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INTRODUÇÃO

É uma espécie florestal de folha perene pertencente ao género Eucalyptus, de


crescimento rápido.
ETIMOLOGIA
(do latim globulus, um pequeno botão, referência à forma do opérculo do fruto)
CARACTERÍSTICAS
Quando cortada a planta regenera rapidamente a partir da toiça, produzindo fortes turiões
recobertos por folhas juvenis que quando desbastados rapidamente reconstituem a árvore.

As plantações de eucalipto podem assim ser repetidamente cortadas sem necessidade de


replante.
PORTE
30 a 55 m de altura
CAULE
Tronco ereto e esguio, com ramificação apenas na parte terminal, formando uma canópia
esparsa e irregular a grande altura.

O tronco é recoberto por um ritidoma cinzento-claro, liso, que tende a soltar-se


espontaneamente libertando longas tiras que ao secar ficam acastanhadas e se enrolam
sobre si, ficando pendentes dos troncos por largos períodos.

A madeira é esbranquiçada, com pouco cerne, muito rica em água quando verde, formada
por longas fibras esbranquiçadas, fissurando e contorcendo-se durante a secagem.

Ao quebrar produz longas falhas aguçadas, ligadas entre si por fortes fibras relativamente
flexíveis.
FOLHAS
A espécie apresenta marcado dimorfismo sexual, com as plantas juvenis e os rebentos
basais e de toiça apresentam um tipo de folha diferente das plantas adultas: as folhas
juvenis são sésseis, oblolanceoladas, com 615 cm de comprimento, e recobertas por um
tegumento ceroso de cor azulada, surgindo em pares alternados (dando à planta juvenil
características de alternifólia) em caules de secção quadrangular.

As folhas das árvores adultas são estreitas, falciformes a siculares (isto é alongadas e
contorcidas em forma de foice), com 15-35 cm de comprimento, com tegumento verde
acinzentado (particularmente na página inferior), surgindo alternadamente ao longo de
caules arredondados.
FLORES
Os botões são oblongos, mais largos na parte distal, rodeados por uma bordadura irregular
recoberta por protuberâncias, terminando num opérculo aplanado (topo do botão floral)
com uma protuberância central.

As flores são esbranquiçadas ou cremosas, instaladas nas axilas das folhas, produzindo
um copioso néctar que quando utilizado por colmeias produz um mel com sabor e cheiro
característicos.
FRUTOS
Os frutos são cápsulas lenhosas com 1.5 a 2.5 cm de diâmetro, reproduzindo a forma do
botão da flor.

Cada fruto contem numerosas sementes minúsculas, que são libertadas através de 3 a 6
valvas que se abrem no topo do fruto aquando da maduração.
RAÍZES
O eucalipto-comum produz um extenso sistema radicular, que em solos bem drenados se
pode estender por muitas dezenas de metros em torno da árvore, penetrando
profundamente no perfil atingindo nalguns casos mais de 10 m de profundidade.

A planta adulta não tem raiz apical, desenvolvendo um sistema radicular que se distribui
radialmente em torno da árvore sem qualquer elemento aprumado.

Introdução
O Eucalyptus é um gênero de plantas Angiospermas pertencentes à
família Mystaceae, que têm como características principais a casca volumosa e a
produção de óleos essenciais - que são frequentemente utilizados na produção de
fármacos e cosméticos.

São nativos da Oceania, mais especificamente da Austrália, embora algumas espécies


nativas também tenham sido encontradas na Tasmânia e em algumas ilhas das
Filipinas. São geralmente árvores de grande porte, ou pelo menos arbustos maiores
que são chamados de eucaliptos.

O nome eucalipto também se aplica a outros gêneros arbóreos de mirtáceas, como as


árvores do gênero Corymbia e Angophora.

Devido às suas características, o eucalipto é um produto de grande importância


econômica, sendo utilizado para extração de lenha, fabricação de papel, produção de
óleos naturais etc.

A primeira descrição botânica do eucalipto ocorreu em 1788 pelo botânico francês


Charles de Brutelle. Atualmente, o gênero Eucalyptus conta com mais de 700
espécies já catalogadas.
Características do Eucalipto
As plantas do gênero Eucalyptus são angiospermas, isto é, plantas que formam flores
e frutos, e são eudicotiledôneas (antigamente essa nomenclatura estava incluída
dentro do grupo das dicotiledôneas), apresentando, assim, dois cotilédones (primeiras
folhas de textura carnosas que surgem durante a germinação das sementes).

Também são, geralmente, consideradas plantas perenifólias, também chamadas de


plantas de folhas persistentes. São plantas que mantêm suas folhagens ao longo do
ano inteiro, não passando por estágios de queda e ausência de folhas.

O nome eucalipto pode ser traduzido como "boa cobertura", fazendo referência
ao opérculo resistente que cobre os órgãos reprodutores da flor, que possui elevada
quantidade de estames, ou ainda à casca grossa que as árvores do gênero
apresentam.

A maior parte das espécies de eucaliptos apresentam dimorfismo foliar, ou seja, as


plantas quando jovens apresentam folhas opostas, ovais ou arredondadas, às vezes
sem pecíolo (estrutura que conecta o limbo, ou a folha propriamente dita, ao caule). E,
quando adultas, aproximadamente após dois anos de crescimento, a maior parte das
espécies passa a apresentar folhas alternadas, compridas e estreitas (chamadas de
lanceoladas ou falciformes) com um longo pecíolo.

As folhas de eucalipto apresentam glândulas secretoras de óleos que podem possuir


aromas - uma das principais características do gênero.

Outra característica marcante do gênero é em relação à casca, chamada de súber. O


eucalipto pode possuir casca lisa ou rugosa, mas sempre muito grossa que cobre todo
o caule da planta. Essa casca apresenta um ciclo anual e pode se soltar em
determinadas épocas do ano, deixando à mostra um caule claro e liso, o que
caracteriza as plantações de eucaliptos.
Casca (súber) do Eucalipto.

O fruto do eucalipto é lenhoso, cônico e apresenta estruturas especializadas para


abertura e liberação das sementes.

Importância Econômica
Não se sabe ao certo quando exatamente o eucalipto, uma planta da Oceânia, foi
introduzido no Brasil. Há relatos de plantio de eucalipto no Rio de Janeiro entre os anos
de 1825 até 1868.

Outros relatos nessa mesma época indicam que o plantio em São Paulo e no Sul do
Brasil também corroboram com a época em que a planta possa ter chegado ao Brasil,
provavelmente através da atividade portuária. Mas foi em 1909 que foi oficialmente
implantado o Eucalipto no Brasil, pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de
Andrade.

Atualmente, as plantações de eucalipto se estendem por áreas localizadas


principalmente no Sul e no Sudeste do Brasil, sobretudo no estado de Minas Gerais,
onde aproximadamente 2% de sua área territorial é ocupada por plantações de
eucaliptos.
Essa árvore apresenta rápido crescimento e grande probabilidade de produzir árvores
saudáveis, além da facilidade de manejo e melhoramento genético, fatores que
contribuem para a sua ampla aceitação no mercado.

O eucalipto apresenta grande importância comercial, com 5,5 milhões de hectares


plantados e uma produtividade média de 39 m³/ha/ano, segundo a Indústria Brasileira
de Árvores.

Através do eucalipto, pode ser produzida a celulose, matéria-prima para a fabricação


de papel, celofane e alguns tecidos sintéticos. Além disso, também são extraídos óleos
essenciais que são utilizados para a fabricação de produtos de limpeza, alimentícios,
perfumes e remédios. Suas lenhas também são utilizadas para produzir tábuas para
móveis, ripas, vigas e postes.

Reflorestamento com eucalipto


No início do século XX, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) lançou o
primeiro projeto brasileiro de reflorestamento, devido aos avanços do mercado do café
que estava acabando com as reservas florestais, seja para a disponibilidade da área
para plantio de café, seja pela extração de madeira para produção de carvão vegetal.

O objetivo do projeto era, além de reflorestar parte das áreas degradadas, estudar qual
a melhor espécie vegetal que se adaptaria ao ambiente, mas que também supriria as
necessidades das empresas (produção de carvão, assentamento de trilhos, etc).

Para isso, foi contratado o engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade. Após
seus estudos, o engenheiro chegou à conclusão de que o eucalipto seria a espécie
adequada.

Dessa forma, iniciou-se os plantios de eucalipto no país, para suprir as necessidades


ambientais e industriais da época.

Monocultura e suas implicações


Devido ao elevado valor comercial que o eucalipto apresenta no país, grandes
extensões de terra são plantadas exclusivamente por eucaliptos. Essa monocultura,
embora interessante do ponto de vista comercial, levanta discussões acerca
dos impactos ambientais causados.

O termo "deserto verde" é utilizado para caracterizar grandes extensões de terra


utilizadas para monocultura de árvores para produção de celulose.

Ambientalistas divergem quanto a capacidade de absorção de água por essas


monoculturas. Estudos mostram que monoculturas de eucaliptos são capazes de
absorver elevada quantidade de água, podendo ressecar rios e outras fontes hídricas
localizadas no entorno da plantação.
Embora grandes empresas argumentam os cuidados ambientais que possuem, além
de uma adequada análise técnico-ambiental para estabelecer a melhor área de
plantio, não há uma regulamentação sobre a monocultura de eucalipto e, quando
desenfreada, está relacionada a diversos problemas ambientais, como:

 Desertificação do clima e do solo;


 Ressecamento do solo e maior exposição à erosão;
 Diminuição da biodiversidade;
 Transformação negativa da paisagem.

Floresta de Eucalipto, também chamada de “deserto verde” por alguns ambientalista

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