Você está na página 1de 7

M A T E R I A I S D E C O N S T R U Ç Ã O I – C I V2 3 7

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL - DECIV

1) Exercício de Granulometria
Verifique se há erros nesse Relatório de Granulometria de areia e dê os valores de MF e
DMC da mesma.
Data do Ensaio:
MASSA DA AMOSTRA M1 = 700
ENSAIADA ( g ) M2 = 700
Executado por:

Abetura MATERIAL RETIDO PORCENTAGENS EM PESO


das (g) R E T I D A S A C U M U L A D A S
Peneiras
em mm M1 M2 M1 M2 M1 M2 MÉDIA

9,5 0 0 0 0 0 0 0
4,75 10 13 1,4 1,9 1 2 2
2,36 12 16 1,7 2,3 3 4 4
1,18 40 36 5,7 5,2 9 9 9
600µm 198 183 28,2 26,3 37 36 36
300µm 314 343 44,8 49,2 82 85 83
150µm 114 102 16,3 14,6 98 99 99
FUNDO 13 4 1,9 0,6 100 100 100
Σ 701 697 100 100,1
Módulo de Finura ( MF ) 2,30 2,35 2,33
Dimensão Máxima Característica - DMC (mm) 2,36mm

Obs.: os erros existentes aqui estão em vermelho; o primeiro é que a soma do material
retido só pode variar dentro do limite de ± 0,3% da amostra, ou seja, de 698 a 702g para uma
amostra de 700g.

Tabela 2 – Limites da distribuição granulométrica do agregado miúdo

Peneira com Porcentagem, em massa, retida acumulada


abertura de malha Limites inferiores Limites superiores
(ABNT NBR
Zona Zona Zona
NM ISO 3310-1) Zona ótima
utilizável ótima utilizável
9,5 mm 0 0 0 0 0 0
6,3 mm 0 0 0 0 0 7
4,75 mm 2 0 0 2 5 10
2,36 mm 4 0 4 10 20 25
1,18 mm 9 5 9 20 30 50
600 µm 36 15 35 36 55 70
300 µm 83 50 65 83 85 95
150 µm 99 85 90 95 99 100
Módulo de Finura 1,55 2,20 2,90 3,50

Obs.: A areia ensaiada (valores em vermelho) mostra uma grande


concentração de resultados nas peneiras de 300µm e 600µ
µm. A norma não
proíbe seu uso, mas exige que se faça um estudo de dosagem
experimental antes de colocá-la em concreto estrutural.
IMPUREZAS NOS AGREGADOS

Determinação do Teor de Argila em Torrões e Materiais Friáveis..................(NBR 7218)


Determinação do Material fino que passa na peneira #200 por lavagem, ou
(Materiais Pulverulentos).................................................................................(NBR NM 46)
Determinação do Teor de Impurezas Orgânicas Húmicas............................(NBR NM 49)

Importância dos Ensaios: As substâncias nocivas nos agregados, ou exigem mais água na sua
preparação ou prejudicam a ação do endurecimento do cimento nas argamassas e concretos, diminuindo
assim a resistência dos mesmos, e muitas vezes provocando pontos fracos e fissurações indesejáveis. O
controle quanto a essas substâncias dará concretos de melhor qualidade.

← DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ARGILA EM TORRÕES...................( MB- 8 = NBR 7218 )

Procedimento do ensaio:
- Colher a amostra segundo a NBR NM 26;
- Peneirar certa quantidade desse material seco através das peneiras especificadas na tabela abaixo e
formar as amostras com as massas mínimas indicadas ;

Material retido entre as peneiras de (em mm) 1,2 e 4,8 4,8 e 19 19 e 38 38 e 76


Massa mínima da amostra para ensaio (kg) 0,2 1,0 3,0 5,0
Peneira para remoção dos resíduos (em mm) 0,6 2,4 4,8 9,6

Agregado Miúdo

ENSAIO POR FRÇÃO DA AMOSTRA

4,8 mm

1.2 mm
Mi 0,6 mm Mf
Identificação e
esmagamento manual Remoção

Mi − M f
Mt = x 100 M tF para fração fina ( < 4,8 mm)
Mi
M tG para fração grossa ( > 4,8 mm) , se % retido > 5% da amostra

Exemplo :
Amostra de areia com : Fração grossa de 6% + Fração fina de 94 % (retidas)

Ensaio da fração fina : M i = 200g ; M f = 198g

200 − 198
MtF = x 100 = 1%
200
F = Teor parcial da fração fina = 1% de 94 % = 0,94%
Ensaio da fração grossa : M i = 1000g ; M f = 980g

1000 − 980
M tG = x 100 = 2%
1000
G = Teor parcial da fração grossa = 2% de 6 % = 0,12%

Teor Global de Argila em Torrões = F + G = 0,94 + 0,12 = 1,06%

Avaliação dos resultados segundo a NBR 7211 (EB4)

<3,0% para agregado miúdo


Teor de argila em torrões deve ser
1,0; 2,0 ou 3,0% para agregado graúdo

Como 1,06% < 3,0% APROVADA !

DETERMINAÇÃO DO TEOR DE MATERIAIS PULVERULENTOS.........(NBR NM 46)

Usa-se um conjunto de duas peneiras superpostas, sendo a superior de 1,2mm de abertura de malha para
sustentar o material mais grosso, e a inferior de # 0,075mm de abertura e água corrente para que o
material possa ser lavado.

Depois de colhida, segundo NBR NM 26 ,a amostra deve Ter no mínimo:

Dimensão Máxima do Agregado Massa Mínima da Amostra a Ensaiar


Menor que 4,8 mm 1,0 kg
entre 4,8 mm e 19,0 mm 3,0 kg
Maior que 19,0 mm 5,0 kg

Procedimento do ensaio:
- Secar previamente as a mostras de ensaio em estufa entre 105ºc e 110ºc até constância de
massa.Determinar suas massas secas ( M1 e M2);
- Colocar a amostra (M1) num recipiente e cobrir com água, agitando bem o material com o auxílio de
uma haste provocando, assim, separação e suspensão das partículas finas, tendo o cuidado de não
provocar abrasão no material;
- Verter a água cuidadosamente através do conjunto de peneiras previamente montado;
- Lançar o material retido nas peneiras de volta ao recipiente e repetir a operação de lavagem até que a
água aí contida se torne límpida. Fazer a comparação visual da limpidez entre a água, antes e depois
da lavagem,utilizando dois recipientes de vidro transparentes com dimensões iguais;
- Ao terminar a lavagem, deixar o material em repouso em tempo suficiente para decantar partículas.
Retirar a água em excesso e levar o material pra secagem em estufa até constância de massa e
determinar a massa final de M1 (mf1);
- Repetir todo o procedimento para a amostra M2, obtendo mf2.

Resultados:
O teor de material pulverulento (MP%) de cada amostra é obtido pela diferença entre as massas M1 e M2
finais e expresso em percentagem da massa da amostra ensaiada.Sendo que o resultado final será a
média aritmética das duas determinações:

MP%= Mi – Mf x 100
Mi
Avaliação dos resultados segundo a NBR 7211 (EB4) :

Para Agregados Miúdos MP% ≤ 3,0 ou 10,0 para concretos submetidos a desgaste superficial
MP% ≤ 5,0 ou 12,0 para os demais concretos

Para Agregados Graúdos MP% ≤ 1; 2 ou 3%

DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE IMPUREZA ORGÂNICA HÚMICA...(NBR NM 49)

Conforme a NBR 7220 a presença prejudicial de materiais orgânicos contidos ou não nas areias é
determinada através do ensaio colorimétrico, no qual, através de uma solução, cuja cor adotada como
padrão, julgará a areia quanto à sua qualidade para uso em concretos e argamassas.

Procedimento do ensaio:
- Preparam-se com antecedência as seguintes soluções:

a) Solução de hidróxido de sódio a 3% Hidróxido de sódio 30g


Água destilada 970g

b) Solução de ácido tânico a 2% Ácido tânico 2g


Álcool 10ml
Água destilada 90g

ESQUEMA GERAL DO ENSAIO

SOLUÇÃO - PADRÃO AMOSTRA

3ml DE SOLUÇÃO 97ml SOLUÇÃO 200g AREIA SECA 100ml SOLUÇÃO


ÁCIDO TÂNICO NaOH A 3% EM ESTUFA NaOH A 3%

REPOUSO POR 24H

COR FILTRADO (COLORAÇÃO)


PADRÃO

100 ml sol. NaOH 2 g de ácido Tânico


3 g solução NaOH X
X= 0,06 gramas de ácido tânico
Para cor igual:
200g de areia 0,06 g ácido tânico
1.000.000g areia Y
Y = 300 ppm (partes por milhão)

Processos para determinação do teor de umidade total:


a) Secagem em estufa (105 a 110 °C por 6h, no mínimo);
b) Secagem por aquecimento ao fogo
c) Frasco de Chapman
d) Speedy
e) Medida indireta pela massa unitária

Ligeira explicação dos métodos:


Ph − Ps
a) e b): os casos a e b baseiam-se na expressão h% = x 100
Ps
onde, h = teor de umidade total em %
Ph = peso da areia úmida
Ps = peso da areia completamente seca (base = 100%)

c) Frasco de Chapmam :
Utilizam-se 500g de areia úmida → Ph = 500g

leitura L = 200 + v +Va , onde v = volume da água carregada pela areia


Va = volume real da areia (sem água)
h %= (Ph - Ps)/Ps x 100

Baseando-se nas expressões acima, demonstra-se que o teor de umidade é:

100[500− (L − 200) γ a ]
h=
(L − 700) γ a
d) Medida indireta pela massa unitária:
Para uma areia que tenha sido previamente ensaiada para o traçado de sua curva de
inchamento, conhece-se a correlação h% X δh. Assim, para cada valor de δh ter-se-á o h%
correspondente.

e) Speedy:
Reação básica:
CaC2 + 2H2O Ca(OH)2 + C2H2
Consta de um recipiente de vedação perfeita equipado com um manômetro, no
interior do qual é colocado um certo peso de areia úmida e carbureto de cálcio, este em
excesso.
O carbureto de cálcio (CaC2) reage com a água da areia formando hidróxido de cálcio
e gás acetileno, que exerce pressão. Através de leitura no manômetro e de uma tabela que
acompanha o aparelho, tem-se o teor de umidade.

Absorção de agregados:
Areia no estado a) está seca ao ar, em estado abaixo da condição SSS
Areia no estado b) está na condição SSS. Se o tronco de cone fica intacto, a areia estaria muito
úmida e além da condição SSS.

Obs.: enche-se o molde com 25 golpes da soquete; de uma vez só.


Ver TRAÇADO DA CURVA DE INCHAMENTO DE AGREGADOS MIÚDOS
Na próxima página.
TRAÇADO DA CURVA DE INCHAMENTO DE AGREGADOS MIÚDOS
NBR 6467 (MB 215)
Interessado: CIV237:Aula Prática Procedência: Ponte Nova
Material: Areia para concreto Massa da amostra: 22,000 (kg) (seca)

Dados da Operação:
(1) (2) (3) (4) (5) (6)
Teor de Massa de Massa de Massa δ0 Vh
Umidade Água Areia Unitária (δ)
(%) (kg) (kg) (kg/dm3) δh Vo
0 0 20,05 1,374 1 1
0,5 0,11 19,43 1,332 1,032 1,037
1 0,22 18,09 1,240 1,108 1,119
2 0,44 16,46 1,128 1,219 1,243
3 0,66 15,83 1,085 1,266 1,304
4 0,88 15,54 1,065 1,290 1,342
5 1,10 15,31 1,049 1,310 1,375
7 1,54 15,54 1,065 1,291 1,381
9 1,98 15,73 1,078 1,274 1,389
12 2,64 16,40 1,124 1,222 1,369
Dados do recipiente:
Tara (kg) 3,00 Dimensões (dm) 3,15 x 3,15 x 1,47 Volume (dm3) 14,590

Construção Gráfica: