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CURSO COMPLETO DE DIREITO ADMINISTRATIVO – 100% CESPE!


PROF. FABIANO PEREIRA – PONTO DOS CONCURSOS
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Olá!

Seja bem-vindo (a) ao nosso “Curso completo de Direito

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Administrativo (teoria e exercícios) – 100% CESPE!”, que tem por

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objetivo prepará-lo para todos os concursos públicos que serão organizados

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pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos – CESPE UNB, nos

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próximos meses.

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e9
Como é de seu conhecimento, o CESPE será a banca responsável pela

om
organização dos próximos certames da Polícia Federal, Departamento

N
Penitenciário Nacional – DEPEN, Agência Nacional de Saúde – ANS, Tribunal de

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Contas da União – TCU, Polícia Rodoviária Federal, IBAMA, Câmara dos

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Deputados, dentre outros importantes concursos públicos.

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Dessa forma, torna-se imprescindível conhecer o “estilo Cespe”, isto é,

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saber como o conteúdo de Direito Administrativo costuma ser cobrado em suas

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provas. Digo isso porque a banca tem um modo bastante peculiar de elaborar
questões, não se restringindo a exigir do candidato apenas o conhecimentoom
N
literal da legislação ordinária ou do texto constitucional, mas também a
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capacidade de interpretação e aplicação dos conceitos assimilados, através da


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apresentação de casos e exemplos práticos.


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É quase unânime entre professores e concurseiros de todo o país a


e9

opinião de que as questões de Direito Administrativo elaboradas pelo CESPE


om

realmente são mais complexas do que aquelas elaboradas pelas demais bancas
N

examinadoras. É claro que o CESPE também elabora questões simples,


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exigindo apenas o conhecimento básico da legislação, mas, em sua maioria, as


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questões de Direito Administrativo exigem que o candidato conheça não


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apenas a legislação e a jurisprudência vigentes, mas saiba aplicá-las em


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exemplos e casos concretos que são apresentados nas mais diferentes


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situações.
e9
om

Tenho o hábito de afirmar para os meus alunos que “quem sabe o


N

mais, também sabe o menos”, isto é, se você está preparado para resolver
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as questões elaboradas pelo CESPE, também estará apto a responder às


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questões propostas pelas principais bancas examinadoras do país, a exemplo


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da ESAF, FCC, CESGRANRIO, FUNRIO, FUNDEP etc. Isso porque essas bancas
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priorizam o conhecimento da “legislação seca”, com exceção de algumas


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e9

provas específicas elaboradas pela ESAF, que também costumam exigir dos
om

candidatos conhecimentos jurisprudenciais sobre determinados temas.


N

Em resumo, a dica é a seguinte: se você realmente deseja ingressar


no serviço público, resolva o maior número possível de questões aplicadas pela
banca examinadora que irá organizar o certame, principalmente se for o
CESPE. Trata-se de condição essencial para que você obtenha uma boa
pontuação na prova.

Prof. Fabiano Pereira www.pontodosconcursos.com.br


O conteúdo deste curso é de uso exclusivo de Nome99999999999, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia,
divulgação e distribuição, sujeitando-se os infratores à responsabilização civil e criminal.
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PROF. FABIANO PEREIRA – PONTO DOS CONCURSOS
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A propósito, muito prazer, meu nome é Fabiano Pereira e atualmente
exerço as funções de Analista Judiciário no Tribunal Regional Eleitoral do
Estado de Minas Gerais. Paralelamente às atribuições desse cargo público,
também ministro aulas em universidades e cursos preparatórios para
concursos públicos em várias cidades brasileiras.

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Aqui no Ponto dos Concursos, ministro cursos teóricos e de exercícios

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na área do Direito Administrativo e Direito Eleitoral.

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Nesses últimos anos, tive a oportunidade de sentir “na pele” a deliciosa

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sensação de ser nomeado em razão da aprovação em vários concursos

e9
públicos. Entretanto, sou obrigado a confessar que a minha realização

om
profissional está intimamente atrelada à docência. A convivência virtual ou

N
presencial com os alunos de todo o país e a possibilidade de abreviar o

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caminho daqueles que desejam ingressar no serviço público é o que me inspira

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no cotidiano.

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Assim, tenho procurado reservar um tempinho para uma de minhas

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grandes paixões: escrever para candidatos a concursos públicos.

e9
om
Até o momento, foram publicados pela Editora Método os seguintes livros
N
de minha autoria:
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1) “Direito Administrativo – Questões comentadas do CESPE”;


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99

2) “Direito Administrativo – Questões comentadas da Fundação


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Carlos Chagas - FCC”;


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3) “Direito Administrativo – Questões comentadas da ESAF”.


e9
om

4) “1001 Questões Comentadas de Direito Eleitoral – FCC”.


N

Esses livros possuem uma linguagem acessível, objetiva e direta,


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abordando o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo


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Tribunal Federal em relação aos temas mais importantes do Direito


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Administrativo e Eleitoral. Vale à pena conferir!


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A fim de que você possa programar os seus estudos, apresento abaixo o


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cronograma de divulgação das aulas:


om
N
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• AULA DEMONSTRATIVA – Poderes Administrativos


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• AULA 01 (31/05/13) – Estado, governo e administração pública:


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conceitos; elementos; poderes e organização; natureza e fins.


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Conceito, fontes e sistemas administrativos. Princípios


e9

Administrativos.
om
N

• AULA 02 (07/06/13) – Organização administrativa: noções


gerais. Órgãos Públicos. Administração direta e indireta,
centralizada e descentralizada. Terceiro Setor. Entidades
Paraestatais.

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• AULA 03 (14/06/13) – Ato administrativo: conceito, requisitos,
atributos, classificação, espécies e invalidação. Anulação e
revogação. Convalidação. Prescrição.

• AULA 04 (21/06/13) – Licitação e Contratos Administrativos (Lei

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nº 8.666/1993). Pregão (Lei 10.520/2002).

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• AULA 05 (28/06/13) - Controle e responsabilização da

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administração: controles administrativo, judicial e legislativo.

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Responsabilidade civil do Estado.

e9
om
• AULA 06 (05/07/13) – Agentes públicos. Regime jurídico dos

N
servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações

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públicas federais (Lei nº 8.112/1990).

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• AULA 07 (12/07/13) – Processo Administrativo Federal e

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Improbidade Administrativa (Lei 8.429/1992). Ética no serviço

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público.

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• AULA 08 (19/07/13) – Serviços Públicos e Bens Públicos. om
N
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No mais, lembre-se sempre de que o curso está sendo desenvolvido para


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atender às suas necessidades, portanto, as críticas e as sugestões serão


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prontamente acatadas, caso sirvam para aumentar a produtividade das aulas


e9

que estão sendo ministradas.


om

Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre a organização ou


N

funcionamento do curso, fique à vontade para esclarecê-las através do e-mail


99

fabianopereira@pontodosconcursos.com.br.
9 99
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99

Até a próxima aula!


9
e9
om

Fabiano Pereira
N
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fabianopereira@pontodosconcursos.com.br
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99

Ps.: também estou à sua disposição no FACEBOOK, é só clicar no link


99

www.facebook.com.br/fabianopereiraprofessor
e9
om
N

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias,


mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de
espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa
penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.
Theodore Roosevelt
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PODERES ADMINISTRATIVOS
1. Considerações iniciais ...................................................................... 05
1.1. Deveres impostos aos agentes públicos .............................. 05
1.2. Omissão específica e omissão genérica ............................... 07

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1.3. Abuso de poder ................................................................... 07

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1.3.1. Excesso de poder ............................................................. 08

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1.3.2. Desvio de poder ou finalidade ......................................... 09

e9
om
2. Poder vinculado .............................................................................. 10

N
3. Poder discricionário ........................................................................ 12

99
99
4. Poder hierárquico ........................................................................... 15

99
4.1. Prerrogativas decorrentes da hierarquia ............................. 16

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4.1.1. Poder de ordenar ............................................................. 16

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4.1.2. Poder de fiscalização ........................................................ 17

e9
4.1.3. Poder de delegar e avocar competências ......................... 17
om
4.1.4. Poder de dirimir controvérsias de competência ............... 18
N
99

5. Poder disciplinar ............................................................................. 19


99
99

6. Poder regulamentar ou normativo .................................................. 22


99

7. Poder de polícia .............................................................................. 27


99

7.1. Polícia Administrativa, judiciária e de manutenção da ordem


e9

pública ....................................................................................... 27
om
N

7.2. Conceito .............................................................................. 28


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7.2.1. Poder de polícia em sentido amplo e sentido estrito ........ 29


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7.3. Características e limites ....................................................... 30


99
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7.3.1. Poder de polícia preventivo e repressivo ......................... 30


9
e9

7.3.2. Limites ao exercício do poder de polícia .......................... 31


om

7.3.3. Meios de atuação do poder de polícia .............................. 32


N

7.4. Competência e possibilidade de delegação ......................... 32


9
99

7.5. Atributos ............................................................................. 34


9
99
99

7.6. Prescrição da pretensão punitiva ........................................ 36


99

7.7. Ciclo de polícia .................................................................... 36


e9
om

8. Revisão de véspera de prova – “RVP”.............................................. 38


N

9. Questões comentadas ..................................................................... 41

10. Relação de questões sem os respectivos comentários .................. 59

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1. Considerações iniciais

A expressão “poderes” pode ser utilizada em vários sentidos diferentes


no Direito, sendo mais comum a sua utilização para designar as funções
estatais básicas, ou seja, o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder

99
Judiciário.

99
99
Entretanto, o vocábulo “poderes” também é utilizado para designar as

99
prerrogativas asseguradas aos agentes públicos com o objetivo de se

99
garantir a satisfação dos interesses coletivos, fim último do Estado.

e9
om
O Professor José dos Santos Carvalho Filho conceitua os poderes

N
administrativos como “o conjunto de prerrogativas de Direito Público que a

99
ordem jurídica confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que

99
o Estado alcance seus fins”.

99
Essas prerrogativas decorrem do denominado regime jurídico-

99
99
administrativo, assegurando aos agentes públicos uma posição de

e9
superioridade nas relações jurídicas com os particulares, condição necessária

om
para que possam ser superados os obstáculos encontrados no exercício das
N
atividades finalísticas exercidas pela Administração.
99

Os poderes assegurados aos agentes públicos não podem ser


99

considerados “privilégios”, mas, sim, deveres. Não devem ser encarados


99

como mera faculdade, mas, sim, como uma “obrigação legal” de atuação
99

sempre que o interesse coletivo exigir.


99
e9

O interesse público é indisponível e, caso seja necessário que o


om

administrador se valha de tais poderes para cumprir a sua função, deverá


N

exercê-los, haja vista que os poderes administrativos constituem verdadeiros


99

poderes-deveres e não uma mera faculdade.


9 99

É importante ficar atento à expressão “poderes-deveres” e


99

“dever de agir”, pois são comuns em provas do CESPE questões sobre


99

o tema, vejamos:
9
e9
om

Para responder às questões do CESPE: No âmbito do direito privado, o


poder de agir constitui mera faculdade; no do direito administrativo, é uma
N
9

imposição, um dever de agir para o agente público (CESPE/Procurador


99

ALCE/2011). Assertiva correta.


9
99
99
99

1.1. Deveres impostos aos agentes públicos


e9

O exercício da função pública não se restringe à garantia de


om

prerrogativas aos agentes públicos. Ao contrário, impõe diversos deveres que,


N

caso não observados, poderão ensejar a responsabilização civil, penal e


administrativa do agente que se omitir, sendo possível citar entre eles:

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1.1.1. Dever de eficiência
A emenda constitucional nº 19, promulgada em 04⁄06⁄1998, assegurou
status constitucional ao princípio da eficiência. Nesses termos, exige-se que
não só a atividade finalística da Administração Pública seja eficiente, mas
também todas as atividades e funções exercidas pelos agentes públicos.

99
99
Doravante, as expressões “produtividade”, “rendimento profissional”,

99
“perfeição”, “celeridade” e “técnica” estão intimamente relacionadas às

99
atribuições inerentes aos cargos, empregos e funções públicas exercidas no

99
âmbito da Administração Pública brasileira, sob pena de responsabilização nos

e9
termos legais.

om
N
99
1.1.2. Dever de prestar contas

99
99
A obrigatoriedade de prestação de contas encontra fundamento no art.

99
70, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988, que é expresso ao

99
afirmar que “prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou

e9
privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens
om
e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta,
N
assuma obrigações de natureza pecuniária”.
99
99
99

1.1.3. Dever de probidade


99
99

As condutas praticadas pelos agentes públicos devem sempre se pautar


e9

na honestidade, boa-fé e probidade administrativa. Assim, não se permite que


om

as funções públicas sejam exercidas com o único propósito de satisfazer


N

interesses particulares, sob pena de afronta ao art. 37, § 4º, da Constituição


99

Federal de 1988, que assim dispõe:


99

“Art. 37, § 4º. Os atos de improbidade administrativa importarão a


9
99

suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a


99

indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e


9
e9

gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”.


om

Ao responder às questões de concurso, fique atento à forma de


N

abordagem do tema, pois as bancas podem fazer uma “mistura” entre o dever
9
99

de probidade e o princípio da moralidade, a exemplo do que ocorreu na


9

prova para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do


99
99

Amazonas, aplicada pela Fundação Carlos Chagas em 2010:


99

(FCC/Técnico Judiciário - TRE AM/2010) A exigência de que o administrador


e9

público, no desempenho de suas atividades, deve atuar sempre com ética,


om

honestidade e boa-fé, refere-se ao dever de


N

a) eficiência.
b) moralidade.
c) probidade.
d) legalidade.
e) discricionariedade
Gabarito: Letra “c”.

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A questão suscitou grande questionamento por parte dos candidatos,
principalmente aqueles que erraram a resposta. Todavia, a banca manteve o
gabarito preliminar sob o fundamento de que a questão estava se referindo à
expressão “dever” e não a “princípio”.
Desse modo, se a questão estiver se referindo a um dever imposto ao

99
agente público, a resposta será probidade. De outro lado, se a banca estiver

99
99
se referindo ao princípio que impõe a observância da ética, decoro e boa-fé, a

99
resposta será moralidade.

99
Pergunta: Professor, o que acontece quando o agente público, mesmo

e9
sendo obrigado legalmente a agir, não exerce os poderes que lhe foram

om
outorgados por lei?

N
99
Bem, nesse caso, o agente público estaria praticando uma ilegalidade,

99
pois, se a lei lhe impõe uma conduta comissiva (um fazer), a omissão

99
fatalmente caracterizará uma afronta à lei.

99
99
e9
1.2. Omissão específica e omissão genérica
Segundo alguns autores, a omissão de agentes públicos também pode om
N
99

caracterizar o abuso de poder. Entretanto, é necessário distinguir a omissão


99

genérica da omissão específica do agente público.


99

Na omissão genérica, a inércia do agente público não caracteriza uma


99

afronta direta à lei (ilegalidade), pois a omissão está relacionada ao momento


99

mais oportuno para a implementação das políticas públicas, que não possuem
e9

prazo determinado (decidir sobre o melhor momento de construir uma usina


om

hidrelétrica, por exemplo). Incide nesse caso, conforme destaca José dos
N

Santos Carvalho Filho, a denominada reserva do possível, utilizada para


99
99

indicar que, por vários motivos, nem todas as metas governamentais podem
9

ser alcançadas, principalmente pela costumeira escassez de recursos


99

financeiros. De outro lado, a omissão específica configura violação direta ao


99

texto legal, pois a inércia configura desrespeito a uma obrigação


9
e9

expressamente prevista em lei (é o que ocorre, por exemplo, quando a


om

autoridade administrativa deixa de proferir decisão no prazo de trinta dias,


N

previsto no art. 49 da Lei 9.784/1999).


9
99

Caracterizada a omissão específica, isto é, a inércia diante de uma


9
99

determinação expressamente prevista em lei, poderá o agente público ser


99

responsabilizado civil, penal e administrativamente, dependendo do tipo de


99

inércia que lhe é imputada.


e9
om
N

1.3. Abuso de poder


Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre
quando a autoridade, embora competente para agir, ultrapassa os limites
de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas”.

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O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente
público em desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas
formas diferentes:
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que
lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder);

99
99
2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites

99
legais, mas para atingir finalidade diferente daquela prevista em lei

99
(desvio de poder ou desvio de finalidade).

99
e9
Para responder às questões de prova: No excesso de poder, ocorre a

om
violação do requisito “competência” do ato administrativo, enquanto no

N
desvio de finalidade a violação restringe-se ao elemento “finalidade”.

99
99
Sendo assim, deve ficar bem claro que a expressão “abuso de poder”

99
corresponde a um gênero do qual se extraem duas espécies básicas:

99
excesso de poder ou desvio de finalidade (também denominado de desvio

99
de poder).

e9
om
(CESPE/Escrivão de Polícia – PC AL/2012) O abuso de poder caracteriza- N
se pelo excesso de poder e pelo desvio de finalidade. O excesso de poder
99

relaciona-se à competência, uma vez que resta configurado quando o agente


99

público extrapola os limites de sua atuação ou pratica ato que é atributo legal
99

de outra pessoa. Assertiva considerada correta pela banca.


99
99
e9

1.3.1. Excesso de poder


om
N

No excesso de poder, o agente público atua além dos limites legais de


99

sua competência, ou, o que é mais grave, atua sem sequer possuir
99

competência legal. O ato praticado com excesso de poder é eivado de grave


9
99

ilegalidade, pois contém vício em um de seus requisitos essenciais: a


99

competência.
9
e9

Exemplo: imagine que a lei “x” considere competente o agente público


om

para, no exercício do poder de polícia, aplicar multa ao particular entre o valor


N

de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais),


9
99

proporcionalmente à gravidade da infração administrativa cometida.


9
99

Todavia, imagine agora que o agente público tenha aplicado uma multa
99

de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) ao particular, pois entendeu que a


99

infração cometida era gravíssima, sem precedentes.


e9
om

Pergunta: o agente público agiu dentro dos limites da lei ao aplicar uma
N

multa de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) ao particular infrator?


É claro que não! Está evidente que o agente público somente poderia ter
aplicado multa no valor de até R$ 100.000,00 e, sendo assim, extrapolou os
limites da lei ao aplicar multa de valor superior, praticando uma das espécies
de abuso de poder: o excesso de poder.

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Em 2012, na prova para o cargo de Defensor Público do Estado do
Acre, o CESPE elaborou a seguinte questão sobre o tema:

(CESPE/Defensor Público – DPE AC/2012) O agente público que, ao editar um


ato administrativo, extrapole os limites de sua competência estará incorrendo

99
em

99
a) desvio da motivação do ato.
b) avocação.

99
c) excesso de poder.

99
d) usurpação de função pública.

99
e) desvio da finalidade do ato.

e9
om
Gabarito: Letra C.

N
99
99
1.3.2. Desvio de poder ou finalidade

99
Nos termos da alínea “e”, parágrafo único, artigo 2º, da Lei nº 4.717/65

99
99
(Lei de Ação Popular), o desvio de poder ou finalidade ocorre quando “o

e9
agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou

om
implicitamente, na regra de competência”. N
No desvio de poder ou finalidade, a autoridade atua dentro dos limites
99

da sua competência, mas o ato não alcança o interesse público inicialmente


99

desejado pela lei. Trata-se de ato manifestamente contrário à lei, mas que
99

tem a “aparência” de ato legal, pois geralmente o vício não é notório, não é
99

evidente.
99
e9

O desvio de poder ocorre tanto em relação à finalidade em sentido


om

amplo, presente em qualquer ato administrativo e caracterizada pela


N

satisfação do interesse coletivo, como em relação à finalidade em sentido


99

estrito, que impõe um fim específico para a edição do ato.


9 99

No primeiro caso, em vez de o ato ser editado para satisfazer o


99

interesse coletivo, restringe-se a satisfazer o interesse particular do


99

agente público ou, o que é pior, o interesse de terceiros.


9
e9

Exemplo: imaginemos que, após regular processo administrativo, uma


om

autoridade pública tenha aplicado a um subordinado a penalidade de


N

suspensão por 20 (vinte) dias em virtude da suposta prática de infração


9
99

funcional.
9
99

Nesse caso, se a penalidade foi aplicada com o objetivo de se garantir a


99

eficiência e a disciplina administrativa, significa que o interesse coletivo foi


99

alcançado. Entretanto, se a penalidade foi aplicada ao servidor em razão de


e9

vingança, por ser um desafeto do chefe, ocorreu então um desvio de


om

finalidade, pois o ato foi editado para satisfazer o sentimento particular de


N

vingança do chefe e, por isso, deve ser anulado.


Além de ser editado para satisfazer interesses particulares, o que o
torna manifestamente ilegal, o ato ainda pode ser editado indevidamente com
objetivo de satisfazer fim diverso do previsto na lei, também caracterizando
desvio de finalidade.
9
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Exemplo: Imagine que uma determinada autoridade administrativa, não
mais satisfeita com a desídia, ineficiência e falta de produtividade do servidor
“X”, decida removê-lo “ex officio” (no interesse da Administração) da cidade de
Montes Claros/MG (capital brasileira dos terremotos) para a cidade de Rio
Branco/AC com o objetivo de puni-lo.

99
Bem, apesar de toda a desídia, ineficiência e falta de produtividade do

99
99
servidor, este não poderia ter sido “punido” com a remoção ex officio para o

99
Estado do Acre. A remoção não é uma espécie de penalidade que pode ser

99
aplicada a servidor faltoso, mas, sim, um meio de que dispõe a Administração

e9
para suprir a carência de servidores em determinadas localidades.

om
Desse modo, como a remoção foi utilizada com fim diverso (punição)

N
daquele para a qual foi criada (suprir a carência de servidores), deverá ser

99
anulada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário por caracterizar

99
99
desvio de finalidade.

99
Para responder às questões do CESPE: Uma das hipóteses de desvio de

99
poder é aquela em que o agente público utiliza-se do poder discricionário para

e9
atingir uma finalidade distinta daquela fixada em lei e contrária ao interesse
público, estando o Poder Judiciário, nesse caso, autorizado a decretar a om
N
nulidade do ato administrativo (Auditor do Estado do Espírito
99
99

Santo/SECONT 2009/CESPE). Assertiva correta.


99
99
99

Atenção: em vários editais o CESPE não está incluindo a exigência


e9

de estudo dos poderes “vinculado” e “discricionário”. Todavia, ainda


om

que isso ocorra no edital do certame que você irá prestar, penso que é
N

imprescindível estudá-los, pois facilitará bastante a assimilação da


99

aula sobre “atos administrativos”.


9 99
99
99

2. Poder vinculado
9
e9

Poder vinculado (também denominado de poder regrado) é aquele


om

conferido aos agentes públicos para a edição de atos administrativos em


N

estrita conformidade com o texto legal, sendo mínima ou inexistente a


9

sua liberdade de atuação ou escolha.


9 99

Para que um ato administrativo seja editado validamente, em


99

conformidade com a lei, é necessário que atenda a cinco requisitos básicos:


99

competência, forma, finalidade, motivo e objeto. Quando os cinco requisitos


99
e9

forem apresentados e detalhados na própria lei, ter-se-á um ato vinculado,


om

pois o agente público restringir-se-á ao preenchimento do ato nos termos que


N

foram definidos legalmente.


Entretanto, se a lei detalhar apenas os três primeiros requisitos (que
sempre serão vinculados) e deixar os outros dois (motivo e objeto) ao
encargo do agente público, para que decida em conformidade com a melhor
conveniência e oportunidade para o interesse público, então o ato será
discricionário.
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Para responder às questões de prova: Poder vinculado é aquele que a lei


confere à Administração Pública para a prática de ato de sua competência,
determinando os elementos e requisitos necessários à sua formalização.

No poder vinculado, o agente público não se utiliza dos critérios de

99
conveniência e oportunidade, que lhes são reservados no poder

99
99
discricionário, pois a própria lei estabelece “de que forma” o ato deve ser

99
editado, especificando para a autoridade responsável pela edição do ato a

99
competência, a forma, a finalidade, o motivo que ensejou a edição e o

e9
objeto sobre o qual recai o ato.

om
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello declara que os atos

N
vinculados são “aqueles em que, por existir prévia e objetiva tipificação legal

99
do único comportamento da Administração, em face de situação igualmente

99
prevista em termos de objetividade absoluta, a Administração, ao expedi-los,

99
99
não interfere com apreciação subjetiva alguma”.

99
Pergunta: se um servidor público, que acabou de completar 70 anos de

e9
idade, comparece ao departamento de recursos humanos do órgão ou entidade
para pleitear a sua aposentadoria compulsória (obrigatória) poderá a om
N
Administração postergá-la ou recusar a sua concessão?
99
99

É claro que não! A concessão da aposentadoria está inserida no poder


99

vinculado da autoridade competente, ou seja, caso tenham sido cumpridos


99

todos os requisitos previstos na lei, a autoridade competente deve limitar-se à


99

edição do ato, sem emitir juízo de conveniência ou valor (a autoridade


e9

competente não pode, por exemplo, fazer um pedido emocionado para que o
om

servidor continue trabalhando, pois ainda é muito produtivo, etc.).


N
99

Nesse caso, o agente público deverá limitar-se a verificar se os requisitos


99

previstos na lei foram preenchidos e, caso positivo, estará obrigado a editar o


9

ato de aposentadoria compulsória. O agente público competente não possui


99

outra escolha que não seja aquela definida expressamente na lei, isto é,
9 99

conceder a aposentadoria.
e9
om

Para responder às questões de prova: É importante destacar que parte da


N

doutrina tem afirmado que o poder vinculado não seria um “poder” autônomo,
9
99

mas simplesmente uma obrigação imposta diretamente pela lei. Isso porque
9

não se outorga ao agente público qualquer prerrogativa (um “poder”


99

propriamente dito), mas simplesmente se exige que a lei seja cumprida.


99
99

O professor José dos Santos Carvalho Filho, por exemplo, afirma “não se
e9

tratar propriamente de um ‘poder’ outorgado ao administrador; na verdade,


om

através dele não se lhe confere qualquer prerrogativa de direito público. Ao


N

contrário, a atuação vinculada reflete uma imposição ao administrador,


obrigando-o a conduzir-se rigorosamente em conformidade com os parâmetros
legais. Por conseguinte, esse tipo de atuação mais se caracteriza como
restrição e seu sentido está bem distante do que sinaliza o verdadeiro poder
administrativo”.
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É importante assimilar esse entendimento para responder às
questões de prova, pois o CESPE já abordou o tema no concurso para o
cargo de Técnico Superior do IPAJM, realizado em 2010:

(Técnico Superior/IPAJM 2010/CESPE) O poder vinculado encerra

99
prerrogativa do poder público. Assertiva considerada incorreta pela

99
banca.

99
99
99
e9
Parte da doutrina tem afirmado que o poder vinculado não seria um

om
“poder” autônomo, mas simplesmente uma obrigação imposta diretamente

N
pela lei. Isso porque não se outorga (encerra) ao agente público qualquer

99
prerrogativa, mas simplesmente se exige que a lei seja cumprida. Nesses

99
termos, não há razões para se falar em um “poder”, algo que coloca o agente

99
público em situação de superioridade em relação ao particular.

99
99
e9
3. Poder discricionário
om
N
99

Nas sábias palavras do professor Hely Lopes Meirelles,


99

”discricionariedade é a liberdade de ação administrativa dentro dos limites


99

permitidos em lei”. É aquele no qual a lei reserva ao agente público certa


99

margem de liberdade ou escolha dentre várias soluções possíveis, sempre


99

visando à satisfação do interesse público.


e9
om

Trata-se de poder que a própria lei concede ao agente público, de modo


N

explícito ou implícito, para a edição de atos administrativos, autorizando-lhe a


99

escolher, entre várias alternativas possíveis, aquela que melhor atende ao


99

interesse coletivo.
9
99
9 99

(CESPE/Auditor de Controle Externo – TCU/2011) Em uma situação de


e9

decisão, a possibilidade de o agente público adotar mais de um


om

comportamento, de acordo com a ótica da conveniência e da oportunidade,


N

caracteriza a discricionariedade administrativa. Assertiva considerada


9
99

correta pela banca examinadora.


9
99

No ato discricionário, da mesma forma que no ato vinculado, é


99

necessário que o agente público, para editar validamente o ato, respeite os


99

requisitos da competência, forma, finalidade, motivo e objeto. Entretanto, é


e9

necessário que fiquemos atentos a uma diferença importante que distingue o


om

ato vinculado do discricionário.


N

No ato vinculado, os cinco requisitos ou elementos do ato


administrativo estarão previstos expressamente na lei, que apresentará ao
agente público todas as informações necessárias para a sua edição.

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No ato discricionário, a lei somente se limitará a detalhar a
competência, a forma e a finalidade, deixando a critério do agente público, que
deverá decidir com base na conveniência e oportunidade da Administração,
os requisitos denominados motivo e objeto.
Desse modo, é possível afirmar que a discricionariedade é parcial e

99
relativa, pois, ao editar um ato administrativo, o agente público nunca

99
99
possuirá liberdade total. A lei sempre apresentará em seu texto a

99
competência para a prática do ato, a forma legal de editá-lo e a finalidade,

99
que sempre será a satisfação do interesse público.

e9
No ato discricionário o agente público possui várias possibilidades ou

om
alternativas, sendo-lhe assegurado optar entre “a” ou “b”, entre o “sim” e o

N
“não” etc. No ato vinculado essas opções simplesmente não existem, pois o

99
agente público deve cumprir fielmente o texto da lei, não possuindo

99
99
margem para tomar uma decisão que ele pensa ser melhor para a

99
Administração, pois a lei já decidiu sobre isso.

99
Exemplo: imagine que o servidor “x”, depois de 05 (cinco) anos de

e9
efetivo exercício no cargo de Analista Tributário da Receita Federal, decida
om
pleitear, junto à administração da Receita Federal, licença para tratar de
N
interesses particulares (artigo 91 da Lei 8.112/90), pelo prazo de 06 (seis)
99

meses, com o objetivo de estudar para o concurso de Auditor-Fiscal (é claro


99

que o servidor não revelou que era esse o motivo, pois queria evitar o “olho
99
99

gordo” e a inveja dos demais colegas, o que poderia “dificultar” o deferimento


99

do pedido).
e9

Pergunta: ao analisar o pedido de licença apresentado pelo servidor, a


om

Administração estará obrigada a concedê-la?


N
99

Não, pois é discricionária a concessão da licença para tratar de


99

assuntos particulares. Nesse caso, a Administração irá analisar vários fatores


9

(atual quantidade de servidores em efetivo exercício, demanda de serviço,


99

conseqüências da ausência do servidor etc.) antes de decidir se é conveniente


9 99

e oportuno deferir o pedido do servidor.


e9
om

No exemplo citado, ficou claro que a Administração poderia dizer “sim”


ou “não” ao pedido formulado pelo servidor, ou seja, possuía alternativas,
N
9

mais de uma opção diante do caso em concreto, o que confirma a


99

discricionariedade na análise do pedido.


9
99

A conveniência estará presente sempre que o ato interessar, satisfazer


99

ou atender ao interesse público. Por outro lado, a oportunidade ocorrerá


99

quando o momento da ação for o mais adequado à produção do resultado


e9
om

desejado.
N

A decisão proferida pela Administração estará diretamente relacionada ao


mérito administrativo, que é composto de dois requisitos inerentes ao ato
administrativo: o motivo (oportunidade), que é o pressuposto de fato ou de
direito, que possibilita ou determina o ato administrativo; e o objeto
(conveniência), que é a alteração jurídica que se pretende introduzir nas
situações e relações sujeita à atividade administrativa do Estado.
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Deve ficar claro que o mérito administrativo corresponde à área de
atuação reservada ao administrador público, que, em virtude das funções
que lhe são confiadas, é o mais apto e capacitado para tomar as decisões que
satisfaçam o interesse da coletividade.
No concurso público realizado para o cargo de Advogado da

99
HEMOBRAS, cujas provas foram aplicadas em 2008, o CESPE

99
99
considerou correta a seguinte assertiva: “O mérito administrativo consiste

99
no poder conferido por lei ao administrador para que ele, nos atos

99
discricionários, decida sobre a oportunidade e conveniência de sua prática”.

e9
Atenção: cuidado para não confundir discricionariedade e

om
arbitrariedade.

N
99
Nas palavras do professor Marçal Justen Filho, a discricionariedade

99
consiste numa autonomia de escolha exercitada sob a égide da Lei e nos

99
limites do Direito. Isso significa que a discricionariedade não pode traduzir um

99
exercício prepotente de competências e, portanto, não autoriza escolhas ao

99
bel-prazer, por liberalidade ou para satisfação de interesses secundários ou

e9
reprováveis, pois isso caracterizaria arbitrariedade.
om
N
A arbitrariedade ocorrerá quando o ato praticado atentar contra a lei,
99

inclusive nos casos em que o agente público extrapolar os limites da


99

discricionariedade que lhe foi legalmente outorgada.


99

Pergunta: professor Fabiano, é possível que o Poder Judiciário exerça


99

controle sobre os atos discricionários editados pela Administração?


99
e9

Eis uma pergunta que deve ser respondida com bastante cautela, pois
om

tem sido objeto de várias questões de concursos.


N

Durante muito tempo, a doutrina defendeu o posicionamento de que o


99
99

Poder Judiciário não poderia adentrar na análise do mérito administrativo


9

(conveniência e oportunidade). Esse posicionamento era defendido, inclusive,


99

pelo professor Hely Lopes Meirelles, ao afirmar que, se essa possibilidade fosse
99

assegurada ao Poder Judiciário, este “estaria emitindo pronunciamento de


9
e9

administração e não de jurisdição judicial”.


om

Sendo assim, o exame do ato discricionário pelo Poder Judiciário estava


N

restrito somente aos aspectos de legalidade (verificar se todos os requisitos


9
99

do ato haviam sido respeitados), não podendo alcançar a análise da


9
99

conveniência e oportunidade.
99

Entretanto, a doutrina majoritária atualmente tem defendido a atuação


99

do Poder Judiciário inclusive em relação ao mérito do ato administrativo, desde


e9

que para verificar se a conveniência e a oportunidade, declaradas pelo


om

administrador, estão em conformidade com os princípios da


N

proporcionalidade, razoabilidade e moralidade.


(CESPE/Auditor Federal Externo – TCU/2011) A razoabilidade funciona
como limitador do poder discricionário do administrador. Assertiva
considerada correta pela banca.

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É importante destacar que o princípio da razoabilidade impõe à
Administração Pública a obrigatoriedade de atuar de modo racional, amparada
no bom senso. Deve tomar decisões equilibradas, refletidas e com avaliação
adequada da relação custo-benefício. Ademais, os atos e as medidas
administrativas também devem ser proporcionais aos fins que se objetiva

99
alcançar, sob pena de anulação pelo Poder Judiciário.

99
99
Eis aqui um ponto importante: o Poder Judiciário jamais poderá

99
revogar um ato editado pela Administração, mas somente anulá-lo, quando

99
for ilegal ou contrariar princípios gerais do Direito. Somente a própria

e9
Administração pode revogar os seus atos, pois essa possibilidade está

om
relacionada diretamente à conveniência e à oportunidade.

N
99
Para responder às questões de prova: Lembre-se de que o Poder Judiciário

99
poderá analisar o mérito do ato administrativo para verificar se está em

99
conformidade com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, mas

99
jamais poderá analisá-lo, exclusivamente, em relação à conveniência e à

99
oportunidade (se a Administração tomou a melhor decisão, por exemplo, ao

e9
construir uma escola em vez de um novo hospital).
om
N
99
99

No julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 365368-7/SC, o


99

Supremo Tribunal Federal, através de voto proferido pelo Ministro Ricardo


99

Lewandowski (relator do processo), afirmou que “embora não caiba ao Poder


99

Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, o exame de sua


e9

discricionariedade é possível para a verificação de sua regularidade em relação às


om

causas, aos motivos e à finalidade que os ensejam”, evitando-se, assim, eventuais


N

lesões ao princípio da proporcionalidade e da razoabilidade.


99
9 99
99
99

4. Poder hierárquico
9
e9
om

Na organização da Administração Pública brasileira, os órgãos e


N

agentes públicos são escalonados em estruturas hierárquicas, com poder


9
99

de comando exercido por aqueles que se situam em posição de superioridade,


9
99

originando, assim, o denominado “poder hierárquico”.


99

Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o


99

Executivo para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e


e9

rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação


om

entre os servidores do seu quadro de pessoal”.


N

No concurso realizado para o cargo de Agente Administrativo da


Polícia Rodoviária Federal, em 2012, o CESPE considerou correta a
assertiva que afirmava que “no âmbito interno da administração direta
do Poder Executivo, há manifestação do poder hierárquico entre
órgãos e agentes.”
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O poder hierárquico é exercido de forma contínua e permanente
dentro de uma mesma pessoa política ou administrativa organizada
verticalmente. É possível afirmar que no interior da União, Estados,
Municípios e Distrito Federal, ocorrerão várias relações de hierarquia, todas
elas são fruto da desconcentração.

99
Da mesma forma, o poder hierárquico também se manifesta no

99
99
âmbito interno das entidades integrantes da Administração Indireta (que

99
também podem estruturar-se através da criação de órgãos públicos) e, ainda,

99
do Poder Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas.

e9
Atenção: apesar de os agentes políticos (juízes, membros do

om
Ministério Público, dos Tribunais de Contas e parlamentares) gozarem de

N
independência funcional nos exercícios de suas funções típicas, estão

99
submetidos à hierarquia funcional no exercício das atividades

99
99
administrativas.

99
No momento de decidir sobre a propositura de uma ação penal pública,

99
por exemplo, o Procurador da República não está obrigado a seguir as

e9
determinações do Procurador-Regional ou Procurador-Geral da República, pois
goza de independência funcional no exercício de suas funções típicas. om
N
Todavia, no âmbito administrativo interno, prevalece a relação de
99

subordinação entre ambos.


99
99

Desse modo, se um pedido de afastamento para participar de Congresso


99

Jurídico a ser realizado no exterior for negado pelo Procurador-Geral da


99

República, por exemplo, o Procurador da República simplesmente deverá


e9

acatar tal decisão, pois se trata de uma decisão administrativa (função atípica)
om

e não relacionada diretamente ao exercício de suas funções institucionais.


N
99

Para responder às questões do CESPE: A hierarquia é atribuição exclusiva


99

do Poder Executivo, que não existe na esfera do Poder Judiciário e do Poder


9
99

Legislativo, pois as funções atribuídas a esses últimos poderes são apenas de


99

natureza jurisdicional e legiferante (Técnico Judiciário/TRE MT


9

2010/CESPE). A banca considerou esta assertiva incorreta.


e9
om
N

O vínculo de hierarquia é essencial a fim de que se possa garantir um


9
99

efetivo controle necessário ao cumprimento do princípio da eficiência,


9

mandamento obrigatório assegurado expressamente no texto constitucional.


99
99
99
e9

4.1. Prerrogativas decorrentes da hierarquia


om

4.1.1. Poder de ordenar


N

A prerrogativa de dar ordens concretas ou abstratas aos seus


subordinados materializa-se através da expedição de atos normativos
(portarias, instruções, resoluções, etc.) editados nos termos da lei.

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Os servidores públicos possuem o dever de acatar e cumprir as ordens
emitidas pelos seus superiores hierárquicos, salvo quando manifestamente
ilegais, fato que criará para o servidor a obrigação de representar contra essa
ilegalidade (conforme mandamentos dos incisos IV e XII da Lei 8.112/90).

99
99
4.1.2. Poder de fiscalização

99
É o poder exercido pelo superior, em face de seus subordinados, com o

99
99
objetivo de garantir a efetividade das ordens emitidas e ainda a prevalência

e9
do regime jurídico-administrativo.

om
Ao exercer o poder de fiscalização estabelecido legalmente, o superior

N
hierárquico pode deparar-se com a necessidade de rever atos praticados pelos

99
seus subordinados. A revisão consiste na prerrogativa que o superior possui

99
de alterar os atos praticados pelo subordinado sempre que eivados de vícios de

99
legalidade, contrários às diretrizes normativas gerais do órgão ou, ainda,

99
99
mostrar-se inconveniente ou inoportuno.

e9
4.1.3. Poder de delegar e avocar competências om
N
99

A delegação ocorre quando o superior hierárquico transfere ao


99

subordinado atribuições que, inicialmente, estavam sob a sua


99

responsabilidade. Por outro lado, a avocação ocorre quando o superior


99

“chama para si” uma responsabilidade, não-exclusiva, inicialmente


99

atribuída a um subordinado, devendo ocorrer somente em situações de


e9

caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados.


om
N
99
99

Para responder às questões do CESPE: Em decorrência do poder


9

hierárquico, é permitida a avocação temporária de competência atribuída a


99

órgão hierarquicamente inferior, devendo-se, entretanto, adotar essa prática


99

em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados


9
e9

(Defensor Público/DPE BA 2010/CESPE). Assertiva correta.


om

Um aspecto interessante e que tem sido bastante cobrado em provas de


N
9

concursos é o que consta no texto da Lei 9.784/99, mais precisamente em seu


99

artigo 12, ao afirmar que “um órgão administrativo e seu titular poderão, se
9
99

não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros


99

órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente


99

subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole


e9

técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.”


om

Nesse caso, a lei deixou claro que a delegação pode ser realizada entre
N

órgãos ou agentes públicos que estejam no mesmo nível hierárquico,


quando for conveniente para o interesse público, mas não pode alcançar
qualquer tipo de ato.

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No concurso público para o cargo de Defensor Público de
Roraima, realizado em 2013, o CESPE considerou correta a seguinte
assertiva: “A organização administrativa baseia-se nos pressupostos da
distribuição de competências e da hierarquia, razão por que o titular de uma
secretaria estadual, desde que não haja impedimento legal, pode delegar parte

99
da sua competência a outro órgão quando for conveniente em razão de

99
determinadas circunstâncias, como a de índole econômica, por exemplo”.

99
99
O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os

99
limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o

e9
recurso cabível, podendo ainda conter ressalva de exercício, pelo delegante, da

om
atribuição delegada.

N
É necessário ficar bastante atento, pois o artigo 13 da Lei 9.784/99

99
apresenta um rol de atos insuscetíveis de delegação:

99
99
1º) a edição de atos de caráter normativo;

99
99
2ª) a decisão de recursos administrativos;

e9
3ª) as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
om
N
99

4.1.4. Poder de dirimir controvérsias de competência


99
99

É reconhecida ao superior hierárquico a possibilidade de solucionar os


99

conflitos positivos e negativos de competência detectados no interior da


99

Administração.
e9

Os conflitos positivos se manifestam quando mais de um órgão ou


om

agente declaram-se competentes para a prática de determinado ato. Por outro


N

lado, nos conflitos negativos os órgãos ou agentes públicos declaram-se


99

incompetentes para decidir ou praticar o ato.


9 99
99

Para responder às questões de prova: A professora Maria Sylvia Zanella di


99

Pietro afirma que, como prerrogativa decorrente da hierarquia, existe a


9

possibilidade de aplicação de sanções a servidores públicos faltosos. Fique


e9
om

muito atento às questões sobre esse item, pois a aplicação de penalidades a


servidores está amparada no poder disciplinar, mas é conseqüência das
N
9

relações de subordinação existentes no âmbito da Administração, isto é,


99

conseqüência do poder hierárquico (que deu “origem” ao poder disciplinar).


9
99
99
99

Além de tudo o que já foi dito, é necessário esclarecer também que não
e9

existe hierarquia entre a Administração Direta e Indireta, mas somente


om

vinculação. Sendo assim, o Presidente da República ou um Ministro de Estado


N

não pode emitir ordens destinadas ao Presidente de uma autarquia federal,


por exemplo. Da mesma forma, não existe relação de hierarquia entre os entes
federativos (União, Estados, Municípios e DF) no exercício das funções típicas
estatais.

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Esse assunto foi cobrado na prova do concurso para Defensor
Público de Roraima, realizado em 2013, oportunidade na qual o CESPE
considerou incorreta a seguinte assertiva: “Os entes descentralizados
estão submetidos ao controle hierárquico exercido pela administração direta, já
que o vínculo existente nessa relação jurídica é o de subordinação”.

99
99
(CESPE/Técnico Judiciário – TRE MS/2013) O poder hierárquico que

99
exerce a administração pública é amplo, estendendo-se da administração

99
direta para as entidades componentes da administração indireta. Assertiva

99
considerada incorreta pela banca examinadora.

e9
om
N
ATENÇÃO: No concurso para Procurador da Fazenda Nacional,

99
realizado em 2007, a ESAF considerou correta a seguinte assertiva: “os

99
órgãos consultivos, embora incluídos na hierarquia administrativa para

99
fins disciplinares, fogem à relação hierárquica”.

99
99
Nesse caso, a banca simplesmente reproduziu o entendimento de Maria

e9
Sylvia Zanella di Pietro, que afirma que “pode haver distribuição de
competências dentro da organização administrativa, excluindo-se a relação
om
N
hierárquica com relação a determinadas atividades. É o que acontece, por
99

exemplo, nos órgãos consultivos que, embora incluídos na hierarquia


99

administrativa para fins disciplinares, por exemplo, fogem à relação


99

hierárquica no que diz respeito ao exercício de suas funções. Trata-se de


99

determinadas atividades que, por sua própria natureza, são incompatíveis com
99

uma determinação de comportamento por parte do superior hierárquico”.


e9
om

Apesar de se tratar de um tema freqüente em provas da ESAF, o


N

CESPE ainda não elaborou uma questão específica sobre o assunto,


99

portanto, é necessário ficar atento para evitarmos “surpresas” no


99

futuro!
9
99
9 99

5. Poder disciplinar
e9
om
N

O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração


9
99

Pública de apurar infrações funcionais dos servidores públicos e demais


9

pessoas submetidas à disciplina administrativa, bem como aplicar


99

penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja cabível e


99

necessário.
99
e9

Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, trata-se de “uma


om

supremacia especial que o Estado exerce sobre todos aqueles que se vinculam
N

à Administração por relações de qualquer natureza, subordinando-se às


normas de funcionamento do serviço ou do estabelecimento que passam a
integrar definitiva ou transitoriamente”.

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Em razão da hierarquia administrativa existente no interior da
Administração, é assegurado aos agentes superiores não somente o poder de
comandar e fiscalizar os seus subordinados, mas também a prerrogativa de
aplicar penalidades àqueles que não respeitarem a legislação e as normas
administrativas vigentes.

99
Além de ter o objetivo de punir o servidor pela prática de ilícito

99
99
administrativo, a penalidade aplicada com respaldo no poder disciplinar ainda

99
tem a finalidade pedagógica de desincentivar condutas semelhantes que

99
possam ser praticadas posteriormente, pelo próprio ou por outros servidores.

e9
Atenção: para que ocorra a aplicação de uma penalidade com

om
fundamento no poder disciplinar é necessário que exista um vínculo

N
jurídico entre a Administração e aquele que está sendo punido. Isso acontece,

99
por exemplo, na aplicação de uma suspensão a servidor público (vínculo

99
99
estatutário), bem como na aplicação de uma multa a concessionário de serviço

99
público (vínculo contratual).

99
Os particulares que não possuem vínculo com a Administração não

e9
podem ser punidos com respaldo no poder disciplinar, pois não estão
om
submetidos à sua disciplina punitiva. Caso o particular tenha sido alvo de
N
penalidade aplicada pela Administração, sem possuir qualquer vínculo
99

jurídico com a mesma, não estaremos diante do exercício do poder


99

disciplinar, mas, provavelmente, do poder de polícia.


99
99

(CESPE⁄Técnico Administrativo – ANAC⁄2012) As sanções impostas pela


99

administração a servidores públicos ou a pessoas que se sujeitem à disciplina


e9

interna da administração derivam do poder disciplinar. Diversamente, as


om

sanções aplicadas a pessoas que não se sujeitem à disciplina interna da


N

administração decorrem do poder de polícia. Assertiva considerada correta


99
99

pela banca examinadora.


9
99

O artigo 127 da Lei 8.112/90 (Estatuto dos Servidores Públicos Federais)


99

estabelece, no âmbito federal, as penalidades que podem ser impostas aos


9
e9

servidores faltosos após a instauração de processo administrativo:


om

advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou


N

disponibilidade e destituição de cargo em comissão ou função


9
99

comissionada.
9
99

Ademais, o estatuto dos servidores federais apresenta em seu texto


99

imposições que levam a doutrina a afirmar que o poder disciplinar possui


99

natureza discricionária na tipificação da falta e na escolha e graduação da


e9

penalidade:
om

Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e


N

a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o


serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os
antecedentes funcionais.

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É necessário ficar muito atento para a interpretação do Superior Tribunal de


Justiça em relação ao poder disciplinar. No julgamento do Mandado de Segurança
12.927/DF, de relatoria do Ministro Felix Fischer, o Superior Tribunal decidiu que “não
há discricionariedade (juízo de conveniência e oportunidade) no ato administrativo
que impõe sanção disciplinar. O que se faz é dar efetividade a comandos

99
constitucionais e infraconstitucionais (vide o art. 128 da Lei n. 8.112/1990). Essa

99
conclusão decorre da própria análise do regime jurídico disciplinar, principalmente dos

99
princípios da dignidade da pessoa humana, culpabilidade e proporcionalidade que lhe

99
são associados. Essa inexistência de discricionariedade tem por conseqüência a

99
constatação de que o controle jurisdicional, nesses casos, é amplo, não se restringe

e9
aos aspectos meramente formais”.

om
N
99
99
99
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que “a

99
discricionariedade existe, por definição, única e tão somente para propiciar

99
em cada caso a escolha da providência ótima, isto é, daquela que realize

e9
superiormente o interesse público almejado pela lei aplicanda”.
om
Desse modo, levando-se em consideração o posicionamento do Superior
N
99

Tribunal de Justiça, conclui-se que a Administração não possui


99

discricionariedade na escolha da sanção a ser aplicada, pois a própria lei a


99

estabelece expressamente. Por outro lado, a discricionariedade existe em


99

relação à valoração da infração praticada, a exemplo do que ocorre na


99

definição do prazo da penalidade de suspensão, que pode variar entre 01 (um)


e9

e 90 (noventa) dias.
om

Bem, perceba que, nesse caso, a lei concedeu à autoridade superior


N
99

competente a prerrogativa de, discricionariamente, decidir sobre o prazo da


99

penalidade de suspensão que será aplicada ao servidor.


9
99

Entretanto, no momento de fixar o prazo, o superior deverá sempre


99

analisar a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela


9

provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes


e9

e os antecedentes funcionais do servidor faltoso. Além disso, o ato de


om

imposição da penalidade deverá ser sempre motivado, mencionando o


N
9

fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.


9 99

Vislumbra-se claramente que, apesar de ser discricionária a escolha do


99

prazo da penalidade de suspensão a ser aplicada, a autoridade superior deverá


99

sempre respeitar o limite da lei (máximo de 90 dias). Também deve respeitar


99

o princípio da proporcionalidade, pois deverá levar em conta a gravidade da


e9

infração no momento de escolher o prazo da penalidade.


om
N

(CESPE⁄Técnico Administrativo – ANAC⁄2012) O poder disciplinar se


caracteriza por uma limitada discricionariedade quando confere à
administração poder de escolha da pena a partir do exame da natureza e
gravidade de eventual infração praticada por servidor público faltoso.
Assertiva considerada correta pela banca examinadora.

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Atenção: cuidado para não confundir as medidas punitivas decorrentes
do poder disciplinar com as medidas decorrentes do poder punitivo do
Estado.
O poder punitivo do Estado objetiva a repressão de crimes e
contravenções definidas nas leis penais, sendo exercido pelo Poder Judiciário.

99
Por outro lado, o poder disciplinar visa resguardar a hierarquia e a eficiência

99
99
administrativa, sendo exercido pela Administração Pública com a finalidade de

99
combater os ilícitos administrativos.

99
No concurso público para o cargo de Analista Judiciário do

e9
Tribunal de Justiça e Alagoas, realizado em 2012, o CESPE considerou

om
correta a seguinte assertiva: “A aplicação de pena disciplinar tem, para o

N
superior hierárquico, o caráter de um poder-dever, uma vez que a

99
condescendência na punição é considerada crime contra a administração

99
99
pública”.

99
99
e9
6. Poder regulamentar ou normativo
Em regra, após a publicação de uma lei administrativa pelo Poder om
N
Legislativo, é necessária a edição de um decreto regulamentar (também
99

chamado de regulamento) pelo Chefe do Poder Executivo com o objetivo


99

de explicar detalhadamente o seu conteúdo, assegurando assim a sua fiel


99

execução.
99
99

O decreto regulamentar encontra amparo no inciso IV, artigo 84, da


e9

CF/88, que dispõe ser da competência do Presidente da República


om

“sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e


N

regulamentos para sua fiel execução”.


99
99

Em razão do princípio da simetria, a competência para a edição de


9

decretos regulamentares também alcança os Governadores de Estado, do


99

Distrito Federal e Prefeitos, que poderão regulamentar leis estaduais, distritais


99

e municipais, respectivamente.
9
e9

O professor Diógenes Gasparini afirma que o poder regulamentar


om

consiste “na atribuição privativa do chefe do Poder Executivo para, mediante


N

decreto, expedir atos normativos, chamados regulamentos, compatíveis com a


9
99

lei e visando desenvolvê-la".


9
99

Para responder às questões de prova, deve ficar claro que o decreto


99

regulamentar é um ato administrativo, portanto, encontra-se subordinado


99

ao texto da lei, que estabelecerá os seus respectivos limites.


e9
om

No recentíssimo concurso para o cargo de Técnico Judiciário do


N

Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, realizado em 2013,


o CESPE considerou correta a seguinte assertiva: “o poder regulamentar
consiste na possibilidade de o chefe do Poder Executivo editar atos
administrativos gerais e abstratos, expedidos para dar fiel execução da lei”.

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O decreto regulamentar jamais poderá inovar na ordem jurídica,
criando direitos e obrigações para os particulares, pois, nos termos do inciso
II, artigo 5º, da CF/88, essa é uma prerrogativa reservada à lei. No mesmo
sentido, o conteúdo do decreto regulamentar não pode contrariar os
mandamentos legais ou disciplinar matéria ainda não disposta em lei (no caso

99
de omissão legislativa, por exemplo), pois, nesse caso, o decreto estaria

99
“substituindo” a lei, o que não se admite (o decreto regulamentar pode apenas

99
complementar ou explicar o texto legal).

99
99
(CESPE/Analista Judiciário – TRE MS/2013) O poder regulamentar é

e9
prerrogativa de direito público conferida à administração pública de exercer

om
função normativa para complementar as leis criadas pelo Poder Legislativo,

N
podendo inclusive alterá-las de forma a permitir a sua efetiva aplicação.

99
Assertiva considerada incorreta pela banca examinadora.

99
99
99
Exemplo: para que fique mais claro o âmbito de aplicação do decreto

99
regulamentar, citemos um exemplo simples, de fácil entendimento.

e9
om
No inciso VIII, artigo 37, da CF/88, consta expressamente que “a lei
N
reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
99

portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão”.


99
99

Em respeito ao texto constitucional, o § 2º do artigo 5º da Lei 8.112/90


99

estabeleceu que “às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o


99

direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas


e9

atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para


om

tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas
N

no concurso”.
99

Entretanto, apesar de prever expressamente a reserva do percentual de


9 99

até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso, a lei não
99

informou quem pode ser considerado portador de deficiência e, portanto,


99

concorrer às respectivas vagas.


9
e9

Desse modo, com o objetivo de explicar, detalhar e permitir a fiel


om

execução da referida lei, o Presidente da República, em 20 de dezembro de


N

1999, editou o Decreto regulamentar nº 3.298 que, dentre outros assuntos,


9
99

definiu quem pode ser considerado portador de deficiência, nos seguintes


9

termos:
99
99

Art. 4º É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas


99

seguintes categorias:
e9

I - deficiência física - alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos


om

do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física,


N

apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia,


monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral,
nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as
deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho
de funções;
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II - deficiência auditiva - perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um
decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ,
1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz;
III - deficiência visual - cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor
que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que

99
significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor

99
correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em

99
ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de

99
quaisquer das condições anteriores;

99
IV - deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior

e9
à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a

om
duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

N
99
a) comunicação;

99
b) cuidado pessoal;

99
99
c) habilidades sociais;

99
d) utilização dos recursos da comunidade;

e9
om
e) saúde e segurança; N
f) habilidades acadêmicas;
99

g) lazer; e
99
99

h) trabalho;
99

V - deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências


99
e9

Perceba que não foi o decreto regulamentar que criou a obrigatoriedade


om

de se reservar o percentual de até 20% (vinte por cento) das vagas em


N

concursos públicos para os portadores de deficiência, mas sim a Lei 8.112/90.


99

O decreto regulamentar simplesmente explicou o texto legal, apresentando a


99

definição da expressão “portador de deficiência”.


9
99
99

No julgamento do Recurso Especial nº 993.164/MG, cuja decisão foi publicada no


9

DJE de 17/12/2010, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “a validade das


e9

instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita


om

observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se


N

subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se


9

vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia
99

normativa sobrejacente, viciar-se-ão de ilegalidade”.


9
99
99
99
e9
om
N

Alguns doutrinadores afirmam que as expressões “poder regulamentar” e


“poder normativo” possuem o mesmo significado. De outro lado, há autores
que afirmam que a expressão poder normativo é mais abrangente que a
expressão poder regulamentar.

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Os autores que defendem a segunda corrente, a exemplo da professora
Maria Sylvia Zanella di Pietro, alegam que enquanto o poder normativo pode
ser exercido por diversas autoridades administrativas, a exemplo dos Ministros
de Estado e dos dirigentes das Agências Reguladoras, o poder regulamentar
se restringe aos Chefes do Poder Executivo, nos termos do art. 84, IV, da

99
CF/1988, no exercício da função normativa (e não legislativa).

99
99
(CESPE/Juiz Federal – TRF 1ª Região/2012) De acordo com o

99
entendimento do STF, quando o Poder Executivo expede regulamento, ato

99
normativo de caráter não legislativo, não o faz no exercício de função

e9
legislativa, mas no de função normativa, sem que haja derrogação do princípio

om
da divisão dos poderes. Assertiva considerada correta pela banca

N
examinadora.

99
99
99
Nesses termos, a edição de portarias, resoluções, instruções normativas,

99
deliberações, entre outros atos administrativos, encontraria fundamento no

99
poder normativo da Administração e não no poder regulamentar, já que este

e9
om
se resume à edição de decretos regulamentares. N
A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, por exemplo, afirma que a
99

edição de decretos autônomos, pelos Chefes do Poder Executivo, é


99

conseqüência do poder normativo.


99
99

Para responder às questões de prova: deve ficar claro que a expressão “poder
99

normativo”, segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro, é bastante genérica, não se


e9

restringindo aos atos editados pelos chefes do Poder Executivo. Ao editar atos
om

administrativos para regular o setor que está sob a sua área de fiscalização, por
N

exemplo, uma agência reguladora exerce o poder normativo, pois está


99

normatizando determinada atividade do mercado. Por outro lado, o “poder


99

regulamentar” está inserido dentro do poder normativo, sendo uma de suas


9
99

espécies. Ao editar um decreto regulamentar para explicar o texto legal e garantir


99

a sua fiel execução, nos termos do inc. IV do art. 84 da CF/1988, o Presidente da


9

República está exercendo o poder regulamentar, que é privativo dos chefes do


e9

Poder Executivo, sendo, portanto, indelegável.


om

É necessário ficar atento, pois a qualquer momento você pode encontrar em prova
N

uma questão sobre o tema.


9
9 99
99
99

No concurso público para o cargo de Juiz Estadual Substituto do


99

Estado do Piauí, realizado em 2007, o CESPE considerou incorreta a


e9

seguinte assertiva: “O poder normativo, no âmbito da administração


om

pública, é privativo do chefe do Poder Executivo”.


N

E não para por aí! É importante destacar ainda que nem todas as leis
necessitam ser regulamentas para que sejam executadas, mas somente as
leis administrativas. As leis penais, civis, trabalhistas, processuais, entre
outras, são autoexecutáveis, independentemente de regulamentação posterior.
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Atenção: conforme informei anteriormente, o decreto regulamentar é
um ato administrativo, ou seja, ato infralegal, já que encontra na lei o seu
fundamento de validade. Todavia, além do decreto regulamentar, o Chefe do
Executivo ainda pode editar decretos autônomos, que possuem fundamento
de validade no próprio texto constitucional, mais precisamente no inciso VI do

99
artigo 84, que assim dispõe:

99
99
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

99
[...] VI - dispor, mediante decreto, sobre:

99
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não

e9
implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos

om
públicos;

N
99
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

99
99
99
Para responder às questões de prova, deve ficar claro que a doutrina

99
majoritária considera o decreto autônomo um ato normativo primário, isto

e9
é, ato normativo com força de lei, capaz de inovar na ordem jurídica.
om
Apesar de ter sido aceita pela doutrina majoritária a possibilidade de o
N
Presidente da República editar decretos autônomos, tal posicionamento
99
99

somente se solidificou após a promulgação da emenda constitucional nº 32/01,


99

que deu nova redação ao inciso VI, artigo 84, da CF/88.


99

Antes da promulgação da EC 32/01, os principais doutrinadores


99

brasileiros defendiam a impossibilidade de o Presidente da República editar


e9

decretos autônomos, já que o inciso VI da CF/88 possuía o seguinte teor:


om
N

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:


99

[...] VI - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração


99

federal, na forma da lei.


9
99
9 99

Em razão do princípio da simetria, os Governadores de Estado, do


e9
om

Distrito Federal e os Prefeitos também podem editar decretos autônomos,


desde que sejam obedecidas as hipóteses taxativas previstas no inciso VI,
N
9

artigo 84, da CF/88, e exista previsão expressa nas respectivas Constituições


99

Estaduais e Leis Orgânicas.


9
99

Por último, é importante destacar que, ao contrário do que ocorre no


99

decreto regulamentar (que não permite delegação), o Presidente da


99

República pode delegar a edição de decretos autônomos aos Ministros de


e9
om

Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que


observarão os limites traçados nas respectivas delegações (CF/1988, art. 84,
N

parágrafo único).

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7. Poder de polícia

Dentre todos os poderes estudados até o momento, certamente o poder


de polícia é o mais exigido em provas de concursos públicos, provavelmente

99
pela pluralidade de questões que podem ser elaboradas pelas bancas

99
examinadoras.

99
O poder de polícia surgiu com a própria necessidade atribuída ao Estado

99
99
de ordenar, controlar, fiscalizar e limitar as atividades desenvolvidas pelos

e9
particulares, em benefício da coletividade.

om
Já imaginou o caos que seria causado se o Estado não disciplinasse, por

N
exemplo, a utilização e circulação de veículos no Brasil?

99
99
Bem, seria praticamente impossível transitar com veículos se cada

99
particular criasse as suas próprias regras de circulação. Foi justamente por isso

99
que se instituiu o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), objetivando-se

99
limitar as condutas dos particulares quando estiverem dirigindo, pois,

e9
somente assim, é possível se estabelecer uma harmonia social.
Resumidamente falando, deve ficar bem claro que a Administração om
N
99

utiliza-se do poder de polícia para interferir na esfera privada dos


99

particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos, bem como o


99

gozo de bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o


99

interesse de toda uma coletividade.


99
e9

Para responder às questões de prova: Considere que o órgão responsável


om

pela fiscalização sanitária de determinado município, ao inspecionar


determinado restaurante, tenha constatado que o estabelecimento não atendia
N
99

aos requisitos mínimos de higiene e segurança para o público. Considere,


99

ainda, que o agente público responsável pela fiscalização tenha aplicado multa
9

e interditado o estabelecimento até que as irregularidades fossem sanadas.


99

Nessa situação, a administração pública exerceu seu poder de polícia (Oficial


9 99

– Administração/PMDF 2010/CESPE). Assertiva correta.


e9
om
N

7.1. Polícia Administrativa, judiciária e de manutenção da ordem


9
99

pública
9
99

Antes de aprofundarmos em nosso estudo, é necessário esclarecer que a


99

expressão “polícia” representa um gênero, do qual existem três espécies


99

distintas: a polícia administrativa, a polícia judiciária e a polícia de


e9

manutenção da ordem pública.


om

A polícia administrativa, conforme estudaremos adiante, incide sobre


N

bens, direitos ou atividades (propriedade e liberdade), sendo vinculada à


prevenção de ilícitos administrativos e difundindo-se por todos os órgãos
administrativos, de todos os Poderes e entidades públicas que tenham
atribuições de fiscalização.

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Dentre as entidades que exercem o poder de polícia administrativa,
podemos citar o IBAMA (exerce o poder de polícia na área ambiental), a
ANVISA (que exercer o poder de polícia na área de vigilância sanitária) e
todas aquelas que exercem atividades de fiscalização.
Quando um servidor da vigilância sanitária, por exemplo, apreende em

99
um estabelecimento comercial mercadorias impróprias para o consumo

99
99
(produtos alimentícios com prazo de validade vencido), está exercendo o poder

99
de polícia.

99
O Estado não pode permitir que alguns particulares comercializem

e9
produtos impróprios para o consumo em seus estabelecimentos, pois essa

om
prática pode causar graves prejuízos à saúde e à vida de outros particulares (a

N
coletividade). Assim, ao servidor é assegurada a prerrogativa (o poder de

99
polícia) de apreender esses produtos e, consequentemente, incinerá-los,

99
99
independentemente de autorização judicial.

99
Por outro lado, a polícia judiciária incide sobre pessoas, atuando de

99
forma conexa e acessória ao Poder Judiciário na apuração e investigação de

e9
infrações penais. É privativa de corporações especializadas (que integram
a segurança pública estatal), a exemplo da Polícia Civil (com atuação em om
N
âmbito estadual) e a Polícia Federal (com atuação em âmbito nacional). A
99

primeira irá atuar de forma conexa e acessória ao Poder Judiciário Estadual,


99

enquanto a segunda irá auxiliar o Poder Judiciário Federal.


99
99

Em regra, a polícia judiciária somente é chamada a atuar quando o


99

ilícito penal já foi praticado, ficando sob a sua responsabilidade a


e9

investigação e possível identificação dos responsáveis, em conformidade com


om

as regras previstas no Código de Processo Penal (perceba que a atuação da


N

polícia judiciária não está amparada na legislação administrativa).


99
99

Por último, destaca-se que a polícia de manutenção da ordem


9

pública possui atuação tipicamente preventiva, agindo de modo a não


99

permitir que o ilícito penal se configure, função que fica a cargo, por exemplo,
9 99

das Polícias Militares dos Estados.


e9
om

No concurso público para o cargo de Analista Judiciário do


Tribunal de Justiça de Alagoas, realizado em 2012, o CESPE considerou
N
9

correta a seguinte assertiva: “A polícia administrativa atua sobre bens,


99

direitos ou atividades, enquanto a polícia judiciária atua sobre pessoas”.


9
99

7.2. Conceito
99
99

O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com a maestria que lhe é


e9

peculiar, conceitua a polícia administrativa como “a atividade da Administração


om

Pública, expressa em atos normativos ou concretos, de condicionar, com


N

fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade e a


propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva,
ora repressiva, impondo coercitivamente aos particulares um dever de
abstenção (‘non facere’) a fim de conformar-lhes os comportamentos aos
interesses sociais consagrados no sistema normativo”.

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O ordenamento jurídico brasileiro, através do artigo 78 do Código
Tributário Nacional, apresenta um conceito legal de polícia administrativa,
nos seguintes termos:
“Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que,
limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática

99
de ato ou obtenção de fato, em razão de interesse público concernente à

99
99
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e

99
do mercado, no exercício das atividades econômicas dependentes de

99
concessão ou autorização do poder público, à tranqüilidade pública ou o

e9
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”.

om
Para tentar “cercar” as questões de provas, é possível definir o poder de

N
polícia como a atividade estatal que tem por objetivo limitar e condicionar o

99
exercício de direitos e atividades, assim como o gozo e uso de bens

99
99
particulares em prol do interesse da coletividade.

99
Esse é um conceito simples, resumido e de fácil assimilação que pode ser

99
utilizado para responder grande parte das questões de concursos elaboradas

e9
pelas principais bancas examinadoras do país.
om
N
No concurso público para o cargo de Analista Judiciário do CNJ,
99

realizado em 2013, o CESPE considerou correta a seguinte assertiva:


99

“O objeto do poder de polícia administrativa é todo bem, direito ou atividade


99

individual que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a segurança


99

nacional”.
99
e9
om

7.2.1. Poder de polícia em sentido amplo e sentido estrito


N

Para responder às questões de prova, é necessário destacar que a


99
99

expressão “poder de polícia” pode ser estudada em sentido amplo e em


9

sentido estrito.
99
99

Em sentido amplo, o poder de polícia alcança todos os atos editados


9

pela Administração e que tenham por objetivo restringir ou condicionar a


e9

liberdade e a propriedade dos particulares em prol do interesse coletivo, sejam


om

eles originários do Poder Executivo (atos administrativos) ou do Poder


N

Legislativo (leis). Em sentido estrito, a expressão “poder de polícia” é


9
99

utilizada simplesmente como polícia administrativa, restringindo-se aos atos


9
99

editados pelo Poder Executivo com o objetivo de limitar e condicionar as


99

atividades particulares a fim de que não possam colocar em risco o interesse


99

da coletividade. Esses atos editados pelo Poder Executivo podem ser gerais e
e9

abstratos (a exemplo dos decretos regulamentares) ou concretos e


om

específicos (a exemplo das autorizações e licenças).


N

Para responder às questões de prova: O poder de polícia, conforme


preceitua a doutrina majoritária, abrange atividades do Poder Legislativo e
do Poder Executivo, cabendo ao primeiro a edição de normas gerais e

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abstratas, e, ao segundo, as ações repressivas e preventivas de aplicação de
tais limitações.

Apesar de muitos autores não fazerem referência expressa à possibilidade de


exercício do poder de polícia pelo Poder Judiciário, destaca-se que essa

99
hipótese é prevista legalmente (com suas respectivas peculiaridades), a

99
exemplo do que ocorre no âmbito da Justiça Eleitoral.

99
99
O art. 41, § 1º, da Lei 9.504/1997, por exemplo, dispõe que “o poder de

99
polícia sobre a propaganda eleitoral será exercido pelos juízes eleitorais e

e9
pelos juízes designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais”.

om
N
99
99
7.3. Características e limites

99
O poder de polícia fundamenta-se no princípio da supremacia do

99
interesse público sobre o interesse privado, objetivando impedir que

99
particulares pratiquem atos nocivos ao interesse público nas áreas de higiene,

e9
om
saúde, meio ambiente, segurança pública, profissões, trânsito, entre outras.
N
A polícia administrativa pode impor ao particular uma obrigação de
99

fazer (submeter-se e ser aprovado em exame de habilitação para que possa


99

conduzir veículos automotores, por exemplo), obrigação de suportar


99

(submeter-se à fiscalização de extintores de incêndio pelo Corpo de


99

Bombeiros, por exemplo) e obrigação de não fazer (proibição de pesca


99

durante o período da piracema, por exemplo). Em todos os exemplos citados,


e9

o objetivo maior é o de que o particular se abstenha de praticar ações


om

contrárias ao interesse coletivo.


N
99

Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao


99

interesse geral da sociedade, o poder de polícia poderá ser exercido na forma


9
99

preventiva ou repressiva.
9 99
e9

7.3.1. Poder de polícia preventivo e repressivo


om
N

Podemos entender como poder de polícia preventivo aquele exercido


9

através da edição de normas condicionadoras do gozo de bens ou do


99

exercício de direitos e atividades individuais, a exemplo da outorga de alvarás


9
99

aos particulares que cumpram as condições e requisitos para o uso da


99

propriedade e exercício das atividades que devem ser policiadas.


99
e9

Os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino esclarecem que o


om

alvará pode ser de licença ou autorização.


N

Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a


Administração reconhece que o particular detentor de um direito subjetivo
preenche as condições para seu gozo. Assim as licenças dizem respeito a
direitos individuais, como o exercício de uma profissão ou a construção de um
edifício em terreno do administrado, e não podem ser negadas quando o
requerente satisfaça os requisitos legais para a sua obtenção.
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A autorização é ato administrativo discricionário em que predomina o


interesse do particular. É, por isso, ato precário, não existindo direito direito
subjetivo para o administrado relativamente à obtenção ou manutenção da
autorização, a qual pode ser simplesmente negada ou revogada, mesmo que o

99
pretendente satisfaça as exigências administrativas. São exemplos de

99
99
atividades autorizadas o uso especial de bem público, o trânsito pode

99
determinados locais etc.

99
Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da

e9
imposição de sanções aos particulares que praticarem condutas nocivas ao

om
interesse coletivo, constatadas através da atividade fiscalizatória.

N
99
O professor Hely Lopes Meirelles apresenta como sanções aplicáveis

99
àqueles que violarem as normas administrativas a multa, a interdição de

99
atividade, o fechamento de estabelecimento, a demolição de construção

99
irregular, embargo administrativo de obra, inutilização de gêneros, a

99
apreensão e destruição de objetos, dentre outros.

e9
om
N
7.3.2. Limites ao exercício do poder de polícia
99
99

Apesar da prerrogativa assegurada à Administração de aplicar sanções


99

decorrentes do exercício do poder de polícia, é importante esclarecer que tais


99

penalidades devem ser aplicadas aos particulares na exata proporção para a


99

proteção do interesse coletivo.


e9
om
N
99
99

O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 153.150-


9

7/SP, de relatoria do Ministro Marco Aurélio de Mello, decidiu


99

que o princípio da proporcionalidade no exercício da


99

polícia administrativa impõe que a atuação da Administração


9

fique restrita aos atos indispensáveis à eficácia da


e9

fiscalização e do condicionamento voltado aos interesses da


om

sociedade.
N
9
9 99

Além do respeito ao princípio da proporcionalidade, o poder de polícia


99
99

também deve ser exercido em conformidade com o devido processo legal


99

(CF/1988, art. 5º, inc. LIV), que assegura a necessidade de observância


e9

obrigatória aos princípios da ampla defesa e do contraditório antes da


om

aplicação de qualquer sanção.


N

Desse modo, quando o agente público competente desconsiderar o


princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade no exercício do poder
de polícia, ou, o que é pior, desrespeitar as garantias constitucionais do
contraditório e da ampla defesa, estará cometendo abuso de poder,

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sujeitando-se à responsabilização civil, administrativa, criminal e as previstas
na Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).

No concurso para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal


Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, realizado em 2012, o CESPE

99
considerou correta a seguinte assertiva: “O poder de polícia, que

99
decorre da discricionariedade que caracteriza a administração pública,

99
é limitado pelo princípio da razoabilidade ou proporcionalidade”.

99
99
e9
om
7.3.3. Meios de atuação do poder de polícia

N
99
A professora Maria Silvia Zanella di Pietro afirma que, considerando o

99
poder de polícia em sentido amplo, de modo que abranja as atividades do

99
Legislativo e do Executivo, os meios de que se utiliza o Estado para o seu

99
exercício são:

99
e9
1º) atos normativos em geral, a saber: pela lei, criam-se as limitações
om
administrativas ao exercício dos direitos e das atividades individuais,
N
estabelecendo-se normas gerais e abstratas dirigidas indistintamente às
99

pessoas que estejam em idêntica situação; disciplinando a aplicação da


99

lei aos casos concretos, pode o Executivo baixar decretos, resoluções,


99

portarias, instruções;"
99
99

2º) atos administrativos e operações materiais de aplicação da lei


e9
om

ao caso em concreto, compreendendo medidas preventivas


(fiscalização, vistoria, ordem, notificação, autorização, licença), com o
N
99

objetivo de adequar o comportamento individual à lei, e medidas


99

repressivas (dissolução de reunião, interdição de atividade, apreensão


9

de mercadorias deterioradas, internação de pessoa com doença


99

contagiosa), com a finalidade de coagir o infrator a cumprir a lei.


9 99
e9
om
N

7.4. Competência e possibilidade de delegação


9
99

A atividade de polícia administrativa é uma das atividades finalísticas


9
99

do Estado, e, portanto, funda-se na supremacia do interesse público perante o


99

interesse privado. Esse poder extroverso deve sempre permanecer sob a


99

égide do direito público, com execução por órgãos ou entidades públicas da


e9

Administração Direta e Indireta (União, Estados, Municípios, Distrito Federal,


om

autarquias e fundações públicas de direito público).


N

A doutrina majoritária entende que o poder de polícia não pode ser


exercido por particulares (concessionários ou permissionários de serviços
públicos) ou entidades públicas regidas pelo direito privado, mesmo quando
integrantes da Administração indireta, a exemplo das empresas públicas e
sociedades de economia mista.
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99
No julgamento do Recurso Especial nº 817.534/MG, cujo acórdão

99
foi publicado em 10/12/2009, a 2ª Turma do Superior Tribunal

99
de Justiça decidiu pela inviabilidade de delegação do poder de

99
coerção (aplicação de multa) à BHTRANS (sociedade de economia

99
mista regida pelo direito privado), em face das previsões

e9
contidas no Código de Trânsito Brasileiro, ao entendimento de se

om
tratar de atividade incompatível com a finalidade de lucro
almejada pelo particular.

N
99
99
99
99
No concurso público para o cargo de Defensor Público do Estado

99
de Roraima, realizado em 2013, o CESPE considerou incorreta a

e9
om
seguinte assertiva: “Com o objetivo de melhorar a eficiência administrativa,
os estados-membros podem delegar o poder de polícia administrativa a
N
99

sociedades de economia mista, especialmente a competência para a aplicação


99

de multas”.
99

Por outro lado, o próprio Superior Tribunal de Justiça já decidiu que


99

apesar de o exercício do poder de polícia ser restrito às entidades regidas pelo


99

direito público, particulares podem auxiliar o Estado em seu exercício.


e9
om

É o que acontece, por exemplo, quando o Estado credencia empresas


N

privadas para fiscalizarem o cumprimento das normas de trânsito, através da


99

instalação de radares eletrônicos (os famosos “pardais”). Neste caso, a


99

atuação da empresa privada está restrita à manutenção e instalação de tais


9
99

equipamentos (os denominados atos materiais ou atos de execução), não


99

ficando sob a sua responsabilidade a aplicação da multa em si (que é aplicada


9

pela Administração).
e9
om

ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. MULTA DE TRÂNSITO.NECESSIDADE


N

DE IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE. AUTO DE INFRAÇÃO.


9
99

1. Nos termos do artigo 280, § 4º, do Código de Trânsito, o agente da autoridade de


trânsito competente para lavrar o auto de infração poderá ser servidor civil, estatutário
9
99

ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com
99

jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência. O aresto consignou que toda e
99

qualquer notificação é lavrada por autoridade administrativa.


e9

2. "Daí não se segue, entretanto, que certos atos materiais que precedem atos jurídicos
om

de polícia não possam ser praticados por particulares, mediante delegação,


N

propriamente dita, ou em decorrência de um simples contrato de prestação. Em ambos


os casos (isto é, com ou sem delegação), às vezes, tal figura aparecerá sob o rótulo de
"credenciamento". Adílson Dallari, em interessantíssimo estudo, recolhe variado
exemplário de "credenciamentos". É o que sucede, por exemplo, na fiscalização do
cumprimento de normas de trânsito mediante equipamentos fotossensores,
pertencentes e operados por empresas privadas contratadas pelo Poder Público, que
acusam a velocidade do veículo ao ultrapassar determinado ponto e lhe captam

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eletronicamente a imagem, registrando dia e momento da ocorrência" (Celso Antônio
Bandeira de Mello, in "Curso de Direito Administrativo, Malheiros, 15ª edição, pág.
726):
3. É descabido exigir-se a presença do agente para lavrar o auto de infração no local e
momento em que ocorreu a infração, pois o § 2º do CTB admite como meio para

99
comprovar a ocorrência "aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual
(...)previamente regulamentado pelo CONTRAN."

99
99
4. Não se discutiu sobre a impossibilidade da administração valer-se de cláusula que

99
estabelece exceção para notificação pessoal da infração para instituir controle

99
eletrônico.

e9
5. Recurso especial improvido

om
(RECURSO ESPECIAL 712312/DF. RECORRIDO: DEPARTAMENTO DE ESTRADAS

N
E RODAGEM DO DISTRITO FEDERAL - DER/DF. RELATOR : MINISTRO CASTRO

99
MEIRA)

99
99
(CESPE⁄Defensor Público – DPE SE⁄2012) Consoante a doutrina

99
majoritária, a atribuição do poder de polícia não pode ser delegada a

99
particulares, sendo esse poder exclusivo do Estado e expressão do próprio ius

e9
imperii, ou seja, do poder de império, que é próprio e privativo do poder
público. Assertiva considerada correta pela banca examinadora.
om
N
99
99

7.5. Atributos
99

A doutrina majoritária aponta três atributos ou qualidades inerentes ao


99

poder de polícia: discricionariedade, autoexecutoriedade e


99

coercibilidade.
e9
om
N

7.5.1. Discricionariedade
99
99

Este atributo garante à Administração uma razoável margem de


9

autonomia no exercício do poder de polícia, pois, nos termos da lei, tem a


99

prerrogativa de estabelecer o objeto a ser fiscalizado, dentro de determinada


9 99

área de atividade, bem como as respectivas sanções a serem aplicadas, desde


e9

que previamente estabelecidas em lei.


om

A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas


N
9

é válido esclarecer que a lei pode regular, em circunstâncias específicas, todos


99

os aspectos do exercício do poder de polícia e, portanto, a atividade também


9
99

poderá caracterizar-se como vinculada.


99

A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, em algumas


99

hipóteses, a lei já estabelece que, diante de determinados requisitos, a


e9
om

Administração terá que adotar solução previamente estabelecida, sem


qualquer possibilidade de opção. Nesse caso, o poder de polícia será
N

vinculado. O exemplo mais comum do ato de polícia vinculado é o da licença.


Para o exercício de atividades ou para a prática de atos sujeitos ao poder de
polícia do Estado, a lei exige alvará de licença ou de autorização. No primeiro
caso, o ato é vinculado, porque a lei prevê os requisitos diante dos quais a
Administração é obrigada a conceder o alvará; é o que ocorre na licença para
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dirigir veículos automotores, para exercer determinadas profissões, para
construir. No segundo caso, o ato é discricionário, porque a lei consente que a
Administração aprecie a situação concreta e decida se deve ou não conceder a
autorização, diante do interesse público em jogo; é o que ocorre com a
autorização para porte de arma, com a autorização para circulação de veículos

99
com peso ou altura excessivos, com a autorização para produção ou

99
distribuição de material bélico.

99
99
99
(CESPE/Defensor Público – DPE ES/2009) Apesar de a discricionariedade

e9
constituir um dos atributos do poder de polícia, em algumas hipóteses, o ato

om
de polícia deve ser vinculado, por não haver margem de escolha à disposição

N
do administrador público, a exemplo do que ocorre na licença. Assertiva

99
99
considerada correta pela banca.

99
99
99
7.5.2. Autoexecutoriedade

e9
A autoexecutoriedade caracteriza-se pela possibilidade assegurada à
Administração de utilizar os próprios meios de que dispõe para colocar emom
N
prática as suas decisões, independentemente de autorização do Poder
99

Judiciário, podendo valer-se, inclusive, de força policial.


99
99

A autoexecutoriedade não está presente em todos os atos praticados no


99

exercício do poder de polícia, sendo possível citar como exemplo a aplicação de


99

uma multa. É lícito à Administração efetuar o lançamento da multa e notificar o


e9

particular para proceder ao seu pagamento. Todavia, caso o particular não


om

efetue o pagamento devido, não poderá a Administração iniciar uma execução


N

na via administrativa, sendo obrigada a recorrer ao Poder Judiciário, caso


99

tenha interesse em receber o valor correspondente.


9 99
99

Atenção: é importante destacar que tal atributo se subdivide em


99

executoriedade e exigibilidade.
9
e9
om

A executoriedade assegura à Administração a prerrogativa de


implementar diretamente as suas decisões, independentemente de autorização
N
9

do Poder Judiciário. Assim, com fundamento na executoriedade, a


99

Administração pode determinar a demolição de um imóvel que está prestes a


9
99

desabar e que coloca em risco a vida de várias pessoas. Se o particular não


99

providenciar a demolição, a própria Administração poderá executá-la. Trata-se


99

de um meio direto de coerção.


e9
om

Por outro lado, a exigibilidade assegura à Administração a prerrogativa


N

de valer-se de meios indiretos de coerção para obrigar o particular a cumprir


uma determinada obrigação, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma
multa. Perceba que com a possibilidade de aplicação de multa pelo não
cumprimento de uma obrigação o particular irá “pensar duas vezes” antes de
descumpri-la. Por isso trata-se de um meio indireto de coerção.

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7.5.3. Coercibilidade

99
99
O terceiro atributo do poder de polícia é a coercibilidade, que garante à

99
Administração a possibilidade de impor coativamente ao particular as suas

99
decisões, independentemente de concordância deste.

99
A coercibilidade faz-se imprescindível no exercício do poder de polícia,

e9
pois, se a Administração fosse obrigada a obter a autorização ou anuência do

om
particular antes de aplicar uma sanção, ficaria praticamente inviável punir

N
algum infrator de normas administrativas. Tal atributo é indissociável da

99
99
autoexecutoriedade. O ato de polícia só é autoexecutório porque dotado de

99
força coercitiva.

99
99
e9
7.6. Prescrição da pretensão punitiva
O art. 1º da Lei 9.873/1999 é expresso ao afirmar que “prescreve emom
N
cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta,
99

no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em


99

vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente


99

ou continuada, do dia em que tiver cessado”.


99
99

Por outro lado, quando o fato objeto da ação punitiva da Administração


e9

também constituir crime, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei


om

penal.
N
99
99

7.7. Ciclo de polícia


9
99

Nos últimos concursos públicos realizados pela ESAF, foram várias as


99

questões de Direito Administrativo abordando o tópico “ciclo de polícia”. Por se


9
e9

tratar de um tema bastante peculiar, são poucos os doutrinadores que


om

abordam o assunto em seus livros, portanto, ainda não encontrei questões


N

sobre o tema em provas do CESPE.


9
99

De qualquer forma, como não podemos correr o risco de sermos


9

“surpreendidos” em provas da banca, é bom ficar atento às principais


99
99

informações sobre o tema.


99

O professor Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que a função de


e9

polícia é exercida em quatro fases – o ciclo de polícia – correspondendo a


om

seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia, o consentimento de


N

polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de polícia.


A ordem de polícia corresponde ao dispositivo legal básico que dá
início a todo o ciclo de atuação do poder de polícia. Pode se apresentar como
um preceito negativo absoluto, que simplesmente proíbe o exercício de
determinadas atividades individuais e de uso da propriedade privada, ou,
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ainda, como um preceito negativo com reserva de consentimento, que,
somente em princípio, proíbe a prática de determinadas atividades ou a
utilização da propriedade particular, que poderão ser eventualmente
consentidas mediante prévia avaliação da Administração.
O consentimento de polícia nada mais é do que o ato administrativo

99
pelo qual a Administração concede a sua anuência em relação ao exercício de

99
99
determinadas atividades e direitos pelo particular, materializando-se através

99
de um alvará, que possui como respectivas espécies a licença e a

99
autorização.

e9
om
Essa fase pode ou não estar presente na atuação da polícia

N
administrativa. Se o particular desejar construir um edifício, por exemplo, será

99
necessário requerer um alvará (consentimento de polícia) perante o órgão

99
competente. Por outro lado, existem casos em que não será cabível o

99
consentimento de polícia, a exemplo do que ocorre quando a ordem de

99
polícia (dispositivo legal) impõe uma proibição absoluta (vedação à

99
construção de novos edifícios em determinada área do município, por

e9
exemplo). Ora, se existe proibição absoluta de construção de novos edifícios
em determinada região, não há que se falar em consentimento de polícia. om
N
99

A fiscalização de polícia é atividade exclusiva das entidades regidas


99

pelo Direito Público, podendo ser exercida ex officio ou mediante provocação


99

de terceiros que desejam garantir o cumprimento da ordem de polícia, estando


99

sempre presente no ciclo de polícia.


99
e9

A sanção de polícia situa-se na fase final do ciclo de polícia, impondo-


om

se àqueles que violarem as ordens de polícia (estabelecidas mediante


N

dispositivos legais) e as condições de consentimento impostas pela


99
99

Administração.
9
99

A princípio, a sanção de polícia somente ocorrerá quando houver violação


99

às ordens de polícia ou às condições estabelecidas na concessão de um


9

alvará, por exemplo. Se não houver qualquer infração, não há que se falar em
e9

aplicação de sanção.
om
N
9
9 99
99
99
99
e9
om
N

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SUPER Resumo de Véspera de Prova - RVP

99
99
99
99
1. O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente

99
público em desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas

e9
formas diferentes: a) quando o agente público ultrapassa os limites da

om
competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder); e b) quando

N
o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para

99
atingir finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou

99
desvio de finalidade);

99
99
2. Para que um ato administrativo seja editado validamente, em conformidade

99
com a lei, é necessário que atenda a cinco requisitos básicos: competência,

e9
forma, finalidade, motivo e objeto. Quando os cinco requisitos forem
om
apresentados e detalhados na própria lei, ter-se-á um ato vinculado, pois o
N
agente público restringir-se-á ao prenchimento do ato nos termos que foram
99

definidos legalmente;
99

3. Poder discricionário é aquele que a própria lei concede ao agente público,


99

de modo explícito ou implícito, para a prática de atos administrativos,


99
99

autorizando-lhe a escolher, entre várias alternativas possíveis, aquela que


e9

melhor atende ao interesse coletivo;


om

4. Cuidado para não confundir discricionariedade e arbitrariedade. A


N

primeira consiste numa autonomia de escolha exercitada sob a égide da Lei


99

e nos limites do Direito. Isso significa que a discricionariedade não pode


99

traduzir um exercício prepotente de competências e, portanto, não autoriza


9
99

escolhas ao bel-prazer, por liberalidade ou para satisfação de interesses


99

secundários ou reprováveis, pois isso caracterizaria arbitrariedade. A


9
e9

arbitrariedade está presente nos atos que atentam contra a lei, inclusive
om

naqueles que extrapolam os limites da discricionariedade outorgada


N

legalmente ao agente público;


9
99

5. O Poder Judiciário jamais poderá revogar um ato editado pela


9

Administração, mas somente anulá-lo, quando for ilegal ou contrariar


99

princípios gerais do Direito. Somente a própria Administração pode revogar os


99

seus atos, pois essa possibilidade está relacionada diretamente à conveniência


99
e9

e à oportunidade;
om

6. O poder hierárquico é exercido de forma contínua e permanente dentro


N

de uma mesma pessoa política ou administrativa organizada verticalmente.


Sendo assim, é possível afirmar que, no interior da União, Estados, Municípios
e Distrito Federal, ocorrerão várias relações de hierarquia, todas elas fruto da
desconcentração;

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7. No exercício do poder hierárquico, várias prerrogativas serão asseguradas
aos órgãos e agentes superiores, a exemplo dos poderes de ordenar, fiscalizar,
delegar e avocar competências e de dirimir controvérsias de competência;

99
8. O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração

99
Pública de apurar infrações funcionais dos servidores públicos e demais

99
pessoas submetidas à disciplina administrativa, bem como aplicar

99
penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja cabível e

99
necessário;

e9
om
9. É válido destacar que os particulares que não possuem vínculo com a

N
Administração não podem ser punidos com respaldo no poder disciplinar, pois

99
não estão submetidos à sua disciplina punitiva. Sendo assim, caso o particular

99
tenha sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem possuir

99
qualquer vínculo jurídico com a mesma, não se trata de exercício do poder

99
disciplinar, mas, provavelmente, do poder de polícia;

99
e9
10. Cuidado para não confundir as medidas punitivas decorrentes do poder

om
disciplinar com as medidas decorrentes do poder punitivo do Estado. O N
poder punitivo do Estado objetiva a repressão de crimes e contravenções
99

definidas nas leis penais, sendo realizado pelo Poder Judiciário. Por outro
99

lado, o poder disciplinar visa resguardar a hierarquia e a eficiência


99

administrativa, combatendo os ilícitos administrativos;


99

11. O poder regulamentar consiste “na atribuição privativa do chefe do


99
e9

Poder Executivo para, mediante decreto, expedir atos normativos, chamados


om

regulamentos, compatíveis com a lei e visando desenvolvê-la". O poder


regulamentar é exercido exclusivamente pelo Chefe do Executivo, sendo
N
99

indelegável. Portanto, muito cuidado com as afirmativas de provas que


99

informam que, em caráter excepcional, esse poder pode ser delegado;


9
99

12. O decreto regulamentar é um ato administrativo e, portanto, encontra-


99

se subordinado aos limites da lei. Jamais poderá o decreto regulamentar


9
e9

inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações para os particulares,


om

pois, nos termos do inciso II do artigo 5º da CF/88, essa é uma prerrogativa


reservada à lei;
N
9
99

13. Para responder às questões de prova, lembre-se de que o decreto


9

autônomo é um ato normativo primário, que tem por objetivo disciplinar


99

matérias com força de lei, estando apto, portanto, a inovar na ordem


99

jurídica;
99
e9

14. Não confunda as expressões “polícia administrativa” e “polícia judiciária”. A


om

primeira incide sobre bens, direitos ou atividades (propriedade e


N

liberdade), sendo vinculada mais precisamente à prevenção de ilícitos


administrativos e difundindo-se por todos os órgãos administrativos, de
todos os Poderes e entidades públicas que tenham atribuições de
fiscalização (IBAMA, por exemplo). A segunda incide sobre pessoas, atuando
de forma conexa e acessória ao Poder Judiciário na apuração e prevenção de

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infrações penais, sendo regida, portanto, pelas normas de Direito Processual
Penal (Polícia Civil e Polícia Federal);

99
15. O poder de polícia fundamenta-se no princípio da supremacia do

99
interesse público sobre o interesse privado, objetivando impedir que

99
particulares pratiquem atos nocivos ao interesse público nas áreas de higiene,

99
99
saúde, meio ambiente, segurança pública, profissões, trânsito, entre outras.

e9
16. A função de polícia é exercida em quatro fases – o ciclo de polícia –

om
correspondendo a seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia, o

N
consentimento de polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de

99
polícia.

99
99
17. O art. 1º da Lei 9.873/1999 é expresso ao afirmar que “prescreve em

99
cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta,

99
no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em

e9
om
vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente
ou continuada, do dia em que tiver cessado”.
N
99
99
99
99
99
e9
om
N
99
9 99
99
9 99
e9
om
N
9
9 99
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e9
om
N

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99
QUESTÕES COMENTADAS - CESPE

99
99
(CESPE/Inspetor de Polícia Civil CE/2012) Com relação aos poderes e

99
atos administrativos, julgue os itens subsequentes.

e9
01. O abuso do poder pela autoridade competente invalida o ato por

om
ela praticado, devendo a invalidade ser reconhecida somente por

N
controle judicial.

99
99
Ao praticar ato que tipifique abuso de poder, o agente público está

99
extrapolando os limites de sua competência (excesso de poder) ou atuando

99
em desconformidade com a finalidade prevista legalmente (desvio de poder

99
ou finalidade).

e9
om
Em ambos os casos, o ato pode ser invalidado pela própria Administração
Pública, no exercício do poder de autotutela, ou pelo Poder Judiciário, nos
N
99

termos do art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, o que torna a assertiva


99

incorreta.
99
99
99

02. O ato de aplicação de penalidade administrativa deve ser sempre


e9

motivado.
om

Em regra, todos os atos administrativos devem ser motivados, inclusive


N

aqueles que imponham sanções, conforme preceitua o art. 50, II, da Lei
99
99

9.784/1999. Entretanto, é importante esclarecer que existem exceções, a


9

exemplo das nomeações e exonerações de cargos em comissão (também


99

chamados de cargos de confiança).


9 99

Nesse caso, a autoridade competente não está obrigada a apresentar, por


e9

escrito, as razões de fato e de direito que justificaram a nomeação ou


om

exoneração do servidor. Todavia, caso opte por motivar o ato, a motivação


N

deve ser verdadeira, pois, caso contrário, o ato poderá ser anulado com
9
99

fundamento na teoria dos motivos determinantes. Assertiva correta.


9
99
99
99

(CESPE/Procurador ALCE/2011) No que se refere aos poderes da


e9

administração pública, julgue os itens a seguir.


om

03. A revisão hierárquica somente será possível enquanto o ato não se


N

tornar definitivo para a administração.


O texto da assertiva simplesmente reproduziu os ensinamentos do professor
Hely Lopes Meirelles, e, portanto, deve ser considerado correto.
Para o saudoso administrativista, “rever atos de inferiores hierárquicos é
apreciar tais atos em todos os seus aspectos (competência, objeto,
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oportunidade, conveniência, justiça, finalidade e forma), para mantê-los ou
invalidá-los, de ofício ou mediante provocação do interessado. A revisão
hierárquica é possível enquanto o ato não se tornou definitivo para a
Administração, ou criou direito subjetivo para o particular, isto é, não fez
nascer para o destinatário um direito oponível à Administração (CF, art. 5º,

99
XXXVI; art. 6º da Lei de Introdução ao Código Civil; Súmula 473 do STF).”

99
99
99
04. No âmbito do direito privado, o poder de agir constitui mera

99
faculdade; no do direito administrativo, é uma imposição, um dever de

e9
agir para o agente público.

om
N
Ao ser investido em uma função pública, o agente público passa a gozar de

99
diversos poderes (prerrogativas), assegurados diretamente pela lei, e que são

99
imprescindíveis para o exercício de suas respectivas atribuições. A título de

99
exemplo, cita-se o poder disciplinar, que é assegurado legalmente à

99
autoridade competente a fim de que possa investigar e punir as infrações

99
funcionais cometidas pelos seus subordinados.

e9
om
Apesar de se configurar como um “poder”, a doutrina majoritária afirma que a
N
autoridade competente não pode se escusar de investigar e punir o servidor
99

faltoso, sendo obrigada a exercer o poder disciplinar obrigatoriamente, por


99

se tratar de um dever de agir (por isso os poderes administrativos também são


99

denominados de poderes-deveres). Assertiva correta.


99
99
e9

05. O poder discricionário apenas poderá ser aplicado quando a lei


om

expressamente conceder à administração liberdade para atuar dentro


N

de limites definidos.
99
99

Em algumas circunstâncias, ainda que a lei não conceda expressamente à


9

Administração Pública a prerrogativa de aplicação do poder disciplinar, entende


99

a doutrina majoritária que ele poderá ser exercido normalmente, o invalida o


99

texto da assertiva.
9
e9

A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, por exemplo, afirma que a fonte
om

da discricionariedade é a própria lei; aquela só existe nos espaços


N

deixados por esta. Nesses espaços, a atuação livre da administração é


9
99

previamente legitimada pelo legislador. Normalmente, essa discricionariedade


9
99

existe:
99

“a) quando a lei expressamente a confere à Administração, como ocorre


99

no caso da norma que permite a remoção ex officio do funcionário, a critério


e9

da Administração, para atender à conveniência dos serviços;


om
N

b) quando a lei é omissa, porque não lhe é possível prever todas as


situações supervenientes ao momento de sua promulgação, hipótese em que a
autoridade deverá decidir de acordo com princípios extraídos do ordenamento
jurídico;

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c) quando a lei prevê determinada competência, mas não estabelece a
conduta a ser adotada; exemplos dessa hipótese encontram-se em matéria
de poder de polícia, em que é impossível à lei traçar todas as condutas
possíveis diante de lesão ou ameaça de lesão à vida, à segurança pública, à
saúde.

99
(CESPE/Administrador Correios/2011) Julgue os próximos itens,

99
99
referentes aos poderes e deveres do administrador público.

99
06. A prestação de contas é dever do administrador público e de

99
qualquer pessoa que seja responsável por bens e valores públicos, a

e9
fim de que se atenda o interesse da coletividade e, consequentemente,

om
o bem comum.

N
99
Como o agente público é responsável pela gestão de bens e interesses da

99
coletividade, nada mais natural do que prestar contas de todas as suas

99
condutas administrativas, permitindo, assim, que sejam analisadas e

99
questionadas (se for o caso) pelos eventuais interessados, o que torna correta

99
a assertiva.

e9
om
Não se trata de uma faculdade assegurada ao administrador público, mas sim
N
um dever constitucional, previsto expressamente no art. 70, parágrafo
99

único, que assim dispõe:


99

“Art. 70. Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica,
99

pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre


99

dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que,


99
e9

em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária”.


om
N
99

(CESPE/Analista Administrativo MPE-PI/2011) No que se refere aos


99

poderes da administração pública, julgue os itens subsequentes.


9
99

07. No exercício do poder regulamentar, os chefes do Executivo não


99

podem editar atos que contrariem a lei ou que criem direitos e


9

obrigações que nela não estejam previstos, sob pena de ofensa ao


e9

princípio da legalidade.
om
N

O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina


9

majoritária, portanto, deve ser considerado correto.


9 99

O professor José dos Santos Carvalho Filho, por exemplo, afirma que “a
99
99

prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois,


99

a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer,


e9

cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do


om

Legislativo”.
N

08. Como resulta do sistema hierárquico, o poder disciplinar existe no


âmbito do Poder Executivo, mas não no dos poderes Legislativo e
Judiciário, nos quais não há relações de hierarquia ou de
subordinação.
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Apesar de os agentes políticos (juízes, membros do Ministério Público, dos
Tribunais de Contas e parlamentares) gozarem de independência funcional
nos exercícios de suas funções típicas, estão submetidos à hierarquia funcional
no exercício das atividades administrativas.
No momento de decidir sobre a propositura de uma ação penal pública, por

99
exemplo, o Procurador da República não está obrigado a seguir as

99
99
determinações do Procurador-Regional ou Procurador-Geral da República, pois

99
goza de independência funcional no exercício de suas funções típicas.

99
Todavia, no âmbito administrativo interno, prevalece a relação de

e9
subordinação entre ambos.

om
Desse modo, se um pedido de afastamento para participar de Congresso

N
Jurídico a ser realizado no exterior for negado pelo Procurador-Geral da

99
República, por exemplo, o Procurador da República simplesmente deverá

99
99
acatar tal decisão, pois se trata de uma decisão administrativa (função atípica)

99
e não relacionada diretamente ao exercício de suas funções institucionais.

99
Diante do que foi exposto, não restam dúvidas de que o poder hierárquico se

e9
manifesta no âmbito de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário),
om
assim como no âmbito do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, o que
N
torna a assertiva incorreta.
99
99
99

(Administrador/DENTRAN ES 2010/CESPE) Acerca da administração


99

pública e dos poderes e deveres do administrador público, julgue os


99
e9

próximos itens.
om

09. Ao administrador público são atribuídos poderes discricionários,


N

sendo-lhe facultado renunciar parcialmente aos poderes recebidos.


99
99

O professor José dos Santos Carvalho Filho afirma que os poderes


9

administrativos são outorgados aos agentes do Poder Público para lhes


99

permitir atuação voltada aos interesses da coletividade. Sendo assim, deles


99

emanam duas ordens de conseqüência: 1ª) são eles irrenunciáveis; 2ª)


9
e9

devem ser obrigatoriamente exercidos pelos titulares. Assertiva incorreta.


om
N
9

(Advogado/DETRAN ES 2010/CESPE) Acerca dos princípios e poderes


99

que regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.


9
99
99

10. No exercício do poder regulamentar, o presidente da República


99

pode dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos


e9

públicos, quando vagos.


om

O professor Hely Lopes Meirelles afirma que o “poder regulamentar é a


N

faculdade de que dispõem os Chefes de Executivo (Presidente da República,


Governadores e Prefeitos) de explicar a lei para sua correta execução, ou de
expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não
disciplinada por lei. É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo (CF,
art. 84, IV), e, por isso mesmo, indelegável a qualquer subordinado”.

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A prerrogativa para edição de decretos autônomos consta expressamente
no inc. VI, do art. 84, da CF/1988, ao estabelecer que compete privativamente
ao Presidente da República dispor, mediante decreto, sobre a “extinção de
funções ou cargos públicos, quando vagos”. Assertiva correta.
(Defensor Público/DPE BA 2010/CESPE) Acerca dos poderes

99
administrativos, julgue os seguintes itens.

99
99
11. Em decorrência do poder hierárquico, é permitida a avocação

99
temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente

99
inferior, devendo-se, entretanto, adotar essa prática em caráter

e9
excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados.

om
N
O art. 15 da Lei 9.784/1999 afirma que “será permitida, em caráter

99
excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a

99
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente

99
inferior”, o que torna correta a assertiva.

99
99
e9
12. As medidas de polícia administrativa são frequentemente
autoexecutórias, podendo a administração pôr suas decisões em om
N
execução por si mesma, sem precisar recorrer previamente ao Poder
99

Judiciário.
99
99

O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento do


99

professor Celso Antônio Bandeira de Mello, e, portanto, deve ser considerado


99

correto.
e9

Segundo o citado professor, “as medidas de polícia administrativa


om

frequentemente são autoexecutórias: isto é, pode a Administração Pública


N

promover, por si mesma, independentemente de remeter-se ao Poder


99
99

Judiciário, a conformação do comportamento do particular às injunções dela


9

emanadas, sem necessidade de um prévio juízo de cognição e ulterior juízo de


99

execução processado perante as autoridades judiciárias. Assim, uma ordem


99

para dissolução de comício ou passeata, quando estes sejam perturbadores da


9
e9

tranqüilidade pública, será coativamente assegurada pelos órgãos


om

administrativos. Estes se dispensam de obter uma declaração preliminar do


N

Judiciário, seja para declaração do caráter turbulento do comício ou da


9
99

passeata, seja para determinar sua dissolução”.


9
99
99

(Técnico Superior/IPAJM 2010/CESPE - adaptada) Segundo a


99

doutrina, podem-se conceituar poderes administrativos como o


e9

conjunto de prerrogativas de direito público que a ordem jurídica


om

confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que o


N

Estado alcance seus fins.


Idem, ibidem (com adaptações).
Com relação aos poderes administrativos, julgue os itens seguintes.

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13. Ao poder disciplinar incumbe apurar infrações e aplicar
penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à
disciplina administrativa. Já o poder discricionário é o que leva ao
entendimento de que a administração tem liberdade de escolha entre
punir ou não o servidor faltoso.

99
A prerrogativa assegurada à Administração de apurar infrações e aplicar

99
99
penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à disciplina

99
administrativa (a exemplo dos concessionários e permissionários de serviços

99
públicos) realmente está amparada no poder disciplinar.

e9
Nesse sentido, o art. 143 da Lei 8.112/1990 dispõe que “a autoridade

om
que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a

N
sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo

99
disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa”.

99
99
Desse modo, deve ficar claro que a Administração está obrigada a apurar

99
e punir, no caso de configuração do ilícito, todas as eventuais irregularidades

99
detectadas na esfera administrativa. Não há discricionariedade administrativa

e9
em relação à punição, ou não, de um servidor comprovadamente faltoso.
Assertiva incorreta. om
N
99
99

14. O poder vinculado encerra prerrogativa do poder público.


99
99

A doutrina majoritária tem afirmado que o poder vinculado não seria


99

um “poder” autônomo, mas simplesmente uma obrigação imposta diretamente


e9

pela lei. Isso porque não se outorga ao agente público qualquer prerrogativa,
om

mas simplesmente se exige que a lei seja cumprida.


N

O professor José dos Santos Carvalho Filho, por exemplo, afirma “não se
99
99

tratar propriamente de um ‘poder’ outorgado ao administrador; na verdade,


9

através dele não se lhe confere qualquer prerrogativa de direito público. Ao


99

contrário, a atuação vinculada reflete uma imposição ao administrador,


99

obrigando-o a conduzir-se rigorosamente em conformidade com os parâmetros


9
e9

legais. Por conseguinte, esse tipo de atuação mais se caracteriza como


om

restrição e seu sentido está bem distante do que sinaliza o verdadeiro poder
N

administrativo”.
9
99

Analisando-se os comentários apresentados, contata-se que o texto da


9
99

assertiva deve ser considerado incorreto.


99
99
e9

15. Não há aplicação de penalidade sem prévia apuração, assegurados


om

o contraditório e a ampla defesa; todavia, há exceções, ou seja,


N

algumas sanções poderão ser impostas sem o devido procedimento


legal, tendo em vista a discricionariedade do poder disciplinar.
O inc. LV, do art. 5º, da CF/1988, afirma expressamente que “aos
litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral

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são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a
ela inerentes”.
No julgamento do mandando de segurança nº 6896/DF, de relatoria do
Ministro Fernando Gonçalves e publicado no DJE em 05/08/2002, o Superior
Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que “no processo

99
administrativo disciplinar, é indispensável que se proporcione ao servidor

99
99
processado, esteja ele já indiciado (art. 161, § 1º, da Lei 8.112/90) ou ainda

99
como simples acusado (na fase de instrução do inquérito administrativo), o

99
direito à ampla defesa e ao contraditório, devendo-se chamar o acusado ao

e9
feito desde o seu início, para que tenha oportunidade de acompanhar a

om
instrução”.

N
Sendo assim, lembre-se sempre de que a aplicação de sanções somente

99
poderá ocorrer após o devido procedimento legal, o que torna incorreta a

99
assertiva.

99
99
99
16. Atualmente, é unânime o entendimento no sentido de que o poder

e9
discricionário não é absoluto. Nesse sentido, cresceram as
possibilidades de o Poder Judiciário controlar os atos advindos desse om
N
tipo de poder.
99
99

À época da aplicação da prova, muitos candidatos apresentaram recursos


99

exigindo a anulação dessa assertiva, pois afirmavam que a expressão


99

“unânime” invalidaria o seu conteúdo. Todavia, apesar das várias


99

manifestações, a banca não alterou o gabarito, considerando a assertiva


e9

correta.
om

Em direito, é muito difícil encontrar um tema que seja unanimidade entre


N
99

os estudiosos. Sempre existe um autor aqui ou ali que defende entendimento


99

diferente. O mais correto seria o CESPE ter afirmado que “atualmente,


9

predomina o entendimento...”, pois, nesse caso, não ensejaria qualquer


99

margem para discussão.


9 99
e9

O poder discricionário realmente não é absoluto. Desse modo, é


om

assegurada ao Poder Judiciário a prerrogativa de apreciar os aspectos de


legalidade e verificar se as condutas administrativas estão dentro dos limites
N
9

discricionários estabelecidos legalmente. No mesmo sentido, faculta-se


99

ainda ao Poder Judiciário analisar os atos administrativos discricionários a fim


9
99

de verificar se estão em conformidade com os princípios da moralidade,


99

razoabilidade e proporcionalidade.
99
e9
om

17. A liberdade de escolha dos critérios de conveniência e


N

oportunidade é corolário do poder discricionário, que ocorre quando o


agente se conduz fora dos limites da lei.
Ao responder às questões de prova, lembre-se sempre de que o
administrador público está obrigado a atuar em conformidade com a lei,
sempre dentro dos limites autorizados.

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Quando o agente se conduz fora dos limites da lei, mesmo sob o
pretexto de que está amparado pelo poder discricionário, estará praticando
uma arbitrariedade, ensejando, assim, a aplicação das sanções
correspondentes. Assertiva incorreta.

99
99
(Promotor de Justiça Substituto/MPE SE 2010/CESPE - adaptada) No

99
que concerne aos poderes administrativos, julgue os itens seguintes.

99
99
18. O poder regulamentar formaliza-se por meio de decretos e

e9
regulamentos. Nesse sentido, as instruções normativas, as resoluções

om
e as portarias não podem ser qualificadas como atos de

N
regulamentação.

99
José dos Santos Carvalho Filho afirma que a “formalização do poder

99
regulamentar se processa, basicamente, por decretos e regulamentos.

99
Nesse sentido é que o art. 84, IV, da Constituição Federal dispõe que ao

99
Presidente da República compete expedir decretos e regulamentos para a fiel

99
e9
execução das leis”.

om
Afirma ainda o professor que “há também atos normativos que, editados
N
por outras autoridades administrativas podem caracterizar-se como inseridos
99

no poder regulamentar. É o caso de instruções normativas, resoluções,


99

portarias, etc. Tais atos têm frequentemente um circulo de aplicação mais


99

restrito, mas, veiculando normas gerais e abstratas para a explicitação das


99

leis, não deixam de ser, a seu modo, meios de formalização do poder


99
e9

regulamentar”. Assertiva incorreta.


om
N

19. O poder de polícia administrativa consubstancia-se por meio de


99
99

determinações de ordem pública, de modo a gerar deveres e


9

obrigações aos indivíduos. Nesse sentido, os atos por intermédio dos


99

quais a administração consente o exercício de determinadas atividades


99

não são considerados atos de polícia.


9
e9

Temos aqui mais uma assertiva baseada no livro do professor José dos
om

Santos Carvalho Filho, que é claro ao afirmar que “os denominados atos de
N

polícia possuem, quanto ao objeto que colimam, dupla qualificação: ou


9
99

constituem determinações de ordem pública ou consubstanciam


9
99

consentimentos dispensados aos indivíduos”.


99

Em relação aos consentimentos, informa o professor que “representam


99

a resposta positiva da Administração Pública aos pedidos formulados por


e9

indivíduos interessados em exercer determinada atividade, que dependa do


om

referido consentimento para ser considerada legítima. Aqui a Polícia


N

Administrativa resulta da verificação que fazem os órgãos competentes sobre a


existência ou inexistência de normas restritivas e condicionadoras, relativas à
atividade pretendida pelo administrado. Tais atos de consentimento são as
licenças e as autorizações”.

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Analisando-se os comentários apresentados, constata-se que o texto da
assertiva está incorreto.

20. Na esfera da administração pública federal, direta ou indireta, a

99
ação punitiva, quando se tratar do exercício do poder de polícia,

99
prescreve em cinco anos contados a partir da data da prática do ato

99
ou, em se tratando de infração permanente ou continuada, a partir do

99
dia em que esta tiver cessado.

99
e9
Esse é o teor do art. 1º da Lei 9.873/1999, que é expresso ao afirmar

om
que “prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública

N
Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar

99
infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso

99
de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado”. Assertiva

99
correta.

99
99
e9
(Analista Administrativo/MPU 2010/CESPE) Com relação aos poderes,
atos e contratos administrativos, julgue o item a seguir. om
N
21. As prerrogativas do regime jurídico administrativo conferem
99
99

poderes à administração, colocada em posição de supremacia sobre o


99

particular; já as sujeições servem de limites à atuação administrativa,


99

como garantia do respeito às finalidades públicas e também dos


99

direitos do cidadão.
e9

O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da


om

doutrina majoritária, portanto, deve ser considerado correto.


N
99

Ao responder às questões de prova, lembre-se sempre de que o regime


99

jurídico-administrativo possui fundamento básico em dois princípios


9
99

administrativos: o da supremacia do interesse público sobre o interesse


99

privado e o da indisponibilidade do interesse público.


9
e9

Enquanto o primeiro coloca a Administração Pública em posição de


om

superioridade em relação aos particulares (relação vertical), assegurando-lhe


N

várias prerrogativas (a exemplo da possibilidade de alteração unilateral dos


9

contratos administrativos), o segundo cria diversas restrições (sujeições) aos


99

agentes públicos, a exemplo da obrigatoriedade de realização de concursos


9
99

públicos para a contratação de pessoal.


99
99
e9

(Analista Processual/MPU 2010/CESPE) A administração pública,


om

regulamentada no texto constitucional, possui princípios e


N

características que lhe conferem organização e funcionamento


peculiares. A respeito desse assunto, julgue o próximo item.
22. A administração pública exerce seu poder disciplinar quando exige
do particular a entrega de estudo de impacto ambiental para a
liberação de determinado empreendimento.
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O poder disciplinar assegura à Administração Pública a prerrogativa de
investigar e punir seus servidores, bem como demais pessoas sujeitas à sua
disciplina administrativa, que cometam atos tipificados como infrações
administrativas.

99
99
Ao exigir a entrega de estudo de impacto ambiental para a liberação de

99
determinado empreendimento, a Administração não está investigando ou

99
punindo o particular, mas apenas adotando providências com o intuito de

99
verificar se as normas condicionantes para o exercício de determinada

e9
atividade foram respeitadas.

om
N
Em outras palavras, está exercendo o poder de polícia, o que torna

99
incorreta a assertiva.

99
99
99
(Analista Processual/MPU 2010/CESPE) Acerca do poder de polícia, do

99
poder hierárquico e do abuso de poder, julgue os próximos itens.

e9
om
23. A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode
ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação
N
99

judicial, e, em certas circunstâncias, o abuso de poder constitui ilícito


99

penal.
99

Ao praticar uma conduta abusiva (excesso de poder, por exemplo), o


99

agente público pode ser responsabilizado nas três esferas: administrativa, civil
99

e penal.
e9
om

Ademais, o particular prejudicado pode ainda levar tal fato ao


N

conhecimento da Administração Pública ou do Poder Judiciário exigindo a sua


99

invalidação. Assertiva correta.


9 99
99
99

24. O poder de polícia, vinculado a prática de ato ilícito de um


9

particular, tem natureza sancionatória, devendo ser exercido apenas


e9

de maneira repressiva.
om
N

Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao


9

interesse geral da sociedade, o poder de polícia poderá ser exercido na forma


99

preventiva ou repressiva.
9
99

Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da imposição


99

de sanções aos particulares que praticarem condutas nocivas ao interesse


99
e9

coletivo, constatadas através da atividade fiscalizatória. Por outro lado, na


om

forma preventiva é exercido através da edição de normas condicionadoras


do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a exemplo
N

da outorga de alvarás (licenças e autorizações) aos particulares que cumpram


as condições e requisitos para o uso da propriedade e exercício das atividades
que devem ser policiadas.
Diante do exposto, constata-se que o texto da assertiva deve ser
considerado incorreto.
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25. O ordenamento jurídico pode determinar que a competência de


certo órgão ou de agente inferior na escala hierárquica seja exclusiva
e, portanto, não possa ser avocada.

99
O art. 15 da Lei 9.784/1999 dispõe que “será permitida, em caráter

99
excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação

99
temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior”.

99
Todavia, deve ficar claro que as competências exclusivas não podem ser

99
avocadas, o que torna correta a assertiva.

e9
om
N
(Oficial – Administração/PMDF 2010/CESPE) No que concerne aos

99
princípios, aos poderes e à organização da administração pública,

99
julgue os itens seguintes.

99
99
26. Considere que o órgão responsável pela fiscalização sanitária de

99
determinado município, ao inspecionar determinado restaurante,

e9
tenha constatado que o estabelecimento não atendia aos requisitos
mínimos de higiene e segurança para o público. Considere, ainda, que om
N
o agente público responsável pela fiscalização tenha aplicado multa e
99

interditado o estabelecimento até que as irregularidades fossem


99

sanadas. Nessa situação, a administração pública exerceu seu poder


99

de polícia.
99
99

O art. 78 do Código Tributário Nacional considera poder de polícia “a


e9

atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito,


om

interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão


N

de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos


99

costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades


99

econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à


9
99

tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou


99

coletivos”.
9
e9

Analisando-se o dispositivo legal, não restam dúvidas de que a


om

Administração agiu amparada pelo poder de polícia ao interditar o


N

estabelecimento particular, já que a atividade exercida colocava em risco a


9
99

segurança e a saúde da coletividade. Assertiva correta.


9
99
99

27. Ao apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos,


99

a administração pública exerce o poder hierárquico.


e9
om

Ao apurar eventuais infrações cometidas por servidores públicos e


N

demais pessoas submetidas à disciplina administrativa, bem como aplicar as


respectivas penalidades, a Administração atua no exercício do poder
disciplinar, o que torna incorreta a assertiva.
Apesar de amparada pelo poder disciplinar, lembre-se sempre de que tal
prerrogativa é uma conseqüência das relações de hierarquia existentes no

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âmbito da Administração Pública. Um chefe de repartição, por exemplo,
somente pode aplicar uma advertência a determinado servidor porque se
encontra em nível hierárquico superior.

99
28. (Conhecimentos básicos/Controladoria Geral do Estado de

99
Pernambuco 2010/CESPE) O abuso de poder constitui desrespeito ao

99
requisito administrativo

99
A) da finalidade.

99
B) da forma.

e9
C) do motivo.

om
D) do objeto.

N
E) da competência.

99
99
Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre

99
quando a autoridade, embora competente para agir, ultrapassa os limites de

99
suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas”.

99
e9
O abuso de poder apresenta-se com um gênero, podendo se

om
apresentar sob duas espécies diferentes: N
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que
99

lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder);


99
99

2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites


99

legais, mas para atingir finalidade diferente daquela prevista em lei


99

(desvio de poder ou desvio de finalidade);


e9

Analisando-se os comentários apresentados, conclui-se que a questões


om

possui duas respostas corretas: letra “a” e letra “e”. Isso porque o caput não
N

deixou claro se estava se referindo ao desvio ou excesso de poder, citando


99
99

apenas a expressão “abuso de poder” (que é genérica).


9
99

Contudo, para variar, o CESPE decidiu não anular a questão,


99

confirmando como gabarito a letra “a”, o que é um absurdo!


9
e9
om

(Analista Judiciário – área administrativa/TRE BA 2010/CESPE) Acerca


N

dos atos e dos poderes administrativos, julgue o item a seguir.


9
99

29. Quando um fiscal apreende remédios com prazo de validade


9
99

vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se exemplo do


99

poder disciplinar da administração pública.


99

Eis aqui mais uma assertiva tentando fazer com que o candidato
e9
om

confunda o poder de polícia com o poder disciplinar.


N

Ao responder às questões de prova, lembre-se sempre de que o poder


disciplinar somente será exercido em relação aos servidores públicos ou
demais agentes que estejam submetidos à disciplina jurídica da
Administração, a exemplo dos concessionários e permissionários de serviços
públicos.

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Perceba que o texto da questão simplesmente afirma que foram
apreendidos remédios em uma farmácia, não fazendo qualquer referência à
expressão “servidores públicos” ou ao fato de que o “dono da farmácia” está
submetido à disciplina administrativa (possui algum vínculo específico com o
Poder Público).

99
Sendo assim, não restam dúvidas de que a assertiva deve ser

99
99
considerada incorreta, já que a apreensão ocorreu com fundamento no

99
exercício do poder de polícia.

99
e9
om
(Analista Judiciário – área judiciária/TRE BA 2010/CESPE) Com

N
relação ao processo administrativo e aos poderes conferidos à

99
administração pública, julgue o item que se segue.

99
30. O poder de polícia, considerado como a atividade do Estado

99
limitadora do exercício dos direitos individuais em benefício do

99
interesse público, é atribuído com exclusividade ao Poder Executivo.

99
e9
O professor Diógenes Gasparini afirma que a expressão atribuição de
polícia pode ser tomada tanto em sentido amplo como em sentido estrito. om
N
“Em sentido amplo, abrange, além dos atos do Executivo, os do Legislativo.
99

Em sentido estrito, alcança somente os atos do Executivo. Para indicar esse


99

sentido, o estrito, costuma-se dizer: atribuição de polícia administrativa, ou,


99

simplesmente, polícia administrativa. Para indicar aquele, o amplo, diz-se


99

Poder de Polícia”.
99
e9

Diante dos comentários apresentados, percebe-se que o texto da


om

assertiva está incorreto, pois afirmou que o poder de polícia é atribuído com
N

exclusividade ao Poder Executivo.


99
9 99
99

31. (CESPE/Defensor Público – DPE RR/2013) Assinale a opção correta


99

a respeito dos poderes administrativos.


9
e9

a) Os entes descentralizados estão submetidos ao controle hierárquico


om

exercido pela administração direta, já que o vínculo existente nessa


N

relação jurídica é o de subordinação.


9
99

b) O controle jurisdicional do poder disciplinar da administração


9

pública é amplo, podendo o juiz, inclusive, determinar concretamente


99

a sanção disciplinar aplicável ao caso.


99
99

c) A organização administrativa baseia-se nos pressupostos da


e9

distribuição de competências e da hierarquia, razão por que o titular


om

de uma secretaria estadual, desde que não haja impedimento legal,


N

pode delegar parte da sua competência a outro órgão quando for


conveniente em razão de determinadas circunstâncias, como a de
índole econômica, por exemplo.

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d) No âmbito do poder disciplinar, a administração pública possui
discricionariedade para decidir se apurará, ou não, infração funcional
cometida por servidor.
e) Com o objetivo de melhorar a eficiência administrativa, os estados-
membros podem delegar o poder de polícia administrativa a

99
sociedades de economia mista, especialmente a competência para a

99
99
aplicação de multas.

99
a) O vínculo existente entre as entidades da Administração Pública

99
Direta e Administração Pública Indireta é apenas de vinculação e não de

e9
subordinação. Assim, aquelas não poderão exercer controle hierárquico sobre

om
estas, mas apenas o denominado controle finalístico. Assertiva incorreta.

N
99
b) No julgamento do Mandado de Segurança nº 12.927/DF, de relatoria

99
do Ministro Felix Fischer, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “tendo em

99
vista o regime jurídico disciplinar, especialmente os princípios da dignidade da

99
pessoa humana, culpabilidade e proporcionalidade, inexiste aspecto

99
discricionário (juízo de conveniência e oportunidade) no ato administrativo que

e9
impõe sanção disciplinar. Inexistindo discricionariedade no ato disciplinar, o
controle jurisdicional é amplo e não se limita a aspectos formais”. om
N
99

Todavia, destaca-se que o Poder Judiciário não pode substituir o


99

administrador, determinando, no caso em concreto, a sanção disciplinar


99

aplicável à situação em análise. Assertiva incorreta.


99

c) O texto da assertiva está em conformidade com o teor do art. 12 da


99
e9

Lei 9.784/1999, que é expresso ao afirmar que “um órgão administrativo e seu
om

titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua


competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam
N
99

hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de


99

circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial”.


9

Assertiva correta.
99
99

d) A apuração de eventual infração praticada por servidor público, assim


9
e9

como a respectiva aplicação de pena disciplinar tem, para o superior


om

hierárquico, o caráter de um poder-dever, uma vez que a condescendência


na punição é considerada crime contra a administração pública. Assertiva
N
9

incorreta.
9 99

e) No julgamento do Recurso Especial nº 817.534/MG, cujo acórdão foi


99

publicado em 10/12/2009, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça


99

decidiu pela inviabilidade de delegação do poder de coerção (aplicação de


99

multa) à BHTRANS (sociedade de economia mista regida pelo direito


e9
om

privado), em face das previsões contidas no Código de Trânsito Brasileiro, ao


entendimento de se tratar de atividade incompatível com a finalidade de lucro
N

almejada pelo particular. Assertiva incorreta.


Gabarito: Letra c.

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32. (CESPE/Analista Executivo – SEGER ES/2013) Acerca dos poderes
da administração pública, assinale a opção correta.
a) O poder de polícia é prerrogativa conferida à administração, que
pode condicionar e restringir o uso e o gozo de bens, atividades e
direitos individuais, em benefício do interesse público, sendo exercido

99
pela polícia civil no âmbito estadual e pela Polícia Federal no âmbito da

99
99
União.

99
b) O poder hierárquico é o poder de que dispõe a administração para

99
organizar e distribuir as funções de seus órgãos, estabelecendo a

e9
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.

om
N
c) O poder discricionário somente poderá ser exercido, em respeito ao

99
princípio do direito adquirido, no momento em que o ato for praticado.

99
d) O poder disciplinar, necessário à manutenção e à organização da

99
estrutura interna da administração, é exercido por meio de atos

99
99
normativos que regulam o funcionamento dos órgãos.

e9
e) O poder regulamentar confere à administração a prerrogativa de
editar atos gerais para complementar ou alterar as leis. om
N
99
99

a) Para responder às questões do CESPE, lembre-se sempre de que o


99

poder de polícia é exercido pela Administração Pública, através de seus órgãos


99

e entidades administrativas incumbidos da prerrogativa de fiscalização, a


99

exemplo do IBAMA, ANVISA, ANATEL, Ministério da Saúde, entre outros. Em


e9

regra, a Polícia Civil e Polícia Federal não exercem atividades administrativas


om

de fiscalização, mas sim atribuições inerentes à segurança pública. Assertiva


N

incorreta.
99
99

b) O vínculo de hierarquia é essencial a fim de que se possa garantir um


9
99

efetivo controle necessário ao cumprimento do princípio da eficiência,


99

mandamento obrigatório assegurado expressamente no texto constitucional.


9

Assertiva correta.
e9
om

c) Além de ser exercida no momento da edição do ato, a


N

discricionariedade também estará presente posteriormente, caso a


9

Administração Pública decida revogar o respectivo ato. É o que ocorre, por


99

exemplo, quando a Administração Pública decide revogar autorização para


9
99

fechamento de determinada rua, anteriormente concedida para realização de


99

festa junina. Assertiva incorreta.


99
e9

d) Em regra, a organização e o funcionamento interno dos órgãos


om

administrativos estão pautados no poder normativo e não do poder


N

disciplinar. Assertiva incorreta.


e) O poder regulamentar encontra amparo no inciso IV, artigo 84, da
CF/1988, que dispõe ser da competência do Presidente da República
“sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e
regulamentos para sua fiel execução”. Todavia, deve ficar bem claro que no

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exercício do poder regulamentar não pode o Chefe do Executivo alterar ou
contrariar o texto legal, sob pena de invalidação do ato administrativo
editado. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra b.

99
99
99
99
99
33. (CESPE/Técnico Judiciário – TRE MS/2013) Um agente de trânsito,

e9
om
ao realizar fiscalização em uma rua, verificou que determinado
indivíduo estaria conduzindo um veículo em mau estado de

N
99
conservação, comprometendo, assim, a segurança do trânsito e,

99
consequentemente, a da população. Diante dessa situação, o agente

99
de trânsito resolveu reter o veículo e multar o proprietário.

99
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que explicita,

99
correta e respectivamente, o poder da administração correspondente

e9
om
aos atos praticados pelo agente, e os atributos verificados nos atos
administrativos que caracterizam a retenção do veículo e a aplicação
N
99

de multa.
99

a) poder disciplinar — exigibilidade e discricionariedade


99
99

b) poder de polícia — autoexecutoriedade e exigibilidade


99

c) poder hierárquico — exigibilidade e autoexecutoriedade


e9
om

d) poder disciplinar — autoexecutoriedade e exigibilidade


N

e) poder de polícia — exigibilidade e discricionariedade


99
9 99
99

De início, perceba que a questão não informou se existe algum vínculo


99

jurídico entre a Administração Pública e o particular que foi penalizado,


9

portanto, está descartada a possibilidade de a retenção do veículo e a multa


e9

terem sido aplicadas com fundamento no poder disciplinar. Nesse caso, não há
om

dúvidas de que foi exercido o poder de polícia.


N
9

Tendo sido aplicadas com fundamento no poder de polícia, as


9 99

penalidades estão amparadas pelo atributo da autoexecutoriedade, já que a


99

Administração Pública não precisou de autorização do Poder Judiciário para


99

implementá-las. De outro lado, por se tratar de instrumentos indiretos de


99

coerção na tentativa de obrigar o particular a cumprir as obrigações legais,


e9

estará presente apenas a exigibilidade (que é um desmembramento da


om

autoexecutoriedade).
N

Gabarito: Letra b.

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34. (CESPE/Analista Judiciário – CNJ/2013) Em relação a direito
administrativo, julgue o item subsequente.
I. O objeto do poder de polícia administrativa é todo bem, direito ou
atividade individual que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a
segurança nacional.

99
99
As informações apresentadas na assertiva foram extraídas diretamente do

99
conceito legal de poder de polícia, previsto expressamente no art. 78 do

99
Código Tributário Nacional, que assim dispõe: “Considera-se poder de

99
polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando

e9
direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato,

om
em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem,

N
aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de

99
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder

99
99
Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos

99
individuais ou coletivos”. Assertiva correta.

99
e9
om
35. (CESPE/Analista Judiciário – TRE MS/2013) Assinale a opção N
correta acerca dos atos administrativos e dos poderes da
99

administração pública.
99

a) Decorre do poder disciplinar o ato da autoridade superior de avocar


99

para a sua esfera decisória ato da competência de agente a ele


99

subordinado.
99
e9

b) O ato administrativo ilegal praticado por agente administrativo


om

corrupto produz efeitos normalmente, pois traz em si o atributo da


N

presunção, ainda que relativa, de legitimidade.


99
99

c) Configura excesso de poder o ato do administrador público que


9

remove um servidor de ofício com o fim de puni-lo.


99
99

d) A admissão é ato administrativo discricionário pelo qual a


9

administração faculta ao interessado a inclusão em estabelecimento


e9

do governo para a utilização de um serviço público.


om
N

e) O poder regulamentar é prerrogativa de direito público conferida à


9

administração pública de exercer função normativa para


99

complementar as leis criadas pelo Poder Legislativo, podendo inclusive


9
99

alterá-las de forma a permitir a sua efetiva aplicação.


99
99
e9

a) A prerrogativa de avocar atos legalmente atribuídos a agentes


om

subordinados é conseqüência do poder hierárquico e não do poder


N

disciplinar. Assertiva incorreta.


b) Quando se afirma que o ato administrativo é presumivelmente
legitimo, está se afirmando que foi editado em conformidade com o direito, ou
seja, respeitando-se as leis e princípios vigentes. Nesse caso, presume-se
que a Administração Pública não erra, isto é, não edita atos contrários à lei.
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Sendo assim, não importa se o ato foi editado por agente público corrupto,
competente ou incompetente, pois o ato produzirá os seus efeitos
normalmente. Assertiva correta.
c) Se o ato administrativo de remoção de servidor público foi editado
com o intuito de puni-lo, ficará caracterizado desvio de finalidade e não

99
excesso de poder, pois a autoridade competente simplesmente descumpriu a

99
99
finalidade específica do ato. Assertiva incorreta.

99
99
e9
d) Ao contrário do que consta no texto da assertiva, o ato administrativo

om
denominado “demissão” é vinculado, pois, caso o particular atenda aos

N
requisitos legais, terá o direito líquido e certo a usufruir do serviço público

99
oferecido. É o que ocorre, por exemplo, em relação ao candidato que é

99
aprovado em vestibular promovido por universidade pública. Assertiva

99
incorreta.

99
99
e) O decreto regulamentar jamais poderá inovar na ordem jurídica,

e9
criando direitos e obrigações para os particulares, pois, nos termos do inciso

om
II, artigo 5º, da CF/88, essa é uma prerrogativa reservada à lei. No mesmo
N
sentido, o conteúdo do decreto regulamentar não pode contrariar os
99

mandamentos legais ou disciplinar matéria ainda não disposta em lei (no caso
99

de omissão legislativa, por exemplo), pois, nesse caso, o decreto estaria


99

“substituindo” a lei, o que não se admite (o decreto regulamentar pode apenas


99

complementar ou explicar o texto legal). Assertiva incorreta.


99
e9
om

Gabarito: Letra b.
N
99
9 99
99
9 99
e9
om
N
9
9 99
99
99
99
e9
om
N

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99
99
99
99
99
e9
om
RELAÇÃO DE QUESTÕES COMENTADAS - CESPE

N
(CESPE/Inspetor de Polícia Civil CE/2012) Com relação aos poderes e

99
atos administrativos, julgue os itens subsequentes.

99
99
01. O abuso do poder pela autoridade competente invalida o ato por

99
ela praticado, devendo a invalidade ser reconhecida somente por

99
controle judicial.

e9
02. O ato de aplicação de penalidade administrativa deve ser sempre
motivado. om
N
99
99

(CESPE/Procurador ALCE/2011) No que se refere aos poderes da


99
99

administração pública, julgue os itens a seguir.


99

03. A revisão hierárquica somente será possível enquanto o ato não se


e9

tornar definitivo para a administração.


om

04. No âmbito do direito privado, o poder de agir constitui mera


N
99

faculdade; no do direito administrativo, é uma imposição, um dever de


99

agir para o agente público.


9
99

05. O poder discricionário apenas poderá ser aplicado quando a lei


99

expressamente conceder à administração liberdade para atuar dentro


9

de limites definidos.
e9
om
N

(CESPE/Administrador Correios/2011) Julgue os próximos itens,


9
99

referentes aos poderes e deveres do administrador público.


9
99

06. A prestação de contas é dever do administrador público e de


99

qualquer pessoa que seja responsável por bens e valores públicos, a


99

fim de que se atenda o interesse da coletividade e, consequentemente,


e9

o bem comum.
om
N

(CESPE/Analista Administrativo MPE-PI/2011) No que se refere aos


poderes da administração pública, julgue os itens subsequentes.
07. No exercício do poder regulamentar, os chefes do Executivo não
podem editar atos que contrariem a lei ou que criem direitos e
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obrigações que nela não estejam previstos, sob pena de ofensa ao
princípio da legalidade.
08. Como resulta do sistema hierárquico, o poder disciplinar existe no
âmbito do Poder Executivo, mas não no dos poderes Legislativo e
Judiciário, nos quais não há relações de hierarquia ou de

99
subordinação.

99
99
99
99
(Administrador/DENTRAN ES 2010/CESPE) Acerca da administração

e9
pública e dos poderes e deveres do administrador público, julgue os

om
próximos itens.

N
09. Ao administrador público são atribuídos poderes discricionários,

99
sendo-lhe facultado renunciar parcialmente aos poderes recebidos.

99
99
(Advogado/DETRAN ES 2010/CESPE) Acerca dos princípios e poderes

99
que regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.

99
10. No exercício do poder regulamentar, o presidente da República

e9
om
pode dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos
públicos, quando vagos.
N
99
99
99

(Defensor Público/DPE BA 2010/CESPE) Acerca dos poderes


99

administrativos, julgue os seguintes itens.


99

11. Em decorrência do poder hierárquico, é permitida a avocação


e9

temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente


om

inferior, devendo-se, entretanto, adotar essa prática em caráter


N

excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados.


99
99

12. As medidas de polícia administrativa são frequentemente


9

autoexecutórias, podendo a administração pôr suas decisões em


99
99

execução por si mesma, sem precisar recorrer previamente ao Poder


9

Judiciário.
e9
om
N

(Técnico Superior/IPAJM 2010/CESPE - adaptada) Segundo a


9
99

doutrina, podem-se conceituar poderes administrativos como o


9

conjunto de prerrogativas de direito público que a ordem jurídica


99

confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que o


99

Estado alcance seus fins.


99
e9

Idem, ibidem (com adaptações).


om

Com relação aos poderes administrativos, julgue os itens seguintes.


N

13. Ao poder disciplinar incumbe apurar infrações e aplicar


penalidades aos servidores públicos e demais pessoas sujeitas à
disciplina administrativa. Já o poder discricionário é o que leva ao
entendimento de que a administração tem liberdade de escolha entre
punir ou não o servidor faltoso.
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14. O poder vinculado encerra prerrogativa do poder público.
15. Não há aplicação de penalidade sem prévia apuração, assegurados
o contraditório e a ampla defesa; todavia, há exceções, ou seja,
algumas sanções poderão ser impostas sem o devido procedimento
legal, tendo em vista a discricionariedade do poder disciplinar.

99
99
99
16. Atualmente, é unânime o entendimento no sentido de que o poder

99
99
discricionário não é absoluto. Nesse sentido, cresceram as

e9
possibilidades de o Poder Judiciário controlar os atos advindos desse

om
tipo de poder.

N
17. A liberdade de escolha dos critérios de conveniência e

99
oportunidade é corolário do poder discricionário, que ocorre quando o

99
agente se conduz fora dos limites da lei.

99
99
99
(Promotor de Justiça Substituto/MPE SE 2010/CESPE - adaptada) No

e9
que concerne aos poderes administrativos, julgue os itens seguintes.
om
N
18. O poder regulamentar formaliza-se por meio de decretos e
99

regulamentos. Nesse sentido, as instruções normativas, as resoluções


99

e as portarias não podem ser qualificadas como atos de


99

regulamentação.
99
99

19. O poder de polícia administrativa consubstancia-se por meio de


e9

determinações de ordem pública, de modo a gerar deveres e


om

obrigações aos indivíduos. Nesse sentido, os atos por intermédio dos


N

quais a administração consente o exercício de determinadas atividades


99

não são considerados atos de polícia.


99

20. Na esfera da administração pública federal, direta ou indireta, a


9
99

ação punitiva, quando se tratar do exercício do poder de polícia,


99

prescreve em cinco anos contados a partir da data da prática do ato


9
e9

ou, em se tratando de infração permanente ou continuada, a partir do


om

dia em que esta tiver cessado.


N
9
99

(Analista Administrativo/MPU 2010/CESPE) Com relação aos poderes,


9
99

atos e contratos administrativos, julgue o item a seguir.


99

21. As prerrogativas do regime jurídico administrativo conferem


99

poderes à administração, colocada em posição de supremacia sobre o


e9

particular; já as sujeições servem de limites à atuação administrativa,


om

como garantia do respeito às finalidades públicas e também dos


N

direitos do cidadão.

(Analista Processual/MPU 2010/CESPE) A administração pública,


regulamentada no texto constitucional, possui princípios e

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características que lhe conferem organização e funcionamento
peculiares. A respeito desse assunto, julgue o próximo item.
22. A administração pública exerce seu poder disciplinar quando exige
do particular a entrega de estudo de impacto ambiental para a
liberação de determinado empreendimento.

99
99
99
(Analista Processual/MPU 2010/CESPE) Acerca do poder de polícia, do

99
99
poder hierárquico e do abuso de poder, julgue os próximos itens.

e9
23. A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode

om
ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação

N
judicial, e, em certas circunstâncias, o abuso de poder constitui ilícito

99
penal.

99
99
24. O poder de polícia, vinculado a prática de ato ilícito de um

99
particular, tem natureza sancionatória, devendo ser exercido apenas

99
de maneira repressiva.

e9
om
25. O ordenamento jurídico pode determinar que a competência de
certo órgão ou de agente inferior na escala hierárquica seja exclusiva
N
99

e, portanto, não possa ser avocada.


99
99
99

(Oficial – Administração/PMDF 2010/CESPE) No que concerne aos


99

princípios, aos poderes e à organização da administração pública,


e9

julgue os itens seguintes.


om

26. Considere que o órgão responsável pela fiscalização sanitária de


N

determinado município, ao inspecionar determinado restaurante,


99

tenha constatado que o estabelecimento não atendia aos requisitos


99

mínimos de higiene e segurança para o público. Considere, ainda, que


9
99

o agente público responsável pela fiscalização tenha aplicado multa e


99

interditado o estabelecimento até que as irregularidades fossem


9
e9

sanadas. Nessa situação, a administração pública exerceu seu poder


om

de polícia.
N

27. Ao apurar infrações e aplicar penalidades aos servidores públicos,


9
99

a administração pública exerce o poder hierárquico.


9
99
99

28. (Conhecimentos básicos/Controladoria Geral do Estado de


99
e9

Pernambuco 2010/CESPE) O abuso de poder constitui desrespeito ao


om

requisito administrativo
A) da finalidade.
N

B) da forma.
C) do motivo.
D) do objeto.
E) da competência.

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(Analista Judiciário – área administrativa/TRE BA 2010/CESPE) Acerca
dos atos e dos poderes administrativos, julgue o item a seguir.
29. Quando um fiscal apreende remédios com prazo de validade
vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se exemplo do
poder disciplinar da administração pública.

99
99
99
(Analista Judiciário – área judiciária/TRE BA 2010/CESPE) Com

99
99
relação ao processo administrativo e aos poderes conferidos à

e9
administração pública, julgue o item que se segue.

om
30. O poder de polícia, considerado como a atividade do Estado

N
limitadora do exercício dos direitos individuais em benefício do

99
interesse público, é atribuído com exclusividade ao Poder Executivo.

99
99
31. (CESPE/Defensor Público – DPE RR/2013) Assinale a opção correta

99
a respeito dos poderes administrativos.

99
a) Os entes descentralizados estão submetidos ao controle hierárquico

e9
exercido pela administração direta, já que o vínculo existente nessa
relação jurídica é o de subordinação. om
N
99

b) O controle jurisdicional do poder disciplinar da administração


99

pública é amplo, podendo o juiz, inclusive, determinar concretamente


99

a sanção disciplinar aplicável ao caso.


99
99

c) A organização administrativa baseia-se nos pressupostos da


e9

distribuição de competências e da hierarquia, razão por que o titular


om

de uma secretaria estadual, desde que não haja impedimento legal,


N

pode delegar parte da sua competência a outro órgão quando for


99

conveniente em razão de determinadas circunstâncias, como a de


99

índole econômica, por exemplo.


9
99

d) No âmbito do poder disciplinar, a administração pública possui


99

discricionariedade para decidir se apurará, ou não, infração funcional


9
e9

cometida por servidor.


om

e) Com o objetivo de melhorar a eficiência administrativa, os estados-


N

membros podem delegar o poder de polícia administrativa a


9
99

sociedades de economia mista, especialmente a competência para a


9

aplicação de multas.
99
99
99

32. (CESPE/Analista Executivo – SEGER ES/2013) Acerca dos poderes


e9
om

da administração pública, assinale a opção correta.


N

a) O poder de polícia é prerrogativa conferida à administração, que


pode condicionar e restringir o uso e o gozo de bens, atividades e
direitos individuais, em benefício do interesse público, sendo exercido
pela polícia civil no âmbito estadual e pela Polícia Federal no âmbito da
União.

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b) O poder hierárquico é o poder de que dispõe a administração para
organizar e distribuir as funções de seus órgãos, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.
c) O poder discricionário somente poderá ser exercido, em respeito ao
princípio do direito adquirido, no momento em que o ato for praticado.

99
99
d) O poder disciplinar, necessário à manutenção e à organização da

99
estrutura interna da administração, é exercido por meio de atos

99
normativos que regulam o funcionamento dos órgãos.

99
e9
e) O poder regulamentar confere à administração a prerrogativa de

om
editar atos gerais para complementar ou alterar as leis.

N
99
99
33. (CESPE/Técnico Judiciário – TRE MS/2013) Um agente de trânsito,

99
ao realizar fiscalização em uma rua, verificou que determinado

99
indivíduo estaria conduzindo um veículo em mau estado de

99
conservação, comprometendo, assim, a segurança do trânsito e,

e9
consequentemente, a da população. Diante dessa situação, o agente
de trânsito resolveu reter o veículo e multar o proprietário. om
N
99

Considerando essa situação hipotética, assinale a opção que explicita,


99

correta e respectivamente, o poder da administração correspondente


99

aos atos praticados pelo agente, e os atributos verificados nos atos


99

administrativos que caracterizam a retenção do veículo e a aplicação


99

de multa.
e9

a) poder disciplinar — exigibilidade e discricionariedade


om
N

b) poder de polícia — autoexecutoriedade e exigibilidade


99

c) poder hierárquico — exigibilidade e autoexecutoriedade


9 99

d) poder disciplinar — autoexecutoriedade e exigibilidade


99
99

e) poder de polícia — exigibilidade e discricionariedade


9
e9
om

34. (CESPE/Analista Judiciário – CNJ/2013) Em relação a direito


N
9

administrativo, julgue o item subsequente.


9 99

I. O objeto do poder de polícia administrativa é todo bem, direito ou


99

atividade individual que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a


99

segurança nacional.
99
e9
om

35. (CESPE/Analista Judiciário – TRE MS/2013) Assinale a opção


N

correta acerca dos atos administrativos e dos poderes da


administração pública.
a) Decorre do poder disciplinar o ato da autoridade superior de avocar
para a sua esfera decisória ato da competência de agente a ele
subordinado.
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b) O ato administrativo ilegal praticado por agente administrativo
corrupto produz efeitos normalmente, pois traz em si o atributo da
presunção, ainda que relativa, de legitimidade.
c) Configura excesso de poder o ato do administrador público que
remove um servidor de ofício com o fim de puni-lo.

99
99
d) A admissão é ato administrativo discricionário pelo qual a

99
administração faculta ao interessado a inclusão em estabelecimento

99
do governo para a utilização de um serviço público.

99
e9
e) O poder regulamentar é prerrogativa de direito público conferida à

om
administração pública de exercer função normativa para

N
complementar as leis criadas pelo Poder Legislativo, podendo inclusive

99
alterá-las de forma a permitir a sua efetiva aplicação.

99
99
99
99
e9
om
N
99
99

GABARITO
99
99
99

01.F 02.V 03.V 04.V 05.F 06.V 07.V 08.F


e9
om

09.F 10.V 11.V 12.V 13.F 14.F 15.F 16.V


N
99

17.F 18.F 19.F 20.CV 21.V 22.F 23.V 24.F


9 99

25.V 26.V 27.F 28.A 29.F 30.F 31.C 32.B


99
9 99

33.B 34.V 35.B


e9
om
N
9
9 99
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