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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

CENTRO DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS

CURSO DE TEOLOGIA

DEPRESSÃO

JACKSON LUÍS KNIES

PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM III

Canoas, julho de 1998


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO........................................................................................................................................................3
1 O QUE É DEPRESSÃO...................................................................................................................................5
1.1 Tipos de Depressão Clínica.......................................................................................................................5
1.1.1 Depressão Maior...............................................................................................................................5
1.1.2 Distúrbio Bipolar...............................................................................................................................6
2 LISTA DE SINTOMAS....................................................................................................................................7
2.1 Sintomas de Depressão.............................................................................................................................7
2.2 Sintomas de Mania....................................................................................................................................8
3 Causas de Depressão.........................................................................................................................................9
4 Ciclo da Depressão, a partir da Sexta Década de Vida...................................................................................11
4.1 A Sexta Década da Vida..........................................................................................................................11
4.2 A Sétima Década da Vida........................................................................................................................12
4.3 A Oitava Década da Vida........................................................................................................................12
4.4 A Nona Década.......................................................................................................................................13
5 Pessoas Idosas Podem Obter Satisfação com Novas Atividades...................................................................14
5.1 Ajuda contra a Depressão........................................................................................................................14
5.1.1 Medicamentos.................................................................................................................................15
5.1.2 Psicoterapia.....................................................................................................................................15
5.1.3 Tratamentos Biológicos...................................................................................................................15
6 Ajudando ao Deprimido..................................................................................................................................17
6.1.1 Onde Procurar Ajuda.......................................................................................................................17
CONCLUSÃO........................................................................................................................................................19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................................20
INTRODUÇÃO

Neste trabalho, faço uma definição geral da depressão, como sendo algo sério e de

freqüente ocorrência em todas as faixas etárias.

Relato um pouco sobre as causas, soluções e especialmente os ciclos de ocorrência

entre sessenta e noventa anos de idade.

Penso que é um assunto, o qual não deveria parar nesta introdução e muito menos no

trabalho como um todo. Qualquer um pode ou passou por esta situação é muitas vezes não

sabemos como lidar com ela. Por isso, é de suma importância conhecermos a doença, suas

causas e possíveis soluções.

Este trabalho não é nenhuma grande obra sobre depressão mas é uma possibilidade de

você encontrar algumas diretrizes para verificar se está deprimido ou não e o que fazer se a

doença fizer parte da sua vida como um estranho que você ainda não conhece ou não

conseguiu identificar com clareza.


1 O QUE É DEPRESSÃO

A depressão é uma doença “do corpo como um todo”, que compromete seu corpo,

humor e pensamento. Ela afeta a forma como você se alimenta e dorme, como se sente em

relação a si próprio e como pensa sobre as coisas. Uma doença depressiva não é uma “fossa”

ou um “baixo astral” passageiro. Também não é sinal de fraqueza ou uma condição que possa

ser superada pela vontade ou com esforço. As pessoas com doença depressiva não podem

simplesmente recompor-se e melhorar por conta própria. Sem tratamento, os sintomas podem

durar semanas, meses ou anos. O tratamento adequado, entretanto, pode ajudar a maioria das

pessoas que sofrem de depressão.

1.1 Tipos de Depressão Clínica

1.1.1 Depressão Maior


A depressão maior torna quase impossível se continuar com as atividades normais

como dormir, comer ou desfrutar a vida. O prazer parece coisa do passado. Este tipo de

depressão pode ocorrer uma única vez na vida, mas em muitas pessoas se repete várias vezes.

Pessoas com depressão maior necessitam de ajuda profissional.


1.1.2 Distúrbio Bipolar
Outro tipo de depressão, o distúrbio bipolar – ou doença maníaco-depressiva – produz

graves oscilações de humor, do extremo desânimo à euforia excessiva. Estes quadros de

euforia extrema e energia inesgotável são denominados mania. Este distúrbio se inicia em

geral por volta dos vinte anos de idade. Embora não costume aparecer pela 1a vez em pessoas

idosas, ele requer tratamento especializado, seja qual for a idade do paciente.
2 LISTA DE SINTOMAS

2.1 Sintomas de Depressão


A pessoa que estiver deprimida apresentará os seguintes sintomas citados:

 Tristeza, ansiedade, ou sensação de “vazio” persistente.

 Perda de interesse ou prazer nas atividades habituais, inclusive sexo.

 Diminuição da energia, fadiga, lentidão de pensamento ou redução da atividade.

 Distúrbios do sono(insônia, sono excessivo, despertar matinal antes do horário

habitual).

 Alterações do apetite(perda de apetite ou de peso ou excesso de apetite ou de peso).

 Dificuldade de concentração, alterações de memória, dificuldade para tomar

decisões.

 Desesperança ou pessimismo.

 Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo.

 Idéias de morte ou suicídio, tentativa de suicídio.

 Irritabilidade.
 Choro excessivo.

 Dores persistentes, que não respondem a tratamento.

2.2 Sintomas de Mania


Estes sintomas podem variar de moderados a graves. Quando a mania é moderada,

apenas as pessoas mais próximas podem perceber os sintomas.

 Euforia excessiva.

 Irritabilidade.

 Diminuição da necessidade de sono.

 Aumento da energia.

 Agitação, “tagarelice” e aumento do interesse ou atividade sexual.

 Aceleração do pensamento.

 Comprometimento da capacidade de tomar decisões.

 Idéias de grandeza.

 Distração ou divagação com facilidade.


3 Causas de Depressão

Certos tipos de depressão ocorrem repetidamente em algumas famílias, indicando que

a vulnerabilidade biológica pode ser herdada. Parece ser o caso do distúrbio bipolar. Estudos

de famílias, nas quais membros de cada geração desenvolvem este distúrbio, mostraram que

aqueles com a doença possuem constituição genética um tanto diferente dos que não

adoecem. Entretanto, o reverso não é verdadeiro: nem todos com constituição genética que

determina a vulnerabilidade ao distúrbio bipolar apresentam a doença. Aparentemente, fatores

adicionais – possivelmente um ambiente estressante – estão envolvidos no desencadeamento

da doença.

Em algumas famílias, a depressão maior também parece ocorrer de geração em

geração. Entretanto, pode igualmente manifestar-se em indivíduos que não possuem história

familiar de depressão. Herdada ou não a depressão está freqüentemente associada a redução

de certas substâncias neuro químicas.

A constituição psicológica também desempenha papel na vulnerabilidade á depressão.

Pessoas com baixa auto-estima, que se vêem sistematicamente a si mesmas e ao mundo com

pessimismo, ou que se deixam facilmente abater pelo estresse, são predispostas a depressão.
Uma perda importante, um doença crônica, conflitos de relacionamento, dificuldades

financeiras ou qualquer alteração indesejada na vida também podem desencadear um episódio

depressivo. Com freqüência, a combinação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais

está presente no desenvolvimento da doença depressiva.


4 Ciclo da Depressão, a partir da Sexta Década de Vida

4.1 A Sexta Década da Vida


Neste período há duas categorias distintas de pessoas. A primeira categoria inclui

aqueles que aceitaram o fato de que já viveram metade da vida que tinham para viver a

aprenderem a lidar com diminuição gradativa de sus energias vitais. Estes indivíduos têm

prazer no seu trabalho e geralmente trabalham muito e rapidamente, porque sabem que suas

realizações na vida devem ser alcançadas rapidamente. Seus passatempos favoritos

geralmente são aqueles que lhes dão menos desgaste físico como golfe e boliche. As

atividades que escolhem geralmente lhes dão prazer genuíno. Seus amigos são da mesma

faixa etária, com os quais têm muito em comum; isto enriquece seu modo de vida. A esta

altura já tem netos, e se mantiverem bom relacionamento com os filhos, pode trazer uma

dimensão recompensadora em suas vidas. Consequentemente, mesmo que tenham

experimentado ondas de depressão na Quinta década da vida, podem evitá-la na Sexta.

O outro grupo de indivíduos na Sexta década têm a tendência de rejeitar o inevitável, o

fato de que já chegaram aos sessenta, tornando –se facilmente deprimidos. Ocorre a auto

rejeição, tornando a pessoa indesejável, se encontrando num estado de reclamação e muitas

vezes neurótico. Não é raro que casamentos que duraram mais de trinta anos passem por um
período de turbulência iniciado, ou por uma esposa narcisista que tem medo de perder sua

beleza, ou por marido que antes fora cheio de energia e que rejeita o processo natural do

amadurecimento. Felizmente, par a maioria das pessoas este é um período temporário de

depressão; uma vez que a pessoa consiga a auto-aceitação e faça um projeto de metas novas e

realistas par o futuro, os estados de ânimo flutuantes do indivíduo começam a se estabilizar.

4.2 A Sétima Década da Vida


Um dos problemas que agravam a depressão durante a sétima década é acarretado

primeiramente pela incapacidade das pessoas em lidar com a aposentadoria ou com a perda de

seu cônjuge. Por causa da opulência da nossa sociedade, muitas pessoas se aposentam aos

sessenta ou sessenta e dois anos de idade. Se a meta do indivíduo para esta idade foi não fazer

nada, é mais do que provável que se tornará uma pessoa propensa a depressão; mas também

engrossará a estatística da mortalidade. Todos estão familiarizados com os industriais que

tiveram um vida produtiva mas que morreram dentro de dezoito meses depois de se

aposentarem, em motivos físicos aparentes. Na maioria das vezes o problema surge por causa

da falta de objetivos e interesses que deviam ter planejado para quando se aposentassem.

Pode-se dizer que o livrar-se da depressão na sétimas década da vida é resultado da

contribuição que a pessoa faz ao bem estar dos outros e à sociedade.

O segundo problema de maior importância nesta década é a dificuldade de adaptar-se a

perda do cônjuge. Segundo as estatísticas, cinqüenta porcento dos que ultrapassam os sessenta

e cinco anos, ou são solteiros, divorciados, ou viúvos. De todas as experiências traumáticas

que as pessoas enfrentam, a mais crítica parece ser a perda ocasionada pela morte do cônjuge.

4.3 A Oitava Década da Vida


A oitava década não é muito diferente das outras, exceto que nesta altura a

sensibilidade pode tornar-se um problema que por sua vez cria depressão na vida de um dos
cônjuges. Sua saúde abalada e aumento de doenças físicas podem fazer com que a pessoa

fique mais consciente de si mesma e de seus sentimentos do que qualquer outra coisa. Se a

pessoa tiver tendência a depressão, isto intensificará os sentimentos de hipocondria e fará com

que suas enfermidades piorem. Além disso, seu círculo de amizade pode diminuir pela morte

de alguns e a pessoa não consegue acompanhar a sociedade enérgica e ativa que a rodeia.

A preocupação consigo mesmo durante este período é uma ameaça natural e perigosa

ao bem-estar do indivíduo. Não é raro que tais pessoas fiquem á mercê de seus próprios

recursos. Em momentos em que declinam física e financeiramente, este é um ambiente feito

sob medida para provocar a autocomiseração. Seus filhos têm de cuidar de suas próprias

famílias, e o ancião aposentado tende a isolar-se na concha de seu apartamento e viver do

passado.

4.4 A Nona Década


Por incrível que pareça, a nona década da vida não parece conter as depressões das

outras décadas. Alguns sugerem que isto acontece porque as pessoas retomam uma atividade

infantil para com a vida nesta idade. Parece que nesta idade os tipos de tendência a depressão

já tiveram morte prematura e que a maioria das pessoas nesta idade mantém uma atividade

otimista da vida.

Anos atrás realizou-se uma pesquisa nesta faixa de idade. Em resposta a mais de

trezentas perguntas para se averiguar o que eles tinham em comum, em um só ponto houve

acordo quase unânime: uma antecipação para um amanhã igualmente interessante. Este parece

ser o segredo da longevidade.


5 Pessoas Idosas Podem Obter Satisfação com Novas Atividades

5.1 Ajuda contra a Depressão


Um dos maiores obstáculos para se obter ajuda contra a depressão clínica pode ser a

atitude da pessoa. Muitas pessoas acham que a depressão desaparecerá sozinha ou que estão

muito velhas para serem ajudadas ou que procurar ajuda é sinal de fraqueza. Estes pontos de

vista são totalmente errados.

A depressão é uma doença que tem tratamento. Mesmo a pessoa mais deprimida pose

ser tratada com sucesso, freqüentemente em questão de semanas, retornando a um vida mais

feliz e gratificante. A melhora é freqüente, mesmo quando as pessoas se sintam sem esperança

e desamparadas.

Há três tipos principais de tratamento par a depressão clínica: medicamentos,

psicoterapias e, em alguns casos, outros tratamentos biológicos. Às vezes pode-se usar uma

associação de tratamentos.

As pessoas respondem de forma diferente ao tratamento. Se, após várias semanas, os

sintomas não tiverem melhorado, o esquema de tratamento deve ser reavaliado. Além disso,

os procedimentos e combinados a outros tipos de tratamento.


5.1.1 Medicamentos
Há vários medicamentos eficazes, mas os três tipos mais utilizados no tratamento da

depressão são os antidepressivos tricíclicos, os inibidores da monoaminooxidase(IMAO) e o

lítio. O lítio é muito eficaz no tratamento do distúrbio bipolar, e é também usado, ás vezes, no

tratamento da depressão maior.

 Todos os medicamentos modificam a ação do substâncias químicas no cérebro,

melhorando o humor, o sono e o apetite, e aumentando a energia e a capacidade de

concentração.

 Pessoas diferentes podem necessitar de medicamentos diferentes e, ás vezes, mais de

um medicamento é necessário para tratar a depressão clínica.

 A melhora ocorre, em geral, após algumas semanas.

5.1.2 Psicoterapia
Conversar com um terapeuta experiente pode também ser útil no tratamento de certos

tipos de depressão, especialmente na depressão leve. Terapias breves9geralmente com 12 a 20

sessões), desenvolvidas para tratar a depressão, concentram-se na abordagem dos sintomas

específicos da depressão.

 A terapia cognitiva tem como objetivo ajudar o paciente a conhecer e alterar seus

padrões negativos de pensamentos, que contribuem para a depressão.

 A terapia interpessoal estimula a capacidade de lidar de forma mais eficaz com as

outras pessoas; a melhora dos relacionamentos pode reduzir os sintomas de

depressão.

5.1.3 Tratamentos Biológicos


Alguns tipos de depressão podem responder melhor à eletroconvulsoterapia(ECT).a

ECT é um tratamento eficaz usado em casos extremamente graves de depressão maior,


quando se necessita de uma melhora rápida ou quando não se pode usar medicamentos ou

ainda se estes não forem eficazes. A evolução na técnica de aplicação deste tratamento torna-o

muito mais seguro do que antigamente. Durante a ECT, o uso de anestesia e de um relaxante

muscular protege o paciente de lesões físicas e evita a dor.


6 Ajudando ao Deprimido

A coisa mais importante que alguém pode fazer por uma pessoa deprimida é ajudá-la a

se submeter a um diagnóstico e a um tratamento adequado. É importante encorajá-la a

continuar se tratando até que os sintomas desapareçam( após várias semanas0, ou a procurar

tratamento diferente, se não ocorrer melhora. Às vezes, pode ser necessário marcar uma

consulta e acompanhá-la até o médico, bem como verificar se ela está tomando a medicação

corretamente.

A Segunda coisa mais importante é oferecer-lhe apoio emocional. Isto envolve

compreensão, paciência e encorajamento. Procurar conversar com a pessoa deprimida e

escutá-la com atenção é muito importante.

6.1.1 Onde Procurar Ajuda


Uma avaliação física e psicológica completa ajudará na decisão sobre o tipo de

tratamento que pode ser melhor para cada indivíduo. A relação a seguir apresenta os

profissionais e instituições que podem prestar serviços de atendimento e terapia:

 Médicos de família ou clínicos gerais.

 Especialistas em saúde mental, como psiquiatra, psicólogos e assistentes sociais.

 Centros de saúde.
 Centros comunitários de saúde mental

 Sociedades psiquiátricas e/ou médicas locais.


CONCLUSÃO

Neste trabalho foi desenvolvido uma concepção geral de depressão. Vimos as várias

formas como ela se apresenta, especialmente na faixa etária dos sessenta aos noventa anos de

idade, entre outros fatores.

Sempre tive minhas dúvidas a respeito de depressão numa idade mais avançada, como

sendo irreversível neste caso. Entretanto ao término desta obra, pude constatar que na

realidade, há cura para depressão, em todas as faixas etárias, inclusive nas mais críticas.

É interessante notarmos que a depressão não escolhe idade ou sexo, e a sua origem

pode ser perceptível ou na maioria das vezes imperceptível, pelo portador da depressão. Por

isso é necessário avaliarmos as nossas atitudes, frente aos nossos familiares e amigos, e

certamente poderemos chegar a uma conclusão positiva ou negativa, quanto a possibilidade de

estarmos deprimidos ou não.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LAYHAYE, Tim. Como Vencer a Depressão. São Paulo : Vida Nova, 1980.

SARGENT, Marilyn. Uma Conversa Franca Sobre Depressão. Instituto Nacional de Saúde Mental. EUA.

(Folheto traduzido pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Clínica).

Vários Tradutores. Se você tem mais de 65 Anos e está Deprimido... Instituto Nacional de Saúde Mental. EUA.

(Folheto traduzido pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Clínica).