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Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

2019-2020
3ºAno 1ºS Programas Unidades Curriculares

Virologia
Unidade Curricular Obrigatória

ECTS: 6
Aulas teóricas: 28
Aulas laboratoriais: 14
Professor Responsável: José Miguel Azevedo Pereira
Outros Docentes: Quirina Alexandra Pinto dos Santos Costa; Helena Paula Lopes
Henriques Rebelo Andrade

Objetivos e Competências

Após ter completado a UC de Virologia, o aluno estará apto a:


OB1-Definir os vírus, identificar os seus componentes e definir as suas funções
OB2-Identificar e caracterizar as estratégias de replicação viral
OB3-Definir os factores envolvidos na variabilidade viral, bem como as suas
consequências
OB4-Definir os mecanismos envolvidos na interacção vírus-célula
OB5-Caracterizar as consequências da replicação viral na célula infectada
OB6-Caracterizar as etapas envolvidas na interacção vírus-hospedeiro
OB7-Distinguir os mecanismos patogénicos das infecções agudas, crónicas,
localizadas e sistémicas
OB8-Identificar os factores virais e do hospedeiro responsáveis pela persistência
viral
OB9-Definir os mecanismos de latência e de transformação celular, induzidas por
vírus
OB10-Caracterizar as principais patologias virais
OB11-Conhecer as respectivas formas de transmissão, tratamento e prevenção
OB12-Interpretar os métodos de diagnóstico e de monitorização laboratorial das
principais infecções virais.

Ensino Teórico

I Parte: Virologia Molecular



1. Introdução à Virologia
1.1. Objetivos específicos
1.1.1. Comparar os vírus com outros agentes infeciosos valorizando as
propriedades que os diferenciam
1.1.2. Conhecer a evolução da Virologia como ciência independente no contexto da
Microbiologia
1.2. Tópicos abordados

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Virologia
1.2.1. Definição de vírus
1.2.2. Os v í r u s como elementos ubiquitários no universo biológico
1.2.3. História da Virologia
1.2.4. Os vírus como parasitas celulares obrigatórios e como agentes
infeciosos. Comparação com bactérias e prions.

2. Estrutura e composição dos vírus
2.1. Objetivos específicos:
2.1.1. Conhecer e relacionar os componentes da partícula viral,
valorizando as características usadas com fins taxonómicos
2.1.2. Classificar os vírus de acordo com a sua organização estrutural
2.2. Tópicos abordados:
2.2.1. Anatomia e nomenclatura da partícula viral.
2.2.2. Padrões de simetria das partículas virais.
2.2.3. Componentes da partícula viral
2.2.4. Elementos de classificação. Taxonomia viral
2.2.5. Sequenciação do genoma viral: sua utilidade na identificação, classificação e
epidemiologia
2.2.6. Identificação e caracterização de proteínas virais

3. Genomas virais
3.1. Objetivos específicos:
3.1.1. C o n h e c e r a o r g a n i z a ç ã o genómica dos vírus
3.1.2. Compreender os mecanismos que participam na evolução dos vírus
3.2. Tópicos abordados:
3.2.1. Organização dos genomas virais. Diferenças em relação a outros
organismos
3.2.2. Mutações
3.2.3. Taxas de mutações nos vírus com genoma do tipo DNA ou RNA
3.2.4. Recombinação e complementação genética entre agentes virais
3.2.5. Consequências das mutações e recombinações.
3.2.6. A evolução dos vírus. Teorias da origem dos vírus com base na evolução
genética
3.2.7. Uso dos vírus como vetores de informação genética – aplicações práticas em
terapia génica

4. Interação vírus-célula
4.1. Objetivos específicos:
4.1.1. Conhecer as etapas do ciclo replicativo viral
4.1.2. Comparar as estratégias replicativas dos vírus RNA e DNA
4.1.3. Identificar os diferentes tipos de ciclos replicativos e as respetivas
consequências para a fisiologia da célula
4.2. Tópicos abordados:

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4.2.1. Entrada do vírus na célula:
4.2.2. Expressão e replicação do genoma viral.
4.2.3. Automontagem e libertação das partículas virais
4.2.4. Tipos de ciclos replicativos
4.2.5. Repercussões da infeção viral na fisiologia da célula.
4.2.6. Consequências da infeção viral

5. Interação vírus-hospedeiro
5.1. Objetivos específicos:
5.1.1. Conhecer os determinantes virais e do hospedeiro que condicionam a
entrada, disseminação, localização, virulência e transmissão dos vírus
5.1.2. Compreender as estratégias dos vírus para se evadirem às defesas
do hospedeiro humano e para persistirem na natureza.
5.2. Tópicos abordados
5.2.1. Vias de entrada e disseminação dos vírus no hospedeiro.
5.2.2. Tropismo viral. Consequências do tropismo viral
5.2.3. Fases da multiplicação do vírus no novo hospedeiro. Replicação primária e
secundária.
5.2.4. Defesas do hospedeiro: defesas específicas e não específicas.
5.2.5. Efeitos patológicos das infeções virais
5.2.6. Padrões da infeção viral
5.2.7. Fatores que determinam a persistência viral
5.2.8. Infeções latente
5.2.9. Mecanismos de oncogénese viral

6. Mecanismos de inibição da replicação viral
6.1. Objetivos específicos:
6.1.1. Conhecer os alvos moleculares passíveis de serem inibidos
6.1.2. Conhecer exemplos concretos de inibidores específicos de diferentes fases do
ciclo replicativo.
6.2. Tópicos abordados:
6.2.1. Alvos moleculares virais e celulares
6.2.2. Exemplos de inibidores:
a) Inibidores da ligação aos recetores
b) Inibidores da fusão do vírus com a célula
c) Inibidores da descapsidação
d) Inibidores dos ácidos nucleicos
e) Inibidores das fases tardias do ciclo replicativo

II Parte: Virologia Clínica

1. Estudo de infeções virais associadas a patologias no ser humano
1.1. Objetivos específicos

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1.1.1. Conhecer os principais vírus envolvidos em patologias no ser humano
1.1.2. Conhecer os mecanismos básicos envolvidos na patogénese da infecção de
alguns vírus mais relevantes.
1.1.3. Conhecer os principais métodos de diagnóstico (complementado pela
componente de ensino prático) e de prevenção aplicados a cada um desses vírus.
1.2. Tópicos abordados
1.2.1. Infeções por vírus de genoma DNA de cadeia dupla:
Adenovírus
Herpes vírus: HSV, VZV, EBV, CMV, HHV-6, HHV-7, HHV-8
Poxvirus
Papiloma vírus
Poliovírus
1.2.2. Infeções por vírus DNA de cadeia simples:
a) Parvo vírus
1.2.3. Infeções por vírus RNA de cadeia dupla:
a) Reovirus
1.2.4. Infeções por vírus RNA de cadeia simples com polaridade positiva:
a) Togavirus
b) Flavivirus
c) Coronavirus
d) Picornavirus: Enterovirus,
Hepatovirus e Rinovirus
e) Calicivirus
f) Astrovirus
1.2.5. Infecções por vírus RNA de cadeia simples com polaridade negativa:
a) Rabdovirus
b) Paramyxovirus
c) Ortomyxovirus
d) Filovirus
e) Bunyavirus
f) Arenavirus
1.2.6. Infecções por vírus DNA parcialmente de cadeia dupla:
a) Hepadnavirus
1.2.7. Infeções por Retrovirus:
a) HIV-1 e HIV-2
b) HTLV-1 e HTLV-2
1.2.8. Patologias associadas a vírus defetivos, retrovírus endógenos e agentes
subvirais
1.2.9. Vírus emergentes:
a) Exemplos
b) Origens dos vírus emergentes

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Ensino Laboratorial


1. Introdução à Virologia Laboratorial

1.1. Organização geral de um laboratório de virologia
1.2. Visita ao laboratório para apresentação do equipamento e materiais mais
usuais
1.3. Regras de segurança no laboratório de virologia

2. Métodos de diagnóstico direto das infeções virais:
2.1. Cultura viral
2.2. Microscopia eletrónica
2.3. Deteção de antigénios virais
2.4. Deteção do genoma viral
2.5. Deteção de corpos de inclusão

3. Métodos de diagnóstico indireto
3.1. Ensaios imunoenzimáticos (EIA)
3.2. Ensaios radioimunológicos (RIA)
3.3. Aglutinação
3.4. Western-blot
3.5. Recombinant Immunoblot assay (RIBA)
3.6. Imunofluorescência indireta
3.7. Fixação do complemento
3.8. Inibição da hemaglutinação

4. Culturas celulares em Virologia
4.1. Tipos de culturas celulares
4.2. Metodologias associadas à cultura de células
5. Alterações na fisiologia e morfologia da célula infetada: exemplos de efeito
citopático (ECP) induzidos por alguns vírus


6. Diagnóstico das infeções por vírus herpes simplex (HSV)
6.1. Deteção do antigénio viral em células de lesões
6.2. Isolamento viral
6.3. Diagnóstico serológico

7. Diagnóstico das infeções por citomegalovirus (CMV)
7.1. Diagnóstico serológico

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Virologia
7.2. Avidez das IgG
7.3. Cultura viral tradicional e por método “Shell vial”
7.4. Deteção do genoma viral
7.5. Importância do diagnóstico na mulher grávida e no recém-nascido

8. Diagnóstico das infeções pelo vírus da rubéola
8.1. Diagnóstico serológico
8.2. Interpretação de resultados práticos

9. Diagnóstico das infeções respiratórias
9.1. Colheita e processamento da amostra
9.2. Métodos usados

10. Diagnóstico das infeções pelo vírus da hepatite B
10.1. Diagnóstico baseado na deteção de anticorpos, antigénios e genoma
virais
10.2. Interpretação de resultados práticos
11. Diagnóstico das infeções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
11.1. Diagnóstico direto e indireto
11.2. Técnicas de Western-blot
11.3. Determinação da carga viral e proviral
11.4. Interpretação de resultados práticos

Bibliografia

Bibliografia Geral de base:


Microbiologia Médica Lidel 2014 (Vols. 1 e 2).

Bibliografia Específica recomendada:

Katze, M., Korth, M., Lynn L. G., Nathanson, N. Viral Pathogenesis, 3rd Edition -
From Basics to Systems Biology. (Academic Press, 2017).

Burrell, C. J., Howard, C. R. & Murphy, F. A. Fenner and White’s Medical Virology
(Fifth Edition). (Academic Press, 2017).

Página de internet dos docentes:
http://www.ff.ul.pt/~jazevedo/Home.html
http://web.mac.com/sant o scostaq/santoscostaq/Santos-CostaQ.html



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Virologia

Metodologia de Avaliação

Ensino Teórico:
A avaliação da componente teórica faz-se através de um exame escrito final. A
cotação do exame é de 20 valores. Os alunos cuja classificação esteja compreendida
entre 7,5 e 9,4 valores deverão fazer um exame oral. É considerado aprovado o
aluno que tenha uma nota superior a 9,5 valores.

Ensino Laboratorial:

Os alunos têm de frequentar, no mínimo, 2/3 das aulas práticas realizadas. A
avaliação prática é feita tendo em consideração: a execução, apresentação e
discussão de trabalhos seleccionados, os conhecimentos demonstrados (através de
um teste final), a assiduidade e a participação ao longo das aulas.
Todos os alunos deverão ter uma avaliação prática válida à data do exame teórico.
Os alunos com o estatuto de trabalhadorestudante que não tenham frequentado no
mínimo 2/3 das aulas práticas realizadas, apesar de não reprovarem por excesso
de faltas, terão de realizar uma prova de avaliação prática em data a combinar com
o responsável da Unidade Curricular, a fim de validar a componente prática da
avaliação.

A Classificação Final da Unidade Curricular é o resultado da classificação no


ensino laboratorial (40%) e no ensino teórico (60%).

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