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Departamento de Psicologia [?]

Bases Estruturais e Funcionais do Comportamento Humano

Renatha Marques Behnken


Richard Luiz
Marcos Reis Miceli

INSÔNIA E PROBLEMAS PARA DORMIR

Rio de Janeiro
2019
Insônias e problemas para dormir

Problemas para dormir mostram-se corriqueiros e afetam boa parte da


população, devido, principalmente, ao cotidiano intenso e apressado da sociedade
contemporânea. Segundo dados do Instituto do Sono [dados de que ano? Este instituto
tem uma sigla?], 63% da população adulta do país têm alguma queixa relacionada ao
sono, como insônia. Em São Paulo, 25% da população apresenta dificuldades para
dormir, 27% acorda precocemente e 36% tem dificuldade de manter o sono.

As principais causas da insônia estão relacionadas ao estresse e à produção de


serotonina, neurotransmissor que regula o sono. Além disso, estudos recentes
divulgados pela revista New Scientist [teria o número do volume/ano etc?] mostram que
conexões falhas na parte cerebral ligada à memória, ao aprendizado, ao olfato e à
emoção, e também na substância branca do cérebro (região que regula a consciência, o
estado de alerta e o sono), podem explicar a ocorrência do evento.

Mesmo com inúmeras possíveis explicações, as causas da insônia são


identificadas em apenas 50% dos casos.

Uma boa noite de sono é fundamental para a recuperação do desgaste do dia. O


organismo desempenha diversas funções durante o sono e, quando a insônia ocorre, o
tempo de duração ou qualidade do sono não são suficientes para que o corpo e a mente
se recomponham.

Um dos problemas [é?] uma maior probabilidade de desenvolver diabetes.


Quando dormimos mal, a produção de insulina é inibida, fazendo com que a taxa de
glicose do sangue suba. Ao mesmo tempo, o corpo libera mais cortisol (hormônio
relacionado ao stress), que apresenta reação contraria à insulina. Dessa forma, as
chances de se desenvolver diabetes são maiores.

Além disso, o aumento do stress pode causar problemas cardíacos e afetar a


pressão arterial, o apetite pode ser afetado e, aliado ao stress, pode causar distúrbios
alimentares, levando à obesidade.
Dessa forma, é possível afirmar que a ocorrência do evento pode resultar em
uma maior incidência de depressão, ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional,
desatenção, desenvolvimento de vícios, pior funcionamento cognitivo, entre outras
disfunções psíquicas.

Somente um cochilo durante a tarde não é o suficiente para melhorar a insônia. É


de suma importância saber que para ter uma boa noite de sono é necessário um
cotidiano programado, para que o cérebro faça uma associação com o horário e
desenvolva uma rotina de sono. Isso acontece porque o metabolismo humano precisa de
tempo para se acostumar com mudanças, e a falta de regularidade faz com que o corpo
nunca esteja preparado. Além disso, é importante não ingerir comidas com altos teores
de gorduras ou carboidratos ou bebidas alcoólicas e cafeína, já que eles podem
desencadear desconfortos gástricos.

De acordo com informações do Hospital Israelita Albert Einstein, a maioria dos


casos de insônia está relacionada a maus hábitos de sono, depressão, ansiedade, falta de
exercícios físicos, doença crônica ou certos medicamentos. Uma alternativa à alopatia
[eu botaria uma nota de roda pé explicando o termo alopatia] é o uso das pastilhas de
melatonina, o hormônio do sono. Mesmo assim, muitas vezes medicamentos são
usados sem a avaliação ou prescrição médica, podendo ser um risco ainda maior à saúde
do paciente.

A atuação do psicólogo mostra-se fundamental na medida em que a insônia pode


ser, também, um sintoma para diversos transtornos psicológicos, como depressão,
ansiedade e quadros de pânico. Dessa forma, é importante que o paciente esteja em
contato com o profissional, que, por meio de técnicas como a hipnose, por exemplo,
diminua o estado de alerta constante do paciente. Com o tratamento psicoterápico, a
causa inicial do problema deve ser investigada, afim [a fim] de averiguar se a insônia é
um sintoma de algum transtorno ou uma síndrome, e, dessa forma, descobrir o melhor
tratamento para cada caso.

Além disso, a participação de profissionais da saúde mental é importante para


evitar que a insônia se agrave e se torne a causa para novos transtornos. Com a falta de
sono de qualidade, o indivíduo pode sofrer consequências maléficas a sua saúde mental
e ao bem-estar, podendo afetar diretamente o trabalho, a cognição e os relacionamentos
sociais. Dessa forma, o estado do paciente tornará propício para a incidência de
depressão, ansiedade, irritabilidade, medo, raiva, entre outros.

As modalidades mais utilizadas para o tratamento incluem abordagens


comportamentais, como controle de estímulos, relaxamento muscular progressivo,
higienização do sono [eu botaria uma nota de roda pé ou entre parênteses uma
explicação do conceito], entre outros. Para que o tratamento se mostre efetivo, deve
diminuir a latência do sono [mesma situação do caso anterior, eu explicaria o termo],
aumentar o tempo total de sono e melhorar a funcionalidade diurna do paciente.

Referências bibliográficas

GUIMARÃES, S. S. & MÜLLER. M. R. Impacto dos transtornos do sono sobre o


funcionamento diário e a qualidade de vida In: Estudos de Psicologia. Campinas, volº
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como exemplo]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v24n4/v24n4a11.pdf

MONTI, J. M. Insônia primária: diagnóstico diferencial e tratamento. In: Rev. Bras.


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PASSOS, G. S. et al. Tratamento não farmacológico para a insônia crônica. In: Rev.
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