Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências UNEB – PÓSDESIGN 2003 4 .

..........................3.................. 8.....................................................3.......................................................................................... OBJETIVO............ INTRODUÇÃO.............................. 3.............................................. 6...1...........9................3...........2...................................................................... Modelagem comunicacional do sistema...................... 5......................... Anatomia e Fisiologia da Coluna Vertebral............1...................1....................... 5.............................5................................................................. Alternativas Geradas.......................................................................................... Fisiopatologia da Degeneração Vertebral.................................. Expansão do sistema........... PROBLEMA............................................................3.........3....................... 5.............................................................. 5....7..................... GERAÇÃO E SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS....................................................... 5.....................8........ Chapas.......... Requisitos Projetuais...................................................................8........................................................................3..... Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT................. 5.............. 5.................................................... Levantamento e Análise de Materiais e Processos de Fabricação........ 5. 5.. Requisitos de Seleção.................8............... Caracterização e posição serial do sistema.3............7...................1.............................4.................................. Levantamento de dados ergonômicos................................................1...................... Levantamento e Análise de Similares – Técnica de PNI.......................................... LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS............... Curvas da Coluna Vertebral....7.............................. Sugestões preliminares de melhoria....................................................6. Fluxograma funcional ação-decisão................................8............ Estruturas Tubulares........................................ Parecer Ergonômico......... 6............... 5. 5..................1.......... Ordenação hierárquica do sistema.................................. 6...2................................................. 8.................................... Tabela de função – informação – ação.... 8.......... 10 11 11 12 14 14 15 15 16 17 17 19 26 27 27 29 29 31 32 34 35 37 41 43 48 48 50 51 51 54 56 58 65 68 70 71 72 72 75 UNEB – PÓSDESIGN 2003 5 ...................... Levantamento de dados antropométricos..... Anatomia e Fisiologia da Mão........4... 5.2.................................... PROBLEMATIZAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO.......................................... 6..............................1..............Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências SUMARIO 1............................................ Alumínio..2....... 5............................................................................... Fisiologia da Coluna Vertebral....................................................................... Anatomia da Coluna no Levantamento de Carga...8............... 5..3.... 5....................................... Problematização do sistema homem-tarefa-máquina............8.................................8................ 5....... 6...................................1................................................................................ 6....................... Observações.........3............................. 7....................2........ 6..............................................................................1...................... 6..................................... 5............................................................................ 6............ 4. 5........7.... Desvios do eixo da Coluna Vertebral.........1..........................2......................1................................................................ 5................................................................................2....................3.......................3............................................................... Dados do Mercado............... Aço....................................................5... SÍNTESE.............4.................................................. 7......... 2.................................................................... 6...................1.8... JUSTIFICATIVA...... Alternativa Selecionada......... 5..................

....................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 9.............1............Técnica de seleção de alternativa ANEXO IV – Questionário ANEXO V ............................ DESENVOLVIMENTO............................................................ Testes com Modelo Rústico..Técnica de PNI ANEXO III .............. 10...........................Desenho Técnico ANEXO VI – Rendering e protótipo 76 76 76 94 80 80 81 86 88 90 91 UNEB – PÓSDESIGN 2003 6 ................................................................... 9...... 11.................................. ANEXOS..................... REFERÊNCIAS......................2............. 9........................................................... Planilha de Planejamento para Construção e Testes com Modelos..........Tabela de GUT ANEXO II ............................................................ ANEXO I .......

............................................................... 2................................... Movimento dos dedos.........................................35...............................................................38........ 2.................34.... 2...... Problemas interfaciais............................... 2....39.................... 2...............26...........36...............................................20............... Movimento dos dedos................................... Movimento dos dedos................................................... Problemas Acionais........................ Corpo vertebral e disco........ Problemas Acionais................................33....................................................................................................................................................................15......................1...9... 2.........................6........................................ 2...... 2............ 2................................... Movimento dos dedos........... 2......30.............................................................10.... Exemplo da herniação do disco L5/S1 resultando em compressão e inflamação da raiz de um nervo espinhal......................................................................................... 2........ Problemas interfaciais........................................................................ 2................................................................................................................................... 2................... Problemas acidentários..................................13....... Movimento dos dedos.............................................. Posturas assumidas pela mão.......28..................... 2... 2.......................... Ordenação hierárquica do sistema........................................................... 2.......................... 2.... Modelagem comunicacional do sistema....................... Problemas interfaciais......24........ Problemas Acionais.......................5........................................................................................ 2... Problemas Acionais............ 2...................................................... Problemas Acionais................ 2......................................8...........................................22....... Curvas da coluna vertebral...... 2................................................................................. Problemas psicossociais................................................................................ Expansão do sistema............................................................................................................ 2.....................................................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências LISTA DE FIGURAS 2................................... 2................................................................... UNEB – PÓSDESIGN 2003 14 15 16 16 17 20 20 21 21 22 22 23 23 23 24 24 24 25 25 25 25 25 30 32 36 36 37 37 38 39 40 42 42 43 43 43 43 43 44 7 ................29....... Problemas interfaciais.....................25.............. 2................. 2............................................................................................... 2.......................27.... Estreitamento de Canal.......... Coluna vertebral............................ Problemas acidentários................................................................................ Áreas de contato da mão........................................................................... 2............. Hérnia de disco. Problemas Acionais.....................11........................................... 2..................................4..............................31........................................................................ 2.................................................. 2........................7.........18......... Problemas Acionais........32.............................. 2....... Sistema padrão de classificação postural desenvolvido por KEYSERLING (1986)...........................2................ Fluxograma funcional ação-decisão............................. 2............................................................ Problemas Acionais................................. 2......................... 2.14................................... Caracterização e posição serial do sistema .............. 2....... 2......................... Problemas interfaciais..........................16..................... Problemas psicossociais..........23................................................. Ruptura discal..........37.............................................................................................................................................. 2...12...................................................19........................................................................................... Espondilose Vertebral..............3....................................................................................................................................21.....................................................................17......... Dados Antropométricos da mão............................................... 2...........

..................... Modelo Rústico......... 6..................... Alternativa 4......... Modelo Rústico................4.................. 6................................... 3.......11..7............................................................................................ 5................................................................................................... 6........................................................................................ 5................................2.....1............ 5....................... Modelo Rústico....................................8..............................................5....................... 6................................................9.......................................................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 3........................................................ 5...............1........................................... 6...................................................3................................................................ 6............... 6.....6....................................................................................... Modelo Rústico.3.................................................................................................. Alternativa 2.....12......................................................................10.... 6................................................................................................................. Queda da fecundidade...................... 6....... 6................................................. Modelo Rústico.........................................1............................................... Modelo Rústico.... Modelo Rústico.............................. Fluxograma de desenvolvimento de um produto: condições de contorno e relações funcionais entre projeto......... 3............................................ Modelo Rústico......................................................................... Modelo Rústico....3........................... seleção de materiais e seleção de processo..........................4................................... Modelo Rústico...... Alternativa 5.............................2.........................................................................................2............. Alternativa 3................................................................................................ 6..... 6......................................................................................................... Modelo Rústico.....................5................................................................................................................................. 51 54 68 73 73 74 74 75 77 77 77 77 77 78 78 78 78 79 79 79 79 UNEB – PÓSDESIGN 2003 8 ................. Modelo Rústico..............13.............. O “afunilamento” de um típico procedimento de seleção de materiais e alguns critérios de decisão ao longo do evento............................... Modelo Rústico............... 6....... 5..... Alternativa 1......................

........................ Chapas finas a quente.......................... Custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação hospitalar de pacientes com DPOC...... Tubos circulares de alumínio......................16.......................................... Levantamento de dados antropométricos.....................4....................... 18 26 28 45 46 47 52 53 57 60 61 62 63 63 64 65 66 66 67 67 69 69 70 71 71 76 76 LISTA DE GRAFICOS 3...............5..................................... 2................................... Tubos retangulares de alumínio.............. 48 49 49 68 UNEB – PÓSDESIGN 2003 9 ..................................................................................................15. Requisitos projetuais do subsistema 2...................Dimensionamento Homem-Máquina..7......... 3........... 3............ Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT...............................1.......................... 3. 3..............17.................................................................................... AVC e Diabetes) e a diferença percentual entre a internação domiciliar e hospitalar.......12..................................... Maiores dificuldades com o enfermo........................5.. 2........... 3................................ 3.................................9...............3......... Requisitos projetuais do subsistema 1...................................... 1990) ..........2.. 3. 3................ Equipamentos utilizados nos cuidados com os pacientes........................4...........4............. 6..... DPOC................................ 3........... Projetação Ergonômica . 3............................................................ Identificação das propriedades mecânicas........................................ 3............................1.... 3......................................................... Tubos retangulares de aço-carbono..... 3.................................................... 4.................................................................................................................................................................................... Queda da fecundidade.........6....................... Comparativo com 4 patologias (ICC................................................. segundo a norma Alemã DIN 33402 de 1981 (Ilda.......................... Chapas zincadas (galvanizadas) ....2........................................ 3................ Cronograma..........3................................... 3.................1...................... Tubos quadrados de aço-carbono........ Tubos quadrados de alumínio.. 3............................................................................................................................ Espessuras-padrão das chapas grossas de aço...............................................................................2...1................... 3........... Dados antropométricos das mãos........... 3.............6.................10.................................... Resultados Check-list.............................11....................... químicas e físicas dos materiais conforme as solicitações dos componentes do sistema... Quadro do parecer ergonômico... Custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação domiciliar de pacientes com DPOC...................................... Processos de fabricação aplicados aos componentes do sistema............................. Tubos circulares de aço-carbono....................1...........14............ 4.................... Tabela de função – informação – ação.. 2.......... 5............................ Acidentes mais freqüentes.......................................................1................2.....................................8.............................................................................................. Espessuras-padrão das chapas grossas de aço. Normatização e especificação de alguns tipos de aço................13................................3.. 3.............. Chapas finas a frio................. 2..... 3...............................................................................Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências LISTA DE TABELAS 2........... 2................

bem como nos procedimentos de reabilitação. de fazer sua própria higiene pessoal. cuidado no lar). publicado na revista da Associação Médica Americana (JAMA. 2000: 31) observou resultados desse tipo numa comparação de 100 pacientes vítimas de derrame. essas dificuldades vão sendo superadas e o home care vai se tornando mais popular na sociedade. nas quais os pacientes não tem condições de se locomover. mas também no setor público. 1999: 287) demonstrou como o acompanhamento domiciliar diminuiu a necessidade de readmissão hospitalar em um grupo de 400 idosos com diversas complicações crônicas da saúde. INTRODUÇÃO A medicina domiciliar é um termo genérico para um conjunto de procedimentos hospitalares que podem ser feitos na casa do paciente. há dificuldades metodológicas relacionadas à variedade muito grande de doenças envolvidas. Os principais resultados aparecem na evolução do estado de saúde. Mas apesar dos resultados positivos. como o tratamento de feridas em diabéticos. UNEB – PÓSDESIGN 2003 10 . Esse são apenas alguns exemplos de pesquisa científica nessa área.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 1. devido principalmente ao fato de o home care ser um tipo de serviço de saúde ainda muito recente. Diversos estudos científicos vêm comprovando as vantagens do home care em relação à internação hospitalar. como a internação domiciliar para condições mais graves. Outro estudo. Uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana de Cardiologia (STROKE. no qual a atual implementação do programa de saúde da família pelo Ministério da Saúde segue os mesmos princípios básicos. terapia nutricional e acompanhamento integral por profissionais treinados. não só no sistema privado de saúde. Aplica-se a todas as etapas do cuidado médico. Pouco a pouco. no que se entende por home care em diversos países e na comparação dos serviços oferecidos no mercado. A recuperação do estado de saúde foi mais rápida nos pacientes em home care. este estudo demonstrou uma diferença significativa . Longe de ser um luxo ou uma excentricidade restrita a poucos. terapia intravenosa e fototerapia para recém-nascidos. a medicina domiciliar abrange desde procedimentos simples. na prevenção. dos quais metade recebeu cuidados médicos em casa e a outra metade recebeu os mesmos cuidados em hospitais ou centros de saúde comunitários. Ao contabilizar os custos consumidos pelo home care e pelos hospitais. até outros de maior complexidade. fazendo parte. Também conhecida como home care (do inglês. no diagnóstico e no tratamento de doenças. a medicina domiciliar é mais acessível do que parece e seus custos já são cobertos pela maioria dos planos de saúde. a quantidade de pesquisas ainda é pequena. Além disso. que também retornaram mais rapidamente às suas atividades normais.cerca de 1. uma redução de 50%. podendo necessitar de respiração artificial.2 milhões de dólares no grupo sem home care contra 600 mil dólares no grupo com home care. no retorno mais rápido às atividades cotidianas e na redução do número de readmissões hospitalares.

tais como alimentação. evita que o paciente fique afastado de suas atividades de lazer. o cuidador é a uma pessoa. No entanto. excluídas as técnicas ou procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas. acompanhamento aos serviços de saúde ou outros serviços requeridos no cotidiano – como a ida a bancos ou farmácias -. ao usuário. simplesmente. o que acaba preservando alguns aspectos importantes de sua privacidade. principalmente. O convívio familiar e o ambiente doméstico promovem um maior envolvimento dos membros da família.o cuidador1. nos constrangimentos psicológicos. ele estabelece uma relação próxima com os profissionais de saúde. o uso de qualquer dos sistemas implica em constrangimentos. para o tratamento domiciliar. Buscar parâmetros para o desenvolvimento de um sistema que permita a acomodação confortável e segura do paciente em tratamento domiciliar e. cuida do idoso doente ou dependente no exercício das suas atividades diárias. 3. 2. higiene pessoal. membro ou não da família. devido ao uso de um equipamento hospitalar em residência. com ou sem remuneração. medicação de rotina. UNEB – PÓSDESIGN 2003 1 11 . participam mais das tomadas de decisão e melhoram a comunicação com a equipe de saúde. móveis hospitalares inseridos no ambiente doméstico. além de dificuldades para a realização de necessidades fisiológicas. uma vez que o ambiente familiar reúne condições físicas. que. Segundo o documento “Uma política Nacional para o Idoso”. provoca constrangimentos posturais do paciente e do cuidador. Em vez de se sentir como mais um número nas estatísticas. PROBLEMA Os atuais sistemas utilizados para a internação domiciliar são adaptações de móveis residenciais ou. OBJETIVO A proposta deste trabalho vincula-se à fatores psicológicos que interagem no sistema homem X tarefa X máquina.o paciente. do Ministério da Saúde (1999). Outro fator humano importante no home care é a assistência individualizada que o paciente recebe. A proximidade com a família evita a sensação de solidão que é comum na internação hospitalar. particularmente na área de enfermagem. tem suas particularidades clínicas mais bem investigadas e se sente mais motivado a aderir ao tratamento.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Assim. destoando do contexto familiar. seja ele o cuidador ou o paciente. afetivas e sociais que são de extrema importância para a recuperação do paciente. ao cuidador. impossibilidade de realização de ajustes. e ao usuário indireto de equipamentos hospitalares . um posto de trabalho ergonomicamente planejado mantendo as características domiciliares do ambiente. causados ao paciente e aos familiares. físicos e psicológicos. dificuldade de higienização. Verifica-se que o uso de móveis residências. que se tornam mais ativos. no que se refere ao usuário direto . as pesquisas atuais tem mostrado que fatores psicológicos também podem atuar favoravelmente na medicina domiciliar. Na utilização da cama hospitalar os problemas são verificados durante a realização de ajustes do equipamento e.

com idosos e dependentes de oxigenioterapia. Acredita-se que ambas as palavras. A falta de hospitalidade.000 prestadores de Serviços de Assistência Domiciliar estão cadastrados no país. O hospital foi se transformando em uma instituição especializada no tratamento dos enfermos e ganhou. a expectativa de vida aumentou e o número de pacientes também. contudo. Séculos se passaram e hospital e hospitalidade conservam a raiz etimológica. A maioria dos pacientes não se encaixam nesses critérios e podem ser tratadas nas residências. Os tratamentos das doenças e seus tratamentos se tornaram mais complexos. a Inglaterra na assistência à pacientes terminais e com patologias pulmonares. a Austrália com pacientes que apresentam doenças pulmonares obstrutivas crônicas. No hospital medieval eles tomavam banho. que no francês se transformou em hospitalité e é um atributo daquele que trata bem seus hóspedes”. ganharam profissionais especializados. Em pleno início do século XXI. De lá para cá muita coisa mudou. 2. mas na prática não se pode dizer que um hospital seja um lugar agradável para o paciente. recebeu algum tipo de assistência à saúde no domicílio. muitas vezes esses hóspedes estavam mal nutridos e doentes. Segundo dados da Associação Nacional de Home Care dos Estados Unidos. o status de instituição pública e essencial. mais de 20. Em 1997. na sociedade contemporânea. mas do ponto de vista etimológico as palavras 'hospital' e 'hospitalidade' têm muito em comum. Relatórios da World Health Organization – WHO (Organização Mundial de Saúde – OMS) mostram que outros países têm relatado suas experiências. passaram a salvar cada vez mais vidas. junto ao conforto da família.5% do total da população do país. em torno de 7 milhões de pessoas. Hospital vem da palavra latina hospes. A palavra hospes logo derivou para hospitalitas. até estarem em boas condições de saúde para partirem para a próxima viagem. naquela época. tenham surgido na Idade Média. Os hospitais cresceram. Vindos de longas jornadas. absorveram os avanços da tecnologia. a África com geriatria. Mas essa revolução também teve seu preço porque a tecnologia tem um custo muito alto. além de cansados. recebiam comida e outros cuidados e se entretinham por algum tempo. 2001). A população cresceu. no latim. uma das tendências mais fortes no setor de saúde é a “desospitalização”. Um hospital (para aqueles indivíduos que moravam longe e/ou que estavam fora do seu local de moradia). Israel com pacientes idosos e problemas cardíacos e a França com a Aids. Os hospitais tendem a se transformar em instituições dedicadas apenas aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e que correm risco de vida. (HOUAISS. era uma casa onde peregrinos e viajantes permaneciam temporariamente. JUSTIFICATIVA Nos dias de hoje pode até parecer estranho. não decorre da má vontade ou da falta de preparo dos profissionais. como o Canadá na internação domiciliar de pacientes portadores de neoplasias. mas da transformação do contexto em que eles.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 4. que no inglês derivou para host e tem o sentido de hospedar. os pacientes e a população se inserem atualmente. UNEB – PÓSDESIGN 2003 12 .

representando empresas especializadas. com o objetivo de reduzir a necessidade de internação e ou tempo de permanência hospitalar. A experiência pioneira da qual se tem registro é a do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. quadros clínicos agudos e de maior gravidade. Estes pacientes demandam assistência ventilatória. vem oferecendo atendimento a pacientes no domicílio. cerca de 150 empresas privadas conhecidas como serviços domiciliares. procurando assim ampliar a oferta de leitos para casos cirúrgicos. estão em regime de internação domiciliar no Rio de Janeiro. sendo as patologias preponderantes a estes os acidentes vascular. uma progressiva tendência de incremento de serviços dc assistência domiciliar. antibióticoterapia e outros procedimentos variados. entidades representativas de empresas privadas como a Associação Brasileira das Empresas de Medicina domiciliar (Abemid). Cabe salientar que o paciente na sua casa sente-se mais bem amparado. doenças pulmonares obstrutivas crônicas. que desde 1968. sendo que atualmente cerca de 70% dos pacientes são oriundos do hospital e 30% já são admitidos diretamente em domicílio. Segundo MENDES (2001). Após a alta. envolvendo a família na assistência. UNEB – PÓSDESIGN 2003 13 . Devem existir. acelerandu o processo de melhora. A relação torna-se mais humanizada. observa-se que o paciente ganha mais autunomia diante das limitações causadas pela doença. ainda.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências “Também no Brasil já se observa. em média. com o surgimento de empresas para atender a uma demanda potencial por serviços dessa natureza.” MENDES (2001). neoplasias e infecções. durante a última década. Há. que consomem um tempo médio de internação domiciliar de 27 dias. cerca de 130 pacientes. atualmente. A maioria tem mais de 60 anos.

Caracterização e posição serial do sistema Segundo MORAES (2000). ao enfocar a interação do homem com utensílios. Meister (apud MORAES et alli. dimensões domiciliar. 2000). produz saídas para um sistema que lhe é posterior .1). o sistema homem-máquina é essencialmente um conceito baseado em certas suposições. tudo que se vê são os produtos destas transformações.segurança . ULTERIOR Residência / hospital META Acomodar o paciente na postura deitada. ALIMENTADOR Hospital ENTRADAS Paciente enfermo SISTEMA ALVO Sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência REQUISITOS .Conforto (ajustes de altura e angulação) .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. 2. como o comportamento humano em geral.fácil higienização SAÍDAS .Queda do paciente .paciente recuperado . De acordo com Meister (apud MORAES et alli.o sistema alimentador . RESTRIÇÕES custos.Caracterização e posição serial do sistema SIST. A natureza da construção do sistema é sugerida pelas várias maneiras nas quais ele foi definido”. de forma a permitir seu tratamento. pode ser deduzido somente pelas entradas antecedentes e pelas conseqüentes saídas. o sistema-alvo situa-se numa posição serial e recebe entradas de um sistema que lhe é anterior .usabilidade . “O sistema é um conceito porque está organizado em torno de transformações (de entradas a saídas. equipamentos.1 . máquinas e ambientes. É basicamente uma estrutura para a análise de sistemas.paciente c/ quadro agravado RESULTADOS DESPROPOSITADOS . Aquilo que é encontrado dentro do sistema.o sistema ulterior. PROBLEMATIZAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO A noção do sistema homem-máquina sempre se apresentou como um dos conceitos básicos da ergonomia. é uma abstração e não uma configuração física ou um tipo de organização. 2000). UNEB – PÓSDESIGN 2003 14 .fácil locomoção do sistema . As entradas são processadas pelo processo característico do sistema alvo (Fig. de estímulos a respostas) que são invisíveis.1.e. por sua vez.não alterar a aparência de móvel domiciliar .Dificuldade de ajuste Figura 2. dimensões das camas existentes no mercado e normas técnicas SIST. 5.

3. Figura 2. Expansão do sistema De acordo com MORAES (2000).2. Existem ainda os sistemas redundantes que replicam o sistema alvo (Figura 2.. MORAES (2000).3).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. e níveis hierárquicos inferiores constituídos de subsistemas e subsubsistemas e sub-sub-sistemas”. 2. a partir do sistema alvo. portanto. uma das principais noções que a abordagem sistêmica propõe é a de expansionismo dos sistemas. (Fig.) Tem-se. A ordem hierárquica e a posição em série do sistema apresenta outros sistemas paralelos a ele próprio e recebe como entrada produtos provenientes de sistema serial que o antecede e produz saídas que o sucede.. até o ecossistema. o níveis hierárquicos superiores que são o supra sistema e o supra-suprasistema.2 .Ordenação hierárquica do sistema 5.2). (. Ordenação hierárquica do sistema “Posiciona o sistema-alvo de acordo com sua continência ou inclusão em outros sistemas hierarquicamente superiores. UNEB – PÓSDESIGN 2003 15 .

Manivelas ACIONAMENTOS: .Modelagem comunicacional do sistema UNEB – PÓSDESIGN 2003 16 .4. de acomodação de remédios e pertences SISTEMA REDUNDANTE 1 Sistema de higienização SISTEMA REDUNDANTE 2 Cama hospitalar Cama residencial Figura 2. Modelagem comunicacional do sistema A Modelagem comunicacional do sistema.Puxar . deslocamentos.Posicionar .Tato . compreendendo os subsistemas humanos de tomada de informação / percepção (sentidos humanos envolvidos).Pedais . MÁQUINA Fonte de Informação: HOMEM Sistemas Humanos Envolvidos: CANAIS DE TRANSMISSÃO .3 . posturas.com os olhos Figura 2.Botões . os subsistemas da máquina que recebem as ações do homem (Figura 4).Angulação .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ECO-SISTEMA: Enfermo SUPRA-SISTEMA: Unidade de tratamento SISTEMA ALVO: Sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência SUB-SISTEMA 1: SIST.palavra.Apertar .Audição NEURÔNIOS TRANSMISSÕES Comandos Ativados: .Mover Respostas Humanas: .Aparência física .Posicionamento .Visão . conforme MORAES (2000).Com as mãos . lida basicamente com a transmissão de informação. os subsistemas da máquina que fornecem informações para serem processadas pelo homem.4 .Expansão do sistema 5. os subsistemas humanos de resposta / regulação (ações realizadas) .maca Hospital SUB-SISTEMA 3: Residência hospital Alimentação SISTEMA PARALELO 1 SISTEMA PARALELO 3 Sist. SERIAL 2: . gestos.Acomodar .Segurar .Com os pés . SERIAL 1: SISTEMA PARALELO: Acomodação SUB-SISTEMA 2: Higienização SIST.Cadeira de rodas .muleta .Movimentar .

problemas potenciais. ainda pode produzir sugestões para a melhoria do design de hardware. segundo MORAES (2002). as fontes de informação.5. MORAES (2002).6. e prováveis soluções. software e procedimentos. alternativas. Fluxograma funcional ação-decisão “Como parte do enfoque sistêmico tem-se o fluxograma. fatores de indução ao erro e qualquer outro comentário relevante. Tabela de função – informação – ação Na tabela (Tabela 2. identifica-se e descreve os requisitos de informação. seqüencial das funções/operações/atividades . que pode prever a necessidade de requisitos de suporte. UNEB – PÓSDESIGN 2003 17 . assim como as ações e os objetos das ações. simultâneas. temse uma lista detalhada de requisitos de informação e de ação para interfaces operador-sistema.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. Ao fim.e as decisões implicadas”.em série. utilizando-se dos conhecimentos e de todas as informações disponíveis. Higienização Acordar Paciente confortável? não sim Alimentação Necessidades fisiológicas Medicação Repouso Assistir TV Leitura não sim OK? Fim Ajustar a cama A Bloco de ref. (Figura 2.5).5 . questionáveis .Fluxograma funcional ação-decisão 5. A Escrita Figura 2. A análise. problemas potenciais.1) cada função ou ação identificada no diagrama funcional é estudada e.

paciente o papagaio o paciente 3. estado físico do lençol 2. peso do paciente 2. cuidador do material de higienização 1. paciente dades da comadre e fisiolódo papagaio 2. peso do paciente 2. lençol 2. pegar lençol 2. peso do paciente 1.1 . despir o paciente 1. estado colocar clínico do paciente paciente na cama 3. não ter prontuário 2. qualificação 3. paciente 3. estado clínico do paciente 1. cama 2. não achar a comadre ou 2. paciente 3. paciente zação do paciente 2. estado clínico do paciente 4. paciente 3. papagaio 2. eliminar dejeto 1. ajustar o objeto para uso 1. posicionar 1. altura da cama Retirar / 2. procedimento para troca UNEB – PÓSDESIGN 2003 18 . o ajuste pose não estar visível 1. peso do paciente 2. paciente Trocar lençóis 1. lençol 2. estado clínico do paciente 1. cama não ajustada 3. botões 2. localização 1. comadre Higieni1. mover paciente 3. cuidador 1. Manual 2. perceber momento de troca 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 2. posição desejada 1. localização do lençol limpo 1. papagaio 2. deslocar paciente 1. manivelas 3. localização dos ajustes Dificuldades 2. cama 1. colocar lençol limpo 4. comadre 1. localização 2. cama não ajustada 3. realização dos ajustes 1. paciente 1. cama não ajustada 3. procediAjustar a mento para cama ajuste 3. cama não ajustada 1. cama 2.Tabela de função – informação – ação Informação Fontes de informação Ação Objetos da(s) Ação (ões) Dificuldades ação(ões) 1. localização do ajuste Funções Informações requeridas 1. retirar o lençol sujo 1. pedais 2. cuidador gicas 1. Dificuldade de locomoção do paciente 1. Ajustar 2. ajustar a cama 1. estado de higiene do paciente Conhecimento dos procedimentos de higienização 1. prontuário do cuidador Necessi1. paciente 2. estado clínico do paciente 1. posição do paciente 1.

paciente a cama 3. material de leitura leitura 5. posicionar a cama 1. necessidade do paciente 1. percepção da necessidade do paciente 2. 'saltam aos olhos'. estado clínico do paciente 4. paciente 1. tipo de medicamento 1. acomodar 1. prontuário 4. horário da alimentação Alimentação 2. peso do paciente 2. ajustar 3. paciente 2. paciente 2. que subdivide a colocação do problema em três fases – reconhecimento. horário Medicação 2.necessidade do paciente 2. conhecimento do sistema de ajuste 1. relógio 3. em primeiro lugar. estado clínico do paciente 1. conhecimento do sistema de ajuste 1.7. paciente 2. relógio 1. uma definição clara e objetiva do problema. Problematização do sistema homem-tarefa-máquina Nesta etapa do projeto pretende-se identificar e levantar a maior quantidade de informação possível sobre a situação. estado clínico do paciente Repousar 1. localização da TV Assistir TV 2. tipo de alimento 1. 2000). paciente o paciente 2. paciente 3. cama 1. localização do controle remoto 1. cama não ajustada 3. Segundo Bunge (apud MORAES et alli. finalmente. cuidador 1. localização do material de 3. posicionar a cama 1. cuidador 1. alimento sistema de alimentação 1. parte. Através da observação assistemática retrata-se situações problemáticas envolvendo similares do sistema e seus usuários (não foi possível um registro UNEB – PÓSDESIGN 2003 19 . estado clínico do paciente Ler 1. paciente 1. paciente 2. cama o paciente 2. nesta primeira fase. paciente a cama 3. conhecimento do sistema de ajuste 1. localização dos ajustes 1. localização dos ajustes 2. posicionar 2. cama 2. posicionar 2. acomodar 2. trocar horário 1. desenvolvimento e formulação do problema. equipamento 1.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 1. peso do paciente 1. trocar medicamento 2. cama não ajustada 3. de forma a permitir. estado clínico do paciente 1. posicionar 1. em segundo lugar. cama a cama 2. cuidador 1. a delimitação da área de atuação. para a identificação dos aspectos mais graves e flagrantes da situação problemática que. a análise do meio ambiente. e. medicamento 4. cama 1. medicamento 2. numa primeira observação ou ao primeiro contato com a realidade. posição desejada 1.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências maior através de fotos devido ao constrangimento dos pacientes. na maioria das vezes.7). acarretando na flexão da coluna.8).6) dificulta a manipulação do paciente. Figura 2. A grade de proteção aumenta a distância entre o paciente e a enfermeira forçando a torção do tronco desta (Figura 2. apenas observações e ouvimos relatos): a) Problemas interfaciais Altura do leito (Figura 2. O mesmo ocorre se quando utiliza um calço para elevar a cama (Figura 2.10). necessitando de ajuda para se alimentar (Figura 2.9).7 UNEB – PÓSDESIGN 2003 20 . realizamos.6 Figura 2. Rodízios inadequados dificultam deslocamento da cama (Figura 2. Falta de suporte para realizar as refeições.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.8 Figura 2.9 UNEB – PÓSDESIGN 2003 21 .

11 UNEB – PÓSDESIGN 2003 22 . Figura 2.11).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.12).10 b) Problemas acidentários Falta de proteção e apoios para movimentação do paciente (Figura 2. Localização e formato das manivelas (Figura 2.

Figura 2.18).19 e 2.17).20).12 c) Problemas Acionais Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela (Figura 2.16). Postura prejudicial resultante do acionamento da manivela (Figura 2.16). Acionamento de ajuste da cama fora do alcance do paciente (Figura 2. Dificuldade de movimentação do paciente na cama (Figuras 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.13 Figura 214 UNEB – PÓSDESIGN 2003 23 .13 a 2. Dificuldade para subir e descer da cama devido a inexistência de apoio e de ajuste de altura da cama (Figura 2.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.17 UNEB – PÓSDESIGN 2003 24 .16 Figura 2.15 Figura 2.

19 Figura 2. Figura 2.18 Figura 2.20 d) Problemas psicossociais Inexistência de espaço no leito para o companheiro (Figura 2. Constrangimentos psicológicos pelo fato do uso de uma cama hospitalar em casa (Figura 2.22).Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.21 Figura 2.21).22 UNEB – PÓSDESIGN 2003 25 .

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

5.7.1. Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT Segundo MORAES (2002), a priorização e consolidação do problema compreende a seleção do subsistema ou subsistemas que serão objeto da diagnose. Utilizam-se critérios como gravidade e urgência de solução dos problemas existentes, a tendência de agravamento, as possibilidades tecnológicas e as decisões do decisor. Nesta etapa faz-se uma ilustração mais detalhada destas situações e apresentam-se os argumentos para sua seleção. A técnica de GUT (gravidade, urgência e tendência), desenvolvida por Kepner e Tregoe, permite abordar situações como um todo, hierarquizando os problemas e decidindo por qual começar. Resolver simultaneamente todos os problemas apontados pode ser impossível, contraproducente ou mesmo ineficiente. Para priorizar as ações a serem implementadas, fazem-se três perguntas a respeito de cada um: 1) Qual a gravidade do desvio? 2) Qual a urgência de se eliminar o problema? 3) Qual a tendência do desvio e seu potencial de crescimento? E, segundo a tabela em anexo (anexo I), hierarquizamos os problemas analisados, conforme tabela abaixo.
Tabela 2.2 - Hierarquização dos problemas – Técnica de GUT
CAT.
PROBLEMAS G U T GXUXT HIER.

Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela. Postura prejudicial resultante do acionamento da manivela. Dificuldade de movimentação do paciente na cama. Dificuldade para subir e descer da cama devido à inexistência de apoio e de ajuste de altura da cama. Altura do leito dificulta a manipulação do paciente acarretando flexão da coluna do cuidador. A grade de proteção aumenta a distância entre o paciente e a enfermeira forçando a torção do tronco. Falta de um suporte para realizar as refeições, necessitando de ajuda para se alimentar. Falta de proteção e apoios para movimentação do paciente.

4 4 5 4

3 3 4 4

3 3 4 4

36 36 80 64

5 5 3 4

Acionais

5 2

5 1

4 2

100 4

2 7

Interfaciais

4

5

4

80

3

Acidentários

5

5

4

100

2

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

psicossociais

Inexistência de espaço no leito para o companheiro. Rodízios inadequados dificultam deslocamento da cama.

4 5

3 5

3 5

36 125

5 1

5.7.2. Sugestões preliminares de melhoria A partir da constatação da existência de problemas interfaciais, acionais, acidentários, de acessibilidade, movimentacionais e psicossociais e de sua priorização, pôde-se chegar a algumas sugestões preliminares de melhoria: Inserção de um sistema de ajustes de altura do leito; Colocação de grande escamoteável dentro do envoltório acional do enfermo; Sistema de controle remoto para acionamento dos ajustes; Inserção de suportes para realização de atividades do quotidiano como alimentação, leitura, medicação, diversão, higienização; Estética compatível com o ambiente doméstico; Utilização de um sistema compacto e de fácil manipulação e montagem. A partir dessas melhorias pretende-se minimizar os constrangimentos sofridos tanto pelo paciente quanto pelo enfermeiro ou cuidador. 5.7.3. Parecer Ergonômico Segundo MORAES (2002), No parecer ergonômico a conclusão é um fechamento onde se pode mencionar os problemas, focalizar os problemas priorizados, e apresentar algumas sugestões de métodos a serem utilizados (Tabela 2.3).

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Tabela 2.3 – Quadro do parecer ergonômico

Problemas Leito fora do envoltório acional do cuidador (na cama convencional – doméstica) A grade de proteção limita a distância entre o paciente e a cuidador forçando a torção do tronco Acionamento de ajuste da cama fora do alcance do paciente Falta de suporte para realizar as refeições, necessitando de ajuda para se alimentar Falta de proteção e apoio para movimentação do paciente (na cama convencional – doméstica) Ajuste fora do envoltório acional do cuidador exigindo a flexão dos joelhos e uso de força para girar a manivela

Requisitos Altura do leito dentro do envoltório acional do enfermeiro

Custos Constrangihumanos mentos da do tarefa trabalho Dores e lesões na região dorsal da coluna.

Classe de Problema

Disfunções do sistema Dificuldades em manipular (acomodar, virar, recostar etc) o paciente no leito.

Sugestões preliminares de melhoria -Elevar a altura do leito; -Regulagem de altura do leito.

Restrições do sistema

Flexão da coluna

-

Espaço para o enfermeiro Torção do aproximartronco se do paciente. Acionamento de ajustes da cama dentro do envoltório acional do paciente. Existência de suporte de apoio à realização das refeições Existência de proteção e apoio para movimentação do paciente

Dores e lesões na região dorsal da coluna.

Interfaciais

Dificuldades em manipular (acomodar, -Grade virar, recostar escamoteável. etc) o paciente no leito. O paciente -Sistema de depende da controle ajuda de terceiros para remoto. ajustar o leito. -Queda de alimentos / talheres no leito / chão; - Paciente necessita de ajuda para alimentar-se. O paciente depende da ajuda de terceiros para movimentarse no leito.

-

-

Custo

possíveis derramam entos
- auxílio de outros -Possíveis quedas; -Esforço muscular.

-

-Inserção de suporte de apoio à realização das refeições -Colocação de grade de proteção; -Colocação de apoios para movimentação do paciente.

-

Acionamentos para o s ajustes da cama dentro do envoltório acional do cuidador

-Flexão dos joelhos; -Flexão da coluna; -Esforço muscular.

-Fraturas e lesões decorrente s de acidentes; -Fadiga muscular. -Lesões nas articulaçãoes dos joelhos; -Lesões na região dorsal da coluna; -Fadiga na musculatura dos braços.

Acidentários

-

-Dificuldades em ajustar a cama

-Elevar a manivela de ajuste; -Utilizar controle remoto

Acionais

Custo elevado

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compõe-se de 7 vértebras. O cóccix é formado por 4 vértebras articuladas ao final do sacro. Anatomia e Fisiologia da Coluna Vertebral A estrutura óssea da coluna é formada por 33 vértebras (Figura 2. Inexistência de espaço no leito para o companheiro Psicossociais -Solidão/ isolamento Constrangimentos psicológicos pelo fato do uso de uma cama hospitalar em casa Rodízios Inadequados dificultando deslocamento da cama. A coluna dorsal. Este número pode variar conforme alteração genética da coluna de cada indivíduo.23). -Fadiga muscular -Dificuldades de movimentar o leito Ajuste de altura do leito Custo -Colocação de apoios para movimentação do paciente. -Possível retardo na melhora. possui 12 vértebras e a lombar. Espaço físico disponível para a colocação do leito suplementar Leito com aparência de uma cama doméstica - Rodízios que permitam um fácil -Esforço deslocamuscular mento da cama Colocação de rodízios maiores e com de freio Movimentacionais - 5. terceiros para movimentarse no leito. -Possível retardo na melhora. -Possível agravamento do quadro clínico do paciente. desta maneira. tes de exercícios. apresentar 6 vértebras lombares ou 3 coccígenas. havendo a -Fraturas e necessidade lesões de deixa-lo decorren(alimentação. Leito com aparência de uma cama doméstica -Sensação de desconforto -Paciente permanecer -Fadiga na no leito musculamesmo tura. correspondente ao dorso na região toráxica. Necessidades fisiológicas) O paciente depende da -Fadiga ajuda de muscular. constituindo um osso único e compacto. A região sacra.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Acionais Dificuldade para subir e descer da Ajuste de cama devido a altura do inexistência de leito apoio e de ajuste de altura da cama Existência de apoio para movimentação do paciente no leito Leito com dimensões de uma cama de casal.8. equivalente à região da cintura. - Leito com dimensões de uma cama de casal. correspondente ao pescoço. possui 5 vértebras. que está conectada diretamente com a bacia. -Esforço muscular. Toda vértebra se articula com a vértebra que está acima e com aquela que está abaixo mediante apófises articulares. é composta por 5 vértebras fusionadas entre si. -Possíveis acidentes Dificuldade de movimentação do paciente na cama -Esforço muscular.1.8. UNEB – PÓSDESIGN 2003 29 . acidentes. -Possível agravamento do quadro clínico do paciente. Levantamento de dados ergonômicos 5. A coluna cervical. podendo.

Assim. O corpo vertebral. UNEB – PÓSDESIGN 2003 30 . apêndices ósseos. O corpo vertebral encontra-se na porção anterior em relação ao eixo corporal. Este por sua vez articula-se com o ilíaco na região pélvica. a posterior se chama apófise espinhal. As vértebras sacras são fusionados entre si. apresentando uma placa cartilaginosa na sua porção superior e inferior. apresentando a base fixa da coluna vertebral e sua relação com a pelve ou bacia. constituindo-se num osso que apresenta forma triangular. de acordo com o lugar que ocupam na coluna vertebral. nesta posição. e. Figura 2. de espessura variável conforme a região. estabelece-se a base de suporte da coluna vertebral do ser humano. dos lados e posteriormente. chamados apófises.Coluna vertebral Toda vértebra é formada por um corpo em forma de disco. Da superposição desses anéis resulta um canal no qual está contida a medula espinhal. Do corpo partem as lâminas vertebrais que convergem para dentro. formam um anel. Os corpos vertebrais lombares são achatados e largos por constituírem as vértebras que suportam as maiores pressões da coluna vertebral. Os anéis apresentam. As apófises dão inserção a músculos e ligamentos.23 . reunindo-se. suporta as forças de carga e pressão e é composto por uma estrutura óssea esponjosa.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Todas as vértebras têm particularidades próprias. as laterais se chamam apófises transversais.

os movimentos laterais e rotacionais se fazem com a participação das apófises articulares. UNEB – PÓSDESIGN 2003 31 . As forças de cizalhamento e rotacionais são as mais danosas e agressivas aos movimentos vertebrais. Já no movimento antero-posteror temos a maior participação do disco intervertebral. Sua estabilidade depende da vitalidade dos elementos ligamentares e musculares. Isto revela a importância da integridade e treinamento da estrutura muscular e principalmente dos músculos abdominais para mantermos a boa estabilidade e rigidez da coluna vertebral.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. tem a sustentação dos arcos-costais com os quais se articula. se faz a sustentação da calota craniana e a apófise odontóide permite as rotações para a direita e para a esquerda do crânio em relação ao eixo vertebral. a lombar. semi-rígidas e móveis. Na porção superior da curva cervical. a sacra e a coccígena. apresenta curvas lordóticas. Este fenômeno auxilia na descarga do peso corporal. Curvas da Coluna Vertebral A coluna vertebral é composta por quatro curvas fisiológicas (Figura 2. a dorsal. onde se localizam as articulações costo-transversa e costo-vertebrais subseqüentemente. tendo a sua estabilidade apenas pelas inserções das estruturas ligamentares e musculares. a base da coluna lombar suportaria pressões de até 1. no sentido antero-posterior.1. Sua condição de semi-rígida é produzida pela fixação nos arcoscostais de ter movimentos. As móveis são as curvas dos segmentos cervical e lombar. Se não houvessem essas curvas. O edifício vertebral. ligamentos inter-transverso e disco intervertebral. gerando com o mesmo a sustentação e estabilidade óssea de todo o edifício da coluna vertebral. Portanto. rígidas. A curva dorsal ou toráxica é cifótica com convexidade posterior e semirígida.8. No segmento cervical e lombar.000 Kg num homem de 70 Kg na posição sentada. São móveis por serem livres de fixação óssea. visto lateralmente ou em perfil. O conjunto de curvas exercem entre si um fenômeno compensatório.24) assim formadas: curva cervical. cifóticas. As forças se concentram numa pequena superfície vertebral na região lombar e por esse motivo exercem essa grande pressão de carga. são elas que frequëntemente dão origem às lesões na unidade funcional. constitui-se num edifício retilíneo por aposição das estruturas vertebrais. Através das apófises transversas e da porção posterior dos corpos vertebrais toráxicos. A estrutura do sacro articulase com o osso ilíaco. pois as lordoses se compensam com as cifoses e viceversa.1. apófises articulares e ligamento inter-apofisário posterior e ligamento longitudinal anterior e posterior. A coluna vertebral. A sacro-coccígena é uma curva de conveccidade cifótica e é rígida devido à fusão entre os corpos vertebrais.

principalmente porque são as partes de maior mobilidade da coluna vertebral. tem-se a escoliose.1.2. ouface posterior do tronco. Quando são acentuadas as curvas abertas para trás. vasos e nervos. A escoliose compensada apresenta os ombros no mesmo nível. Os locais comuns de dores são as regiões cervical (pescoço) e lombar. ao contrário. revelando que a curva principal se equilibra com a curva compensatória. quando. e a curva compensatória ou secundária é aquela que busca a compensação para manter o tronco ereto.24 . fáscia superficial contendo tecido adiposo. temse a lordose. Consiste de pele. UNEB – PÓSDESIGN 2003 32 . é a parte principal do corpo à qual estão fixadas a cabeça. pescoço e membros. Imagem de resonância megnética mostrando a medula espinhal e a caudal eqüina no canal vertebral. Clinical Director of Tri-Hospital Resonance Center. são exageradas as curvas abertas para a frente tem-se a cifose. torácica. Ontário. (cortesia do Dr.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A. Quando a coluna vertebral apresenta uma curvatura para a direita ou para a esquerda. Kucharezyk. Toronto. lombar e sacrococcígea) e sua relação com o crânio e os ossos do quadril. O dorso. vértebras. discos intervertebrais. Curva principal é a curva responsável pela deformidade. fáscia profunda.Curvas da coluna vertebral 5. Vista lateral da coluna vertebral mostrando suas curvaturas normais (cervical. Canadá) Figura 2. B. músculos. costelas (na região torácica).8. A dor lombar é uma queixa comum. Desvios do eixo da Coluna Vertebral As curvas da coluna vertebral podem ser acentuadas por motivos patológicos.

Invariavelmente o tratamento é cirúrgico e precoce. hemi-vértebras e barras ósseas. A cifose é caracterizada pelos exageros da curvatura toráxica fora dos eixos dos limites fisiológicos. como por exemplo o encurtamento com disparidade entre os membros inferiores. as escolioses por doenças endócrinas. causando assim. buscando corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento. atingindo curvas severas de até 180º. doença de Von-Recklin Gausen (doença pseudo tumoral de estrutura nervosa). As funcionais são aquelas cujo desvio da coluna depende de alterações extrínsecas à mesma. quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. Podemos ter ainda as escolioses congênitas. constituindo-se em deformidades a partir da concepção. Podemos ainda classificar as escolioses como funcionais e estruturais. A importância dessa classificação se faz para o planejamento da correção cirúrgica da deformidade. Várias etiologias podem ser causas de cifose na coluna vertebral. Outros exemplos de escoliose são causadas por seqüelas de efeitos traumáticos. Nas patologias ósseas. a freqüência maior está relacionada às espondilolisteses e pseudo-espondilolistese que produzem o deslizamento intervertebral freqüentemente localizados entre a 4ª e a 5ª lombar e a 5ª lombar e 1ª sacra. doenças ósseas como a osteoporose e a doença de Scheuermann ou dorso curvo do adolescente. infecções. um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros. As estruturais são aquelas em que a causa do desvio encontra-se localizada diretamente com as estruturas ósteo ligamentares vertebrais. Assim. São caracterizadas pela curva em "C" e pela hipotrofia muscular. causando assim. Ainda devemos classificar as curvas das deformidades como móveis e rígidas. que evolui durante o período de crescimento. Os principais exemplos estão nas agenesias vertebrais. por seqüelas das osteosporoses etc. A hiperlordose é um exagero com assentuação da curva lombar que está diretamente relacionada com a retificação cervical e com o aumento da cifose dorsal. A etiologia mais freqüente das hiperlordose são os distúrbios músculo-esquelético do ilíaco psoas e dos ísquios surais. fraturas. Costumeiramente tem uma curva em "S" e atinge o segmento dorsal e lombar com curvas leves e moderadas.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências As escolioses podem ter diversas etiologias. cujas causas são deformidades congênitas da coluna vertebral. processos infecciosos. temos os defeitos congênitos. a queda lateral da coluna vertebral. UNEB – PÓSDESIGN 2003 33 . As escolioses paralíticas são causadas pela paralisia de grupos musculares na sustentação da coluna. A mais comum é a idiopática ou escoliose do adolescente.

a partir da ruptura do disco vertebral. pode receber pressões equivalente a 600 Kg força na região lombar. as pressões num homem de 70 Kg chegam a 300 Kg. transmitidas pelos corpos vertebrais. Esta função tem a importância de gerar os estímulos para percebermos a posição do eixo vertebral. dores regionais segmentares no tronco ou dores irradiadas para os membros que se manifestam pelo processo inflamatório radicular.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. uma vez rompido. é totalmente instabilizado.3. onde localizam-se as apófises articulares. O anel fibroso concêntrico suporta as pressões submetidas à coluna vertebral. As vértebras desde C2 (segunda vértebra cervical) até S1 (primeira vértebra sacra) são interpostas por estruturas discais chamadas de discos intervertebrais. executando movimentos de carga. Na posição sentada. UNEB – PÓSDESIGN 2003 2 34 . fica comprometida a estabilidade da unidade funcional e progressivamente reduz a sua capacidade de suportar cargas de pressão. estende-se desde C1 (primeira vértebra cervical) até L1 (primeira vértebra lombar). revelando aos músculos eretores da espinha as linhas de força de pressão sobre a coluna vertebral. apófises transversas e posteriores. Fisiologia da Coluna Vertebral A coluna vertebral tem duas funções básicas. A porção anterior ramifica-se no interior da musculatura eretora da coluna e transmite estímulos para a sua contração. A estrutura medular nervosa como tal. estimula o anel fibroso na retenção das pressões e orienta o todo corporal quanto à posição da coluna vertebral. A primeira serve como eixo de sustentação da estrutura corporal. Para agilizar os movimentos. Este nervo "comunica" os estímulos recebidos. Ao todo são 23 discos. Para que esses movimentos se realizem.1. o corpo realiza complexos movimentos no sentido antero-posteiror (flexão e extensão) como no sentido lateral e rotacional. O mecanismo de suporte de cargas. uma vez que o disco intervertebral rompa. Este mecanismo se manifesta ao indivíduo na forma de cansaço. A segunda função da coluna vertebral está relacionada com a condução das estruturas nervosas através do canal vertebral e dos forâmens intervertebrais. não tem poder de cicatrização por ser exangue (ausência de circulação sangüínea).8. verifica-se um deslocamento menor na porção anterior e um deslocamento intervertebral mais amplo na região posterior. Um núcleo gelatinoso. Portanto. O mesmo. através do seu deslocamento. mantendo a capacidade de hidratação e flexibilidade do disco. A porção anterior da coluna vertebral tem como função principal a recepção de cargas corporais. Essa orientação é dada através dos ramos do nervo sinovertebral ou nervo de Luschka. Disco Intervertebral: O disco intervertebral constitui-se de uma estrutura fibrocartilaginosa formada por anéis concêntricos em sua porção externa e um núcleo gelatinoso formado por substâncias hidrófilas (muco polissacarídos) que garantem essa hidrofilia (retenção de água). Sua localização é a porção posterior do disco e o mesmo se comunica com a raiz nervosa emergente da coluna. As mesmas se transmitem através do disco2 que quando íntegro e hidratado.

gerando um processo de desidratação progressiva. as contrações musculares dividem-se em: contratura de ofensa e contratura de defesa. Com a ruptura. acarretará num aumento da cifose dorsal e a retificação da coluna cervical. desencadeia um processo inflamatório. visando a melhor estabilidade do segmento lesado. Isto ocorre porque há uma relação íntima entre esses segmentos da coluna. temos uma degeneração progressiva de todos os elementos que dela participam.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 5. Suas conseqüências se fazem através de dores incapacitantes nas regiões vertebrais. Este mecanismo de pinçamento discal determina a formação do disco doloroso.1. O disco suporta cargas corporais e une vértebra a vértebra. Após se estabelecer uma lesão numa das curvas da coluna vertebral. Com o pinçamento discal estabelece-se uma desestruturação completa da unidade funcional vertebral. cujo objetivo é imobilizar o segmento lesado. são ocasionadas por processos inflamatórios cíclicos concernentes à evolução do dano vertebral. Assim. Hérnia de disco: é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervertebral. ocasionando uma maior aproximação entre os corpos vertebrais adjacentes. conseqüentemente. as outras. incapacidades motoras que vão desde as paresias até as paralisias e mecanismos de espasticidade muscular. a coluna passa a ter uma instabilidade segmentar progressiva. denominando-se canal estreito espondilótico ou degenerativo. A reação de defesa a este fenômeno de desmoronamento da coluna vertebral é realizada através da formação de osteofito (vulgarmente chamados de bico de papagaio). A contratura de ofensa desenvolve-se a partir da lesão discal instalada e a sua repetição é danosa à unidade funcional. Se acontecer um desenvolvimento de hiperlordose lombar. Dessa forma. o disco tende a extruir do espaço intervertebral (hérnia de disco) ou pode perder o seu poder higroscópico. A contratura de defesa se realiza durante os movimentos vertebrais e visa a proteção da coluna. Com o rompimento da estrutura discal. Este desarranjo evolui com a redução da altura corporal do indivíduo e leva o nome de raquiadaptação. que ocasiona crises álgicas lombares periódicas. Cada crise álgica apresenta contratura da musculatura para-vertebral. Quando se instala a lesão do disco. que manifestam periodicamente. mudam a sua posição do eixo. Isto acontece com a obstrução parcial ou total do canal vertebral. processa-se o deslocamento de seu núcleo até a extrusão do mesmo.8. As causas das rupturas discais relacionam-se a traumatismos e tem como UNEB – PÓSDESIGN 2003 35 . Estes têm a finalidade de aumentar a base de sustentação vertebral. Fisiopatologia da Degeneração Vertebral A partir da ruptura do disco intervertebral. ocasionando a dor. dores irradiadas como as ciáticas e braquialgias. Este processo reduz a estrutura discal. As dores.

Espondilose Vertebral: Vértebras aproximadas como resultado de estreitamento do disco intervertebral.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências agravante causas diversas.25 .26 . O processo articular superior da vértebra inferior invadiu o forâmen.26). Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros. como deformidades da coluna. hipotonia e flacidez muscular. obesidade. Já a dorsal é mais rara.27). rigidez corporal nos sedentários. pois nesta área a coluna tem o suporte dos arcos costais (costelas). Estreitamento de Canal: Estreitamento do canal medular central pelo alargamento do processo articular inferior da vértebra superior.Hérnia de disco As hérnias discais cervicais incidem mais freqüentemente nas pessoas estressadas e tensas. Figura 2. estresse etc (Figura 2. tais como depressão. A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. O corte revela a ruptura interna do disco (Figura 2. Figura 2. Ruptura Discal: lesões na linha da circunferência e radiais afetando o anel fibroso e permitindo a herniação do núcleo pulposo (Figura 2.28).Ruptura discal UNEB – PÓSDESIGN 2003 36 .25). Estreitamento do recesso lateral pela subluxação e alargamento osteofítico do processo articular superior da vértebra inferior (Figura 2.

UNEB – PÓSDESIGN 2003 37 .Estreitamento de Canal Figura 2. Tomando como base os requisitos ergonômicos e funcionais deste projeto.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2. problemas de caráter biomecânico. vêm proporcionando ao homem retornar ao conceitos de ter o atendimento em casa.28 . no que se refere a fatores psicológicos e físicos do paciente. do uso do home care em relação à internação hospitalar. e também daqueles que procuram prevenir lesões e doenças na realização de atividades. podendo provocar distúrbios músculo esqueléticos. Apesar dos resultados positivos proporcionados pelo uso do Home Care.8. bem como das exigências biomecânicas relacionadas com levantamento de carga e posturas.2. em muitos casos. do familiar que acompanha o tratamento. Anatomia da Coluna no Levantamento de Carga As vantagens. empurrar ou puxar manualmente um objeto tem sido uma preocupação continua daqueles que planejam o uso eficaz da força de trabalho. bem como do enfermeiro ou. incapacidades psicofísicas e fisiológicas para os usuários.27 . Desta forma. fez-se necessário o estudo e monitoramento dos movimentos empregados na tarefa. Segundo CHAFFIN (2001). o ato de elevar.Espondilose Vertebral 5. torna-se possível a realização de análises sistêmicas do trabalhador (enfermeiro ou cuidador) e a determinação de parâmetros de projeto que reduzam ou minimizem as atividades que provocam custos humanos. atualmente estudada cientificamente. ergonômico e funcional destes equipamentos podem ser observados.

permitindo que tendões e músculos estejam sujeitos a traumas cumulativos e à fadiga metabólica.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A principal razão para se examinar os problemas associados ao manuseio de cargas no trabalho. que acredita-se serem inervadas por receptores de dor (Figura 2. discos. Uma vez que se sabe que não há terminações nervosas de dor na placa cartilaginosa. fadiga muscular e microtraumas à unidade de movimento provocando a redução da tolerância tecidual e a degeneração dos discos intravertebrais da coluna lombar. dores e incapacidades temporárias ou permanentes. Esta falência iria. a lesão sobre esta estrutura poderia acontecer freqüentemente durante o levantamento de cargas pesadas. observado na tarefa dos enfermeiros ou acompanhantes durante as atividades de alimentação e higienização do paciente.19) . O levantamento de carga e os atos de empurrar ou puxar objetos. então. levando-os a uma sobrecarga na coluna dorsal. exige a flexão e torção do tronco.e o anel fibroso em particular . que resulta em reações inflamatórias. e de produtos mal projetados. quando o disco (Figura 2.perdesse sua integridade estrutural (CHAFFIN. Figura 2. além as vértebras. lesão aguda. 2001:231).30). relaciona-se os uso indevido de força. empregada na atividade. causar inflamação e possivelmente compressão das raízes nervosas ou distorção dos ligamentos em torno do disco ou das facetas articulares posteriores. mas só seria percebida tardiamente. ocasionada pela postura inadequada.29 – Corpo vertebral e disco UNEB – PÓSDESIGN 2003 38 . ligamentos e facetas articulares que constituem a unidade vertebral de movimento.

O fator biomecânico pode ser observado ao se perceber que os músculos esqueléticos agem em torno de articulações para causar o giro dos segmentos corpóreos adjacentes. no que se refere à postura assumida (Figura 2. realizam atividades envolvendo o equipamento. em alguns casos. ações musculares que estabilizarão parte do corpo e ações que exigem total movimento corpóreo. Em outras palavras. a força do músculo age através de braços de potência (ou de alavanca) finitos (CHAFFIN. como por exemplo a realização de ajustes na cama. Em ambas as situações os fatores fisiológicos e biomecânicos. 2001:106). UNEB – PÓSDESIGN 2003 39 . ou seja. agem diretamente na força empregada tanto pelo enfermeiro quanto pelo paciente que. neste caso. possui atividades estáticas e dinâmicas.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2.31) na tarefa.30 – Exemplo da herniação do disco L5/S1 resultando em compressão e inflamação da raiz de um nervo espinhal A tarefa.

De pé – flexão (20º < α ≤ 45º) 4. Neutra (θ ≤ 45º) 2.31 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências CLASSIFICANDO AS POSTURAS DO TRONCO A postura neutra ocorre quando o tronco está dentro de 20 graus em relação à vertical com menos de 20 graus de rotação.sistema padrão de classificação postural desenvolvido por KEYSERLING (1986) UNEB – PÓSDESIGN 2003 40 . Posturas padrão do ombros 1. Deitado – de costas ou de lado 7. De pé – extensão (α < 20º) 2. Flexão/abdução excessiva (θ > 90º) Figura 2. A postura neutra ocorre quando θ é menor que 45 graus. Sentado – flexão leve 9. De pé – neutro 3. Flexão/abdução leve (45º < θ ≤ 90º) 3. Posturas padrão do tronco 1. De pé – flexão (α > 45º) 5. De pé – torção/flexão dorsal (β ou γ > 20º) 6. Sentado – torção/flexão lateral CLASSIFICANDO AS POSTURAS DOS OMBROS Flexão/abdução do ombro é o ângulo interno θ entre o tronco e o úmero. Sentado – neutro 8.

apresentando-se em uma posição favorável. nenhum suporte para o dorso (do tipo cinta lombar/dorsal) deveria ser utilizado. exigem maior esforço da musculatura da coluna que. eminência hipotenar (2). da temperatura e peso. enfaticamente. o levantamento biomecânico é realizado. devido ao trabalho em pé. a mão deve adaptar-se à forma dos objetos. o peso corporal e o sexo. critérios psicofísico e fisiológico irão fornecer a base para os limites de levantamento freqüente de peso: O levantamento deveria ser suave e sem efeitos repentinos de aceleração. Objetos a serem levantados deveriam ter largura moderada. Desta forma salienta-se a importância do estudo anatômico e fisiológico da coluna e da mão no intuito de verificar os movimentos e as limitações dos mesmos. trata-se do elemento que permite a interface direta com os subsistemas de acionamento. Para realizar a preensão. O processo da vigilância passiva onde os próprios indivíduos relatam as dores sentidas durante a realização da tarefa e. a idade. na coluna vertebral e na mão. A temperatura deveria ser favorável para efetuar o levantamento. capaz de exercer inúmeras ações e movimentos. assim como fatores de risco do trabalho .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Outros fatores devem ser observados e analisados a fim de detectar esforços prejudiciais e incapacidades músculo-esqueléticas como.3.as manoplas deveriam ser seguras e o potencial de escorregões deveria ser baixo. sejam elas do cuidador ou do paciente. Anatomia e Fisiologia da Mão No contexto do trabalho. do espaço. UNEB – PÓSDESIGN 2003 41 . Do ponto de vista fisiológico. Neste último caso.8. A mão humana é dotada de uma grande riqueza funcional. Processos sistêmicos podem ser utilizados para identificar problemas relacionados às lesões músculo-esqueléticas em potencial ou já existentes. podem ser utilizados formulários no qual o trabalhador indica os desconfortos e as dores sentidas.condições de trabalho. possibilitando ao homem o reconhecimento do relevo. a variabilidade individual em tolerância a estresses no manuseio de cargas é ampla e precisa ser analisada. é demasiadamente prejudicada. As posturas adotadas durante o levantamento não deveriam sofrer restrições. da forma. nas atividades que envolvem os sistema. que envolvem o sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências. As atividades. e da mão. com separação das mãos de no máximo 75cm. A pega deveria ser boa .32. da espessura. A mão. Conforme AYOUB (1992). o processo da vigilância ativa onde um ergonomista monitora as atividades do trabalhador durante um certo período. mantendo o contato pela eminência tenar (1). 5. a mão representa a extremidade efetora do membro superior. Segundo Chaffin (2001:316). membro principalmente utilizado para a realização de ajustes do sistema. cabeça dos metacarpianos (3) e a face palmar das falanges (4) – Figura 2.

O polegar ocupa papel de destaque na mão.34 a 2. ou seja.32 – Áreas de contato da mão Outros aspectos biomecânicos a serem observados na atividade de acionamento do controle utilizado para ajuste da cama.33). os aspectos de interface direta com a mão também devem ser considerados fatores biomecânicos. e abdução . permitindo uma variedade de movimentos. Observam-se os movimentos de flexão . além de vários movimentos do punho e mão.36).flexão palmar.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 2. na direção do dedo mínimo (Figura 2.33 – Posturas assumidas pela mão Do ponto de vista da usabilidade do controle. devido a sua posição antes da palma da mão e dos outros dedos. isoladamente ou em conjunto com os demais dedos (Figuras 2.desvio ulnar. O contato. caracterizada pelo envolvimento palmar em torno do cabo da escova. 42 UNEB – PÓSDESIGN 2003 . e a empunhadura. Figura 2. referem-se a anatomia das posturas do punho e mão. caracterizado pelo toque dos dedos e palma da mão na escova. extensão flexão dorsal.

equipamentos.9. tomando como tolerância UNEB – PÓSDESIGN 2003 43 .38). Figura 2. instrumentos.37 Figura 2.35 Figura 2. A qualidade ergonômica de um produto passa. enfim.36 Figura 2.38 5. permite verificar o grau de adequação de produtos em geral. A antropometria trata de medidas físicas corporais. pela sua adequação antropométrica.4 e 2.37 e 2. de postos de trabalho ao ser humano. as dimensões do sistema de apoio para acomodação pode ser dimensionado (Tabela 2.5).34 Figura 2. Levantamento de dados antropométricos As medidas humanas são muito importantes na determinação de diversos aspectos relacionados ao ambiente de trabalho no sentido de se manter uma boa postura. máquinas. necessariamente. em termos de tamanho e proporções e.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Outro dedo bastante utilizado para acionamento em controle é o dedo indicador (Figuras 2. Com base em tabelas antropométricas.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências uma margem de erros de 5% e.39). Iida (1990) reúne e apresenta dados antropométricos da norma alemã DIN 33402. C A D B Figura 2. na mão. eventualmente. de ajuste da angulação e altura do sistema.6. onde estão especificadas cinco variáveis antropométricas da mão de adultos (Tabela 2.39 – Dados Antropométricos da mão UNEB – PÓSDESIGN 2003 44 . adotando ajustes que só poderão ser definidos na fase de teste com o protótipo. deve-se levar em consideração as dimensões dos vários segmentos existentes na superfície desta. Para a verificação da acomodação adequada do controle. de 1981. Figura 2.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

Tabela 2.4 – Levantamento de dados antropométricos Cód. Título Pontos limites
Vétex

Aplicação Boneco antropométrico- definição do perfil coronal superior limite superior da cabeça em posição ao limite inferior (queixo), de modo a especificar por diferença, dimensões para os diferentes pontos da cabeça a partir do solo; altura mínina de passagens, portas, obstruções a visibilidade em anfiteatros. Boneco antropométrico – definição do perfil coronal superior, limite superior da cabeça em oposição ao limite inferior (queixo), de modo a expecificar por diferença, dimensões para os diferentes pontos da cabeça a partir do assento com sujeito sentado; altura mínima de cabines e de obstruções acima da cabeça; limitações em anfiteatros. Boneco antropométrico – definição do perfil sagital anterior com sujeito sentado; profundidade da superfície dos assentos. Boneco antropométrico – definição do perfil sagital com sujeito sentado, altura dos assentos. Determinação de espaços críticos, considerando-se obstruções laterais, ao nível da nádega. Distância horizontal frontal de botões, no plano sagital.

AP 04 Altura do topo da cabeça

Percentis indicado 97,5

Valores Maior homem 1880

AS 05 Altura do topo da cabeça sentado, a partir da superfície do assento.

Vertex

97,5

Maior homem 0973

PS11 Profundidade de nádega à cavidade popliteal, sentado. AS 26 Altura da cavidade polliteal, sentado. LP 18 Largura máxima do quadril. PP 07 Alcance frontal, mão em pegapinça, até a extremidade do polegar. AP 18 Altura do cotovelo em flexão, no olecrânio.

Dorsale – popliteale

2,5

Menor mulher 0401 Menor mulher 0363 Maior mulher 0393 Menor mulher 0665

Poplítion

2,5

97,5 2,5

Daktylion I

Olecranion

Boneco antropométrico – definição do perfil coronal lateral, altura de bancadas e consoles para trabalho de pé

97,5

Menor mulher 0894

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Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências

Tabela 2.5 – Projetação Ergonômica - Dimensionamento Homem-Máquina COTA / APLICAÇÃO AP04 - Altura do topo da cabeça. (vértex) VARIAVEL (CM) Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5) 1880 1491 POSTURA

AS05 - Altura do topo da cabeça sentado, a partir da superfície do assento. (vértex)

Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5)

0973 0782

PS11 - Profundidade de nádega à cavidade popliteal, sentado. (dorsale – popliteale)

Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5) Maior Homem (97,5) Menor Mulher (2,5)

0511 0401

AS26 - Altura da cavidade polliteal, sentado. (Poplítion)

0470 0363

LP18 - Largura máxima do quadril.

Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5)

0393 0306 0881 0665 1551 0894

PP07 - Alcance frontal, mão em pega-pinça, até a extremidade do polegar.(Daktylion I) AP18 - Altura do cotovelo em flexão, no olecrânio. (Olecranion)

Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5) Maior Mulher (97,5) Menor Mulher (2,5)

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Tabela 2.6 – Dados antropométricos das mãos, segundo a norma Alemã DIN 33402 de 1981 (Ilda, 1990)

Dados antropométricos (em mm) Variáveis Comprimento da mão (A) Comprimento da palma (B) Largura da mão (C) Largura da palma da mão (D) Diâmetro máximo de pega

Homens %95 201 117 116 93 154

Mulheres %05 159 91 82 72 108

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2). Desse modo. Considerando também que.61 e 1. a necessidade de ajustes eficientes. algumas entrevistadas atribuem esta dificuldade ao sistema de manivela e à altura da cama (Gráfico 3. macas. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS 6. por si só. 11% 15% 23% Suporte para soro Comadre 7% 22% 22% Grade de proteção Suporte para remédios Suporte para alimentação Outros Gráfico 3.67% admitem já haverem ocorrido acidentes (Gráfico 3. 33% utilizam suporte para remédios. seja integrando-os ao produto ou simplesmente evitando conflitos entre a cama e esses suportes. cilindro de oxigênio. comadre e grades de proteção em suas atividades. sendo a metade das enfermeiras de estatura entre 1.70m e pesando entre 61 e 70 kg.3). sendo o mais freqüente (50%) a queda ao descer ou subir na cama. Esta questão justifica. Observações O questionário (anexo IV) foi aplicado a fim de obter alguns dados acerca da execução da tarefa e problemas dela decorrentes. 33. Todas as profissionais entrevistadas utilizam suporte para soro. Cerca de 66. mesa de cabeceira. mesmo em situações de internamento domiciliar. 66. seguido de queda da cama durante movimentação do paciente. bem como constrangimentos físicos decorrentes da execução da tarefa. cadeira de rodas.1 – Equipamentos utilizados nos cuidados com os pacientes As maiores dificuldades dessas profissionais no trato com os enfermos são subir e descer da cama e conseguir ajustar a cama numa posição confortável (50%). 66. especificidades de sua atuação profissional.1.67% utilizam suporte para alimentação e 50% utilizam outros equipamentos. constata-se a necessidade de um ambiente de trabalho pensado de modo a minimizar os constrangimentos da tarefa. papagaio.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6. UNEB – PÓSDESIGN 2003 48 . Assim. facilitando o trato com o paciente e minimizando os constrangimentos físicos sofridos pelos profissionais que trabalham até 12 h por dia executando tais tarefas. no projeto deve ser considerado o uso desses equipamentos. em alguns casos essa carga chega a 12 h/dia.66% das entrevistadas exercem a profissão a 8 anos ou mais e o mesmo percentual de pessoas trabalha 8h/dia ou mais. A totalidade dos entrevistados é sexo feminino. Esta necessidade ainda é confirmada quando se observa que do total das entrevistadas. seu público abrangeu cuidadores de pessoas enfermas e constou de questões sobre características físicas do entrevistado. carro de medicação.1). bandejas (Gráfico 3. como: bomba de infusão. com mais de 21 anos (50% entre 21 e 30 anos de idade).

3 – Acidentes mais freqüentes Quando questionadas a respeito do mobiliário utilizado. 66. que atenda não apenas às necessidades do enfermo. 50% sente moderado desconforto nas costasUNEB – PÓSDESIGN 2003 49 . segurança do paciente e conforto para o paciente. 33% das entrevistadas queixam-se de algum desconforto no pescoço. 66.2 – Maiores dificuldades com o enfermo 25% 17% 25% 17% 8% 8% Queda da cama durante alguma movimentação Queda ao descer ou subir da cama Ajustes descontrolados provocando má postura do enfermo Derramamento de alimentos por falta de apoio adequado Rodízios que provocam falhas ou impossibilidade de deslocamento Outros Gráfico 3.67% que julga o mobiliário ótimo no que diz respeito à segurança do paciente. Foi efetuada ainda uma escala de avaliação de avaliação de desconforto corporal.67% sente algum ou moderado desconforto na região cervical.67% sente bastante desconforto nas costas-superior. 16.67% considera-o ruim ou péssimo no que diz respeito a tipo e forma do ajuste. no desempenho de sua atividade.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 0% 33% 22% 0% 11% 34% Dar banho Aplicar injeções Subir e descer a cama Alimentar Conseguir ajustar a cama em posição confortável Dar medicamentos Gráfico 3. contra 16. Essa rejeição do trabalhador em relação ao equipamento hospitalar é sintoma de uma demanda por equipamentos mais eficientes. mas também aos requisitos do cuidador.

Levantamento e Análise de Similares – Técnica de PNI Através do levantamento e análise de similares. 6. Uso de cores que remete ao ambiente hospitalar.67% sente moderado ou bastante desconforto nas costas-inferior. Ainda 50% das entrevistadas sente moderado desconforto na perna esquerda e 50% sente moderado ou bastante desconforto na perna direita. considerando os critérios de avaliação. Apoio para o paciente se virar. os seguintes aspectos puderam ser apontados sobre as camas hospitalares e camas para home care existentes no mercado: a) Pontos positivos: Grades. Dorso radiotransparente. Ajustes de angulação. Inexistência de ajuste de altura. Ajustes. negativos e interessantes de cada produto. Segundo os aspectos abordados na técnica do PNI (anexo II) e.2. facilitando a manutenção e limpeza. e a significação (funções simbólicas). Estes dados indicam que a ineficiência dos ajustes da cama trajem inconvenientes á saúde dos cuidadores. Rodízios. b) Pontos negativos: Ausência de rodízios. Ausência de grades. Processo de fabricação e acabamento agressivos. Existência de apenas um ajuste (na cabeceira). UNEB – PÓSDESIGN 2003 50 . Uso de cores dando um aspecto mais alegre ao produto. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. no que tange o conforto e segurança . através da técnica do PNI levanta-se os pontos positivos. Equipamentos feitos de material que remetem ao ambiente hospitalar. remetendo ao mobiliário residencial. c) Pontos interessantes: A cabeceira da cama tem um tubo integrado que poderia funcionar como pega para o deslocamento da cama. possuindo uma aparência agressiva e frágil.interface com a semiótica. Inexistência de cabeceira. Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. no que se refere ao atendimento dos objetivos propostos pelo produto. Apoio para soro. gerando dores nas costas desses usuários. considerando aspectos de informação.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências médio e 66. a usabilidade. comunicação e representação . busca-se os produtos existentes e as carências do mercado e. Simplicidade estrutural. Uso da madeira. tomando como critérios a funcionalidade.interface com a ergonomia.

da qual seleção de processo e design do produto também fazem parte e segundo FRANCISCO JÚNIOR (2002).1. e (IV) qual o custo da solução encontrada e como este se compara com as expectativas do mercado.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Combinação de materiais. criando um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. Figura 3.1. Em outras palavras. lembrando que essa lista não se esgota: Considerações dimensionais Considerações de forma Considerações de peso Considerações de resistência mecânica Resistência ao desgaste UNEB – PÓSDESIGN 2003 51 . Trata-se de atividade que envolve uma gama de conhecimentos técnicos.1 mostra os passos necessários para produzir determinado produto e ressalta quatro considerações principais: (I) a função – o que o objeto deve fazer. interdisciplinaridade e interatividade são particularmente exigidas na seleção de materiais. Multifuncionalidade. Portanto. teoricamente. acabamento etc. (II) em que ambiente deverá operar. 6.3.3. A Figura 3. cuja amplitude dificilmente é abrangida por um só tipo de profissional por ser o ponto focal de uma série de especialidades tecnológicas. processabilidade. Levantamento e Análise de Materiais e Processos de Fabricação A seleção de materiais é uma das atividade mais importantes do projeto de produto. cada um caracterizado por um ou mais requisitos específicos. seleção de materiais e seleção de processo. Essas vão desde a execução do projeto até a análise de desempenho em campo e necessariamente reúnem profissionais de diversas especialidades. através de vários critérios: propriedades. (III) por quanto tempo. podem-se estabelecer. Requisitos de Seleção As atividades de seleção de materiais podem ser executadas tendo múltiplos objetivos em mente.Fluxograma de desenvolvimento de um produto: condições de contorno e relações funcionais entre projeto. 6. FRANCISCO JÚNIOR (2002) estabelece alguns tópicos que devemos considerar como mais representativos.

tomou-se como parâmetro as propriedades mecânicas. pode-se observar que a estrutura da base sofrerá compressão de todo o peso do sistema mais o peso do paciente. químicas e físicas exigidas pelos componentes do sistema (Tabela 3.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Conhecimento das variáveis de operações Facilidade de fabricação Facilidade de montagem Requisitos de durabilidade Número de unidades Disponibilidade de material Custo da matéria-prima Custo do processamento Existência de especificações e códigos Viabilidade de reciclagem Valor da sucata Grau de normalização Tipo de transporte Acabamento de superfície Tendo em vista tais objetivos. nas suas articulações e no trilho da estrutura superior.1 . E a ação de flexão ocorrerá devido ao peso do paciente. O atrito será observado nas hastes de levantamento. sofrerá compressão e flexão também ocasionada pelo peso do paciente.Identificação das propriedades mecânicas. UNEB – PÓSDESIGN 2003 52 . da parte superior do sistema e do peso do motor. que não é um peso estático. Tabela 3. As hastes sofrerão tração ocasionada pelo motor.1) de forma a realizar criteriosamente a seleção do material. E a estrutura superior. bem como o estrado. químicas e físicas dos materiais conforme as solicitações dos componentes do sistema Produto Hastes de Estrutura Estrutura Estrado Grade levantada base superior Propriedades mento MECÂNICA Atrito Tração Torção Compressão Cisalhamento Flexão QUÍMICO Solventes Detergentes Intempéries FÍSICO Absorção de luz X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Através da aplicação da tabela.

2. flexão. Com isso. UNEB – PÓSDESIGN 2003 53 . o alumínio e o aço. todos os seus componentes sofrerão a ação de produtos químicos.2 – Processos de fabricação aplicados aos componentes do sistema Produto Hastes de Estrutura Estrutura Estrado levantasuperior da base mento Processos USINAGEM Furadeira horizontal Furadeira vertical Serra de disco Lixadeira de fita Lixadeira de disco CALDEIRARIA Curvadora de tubo Vincadora Guilhotina SISTEMA DE FIXAÇÃO Parafusos mecânicos Solda elétrica ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE Polimento Desengraxante Pintura revolver eletrostática X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Grade Através do esquema da figura 3. em ambiente doméstico. Através dessas observações. através da tabela 3. tração.2 podemos concluir que o material mais indicado será um metal. E.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências A ação da tração e compressão também poderá ser observada na grade. o processo de seleção no formato de funil sugere que inicialmente deve-se considerar um grande número de materiais candidatos de modo a não perder nenhuma oportunidade razoável. Tabela 3. A ação física que age diretamente em todo o sistema refere-se à absorção de luz onde. intempéries e ação de produtos químicos. os componentes estarão expostos a luminosidade freqüente. no momento em que o paciente utiliza-se deste componente como ponto de apoio para a realização de movimentos. mas que a aplicação sucessiva das restrições transforma essa abordagem inicial em uma mais detalhada e seletiva à medida que o processo se move para a direita da figura. que podem vir a ser utilizados para a produção do sistema. e tomando como parâmetro as propriedades exigidas aos componentes do sistema em relação ao seu uso. Durante a higienização do sistema. Pode-se dizer que o processo de seleção inicia com uma abordagem macroscópica e termina com uma abordagem microscópica. no caso específico da esterilização. como é o caso de Salvador. fez-se a analise de dois materiais. o mesmo ocorre com a ação do salitre (intempéries) quando utilizado em regiões litorâneas. conclui-se que todo o sistema deverá ser produzido em material com alta resistência à compressão.

representando cerca de oito por cento em peso do total.O “afunilamento” de um típico procedimento de seleção de materiais e alguns critérios de decisão ao longo do evento. entre as primeiras cabe UNEB – PÓSDESIGN 2003 54 . favorecido pela difusão do uso da energia elétrica. o alumínio ocupa o terceiro lugar.2 . ao processo de eletrólise (decomposição de substâncias em solução pela passagem de corrente elétrica).nos xistos e na bauxita. Na ordem decrescente. no qual se encontra misturada com o óxido férrico e com a sílica. pelo americano Charles Martin Hall e pelo francês Paul-Louis-Toussaint Héroult.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 3. foram exibidos quatro grandes blocos de alumínio. Mas só mesmo depois da II Guerra Mundial. Alumínio uma exposição internacional realizada em Paris. o mineral de alumínio mais utilizado. que não tinham outra função além da decorativa. característica de todos os elementos metálicos e é um dos elementos mais usado depois do ferro. Esse procedimento. dos elementos que constituem a crosta terrestre. em 1855. branco e brilhante. O alumínio é um dos elementos que existe em maior abundância nos mantos terrestres . A moderna produção de alumínio teve início em 1886. O alumínio é um metal não ferroso. Esse metal faz parte da composição de grande número de rochas e pedras preciosas. de acordo com o peso. quase simultaneamente. consistia em submeter massas de alumina (óxido de alumínio) purificada. Apesar de ser um dos metais mais abundantes da crosta terrestre. a) Propriedades físicas e químicas.2. leve. Existente em combinação das rochas silicatadas . que apresenta uma estrutura cristalina cúbica de face centrada. o alumínio só tinha sido descoberto 28 anos antes e várias décadas ainda passariam antes de serem desenvolvidos processos que permitissem sua obtenção industrial em um estado razoavelmente puro. o uso desse material tornou-se mais intenso.3. 6. com o processo desenvolvido. dissolvidas em criolita fundida.

5% de cobre.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências mencionar. 0. Essas características delimitam outro dos grandes campos de aplicação do alumínio e suas ligas. O alumínio é. todos baseados na redução da alumina extraída da bauxita. ao combinar-se com halogênios (cloro. flúor.5% de alumínio. o dos materiais de construção. Entre as de maior interesse industrial. principalmente no que diz respeito a sua facilidade de manipulação e deformação plástica. é a chamada liga leve. andaimes. assim como na fabricação de componentes elétricos. pinos. bromo e iodo) e enxofre. as micas. O principal processo de tratamento do alumínio é a laminação. em alguns tipos. O cobre. e as ligas de alumínio e silício. e não se altera em contato com o ar ou em presença de água.5% de manganês. 0. sofre reação de combustão. Como conseqüência. também. Apresenta. as safiras e os rubis. caracterizadas por sua maior rigidez e resistência. Esse tipo de combinação. portas. graças a sua elevada resistência e solidez. Por ser mais maleável que o UNEB – PÓSDESIGN 2003 55 . através da qual o metal. o magnésio e o silício são alguns dos elementos que mais se prestam a formar liga com o alumínio. requisito que tem levado ao desenvolvimento de diversos processos de obtenção desse metal. os feldspatos. Na industria de bens de consumo (produtos) as ligas mais utilizadas são da série 6000 e 7000. As ligas de alumínio são bastante utilizadas em diversas aplicações industriais. as ligas de alumínio e magnésio. em estado semi-sólido. elevada reatividade quando em contato com outros elementos: em presença de oxigênio. produz imediatamente os respectivos haletos e sulfetos de alumínio.8% de magnésio e. de forma e dimensões semelhantes à da peça que se deseja obter. aquelas que apresentam um maior teor de alumínio são o coríndon. móveis e utensílios de cozinha. graças a uma fina capa de óxido que o protege de ataques do meio ambiente. silício. cabe mencionar o duralumínio (de Düren). é comum a utilização desse metal no revestimento de fachadas e na fabricação de janelas. Outro processo habitual utilizado para a conformação do alumínio é a extrusão. formado por 93. a bauxita e a criolita. graças a sua elevada resistência à corrosão e soldabilidade. liberando grande quantidade de calor e. Conforme a liga. Entre as pedras preciosas. O alumínio possui altos índices de condutividade térmica e elétrica. entretanto. o mais abundante minério de alumínio. 3. graças a seu interesse mineralógico ou metalúrgico. peneiras. a estrutura precisa de um tratamento térmico que consiste em aquecer e resfriar a liga num processo controlado (que pode durar mais de um dia) para garantir a resistência do mesmo. de que existem inúmeras variedades. As ligas de alumínio apresentam propriedades importantes. a turmalina. Assim. empregadas na construção naval. Para se obter essas ligas é necessário utilizar um alumínio de alta pureza. bastante empregado na produção de recipientes e embalagens dos mais diversos tipos. que desempenham papel importante na indústria automobilística. dobradiças etc. passa através de um molde vazado. são amplamente empregadas na fabricação de parafusos. devido a sua elevada resistência mecânica e peso reduzido. cujo fundamento é a redução ou modificação da espessura de uma peça metálica através de sua compressão em equipamentos especiais denominados laminadores.5 a 0.2 a 95.5 a 5.

para manter a rigidez e durabilidade.3. no entanto é um material com propensão a quebra. com a utilização de uma fonte calórica. Segundo FRANCISCO JR. com 0. Esta classificação subdivide esses grupos como aços-carbono de baixo. Forte resistência segundo as mudanças atmosféricas. O alumínio apresenta alta resistência à corrosão.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências aço ou titânio. resistente. Aço É uma liga de ferro e carbono com teores máximos de carbono de 2. em peso. Ponto de fusão normal. chapas grossas. e na designação UNS a classe G1023 significa o mesmo teor de carbono. Ótimo refletor. citando-se como exemplo a classe 1023 que significa aço-carbono. que ajuda na obtenção das ligas. por garantir uma estrutura leve. titânio e em alguns casos até mesmo o carbono. (2002:15).3. a)Tipos de Aços Existentes: Aços-Carbono Aços para Fundição Aços Trilhos Aço para Tubos Arames e Fios Aços de Usinagem Fácil Aços para Nitretação UNEB – PÓSDESIGN 2003 Aço-Liga Aços Estruturais Aços para Produtos Planos Aços para Barras Aço para Molas Aços para Cementação Aços para Mancais 56 . A relação peso x preço é muito favorável no caso do alumínio. os tubos tem que ser maiores. No sistema SAE e AISI de classificação dos aços. em média. tiras. chapas finas. pois sua resistência à fadiga é pequena. Processo de acabamento – aços laminados a quente e a frio. 6. O aço é obtido pela fusão do minério de ferro com o carvão mineral ou vegetal. b) Características principais do alumínio: Pequena massa volumétrica. Forma do produto acabado – barras. Reciclável. médio e alto teor e os aços ligas que contém quantidades específicas de elementos de liga diferentes daqueles normalmente utilizados nos aços comuns e são classificados de acordo com os principais elementos de liga presentes. Alta condutibilidade elétrica e térmica.06%. mas dependendo da qualidade do tubo e dos processos de fabricação utilizados este problema pode ser minimizado ou até mesmo eliminado. os aços são classificados nos seguintes grupos: Composição – aços carbonos e aços ligas.23% de carbono. durável a um custo relativamente baixo ao contrário de outros metais como cromo. tubos ou perfis estruturais. as letras XX ou XXX correspondem à cifras indicadoras dos teores de carbono.

45% Cr. símbolo ou nome.Ni-Cr-Mo com 1. Os aços. com alto P e S.15% V mínimo.Cr com 0. 0.3 – Normatização e especificação de alguns tipos de aço AISI . 0. com alto S. quanto maior o teor de carbono. Aços . Aços . manganês e silício. como fósforo. são classificados em Grau.55% Ni.0005 a 0. Tipo e Classe.45% de Cr Aços .00%. enquanto que a Classe é utilizada para descrever outros atributos.Ni-Cr-Mo com 0. e os alto carbono possuem de 0.Cr-Mo com 0.7 a 1.7% de Cr Aços .carbono comuns Aços de usinagem fácil. Outros elementos existem apenas em quantidades residuais.0005 a 0.3 Mo Aços .05% Ni. em geral. como nível de resistência e acabamento superficial.Cromo com 0. 0.Mn com manganês acima de 1% Aços . A quantidade de Carbono presente no Aço define a sua classificação: os baixo carbono possuem no máximo 0.SAE 10XX 11XX 12XX 15XX 13XX 40XX 41XX 43XX 46XX 47XX 48XX 51XX E51100 E52100 61XX 86XX 87XX 88XX 9260 50BXX 51BXX 81B45 94BXX UNS G10XXX G11XXX G12XXX G15XXX G13XXX G40XXX G41XXX G43XXX G43XXX G47XXX G48XXX G51XXX G51986 G52986 G61XXX G86XXX G87XXX G88XXX G92XXX G50XXX G51601 GB1451 G94XXX TIPO DE AÇO Aços .003 de Boro Aços .1% Cr Aços .30% de Carbono.35 % Mo Aços .55% Ni.12% Mo e 0. AISI (American Iron and Steel Institute).6% de Cr e 0.95% Cr e 0.30 a 0. número. Aços de usinagem fácil.2% Mo Aços . enxofre. e 0.1 ou 0. 0.003 de Boro Aços .25% e Mo médio. 0.25% Mo Aços .1% de Cr e 0.7 a 2% Ni e 0.Ni-Cr-Mo com 0.Mo com 0. 0.003 de Boro Aços . Aços .0005 a 0.008% até aproximadamente 2. Existem vários sistemas de designação para os Aços.9% Cr. tipo e classe utiliza uma letra.3% Mo Aços .2 a 0.12% Mo e 0.75% de Mn médio.4 a 1. Aços .08 a 0.3 a 0.55% de Ni.Mn com 1.4 a 0. UNEB – PÓSDESIGN 2003 57 .Cr-V com 0. Em regra geral.8 a 2.5% Cr e 0.45% Ni.Cr. A designação do grau.15 a 0.60%.0% de carbono. e outros elementos residuais.Ni-Cr-Mo com 0.0005 a 0.65 a 2% Ni.Ni-Cr-Mo com 1.4 Mo Aços .4% Cr.Cr com 0.Ni-Cr-Mo com 0. Enxofre e Fósforo. O Tipo identifica o processo de desoxidação utilizado.Ni-Mo com 0. A maior parte do aço produzido no mundo é do tipo aço carbono.45% Cr e 0.3% Ni.5% de Cr e 0. como o SAE (Society of Automotive Engineers). Silício. maior a dureza e menor a dutilidade do aço.Mo com 0.2% Si Aços .003 de Boro b) Aços Carbono Liga de ferro-carbono contendo de 0. Os Aços-carbono possuem na sua composição quantidades limitadas dos elementos Carbono. 0.2 a 0.Cromo (forno elétrico) com 1% Cr Aços .6 ou 0. Manganês.5 Cr e 0. O Grau normalmente identifica a faixa de composição química do aço.60 a 1.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Aços para Ferramentas e Matrizes Aços Resistentes à Corrosão Aços para Fins Elétricos e Magnéticos Aços Resistentes ao Desgaste Aços Resistentes ao Calor Tabela 3. Cobre. os médios carbono possuem de 0.8% de Cr e 0.Cr com 0.Cromo (forno elétrico) com 1.2% Mo Aços . 0.Si com 1. 0. resultantes do processo de fabricação.

e é designada pela sigla UNS (Unified Numbering System). A normalização unificada vem sendo utlizada com freqüência cada vez maior. Os processos de fabricação para obtenção do produto final variam de acordo com a norma em que o tubo vai ser fabricado.3. Esta denominação veio de muito tempo atrás. Os aços-carbono seguem uma divisão padronizada na indústria.W. Este processo garante a homogeneidade da matéria-prima com a solda. Os grupos de descrição de qualidade utilizados são os seguintes: Semi-acabados para forjamento Estrutural Placas Barras laminadas a quente Barras acabadas a frio Chapas finas laminadas a quente Chapas finas laminadas a frio Chapas com esmaltagem porcelânica Chapas chumbadas compridas Chapas galvanizadas Chapas revestidas por zincagem eletrolítica Bobinas laminadas a quente Bobinas laminadas a frio Folhas-de-flandres Arames Arame achatado Tubos Tubos estrutural Tubos para oleodutos Produtos tubulares para campos petrolíferos Produtos tubulares especiais Fios-máquina laminados a quente 6. (Solda por Resistência Elétrica) com alta freqüência. Esta é uma denominação errônea para o material.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ASTM (American Society os Testing and Materials) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). UNEB – PÓSDESIGN 2003 58 . quando o processo utilizado era de baixa freqüência (50 ou 60 hz) o que dava ao material uma aparência de material "costurado". Estruturas Tubulares Os tubos utilizados pela industria de produção de bens de consumo são chamados de "com costura". o que permite que fornecedores e consumidores se comuniquem com maior eficiência. Os tubos podem ser produzidos em uma variada gama de matérias-primas (tipo de aço utilizado). Hoje o processo é realizado com solda longitudinal pelo processo E. o que confere excelentes características aos produtos.4.R. porém o nome se consolidou tal como "xerox".

seu custo final é maior.Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras acima de 2. Devemos apenas tomar pequenos cuidados quanto ao seu armazenamento. Estas bobinas são produzidas normalmente em espessuras abaixo de 2. pois ela é altamente susceptível a oxidação ( corrosão. flangeamento etc. A verificação da qualidade da solda e/ou do produto final pode ser feita através de ensaios destrutivos e/ou ensaios não destrutivos.Os tubos podem ser armazenados e transportados em condições normais até mesmo em céu aberto (por pouco tempo) sem ter sua qualidade prejudicada. SAE (Society of Automotive Engineers). ferrugem). API (American Petroleum Institute).Bobina Laminada A Frio Possuem uma cor clara. Quando for necessário em uma espessura de BQ uma melhor condição dimensional podemos fazer uma relaminação a frio da chapa.Bobina Laminada A Quente Possuem uma cor escura e são menos susceptíveis a oxidação. ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e outras. Não garante a estanqueidade. o que pode causar sérias conseqüências na utilização final sobre o produto. porém é admitido como o teste opcional ao hidrostático na maioria das normas de condução devido a sua grande velocidade de execução. que podem ser: ELETROMAGNÉTICO: através de correntes parasitas testa o tubo quanto a descontinuidades.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências que são normalmente fornecidas segundo especificações ASTM (American Society for Testing and Materials).00 mm.00 mm e não possuem uma tolerância dimensional tão restrita quanto as BF. Quando os tubos de condução são zincados a quente (galvanizados a fogo como são popularmente conhecidos) não tem a preocupação com a superfície do tubo. As chapas relaminadas a frio são chamadas de RL. sendo necessário alguns cuidados especiais aos tubos produzidos nesta matéria-prima. ENSAIOS DESTRUTIVOS: durante o processo de fabricação são realizados vários ensaios mecânicos destrutivos em amostras retiradas durante a produção. Este processo também é utilizado para se obter espessuras não fornecidas pelas Usinas. HIDROSTÁTICO: Consiste em testar o tubo a uma determinada pressão hidráulica para garantir a estanqueidade do tubo. b) BQ . que são classificadas em dois grandes grupos: a) BF . senão tendem a amarelar. Devido seu processo de fabricação ser maior que as BQ. A matéria-prima utilizada é comprada em forma de bobinas.00 mm e possuem melhor tolerância dimensional e acabamento.Os tubos devem ser armazenados e transportados sempre evitando a umidade. DIN (Deustaches Institute for Normuns). AISI (American Institute of Steel and Iron). tais como alargamento. quando a espessura for superior a 5. sendo que são também denominadas de BG (Bobinas Grossas). UNEB – PÓSDESIGN 2003 59 .

10 2.60 3.60 2.40 3.20 3.45 1.10 2.00 1.00 63.00 2.867 44.520 50.00 1.382 20.20 0.00 65.800 25.00 1.10 0.05 1.417 38.65 0.40 2.760 38.70 25.404 30.00 30.70 50.560 38.80 1.70 25.40 12.10 1. A seguir podemos conferir algumas tabelas com especificações técnicas de alguns fabricantes de tubos produzidos dentro das referidas normas.40 0.10 3.00 1.70 N° Perfil TUB-4592 TUB-4512 TUB-4580 TUB-4513 TUB-4514 TUB-4515 TUB-4593 TUB-4543 TUB-4516 TUB-4517 TUB-4518 TUB-4537 TUB-4519 TUB-4520 TUB-4594 TUB-4561 TUB-4521 TUB-4572 TUB-4595 TUB-4557 TUB-4596 TUB-4522 TUB-4597 TUB-4570 TUB-4523 TUB-4524 TUB-4598 TUB-4525 TUB-4577 TUB-4555 TUB-4579 TUB-4526 Peso A Linear kg/m (mm) 1.00 1.645 25.404 20.80 1.58 0.310 12.10 1.45 2.00 0.70 25.50 0.05 25.150 50.30 0.951 40.00 50.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Existe uma gama muito grande de tubos de aço com costura.00 1.05 38.00 150.700 44.00 100.10 0.253 40.542 16.40 50.40 3.872 25.05 101.10 2.596 25.60 3.50 0.00 1.00 0.00 2.17 0.05 101.075 44.40 80.80 2.00 1.00 2.00 1.20 0.05 0.80 2.00 20.854 40.181 38.280 44.80 64.10 1.58 0.20 4.40 50.40 50.50 3.40 101.00 77.00 1.70 63.875 38.00 1.20 3.00 0.80 3.981 25.870 44.350 25.40 38. ASTM A 513 e DIN 2394 e indicados para uso estrutural.05 19.40 1.00 1.22 32.40 101.17 0.535 20. NBR 6591.05 152.591 22.190 38.32 2.560 25.50 2.00 40.40 60.00 0.00 3.75 1.40 50.00 0.00 0.00 0.40 2.00 30.00 4.521 12. que são Fabricados de acordo com as normas NBR 8261.90 3.00 80.80 1.310 25.Tubos retangulares de alumínio N° Perfil TUB-4584 TUB-4536 TUB-4501 TUB-4585 TUB-4554 TUB-4553 TUB-4586 TUB-4451 TUB-4509 TUB-4562 TUB-4544 TUB-4541 TUB-4558 TUB-4550 TUB-4546 TUB-4538 TUB-4501 TUB-4545 TUB-4503 TUB-4587 TUB-4588 TUB-4563 TUB-4560 TUB-4504 TUB-4505 TUB-4589 TUB-4590 TUB-4591 TUB-4506 TUB-4507 TUB-4508 TUB-4581 Peso A B e Linear kg/m (mm) (mm) Espessura 0.090 38.50 124.300 12.00 1.30 0. indústrias moveleiras.05 76. porém os que realmente nos interessam são os tubos industriais/mecânicos.40 50.00 1.00 4.70 1. automotivas.45 2.60 3.00 2.40 76.00 1.65 0.336 45.810 25.17 0.00 76.10 1.00 40.170 44.497 20.401 44.40 76.17 76.10 3.10 1.70 1.350 38.00 2.4 .40 63.50 0.00 4.17 127.180 38.428 25.439 19. Tabela 3.417 22.482 25.907 25.45 2.920 25.40 1.50 3.80 1.00 80.45 2.00 3.40 1.40 50.05 50.60 3.114 40. serralherias.058 25.00 50.415 38.750 38.80 2.20 2.40 38.00 30.00 45.60 0.30 1. a partir da qual se faz possível o cálculo da estrutura de acordo com o material.60 0. etc.00 1.00 111.00 3.00 76.17 60.420 40.00 2.10 1.45 0.00 1.05 101.00 UNEB – PÓSDESIGN 2003 60 .201 25.20 152.05 1.17 76.45 2.40 50.496 37.00 1.10 1.80 3.00 1.20 3.50 80.00 B e (mm) espessura 63.760 25.05 76.00 3.50 0.20 3.80 3.873 19. nas quais podemos também conferir a relação de dimensões e pesos.10 2.10 3.366 50.00 1.80 2.50 50. máquinas agrícolas.123 32.00 2. ASTM A 500.545 12.580 31.17 0.965 44.875 21.50 3.20 2.40 38.918 38.76 88.158 25.

50 5.50 3.40 25.943 1.554 3.417 1.17 3.50 76.05 Tabela 3.40 3.290 0.05 2.35 3.70 12.00 1.00 31.80 60.17 1.00 40.595 0.10 1.170 30.00 2.40 25.995 5.50 1.50 4.20 1.40 2.45 50.50 1.10 38.263 0.10 38.40 25.195 0.00 6.189 0.20 80.355 1.00 80.45 44.00 34.50 1.35 Perfil 73003 73006 73001 UNEB – PÓSDESIGN 2003 61 .60 114.60 101.65 1.534 1.50 65.17 1.17 3.301 0.386 0.050 19.10 (espessura) 1.233 0.634 1.50 2.70 31.20 1.984 0.293 1.50 50.284 0.50 2.760 0.05 19.75 31.00 11.00 3.00 2.5 .80 50.350 4.586 0.30 127.30 3.00 2.17 3.00 2.395 0.00 1.40 25.05 3.40 3.05 3.032 2.920 1.57 2.395 1.00 3.30 2.00 1.40 3.80 50.80 50.75 32.40 1.525 0.00 (espessura) 1.203 1.686 3.05 3.090 2.761 1.80 4.27 1.60 3.80 50.75 31.40 25.80 e (espessura) 1.20 76.17 3.60 101.030 (mm) 40.491 0.05 20.00 25.50 1.00 76.40 TUB-4582 TUB-4576 TUB-4569 TUB-4527 TUB-4528 0.20 1.80 50.366 0.402 0.10 38.17 3.486 0.366 2.640 1.604 0.10 38.00 40.Tubos quadrados de alumínio N° Peso Linear A=B e N° Peso Linear A=B e Perfil TUB-4059 TUB-4060 TUB-4001 TUB-4002 TUB-4038 TUB-4003 TUB-4051 TUB-4004 TUB-4005 TUB-4006 TUB-4052 TUB-4031 TUB-4039 TUB-4061 TUB-4045 TUB-4008 TUB-4009 TUB-4010 TUB-4051 TUB-4028 TUB-4046 TUB-4063 TUB-4011 TUB-4012 TUB-4013 TUB-4050 TUB-4033 TUB-4032 TUB-4064 TUB-4014 TUB-4053 TUB-4015 TUB-4016 TUB-4049 TUB-4017 kg/m 0.40 3.00 19.780 0.50 N° Perfil TUB-4040 TÜB-4037 TUB-4018 TUB-4065 TUB-4019 TUB-4020 TUB-4021 TUB-4022 TUB-4048 TUB-4029 TUB-4047 TUB-4023 TUB-4030 TUB-4066 TUB-4024 TUB-4067 TUB-4042 TUB-4034 TUB-4035 TUB-4058 TUB-4054 TUB-4025 TUB-4026 TUB-4027 TUB-4068 kg/m 0.970 1.970 50.795 3.463 0.80 3.10 38.80 50.05 19.00 31.035 1.00 63.80 63.00 30.70 15.50 2.75 6.00 Perfis com código exclusivo ASA (matrizes disponíveis) Peso Linear kg/m A=B (mm) 0.940 0.760 1.80 3.05 3.05 19.00 2.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências TUB-4583 TUB-4556 TUB-4578 TUB-4510 TUB-4511 0.90 19.127 0.50 2.560 1.60 30.200 0.759 0.00 1.80 50.40 2.820 1.62 50.232 0.50 2.40 3.40 25.00 25.80 50.526 2.00 70.50 5.00 3.00 40.00 31.145 (mm) 12.05 19.58 1.00 3.065 2.626 0.10 38.041 0.80 50.405 25.00 80.40 63.75 31.902 4.05 2.40 25.00 44.170 7.00 1.05 3.00 2.547 0.985 1.20 76.008 0.250 1.05 19.642 0.80 12.00 1.00 2.75 31.70 12.75 25.263 0.591 0.10 1.196 0.00 38.520 0.70 25.480 0.00 101.055 1.

060 0.70 12.221 0.00 5.00 18.10 1.24 1.50 11.290 0.50 17.29 10.72 13.50 18.314 0.00 1.087 0.18 2.50 2.80 1.52 10.94 7.73 2.10 8.75 15.00 20.58 1.149 0.18 2.55 2.667 0.58 1.383 0.05 19.60 8.38 1.70 10.150 0.060 0.53 10.20 1.69 13.70 12.80 14.346 0.05 19.00 7.127 0.84 17.00 7.278 0.060 0.89 15.00 8.10 1.00 1.90 2.00 12.18 2.50 12.02 1.153 0.00 9.57 e espessura 1.36 5.244 0.50 1.69 14.24 7.180 0.072 0.00 6.620 0.065 0.299 0.05 19.26 17.292 0.85 15.254 0.22 9.00 6.24 3.41 1.80 2.88 15.15 17.80 2.70 12.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.05 19.15 18.00 7.00 2.90 8.80 5.170 0.53 12.20 1.240 0.00 1.24 1.060 0.10 10.00 1.290 0.70 20.88 12.70 20.00 1.00 16.05 19.30 15.47 8.52 9.50 13.33 9.377 0.75 16.250 0.167 0.50 2.70 12.28 14.Tubos circulares de alumínio N° Perfil TUB-440 TUB-333 TUB-374 TUB-208 TUB-374 TUB-315 TUB-449/DS TUB-001 TUB-002 TUB-003 TUB-004 TUB-005 TUB-145 TUB-006 TUB-007 TUB-299 TUB-463 TUB-532 TUB-008 TUB-009 TUB-010 TUB-629 TUB-172 TUB-011 TUB-012 TUB-533 TUB-534 TUB-013 TUB-014 TUB-015 TUB-357 TUB-016 TUB-535 TUB-302 TUB-527 TUB-320 TUB-538 TUB-536 TUB-539 Peso Linear kg/m 0.60 17.172 0.31 3.185 0.051 0.792 0.60 19.40 6.344 0.00 8.00 15.50 3.120 0.88 15.275 0.13 7.00 14.29 10.256 0.00 15.65 N° Perfil TUB-020 TUB-021 TUB-171 TUB-537 TUB-303 TUB-146 TUB-540 TUB-358 TUB-345 TUB-023 TUB-024 TUB-247 TUB-190 TUB-025 TUB-026 TUB-541 TUB-027 TUB-028 TUB-542 TUB-450 TUB-437 TUB-029 TUB-544 TUB-244 TUB-030 TUB-031 TUB-032 TUB-434 TUB-350 TUB-359 TUB-033 TUB-480 TUB-545 TUB-546 TUB-547 TUB-548 TUB-304 TUB-307 TUB-549 Peso Linear kg/m 0.00 5.10 0.199 A (mm) 7.00 1.145 0.52 9.00 20.16 6.40 9.80 6.309 0.00 14.90 6.47 12.381 0.87 B (mm) 5.426 0.05 19.6 .72 14.05 19.00 16.00 1.00 19.20 1.00 4.00 1.70 13.60 1.380 0.00 13.82 12.57 15.607 0.05 19.59 2.50 15.70 12.68 10.068 0.12 9.242 0.56 2.184 0.05 19.32 20.05 2.351 0.70 7.88 9.54 9.50 3.90 20.82 7.52 9.76 3.222 0.05 13.70 11.90 8.135 0.60 19.38 2.36 5.17 3.70 20.60 2.170 0.275 0.00 1.00 1.58 1.65 16.24 1.50 20.52 9.00 1.545 0.05 19.04 6.40 0.92 7.95 B (mm) 11.236 0.70 6.65 1.155 0.90 15.59 3.00 12.108 0.70 12.30 UNEB – PÓSDESIGN 2003 62 .20 1.216 0.00 2.50 2.88 15.234 0.36 4.70 12.00 10.40 11.59 1.00 18.00 20.40 12.05 16.53 1.00 10.00 11.144 0.60 20.00 12.00 8.168 0.00 13.87 15.29 14.370 0.162 0.90 16.100 0.130 0.25 15.50 3.00 20.35 e espessura 2.76 3.00 1.335 0.217 A (mm) 15.00 17.00 6.276 0.190 0.00 1.084 0.25 3.00 17.00 17.184 0.00 1.18 3.83 5.249 0.58 2.65 1.50 13.00 3.38 3.38 3.00 1.52 11.209 0.00 8.05 14.273 0.00 15.52 7.191 0.05 19.187 0.314 0.52 9.099 0.82 16.80 4.12 12.50 17.

0200 DESCRIÇÃO TUBO METALON #20 TUBO METALON #20 TUBO METALON #20 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #18 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #16 TUBO METALON #14 TUBO METALON #1/8 AxB 30 X 20 40 X 20 50 X 30 30 X 20 40 X 20 50 X 20 50 X 30 70 X 30 40 X 30 50 X 30 60 X30 70 X 30 90 X 30 60 X 40 80 X 40 80 X 40 80 X 40 COMP.16.0105 4.14.0005 4.14.46 6000 MM 11.0185 4.20.7 9 11 9.18. PESO/METRO 6000 MM 3.0050 4.0155 4.0165 4.95 6000 MM 4.14.14.16.8 .18.0120 4.6 6.25 6000 MM 4.0110 4.6 32 41 TUBO METALON #1/8 100 X 50 Tabela 3.0190 4.16.18.Tubos retangulares de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 4.0080 4.31.0140 4.0075 4.31.0065 4.0015 4.18.1 4.0045 4.20.0010 4.1 6000 MM 4.31.20.0020 4.16.16.16.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.25 6000 MM 30 6000 MM 14 6000 MM 22 6000 MM 27 6000 MM 33.18.0070 4.0125 4.0090 4.7 7.8023 6000 MM 23 6000 MM 15 6000 MM 17.31. PESO/METRO 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 6000 MM 4.0055 4.0085 4.16.5 14 17 15 17 21.8 11 12.0095 4.16.20.0135 4.0170 4.0060 4.0100 UNEB – PÓSDESIGN DESCRIÇÃO AxB COMP.31 6000 MM 14.20.31.31.20.16.0130 4.0180 4.0175 4.0115 .5 6000 MM 44 TUBO METALON #20 20 X 20 TUBO METALON #20 25 X 25 TUBO METALON #20 30 X 30 TUBO METALON #18 20 X 20 TUBO METALON #16 40 X 40 TUBO METALON #16 50 X 50 TUBO METALON #16 60 X 60 TUBO METALON #16 80 X 80 TUBO METALON #14 40 X 40 TUBO METALON #14 50 X 50 TUBO METALON #14 80 X 80 TUBO METALON #1/8 30 X 30 TUBO METALON #1/8 40 X 40 TUBO METALON #1/8 50 X 50 TUBO METALON #1/8 60 X 60 TUBO METALON #1/8 80 X 80 2003 63 .7 .Tubos quadrados de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 4.95 7 5.0160 4.31.16.16.31 6000 MM 16.0195 4.18.

0145 3.0065 3.16.18.18 6000 MM 5.3 6000 MM 5.8 6000 MM 8.0075 3.18.0045 3.0060 3.0170 DESCRIÇÃO AxB COMP.0080 3.0005 3.13.0015 3.18.0155 3.13.5 6000 MM 20 6000 MM 25 6000 MM 30 6000 MM 35 6000 MM 45 TUBO REDONDO #20 5/8" TUBO REDONDO #20 3/4" TUBO REDONDO #20 7/8" TUBO REDONDO #20 1" TUBO REDONDO #18 5/8" TUBO REDONDO #18 3/4" TUBO REDONDO #18 7/8" TUBO REDONDO #18 1" TUBO REDONDO #18 1 1/8" TUBO REDONDO #18 1 1/4" TUBO REDONDO #18 2" TUBO REDONDO #18 2.16.18.0135 3.Tubos circulares de aço-carbono TUBO C/ COSTURA 3.16.18.0125 3.5 6000 MM 14.0085 3.18.0140 3.0057 3.0160 3.16.0120 3.0105 3.15 6000 MM 2.12.0035 3.06 6000 MM 5.12.5 6000 MM 2.20.0010 3.5 6000 MM 16.14.9 .0030 3.0165 3.0095 3.16.12.0090 3.5 6000 MM 9 6000 MM 10.13.12.12.7 6000 MM 3.0020 3.20.25 TUBO REDONDO #16 1" TUBO REDONDO #16 1 1/4" TUBO REDONDO #16 1 1/2" TUBO REDONDO #16 2" TUBO REDONDO #16 2 1/2" TUBO REDONDO #16 3" TUBO REDONDO #14 1" TUBO REDONDO #13 1" TUBO REDONDO #13 1 1/4" TUBO REDONDO #13 1 1/12" TUBO REDONDO #13 2" TUBO REDONDO #13 2 1/2" TUBO REDONDO #13 3" TUBO REDONDO #13 3 1/2" TUBO REDONDO #13 4" TUBO REDONDO #12 1" TUBO REDONDO #12 1 1/4" TUBO REDONDO #12 1 1/2" TUBO REDONDO #12 2" TUBO REDONDO #12 2 1/2" TUBO REDONDO #12 3" TUBO REDONDO #12 3 1/2" TUBO REDONDO #12 4" UNEB – PÓSDESIGN 2003 64 .20.0150 3.18.0130 3.12.0070 3.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.8 6000 MM 17 6000 MM 7 6000 MM 8 6000 MM 10 6000 MM 12.0100 3.0040 3.94 6000 MM 3.0055 3.25 6000 MM 3.2 6000 MM 11 6000 MM 13.13.0050 3. PESO/METRO 6000 MM 2.12.13.18.13.20.3 6000 MM 2.0115 3.8 6000 MM 4.13.13.4 6000 MM 6.0025 3.0110 3.16.8 6000 MM 21 6000 MM 26 6000 MM 30 6000 MM 34 6000 MM 9 6000 MM 11.12.

UNEB – PÓSDESIGN 2003 65 .00m.60 mm a 3.0 mm 22.20m por 3.50m e comprimento-padrão entre 2. As chapas finas apresentam largurapadrão entre 1.0 mm 75.5. As chapas grossas são fabricadas pelas siderúrgicas com espessuras variando entre 5. as mais econômicas.00 mm.00mm e 150.00 mm) são relaminadas a frio e denominadas chapas finas a frio. conforme indicado na tabela 3.44m de largura.0 mm 19.00 mm 9.00m e 1. dependendo da disponibilidade de equipamento adequado para dobramento.80m e comprimento-padrão entre 6. 12 m de comprimento e espessuras.00m (chapas a frio) e de 2. ou seja.30 mm 8.00m e 3. As dimensões preferenciais. As chapas com espessuras maiores (1.5 mm 16. são: 2.espessuras-padrão das chapas grossas de aço 6. As dimensões preferências fornecidas pelas siderúrgicas.10.0 mm 63.5 mm 50. Tabela 3. sendo classificados como chapas grossas (espessura superior a 5mm) e chapas finas (espessura inferior ou igual a 5mm).20m por 2.00 mm) são laminadas a quente e denominadas chapas finas a quente. na forma plana. mas também podem ser utilizadas.3. enquanto as com menores espessuras (0. As chapas finas são fabricadas pelas siderúrgicas com espessuras variando entre 0. As espessuras preferenciais são as fornecidas na tabela 3.0 mm As chapas grossas são utilizadas geralmente para a fabricação dos perfis soldados.00m a 6.60 mm e 5.4 mm 25. são: chapas finas a quente 1.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6. largura-padrão entre 1.00m e chapas finas a frio 1.50 mm 12.00 a 12.0 mm 100. Chapas Chapas são produtos planos laminados de aço com largura superior a 500mm.00mm. possuindo nesse caso custo unitário menor.80 mm a 5.10 . em perfis formados a frio. As chapas finas podem também ser fornecidas em bobinas.00m.00m a 3.00m (chapas a quente).0 mm 31.11.5 mm 37.

00 PESO APROX.25 mm 4.70 mm 1.00 40.50 mm 4. calhas.06 mm 1.90 mm 2.12 – Chapas finas a quente BITOLA MSG 18 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 3/16" 6 ESPESSURA mm 1.20 mm 1.60 12.75 mm 0.60 mm 0.00 38. Kg/m2 9.00 18. etc.00 26. dutos.Espessuras-padrão das chapas grossas de aço 0.35 3.80 2.40 16.25 2. são empregadas as chapas finas a quente.75 mm 5. na obtenção de perfis formados a frio. tais como: telhas.20 24.35 mm 3.50 1.75 4.25 mm 2.00 34.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.11 .30 30.50 4.75 mm 4. esquadrias.90 mm 1.00 36.25 4.00 3.00 14.00 mm 3.75 5.85 mm 0.00 UNEB – PÓSDESIGN 2003 66 .50 mm 1. enquanto as chapas finas a frio são utilizadas na fabricação de elementos complementares na construção.00 2. Tabela 3.20 1.00 21.00 mm Para fins estruturais.65 mm 3.65 3.

00 21.40 21.20 1.65 PESO APROX.40 2.60 12.20 6.40 3.35 0.00 15.95 1. Kg/m2 2.13 – Chapas finas a frio BITOLA MSG 30 28 26 24 22 20 19 18 16 14 13 12 ESPESSURA mm 0.55 1.80 3.00 7.38 0.04 3.50 1.48 9.14 – Chapas zincadas (galvanizadas) BITOLA MSG 32 30 28 26 24 22 20 19 18 16 14 13 12 ESPESSURA mm 0.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.25 1.20 18.90 1.60 0.43 0.00 12.70 PESO APROX.06 1.75 0.20 8.45 0.30 0.44 4.60 UNEB – PÓSDESIGN 2003 67 .60 4.00 5.60 8.60 18.11 1.80 6.30 2.40 15.90 2.95 2.88 10.25 2.50 0.65 0. Kg/m2 2.30 0.40 7.80 0.20 Tabela 3.

17.4. como pode ser observado nas tabelas 3. 25 mil laboratórios e 17 mil clínicas. Ocorre em função da descoberta de novas técnicas da medicina e de melhoria nas condições de vida da população.4). modificando a estrutura até então assumida pela previdência e pelo mercado de que os jovens estariam aptos a cuidar de seus idosos (Gráfico 3. A população de idosos acima de 60 anos no Brasil era de 32 milhões de pessoas nos meados dos anos 2000 (IBGE). com doenças crônicas (diabetes. UNEB – PÓSDESIGN 2003 68 . A preocupação dos planos de saúde com os elevados custos desta população tem procedência e exige investimentos em programas de prevenção que sejam efetivos e seus resultados facilmente quantificáveis. a mudança estrutural porém ocorre na constatação da queda acentuada na taxa de natalidade.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 6. O maior envelhecimento da população é um fato. 3. E no início desse mesmo ano o número de usuários privados de saúde era de 57 milhões de brasileiros.15. de idosos com mais de 65 anos portadores de diabetes millitus. e com o apoio do Ministério da Saúde. em comparação com a internação domiciliar. Dados do Mercado O Brasil vem se projetando como o segundo maior mercado de saúde do mundo. Gráfico 3.4 – Queda da fecundidade A previsão para o Brasil é de que a população tenderá a estabilizar e a decrescer a partir do ano 2020. Existe hoje um contingente enorme de pacientes em recuperação pós-cirúrgica.16 e 3. doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Estudos realizados através do “Projeto de Internação Domiciliar”. com mais de 8 mil hospitais. hipertensão). ressalta o elevado custo de internação domiciliar. acidente cerebral vascular (AVC) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC). do Grupo Hospitalar Conceição (em São Paulo). críticas como câncer. em estado terminal ou tratamento terapêutico.

Predinisona 20 Comp.40 2 8.Gasometria arterial Exame 112.20 . 30 0.15 32.0299 0.37 296.Slbutamol spray Amp.55 7.70 2058.32 . ano Ano unitários int.61 4 106.32 Material médico-cirúrgico e medicamentos: .15 – custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação domiciliar de pacientes com DPOC.16 4 14.Cefalotina 1g Comp.51 4 58. 360 0.64 .9600 28.67 SADTs: 26.20 .Fisioterapia Sessão 30 Sub-total 514.99 9825.50 4 5382.56 .98 Custos adicionais 15% 972.40 .17 365.39 Tabela 3.Creatinina Exame 2 3.Uréia Exame 2 3.50 1345. 30 0.80 Serviços médicos Hora 3. Quat.90 .55 7.51 14.42 2851.070 25.20 .28 .16 – custo unitário e o total do ano para unidades e a freqüência anual para os componentes do custo da internação hospitalar de pacientes com DPOC.910 261.Enfermeiro Hora 12 34.76 SADTs: .84 .0008 34.40 .68 752. Int.Raios X do tórax Exame 2 14.Bacterioológico Exame 2 8. 60 0.56 4 138.10 .Acetominofen 50mg .Fisioterapeuta Hora 104 27.30 4 129.Concentrador O2 Aparelho 12 133.00 Material médico-cirúrgico e medicamentos: .Aux.08 .14 4 4.10 4 1460.Glicemia Exame 2 13. total ano Diárias Dia 15 89.87 14. 2880 0.15 96. Custos Custo total Custo Componentes/Custos Unid.00 Sub-total 1937.72 .59 . 30 0.17 1444.Creatinina Exame 2 3.10 4 28.Eletrólitos (Na/K) Exame 2 8.0700 2.1600 274.75 62.68 .74 4 .Hemograma Exame 3 8.67 Custo total do paciente/mês Fonte: Projeto de Internação Domiciliar – Grupo Hospitalar Conceição (1999) 621.44 .44 940.Eletrólitos (Na/K) Exame 2 16.Aminofilina 200mg Caps.96 .Heparina 5000U Litro 30 0.24 Sub-total 361.Gasometria arterial Exame 6 16. Componentes/Custos Unid.87 70.40 .80 4 1099.66 53.08 4 64.55 7.20 Custo total 2026.04 16.00 1596.Eletrocardiograma Exame 1 12.10 4 28.68 140.Slbutamol spray Frasco 24 10.48 .32 26.Predinisona 20 Comp.61 Custo total do paciente/ano 77456.Raios X do tórax Exame 2 14.0190 1.Aminofilina 200mg Comp.64 .019 54.10 4 8.04 16.Ass.04 .19 410.Soro glicosado Frasco 30 9.08 28.90 4 3.16 Sub-total 181.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3.67 Fonte: Projeto de Internação Domiciliar – Grupo Hospitalar Conceição (1999) UNEB – PÓSDESIGN 2003 69 .87 4 75.55 7.10 .16 .20 .6290 18. social Hora 2 26. Quat.88 Sub-total 4364.08 28. De enfermagem Hora 24 12.Uréia Exame 2 3. Ano Custos unitários Custo total ano Equipe técnica: .32 .O2 contínuo Litro 43200 0.Médico Hora 12 62.80 4 115.

ou seja. 7. o aumento da aderência ao tratamento e possui maior autonomia e conscientização do tratamento. que encontra-se em tratamento domiciliar. quando o cuidador necessitar prestar auxílio ao paciente. Custo anual R$ Patologias % Domiciliar Hospitalar ICC 1888. só se tornará aparente quanto houver a necessidade de elevação da mesma. SÍNTESE O sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência constitui-se de uma estrutura que deverá ser anexada à cama do enfermo.75 11306. DPOC.95 75 DPOC 7456.09 7505. O sistema de apoio deverá ser acoplado à cama do paciente permitindo que o mesmo faça uso do próprio móvel. alimentar e outras. será um controle remoto móvel o suficiente para uso do paciente em posição UNEB – PÓSDESIGN 2003 70 . minimizando os danos físicos advindos dos esforços exercidos durante os cuidados com o paciente. levantar. Quando assumir a posição para dormir e para o paciente se levantar. Com isso. além de proporcionar ao cuidador um posto de trabalho em posição adequada.10 52 TOTAL/ANO 18831. O custo torna-se reduzido uma vez que o paciente.64 9906.17 – comparativo com 4 patologias (ICC. calculados em função de cada uma das patologias e no somatório delas. ressaltando a vantagem econômica da internação domiciliar que pode chegar a uma diferença de R$ 192. O sistema de acionamento dos ajustes. e. como abaixar. demonstra diminuição do tempo médio de permanência. sob o ponto de vista psicológico. em tratamento domiciliar. dar banho no paciente e outros. tornando-se pouco aparente e desta forma deixando de interferir significativamente no aspecto domiciliar do ambiente. através de imãs que permitirão que o usuário coloque-os em posição mais confortável e adequada ao uso.67 9825. a estrutura que permitirá os ajustes tanto para o paciente quanto para o cuidador. os ajustes necessários para as atividades diárias sejam elas sentar.96 58 Diabetes 4707.00 em relação à internação hospitalar.68 51 Observa-se uma grande diferença percentual nos custos das internações. será fixada no estrato da cama do próprio paciente.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 3. principalmente de idosos.67 24 AVC 4778. Sistemas de grade e alimentação tornam-se necessários para o paciente e serão acoplados ao sistema principal de ajuste. escrever. tanto de angulação quanto de altura da cama. tendo em vista que um dos problemas mais freqüentes e agravantes no tratamento em domicílio. a redução do número de reinternações. Esta estrutura irá permitir ao paciente. salvo algumas exceções onde as camas precisarão passar por pequenas reformas para garantir a fixação do sistema. AVC e Diabetes) e a diferença percentual entre a internação domiciliar e hospitalar. é o quadro depressivo causado por mobiliários hospitalares em ambiente domiciliar.15 38598. o sistema será recuado para o estrato.

1.1. esteja em local inadequado.Fornecer suporte para a realização das atividades de Leitura /Escrita escrita e leitura Sub-subsistema 3: . Cabe ainda salientar o compromisso do usuário em adequar a cama para o acoplamento do sistema que. através de um cabo flexível.Fornecer apoio e sustentação de todo o sistema. fique seguramente guardado.Permitir fácil assepsia.2. Sub-subsistema 5: . . Todo o sistema de apoio deverá ser suficientemente leve para o transporte e a fixação do mesmo deverá ser detalhadamente descrita em um manual que irá junto ao sistema. No entanto.fornecer apoio para realização das atividades de Refeição alimentação. Requisitos projetuais do subsistema 1 Subsistema 1 – Acomodação Sub-subsistema 1: . Sub-subsistema 3: .Possibilitar a variação de posturas do enfermo da maneira mais fácil e rápida possível. Sub-subsistema 2: . estéticas e simbólicas do sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residência. será restrito às camas de solteiro. Requisitos Projetuais Os requisitos projetuais partem das recomendações ergonômicas e necessidades constatadas na análise da tarefa e problematização. de forma a permitir que o mesmo não se extravie ou quando. em caso de extrema urgência do seu uso.Possibilitar a variação de altura do suporte.Deve permanecer seco e limpo.Possibilitar ajustes de angulação da cabeceira e colchão pezeira facilitando a troca de posições do enfermo. Sub-subsistema 2: . . Guarda-corpo . Tais requisitos fornecem parâmetros projetuais que visam atender as funções de uso. quando não utilizado. o acionamento deverá fez executado por pressão.Fornecer suporte para medicação do enfermo.Oferecer apoio para a movimentação do enfermo Sub-subsitema 4: . Suporte para o .Permitir ajuste de altura do sistema Tabela 4.Seus acionamentos devem estar dentro do alcance e do campo de visão dos usuários.Fornecer suporte para que o enfermo atenda e realize UNEB – PÓSDESIGN 2003 71 .Acomodar de maneira confortável o enfermo. Os botões de acionamento deste controle não deverão ser salientes. a) Funções de uso Tabela 4. Requisitos projetuais do subsistema 2 Subsistema 2 – Apoio Sub-subsistema 1: .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências deitada ou sentada.Fornecer apoio para o peso do corpo do usuário. Estrutura . Colchão . Medicação Sub-subsitema 4: . este sistema será ligado diretamente à cama. e para o uso do cuidador em pé. Neste sistema deverá também conter um local próprio para fixação do controle de acionamento com o intuito que o mesmo. à princípio. 7.Proteger o enfermo evitando que seu corpo se projete para fora da cama. Ajustes .

1. integrando-o ao ambiente doméstico e diminuindo qualquer relação de semelhança com o ambiente hospitalar 8. GERAÇÃO E SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS Tendo em vista todos os estudo realizados foram geradas alternativas que atendesse aos requisitos projetuais delimitados com o intuito de satisfazer às necessidades dos usuário. b) Função estética Sistema deve estabelecer uma relação harmoniosa entre os seus diversos elementos configuracionais (forma. aconchego. material. UNEB – PÓSDESIGN 2003 72 . segurança.1 a 5. texturas e acabamentos) transmitindo uma sensação de compatibilidade entre as funções de uso e os requisitos do produto. aproximadamente na altura dos quadris de indivíduos do sexo masculino). Alternativas Geradas Através dos dados adquiridos na problematização.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Telefone Sub-subsitema 5: Higienização Subsistema 3: Locomoção (pés/rodízios) chamadas telefônicas. superfície. cor. liberdade. resistência.Permitir o deslocamento do sistema de maneira fácil e segura.Dar suporte à realização das necessidades fisiológicas e de assepsia do enfermo. Recomenda-se que o manuseio de cargas seja feito de forma simétrica (isto é.4). A partir dos estudos biomecânicos alguns autores fazem recomendações que também podem ser levadas em consideração durante a elaboração do projeto: Recomenda-se que a altura ótima da manopla deveria ser de aproximadamente 91 a 114cm acima do piso (isto é. 8. deve-se mover a carga no plano sagital médio com ambas as mãos). tornou-se possível a geração de algumas alternativas (Figuras 5. sejam eles o paciente ou o cuidador. além de ser compatível com o ambiente doméstico. análise e síntese. . . c) Função simbólica Transmitir aos usuários sensação de conforto.

Alternativa 2 UNEB – PÓSDESIGN 2003 73 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5.1 – Alternativa 1 Figura 5.2 .

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5.3 .4 .Alternativa 3 Figura 5.Alternativa 4 UNEB – PÓSDESIGN 2003 74 .

1). causado no paciente pelo móvel hospitalar. Alternativa Selecionada Após análise criteriosa das alternativas geradas e discussões sobre materiais. medicação.5) como a mais adequada à proposta do projeto. A idéia de aproveitar a própria cama do paciente como base para o sistema norteia o projeto. lembrando que a proposta inicial buscava integrar o sistema ao ambiente doméstico.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 5. dimensões. diminuindo o desconforto e a sensação de confinamento. um de elevação da cama e um outro de ajustes de angulação do colchão. conceitos.5 . facilitando a realização de algumas atividades como alimentação.2. o cuidador regule a altura do paciente em relação a sua altura e ao tipo de atividade ao mesmo tempo que permite ao paciente subir e descer da cama sem a utilização de escadas ou apoios. forma.Alternativa 5 8. permitem q o paciente vá da posição de repouso (deitado) ate a posição sentado. chegou-se então a alternativa selecionada (Figura 5. facilitando a identificação daquela tida como mais satisfatória. UNEB – PÓSDESIGN 2003 75 . Nessa proposta o sistema possui dois mecanismos. através do acionamento de dois motores de motores / compressores elétricos monofásicos. aplicando a cada uma delas um questionário de critérios que permite vislumbra-las de modo rápido. Os ajustes de posições do colchão. A possibilidade de elevação de apenas um dos lados de cada vez. as alternativas foram submetidas um Chek-list (Tabela 5. atedem a requisitos indispensáveis em casos específicos de enfermidades onde o paciente deva permanecer com as pernas elevadas ou não possam deitar-se completamente (por dificuldades respiratórias). sem sair da cama. etc. O mecanismo de elevação permite que. técnica (anexo III) mais indicada quando se deseja fazer uma comparação entre diversas alternativas.

uma altura de 10 a 15 cm abaixo da altura do cotovelo. o ajuste de altura permitido pelo sistema. leve.1 .5 (Figura 6. Testes com Modelo Rústico Através da construção do primeiro modelo.2).1.Cronograma ATIVIDADE Desenho preliminar da alternativa selecionada Cotar a alternativa selecionada Construir o modelo Realizar testes Conclusões MARÇO 1 2 3 4 5 6 1 2 ABRIL 3 4 5 9.3 a 6. e pesado.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Tabela 5. seja ela delicada que. quanto para a menor mulher . Planilha de Planejamento para Construção e Testes com Modelos Tabela 6. com o braço na posição vertical (Grandjean. A altura máxima permite ao cuidador tratar o paciente em posição ereta e com os braços em posição confortável. e sentar mantendo os pés devidamente apoiados no chão. a altura adequada está entre 5 a 10 cm abaixo da altura do cotovelo.5).percentil 95 (Figura 6. utilizada para acomodação das nádegas. com emprego de força e uso do peso do tronco. DESENVOLVIMENTO 9. altura entre 15 a 40 cm abaixo da altura do cotovelo.percentil 2. está pequena e consequentemente UNEB – PÓSDESIGN 2003 76 . realizaram-se os testes dimensionais e funcionais do subsistema de acomodação do sistema de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências. Além disso.2. A altura máxima e mínima assumida pelo sistema mostraram-se adequadas tanto para o maior homem .6) quanto para a menor mulher (Figura 6. segundo Grandjean. Os testes realizados no subsistema de acomodação permitiram visualizar que as dimensões das divisões do estrado estão inadequadas tanto para o maior homem (Figura 6.1 e 6.1 – Resultados Check-list Total de Respostas Positivas Total de Respostas Negativas Total de Respostas Não Aplicavel Alternativa I Alternativa II Alternativa III Alternativa IV Alternativa V TOTAL 14 18 20 11 32 64 23 16 19 29 8 57 3 6 1 0 0 9 9. cotovelos dobrados em ângulo reto. proporciona ao cuidador uma regulagem adequada à sua altura e ao tipo de atividade desenvolvida.7). em compensado e sarrafo de madeira. A menor divisão. 1998). A altura mínima permite ao paciente subir e descer da cama sem o auxílio de escadas e outros.

3 .1 .Modelo Rústico Figura 6.5 . Como solução para o pretende-se aumentar esta divisão em 5 cm e diminuir a divisão para o apoio da coxa na mesma posição.2 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências desconfortável para o paciente. necessitando que sua largura seja aumentada em 4 cm.Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 77 . Figura 6.Modelo Rústico Figura 6. No teste dimensional verificou-se que o sistema não se encaixa na estrado de uma cama de solteiro padronizada (90X190 cm).Modelo Rústico Figura 6.4 .Modelo Rústico Figura 6.

Modelo Rústico Outros aspectos analisados foram as possíveis posições que o sistema poderá assumir conforme necessidade do paciente e do cuidador (Figuras 8 a 13).9 .Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 78 .7 .Modelo Rústico Figura 6. Figura 6.8 .6 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 6.Modelo Rústico Figura 6.

Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Figura 6.13 – Modelo Rústico UNEB – PÓSDESIGN 2003 79 .12 – Modelo Rústico Figura 6.10 – Modelo Rústico Figura 6.11 – Modelo Rústico Figura 6.

TABELA DE GUT UNEB – PÓSDESIGN 2003 80 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 10. ANEXOS ANEXO I .

M326 . podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente.Mesa de cabeceira e refeição. Usabilidade Significação - -Inexistência de ajuste de altura. -Uso da madeira. 2 . “maquiando” a aparência da madeira.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO II . -Estrutura metálica cinzenta e modelada de modo idêntico às utilizadas em hospitais. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. UNEB – PÓSDESIGN 2003 81 . -Ajustes de angulação. Negativo . -Ajustes de angulação. 1 .Cama específica para home care Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Grades -Ajustes -Ajustes Negativo -Ausência de rodízios. mesa de cabeceira e refeição).Sofá cama.Suporte para soro Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Solução razoavelmente completa. Significação -Uso de cores quentes. criando um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. -Uso de laminado.Escada 2 degraus. M263 . dando um aspecto mais alegre ao produto. Interessante -Produtos com mais de uma função (sofá cama. -Combinação do cromado com a madeira. Fig. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente.TÉCNICA DE PNI Fig. M255 – Poltrona reclinável. M317 . M206 FW – Cama fawler.Inexistência de ajuste de altura. remetendo ao mobiliário residencial. -Grades.M262 . -Rodízios. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. Interessante -A cabeceira da cama tem um tubo integrado que poderia funcionar como pega para o deslocamento da cama. - -Combinação de madeira e metal.

que remete ao ambiente hospitalar. 3 . Interessante - Usabilidade Significação - - - Fig. -Uso do branco. -Inesistência de rodízios. UNEB – PÓSDESIGN 2003 82 . -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. Negativo -Existência de apenas um ajuste (na cabeceira). Interessante - - Significação - -Combinação de madeira e metal. -Inexistência de ajuste de altura. -Uso de laminado. -Uso do branco. que remete ao ambiente hospitalar. -Aparência delgada e frágil. facilitando a manutenção e limpeza. -Ausência de grades. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. “maquiando” a aparência da madeira. 4 . -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. -Ajustes de angulação. standard Cabeceira em tubos redondos de 1.1/4’ Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Simplicidade estrutural. -Ausência de rodízios. -Pobreza nos ajustes.M-201 – Cama com Cabeceira Móvel.cama fawler com cabeceira tubular Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Ajustes de angulação. -Apoio para o paciente se virar. Negativo -Ausência de grades. simples.

-Uso do branco. hospitais. Interessante - - Significação - - Fig. -Inexistência de cabeceira. -Ajustes de angulação. Interessante -Inexistência de ajuste de altura. tornando-a menos idêntico às utilizadas em agressiva. Negativo -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. 6 . -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos.cama de recuperação – dimensões 2. -Ajustes de angulação. Negativo -Inexistência de ajuste de altura. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. -Estrutura metálica cinzenta -Conformação simples da e modelada de modo grade. -Grades. 5 . -Rodízios. -Ajustes de angulação.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial.85 Critérios / Avaliação Funcionalidade Usabilidade Positivo -Ajustes de angulação. UNEB – PÓSDESIGN 2003 83 . -Rodízios. que remete ao ambiente hospitalar.15x0. -Grades. com grades (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para o paciente se virar.Cama FAWLER Standard Luxo c/ rodízios. remetendo ao mobiliário residencial. Usabilidade Significação -Uso da madeira.

. -Ajustes de angulação e altura. -Grades.Estrutura metálica dando um aspecto mais modelada de modo idêntico alegre ao produto. Usabilidade - Significação - Fig. -Ajustes de angulação e altura. -Acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente. Usabilidade - Significação . 8 . -Ajustes de angulação e altura. -Ajustes de angulação e altura.Uso de cores quentes. . -Rodízios. as utilizadas em hospitais. as utilizadas em hospitais. -Uso da madeira.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. Interessante -Ajustes elétricos.Cama FAWLER padrão Luxo Lar Elétrica c/ Altura Variável c/ Grade (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo Negativo -Apoio para o paciente se virar. -acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente. podendo criar um “meio termo” entre o hospital e a residência do paciente. UNEB – PÓSDESIGN 2003 84 . -Grades. -Estrutura metálica remetendo ao mobiliário modelada de modo idêntico residencial. -Rodízios. Interessante -Ajustes elétricos.Combinação de madeira e metal.Cama FAWLER padrão Luxo Lar Elétrica c/ Altura Variável c/ Grade (Opcional) Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo Negativo -Apoio para o paciente se virar. 7 .

Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para soro. -Uso exclusivo do aço inox. -Rodízios. Opção: sem dorso radiotransparente. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. Negativo -Inexistência de ajuste de altura. trendelenburg e reverso com dorso radiotransparente. Negativo Interessante -Ajustes elétricos. -Grades. -Inexistência de cabeceira. -Grades. -Ajustes de angulação. que remete ao ambiente hospitalar. -Apoio para o paciente se virar. -Dorso radiotransparente.Cama de CTI com leito pintado. -Ajustes de angulação e altura. - Usabilidade -Inexistência de cabeceira. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. -Ajustes de angulação e altura. grades e estrutura inox. que remete ao ambiente hospitalar. Interessante - Usabilidade - Significação - - Fig. 10 .Cama de CTI elétrica totalmente Inox c/ elevação. -Inexistência de ajuste de altura. -Uso do branco. Opção: Manual com grades inox e estrutura e leito pintado Critérios / Avaliação Funcionalidade Positivo -Apoio para o paciente se virar.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. 9 . que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. -Os acionamentos dos ajustes encontram-se fora do envoltório de alcance do paciente. - Significação - - UNEB – PÓSDESIGN 2003 85 . -Rodízios. -Aparência agressiva devido à conformação de seus elementos metálicos. -Ajustes de angulação. que reduz o vínculo com o mobiliário residencial. -Acionamento dos ajustes dentro do envoltório de alcance do paciente.

em função de um conjunto de dez critérios expressos na forma de perguntas. nunca. não ou desconhecida/não aplicável. conseqüentemente. ampliando a percepção do universo de cada opção.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO III . ELABORAÇÃO DOS CRITÉRIOS Os participantes discutem entre si procurando. Embora não apresente avaliação mais profunda (é atribuído o mesmo peso a todos os critérios). aquelas tidas como mais satisfatórias. No caso de se optar pela avaliação individual. é a considerada mais satisfatória e. Essa avaliação pode ser feita individualmente ou em grupo. indicando ser a alternativa favorável àquele critério. explorando maior número de critérios e. A alternativa que apresentar maior número de respostas sim. ATENÇÃO: as perguntas devem ser estruturadas de modo que as resposta sim seja sempre desejável. através do consenso. para se ter a totalização dos resultados. DESENVOLVIMENTO DA TÉCNICA Trata-se de um instrumento de apoio que procura identificar. “o custo é alto? (resposta desejável: não). essa técnica permite vislumbrar as alternativas de modo rápido. A que apresentar o maior número de respostas não. Essa lista de critérios deve ser feita em forma de perguntas que demandem as seguintes respostas: sim. é a menos indicada. • Quanto à abordagem: decisão. Um exemplo de pergunta corretamente formulada seria “o custo é baixo?” (resposta desejável: sim)e. entre várias alternativas. CLASSIFICAÇÃO • Quanto à finalidade: resolução dos problemas. ao contrário. com os participantes discutindo e dando as respostas de comum acordo. QUANDO USAR Quando se tem várias alternativas e se quer optar por uma delas.TÉCNICA DE SELEÇÃO DE ALTERNATIVA CHECK LIST OBJETIVO Fazer uma comparação entre diversas alternativas através de check-list (questionário de critérios). portanto a mais indicada. AVALIAÇÃO DAS ALTERNATIVAS Os participantes submetem cada uma das alternativas existentes às mesmas perguntas (critérios). as respostas deverão ser reunidas (somadas) no final. o check-list ficará sujeito a erros de avaliação. • Quanto à complexidade: média. Caso contrário. UNEB – PÓSDESIGN 2003 86 . elaborar uma lista de critérios que considerem importantes e que servirão como parâmetro para a avaliação.

Garantia de fácil manutenção e acesso a estrutura mecânica do sistema? 8. tanton no aspecto formal quanto conceitual? 5.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências QUESTIONÁRIO UTILIZADO CHEK-LIST ALTERNATIVA: ________ 1. medicação. Fornece apoio para os demais subsistemas como o subsistema de refeição. Apresenta facilidades em relação a recursos e meios de produção. As funções de ajuste de Altura e angulação. originais? 2. As modificaçõe sugeridas são realmente novas. O sistema possibilita fácil higienização de suas partes? 7. A proposta apresenta adequação ao ambiente domiciliar. Acomoda de maneira confortável o enfermo? 9. O sistema é seguro? 4. etc. bem como utilização de materia-prima adequada a custo relativamente baixo? SIM NÃO D/NA UNEB – PÓSDESIGN 2003 87 . garantem o conforto de diversos usuários do sistema (cuidador e enfermo)? 3. Os ajustes e funções estão dentro do envoltório acional dos usuários? 6.? 10. higienização.

Gostaríamos que você completasse este questionário relacionado com a sua saúde. 1. Sexo 2. Idade _______________________ Masculino Feminino 3. Qual a sua maior dificuldade no trato com o enfermo (marque apenas 1 alternativa)? dar banho alimentar aplicar injeções subir e descer a cama conseguir ajustar a cama em posição confortável dar medicamentos outros __________________________________________________________________ Porque? __________________________________________________________________ 10. Qual a sua função? ________________________________________________ 6./Sra. com absoluta sinceridade. Quais os equipamentos utilizados? Suporte para soro Suporte para remédios Comadre Grade de proteção Suporte para alimentação Outros __________________________________ 9. cansaço.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO IV . Durante o tratamento já ocorreram acidentes? 11. Contamos com a sua cooperação.. Quais os acidentes mais freqüentes? queda da cama durante alguma movimentação queda ao descer os subir da cama ajustes descontrolados provocando má postura do enfermo derramamento de alimentos por falta de apoio adequado rodízios que provocam falhas ou impossibilidade de deslocamento Outros __________________________________________________________________ Sim Não UNEB – PÓSDESIGN 2003 88 . Quanto mais precisas forem as respostas.QUESTIONÁRIO QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE ACOMODAÇÃO DO ENFERMO Caro Sr. dores nos músculos e articulações: durante o seu trabalho. mais facilmente poderemos propor mudanças no sistema e consequentemente melhorar as condições de trabalho e de saúde. Quantas horas em média você trabalha cuidando do enfermo? ____________ 8. para pesquisar o grau de desconforto experimentado. Todas as respostas serão tratadas com total confidência e só o pesquisador terá acesso aos dados. Peso ______________________ 5. Altura ______________________ 4. Quanto tempo trabalha com esta função? ______________________________ 7.

tome como base a escala progressiva de desconforto/dor (abaixo) e assinale o número que você acha correspondente ao grau de intensidade sentido deste desconforto/dor (marque com um X). marque como o grau de intensidade "1" (nenhum desconforto/dor). Qual sua opinião sobre o mobiliário que utiliza quanto: a) tipo e forma de ajuste b) segurança do paciente c) conforto para o paciente ótimo ótimo ótimo bom bom bom ruim ruim ruim péssimo péssimo péssimo 13. Por favor. Escala de avaliação de desconforto corporal Por favor. marque a região do diagrama do corpo humano abaixo onde você sente desconforto/dor.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 12. mesmo que você não tenha tido problemas em qualquer parte do corpo. Em seguida. UNEB – PÓSDESIGN 2003 89 .

Desenho Técnico UNEB – PÓSDESIGN 2003 90 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO V .

13 – Ajuste do tronco e das pernas UNEB – PÓSDESIGN 2003 91 . 12 – Sistema na altura máxima Fig. 11 – Rendering Fig.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências ANEXO VI – Rendering e Protótipo Fig.

15 – Protótipo Fig.Sub-sistema de elevação do sistema (motores) Fig. 17 .Movimento de elevação do sistema Fig. 18 – Sub-sistema de elevação UNEB – PÓSDESIGN 2003 92 .Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. 16 – Roldanas Fig. 14 .

roldanas e motores (sistema movente) Fig. 20 – Sub-sistema de elevação do tronco Fig. 21 – Cabos de aço. 19 – Sub-sistema de elevação das pernas Fig.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências Fig. 24 – Controle remoto Fig. 25 – Equipe UNEB – PÓSDESIGN 2003 93 . 22 – Motor que eleva o encosto Fig. 23 – Roldanas Fig.

N. 3 ed. C. CARLTON. Biomecânica Ocupacional. MORAES.. Disponível na Internet: http://jama. Ana Maria de e PEQUINI. Rio de Janeiro: Editora 2AB.1-9.A. A. may/2000. 2000. ANDERSON.31.. e FATTINI. S. REVISTA ÉPOCA.html KAPANDJI.F M. São Paulo: Editora Globo. D. FERRANTE. Editora pedagógica e universitária: São Paulo.Armadilhas na saúde. Série Oficina: Rio de Janeiro. GAYTON. WOOD-DAUPHINEE.com.com. Fernanda Saltiel. UNEB – PÓSDESIGN 2003 94 . Editora Edgard Blücher: São Paulo.csn.org/issues/v287n7/abs/joc20065.F. Serviços Médicos . and TAMBLYN. D. Ergodesign para Trabalho com Terminais Informatizados. 1. B. Disponível na Internet: http://www.br CHAFFIN.br/Brazil/Corporate/SiteBrasil. Online.1016 – 1023. 136 p. G. Ergonomia. Fisiologia articular – Membro superior.alcan. E. São Carlos. There’s No Place Like Home : An Evaluation of Early Supported Discharge for Stroke. Online. Online. MORAES. J.com. Disponível na Internet: http://www.br DANGELO. SANTOS. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Trad. 1977.. Trad.A. J. Suzi Mariño. R. 1990. C. IIDA. MONT’ALVÃO.. Ergonomia: Conceitos e Aplicações. A. CÔTÉ.asaaluminio. Antoine. C.. Edição 135. Itiro. 579 p. Disponível na Internet: http://www.nsf/ ASA ALUMINIO. Vol. Ergonomia Projeto e Produção. HOUAISS. B. 1993.com.Suporte de apoio para repouso e acomodação de enfermos em residências 10. B. e MARTIN. Anatomia Humana Básica. Online. 1995. R. 2001. Rio de Janeiro: Editora Objetiva.amaassn. Marcia Maria Neves Teixeira. “Materials selection as an interdisciplinary technical activity: basic methodology and case studies” Materials Research.br ALCAN – ALUMINIO DO BRASIL LTDA. BUTTERY. Stroke . Editora Atheneu: São Paulo. dezembro/2000. v3. J. J. J. REFERÊNCIAS ALCOA. Capturado em 20 de novembro de 2002. Capturado na Internet em 15 de abril de 2003. Disponível na internet: http://www.G. de. 2000. ampliada. CSN .. JAMA .R. p. LAVILLE. april/2000..ALUMINIO S. 5ª Ed. Capturado em 22 de abril de 2003. (2).JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION.alcoa. p. Editora 2AB. A. 2 ed. Chicago..Journal of the American Heart Association. I. 2001. Capturado em 15 de abril de 2003. S.COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL – Capturado em 10 de abril de 2003. MAYO. Online. J. v. Editora Manole: São Paulo. Belo Horizonte: Ergo Editora.

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