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LEGENDA

Cada bloco corresponde a um pulso e suas subdivisões. Quando o bloco contiver dois espaços vamos subdividir o
pulso em dois (colcheias). Quando o bloco for formado por três espaços, subdividiremos o pulso em três (tercinas).
Quando o bloco for formado por quatro espaços, o pulso será subdividido em quatro (semicolcheias), e assim por
diante.

O símbolos usados para as notas serão:

Para os toques nos tambores, vamos usar duas linhas. A linha “D” corresponde ao toque da mão direita e a linha “E”
corresponde ao toque da esquerda.
1. CAPOEIRA

O ritmo da capoeira aqui apresentado é uma adaptação do padrão rítmico tocado originalmente no atabaque.

Ritmo

 Clave (agogô):

 Levada 1:

 Levada 2:
2. IJEXÁ

O ijexá é um ritmo presente nos terreiros de Candomblé de diversas nações (Jêje, Keto-Nagô, Angola,,,,) . Na nação
Keto-Nagô é tocado em homenagem à orixá Oxum (principalmente). É um ritmo que foi amplamente absorvido pela
música popular (principalmente de artistas bahianos. Nos blocos de rua e na música popular, ele recebe o nome de
Afoxé.

Ritmo

Clave 1 (gan):

Clave 2:

Levada 1 (Lé)

 Virada 1:

 Virada 2:

 Levada 2 (“pedal”)
3. MARCHA GRAVE

A Marcha grave é u dos ritmos sagrados das guardas de Congo. É tocada em situações solenes como dentro da igreja
na missa conga ou em funerais. Também pode ser usada em cortejos, em momentos para descansar a guarda.

Ritmo

 Resposta simples

 Pergunta simples

 Pergunta (simples) + resposta:

 Pergunta (variação) + resposta:


4. MOÇAMBIQUE SERRA ACIMA

É o padrão rítmico mais frequente nas guardas de Moçambique, do Congado. Há muitas variantes, de região para
região, mas sempre apresentando divisões binárias.

Ritmo

Levada:

Virada 1 (usar no inicio, final ou passagens)

Virada 2 (usar em passagens)


5. MOÇAMBIQUE SERRA ABAIXO

Esse padrão rítmico das guardas de Moçambique é tocado principalmente durante os cortejos. O comparo possui
seis subdivisões, que podem ser agrupadas em dois grupos de três ou em três grupos de dois. O Serra Abaixo,
portanto, apresenta momentos durante as execuções em que ocorrem politrritmias em função das variaç~]oes na
acentuação.

Ritmo

Levada 1:

Levada 2:

Levada 3 (mudança no acento):

Virada:
6. DOBRADO (CONGO)

O dobrado (às vezes chamado de “congo” é o padrão rítmico mais executado pelas guardas de Congo. O Dobrado é o
padrão rítmico do Congo que sustenta a animação na dança, sendo rápido e vibrante.

Ritmo

Levada 1:

Levada 2:

Levada 3:
7. “LOUVA DEUS”

Ritmo

Levada 1

Levada 2
8. XOTE

O ritmo “xote” é uma evolução do ritmo “schottisch‟, vindo da Escócia e também conhecido como “polca alemã”. É
uma dança de casais, mistura de valsa com a polca, muito apreciada pela aristocracia europeia da época. O ritmo
chegou primeiro às grandes cidades e depois migrou para os ambientes mais rurais, absorvido pelas festas
populares. É um ritmo tipicamente nordestino, fazendo parte do gênero “forró”.

O xote é um ritmo tocado em compasso composto (cada batimento sendo subdividido em 3). Esse tipo de ritmo é
chamado de “shuffle” ou “swing” (outros exemplos de ritmos shuffle são o reggae, o blues, o jazz e alguns tipos de
rock..)
Ritmo
 Levada 1:

 Levada 2:

 Agogô (opção 1):

 Agogô (opção 2)

 Agogô (opção 3)
 Triângulo
REFERÊNCIAS:
QUERO SER TAMBOR
Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero


Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada na dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra


Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu
Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalala
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Oh velho Deus dos homens


eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia.
Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!