelo referido gráfico, é que a maior parte dos
empresários questionados compram em aproximadamente 1000 unidades que corresponde a
32%, 23% compram cerca de 5000 unidades, 13% compram em torno de 30000 unidades,
cerca de 12% compram 100 unidades, 10% compram 500 unidades e também 10% compram
10000 unidades.

Gráfico 24 – Qual a quantidade mínima para a compra?

13% 12%
100 Unidades
10% 10% 500 Unidades
1000 Unidades
5000 Unidades
10000 Unidades
23%
32% 30000 Unidades

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

O gráfico 25 analisa o grau de satisfação dos empresários que utilizam embalagem


com a empresa fornecedora, segundo o que se verifica nos dados visualizados e que a grande
maioria deles se sentem satisfeitos com a empresa fornecedora que corresponde a 85%,
enquanto que 15% não se sentem satisfeitos com a empresa fornecedora, pelo preço da
embalagem, pela falta de qualidade da mesma, pela demora no atendimento, etc.
73

Gráfico 25 – Está satisfeita com a empresa fornecedora?

15%

Sim
Não

85%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

O gráfico 26 a seguir, mostra o que os empresários que utilizam a embalagem levam


em conta na hora de comprar a mesma, e conforme os resultados apresentados, a maior parte
deles 50% responderam que levam em conta o preço da embalagem, 35% da pesquisa
realizada levam em conta a qualidade da embalagem, 10% a entrega da embalagem e apenas
5% a questão do prazo da embalagem.

Gráfico 26 – O que leva mais em conta na hora de comprar a embalagem?

35%
Preço
Prazo
50%
Entrega
Qualidade

10%
5%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

No gráfico 27, é apresentada a forma de venda que a empresa de embalagem utiliza


para vender o produto aos empresários, segundo os dados que podem ser visualizados no
gráfico, a forma de venda mais utilizada pelas empresas é a figura do vendedor com
representatividade de 55%, segundo a apresentação de folders com 20% da pesquisa de
mercado, em terceiro a utilização da internet que corresponde a 15% e por último com 10% a
amostra do produto ao empresário interessado no produto.
74

Gráfico 27 – Qual a forma de venda que foi utilizada pela empresa de embalagem?

10%

Vendedor
20% Internet
Folders
55%
Amostra do Produto

15%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Conforme mostra o gráfico 28, quando perguntados se acham interessante montar uma
empresa de embalagem em Ijuí, a grande maioria dos empresários cerca de 90% respondeu
que sim acham interessante, e apenas 10% deles respondeu que não acham interessante,
devido ao grau de satisfação com as empresas que fornecem a embalagem e também por já
haver lojas e representantes na cidade que vendem o produto.

Gráfico 28 – Acha interessante montar uma empresa de embalagem em Ijui?

10%

Sim
Não

90%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Diante de todos esses dados coletados e analisados do mercado, pode-se dizer que os
mais relevantes para o plano de negócio da fábrica de embalagens personalizadas serão qual o
tipo de embalagem geralmente é utilizada, a questão da ideia da implantação de uma fábrica
de embalagens em Ijuí, quantas embalagens consome aproximadamente por mês, se a
embalagem é personalizada, qual a quantidade mensal consumida de embalagem, como
compra a embalagem, quanto pagam por ela, qual a quantidade mínima para a compra e se
acha interessante montar uma empresa de embalagem em Ijuí.
75

4.1.2.3 Mercado Concorrente

Para a análise do mercado concorrente da fábrica de embalagens personalizadas foram


efetuadas duas perguntas especificas do questionário para os empresários que utilizam este
tipo de produto, como forma de descobrir quem são as empresas fornecedoras de embalagens.

Como mostra o gráfico 29 foi perguntado aos empresários que utilizam a embalagem
em seus estabelecimentos comerciais, de quem eles compram o produto, 57% ou, seja, a
grande maioria deles compram direto de fábrica, em segundo lugar eles compram através de
representantes com 18%, 15% compram por meio de distribuidores e apenas 10% compram
em atacados.

Gráfico 29 – De quem a empresa compra?

10%

15%
Fábrica
Representante
Distribuidora
57% Atacado
18%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013

Segundo o gráfico 30 mostrado a seguir, foi perguntado aos empresários onde se


localizam as empresas fornecedoras de embalagens na qual compram o produto, grande parte
deles 37% compram de empresas que se localizam na região noroeste, 25% compram de
empresas de embalagens que se localizam no estado do Rio Grande do Sul 25%, mais
precisamente na grande Porto Alegre, 15% compram de empresas do estado de Santa
Catarina, 13% compram de empresas do estado do Paraná e 10% compram de empresas do
estado de São Paulo.

Gráfico 30 – Onde ela se localiza?

10%

Região Noroeste
13%
37% Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Paraná
15%
São Paulo

25%

Fonte: Pesquisa de Mercado Ijuí – RS Setembro de 2013


76

Durante a aplicação do questionário aos empresários foi observado em relação a


empresa fornecedora de embalagem que algumas delas ganharam destaque por serem bastante
citadas pelos donos de estabelecimentos comerciais, dentre as quais podem ser lembradas:
Embalagens Zuanazzi – Ijui/RS (loja), Campeã Embalagens – Ijui/RS, New Graff
Embalagens – Ijui/RS (loja), Becksul Embalagens – Ijuí/RS, Universal Indústria de Plásticos
– Santo Ângelo/RS, Tozo Embalagens – São José do Rio Preto/SP, Embalagens Plaszom –
Orleans/SC e Menon Distribuidor Atacadista – Sananduva/RS.

O quadro 9 mostra uma análise dos pontos fracos e fortes dos principais concorrentes
de embalagens localizados no município de Ijuí:

Quadro 9 – Pontos Fortes e Pontos Fracos dos Concorrentes

Concorrente Pontos Fortes Pontos Fracos


Produtos de Qualidade Pouco Tempo no Mercado
Ótimo Atendimento Localização Ruim
Concorrente A Preços Justos Falta de Divulgação
Sacolas Personalizadas Entrega do Produto
Tempo de Mercado Falta de Foco
Boa Localização Ausência de Estacionamento
Concorrente B Marca Consolidada Falhas no Atendimento
Variedade de Produtos Preço Elevado
Estacionamento Próprio Ausência de Divulgação
Tempo de Mercado Localização Ruim
Concorrente C Experiência no Ramo Pouco Prazo de Pagamento
Bom Espaço Físico Forma de Pagamento
Produtos de Qualidade Pouco Tempo no Mercado
Concorrente D Excelência em Atendimento Vitrine Mal Organizada
Segurança no Trabalho Espaço Físico Limitado
Boa Localização Falta Estacionamento
Fonte: Elaboração Própria

4.1.2.4 Mercado Fornecedor

Para a análise do mercado fornecedor, foi realizada uma busca em sites especializados
para verificar potenciais fornecedores da matéria-prima e dos equipamentos necessários a esse
tipo de negócio. Verifica-se, no entanto, que os equipamentos que serão utilizados na empresa
devem ser automatizados, uma vez que o processo produtivo exige diversas fases, portanto o
empreendedor deverá investir em automação.

A seguir é mostrada uma lista com os principais fornecedores que a fábrica de


embalagens irá trabalhar e que podem de alguma forma auxiliar na busca de um produto com
qualidade.

A Clarlant S.A. , localizada em São Paulo – SP produz cores e aditivos para plástico,
serviço de assistência técnica, desing e criação de cores, gerenciamento de projetos e resinas:
polletleno – PE, pollproplleno – PP.
77

A Araújo Máquinas para Embalagens, localizada em São José de Rio Preto – SP


produz máquinas e equipamentos para embalagem: máquinas para a fabricação de sacolas
plásticas lisas e sacos para lixo, máquinas para a fabricação e personalização automática de
sacolas plásticas, sacoleira para sacolas plásticas lisas e personalizadas (com blocador), corte
e solda de sacolas plásticas lisas e personalizadas (com esteira).

A Panizzon Plásticos, localizada em Flores da Cunha – RS produz em suas três linhas


de produtos polietileno, polipropileno e pet.

A SGS Polímeros, localizada em São Sebastião do Cai – RS produz tintas e


revestimentos, plastificantes e aditivos, nas mais diversas aplicações, desenvolvendo soluções
para as necessidades de diferentes mercados.

A Oerlikon Textile do Brasil Máquinas Ltda, localizada em São Leopoldo – RS


produz controladores lógicos programáveis, extrusoras de plásticos, máquinas para enrolar
bobinas elétricas e máquinas para fabricar sacolas plásticas.

A Mundo das Embalagens Ltda, localizada em Curitiba – PR produz bobinas para


sacos picotados para freezer e microondas.

A Apache Embalagens Plásticas Ltda, localizada em Ribeirão Preto – SP produz


filmes/bobinas tubular, folhas simples, enfestada, lisas, impressas, coloridas, transparentes.

A Embalagens Bandeirantes, localizada em Diadema – SP produz caixas de papelão


ondulado, caixa de papelão maleta, caixa de papelão corte e vinco fundo semi automático,
caixa de papelão corte e vinco fechamento externo.

A Poloni Embalagens, localizada no Rio de Janeiro – RJ atua na fabricação de caixas,


acessórios e artefatos dos mais diversos tipos e artigos, produzidos em papelão ondulado.

4.1.3 Produtos

Neste tópico é apresentado o produto ou serviço do plano de negócio, a tecnologia


empregada na fabricação e quais são os processos de produção necessários para a confecção
do mesmo.

O produto a ser fabricado na fábrica de embalagens personalizadas é a sacola plástica,


que nada mais é do que um objeto utilizado para transportar pequenas mercadorias.
Introduzidas na década de 1970, as sacolas plásticas depressa se tornaram muito populares,
especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. (fonte:
wikipédia).

São também uma das formas mais comuns de acondicionamento dos resíduos
domésticos e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma
barata de publicidade para as lojas que os distribuem. As sacolas plásticas podem ser feitos de
polietileno de baixa densidade, polietileno linear, polietileno de alta densidade ou de
polipropileno, polímeros de plásticos não biodegradável, com espessura variável entre 18 e 30
micrometros.
78

Anualmente, circulam em todo o mundo entre 500 a 1000 bilhões destes objetos. A
sacola de plástico é uma forma muito utilizada pelo homem e também muito prejudicial para
o meio ambiente. Este serve de transporte para alimentos, mercadorias e objetos diversos. São
práticos para o homem, porém péssimos para o ambiente. Por isso, algumas pessoas têm
reduzido o seu consumo, utilizando sacolas retornáveis para compras e sacolas feitos de jornal
para colocar o lixo de cestos da cozinha e do banheiro. (fonte: wikipédia).

Dentre os benefícios das embalagens plásticas pode-se dizer que tem um custo bem
significativo para armazenar, transportar e proteger seu produto, é mais eficiente se
comparada com o papel, é reciclável, sem plástico para empacotar, o custo do empacotamento
aumentaria 200% e o peso aumentaria no mínimo uns 400%, o polietileno é inerte e não
tóxico.

Além do mais, as sacolas plásticas são econômicas, duráveis, resistentes, higiênicas,


reutilizáveis, sendo que o plástico principal componente utilizado na fabricação da sacola é
maleável, não se estilhaça quando se quebra, possui leveza o que facilita o transporte.

Ainda segundo uma pesquisa do Ibope, as sacolas plásticas constituem as embalagens


preferida dos consumidores para transportar suas compras.

A figura 09 ilustra o principal produto que a fábrica de embalagem irá produzir a


sacola plástica:

Figura 09 – Sacola Plástica

Fonte: Palácio das Sacolas

4.1.3.2 Tecnologia

Para realizar esta parte do plano de negócio foi feita uma visita à empresa Plaswill
Embalagens de propriedade de Carmen Liane Steinhoefel, localizada na cidade de Panambi –
RS, na tarde do dia 07/11/2013, com o objetivo de verificar os equipamentos que deverão ser
utilizadas para a confecção da embalagem na empresa Basso&Baessso Embalagens
Personalizadas.

Os equipamentos são:
79

EXTRUSORA: equipamento responsável pela formação do filme plástico para a


sacola plástica.

Figura 10 – Extrusora

Fonte: Plaswill Embalagens

MÁQUINA DE CORTE E SOLDA: equipamento responsável pelo corte do plástico e


a solda das suas extremidades.

Figura 11 – Máquina de Corte e Solda

Fonte: Plaswill Embalagens

AGLUTINADOR: equipamento utilizado para a recuperação das sobras dos plásticos


com falhas, erros, resíduos, para posterior aproveitamento.
80

Figura 12 – Aglutinador

Fonte: Plaswill Embalagens

RESFRIADOR DE ÁGUA: equipamento utilizado para controle e precisão de ar frio para a


extrusora, contem gás ecológico.

Figura 13 – Resfriador de Água

Fonte: Plaswill Embalagens

SECADOR DE GRAVE: equipamento utilizado para fazer a secagem da matéria prima,


quando está chega com algum defeito ou resíduo.

Figura 14 – Secador de Grave

Fonte: Plaswill Embalagens


81

Estes são as principais tecnologias utilizadas pela Plaswill para a confecção de sacolas
plásticas e que deverão ser utilizadas pela empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas,
porém deverá ter o acréscimo da seguinte máquina para a personalização da embalagem:

BANCADA DE “SILK-SCREEN”: equipamento utilizado para a serigrafia de


estampar as sacolas plásticas, responsável pela personalização das mesmas.

Figura 15 – Bancada de “Silk-Screen”

Fonte: Z Print

4.1.3.3 Processos de Produção

Pela observação direta de como ocorre o processo de produção da sacola plástica na


empresa Plaswill Embalagens de Panambi, foi possível verificar como será o processo de
produção das sacolas na empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas, que ocorrerá da
seguinte maneira:

1) Recebimento da matéria-prima: o polietileno. Quando está chega com algum


defeito ou algum resíduo impróprio, é feito uma secagem, através do secador de
grave, que é uma espécie de reservatório, que faz a limpeza desta matéria prima.
2) O polietileno é despejado na extrusora em uma espécie de funil, por onde passa em
uma tubulação, com temperatura controlada por um resfriador de água, o
polietileno sobe para cima já com a forma de plástico, através de uma cabine. Após
a sua passagem por esta cabine, o plástico perpassa por rolos de madeira e de ferro
até chegar ao chão formando as bobinas.

Para melhor ilustrar esta parte, as figuras 16 e 17, mostram o funcionamento da


extrusora:
82

Figura 16 – Formação do Plástico

Fonte: Plaswill Embalagens

Figura 17 – Bobinas

Fonte: Plaswill

3) Após a formação das bobinas elas são colocadas de forma ordenada em um espaço
delimitado, para passar para a próxima etapa de produção.

A figura 18 mostra o espaço físico, por onde fica as bobinas na empresa Plaswill
Embalagens de Panambi:

Figura 18 – Espaço Físico Bobinas

Fonte: Plaswill Embalagens


83

4) A bobina é colocada na máquina de corte e solda, onde ela é regulada de acordo


com o tamanho e espessura desejadas, sendo empurradas ou puxadas por rolos até
chegar numa lâmina que faz o corte do plástico e a solda de suas extremidades,
formando assim a sacola plástica.
5) Quando ao final do processo a sacola plástica apresentar algumas falhas, ela é
transportada para o aglutinador, que é uma espécie de moedor, onde ela tritura
essas sacolas mal fabricadas, saindo restos de materiais em um saco branco, para
reaproveitar novamente na extrusora.
6) No decorrer do processo produtivo há a utilização de corantes com o objetivo de
obter cores nas sacolas plásticas. Estes corantes são uma espécie de pigmentos que
são despejados juntos no polietileno na extrusora, onde a formação da sacola
plástica sai de outra cor.

Na figura 19, são mostrados os corantes utilizados na empresa Plaswill Embalagens na


cidade de Panambi:

Figura 19 – Corantes

Fonte: Plaswill Embalagens

7) Após a sacola plástica ser formada, ela passara para a sua personalização, que será
realizada por uma bancada de “Silk-Screen”, ela será inserida nesta máquina que
efetuará a estampa da logomarca do cliente.
8) Depois da personalização da sacola plástica, a mesma será embalada em caixa e
guardadas em prateleiras, para em seguida ser transportada ao consumidor final,
através de veículo.

A figura 20, ilustra como será o estoque da empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas, através do que foi visto na empresa Plaswill Embalagens:
84

Figura 20 – Estoque

Fonte: Plaswill Embalagens

Diante do que foi observado na empresa Plaswill Embalagens na cidade de Panambi,


do local escolhido para a organização e com a inserção de uma parte comercial e de um
maquinário para a personalização das sacolas plásticas, o quadro 9 apresenta um layout de
como seria o processo de produção na organização Basso&Basso Embalagens Personalizadas:

Quadro 10 - Layout dos Processos de Produção da B&BEmbalagens

Fonte: Elaboração Própria

4.1.4 A Empresa

Neste tópico é apresentado um resumo do que será a empresa e está dividido em:
equipe gerencial e estrutura de pessoal, estrutura legal, porte ou tamanho, localização e
infraestrutura, missão, visão, objetivos e estratégias.

4.1.4.1 Equipe Gerencial e Estrutura de Pessoal

A equipe gerencial ou a estrutura de pessoal da Basso&Basso Embalagens


Personalizadas seguirá o organograma da figura 21 abaixo:
85

Figura 21 – Organograma B&B Embalagens

Proprietarios

Assessoria
Contabil

Finanças Comercial Produção

Auxiliar Vendedor Motorista Oper. 1 Oper. 2 Oper. 3 Oper. 4


Financeiro

Fonte: Elaboração Própria

Como se pode observar na figura 20 do organograma, a estrutura gerencial ou a equipe


gerencial da B&B Embalagens começará com a presença dos proprietários da empresa, a Sr.
Nélci de Fátima Beschorner Basso e de Lucas Beschorner Basso, eles contarão com a ajuda
de uma assessoria contábil que será responsável pelas questões contábeis e fiscais da empresa.

Abaixo deste nível hierárquico, encontram-se as que serão as três áreas da B&B
Embalagens: finanças, comercial e produção. Na área financeira, quem ficará de responsável
será o Sr. Lucas Beschorner Basso que contará com a ajuda de um auxiliar financeiro, neste
setor serão desenvolvidas atividades como relacionamento com fornecedores, controle de
contas a pagar, atividades de recursos humanos, controle financeiro e bancos.

A B&B Embalagens com uma área comercial que se compõem de vendedor e


motorista, eles serão responsáveis pelo atendimento ao cliente, da entrega da mercadoria ao
cliente, e pela atividade de pós-venda e fidelização.

E na parte da produção da sacola plástica personalizada da B&B Embalagens serão


composto de quatro operadores de máquinas e equipamentos, responsáveis pela atividade de
fabricação das mesmas, contando com iluminação, limpeza e higiene adequadas.

Abaixo é apresentado o perfil de cada profissional que trabalharão na empresa B&B


Embalagens:

Auxiliar Financeiro: Graduação em Administração, experiência na área financeira e


curso superior em tecnologia em plásticos (Faculdades Oswaldo Cruz).

Vendedor: Graduação em Administração, experiência na área de vendas e curso


técnico de plásticos (Escola SENAI Mario Amato).

Proprietários: Lucas – Graduação em Administração, especialização na área


financeira, curso técnico de Desenvolvimento de Embalagens (Grupo IMAM).
86

Nélci – Graduação em Administração, e curso de atualização de


embalagens Plásticas (CETEA - Centro de Tecnologia de Embalagem).

Motorista: Carteira de Habilitação.

Operadores: experiência na operação dos equipamentos que serão utilizados na


fabricação da sacola.

4.1.4.2 Estrutura Legal

A organização atuará mediante o seguinte contrato social:

CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE EMPRESA

1. Nélci de Fátima Beschorner Basso, brasileira, casada, comunhão parcial de bens,


nascida em 22/03/1964, do lar, portador do CPF 394.973.130-04, identidade número
4024731137 SSP RS, moradora na Rua João Arbo Binde, número 42 Bairro
Industrial, Ijui-RS CEP: 98700-000, e
2. Lucas Beschorner Basso, brasileiro, solteiro, nascido em 15/12/1989, industriário,
portador do CPF 024.174.770-84, identidade número 3102921453 SJS RS, morador
na Rua João Arbo Binde, número 42 Bairro Industrial, Ijui-RS CEP: 98700-000,
constituem uma sociedade, mediante as seguintes cláusulas:
Cláusula Primeira – A sociedade adota o nome empresarial Basso&Basso Embalagens
Personalizadas e tem sede e domicilio na Avenida Porto Alegre, número 30 Bairro Lulu
Ingelfritz Ijuí-RS CEP: 98700-000.
Cláusula Segunda – A sociedade tem por objeto a fabricação de embalagens
personalizadas, mais precisamente a produção de sacolas plásticas.
Cláusula Terceira – A sociedade iniciará suas atividades em 02/01/2016 e seu prazo de
duração é indeterminado.
Cláusula Quarta – O capital social R$ 100.000,00 dividido em 100 quotas de valor
nominal de R$ 1.000,00, integralizadas, neste ato, em moeda corrente do País, pelos
sócios:
NOME Nº DE QUOTAS VALOR R$
Nélci de Fátima 50 50.000,00
Beschorner Basso
Lucas Beschorner Basso 50 50.000,00
TOTAL 100 100.000,00
Cláusula Quinta - As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a
terceiros sem o consentimento do(s) outro(s) sócio(s), a quem fica assegurado, em igualdade
de condições e preço direito de preferência para a sua aquisição se postas à venda.
Cláusula Sexta - A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas
todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
Cláusula Sétima – A administração da sociedade caberá a Lucas Beschorner Basso com
todos os poderes e atribuições necessários à administração e representação da sociedade,
autorizado o uso do nome empresarial, vedado, no entanto, fazê-lo em atividades estranhas
ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor seja em favor de qualquer dos
quotistas ou de terceiros, bem como onerar ou alienar bens imóveis da sociedade, sem
autorização do(s) outro(s) sócios(s).
Cláusula Oitava - Ao término de cada exercício social, em 31 de dezembro, o(s)
administrador(es) prestará(rão) contas justificadas de sua(s) administração(ões), procedendo
87

à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico,


cabendo aos sócios, na proporção de suas quotas, os lucros ou perdas apurados.
Cláusula Nona - Nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, os sócios
deliberarão sobre as contas e designarão administrador(es) quando for o caso.
Cláusula Décima - A sociedade poderá a qualquer tempo, abrir ou fechar filial ou outra
dependência, mediante alteração contratual assinada por todos os sócios.
Cláusula Décima Primeira - Os sócios poderão, de comum acordo, fixar uma retirada
mensal, a titulo de "pro labore" para o(s) sócio(s) administrador(es), observadas as
disposições regulamentares pertinentes.
Cláusula Décima Segunda - Falecendo ou sendo interditado qualquer sócio, a sociedade
continuará suas atividades com os herdeiros, sucessores e o incapaz. Não sendo possível ou
inexistindo interesse destes ou do(s) sócio(s) remanescente(s), o valor de seus haveres será
apurado e liquidado com base na situação patrimonial da sociedade, à data da resolução,
verificada em balanço especialmente levantado.
Cláusula Décima Terceira - O(s) Administrador (es) declara(m), sob as penas da lei, que
não está(ão) impedido(s) de exercer a administração da sociedade, por lei especial, ou em
virtude de condenação criminal, ou por se encontrar(em) sob os efeitos dela, a pena que vede,
ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de
prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o
sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de
consumo, fé pública, ou a propriedade.
Cláusula Décima Quarta – Fica eleito o foro de Ijui para o exercício e o cumprimento dos
direitos e obrigações resultantes deste contrato.
E, por estarem assim justos e contratados, assinam este instrumento em duas via(s).
Ijuí, RS, 02 de Setembro de 2016
____________________________________________________
Nélci de Fátima Beschorner Basso
____________________________________________________
Lucas Beschorner Basso

4.1.4.3 Porte ou Tamanho

A área física da empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas será em um galpão


industrial com aproximadamente 305 m² .

A figura 22 mostra a fachada do pavilhão industrial escolhido para a empresa:

Figura 22 – Fachada da Empresa

Fonte: Local da empresa Cólmeia


88

Como se pode observar na figura 21, o galpão industrial é aberto, ou seja, terá um
custo com obra para fechamento do mesmo, este custo será mostrado no plano financeiro, no
item obras civis/edificações. Foi escolhido o local da empresa Colméia por acreditar que o seu
tamanho abrigaria todas as instalações de uma empresa de embalagens personalizadas, pois na
visita a empresa Plaswill Embalagens pode-se observar que a mesma possui uma área física
de 200 m², enquanto que este espaço possui uma área de 305 m², o que seria adequado.

4.1.4.4 Localização e Infraestrutura

A localização da empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas será na Avenida


Porto Alegre, nº 30, Bairro Lulu Ingelfritz, próximo a rotula da Cotrijui, em frente a padaria
Kisabor, na cidade de Ijuí-RS.

4.1.4.4 Missão

A missão da B&B Embalagens é:

“Produzir sacolas plásticas personalizadas para o comércio de Ijuí e Região com


desenvolvimento de tecnologia adequada, buscando atingir a satisfação dos clientes, através
do preço e da qualidade do produto, sempre respeitando o meio ambiente”.

4.1.4.5 Visão

A visão da B&B Embalagens é:

“Ser reconhecida dentro de cinco anos como a melhor indústria de sacolas


personalizadas da cidade de Ijuí, primando sempre pelo bom atendimento, segurança e
confiança aos seus clientes.”

4.1.4.6 Objetivos

Os objetivos que nortearão a B&B Embalagens são:

- Consolidar-se no mercado de Ijuí, fornecendo sacolas plásticas personalizadas para o


comércio local.

- Alcançar no período de cinco anos uma participação de mercado de mais de 20% na


produção de sacolas plásticas personalizadas na cidade de Ijuí.

- Ganhar destaque e visibilidade como uma empresa preocupada com a preservação do


meio ambiente.

4.1.4.7 Estratégias

As estratégias que serão utilizadas pela B&B Embalagens são:

- Produzir sacolas plásticas personalizadas com profissionais que possuem experiência


e qualificação técnica no ramo de embalagens.
89

- Desenvolver campanha de marketing voltado para a produção de sacolas


personalizadas adequadas ao meio ambiente.

- Estabelecer parcerias com órgãos ambientais.

- Oferecer prêmios a clientes potenciais, fortalecendo assim à relação com os mesmos.

- Procurar adquirir equipamentos e máquinas que possibilitam um custo de produção


menor e consequentemente um preço de venda do produto competitivo no mercado.

4.1.5 Plano de Marketing

Neste tópico é apresentado o preço, a promoção e a praça do plano de Marketing para


a empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas será a seguinte:

4.1.5.1 Preço

A Basso&Basso Embalagens Personalizadas oferecerá um preço de acordo com a


pesquisa de mercado realizada no município de Ijui, com caixas de mil unidades (milhero)
valor médio de R$ 350,00 a caixa, pela condição de pagamento a vista.

4.1.5.2 Praça (Canais de distribuição)

A Basso&Basso Embalagens Personalizadas procurará atingir os empresários de


estabelecimentos comerciais da cidade de Ijuí, como lojas, padarias, mercados e farmácias, ou
seja, aqueles que utilizam este tipo de produto em suas empresas.

A empresa terá em anexo a sua fábrica uma loja com vendedor para atendê-los caso
for necessário, e levará o produto fabricado, através de veiculo utilitário próprio capacitado
para o transporte desta determinada mercadoria.

Na figura 23 é apresentado o veículo que será utilizado na entrega da mercadoria:

Figura 23 - Fiorino

Fonte: Grein Transportes

4.1.5.3Promoção/Propaganda

A Basso&Basso Embalagens Personalizadas utilizará de várias propagandas para


alavancar suas vendas como:

- Propaganda em rádio;

- Propaganda em jornal;
90

- Propaganda no veículo da empresa (Fiorino);

- folders;

- site;

- jingle;

- slogan.

O jingle da Basso&Basso Embalagens Personalizadas será a seguinte:

“Se você ainda não conhece uma embalagem personalizada, venha para a B&B
Embalagens, você encontrará as melhores, com excelente qualidade e por um bom preço”.

O slogan da Basso&Basso Embalagens Personalizadas será a seguinte:

“A melhor embalagem personalizada você só encontra aqui!”.

4.1.6 Plano Financeiro

Neste tópico é apresentado em valores as várias etapas do plano de negócio, como os


investimentos necessários para a abertura da empresa, a depreciação, o valor que será
financiado, a realização das projeções dos custos e das receitas, bem como o demonstrativo de
resultado do exercício (DRE) e o fluxo de caixa anual. O objetivo deste plano é projetar o
resultado do novo empreendimento fábrica de embalagens personalizadas na cidade de Ijuí-
RS.

4.1.6.1 Investimentos

O estudo dos “investimentos” tem por objetivo estimar o total de recursos de capital
necessários para a implantação do negócio. Os investimentos são divididos em: investimentos
pré-operacionais, investimentos fixos, investimento em capital de giro e investimento inicial
total.

Os investimentos pré-operacionais, também chamados de despesas pré-operacionais,


são os valores que o empreendedor desembolsa antes de começar a operação da empresa.

O quadro 11 apresenta os investimentos pré-operacionais da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 11 – Investimentos Pré-operacionais

Investimentos Pré-operacionais
Itens R$
Registro da empresa 1.000,00
Slogan e Jingle 700,00
Licenças 500,00
Taxas/alvarás 800,00
91

Bombeiros 2.100,00
Licenças ambientais 1.050,00
Honorários contábeis 550,00
Honorários jurídicos 650,00
SUB-TOTAL 1 7.350,00
Fonte: Novembro 2013

Os valores do quadro 11 para os investimentos pré-operacionais para a empresa


Basso&Basso Embalagens Personalizadas foram obtidos através do escritório contábil
Novack. Observa-se que os valores mais representativos para a abertura desta empresa são o
registro da empresa, os bombeiros e as licenças ambientais. Para o registro da empresa será
gasto um valor de R$ 1.000,00, para a confecção do contrato social até o nome na junta
comercial, para os bombeiros será gasto um valor aproximado de R$ 2.100,00 com licenças
de funcionamento e prevenção contra chamas, e para licenças ambientais será gasto um valor
de R$ 1.050,00, referente às licenças concedidas pelos órgãos ambientais para atuar na cidade
como FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) e a Secretária do Meio Ambiente.

Os investimentos fixos são os gastos realizados com terrenos, obras civis (prédios,
galpões, salas,...), a aquisição e instalação de máquinas e equipamentos, reformas, móveis,
utensílios, veículos, aparelhos de comunicação e informática, aquisição de jazidas, dentre
outros.

O quadro 12 nos mostra o investimento fixo da empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:

Quadro 12 – Investimento fixo

Investimento Fixo
Itens Quantidade Valor unitário Total
Obras civis/Edificações
Pavilhão Industrial 1 100.000,00 100.000,00
TOTAL 100.000,00
Máquinas, Móveis e Utensílios
Extrusoras 2 55.000,00 110.000,00
Máquina de Corte e Solda 1 21.000,00 21.000,00
Resfriador de Água 1 19.000,00 19.000,00
Aglutinador 1 3.000,00 3.000,00
Secador de Grave 1 6.000,00 6.000,00
Bancada de Silk-Screen 1 7.500,00 7.500,00
Mesas 3 300,00 900,00
Cadeiras 3 150,00 450,00
Arquivos 2 450,00 900,00
Prateleiras 4 300,00 1.200,00
TOTAL 169.950,00
92

Equipamentos/Equipamentos de informática
Computadores 3 1.600,00 4.800,00
Impressoras 2 600,00 1.200,00
Fax 1 450,00 450,00
Telefone 3 50,00 150,00
TOTAL 6.600,00
Veículos
Fiorino 1 39.500,00 39.500,00
TOTAL 39.500,00
Instalaçoes e Reformas
Pintura, vidros e fachada 1 20.000,00 20.000,00
TOTAL 20.000,00
SUB-TOTAL 2 336.050,00
Fonte: Novembro 2013

Os valores do quadro 12 para o investimento fixo para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas foram obtidos através da Plaswill Embalagens que passou os
preços referentes as máquinas, móveis, utensílios, equipamentos e veículos, enquanto que os
preços referente a obra, instalações e reformas do pavilhão industrial foram obtidos através do
dono do Colmeia. Observa-se pelo investimento fixo proposto para a Basso&Basso
Embalagens Personalizadas, que os mais representativos é o custo da obra, as extrusoras que
são as máquinas que farão a sacola plástica e o veículo que será utilizado para a entrega da
mercadoria, uma fiorino nova.

O quadro 13, apresenta o investimento em capital de giro para a empresa


Basso&Basso Embalagens Personalizadas:

Quadro 13 – Investimento em capital de giro

Investimento em capital de giro


Itens Valor (R$)
Aquisição de Estoque Inicial 13.912,25
Custos fixos para início das atividades (1mês) 26.419,17
Reserva técnica (2% Inv Fixo) 6.721,00
SUB-TOTAL 3 47.052,42
Fonte: Novembro 2013

O investimento em capital de giro é a soma do montante investido na aquisição do


estoque inicial, os custos fixos para início das atividades (um mês) e uma reserva técnica de
2% do investimento fixo, assim sendo o capital de giro para a empresa Basso&Basso
Embalagens Personalizadas totalizou um valor de R$ 47.052,42.

O quadro 14, nos mostra o estoque inicial de matéria-prima da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:
93

Quadro 14 – Estoque inicial

Estoque inicial
Descrição do Preço de compra
Und Quantidade TOTAL
Produto Unitário
Politileno - cristal kg 2725 3,89 10600,25
Tintas lt 56 48,00 2688,00
Corantes kg 52 12,00 624,00
Total 13912,25
Fonte: Novembro 2013

O estoque inicial é composto pelas mercadorias que a empresa precisará adquirir para
a fabricação do produto, neste caso a empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas terá
em seu estoque as matérias-primas: politileno – cristal, tintas e corantes. Os valores foram
adquiridos na Plaswill Embalagens, com exceção das tintas que foram buscados dados através
de uma empresa que utiliza as tintas para serigrafia de sacolas plásticas. Com isso foi
calculado com base nas quantidades necessárias para a fabricação do produto vezes seu preço
de compra unitário, chegando a um montante de R$ 13.912,25 de estoque investido.

O quadro 15, mostra o investimento inicial total para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 15 – Investimento inicial total

Investimento Inicial Total


SUB-TOTAL 1 (pré-op) 7.350,00
SUB-TOTAL 2 (inv fixo) 336.050,00
SUB-TOTAL 3 (Cap giro) 47.052,42
TOTAL 390.452,42
Fonte: Novembro 2013

O investimento inicial total é a soma dos investimentos pré-operacionais, do


investimento fixo e do investimento em capital de giro. O total deste investimento inicial
ficou em torno de R$ 390.452,42 para a empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas,
sendo que o investimento fixo é o que mais possui representatividade neste investimento
inicial, devido ao custo da obra do pavilhão industrial escolhido para a sede da empresa, as
máquinas extrusoras e o veículo fiorino.

4.1.6.2 Depreciação

Conforme os autores Kuhn e Dama, a depreciação, é o valor que a empresa reconhece


como perda, por desgaste, dos recursos utilizados.

O quadro 16, apresenta a depreciação, manutenção e seguro para a empresa


Basso&Basso Embalagens Personalizadas:
94

Quadro 16 – Depreciação, manutenção e seguro

Fonte: Novembro 2013

Para as despesas com depreciação foi utilizada uma porcentagem de 4% para


edificações totalizando R$ 4.000,00, uma porcentagem de 10% para máquinas, movéis e
utensílios totalizando R$ 16.995,00, para os equipamentos de informática optou-se por uma
porcentagem de 20% que somou R$ 1.320,00, para os veículos utilizou-se uma porcentagem
de também de 20% totalizando R$ 7.900,00 e para instalações e reformas optou-se por uma
porcentagem de 10% que somou R$ 2.000,00. O valor anual de depreciação somou R$
32.215,00 e mensalmente de R$ 2.684,58.

Para as despesas com manutenção foi utilizada uma porcentagem de 1% para


edificações totalizando R$ 1.000,00, uma porcentagem de 2% para máquinas, móveis e
utensílios totalizando R$ 3.399,00, para os equipamentos de informática optou-se por uma
porcentagem de 2% que somou R$ 132,00, para os veículos utilizou-se uma porcentagem de
4% totalizando R$ 1.580,00 e para instalações e reformas optou-se por uma porcentagem de
2% que somou R$ 400,00. O valor anual da manutenção somou R$ 6.511,00 e mensalmente
R$ 542,58.

Para as despesas com seguro foi utilizada uma porcentagem de 1% para edificações
totalizando R$ 1.000,00, uma porcentagem também de 1% para máquinas, móveis e utensílios
totalizando R$ 1.699,50, para os equipamentos de informática optou-se por uma porcentagem
de 1% que somou R$ 66,00, para os veículos utilizou-se uma porcentagem de 7% totalizando
R$ 2.765,00 e para instalações e reformas optou-se por uma porcentagem de 1% que somou
R$ 200,00. O valor anual do seguro somou R$ 5.730,50 e mensalmente R$ 477,54.

4.1.6.3 Financiamento

Neste tópico será apresentado as diversas fontes de financiamento possíveis para a


implantação do plano de negócio. Estas fontes são subdivididas em capital próprio e capital de
terceiros.
95

O quadro 17, nos apresenta a estrutura de capital da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 17 – Estrutura de capital

Estrutura de capital

Fontes de Capital Valor Capital % Participação do Capital


Capital próprio 195.226,21 50,00%
Financiamento Banco
do Brasil 195.226,21 50,00%
Total do capital 390.452,42 100,00%
Fonte: Novembro 2013

Como é possível visualizar no quadro 17, a estrutura de capital da empresa


Basso&Basso Embalagens Personalizadas será formada pelo capital próprio de 50%,
totalizando um montante de R$ 195.226,21. Os outros 50% será de capital de terceiros, o que
correspondem R$ 195.226,21, e que será por financiamento no Banco do Brasil, pelo BNDES
(Banco Nacional do Desenvolvimento).

O quadro 18, mostra um resumo do financiamento da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 18 – Resumo do financiamento

Resumo do Financiamento
Valor a Financiar 195.226,21
Carência 0 Meses
Prazo 60 Meses
Juros 0,21% ao mês
IOF -
Tarifas e Taxas

Parcela (R$ 3.466,47)


Fonte: Novembro 2013

O capital que será financiado soma um total de R$ 195.226,21, e por escolha do


proprietário da empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas optou-se pelo Banco do
Brasil, na qual oferece uma taxa de 2,5% ao ano para empréstimo, a tabela do financiamento
está em anexo A e com prazo de sessenta meses para pagar é a parcela será de R$ 3.466,47.

4.1.6.4 Custos e Receitas

Os custos do negócio são todos os gastos que não se alteram em função do volume das
vendas ou do faturamento. Já as Receitas são o fluxo de recursos financeiros resultantes da
comercialização dos produtos/serviços do negócio a cada período (dia/mês/ano).
96

O quadro 19, apresenta os custos fixos da empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:

Quadro 19 – Custos Fixos

CUSTOS FIXOS

Descrição Mensal Anual


Mão-de-obra + Encargos 14.459,46 173.513,52
Retirada dos Sócios (Pró-Labore) 3.000,00 36.000,00
Impostos Sobre Pró-Labore (11%) 330,00 3.960,00
Água 250,00 3.000,00
Energia 1.600,00 19.200,00
Telefone + Internet 500,00 6.000,00
Contabilista 375,00 4.500,00
Material de Expediente 200,00 2.400,00
Aluguel 1.500,00 18.000,00
Seguros 477,54 5.730,50
Propaganda e Publicidade 500,00 6.000,00
Depreciação Mensal 2.684,58 32.215,00
Manutenção 542,58 6.511,00
TOTAL 26.419,17 317.030,02
Fonte: Novembro 2013

Como pode-se observar no quadro 19 dos custos fixos da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas, foram calculados levando em consideração todas as despesas
como mão de obra e encargos, o pró-labore, impostos sobre o pró-labore, água, energia,
telefone, internet, contabilista, material de expediente, aluguel, seguros, propaganda e
publicidade, depreciação mensal e por fim manutenção, chegando a um montante mensal de
R$ 26.419,17 e de um montante anual de R$ 317.030,02.

O quadro 20, apresenta os gastos com mão-de-obra e encargos trabalhistas da empresa


Basso&Basso Embalagens Personalizadas:

Quadro 20 – Mão-de-obra e Encargos Trabalhistas

MÃO-DE-OBRA DIRETA
Cargo/Função nº func. Salário % Enc Encargos Total
Operadores 4 1.400,00 36,41% 509,74 7.638,96
Auxiliar Financeiro 1 1.750,00 36,41% 637,18 2.387,18
Vendedor 1 2.000,00 36,41% 728,20 2.728,20
Motorista 1 1.250,00 36,41% 455,13 1.705,13
TOTAL MENSAL 14.459,46

ENCARGOS TRABALHISTA
97

Encargos INSS FGTS 13º Férias 1/3 férias


% 9,00% 8,00% 8,33% 8,33% 2,75%
Total de encargos 36%
Fonte: Novembro 2013

Conforme o quadro 20, a mão de obra direta para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas será de R$ 14.459,46 mensais, incluindo os encargos trabalhistas
como INSS de 9%, FGTS de 8%, 13º de 8,33%, férias de 8,33% e 1/3 férias de 2,75%
somando 36% de encargos, sendo que os percentuais do 13º, das férias e do 1/3 das férias são
uma projeção para ser paga nos períodos durante o ano.

O quadro 21, mostra a projeção de receitas para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:

Quadro 21 – Projeção de receitas

Projeção de Receitas

Preço de Venda
Descrição do Produto Und Qtidade Total
Unitário
Sacola Personalizada Micro Caixa 70 150,00 10.500,00
Sacola Personalizada Pequena Caixa 70 165,00 11.550,00
Sacola Personalizada Média Caixa 70 180,00 12.600,00
Sacola Personalizada Grande Caixa 70 200,00 14.000,00
Total 48.650,00
Fonte: Novembro 2013

Para realizar a projeção de receitas para a Basso&Basso Embalagens Personalizadas


foi projetado uma quantidade uniforme de 70 caixas mostrada na pesquisa de mercado para os
quatro produtos: sacola personalizada micro, pequena, média e grande, com preço de venda
da caixa entre R$ 150,00 a R$ 200,00, está variação de preço se deve as dimensões de cada
produto que difere uma das outras e com isso o material aplicado depende das proporções de
cada uma delas. Foi calculada a quantidade vezes o preço de venda unitário, e obteve uma
projeção de receita mensal de R$ 48.650,00.

O quadro 22, apresenta a projeção dos custos variáveis da empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:
98

Quadro 22 – Projeção de custos variáveis

Custo variável

Custo Unitário
Descrição do Produto Qtidade Total
(%)
Sacola Personalizada Micro 70,00 37,50 2625,00
Sacola Personalizada Pequena 70,00 41,25 2887,50
Sacola Personalizada Média 70,00 45,00 3150,00
Sacola Personalizada Grande 70,00 50,00 3500,00
Total 12.162,50
Fonte: Novembro 2013

A projeção dos custos variáveis para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas foi realizado baseando-se pela quantidade vezes o custo unitário, onde no
custo unitário foi aplicado uma porcentagem de 25% sobre o preço de venda unitário de cada
produto que foi estipulado na projeção de receitas, totalizando um montante de R$ 12.162,50.

4.1.6.5 Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE)

Neste tópico é apresentado a DRE que representa o resultado financeiro do período


considerado (lucro ou prejuízo), através das receitas e despesas.

O quadro 23, apresenta o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) para a


empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas, após ter reunido todas as informações
sobre o faturamento e os custos totais tanto fixos como variáveis:

Quadro 23 – Demonstrativo de Resultado do Exercício

DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS

DISCRIMINAÇÃO VALOR R$ %
1. Receita Total 48.650,00 100,00
Vendas total 48.650,00 100,00
2. Receita Liquida 48.650,00 100,00
Devoluções/ vendas canceladas 0,00 0,00
0,00 0,00
0,00 0,00
3. Custos Variáveis Totais 16.073,96 33,04
Previsão de Custos (CMP e/ou CMV) 12.162,50 25,00
Simples nacional 3.911,46 8,04
Comissão sobre venda 0,00 0,00
Administração Cartão de Crédito 0,00 0,00
Salário variável 0,00 0,00
3. Margem de Contribuição 32.576,04 66,96
4. Custos Fixos Totais 26.419,17 54,30
99

Mão-de-Obra + Encargos 14.459,46 29,72


Retirada dos Sócios (Pró-Labore) 3.000,00 6,17
impostos sobre pró-labore 330,00 0,68
Água 250,00 0,51
Energia 1.600,00 3,29
Telefone 500,00 1,03
Contador 375,00 0,77
Material de Expediente e Consumo 200,00 0,41
Aluguel 1.500,00 3,08
Seguros 477,54 0,98
Propaganda e Publicidade 500,00 1,03
Depreciação 2.684,58 5,52
Manutenção 542,58 1,12
5. Resultado Operacional (Lucro/Prejuízo) 6.156,87 12,66
6 - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 0,00 0,00
7 - Imposto de Renda 0,00 0,00
9 - Resultado Líquido 6.156,87 12,66
10 - (+) Depreciação 2.684,58 5,52
11 - Disponibilidade 8.841,46 18,17
Fonte: Novembro

De acordo com a DRE apresentada para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas, a receita total será de R$ 48.650,00, os custos variáveis totais projetados em
R$ 16.073,96, totalizando uma margem de contribuição de R$ 32.576,04, os custos fixos
totais projetados será de R$ 26.419,17, com isso o resultado operacional e o resultado líquido
serão de R$ 6.156,87.

Foi realizado uma projeção de crescimento anual para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas para os próximos cinco anos, como mostra o quadro 24:

Quadro 24 – Projeção de Crescimento Anual

PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO ANUAL


DRE PORCENTAGEM 5% 5% 5% 5%

DISCRIMINAÇÃO ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5


1. Receita Total 583.800,00 612.990,00 643.639,50 675.821,48 709.612,55
Vendas total 583.800,00 612.990,00 643.639,50 675.821,48 709.612,55
2. Receita Liquida 583.800,00 612.990,00 643.639,50 675.821,48 709.612,55
Devoluções/Vendas 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
3. Custos Variáveis
Totais 192.887,52 202.531,90 212.658,49 223.291,42 234.455,99
Previsão de Custos 145.950,00 153.247,50 160.909,88 168.955,37 177.403,14
100

Simples Nacional 46.937,52 49.284,40 51.748,62 54.336,05 57.052,85


Comissão sobre venda 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Administração Cartão 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Salário variável 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
3. Marg. de Contrib. 390.912,48 410.458,10 430.981,01 452.530,06 475.156,56
4. Custos Fixos Totais 317.030,02 317.030,02 317.030,02 317.030,02 317.030,02
Mão-de-Obra + Encargos 173.513,52 173.513,52 173.513,52 173.513,52 173.513,52
Pró-Labore 36.000,00 36.000,00 36.000,00 36.000,00 36.000,00
impostos sobre pró-labore 3.960,00 3.960,00 3.960,00 3.960,00 3.960,00
Água 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00 3.000,00
Energia 19.200,00 19.200,00 19.200,00 19.200,00 19.200,00
Telefone 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00
Contador 4.500,00 4.500,00 4.500,00 4.500,00 4.500,00
Material de Expediente 2.400,00 2.400,00 2.400,00 2.400,00 2.400,00
Aluguel 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00
Seguros 5.730,50 5.730,50 5.730,50 5.730,50 5.730,50
Propaganda e Publicidade 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00 6.000,00
Depreciação 32.215,00 32.215,00 32.215,00 32.215,00 32.215,00
Manutenção 6.511,00 6.511,00 6.511,00 6.511,00 6.511,00
5. Resultado
Operacional 73.882,46 93.428,08 113.950,99 135.500,04 158.126,54
6 - Contribuição Social L.L
7 - Imposto de Renda
9 - Resultado Líquido 73.882,46 93.428,08 113.950,99 135.500,04 158.126,54
10 - (+) Depreciação 2.684,58 2.684,58 2.684,58 2.684,58 2.684,58
11 - Disponibilidade 76.567,04 96.112,67 116.635,57 138.184,62 160.811,13
Fonte: Novembro 2013

Como mostra o quadro 24, foi realizada a projeção de crescimento anual de cinco anos
para a empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas, com um acréscimo uniforme de
5% a cada ano. Pode-se observar que no primeiro ano a empresa terá uma receita total de R$
583.800,00, no segundo ano esta receita total passará a ser de R$ 612.990,00, no terceiro ano
a receita total será de R$ 643.639,50, no quarto ano a receita total passará a ser de R$
675.821,48, e no quinto ano a receita total fechará em R$ 709.612,55.

Pode-se observar ainda nesta projeção de crescimento que não houve mudança de
alíquota, uma vez que a receita total possibilitou que ela permanecesse a mesma durante este
período, e quanto a mão de obras + encargos não haverá mudança no número de pessoas,
mantendo assim o mesmo valor, pela empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas
entender que o número de pessoas atual é suficiente para atender esta projeção de crescimento
anual.

O quadro 25 apresenta uma previsão de impostos para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:
101

Quadro 25 – Previsão de Impostos

PREVISÃO DE IMPOSTOS
Regime Tributário
Valor do
Alíquota
Impostos Base de cálculo (R$) Imposto
%
(R$)
SIMPLES 8,04% 48.650,00 3.911,46
Fonte: Novembro 2013

No anexo B se encontra a tabela do simples nacional da indústria, com a receita bruta,


a alíquota e seus respectivos impostos. Como se pode observar a alíquota para a empresa
Basso&Basso Embalagens Personalizadas será de 8,04%, chegou-se a está porcentagem
porque a empresa terá uma receita bruta em 12 meses na faixa de R$ 540.000,01 a
720.000,00, e pelo simples nacional para a indústria nesta receita é de 8,04%.

4.1.7 Técnicas Simplificadas

Este tópico apresentará a lucratividade e a rentabilidade para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas.

4.1.7.1 Lucratividade

A lucratividade é um indicador que ajusta o lucro líquido em relação às vendas, é um


dos fundamentais indicadores econômicos para o empreendimento.

O quadro 26, mostra a lucratividade para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:

Quadro 26 – Lucratividade

Lucratividade

Lucro Líquido x 100 6.156,87 x 100 = 12,66%


Receita Total 48.650,00

Fonte: Novembro 2013

A lucratividade do negócio foi conseguido pelo valor do lucro líquido dividido pela
receita total e multiplicado por 100. Foi obtido, portanto 12,66% de lucratividade, o negócio é
viável.

4.1.7.2 Rentabilidade

A rentabilidade proporciona o retorno do capital investido no empreendimento. É


obtido com a forma de percentual por unidade de tempo (mês ou ano).

O quadro 27, apresenta a rentabilidade para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:
102

Quadro 27 – Rentabilidade

Rentabilidade

Lucro Líquido x 100 6.156,87 x 100 = 1,58%


Investimento Total 390.452,42

Fonte: Novembro 2013

A rentabilidade para o negócio é de 1,58% ao mês, e foi obtido pela divisão do lucro
líquido pelo investimento total e multiplicado por 100, nesta visão a rentabilidade anual seria
de 18,96% ao ano, porém a rentabilidade mostra que o negócio é rentável de acordo com os
investimentos e receitas projetadas.

4.1.8 Técnicas Complexas

Este tópico apresentará o payback, o valor presente líquido (VPL) e a taxa interna de
retorno (TIR) para a empresa Basso&Basso Embalagens Personalizadas.

4.1.8.1 Payback Period Atualizado

O período de Payback é o tempo de retorno do investimento, é o método capaz de


identificar em quanto tempo a empresa consegue recuperar o capital de investimento.

O quadro 28, mostra o Payback Period Atualizado para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 28 – Payback Period Atualizado

Prazo de Retorno do Investimento - Paybak

Investimento Total x 100 390.452,42 x 100 63,4


Lucro Líquido 6.156,87 meses

Fonte: Novembro 2013

O prazo de retorno do investimento para a empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas foi calculado em 63,4 meses, ou seja, cinco anos e três meses, que foi obtido
pela divisão do investimento total com o lucro líquido multiplicado por 100. A viabilidade da
implantação da fábrica de embalagens no município de Ijuí-RS é bom, apesar de ultrapassar o
tempo de cinco anos, porém logo em seguida haverá recuperação do capital investido.
103

4.1.8.2 Valor Presente Líquido (VPL)

O valor presente líquido reflete o patrimônio em valores precisos do investimento,


ajustado pela diferença entre o valor presente de todas as entradas de caixa e o valor das
saídas de caixa.

O quadro 29, mostra o valor presente líquido da empresa Basso&Basso Embalagens


Personalizadas:

Quadro 29 – Valor presente líquido

PAYBAK ATUALIZADO

Período Investimento Lucro líquido VAL Payback atu


0 R$ 390.452,42 R$ 390.452,42
1 73.882,46 65.966,48 R$ 324.485,94
2 93.428,08 74.480,30 R$ 250.005,64
3 113.950,99 81.108,06 R$ 168.897,58
4 135.500,04 86.112,72 R$ 82.784,85
5 158.126,54 89.725,25 R$ 6.940,40
Fonte: Novembro 2013

O VPL para o plano de negócio foi calculado, através do investimento total e o lucro
líquido por período, totalizando um valor presente positivo de R$ 6.940,40, porém este valor
só será alcançado após passar o quinto ano, tendo retorno somente três meses depois do
quinto ano, foi utilizado uma taxa mínima de retorno (TMA) de 12% a.a.

4.1.8.3 Taxa Interna de Retorno (TIR)

A taxa interna de retorno é a taxa que iguala o valor presente líquido ao investimento
inicial de um projeto.

O quadro 30, apresenta a taxa interna de retorno para a empresa Basso&Basso


Embalagens Personalizadas:

Quadro 30 – Taxa interna de retorno

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Período Investimento Lucro líquido VAL TIR


0 R$ 390.452,42 -390.452,42
1 73.882,46 65.966,48
2 93.428,08 74.480,30 12,63%
3 113.950,99 81.108,06
4 135.500,04 86.112,72
5 158.126,54 89.725,25
Fonte: Novembro 2013
104

Com base no período, investimento, lucro líquido e o valor presente líquido foi
calculada a taxa interna de retorno, utilizando uma taxa mínima de retorno (TMA) de 12%
a.a, obteve-se a TIR de 12,63% ao ano, conclui-se que o empreendimento é viável.
105

CONCLUSÃO

Ao concluir este Trabalho de Conclusão de Curso, foi possível obter o conhecimento,


a habilidade e a atitude adquiridos ao longo do curso de graduação de administração e que
estão relacionados com as práticas de trabalho e com as teorias estudadas em sala de aula, que
ajudaram no desenvolvimento do plano de negócio.

Durante a realização deste trabalho ficou claro da importância de se analisar o


mercado, avaliar os potenciais clientes e principalmente verificar a viabilidade do negócio,
porque antes de uma empresa sair do papel é preciso saber que o mercado está cada vez mais
competitivo, e que as organizações necessitam ter diferenciais com relação a seus
concorrentes, para se manterem vivo neste ambiente.

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo principal o desenvolvimento


de um Plano de Negócio para verificar a viabilidade de uma implantação de uma fábrica de
embalagens personalizadas na cidade de Ijuí. Está ideia surgiu da necessidade de verificar
junto aos empresários que utilizam embalagem, se estão satisfeitos com os serviços prestados
por estes fornecedores, em termos de prazo, entrega, preço e qualidade.

No desenvolvimento do plano de negócio, foi possível fazer a análise do mercado, os


produtos, a empresa, o plano de marketing, o plano financeiro, as técnicas simplificadas e
complexas para verificação da viabilidade do negócio.

Para a análise de mercado, foi realizada uma pesquisa de mercado, em agosto e


setembro, com a aplicação de dois questionários, um realizado para mercados, padarias, lojas
e farmácias (clientes) e outro para pessoas (usuários) que frequentam estes estabelecimentos.
O resultado obtido foi que ambos os questionários mostraram que os consumidores utilizam
geralmente embalagens plásticas com 64% nos usuários e 57% nos clientes, o que reforça esta
tese, e a análise do setor, realizada através da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem)
que mostra que o segmento de embalagem está em crescimento, principalmente o de plástico.

O produto que será oferecido pela fábrica de embalagem personalizada, é a sacola


plástica, mercadoria muito utilizada para o transporte de alimentos e objetos diversos. Para
verificar a tecnologia e os processos que são aplicados para a confecção deste tipo de
embalagem, foi realizada uma visita a uma empresa do ramo, localizada em Panambi, no mês
de novembro, o que foi interessante e de grande importância, pois foi adquirido de alguma
forma conhecimento do assunto.

O empreendimento terá como razão social: Basso&Basso Embalagens Personalizadas,


será localizado na Avenida Porto Alegre, nº 30, no Lulu Ingelfritz, cidade de Ijuí – RS. A
visão da empresa será “Ser reconhecida dentro de cinco anos como a melhor indústria de
sacolas personalizadas da cidade de Ijuí, primando sempre pelo bom atendimento, segurança e
confiança aos seus clientes.” E a missão “Produzir sacolas plásticas personalizadas para o
comércio de Ijuí e Região com desenvolvimento de tecnologia adequada, buscando atingir a
satisfação dos clientes, através do preço e da qualidade do produto, sempre respeitando o
meio ambiente”.
106

O Plano de Marketing analisa o preço, praça e promoção. O preço será de acordo com
a pesquisa de mercado, com caixas de mil unidades (milhero) valor aproximado de R$ 350,00.
A praça ou canais de distribuição será os estabelecimentos comerciais de Ijuí, como lojas,
padarias, mercados e farmácias, no entanto a empresa precisará divulgar seus produtos em
rádio, jornal, folders, criação de um site, e principalmente um slogan e um jingle.

O plano financeiro conta com o investimento fixo que somou um montante R$


336.050,00. O estoque inicial para o início das atividades somou R$ 13.912,25 que serão
adquiridas matérias primas para a produção. E um capital de giro de R$ 47.052,42 e
totalizando um investimento total de R$ 390.452,42.

A estrutura de capital está formada em duas fontes de capital, a primeira será de 50%
de capital próprio o que corresponde à R$ 195.226,21 e os outros 50% que são de terceiros
corresponde á R$ 195.226,21 será realizado um financiamento pelo Banco do Brasil através
do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) no total R$ 195.226,21 e uma prestação de
R$ 3.466,47 durante 60 meses. A projeção anual de cinco anos da empresa Basso&Basso
Embalagens Personalizadas, terá um acréscimo de 5% a cada ano, foi projetado para o
primeiro ano R$ 583.800,00, para o segundo ano R$ 612.990,00, para o terceiro ano foi de R$
643.639,50, no quarto ano foi de R$ 675.821,48 e para o quinto ano foi de R$ 709.612,55. A
demonstração do resultado do exercício obteve um resultado líquido de R$ 6.156,87.

Segundo as técnicas aplicadas com base na lucratividade para a implantação da fábrica


de embalagens personalizadas é de 12,66%, a rentabilidade de 1,58%. O prazo de retorno para
o investimento é de 63,4 meses. O valor presente líquido se apresentou positivo, a taxa interna
de retorno 12,63%, mostrando que o novo negócio para a cidade de Ijuí-RS é viável.

Tendo como base todas as informações do plano de negócio é possível responder a


questão de estudo: “É viável a implantação de uma fábrica de embalagens personalizadas na
cidade de Ijuí?” Se o empreendimento conseguir alcançar todas as projeções realizadas neste
plano de negócio, este se tornará um empreendimento de sucesso.
107

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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e gerenciar sua empresa. São Paulo: Cultura Editores Associados, 2000.

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TEIXEIRA, E. B; ZAMBERLAN, L. RASIA, Pedro Carlos. Pesquisa em administração. Ijuí


: Ed. Unijuí, 2009.

http://www.abre.org.br/. Acesso realizado em: 08 out 2013.

htpp://www.wikipedia.org/Saco_de_plástico/. Acesso realizado em: 17 out 2013.

htpp://www.portaldoempreendedor.gov.br/.../contrato.../modelo-do-contrato/.Acesso realizado
em: 21 out 2013.

htpp://www.intranet.itajai.sc.gov.br/arquivos/sedeer/. Acesso realizado em: 25 0ut 2013.

htpp://www.sebrae.com.br/.../ideias_negocio_pdf?...fabrica-de-sacos-plasticos/.Acesso
realizado em: 30 out 2013.
108

ANEXOS
109

Anexo A – Tabela do Financiamento

Sistema Price
Principal 195.226,21 Taxa 0,21%

Pagamento Mensal
Mês Saldo devedor Amortização Juros Prestação
0 R$ 195.226,21
1 R$ 192.169,71 R$ 3.056,50 R$ 409,98 R$ 3.466,47
2 R$ 189.106,80 R$ 3.062,92 R$ 403,56 R$ 3.466,47
3 R$ 186.037,45 R$ 3.069,35 R$ 397,12 R$ 3.466,47
4 R$ 182.961,66 R$ 3.075,79 R$ 390,68 R$ 3.466,47
5 R$ 179.879,40 R$ 3.082,25 R$ 384,22 R$ 3.466,47
6 R$ 176.790,68 R$ 3.088,73 R$ 377,75 R$ 3.466,47
7 R$ 173.695,47 R$ 3.095,21 R$ 371,26 R$ 3.466,47
8 R$ 170.593,75 R$ 3.101,71 R$ 364,76 R$ 3.466,47
9 R$ 167.485,53 R$ 3.108,23 R$ 358,25 R$ 3.466,47
10 R$ 164.370,78 R$ 3.114,75 R$ 351,72 R$ 3.466,47
11 R$ 161.249,48 R$ 3.121,29 R$ 345,18 R$ 3.466,47
12 R$ 158.121,64 R$ 3.127,85 R$ 338,62 R$ 3.466,47
13 R$ 154.987,22 R$ 3.134,42 R$ 332,06 R$ 3.466,47
14 R$ 151.846,22 R$ 3.141,00 R$ 325,47 R$ 3.466,47
15 R$ 148.698,62 R$ 3.147,59 R$ 318,88 R$ 3.466,47
16 R$ 145.544,42 R$ 3.154,20 R$ 312,27 R$ 3.466,47
17 R$ 142.383,59 R$ 3.160,83 R$ 305,64 R$ 3.466,47
18 R$ 139.216,12 R$ 3.167,47 R$ 299,01 R$ 3.466,47
19 R$ 136.042,01 R$ 3.174,12 R$ 292,35 R$ 3.466,47
20 R$ 132.861,22 R$ 3.180,78 R$ 285,69 R$ 3.466,47
21 R$ 129.673,76 R$ 3.187,46 R$ 279,01 R$ 3.466,47
22 R$ 126.479,60 R$ 3.194,16 R$ 272,31 R$ 3.466,47
23 R$ 123.278,74 R$ 3.200,86 R$ 265,61 R$ 3.466,47
24 R$ 120.071,15 R$ 3.207,59 R$ 258,89 R$ 3.466,47
25 R$ 116.856,83 R$ 3.214,32 R$ 252,15 R$ 3.466,47
26 R$ 113.635,76 R$ 3.221,07 R$ 245,40 R$ 3.466,47
27 R$ 110.407,92 R$ 3.227,84 R$ 238,64 R$ 3.466,47
28 R$ 107.173,30 R$ 3.234,62 R$ 231,86 R$ 3.466,47
29 R$ 103.931,89 R$ 3.241,41 R$ 225,06 R$ 3.466,47
30 R$ 100.683,68 R$ 3.248,22 R$ 218,26 R$ 3.466,47
31 R$ 97.428,64 R$ 3.255,04 R$ 211,44 R$ 3.466,47
32 R$ 94.166,77 R$ 3.261,87 R$ 204,60 R$ 3.466,47
33 R$ 90.898,05 R$ 3.268,72 R$ 197,75 R$ 3.466,47
34 R$ 87.622,46 R$ 3.275,59 R$ 190,89 R$ 3.466,47
35 R$ 84.340,00 R$ 3.282,46 R$ 184,01 R$ 3.466,47
36 R$ 81.050,64 R$ 3.289,36 R$ 177,11 R$ 3.466,47
37 R$ 77.754,38 R$ 3.296,27 R$ 170,21 R$ 3.466,47
38 R$ 74.451,19 R$ 3.303,19 R$ 163,28 R$ 3.466,47
39 R$ 71.141,06 R$ 3.310,12 R$ 156,35 R$ 3.466,47
40 R$ 67.823,99 R$ 3.317,08 R$ 149,40 R$ 3.466,47
41 R$ 64.499,95 R$ 3.324,04 R$ 142,43 R$ 3.466,47
42 R$ 61.168,92 R$ 3.331,02 R$ 135,45 R$ 3.466,47
110

43 R$ 57.830,91 R$ 3.338,02 R$ 128,45 R$ 3.466,47


44 R$ 54.485,88 R$ 3.345,03 R$ 121,44 R$ 3.466,47
45 R$ 51.133,83 R$ 3.352,05 R$ 114,42 R$ 3.466,47
46 R$ 47.774,74 R$ 3.359,09 R$ 107,38 R$ 3.466,47
47 R$ 44.408,59 R$ 3.366,15 R$ 100,33 R$ 3.466,47
48 R$ 41.035,38 R$ 3.373,21 R$ 93,26 R$ 3.466,47
49 R$ 37.655,08 R$ 3.380,30 R$ 86,17 R$ 3.466,47
50 R$ 34.267,68 R$ 3.387,40 R$ 79,08 R$ 3.466,47
51 R$ 30.873,17 R$ 3.394,51 R$ 71,96 R$ 3.466,47
52 R$ 27.471,53 R$ 3.401,64 R$ 64,83 R$ 3.466,47
53 R$ 24.062,75 R$ 3.408,78 R$ 57,69 R$ 3.466,47
54 R$ 20.646,81 R$ 3.415,94 R$ 50,53 R$ 3.466,47
55 R$ 17.223,70 R$ 3.423,11 R$ 43,36 R$ 3.466,47
56 R$ 13.793,40 R$ 3.430,30 R$ 36,17 R$ 3.466,47
57 R$ 10.355,89 R$ 3.437,51 R$ 28,97 R$ 3.466,47
58 R$ 6.911,17 R$ 3.444,72 R$ 21,75 R$ 3.466,47
59 R$ 3.459,21 R$ 3.451,96 R$ 14,51 R$ 3.466,47
60 R$ 0,00 R$ 3.459,21 R$ 7,26 R$ 3.466,47
Fonte: Novembro 2013
111

Anexo B – Tabela Simples Nacional 2012

Simples Nacional – Indústria

Fonte: Novembro 2013


112

APÊNDICES
113

Questionário elaborado pelo autor para ser fonte de pesquisa

Questionário – Usuários

UNIJUI – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul


Solicito a sua colaboração respondendo este questionário que visa coletar dados para a
pesquisa de mercado que será usada no plano de negócios de uma implantação de uma
indústria no ramo de embalagens. O presente questionário será utilizado para o
desenvolvimento do trabalho de Conclusão de Curso do aluno Lucas Beschorner Basso 2º
Semestre de 2013 da Unijuí. Desde já agradeço a sua colaboração.

1-Sexo:
( ) Feminino ( ) Masculino

2-Escolaridade:
( ) Ensino Fundamental completo ( ) Ensino Fundamental incompleto

( ) Ensino Médio completo ( ) Ensino Médio incompleto

( ) Curso Superior completo ( ) Curso Superior incompleto

3-Faixa etária:
( ) Até 25 anos ( ) De 25 a 40 anos ( ) De 40 a 60 anos ( ) 60 anos ou mais

4-Ocupação:
( ) Agricultor ( ) Aposentado ( ) Autônomo ( ) Do lar
( ) Indústria ( ) Comércio ( ) Serviços ( ) Empresário
5-Estado Civil:
( ) Solteiro(a) ( ) Casado(a) ( ) Divorciado(a) ( ) Viúvo(a) ( ) Separado(a)

6-Renda mensal aproximada:


( ) Até 1 salário mínimo ( ) 1 a 2 salários mínimos
( ) 3 a 4 salários mínimos ( ) 5 ou mais salários mínimos
7-Qual a principal função da embalagem na compra de um produto?

( ) Identificar a marca ( ) Facilitar a armazenagem

( ) Facilitar o uso do produto ( ) Proteger e conservar o produto

( ) Atrair o cliente ( ) Vender o produto

8-Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?

( ) Papel ( ) Plástico ( ) Vidro ( ) Papelão


114

9- Qual a informação é importante na compra de um produto?


( ) Peso ( ) Prazo de validade ( ) Sistema de conservação do produto
( ) Dados sobre o consumo e uso

10- Qual a estratégia é melhor para a embalagem se tornar inovadora?

( ) O emprego de imagens ( ) Lançamento de novos materiais

( ) Novas linguagens visuais ( ) Internet ( ) Boca a Boca

11-A internet é um poderoso meio de comunicação para uma embalagem?

( ) Sim concordo ( ) Não concordo

12- Qual atributo deve ser trabalhado para torna-la competitiva?

( ) Cor ( ) Forma ( ) Tamanho ( ) Materiais ( ) Texto

13-A ideia da implantação de uma fábrica de embalagens em Ijui, seria:

( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Razoável

( ) Péssimo

14- Quantas embalagens consome aproximadamente por mês?

( ) 20 ( ) 30 ( ) 40 ( ) 50 ( ) 60
115

Questionário elaborado pelo autor para ser fonte de pesquisa

Questionário – Clientes

UNIJUI – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul


Solicito a sua colaboração respondendo este questionário que visa coletar dados para a
pesquisa de mercado que será usada no plano de negócios de uma implantação de uma
indústria no ramo de embalagens. O presente questionário será utilizado para o
desenvolvimento do trabalho de Conclusão de Curso do aluno Lucas Beschorner Basso 2º
Semestre de 2013 da Unijuí. Desde já agradeço a sua colaboração.

1- Qual o ramo da sua empresa?

( ) Mercado ( ) Loja ( ) Farmácia ( ) Padaria

2- Que tipo de embalagem, geralmente utiliza?

( ) Papel ( ) Plástico ( ) Papelão

3- A embalagem é personalizada?

( ) Sim ( ) Não

4- Qual a quantidade mensal consumida de embalagem?

( ) 100 Unidades ( ) 500 Unidade ( ) 1000 Unidades

( ) 5000 Unidades ( ) 10000 Unidades ( ) 30000 Unidades

5- Como compra a embalagem?

( ) 100 Unidades ( ) 500 Unidades ( ) 1000 Unidades

( ) Peso (kg)

6- Quanto paga pela embalagem?

( ) 0,01c/Unid. a 0,10c/Unid. ( ) 0,11c/Unid. a 0,20c/Unid.

( ) 0,21c/Unid. a 0,30c/Unid ( ) 0,31c/Unid. a 0,40c/Unid.

( ) 0,41c/Unid. a 0,50c/Unid.

7- Qual é a forma de pagamento utilizado para a compra da embalagem?

( ) A Vista ( ) A Prazo ( ) Cheque ( ) Cartão ( ) Boleto

8- Qual é o prazo de pagamento oferecido pela empresa?

( ) A Vista ( ) 30 Dias ( ) 45 Dias ( ) 60 Dias


116

9- De quem a empresa compra?

( ) Representante ( ) Distribuidora ( ) Atacado ( ) Fábrica

10- Onde ela se localiza?

( ) Região Noroeste ( ) Rio Grande do Sul ( ) Santa Catarina

( ) Paraná ( ) São Paulo

11- Qual a quantidade mínima para compra?

( ) 100 Unidades ( ) 500 Unidades ( ) 1000 Unidades

( ) 5000 Unidades ( ) 10000 Unidades ( ) 30000 Unidades

12- Qual o prazo de entrega?

( ) Pronta Entrega ( ) Uma Semana ( ) Duas Semanas

( ) Três Semanas ( ) Quatro Semanas

13- Está satisfeita com a empresa fornecedora?

( ) Sim ( ) Não

14- O que leva mais em conta na hora de comprar embalagem?

( ) Preço ( ) Prazo ( ) Entrega ( ) Qualidade

15- Qual a forma de venda que foi utilizada pela empresa de embalagem?

( ) Vendedor ( ) Internet ( ) Folders ( ) Amostra do Produto

16- Acha interessante montar uma empresa de embalagem em Ijuí?

( ) Sim ( ) Não
117

Visita realizada pelo autor para ser fonte de pesquisa

Visita à empresa de embalagem – Plaswill Embalagens

Diante das dificuldades apresentadas de se obter informações sobre o funcionamento


de uma empresa de embalagem, bem como os equipamentos que são utilizados no processo de
produção de uma embalagem, e de dados financeiros para a realização do plano financeiro do
plano de negócio, surgiu a necessidade de se verificar junto a uma empresa de embalagem,
estes itens específicos para o Trabalho de Conclusão de Curso.

Com isso visualizou-se a possibilidade de entrar em contato com alguma empresa


desse ramo para visitação e melhor compreensão destes dados. Encontrou-se na cidade de
Panambi uma empresa que fabrica este tipo de produto e que poderia ajudar na obtenção
destas respostas. A partir deste momento aconteceu o contato via telefone com a empresária
desta organização com o objetivo de uma observação mais direta, o que foi aceito pela
mesma.

O deslocamento até a empresa de embalagem aconteceu no dia 07 de novembro de


2013, pela parte da tarde e durou cerca de aproximadamente duas horas, o acadêmico foi
recebido pela empresária Carmen Liane Steinhoefel, que mostrou todos os equipamentos com
que a empresa trabalha, os passos por quais passa a matéria prima até a confecção da
embalagem. Para esta observação foi levado uma câmera fotográfica, onde foi tirado fotos dos
equipamentos e de todo o processo produtivo da empresa de embalagem.

Logo após observar os equipamentos, os processos e o layout da fábrica de


embalagens, o acadêmico teve uma longa conversa com a empresária sobre os dados
financeiros, como o preço das máquinas, da matéria prima, do estoque, dos itens que
compõem o produto, dos custos unitários, do preço de compra e de venda unitários dos
produtos, bem como as quantidades que precisam para fabricar a sacola plástica, dentre
outros. Ao final da visita a empresária ficou de passar por e-mail outros dados que o
acadêmico ainda precisaria para fazer o plano financeiro.

A empresa de embalagem se chama Plaswill Embalagens, se localiza na cidade de


Panambi, na Rua General Osório, 476, é comprometida, em primeiro lugar, com a qualidade,
tendo como características a seriedade, a possibilidade de negociação e o foco na preservação
do meio ambiente, atende o forte mercado local e também a capital Porto Alegre.

A figura 24 mostra a fachada da empresa Plaswill Embalagens:

Figura 24 – Fachada da Plaswill Embalagens

Fonte: Plaswill Embalagens