Você está na página 1de 17

LIDERANÇA E GESTÃO DE PESSOAS

Com a utilização do sistema

ENEAGRAMA

Das Personalidades

Pressupondo-se que para uma eficaz formação de equipe, empresas e mais empresas
tem chegado ao comum acordo de que se faz necessário primeiro a boa formação de
seus líderes no que diz respeito ao autoconhecimento.
Por isso esse trabalho se dará primeiro pela linha do autoconhecimento. Oferecendo
ferramentas e facilitador para que líderes que a ele aderirem, sejam mais conhecedores
de si próprios antes de intentarem administrar ou gerir outras pessoas. Bem como,
aponta a exploração e conhecimento de cada personalidade, sugeridos pela profunda e
abrangente ferramenta do Eneagrama.

Com isto, as qualidades exigidas para os dias de hoje partem da premissa de que um
líder que se conhece tem mais habilidade em absorver, assimilar e transmitir seus
conhecimentos, pois, sabe quem ele é e como funciona, admitindo e lapidando de forma
madura e consciente seus pontos fortes e seus pontos as serem trabalhados. Podendo
tornar-se assim, autêntico e confiável. Duas ricas e básicas qualidades para se seguir
alguém!
APRESENTAÇÃO.

Conhecer-se melhor é um dos passos mais importantes na


busca do crescimento como pessoa e como integrante de uma
sociedade complexa e maravilhosa.
O ser humano busca o autoconhecimento e o equilíbrio, o resgate de
sua autoestima, mas quase sempre desiste no meio do caminho por
falta de métodos ou informações amadurecidas pela prática.
Empobrecendo seu espírito, sua alma e desconectando-se de sua
essência.

A Malinovski se propõe a participar da manutenção deste


processo de crescimento como facilitadora no uso de métodos de
autoconhecimento. Entre eles, apresenta o Eneagrama como um
sistema de análise de comportamento e diagnóstico, de ajuda no
autoconhecimento e integração humana. Aliado a esta fantástica
ferramenta estão os métodos de facilitação do Coaching, que auxilia
na elucidação de competências e desenvolvimento das mesmas,
frequentemente exigidas nos dias de hoje tanto no meio empresarial
quanto social.

Ter noção e libertar-se do uso inconsciente, obsessivo e dependente


das paixões/emoções de sua personalidade. Descobrir e potencializar
suas competências bem como encontrar-se consigo mesmo e com o
outro, respeitando as crenças particulares, pode levar ao caminho do
amadurecimento e expansão da consciência humana. Tirando-o da
subjetividade automatizada e escravizante.

A vida é dinâmica, a evolução humana é certa, mas o ritmo e os


caminhos nos são oferecidos deliberadamente. Nos é dado a graça da
liberdade de escolha e isto é por nossa conta!

Portanto, seja bem vindo a este estudo e processo. E que você possa
encontrar-se com seu “melhor”, com sua “essência”, com aquele que
não te acusa, mas que dialoga contigo.

Boa caminhada!

Gheno.
Personal & Executive Coach.

2
1. Objetivo.

O sistema tem como objetivo a expansão dos conhecimentos de


si próprio, a exploração dos mecanismos que nos levam a ser o que
pensamos ser ao invés do que realmente podemos ser ou somos.
O início de um processo de autoconhecimento e amadurecimento em
busca de equilíbrio e da integração humana. Amadurecer é
reconhecer-se em evolução, reconhecer suas “paixões” e trabalhá-las
antes que nos dominem totalmente, tomar consciência de nossas
forças e fraquezas e rir delas enquanto as cuida.
O uso desse sistema de análise de comportamento tem o objetivo de
nos conduzir a uma profunda percepção sobre nós mesmos, o que
somos, por que e o que nos leva a ser o que somos, bem como, nos
indica caminhos de integração e amadurecimento, expansão da
consciência e a sublimação para níveis de percepção mais elevados
da realidade.
Desvendar os segredos de nossas verdadeiras motivações muitas
vezes advindas tão somente de nossas “paixões” não identificadas,
que nos escravizam e submetem a uma vida obsessivamente
repetitiva. Abrir caminho para uma vida de respeito a si mesmo e
suas limitações, tirando o peso da culpa que bloqueia a alegria de
viver harmonicamente com o mundo e com os que nos cercam.
Melhorando assim, nossos relacionamentos e performance espiritual,
física e mental.

Objetivos específicos:

 Autoconhecimento elevado.
 Identificação e busca do equilíbrio no uso dos três centros de
inteligência.
 Identificação de suas “paixões” condicionantes.
 Reposicionar o ”Eu observador” que não julga ou me acusa,
mas conversa comigo.
 Expansão da consciência em função da identificação e respeito
para com as características de sua personalidade e de outros.
 Identificação de caminhos que me reconduzem a um processo
de integração.
 Redescobrir minha verdadeira essência e reencontrar-me
comigo mesmo.

3
2. Significado.

O símbolo do Eneagrama é composto por nove pontos que se


interligam de acordo com uma ordem de 1 a 9. Dispostos em um
círculo que contém um triângulo central (3-6-9) e uma héxade que
liga os pontos (1-4-2-8-5-7) que determina o fluxo de energia
decorrente da integração ou desintegração dos tipos (pontos).
Do Grego enneas => “nove” e grammos => “pontos” =>
Eneagrama, nove pontos.

A geometria perfeita do Círculo representa a Totalidade do Ser


fragmentada em nove pontos ou paixões, que determinam nove
tipos de personalidade (ego) que podemos nos “fixar”. Gerando
nove padrões de comportamento, ou seja, nove formas diferentes
de perceber ou interagir com a vida.

Fluindo por todos os pontos da circunferência está a Energia Vital,


que constituí a plenitude do ser. Esta energia quando reconhecida
e liberada adequadamente, flui possibilitando a transcendência ou
libertação do ponto “fixo” que escraviza e condiciona. Sem perder
sua “Grife” original pode-se usufruir ou transcender para o lado
positivo de seus outros pontos ignorados ou pouco desenvolvidos.

O aumento da percepção a respeito de nós mesmos, de forma


madura pode trazer respostas do porque vivemos obsessiva e
repetidamente sempre da mesma forma. O uso equivocado desta
energia vital dissolve a vida no tempo e no espaço obscurecendo
os sentidos e a verdadeira razão de ser.

II. Centros Vitais.

1. Percepção e Interação.

Podemos utilizar três formas para perceber o meio em que vivemos ou interagir com
este meio (o mundo, a vida). Ao contrário do que estamos acostumados, possuímos outras
duas formas ou canais de inteligência além do que pensamos utilizar.
Quando se vem ao mundo, vêm-se já com esses três centros pré-programados para serem
usados, mas devido às várias circunstâncias a que nos expomos desde nossa infância, nosso
tipo de personalidade vai se embasando em apenas um destes centros passando a utilizá-lo
obsessivamente; tomamos o segundo apenas como apoio e rejeitamos o terceiro.

Os três centros da inteligência humana a que nos referimos são o Intelectual, o


Relacional e o Criativo. Para cada centro de inteligência temos três estilos de
personalidade, formando um total de nove estilos. O estudo se inicia na identificação deste
nosso estilo de personalidade que por ser obsessivamente usado resulta em maneiras
compulsivas e repetitivas de se lidar com a vida. Iludidos a nosso próprio respeito, sobre
quem somos, nossas necessidades, sobre o que é bom ou não para nós, sustentamos
compulsivamente ideias degradantes sobre nosso destino como seres humanos, desviando-
nos do real caminho de crescimento e da integridade da alma. O fato é que identificando os

4
centros e, a partir daí buscar conhecê-los, saberemos como utilizá-los devidamente em prol
de nosso desenvolvimento como humanos e em prol de uma vida mais digna de respeito e
aceitação.
O resgate deste centro rejeitado com seus recursos e o reforço do centro que “só nos
apoiamos” nos conduz ao que se chama “integridade do ser”. Com os três centros liberados
e integrados temos uma visão mais justa e clara de quem realmente poderíamos ser.
Isto é uma viagem para dentro do nosso ser, onde encontramos camadas e camadas de
ilusões e distorções a respeito da vida e de nós mesmos. Na medida em que avançamos
encontramos o vício psicológico que provoca um comportamento repetitivo e compulsivo
que manipula nossa noção da realidade, de como as coisas realmente são. Além disto, nos
deparamos com uma “sensação profunda” que tentamos esconder, abafar com os nossos
“mecanismos inconscientes”, sensação esta, gerada por uma “ferida original” oriunda de
nossa infância. A estratégia criada para abafar esta ferida e para continuarmos sendo
aceitos e queridos pelo meio em que vivemos vai nutrindo as características necessárias à
formação de nossa personalidade. Forma-se ai uma máscara, que sustentaremos pelo resto
da vida. Personalidade => persona => máscara!
Quando nos deparamos verdadeiramente com nossa realidade, a vontade que sentimos é de
arrancarmos esta máscara e nos desprendermos deste único centro do qual fazemos uso
obsessivamente, evidenciando-se agora os fatos (mecanismos inconscientes) pelos quais os
outros riam de mim ou me repudiavam. Mecanismos estes, que uma vez não reconhecidos
me abstém de responsabilidades e de crescimento rumo à maturidade (estado redimido),
me mantendo neste sono profundo, onde tenho uma consciência apenas subjetiva da
realidade.

2. Os Três Centros.

As pessoas distinguem-se umas das outras principalmente pelo fato de estarem


magnetizadas em centros diferentes, cada uma percebendo ou interagindo com o
mundo de forma distinta, ou seja, pelas características determinadas pelo seu
centro.
 O Centro Criativo: faz/age
 O Centro Relacional: sente
 O Centro Intelectual: pensa

Então temos três maneiras de perceber o mundo: Pensar o mundo, Sentir o


mundo e Agir no mundo.
Diante destas três interpretações de mundo que trazem Sensações,
Sentimentos e Ideias, podemos entendê-las como tipos de Inteligência a serem
acessados ou Centros Inteligentes que proporcionam (dados, informações e
decisões).

Os Viscerais, Centro Criativo: filtram a realidade visceralmente ou


instintivamente. Os Emocionais, Centro Relacional: filtram a realidade
emocionalmente ou afetivamente. Já os Intelectuais, Centro Intelectual: filtram
a realidade intelectualmente ou racionalmente.
Analogamente podem também ser determinados como: VENTRE, CORAÇÃO E
CABEÇA.
A forma descrita abaixo demonstra o uso obsessivo do centro, ou seja, a forma
não redimida ou imatura de atuação que é por onde normalmente o trabalho do
eneagrama se inicia, porém na sequência existe uma breve apresentação da
natureza profunda e pura, da essência de cada centro. Que traz à tona a forma
maravilhosa e REDIMIDA do uso. Esta visão das facetas positivas dos centros
aponta para os resultados que poderão ser alcançados no processo. (Abordado no
Módulo II).

5
Características de cada Centro:

CENTRO CRIATIVO/VENTRE:

Viscerais, instintivos.
Abrange os traços 8 – 9 – 1, envoltos pelo instinto do agir tem reações
imediatas e instintivas, baseados na sobrevivência e existência, buscando sempre a
“autonomia” do seu eu, com a intenção de serem independentes, justos e fortes.
Não filtram a realidade pelo emocional e nem pelo intelecto, mas sim pelos
instintos. Com isto, tem como sentidos mais aguçados a audição e o olfato.
Em geral, estão envolvidos pela atmosfera da Raiva que aciona imediatamente
os instintos impedindo-os de acessar seus sentimentos e de pensar na melhor
atitude para o momento. A reflexão vem depois da ação.
Estas atitudes centradas tão somente no VENTRE reduzem sua consciência a
respeito da realidade, do amplo, do geral, que poderia ser percebido de forma mais
abrangente com o uso complementar dos outros centros. Proporcionando uma
conotação diferente para a situação e provavelmente uma ação diferente para o
ato.
Tendem para a hostilidade, uma vez que são regidos pelo aparelho digestivo e
plexo solar.
Vendo a vida constantemente como uma batalha a ser vencida, agem
agressivamente, porém, tendendo à justiça e à identificação de quem detém o
poder. Com a intenção de reivindicar seu espaço são diretos e sutilmente
agressivos.
Com um olho no passado e outro no futuro, vivem intensamente o presente. O
que dificulta a manutenção de um plano delineado, de longo prazo e a fidelidade a
ele.
Aparentemente sempre seguros de si, agem com desenvoltura e desembaraço
(aparência externa), mas internamente encontram-se em conflito moral,
sobrecarregados de angústia e medos.
A pessoa quando presa obsessivamente a este Centro, se apoia no segundo e
rejeita o terceiro.
Deste Centro, o 8 rejeita o Relacional (afetivo) e se apoia no Intelectual, o 9
rejeita o “próprio” centro, o Criativo (instintivo) e se apoia no Intelectual , e o 1
rejeita o Intelectual (racional) e se apoia no Relacional.

A rejeição de um dos centros provém da “ferida interior” gerada na infância. Já


o uso obsessivo ou “apego” a um dos centros (centro magnético) ocorre por este
ter sido na infância o que trazia mais resultados ou prazer na busca de suprir o que
faltava. Fixando-se desta forma como o centro preferido ou dominante.

6
CENTRO RELACIONAL/CORAÇÃO:

Afetivos, emocionais, sociais.


Abrange os traços 2 – 3 – 4, envoltos pelo instinto do sentir tem aguçada
percepção do que acontece ao redor e das necessidades dos outros (sensitivos),
baseados no emocional preocupam-se sempre com sua “imagem” diante dos
outros, com a intenção de serem úteis, amados ou diferentes (especiais).
Empenhados no aprimoramento das relações interpessoais trabalham sempre no
mundo dos sentimentos subjetivos.
Não filtram a realidade pelo intelecto e nem pelos instintos, mas sim pelas
emoções. Tem como sentidos mais aguçados o tato e o paladar.
Em geral, estão envolvidos pela atmosfera da Rejeição que aciona
imediatamente os sentimentos impedindo-os de acessar seus pensamentos e de
agir da melhor forma para o momento. A reflexão vem depois do sentimento e da
ação.
Estas atitudes centradas tão somente no CORAÇÃO reduzem sua consciência a
respeito da realidade, do amplo, do geral, que poderia ser percebido de forma mais
abrangente com o uso complementar dos outros centros. Proporcionando uma
conotação diferente para a situação e provavelmente uma ação diferente para o
ato.
Tendem para a prestabilidade, uma vez que são regidos pelas emoções e pelo
afeto.
Vendo a vida constantemente como uma tarefa a realizar, agem
altruisticamente, porém, sempre tendo em mente o prestígio e aparência, baseados
num sentido de responsabilidade. Sem perder de vista a identificação de quem
detém o poder para saber de suas necessidades ou intenções. Com a intenção de
se sentirem úteis ou amados são sutilmente persuasivos.
Sensíveis à atmosfera que os envolve adaptam-se facilmente as situações
perscrutando informações e querendo atenção. O sentimento causado pelo o que os
outros pensam deles é o que os rege. Julgam-se sabedores do que é bom para os
outros.

Aparentemente sempre alegres e harmônicos, não sabem dizer “não” por medo
de rejeição, pois internamente sentem-se tristes, vazios, incapazes e
envergonhados. O que os leva a reprimirem suas emoções camuflando-as sob um
agir bondoso e ativo.

A pessoa quando presa obsessivamente a este Centro, se apoia no segundo e


rejeita o terceiro.

Deste Centro, o 2 rejeita o Intelectual (racional) e se apoia no Criativo, o 3


rejeita o “próprio” centro, o Relacional (afetivo) e se apoia no Criativo (também por
isso são confundidos com instintivos) , e o 4 rejeita o Criativo (instintivo) e se apoia
no Intelectual.

A rejeição de um dos centros provém da “ferida interior” gerada na infância. Já


o uso obsessivo ou “apego” a um dos centros (centro magnético) ocorre por este
ter sido na infância o que trazia mais resultados ou prazer na busca de suprir o que
faltava. Fixando-se desta forma como o centro preferido ou dominante.

7
CENTRO INTELECTUAL/CABEÇA:

Racionais, mentais.
Abrange os traços 5 – 6 – 7, envoltos pelos instintos do pensar tem reações
cautelosas e programadas, baseados no racional, buscando sempre a “melhor
forma de lidar com a vida” , com a intenção de serem livres, informados,
precavidos
Não filtram a realidade pelo emocional ou instintivo, mas sim pelo intelecto.
Com isto, tem como sentidos mais aguçados a visão.
Em geral, estão envolvidos pela atmosfera do Medo que aciona imediatamente o
intelecto impedindo-os de acessar seus sentimentos e de agir imediatamente ou
da melhor forma para o momento. A ação vem depois da reflexão.
Refletem e em seguida prosseguem de forma ordeira, sistemática e metódica.
Estas atitudes centradas tão somente na CABEÇA reduzem sua consciência a
respeito da realidade, do amplo, do geral, que poderia ser percebido de forma mais
abrangente com o uso complementar dos outros centros. Proporcionando uma
conotação diferente para a situação e provavelmente uma ação diferente para o
ato.
Tendem para a observação e planejamento, uma vez que são regidos pelo
sistema nervoso central e cérebro.
Vendo a vida constantemente como um problema a ser resolvido, agem
estrategicamente, porém, tendendo ao enigmático e ao misterioso. Com a intenção
de liberar seu espaço são distantes e metódicos. Acabam normalmente protelando
a ação.
Convincentes, sempre objetivos e imparciais, agem com desenvoltura,
desembaraço e inteligência (aparência externa), com o objetivo de abafar a
afetividade (ternura) e esconder o medo interno, além de sentirem-se isolados e
confusos.
Demonstram ter menos necessidades eventualmente liberando seus espaços
para os outros, mas quando necessitados colocam-se em posição de indignos ou
bobos.
A pessoa quando presa obsessivamente a este Centro, se apoia no segundo e
rejeita o terceiro.
Deste Centro, o 7 rejeita o Relacional (afetivo) e se apoia no Criativo, o 6 rejeita
o “próprio” centro, o Intelectual (racional) e se apoia no Relacional , e o 5 rejeita o
Criativo (instintivo) e se apoia no Relacional.

A rejeição de um dos centros provém da “ferida interior” gerada na infância. Já


o uso obsessivo ou “apego” a um dos centros (centro magnético) ocorre por este
ter sido na infância o que trazia mais resultados ou prazer na busca de suprir o que
faltava. Fixando-se desta forma como o centro preferido ou dominante.

8
Cada Centro de Inteligência contém três tipos de Personalidade.
Segue abaixo um quadro de afirmações típicas de cada
personalidade:

Tipo 1
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 1, dirige sua atenção para o que esta certo ou errado, para a
forma como as coisas estão sendo feitas ou foram feitas. Analisando
tudo sob o prisma de “sua verdade”. Como se em sua cabeça houvesse
uma única forma de se fazer as coisas.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 1, tem a habilidade de buscar sempre a forma correta de fazer


algo, de forma honesta e diligente, sempre dedicado e responsável.
Porém, na busca deste perfeccionismo, torna-se intransigente, crítico,
podendo criar um ambiente de mal estar e rejeição aos outros.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Soltar-se na onda livre e voluntária de seu dia, deixando que pequenos
erros tornem-se não mais motivo de repressão, mas sim de
oportunidade de observação de como as coisas podem ser diferentes ou
acontecerem de outra forma sem que isso implique em erro.
 Perceber e acolher em atitude não julgadora seu “crítico interno”, para
ai sim, trabalhá-lo de tal forma que isto não o perturbe, mas ao
contrário, agregue valor ao seu dia a dia.

- Autoimagem: tenho razão


- Idealização: sou honesto
- Estilo de falar: moralizante
- Pecado de raiz: Ira - Raiva
- Mecanismo de defesa: Controlador - reação
- Armadilha: Melindre

9
Tipo 2
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 2, dirige sua atenção para as necessidades ou para o que falta
nos outros, tendo como estratégia, suprir estas necessidades e como
propósito receber reconhecimento e aceitação por esta prestatividade.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 2, tem a habilidade de perceber as necessidades de outros e ser


prestativo e disposto, de forma firme e simpática muitas vezes.
Contudo, são muitos vulneráveis à rejeição e exageradamente sensíveis
quando não reconhecidos os seus préstimos.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Perceber que nem sempre precisa fazer algo para agradar alguém ou
ser aceito, que será aceito pelo que é e não pelo que faz aos outros.
Deixando assim de sufocar os outros com seus excessos de
camaradagem.
 Manter seu lado positivo de bom ouvinte, simpático e caloroso.
Percebendo ainda o lado positivo e os dons dos outros, mas não se
apoiar mais tanto nisto como estratégia para sentir-se incluído no
meio. Diminuindo as cobranças quando não for aceito ou aprovado.

- Autoimagem: eu ajudo.
- Idealização: carinhoso.
- Estilo de falar: bajulador.
- Pecado de raiz: orgulho
- Mecanismo de defesa: repressão
- Armadilha: lisonja

10
Tipo 3
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 3, dirige sua atenção para os métodos e formas, para tarefas e
conquistas, com a intenção de alcançar a realização (sucesso) ou de
ser bem sucedido.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 3 tem a habilidades de liderança, competência e eficiência.


Habilidade de se identificar facilmente com as situações lhe impostas,
com a atmosfera do momento ou com o meio. Porém, perde sem
perceber, sua autenticidade, veracidade. Tornando-se não presente,
evasivo. Perde contato com seus sentimentos...

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Voltar sua atenção para o fato de as pessoas o amarem pelo que ele é,
e não por suas realizações ou sucesso.
 Buscar a interiorização com o intuito de se acolher emocional e
espiritualmente, aceitando as possíveis derrotas como oportunidade de
integração e prática da veracidade.

- Autoimagem: tenho êxito


- Idealização: competente
- Estilo de falar: propagandístico
- Pecado de raiz: Engodo - mentira
- Mecanismo de defesa: Identificação
- Armadilha: Vaidade

11
Tipo 4
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 4, dirige sua atenção para o que falta nele e que os outros têm.
Tornando-se profundo em seus sentimentos, com oscilações constantes
em seu humor.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 4, tem a habilidade de ver o lado belo da vida, de ver e colocar


arte em quase tudo, aprofundando-se em detalhes com muita
sensibilidade. Porém, raramente estão no presente, vivem oscilando
sentimentalmente e insatisfeitos com o que tem.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Situar-se mais no presente, trabalhando situações de perda como algo
inerente a vida. Evitar as comparações entre as coisas, os outros ou o
oque os tem em relação a si mesmo, aceitando também a simplicidade
nas coisas, sem querer ver em tudo o belo, o diferente e o prefeito.
 Reconhecer que não é o único ser inacabado, imperfeito e que o fato
de reconhecer e tomar esta postura não será motivo para que os amigos
ou pessoas próximas o abandone. Assim, não perde seu senso criativo
ou artístico e ainda torna-se mais flexível e compreensível, estando
mais no presente.

- Autoimagem: sou diferente -


- Idealização: sensível
- Estilo de falar: lírico
- Pecado de raiz: inveja
- Mecanismo de defesa: sublimação
- Armadilha: melancolia

12
Tipo 5
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 5, dirige sua atenção para a busca do conhecimento, querendo
tornar-se autossuficiente. Controlando-se internamente. Com isso
isola-se não compartilhando seus sentimentos nem experiências, acaba
em seus prolongados momentos de isolamento querendo ajustar-se a
outros, porém com dor por não tomar esta inciativa com tanta
facilidade.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 5, tem a habilidade de normalmente se manter inabalável nas


crises, de se manter imparciais e confiáveis. Sentem-se desconectados
e isolados em suas conjecturações, normalmente acabam medindo os
outros pelo nível intelectual, acabando por fazer com que os outros
sintam-se inferiores.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Reconhecer que tem algo para contribuir e que esta contribuição não
lhe fará falta, mas ao contrário, será o caminho para sua integração
com os outros, sem que isto signifique sobrepujança.
 Perceber que a sensação de que se não tiver conhecimento será uma
ameaça à sua sobrevivência e que isto lhe causava isolamento e frieza
ao invés de entrosamento e partilha. Mantém assim sua visão global e
perspicaz criatividade, contribuindo agora para o bem coletivo, não
mais individualista e frio.

- Autoimagem: vejo através


- Idealização: sábio
- Estilo de falar: sistematizante
- Pecado de raiz: Ganância
- Mecanismo de defesa: Retirada
- Armadilha: Avareza

13
Tipo 6
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 6, dirige sua atenção para os riscos e as ameaças, para o que
pode dar errado, para cenários negativos, tentando com isso prevenir-
se no presente do que pode acontecer no futuro.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 6. Tem a habilidade da constância, fidelidade, sendo justo para


com sigo e os outros. Porém perde o senso de praticidade protelando e
procrastinando. Acaba assim, visualizando possibilidades negativas,
aviltando cenários que se voltam para si mesmo tornando sua vida sem
prazer.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Voltar sua atenção para seus próprios julgamentos, e passar a assumi-
los junto com suas consequências... caminhando assim por si só.
Aceitando ser leal sem necessariamente ter que sempre concordar com
tudo e com todos.
 Abraçar e aceitar gentilmente sua ansiedade, com a intenção de
explorar a origem desta ansiedade, oque ela causa e como poderia ser
amenizada. Assumindo a realidade sem colocar tanta expectativa em
cima das coisas aceitando-as e respeitando a ordem dos
acontecimentos.

- Autoimagem: faço meu dever


- Idealização: fiel
- Estilo de falar: limitante (podando...)
- Pecado de raiz: Medo
- Mecanismo de defesa: Projeção
- Armadilha: Covardia

14
Tipo 7
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 7, dirige sua atenção para as múltiplas possibilidades
disponíveis para o que pode ser prazeroso, buscando descobrir ou
encontra-las para usufruir prematuramente do prazer. Tornando-se
assim, idealista, planejador e pouco profundo.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 7, tem a habilidade de ser normalmente solícito, alegre e


disposto. Com muita energia e imaginação acabam sendo bastante
criativos e desenvoltos. Contaminam pelo otimismo e pela forma doce
de ver a vida. Por outro lado, fogem das experiências de dor, evitam
empreitadas que lhes exponham a rotina e a subordinação, com isto,
não tem ganhos provenientes da constância e profundidade. Parecem
não estar presentes dissolvendo sua atenção em múltiplas opções.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Assumir compromissos duradouros e aprofundar-se em tarefas mesmo
que enfadonhas e dolorosas. Percebendo que nem tudo é alegria e
leveza, mas que momentos de dor quando encarados com maturidade
trazem crescimento e bem estar posterior.
 Perceber que para ele, a busca de múltiplas opções é motivo de
dissipação de energia e distrações, é fuga de algo concentrado e
líquido! Que para ele “o menos é mais”, concentrando agora sua
energia criativa em menos coisas, mas produzindo mais resultados por
dar cabo a cada tarefa que se propõe a realizar.

- Autoimagem: Sou feliz


- Idealização: Otimista
- Estilo de falar: Tagarela
- Pecado de raiz: Gula - Intemperança
- Mecanismo de defesa: Racionalização
- Armadilha: Planejamento

15
Tipo 8
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 8, dirige sua atenção para as injustiças, para o controle, ou
seja, para quilo que pode lhe dar sustentação de poder. Tornando-se
assim controlador e justiceiro.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 8, tem a habilidade de não sair de imediato julgando, acusando


ao invés, apoiam e protegem de forma corajosa e honesta. Logo
assumem o controle e o posto de justiceiros. Por outro lado, são
demasiadamente densos, precipitados e revanchistas.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Tomar consciência de que nem tudo precisa ser feito do seu jeito e que
outros podem estar no controle sem que co isso ele perca seus valores.
Não gastando mais tanta energia na busca constante do controle e
poder e percebendo com isto que ainda será respeitado por sua
eficiência e segurança e não por suas imposições excessivas e próximas
da truculência.
 Manter sua coragem, generosidade e tenacidade, mas agora de forma
consciente e participativa, dando espaço aos outros com camaradagem
e senso de equipe. Reconhecendo que estes excesso advém de algo
profundo que busca proteger em seu interior, às vezes fraco e
magoado. Mantendo-se assim realista, convicto e pé no chão.

- Autoimagem: Sou forte


- Idealização: Forte, justo
- Estilo de falar: provocante
- Pecado de raiz: Descaramento, luxúria
- Mecanismo de defesa: negação
- Armadilha: retribuição

16
Tipo 9
(Quadro de Afirmações Típicas)

Para onde o tipo de fixação dirige seu foco de atenção.


 O tipo 9, dirige sua atenção para as demandas externas, deixando
assim sua agenda própria. Não sendo capaz de dizer “não”
sobrecarrega-se de afazeres externos tornando-se pouco assertivo.

Aspectos positivos e negativos do estilo de atenção.

 O tipo 9, tem a habilidade de desenvolver facilmente a empatia junto


com um alto senso de harmonização do ambiente. Doa-se facilmente às
necessidades dos outros. Esquece, contudo de si mesmo, abandonando-
se e tornando-se indolente e negligente.

Estratégias de desenvolvimento para este tipo de personalidade:


 Buscar a integração assumindo responsabilidades, adentrando o seu
espaço interior e direcionando sua energia dispersa.
 Reconhecer e aceitar seu valor, sem julgamentos e dispersão. Valorizar
seus afazeres e sendo assertivo quando precisar dizer não. Entendendo
que isso não o fará menos amado ou aceito.

- Autoimagem: Estou satisfeito


- Idealização: Harmonioso
- Estilo de falar: Divagador
- Pecado de raiz: Indolência - Preguiça
- Mecanismo de defesa: Narcotização
- Armadilha: Comodismo

17