Você está na página 1de 14

Universidade Federal de Juiz de Fora

Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Transmissão de energia
elétrica

COMPENSADORES SÉRIES CONTROLÁVEIS

Nome: n.:
Lucas Marques Vicente 200825047

Prof.:
João Alberto Passos Filho

1
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Primeira Parte
Resumo – Este trabalho apresenta uma abordagem à tecnologia FACTS e seu emprego na compensação série,
descrevendo de forma sucinta seu princípio de funcionamento, constituição e aplicações práticas em sistemas de
transmissão.

Palavras-chave – Sistema de Transmissão, Compensação Série, FACTS - Flexible Alternating Current Transmission
System.

I. INTRODUÇÃO

Desde o princípio da humanidade há uma busca incessante pela maximização da eficiência e


consequente redução de custos, em todas as aplicações. Não é uma tarefa fácil, pois todas as
operações apresentam problemas e restrições. No entanto, novas técnicas surgem a cada dia com o
intuito de aprimorar o resultado final, gerando valores mais confiáveis e de maneira mais eficaz. No
setor da engenharia elétrica (nesse caso, sistemas de transmissão) isto também é uma verdade.
Atualmente o crescimento dos custos (material e operacional) e das restrições ambientais
dificultou a estratégia do sobre-dimensionamento, e tornou praticamente impraticável e escasso a
construção de novas unidades de produção e linhas de transmissão. Em contrapartida, o consumo
de energia elétrica aumentou continuamente, e de forma significativa. Todos esses fatores levaram
ao surgimento de meios visando uma melhor qualidade de energia suprida, a partir do aumento da
capacidade de transporte das linhas e da estabilidade geral do sistema, obtidos através do controle
direto dos fluxos de potência em determinadas linhas.
Neste cenário carente de tecnologias, surgiu o chamado FACTS (“Flexible Alternating Current
Transmission System”), introduzida por Hingorani em 1988. Este conceito tem recebido muita
atenção recentemente, resultando na concepção de vários novos dispositivos de eletrônica de
potência que permitem maior flexibilidade de controle das redes de energia elétrica. Esta
flexibilidade está relacionada com a contínua e rápida alteração dos parâmetros que controlam a
dinâmica de funcionamento de um sistema elétrico.
Historicamente, os equipamentos com conceito FACTS iniciaram o processo de
implementação há bastante tempo, no final da década de 60, por grupos diversos, mas o nome
FACTS, apareceu somente a partir de 1988 quando Narain Hingorani, pesquisador do EPRI (Electrical
Power Research Institute) dos EUA publicou os seus artigos. Outro termo introduzido como uma
extensão ao conceito FACTS, lançado mais recente (1995), é o de ‘’Custom Power”.
Ambos se assemelham bastante em conceito, sendo bastante interessantes, pois tratam
basicamente da aplicação da eletrônica de potência em sistemas de potência, garantindo meios de
controlar o fluxo de potência do sistema de modo rápido e eficiente (FACTS), além do

2
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

aprimoramento da qualidade de energia elétrica (“Custom Power”). Este controle do fluxo de


potência é alcançado usando circuitos de eletrônica de potência que controlam rapidamente o
ângulo de carga, a impedância, ou a tensão do sistema CA nos casos da tecnologia FACTS. No padrão
“Custom Power”, além dessas variáveis, existe um interesse na eliminação de harmônicos,
desequilíbrios e variações na tensão.
Os controladores FACTS estão divididos em quatro categorias:

 Controladores série.
 Controladores shunt.
 Controladores combinados série-série.
 Controladores combinados série-shunt.

O presente trabalho dará enfoque apenas ao primeiro modelo listado.


Laszlo Gyugyi, membro do IEEE, classifica os equipamentos FACTS em gerações:

1ª geração: composta por equipamentos que fazem uso de tirístores. Os equipamentos ligados
em série à rede, nesse grupo são o TCSC (“Thyristor Controlled Series Condensador”) e o TSSC
(“Thyristor Switched Series Condensador”).
2ª geração: composta por equipamentos que fazem uso de tirístores tipo IGBT’s (“Insulated Gate
Bipolar Transistor”) ou GTO’s (“Gate Turn Off Thyristor”). Utilizando estes tirístores e ligados em
série tem-se o SSSC (“Static Synchronous Series Compensator”).
3ª geração: composta pela integração dos equipamentos série e paralelo numa mesma linha de
transmissão. Como exemplo existe o UPFC (‘’Unified Power Flow Controller’’).
4ª geração: integração dos equipamentos série e paralelo em linhas distintas. Como resultado
tem-se equipamentos como IPFC (“Interline Power Flow Controller”) e CSC (“Convertible Static
Compensator”).

Antes de entender intrínsecamente cada dispositivo indicado no rol de gerações acima, é


imprescindível compreender o princípio da compensação série e os motivos da sua utilização.

3
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Segunda Parte

II. COMPENSAÇÃO SÉRIE

O intuito essencial da compensação série é reduzir a reatância efetiva total da linha de


transmissão (indutiva por natureza) via a inserção série de capacitores. Numa visão simplificada, a
reatância do capacitor conectado em série com a LT cancela uma porção da reatância da linha, de
modo que limite a queda de tensão com o aumento da carga. Dessa forma é como se a linha de
transmissão gozasse de um comprimento menor (encurtamento elétrico da LT).
Existem várias formas de compensação série de uma linha de transmissão, sendo uma delas
de maneira fixa, composta de um banco de capacitores de valor de capacitância constante. A figura
abaixo demonstra de maneira simplificada uma linha composta de duas barras, e a reatância
capacitiva constante acoplada em série.

Figura 1: Duas barras ligadas por uma linha (compensação fixa)

A compensação variada depende da lei de controle empregada. Na forma mais simples,


pode ser uma realimentação pura ou proporcional. De outra forma pode-se utilizar um controlador
PI ou compensação de fase empregando blocos lead-lag. Neste caso há acréscimo na dimensão do
espaço de estado do sistema pela adição de variáveis de estado do próprio controlador.

Figura 2: Duas barras ligadas por uma linha (compensação variada)

4
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

No caso, o transdutor serve para fazer a interface elétrica/eletrônica, e Gcomp representa


variáveis do sistema de controle.
A compensação série apresenta ainda alguns inconvenientes, dentre os quais vale a pena
mencionar:

 Na ocorrência de um curto-circuito no sistema, a corrente de falta que poderá fluir na linha pode
alcançar valores gigantescos provocando ddp’s muito elevadas nos terminais dos capacitores, o
que acarreta altos custos no planejamento de projetos de isolamento.
 Pode acontecer o fenômeno da ferro-ressonãncia entre os transformadores e os capacitores,
produzindo nos últimos sobretensões subarmônicas. Estas tensões elevadas refletem-se sobre
os geradores, criando oscilações no sistema, danificando mecanicamente as máquinas e
comprometendo a estabilidade geral.

III. COMPENSADOR SÉRIE CONTROLÁVEL

A fim de ilustração, vamos considerar inicialmente um compensador série ideal, conforme a


figura abaixo.

Figura 3: Compensador série ideal no meio da linha

𝑉𝑆𝑅 − 𝑉𝐶
A corrente através da linha é dada por 𝐼 = 𝑗𝑋𝐿
; onde 𝑉𝑆𝑅 = 𝑉𝑆 − 𝑉𝑅 .
O compensador presente no circuito acima tem característica puramente reativa, podendo ser
capacitivo ou indutivo. Em ambos os casos a corrente através dele estará defasada de 90° da tensão 𝑉𝐶 .
Essas duas situações estão representadas nos diagramas fasoriais que seguem.

5
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Figura 4: Compensação série capacitiva e indutiva

A reatância equivalente da linha compensada será dada por 𝑋𝑒𝑞 = 𝑋𝐿 (1 + 𝑠) onde o fator s
𝑋𝐶𝑂𝑀𝑃
corresponde à fração da reatância compensada, ou 𝑠 = 𝑋𝐿
sendo que para compensação
capacitiva (-1 < s < 0) e para indutiva (0 < s < 1). A potência ativa através da linha passa a ser dada
𝑉2
por 𝑃𝑠 = 𝑋𝐿 (1+𝑠)
∗ sin 𝛿 ; Essa equação demonstra de maneira clara que a compensação série
pode acarretar no aumento ou diminuição da capacidade de transmissão da linha. A estabilidade do
sistema é amplificada também, pois para um mesmo valor de potência transportada, o 𝛿 (limite de
estabilidade) necessário é menor. Este fato é comprovado pela figura abaixo.

Figura 5: Variação da capacidade de transmissão da linha

Na figura acima tem-se:


 1 – linha sem compensação série.
 2 – 10% de compensação série indutiva.
 3 – 10% de compensação série capacitiva.

Agora é possível entender o compensador série avançado, que consiste de um sistema de


controle contendo um inversor capaz de sintetizar a tensão desejada a partir da corrente através da
linha. A figura abaixo ilustra esse tipo de compensador.

6
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Figura 6: Compensador série avançado

Neste caso, através do controle do inversor, é possível manipular a tensão VC a assumir


qualquer magnitude e fase em relação à corrente da linha. O valor de pico dessa tensão é limitado
pela tensão presente no barramento CC do inversor. Como resultado, pode-se controlar tanto o
fluxo de potência ativa (abertura angular) quanto a potência reativa (diferença de níveis de tensão
entre Vm1 e Vm2).
Para o funcionamento correto, é preciso monitorar dinamicamente as variações da carga
ativa e reativa de forma independente. Pode-se fazer uso de diferentes estratégias de controle, seja
para modificar apenas a abertura angular, seja para manter o fluxo de potência constante, como é o
caso em linhas de interligação entre diferentes companhias. Por outro lado, pode-se manter a
abertura angular constante, e assim monitorar o fluxo em uma linha sem alterá-lo em outra linha
operando em paralelo. Isso representa um grande avanço, pois abriu possibilidade de operação
interligada, onde várias linhas de diferentes capacidades podem operar conjuntamente sem gerar
problemas de sobrecarga.
A seguir será detalhado um estudo mais cuidadoso sobre as diferentes tecnologias e
estratégias com conceito FACTS.

IV. DISPOSITIVOS FACTS

TSSC (Thyristor Switched Series Condensator):

Consiste num número de capacitores em série, cada um ligado à linha por um conector
bypass composto por dois tirístores em paralelo, consoante a figura abaixo. O nível de atuação está
diretamento ligado ao número de capacitores ligados, os quais entram em condução pelo ligamento
da porta do tirístor. Esta comuta sempre que a corrente é nula.

7
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Figura 7: Esquema simples de um TSSC

A presença de capacitores na rede elétrica é regulada por normas, que recomendam a


conexão do mesmo ao alimentador somente no período em que estiver descarregado (abaixo de
uma tensão mínima). Portanto, o instante de acoplamento é sincronizado com o cruzamento da
tensão senoidal com o zero. Após a desconexão, o capacitor é descarregado em uma resistência, e
só após um certo intervalo de tempo ele pode ser conectado novamente, limitando teoricamente o
tempo de atuação do dispositivo.

TCSC (Thyristor Controlled Series Compensation):

Consiste basicamente de um capacitor convencional (fixo) em paralelo com um TCR


(Thyristor Controlled Reactor). Este TCR é uma impedância reativa controlada a partir do ângulo α. É
composto de um disparo de tirístores em série com uma indutância. O TCSC fornece um capacitor
variável continuamente por intermédio do cancelamento parcial da compensação efetiva capacitiva
do TCR. Em algumas aplicações é inserido um metal (MOV) para auxiliar na proteção de
sobretensões. Isso aumenta a performance global do sistema. A figura abaixo ilustra esse
dispositivo.

Figura 8: Esquema simples de um TCSC

O TCSC detalhado acima apresenta três modos de operação:

8
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

 Modo Bypass: α = 900. A indutância que tem um valor bem pequeno está totalemente inserido e
atrai toda a corrente da linha ‘’bypassando’’ o capacitor, ou seja, ocorre a condução total dos
tirístores.
 Capacitor fixo: não há condução dos tirístores.
 Modo de controle contínuo (“Vernier”): o ângulo de disparo pode variar entre 900 e 1800,
possibilitando uma reatância variável do TCSC tanto na região capacitiva quando na indutiva.

SSSC (Static Synchronous Series Compensator):

Princípio de funcionamento essencial baseia-se na inserção de uma fonte de tensão em série


com a LT. Essa tensão gerada deve estar atrasada em relação à corrente, de forma que gere o
mesmo efeito de um capacitor sobre o SEE. A característica indutiva também pode ser sintetizada
caso deseja-se reduzir o fluxo de potência transmitida. O desenho abaixo mostra esse dispositivo
conectado à LT.

Figura 9: Esquema de um diagrama de blocos SSSC

O sistema G da figura acima representa a fonte CA trifásica (produção), a impedância é


mostrada como apenas uma indutância, e a carga é composta por um conjunto trifásico de
resistências da linha. Para gerar as tensões são feitas em primeiro lugar, medidas das correntes da
linha e cálculo da tensão de compensação. A amplitude da tensão está diretamente ligada ao nível
de potência reativa que se deseja absorver ou produzir. O controlador exerce controle sobre o
‘’gate’’ dos IGBT’s os quais geram as tensões que serão entregues ao sistema de transmissão, por
intermédio dos trafos.

9
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

DEFASADOR IDEAL:

Tratando-se de defasador puro, não existe um controle sobre a magnitude das tensões
terminais das LT’s, mas sim da abertura angular numa determinada faixa. A figura abaixo mostra o
defasador puro.

Figura 10: Compensador série como defasador ideal

Este dispositivo produz uma tensão Vpq com qualquer defasamento em relação à corrente, e
por isso, segue, em princípio, o lugar geométrico de um círculo, conforme figura abaixo. O ângulo
que se consegue inserir varia na faixa de ±α.

Figura 11: Diagrama fasorial com defasador atuando

𝑉2
Portanto, a potência transmitida pela linha é expressa por 𝑃𝑠 = ∗ sin(𝛿 ± 𝛼). O limite de
𝑋𝐿
estabilidade agora passa a ser (𝛿 ± 𝛼) = 900 . Se 𝛼 = 0 não ocorre compensação. Se 𝛼 = −𝛿 o fluxo
de potência é nulo. A ação do defasador não altera a capacidade da linha, apenas impõe uma
abertura angular através da tensão Vpq da fonte colocada em série. Isso pode ser comprovado
analisando o gráfico abaixo, onde percebe-se que a potência máxima permanece a mesma, mas o
ângulo no qual ele ocorre é diferente.

10
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Figura 12: Capacidade da linha com defasador

Na figura acima tem-se:


 1 – defasador com ângulo 0.
 2 – defasador compensando ângulo – 𝛼.

UPFC (Unified Power Flow Controller):

Originalmente proposto por L. Gyugyi em 1992 é constitúido basicamente da junção do


STATCOM (compensador ligado em derivação) com o SSSC (compensador série). Ele é um
compensador universal, com capacidade de controlar ao mesmo tempo o fluxo de potência em uma
LT e a tensão CA de um barramento. Funciona de maneira similar ao defasador apresentado
anteriormente, porém operando sobre todo o círculo fasorial da figura abaixo. A figura seguinte
ilustra o UPFC no sistema elétrico.

Figura 13: Diagrama fasorial do UPFC

11
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

Figura 14: Controlador universal de potência (UPFC)

Este dispositivo apresenta um tempo de resposta muito rápido e é único no mercado, ou


seja, nenhum outro dispositivo possui as mesmas qualidades e confiabilidade nas funções de
compensação. Vale dizer que ele apresenta dois sistemas de controle (série e shunt), os quais trocam
energia entre si. O sistema é composto de dois inversores com um capacitor em comum, usado
como tanque pelo compensador shunt e como fonte de tensão pelo compensador série. Portanto,
através do inversor shunt faz-se o controle do nível de tensão, e com o inversor série, faz-se o
controle do fluxo de potência ativa e reativa da linha.

CSC (Convertible Static Compensator):

Conforme mostrado pela figura abaixo, este dispositivo FACTS é concebido para executar múltiplas
funções, ganhando em flexibilidade e economias de escala, permitindo o controle simultâneo de
diversas linhas, num estilo de operação coordenado designado por IPFC.

Figura 15: Esquema do CSC

12
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

O IPFC (Interline Power Flow Controller) destina-se a compensar um número de linhas numa
subestação. Ele é composto por vários conversores dc-ac, e em cada um deles faz-se a compensação
série, funcionando como um SSSC em cada uma das LT’s. Cada conversor é ligado entre si pelos
terminais dc, e podem ser controlados para fornecer potência à linha de transmissão. Apresenta
grande flexibilidade pois é possível desconectar os conversores, passando-os a funcionar como
compensadores série independentes. Além dessas vantagens, pode ser programado para controlar
funções de operação totalemente diferentes, por exemplo, potência ativa, reativa, fase, impedância
de transmissão, etc.

Terceira Parte

V. CONCLUSÃO

Os benefícios resultantes da utilização dos FACTS são numerosos e de grande valia. Eis
alguns deles:

 Controle do fluxo de potência


 Aumento da capacidade de carga nas linhas até seus limites térmicos, incluindo possíves curtos
nas linhas e condições atmosféricas diversas
 Crescimento da segurança através do aumento da estabilidade dinâmica
 Redução do fluxo de potência reativa
 Aumento da flexibilidade num local de produção
 Maior confiabilidade nas interligações entre linhas vizinhas
 Redução dos custos de produção
 Redução do impacto ambiental, sendo desnecessário novas instalações de linhas de transimssão
e construção de novas usinas de geração.

13
Universidade Federal de Juiz de Fora
Faculdade de Engenharia
Departamento de Circuitos Elétricos

O uso dos FACTS é relativamente trivial pois são na sua totalidade controlados a partir dos
centros de controle e pelo SCADA (Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados). Vale ressaltar que
a manutenção desses dispositivos é efetuada ao mesmo tempo que a manutenção geral da
instalação. Abaixo segue uma figura demonstrando como os FACTS põem o sistema de transmissão
de energia elétrica em ordem, equilibrando as cargas e auxiliando o fluxo, a partir de uma analogia
com o sistema viário.

Figura 16: Imagem ilustrativa dos benefícios dos FACTS

Estudos estão sendo feitos atualmente, a fim de aprimorar os equipamentos ja existentes,


buscando sempre a maximização da eficiência na transmissão e fornecimento de energia elétrica. Os
FACTS representam um avanço significativo, e a tendência é o progresso contínuo, referente ao
aperfeiçoamento dessas tecnologias, e o surgimento de novos padrões.

VI. BIBLIOGRAFIA

HTTP :// WWW . DSCE .FEE . UNICAMP . BR/~ANTENOR/PDFFILES /IT 741/CAP 5. PDF

HTTP :// PAGINAS . FE . UP . PT /~FMB/DESE/TRABALHOS /FACTS%20%20 E %20E STABILIDADE . PDF

HTTP :// WWW . SCIELO. BR/SCIELO . PHP ?PID=S0103-17592007000200007& SCRIPT =SCI _ARTTEXT

HTTP :// WWW . DEE . FEIS . UNESP . BR/POS /TESES /ARQUIVOS /155-DISSERTACAO _MARCIO_L ORENTZ_ DA _COSTA . PDF

FUCHS - TRANSMISSÃO DE E NERGIA E LÉTRICA - LINHAS AÉREAS

14

Você também pode gostar