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Estudo comparado dos bens considerados quanto sua comercialidade,

como referência o código civil brasileiro de 2002:

Res in patrimomio Em Roma Res in Patrimonio eram os bens que estavam no


comercio, ou seja, coisas suscetíveis de serem apropriadas ou alienadas, já o
código civil brasileiro Bens particulares são definidos por exclusão pelo art. 98:
“todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem”.

BENS QUANTO A POSSIBILIDADE DE SEREM OU NÃO COMERCIALIZADOS

Embora o novo CC não tenha dedicado um capítulo aos bens que estão fora do
comércio, como o fizera o CC 1916 e se mantendo no CC de 2002 no seu art.
69, encontram-se nessa situação:

BENS NATURALMENTE INDISPONÍVEIS – são aqueles insuscetíveis de


apropriação pelo homem (ex.: a totalidade do ar atmosférico, as águas dos
mares, o sol, etc.).

BENS LEGALMENTE INDISPONÍVEIS – são aqueles que normalmente


poderiam ser alienados, mas a lei proíbe (ex.: bens públicos de uso comum do
povo, os bens públicos de uso especial, os bens de incapazes, etc.).

Além destes, incluem-se na categoria de legalmente indisponíveis os direitos de


personalidade, preservados em respeito à dignidade humana, como a liberdade,
a honra, a vida, etc., bem como os órgãos do corpo humano, cuja
comercialização é expressamente vedada pela CF (art. 199, §4º - CF).

Mas vale citar uma coisa que continua desde a Roma, com uma pequena
mudança, a laicidade, que atos de compra e venda de coisas (bens) de pequeno
valor não precisam de um ritual, mas coisas de grande valor econômicos na
Roma haviam formas quase sacramentais de comprar/vender ou emprestar e
agora com a laicidade do estado temos contratos.