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Chiroptera

André Lucas Fabrício Pires


Mariel Soares Felipe Grajaú
Ubirajara Santos
• Ordem: Chiroptera
• Subordem: Megachiroptera
• Superfamilia: Pteropodoidea
• Subordem Microchiroptera
• Infraordem: Noctiliformes
• Superfamilia: Rhinolophoidea
• Superfamilia: Phyllostomoidea
• Superfamilia: Noctiliodea
• Infraordem: Vespertiliformes
• Superfamilia: Nataloidea
• Superfamilia: Vespertilinoidea
Vocales nocturnas
• Os Laurasiatérios
(Laurasiatheria, Waddell
et al., 1999) é uma
superordem
de mamíferos.
• As relações intraordinais
entre os grupos que
compõem os
Laurasiatheria ainda
não estão bem
estabelecidas.
• Chiroptera é grupo irmão
ungulados e carnívoros
(Tsagkogeorga et al,
2013).

Sen Song et al. PNAS 2012


• Há poucas evidências fósseis disponíveis para ajudar a
mapear a evolução dos morcegos.
• As relações filogenéticas dos diferentes grupos de
morcegos têm sido objeto de maior debate.
• Megachiroptera e Microchiroptera
• Os Megachiroptera reteram semelhanças ccranianas dos
ancestrais Therias, enquanto os Microchiroptera
sofreram perdas de várias características, se
aproximando de uma condição fetal.
• Os Pteropodidae mantem características
conservadas de Theria:
Os processos pós-orbitais são
desenvolvidos;
A mandíbula tem um processo
angular largo e arredondado;
O crânio é curvo dorsalmente;
As órbitas são grandes e um pouco
voltadas para frente.
• Todas essas características são
adaptações à VIDA ARBORÍCOLA
• Nos Microchiroptera o crânio sofreu
uma redução de tamanho, algumas
características mudaram e outras foram
perdidas.
• Como um focinho bem curto e a região
das pré-maxilas muito modificada. O
corpo de modo geral é muito pequeno.
• Todas essas características são
derivadas de uma condição
plesiomorfica.
• Os gêneros Vampyrum e Phyllostomus estão associados
às bases dos dois grandes ramos evolutivos da familia
Phyllostomidae. Esses gêneros apresentam tamanho
grande, são dois remanescentes pouco modificados das
duas populações basais que deram origem à família.
• O ramo de Vampyrum deu origem aos morcegos de crânio
longo que culminaram nos POLINIZADORES e o ramo de
Phyllostomus deu origem aos morcegos FRUGÍVOROS.
Vôo em Chiroptera
• Bem adaptados ao voo motorizado;
• Ossos fundidos ou reduzidos;

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/479281585334084833/?lp=true
• Quilha no esterno;
• Asa sustentada pelo braço e por quatro
dedos alongados.
• Patágio;

Fonte: U.S. Fish and Wildlife Service Headquarters


(SMITH, 1995)
Vôo em Chiroptera

(SMITH, 1995)

Fonte: Anatomia do Morcego. http://morfoexotica.blogspot.com/2016/01/anatomia-do-


morcego.html
Adaptações a vida empoleirada

• Peso e tamanho reduzidos;


• Menos gasto energético;
• Tendão especializado.

Pteropus vampyrus

Craseonycteris thonglongyai
(WIMSATT, 1970)
Sistema digestivo
• Sistema digestivo comum;
• Tubo digestivo alongado;
• Enzimas presentes de acordo com a dieta.

(WIMSATT, 1970)
Sistema respiratório
• Muito semelhante ao humano;
• Algumas adaptações ao voo;

(CANALS, 2005; WIMSATT, 1970)


Tamanho
• Pteropus vampyrus • Craseonycteris thonglongyai

2 metros de envergadura e pesa 7,5 cm de envergadura, 3 cm de


mais de 1 Kg comprimento e pesa entre 1,5 e 2 gramas.
Ecolocalização
• Laringe ou cliques na língua
na ecolocalização;
• Controle apurado;
• Variação no comportamento
de ecolocalização – ambiente e
a dieta; Trago

• Textura, distância, forma e


tamanho do corpo.
Folha nasal
Visão

• Adaptada para enxergar no escuro;


• Muitos enxergam em preto e branco;
• Hábito frugívoros – Visão e o Olfato;
• Pteropodidae

Hematófagos → conseguem perceber o calor da


circulação sanguínea sob a pele das vítimas e
usa este dom, chamado de termorrecepção,
para mapear os vasos mais próximos da pele.
Magnetorecepção
• Eptesicus fuscus
• Myotis myotis
- Campos magnéticos de 90°
- Campos magnéticos;
no sentido horário ou anti-
- Principal para a
horário do norte magnético
orientação é o sol.
→ desorientados.
Outros sentidos
• Sensação química vomeronasal
- Feromônios;
- Comunicação química entre indivíduos →
acasalamento.

• Termoregulação
- Subpelos são mais curtos, finos, ondulados e
numerosos;
- Pelos longos → proteção mecânica e
mecanorecepção;
- Fundamental para a criação dos neonatos.
Hibernação
• Regiões de estação climática severa;
• Os morcegos acumulam gordura →
Migração ou hibernação;
• Metabolismo é muito reduzido e
entram em estado de torpor;
• Beber e urinar.
Alimentação
• Os morcegos insetívoros podem
comer mais de 120% do seu peso
corporal, enquanto os morcegos
frugívoros podem comer mais do
dobro do seu peso.
• Alguns podem percorrer
distâncias significativas todas as
noites, como o morcego manchado
(Euderma maculatum) que
percorre até 38,5 km.
• Cerca de 500 espécies de plantas com flores dependem da
polinização por morcegos e, portanto, tendem a abrir suas
flores à noite. (Fenton & Simmons 2015)
Hematofagia
• Os morcegos vampiros têm
como alvo presas adormecidas
e podem detectar a respiração
profunda. Os sensores de calor
no nariz os ajudam a detectar
vasos sanguíneos perto da
superfície da pele.
• O sangue é impedido de
coagular por um
anticoagulante na saliva.
Predadores
• Aves de rapina
• Cobras
• Gatos
Vida social
• Dentro dessas sociedades, os morcegos
são capazes de manter relacionamentos
de longo prazo.
• Algumas dessas relações consistem em
fêmeas matrilineares e seus filhos e
descendentes. O compartilhamento de
alimentos e o cuidado mútuo podem
ocorrer em certas espécies, como o
morcego-vampiro comum (Desmodus
rotundus), e isso fortalece os laços
sociais.
Comunicação
• Os morcegos estão entre os mamíferos mais
vocais e produzem apelos para atrair parceiros,
encontrar parceiros e defender recursos.
• Na espécie Tadarida brasiliensis os machos
cantam para atrair as fêmeas. As músicas têm
três frases: cantos, trinados e zumbidos.
• Em Phyllostomus hastatus as fêmeas produzem
chamadas altas e de banda larga entre seus
companheiros de poleiro para formar a coesão do
grupo.
• Morcegos em voo emitem sinais vocais para
controle de tráfego. Os morcegos bulldog
maiores buzinam quando estão em rota de
colisão.
Doenças
• Pseudogymnoascus destructans - fungo
descoberto em 2006, se espalhou rapidamente
por todo o leste dos EUA, norte da Flórida;
taxas de mortalidade de 90 a 100% foram
observadas nas cavernas mais afetadas,
reduzindo populações de centenas de
milhares, até milhões, para algumas centenas
ou menos.
• Os morcegos são reservatórios naturais para
um grande número de patógenos zoonóticos,
incluindo raiva, histoplasmose direta e em
guano, vírus Nipah, Coronavírus e Hendra, e
possivelmente o vírus ebola.
Conservação e Distribuição
• Lei de Proteção à Fauna silvestre.
• 179 espécies, 68 gêneros e 9 famílias

Phyllostomidae Artibeus lituratus


Conservação e Distribuição
• Cerca de 50% dos morcegos brasileiros se alimentam de
plantas.
• 2011 – O ano internacional dos morcegos
• 1 outubro - dia dos morcegos
Importância Econômica
• São largamente empregados em pesquisas científicas;
• A saliva do morcego e sua forte ação anticoagulante;
• Aperfeiçoamento de aparelhos de sonar e ultra-som.
• Adubo natural (guano);
Aspectos Culturais
• Criatura sagrada (Tonga e África ocidental);
• Espirito embusteiro (Nativos americanos);
• Símbolo de longevidade e felicidade (China);
• Culinária (países asiáticos);
• Deus Camazotz.
Aspectos culturais
• Lendas e mitos;
• Vampiros.
Curiosidades
• Os morcegos ficam de ponta-cabeça para economizar
energia;
• Morcegos não são cegos;
• Controlam a gestação;
• Hibernam.
Obrigado

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