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CLASSIFICAÇÃO CIENTIFICA:

Nome científico: Bradypus tridatylus


Nome comum: Bicho-preguiça
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Pilosa
Família: Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças
com dois dedos).
Gênero: Bradypus
Espécie: Folivora

CARACTERISTICA DA ESPECIE:
As principais características da preguiça são: em média pesam 4 kg, possuem 60
cm de comprimento, a pelagem é densa com pelos longos, grossos e ondulados,
mas na face apresenta pelos finos e curtos. A cor da pelagem vai variar
dependendo da espécie sempre em volta das tonalidades de marrom, amarelo,
branco e podendo ter a coloração verde quando associados a algas que podem
viver em seus pelos. A cauda destes animais é curta, os membros superiores são
sempre maiores que os inferiores e os dedos das mãos possuem longas garras.

REGISTRO FÓSSIL:
Registros fósseis mostram que existiram cerca de 100 gêneros de preguiça no
continente Americano, antes da extinção ocorrida há cerca de 11 ou 12 mil anos (fim
do Pleistoceno). Entre as razões que tentam explicar a extinção estão drásticas
mudanças ambientais e a chegada do homem na América do Sul. As informações
sobre os ancestrais e as origens genéticas das preguiças podem ajudar na sua
conservação.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRAFICA:
As preguiças vivem apenas nas matas do continente americano e estão divididas
em seis espécies diferentes, que podem ter dois ou três-dedos nas patas anteriores.
Apesar de ocuparem o mesmo nicho ecológico, dificilmente se verifica a presença
dos dois gêneros em uma mesma área.
No Brasil, existem as seguintes espécies de três-dedos:
Preguiça-comum (B. variegatus) que também é encontrada de Honduras ao norte
da Argentina e todas as florestas do Brasil.
Preguiça-de-bentinho (B.tridactylus) que também vive na Venezuela, Bolívia, Rio
Orinoco, Guianas
Preguiça-de-coleira (B. torquatus) que vive somente nos trechos da Mata Atlântica
que vão do Rio de Janeiro ao sul da Bahia, sendo esta a espécie mais ameaçada de
extinção.
Em 2001, foi descoberta uma nova espécie no Panamá: a preguiça-anã (B.
pygmaeus).
A preguiça-de-dois-dedos (Choloepus hoffmanni) é encontrada da América Central
até São Paulo, no Brasil.
A preguiça-real (Choloepus didactylus) vive nas florestas tropicais, desde a
Nicarágua até o Brasil Central.
COMPORTAMENTO:
Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde
se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras,
praticamente não servem para nenhuma defesa, devido à lentidão dos seus
movimentos. Graças a essa lentidão, à sua coloração e ao fato de permanecerem
na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata.
Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a Harpia, as onças e algumas
serpentes.
Urinam e defecam apenas a cada sete ou oito dias, sempre no chão, próximo à
base da árvore em que costuma se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos
nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente
devolvidos à árvore através dos seus dejetos.
COMUNICAÇÃO:
Emite sons quando se sente ameaçada. a preguiça de três dedos é conhecida dos
índios na linguagem tupi por Ai-ai pelo seu grito, é parecido com um assovio bem
fino e continuo, que em época de acasalamento atrai parceiros, o filhote também
vocaliza quando separado da mãe. As preguiças de dois dedos, recebem o nome
tupi de Unau, da mesma forma, pela diferença em sua vocalização.

HABITOS ALIMENTARES:
Como seus ancestrais pré-históricos, as preguiças de hoje são principalmente
herbívoras. Eles comem ocasionalmente pequenos insetos e lagartos, mas em
geral, seu sistema digestivo é ideal para o consumo de folhas de árvores da floresta
tropical. Esses animais raramente descem de seus lares arborícolas porque não
precisam beber água; eles obtêm o máximo de hidratação que precisam do
consumo de folhas. As folhas que as preguiças consomem não são fáceis de digerir
e não fornecem muita energia, levando ao movimento lento dos animais.
Status de Conservação:
Embora ainda não seja considerado um animal em extinção, já está desaparecendo
de diversas regiões onde era comum - como no Nordeste brasileiro. Entre as
espécies ameaçadas estão o bicho-preguiça comum e o de coleira, encontrados no
Sul da Bahia. O desmatamento é a principal causa do desaparecimento dessas
duas espécies, que passam quase todo o tempo de seus 50 anos de vida (em
média) em cima das árvores, onde se alimentam de 22 espécies diferentes de
vegetação da Mata Atlântica e dormem cerca de 14 horas diárias. Vítimas também
das queimadas, as preguiças costumam fugir para áreas próximas às cidades,
tornando-se uma presa fácil para caçadores ilegais.

CURIOSIDADES:
Não se movimentam muito bem no chão, elas preferem estar sempre nas copas das
árvores, já na água, são excelentes nadadoras.
Apesar da alimentação leve (comem apenas folhas), a digestão do bicho-preguiça
pode durar até um mês.
Vivem em pequenos grupos, embora possuam vários hábitos solitários.
Elas se orientam principalmente pelo olfato, pois seu sistema visual não é muito
desenvolvido.
O mamífero mais lento do mundo consegue fazer uma proeza: observar todos os
ângulos ao seu redor, graças a capacidade de girar a cabeça cerca de 270° graus,
sem precisar mexer o corpo.
Apesar de monogâmicos, após o acoplamento, o macho desaparece, deixando a
sua única fêmea cuidar do filhote até que a sua maturidade sexual, que ocorre
aproximadamente 4 meses após o nascimento. Neste momento a mãe deixa uma
árvore ao filho como herança e escolhe outra árvore pra ela.
O bicho-preguiça é parente dos tatus e dos tamanduás.
Estes animais conseguem manter suas garras presas às arvores, mesmo depois de
terem morrido.

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