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Câncer colorretal

Uma doença que pode ser


precocemente detectada
(mesmo antes de tornar-se maligna)
Introdução
Câncer de intestino...
Você conhece alguém com essa doença? Será que ela podia ter
sido evitada?
Infelizmente o câncer colorretal não é uma doença rara, e a
maior parte dos adultos tem alguém em seu círculo de
amizades, ou mesmo algum familiar, que se tornou vítima
dessa moléstia. Porém, com o avanço da ciência, ela se tornou
mais conhecida pelos médicos, pelos pacientes e pelas pessoas
em geral, mas, lamentavelmente, ainda é negligenciada no que
concerne aos cuidados para a sua prevenção e detecção.
Vamos lá! Vejamos, nas páginas seguintes, algumas
informações sobre o câncer colorretal e os cuidados que devem
ser tomados para preveni-lo ou tratá-lo eficazmente.

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O que é o câncer colorretal
O câncer colorretal – muitas vezes denominado simplesmente
câncer de intestino – é o nome genérico para tumores que afetam o
cólon, ou intestino grosso, e o reto, que é a parte final do tubo
digestivo. Pode ser tratado e, na maior parte dos pacientes, curado,
se for detectado precocemente, quando ainda não se infiltrou
profundamente nem se disseminou para outros órgãos.

Esses tumores, em sua maioria, começam a surgir como pólipos,


que são pequenas elevações na parte interna do intestino como se
fossem verrugas ou pedúnculos. Os pólipos, benignos, com o tempo
podem se malignizar, caracterizando o câncer. A detecção e Acima: o intestino grosso,
remoção dos pólipos previne o surgimento do câncer. em destaque. Abaixo: um
pólipo pendente da parede
interna do intestino.
Para o Brasil, estimam-se 17.380 novos casos de câncer colorretal
em homens e 18.980 em mulheres para cada ano do biênio 2018-
2019 (o que significa 72.720 nos dois anos). É um número muito
elevado para uma doença que pode ser prevenida, e tratada com
êxito quando precocemente detectada. Esse é o terceiro mais
frequente câncer em homens, e o segundo em mulheres
(excetuando-se o câncer de pele não melanoma).

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O que é o câncer colorretal
Fatores de risco
Os principais fatores associados ao risco de desenvolvimento de
câncer colorretal são os seguintes: idade superior a 50 anos,
obesidade, consumo de carnes processadas (salsichas, linguiças,
presunto, bacon, mortadela, salames, e até blanquet de peru), e
excesso de carne vermelha.

Além disso, outros fatores que se associam à maior


chance de surgimento de câncer colorretal são a
história familiar positiva (outros casos na família) e a
ocorrência em si de outro câncer (intestino, ovário,
útero ou mama) , além do hábito de fumar e de
exceder-se em bebidas alcoólicas.
Algumas doenças inflamatórias intestinais também se
associam a uma maior chance de surgimento de câncer
colorretal, como a doença de Crohn e a retocolite
ulcerativa.

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Sinais e sintomas
PAT PATOLOGIA CLÍNICA – 181212TGL

Pessoas com mais de 50 anos que apresentem


sangue nas fezes, alteração(alternando diarreia e
prisão de ventre do hábito intestinal), sensação de
esvaziamento intestinal incompleto à evacuação,
mal estar abdominal, fraqueza/anemia, perda de
peso sem motivo, alteração na forma das fezes
(finas e compridas) ou presença de massas
abdominais devem consultar um médico para
esclarecimento. Ainda que essas características
também estejam presentes em outras condições,
como hemorroidas, verminoses, úlceras e outros
estados do organismo, elas devem ser consideradas
e investigadas, principalmente se não houver
melhora com o passar de alguns dias.

Ah, mais uma coisa que é importante dizer: nem


sempre o sangue presente nas fezes é vermelho. Por
vezes ele se torna mais escuro, e até mesmo preto. E
os pequenos sangramentos não são percebidos pelo
olho humano, sendo necessário examinar as fezes
com produtos que detectam o sangue mesmo em
pequeníssima quantidade.

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Na consulta médica
.

Durante a consulta
o médico vai lhe
fazer perguntas
sobre você, e por
isso é muito bom já
levar anotações de
ocorrências de sua
vida: hábitos, as
doenças anteriores,
cirurgias feitas,
remédios em uso,
tratamentos, e as
informações sobre
seus familiares.

Como parte do exame clínico, o médico pressionará seu abdome para pesquisar dor,
massas anormais, e o aumento do tamanho de órgãos como o fígado e o baço; ele poderá
usar o estetoscópio para avaliar ruídos abdominais, além dos batimentos cardíacos.
Outras verificações também poderão ser feitas, a critério do médico.

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Complementando a consulta
. Dentre as provas complementares, a
pesquisa de sangue oculto (também
chamada pesquisa de hemoglobina
humana) ocupa lugar de destaque,
pela sua elevada sensibilidade para
detectar sangramentos, mesmo de
pequena intensidade. Mas é possível
que ele também solicite algum outro
exame, conforme as suspeitas que
formular ao considerar a conversa e o
exame clínico.

Para a pesquisa de sangue oculto – sinal que pode levar à suspeita


da presença de pólipos intestinais, ou mesmo de um tumor – há
necessidade de coletar uma pequena amostra de fezes. Caso você
tenha sangramento hemorroidário ou outra condição causadora
de hemorragia, o médico indicará exame alternativo.

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Diagnóstico
O diagnóstico do câncer colorretal é feito por exame adequado, em
uma amostra retirada por biópsia (um pequeno fragmento é obtido
com o auxílio de um fino tubo introduzido pelo ânus, sob sedação,
como na figura ao lado). Através desse exame um pólipo pode ser
avaliado inclusive quanto à probabilidade de tornar-se maligno.

O resultado da análise do material removido deve ser mostrado ao


seu médico, que dará a orientação necessária para as avaliações
periódicas e outros cuidados necessários para manter a sua saúde.
Não abandone o acompanhamento com o profissional. Imagens
vistas ao microscópio, abaixo, permitem que os médicos
patologistas identifiquem nesse caso um adenoma viloso, um tipo
de pólipo pré-canceroso.

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Prevenção
A manutenção do peso
corporal adequado, as
atividades físicas e a
alimentação saudável são
recomendadas com ênfase
para prevenir o câncer
colorretal. A dieta deve ser
rica em fibras, contendo
alimentos como frutas,
verduras, legumes, cereais
integrais, leguminosas
(como o feijão), grãos e
sementes. Deve-se evitar o
fumo e o excesso de
bebidas alcoólicas.

A pesquisa de hemorragia intestinal (sangue oculto nas fezes) deve ser feita anualmente. O teste é de fácil execução, sendo
barato e altamente eficaz, uma vez que detecta pequenas hemorragias por vezes causadas por pólipos ainda benignos,
permitindo sua remoção preventiva. O método utilizado pelos bons laboratórios clínicos para examinar as fezes dispensa
dieta especial e outros preparos. A retirada dos pólipos é feita durante a colonoscopia, exame que permite examinar todo o
intestino grosso, quando podem ser detectadas outras anormalidades que estejam presentes.

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Tratamento
O câncer colorretal é uma doença tratável, e frequentemente
curável (principalmente quando o diagnóstico é precoce). O
tratamento é cirúrgico, programado conforme a região afetada e a
extensão da moléstia, podendo haver associação com radioterapia
e/ou quimioterapia. Também se lança mão, por vezes, de
imunoterapia e certos produtos biológicos.
Para evitar essa doença, faça a prevenção: visite o médico
periodicamente, tenha hábitos alimentares saudáveis, e cuide bem
de sua saúde de uma maneira geral. E passe anualmente pela
pesquisa de sangue oculto (pesquisa de hemoglobina humana) nas
fezes: é um teste simples, rápido, barato, e não dói nem precisa de
dieta especial ou outro tipo de preparo, constituindo um meio eficaz
de prevenir uma doença que pode tornar-se grave e letal.

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Especialista em Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (R.Q.E. 456)

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