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PSICANALISE II – Exame

Guilherme Henrique Dadalto


Prof. Camila Carrari Dornelas
Psicologia 4º semestre

COMUM E DIFERENTE PSICANALISE DE CRIAÇAS E ADULTOS

1. Comum
Enquanto os adultos chegam à análise trazendo suas angústias, questionamentos,
relacionamentos malsucedidos, pensamentos e dúvidas obsessivas, fobias, as crianças são
trazidas por seus comportamentos, tanto pelo que fazem, como pelo que deixam de fazer.

2. Diferenças
Criança é diferente do adulto, ela não possui o superego.
Melanie Klein - A análise através do brincar leva os mesmos resultados que a técnica de adultos,
com uma única diferença, a saber, que o procedimento técnico é adaptado à mente da criança
Françoise Dolto - As diferenças entre a psicanálise de adultos e a de crianças muito pequenas,
reside no fato de que essas ainda não perderam o Édipo.

DIFERENÇAS DAS PRECURSORAS DA ANALISE COM CRIANÇAS


Hermine von Hug-Hellmuth, Anna Freud e Melanie Klein.

 Hermione von Hug-Hellmuth


Considerada a pioneira da psicanálise com crianças, Freud tinha grande respeito pelo seu trabalho.
Utilizava jogos e desenho afirmando que com esse material as crianças elaboravam as situações
difíceis e traumáticas.
Em seu método, a interpretação do material inconsciente combinava-se com a influência
pedagógica direta.
Desaprovava a idéia de analisar crianças muito pequenas aquelas que ainda não haviam passado
pelo complexo de Édipo, pois acreditava que nesses casos a análise, em razão de seu poder de
mobilizar o recalque e ao fortalecer as tendências impulsivas da criança, poderia prejudicá-la.
Também afirmava que o analista deveria contentar-se em obter êxitos apenas parciais e de contar
também com recaídas.

 Anna Freud
Desenvolveu uma técnica da psicanálise infantil
Antes dos quatro anos de idade: ainda não estava resolvido o Complexo de Édipo
Falta de consciência da doença
Não se faria Transferência, não havendo inconsciente a ser analisado. (Transferência positiva →
Analise educativa)
A criança não tem consciência de seu mal-estar.
Período preparatório para produzir uma demanda em analise
Mostrar a criança seu problema
Conteúdo de sonhos/desenhos.

 Melanie Klein
Fundou a técnica da análise pela atividade lúdica com crianças. Brincar, uma atividade natural das
crianças, foi considerado por ela a expressão simbólica da fantasia inconsciente.
Ela afirmou que pelas brincadeiras a criança traduz de modo simbólico suas fantasias, seus
desejos e suas experiências vividas. O elemento organizador essencial do pensamento de Melanie
Klein é a prevalência da fantasia e dos “objetos internos” sobre as experiências desenvolvidas no
contato com a realidade externa.
Para ela o brincar era capaz de substituir as associações livres, portanto afirmando ser possível
analisar crianças.
Iniciou seu trabalho clínico com crianças partindo do pressuposto de que a teoria psicanalítica
poderia ser aplicada a crianças, fazendo apenas as modificações que não alterassem a essência
da teoria e do processo psicanalítico.
A análise com crianças permitiu não somente confirmar as deduções freudianas sobre a infância
derivadas da análise com adultos, como também fez novas descobertas. Klein revela que a vida
infantil, surge inteiramente sob o signo da agressividade primária (sadismo) à qual Freud deu o
nome de pulsão de morte em constante luta, desde a origem, com a pulsão de vida.
Para ela, aos 3 anos de idade a parte mais importante do desenvolvimento psíquico já está
desenvolvida.

Ao brincar, a criança expressa suas fantasias, representa seus desejos e experiências. Permitiu o
tratamento de crianças bem pequenas.

Meios de expressão diferentes - mesmas regras essenciais do tratamento:


1. redução progressiva da resistência;
2. o modo de estabelecimento da transferência;
3. e a resposta às interpretações.

Associação livre fica impedida pela angústia.

O brincar tem função de metáfora, de condensação.


O brincar tem o mesmo estatuto do sonho – é uma formação do inconsciente.

Interpretação do brincar: o material (inclui o desenho nessa categoria), a maneira como brincam, a
razão pela qual mudam de brincadeira e os meios que escolhem para a representação.

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