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POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE RUA EM PORTO VELHO/

RONDÔNIA:
COMPORTAMENTOS E RELAÇÕES SOCIAIS.

POPULATIONS IN STREET SITUATION IN PORTO VELHO / RONDÔNIA:


BEHAVIORS AND SOCIAL RELATIONS.
Nilson Coelho de Melo Júnior ¹
Universidade Federal de Rondônia
nilso_bkt@hotmail.com

Resumo
Este artigo objetiva descrever aspectos estratégicos na ótica de equalização social
homeostática, possibilitada pela ciência da Psicologia no âmbito da situação de rua das
populações urbanas. Tem-se a finalidade de analisar a logística metabólica da civilização no
sentido de expor ações educacionais, preventivas, retificadoras, terapêuticas e afetivas,
visando a elaboração de uma tática técnico-científica de reintegração civil desses elementos
da cidadania atingida pelo espectro falho da ruptura patológica do contrato social de bem-
estar entre o Estado e o Indivíduo. Buscando a compreensão das trajetórias de exclusão social,
bem como das transformações identitárias oriundas dessa dimensão da esclerose interativa de
sociabilidade, o autor pauta-se sobre os fundamentos da interdisciplinaridade, propondo uma
anastomose entre as diversas Ciências das Humanidades, da Saúde, bem como das áreas de
Urbanização, Política e Cultura, utilizando-se da pesquisa bibliográfica e documental para
indicar possíveis caminhos de intervenções biopsicossociais capazes de fortalecer e nutrir as
identidades, corpos e presenças das consciências ultrajadas pelo materialismo histórico
dialético do metabolismo civilizatório, imposto pela modernidade capital aos desdobramentos
humanos de convivência e vizinhança ambiental na ecologia do Mundo. Logo, hasteia-se a
esperança de contribuição desta análise acadêmica, mesmo que embrionária, para a solução o
enfrentamento deste flagelo social que é a situação de rua, e as populações que nela se
encontram.
Palavras-Chave: psicologia; situação de rua; exclusão social; interdisciplinaridade;
intervenções biopsicossociais.

¹ Acadêmico do Curso de Bacharelado em Psicologia da Universidade Federal de Rondônia [UNIR]


Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares Afro Amazônicos/ GEPIAA
Membro da Liga Acadêmica de Neuropsicologia/RO – LANPSI/RO
Bolsista do CNPQ no Programa PIBIC, tendo como orientador o professor Dr. Marco Antônio
Domingues Teixeira
Abstract

This article aims to describe strategic aspects in the view of homeostatic social equali-
zation, made possible by the science of Psychology in the context of the street situation of ur-
ban populations. The aim is to analyze the metabolic logistics of civilization in order to expo-
se educational, preventive, rectifying, therapeutic and affective actions, aiming at the elabora-
tion of a technical-scientific tactic of civil reintegration of these elements of citizenship affec-
ted by the faulty spectrum of pathological rupture of the social welfare contract between the
State and the Individual. Seeking to understand the trajectories of social exclusion, as well as
the identity transformations that originate from this dimension of interactive sclerosis of soci-
ability, the author focuses on the foundations of proposing an anastomosis between the vari-
ous Ciences of the Humanities, Health, Urbanization, Politics and Culture areas, using biblio-
graphical research to indicate possible ways of biopsychosocial interventions capable of
strengthening and nourishing the identities, bodies and presence of the consciences outraged
by dialectical historical materialism of the civilizational metabolism imposed by capital mo-
dernity to the human unfolding of coexistence and environmental surroundings of the ecology
of the World. Therefore, in the hope for the contribution of this academic analysis, even if
embryonic, to the solution of this social scourge, which is the street situation, and the popula-
tions that are in it, was raised.

Keywords: psychology; street situation; social exclusion; interdisciplinarity; biopsychosocial


interventions.

Introdução

O horizonte existencial, proposto pelo sistema capitalista de condução da vida e


consumo da natureza do mundo, demonstrou, com base na dialética do materialismo histórico,
sua nefasta, promiscua e exploratória lógica de execução, contradizendo sua própria promessa
de bem-estar geral, perpetuando a miséria à espécie humana. Nesse contexto, este artigo visa
expor tais evidências da falência do contrato social entre o Estado e o Indivíduo, hasteando o
espectro da Situação de Rua, sentenciado às Populações em condição de vulnerabilidade
socioeconômica extrema. Para tanto, o autor pautou-se nos moldes da pesquisa bibliográfica,
para que pudesse ter um levantamento de dados relevante à análise de tal fenômeno da
modernidade. Considerando as quase inexistentes pesquisas atuais realizadas sobre as
populações em situação de rua (PSR), foram constatados apenas dois planos nacionais
voltados à erradicação da vulnerabilidade socioeconômica extrema, uma lei orgânica
direcionada à assistência social, e apenas uma referência do Conselho Regional de Psicologia
em Minas Gerais, este artigo também atua sobre o âmbito denunciativo da gravidade da ótica
relativizante pela qual o Estado Brasileiro, assim como a Academia Científica no geral,
abordam a questão da exclusão social. Em psicologia, por exemplo, toda formação é
tendenciada ao elitismo do mercado de trabalho, havendo um profundo despreparo e
ignorância sobre a abordagem das questões sociais, minimizando as possibilidades das
proposições de retificação advindas da academia para a rua.
Deste modo, por estar restringido à geografia sociopolítica da região Norte do Brasil,
mais especificamente no Estado de Rondônia, no município de Porto Velho, o metabolismo
conceptivo desta tese analítica encontrou grande dificuldade em colher dados armazenados
pela gestão pública de seu lócus de atuação, posto a baixa produtividade técnico-científica
tangente à temática das PSR em Porto Velho, nas vias da assistência social, dos direitos
humanos, bem como da saúde pública, infraestrutura urbana e, acima de tudo, da intervenção
retificadora esperada do potencial terapêutico na ciência da Psicologia. Portanto, sob uma
análise generalizadora, comparativa e de qualificação teórica, este artigo visa descrever o
contexto da vida na rua que acomete as vielas da cidade que floresceu à beira do rio Madeira,
investigando em observância nacional, bibliograficamente, as semelhanças encontradas na
expressão desse mesmo fenômeno da modernidade urbana: a indigência.

A estatística da exclusão
Sendo assim, utilizando os dados levantados em 2009 pelo Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) do Governo Federal do Brasil (2009), em
uma pesquisa realizada entre as 71 maiores cidades do território nacional, investigando cerca
de 32 mil pessoas em situação de rua, pôde-se ter uma noção mais abrangente sobre o
processo de construção da compreensão a respeito das bases que fundamentam a
sustentabilidade da identidade social desse nicho populacional urbano.
Deste modo, foi possível perceber as relações de tal grupo com a cidade, na dimensão
de mobilidade, histórico sociofamiliar, interações psicotrópicas, bem como das estratégias de
sobrevivência metropolitana. Dos entrevistados, 35,5% citaram as interações psicotrópicas
como principal motivo para o exílio ao êxodo de rua (sendo o Álcool a mais nociva isca de
drogadição, excepcionalmente por sua adesão e permissividade social, sua propaganda
legislativa e, sobretudo, por seus privilégios econômicos); 29,8 % relataram o desemprego
como causa fundamental para sua situação; 29,1% descreveram seus processos de desavenças,
fragmentação e diluição de seus núcleos familiares.
Porém, tendo em vista o próprio aspecto fisiológico característico dos elementos que
comportam a PSR, é plausível a compreensão analítica que expõe o equívoco perceptivo dos
próprios entrevistados, no tangente aos princípios causais relatados como responsáveis por
suas situações de vulnerabilidade. A Psicologia Moderna (SCHULTZ, 2019), sob um viés
bioenergético (Reich, 1999), afirma que não se trata apenas das psicotropías tóxicas ingeridas
sem mensuração posológica, muito menos da ausência de vínculo laboral remunerado; mas
sim da fragilização dos vínculos afetivos, da quebra das relações de pertencimento
sociofamiliares, assim como da negação do livre arbítrio de escolha de identidade,
sexualidade, crenças religiosas e, acima de tudo, dos parâmetros de utilização do Corpo no
contexto socioeconômico da cidadania democrática, no tangente à resposta às exigências do
mercado financeiro; como sendo, de fato, os agentes principais no feitio dimensional desse
fenômeno do espectro de rua.
Sob a análise de Silveira (2009), admite-se a situação de rua como a relação
conflituosa entre o público e o privado, em remitência à ocupação de vias públicas por
pessoas, em um contexto habitacional. A moradia, que na dimensão do capital equalizado é
percebida como de caráter privado, na situação de rua é vivenciada ao ar livre, em exposição
pública. Tal contradição dicotômica gera posturas e olhares discriminatórios, segundo Rosa,
Secco y Brêtas (2006), projetados pelos estigmas fenotípicos característicos dessa condição de
rua, oriundos da degradação depreciativa da fisiologia corporal e higiênica dos indivíduos
mergulhados em tal situação.
Tal qual a lepra dos séculos XIII e XIV, substituída simbolicamente pela Loucura,
como relata Foucault (1972), a situação de rua constitui, na modernidade, a mais desprezível e
repreensível condição de patologia social, vilipendiada sob o viés da higienização urbana, em
favor do conforto ofertado à burguesia cômoda, como atalho para o ato de ignorar a
responsabilidade devida ao Estado por conta da permissão dada à continuidade da anemia
instaurada na cidadania cotidiana, em detrimento dos interesses bancários e industriais, bem
como das especulações imobiliárias e do império farmacêutico que envenena a medicina em
geral, com sérias distorções na psiquiatria.
Logo, fica nítida a compreensão do processo de construção da introjeção da patologia
psicológica, mediante a um contexto de sanções impostas pela sociedade às interações
afetivas, conjecturando uma série de privações de direitos como sentença social ao espectro
estigmático das PSR. Tal dinâmica anula as demais possibilidades de reconhecimento da
representação de si, afetando a constituição identitária do indivíduo na sua relação com o
mundo da realidade material, propiciando o acúmulo de frustrações egoicas (Freud, 2011)
necessárias para o estabelecimento de ciclos viciosos de auto sabotagem.
Por conseguinte, pela depreciação da fisiologia corporal, advinda da fome, bem como
do desequilíbrio do ciclo circadiano, segundo Best e Taylor (1937/2010), os indivíduos
apresentam baixo rendimento laboral, assim como cognitivo, acarretando a continuidade da
dimensão de vulnerabilidade socioeconômica, por conta de seu não assistencialismo salarial
advinda com o desemprego. Além do mais, mediante a tais processos sociais de
sustentabilidade, os indivíduos acabam por apresentar, também, o espectro depressivo do
isolamento social, oriundos de sentimentos de inferioridade e autocomiseração, vetorizando a
conduta existencial às interações psicotrópicas desmensuradas de equilíbrio posológico,
perpetuando os vícios tóxicos mortíferos da modernidade.
Destarte, a partir dos dados colhidos pelo MDS, cerca de 31,8 % da PSR é impedida
de adentrar em Comércios; 31,3 % em shoppings; 21,7% em órgãos públicos; 29,8 % de
utilizar os serviços de transporte público; sobretudo, 18,4% tem os seus direitos, de acesso à
Saúde, negados, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS); sem contar os impedimentos ao
direito ao Estatuto do Trabalho, tendo em vista a questão documental da PSR.
Tais dados confirmam, alarmantemente, a condição carcerária que os indivíduos que
se encontram sob o espectro da rua vivenciam fora do sistema prisional, pois são diretamente
atingidos em seu poder de Liberdade, de escolhas. Apesar das possíveis patologias
constatadas na PSR, ainda fazem parte da Nação Brasileira e, portanto, não deveriam ter
menosprezados os seus direitos constitucionais de convivência cidadã, de ir e vir, e voltar a ir,
tanto quanto julguem necessário, a quaisquer lugares que tenham a vontade de averiguar.

O estigma do estereótipo propulsor do desprezo


Entretanto, a correlação direta e automática que é feita sob o estigma (GOFFMAN,
1963/2008) do estereótipo da criminalidade, é, inclusive, uma denúncia étnica. A roupagem
que a sociedade brasileira veste na periferia urbana, condicionando-a instantaneamente à
ilicitude, é indubitavelmente negra, pobre, violenta, suja e doente. Por conseguinte, tal
agressividade hostiliza ainda mais o processo de discriminação sofrido pela PSR,
evidenciando a opressão cotidiana naturalizada pela “normose” (Crema, 2002) social da
modernidade.
A vergonha e a humilhação, advindos desse fenômeno de preconceito étnico
econômico, são pontos fundamentais na análise psicológica de homeostasia metabólica dos
aparelhos psíquicos em situação de rua, bem como dos comportamentos expressados nas
estratégias de sobrevivência urbana e, ademais, no que diz respeito aos desequilíbrios mentais
observados, tanto nas proposições de alternativas realidades de vivência, como nas vias de
expressão da revolta e frustração.
O desrespeito ao poder de escolha individual, ou mesmo coletiva, expressado
publicamente, legitimamente amparada pelo Estado, corrobora para o escalonamento social,
estabelecendo patamares de inferioridade e superioridade entre os cidadãos, que deveriam ser
tratados como pares, tanto pela justiça, quanto pela economia. As patologias constatadas na
PSR, tanto no âmbito fisiológico, quanto no psíquico, são somatizadas pela mimetização dos
afetos introjetados ao longo da interação do ego com o mundo.
O contexto de vulnerabilidade socioeconômica, o desabrigo, a desnutrição, a falta de
higiene, a solidão e a estigmatização, levam o indivíduo a um processo de culpabilização por
conta de sua própria condição de pobreza, agravando a fragmentação de sua identidade, bem
como de seu desenvolvimento sociocognitivo, alienando a consciência na compreensão do
pertencimento à cidadania plena, ao sentimento de comunidade, podendo levar à ideações
suicidas, bem como à fobia social.
Justamente por possuírem intensidades e utilidades diversas, assim como os demais
seres da realidade, urge em seus corpos a necessidade de interação correspondida, de respeito
devoluto, bem como de uma dignidade conquistada por méritos próprios, e galardoada por
seus irmãos de espécie também, principalmente quando, pelo Estado, tal dinâmica é
incentivada.

Instituições, leis e intenções de retificação social


Portanto, na dimensão das responsabilidades governamentais do Estado em fomentar e
propiciar possíveis soluções a essa questão da rua, foram colhidos elementos de infraestrutura
legislativa, jurídica, burocrática e técnico-científicas, capazes de retificar a expansão
fenomenológica da indigência, bem como restaurar a mentalidade cidadã dos indivíduos
afetados por tal flagelo social.
A começar pelo parágrafo III, do artigo 1º da constituição de 1988, que garante a
dignidade do ser humano, bem como os parágrafos I, III e IV, do artigo 3º, que garantem
como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, respectivamente, a
construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a erradicação da pobreza, da
marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais; a promoção do bem de
todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação; no Art. 5º, a constituição afirma que todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Poder-se-ia presenciar, desde 1988, a retificação da questão da rua, se tais
fundamentos constitucionais fossem respeitados. Ademais, seguindo a ordem cronológica da
compreensão governamental sobre a lida com o espectro da rua, têm-se a Política Nacional de
Assistência Social (PNAS/2004), que assegura cobertura à PSR.
No ano seguinte, é exposta a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS/2005), que
estabelece a obrigatoriedade de criação de programas direcionados à população em situação
de rua, no âmbito da organização dos serviços de assistência social, numa perspectiva de ação
intersetorial. A partir de então, criou-se o Sistema Único de Assistência Social (SUAS/2005),
determinando os padrões dos serviços ofertados, a qualidade no atendimento, os indicadores
de avaliação e resultados, bem como a padronização da nomenclatura dos serviços e da rede
socioassistencial.
Finalmente, no ano de 2008, ainda sob o Governo Lula, é aprovada a Política Nacional
para a Inclusão Social da População em Situação de Rua (PNIS PSR/2008), orientando a
construção e a execução de políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade, periférica
às prioridades dos poderes públicos. Em 2009, o presidente decretou a implementação do
PNIS PSR, valorizando a humanização do atendimento prestado pelo estado, bem como as
diretrizes de promoção da inviolabilidade dos direitos humanos, da democratização do acesso
aos espaços e serviços públicos, incentivo à pesquisa, aos benefícios previdenciários, à
articulação entre o SUAS e o SUS, dentre outras importantes medidas. Existe ainda o Plano
Operativo para a Implementação de Ações de Saúde da População em situação de Rua, que
estava previsto para ser efetivado entre os anos de 2012 à 2015, com o objetivo de reduzir as
desigualdades e iniquidades existentes em relação ao atendimento da PSR no SUS.
A partir de então, foram implementados centros de referência especializados para o
atendimento da PSR, como é o caso do Centro de Referência Especializado de Assistência
Social para a População em Situação de Rua (Centro POP, 2010), bem como o Centro de
Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop,2010), e o Consultório de Rua,
fornecendo novos serviços e equipamentos destinados ao atendimento dessa parcela da
sociedade, possibilitando maior inserção do psicólogo nas políticas públicas que lidam com a
rua.
Tais trabalhos ocorrem sob a orientação do Conselho Federal de Psicologia (CFP,
2019), através de uma Coordenação Nacional formada a partir de elementos oriundos dos
Conselhos Regionais de Psicologia (CRP, 2019), que sistematizam as divulgações dos
conhecimentos e práticas psicológicas aplicadas às políticas públicas direcionadas à situação
de rua, produzindo referências à atuação do psicólogo.
Destarte, por exemplo, como acontece em Minas Gerais (CRPMG, 2019), o único
estado com uma produção técnico científica plausível em relação a disposição online de dados
colhidos pela gestão pública no aspecto da situação de rua, foram mapeados os serviços,
programas, projetos, instituições e profissionais desse campo em questão; além da própria
mensuração quantitativa do contingente em situação de indigência no Estado. Dados que
contribuíram e muito para a pesquisa bibliográfica realizada pelo autor deste artigo.
Ademais, são vastas, ainda que em fase embrionária de desenvolvimento prático e
terapêutico, as ferramentas jurídicas, burocráticas e institucionais de retificação desta questão
da vulnerabilidade extrema do espectro da rua. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS,
2010) funcionam como um elemento estatal de promoção das condições indispensáveis ao
direito fundamental do ser humano que é a saúde, no âmbito mental de abordagem, assim
como da garantia a políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e
de outros agravos, estabelecendo condições que assegurem sua proteção e recuperação.
Há ainda um centro especializado de atendimento aos casos de interações
psicotrópicas nocivas, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD,
2010), que acolhe e trata usuários do SUS e seus familiares com prejuízos decorrentes do uso
abusivo e dependente de psicotrópicos tóxicos.
Ademais, também existem instituições destinadas ao (re)cadastramento documental
dos cidadãos nessa condição de alienação, como o Cadastro Único (CADúnico, Brasil, 2010),
que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo que o governo conheça
melhor a realidade socioeconômica dessa população. Nele são registradas informações como:
características da residência, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e
renda, entre outras.
Além de todo o exposto, ainda há a atuação do Colegiado Nacional de Gestores
Municipais de Assistência Social (CONGEMAS, 2010), que tem por finalidade defender a
assistência social como política de seguridade, conforme os princípios da LOAS, bem como
assegurar a perspectiva municipalista da Assistência Social, buscando o atendimento e a
efetivação de uma rede de serviços adequada às características regionais e locais através de
um processo que garanta recursos financeiros das três esferas de governo aos municípios,
dentre outras funções.
Soma-se a todo esse aparato assistencial relatado, as Instituições de Acolhimento do
Ministério da Cidadania, por parte da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, que
atende aos encaminhamentos do Centro de Referência Especializado de Assistência Social
(CREAS, 2010) que, através de abrigos institucionais, casas de passagem, ou repúblicas,
acolhem crianças, jovens, adultos e famílias em situação de vulnerabilidade extrema.

Materialismo histórico na dialética da situação de rua: possíveis mecanismos de


intervenção psicológica sobre o metabolismo capital
Tendo em vista a abrangência das ferramentas técnico governamentais vinculadas à
retificação dessa questão do espectro da rua, levantam-se as indagações: qual é o papel da
Psicologia, no âmbito da gestão de soluções para tal demanda social? Porque esse flagelo da
modernidade, a situação de rua, ainda persiste e, sobretudo, se expande, mesmo com todas as
prerrogativas legislativas, jurídicas, constitucionais? A quem interessa a Miséria permanente e
crescente, na dimensão de urbanidade da civilização capitalista?
Para que se possa propor possíveis resoluções para tamanhos questionamentos
humanos, deve-se compreender o materialismo histórico dialético que nutriu, encubou e
operou de forma obstetrícia o Mercado, de um modo propício e tendencioso para que a
miséria fosse produzida amplamente, em prol do domínio, escalonamento e exploração dos
homens pelos homens.
O fenômeno da PSR não é inédito na história da humanidade, muito menos inerente à
modernidade, apenas. Seu surgimento está diretamente vinculado ao nascimento, prematuro,
do capitalismo, bem como com a origem das cidades. Segundo Bursztyn (2003), com fim do
sistema servil característico do feudalismo, para os senhores já não era mais interessante a
preservação das classes despossuídas. Com o advento da nova dinâmica ideológica
mercadológica, cada um deveria produzir seu próprio sustento, apesar de não haver trabalhos
para todos, nem habitação, nem comida.
Assim se originava, pelo menos a partir dos últimos seis séculos, a situação de rua: a
vida íntima e o trabalho expostos ao público urbano. A miséria como haste de manutenção da
compreensão de permissividade de servidão. Todavia, sob a egrégora do zeitgeist do século
XX, o capitalismo converteu o sistema econômico à inclusão humana, com o surgimento de
políticas proteção de riscos sociais.
Nessa dimensão de reforma, a esperança social por justiça e igualdade se via sendo
respondida, visto a ampliação da formalidade laboral. Destarte, com o fim das grandes
guerras, a noção de cidadania universal foi sendo concretizada na sociedade, sob projeção de
responsabilidade ao Estado, como promotor do estabelecimento da equidade social, bem
como da garantia das diferenças.
É salutar que a comunidade acadêmica reverbere esta compreensão: a possibilidade de
acessos sociais é o fenômeno que configura a cidadania, e não apenas a redistribuição,
ideológica, de renda pela sociedade. A lógica capitalista de consumo vorás dos recursos
naturais do mundo, bem como da produção tóxica de realidades compráveis, não é compatível
com a noção ecológica de civilização, muito menos com a possibilidade terapêutica do labor
assalariado, posto a intenção vetorial de acúmulo material proposta pela grande mídia
financeira.
A exclusão é uma estratégia de guerra capital, uma forma de coagir ao consumo, à
aceitação cega da alienação industrial. A exclusão, segundo Marx (1867/1988), é o elemento
principal de estruturação do capitalismo, sustentando-o através da miséria e da servidão da
maior parcela da população. Por intermédio da alienação laboral, o trabalhador é incluído à
sociedade, mas sem a compreensão da escravidão a que está inserido, por conta da exaustão
vital que lhe é imposta pelos algozes mercadológicos.
O sistema excluí para incluir; mata para dar a vida e, então, tornar a tirá-la novamente.
A desigualdade é o pilar central da coisificação dos homens pelos próprios homens, da
mercantilização da vida, valores e histórias; da manutenção da ilusão de ordem social. Esse
nefasto sistema econômico, que está em sua vigência mergulhado em um constatado processo
de falência, só foi possível graças às guerras, à violência legitimada e às segregações que
projetou na civilização.
Sobretudo, o que mais alarde a percepção humanitária da psicologia, enquanto
observadora das absorções da realidade pela civilização, é a constatação do espectro da
culpabilização do indivíduo por sua própria condição de vulnerabilidade socioeconômica e
sociofamiliar.
Nesses termos, é plausível a análise psicológica que compreende o desenvolvimento
das patologias sociocognitivas, nos indivíduos em situação de rua, como oriundas das
falências afetivas de vinculação e pertencimento social. O mercado financeiro arquiteta a
conduta identitária da população, infligindo a impossibilidade de ascensão econômica aos
cidadãos vulnerabilizados pela história do materialismo dialético que acometeu a genética de
suas ancestralidades, introjetando o sentimento de incapacidade pessoal nos indivíduos
desprovidos de acumulação, utilizando-se da técnica ótica e fisiológica da comparação
aquisitiva.
Esse fenômeno imputa a responsabilidade pela exclusão ao próprio excluído; pela
miséria ao próprio miserável, minimizando a vida à sobrevivência. Para além de toda a
abundância contida na natureza do mundo material, a produção da miséria, da exclusão, é um
mecanismo de manutenção do escalonamento econômico, étnico-racial e cultural, legitimando
a ideologia da naturalização cronológica das classes, sob a ótica da meritocracia
“adamsmithiniana”.
Logo, percebe-se que todas as aplicações das políticas públicas desenvolvidas para
solucionar essa ferida social foram efetivadas sob a ótica ideológica da higienização
mercadológica, visando não a equalização da homeostasia urbana de um equilíbrio na
cidadania do mundo capital, mas sim a perpetuação da graduação aquisitiva, da legitimação
da servidão modernizada, da exploração da força vital do trabalho em troca da subserviência.
Mesmo a responsabilidade social, destinada à ciência da psicologia, foi adulterada
pelos fundamentos da selvageria financeira, alterando a eficácia terapêutica da intervenção
psicológica nas questões de vulnerabilidade social, bem como da drogadição, das
psicopatologias sociocognitivas, posto a conveniência cúmplice da perversidade burocrática e
institucional com a qual o flagelo da situação de rua é tratado.
As práticas neo e ultraliberais engorgitadas pelo governo federal no engendramento do
poder público configuram um inconveniente obstáculo, banhado a sangue, para o
enfrentamento dos problemas sociais advindos da exclusão do mercado financeiro, tendo em
vista as vidas destruídas, as famílias dizimadas e, sobretudo, a carga de mal-estar e sofrimento
impregnada à civilização.
É importante salientar que, a PSR é consequência direta do processo de
industrialização do campo, das construções das infraestruturas urbanas, bem como dos
incentivos constantes ao agronegócio e ao desflorestamento “sojapastoril”, posto a insuflação
do metabolismo de êxodo rural implementado na sociedade brasileira a partir do século XX
como pressuposto de urbanização moderna da globalização civilizatória.
Sem contar o já citado materialismo histórico dialético da invenção do Brasil no
processo de colonização, levando em consideração o aprisionamento e extermínio das nações
indígenas, a escravidão do povo negro, assim como a ocupação e privatização distintiva dos
espaços geográficos cultiváveis, da alienação ao direito à habitação, à dignidade e à liberdade.
A Discriminação é originária da virtual invenção do Estado Brasileiro, do desenvolvimento da
nação remendada à exploração criminosa.
Enfim, tendo em vista tudo o quanto já foi exposto, o que restaria ainda dizer?
Legislativamente, têm-se leis que respaldam e encaminham a solução desta questão social de
vulnerabilidade; administrativamente, inclusive no escalão superior do poder público, já
foram elaborados planos nacionais, instituições governamentais técnico-científicas de
retificação das patologias sociocognitivas advindas desta dimensão de exclusão alienadora;
juridicamente, a constituição já prevê a dignidade a todo povo brasileiro, cidadania a todos os
humanos viventes em solo pátrio.
Então a quem interessa a manutenção da miséria? Quem lucra com a fome? Qual é o
benefício capital do desespero, do desamparo? Que progresso a civilização alcança com a
indiferença humanitária? Qual é o grau de eficácia da Ciência Acadêmica quando está nutrida
pela lógica da desafeição, escárnio, indiferença e desrespeito?
Ao menos que o Mercado Financeiro do Capital Internacional Globalizado adote os
princípios da igualdade e equidade, respeitando as condições sociais de diferenças nas origens
de raça, crédulos religiosos, orientações sexuais, além das possíveis deficiências, focando no
atendimento humanizado, afetivo, sob a ótica ideológica do Mundo equalizado em uma Una
Aldeia Global, assumindo a familiaridade de todos os seres vivos no planeta, é que, de fato,
começaremos a caminhar na via do progresso urbano, técnico-científico, socioafetivo, da
configuração da vida humana no âmbito da ecologia da Natureza.
A condição decadente das populações em situação de rua no Brasil e, especificamente,
no município de Porto Velho, em Rondônia, no coração da Amazônia, só será sanada quando,
de fato, o poder público estiver emaranhado com a Academia, na mescla da política
higienizada pela técnica científica de viabilização da saúde homeostática. Toda intervenção
institucional no âmbito privado das vidas em desordem social deve ser feita sob a égide
afetiva do respeito, da atenção harmônica e, sobretudo, da intencionalidade amorosa de
equalização cidadã, de justiça econômica, da plena inviolabilidade dos direitos humanos, da
dignidade, do acesso à terra, à moradia, à nutrição, ao entretenimento, às relações civilizadas
com a urbanidade da Natureza. O Mercado deve ser revisto, o capital deve ser redistribuído, a
reforma agrária deve ser efetivada, a retificação parlamentar deve ser instaurada.
Os verdadeiros bandidos, marginais, que configuram real perigo à nação, estão livres
no planalto para encarcerar o povo, legislando em causa própria, levianamente. A corrupção é
a origem da manutenção de todos os males históricos. A vileza, a indecência administrativa, a
ganância assassina, são os legítimos flagelos da sociedade. A representação máxima da
miséria, da infertilidade e da morte.
Os caminhos já estão traçados, os diagnósticos relatados, as posologias elencadas.
Porém, ao menos que tal renovo seja efetivado na consciência social da administração
superior da Federação Brasileira, não só a questão da indigência será ampliada, quanto a
violência, a precariedade generalizada na saúde, educação, infraestrutura urbana; culminando
na falência drástica do estado democrático de direito da nação brasileira,
Todavia, esta é a esperança hasteada por este artigo: a inversão da pirâmide de atuação
da gestão pública na produção de harmonia urbana. É possível resolver este problema social a
partir do microcosmos municipal até que, por um “efeito cascata”, os estados regionais e,
enfim, o país em sua plenitude alcance a restauração psicológica na equilibração de seus
processos de aplicabilidade constitucional dos mecanismos de oferta do bem-estar à
população.
Porto Velho possuí apenas cerca de 520 mil habitantes, segundo o último censo
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). Deste montante,
apenas cerca de 250 pessoas, como relata o a pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de
Assistência Social (SEMAS/2016), se encontram em situação de rua entre as fronteiras da
cidade. Essa parcela representa a ínfima expressão de cerca de 0,002% de sua população.
Em uma cidade cuja densidade demográfica varia de 12 a 15 habitantes por km², não
será difícil sanar esta ferida social de vulnerabilidade extrema. Se o lucro mercadológico for
posto de lado, bem como as vaidades individuais de conforto acumulativo, de apatia
filantrópica; é possível cumprir com as leis e decretos que preveem a estabilização da
civilidade de amparo a todos os cidadãos no território do município.
Estamos no século XXI, no auge da humanidade, no ponto máximo da compreensão
das possibilidades da mente, da força de restauração e recriação que a física quântica nos
possibilita conceber, sem falar nas terapias bioenergéticas como a acupuntura, a
ventosaterapia, a auriculoterapia, as massagens terapêuticas, os processos de ressignificações
e reformas de crenças e hábitos oriundos das práticas da programação neurolinguística, além
de tecnologias naturas de psicotropia terapêutica possibilitada por elementos como a
ayahuascha, peyoti, wachuma, amanita muscaria, cannabis, entre outras ferramentas
psicoterápicas de indução a estados alterados de consciência para a ampliação da percepção
de si, para um maior rendimento na reflexão sistemática de seus processos históricos de
dialética material.
Todas essas vias, mesmo que consideradas alternativas para a ciência convencional da
Academia positivista, tem seus efeitos terapêuticos de retificação social comprovados
milenarmente. Ademais, as práticas terapêuticas de laborterapia relacionados ao manejo da
terra, como na permacultura agroflorestal, tal qual a bioconstrução ecológica, são mecanismos
plenos de cura emocional, de organização espaciotemporal dos indivíduos afetados pelo
trauma da exclusão, inclusive pela interferência química das drogadições.
A grande questão se resume a este tópico: Mercado Financeiro Internacional. Em
nome do lucro ganancioso e assassino, fajutas morais hipócritas são hasteadas no lugar da
ética da verdade científica, interesses pessoais espúrios de acumulação patológica tomam o
lugar da empatia e entropatia coletiva; o plástico se tornou mais importante que o sangue
humano, o minério mais importante do que toda a natureza que o envolve, o bolso mais válido
cheio do que os estômagos de milhões de pessoas.

Considerações Finais
Logo, o que cabe à Psicologia neste contexto nefasto de selvageria capital? A mesma
responsabilidade que lhe é imputada nos consultórios, hospitais e universidades: a mediação
terapêutica. A humanização da intervenção clínica, no sentido da elucidação das práticas de
retificação social, do alarde aos desvios de conduta, às patológicas intenções de infligir dano à
vida. Além da qualificação afetiva ofertada à academia de formação gradualista. O
Bacharelado deve preparar os seus formandos para a sociedade, humanamente gerenciável, e
não apenas como produtos industrializados do mercado financeiro, atendendo as demandas
capitais do lucro egoísta.
A Jurisprudência deverá ter sua autonomia chancelada pelo aval higiênico e neutro da
análise psicológica, bem como a psiquiatria, o processo eleitoral e político, a permissividade
privativa da ideologia mercadológica de consumo do mundo; assim, a harmonia será
implementada, de fato, na civilização humana. Reconheceremos a paz como sendo o pilar
central de todo o equilíbrio do universo. Teremos efetivada a eficácia da educação,
promovendo saúde, bem-estar, segurança, tecnologia e desenvolvimento social. De cidade em
cidade, estado a estado, país a país, continente a continente, é possível.
Podemos vencer as distinções sociais de uma economia ideologicamente falida,
restaurar as sequelas da ganância humana no tempo do espaço da dialética material das
relações sociais. Somente assim, pela técnica científica afetiva de vinculação humanizada das
interações sociopolíticas da civilização aplicadas sob a tutela do respeito mútuo, da promoção
perpétua da dignidade a todos os eres viventes, poderemos, de fato, alcançar o tão almejado
patamar civilizatório proposto por Auguste Comte, o pai da metodologia metabólica que nutre
a Academia Cientifica Moderna, da qual a Psicologia eflui: “O Amor por princípio, a Ordem
por base e o Progresso por fim.”
Enfim, não só o flagelo social das populações em situação de rua será sanada, mas sim
todos os desentendimentos e assimetrias civis, todo sofrimento humano, toda escassez e
ignorância. Deste modo, tendo em vista tudo quanto já foi discorrido nessa análise, este artigo
se finalizará com a exposição do poema Vence-dor, de Ricardo Teixeira, retirado do jornal O
Trecheiro, que disponibiliza a ciência do jornalismo a serviço da população em situação de
rua, no intuito de demonstrar a sensibilidade pela qual os seres humanos, que estão
vulnerabilizados por tal condição, enfrentam a vida:
“Já nasci complicado. Fui crescendo, foi piorando.
Tentei descomplicar, mas não deu.
Hoje continuo complicado, mas mais sábio.
Cresci, amadureci e estou aqui.
Vivendo a vida, tentando descomplicar.
E não desarrumar o que já arrumei.
Pouco estudei, pouco sei.
Mas sei acreditar e seguir em frente.
Passei por muitos lugares.
Por pouco tempo em cada um, mas intensamente.
E vou vivendo cada dia,
mas não como se fosse o último.
Hoje tenho metas, planos e sonhos.
Agora vou devagar.
Só para simplificar.”
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