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PEREIRA, Jão Batista da Silva; ALMEIDA, Josimar Ribeiro de.

Biogeografia
e Geomorfologia. In: GUERRA, Antonio Jose Teixeira; CUNHA, Sandra
Baptista do. Geomorfologia e Meio Ambiemte. 1. ed. São Paulo:
BERTRAND BRASIL, 1996. Cap. 04. p. 195-245.

Resenha
Conforme o texto avança em suas as suas 55 páginas passa a se discorrer sobre o fato
de que a biogeografia para se formar como uma ciência e atingir os seus objetivos
captura conhecimentos de diversas áreas de conhecimento, no qual a sua região de
estudo se encontra na biosfera.

A medida que o autor começa a tecer o seu texto estabelecendo e explicando quais são
os fatores determinantes inerentes a biogeografia para a dispersão das espécies, tais
como geográficos(surgimentos de barreiras ou pontes a dispersão), fatores edáficos,
bióticos(como a competição entre as espécies por recursos ou a dispersão feita por
animais com poder de locomoção), entre tantos outros como os fatores humanos, a
composição química dos vegetais. Porem estabelecendo o clima e seus agentes como
fatores primordiais a distribuição dos seres vivos.

A partir de então se passa a elucidar sobre as relações presentes nas dinâmicas


biogeográficas, que vão passar a falar sobre os princípios gerais da distribuição dos
seres vivos e a sua relação com fatores físicos do meio.

Riscando a sobre as duas hipóteses gerais de dispersão, o qual se defende uma dispersão
hora iniciada nas latitudes mais altas, hora nas latitudes mais baixa. Passando a explicar
também sobre a teoria distributiva partido das hipóteses de deriva continental.
O autor também explica como a separação do continente Pangeia. Esses deu origem aos
demais continentes no qual ainda se pode encontrar estruturas biologias parecidas. Além
disso, tocando sobre as mudanças climáticas que ocorreram ao longo do pleistoceno, e
como essas tiveram grande influência na configuração biogeografia visto que
provocaram variações nos níveis dos mares e costas de todo mundo. O autor ainda
chega a tocar sobre a influência do vulcanismo, disjunções, epirogênese, glaciação e
erosão. Sendo também descrevendo as relações biogeoquímicas, a partir dos ciclos do
carbono, oxigeno e sem se esquecer é claro do ciclo do nitrogênio.

Ainda se é destacado no texto, a diferenciação entre as espécies, sendo estabelecido que


a variabilidade genética está intimamente ligada aos fatores do meio, porque que a
teoria de seleção natural de Darwin atua como uma ponte entra a variabilidade do meio
e a mudança ou estabilidade genética.

Ao passo que estabelece que o surgimento de barreiras geográficas pode provocar uma
especiação das espécies separadas, como é citado no texto “(...) a especiação geográfica
significa a reconstrução genética de uma população durante um período de isolamento
geográfico (...)”. Sendo na medida que o texto passa a apresentar sobre centro de origem
e dispersão explicando o que seriam centros de dispersão primários e secundários.

Em um último momento o artigo vai passar a argumentar sobre a divisão das bio
regiões, posto que demonstra que os fitogeógrafos e os zoogeógrafos usam divisões
diferente. Os fitogeógrafos devido a sua crença que a vegetação como a parte vai estável
dos biomas usam uma divisão de sete regiões Holártica, Paleotropical, Neotropical,
Capense, Australiana, Antártica e Oceânica. Enquanto os Zoogeógrafos que consideram
de grande importância a distribuição das espécies animais, fosseis e atuais na biosfera
preferem a divisão de 8 regiões Neártica, Paleártica, Etiópia, Oriental, Australiana,
Neotropical, Oceânica.

Ao longo do texto se pode perceber que o autor demonstra aquilo que ele formulou ao
início de sua obra, taxando a biogeografia como uma ciência de síntese que tem de
buscar em outras áreas de conhecimento para se fundamentar. Outro fator a se levar em
conta é que a forma que foi divido o texto, em curtos períodos divididos em
subparágrafos, ajuda muito na compreensão das informações por ele elaboradas.