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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

UNIDADE ACADÊMICA ESPECIAL DE ENGENHARIA


ENGENHARIA DE MINAS

PROVA II – GEOLOGIA GERAL


PROFESSORA: MSC. CIBELE TUNUSSI

ANDRESSA RODRIGUES MARTINS DE QUEIROZ


FLAVIO AUGUSTO DE MORAIS DOURADO

ARDÓSIA E SUAS PECULIARIDADES

Catalão - Goiás
Novembro 2018
Universidade Federal de Goiás – UFG
Regional Catalão - RC
Unidade Acadêmica Especial de Engenharia – FENG
Curso de Engenharia de Minas – CEMIN

Disciplina: Geologia Geral – FEA0091 Turma 2018.2 (B)

Professor(a): Cibele Tunussi Data: 09/11/2018

Roteiro para realização da Avaliação 2 da disciplina de Geologia Geral.

Aluno: __________________________________

Aluno: __________________________________

Amostra sorteada:

Datas importantes:

1- Definição das duplas e sorteio da amostra de rocha em sala de aula. – 07/11/2018. 2-


Aula extra para tirar dúvida a respeito do trabalho: a definir.
3- Aula extra 2 para tirar dúvida a respeito do trabalho: a definir. 4-
Entrega do trabalho – dia 27/11/2018.

Roteiro:

- Recebimento de um número de amostra de rocha para cada dupla. As amostras são do acervo de
amostras do curso de Engenharia de Minas da UFG e se encontram disponíveis para estudo no
laboratório de mineralogia;

- A dupla deve observar o nome da amostra e reconhecer a natureza de formação dessa rocha, se
é ígnea, metamórfica ou sedimentar;

- Serão disponibilizados horários para que as duplas utilizem o laboratório para descrição da
amostra;

- Aulas extras serão ofertadas para ajuda com mapas, livros e amostras para o trabalho.

- Pegar no SIGAA o roteiro de trabalho a ser realizado. Seguir o roteiro que tem o mesmo nome da
natureza da rocha sorteada para a dupla de alunos (Ígnea, Metamórfica ou Sedimentar). – Estará
disponível no dia 13/11/2018.

- Responder às questões que constam no arquivo disponibilizado.

- Fazer a pesquisa referente ao tema do seu arquivo.

- Escrever um relatório técnico de no máximo 7 páginas contendo as informações pesquisadas,


seguindo o sumário disponível no arquivo disponibilizado.

Monitores: Marcos Henrique Pacheco, Jonatha, Eustáquio


RESUMO

O presente relatório apresenta análises e discussões do estudo proposto pela


professora Msc. Cibele Tunussi para a turma de Geologia Geral, 2018/2, da Unidade
Acadêmica Especial de Engenharia de Minas - Universidade Federal de Goiás. O
relatório em questão trata sobre informações da rocha metamórfica sílico-argilosa
Ardósia e, juntamente, ressalta todo o conteúdo aprendido em sala de aula pertinente
a disciplina.
Com o intuito de acrescentar maior conhecimento aos nossos estudos, foi
proposto pela professora uma análise do mapa geológico de Goiás, afim de investigar
a ocorrência da amostra no Estado.

Palavras-Chave: Rocha. Metamorfismo. Protólito. Ardósia.


OBJETIVO

O objetivo desse trabalho fundamenta-se em aprofundar nossos estudos então


ministrados pela professora Msc. Cibele Tunussi em sala de aula, de tal maneira, que
possamos identificar características estudadas na teoria sobre várias rochas quando
estivermos atuando na prática.
Em essência, iremos estudar a rocha metamórfica Ardósia; buscaremos
compreender a sua classificação quanto ao tipo de rocha, seu ambiente de formação,
sua composição mineralógica e muitas outras características, não menos importantes.
Esse trabalho nos dá a oportunidade de aprofundarmos nossos conhecimentos
diante o curso de Engenharia de Minas, o qual tem como embrião as disciplinas
Geológicas.
METODOLOGIA

O cenário para o nosso estudo constituiu-se em idas ao laboratório de


Mineralogia, localizado no prédio das Engenharias, Universidade Federal de Goiás –
Regional Catalão; o acesso ao laboratório nos proporcionou uma eficiente análise da
rocha que estávamos tratando, visto que, foi possível examinar a amostra no
microscópio, perceber aspectos realmente característico de uma rocha metamórfica,
fotografa-la, além de leituras importantes em mapas geológicos.
Paralelamente as idas ao laboratório de Mineralogia, fizemos importantes
leituras em livros específicos de Geologia e Mineralogia, tal como “Decifrando a Terra”
e “Manual de Ciência dos Minerais”, onde conseguimos filtrar importantes
informações.
Ademais, foi usado também como importante fonte de pesquisa o acesso à
internet, que sempre proporciona excelentes buscas objetivas.
Sumário

1 TIPO DE ROCHA........................................................................................... 5

2 CARACTERÍSTICAS DA ROCHA ................................................................. 6

3 COMPOSIÇÃO .............................................................................................. 8

4 OCORRÊNCIA MINERALÓGICA .................................................................. 9

5 CONCLUSÃO .............................................................................................. 10

6 REFERÊNCIAS ........................................................................................... 11
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1 TIPO DE ROCHA

No dia 07 de novembro de 2018, a professora Msc. Cibele Tunussi fez um


sorteio em sala de aula, no qual, cada dupla de alunos ficaria responsável pelo estudo
de uma rocha. Após, foi dada todas as explicações necessárias para a realização do
trabalho.
Fomos sorteados com a amostra nº 152, que se tratava da rocha Ardósia.
Sabe-se, que de acordo com a genética de cada rocha, elas podem ser
classificadas entre ígneas, metamórficas ou sedimentares. Sendo as rochas ígneas
(ou magmáticas) formadas a partir da cristalização do magma na superfície ou no
interior da crosta terrestre. Em contrapartida, as rochas metamórficas são aquelas
formadas pela recristalização de rochas pré-existentes (ígneas, metamórficas ou
sedimentares) em altas temperaturas e altas pressões. Já as rochas sedimentares
são definidas pela deposição de detritos de rochas ou até mesmo de matérias
orgânicas que são depositadas na crosta ou no mar.
A Tabela 1 mostra a proporção entre as rochas na crosta terrestre de acordo
com H. Schumann (1957).

Tabela 1 – Proporção das rochas a 16 km de profundidade da crosta terrestre.


Rochas Proporção
Magmáticas 95%
Sedimentares 1%
Metamórficas 4%
Fonte: H. Schumann, 1957

Após análise e estudo da nossa rocha Ardósia, concluímos que a mesma se


trata de uma rocha metamórfica. Esse fechamento se deu através de vários critérios.
A Figura 1 trata-se da amostra Ardósia.

Figura 1 – Rocha Ardósia

Fonte: Autoria própria.


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2 CARACTERÍSTICAS DA ROCHA

Para a denominação da Ardósia como uma rocha metamórfica, contamos com


algumas características principais, como as que serão citadas adiante.
A Ardósia possui uma granulação muito fina, ou seja, os minerais não são vistos
a olho nu; seu brilho é muito baixo e também possui clivagem ardosiana (resultado da
orientação de minerais micáceos finos).
As rochas metamórficas, podem também serem classificadas quanto ao seu
tipo de metamorfismo. Alguns existentes são: Metamorfismo Regional ou
Dinamotermal, Metamorfismo de Contato ou Termal e Metamorfismo Cataclástico ou
Dinâmico. Os agentes desses metamorfismos são: pressão, temperatura, fluídos e
tempo.
O metamorfismo que deu origem a Ardósia é o Regional. Esse metamorfismo
atinge extensas regiões e profundos níveis da crosta terrestre. É caracterizado pela
ação equilibrada entre temperatura, pressão litostática (provocada pela carga de
massa rochosa suprajacente), pressão dirigida (esforços tectônicos) e tempo. O
possível ambiente de formação da Ardósia está ligado a convergência de placas,
característica do seu tipo de metamorfismo. A Figura 2 mostra uma simulação do
Metamorfismo Regional.

Figura 2 – Local de ocorrência do Metamorfismo Regional.

Fonte: adaptado de http://fresno.pntic.mec.es


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O grau metamórfico de uma rocha nos indica o grau que a rocha alterou em
relação a rocha original. No caso da Ardósia, ela é descrita como uma rocha de baixo
grau metamórfico, definido por condições moderadas e temperaturas mais baixas.
A figura 3 é uma demonstração dos graus de Metamorfismo Regional.

Figura 3 – Graus de Metamorfismo Regional.

Fonte: Adaptado de https://alemdasaulas.wordpress.com/2012/10/23/metamorfismo-de-


contato-e-metamorfismo-regional/

Além disso, há também as fácies metamórficas, não menos importantes.


A identificação das fácies através de suas paragêneses típicas permite
realizar o mapeamento zoneográfico dessas condições de metamorfismo e,
por via de consequência, correlacionar estas condições com às de outras
áreas onde são encontradas as mesmas associações. (Winge, M. Online)
A ardósia possui a fácies metamórfica xisto-verde; descrita como baixo grau de
metamorfismo. Os minerais característicos dessa fácies são albita, epídoto, clorita,
fengita e anfíbolo. A Figura 4 mostra a distribuição das principais fácies metamórficas
no espaço Pressão x Temperatura.
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Figura 4 – Fácies metamórficas no espaço PxT.

Fonte: Decifrando a Terra (2003, p. 392)

Quanto a sua textura, podemos classificar nossa amostra como


Grano/Lepidoblástica. A textura Granoblástica é definida por grãos que tendem a
serem equidimensionais (do mesmo tamanho) e orientados; enquanto a textura
Lepidoblástica é marcada pela presença de minerais lamelares dispondo-se
paralelamente.
A estrutura da rocha metamórfica Ardósia é claramente foliada. Esse fato se
deve a formação com atuação de pressão dirigida.

3 COMPOSIÇÃO

A Ardósia é uma rocha denominada metamórfica, ou seja, corresponde a


transformações de rochas pré-existentes ou PROTÓLITOS (grego:
PROTO=primeiro/anterior; LITHOS=rocha).
Seu protólito é pelítico e paragênese a base de quartzo, sericita/fengita, clorita,
pirofilita. Se ocorre o aumento do Metamorfismo Regional, pode ocorrer a
transformação para xisto e filito.
A composição mineralógica da nossa amostra pode ser dividida em duas,
sendo elas: composição mineralógica essencial e composição mineralógica
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acessória. A composição essencial se dá por minerais micáceos, serita e clorita.


Enquanto isso, a acessória é composta por quartzo e óxidos/hidróxidos de ferro.

4 OCORRÊNCIA MINERALÓGICA

A produção de Ardósia situa-se em 4 milhões t/ano; o Brasil ocupa o 2º lugar


em termos de produção/consumo e Minas Gerais responde a 95% da produção da
rocha no Brasil.
Após algumas análises e observações, foi possível identificar
empreendimentos em relação a Rocha Ardósia no Estado de Goiás.
Em estudo realizado através do Mapa Geotectônico e Empreendimentos
Mineiros do site online www.cprm.gov.br, foi possível identificar a ocorrência
relacionada a rocha próximo a Minaçu – Goiás e também próximo ao Rio Bom Jesus
(Município Mimoso – Goiás, vizinhança de Brasília).
A figura 5 mostra essa ocorrência.

Figura 5 – Empreendimento Mineiro – Rocha Ornamental – Ardósia.

Fonte: Figura de Mapa adaptado do IBGE.


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5 CONCLUSÃO

Este trabalho foi essencialmente importante para aumentarmos nossos


conhecimentos em relação as rochas em geral e progredirmos para uma etapa mais
avança da Geologia, visto que, aumentou muito nossa capacidade de reconhecimento
de características geológicas em trabalho prático.
A Ardósia em sua ciência é uma rocha excelente, possui aplicações em
pavimentos, fachadas, decorações de interiores e exteriores; toda sua mineralogia e
metamorfismo favorece a esse uso.
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6 REFERÊNCIAS

“Ardósia”. Museu Heinz Ebert. Acessado: novembro de 2018. Disponível em:


https://museuhe.com.br/rocha/ardosia/.

“IBGE | mapas”. Acessado: novembro de 2018. Disponível em:


https://mapas.ibge.gov.br/.

KLEIN, Cornelis; DUTROW, Barbara. Manual de Ciência dos Minerais. 23. ed.
Bookman, 2011. 724 p.

“SIGEP - Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Brazilian


Commission of Geological and Paleobiological Sites)”. Acessado: novembro de
2018. Disponível em: http://sigep.cprm.gov.br/.

TEIXEIRA, Wilson; TAIOLI, Fabio. Decifrando a Terra. Ibep Nacional, 2003. 624 p.

“UnB:IG - Petrologia metamórfica - Notas de aula do Prof. Manfredo Winge”.


Acessado: novembro de 2018. Disponível em:
http://sigep.cprm.gov.br/glossario/textos/met1/index.htm.

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