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Estudo do livro Ave Cristo

Capítulo 01 (primeira parte)


Leitura Compartilhada Grupo Whatsapp

Este estudo foi realizado por um grupo criado no whatsapp, onde compartilhamos
impressões, pensamentos, buscamos aprofundar olhares e compreender as lições que este livro
nos apresenta. Este arquivo é um documento com os pontos abordados pelo grupo, as diversas
contribuições, opiniões e pesquisas realizadas.

Podemos subdividir o capítulo em 05 partes:


- Contexto Histórico
- Mensagem de um Espírito de Luz – Clódio
- Quinto Varro pede para reencarnar
- Quinto Varro inicia os trabalhos de auxílio a Taciano
- Prece de Taciano

Primeira Parte
CONTEXTO HISTÓRICO
“Quase duzentos anos de Cristianismo começavam a modificar a paisagem do mundo.De Nero
aos Antoninos, todavia, as perseguições aos cristãos haviam recrudescido.”

Emmanuel usa a expressão: “De Nero aos Antoninos” que representa os imperadores romanos,
conforme quadro abaixo:

“De Nero aos Antoninos” - lista completa dos imperadores:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_imperadores_romanos)

NERO CLAVDIVS Bom governo, no início,


Outubro Nero LVCIVS CAESAR assistido por seu
de 54 a 11 Âncio, Itália DOMITIVSAHENOBARBVS AVGVSTVS tutor Sêneca. Após o incêndio
de GERMANICVS de Roma, enlouqueceu.
Junho de 68 Mandou matar sua mãe, seu
NERO CLAVDIVS CAESAR tutor, suas esposas,
DRVSVS GERMANICVS senadores, entre outros.
Perseguiu os cristãos, matou
os apóstolos Pedro e Paulo.
Considerava-se grande
cantor. Diante da
aproximação das tropas de
Galba, suicidou-se
dizendo: “Que artista o
mundo vai perder!”.

(...)
10 de Antonino TITVS AVRELIVS FVLVVS IMPERATOR CAESAR TITVS O “Pai do
Julho de 138 Pio BOIONIVS AELIVS Gênero
a 7 de próximo ARRIVS ANTONINVS HADRIANVS ANTONINVS AVGVST Humano”. Foi
Março de 16 a Lanúvio, VSPONTIFEX MAXIMVS respeitado,
1 Itália IMPERATOR TITVS laborioso e
AELIVS pacífico.
CAESAR ANTONINVS

Aclamado
143 imperador uma
segunda vez

7 de Marco MARCVS ANNIVS VERVS IMPERATOR CAESAR MARCVS Filósofo estóic


Março de 16 Aurélio AVRELIVS CAESAR AVRELIVSANTONINVS o, autor
1 a 17 de Ucubi, Béti AVGVSTI PII FILIVS AVGVSTVSPONTIFEX MAXIMVS de Pensamento
Março de 18 ca s, considerado
0 o melhor
imperador
desde Augusto.
Durante seu
reinado, os
germanos
forçavam as
fronteiras do
império.
Perseguiu os
cristãos.
Morreu em
Viena. Co-
imperador com
Lúcio Vero até
Março de 169.

7 de Lúcio Vero LVCIVS CEIONIVS IMPERATOR Co-imperador


Março de 16 Roma COMMODVS CAESAR LVCIVS AVRELIVS VERV com Marco
1 a Março SAVGVSTVS Aurélio
de 169 LVCIVS AELIVS
AVRELIVS COMMODVS

177 a 17 de Cômodo LVCIVS IMPERATOR CAESAR LVCIVS Co-imperador


Março de 18 Lanúvio, It AVRELIVS COMMODVS A AVRELIVS COMMODVS AVGVSTV com Marco
0 ália NTONINVS S PATER PATRIAE Aurélio;
LVCIVS
17 de AVRELIVS COMMODVS C IMPERATOR CAESAR LVCIVS Imperador
Março de 18 AESAR ANTONINVS AVRELIVS COMMODVS ANTONIN único. Filho de
0 a 31 de VS AVGVSTVS PONTIFEX Marco Aurélio.
Dezembro de MAXIMVS PATER PATRIAE Cruel e
192 devasso. Foi
assassinado,
estrangulado
por um lutador.

“Por quê Emmanuel começa com Nero e não com Tibério (que era o imperador ao tempo da
morte de Cristo), Calígula ou Cláudio, que vieram após? Acredito que seja pq Nero foi o
responsável pela primeira perseguição em larga escala aos Cristãos. Ele imperou do ano 54 a 68.
Essa perseguição iniciou após um incêndio que devastou a capital e que, possivelmente foi
causado pelo próprio Nero. Entretanto, como bode expiatório ele escolheu os cristãos e isso
durou até a morte do imperador. Segundo Tácito, foram aprisionados primeiro os que
confessavam, e após seguiu-se o aprisionamento de uma multidão enorme. Entre eles estava
Pedro e Paulo de Tarso. Como nenhum dos cristãos confessava a culpa pelo incêndio, foram
torturados (das formas mais criativas e cruéis imagináveis) e mortos apenas por serem cristãos.
Após seguiu-se uma relativa tranquilidade (em que o cristianismo penetrou as crenças da alta
aristocracia) até Domiciano.”

“Entre os anos de 64 e 313 ocorreram:

No século I, 6 anos de perseguição e 28 de tolerância.

Século II, 86 anos de perseguição e 14 de tolerância.

Século III, 24 anos de perseguição e 76 de tolerância

Século IV, 13 anos de perseguição

Há um declínio nas perseguições entre o século II e III, como Emmanuel escreve.⁠⁠”

“De Nero aos Antoninos, todavia, as perseguições aos cristãos haviam recrudescido.”

recrudescer

verbo

1.intransitivo - tornar-se mais intenso; exacerbar-se, aumentar.


"a cada aparição dos atores no palco, as palmas recrudesciam"

2.intransitivo - reaparecer com sintomas mais fortes e preocupantes (sintoma, doença, epidemia);
agravar-se.

"à noite, a febre recrudescia"⁠⁠

“Maquiavel comenta sobre a dinastia dos Antoninos, pois nela houve imperadores por adoção em
lugar de herança. Ele deixou evidente que os imperadores herdeiros, exceto Tito, não fizeram
bons governos como os imperadores adotados, como Antonino Pio. A adoção, que toca mais
forte os sentimentos, parecia algum progresso na forma política. As bênçãos se espalham sempre
entre os corações que se disponham a abrigá-las, pobres como potentados.

Lembra-me Kardec quando diz na revista espírita e no livro dos espíritos que as instituições
serão boas quando boa for a própria humanidade. Um é reflexo do outro.”

Prossegue o livro Ave Cristo: “Triunfantemente assentada sobre as sete colinas, Roma
prosseguia ditando o destino dos povos, à força das armas, alimentando a guerra contra os
princípios do Nazareno, mas o Evangelho caminhava sempre, por todo o Império, construindo
o espírito da Era Nova.

“Enquanto o mundo segue impondo seu materialismo à força da violência e da imposição, numa
dominação exterior destruidora e ruidosa, eis que Jesus e sua plêiade, com a colaboração de
valorosos espíritos que retornam à Terra após uma vida de sacrifícios, nos trazem os valores
espirituais sem imposição, conquistando um a um por meio do Amor, construindo com paciência
e perseverança o Reino de Deus em nós, nos cativando no mais profundo íntimo de nosso ser,
sem alarde, no silêncio de nossos corações, porque "Deus não concorre com as vaidades
humanas"...

E se Roma se assenta sobre sete pilares, o verdadeiro Reino se sustenta apenas sobre dois, o
Amor e a Caridade. Estes pilares poderiam ser, retratando a civilização daquela época em
Roma:Orgulho, Honra, Conquista, Glória, Riqueza, Família, Escravidão.

Percebamos juntos esta imagem aqui da Menorah, as chamas aqui representam virtudes, que
convergem ao Centro, na figura do Cristo, o número 7

"Alguns sábios judeus da idade média afirmaram que a Menorá representa a Árvore da Vida, e
que suas sete hastes representam as sete palavras que compõe o primeiro versículo de Gênesis.
Mas o que representa realmente a Menorá? Vemos um outro relato da Menorá em Zacarias 4:1-
10, onde o profeta tem uma visão de um candelabro de sete pontas, sendo abastecido por duas
oliveiras, que estão ao lado de uma grande bacia de azeite. O profeta identifica as sete pontas
como sendo “os olhos do Senhor que percorrem toda a terra” (verso 10). Temos uma passagem
semelhante a essa em Apocalipse 5:6 : “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e
entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem
como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” Neste texto vemos
os sete olhos como sendo os sete espíritos de D-us, os quais percorrem toda a terra. O profeta
Isaías vai mais longe, e profetiza que os sete espíritos de D-us representam o próprio Yeshua, o
qual manifestaria em carne, as sete características do servo do Senhor: “Do tronco de Jessé sairá
um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o
Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de
conhecimento e de temor do SENHOR.” (Is 11:1-2).

Representação da visão de Zacarias – Yossef ha Tzarfati – Espanha – séc. XIII


Mas é em Apocalipse 1:12-20 que realmente entenderemos o verdadeiro significado da Menorá e
suas sete hastes: “Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouroe,
no meio dos candeeiros, um semelhante a homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito,
com uma cinta de ouro.(…) Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de
acontecer depois destas. (…) os sete candeeiros são as sete igrejas.” É maravilhoso notar o que
João relata! Yeshua diz que os castiçais, ou a Menorá, representa a Kehilat Adonai (Igreja ou
Congregação do Senhor), composta de judeus e gentios, sobre a qual as portas do inferno não
prevalecem. As sete igrejas representadas na Menorá devem, então, resplandecer a Luz da
Palavra de Deus, testemunhando ao mundo os Seus caminhos. Yeshua mesmo disse aos seus
discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;
nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos
os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que
vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:14-16).

Vemos então que a Menorá é um símbolo que representa o relacionamento entre Deus e Seus
servos. Ela representa a Igreja (judeus e gentios), a qual brilha unida iluminando o centro: o
próprio Yeshua. Devemos brilhar nossa luz diante dos homens, e em direção ao Mashiach, isto é,
glorificando a Yeshua, para que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem ao Pai. O Rei
Davi também descreve a luz da Menorá como sendo a própria Torá, a lei eterna de Adonai. Ele
escreve: “Tua Lei (Torá) élâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminhar” (Sl 119:105 –
XXL). Por isso, ao representar a Palavra de D-us, a Menorá também representa o próprio
Yeshua, pois Ele é “o LOGOS que se fez carne e habitou entre nós”. E ao mesmo tempo, ao
representar a Palavra de Deus, a Menorá se assemelha a Árvore da Vida, pois aquele que guarda
os mandamentos do Eterno resplandecerá vida, como uma árvore que produz vida e vidaem
abundância. A Menorá, portanto, representa a essência de Israel e o dever de todo crente em
Yeshua: resplandecer a Torá (palavra) do Eterno sobre toda a terra através de Yeshua, fazendo
com que as nações glorifiquem ao Pai, o D-us único de Israel."⁠⁠

“QUASE DUZENTOS ANOS DE NERO AOS ANTONINOS A dinastia nerva-antonina foi


uma dinastia de sete imperadores que governaram o Império Romano entre 96 d.C. e 192 d.C.
Foram eles: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio, Lúcio Vero e Cômodo.
ROMA TRIUNFAVA ASSENTADA SOBRE SETE COLUNAS os sete imperadores que
massacravam os cristãos. Mesmo assim os ensinos de Jesus caminhavam construindo o espírito
da BOA NOVA.”

O livro A Caminho da Luz, traz um histórico de Roma, capitulo XI, alguns trechos interessantes
e que nos auxiliam a entender o contexto em que a historia do livro acontece: “Os romanos, ao
contrário dos atenienses, não procuravam muitas indagações transcendentes em matéria religiosa
ou filosófica, atendendo somente aos problemas do culto externo, sem muitas argumentações
com a lógica, e foi por isso que, com a evolução da cidade, o Panteão, seu templo mais
aristocrático, chegou a possuir mais de trinta mil deuses.” (...) Lembrando-nos de Roma no seu
áureo período de trabalho, enche-se-nos o olhar de lágrimas amargas... Que gênio maldito
imiscuiu-se nessa organização sublimada em seus mais íntimos fundamentos, devorando-
lhe as esperanças mais nobres, corrompendo-lhe os sentimentos, relaxando-lhe as energias?
Que força devastadora derrubou todas as suas estátuas gloriosas de virtude? Debalde, a mão
misericordiosa de Jesus desceu sobre a sua fronte, levantando-a de quedas tenebrosas, antes dos
tristes espetáculos do seu arrasamento. Os abusos de poder e de liberdade dos seus habitantes
fizeram do ninho do amor e do trabalho um amontoado de rumarias, afundando-o num mar de
lodo sanguinolento.”
Também o capítulo XIII
“As citações históricas, todavia, desviariam os objetivos do nosso esforço. Nossa intenção é
mostrar que o determinismo do mundo espiritual era o do amor, da solidariedade e do bem, mas
os próprios homens, na esfera relativa de suas liberdades, modificaram esse determinismo
superior, no curso incessante da civilização.
Os generais romanos podiam conquistar a ferro e fogo, desviando-se dos objetivos mais sagrados
dos seus deveres e obrigações, levando aos outros povos, pela força das armas, os liames que
somente deveriam utilizar com a sua cultura e experiência da vida; mas seus atos originaram os
mais amargos frutos de provação e sofrimento para a Humanidade terrestre, e é por isso que, em
sua quase totalidade, entraram no plano espiritual seguidos de perto pelas suas numerosas
vítimas, entre as vozes desesperadas das mais acerbas acusações. Muitos deles, decorridos
decênios infindáveis de martírios expiatórios, podiam ser vistos sem as suas armaduras elegantes,
arrastando-se como vermes ao longo das margens do Tibre, ou estendendo as mãos asquerosas,
como mendigos detestados do Esquilino.” (...)
“O Império Romano, que poderia ter levado a efeito a fundação de um único Estado na
superfície do mundo, em virtude da maravilhosa unidade a que chegou e mercê do esforço e da
proteção do Alto, desapareceu num mar de ruínas, depois das suas guerras, desvios e circos
cheios de feras e gladiadores.
O imenso organismo apodreceu nas chagas que lhe abriram a incúria e a impiedade dos próprios
filhos e, quando não foi mais possível o paliativo da misericórdia dos espíritos abnegados e
compassivos, dada a galvanização dos sentimentos gerais na mesa larga dos excessos e prazeres
terrestres, a dor foi chamada a restabelecer o fundamento da verdade nas almas.”

Cap. I:"... Enquanto exércitos compactos de Cristãos desapareciam nas fogueiras e nas cruzes,
nos suplícios intermináveis ou nas mandíbulas das feras, templos de esperança se levantavam
felizes, além das fronteiras de sombra, dentro dos quais 'falanges enormes' de Espíritos
convertidos ao Bem se ofereciam para a batalha de suor e sangue, em que, usando a vestimenta
física, dariam testemunhos de fé e boa vontade, colaborando na expansão da Boa Nova, para a
redenção da Terra..."

“Fascinante essa possibilidade de analisar os fatos sob a ótica do planejamento espiritual... Em


muitos momentos, para nós, encarnados, nossos olhos podem trair-nos, induzindo-nos a análises,
íntimas ou globais, desprovidas de esperança. Mas, ter acesso a parágrafos como esses, leva-nos
a raciocínios diferentes, seguros de que a obra da regeneração está sob a égide de firmes mãos de
comando. Lembrei da afirmativa de Jesus para Levi, no livro "Boa Nova", cap 11 (Sermão do
Monte), quando o Mestre diz a Levi que "Quem governa mundo é Deus."
“Importante levarmos nossas expectativas adiante, para a vida futura e abundante, ao passo em
que nos sobressai reflexões sobre as nossas atuais responsabilidades cristãs, diante de tantos
desafios e "chamamentos do Senhor, em toda parte"

Sobre o culto romano:


https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_na_Roma_Antiga

"As águias imperiais assentaram na cega idolatria de Júpiter a mentirosa religião da vaidade
e do poder..."

Jesus faz referência a essa idolatria qdo diz:"Não se pode servir a Deus e a Mamom"!Alguns
desses deuses, porém, foram trocados por outros mais modernos... mas o culto continua!

A religião de Roma, como sabem, era politeísta. De acordo com o livro A História de Roma
(livro histórico, não religioso) “tratavam os seus deuses como se com eles tivesse estabelecido
um contrato”. Aos homens cabiam realizar cultos e oferecer oferendas aos deuses, independente
da atitude moral e aos deuses protege-los.”Cada família romana prestava um culto especial a
determinadas divindades”. Havia uma capela doméstica no atrium das casas.

“Os romanos acreditavam na sobrevivência da alma e para que a mesma desfrutasse de paz na
outra vida, seus descendes deviam não só sepultar ou incinerar o cadáver de acordo com os ritos,
mas preservar a inviolabilidade das sepulturas e perpetuar as cerimônias fúnebres em datas
determinadas. “A razão desse culto aos mortos residia mais no temor de que os mesmos,
esquecidos pelos descendentes, se tornassem errantes e vagabundos e viessem prejudicar os
vivos negligentes”. (Achei interessante pois, ainda que de forma distorcida, acreditavam na vida
após a morte e na possibilidade de contactuar com os mortos).

Após o assassinato de César a multidão reclamou sua divinização, iniciando a fase dos cultos aos
imperadores.⁠⁠

Segunda parte
MENSAGEM DE UM ESPÍRITO DE LUZ - Clódio

“— Irmãos — dizia ele, envolvido em suaves irradiações de luz —, o Evangelho é código de


paz e felicidade que precisamos substancializar dentro da própria vida!”

“No primeiro parágrafo da mensagem já podemos destacar:


" o Evangelho é código de paz e felicidade que precisamos SUBSTANCIALIZAR dentro da
própria.”
“SUBSTANCIALIZAR: dar substância a; concretizar(-se), corporificar(-se), materializar(-se).
Uma das interpretações que se pode ter de CÓDIGO: é um número ou uma combinação de
caracteres para formular e compreender mensagens secretas. / Juntando com o significado de
SUBSTANCIALIZAR: Seria, então, corporificar o evangelho ( GRIFO NOSSO- este código
que vai sendo decifrado e sendo revelado a cada passo, descortinando estas "mensagens secretas"
que já estão dentro de nós latentes) em nossa vida.”

“Decifrando esse código estaremos aptos a executar a parte que nos cabe nessa tarefa construção
do Reino de Deus em nós... isso?”

“Vamos decifrando na pratica, com BOA VONTADE e SENTIMENTO voltado ao nosso amigo,
modelo e guia Jesus! Sempre me vem a mente a frase lá do Boa Nova quando Jesus responde ao
Sacerdote: "Meus companheiros hão de chegar de todos os lugares - Então o Sacerdote com
ironia diz: Sim, os ignorantes e os tolos estão em toda parte da Terra. ... Entretanto, propões-te
realizar uma obra divina e já viste alguma estátua perfeita modelada em fragmentos de lama - E
Jesus replica sereno : nenhum mármore existe mais puro e mais formoso do que o do
SENTIMENTO, e nenhum cinzel é superior ao da OA-VONTADE.”

"Urge pois, ASSOCIARMOS-NOS voluntariamente aos ensinamentos dele,


CONCRETIZANDO-LHES a essência em nossas atividades de cada dia."

Um forte chamamento a vivência do Evangelho em nossa rotina diaria.

“Sois deuses podeis fazer o que eu faço toda hora somos convocados ao trabalho é isso.”

"Deus age em nossas vidas através das pessoas e circunstâncias". Logo percebemos o convite
fundamental de VOLUNTARIAMENTE viver os ensinos do Cristo, tornando-nos instrumentos
da boa nova.”

"Não podemos esquecer, entretanto, que a mente do homem jaz petrificada na Terra,
dormindo nas falsas concepções da vida celeste."

Considerações muito atuais e refletem a realidade do pensamento de muitos irmãos nossos, e


que o convite de trabalho do benfeitor é para hoje também, embora tudo que já avançamos, ainda
temos longo caminho a percorrer, e temos que tomar como exemplo a postura destes primeiros
cristãos.

Se trouxermos para a análise o conceito de casa mental, vamos descobrindo as petrificações em


nosso próprio submundo. Importante levarmos o brado "Ave Cristo" do Quinto Varro que
fulgura nos céus do nosso superconsciente, até a terra dos Tacianos e das falsas concepções que
nos assaltam no subconsciente.
“O Sol que jorra bênçãos sobre o mundo incorpora-se à natureza, sustentando-a e renovando-
lhe as criações. A folha da árvore, o fruto nutriente, o cântico do ninho e a riqueza da colméia
são dádivas do astro sublime, materializadas pelos princípios da Eterna Inteligência.
Cristo é o Sol Espiritual dos nossos destinos.”

Há uma mensagem de Paulo de Tarso no Livro dos Espíritos que converge para esta afirmativa:
"“Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são
necessárias: a justiça, o amor e a ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o
ódio e a injustiça."

Sol = energia infindável, forte, infinita, que brilha para todos, sempre, apesar das nuvens
(problemas) = Deus e Jesus

Sobre Jesus ser o nosso Sol Espiritual, lembremos do livro Vinha de Luz. A série toda desses
livros é de interpretação dos textos evangélicos. O livro tem um nome muito adequado e
sugestivo aos textos propostos, nos quais circulam sempre citações do novo testamento para o
início dos textos de Emmanuel. Em um sentido figurado, Vinha vem se referir à vida religiosa,
com luz: Vinha de Luz. Ela é iluminada por Jesus, que é o nosso sol espiritual. Jesus ilumina a
imortalidade, o que nós somos? Espíritos imortais. Então Jesus é o sol que ilumina nosso
espírito. Na introdução 'Brilhe vossa Luz', ou seja, plantar a semente do Cristo em nós, para que
brilhemos também, Emmanuel diz: "O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo
reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo." O Espiritismo reflete o sol da imortalidade,
pois como terceira revelação nos trouxe com sabedoria acerca da imortalidade da alma, da
pluralidade das existências... O evangelho veio por Jesus, é o nosso sol a iluminar nossos
caminhos. Jesus é nosso mestre e guia, exemplificando seu evangelho, sendo o próprio Sol.

"Por muito tempo, ainda, o programa dos cristãos não se afastará das legendas do Apóstolo
Paulo:"

Vinha de Luz 102


Atribulados e perplexos
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.”

Paulo (II Coríntios, 4:8)

Desde os primeiros tempos do Evangelho, os leais seguidores de Jesus conhecem tribulações e


perplexidades, por permanecerem na fé. Quando se reuniam em Jerusalém, recordando o Mestre
nos serviços do Reino Divino, conheceram a lapidação, a tortura, o exílio e o confisco dos bens;
quando instituíram os trabalhos apostólicos de Roma, ensinando a verdade e o amor fraterno,
foram confiados aos leões do circo, aos espetáculos sangrentos e aos postes de martírio. Desde
então, experimentam dolorosas surpresas em todas as partes do mundo. A idade medieval,
envolvida em sombras, tentou desconhecer a missão do Cristo e acendeu-lhes fogueiras,
conduzindo-os, além disso, a tormentos inesperados e desconhecidos, através dos tribunais
políticos e religiosos da Inquisição. E, ainda hoje, enquanto oram confiantes, exemplificando o
amor evangélico, reparam o progresso dos ímpios e sofrem a dominação dos vaidosos de todos
os matizes. Enquanto triunfam os maus e os indiferentes, nas facilidades terrestres, são eles
relegados a dificuldades e tropeços, à frente das situações mais simples. Apesar da evolução
inegável do direito no mundo, ainda são chamados a contas pelo bem que fazem e vigiados, com
rudeza, devido à verdade consoladora que ensinam. Mas todos os discípulos fiéis sabem, com
Paulo de Tarso, que “em tudo serão atribulados e perplexos”, todavia, jamais se entregarão à
angústia e ao desânimo. Sabem que o Mestre Divino foi o Grande Atribulado e aprenderam com
Ele que da perplexidade, da aflição, do martírio e da morte, transfere-se a alma para a
Ressurreição Eterna.⁠⁠

Estava aqui pensando em como estes símbolos vão se unindo e aperfeiçoando em nossos
corações...o povo hebreu falava que Deus era como a Nuvem, sua aliança com Deus era
representada através do Arco-Iris...agora nós temos o Cristo como o nosso Sol Espiritual. O
Arco-Iris surge apenas quando temos a presença do sol e da nuvem, ou seja, desde os tempos
remotos, desde antes de sua vinda, o Cristo era sentido pelos povos, como governador do
planeta, nem sempre fomos capazes de dar-lhe um nome, mas desde os primeiros tempos ele zela
por nós e trabalha por nossa evolução. Pela vontade do Pai, sua alma ligou-se a nossa.

“Quanta bênção em nossas vidas... Que consigamos desenvolver as sensibilidades para


percebermos o divino num simples toque de orvalho em uma folha, de um beijo de beija-flor
num pólen fecundado pelas mãos do Senhor. Que possamos recitar o sm 23 dizendo "o que me
falta não faz falta"... E assumamos nossas responsabilidades diante do "a quem muito foi dado".

O primeiro parágrafo da introdução do livro Caminho, Verdade é Vida - Chico Xavier/


Emmanuel: "Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Sua luz imperecível brilha sobre os
milênios terrestres , como Verbo do princípio, penetrando o mundo, há quase vinte séculos."

A sua luz sempre esteve entre nós inspirando nossos espíritos como o Verbo do princípio, e há
quase vinte séculos o verbo se carne e viveu todas as vicissitudes que estamos sujeitos, com a
diferença de ter vencido todas, deixando um modelo, por isto ele é o Caminho a verdade é a
vida!

João: 8. 12. Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de
modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida. - Bíblia JFA Offline
Livro Harmonização

QUEM SIGA Emmanuel

"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: - Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não
andará em trevas, mas terá a luz da vida". - João: 8 - 12

Há crente que não se podem esquivar aos mecanismos do culto exterior. Sentem falta da
genuflexão, reclamam prédicas incessantes. Outros preferem comentar levianamente as
atividades da fé religiosa, em todos os momentos e situações, barateando as cousas Divinas.
Quase sempre declaram que isso lhes constitui a luz sagrada, entretanto, logo sobrevenham
golpes inesperados na estrada comum, precipitam-se em sofrimentos sombrios, em resvaladouros
escuros, em abismos sem esperança. Sentem-se abandonados e oprimidos. Chegados a esse
ponto, demonstram a verdadeira expressão da insuficiência interna. Muitos se tornam relaxados
nas obrigações espirituais; afirmam- se desprotegidos de Jesus, esquecidos do Pai. É que não
ouviram a Revelação Divina, como necessário. O Mestre não promete iluminação de caminhos
aos que falem muito somente. Assina, porém, verdadeiro compromisso de assistência contínua
aos aprendizes que O sigam. E é interessante salientar que Jesus não se refere a lâmpadas
materiais que firam os olhos orgânicos. Promete a Luz da Vida. 9 Quem de fato, se disponha a
segui-Lo, não encontrará tempo a gastar com exames detalhados de nuvens negras, porque
sentirá Claridades Eternas dentro de si próprios. Quando faças o costumeiro balanço da fé
religiosa, não te esqueças da útil observação, se estás falando apenas de Cristo ou se estás a
seguir-Lhe os caminhos.⁠⁠

Fonte Viva Sigamo-lo


“Aquele que me segue não andará em trevas.”Jesus (João, 8:12)
Há quem admire a glória do Cristo. Mas a admiração pura e simples pode transformar-se em
êxtase inoperante. Há quem creia nas promessas do Senhor. Todavia, a crença só por si pode
gerar o fanatismo e a discórdia. Há quem defenda a revelação de Jesus. Entretanto, a defesa
considerada isoladamente pode gerar o sectarismo e a cegueira. Há quem confie no Divino
Mestre. Contudo, a confiança estagnada pode ser uma força inerte. Há quem espere pelo Eterno
Benfeitor. No entanto, a expectativa sem trabalho pode ser ansiedade inútil. Há quem louve o
Salvador. Louvor exclusivo, porém, pode coagular a adoração improdutiva. A palavra do
Enviado Celeste, entretanto, é clara e incisiva: —“Aquele que me segue não andará em
trevas.”Se te afeiçoaste ao Evangelho não te situes por fora do serviço cristão. Procuremos o
Senhor, seguindo-lhe os passos. Somente assim estaremos com o Cristo, recebendo-lhe a excelsa
luz.⁠⁠

Alcíone... Livro Renúncia... Cap. 3...

"...meu tutor (Padre Damiano) dizia que o estudo das letras santas é comparável a uma 'pesca de
luzes celestiais'... não devemos acreditar que o Cristo só haja trazido ao mundo a palavra
revigoradora e afetuosa, senão também um roteiro de trabalho, que é preciso conhecer e seguir...
essa edificação não prescinde do material adequado, constituído pelas virtudes e conhecimentos
nobres que adquirimos no curso da vida. São esses os elementos que procuramos, em nossa
pesca das luzes celestiais, para que, recebendo as consolações de Jesus, sejamos igualmente
operosos trabalhadores..."⁠⁠

Em Vinha de Luz
Substitutos
“Para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos
pés pelo caminho da paz.”(Lucas, 1:79)
É razoável que o administrador distribua serviço e responda pela mordomia que lhe foi confiada.
Detendo encargos da direção, o homem é obrigado a movimentar grande número de pessoas.
Orientará os seus dirigidos, educará os subalternos, dar-lhes-á incumbências que lhes apurem as
qualidades no serviço. Ainda assim, o dirigente não se exime das obrigações fundamentais que
lhe competem. Se houve alguém que poderia mobilizar milhões de substitutos para o testemunho
na Crosta da Terra, esse alguém foi Jesus. Dispunha o Senhor de legiões de emissários
esclarecidos, mantinha incalculáveis reservas ao seu dispor. Poderia enviar ao mundo iluminados
filósofos para renovarem o entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e
os loucos, condutores fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem. Em verdade, desde os
primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a multidão de seus cooperadores diretos, a
nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas enfeixam o poder administrativo da Terra, mas
urge reconhecer que, no momento julgado essencial para o lançamento do Reino de Deus entre
os homens, veio, Ele mesmo, à nossa esfera de sombras e conflitos. Não enviou substitutos ou
representantes. Assumiu a responsabilidade de seus ensinamentos e, sozinho, suportou a
incompreensão e a cruz. Inspiremonos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida
nos confere. Perante o Supremo Senhor, todos temos serviço intransferível.
Lendo o livro AVE LUZ de João Nunes Maia a todo momento há a referência ao Sol , à Luz de
Deus. Nesse texto de Emanuel no prefácio do livro ele refere que "estamos saindo das trevas da
ignorância para a luz do conhecimento"
Mais adiante fala que muitas vezes não estamos " preparados para esse banquete de luz a que o
céus nos convidam".
Do prefácio ainda fazendo um paralelo de AVE LUZ com AVE CRISTO, ele diz que o livro " é
uma réstia de claridade do grande sol que brilhou na Palestina há quase 2000 anos"

Sobre o "Sol Espiritual". Lembre-mos tambem da Genesis biblica. Deus criou o Sol no quarto
dia. No segundo dia criou a Terra, no terceiro, as ervas que dão sementes, mas podemos focar na
palavra Semente. E pergunto, qual Semente desabrocha sem a Luz do Sol?? O evangelho
segundo o espiritismo nos diz que o germen do amor ja estar em nós desde o princípio (vide: LEI
DE AMOR). O gérmen do amor seria essa semente? O solo estaria preparado, a semente posta...
oq faltaria para a semente do Amor crescer? O sol espiritual. No quinto e sexto dia, Deus cria os
animais, primeiro os aquáticos e aéreos, depois os terrestres, e por fim o homem... O interessante
que ao final, Deus dá ao homem o poder sobre todas as feras e arvores. O que seria esse poder
que Deus nos dá? Seria o poder de auto domínio que conseguiríamos ao decorrer dos milênios
sobre iluminação do Sol espiritual?? Seria o poder de dominar todas as feras que existem em
nosso interior? Seria o poder de vencer a si mesmo, vencer as proprias limitacoes e
imperfeições? Uma reflexão singela, porem, acredito que possa auxiliar nosso estudo!! E ao
final de tudo, Deus descansou!

(...) o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe
as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.
Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos
pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo(...)
E nosso espírito (...) será como o sol radiante a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria,
expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.
Emmanuel- Francisco Cândido Xavier – Fonte Viva - Cap 169.

Encontro de Saulo de Tarso com Jesus, livro Paulo e Estevão:

"(...) augusta misericórdia, para vir encontrá-lo nas estradas desertas, a ele, Saulo, que se
arvorara em perseguidor implacável dos discípulos mais fiéis!. .. Na expressão de sinceridade da
sua alma ardente, considerou tudo isso na fugacidade de um minuto. Experimentou invencível
vergonha do seu passado cruel. Uma torrente de lágrimas impetuosas lavava-lhe o coração. Quis
falar, penitenciar-se, clamar suas infindas desilusões, protestar fidelidade e dedicação ao Messias
de Nazaré, mas a contrição sincera do espírito arrependido e dilacerado embargava-lhe a voz. Foi
quando notou que Jesus se aproximava e, contemplando-o carinhosamente, o Mestre tocou-lhe os
ombros com ternura, dizendo com inflexão paternal: —Não recalcitres contra os aguilhões!...
Saulo compreendeu. Desde o primeiro encontro com Estevão, forças profundas o compeliam a
cada momento, e em qualquer parte, à meditação dos novos ensinamentos. O Cristo chamara-o
por todos os meios e de todos os modos. Sem que pudessem entender a grandeza divina daquele
instante, os companheiros de viagem viram-no chorar mais copiosamente. O moço de Tarso
soluçava. Ante a expressão doce e persuasiva do Messias Nazareno, considerava o tempo
perdido em caminhos escabrosos e ingratos. Doravante necessitava reformar o patrimônio dos
pensamentos mais íntimos; a Visão de Jesus ressuscitado, aos seus olhos mortais, renovava-lhe
integralmente as concepções religiosas. Certo, o Salvador apiedara-se do seu coração leal e
sincero, consagrado ao serviço da Lei, e descera da sua glória estendendo-lhe as mãos divinas.
Ele, Saulo, era a ovelha perdida no resvaladouro das teorias escaldantes e destruidoras. Jesus era
o Pastor amigo que se dignava fechar os olhos para os espinheiros ingratos, a fim de salvá-lo
carinhosamente. Num ápice, o jovem rabino considerou a extensão daquele gesto de amor. As
lágrimas brotaram-lhe do coração amargurado, como a linfa pura, de uma fonte desconhecida.
Ali mesmo, no santuário augusto do espírito, fez o protesto de entregar-se a Jesus para sempre.
Recordou, de súbito, as provações rígidas e dolorosas. A idéia de um lar morrera com Abigail.
Sentia-se só e acabrunhado. Doravante, porém, entregar-se-ia ao Cristo, como simples escravo
do seu amor. E tudo envidaria para provar-lhe que sabia compreender o seu sacrifício,
amparando-o na senda escura das iniquidades humanas, naquele instante decisivo do seu destino.
Banhado em pranto, como nunca lhe acontecera na vida, fez, ali mesmo, sob o olhar assombrado
dos companheiros e ao calor escaldante do meio-dia, a sua primeira profissão de fé. —Senhor,
que quereis que eu faça? Aquela alma resoluta, mesmo no transe de uma capitulação
incondicional, humilhada e ferida em seus princípios mais estimáveis, dava mostras de sua
nobreza e lealdade. Encontrando a revelação maior, em face do amor que Jesus lhe demonstraVa
solícito, Saulo de Tarso não escolhe tarefas para servi-lo, na renovação de seus esforços de
homem. Entregando-se-lhe de alma e corpo, como se fora ínfimo servo, interroga com humildade
o que desejava o Mestre da sua cooperação. Foi aí que Jesus, contemplando-o mais
amorosamente e dando-lhe a entender a necessidade de os homens se harmonizarem no trabalho
comum da edificação de todos, no amor universal, em seu nome, esclareceu generosamente: —
Levanta-te, Saulo! Entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer!...(...)"⁠⁠

Quando Saulo finalmente percebeu o Sol Espiritual, reconhecendo em Jesus o Messias enviado
por Deus, ficou cego. E é importante percebermos quão profundo é este momento, porque a luz
do Mestre nos mostra o caminho, mas também nos permite ver a nossa imperfeição, e isto é
muito dolorido. Eis a razão da extrema necessidade de amor e do perdão, sem eles, a luz nos
machuca, nos cega, mas a medida que vamos descobrindo que esta luz traz vida, vamos
caminhando para nos livrarmos de nossas imperfeições. Esta foi a história de Saulo, como nos
disse Emmanuel, um homem que levantou-se das lutas humanas para tornar-se um dos maiores
servidores de Jesus.

Escrito por C. Torres Pastorino, a respeito do assunto Deus e Cristo como nosso Sol.

“...um raio-de-sol, por mais que se afaste de sua fonte, nunca pode ser dela separado, nunca pode
destacar-se dela (quem jamais conseguiu isolar um raio-de-sol de sua fonte? qualquer tentativa
de interceptá-lo, fa-lo retirar-se para trás, e só permanecemos com a sombra e as trevas) . Assim
o ser humano, o EU profundo, jamais poderá ser destacado nem separado de sua Fonte, que É
Deus; poderá afastar-se aparentemente, por esfriamento, devido a baixa frequência vibratória que
assumiu.”

“Há exemplos que poderão esclarecer esta verdade. Apanhe um espelho grande: ele refletirá o
sol. Quebre esse espelho num milhão de pedacinhos: cada pedacinho de per si refletirá o sol. Já
reparou nisso? Se o desenho estivesse NO espelho, e ele se partisse, cada pedacinho ficaria com
uma parte minúscula de um só desenho grande. Mas com o sol não é isso que se dá: cada
pedacinho do espelho refletirá o sol todinho.
Ora, embora não possamos dizer que o pedaço de espelho SEJA o sol, teremos que confessar que
ali está o sol, todo inteiro, com seu calor e sua luz. E quanto mais puro, perfeito e sem jaça for o
espelho, melhor refletirá o sol. E as manchas que o espelho tiver, tornando defeituosa e
manchada a imagem do sol, deverão ser imputadas ao espelho, e não ao sol que continua
perfeito. O reflexo dependerá da qualidade do espelho; assim a manifestação crística nas
criaturas dependerá de sua evolução e pureza, e em nada diminuirão a perfeição do Cristo.”

Que possamos nos tornar espelhos cada vez mais perfeitos, refletindo os raios de Luz de amor,
bondade, sabedoria e inteligência para aqueles que nos rodeiam.⁠⁠
O assunto Sol Espiritual é inesgotável. Achei mais esse ensinamento para nos brindar as
reflexões:

"É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos


equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade."

Livro: NOSSO LAR


Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: André Luiz
Editora: Federação Espírita Brasileira
Ano: 1944
Lição: 6 - Precioso Aviso
Autor(a) da Citação: Clarêncio⁠⁠

Terceira Parte
VARRO PEDE PARA REENCARNAR

“Trocadas as primeiras impressões em que antigos eventos do pretérito foram recordados,


Quinto Varro, o romano de fisionomia simpática e amargurada, explicou ao companheiro,
então guindado a esfera superior, que pretendia voltar ao plano físico, em breve tempo.
O representante da Esfera Mais Alta ouviu-o com atenção e obtemperou, admirado:
— Mas, porquê? Conheço-te o acervo de serviços, não somente à causa da ordem, mas
igualmente à causa do amor. No mundo patrício, as tuas derradeiras romagens foram as do
homem correto até ao extremo sacrifício e os teus primeiros ensaios na edificação cristã foram
dos mais dignos. Não seria aconselhável o prosseguimento de tua marcha, acima das
inquietantes paisagens da carne?”

“A importância do amor de um pai! Um pai que ama, sente junto, e não consegue ir para um
"céu" que um filho não esteja! Imaginemos então Deus, que depois de Jesus ganhou a qualidade
de Pai, quando Jesus o atribui esta qualidade em algumas passagens evangélicas, inclusive da
cruz quando o chama de Aba(paizinho)! Deus é um Pai e, tem um "céu" para nós; se Varro sentiu
o filho Taciano, imaginemos Deus que é Pai de todos nós e não vai desistir até nos levar para o
"céu" que Ele tem para todos!⁠⁠”

= "CLÓDIO= Mentor espiritual no plano maior, grande responsabilidade na colônia. \ QUINTO


VARRO= Espírito desencarnado de um romano cristão, habitava a colônia de benfeitores. \
TACIANO = Filho de Quinto Varro, espirito desencarnado de Quinto Varro, vagando pelo
Planeta Terra ainda na ilusão".
“Como se articulasse as próprias reminiscências para e primir-se com segurança, fez longa
pausa, que ele próprio interrompeu, acentuando:”

(retrata a importância da meditação antes de falar algo.Jesus ofereceu vários exemplos ao


meditar para depois responder).

“— Não acredito que aciano esteja preparado. i-o, h alguns dias, no emplo de esta,
chefiando larga legião de inimigos da luz. Não me pareceu inclinado a qualquer serviço do
vangelho. agueia nos santu rios das divindades ol mpicas, promovendo arruaças contra o
Cristianismo nascente e ainda se compraz nos festins dos circos, encontrando incentivo e
alegria nas efusões de sangue.”

(A importância da amizade,falar,ouvir o que precisa ser dito.Antes da reencarnação somos


levados a analisar bem do que iremos nos deparar na terra).

“—Tenho acompanhado meu filho, nesse lament vel estado — concordou Quinto arro,
melancólico —, contudo, nos ltimos dias, noto-o amargurado e aflito. Quem sabe estar
aciano beira da grande renovação?”

(Há sempre esperança materna/paterna na renovação dos filhos.Assim como Deus para com as
criaturas).

"(...) Compreendo que ele tem sido RECALCITRANTE no mal, consagrando-se,


indefinidamente, às sensações inferiores que lhe impedem a percepção de mais altos
horizontes da vida.(...)"

Atos dos Apóstolos:


9. 5. Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu
persegues. Duro é para ti RECALCITRAR contra os aguilhões.

Paulo e Estevão
(...) A paz triunfante do Cristo é a da alma laboriosa, que obedece e confia... Não tornes a
RECALCITRAR contra os aguilhões. Esvazia-te dos pensamentos do mundo. Quando hajas
esgotado a derradeira gota da posca dos enganos terrenos, Jesus encherá teu espírito de
claridades imortais!...(...)

Dicionário:
RECALCITRAR
verbo
demonstrar resistência para obedecer; não ceder; obstinar-se.
p.ext. dizer, responder, reagindo em contrário, negando.
p.ext. retorquir ou replicar de maneira descortês.
revoltar-se contra algo ou alguém; insurgir-se.
dar coices (cavalgadura).
jur resistir obstinadamente ao cumprimento de ordens de autoridade competente, ou de outra
pessoa a quem se deve subordinação.⁠⁠

É importante sempre identificarmos o "Consolador prometido, não somente em todo contexto


doutrinário,mas em trechos recheados de luz e misericórdia como este , quando Clodio se
dirige à Varro: Não te esqueças de que PELA ORAÇÃO ,continuaremos juntos.Ainda mesmo
sob o véu do esquecimento na luta física,ouviremos teus apelos, APARANDO-TE com o nosso
esforço assistencial.Vai em paz,quando quiseres,e que Jesus te abençoe. A certeza da proteção,
mesmo quando não percebemos é maravilhosa,é absolutamente Consolador!⁠⁠

— Não acredito que Taciano esteja preparado. Vi-o, há alguns dias, no Templo de Vesta,
chefiando larga legião de inimigos da luz. Não me pareceu inclinado a qualquer serviço do
Evangelho. Vagueia nos santuários das divindades olímpicas, promovendo arruaças contra o
Cristianismo nascente e ainda se compraz nos festins dos circos, encontrando incentivo e
alegria nas efusões de sangue.

Templo de Vesta

"(...) escutando a exortação de iluminado orientador, que lhes falava, de coração posto nos
lábios:(...)"

Eis o verbo que constrói, quando a palavra vem de um coração iluminado (evangelizado).
Nos costumamos a polir nossa fala, nos tornamos mestres em retóricas, ficamos cheios de
argumentos para contrapor opiniões contrárias as nossas crenças, tais atitudes muitas vezes
podem representar esforços legítimos, porém, se nosso discurso conta apenas com o nosso
intelecto, é falho, onde fica o amor que procura erguer, animar, consolar?
Que possamos colocar o coração em nossas bocas, para que nossa fala penetre no íntimo de
quem nos ouve.

Epístola à Tito: 2. 1. Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.


2. Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na
constância;

“O respeitável mentor, francamente compadecido, como quem não desejava delongar-se na


conversação de ordem pessoal, indagou:
—Quanto tempo consideras imprescindível ao cometimento?
—Ouso colocar a resposta em teu próprio critério.
—Pois bem — concluiu o companheiro generoso —, endosso-te a decisão,
confiantemente. Concedo-te vinte lustros para o trabalho a realizar. Creio que um século
bastará. Determinaremos medidas para que sejas sustentado na nova roupagem de carne.
Teus serviços à causa do Evangelho serão creditados em Esfera Superior e, quanto ao mérito
ou demérito de Taciano, à frente de tua renunciação, admito que o assunto será privativo de
tua própria responsabilidade”.

A pergunta de Clodio a Varro, quanto tempo necessitas? E Varro pedindo a Clodio p ele decidir,
são lhe concedidos 20 lustros, ou seja cem anos, faz me perguntar o q fazemos com o nosso
tempo? Se estamos a fazer para ter luz e levar a luz ao próximo, principalmente aquele q parece
estar longe dela (da Luz) este exemplo de dedicação nos dará forças para as nossas pequenas
grandes luta.

Devemos lembrar também que ao atingir o nível de evolução espiritual para a não necessidade da
reencarnação (seja aqui na terra ou em outros planetas), não é só questão de merecimento,
também é questão de perispírito, ou seja, o que o Clódio também alerta ao Quinto Varro vale
para essa questão, pois todas as nossas ações são impregnadas em nosso perispírito, boas ou más.
Se algo desse errado para ele em sua reencarnação (como também para Alcione), teriam pela Lei
natural da vida, expurgar aquilo que adquiriram. Penso que essa seria uma grande preocupação
para os respectivos benfeitores, o que não é notado pelos personagens devido a renúncia perante
os fatos já conhecidos!

Interessante raciocinio. Apesar de serem Espíritos redimidos eles poderiam ter complicações ou
quedas já que também sofrem as vicissitudes da matéria mesmo não tanto como nós. No entanto
a fé em Cristo é tanta que eles não temem correr o risco. O amparo de seus mentores é também
permanente mas o livre arbítrio como sempre é respeitado. A preocupação desses mentores com
seus tutelados é comovente. Nós também temos almas amigas cuidando de nós e como
esquecemos de conversarmos com elas no dia a dia para que fiquemos o mais próximo possível
delas, errando menos....

A minha dúvida é a respeito desses espíritos como Quinto Varro, Alcione e outros, não
precisarem mais reencar. ....eles não precisam mais reencar em mundos de provas e expiações ou
em nenhum mundo mais adiantado? Porque eu penso que se eles ainda podem ter quedas e se
ainda tem mentores a cuidar deles é porque ainda não são perfeitos. E se não são perfeitos não
tem ainda que reencar em mundos mais adiantados.? Espíritos Redimidos são Espíritos
perfeitos? Fico um pouco confusa com isso....se alguém puder me esclarecer. ...

Resposta:
Espírito redimido na Terra é o que cumpriu e aprendeu todas as lições possíveis nesse planeta
mas precisam ainda evoluir em outros planetas superiores como é o caso de Sírius, que, segundo
a escala dos mundos estaria na categoria de mundo ditoso ou feliz, acima da regeneração.
Aprende-se com Emmanuel que esses Espíritos tambem precisam de mestres tutores que zelem
por seu progresso. Certamente possuem corpos muito mais sutis que os nossos. Não dá pra saber
como Alcíone por exemplo, deixou seu corpo de Sírius para encarnar na Terra.

Comentário:
Se (não) estamos redimidos ainda podemos nos concentrar no que é simples que estaremos
evoluindo e trabalhando na seara do Cristo. Por exemplo, estamos reciclando o lixo que
produzimos. Nestes momento difíceis, podemos ajudar irmão em situação pior que a nossa e
podemos todos os dias procurar nos amarmos para aí poder amar o próximo.

Reencarnação do latim re + incarnatione – Retorno do Espírito à vida corpórea, em um novo


corpo especialmente formado para ele. É progressiva ou estacionária, nunca é retrógrada. Uma
das personalidades do Espírito dentro da pluralidade das suas existências. Ver: palingenesia e
metempsicos. É Uma lei universal e princípio básico do Espiritismo, segundo a qual os Espíritos
em erraticidade voltam a encarnar, ou seja, voltam a vivem com um novo corpo quantas vezes
forem necessárias para desenvolver suas potencialidades, adquirir conhecimentos e experiências
dentro das capacidades e limites de cada um" , segundo seu *grau evolutivo .

Especialmente formado, dentro da capacidade e limites de cada um, segundo o seu grau
evolutivo. Na pluralidade das existências reencarnamos aqui, ali e acolá neste vasto e infinito
Universo segundo os critérios da lei divina. Não sei bem como isto se dá (a reencarnação) em
todos os mundos, pois sou muito pequeno diante do infinito, mas a lei divina é maravilhosa e
cada mundo tem sua própria composição fluídica.

[Revista Espirita 1858]


Conversas Familiares de Além-Túmulo Bernard Palissy (9 de março de 1858)
DESCRIÇÃO DE JÚPITER
Nota: Sabíamos, por evocações anteriores, que Bernard Palissy, o célebre oleiro do século XVI,
habita Júpiter. As respostas seguintes confirmam, por todos os pontos, o que em diversas
ocasiões nos foi dito sobre esse planeta, por outros Espíritos e através de diferentes médiuns:⁠⁠
DO ESTADO FÍSICO DO GLOBO
8. Pode-se comparar a temperatura de Júpiter à de uma de nossas latitudes?
Resp. – Não; ela é suave e temperada; sempre igual, enquanto a vossa varia. Lembrai dos
Campos Elísios que vos foram descritos.
9. O quadro que os Antigos nos deram dos Campos Elísios resultaria do conhecimento intuitivo
que possuíam de um mundo superior, tal como Júpiter, por exemplo?
Resp. – Do conhecimento positivo; a evocação permanecia nas mãos dos sacerdotes. 10. A
temperatura varia segundo as latitudes, como na Terra? Resp. – Não.
11. Conforme nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de Júpiter sob um ângulo
muito pequeno e, em conseqüência, dar-lhes pouca luz. Podes dizer-nos se a intensidade da luz é
ali igual à da Terra ou se é menos forte?
Resp. – Júpiter é envolvido por uma espécie de luz espiritual que mantém relação com a essência
de seus habitantes. A luz grosseira de vosso Sol não foi feita para eles.
12. Há uma atmosfera?
Resp. – Sim.
13. A atmosfera de Júpiter é formada dos mesmos elementos que a atmosfera terrestre?
Resp. – Não; os homens não são os mesmos; suas necessidades mudaram.
14. Existem água e mares?
Resp. – Sim.
15. A água é formada dos mesmos elementos que a nossa?
Resp. – Mais etérea.
16. Há vulcões?
Resp. – Não; nosso globo não é atormentado como o vosso; lá, a Natureza não teve suas grandes
crises; é a morada dos bem-aventurados; nele, a matéria mal existe.
17. As plantas têm analogia com as nossas?
Resp. – Sim, mas são mais belas.⁠⁠

[E AQUI NA REVISTA ESPIRITA DE 1858 AGORA FALA DO CORPO...]


ESTADO FÍSICO DOS HABITANTES
18. A conformação do corpo dos habitantes guarda relação com o nosso?
Resp. – Sim, é a mesma.
19. Podes dar-nos uma idéia de sua estatura, comparada à dos habitantes da Terra?
Resp. – Grandes e bem proporcionados. Maiores que os vossos maiores homens. O corpo do
homem é como o molde de seu Espírito: belo, onde ele é bom; o envoltório é digno dele: não é
mais uma prisão.
20. Lá os corpos são opacos, diáfanos ou translúcidos?
Resp. – Há uns e outros. Uns têm tal propriedade; outros têm outra, conforme sua destinação.
21. Concebemos isso para os corpos inertes, mas nossa questão refere-se aos corpos humanos.
Resp. – O corpo envolve o Espírito sem o ocultar, como um tênue véu lançado sobre uma
estátua. Nos mundos inferiores o invólucro grosseiro oculta o Espírito a seus semelhantes; mas
os bons nada têm a esconder: podem ler no coração uns dos outros. Que aconteceria se assim
fosse na Terra?⁠⁠
Existem "coisas" no universo, Deus, espírito e matéria.
Vamos falar da matéria, Deus cria a matéria original, base de tudo aquilo que não é espírito,
chamada de fluido cósmico universal, esta matéria prima sofre alterações pelos Espíritos, estes
então são co-criadores com Deus, os Espíritos alteram o fluido cósmico pela sua natureza, um
processo que para os Espíritos inferiores é praticamente automático, porém conforme evoluímos
a ação da nossa vontade transforma este plasma divino em tudo que nos conhecemos, para não
complicar muito, cada planeta tem sua matéria característica, não poderia ser diferente pois é
uma porção do fluido cósmico universal que sofreu alterações pela ação da vontade de seu
habitantes, quando mais adiantado o grupo que evolui em um orbe, também mais sutil e
elaborada é a matéria que o constitui.
Nosso perispírito por exemplo é composto pela matéria da terra, quando migramos para outro
orbe nosso perispírito será da natureza da matéria daquele novo lar, espero não ter confundido
ainda mais.⁠⁠

Existem vidas espirituais em toda parte, na Terra e em outros mundos. Uns estão encarnados e
outros desencarnados, ambos vinculados aos mundos por afinidades. Em Jupter, existem vidas
encarnadas, mas não queiramos enxerga-las, por ora, com a tecnologia que temos, e nem com
nossos olhos limitados que possuímos. São corpos mais sutis. E olha que Jupter ainda é fichinha
perto de mundos mais evoluídos (risos), segundo informações da própria revista espirita 1858

Exatamente, buscamos analogias materiais, enquanto somos uma humanidade imagem e


semelhança do Criador em Espírito, quanto mais nos depuramos, menos vínculos com a matéria
possuímos

"Nos ensina Joanna de Ângelis, no livro “No Limiar do Infinito”, psicografado por Divaldo
Pereira Franco, no capítulo referente à Pluralidade dos mundos habitados que: “Cálculos muito
pessimistas, examinando o Sol, que é uma estrela envelhecida de Quinta grandeza a sustentar
hoje os planetas conhecidos, e que os mantém com a sua energia, fazem crer que nesse Universo
de sóis mais poderosos, se lhes fossem dados dois planetas apenas para cada um, teríamos 200
bilhões em movimentação em nossa galáxia. Atribuindo-se por probabilidade a hipótese de
somente 1% deles ter as mesmas condições e idades correspondentes à Terra, teríamos 2 bilhões
de planetas com condições que caracterizam o nosso berço de origem.
Dando-se a possibilidade remotíssima de que apenas 1% deles tivesse condições de vida
semelhante à nossa, defrontaríamos, aproximadamente, com cerca de 20 milhões de planetas
iguais ao nosso com vida inteligente. Não é portanto temerário afirmar-se que a vida inteligente
não é exclusivo patrimônio da pequenez do planeta terrestre. Tal afirmação já não repugna à
inteligência nem à cultura: a da pluralidade dos mundos habitados, mundos esses departamentos
da “Casa do Pai”, nos quais o espírito evolui, progride, aprimora-se na busca da perfeição
incessante.”"⁠⁠

"O mundo dos Espíritos compõe-se das almas de todos os humanos desta Terra e de outras
esferas, despojadas dos liames corporais; do mesmo modo, todos os humanos são animados por
Espíritos neles encarnados. Há, pois, solidariedade entre esses dois mundos: os homens terão as
qualidades e as imperfeições dos Espíritos aos quais estão unidos. Os Espíritos serão mais ou
menos bons ou maus, conforme os progressos que hajam feito durante sua existência corporal.
Estas poucas palavras resumem toda a doutrina.
Como os atos dos homens são o produto de seu livre-arbítrio, carregam a marca da perfeição ou
da imperfeição do Espírito que os provoca. Ser-nos-á, pois, muito fácil fazer uma idéia do estado
moral de um mundo qualquer, conforme a natureza dos Espíritos que o habitam; de algum modo
poderíamos descrever sua legislação, traçar o quadro de seus costumes, de seus usos e de suas
relações sociais." (Revista Espirita 1858)

AINDA SOBRE JÚPTER NA REVISTA ESPIRITA DE 1858] "O planeta Júpiter, apesar do
quadro sedutor que nos foi dado, não é, absolutamente, o mais perfeito dos mundos. Outros há,
desconhecidos para nós, que lhe são muito superiores, do ponto de vista físico e moral, e cujos
habitantes gozam de felicidade ainda mais perfeita; são a morada dos Espíritos mais elevados,
cujo etéreo envoltório nada mais tem das propriedades conhecidas da matéria."

"Sem a heroica renunciação dos que se consagram ao progresso e ao aprimoramento das almas, a
educação não passará de letra morta. Imprescindível, portanto, é que saibamos escrever com o
nosso próprio exemplo as páginas vivas do Cristianismo remissor."

"... quantos renascerem nas sombras da matéria mais densa, estarão incessantemente entregues
ao sacrifício, por amor à verdade, a fim de que a lição do divino Mestre brilhe mais intensamente
nos domínios da carne mortal."

“Há uma grande necessidade nossa de nos entregarmos, não ao martírio da carne, mas no
trabalho que agora nos é requisitado. Buscar na concretude de nossas ações os ensinamentos
adquiridos, através dos ensinamentos deixados por Estes Augustos Espírito que renunciam em
detrimento de auxiliar e direcionar outros, que busca a ascensão, mas ainda rescinde de serem
guiados.

Considerando que estamos refletindo sobre os espíritos superiores que reencarnam na Terra, é
importante lembrarmos que existe uma preparação para que a reencarnação ocorra, uma vez que
a vibração da Terra ainda é muito baixa. Alcione preparou-se por 10 anos. Varro também levou
alguns anos, vejam o fim do capítulo (Anos e anos se dobaram sobre estes acontecimentos...)
Para nós, que ainda vibramos em faixas inferiores, pode parecer um extremo sacrifício, como o
que Varro fez...mas vejam o que nos diz o Cura D'Ars na Revista Espírita de 1867:
Sublime desinteresse de Jesus e de seus apóstolos, onde estás ─ Meus filhos, ficais tristes ao
pensar, algumas vezes, na rude missão desses Espíritos sublimes que vêm levantar a coragem da
Humanidade e morrer na tarefa, depois de ter esvaziado a taça das ingratidões humanas. Gemeis
por ver que o Senhor, que os enviou, parece abandoná-los no momento em que sua proteção
parece mais necessária. Não vos falaram das provas que sofrem os Espíritos elevados no
momento de transpor um degrau mais alto na iniciativa espiritual? Não vos disseram que cada
grau da hierarquia celeste se adquire pelo mérito, pelo devotamento, como entre vós, no exército,
pelo sangue derramado e pelos serviços prestados? Então! É o caso em que se encontram os
Messias nessa terra de dores. Eles são sustentados enquanto dura sua obra humanitária, enquanto
trabalham pelo homem e para Deus, mas, quando só eles estão em jogo, quando sua prova se
torna individual, o socorro visível se afasta e a luta se mostra tão acerba e rude quanto o homem
deve suportá-la.
Eis a explicação desse aparente abandono que vos aflige na vida dos missionários de todos os
graus de vossa Humanidade. Não penseis que Deus abandone jamais a sua criatura por capricho
ou impotência; não, mas, no interesse de seu adiantamento, ele a deixa entregue às suas próprias
forças, ao completo emprego de seu livre-arbítrio.
CURA D’ARS

Sobre a renúncia de Varro:

Ave Cristo
"O Mestre crucificado é divino desafio."

Fonte Viva 97
A palavra da cruz
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é o
poder de Deus.”Paulo (I Coríntios, 1:18)
A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos. Do Calvário desceu para o mundo uma
voz, a princípio desagradável e incompreensível. No martirológio do Mestre situavam-se todos
os argumentos de negação superficialmente absoluta. O abandono completo dos mais amados. A
sede angustiosa. Capitulação irremediável. Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.
Sarcasmo e ridículo entre ladrões. Derrota sem defensiva. Morte infamante. Mas o Cristo usa o
fracasso aparente para ensinar o caminho da Ressurreição Eterna, demonstrando que o "eu"
nunca se dirigirá para Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio. Ainda hoje,
a linguagem da cruz é loucura para; os que permanecem interminavelmente no círculo de
reencarnações de baixo teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão
mancomunarse com a morte, exterminando as mais belas florações do sentimento. Dominam a
muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios
escuros de paixões obcecantes em que sucumbem, vezes sem conto, à maneira da aranha
encarcerada nas próprias teias. Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne e
ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que temos sido salvos de maiores quedas
pelos avisos da fé renovadora, estamos informados de que, nos supremos testemunhos, segue o
discípulo para o Mestre, quanto o Mestre subiu para o Pai, na glória oculta da crucificação.

Reflitamos que o flagelo das sombras antes era de padecimentos físicos. Hoje os flagelos morais,
os ataques ao cristianismo verdadeiro, se converte em testemunho diário. Ontem o circo, hoje as
lições de perdão, renúncia e sacrifício do orgulho, e do egoísmo. Torturas e padecimentos
mentais ,além do suicídio, conforme temos visto é desafio eminente.

Num tempo em que novamente matam-se Cristãos como a dois mil anos, numa clara tentativa
desesperada de afrontar Nosso Senhor Jesus Cristo, o que cada um de nós pode fazer é manter
nosso pensamento e nossa atitude no Bem. Cada vez que escolhemos perdoar, ao invés nos
vingar; cada vez que escolhemos não julgar, ao invés de acusar; cada vez que escolhemos calar,
ao invés de reclamar, estamos seguindo o exemplo de amor que nos foi deixado. Agora, mais do
que nunca, devemos seguir o exemplo de Jesus, que mesmo injustiçado, não se revoltou, não
teve desejo de vingança, não atacou ninguém, simplesmente confiou em Deus, nosso Pai...
Devemos orar por esse irmãos que pensam que podem destruir o Cristo e sua herança e como
Ele, rogar sinceramente ao Pai: "Perdoai-os, eles não sabem o que fazem."

Obras Póstumas

Introdução

Em sua bandeira, inscrevera o mestre estas palavras:

Trabalho, solidariedade, tolerância. Sejamos, como ele, infatigáveis; sejamos, acordemente com
os seus anseios, tolerantes e solidários e não temamos seguir-lhe o exemplo, reconsiderando,
quantas vezes forem precisas, os princípios ainda controvertidos. Tentemos avançar, antes com
segurança e certeza, do que com rapidez, e não ficarão infrutíferos os nossos esforços, se, como
estamos persuadidos, e seremos os primeiros a dar disso exemplo, cada um cuidar de cumprir o
seu dever, pondo de lado todas as questões pessoais, a fim de contribuir para o bem geral.

Em vez do postulado:

Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a animosidade entre as diferentes
seitas religiosas e que há feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem como divisa: Fora da
Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a
liberdade de consci ncia e a benevol ncia m tua.

Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão a que
pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade. fé, uma base se faz
necessária e essa base é a intelig ncia perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não basta
ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É precisamente ao
dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o n mero de incrédulos, porque ela quer
impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o
livre-arbítrio.O Evangelho segundo o Espiritismo.)⁠⁠

Na China também tem um histórico de perseguição forte... Apesar de recentes pesquisas


mostrarem crescimento dos cristãos no país.

http://www.mtagora.com.br/gospel/perseguicao-contra-os-cristaos-aumentou-700-na-
china/142772008

Revista Espírita 1862 » Abril » Dissertações espíritas » Perseguição

Bem! Bravo, meus filhos! Estou satisfeito de ver-vos reunidos, lutando com zelo e persistência.
Coragem! Trabalhai arduamente no campo do Senhor, porque eu vos digo que chegará o
momento em que não será apenas a portas fechadas que será necessário pregar a doutrina santa
do Espiritismo.

A carne foi flagelada. É preciso flagelar o Espírito. Ora, em verdade vos digo, quando isso
acontecer, estareis prestes a entoardes em uníssono o cântico de ação de graças, e estaremos em
vésperas de ouvir um só e mesmo grito sobre a Terra. Mas, eu vo-lo digo, antes da idade de ouro
e do reinado do espírito, são necessários grandes sofrimentos, lágrimas e ranger de dentes.

As perseguições já começaram. Espíritas! Sede firmes e mantende-vos de pé. Estais marcados


pela unção do Senhor. Sereis chamados de insensatos, de loucos, de visionários. Não mais
ferverão o óleo nem erguerão cadafalsos e fogueiras, mas o fogo que usarão para vos levar à
renúncia às vossas crenças será mais intenso e ainda mais vivo.

Espíritas! Despojai-vos, portanto, do homem velho, pois é ao homem velho que farão sofrer. Que
vossas novas túnicas sejam brancas. Cingi as vossas frontes com coroas e preparai-vos para
entrar na liça. Sereis amaldiçoados. Deixai que vossos irmãos vos digam racca; em contrapartida,
orai por eles e afastai de suas cabeças o castigo que o Cristo disse estar reservado aos que
dissessem racca aos seus irmãos!

Preparai-vos para as perseguições pelo estudo, pela prece, pela caridade. Os servos serão
expulsos das casas de seus patrões e tratados como loucos, mas à porta da casa encontrarão o
Samaritano e, embora pobres e nus, ainda partilharão com ele as suas vestes e o último pedaço de
pão. Ante tal espetáculo, os patrões pergunta­rão: “Mas, quem são essas criaturas que
expulsamos de nossa casa? Só têm um pedaço de pão para esta noite e o dão! Só têm uma capa e
a dividem com um estranho!”

Então suas portas serão reabertas, pois vós é que sois os servidores do Mestre. Mas dessa vez
eles vos acolherão e vos abraçarão. Pedir-vos-ão que os abençoeis e lhes ensineis a amar. Não
mais vos chamarão de servos ou escravos, mas vos dirão: “Meu irmão, vem assentar-te à minha
mesa. Há uma só e mesma família na Terra, como há um só e mesmo Pai no Céu”.
Ide, ide meus irmãos! Pregai, e sobretudo sede unidos. O Céu vos está preparado.
SANTO AGOSTINHO

Quarta Parte
QUINTO VARRO INICIA OS TRABALHOS DE AUXILIO A
TACIANO
“Algo muito interessante, é que após a permissão de Clódio, de ser Quinto Varro a despertar em
seu filho Taciano o desejo de se afastar dos espíritos turbulentos. Vejo que deste momento inicia
a renunciação de Varro para salvar seu filho.

“Essa ideia do preparo, do planejamento reencarnatório, ambientação e conhecimento prévio das


necessidades, me traz profundo conforto na alma, pois sabemos que os vetores que nos
conduzem na trilha de reparo e de progresso. Se pensarmos assim, seremos sempre intuídos
sobre as nossas reais necessidades, superando, em parte, o necessário véu do esquecimento, dele
deixando apenas o que nos atrasaria os trabalhos.

"(...) enquanto outros, de mãos postas, se entregavam, inermes, aos golpes de panteras e de
leões da Num dia. Quase todos os supliciados desprendiam-se da carne, no sublimado ê tase
da f , recolhidos carinhosamente pelos irmãos que os esperavam em c nticos de vitória."

Imaginem a coragem que uma fé racionada oferece àquele que crer?


Os Cristãos que enfrentaram as feras incorporaram a fala de Paulo conforme citado no grupo
anteriormente:
Já não sou mais eu que vive em mim...
E,nós espíritas?
Renegamos a fé diante de qualquer dificuldade deparada.⁠⁠

Leão da Numídia

“(...) dentro dos quais falanges enormes de sp ritos convertidos ao Bem se ofereciam para a
batalha de suor e sangue, em que, usando a vestimenta física, dariam testemunhos de fé e boa
vontade, colaborando na expansão da Boa Nova, para a redenção da erra.(...)”

ESE prefácio
“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se
movimenta, ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre toda a face da Terra.
Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abri os olhos aos cegos.”

Livro o Consolador
350 - Pode a fraternidade manifestar-se sem a abnegação?

- Fraternidade pode traduzir-se por cooperação sincera e legítima, em todos os trabalhos da vida,
e, em toda cooperação verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem
coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a
fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo nenhum.⁠⁠

De o livro O Consolador

354 – Poder-se-á definir o que é ter fé?

Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da
crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da
personalidade. Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer “eu creio”, mas
afirmar “eu sei”, com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento. Essa fé não pode
estagnar em nenhuma circunstância da vida e sabe trabalhar sempre, intensificando a amplitude
de sua iluminação, pela dor ou pela responsabilidade, pelo esforço e pelo dever cumprido.
Traduzindo a certeza na assistência de Deus, ela exprime a confiança que sabe enfrentar todas as
lutas e problemas, com a luz divina no coração, e significa a humildade redentora que edifica no
íntimo do espírito a disposição sincera do discípulo, relativamente ao “faça-se no escravo a
vontade do Senhor”.

Os discípulos do evangelho que morreram no suplício para nascer em Cristo realmente tinham
essa fé citada acima.⁠⁠

Circo Máximo (Roma)

Atribuído à época real mas muito provavelmente construído num período posterior.
Este circo, localizado entre o Palatino e o Aventino, hoje em dia só pode ser reconhecido através
do traçado deixado no terreno onde outrora esteve instalado. De início a sua estrutura era de
madeira. Em 329 a. C. foram construídos os lugares de onde partiam os carros e o muro central
que cobria e canalizava o curso das águas. Em 174 a. C., Fulvio Flaco e Postumio Albino
mandaram construir a obra de alvenaria e colocaram sete bolas de pedra para marcar as voltas
dos carros. Agrippa, em 33 a. C., colocou delfins de bronze para o mesmo efeito.
Júlio César usava o circo também para lutas entre feras. Augusto, por seu lado, quis construir um
palco sagrado reservado às divindades dos jogos, e no ano 10 a. C. mandou colocar o obelisco de
Ramsés II.

No século XVI o obelisco foi transferido para a Praça do Povo pelo Papa Sisto V. Cláudio foi
responsável pelas obras de restauro após um incêndio no ano 30 e mandou construir estruturas de
mármore com aplicações de bronze dourado. Novo incêndio em 64 arrasou o circo, reconstruído
por Nero, que aumentou inclusivamente a sua capacidade. Com Domiciano sofreu novo incêndio
e Trajano promoveu novas obras de restauro. Constantino também o restaurou e Constâncio II
decorou-o com outro obelisco de Tutmósis III, que, tal como o anterior, foi retirado, desta feita
para a Praça de São João de Latrão.
Nos seus tempos áureos acolhia 320 000 espectadores, que ali assistiam às corridas de carros e
aos jogos romanos do início de setembro.⁠⁠

Espírito Protetor no E. S. E cap XI - item 13

"(...) A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício.
Hoje, na vossa sociedade, para seres cristãos, não se vos faz mister nem o holocausto do mártirio,
nem o sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo e da vossa
vaidade. Triunfareis se a caridade vos inspirar e vos sustentar a fé."⁠⁠

Varro e Taciano estão em diferentes graus evolutivos. Esta figura que nos auxilia a entender,
bem como a perceber a solidariedade entre os diversos degraus....

Varro encontra-se no degrau "humanidade", pq ele tornou-se homem bom, conforme a vontade
divina (daí não necessitar mais encarnar na Terra, já teve aqui todo o aprendizado). Taciano está
no degrau abaixo de Varro, é um homem comum, ainda necessitada das diversas encarnações
para atingir todo o seu potencial de elevação que o nosso mundo pode oferecer. Clódio, por sua
vez, está um degrau acima de Varro, e o apoia para que este através da missão que escolheu,
possa avançar um pouco mais em sua evolução. No grau máximo que a nossa consciência
consegue alcançar está o Cristo, nosso Sol Espiritual.

“Precisamos avaliar a nossa atual encarnação, quantos corações nos amparam a semelhança de
Varro, e quanta esperança depositam em nós, investimento imenso em conhecimento e amor,
aguardando apenas que não adiemos mais os compromissos. Que este estudo nos fortaleça e que
possamos todos cumprir as tarefas assumidas para esta encarnação, através da intersecção destes
que tanto nos amam!”

Palavras de Lázaro no ESE cap XI item-8 A Lei de Amor:

O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos
são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só
tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem
sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas
esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as
revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e
extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso
amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da
alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo.
Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os
mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

Varro encontra-se no degrau "humanidade", pq ele tornou-se homem bom, conforme a vontade
divina (daí não necessitar mais encarnar na Terra, já teve aqui todo o aprendizado). Taciano está
no degrau abaixo de Varro, é um homem comum, ainda necessitada das diversas encarnações
para atingir todo o seu potencial de elevação que o nosso mundo pode oferecer. (...)

Importante pensarmos que o próprio Taciano já está capacitado para contribuir com o degrau
inferior, que são os animais e com os seus semelhantes, os homens comuns...a solidariedade
entre os degraus é algo que demonstra o amor de Deus de uma forma muito bonita...fomos
criados pelo Amor e para o amor...

Somente ao atingir o degrau de "humanidade" é possível ao Espírito viver em profundidade o


"ponto delicado do sentimento que é o amor"

Assim é possível entender a capacidade de "renúncia, sacrifício e abnegação" desse pai: Varro
pelo seu filho Taciano, ainda em um nível inferior!!!⁠⁠

Livro
Pensamento e Vida

O ESPELHO DA VIDA
A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado
ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões
que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos
Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a
angelitude, somos ímpelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta,
na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o
centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e
transformando, destruindo e refazendo para acrísolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as
circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de
trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da
nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a
fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o
influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.⁠⁠

Joana de Angelis em Amor imbatível Amor nos fala desta trajetória.

A EXCELÊNCIA DO AMOR

O processo de evolução do ser tem sido penoso, alongando-se pelos milênios sob o impositivo da
fatalidade que o conduzirá à perfeição. Dos automatismos primevos nas fases iniciais da busca
da sensibilidade, passou para os instintos básicos até alcançar a inteligência e a razão, que o
projetarão em patamar de maior significado , quando a sua comunicação se fará, mente a mente,
adentrando -se, a partir dai; pelos campos vibratórios da intuição.⁠⁠

ASCENSÃO
Emmanuel

Ainda e sempre, mergulha as mãos na corrente cristalina do trabalho e serve sem repouso.
–o –
A fronte lustral do amor ao próximo é o bálsamo purificador de nossas vidas. –o –
Não te julgues sozinho na batalha interior em que te equilibras, muita vez, chorando em lágrimas
imanifestas, a deslizarem dos olhos para dentro do coração. –o –Muitos amigos seguem-te os
passos e todos se rejubilam, diante do esforço a que te afeiçoas, esforço de quem se confia ao
buril do Senhor para que Ele nos plasme novos destinos.
–o –
Onde houver amargura, planta as flores da consolação e onde a necessidade ruge, aflitiva e
angustiosa, faze a luz do socorro amigo, a desfazer-se em amor.
–o –
O maior privilégio dos discípulos de Jesus é sempre aquele de auxiliar sem retribuição e de agir,
desinteressadamente, em Seu Nome.
–o –
Não te surpreendam as sombras e pedras da estrada. Todos possuímos, à frente de nós, o desafio
sublime da ascensão... Ascensão a expressar-se em renúncia à nossa própria felicidade, para que
a felicidade dos outros à qual devemos hipotecar devotamento e carinho, nos impulsione para
Deus, Nosso Pai de Amor Infinito.
–o –
Em nome de quantos te amam, desvelando-se por tua alegria e por tua paz, rogamos-te paciência
e perseverança no bem. Hoje, meu amigo, é a noite, mas, amanhã é o Celeste Despertar.
–o –
E que a nossa alvorada te encontre na vitória cristã, abençoado e feliz, com Jesus no coração, são
os nossos votos.⁠⁠

"Todos possuimos à frente de nós, o desafio sublime da ascensão...


Ascensão a expressar-se em renúncia à nossa própria felicidade, para que a felicidade dos outros
a qual devemos hipotecar devotamento e carinho, nos impulsione para Deus, Nosso Pai de Amor
Infinito."

Salmo 51: "O Deus, cria em mim um coração puro, renova um espírito firme no meu peito; não
me rejeites para longe de tua face, não retires de mim teu santo espírito. Devolve-me o júbilo da
tua salvação e que um espírito generoso me sustente. Vou ensinar teus caminhos aos
transgressores, para que os pecadores voltem a ti. Livra-me do sangue, ó Deus, meu Deus
salvador, e minha língua aclamará tua justiça. Ó Senhor, abre os meus lábios, e minha língua
anunciará o teu louvor. Pois tu não queres um sacrifício e um holocausto não te agrada.
SACRIFÍCIO A DEUS É UM ESPÍRITO CONTRITO, CORAÇÃO CONTRITO E
ESMAGADO, ó Deus, tu não desprezas." Um coração contrito é um coração humilde,
quebrantado, arrependido, obediente, manso, significa que você está disposto a seguir o que o
Senhor diz e que você encontra satisfação em fazer Sua vontade e seguir os conselhos que Ele
deixou. Fácil concluir que o coração de Varro era um coração contrito, purificado e que sentia
prazer em seguir a vontade do Pai Celestial.

Quinta Parte
A PRECE DE TACIANO
“Conhecia amigos que, depois de longas súplicas ao Céu, haviam desaparecido na direção do
renascimento. Não ignorava que o espírito imortal pode usar vários corpos, entre os homens;
entretanto, não se sentia com a força precisa para dominar-se e oferecer às Divindades uma
prece fundamentada no verdadeiro equilíbrio moral.”

“Chama-me a atenção, a importância de alimentar pensamentos elevados. O pai(Varro) "desce"


das altas esferas em que se encontrava, ao "lodo" das inferiores sensações que se encontrava,
desencarnado, o filho(Taciano); este pai vem confiante, com pensamento firme da fé positiva, e
operante, acreditando erguer seu filho ao amor.
Interessante que Varro ao ver o filho preso as sensações dos circos romanos, entre gargalhadas
com outros, chama seu filho: "Taciano, meu filho! Meu filho!" ... Taciano não o vê nem escuta, o
rapaz, que estava em outra sintonia vibratória, por pensamentos negativos inferiores, não
percebeu a imagem de seu benfeitor paterno, porem, e é neste ponto que me chama atenção,
ainda sem conseguir enxergar o Pai, tamanha crosta escura que lhe tapava os olhos e o coração,
mas tocado agora, pelas impressões amorosas do pai, sentiu que as gargalhadas ficavam presas
na garganta, sem achar mais graça nenhuma nas mortes infames dos martis cristãos. Algo novo
nascia naquele momento dentro de Taciano, mesmo sem saber bem o porque, aquele cenário já
não tinha mais graça; Eram as vibrações amorosas de Varro(pai) que impressionavam o intimo
de Taciano. Isto é divino!⁠⁠
"O amor é a luz que apaga a escuridão do ódio, diluindo-o em claridades de ternura e de
compreensão"
Mesmo que na hora não entendamos o amor, sentimos que algo novo nasce em nós quando
somos tocados por Ele.

O amor paternal, maternal ou seja a familiar transcende, ultrapassa barreiras... Na carne sentimos
isso talvez não na grandeza esplanada por Emmanuel sobre Quinto Carro, mas os sacrifícios são
sem medida pelo bem estar dos nossos filhos... Muito emocionada com este primeiro capítulo.

“Neste incrível movimento que nos une, num mundo de solidariedade, onde os mais adiantados
auxiliam os que ainda caminham pelas sombras, vemos Varro amparando Taciano. Não obstante,
é preciso que haja um movimento de Taciano para que a sua vontade seja respeitada, precisamos
querer o amparo, a melhoria, o auxílio, ainda que isto represente novas lutas e dores. Assim,
então, vemos que o atendimento ao seu espírito inicia quando ele faz uma prece: "— Grande
Hélios! Deus de meus avós!... Compadece-te de mim! Renova-me o sentimento na pureza e na
energia que encarnas para a nossa raça! Se possível, faze-me esquecer o que fui. Ampara-me e
concede-me a graça de viver, de conformidade com o exemplo dos meus antepassados!..."

“Podemos aprofundar nesta questão, a prece como fonte de auxilio...recordemos de André Luiz,
do livro Nosso Lar, ele apenas conseguiu ser amparado após uma prece, sua mãe tentava auxilia-
lo há muito tempo, porém, esperava este movimento dele para que fosse possível...⁠⁠

Assim, também, Pólux, que roga a Deus o auxilio de Alcione, que vai ao seu encontro...se a
espiritualidade nos está oferecendo tantos exemplos, creio que seja a hora de entendermos a
prece e fazermos bom uso dela.

"Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes."
(Marcos, 11:24)

Nòs não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual;


Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana!
Felicidade,ajuda,gratidão,oraçao.auxilio.Aprendamos com o Mestre�

Em todos os planos , temos o livre arbítrio, assim através da prece e do nosso querer ,
enxergamos a luz e somos socorridos . A prece é um bálsamo de luz .
"Ainda mesmo quando as nossas preces se expandam ardentes, perante os ídolos sem alma, o
coração augusto do Senhor as recolhe na misteriosa concha do seu amor infinito, apressando
o socorro às nossas necessidades. Tem calma e confiança, filho meu!"

No livro Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, encontramos o ministro Clarêncio explicando a
ação da prece:
"–Todo desejo –dizia, convincente –é manancial de poder. A planta que se eleva para o alto,
convertendo a própria energia em fruto que alimenta a vida, é um ser que ansiou por multiplicar-
se... –Mas todo petitório reclama quem ouça –interferiu um dos companheiros. –Quem teria
respondido aos rogos, sem palavras, da planta? O venerando orientador respondeu, tranquilo: –A
Lei, como representação de nosso Pai Celestial, manifesta-se a tudo e a todos, através dos
múltiplos agentes que a servem. No caso a que nos reportamos, o Sol sustentou o vegetal,
conferindo-lhe recursos para alcançar os objetivos que se propunha atingir. E, imprimindo
significativa entonação à voz, continuou: –Em nome de Deus, as criaturas, tanto quanto possível,
atendem às criaturas. Assim como possuímos em eletricidade os transformadores de energia para
o adequado aproveitamento da força, temos igualmente, em todos os domínios do Universo, os
transformadores da bênção, do socorro, do esclarecimento... As correntes centrais da vida partem
do Todo-Poderoso e descem a flux, transubstanciadas de maneira infinita. Da luz suprema à treva
total, e vice-versa, temos o fluxo e o refluxo do sopro do Criador, através de seres incontáveis,
escalonados em todos os tons do instinto, da inteligência, da razão, da humanidade e da
angelitude, que modificam a energia divina, de acordo com a graduação do trabalho evolutivo,
no meio em que se encontram. Cada degrau da vida está superlotado por milhões de criaturas... O
caminho da ascensão espiritual é bem aquela escada milagrosa da visão de Jacob, que passava
pela Terra e se perdia nos céus... A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que
lhe corresponde. Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais,
ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina.
Desejos banais encontram realização próxima na própria esfera em que surgem. Impulsos de
expressão algo mais nobre são amparados pelas almas que se enobreceram. Ideais e petições de
significação profunda na imortalidade remontam às alturas... O mentor generoso fez pequeno
intervalo, como a dar-nos tempo para refletir e acentuou: –Cada prece, tanto quanto cada emissão
de força, se caracteriza por determinado potencial de freqüência e todos estamos cercados por
Inteligências capazes de sintonizar com o nosso apelo, à maneira de estações receptoras.
Sabemos que a Humanidade Universal, nos infinitos mundos da grandeza cósmica, está
constituída pelas criaturas de Deus, em diversas idades e posições... No Reino Espiritual,
compete-nos considerar igualmente os princípios da herança. Cada consciência, à medida que se
aperfeiçoa e se santifica, aprimora em si qualidades do Pai Celestial, harmonizando-se,
gradativamente, com a Lei. Quanto mais elevada a percentagem dessas qualidades num espírito,
mais amplo é o seu poder de cooperar na execução do Plano Divino, respondendo às solicitações
da vida, em nome de Deus, que nos criou a todos para o Infinito Amor e para a Infinita
Sabedoria..."

Valorizemos a prece em nossas ações diárias!⁠⁠

É interessante pensarmos que Taciano orou ao seus deuses...mas não foram as palavras que
tiveram importância, mas o que ia em seu coração. Recordemos também do livro Sexo e Destino,
também de André Luiz...tudo começou com a prece sincera de uma criança e foram 02 anos de
trabalho espiritual até que a prece fosse atendida. Perceber em qual faixa estamos sintonizando
torna-se essencial para saber o alcance de nossa prece. Creio que Taciano experimentou um
momento de humildade, reconhecendo que necessitava de ajuda para sair do abismo que se
encontrava...

Ainda sobre a oração não podemos esquecer Jesus o governador da terra no momento em se
sentiu más angustiado orou ao pai suplicando o Socorro pra aquele momento

Mesmo contando com o amparo de Varro, pai extremamente amoroso, Taciano teve que fazer
um movimento resultante do seu desejo de ser socorrido, consciente de sua fraqueza elevou o
pensamento e fez uma súplica, oferecendo o melhor de si naquele momento, mobilizou a
Vontade!!!
O Taciano foi convidado através da dor ao combate interior.E esse movimento deu abertura para
o amor paterno atuar em sua vida no resgate ao ente querido.Os corações afins estão tão
interligados e Varro estava pressentindo que a hora de mudança do filho estava se
aproximando...

Mensagem Fraterna

Composição: Auta de Souza

Meu irmão, tuas preces mais singelas


São ouvidas no espaço ilimitado,
Mas sei que às vezes choras, consternado,
Ao silêncio da força que interpelas.

Volta ao teu templo interno abandonado,


- A mais alta de todas as capelas -

Ouve o teu coração em cada prece.


Deus responde em ti mesmo e te esclarece
Com a força eterna da consolação;

Compreenderás a dor que te domina,


Sob a linguagem pura e peregrina
Da voz de Deus, em luz de redenção.
Da voz de Deus, em luz de redenção.⁠⁠

Alheou-se dos companheiros e, sentindo fome de solidão, afastou-se, r pido, devorando ruas
e praças.
Desejava pensar e reconsiderar, a sós, a senda por ele mesmo percorrida.

Depois de longo trajeto, alcançou a orta inciana, em busca de insulamento. Nos jardins
onde se venerava a memória de scul pio, havia soberba est tua de Apolo, junto da qual, por
vezes, gostava de meditar".
Esses trechos retratam o poder da meditação.De se isolar do barulho exterior para analisar o
ruído interior.Jesus nos demonstrou essa importância em vários momentos de sua passagem
terrena.Assim como Paulo de Tarso voltando se para o deserto interior afim de se fortalecer e
enfrentar o bom combate exterior.⁠⁠

"Instado por amigos, na liquidação de outros problemas, Clódio lançou-lhe compassivo


olhar e finalizou:
— Não te esqueças de que, pela oração, continuaremos juntos. Ainda mesmo sob o pesado véu
do esquecimento na luta física, ouviremos teus apelos, amparando-te com o nosso esforço
assistencial. Vai em paz, quando quiseres, e que Jesus te abençoe."

Se tivéssemos sempre essa certeza de que nunca estamos sós....basta que tenhamos a *vontade*e
através da *prece*podemos entrar em sintonia com essa plêiade de Espíritos Iluminados sempre
dispostos a nos darem o auxílio necessário.
Sem falar nos nossos Espíritos Protetores que só aguardam a nossa vontade para nos
auxiliaram...

ESE cap. VI-item:6


"Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação
ao nível de suas provas, que chorem, porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras; mas,
que esperem, pois que também a eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas.
Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho
das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão
esquecidas; e eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. Quando soar
a hora do repouso, e a trama da vida se vos escapar das mãos e vossos olhos se fecharem para a
luz, sentireis que surge em vós e germina a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino
de nosso Pai e os vossos suores e misérias formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas
superiores, onde a luz substitui as trevas e onde o mais desnudo dentre todos vós será talvez o
mais resplandecente."
O Espírito de Verdade⁠⁠

O devotamento e a renúncia de Varro para reencaminhar seu filho à senda luminosa de Jesus é
exemplo de grandeza de espírito. Fiquei pensando, em nossos laços afetivos, onde somos
pungidos pela dor, revolta, desafeição e tantas outras dificuldades, não sendo nós tão elevados
em sentimentos como ele.

Trecho de o livro:Estudando a Mediunidade.Capitulo:Vibrações Compensadas.


Temos tbm como exemplo de abnegacão e renuncia o caso que em Nosso Lar da mãe de André
Luiz que por amor retornaria a reencarnar em auxilio do marido e das duas amantes, recebendos
como marido e filhas..grande lição.

"Renascemos para aprender a dominar a nós mesmos e voltamos a ceder ao impulso de dominar
os outros".Livro Nossos filhos são espíritos,Hermínio C.Miranda.

A Mãe de Chico Xavier, que também retorna, para auxiliar seu pai em uma nova reencarnação.
Para nos que estamos distante de tamanha Luz destes espíritos parece um martírio essa
abnegação. Mas para este é uma grande satisfação em poder ser útil na condução destes irmãos.

Na conversa entre Quinto Varro e Clódio o primeiro diz:

“— Clódio, abençoado amigo! peço-te!... Sei que conservas o poder de autorizar minha volta.
Sim, sem dúvida, os apelos de cima comovem-me a alma!. .. Anseio por reunir-me, em
definitivo, aos nossos da vanguarda... No entanto — e a voz dele se fêz quase sumida pela
emotividade —, de todos os que ficaram para trás, tenho um filho do coração, perdido nas
trevas, que eu desejaria socorrer…”

“Recordei da Parábola da Ovelha Perdida:

“Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as
noventa e nove no deserto, e não vai em busca da que se havia perdido até achá-la? Quando a
tiver achado, põe-na cheio de júbilo sobre os seus ombros; e chegando à casa, reúne os seus
amigos e vizinhos e diz-lhes: Regozijai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia
perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do
que por noventa e nove justos, que não necessitam de arrependimento.»’ (Lucas 15:1-7)
Varro, o pastor, deixa os seus companheiros da vanguarda (as 99 ovelhas) para ajudar o filho
(ovelha perdida). Os da vanguarda não necessitam de arrependimento, mas seu filho do coração
sim.⁠⁠

Pensamento e Vida, Oração:


"A oração é divino movimento do espelho de nossa alma no rumo da Esfera Superior, para
refletir-lhe a grandeza.
Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do espírito às Potências Celestes, quer vestido na fórmula
verbal, quer absolutamente sem ela, na silenciosa mensagem da vibração.
Imaginemos a face de um espelho VOLTADA PARA O SOL, desviando-lhe O fulgor na direção
do abismo.
Esta, na essência, é a função da prece, buscando o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade
sobre os vales da ignorância e do sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no
mundo.
Graduada, desde o mais simples desejo, a exteriorizar-se dos mais ínfimos seres, até a exaltação
divina dos anjos, nada se faz na Terra sem o impulso da aspiração que orienta o passo de todas as
criaturas..."⁠⁠
E ele continua: "Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo,
absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os
fundamentos da vida.
A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso
desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que,
ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam,
pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porqüanto o Pai Todo-Bondoso
se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.
A vontade que ora, tange o coração que sente, produzindo reflexos iluminativos atra vés dos
quais o espírito recolhe em silêncio, sob a forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos
Mensageiros Divinos que lhe presidem o território evolutivo, a lhe renovarem a emoção e a
idéia, com que se lhe aperfeiçoa a existência.
Dispomos na oração do mais alto sistema de intercâmbio entre a Terra e o Céu.
Pelo divino circuito da prece, a criatura pede o amparo do Criador e o Criador responde à
criatura pelo princípio inelutável da reflexão espiritual, estendendo-lhe os Braços Eternos, a fim
de que ela se erga dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa."⁠⁠

Ainda o Professor Emanuel, analisando Atos 2:21, nos fala sobre nossa salvação através da
invocação do Senhor; e ressalta a necessidade de aprender não só a rogar mas também de
receber. Neste passo. Lembro do Haroldo falando que as nossas preces muitas vezes tendem a
querer limitar a ação de Deus, porque nós somos limitados, Ele não. É Quinto Varro não atingirá
seu objetivo de resgate numa 1a existência. Talvez por isso a sabedoria de Clodio ao.lhe
conceder 100 anos.⁠⁠
"Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus que estabeleceu todas as leis que
regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aquela! Dando ao
Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das
conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o
caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo
se lhe acabou, e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito.
Ademais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um
perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele
vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.” Livro dos
Espíritos - questão 258⁠⁠

“Existem dois principais caminhos a escolhermos durante a nossa existência e as suas devidas
consequências. Podemos escolher o caminho do aprendizado e do esforço próprio, mais difícil
mas meritório e com consequências felizes; ou, pelo contrário, o caminho mais fácil, que é o das
paixões e da preguiça, que com certeza nos trará consequências dolorosas.
A Doutrina Espírita tem como maior objetivo nos fazer adquirir uma fé racional, ajudando-nos a
mudar os nossos posicionamentos perante as mais variadas situações da vida. Esta mudança se
dá quando procuramos pensar antes de agir ou de falar, raciocinando se aquela atitude é correta
ou não, se as conseqüências são boas ou ruins. Mas para fazermos este julgamento de valores,
devemos procurar conhecimentos em que possamos basear nossas análises, para termos uma
visão mais justa do conjunto de fatos em que estamos inseridos.⁠⁠

"Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior,
contudo, se renova de dia em dia" - 2ª Coríntios 4:16.⁠

Homem Velho X Homem Novo;

"Matar o homem velho”, “extinguir sombras”, “vencer o passado” – expressões que comumente
são usadas para o processo de mudança interior.

Contudo, todos sabemos, à luz dos princípios universais das Leis Naturais, que não existe morte
ou extinção, e sim, transformação.

Jamais matamos o “homem velho” dentro de nós, podemos sim, conquistá-lo, renová-lo, educá-
lo.

Não eliminamos nada do que fomos um dia, transformamos para melhor.

Ao invés de ser contra o que fomos, precisamos aprender uma relação pacífica de aceitação sem
conformismo a fim de fazer do “homem velho” um grande aliado no aperfeiçoamento".Reforma
Íntima sem Martirio.

"Fé e Razão se ligam com o Sol e a Terra. A Razão é o sol espiritual que alumia o nosso
entendimento, afugentando as trevas e o frio da ignorância e da superstição, para nos dar a luz da
compreensão e o calor da vida.
Um homem sem fé está morto em si mesmo, é o seu próprio sepulcro.
Mas basta-lhe acender a luz da razão para libertar-se da morte e do t mulo, para ressuscitar como
Lázaro ante a voz do Messias".(Homem Novo de Herculano Pires)

Concluindo a importância e poder da oração sentida no íntimo.


Encaminho os trechos que narra Taciano em vibrações inferiores impossibilitando o de enxergar
ao pai Varro.

E após a sua súplica humilde e sincera.Conseguiu ver o pai materializado.

"O rapaz que se mergulhava na mais profunda corrente de sensações inferiores não viu o
benfeitor que o conchegava de encontro ao peito, mas, tomado de repentina inquietação,
silenciou de imediato, abandonando o recinto, dominado por invenc vel amargura. O jovem
não identificava a presença do vener vel amigo ao seu lado, contudo, abraçado por ele,
e perimentou imensa aversão pela odiosa solenidade. Naquele instante, por m, sentia-se
mais angustiado que de outras vezes. Saudade imensa e indefin vel pungia-lhe o coração.
Depois de chorar em silêncio, fi ou o semblante impass vel da est tua e suplicou:
— rande lios! Deus de meus avós!... Compadece-te de mim! enova-me o sentimento na
pureza e na energia que encarnas para a nossa raça!
Se poss vel, faze-me esquecer o que fui.
Ampara-me e concede-me a graça de viver, de conformidade com o exemplo dos meus
antepassados!...
Com as ine prim veis reminiscências do seu antigo lar, aciano, inclinado para o solo,
lamentava-se, amarguradamente mas, quando en ugou as l grimas que lhe obscureciam a
visão e tornou a fitar a imagem do deus, não mais viu o dolo primoroso e sim o sp rito de
Quinto arro, nimbado de intensa luz, a olh -lo com enternecimento e tristeza".⁠

Mais do que consequência moral, temos que tentar incorporar tais ensinamentos à nossa vida
prática. Espiritismo é reforma íntima, procurar ser o melhor a cada dia. Espiritismo é tolerância
para com o outro, paciência e indulgência. Saber e não aplicar é conhecimento perdido. O
comprometimento passa a ser maior no momento que vc adquire o conhecimento. Vivenciar é o
ideal, aos poucos e conforme for possível, logicamente.

E fazendo analogias com alguns trechos da obra, Convites aos Corações pelo espírito de
Scheilla:
"Após 200 anos de Cristianismo a paisagem no mundo começavam a se modificar..."(Ave
Cristo)

"Há dois mil anos estamos bebendo Cristo, respirando o Cristo, nos alimentando do Cristo e O
sentindo em tudo que tocamos. Ninguém foge da Sua presença, porque Ele é vida , na sequência
da própria vida.Podemos dizer que partem do Seu coração e da Sua inteligência, se esses forem
os termos, raios de forças cósmicas, sustentando a vida na terra e dando prosseguimento ao
despertar da humanidade."(Convites aos Corações).
"O sol parece uma flor de proporções imensuráveis, no campo do infinito, e seus raios são
portadores de fragrâncias do Criador, distribuindo vida para todas as vidas."(Convites aos
Corações).

"Pensemos um pouco na mecânica do sistema solar!Pensemos nessa harmonia dos planetas em


torno do astro rei, essa força concêntrica que assegura a família de formas volumosas o giro
como sendo uma unidade, para que possamos viver em paz ! Eis que Ele se encontra no comando
, com muitos ministros, renovando a vida e nela circulando as energias do Criador, para que Ele
seja reconhecido por todos e por tudo.E para comprovar a nossa segurança, desceu ao solo
terreno para nos dizer tudo o que foi dito no Evangelho, e o que está para ser ouvido, guardado
para o momento certo."(Convites aos Corações).

"O Cristo interno aparece para aquele que está preparado para recebe lo. Deus mora na
consciência de todas as criaturas, no entanto, Ele só é descoberto pela maturidade do Espírito;
porem todos carregam o céu dentro de si. A vida nos espera para a felicidade, nos dando meios
de conquista la."(Convites aos Corações).

"Ninguém se perde; já falava Jesus: nenhuma das minhas ovelhas se perderá.Nao há abandono na
criação do Todo Poderoso.A luz sustenta a todos, e cada um, pelos processos de maturação
,acorda de acordo com o tempo , que são as bênçãos de Deus.Tufo que existe na Terra,no esforço
para fazer as almas reconhecerem a Deus, são métodos de acorda las para o amor.E cada uma
que acorda surge nela o amanhecer da vida."(Convites aos Corações).

"Vamos encontrar grande assembléia de almas atraídas ao Roteiro Divino, escutando a exortação
de iluminado orientador, que lhes falava, de coração posto nos lábios."(Ave Cristo)Esse trecho
evidencia a importância dos lábios falar o que o coração quer transmitir.O orientador
comunicava vibrações de conforto espiritual.

"Grande Hélios!Deus de meus avós !...Compadece te de mim!Renova me o sentimento na pureza


e na energia que encarnas para a nossa raça!(Ave Cristo)

"A função da prece é ativar os fluidos inerentes ao corpo que, por sua vez, colocam todas as
células em estado de emotividade, para serem receptoras de fluidos mais elevados, que sempre
nos cercam, esperando essa oportunidade de confraternizar com o nosso organismo material e
psíquico; é a benção de Deus nos procurando. Certamente que Deus está em toda parte, no
entanto, para o encontrarmos é preciso que abramos as portas do nosso céu interior."(Convites
aos Corações)

“Entendo que foram feitos vários movimentos para que acontecesse a reencarnação do Varro e
Taciano.

“E todos deram início através da prece e vontade dos envolvidos na busca de mudanças
positivas.⁠⁠

“Sendo o Clodio o primeiro a se expressar através da oração com o coração posto na boca.
“Após "Quinto Varro uniu se ao extenso grupo e orou, fervorosamente,
suplicando ao Alto forças para a difícil empreitada a que pretendia consagrar se".

“Acredito que essas boas vibrações chegaram a Taciano que da forma dele orou em seguida.E
abriu se para o merecimento de uma nova oportunidade.⁠⁠

“A respeito do sacrifício e abdicação do Varro ao seu filho,cabe lembrar do sacrifício de Joana


de Cusa que para testemunhar a sua fé presenciou o próprio filho ser queimado na fogueira �.E
ela sendo também em seguida:⁠⁠

De o livro Boa Nova:

"Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas.
As rogativas do filho são espadas de ang stia que lhe retalham o coração.
- Abjura!... Abjura!
Joana ouve aqueles gritos, recordando a exist ncia inteira.
O lar risonho e festivo, as horas de ventura, os desgostos domésticos, as emoções maternais, os
fracassos do esposo, sua desesperação e sua morte, a viuvez, a desolação e as necessidades mais
duras...
Em seguida, ante os apelos desesperados do filhinho, recordou que Maria também fora mãe e,
vendo o seu Jesus crucificado no madeiro da infâmia, soubera conformar-se com os desígnios
divinos.
Acima de todas as recordações, como alegria suprema de sua vida, pareceu-lhe ouvir ainda o
Mestre, em casa de Pedro, a lhe dizer: - "Vai filha! S fiel!"
Então, possuída de força sobre-humana, a vi va de Cusa contemplou a primeira vítima
ensang entada e, fixando no jovem um olhar profundo e inexprimível, na sua dor e na sua
ternura, exclamou firmemente:
- Cala-te, meu filho! Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício.
Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitorias do mundo, é
preciso ser fiel a Deus!
A esse tempo, com os aplausos delirantes do povo, os verdugos lhe incendiavam, em derredor,
achas de lenha embebidas em resina inflamável.
Em poucos instantes, as labaredas lamberam-lhe o corpo envelhecido. Joana de Cusa contemplou
com serenidade a massa de povo que lhe não entendia o sacrifício.
Os gemidos de dor lhe morriam abafados no peito opresso.
Os algozes da mártir cercaram-lhe de impropérios a fogueira:
- O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer?
- perguntou um dos verdugos.
A velha discípula, concentrando a sua capacidade de resist ncia, teve ainda forças para
murmurar:
- Não apenas a morrer, mas também a vos amar!...
Nesse instante, sentiu que a mão consoladora do Mestre lhe tocava suavemente os ombros, e lhe
escutou a voz carinhosa e inesquecível:
tem bom ânimo!... Joana, Eu aqui estou!..."⁠⁠
" Ademais, estamos aqui precisamente para esmerilhar arestas, corrigir desafeições, ampliar
afetos, cultivar entendimentos, pacificar antigos rancores, testemunhar dedicações e
devotamentos. Se no primeiro ou no segundo embate, ou no centésimo, damos o processo de
ajuste por encerrado, estaremos apenas adiando para não sei quando e onde e como, a
oportunidade da paz. É que as harmonias da paz a gente não consegue comprar na farmácia, ou
no supermercado — é trabalho lento e difícil para uma vida e até mais. Exige compreensão,
tolerância e ren ncia."

“Depois de ter passado muito tempo sobre os quadros sombrios da crucificação no Calvário,
Judas, o traidor do Cristo, agora cego no Além, estava solitário e profundamente triste...
Era triste também a paisagem, o céu se mostrava nevoento...
Cansado de remorso e sofrimento, sentou-se e as lágrimas brotaram quentes de seus olhos
melancólicos...
Naquele instante, nobre mulher, vinda de planos superiores, envolta em celestes esplendores, que
ele quase nem conseguia perceber, chega e afaga a cabeça do infeliz.
Em seguida, num tom de carinho profundo, quase que em oração, ela diz:
Meu filho, por que choras?
Por acaso não sabes? - Responde o interpelado, claramente transtornado. Sou um morto-vivo.
Matei-me e novamente estou de pé, sem consolo, sem lar, sem amor, sem fé...
Não ouvistes falar de Judas, o traidor?
Fui eu que aniquilei a vida do Senhor...
A princípio, julguei poder fazê-lO Rei, mas apenas Lhe impus sacrifício, martírio, sangue e cruz.
E, em flagelo e aflição eis a que minha vida se reduz agora, nobre senhora...
Afasta-te de mim, deixa-me padecer neste inferno sem fim... Nada me perguntes, retira-te, pois
nada sabes do remorso que me agita.
Nunca penetrarás minha infinita dor... O assunto que lastimo é unicamente meu...
No entanto, a dama calma respondeu:
Meu filho, sei que sofres, sei que lutas. Sei a dor que te causa o remorso que escutas.
Venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte... E acrescentou serena:
A bondade do céu jamais condena. Venho como mãe, buscando um filho amado.
Sofre com paciência a dor e a prova. Terás, em breve, uma existência nova... Não te sintas
sozinho ou desprezado.
Judas interrompeu-a e bradou, rude e irritado:
Mãe? Não quero ouvir falar de mãe. Depois de me enforcar num galho de figueira, para acordar
na dor, sem poder fugir à verdadeira vida, fui procurar consolo nos braços de minha pobre mãe,
que teve medo de meus sofrimentos e expulsou-me depressa.
Por favor, não me fales de mães, nem me fales de amor. Sou apenas um ser solitário e sofredor...
Ainda assim - disse a dama docemente - por mais que me recuses, não me altero. Eu te amo, meu
filho, e quero te ver feliz.
Terás, filho, o coração banhado pelas águas do esquecimento numa nova existência de esperança.
Eu te levarei e te conduzirei ao regaço de outra mãe. Pensa nisso e descansa.
E Judas, naquele instante, como quem esquece a própria dor ou como quem se desgarra de
pesadelo atroz, perguntou:
Quem és, que me falas assim, sabendo-me traidor? És divina mulher, irradiando amor ou anjo
celestial envolto em luz?
No entanto, ela a olhá-lo frente a frente, respondeu simplesmente:
Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus.
* * *
Maria de Nazaré, a sublime mãe de Jesus, administra uma instituição no mundo espiritual.
O objetivo da instituição é atender aos sofredores que buscam consolo e orientação, após a morte
do corpo físico.
Ela, portanto, continua a velar por nós como fez com Judas, o traidor de seu próprio filho.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Retrato de


mãe, do livro Momentos de ouro, por Espíritos diversos, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. GEEM.⁠⁠

“Lembrando aqui, o diálogo entre Maria de Magdala e Jesus ...


Maria o escutava, embevecida. Ansiosa por compreender inteiramente aqueles ensinos novos,
interrogou atenciosamente:
- Só o amor pelo sacrifício poderá saciar a sede do coração?
Jesus teve um gesto afirmativo e continuou:
- Somente o sacrifício contém o divino mistério da vida. Viver bem é saber imolar-se. Acreditas
que o mundo pudesse manter o equilíbrio próprio tão-só com os caprichos antagônicos e por
vezes criminosos dos que se elevam à galeria dos triunfadores? Toda luz humana vem do
coração experiente e brando dos que foram sacrificados. Um guerreiro coberto de louros ergue os
seus gritos de vitória sobre os cadáveres que juncam o chão; mas, apenas os que tombaram
fazem bastante silêncio, para que se ouça no mundo a mensagem de Deus. O primeiro pode fazer
a experiência para um dia; os segundos constroem a estrada definitiva na eternidade.
Na tua condição de mulher, já pensaste no que seria o mundo sem as mães exterminadas no
silêncio e no sacrifício Não são elas as cultivadoras do jardim da vida, onde os homens travam a
batalha?!... Muitas vezes, o campo floresido se cobre de lama e sangue; entretanto, na sua tarefa
silenciosa, os corações maternais não desesperam e reedificam o jardim da vida, imitando a
Providência Divina, que espalha sobre um cemitério os lírios perfumados de seu amor!...
BOA NOVA - cap. 20⁠⁠

O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram. (Tiago, 5:3.)

"Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados. Constituem o ouro e a
prata de nossa herança, mas como assevera o Apóstolo, deixamos que as dádivas se
enferrujassem, no transcurso do tempo. Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por
eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável
compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim
de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo."⁠⁠

“Varro quer auxiliar Taciano a erguer-se, pede para reencarnar e são lhe oferecidos 100 anos
para trabalhar pelo amado do seu coração. Ele não precisava mais reencarnar, mas sacrifica-se,
por que quer que seu filho amado também seja feliz como ele é. O movimento que o Cristo faz
em nossa direção se assemelha, vem nos dar o exemplo para que alcancemos níveis mais
elevados de paz e felicidade, e o faz por amor.

No livro "Renuncia", sobre o tema "prece" e "sacrifício", tem um trecho divino de Madalena
(Mãe de Alcione), quando ela esta em Paris em situação da mãe doente (D. Margarida) e grávida
de Alcíone, sem o apoio da família que estava no Novo Mundo, segue com carinho:
"Inexplicavelmente, sentiu súbita necessidade de orar, de maneira a afugentar os pensamentos de
revolta e amargor. Encaminhou-se ao oratório da fé pública e viu a imagem de Jesus Crucificado,
simples, sem adornos, apenas encimada por minúsculo teto de madeira, que resguardava a obra
de arte das intempéries. Contemplou, enlevada como nunca, a relíquia do povo e orou, através do
véu de lágrimas, pelas chagas sangrentas e pela coroa de espinhos que pendia da fronte
dilacerada. Como simples criatura anônima, ajoelhou-se no pó da via pública, invocando a
proteção do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Nesse momento em que se
humilhava, qual jamais fizera em ato de contrição religiosa, a filha de D. Inácio experimentou
uma sensação de consôlo que jamais conhecera, em tempo algum. Dir-se-ia que sua alma
sofredora assinalava a presença de um anjo, invisível aos olhos mortais, a passar-lhe as mãos
pela fronte com suavidade cariciosa. Doces emoções da maternidade elevaram-se-lhe do coração
ao cérebro. A consciência parecia dilatada a uma esfera de compreensão divina. Ao bafejo da
energia desconhecida, chegava a conclusões rápidas e profundas. A dor não mais a humilhava,
antes lhe engrandecia o coração. Sentia algo semelhante a uma voz falando-lhe no imo da alma,
em vibrações de suave mistério. Teve a impressão indefinivel de que alguém lhe tomava o braço
com afagos brandos, convidando-a a erguer-se. Nunca soubera pensar em Cristo como naquela
hora inesquecível. Em poucos momentos, os olhos estavam enxutos. O profundo e carinhoso
nome de mãe ressoava-lhe no peito como incompreensível e sublime esperança. Quem era o
homem da Terra, e quem era Jesus? Essa pergunta que se lhe apoderara da mente, como se fôra
sugerida por alguém, de plano mais alto, proporcionava-lhe infinita consolação à alma ferida. As
angústias do dia se desvaneceram como incidente fugaz. Os algozes do Cristo deviam ter sido
muito mais cruéis que as senhoras de Falguière e Saint-Medard, que não passavam, aliás, a
ajuizar por sua conduta, de duas mulheres ignorantes e orgulhosas, a abusarem das possibilidades
do mundo. E que era a sua mágoa comparada à do Mestre que se imolara pelos pecadores? Sofria
muito naquela hora, em retribuição aos carinhos e dedicações materiais; mas Jesus aceitara o
madeiro por amor aos bons e aos maus, aos justos e aos injustos. Beijou então, comovidamente, a
pequena cruz e encaminhou-se para casa, sentindo-se amparada por uma fôrça invisível que
jamais conseguiria definir."⁠⁠

Alguns dados históricos:

" Roma engalanara-se para celebrar as vitórias de Séptimo Severo sobre os seus temíveis
competidores. Pescênio Níger, depois de tríplice derrota, fôra colhido pelas forças imperiais e
decapitado, às margens do Eufrates, e Albino, o escolhido das legiões da Bretanha, seria
vencido nas Gálias, matando-se em desespero." Ave Cristo

Septímio Severo (146-211).

“Tendo-se tornado imperador, Septímio Severo tornou o Império efectivamente numa monarquia
militar, em mais um passo na direcção do Dominato; teve dois filhos, Caracala e Geta que, após
a sua morte (211), degladiaram-se entre si, tendo Caracala assassinado Geta (Dezembro de 211).

“Caracala tornou-se desconfiado, tendo favorecido os soldados; foi morto por um membro da sua
guarda, presumivelmente a mando do seu prefeito do pretório, Macrino, o qual se declarou
imperador (217). Uma irmã da mulher de Septímio Severo, Júlia Maesa, conseguiu subornar uma
legião e fazer com que declarassem o seu neto Heliogábalo, na verdade primo de Caracala, como
seu filho e verdadeiro sucessor, tendo a revolta sido bem sucedida e Macrino morto (218).⁠⁠

“Caio Pescennius Niger ( 135 / 140 , Aquino - 194 , Antioquia ) foi pretendente ao trono do
Império Romano a partir de meados de abril a 193 até o final de março de 194. Na sua morte ele
se tornou o terceiro imperador na morte - era guerras civis que assolaram o Império desde a
morte de confortável ao de Clodius Albinus , conhecido como o ano dos cinco imperadores .
Esta é uma moeda encontrada...prova material da existência de Pescenio Niger...prova material
de como a psicografia do Chico foi algo inédito e notório.
VIA APIA

"O grupo numeroso alcançou Alba Longa, onde novo contingente de cavaleiros esperava o
valoroso missionário. Daí até Roma, a caravana moveu -
se mais vagarosa, experimentando sublimadas sensações de alegria. Paulo de Tarso, muito
sensibilizado, admirava a beleza singular das paisagens desdobradas ao longo da VIA APIA.
Mais alguns minutos e os viajores atingiam a Porta Capena, onde centenas de mulheres e
crianças aguar davam o Apóstolo. Era um quadro comovente!" Paulo e Estevão⁠⁠

"Os primeiros raios do Sol começavam a invadir o céu escampo, quando o carro transpôs a Porta
Caelimontana , entrando os cavalos, logo após, a largo trote, na VIA APIA... Defrontando as
campinas romanas no trecho em que se erguia o admirável aqueduto de Cláudio, a filha de
Helvídio embevecia-se na contemplação da Natureza, com o espírito mergulhado em preces
carinhosas e profundas meditações." 50 anos depois

"Varro tentou adiantar-se, revelando estar à procura de alguém, mas a pesada atmosfera reinante
obrigou-o a recuar. Contornou o famoso anfiteatro, palmilhou as vielas que se estreitavam entre
o Célio e o Palatino, atravessou a Porta Capena e atingiu o campo, dirigindo-se para os sepulcros
da Via Apia. A noite clara descera sobre o casario romano." Ave Cristo⁠⁠

“Até 400 a.C., os romanos utilizavam caminhos de terra para deslocar-se da sua capital às
cidades vizinhas. Entretanto, o ataque gaulês de Breno, em 390 a.C., mostrou a ineficácia do
sistema defensivo de Roma, devido principalmente à lentidão de movimentação das tropas sobre
o que eram apenas caminhos pouco aptos para se mover.

A necessidade de melhor defesa, junto com a vontade de expansão e de hegemonia sobre a Itália,
levou a República Romana, ainda frágil e ameaçada, a pôr em questão estruturas escassamente
adaptadas a esses desejos. Eram precisas rotas sólidas. Estes eixos permitiriam uma circulação
mais rápida e segura, mas sobretudo facilitariam a mobilidade das tropas.

A Via Ápia (em latim Via Appia, em italiano Via Appia Antica) é a primeira e uma das
principais estradas da antiga Roma. Recebeu este nome em memória do político romano Ápio
Cláudio Cego, que iniciou sua construção em 312 a.C. Era chamada, em latim, de Regina
Viarum (rainha das estradas).

A Via Ápia foi o principal trecho da grande extensão de cobertura oferecida pelas estradas
romanas, fato que deu origem ao ditado popular: “todas os caminhos levam a Roma”.

A mesma serviu de modelo para todas as estradas construídas posteriormente. Era formada por
pedras alisadas e bermas delineadas. Apesar de não oferecer o conforto do asfalto dos dias de
hoje, pois as rochas de basalto não proporcionavam grande continuidade e suavidade ao terreno,
a verdade é que essas rochas encontram-se ainda bem fixadas nos percursos, 2000 anos depois.
Isto deve-se, provavelmente, à técnica de preparação do terreno, em que eram colocadas várias
camadas de materiais para assegurar a sua estabilidade e, só no final, o revestimento, com as
rochas. Além de conferir maior durabilidade, tal composição permitia a drenagem das chuvas.

Extremamente bem sinalizada, a Via Ápia contava com placas e demarcadores de distâncias. Aos
romanos ainda é conferida a criação dos quebra-molas, formados por pedras maiores que as do
traçado original da estrada, colocadas nas laterais da pista com o objetivo de impedir que as
carroças e bigas circulassem fora do trajeto delineado. Caso isso acontecesse as pedras maiores
quebravam os eixos de tais veículos.

Outra curiosidade: a estrada romana não possuía curvas circulares. As mesmas eram sempre em
ângulos de 90 graus.⁠⁠

Mais sobre a Via Ápia

“Uma mensagem ditada por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier consta do livro de Clóvis
Tavares, Amor e Sabedoria de Emmanuel.
“Conta-nos Emmanuel que, quando encarnado como Publius Lentulus, teve contato com Paulo
de Tarso na Porta Appia, a antiga Porta Capena, um dos inúmeros acessos à muralha edificada
por Servius Tullius, séculos antes de Cristo.

“Eis o seu relato:

“Conheci-o, em Roma, nos seus dias de trabalho mais rude e de provações mais acerbas. Vi-o
uma vez unicamente, quando um carro de Estado transportava o senador Publius Lentulus ao
longo da VIA APPIA, mas foi o bastante para nunca mais esquecê-lo.

“Um incidente fortuito levara os cavalos a uma disparada perigosa, mas um jovem cristão,
atirando-se ao caminho largo, conseguiu conjurar todas as ameaças. Avistamos então um
pequeno grupo, onde se encontrava a sua figura inesquecível.

“Trocamos algumas palavras que me deram a conhecer a sua inteireza de caráter e a grandeza de
sua fé.

O fato ocorria pouco depois da trágica desencarnação de Lívia, e eu trazia o espírito


atormentado. As palavras de Paulo eram firmes e consoladoras.

O grande convertido não conhecia a úlcera que me sangrava no coração, todavia as suas
expressões indiretas foram, imediatamente, ao fundo de minh’alma, provocando um dil vio de
emoções e de esclarecimentos.

Lembra-nos o saudoso Clóvis Tavares que esse surpreendente encontro marcou profundamente o
coração de Emmanuel.⁠⁠

"Os Palácios Imperiais da Roma Antiga ocupam o Palatino, que enfrenta a norte o
Fórum Romano e a sul o Circo Máximo. É um imponente complexo de edifícios que exprimem
de modo visível o poder e riqueza dos imperadores, de Augusto e Nero a Septímio Severo e
outros. Foram aí construídos pela proximidade com a casa original de Rómulo, primeiro rei de
Roma. A zona foi sendo progressivamente ocupada pela nobreza e classe alta dos Romanos até
que Augusto, nascido no Palatino, aí decidiu edificar a sua residência, a Casa de Augusto,
fixando a partir daí a residência oficial dos imperadores. Para a construção, sabe-se que foi
necessária a demolição de algumas villas patrícias da era republicana.
Circo Maximos – antes e depois

Outras fotos compartilhadas no grupo de locais históricos de Roma


Seleção de máximas do primeiro capítulo:
http://instrucoesespiritas.blogspot.com.br/p/ave-cristo-medium-francisco-candido.html

Algumas delas:
Que Jesus nos auxilie com seus bons espíritos para que o estudo continue sendo frutífero e que
nosso esforço coletivo em aprender possa auxiliar a outros que encontrarem este material.

Fraterno abraço.

Candice Günther

Campo Grande – MS, 13.11.2016.

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