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História da Comunicação e Falar em

Público

ATENÇÃO: Este domínio foi adquirido recentemente e se dedica a difusão cultural da


comunicação. Caso você esteja procurando o tradicional curso de oratória do Instituto
Moreira Necho, favor usar o link abaixo:

COMUNICAÇÃO:

Comunicação, falar em público, oratória, processo de transmissão e recepção de idéias,


informação e mensagens. Nos últimos 150 anos, e especialmente nas duas últimas
décadas, a redução dos tempos de transmissão da informação a distância e de acesso a
ela é um dos desafios essenciais de nossa sociedade.

LINGUAGEM

Para alguns, a origem da linguagem resulta de atividades de grupo, como o trabalho e a


oratória cotidiana; para outros, a linguagem se desenvolveu a partir de sons básicos que
acompanhavam os gestos, seja o falar em público (apesar do medo de falar em público
de muitos), como o falar escrito. Neste contexto se insere também a retórica
(argumentação).

SÍMBOLOS E ALFABETOS

Os povos antigos buscavam meios para registrar a linguagem oral (oratoria cotidiana); no
começo, isso se fazia com signos e símbolos. À medida que o conhecimento humano foi
se desenvolvendo, tornou-se necessária a escrita para transmitir informação da
expressão verbal, ou seja, o falar em público. A primeira escrita foi a cuneiforme. Depois,
desenvolveram-se elementos ideográficos, nos quais o símbolo representava não só o
objeto, mas também idéias e qualidades associadas a ele. Mais tarde, a escrita
cuneiforme incorporou elementos fonéticos, isto é, signos que representavam
determinados sons. O alfabeto se originou no Oriente Médio e os fenícios o introduziram
na Grécia, onde lhe foram acrescentados os sons das vogais.

O desenvolvimento da civilização e das línguas escritas fez surgir também a necessidade


de comunicar-se a distância de forma regular, a fim de facilitar o comércio entre
diferentes nações e impérios. Com o aparecimento do papel, no século XI, e, mais tarde,
da imprensa, no século XV, ampliaram-se as possibilidades de estudo, o que provocou
mudanças radicais na forma de viver dos povos, e do como falar em público.
Nos séculos seguintes, as técnicas e aplicações da impressão se desenvolveram, em
geral, com grande rapidez, mesmo existindo o medo de falar em público. Isso se deveu
sobretudo à introdução das máquinas a vapor nas gráficas, no início do século XIX, e,
posteriormente, à invenção das máquinas tipográficas (ver Sistemas de edição).

Para atender à necessidade de comunicação a distância, surgiram os serviços postais,


que no século XX se fizeram acompanhar do telégrafo, do telefone e do rádio. A TV
disseminou a retórica e a oratória (falar em público).

Desenvolvimento dos alfabetos


O alfabeto semítico setentrional, aceito universalmente como o primeiro alfabeto
conhecido, deu lugar no devido momento ao alfabeto grego, que, por sua vez, sofreu
modificações para formar tanto o cirílico quanto o romano. Os alfabetos cirílico e romano
são utilizados em muitos idiomas europeus e bálticos.
TRANSMISSÃO DE IMAGENS

Os primeiros manuscritos eram ilustrados com iluminuras de desenho muito elaborado. No fim do século XV,
começaram a ser utilizadas gravuras em madeira; e, já no século XVIII, inventou-se a litografia, que
possibilitou a reprodução em massa. No século XIX, surgiu a fotografia, o cinetoscópio (máquina para projetar
imagens em movimento) e o cinematógrafo. No século XX, o aparecimento da televisão constituiu um marco
no campo da transmissão de imagens.

COMPUTADORES

Um dos mais espetaculares avanços dentro das comunicações — comunicação de dados


— produziu-se no campo da tecnologia dos computadores. Os computadores digitais,
desde seu aparecimento, na década de 1940, foram introduzidos nos países
desenvolvidos em praticamente todas as áreas da sociedade (indústrias, escritórios,
hospitais, escolas, transportes, residências, estabelecimentos comerciais). Mediante a
utilização das redes informáticas e dos dispositivos auxiliares, o usuário de um
computador pode transmitir dados com grande rapidez.

COMUNICAÇÕES E INTERCÂMBIO CULTURAL

Ao longo da história, os meios de comunicação foram avançando paralelamente à


crescente capacidade dos povos para configurar seu mundo físico e a um também
crescente grau de interdependência. A revolução das telecomunicações e da transmissão
de dados impeliu o mundo para o conceito de “aldeia global”. E o medo de falar em
público foi vencido pela oratória.

No ano de 106 a.C. Nasceu Cicerus. Ele pertenceu a uma família de tradição eqüestre, tendo sido levado
juntamente com seu irmão Quinto, para a capital a fim de receber uma boa educação. Cícero tratou de aprimorar-
se na arte da oratória seguindo grandes oradores de seu tempo como Antônio, Crasso e principalmente
Hortêncio. Estudou direito civil com os dois Cévola e freqüentou aulas dos filósofos Fedro, Filo e Diódoto e
oratória. Seu primeiro pleito de grandes proporções numa causa pública foi defendendo Sexto Róscio Amerino,
vítima de Crisógono, o poderoso favorito do ditador Sila. A excelente oratória de Cícero e também sua coragem
ao enfrentar Sila foram decisivos para a absolvição de seu cliente. Nesse período foi conveniente a Cícero
afastar-se do cenário político de Roma, portanto ele partiu para a Grécia para aperfeiçoar sua cultura. Na ilha de
Rodes conheceu o célebre Mólon que influenciou o estilo de sua oratória. Na época de Cícero existiam três
correntes entre os oradores: Uns seguiam a escola oratoria asiática de estilo pomposo e floreado. Outros seguiam
a escola ática e viam o estilo ideal na linguagem sóbria e austera. Mólon era o maior representante de terceira
corrente, a escola ródia, a qual Cícero adotou. Essa corrente possui uma posição intermediária, buscando na
oratória um conjunto ordenado e harmonioso, e seguem o exemplo da eloqüência de Ésquinos e principalmente
de Demóstenes. Difícil resumir o estilo de Cícero a uma fórmula única, seu estilo se distingue por uma
construção ideal, buscando proporção e equilíbrio nas conjunções e modos do verbo. Possui um estilo de
oratório claro e uma variação infinita, sempre adaptado ao assunto. Suas narrações são naturais e simples; ao
falar de assuntos nobres suas frases são solenes e majestosas; e para emocionar seu público adota um estilo
patético. Essa incrível habilidade na arte da oratória contribuiu para que Cícero se tornasse um grande advogado,
ele pleiteou durante toda sua vida, geralmente como defensor e grande parte de sua obra é relacionada aos seus
discursos jurídicos. Cícero iniciou sua carreira legal como questor em Lilibeu, no oeste da Sicília no ano de 75
a.C. Durante esse período conquistou a simpatia dos sicilianos. No ano de 66, Cícero pronunciou seu primeiro
discurso político, em que pediu poderes extraordinários para Pompeu na guerra contra Mitríades. Esse fato de
oratoria é importante pois nota-se uma mudança na política de Cícero, ele se liga ao partido senatorial apesar de
seus antepassados não terem exercido magistraturas patrícias. Cícero chegou ao consulado da oratória em 63
a.C., cargo ao qual muito ambicionou. Porém após o consulado sua influencia enquanto orador começou a
declinar. A vida política de Roma sofreu uma grande transformação quando, em 60 a.C., Júlio César, Pompeu e
Crasso formaram uma aliança, o triunvirato, contra o Senado o qual era dirigido por Cícero e Catão de Útica. Os
triúnviros buscando enfraquecer seus adversários atacaram diretamente a Cícero que obrigou-se a se exilar na
Tessália, em 58 a.C. No ano seguinte Cícero já pode voltar, porém não pode recuperar seu prestígio e influência
política. De 52 a 51 a.C., Cícero governou a Cilicia, província na Ásia Menor. Quando Cícero regressou da
Cilicia, rompeu a guerra civil entre César e Pompeu. Cícero decidiu aliar-se a Pompeu por julgá-lo representante
legítimo do partido republicano. Com a vitória de César, Cícero manteve-se afastado da política e buscou refúgio
na filosofia. A morte de César, em 15 de março de 44 a.C. o trouxe de volta ao cenário político. Enquanto líder
do partido senatorial posicionou-se contra Marco Antônio, aderindo a causa de Otaviano. Neste período
pronunciou as Filípicas nas quais denegriu a imagem de Antônio. Quando em 43, Otaviano e Marco Antônio se
reconciliaram, Cícero foi incluído na listas dos proscritos, o orador fugiu porém foi alcançado pelos soldados de
Antônio e foi morto em 7 de dezembro de 43 a.C., estava ele com 63 anos de idade. A oratória é uma das figuras
da história cujo caráter está bem vivo, através de sua obra ele influenciou seu tempo, as gerações posteriores a
sua e mesmo a atualidade, ele presenciou um importante momento da história romana, a oratoria da República
para o Império. Cícero é um homem de seu tempo, é “un alma ardiente ama com lealdad y desinterés; odia com
implacable repulsión; lucha com valentía y encarnizamiento; entrega com generosidad y sin cálculo; transmite su
sentir com fuerza penetrante; irradia su personalidad, aun sin pretenderlo; aglutina en su derredor amores y
odios, entusiasmos y persecuciones. Así fue Cicerón(sic)” (FÖRSTER p.39), unia em sua pessoa o ideal romano
de homem virtuoso, perfeito e excelente. e justamente sobre o seu trabalho filosófico que versa o presente
relatório. Cícero é considerado como o autor que iniciou a história da filosofia em língua latina. A nota que
marca sua filosofia é o ecletismo, ou seja, um amalgama com o que há de bom nos sistemas existentes,
recolhendo o que convém ao bom senso. Cícero compilou suas doutrinas de fontes gregas, principalmente dos
epicuristas (Epicuro e Lucrécio), estóicos (Zenão, Panécio e Possidônio), peripatéticos (Aristóteles e Canéades)
e principalmente os acadêmicos (Platão), aliás Cícero faz uma homenagem à Aristóteles na ambientação do De
Legibus, no qual ele dialoga como falar em público com seu irmão Quinto e seu amigo Atico, passeando por um
parque. Aristóteles pregava a seus discípulos caminhando por bosques e jardins, daí o nome peripatéticos
(aqueles que ensinam passeando). O como falar em publico de Cícero também deixa evidente a sua admiração
por Platão em vários trechos o vemos elogiar e afirmar a grande influência da doutrina platônica em sua
formação, como é o caso do trecho “de acuerdo, pues, com mi plan, seguiré a este hombre divino aquien, bajo el
sentimiento de la más extraordinaria admiración, elogio talvez com mayor frecuencia de la que debería...”. (De
Legibus, liv. III cap. 1-:1) Importante lembrar que Cícero é um homem romano portanto um homem de ação e
como tal mais orientado para as regras práticas da oratória que auxiliam na vida cotidiana, pouco inclinado à
especulações metafísicas. A obra escolhida para análise não foge a essa regra. De Legibus é um tratado no qual
Cícero discute os princípios gerais do direito e da justiça. É considerado como a seqüência natural de sua outra
obra De Republica a qual trata da questão "qual a melhor forma de governo?". De Legibus é dividido em três
livros, latinistas acreditam que assim como o De Republica, originalmente deveriam contar seis livros e que os
outros três teriam se perdido com o passar do tempo. O livro I versa sobre o direito natural, sobre as leis
propriamente ditas. No Livro II, Cícero relaciona a origem divina das leis, o direito sagrado. Finalmente no
Livro III ele discorre sobre as magistraturas romanas. Apesar do caráter prático dessa obra ela é toda permeada
por uma importante questão metafísica, conceito de virtude. Cícero nos afirma que para ser um bom jurista, um
bom político, ou melhor para ser um homem completo é necessário ser virtuoso. Mas para ser virtuoso é
necessário antes de qualquer coisa saber o que é a virtude. Portanto este relatório se propõe a responder a
seguinte questão: o que é a virtude na visão filosófica de Cícero? A virtude na oratoria é na realidade um
conjunto de características que formam o caráter do homem de bem. Em seu livro Estudos de História da Cultura
Clássica a autora, Maria Helena da Rocha Pereira, nos apresenta o conceito de virtus como sendo uma
característica que não se refere exatamente a uma fase da vida como o senectus(velhice) ou o
iuventus(juventude), ela ainda nos propõe que o virtus “’e <> no sentido de ser <>” e ainda nos apresenta a
virtus como um conceito muito antigo que aparece já nas doze Tábuas da Lei significando valentia, essa valentia
corresponde ao sentido da aretê homérica. A aretê é a excelência em falar em público. Inclui tudo aquilo que faz
de um homem o mais perfeito que ele possa ser e nos tempos homéricos essa perfeição incluía as características
morais, intelectuais e físicas. Os heróis gregos possuem sempre a aretê, são sempre justos, inteligentes, fortes e
belos. Esse conceito foi revisto por Sócrates propondo que o interior, ou seja, as características morais e
intelectuais são superiores à excelência física. Para Sócrates a virtude é a mediadora oratória entre a pequenez
humana e o logos (conhecimento) que os antigos deuses possuíam. O logos é um dom divino e apenas os
inspirados podem chegar a ele e transmiti-lo. A filosofia é o caminho para atingir o estado de contemplação. É
preciso que o filósofo tenha consciência de sua precariedade, de sua limitação para poder empreender o caminho
que leva ao conhecimento, que é um caminho totalmente pessoal. Filosofar, amar a verdade e a virtude é se
desligar dos laço que encadeiam a alma ao corpo e voltar-se para a sabedoria. Sendo assim ao tempo de Cícero a
virtus já era caracterizada como algo a ser desenvolvido interiormente, como uma tend ência para viver de
maneira constantemente adequada aos preceitos morais, o próprio Cícero nos dá uma definição de virtus no
Tusculanae disputationes, liv. II cap. 13-:30, afirmando que virtus pode ser o que consideramos como honesto,
reto e conveniente. O conceito de oratoria desenvolvido por Sócrates é também utilizado pelos estóicos, também
no sentido de conhecimento porém esse conhecimento não é mais realizado apenas pela interpretação intelectual
do mundo mas também pelo empirismo dos sentidos. Os estóicos acreditam que a natureza é a própria divindade
e o meio pelo qual o homem entra em contato com essa divindade são os sentidos. Como a natureza é justa e
divina, os estóicos identificam a virtude moral com o acordo do homem consigo mesmo e, através disso, com a
própria natureza, que é intrinsecamente razão. Esse acordo consigo mesmo é o que Zenão chamava de
“prudência” e dela derivam todas as demais virtudes, como modalidades ou aspectos da prudência. As paixões e
a oratória são consideradas pelos estóicos como o caminho diametralmente oposto às virtudes, ou seja são tidas
como uma desobediência à razão e podem ser explicadas como resultado de causas externas ao próprio homem.
Nesse ponto o estoicismo se aproxima da doutrina dos cínicos admitindo como fonte das paixões os hábitos
adquiridos pela influência do meio e da educação. E que é necessário ao homem desfazer-se de tudo isso e seguir
a natureza, ou seja, seguir à razão universal, aceitando o destino e conservando a serenidade em qualquer
circunstância, mesmo na dor e na adversidade. Já para Aristóteles a oratoria assume um caráter político bastante
abrangente. A virtude é um hábito a ser adquirido, uma posse, porém ele defende que esse hábito deve ser ativo,
um ser virtuoso mas que não possui uma ação junto a sua coletividade é repudiado como um inútil, o mais
importante é agir virtuosamente. “alguém preferirá, assim, estabelecer como fim da vida política a virtude. Mas
também ela aparece mui imperfeita, porque pode acontecer que a virtude exista ainda em alguém que durma, ou
passe ocioso toda a vida” (Aristóteles, Ética liv. I, cap. 7-: 6.). Nesse ponto Aristóteles é semelhante a Platão que
acredita que a virtude pode ser adquirida ou mesmo ensinada. As virtudes dignas de serem praticadas, para
Platão, se distribuem em três grupos: 1) virtudes poéticas, próprias da inteligência, como a sabedoria e a
sensatez. 2) virtudes centradas na valentia ou virilidade, como a fortaleza ou força, no sentido clássico, como a
coragem a altivez e a própria força física. 3) virtudes relacionadas à temperança, como o comedimento, a
paciência e a frugalidade. É premente lembrar, porém, que essa classificação platônica leva em consideração
uma distinção de tipos de almas, há um tipo de alma chamada de “contemplativa” para a qual as virtudes
intelectuais se desenvolvem mais adequadamente; há a alma “esforçada” para a qual o maior desenvolvimento é
de virtudes relacionadas com a valentia ou a coragem e há ainda a alma “inventiva” que tem maior facilidade em
desenvolver as virtudes relacionadas a moderação e a temperança. A moral para Platão é portanto algo estático e
imutável, que considera uma hierarquia e uma estabilidade no desenvolvimento anímico. Em contrapartida para
Cícero a oratória da alma deixa de ter conexão com a ordem das virtudes e com as camadas sociais. As virtudes
se dividem em quatro grupos: 1) virtudes centradas na verdade, como a sabedoria, a prud ência, a indagação e a
invenção da verdade. 2) virtudes sociais, que visam a justiça. 3) virtudes centradas na grandeza e fortaleza
próprias da coragem sublime e invicta. 4) virtudes do grupo da ordem e da moderação, qual a modéstia e a
temperança. (De Officii, liv. I cap. 5-:1) Notamos em Cícero o como falar em público sendo colocado no rol das
virtudes, igual a todas as outras virtudes, assim a justiça perde o papel, que possuía para Platão, de algo
ordenador e inflexível e estático que dividia as pessoas em classes distintas de almas. Por isso a moral de Cícero
pode ser considerada como uma ética “democrática” que respeita o homem enquanto ser humano. Sendo assim
podemos avaliar a grande importância de Cícero para a do como falar em público, sua ética não só permite uma
moral universal, sem empregar os métodos de oratoria coercivos platônicos nos quais cada um nasce
predestinado, segundo seu tipo de alma e sua posição social, como também uma maneira original de trazer para
o contato dos homens o reinos dos deuses. Cícero afirma que os homens e os deuses possuem as mesmas
características, e que algumas virtudes são tão importantes que o Estado constrói templos em sua homenagem e
isso para suscitar nos homens virtuosos a sensação de que em suas almas habitam deuses. Podemos ter evidência
disso nos trechos abaixo: “...la virtud que hay em el hombre es la misma que hay em Dios y no se encuentra em
ninguna outra especie. Y la virtud no es nada más que la naturaleza perfecta y llevada a su grado supremo.”
(Cícero, De Legibus, liv. I cap. 8-:25) “Está bien divinizar ciertas cualidades humanas: el Espíritu, la Piedad, la
Virtud, la Fidelidad; virtudes todas que poseen em Roma templos que el Estado les há dedicado, a fin de que los
que tienen estas cualidades – y todos los hombres de bien las tienen – crean que son dioses los que
personalmente habitan em su alma.” (Cícero, De Legibus, liv. II. cap. 11-:28) Como já foi dito Cícero é um
adepto do ecletismo e essa oratoria é o que há de novo em sua ética, ele dá valor a virtudes que para Platão não
tinham reconhecimento e para Aristóteles não possuíam caráter humano, tais como a caridade, a
condescendência, a honestidade e o decoro. Assim sendo pode-se afirmar que a virtude para Cícero é, tal como a
aretê, a excelência enquanto ser humano, porém uma excelência que pode ser desenvolvida por todo e qualquer
ser humano. E que o homem de bem, o homem perfeito é aquele que vive virtuosamente. Como diria Sêneca
algumas décadas após a oratória de Cícero “que a virtude nos guie e nosso caminho será seguro.” (XIV. P.41).