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Dst - doenças sexualmente transmissíveis

Luís Carvalho, Jorge Oliveira e Sérgio Ferreira – 8ºPCA

1: o que são doenças sensualmente transmissíveis

R: As doenças sexualmente transmissíveis são


doenças provocadas por bactérias, fungos e vírus e que se
transmitem por contacto sexual íntimo, quando um dos
parceiros se encontra infectado. Existem várias destas
doenças, também conhecidas por doenças venéreas,
sendo de salientar a Sífilis, o Herpes genital, a Hepatite B, a
SIDA, a Candídiase e a Gonorreia.

2:o nome de cada uma delas ( e explicar ) e como se Cora


cada uma delas .

R: Sinônimos ; Conceito ; Transmissão .

3:cumo se apanho essas doenças?

4:como

Doenças Sexualmente Transmissíveis


O que são doenças sexualmente transmissíveis?
Doenças sexualmente transmissíveis são doenças que se
contraem através de contacto sexual (o que inclui o contacto
íntimo com pessoas do outro ou do mesmo sexo, o coito, o sexo
oral e o sexo anal).

Quais são as doenças sexualmente transmissíveis?


As doenças que se transmitem por contacto sexual são: a
hepatite B, a sífilis, a gonorreia, o herpes genital, a sida, a
tricomoníase, a clamydia, etc.

Qual é o agente causal das doenças sexualmente transmissíveis?


Há doenças de transmissão sexual causadas por vírus (como a
hepatite B, a sida, o herpes genital e os papilomas) e outras
causadas por bactérias (como a sífilis e a gonorreia).

Como podemos evitar as doenças sexualmente transmissíveis?


"A única forma de prevenção 100 % eficaz é a abstinência sexual
(não praticar sexo). No entanto o sexo é um componente
importante da vida das pessoas e que pode contribuir para a sua
saúde e bem estar, pelo que a prevenção se deve basear na
vivência saudável da sexualidade, utilizando práticas de sexo
seguro.
As pessoas sexualmente activas podem reduzir o risco de
contrair estas doenças se tiverem um parceiro sexual único, se
evitarem o contacto sexual com parceiros ocasionais e com
passado sexual desconhecido e se usarem sempre o preservativo
durante as relações sexuais (em particular se não se tratar de
uma relação estável).
Para reduzir a disseminação das doenças de transmissão sexual
é importante informar o parceiro sexual quando se contrai uma
infecção e consultar o médico para que este institua
precocemente o tratamento adequado, «cortando» a cadeia de
transmissão da doença."

Quais são os sinais que nos fazem suspeitar de ter contraído


uma doença sexualmente transmissível?
"As doenças sexualmente transmissíveis são várias e podem
manifestar-se de formas diversas, sendo também frequente não
causarem sintomas durante períodos prolongados. Assim, nos
exames periódicos de saúde o médico pesquisará algumas dessas
doenças se o indivíduo tem uma vida sexual activa, e em
particular se tiver havido comportamentos de risco.
Embora os sintomas sejam variados e nem sempre específicos
destas doenças, alguns são mais sugestivos como o corrimento
vaginal (na mulher) ou uretral (no homem), o ardor ao urinar, a
comichão ou dor nos genitais, o aparecimento de feridas,
borbulhas ou zonas inflamadas nessa área ou noutras
localizações como a boca ou a região à volta do ânus.
Outros sinais menos relacionáveis com a actividade sexual,
como a queda generalizada do cabelo, a diarreia persistente
com emagrecimento, a febre arrastada, o aparecimento de
gânglios aumentados de volume, a icterícia (tom amarelado da
pele), etc. podem também ser causados por uma doença
sexualmente transmissível."

Como podemos saber se o nosso parceiro está infectado?


"Como muitas das doenças sexualmente transmissíveis não
apresentam sinais evidentes, a única forma de o saber é abordar
directamente o assunto antes de iniciar um relacionamento
sexual.
Além de se poder discutir o assunto há alguns factores de risco
que nos podem alertar para essa probabilidade. Assim, a
multiplicidade de parceiros sexuais, a existência de uma doença
sexualmente transmissível anterior e o uso de drogas
intravenosas aumenta a probabilidade de ocorrência deste tipo
de doenças."

As doenças sexualmente transmissíveis são frequentes?


Sim, são doenças frequentes e a sua frequência tem aumentado
apesar da existência de tratamento adequado para algumas
delas. Isto deve-se a uma maior liberalização dos costumes que
se traduz num aumento do número de contactos com diferentes
parceiros sexuais. Muitas vezes basta um contacto sexual com
um parceiro infectado para contrair a doença.

As doenças sexualmente transmissíveis têm cura?


Algumas doenças sexualmente transmissíveis têm cura, como
sucede com a sífilis, a gonorreia e a clamydia, que são sensíveis
a determinados antibióticos. Outras doenças como a sida e o
herpes não têm actualmente cura mas os seus sintomas podem
ser controlados através do uso de medicamentos específicos.

O que é a sífilis?
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, causada por
um agente infeccioso chamado treponema pallidum.

Como é que se apanha sífilis?


"A forma mais frequente de contrair a sífilis é através do
contacto sexual com um parceiro infectado com o treponema
pallidum. Qualquer forma de contacto sexual (oral, vaginal ou
anal) pode transmitir a doença, pois o treponema pode
atravessar as mucosas mesmo quando estão intactas. O
treponema é também capaz de atravessar a pele que tem
lesões, sendo esta outra forma de adquirir sífilis.
Embora o treponema possa estar presente no sangue,
actualmente as transfusões de sangue não representam um risco
para contrair sífilis, porque os dadores de sangue são sempre
testados para esta doença, e ainda porque o treponema
pallidum não sobrevive aos métodos de preparação e
armazenagem do sangue.
A mulher grávida que sofre de sífilis pode transmitir a doença ao
feto por via transplacentária (através da placenta), causando um
quadro clínico que se chama sífilis congénita."

Ao fim de quanto tempo após o contágio se manifesta a sífilis?


O tempo que decorre entre o contágio e as primeiras
manifestações da doença (período de incubação) é
habitualmente de duas a quatro semanas mas pode atingir
noventa dias.

Quais são as manifestações da sífilis?


"A sífilis não tratada é uma doença crónica que evolui por
períodos sintomáticos alternando com intervalos longos sem
sintomas. Podemos dividir a evolução da sífilis em quatro
períodos distintos, a sífilis primária, a sífilis secundária, a sífilis
latente e a sífilis terciária ou tardia.

Sífilis primária – caracteriza-se pelo aparecimento de uma


pequena ferida com o aspecto de ulceração arredondada de
bordos duros, relativamente indolor, no local onde se deu a
penetração e multiplicação do treponema. Esta lesão aparece
frequentemente na zona genital, mas pode situar-se nos lábios,
na língua, na garganta, no mamilo ou noutros locais .É
habitualmente uma lesão única mas podem aparecer várias e os
gânglios que lhe estão próximos ficam aumentados de volume.
Cerca de quatro a seis semanas após o seu aparecimento a lesão
cura, mesmo sem tratamento.

Sífilis secundária – surge algumas semanas depois da sífilis


primária ter deixado de se manifestar e caracteriza-se por um
quadro tipo gripal, com dores de cabeça e de garganta, febre
baixa, aumento dos gânglios em várias regiões do corpo, e uma
erupção constituída por pequenas manchas de cor rosa, na pele
do tronco, abdómen, genitais e palmas das mãos e plantas dos
pés. Outras queixas possíveis nesta fase são a queda do cabelo e
sobrancelhas e sintomas relacionados com infecção do fígado
(hepatite) e rim (glomerulonefrite). Os sintomas da sífilis
secundária tendem a desaparecer espontaneamente ao fim de
duas a seis semanas.

Sífilis latente – quando o doente não foi tratado nas duas


primeiras fases da doença, entra numa fase que dura vários
anos, em que se mantém sem sintomas, podendo a doença ser
diagnosticada apenas através de análises.

Sífilis tardia – é uma doença grave que se manifesta vários anos


após o início da infecção, se o doente não foi tratado. Os
sintomas são o aparecimento de tumores na pele e nos ossos,
problemas cardíacos e neurológicos, com convulsões, paralisia,
alterações da marcha e do comportamento e demência."

O que é a sífilis congénita?


"A sífilis congénita é uma doença que resulta da transmissão do
treponema pallidum ao feto, através da placenta de uma grávida
infectada.
A sífilis congénita pode ser diagnosticada ao nascer ou apenas
alguns anos mais tarde. Os sintomas mais característicos são
alterações dos dentes incisivos, cegueira, surdez e lesões ósseas
com deformação característica das tíbias (tíbias em sabre) e do
dorso do nariz (nariz em sela)."

Como se diagnostica a sífilis?


O diagnóstico da sífilis pode fazer-se através de análises de
sangue (testes serológicos) ou pela observação directa do
treponema pallidum ao microscópio em material colhido de
lesões suspeitas.

Como se evita a sífilis?


"Como para as outras doenças de transmissão sexual a
prevenção da sífilis tem por base a adopção de comportamentos
sexuais seguros, privilegiando os relacionamentos estáveis e
utilizando métodos de barreira como o preservativo, sempre
que se tem relações sexuais.
A prevenção da sífilis congénita é feita realizando testes
serológicos à grávida, para despiste da sífilis durante a gravidez,
já que a doença depois de diagnosticada é fácil de tratar."

Como se trata a sífilis?


"O tratamento da sífilis é fácil, eficaz e barato nas suas fases
iniciais. O medicamento utilizado é a penicilina sob a forma
injectável em dose única. Nos doentes alérgicos à penicilina
estão indicados antibióticos alternativos, mas não tão eficazes.
O tratamento da sífilis tardia também é feito com penicilina,
mas a sua duração é mais prolongada."
O que é o herpes genital?
O herpes genital é uma infecção que atinge os órgãos genitais
após o contacto sexual com um indivíduo infectado e que evolui
por surtos ou episódios recorrentes.

O que é que causa o herpes genital?


O agente que causa o herpes genital é um vírus chamado herpes
simples.

O herpes genital é frequente?


Sim. Como as outras doenças sexualmente transmissíveis a sua
frequência tem aumentado nos últimos anos.

Em que idade é mais frequente o aparecimento do herpes


genital?
O primeiro episódio de herpes genital atinge habitualmente os
adultos jovens, após o início da vida sexual. Quando surge uma
infecção por herpes genital antes da puberdade deve
considerar-se a hipótese de abuso sexual.

Quais são as manifestações do herpes genital?


"O herpes genital manifesta-se de formas distintas consoante se
trata do primeiro episódio (herpes primário) ou dos episódios
recorrentes que aparecem depois deste primeiro episódio.

1. Herpes genital primário


O primeiro episódio de herpes genital causa mal estar, dor de
cabeça, por vezes febre e dores musculares, ardor localizado à
região genital e dor a urinar. A erupção típica tem inicialmente
a forma de vesículas avermelhadas que causam ardor e que,
posteriormente, rebentam formando uma ferida com uma crosta
de cor amarela. Esta lesões, que costumam ser exuberantes no
primeiro episódio, levam duas a três semanas a cicatrizar e são
acompanhadas de aumento de volume dos gânglios das virilhas.

2. Herpes genital recorrente


Após o primeiro episódio o vírus herpes, que se mantém em
estado latente no organismo, entra periodicamente em
actividade causando novos surtos menos prolongados e
dolorosos. O surto começa com formigueiro e ardor localizado
numa zona dos órgãos genitais, a que se segue o aparecimento
de vesículas avermelhadas que ulceram e criam crosta,
demorando oito a dez dias a cicatrizar."

Quais são os locais mais atingidos pelo herpes genital?


"O herpes genital atinge a pele e a mucosa em diferentes
regiões dos órgãos genitais.
Na mulher costuma afectar os grandes e os pequenos lábios, a
vagina, o colo do útero e a zona à volta do ânus; no homem
pode localizar-se na glande e na uretra, sendo a localização peri
anal (ao redor do ânus) frequente nos homossexuais."

Como se transmite o herpes genital?


"Sendo uma doença sexualmente transmissível, o herpes genital
transmite-se por contacto sexual com um indivíduo infectado.
Apesar de ser raro é possível a transmissão pela utilização de
toalhas húmidas que tenham estado em contacto com lesões
herpéticas.
A transmissão do herpes genital ao recém nascido durante o
parto também é possível e causa uma forma grave de infecção
no bebé."

Há factores que facilitam a repetição dos surtos de herpes?


Há. Os surtos de herpes podem surgir em períodos de maior
stress emocional, durante a menstruação, quando o organismo
está debilitado pela ocorrência de outras infecções, se a pessoa
está mais cansada ou por traumatismo da área genital nas
relações sexuais.
Como se faz o diagnóstico de herpes genital?
O diagnóstico de herpes genital faz-se essencialmente pela
clínica, observando o aspecto típico das vesículas e o carácter
recorrente dos episódios. No entanto, há outras infecções
ginecológicas com as quais se pode confundir e, na dúvida, é
possível confirmar o diagnóstico através do isolamento do vírus
no líquido das vesículas ou através de análises de sangue que
detectam a presença de anticorpos que o organismo produz
contra o vírus (testes serológicos).

Qual é o tratamento do herpes genital?


"Por enquanto o herpes genital não tem cura.
O tratamento que se faz actualmente tem por objectivo reduzir
a duração dos surtos e espaçar o seu aparecimento,
administrando durante cinco dias um medicamento eficaz
contra o vírus (sob a forma de comprimidos nos casos graves ou
de pomada para aplicação local nas formas mais ligeiras).
Durante os surtos o médico receita ainda medicamentos para
higiene local e para alívio das dores; no primeiro episódio
poderá ser necessário baixar a febre e é aconselhado o repouso
devido à quebra do estado geral.
Enquanto houver lesões o doente deve evitar actividade
sexual."

Como se previne o herpes genital?


"O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível. A
sua prevenção reside na adopção de comportamentos sexuais
seguros e no uso do preservativo e de espermicidas durante a
relação sexual, em particular se não se trata de uma relação
estável. A multiplicidade de parceiros sexuais aumenta o risco
de contrair esta e outras doenças de transmissão sexual.
Estima-se que o herpes genital possa atingir entre 10 a 30% da
população com vida sexual activa pelo que o risco de contágio é
grande, até porque a transmissão parece possível mesmo na
ausência de actividade do vírus (ou seja, nos intervalos em que
o indivíduo infectado se encontra sem lesões)."

Quais são as complicações do herpes genital?


"As vesículas do herpes genital provocam ardor e comichão pelo
que podem infectar-se secundariamente se não houver cuidados
de higiene adequados. Nos indivíduos com diminuição das
defesas, como são os doentes com SIDA, as lesões podem ser
muito graves e envolver o sistema nervoso.
Quando uma grávida sofre de herpes genital pode transmitir a
infecção ao recém nascido, sendo essa probabilidade mais
elevada quando a mãe tem o primeiro episódio de herpes na
altura do parto.
Se a grávida tem lesões em actividade no momento do parto há
indicação para fazer uma cesariana, evitando o contacto do
recém nascido com o vírus."

Há alguma relação entre o herpes genital e outras doenças?


"Há. Algumas doenças sexualmente transmissíveis surgem
frequentemente associadas, porque a sua transmissão está
relacionada com comportamentos sexuais de risco. Assim,
perante o diagnóstico de herpes genital, deve investigar-se a
existência de sífilis, gonorreia, papilomas ou verrugas genitais,
trichomonas e SIDA.
Também o herpes labial se associa com frequência ao herpes
genital."

Feito por : Luís ; Jorge;


Ferreira .