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5º AULA

POLÍTICA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE/


ÉTICA E BIOÉTICA/ PLANO DIRETOR DE
REGIONALIZAÇÃO/ PLANO ESTADUAL DE
SAÚDE/ SITUAÇÃO SÓCIO-SANITÁRIA DE
PERNAMBUCO

PROF. HÉLDER PACHECO


EDUCAÇÃO PERMANENTE

▹ Espera-se que a educação seja uma


ferramenta em prol da construção de um
processo de formação, que contribua para a
transformação das práticas pedagógicas
em saúde, visando à organização dos
seguimentos na perspectiva de se
estabelecer um trabalho articulado entre o
SUS e instituições formadoras.

EDUCAÇÃO CONTINUADA:
alternativas educacionais mais
centradas no desenvolvimento de
grupos profissionais, seja através de
cursos de caráter seriado, seja
através de publicações específicas
de um determinado campo.

EDUCAÇÃO PERMANENTE:
processos de aprendizagem no
trabalho, a partir da reflexão sobre o
processo de trabalho, enunciando
problemas e necessidades de
natureza pedagógica.
EDUCAÇÃO CONTINUADA EDUCAÇÃO PERMANENTE

Uniprofissional Multiprofissional

Práticas autônomas Prática Institucionalizada

Temas de especialidades Problemas de Saúde

Esporádica Contínua

Centrada na transmissão de Centrada na resolução de problemas


conhecimentos
PORTANTO
O conceito de Educação Permanente adjetiva as experiências
de educação e formação de pessoas implicando sentidos de
aprendizado crítico e reflexivo, portanto necessariamente
articulados com o mundo do trabalho.

É estratégia de gestão, com o objetivo de implementar


projetos de mudanças no processo de trabalho e na
formação dos seus profissionais, colocando o
cotidiano e sua qualificação como aprendizagens
construídas a partir do trabalho vivo em ato.
PORTARIA 1.996/2007 – POLÍTICA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE

▹ Considera a responsabilidade constitucional do SUS e o artigo 14 da lei 8.080.

▹ Política Nacional de Educação Permanente em Saúde deve considerar as


especificidades regionais e superação das desigualdades regionais.

▹ A condução regional da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde se


dará por meio dos Colegiados de Gestão Regional, com a participação das
Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço (CIES)

▹ As Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço (CIES) são instâncias


intersetoriais e interinstitucionais
Ética Do grego ethos que significa caráter, hábito,
costume. Pode-se dizer que, no cotidiano, a ética
ÉTICA aparece por meio de ações e atitudes, as quais são
classificadas como “boas” ou “ruins” pela
sociedade. É um conjunto de normas que regem os
atos humanos e é usada na vida familiar,
profissional e social.

Ética aplicada à vida, específico às questões


BIOÉTICA humanas, da prática clínica e da investigação
científica.
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA

1) Autonomia Direito de todo ser humano decidir, no uso de sua


racionalidade, a respeito das ações exercidas sobre seu corpo.

2) Justiça Preconiza uma distribuição justa, equitativa e universal


dos benefícios e dos serviços de saúde.

3) Beneficiência Prioriza o bem do paciente, o seu bem-estar e os seus


interesses.

4) Não-maleficência Propõe a obrigação de não infligir dano intencional. Obrigação


de não causar danos, quando estes podem ser evitados.
ASPECTOS DE NATUREZA CRIMINAL

1) Imprudência – Ato de agir perigosamente, com falta de


moderação ou precaução, temeridade.

2) Negligência – omissão aos deveres, Inobservância de obrigações.

3) Imperícia – não hábil, falta de experiência ou conhecimentos


práticos necessários ao exercício de sua profissão
PLANO DIRETOR DE REGIONALIZAÇÃO

Em Pernambuco, no início de 2009, foi deflagrado o movimento


de construção da regionalização da saúde. O processo foi
iniciado pela necessidade de redefinir a conformação territorial
do Estado, reorganizando as regiões de saúde a partir da
elaboração de um novo Plano de Regionalização da Saúde
(PDR), de modo a subsidiar a organização da saúde de forma
regionalizada, solidária, hierarquizada e resolutiva.
REGIONALIZAÇÃO

A regionalização da saúde é uma diretriz organizativa que orienta a


descentralização das ações e serviços potencializando os
processos de pactuação e negociação entre gestores. O avanço
deste processo depende da construção de desenhos regionais que
respeitem as realidades locais, a partir do fortalecimento da
Gestão Regional através do colegiado intergestrores regionais,
enquanto espaços ativos de co-gestão.
MACRORREGIÃO DE SAÚDE: São arranjos territoriais que agregam mais de uma Região de Saúde,
com o objetivo de organizar, entre si, ações e serviços de média complexidade especial e alta
complexidade complementando, desse modo, a atenção à saúde das populações desses territórios.

Serra Caruaru
Recife
Talhada

Petrolina

MACRORREGIÃO 1 - Metropolitana ( Regiões de Saúde - I, II, III, XII)


MACRORREGIÃO 2 - Agreste (Regiões de Saúde - IV, V)
MACRORREGIÃO 3 - Sertão central ( Regiões de Saúde – VI, X, XI)
MACRORREGIÃO 4 - Vale do São Francisco (Regiões de Saúde – VII, VIII e IX)
REGIÃO DE SAÚDE: Espaço geográfico contínuo constituído por
agrupamentos de municípios limítrofes, delimitado a partir de
identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de
comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados com
finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução
de ações e serviços de saúde.
MICRORREGIÃO DE SAÚDE: Base territorial de planejamento da
atenção primária com capacidade de oferta de serviços
ambulatoriais e hospitalares de média complexidade constituída
por municípios contíguos integrantes de uma Região de Saúde

Arcoverde
1) Arcoverde, Buíque, Custódia, Ibimirim,
Manari, Pedra, Sertânia, Tupanatinga e
Venturosa

2) Inajá, Jatobá, Petrolândia e Tacaratu


Foram priorizadas linhas de cuidado a serem trabalhadas de acordo
com o perfil epidemiológico do Estado e as necessidades assistenciais
com maior impacto na saúde da população. Assim, foram elencadas as
linhas de cuidado abaixo:

1) Cardiologia
2) Oncologia
3) Urgência/emergência com ênfase em trauma
4) Materno-infantil
5) Nefrologia
6) Saúde Mental
7) Saúde Bucal
8) Oftalmologia
9) Neurologia/ neurocirurgia
10) Vigilância à saúde
Critérios para Definição das Regiões de Saúde

• Análise dos fluxos assistenciais existentes, associada ao estudo da


capacidade instalada nos municípios para avaliar o potencial de
ampliação de oferta em nível regional visando aumento da
resolutividade assistencial;
• Regiões potenciais de investimentos previstos pelo Governo Estadual,
tendo como instrumento norteador o plano plurianual (PPA);
• Identidade cultural e social;
• Principal atividade econômica das populações;
• Distribuição dos municípios com IDH abaixo de 0,70.
NÍVEIS DE REFERÊNCIA DA ATENÇÃO

MUNICIPAL

MICRORREGIONAL

REGIONAL

MACRORREGIONAL

MACRORREGIONAL
INTERESTATUAL

ESTADUAL
Macrorregião Interestadual Vale do Médio São Francisco

- Essa macrorregião é formada pelos municípios que compõem as


macrorregiões de Petrolina/PE (VII, VIII e IX Regiões de Saúde) e
Juazeiro/BA (microrregiões de Juazeiro, Senhor do Bonfim e Paulo
Afonso) e possui a primeira Central de Regulação Interestadual do País.

- Em julho de 2011 foi implantada a primeira Central de Regulação


Interestadual de País, tendo como missão a organização do acesso a
serviços de alta complexidade das redes de Cardiovascular, Oncologia,
Materno-Infantil e Urgência/Emergência.
- Mais do que um cumprimento legal, o PES revela-se como um instrumento
imprescindível de gestão, pois expressa as intenções e os resultados a
serem alcançados.

- A cada quatro anos se compatibilizam as necessidades da política de


saúde com a disponibilidade de recursos através dos Planos de Saúde em
Programações Anuais de Saúde.

- Os Planos Estaduais são ferramentas de gestão e devem ser elaborados de


forma integrada, flexível e adaptável às mudanças requeridas pela
realidade com o intuito de conduzir as mais diversas ações e serviços de
saúde.
- Têm as suas intenções traduzidas por meio das Programações
Anuais de Saúde que dão consequência prática aos mesmos,
sendo detalhadas as ações, os recursos financeiros, as metas e os
indicadores que passam por uma nova análise situacional e são
adequadas às novas necessidades.

- A programação é feita em âmbito regional, por negociação e


pactuação entre os gestores através das Comissões Intergestores
Regionais, coordenada pela Secretaria Estadual de Saúde e pactuada
na Comissão Intergestores Bipartite.
- A construção do PES 2016-2019 adotou como principais elementos
norteadores: o Plano de Governo estabelecido para o período 2015-
2018, o Modelo Integrado de Gestão Todos por Pernambuco, o
Planejamento Estratégico da Gestão da Saúde, a 8ª Conferência
Estadual de Saúde bem como a Avaliação do PES 2012-2015.

- O Conselho Estadual de Saúde (CES) teve uma atuação fundamental


na construção deste documento, desempenhando seu papel deliberativo
na formulação da política estadual de saúde, a partir da definição das
prioridades traduzidas em objetivos, ações e metas do PES.
COMPOSIÇÃO DO PLANO

1) Bases estratégicas do Planejamento da saúde em Pernambuco

2) Análise Situacional

3) Mapa Estratégico

4) Monitoramento e Avaliação da execução do PES


ANÁLISE SITUACIONAL

1. Perfil Sociodemográfico do estado;


2. Perfil Epidemiológico do estado;
3. Situação da Atenção à Saúde;
4. Situação das políticas estratégicas e Redes de Atenção;
5. Situação do Planejamento, Gestão e Regionalização;
6. Situação da Gestão do Trabalho e Educação em Saúde;
7. Situação dos Programas Prioritários de Governo
PROGRAMAS ESTRATÉGICOS
MAPA ESTRATÉGICO
1. FORTALECIMENTO
DA ATENÇÃO
PRIMÁRIA

2. APERFEIÇOAMENTO DA
MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE

3. FORTALECIMENTO DA POLÍTICA
DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

4. DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS
DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

5. AMPLIAÇÃO DOS
INVESTIMENTO EM SAÚDE

6. QUALIFICAÇÃO DA
GOVERNANÇA E DA GESTÃO
PARTICIPATIVA EM SAÚDE