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RELATORIO INTERNO DA DIVISAO DE BARRAGENS = a INSTRUMENTACAO "CAlculo de Tensdes a Partir da Medigao de Deformagdes em Estruturas de Concreto" JOAO FRANCISCO A. SILVEIRA SERGIO MIYA InDICE Introdugao Roteiro de Calculo 2.1 Correg&o devido 4s influéncias do instrumento 2.2 Correg&o do extensometro compensador 2.3 Compatibilidade das deformagdes medidas pelos extensémetros de uma roseta 2.4 Correg&o devido 4 relaxagdo de tensdes CAlculo do Estado Geral de Tensdes Roteiro de Calculo Bibliografia CALCULO DE TENSOES A PARTIR DA MEDICGAO DE DEFORMACOES. i) IntrodugZo 0 objetivo deste relatério @ apresentar um roteiro completo para c&lculo de tensdes em estruturas de concreto, a partir da medigao de deformagdes. Sdo analizados varios fatores que podem influir no resultado final das tensdes instaladas na estrutura, tais como: perturbacgdo do estado de tensdes nas vizinhangas do instrumento(devido ao vazio introduzido pelo mesmo e 4 rigidez do ingtrumento) ,efeito das variagdes de temperatura, variagdes volumétricas autdgenas e efeito da relaxagdo de tensdes do concreto. Este método consiste na medigdo das_deformagdes em um determinado ponto da estrutura, em varias diregdes, e na conversao destas deformagSes em tengdes por intermadio do conhecimento das caracteristicas elasticas e de fluéncia do concreto. 2. Roteiro de c4lculo 2.1 Corregao devido as influencias do instrumento. Manuel Rocha (1) estudou as influéncias da forma e rigidez do extensOmetro na medigdo das deformagées. Considere-se um extensdmetro de forma cilfndrica com diametro D e altura H instalado num campo de tensdes o (Figura 1). Seja 6 = oH o deslocamento no comprimento H se nao houvesse gt extens6metro e 61 = 6 o deslocamento com o extensémetro instalado. a « ase] AXIS OF THE CAVITY aug i 020} 4 WITHOUT GAUGE | of o oi Bad . Fig.1 Date | Oosrante Ta Daman Tanaka Foe 0 2 Ensaios de laboratério realizados no LNEC envidenciaram que © parametro a varia com a relagdo H segundo uma certa curva. D Para um valor de H = 10, a = 0,85; ou seja, a existéncia do extensOmetro acresce os deslocamentos em 15%. Outro ponto a ser considerado na medigao de deformagdes com extensdmetro para concreto é a influéncia da rigidez do extensdmetro.Considere-se o extensdmetro representado por um cilindro de médulo de elasticidade El, circundado por um material de mddulo de elasticidade E. Seja 62= 8, onde 8, @ 0 deslocamento com o extensémetro instalado. Na fig. 2, € apresentado a curva do parametro 8 em fungdo de # e El. E WITHOUT GAUGE 2 ogn WITH GAUGE oe Na prética, geralmente, nfo sao consideradas essas influéncias devido ao médulo de elasticidade do concreto variar de ponto para ponto. Dae an Tio Bovarerto avaio [Foe o | 3 2.2 Covregdes do extensémetro compensador Para se medir as deformagdes devidas exclusivamente 4 influéncia do estado de tensdes a que a estrutura é@ submetida, torna-se necessario separar essas deformacgdes de outras causas, tais como: variagdes de temperatura, variagdes higrométricas (no caso de materiais porosos como concreto, solos e rochas) e variagdes volumetricas autogenas do concreto. Para tal, utiliza-se extensdmetros compensadores instalados no interior de camaras atengoriais (Fig. 3). Essas camaras, instaladas préximas ao ponto 4 observar, tém a mesma temperatura desta e sao livres de tensdes. Para se obter as deformagées devidas exclusivamente as tensdes, basta subtrair das deformag6es medidas pelos extensdémetros da roseta, a deformagao do extensdmetro compensador. A variago de umidade do concreto, pode proyocar deformagées denominadas por expansao higrometrica, que é funcao sobretudo do inchamento do gel do cimento hidratado (Ref. 3). Essas deformagées sao significativas apenas em observacdes a longo prazo, a menos que o material esteja em contacto direto coma agua (Ref. 1). Os extensdmetros compensadores situados principalmente junto_ao paramento de montante da barragem, podem detectar esta expansdo apds o enchimento do reservatorio. A deforpagao autégena do concreto é resultante principalmente le reagoes quimicas intrinsecas, e na maioria dos casos é de retragao, embora possa ser de expansao (Ref. 3). Pode ser influenciada por diversos fatores, tais como: influéncia das reagdes quimicas de hidratagao no cimento, influéencia da: i -agregado, influéncia da secagem, etc. CAMARA ATENSORIAL vazio EXTENSGMETRO Fig. 3 Date Operacte Wa Document Tovede 0 Fama 4 2.3 Compatibilizagao das deformagdes medidas pelos extensdmetros de uma roseta. ae ® ® ® Fig.4 Desde quese esteja em presenga de corpo homogéneo e que nao haja érro de medidas, deve-se verificar a seguinte relagdo, para um estado plano de tensées (Fig. 4) (Ref. 1), Fy + &3 = &2 + Ey Se a diferenca entre essas somas ultrapassar 20 a 30 x,107°, 2 | necessario pesquisar sua causa, que pode = resultar da exibtencia de fendas no interior do concreto, da avariado extensdmetro, etc... Se for menor, a corregao se faz distribuindo esse valor pelos instrumentos, admitindo-se que as extensées corrigidas se calculamcom uma precisdo de + 5 x 107®.(Ref.2) Para se realizar a distribuigao dessas diferencas @ conveniente seguir a orientagao exposta a segui: : 1?)Consignar as deformagdes registradas em impressos de compatibilizagdo, previamente preparadas para isto (vide Tabela 1), 29)Efetuar nos referidos impressos_a soma das deformagées registradas por cada par de extensOmetros perpendiculares, £1 + ©3 e ©2 + ©4, denominados genéricamente de a Calcula-se b = média das somas Calcula -se a diferenga dos valores das somas .a, para a média dessas somas, b, divide-se por 2, encontrando-sé os valores que deverao ser somados as respectivas deformagées. 39 )Somam-se As extensdes compatibilizadas, as extensdes do corretor com o sinal trocado. Da Fae 5 Opeaste To Gasmmente re . 0 42 WConsiderando-se 0 coeficiente de Poisson, determinam-se as extensdes que se obteriam se o efeito das restrigdes nao existisse e se se mantivessem as tensdes que efetivamente existem. Da lei de Hooke generalizada, temos: C-ve,tvlegtes) o = WIR -E=e@,.£ C-vegt v (eytes) / & = =a; -E+82.£ Cave, v (eyteg) : % = —INyd-my) E83 - E G-ve,+ v (e,te,) : oO - srt CE BE (Q-vwegt v (e,#e4) , 63 = = -E=es.£ Portanto: a (1=v) .€ + Vv. (€3t€5) * (14). (1=2v) fp = —CinW) fe + v. (ests) a” (14y) . (1=2v) ef, = icv) .e: + v. (etes) . (14v). (1-2v) ey = inv ta + ve (eres) aa (1+v) . (1-2v) aig = —Ucy) 8s + ve (er+e9) 5 (14v) . (1-2v) Oa Ope a Became Taraio Fone [HF (A 2-1) (A4T) (A Z-T) (A4T) (Az-1) (A4t) CBB A + 83 (0-1) -VIdan| ot ws (33 4 23)A 473 (AT) (AZ-TH AAT) ¢. THB ar3} a) 7 (34°32) A 453 (0-1) (53-403 )0 + 2 (4-1) (A2-T) (G40) (33 +83) A+ 3 (Aa) us Fame 7 Revate 0 (NOSSTOd) 43 (3) (aozeaa00 | dad-" qtzeduoa* Faq) To Doarmene VIdaH wo3eaz0> op opSeuaojeq 7 SepEZTTTGTS -eduoo segSeuaozog CH) +(Z) segseusojeg stp aqsnly (ey#(T) Souq aug sueaxg sop seodtuxozeq (NOSSIOd) 43 (3) (2ox20409 } iad-*qt3eduop*zeq) qoIsdaAO | op opSeutozaq VIGah SEPEZTTTAT? -eduoo seoSeuaozag = (nh) + (2) seodeuaozeg sep eisnty ] Operecto Oa I vigava. {O+Oy vi] = ce) + CT) souzeugsuesxg sop seqSeusosod e si é T s0050aa0) sagSvorsTeaA odnap op soaeuosueaxg 2 seoSeuzojeq P3eG ee TVLASOF 2.3 Corregées devido 4 Relaxagdo de tensdes do concreto A velaxagdo de tenses e a fluéncia do conereto decorrem do fato das deformagdes do concreto e, consequentemente, do estado de tensdo, ser fungao do tempo. Carlson (Ref. 4) assim conceitua estes fendmenos: "Com a finalidade de se evitar confusdo, a deformag3o unitaria (extensdo) @ definida aqui como a porgdo de qualquer variagao de comprimento que @ devida somente 4 tensdo. Assim, se o concreto se expande ow se contrai livremente, existe uma variagao de comprimento, mas nao uma deformagdo unitaria. Se ha restrigdo tal que haja algum impedimento na expansao ou gontracdo térmica, aquela_porgdo de variagdo de comprimento que @ impedida e nao ocorre, é chamado de deformagao unitaria". "Quando a deformagao é aplicada rapidamente, a tensdo pode ser calcylada muito facilmente. £ simplesmente o produto da deformagao unitaria pelo médulo de elasticidade do concreto, na idade em que haja ocorrido a deformagao, Contudo, essa tensao sera modificada com o tempo e a Fluéncia ou relaxagao deverao ser levadas em consideragao para obter tensdo em qualquer idade posterior". "O termo "fluéncia" @ usado para definir a deformagdo_continuada quando a tensdo @ mantida constante. 0 termo "relaxacao", por outro lado, refere-se a vedug&o na tensao com o tempo quando a deformacao é mantida constante". A maioria dos dados experimentais da relagSo_ tensao-deformagao- tempo, para o concreto, tem sido obtidosatravés das curvas de fluéncia, por causa'da maior facilidade em se proceder aos ensaios de fluéncia. Das expressées de fluéncia se fara mengo 4 do Bureau of Reclamation, que considera a fluéncia e a deformagao elastica juntas. Para o concreto massa aplica-se a seguinte expressdo geral: e = b+ F(R) .an(t+1) onde: E = Médulo de Elasticidade F(X) = Constante obtida através de dados experimentais para cada tipo de concreto e idade de carregamento, mas, teoricamente constante durante o periodo de carga. t = idade do carregamento Os métodos_disponiveis para transformar_as fungdes de fluéncia em relaxagao de tensdes, envolvem equagdes integrais dificeis, mas alguns procedimentos aproximados tem sido tentados. Entre Foe 8 We Desmmante Revie 0 eles citemos o proposto por Carlson, cuja tradugao est4 decrita no artigo de Walton Pacelli e Glqdston Holanda (Ref. 5). Carlson estabelece a redugao de tensdes que ocorre quando se considera que as deformacoes unitarias sao mantidas constantes. Para tal, considera o valor de_deformagao eldstica unitaria e estabelece os valores da fluéncia especffica mais as deformagées elasticas unitarias. Chamando aos valores da fluéncia especifica mais a deformagao elastica unitaria de fluencia especifica total, estes valores sdo_tabulados de tal forma a se estabelecer os incrementos de fluéncia nos intervalos de tempo. A equagdo de fluéncia estabelecida pelo Bureau of Reclamation, quando se plota a curva em escala semi-logaritma,é uma linha reta. Contudo, para as idades imediatamente apds o carregamento, existe um trecho em concordancia que nao é reto.Para estes valores, os dados de fluéncia sao obtidos pelo ensaio. Genericamente, quando se trabalha no trecho reto da curva, pode-se estabelecer para uma idade de n dias (Tn), a seguinte equagdo da fluéneia: eo + F(K) In (ea># 1) o Para uma idade T, (sendo An o incremento de idade entre n+an dois incrementos de fluéncia) a equagdo sera: Feo + F(K) In| y+ ntAn oO n+an 0 incremento no intervalo (T,+,, - T,) sera dado pori fe (Tayag-T,) = FOO x In [*toe ant 1} = FOO x inc 1 = FOK) In STasan)*? (T+ 1 A perda de tensdo correspondente a este intervalo ser: Ao = he xE (Thean7Tn? (Thean -T,) Thean onde: scr yan7Tn) = incremento de fluéncia entre os intervalos Theon Tn ra Dae [orm To Bacamerto Tare 0 Er+an® Modulo de elasticidade ao fim do intervalo Leet K, zi ; A = tens&o remanescente ou relaxada ao fim do intervalo T,. n A tensdo remanescente ou relaxada, ao fim do intervalo TL.) Sera, ent&o: Koayan = Sp 7 ACC aerks néan ~ 7h Este procedimento é aplicado para cada curva de fluéncia correspondente as diferentes idades em que se procedem ao carregamento, Quando nfo se dispde de_mais que trés curvas de fluéncia, procede-se 4 interpolag&o das curvas de fluéncia, de maneira a_se obter as porcentagens das tensdes remanescentes para varias idades. Este procedimento € ilustrado nas Tabelas 2 e 3 TABELA 2 Idade do carregamento: 4 dias 1 2 3 4 5 6 7 idades fluéncia| incremen-| Modulos | (3)x(4) |Perda de | Tensdo japos apli4 especifi| tos de de elastil AexE iTensao =_ | Temanes- lcagdo da | ca total] fluéncia | cidade § x Tensao| cente carga e (1078)| Ae (1075)! E(Kg/om?)| ‘Temanescen| K (%) (dias) te (na idal de prece~ dente) Ag 0 0 100% a/2 6,00 2,54 15,2 15,2 1 6,00 84,8 live 3,50 2,63 9,21 7,8 2 9,50 77,0 21/2 2,30 2,66 6,12 4,7 3 11,80 7243 3.1/2 1,70 2,68 4,56 3,3 4 13,50 69,0 ese 1,50 2,70 4,05 2,8 5 15,00 66,2 Toa pera Wo Docaman Tarot Fame 0 10 TABELA 3 K (%) - Porcentagem de tensao remanescente nas idades mostradas abaixo (dias) e 5 ‘ ee i ' ayaeeesteesesesrne Com os dados da Tabela 2, entra-se na Tabela 3, nas linhas horizontais que correspondem a idade de carregamento da curva de fluéncia, quando ocorre a deformacdo unitaria. Assim, os dados das tensdes remanescentes calculadas com a curva de fluencia de 4 dias, s&0 langados na linha horizontal da idade quando ocorre a deformagao unitaria (2-4) dias e 4-6 dias. De posse dos valores das tensdes remanescentes registradas nas linhas horizontais da tabela 2, por exemplo com 4 curvas_de fluéncia nas idades de carregamento de 3, 7, 14 e 28 dias, ha que interpolar_os’ valores para as demais linhas horizontais. Essa interpolagdo pode ser feita através de um grafico em que se langa a idade no carregamento (dias) no eixo das abcissas e as tensdes remanescentes no eixo das ordenadas (Fig.5) Daa Fane nn ‘Gperaeao Te Dasrmenta ] Reese TENSOES REMANESCENTES (%) 1DADE NO CARREGAMENTO Fig.5 A forma e dimensdo_dos corpos de prova influem nos resultados dos ensaios de fluéncia. Epaminondas Melo do Amaral Filho (ref. 6) descreve essas influencias. O"creep"medido diminui com o aumento de tamanho do c.p., mas quando a espessura do c.p. excede cerca de 90cm, a influéncia da dimens&o torna-se negligenciavel. Ensaios realizadog, mostram que a fluéncia para um cilindro de 25em de diamétro,e cerca da metade daquele deuum cilindro de 6 15cm. A influgncia da forma do corpo de prova (cilfndrica, cibica, etc..) @ muito menos importante do que a do tamanho’e para a maior parte dos casos praticos, pode ser desprezado. Para os casos de concreto massa, @ recomendavel entao utilizar-se nos ensaios de fluéncia, corpos de prova de dimensdes no minimo de 6 25 om x 90cm de altura. CONVERSAO DAS DEFORMAGOES 0 c&lculo de tensdes a partir dos dados de relaxagio é simplificado sobremaneira, pois basta para isso calcular as tensées instantaneas ( que sao obtidas multiplicando-se a variagaéo das deformagdes unitarias pelo médulo de elasticidade na idade em que se_processa tal variagio), que ocorrem quando as deformagées unitarias ocorridas sao tratadas independentes umas das outras. Se se considerar_o caso geral em que haja o registro de deformagoes unitarias, fornecidas por extensdmetros embutidos no concreto em um periodo de tempo qualquer, estas deformagdes Data ‘Greate To Ganmente Raat 0 Foie 12 unitarias sdo constituidas de uma série de variagdes independentes de deformagdes chamadas de incrementos. A conversdo das deformagées unitarias em tenses e@ obtida favilmente calculando-se as tensSes instantaneas e multiplicando-as pela percentagem das tensées remanescentes retiradas da tabela de relaxagao. Consideremos o caso genérico em que se dispoem das deformagées unitarias reais (e,) de um extensdmetro, dos valores do modulo de elasticidade (E) nas varias idades, que tais dados sejam os registros de uma idade inicial, por exemplo de 1 dia até 14 dias: A tabela 4 exemplifica a transformagao dos dados de deformagées unitarias em tensdes, utilizando-se os dados de relaxacao. TABELA 4 Taw &, A] = —T fs 10% 10% ase? a k on 1 br 2&2 Ea - bn Bes) 4 bra bre rn 6 Ere Erg» Era B Erg Erg - Evy 10 “Ene Ene Ere 12 Enz Ear Eno 14 Ene Bue bn + En) Ke | GiRy = Ke x 04 + Era) Ke | OiR6 = Ke X Ole = Bre) Ky | ORs = Ke X ois » Bre) Kio] OR yo= KioX oxo + Ero) Kia] oiRy2= Kiax Era) Kral GAra= KraX oi Assim, se guisermos a tensdo ao fim de 14 dias, bastara efetuar a soma algebrica das tensdes incrementais reais da Ultima coluna. 0 valor da tensdo instantanea sera dado pela soma algébrica das tensdes incrementais instantaneas da_quinta coluna. Este valor sofrera uma redugao devido 4 relaxagdo. Dae ] Operacie We Dosumanto Fevaio | Faia o | 13 3. CALCULO DO ESTADO GERAL DE TENSOES Conhecendo-se as tensdes normais' em dois planos perpendiculares e em um_terceiro plano inclinado-gualquer, podemos calcular as tensdes principais maximas e minimas e suas respectivas diregdes (Ref. 7). Oy = Us sen2 ok + 0, contol - Vy sen.2 y= Vasmtds Trot - Oy Sen. 2 G, +9; Ne we Gy = ‘t¥s, (bY, cf onde: om = tensdo principal maior Om = tensdo principal menor aM,o,, = Gngulos, defasados de 90°, que os planos onde atuam ome o,, ou sejam, respectivamente, as diregdes de OMe Ons fazem com a direcdo de oj, medidos a partir desta, em sentido horario (ver Fig. 7) Wa Dasmmente I" Fale, 0 Nos planos onde atuam as tensdes normais maxima e minima a tensdo de cisalhamento @ nula. As tensdes_de cisalhamento maxima e minima dao-se nos planos que fazem Angulo de 45° com os planos das tensées principais, e seus valores sao: “max = “Tmin Melhor idéia se faz da variacdo das tensdes em torno_de um ponto, no estado duplo de tensao, com as representacées graficas da elfpse das tensdes e do circulo de Mohr. 4 ROTEIRO DE CALCULO 19 Confecgdo da tabela de relaxagdo de tensdes do concreto (Tabela 3) a partir dos ensaios de fluéncia, para os per{fodos desejados._Por exemplo, considerando-se que_a estrutura é@ submetida @ um maior carregamento por ocasido do enchimento do reservatério, seria conveniente, entao, programar ensaios de fluencia em datas correspondentes aos tempos to e (to + t), onde: to: tempo decorrido entre a instalacdo da roseta extensométrica e o inicio do enchimento do reservatério. t : tempo decorrido entre o inicio e o final do enchimento do reservatério. 22 Calculo das compatibilidades das deformagées, correcdes do extensdmetro compensador e consideracdo do efeito de Poisson, segundo a Tabela 1. As deformagdes €' (poisson) serdo as usadas nos calculos subsequentes. 3° Calculo das tensées a partir das deformacdes e€' (POISSON), conforme a Tabela 4. 4@ CAlculo do estado geral de tenses: tensdes normais e_de cisalhamento maximag e minimas, direcdes dessas tensdes, elaboragao do elipsdide de tensdes ou circulo de Mohr. Raeke 0 Tome 15 Toa T Opeasae No Gasmmento 5. BIBLIOGRAFIA 1. Manuel Rocha -"In Situ Strain and Stress Measurements LNEC - Memoria n? 265 2, Laginha Serafim "Measurement of Strains in Concrete Dams"= 1955, Laginha Serafim, I e Guerreira, M - "Autogenous and Hygrometric Expansion of Mass Concrete", ACI Journal, September 1969. 4. José Eduardo Costanzo, José Luis Ferraz " observagdes de Deformagdes Autogenas e de Origem Termica na barragem de Concreto de Ilha Solteira. Comparagdes com valores obtidos em laboratorio"- X Seminario Nacional de Grandes Barragens. Curitiba 1975 5. Carlson, R.W. -"Manual for the use of Strain meters and other instruments for embedment in concrete structures. 6. Walton Pacelli de Andrade e Francisco Gladston Holanda - "Relaxagdo de Tensdes"- Construgao Pesada - Agosto/76. 7. Epaminondas Melo do Amaral Filho ~" Deformagdes lentas em barragens de concreto e de suas fundagdes em rocha - influéncia dos diversos fatores " XI Seminario Nacional dec§randes Barragens~ Fortaleza, Ceara. 8, Telemaco Van Langendonck -" Estudo das Tensdes "+ Escola Politécnica da Universidade de Sao Paulo. Dae Fol ‘Opwacte To Bevamerto Tevade