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A Fitoenergética é um sistema de cura natural que oferece a

sabedoria que estava escondida e deixada de lado em função dos


novos tempos. Inédito no mundo, mostra um sério e aprofundado
estudo sobre as propriedades energéticas das plantas e seus efeitos
sobre os seres humanos, os animais, os ambientes e até as próprias
plantas.

Neste trabalho, o poder do Reino Vegetal se mostra como uma das


melhores opções que temos para a cura das nossas emoções
inferiores, as doenças do corpo e do espírito. Revela, de forma
simples, a verdadeira origem das doenças mais comuns da
humanidade, apresentando a energia das plantas como uma opção
poderosa de cura, equilíbrio e elevação da consciência.

A Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o


uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer
“planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que
significa “tratar, cuidar”. Segundo o Ministério da Saúde, a
fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas
medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a
utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem
vegetal.

O fitoterápico, é um produto obtido de matéria-prima ativa vegetal,


com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo
medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico,
podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única
espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é
proveniente de mais de uma espécie vegetal.

FITOTERAPIA.

Plantas Medicinais e fitoterápicos.

Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira,


1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que significa
“tratar, cuidar”. Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é
uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas
farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A
fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo notadamente neste
começo do século XXI.(Panizza 2010)
O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) considera “fitoterapia” a utilização de
plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de
forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas
derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias
ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos
modernos científicos. As práticas e as pesquisas relacionadas ao cultivo e coleta, extração e
manipulação, dispensação ou consumo, atenção farmacêutica, orientação assistida, prescrição
ou recomendação da fitoterapia abrangem diversos biomas ou sistemas como: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal,
entre outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. As
práticas alternativas, complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção de
doenças, promoção e recuperação da saúde, como homeopatia, termalismo, acupuntura e
afins estarão sendo beneficiadas com a fitoterapia por meio do fornecimento de matérias-
primas, insumos vegetais e produtos.(Panizza 2010)

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é produto obtido de matéria-prima


ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa,
incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples,
quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o
ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. (Resolução nº 93 da ANVISA, de 12 de
julho de 2016 - Altera a RDC nº 26, de 13 de maio de 2014). Dispõe sobre o registro de
medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.)

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente


80% da população de países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na atenção
primária à saúde e, desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais (Carvalho, 2007). Com
base nesses fatos, o estudo de plantas medicinais como fonte de medicamentos é advogado
pela OMS como parte do seu programa “Saúde Para Todos”.

Após décadas de esquecimento, as plantas medicinais e fitoterápicos retornam de um modo


bastante amplo, por estarem alicerçadas em aspectos sociais e econômicos, como custo
elevado de pesquisas que envolvem desenvolvimento de medicamentos sintéticos, além da
dependência de matéria-prima farmacêutica e problemas relacionados as patentes.

Nos últimos tempos, multiplicaram-se na imprensa as informações sobre as vantagens das


plantas medicinais e fitoterápicos, aflorando ainda, em grande número, as casas comerciais e
farmácias especializadas em ervas. Paralelamente, foi ocorrendo uma substituição de
medicamentos sintéticos por medicamentos fitoterápicos e produtos de origem natural, em todo
o mundo.

Em países como o Brasil, esses aspectos revestem-se de singular importância por vários
motivos. Um deles é a riqueza de nossa flora, com mais de 100.000 espécies, onde apenas 8%
das espécies vegetais foram estudadas em busca de compostos bioativos (Simões, 2003). O
outro é que uma grande parcela da população não têm acesso a medicamentos, pelo fato de o
Brasil ser extremamente dependente de importações de matérias-primas farmacêuticas. Nosso
país importa aproximadamente 90% do que consome deste tipo de matéria-prima (disponível
em: URL: http://www.sebrae-sc.com.br) . Além da evidente evasão de divisas, isso se constitui
até numa questão de segurança nacional.

Para se ter uma idéia da importância do assunto, em caso de interrupções abruptas nas
importações de matérias-primas e medicamentos químicos, cerca de 25% dos nossos
diabéticos correriam risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de úlceras
gastroduodenais estariam privados de medicação supostamente adequada e a quase
totalidade dos pacientes transplantados estaria virtualmente privada de medicamentos
imunossupressores.

Vêm sendo feitos investimentos de monta em pesquisas, financiadas tanto por setores
governamentais como pela iniciativa privada, correspondendo a interesses mundiais ou
regionais. No Brasil, entretanto, onde a pesquisa acadêmica quase não se transforma em
produtos ou serviços úteis à sociedade, esses objetivos não estão sendo alcançados, pois
grande parte das pesquisas científicas não é aproveitada em favor do desenvolvimento sócio-
econômico.

A pesquisa e o desenvolvimento de fitoterápicos por todo o mundo têm por finalidade atender
as necessidades das empresas na busca de inovações levando em conta as seguintes
informações: produtos modernos, renovação pela necessidade de novos lançamentos, busca
de novos desenvolvimentos que atendam os requisitos legais (controle de qualidade,
segurança e eficácia) e aperfeiçoamento de produtos já existentes. O estudo de campo e os
dados dos laboratórios hoje permitem desenvolver terapias alternativas com bases científicas e
etnofarmacológicas, validando o conhecimento popular relacionado a sistemas tradicionais de
medicina.

Nos países de primeiro mundo, os medicamentos derivados de plantas vêm desempenhando


papel crescente e relevante. Só para se ter uma idéia, em entre os anos 60 e 80, 25% de todo
receituário médico nos EUA continham extratos de plantas ou algum princípio ativo deles
extraído. Dados de uma pesquisa realizada no Brasil mostram que apenas 15% dos médicos
prescrevem fitoterápicos por serem a favor de tratamentos alternativos e naturais, sendo que
27% utiliza dessa ferramenta apenas quando há alguma restrição ao tratamento alopático.
Nessa mesma entrevista, 38% dos médicos prescreveriam mais fitomedicamentos se houvesse
um maior número de estudos clínicos comprovando eficácia e segurança desses produtos e
5% não tem intenção de prescrever fitomedicamentos (Aché, 2004).

O Brasil, com seu amplo patrimônio genético e sua diversidade cultural, tem em mãos a
oportunidade para estabelecer um modelo de desenvolvimento próprio e soberano no Sistema
Único de Saúde (SUS) com o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Esse modelo deve
buscar a sustentabilidade econômica e ecológica, respeitando princípios éticos e
compromissos internacionais assumidos e promovendo a geração de riquezas com inclusão
social.

No Brasil, no período 2003-2007, o número de consultas no PSF (Programa Saúde da Família)


passou de 77 milhões para 140 milhões (MS, 2008). Mas os dados do Ministério da Saúde
ainda apontam uma forte desigualdade regional e intra-regional na oferta de serviços, bem
como toda uma série de iniqüilidades de gênero e classe social. O enfrentamento dessas
iniqüilidades, junto com a ampliação da participação e do controle social, deve estar no centro
do planejamento, da execução, do monitoramento e da avaliação das políticas e ações da
saúde.

As filas nas Unidades Básicas de Saúde para agendamento de consultas, exames e cirurgias e
o difícil acesso a medicamentos de alto custo mostram que a saúde pública no Brasil ainda não
é eficaz para atender toda a população brasileira que não tem condições de pagar um plano de
saúde. Os gastos com saúde pública ainda devem ser grandes para mudar esta situação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) promoveram em 1978 a Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde
em Alma–Ata, no Casaquistão, alertando para a necessidade de ação urgente dos governos,
profissionais da saúde e desenvolvimento, bem como da comunidade mundial para proteger e
promover a saúde dos povos no mundo. Nessa conferência, é recomendado aos estados-
membros proceder à:

Formulação de políticas e regulamentações nacionais referentes à utilização de


remédios tradicionais de eficácia comprovada e exploração das possibilidades de
incorporar os detentores de conhecimento tradicional às atividades de atenção primária
em saúde, fornecendo-lhes treinamento correspondente (OMS, 1979).
Ao final da década de 1970, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional, que recomenda
aos Estados-membros o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a integração da
medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas nacionais e atenção
à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração.

Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida na maior parte do mundo, a OMS
reconhece que grande parte da população dos países em desenvolvimento depende da
medicina tradicional para sua atenção primária, tendo em vista que 80% dessa população
utilizam práticas tradicionais nos seus cuidados básicos de saúde e 85% utilizam plantas ou
preparações destas.

Em vista desses fatos, e considerando a rica biodiversidade brasileira e sua enorme


potencialidade no que diz respeito as plantas medicinais, no ano de 2006 duas políticas foram
publicadas para o setor de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil, a fim de incentivar a
prática desse tipo de terapia pelos profissionais da saúde. A primeira foi a Portaria Ministerial
MS/GM nº 971, de 03 de maio de 2006, aprovando a Política Nacional de Práticas Integrativas
e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a incorporação de
terapias como a homeopatia, o termalismo, a acupuntura e a fitoterapia nesse sistema.

A segunda foi o decreto no. 5.813, de 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e dá outras providências (Carvalho, 2008). Essa
Política estabelece diretrizes e linhas prioritárias para o desenvolvimento de ações pelos
diversos parceiros em torno de objetivos comuns voltados à garantia do acesso seguro e do
uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos em nosso País. Também traça diretrizes para
o desenvolvimento de tecnologias e inovações, assim como o fortalecimento das cadeias e dos
arranjos produtivos. A política orienta também para o uso sustentável da biodiversidade
brasileira e o desenvolvimento do complexo produtivo da saúde (MS, 2007).

Para o monitoramento e a avaliação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos,


foi criado e aprovado pela Portaria Interministerial nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008, o
Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que iniciou seus trabalhos no dia 29 de
setembro de 2009. Com a sua criação essa política tornou-se o Programa Nacional de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com caráter consultivo e deliberativo, o comitê é
composto por representantes do governo e da sociedade civil.

Compete ao Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos:

I – definir critérios, parâmetros, indicadores e metodologia voltados à avaliação da Política


Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), sendo as informações geradas no
interior dos vários planos, programas, projetos, ações e atividades decorrentes dessa política,
agora Programa Nacional;

II – criar instrumentos adequados à mensuração de resultados para as diversas vertentes da


PNPMF;

III – avaliar a ampliação das opções terapêuticas aos usuários e a garantia de acesso a plantas
medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia no SUS;

IV – acompanhar as iniciativas de promoção à pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e


inovações nas diversas fases da cadeia produtiva;
V – avaliar as questões relativas ao impacto de políticas intersetoriais sobre plantas medicinais
e fitoterápicos, tais como: desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas, fortalecimento
da indústria farmacêutica, uso sustentável da biodiversidade e repartição dos benefícios
decorrentes do acesso aos recursos genéticos de plantas medicinais e ao conhecimento
tradicional associado;

VI – acompanhar o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo País no


âmbito da PNPMF;

VII – Acompanhar a consonância da política e do programa com as demais políticas nacionais.

Atualmente, o Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) faz parte deste Comitê


representando a Agricultura como Titular por meio de seu presidente em exercício.

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos contempla todas as etapas de


produção de fitoterápicos, desde o início, com as pesquisas que demonstrem evidências
científicas da planta para um determinado tratamento, passando pelo cultivo, colheita,
extração, produção e comercialização do produto. Por envolver também a sabedoria popular, o
programa não poderia deixar de lado o conhecimento das comunidades tradicionais.

No Estado de São Paulo temos também o exemplo da Lei nº 12.739/07, proposta pelo
deputado Rodolfo de Costa e Silva, que autorizou o Poder Executivo a criar o Programa
Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas.

O Artigo 7º diz que o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas


deverá respeitar os seguintes princípios:

I - a pesquisa científica voltada para a identificação e a classificação de plantas para análise de


suas qualidades terapêuticas;
II - o cultivo de plantas medicinais;
III - a pesquisa científica voltada para o desenvolvimento do processo de produção de produtos
fitoterápicos;
IV - a produção de fitoterápicos;
V – a distribuição dos produtos fitoterápicos;
VI - o controle de qualidade dos produtos fitoterápicos;
VII - a divulgação dos produtos fitoterápicos com vista a orientar a comunidade médico-usuário
da saúde a respeito de sua utilização.
A Lei nº 12.951, de 07 de outubro de 1999 (D.O. 15 de outubro de 1999) dispõe sobre a
Política de Implantação da Fitoterapia em Saúde Pública no Estado do Ceará. O Artigo 1º
dessa lei diz que fica o Estado do Ceará autorizado a implantar política de incentivo à pesquisa
e à produção de produtos fitoterápicos, com o objetivo de facultar ao Sistema Único de Saúde
– SUS, o uso de tais medicamentos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de
enfermidades específicas. Em 2007 a Assistência Farmacêutica no Estado foi regulamentada
como Coordenadoria (Coasf – Coordenadoria de Assistência Farmacêutica), se tornando
divisão direta do organograma da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o Núcleo de
Fitoterapia (Nufito) que vem desenvolvendo atividades que vão desde a capacitação de
profissionais para o conhecimento e cultivo das plantas à orientação científica sobre a
utilização desses medicamentos na Farmacologia da Saúde Pública na capital e no interior. As
atividades são resultados da parceria entre o Governo do Estado e o Projeto Farmácias Vivas,
idealizado pelo Professor Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará.

Outros Estados, como o Rio de Janeiro e a Bahia, também apresentaram seus programas
estaduais de fitoterápicos e plantas medicinais.

Alguns municípios também criam suas próprias políticas públicas que incentivam a utilização
da prática da fitoterapia como a Lei Municipal nº 14.903, de 06 de fevereiro de 2009, que
dispõe sobre a criação do Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais no
Município de São Paulo e dá outras providências, agora regulamentada pelo Decreto nº
51.435, de 26 de abril de 2010.

Segundo o Decreto nº 51.435:


Art 3º: O Programa tem por objetivo principal proporcionar a população o acesso seguro:

I – às plantas medicinais, com a adoção de boas práticas agícolas relativas ao respectivo


cultivo, manipulação e produção de mudas certificadas e validadas, para utilização de acordo
com orientação sobre o uso correto;

II – aos fitoterápicos, produzidos segundo legislação específica, a fim de serem


disponibilzados, mediante prescrição de profissionais autorizados legalmente, médicos e
cirurgiões dentistas nas suas respectivas especialidades, nas unidades de saúde da
Secretaria Municipal da Saúde.

Vamos ver no decorrer deste livro que outros profissionais atualmente estão legalmente
habilitados para prescrever fitoterápicos. Eis aqui uma crítica à esse Decreto, que poderia ter
contemplado “profissionais legalmente habilitados” ao invés de “médicos e cirurgiões
dentistas”.

Outra Lei do município de São Paulo com o mesmo intuito é a Lei nº 13.717, de 8 de janeiro de
2004, Projeto de Lei nº 140/01, do Vereador Celso Jatene, D.O.U. do município de São Paulo
de 9 de janeiro de 2004, que dispõe sobre a implantação das Terapias Naturais na Secretaria
Municipal de saúde, e dá outras providências. O Artigo 1º diz que fica o Poder Executivo
Municipal incumbido da implantação das Terapias Naturais para o atendimento da população
do Município de São Paulo.

§ 1º - Entende-se como Terapias Naturais todas as práticas de promoção de saúde e


prevenção de doenças que utilizem basicamente recursos naturais.
§ 2º - Dentre as Terapias Naturais destacam-se modalidades, tais como:
massoterapia, fitoterapia, terapia floral, acupuntura, hidroterapia, cromoterapia, aromaterapia,
geoterapia, quiropraxia, ginástica terapêutica, iridiologia e terapias de respiração.

Em 2005, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, por meio do


Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) elaborou,
em parceria com outros ministérios e com colaborações de consultores e pesquisadores, uma
lista de espécies vegetais considerando as já utilizadas nos serviços de saúde estaduais e
municipais, o conhecimento tradicional e popular e os estudos químicos e farmacológicos
disponíveis. Esse documento subsidiou, em 2008, a elaboração da Relação Nacional de
Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus).

A finalidade do Renisus é subsidiar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, inclusive


nas ações que serão desenvolvidas também pelos outros ministérios participantes no
Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, relacionadas à regulamentação,
cultivo, manejo, produção, comercialização e dispensação de plantas medicinais e
fitoterápicos. Terá também a função de orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a
elaboração da Renafito (Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos), o
desenvolvimento e a inovação na área de plantas medicinais e fitoterápicos.

As espécies vegetais foram pré-selecionadas por regiões que referenciavam seu uso, por
indicações de uso e de acordo com as categorias do Código Internacional de Doenças (CID-
10). Essa parte inicial do trabalho foi realizada por técnicos da Anvisa e do Ministério da Saúde
(MS), profissionais de serviços e pesquisadores da área de plantas medicinais e fitoterápicos,
vinculados à área da saúde, representando as diversas regiões brasileiras.

A partir dessa pré-seleção foram excluídas espécies exóticas e as que constam da lista de
espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente (IN nº
6/2008). A Renisus ficou com 71 plantas (veja a seguir a relação oficial completa).

RENISUS - Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse para o SUS

1 - Achillea millefolium 37 - Lippia sidoides


Mil-folhas, aquiléia, mil-em-rama Alecrim-pimenta, alecrim-bravo

2 - Allium sativum 38 - Malva sylvestris


Alho Malva

39 - Maytenus spp (M. aquifolium ou M.


3 - Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis) ilicifolia)
Babosa Espinheira-santa

4 - Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa) 40 - Mentha pulegium


Alpínia, falso-cardamomo, pacová Poejo, menta-miúda

41 - Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M.


5 - Anacardium occidentale villosa)
Cajueiro Menta, hortelã

6 - Ananas comosus 42 - Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)


Abacaxi Guaco

7 - Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea 43 - Momordica charantia


Pau-ferro Melão-de-são-caetano

8 - Arrabidaea chica 44 - Morus sp


Crajiru, pariri, cipó-cruz Amoreira, amora

9 - Artemisia absinthium 45- Ocimum gratissimum


Losna, absinto Alfavaca

10 - Baccharis trimera 46 - Orbignya speciosa


Carqueja Coco babaçu

11 - Bauhinia spp (B. affinis, B. forficate ou B. 47 - Passiflora spp (P.alata, P. edulis ou P.


variegata) incarnata)
Pata-de-vaca Maracujá, passiflora

12 - Bidens pilosa
Picão-preto 48 - Persea spp (P. gratissima ou P.
americana) Abacateiro
13 - Calendula officinalis 49 - Petroselinum sativum
Calêndula Salsa, salsinha, cheiro-verde

50 - Phyllanthus spp (P. amarus, P. niruri, P.


14 - Carapa guianensis tenellus e P. urinaria)
Andiroba Quebra-pedra

15 - Casearia sylvestris 51 - Plantago major


Guaçatonga Tanchagem

16 - Chamomilla recutita = Matricaria


chamomilla = Matricaria recutita 52 - Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Camomila Falso-boldo, boldo-de-jardim

17 - Chenopodium ambrosioides 53 - Polygonum spp (P. acre ou P.


Erva-de-santa-maria, mentrasto, mentruço, hydropiperoides)
mentruz Erva-de-bicho

18 - Copaifera spp 54 - Portulaca pilosa


Copaíba Ora-pró-nóbis, beldroega

19 - Cordia spp (C. curassavica ou


C.verbenacea) 55 - Psidium guajava
Erva-baleeira Goiaba-branca

20 - Costus spp (C. scaber ou C. spicatus) 56 - Punica granatum


Cana-do-brejo Romã

21 - Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri) 57 - Rhamnus purshiana


Sacacá Cáscara-sagrada

22 - Curcuma longa 58 - Ruta graveolens


Açafrão, açafrão-da-terra, cúrcuma Arruda

23 - Cynara scolymus 59 - Salix alba


Alcachofra Salgueiro-branco

24 - Dalbergia subcymosa 60 - Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira


Verônica Aroeira

25 - Eleutherine plicata 61 - Solanum paniculatum


Marupari, marupazinho Jurubeba

26 - Equisetum arvense 62 - Solidago microglossa


Cavalinha Arnica brasileira

63 - Stryphnodendron adstringens =
27 - Erythrina mulungu Stryphnodendron barbatimam
Mulungu Barbatimão

64 - Syzygium spp (S. jambolanum ou S.


28 - Eucalyptus globulus cumini)
Eucalipto Jambolão, Jamelão

29 - Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana 65 - Tabebuia avellanedeae


Pitanga Ipê-roxo, pau-d´arco

30 - Foeniculum vulgare 66 - Tagetes minuta


Funcho, falsa erva-doce Coari, cravo-de-defunto

31 - Glycine max 67 - Trifolium pratense


Soja Trevo-dos-prados, trevo-vermelho

32- Harpagophytum procumbens 68- Uncaria tomentosa


Garra-do-diabo Unha-de-gato

33- Jatropha gossypiifolia 69- Vernonia condensata


Jalapa, pinhão-roxo Boldo-baiano, boldo-japonês

34- Justicia pectoralis


Anador, chambá 70- Vernonia spp (V. ruficoma ou V.
polyanthes) Assa-peixe
35 - Kalanchoe pinnata = Bryophyllum
calycinum
Pirarucu, folha-da-fortuna

36 - Lamium album 71- Zingiber officinale


Urtiga branca Gengibre

Essa relação está disponível no seguinte endereço


eletrônico:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf.
Medicamentos para atenção básica à saúde

A Portaria nº 2.982, de 26 de novembro de 2009, aprova as normas de execução e de


financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica. Essa portaria apresenta uma
relação de medicamentos e outra de medicamentos fitoterápicos e homeopáticos que serão
financiados pelo governo (federal, estadual e municipal) para serem utilizados pelo Sistema
Único de Saúde por atenderem aos agravos prevalentes e prioritários da atenção básica.

A tabela a seguir apresenta os medicamentos fitoterápicos abrangidos por essa portaria.

Nome popular Nome científico Forma farmacêutica Indicação de uso

Cápsula

Comprimido

Emulsão
Dispepsia, coadjuvante
Solução no tratamento de
gastrite e úlcera
Espinheira -santa Tintura duodenal
Maytenus ilicifolia
Cápsula

Solução oral

Tintura
Expectorante,
Guaco Xarope broncodilatador
Mikania glomerata
Cápsula

Comprimido

Drágea Colagoga e colerética


em dispepsias
Solução oral associadas a
disfunções
Alcachofra Tintura hepatobiliares
Cynara scolymus
Gel Produtos ginecológicos,
antiinfecciosos tópicos
Aroeira Óvulo simples
Schinus terebenthifolius
Cápsula

Cáscara-sagrada Tintura Constipação ocasional


Rhamnus purshiana
Cápsula Anti-inflamatório (oral)
em dores lombares,
Garra-do-diabo Harpagophytum Comprimido osteoartrite
procumbens
Comprimido Climatério
(coadjuvante, alívio dos
Isoflavona de soja Cápsula sintomas)
Glycine max
Cápsula Anti-inflamatória (oral e
tópico) nos casos de
Comprimido artrite reumatóide,
osteoartrite.
Unha-de-gato Gel Imunoestimulante
Uncaria tomentosa
Todas as políticas apresentadas estimulam a adoção da fitoterapia nos programas federais,
estaduais e municipais de saúde pública, mostrando a importância do aperfeiçoamento dos
profissionais da saúde nessa área, que vem crescendo, ganhando força e confiança da
comunidade.
Nos últimos anos uma grande parte da população passou a mudar seus hábitos de compra: o
setor de produtos naturais vem despertando a atenção de consumidores preocupados com a
saúde e que buscam alternativas de tratamento com o mínimo possível de efeitos colaterais.
Da mesma forma, os profissionais da saúde estão procurando cada vez mais alternativas aos
produtos sintéticos e alopáticos para a melhoria dos sintomas e o tratamento de diversas
patologias.

Este livro foi concebido para ajudar os profissionais interessados em aplicar a fitoterapia em
equipes multidisciplinares, tanto no sistema único de saúde (SUS) como na rede privada, a
recomendar e/ou prescrever fitoterápicos e plantas medicinais segundo a legislação. A
utilização da fitoterapia está cada vez mais padronizada e segura, constituindo uma excelente
terapêutica, se utilizada com o devido conhecimento e responsabilidade.

Lembramos que as legislações estão sempre sendo atualizadas, modificadas e/ou revogadas.
As leis, resoluções, instruções normativas e outros decretos já apresentados e os que ainda
serão citados estão atualizados até a data da publicação deste livro. Recomendamos que os
profissionais que se utilizarem da legislação oficial na prescrição ou recomendação de plantas
medicinais e fitoterápicos verifiquem se essas leis não foram alteradas ou atualizadas por
outras.

O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) sinaliza a importância da busca constante


do aprimoramento na prescrição e/ou recomendação segura de plantas medicinais e
fitoterápicos através de cursos, congressos, leitura de artigos científicos e da filiação a
instituições de classe que estabeleçam, definam, reciclem e fortaleçam essas
regulamentações.

FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.

http://fitoterapia.com.br/noticias/o-que-e-fitoterapia

A Fitoterapia utiliza o emprego do princípio ativo químico da


planta no organismo físico.

Já a Fitoenergia utiliza o campo energético das plantas, ou seja, o


princípio ativo sutil das ervas, no campo sutil dos homens, dos
animais, dos ambientes e das próprias plantas. Podemos dizer
também que a Fitoterapia atua no corpo físico enquanto que a
Fitoenergética atua nos corpos sutis que são o Emocional, o
Mental e o Consciencial ou Espiritual.