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Curso: Português

Teoria e Questões Comentadas


Prof. Bruno Spencer - Aula 02

Presente
Ex. Ainda que eu fale com ela, nada vai adiantar.

Presente do Subjuntivo

ANDAR IR PODER
(que) eu ande (que) eu vá (que) eu possa
(que) tu andes (que) tu vás (que) tu possas
(que) ele ande (que) ele vá (que) ele possa
(que) nós andemos (que) nós vamos (que) nós possamos
(que) vós andeis (que) vós vades (que) vós possais
(que) eles andem (que) eles vão (que) eles possam
)

Pretérito Imperfeito
Ex. Se eu pudesse, iria ao congresso.
(

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

ANDAR IR PODER
(se) eu andasse (se) eu fosse (se) eu pudesse
(se) tu andasses (se) tu fosses (se) tu pudesses
(se) ele andasse (se) ele fosse (se) ele pudesse
(se) nós andássemos (se) nós fôssemos (se) nós pudéssemos
p

(se) vós andásseis (se) vós fôsseis (se) vós pudésseis


(se) eles andassem (se) eles fossem (se) eles pudessem
g
p

Futuro
Ex. Quando eu puder, comprarei um carro novo.

Futuro do Subjuntivo

ANDAR IR PODER
(quando) eu andar (quando) eu for (quando) eu puder
(quando) tu andares (quando) tu fores (quando) tu puderes
(quando) ele andar (quando) ele for (quando) ele puder
(quando) nós andarmos (quando) nós formos (quando) nós pudermos
(quando) vós andardes (quando) vós fordes (quando) vós puderdes
(quando) eles andarem (quando) eles forem (quando) eles puderem

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VOAR, SOAR, MAGOAR, ABOTOAR, DOAR, ABENÇOAR

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu voo (que) eu voe
tu voas (que) tu voes
ele voa (que) ele voe
nós voamos (que) nós voemos
vós voais (que) vós voeis
eles voam (que) eles voem

Todos os verbos acima, além de outros terminados em “oar” conjugam


)

dessa mesma maneira.

SEMEAR, NOMEAR, ATEAR, CEAR, PASSEAR, BLOQUEAR, HASTEAR...


(

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu semeio (que) eu semeie
tu semeias (que) tu semeies
ele semeia (que) ele semeie
nós semeamos (que) nós semeemos
vós semeais (que) vós semeeis
eles semeiam (que) eles semeiem
p
g

ANSIAR, INCENDIAR, ODIAR, REMEDIAR, MEDIAR...


p

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu anseio (que) eu anseie
tu anseias (que) tu anseies
ele anseia (que) ele anseie
nós ansiamos (que) nós ansiemos
vós ansiais (que) vós ansieis
eles anseiam (que) eles anseiem

ATENÇÃO: Nem todos os verbos terminados em “IAR” são irregulares como os


citados acima. O verbos CRIAR, ARRIAR, MIAR, COPIAR, PRESENCIAR,
ABREVIAR e outros são REGULARES, portanto conjugam-se da maneira

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seguinte:

CRIAR, ARRIAR, MIAR, COPIAR, PRESENCIAR, ABREVIAR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu crio (que) eu crie
tu crias (que) tu cries
ele cria (que) ele crie
nós criamos (que) nós criemos
vós criais (que) vós crieis
eles criam (que) eles criem
)

2ª Conjugação

PÔR, COMPOR, CONTRAPOR, ANTEPOR, DECOMPOR, DEPOR, APOR,


DESCOMPOR, DISPOR, EXPOR, IMPOR, PROPOR, RECOMPOR, REPOR,
SUPOR, TRANSPOR...
(

Presente do Presente do Pret. Perf. do Futuro do Pres.


Indicativo Subjuntivo Indicativo Indicativo
eu ponho (que) eu ponha eu pus eu porei
tu pões (que) tu ponhas tu puseste tu porás
ele põe (que) ele ponha ele pôs ele porá
nós pomos (que) nós ponhamos nós pusemos nós poremos
vós pondes (que) vós ponhais vós pusestes vós porais
p

eles põem (que) eles ponham eles puseram eles porão


g
p

CABER

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu caibo (que) eu caiba eu coube
tu cabes (que) tu caibas tu coubeste
ele cabe (que) ele caiba ele coube
nós cabemos (que) nós caibamos nós coubemos
vós cabeis (que) vós caibais vós coubestes
eles cabem (que) eles caibam eles couberam

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ROER, DOER, MOER, REMOER, CORROER...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu roo (que) eu roa eu roí
tu róis (que) tu roas tu roeste
ele rói (que) ele roa ele roeu
nós roemos (que) nós roamos nós roemos
vós roeis (que) vós roais vós roestes
eles roem (que) eles roam eles roeram

PROVER
)

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu provejo (que) eu proveja eu provi
tu provês (que) tu provejas tu proveste
ele provê (que) ele proveja ele proveu
(

nós provemos (que) nós provejamos nós provemos


vós provedes (que) vós provejais vós provestes
eles proveem (que) eles provejam eles proveram

O verbo PROVER, segue o modelo de conjugação do verbo VER em alguns


tempos, porém no pretérito perfeito do indicativo e nos seus tempos
p

derivados, ele segue conjugação própria.


g

PRECAVER
p

Presente do Indicativo Pret. Perf. do Indicativo


eu - eu precavi
tu - tu precaveste
Presente do Subjuntivo
ele - ele precaveu
NÃO HÁ
nós precavemos nós precaemos
vós precaveis vós precavestes
eles - eles precaveram

O verbo PRECAVER é defectivo, portanto atente que não existem as


formas eu precavenho ou que eu me precavenha.

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APRAZER

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu aprazo (que) eu apraza eu aprouve
tu aprazes (que) tu aprazas tu aprouveste
ele apraze (que) ele apraza ele aprouveu
nós aprazemos (que) nós aprazamos nós aprouvemos
vós aprazeis (que) vós aprazais vós aprouvestes
eles aprazem (que) eles aprazam eles aprouveram
)

3ª Conjugação

VIR, ADVIR, CONVIR, INTERVIR, PROVIR...


(

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu venho (que) eu venha eu vim
tu vens (que) tu venhas tu vieste
ele vem (que) ele venha ele veio
nós vimos (que) nós venhamos nós viemos
vós vindes (que) vós venhais vós viestes
eles vêm (que) eles venham eles vieram
p
g
p

PEDIR, MEDIR, DESPEDIR, IMPEDIR, DESIMPEDIR, EXPEDIR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu peço (que) eu peça eu pedi
tu pedes (que) tu peças tu pediste
ele pede (que) ele peça ele pediu
nós pedimos (que) nós peçamos nós pedimos
vós pedis (que) vós peçais vós pedistes
eles pedem (que) eles peçam eles pediram

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SUBIR, ACUDIR, FUGIR, ESCAPULIR, CUSPIR, BULIR, SACUDIR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu subo (que) eu suba
tu sobes (que) tu subas
ele sobe (que) ele suba
nós subimos (que) nós subamos
vós subis (que) vós subais
eles sobem (que) eles subam
)

POSSUIR, CONCLUIR, INFLUIR, DESTITUIR, INSTRUIR, RESTITUIR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu possuo (que) eu possua eu possuí
tu possuis (que) tu possuas tu possuíste
(

ele possui (que) ele possua ele possuiu


nós possuímos (que) nós possuamos nós possuímos
vós possuís (que) vós possuais vós possuístes
eles possuem (que) eles possuam eles possuíram

POLIR
p

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


g

eu pulo (que) eu pula


tu pules (que) tu pulas
p

ele pule (que) ele pula


nós polimos (que) nós pulamos
vós polis (que) vós pulais
eles pulem (que) eles pulam

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ABOLIR, COLORIR, EXTORQUIR, ESCULPIR, BANIR, DEMOLIR...

Presente do Indicativo Pret. Perf. do Indicativo


- eu aboli
tu aboles Presente do Subjuntivo tu aboliste
ele abole ele aboliu
nós abolimos NÃO HÁ nós abolimos
vós abolis vós abolistes
eles abolem eles aboliram

Os verbos acima são chamados de defectivos, pois não são


conjugados em todas as pessoas, especificamente as formas que após o
)

radical viriam as vogais “a” ou “o”.


Ex. eu abolo, que eu abola, eu bano, que eu bana, eu coloro, que eu colora –
todas essas formas não se conjugam.
(

1) FCC / AFR / SEFAZ SP / Gestão Tributária / 2009


A frase que respeita inteiramente o padrão culto escrito é:
a) Nada disso influe no que foi acordado já faz mais de dez dias, mas eles
quizeram que eu reiterasse a sua disposição de manter o que foi estabelecido.
b) Gás lacrimogênio foi usado para dispersar os grupos que cultivavam antiga
p

richa, reforçando a convicção de que dali há anos ainda estariam de lados


opostos.
g

c) Ficou na dependência de ele redigir tudo o que os acionistas mais antigos se


p

disporam a oferecer, se, e só se, os mais novos não detiverem o curso das
negociações.
d) Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os itens
considerados prioritários, nem que para isso precisamos apelar para a decência
de todos.
e) Vocês divergem, mas agora é necessário que se remedeie a situação; por
isso, façam novos contratos e provejam o setor de profissionais competentes.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Nesta alternativa, há dois erros na grafia das
conjugações dos verbos INFLUIR (mesmo paradigma de possuir) e QUERER.
As formas corretas são influi e quiseram.

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2) FCC / AJ / TRT 2 / Administrativa / 2014


Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.
Questão de gosto
A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando
alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de
conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou
mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de
colégio.” Questão de gosto.
Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e
)

argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando


despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso,
e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta
engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se
discute.
(

Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra,
a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem
valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão
ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa
análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga
as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas
contradições.
p

(Emiliano Barreira, inédito)


g

Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO houve a devida correspondência


quanto ao tempo verbal na seguinte construção:
p

a) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões teriam sido dispensadas


pela questão de gosto.
b) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As diferenças reais eram
apagadas pelo autoritarismo.
c) Os acomodados têm proclamado a servidão ao capricho = A servidão ao
capricho tem sido proclamada pelos acomodados.
d) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = Será que tais fórmulas
ditatoriais serão apreciadas por ele?
e) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios = Esse e outros desafios
haverão de ser enfrentados por nós.
Comentários:

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Alternativa A – Incorreta – O tempo do verbo auxiliar (voz passiva), deve ser


o mesmo do verbo da oração na voz ativa.
A forma verbal “dispensaria” está no futuro do pretérito indicativo, dessa
forma deveríamos ter na voz passiva: “seriam dispensadas”.
Alternativa B – Correta – As formas verbais “apagava” e “eram” estão ambas
no pretérito imperfeito do indicativo, portanto manteve-se a
correspondência dos tempos verbais.
Alternativa C – Correta – “Têm proclamado” e “tem sido” estão ambos no
pretérito perfeito indicativo composto, portanto a correspondência
temporal foi mantida.
Alternativa D – Correta – “Apreciará” e “serão” encontram-se no mesmo tempo
verbal (futuro do presente indicativo).
)

Alternativa E – Correta – Correspondência mantida entre “haveremos de


enfrentar” e “haverão de ser” (fut. do pres. + infinitivo).
Gabarito: A

Valeu pessoal!
(

Certamente esta é uma das aulas mais longas.


Nos exercícios, faremos uma análise técnica das questões para que
vocês fiquem com uma boa base do conhecimento para utilizarem na hora da
prova.
ACONSELHO que procurem UNIR estas informações com o
desenvolvimento do “OUVIDO”.
p

Procurem PERCEBER o que está ERRADO ou CERTO e DEPOIS analisem


TECNICAMENTE.
g

Mãos à obra!!!
p

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a gestos de solidariedade de pessoas educadas nos valores comunitários da


precedência do bem comum e da vida em relação a tudo o mais.
As ciências, não raro, têm se valido das revelações dos desastres naturais para
ampliar o conhecimento científico sobre realidades que não poderiam ser
observadas de outro modo. Quando os desastres naturais constituem, também,
desastres sociais e humanos, como nesse caso do Rio Doce, é a vez da
antropologia e da sociologia fazerem descobertas que podem ampliar
conhecimentos com função humanitária na prevenção e na definição de políticas
públicas. As sociedades, como as pessoas, se revigoram e até se reinventam
em face da tragédia. É o que faz, para os cientistas sociais, novas revelações
sobre o que elas são e como funcionam.
Nos povoados e nas pequenas localidades atravessados pelo Rio Doce, por onde
escoa a lama mortífera, ribeirinhos acrescentam um item, para eles essencial,
)

ao inventário de perdas e danos dela decorrentes: a lama afogou o mundo


comunitário dos simples, a sociedade de vizinhança, os valores humanos
centrados na pessoa, que cimentam os relacionamentos e que explicam os
repetidos gestos de solidariedade e de prontidão que salvaram vidas. Nos
fragmentos de entrevistas com as vítimas, que circularam pela mídia, há
reiterada manifestação de dor e sofrimento pela perda das referências da vida
(

cotidiana, a vizinhança desfeita, a incerteza quanto ao destino, o próprio


desenho do espaço, casas, cercas, árvores, demarcações simbólicas do espírito
e do ser. Não estão falando das perdas materiais: uma casa nova sempre pode
ser construída, um novo sítio sempre pode ser aberto em outro terreno. Mas, a
comunidade, a unidade afetiva do grupo humano, pode se perder. É uma
modalidade de morte.
A história não é o passado, não escorre na lama do rio. Ela atravessa e
p

determina o nosso presente, define esperanças e possibilidades, nos convida a


continuar o que deu e dá sentido às nossas raízes para dar sentido ao nosso
g

presente e a recriar em nós a concepção de membros de uma sociedade que se


renova na permanência. Legado e patrimônio plasmam-se nos marcos
p

significativos da existência grupal: uma casa de pau a pique, o perfume das


rosas de uma roseira rústica, o canto do sabiá, as plantas contra o mau olhado.
As demarcações identitárias dos símbolos, das coisas que só existem como todo
na obra que deu forma e vida a determinado lugar.
(José de Souza Martins. Disponível em http://estadao.com.br. 30.11.2015.
Adaptado)
No trecho do 1º parágrafo – O mar de lama que inundou o Vale do Rio Doce
esconde ocorrências… –, a forma verbal em destaque indica uma ação pontual
que ocorreu no passado. Se a intenção fosse indicar uma ação durativa no
passado, essa forma verbal deveria ser alterada para
a) inundara.
b) inundaria.

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Gabarito: D

5) VUNESP/Sec G/CM Pradópolis/2016


Leia o texto para responder à questão.
Os ipês estão floridos
Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que, se um homem resolver
viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem, será considerado
pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores
para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por
onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me
disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um
ipê rosa florido.
)

A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul.
E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas
rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.
Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer
as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para
(

o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está pra chegar, com
seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa
florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.
Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada,
a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários,
colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas
que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida. Mas
p

agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto,


interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho
g

de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que
pastoreava os rebanhos do sogro e viu um arbusto pegando fogo, sem se
p

consumir.
Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias
dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Deve ter sido um ipê florido.
Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas,
tendo já cumprido sua vocação de amor.
Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é
canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida.
Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em
harmonia. Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos.
Cada um
dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que
certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.

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perfeito do indicativo, indicando um fato ocorrido e já concluído.


Alternativa E – Incorreta – A forma verbal “vá” está flexionada no modo
imperativo, indicando ordem, pedido ou instrução.
Gabarito: C

6) VUNESP/Del Pol/PC CE/2015


Assinale a alternativa em que o emprego das formas verbais está em
conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) As entidades que propuserem medidas para valorizar os idosos deverão
beneficiar o convívio entre as gerações.
b) A geração atual certamente teria muito a ganhar se reavisse o conhecimento
)

acumulado pelos mais velhos.


c) Quanto mais se manterem atentos aos ensinamentos dos idosos, mais os
jovens perceberão o valor da experiência vivida.
d) Precisamos de governantes comprometidos com as reformas que se fazerem
necessárias para integrar o idoso à sociedade.
(

e) Se esta geração se dispor a ensinar os mais velhos, é possível que eles


atualizem suas informações rapidamente.
Comentários:
Alternativa A – Correta – O verbo PROPOR está corretamente conjugado, pois
segue o modelo de conjugação do verbo POR.
Veja alguns outros verbos que também seguem o mesmo modelo no quadro
p

abaixo:
g

PÔR, COMPOR, CONTRAPOR, ANTEPOR, DECOMPOR, DEPOR, APOR,


DESCOMPOR, DISPOR, EXPOR, IMPOR, PROPOR, RECOMPOR, REPOR,
p

SUPOR, TRANSPOR...

Presente do Presente do Pret. Perf. do Futuro do Pres.


Indicativo Subjuntivo Indicativo Indicativo
eu ponho (que) eu ponha eu pus eu porei
tu pões (que) tu ponhas tu puseste tu porás
ele põe (que) ele ponha ele pôs ele porá
nós pomos (que) nós ponhamos nós pusemos nós poremos
vós pondes (que) vós ponhais vós pusestes vós porais
eles põem (que) eles ponham eles puseram eles porão

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Alternativa B – Incorreta – A forma verbal “reavisse” está incorreta, pois o verbo


REAVER segue o mesmo paradigma do verbo HAVER. Assim, a forma correta
seria reouvesse.
Alternativa C – Incorreta – A forma correta do verbo MANTER é “mantiverem”
(futuro do subjuntivo), indicando uma possibilidade futura.
Alternativa D – Incorreta – O verbo FAZER deveria vir flexionado no presente
do indicativo (fazem), para indicar uma situação que permanece no tempo
presente, concordando com a forma verbal “precisamos”.
Alternativa E – Incorreta – O verbo DISPOR também segue o modelo de
conjugação do verbo POR, sendo dispuser sua forma correta.
Gabarito: A
)

7) VUNESP/Ana PMPE SP/MPE SP/Saúde/Médico


Psiquiatra/2016
Leia o texto, para responder à questão.
O senhor ao meu lado, aguardando o avião, começou a me contar como é
prático usar o iPhone para saber onde seus filhos estão, já que carregam sempre
(

o aparelho consigo. “Mas melhor mesmo será quando pudermos implantar um


chip no cérebro. Além de saber onde todos estão, eu não precisarei mais
carregar esse telefone o tempo todo. Você que é neurocientista: não seria
ótimo? Quanto tempo até podermos implantar chips e melhorar o cérebro da
gente?”
Olhei o telefone que ele manipulava – um de dois aparelhos, com números
diferentes: um pessoal, outro do trabalho, o qual ele acabara de perder e achar.
p

Perguntei-lhe de quanto em quanto tempo ele trocava os aparelhos. “Todo ano”,


ele disse. A tecnologia rapidamente se torna obsoleta, sobretudo com as
g

atualizações do sistema operacional que exigem cada vez mais do hardware.


p

Pois é. Imagine investir alguns milhares de dólares para implantar um chip em


seu cérebro – um procedimento invasivo, sempre com risco de infecção – só
para descobrir, em não mais que dois anos, que ele já está obsoleto, gerações
atrás do mais novo modelo, e que aliás nem consegue mais receber a mais
recente versão do sistema operacional? Só aqui em casa o número de aparelhos
celulares obsoletos já está nas dezenas, esquecidos pelas gavetas.
Por outro lado, lembrei-lhe, o hardware que ele leva naturalmente na cabeça
não fica obsoleto nunca – porque é capaz de se atualizar e se modificar conforme
o uso, aprendendo ao longo do caminho. Mesmo quando envelhece, e não tem
como ser trocado, ele se mantém atualizável e altamente customizado: é o seu
hardware, personalizado a cada instante da vida, ajustado e otimizado para
aquelas funções que de fato lhe são imprescindíveis.

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Certo, o sistema operacional de alguns parece continuar na Idade Média,


querendo impor seus gostos e neuras pessoais à vida dos outros – mas é em
grande parte por uma questão de escolha pessoal. Até esses sistemas mais
renitentes podem ser atualizados.
Infinitamente mais prático, e sensato, é continuar aproveitando essas extensões
tecnológicas do nosso hardware como os periféricos que são, conectados ao
cérebro via dedos e sentidos. Se o periférico fica obsoleto, é trocado. Nosso
hardware mental ainda não tem competição à altura. Muito mais proveitoso do
que sonhar com o dia em que poderemos incorporar metais inertes ao nosso
cérebro é investir nele como ele já é.
(Suzana HerculanoHouzel, Obsolescência. Folha de S.Paulo, 10.11.2015)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem:


)

Mesmo quando envelhece, e não tem como ser trocado, ele se mantém
atualizável e altamente customizado.
Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente conjugado, seguindo
o padrão de conjugação de “manter”.
(

a) Chegaria a conclusões mais acertadas, caso se detesse a examinar os dados


com o cuidado necessário.
b) Para que se abstessem de votar, seria necessário que os convencessem com
bons argumentos.
c) Acusam-nas de desonestas, porque reteram informações que teriam de ter
disponibilizado.
p

d) Pediu que nos contivéssemos diante das provocações, pois elas poderiam
nos desestabilizar.
g

e) Em vez de atender aos clientes, alguns dos rapazes se entretiam com o


celular, trocando mensagens.
p

Comentários:
Alternativa A – Incorreta – A forma correta seria detivesse (pretérito imperfeito
do subjuntivo - mantivesse).
Alternativa B – Incorreta – abstessem (incorreto) - abstivessem (correto)
Alternativa C – Incorreta – reteram (incorreto) - retiveram (correto)
Alternativa D – Correta – contivéssemos (correto)
Alternativa E – Incorreta - entretiam (incorreto) - entretinham (correto)
Gabarito: D

8) VUNESP/Of Prom/MPE SP/I/2016

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Leia o texto para responder à questão.

Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de


tragédias
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se
reerguer em tempo recorde depois de catástrofes.
Minas irá buscar experiência e tecnologias para superar a tragédia em Mariana
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de
enfrentamento de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana
e recuperar os danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber
treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica),
a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia
)

comunitária, espelhada no modelo japonês Koban.


O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão
em 2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase
chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país
enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto,
o Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar
(

para lidar com a tragédia ocorrida em Mariana.


(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo, em conformidade


com a norma-padrão.
p

a) Se o Japão se dispor a auxiliar Minas Gerais, Mariana é superada e os danos


ambientais e sociais recuperados.
g

b) Se o Japão manter seu auxílio a Minas Gerais, Mariana poderá ser superada
e os danos ambientais e sociais recuperados.
p

c) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão, poderá superar


Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
d) Caso Minas Gerais faz uso da experiência do Japão, poderá superar Mariana
e recuperar os danos ambientais e sociais.
e) Caso Minas Gerais usa a experiência do Japão, pode superar Mariana e
recuperar os danos ambientais e sociais.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – dispor (incorreto) - dispuser (correto)
Note que o verbo DISPOR, no trecho acima, não está no modo infinitivo, mas
no futuro do subjuntivo.

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Alternativa B – Incorreta – manter (incorreto - infinitivo) - mantiver (correto -


futuro do subjuntivo)
Alternativa C – Correta – propuser (correto - futuro do subjuntivo)
Alternativa D – Incorreta – O verbo FAZER deve vir conjugado no presente do
subjuntivo para indicar uma hipótese ou possibilidade.
Alternativa E – Incorreta - O verbo USAR deve vir conjugado no presente do
subjuntivo para indicar uma hipótese ou possibilidade.
Gabarito: C

9) VUNESP/Estat /TJ SP/Judiciário/2015


Vício em internet
)

Poucos artigos sérios usam a palavra “vício” para falar de tecnologia. É comum
ver eufemismos como “compulsão” ou “uso exagerado”. “Vício” é palavra ainda
rara. Ou ao menos era. Na edição de janeiro de 2015, a revista Wired (influente
publicação sobre tecnologia) não hesitou em usar a palavra “viciante”, da
seguinte forma: “Facebook, Twitter, Instagram. Os produtos tecnológicos de
maior sucesso têm uma coisa em comum: eles são viciantes”.
(

O texto comenta a obra do consultor Nir Eyal, especializado em aconselhar


empresas e designers a tornarem seus produtos mais viciantes. Eyal é autor do
livro Hooked: How to Build Habit-Forming Products (Fisgado: como construir
produtos que formam hábitos) e roda o mundo auxiliando a “fisgar” usuários e
não soltá-los mais.
Em seu livro, Eyal cria um sistema a partir de autores polêmicos, como B.
p

Frederic Skinner, inventor da “caixa de Skinner”. Nela é colocado um pombo


que, para se alimentar, precisa puxar uma alavanca. Skinner demonstrou que,
se a comida aparece todas as vezes em que o pombo aciona a alavanca, o bicho
g

se torna preguiçoso e apenas a puxa quando sente fome. Já se a comida


p

aparecer aleatoriamente, o pombo passa a acionar a alavanca incessantemente,


desenvolvendo uma compulsão por ela. Skinner demonstrou que recompensas
esporádicas ligadas a uma ação podem gerar compulsão por repetir a ação (algo
visível em cassinos ou muitos sites na rede).
Aproveitando-se desses modelos, Eyal foi ainda além. Ele explica a dinâmica da
criação do vício com quatro elementos: gatilho, ação, recompensa esporádica e
investimento.
O gatilho corresponde aos nossos confortos e desconfortos inevitáveis ao longo
do dia. Por exemplo, momentos em que sentimos tédio, solidão ou ansiedade.
Ao passar por um deles, buscamos algo que possa nos distrair.
Daí vem a ação. Por exemplo, tirar o celular do bolso e abrir um aplicativo como
o Instagram. Ao fazer isso, a recompensa é incerta. Podemos achar uma foto
interessante ou não. Uma vez que esse comportamento é associado ao gatilho,

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o vício se forma. Quando a pessoa se sentir desconfortável novamente, terá


vontade de abrir o Instagram.
A última fase do processo é o investimento. Ele acontece quando a pessoa passa
a trabalhar para o ciclo. Por exemplo, passa a postar fotos suas no Instagram,
pois sabe que isso irá gerar comentários e curtidas. Nesse momento, a pessoa
passa a ter incentivos adicionais para voltar frequentemente ao aplicativo a fim
de conferir a repercussão de sua postagem, e o ciclo recomeça.
Muitas pessoas ficarão incomodadas com o trabalho de Eyal. Outras vão sair
correndo para comprar seu livro. O fato é que sua obra nos provoca a pensar
de que lado da caixa de Skinner estamos neste exato momento.
(Ronaldo Lemos. www.folha.uol.com.br, 03.02.2015. Adaptado)
)

Observa-se o emprego da voz passiva na seguinte passagem do texto:


a) Os produtos tecnológicos de maior sucesso têm uma coisa em comum...
b) ... Eyal cria um sistema a partir de autores polêmicos...
c) Nela é colocado um pombo...
(

d) ... Eyal foi ainda além.


e) ... a recompensa é incerta.
Comentários:
Na voz passiva há sempre um verbo auxiliar (SER) que se flexiona no
passado, presente ou futuro, enquanto o verbo principal vem no particípio.
Chamamos essa forma de voz PASSIVA ANALÍTICA.
p

Alternativa A – Incorreta – voz ativa - Os produtos tecnológicos de maior


sucesso têm uma coisa em comum = Eles têm algo. (presente do indicativo)
g

Alternativa B – Incorreta – voz ativa - cria (presente do indicativo)


p

Alternativa C – Correta – voz passiva - é colocado (verbo SER (auxiliar) +


particípio)
Alternativa D – Incorreta - voz ativa
Alternativa E – Incorreta - voz ativa
Gabarito: C

10) VUNESP/Cont J/TJ SP/2015


Leia o texto para responder à questão.
O vilão da história
É um fato incontornável: o planeta passa por um aquecimento global intenso, e
a maior parte da responsabilidade pelo descompasso do clima é do ser humano.

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Pretérito Perfeito do Indicativo - Composto

ANDAR IR
eu tenho andado eu tenho ido
tu tens andado tu tens ido
ele tem andado ele tem ido
nós temos andado nós temos ido
vós tendes andado vós tendes ido
eles têm andado eles têm ido

Alternativa E – Incorreta – A forma verbal “multiplicou” está na voz ativa.


)

A forma correta seria a seguinte:


A quantidade de CO2 na atmosfera multiplicou-se por 180.
(voz passiva sintética)
Gabarito: C
(

11) FGV/AFRE/SEFAZ RJ/2010


Na frase "A liberdade supõe a operação sobre alternativas;", o verbo irregular
foi flexionado corretamente.
Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.
a) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado.
p

b) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção.


g

c) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório.


p

d) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa.


e) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma
científico.
Comentários:
Alternativa A – Correta a conjugação do verbo “impor” no pretérito imperfeito
do indicativo.
Lembrando que ele segue o paradigma de conjugação do verbo PÔR, assim
como diversos outros.
Alternativa B – Correta – O verbo INTERVIR segue o paradigma do verbo VIR.

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VIR, ADVIR, CONVIR, INTERVIR, PROVIR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu venho (que) eu venha eu vim
tu vens (que) tu venhas tu vieste
ele vem (que) ele venha ele veio
nós vimos (que) nós venhamos nós viemos
vós vindes (que) vós venhais vós viestes
eles vêm (que) eles venham eles vieram

Alternativa C – Correta a conjugação do verbo “querer” no futuro do pretérito.


)

Alternativa D – Incorreta – O verbo “dispor” segue o paradigma de conjugação


do verbo PÔR, portanto deveria ser conjugado da seguinte forma: se eles
dispuserem.

PÔR, COMPOR, CONTRAPOR, ANTEPOR, DECOMPOR, DEPOR, APOR,


DESCOMPOR, DISPOR, EXPOR, IMPOR, PROPOR, RECOMPOR, REPOR,
(

SUPOR, TRANSPOR...

Presente do Presente do Pret. Perf. do Futuro do Pres.


Indicativo Subjuntivo Indicativo Indicativo
eu ponho (que) eu ponha eu pus eu porei
tu pões (que) tu ponhas tu puseste tu porás
ele põe (que) ele ponha ele pôs ele porá
nós pomos (que) nós ponhamos nós pusemos nós poremos
p

vós pondes (que) vós ponhais vós pusestes vós porais


eles põem (que) eles ponham eles puseram eles porão
g

Alternativa E – Correta – O presente do subjuntivo foi conjugado corretamente:


p

que nós atentemos.


Gabarito: D

12) FGV/AFRE/SEFAZ RJ/2011

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(Rodrigo Zoom. http://www.flickr.com/photos/rodrigozoom)


Assinale a alternativa em que a alteração da fala do homem do quadrinho NÃO
tenha sido feita com adequação à norma culta. Não leve em conta possível
alteração de sentido.
)

a) Quando tu voltares, traz um copo de água bem gelada para mim!


b) Quando vós voltardes, trazei um copo de água bem gelada para mim!
c) Quando tu voltares, não tragas um copo de água bem gelada para mim!
d) Quando vós voltardes, não tragais um copo de água bem gelada para mim!
e) Quando vós voltardes, não trazeis um copo de água bem gelada para mim!
(

Comentários:
VOLTAR
(quando) eu voltar
(quando) tu voltares
(quando) ele voltar
p

(quando) nós voltarmos


g

(quando) vós voltardes


p

(quando) eles voltarem


Regra prática para conjugação do imperativo afirmativo.

2as pessoas •conjugamos no presente do indicativo e


(singular e plural) cortamos o “S”

demais pessoas •conjugamos no presente do subjuntivo

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a canalização de um córrego, em outra rua com a simples limpeza dos bueiros,


e assim vai. De novo, sabe-se o que é preciso fazer, mas não se faz. Também
não é culpa da chuva.
A falta de energia é outro estrago. Caem postes, desabam árvores, fiações são
destruídas, transformadores pifam. Um amigo conta a situação na sua rua: os
galhos de uma árvore cresceram muito e encostaram no transformador; quando
chove com vento, os galhos vão batendo no transformador, já molhado, até
desligá‐lo. Sempre acontece isso.
Ora, por que não podam a árvore? Porque é preciso uma autorização formal da
prefeitura, o que significa uma solicitação formal, um trâmite formal, a visita
pessoal de um fiscal. Não sai antes da próxima chuva.
Podem reparar: em toda queda de árvore, sempre aparece um morador para
dizer que aquilo era esperado, que já havia sido solicitada a poda ou a retirada.
)

De novo, não tem nada a ver com a chuva.


(Carlos Alberto Sardenberg. O Globo, 28/02/2013)
A frase inicial do texto “Tem saído nos jornais” mostra uma forma verbal que
indica:
a) uma ação que ocorreu há pouco tempo.
(

b) uma ação que ocorria no passado.


c) uma ação iniciada no passado e que se repete no presente.
d) uma ação que ocorre no presente e vai repetir-se no futuro.
e) uma ação que depende de uma condição para realizar-se.
Comentários:
p

Alternativa A – Incorreta – Saiu nos jornais (pret. perf. ind)


g

Alternativa B – Incorreta – Saía nos jornais (pret. imp. ind)


p

Alternativa C – Correta – O pretérito perfeito do indicativo – composto indica


uma ação habitual ou iniciada no passado e que chega ao presente.
Ex. Tenho falado muito desse assunto em minhas aulas.
Observe que, enquanto o pretérito perfeito do indicativo simples indica uma
ação concluída, a sua forma composta indica ação habitual ou iniciada no
passado e que chega até o presente.

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Pretérito Perfeito do Indicativo - Composto

ANDAR IR
eu tenho andado eu tenho ido
tu tens andado tu tens ido
ele tem andado ele tem ido
nós temos andado nós temos ido
vós tendes andado vós tendes ido
eles têm andado eles têm ido

Alternativa D – Incorreta – Sai nos jornais (pres. ind)


)

Alternativa E – Incorreta – Caso saia nos jornais (pres. sub.)


Gabarito: C

15) FGV/Tec Gest Adm/ALEMA/Revisor/2013


(

Observe a charge a seguir.


p
g
p

Assim como o verbo “extorquir” citado na charge acima, não se conjuga na


primeira pessoa do presente do indicativo
a) rir.
b) destruir.
c) excluir.
d) colorir.
e) haver.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Eu rio
Alternativa B – Incorreta – Eu destruo

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Alternativa C – Incorreta – Eu excluo


Alternativa D – Correta – Não é conjugado na 1ª pessoa do singular no
presente do indicativo.

ABOLIR, COLORIR, EXTORQUIR, ESCULPIR, BANIR, DEMOLIR...

Presente do Indicativo Pret. Perf. do Indicativo


- eu aboli
tu aboles Presente do Subjuntivo tu aboliste
ele abole ele aboliu
nós abolimos NÃO HÁ nós abolimos
vós abolis vós abolistes
eles abolem eles aboliram
)

Os verbos acima são chamados de defectivos, pois não são conjugados em


todas as pessoas, especificamente as formas que após o radical viriam as vogais
“a” ou “o”.
(

Ex. eu abolo, que eu abola, eu bano, que eu bana, eu coloro, que eu colora –
todas essas formas não se conjugam.
Alternativa E – Incorreta – Eu hei
Gabarito: D

16) FGV/AA/FBN/"Sem Área"/2013


p

“Nessa rua brincávamos com os vizinhos, corríamos e apertávamos


campainhas”. O emprego do pretérito imperfeito do indicativo nesses casos
g

mostra ações que


p

a) ocorreram antes de outras ações passadas.


b) foram interrompidas por outras ações.
c) se passaram na dependência de outras ações.
d) aconteciam de forma habitual no passado.
Comentários:
O Pretérito Imperfeito Indica algo no passado que têm uma duração ou
habitualidade.
Ex. Ele estudava antes mesmo de sair o edital do concurso.

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Pretérito Imperfeito do Indicativo

eu andava eu ia eu pudia
tu andavas tu ias tu pudias
ele andava ele ia ele pudia
nós andávamos nós íamos nós pudíamos
vós andáveis vós íeis vós pudíeis
eles andavam eles iam eles pudiam

Gabarito: D
)

17) FGV/TJ Aux /TJ SC/2015


“Ainda que cercado de adversidades, se preservares tua ecobiologia interior,
serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis”.
(Frei Betto, O Dia, 30 de maio, 2004)
A correspondência entre as formas verbais sublinhadas se manteria correta na
(

seguinte opção:
a) preservasses / eras;
b) preserves / sois;
c) tivesses preservado / terias sido;
d) preservas / sejas;
p

e) tens preservado / serias.


Comentários:
g

Vamos colocar abaixo a correlação correta de acordo com a flexão do primeiro


p

verbo.
Repare que em alguns casos precisaremos de conjunções tais com SE ou COMO,
para dar sentido ao período, em outros deveremos retirá-las.
Alternativa A – Incorreta – se preservasses serias feliz
Alternativa B – Incorreta – preserves e serás feliz
Alternativa C – Correta a harmonia entre o pretérito perfeito do subjuntivo
composto e o futuro do pretérito do indicativo composto.
O primeiro indica uma hipótese no passado e o segundo uma possível
consequência.
Alternativa D – Incorreta – preservas e sê feliz
Alternativa E – Incorreta – como tens preservado serás

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OBSERVAÇÃO – Aconselho não tentar decorar as possíveis formas de


correlação verbal e sim apostar na sua percepção e praticar até desenvolvê-
la. Você não encherá sua cabeça de informações, que podem falhar em
determinado caso, e acertará todas as questões sobre o assunto.
Gabarito: C

18) FGV/DPE MT/Assistente Administrativo/2015


O texto a seguir refere-se à questão
Horóscopo do signo de Virgem, do dia 01 de fevereiro de 2015.
“Procure agregar aliados com interesses semelhantes aos seus, invista em
parcerias corretas. Mercúrio segue retrógrado em Aquário: você ganha mais se
unir forças e trabalhar em equipe. Continue com atenção redobrada ao se
)

comunicar. Bom período para ouvir opiniões diferentes, repensar assuntos e se


abrir para novos pontos de vista. Bom, também, para revisar equipamentos
eletrônicos.”
“Procure agregar aliados com interesses semelhantes aos seus, invista em
parcerias corretas. Mercúrio segue retrógrado em Aquário: você ganha mais se
(

unir forças e trabalhar em equipe. Continue com atenção redobrada ao se


comunicar. Bom período para ouvir opiniões diferentes, repensar assuntos e se
abrir para novos pontos de vista. Bom, também, para revisar equipamentos
eletrônicos”.
Assinale a opção que indica a forma verbal sublinhada que não é uma forma de
infinitivo.
a) “agregar”
p

b) “unir”
g

c) “comunicar”
p

d) “ouvir”
e) “repensar”
Comentários:
O verbo UNIR está conjugado no futuro do subjuntivo, o que é denunciado
pela utilização da conjunção SE.
Se eu UNIR ou quando eu UNIR...

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Exemplos:
 Os alunos resolveram a prova. (voz ativa)
 A prova foi resolvida pelos alunos. (voz passiva analítica)
 Resolveu-se a prova. (passiva sintética)
Repare que o pretérito perfeito permanece no verbo auxiliar da voz passiva.
Vamos ao caso da questão:
que se viabilize (presente do subjuntivo)
que seja (presente do subjuntivo) viabilizado (particípio)
Gabarito: D
)

20) FGV/TNS/SSP AM/2015


Texto
“Quatro argumentos para acabar com a televisão” – Jerry Mander
Este livro é o primeiro a sustentar que a televisão não pode ser melhorada. Os
problemas da televisão inerentes à própria tecnologia são tão perigosos – para
(

a saúde física e mental para o meio ambiente e para a evolução democrática –


que este instrumento de massas deveria ser eliminado. Associando as suas
experiências pessoais a uma investigação meticulosa e inédita, o autor aborda
aspectos da televisão raramente examinados e que nunca antes dele tinham
sido relacionados. A ideia de que todas as tecnologias são “neutras” e
constituem instrumentos benignos que podem ser utilizados bem ou mal é assim
abertamente posta em causa nesta obra. Falar duma reforma da televisão
p

segundo o autor é tão «absurdo como falar da reforma duma tecnologia como
a do armamento».
g

O segmento do texto que exemplifica voz ativa e não passiva é:


p

a) “a televisão não pode ser melhorada”;


b) “este instrumento de massas deveria ser eliminado”;
c) “nunca antes dele tinham sido relacionados”;
d) “todas as tecnologias são “neutras”;
e) “é assim abertamente posta em causa nesta obra”.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – ela não pode ser melhorada por alguém (voz
passiva) – MELHORAR (ALGO) – TRANSITIVO DIRETO
Alternativa B – Incorreta – ele deveria ser eliminado por alguém (voz
passiva) - ELIMINAR (ALGO) – TRANSITIVO DIRETO

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Alternativa C – Incorreta – elas tinham sido relacionadas por alguém (voz


passiva) - RELACIONAR (ALGO) – TRANSITIVO DIRETO
Alternativa D – Correta – elas são (voz ativa)
Alternativa E – Incorreta – ela é posta em causa por alguém (voz passiva) -
PÔR (ALGO) – TRANSITIVO DIRETO
Gabarito: D

21) FGV/TJ/TJ-RO/2015
O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores. Desde
então observam-se com maior frequência episódios críticos de poluição do ar.
Com o aumento alarmante da poluição e a ameaça de escassez das reservas de
petróleo, estudiosos de vários países investem esforços na procura de novas
)

fontes alternativas de energia, como hidrogênio e biomassa. De acordo com


pesquisadores, a mudança definitiva do século pode ser representada pela
revolução nos transportes, por meio de tecnologias que já foram criadas e que
poderão estar acessíveis em menos de 20 anos.
(http://www.comciencia.br)
(

No texto, ora o autor emprega verbos na voz ativa, ora na voz passiva; a frase
abaixo cujo verbo se encontra na voz ativa é:
a) “O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores”.
b) “Desde então observam-se com maior frequência episódios críticos de
poluição do ar”.
c) “...a mudança definitiva do século pode ser representada pela revolução nos
p

transportes...”.
d) “...por meio de tecnologias que já foram criadas...”.
g

e) “ [tecnologias] cem menos de 20 anos”.


p

Comentários:
Alternativa A – Incorreta – foi marcado por algo (voz passiva)
Alternativa B – Incorreta – observam-se = são observados por alguém (voz
passiva)
Alternativa C – Incorreta – pode ser representada por algo (voz passiva)
Alternativa D – Incorreta - foram criadas por alguém (voz passiva)
Alternativa E – Correta - poderão estar acessíveis (voz ATIVA)
Observe que neste caso não cabe um agente da passiva, pois a oração é ativa.
Note que “acessível” não é PARTICÍPIO, mas sim um adjetivo.
Veja a análise sintática da oração:

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que (sujeito) poderão estar (VL) acessíveis (PDS)


Gabarito: E

22) FGV/AP/TCEBA/2014
Desenvolvimento Urbano
As cidades representam o duplo desafio com o qual a União Europeia se depara
atualmente: aumentar a competitividade satisfazendo simultaneamente
determinados requisitos de ordem social e ambiental.
As cidades são os centros da atividade econômica da Europa, assim como da
inovação e do emprego. Mas também elas se debatem com uma série de
problemas, nomeadamente, a tendência para a suburbanização, a concentração
da pobreza e do desemprego em zonas urbanas e os problemas resultantes de
)

um crescente congestionamento. Problemas tão complexos como esses


requerem imediatamente respostas integradas a nível dos transportes, da
habitação, da formação e do emprego, bem como respostas adaptadas às
necessidades locais. As políticas regional e de coesão europeias têm como
objetivo fazer face a estes desafios.
(

Foram afetados cerca de 21,1 mil milhões de euros ao desenvolvimento urbano


para o período entre 2007 e 2013, o que representa 6,1% do orçamento total
da política de coesão europeia. Desse montante, 3,4 mil milhões de euros
destinam‐se à reabilitação de sítios industriais e terrenos contaminados, 9,8 mil
milhões de euros a projetos de regeneração urbana e rural, 7 mil milhões de
euros a transportes urbanos limpos e 917 milhões de euros à habitação. Outros
investimentos em infraestrutura nos domínios da investigação e da inovação,
p

dos transportes, do ambiente, da educação, da saúde e da cultura têm também


um impacto significativo nas cidades.
g

(Comissão Europeia)
p

“Foram afetados cerca de 21,1 mil milhões de euros ao desenvolvimento urbano


para o período entre 2007 e 2013”.
Assinale a alternativa que indica a forma verbal equivalente a “foram afetados”.
a) tinham sido afetados.
b) haviam sido afetados.
c) vão ser afetados.
d) tem-se afetado.
e) afetaram-se.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O termo “foram afetadas” indica acontecimento no
passado e concluído em tempo determinado (foram = pretérito perfeito do

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Alternativa C – Incorreta – O verbo CRIAR é transitivo direto, por isso admite


a voz passiva. Inúmeros deuses são criados pela mídia...
Alternativa D – Correta – O verbo SOBREVIVER é intransitivo por isso não
permite a voz passiva.
Alternativa E – Incorreta - O verbo ATRAIR é transitivo direto, por isso admite
a voz passiva. Tanto as pessoas ingênuas como as mais maliciosas são atraídas
pela celebração pela mídia.
Gabarito: D

24) FCC/ACE/TCE-AP/Controle Externo/Contabilidade/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
)

Na mídia em geral, nos discursos políticos, em mensagens publicitárias, na fala


de diferentes atores sociais, enfim, nos diversos contextos em que a
comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra
cidadania. Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente. Ao
contrário, o fato de admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual, isto
é, sua capacidade de nos fazer compreender certa ordem de eventos. Assim,
(

pode-se dizer que, contemporaneamente, a palavra cidadania atende bastante


bem a um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação, mas caminha em
sentido inverso quando se trata da cognição, do uso cognitivo da linguagem.
Por que, então, a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu
significado é tão pouco esclarecido?
Uma resposta possível a essa indagação começaria por reconhecer que há
considerável avanço da agenda igualitária no mundo e, decorrente disso, a
p

valorização sem precedentes da ideia de direitos. De fato, tornou-se impossível


conceber formas contemporâneas de interação entre indivíduos ou grupos sem
g

que a referência a direitos esteja pressuposta ou mesmo vocalizada. Direitos,


por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente, a partir
p

da qual os atores sociais agenciam suas identidades e tentam ampliar o escopo


da política de modo a abarcar suas questões. Tais atores constroem-se,
portanto, em público, pressionando o sistema político a reconhecer direitos que
julgam possuir e a incorporá-los à agenda governamental.
(Maria Alice Rezende de Carvalho. "Cidadania e direitos". In: Agenda
brasileira: temas de uma sociedade em mudança. André Botelho e Lilia Moritz
Schwarcz (orgs.). São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 104)
Direitos, por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente
[...]
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal obtida é:
a) sustentam-se.
b) é sustentada.

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c) foi sustentada.
d) sustentara-se.
e) haviam sido sustentadas.
Comentários:
Direitos (sujeito), por isso, sustentam (VTD) uma espécie de argumentação
pública permanente (OD).
O objeto direto – OD será o sujeito passivo e o sujeito será o agente da
passiva.
O tempo verbal será mantido no verbo auxiliar da voz passiva.
Por isso, uma espécie de argumentação pública permanente (sujeito passivo) é
sustentada (loc. verbal) por direitos (agente da passiva).
)

Na voz passiva sintética, teríamos:


Por isso, uma espécie de argumentação pública permanente sustenta-se por
direitos.
Gabarito: B
(

Por enquanto é isso pessoal.


Vamos em frente sem perder o foco!!!
p
g
p

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(Emiliano Barreira, inédito)


Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO houve a devida correspondência
quanto ao tempo verbal na seguinte construção:
a) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões teriam sido dispensadas
pela questão de gosto.
b) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As diferenças reais eram
apagadas pelo autoritarismo.
c) Os acomodados têm proclamado a servidão ao capricho = A servidão ao
capricho tem sido proclamada pelos acomodados.
d) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = Será que tais fórmulas
ditatoriais serão apreciadas por ele?
e) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios = Esse e outros desafios
)

haverão de ser enfrentados por nós.

3) VUNESP/Aux Leg/CM Guaratinguetá/2016


Assinale a alternativa que dá sequência ao enunciado, expressando, com
(

correção, a ideia de possibilidade.


É provável que aprender habilidades novas…
a) requeria paciência consigo mesmo e pôde levar ao aprendizado.
b) requeira paciência consigo mesmo e possa levar ao aprendizado.
c) requeresse paciência consigo mesmo e pôde levar ao aprendizado.
d) requereu paciência consigo mesmo e podia levar ao aprendizado.
p

e) requereu paciência consigo mesmo e pode levar ao aprendizado.


g
p

4) VUNESP/Ass Imp/CM Guaratinguetá/2016


Leia o texto para responder à questão.
A lama que cobre tudo
O mar de lama que inundou o Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, esconde
ocorrências e consequências que a própria intensidade da tragédia coloca em
plano obscuro e até em silêncio. Aquelas que o senso comum dos distantes não
considera dignas de atenção, de interesse e, mesmo, de compaixão. Lamentam-
se os mortos e desaparecidos e há gratidão pelas vidas que se salvaram graças
a gestos de solidariedade de pessoas educadas nos valores comunitários da
precedência do bem comum e da vida em relação a tudo o mais.
As ciências, não raro, têm se valido das revelações dos desastres naturais para
ampliar o conhecimento científico sobre realidades que não poderiam ser
observadas de outro modo. Quando os desastres naturais constituem, também,

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desastres sociais e humanos, como nesse caso do Rio Doce, é a vez da


antropologia e da sociologia fazerem descobertas que podem ampliar
conhecimentos com função humanitária na prevenção e na definição de políticas
públicas. As sociedades, como as pessoas, se revigoram e até se reinventam
em face da tragédia. É o que faz, para os cientistas sociais, novas revelações
sobre o que elas são e como funcionam.
Nos povoados e nas pequenas localidades atravessados pelo Rio Doce, por onde
escoa a lama mortífera, ribeirinhos acrescentam um item, para eles essencial,
ao inventário de perdas e danos dela decorrentes: a lama afogou o mundo
comunitário dos simples, a sociedade de vizinhança, os valores humanos
centrados na pessoa, que cimentam os relacionamentos e que explicam os
repetidos gestos de solidariedade e de prontidão que salvaram vidas. Nos
fragmentos de entrevistas com as vítimas, que circularam pela mídia, há
reiterada manifestação de dor e sofrimento pela perda das referências da vida
)

cotidiana, a vizinhança desfeita, a incerteza quanto ao destino, o próprio


desenho do espaço, casas, cercas, árvores, demarcações simbólicas do espírito
e do ser. Não estão falando das perdas materiais: uma casa nova sempre pode
ser construída, um novo sítio sempre pode ser aberto em outro terreno. Mas, a
comunidade, a unidade afetiva do grupo humano, pode se perder. É uma
modalidade de morte.
(

A história não é o passado, não escorre na lama do rio. Ela atravessa e


determina o nosso presente, define esperanças e possibilidades, nos convida a
continuar o que deu e dá sentido às nossas raízes para dar sentido ao nosso
presente e a recriar em nós a concepção de membros de uma sociedade que se
renova na permanência. Legado e patrimônio plasmam-se nos marcos
significativos da existência grupal: uma casa de pau a pique, o perfume das
p

rosas de uma roseira rústica, o canto do sabiá, as plantas contra o mau olhado.
As demarcações identitárias dos símbolos, das coisas que só existem como todo
na obra que deu forma e vida a determinado lugar.
g

(José de Souza Martins. Disponível em http://estadao.com.br. 30.11.2015.


p

Adaptado)
No trecho do 1º parágrafo – O mar de lama que inundou o Vale do Rio Doce
esconde ocorrências… –, a forma verbal em destaque indica uma ação pontual
que ocorreu no passado. Se a intenção fosse indicar uma ação durativa no
passado, essa forma verbal deveria ser alterada para
a) inundara.
b) inundaria.
c) inundasse.
d) inundava.
e) inundará.

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5) VUNESP/Sec G/CM Pradópolis/2016


Leia o texto para responder à questão.
Os ipês estão floridos
Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que, se um homem resolver
viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem, será considerado
pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores
para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por
onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me
disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um
ipê rosa florido.
A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul.
E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas
rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.
)

Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer


as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para
o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está pra chegar, com
seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa
florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.
(

Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada,


a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários,
colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas
que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida. Mas
agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto,
interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho
de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que
p

pastoreava os rebanhos do sogro e viu um arbusto pegando fogo, sem se


consumir.
g

Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias
p

dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Deve ter sido um ipê florido.
Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas,
tendo já cumprido sua vocação de amor.
Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é
canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida.
Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em
harmonia. Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos.
Cada um
dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que
certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.
Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se
pudéssemos nos abrir para o amor no inverno...

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Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles
tornam o seu mundo mais belo. Eles não responderão. Estão muito ocupados
com o tempo de amar, que é tão curto.
(Ruben Alves. Disponível em www.rubemalves.com.br. Adaptado)

No trecho do 4º parágrafo – As coisas andavam no ritmo da própria vida. –, a


forma verbal destacada está empregada para indicar uma ação iniciada e
finalizada no passado, mas que teve uma certa duração, como acontece em
a) Gosto dos ipês de forma especial.
b) Conheci os ipês na minha infância...
c) O tempo era diferente...
)

d) Como aconteceu com Moisés...


e) Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês.

6) VUNESP/Del Pol/PC CE/2015


Assinale a alternativa em que o emprego das formas verbais está em
(

conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.


a) As entidades que propuserem medidas para valorizar os idosos deverão
beneficiar o convívio entre as gerações.
b) A geração atual certamente teria muito a ganhar se reavisse o conhecimento
acumulado pelos mais velhos.
c) Quanto mais se manterem atentos aos ensinamentos dos idosos, mais os
p

jovens perceberão o valor da experiência vivida.


d) Precisamos de governantes comprometidos com as reformas que se fazerem
g

necessárias para integrar o idoso à sociedade.


p

e) Se esta geração se dispor a ensinar os mais velhos, é possível que eles


atualizem suas informações rapidamente.

7) VUNESP/Ana PMPE SP/MPE SP/Saúde/Médico Psiquiatra/2016


Leia o texto, para responder à questão.
O senhor ao meu lado, aguardando o avião, começou a me contar como é
prático usar o iPhone para saber onde seus filhos estão, já que carregam sempre
o aparelho consigo. “Mas melhor mesmo será quando pudermos implantar um
chip no cérebro. Além de saber onde todos estão, eu não precisarei mais
carregar esse telefone o tempo todo. Você que é neurocientista: não seria
ótimo? Quanto tempo até podermos implantar chips e melhorar o cérebro da
gente?”

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Olhei o telefone que ele manipulava – um de dois aparelhos, com números


diferentes: um pessoal, outro do trabalho, o qual ele acabara de perder e achar.
Perguntei-lhe de quanto em quanto tempo ele trocava os aparelhos. “Todo ano”,
ele disse. A tecnologia rapidamente se torna obsoleta, sobretudo com as
atualizações do sistema operacional que exigem cada vez mais do hardware.
Pois é. Imagine investir alguns milhares de dólares para implantar um chip em
seu cérebro – um procedimento invasivo, sempre com risco de infecção – só
para descobrir, em não mais que dois anos, que ele já está obsoleto, gerações
atrás do mais novo modelo, e que aliás nem consegue mais receber a mais
recente versão do sistema operacional? Só aqui em casa o número de aparelhos
celulares obsoletos já está nas dezenas, esquecidos pelas gavetas.
Por outro lado, lembrei-lhe, o hardware que ele leva naturalmente na cabeça
não fica obsoleto nunca – porque é capaz de se atualizar e se modificar conforme
)

o uso, aprendendo ao longo do caminho. Mesmo quando envelhece, e não tem


como ser trocado, ele se mantém atualizável e altamente customizado: é o seu
hardware, personalizado a cada instante da vida, ajustado e otimizado para
aquelas funções que de fato lhe são imprescindíveis.
Certo, o sistema operacional de alguns parece continuar na Idade Média,
querendo impor seus gostos e neuras pessoais à vida dos outros – mas é em
(

grande parte por uma questão de escolha pessoal. Até esses sistemas mais
renitentes podem ser atualizados.
Infinitamente mais prático, e sensato, é continuar aproveitando essas extensões
tecnológicas do nosso hardware como os periféricos que são, conectados ao
cérebro via dedos e sentidos. Se o periférico fica obsoleto, é trocado. Nosso
hardware mental ainda não tem competição à altura. Muito mais proveitoso do
que sonhar com o dia em que poderemos incorporar metais inertes ao nosso
p

cérebro é investir nele como ele já é.


g

(Suzana HerculanoHouzel, Obsolescência. Folha de S.Paulo, 10.11.2015)


p

Para responder à questão, considere a seguinte passagem:


Mesmo quando envelhece, e não tem como ser trocado, ele se mantém
atualizável e altamente customizado.
Assinale a alternativa em que o verbo está corretamente conjugado, seguindo
o padrão de conjugação de “manter”.
a) Chegaria a conclusões mais acertadas, caso se detesse a examinar os dados
com o cuidado necessário.
b) Para que se abstessem de votar, seria necessário que os convencessem com
bons argumentos.
c) Acusam-nas de desonestas, porque reteram informações que teriam de ter
disponibilizado.

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d) Pediu que nos contivéssemos diante das provocações, pois elas poderiam
nos desestabilizar.
e) Em vez de atender aos clientes, alguns dos rapazes se entretiam com o
celular, trocando mensagens.

8) VUNESP/Of Prom/MPE SP/I/2016


Leia o texto para responder à questão.

Japão irá auxiliar Minas Gerais com a experiência no enfrentamento de


tragédias
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se
)

reerguer em tempo recorde depois de catástrofes.


Minas irá buscar experiência e tecnologias para superar a tragédia em Mariana
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de
enfrentamento de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana
e recuperar os danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber
(

treinamento por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica),


a exemplo da troca de experiências que já acontece no Estado com a polícia
comunitária, espelhada no modelo japonês Koban.
O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão
em 2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase
chegaram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país
enfrentou nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto,
p

o Japão já voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar
para lidar com a tragédia ocorrida em Mariana.
g

(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado)


p

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do verbo, em conformidade


com a norma-padrão.
a) Se o Japão se dispor a auxiliar Minas Gerais, Mariana é superada e os danos
ambientais e sociais recuperados.
b) Se o Japão manter seu auxílio a Minas Gerais, Mariana poderá ser superada
e os danos ambientais e sociais recuperados.
c) Se Minas Gerais se propuser a usar a experiência do Japão, poderá superar
Mariana e recuperar os danos ambientais e sociais.
d) Caso Minas Gerais faz uso da experiência do Japão, poderá superar Mariana
e recuperar os danos ambientais e sociais.

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e) Caso Minas Gerais usa a experiência do Japão, pode superar Mariana e


recuperar os danos ambientais e sociais.

9) VUNESP/Estat /TJ SP/Judiciário/2015


Vício em internet
Poucos artigos sérios usam a palavra “vício” para falar de tecnologia. É comum
ver eufemismos como “compulsão” ou “uso exagerado”. “Vício” é palavra ainda
rara. Ou ao menos era. Na edição de janeiro de 2015, a revista Wired (influente
publicação sobre tecnologia) não hesitou em usar a palavra “viciante”, da
seguinte forma: “Facebook, Twitter, Instagram. Os produtos tecnológicos de
maior sucesso têm uma coisa em comum: eles são viciantes”.
O texto comenta a obra do consultor Nir Eyal, especializado em aconselhar
)

empresas e designers a tornarem seus produtos mais viciantes. Eyal é autor do


livro Hooked: How to Build Habit-Forming Products (Fisgado: como construir
produtos que formam hábitos) e roda o mundo auxiliando a “fisgar” usuários e
não soltá-los mais.
Em seu livro, Eyal cria um sistema a partir de autores polêmicos, como B.
Frederic Skinner, inventor da “caixa de Skinner”. Nela é colocado um pombo
(

que, para se alimentar, precisa puxar uma alavanca. Skinner demonstrou que,
se a comida aparece todas as vezes em que o pombo aciona a alavanca, o bicho
se torna preguiçoso e apenas a puxa quando sente fome. Já se a comida
aparecer aleatoriamente, o pombo passa a acionar a alavanca incessantemente,
desenvolvendo uma compulsão por ela. Skinner demonstrou que recompensas
esporádicas ligadas a uma ação podem gerar compulsão por repetir a ação (algo
visível em cassinos ou muitos sites na rede).
p

Aproveitando-se desses modelos, Eyal foi ainda além. Ele explica a dinâmica da
criação do vício com quatro elementos: gatilho, ação, recompensa esporádica e
g

investimento.
p

O gatilho corresponde aos nossos confortos e desconfortos inevitáveis ao longo


do dia. Por exemplo, momentos em que sentimos tédio, solidão ou ansiedade.
Ao passar por um deles, buscamos algo que possa nos distrair.
Daí vem a ação. Por exemplo, tirar o celular do bolso e abrir um aplicativo como
o Instagram. Ao fazer isso, a recompensa é incerta. Podemos achar uma foto
interessante ou não. Uma vez que esse comportamento é associado ao gatilho,
o vício se forma. Quando a pessoa se sentir desconfortável novamente, terá
vontade de abrir o Instagram.
A última fase do processo é o investimento. Ele acontece quando a pessoa passa
a trabalhar para o ciclo. Por exemplo, passa a postar fotos suas no Instagram,
pois sabe que isso irá gerar comentários e curtidas. Nesse momento, a pessoa
passa a ter incentivos adicionais para voltar frequentemente ao aplicativo a fim
de conferir a repercussão de sua postagem, e o ciclo recomeça.

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Muitas pessoas ficarão incomodadas com o trabalho de Eyal. Outras vão sair
correndo para comprar seu livro. O fato é que sua obra nos provoca a pensar
de que lado da caixa de Skinner estamos neste exato momento.
(Ronaldo Lemos. www.folha.uol.com.br, 03.02.2015. Adaptado)

Observa-se o emprego da voz passiva na seguinte passagem do texto:


a) Os produtos tecnológicos de maior sucesso têm uma coisa em comum...
b) ... Eyal cria um sistema a partir de autores polêmicos...
c) Nela é colocado um pombo...
d) ... Eyal foi ainda além.
e) ... a recompensa é incerta.
)

10) VUNESP/Cont J/TJ SP/2015


Leia o texto para responder à questão.
O vilão da história
(

É um fato incontornável: o planeta passa por um aquecimento global intenso, e


a maior parte da responsabilidade pelo descompasso do clima é do ser humano.
Com fábricas, carros e o desmatamento generalizado de habitats, multiplicamos
por 180 a quantidade de CO2 na atmosfera desde a Revolução Industrial, motor
do efeito estufa, responsável pelo aumento de 0,8 grau na temperatura da
Terra. Parece pouco, mas foi o suficiente para consolidar um caos climático que
se agrava: o calor elevado faz com que eventos extremos, como tempestades
p

e secas duradouras, sejam cada vez mais frequentes. Em 2014, o ano mais
quente desde que começaram os registros, em 1880, a situação só piorou.
g

Nesse contexto, cabe, portanto, a pergunta: a falta de chuvas e o calorão do


início de janeiro no Sudeste brasileiro são também filhos do aquecimento global?
p

Climatologistas dizem não ter certeza, pois dependem de projeções de longo


prazo para responder. Ou seja, precisam esperar para verificar se a situação se
repete por muitos anos ou se trata de uma anomalia, provocada por algum
fenômeno climático pontual e ainda desconhecido. Mas, afastada a
minuciosidade exigida por comprovações científicas, é concebível concluir que o
aquecimento planetário está na origem da seca. E, se essa é a resposta, pode-
se esperar por tempos ainda mais áridos nas próximas décadas.
Trata-se de uma lógica cujo desfecho é um cenário de contornos assustadores,
com evidentes repercussões econômicas, e que alguns, com certo exagero,
denominam de apocalípticos.
(Veja, 28.01.2015. Adaptado)

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Em conformidade com a norma-padrão, na voz passiva, a oração – ...


multiplicamos por 180 a quantidade de CO2 na atmosfera... – (primeiro
parágrafo) assume a seguinte redação:
a) Tem sido multiplicada por 180 a quantidade de CO2 na atmosfera.
b) Multiplicaram-se por 180 a quantidade de CO2 na atmosfera.
c) A quantidade de CO2 na atmosfera foi multiplicada por 180 por nós.
d) Nós temos multiplicado por 180 a quantidade de CO2 na atmosfera.
e) A quantidade de CO2 na atmosfera multiplicou por 180.

11) FGV/AFRE/SEFAZ RJ/2010


Na frase "A liberdade supõe a operação sobre alternativas;", o verbo irregular
)

foi flexionado corretamente.


Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.
a) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado.
b) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção.
(

c) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório.


d) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa.
e) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma
científico.

12) FGV/AFRE/SEFAZ RJ/2011


p
g
p

(Rodrigo Zoom. http://www.flickr.com/photos/rodrigozoom)


Assinale a alternativa em que a alteração da fala do homem do quadrinho NÃO
tenha sido feita com adequação à norma culta. Não leve em conta possível
alteração de sentido.
a) Quando tu voltares, traz um copo de água bem gelada para mim!
b) Quando vós voltardes, trazei um copo de água bem gelada para mim!
c) Quando tu voltares, não tragas um copo de água bem gelada para mim!

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d) Quando vós voltardes, não tragais um copo de água bem gelada para mim!
e) Quando vós voltardes, não trazeis um copo de água bem gelada para mim!

13) FGV/TJ/TRE PA/Administrativa/Segurança


Judiciária/2011
A charge a seguir refere-se à questão
)

Na charge, caso a professora tratasse o aluno por tu, sua fala seria,
(

corretamente,
a) Escrevas na lousa a palavra Ética!
b) Escrevei na lousa a palavra Ética!
c) Escreveis na lousa a palavra Ética!
d)\ Escrevais na lousa a palavra Ética!
e) Escreve na lousa a palavra Ética!
p
g

14) FGV/Ana T/DETRAN MA/2013


p

Não é a chuva (fragmento)


Tem saído nos jornais: chuvas deixam São Paulo no caos. É verdade que os
moradores estão sofrendo além da conta, quer estejam circulando pela cidade
com seus carros ou nos ônibus e metrô, quer estejam em casa ou no trabalho.
Três fatores criam a confusão: semáforos desligados; alagamentos nas ruas;
falta de energia. Então, tudo culpa da chuva, certo? Errado.
Semáforos, por exemplo. Eles poderiam ter a fiação enterrada ou a fonte de
energia e os sistemas de controle automático protegidos por caixas blindadas.
Isso não é nenhuma maravilha da tecnologia, algo revolucionário. Existe em
qualquer cidade organizada. E tanto é acessível que já há projetos para a
instalação desses equipamentos em São Paulo. Se não avança, é culpa dos
administradores – não da chuva.

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Quanto aos alagamentos, ocorrem por falta de algum serviço ou obra, esta já
prevista. Podem reparar. Sempre aparece alguma autoridade municipal ou
estadual dizendo que a enchente aqui será resolvida com um piscinão, ali com
a canalização de um córrego, em outra rua com a simples limpeza dos bueiros,
e assim vai. De novo, sabe-se o que é preciso fazer, mas não se faz. Também
não é culpa da chuva.
A falta de energia é outro estrago. Caem postes, desabam árvores, fiações são
destruídas, transformadores pifam. Um amigo conta a situação na sua rua: os
galhos de uma árvore cresceram muito e encostaram no transformador; quando
chove com vento, os galhos vão batendo no transformador, já molhado, até
desligá‐lo. Sempre acontece isso.
Ora, por que não podam a árvore? Porque é preciso uma autorização formal da
prefeitura, o que significa uma solicitação formal, um trâmite formal, a visita
)

pessoal de um fiscal. Não sai antes da próxima chuva.


Podem reparar: em toda queda de árvore, sempre aparece um morador para
dizer que aquilo era esperado, que já havia sido solicitada a poda ou a retirada.
De novo, não tem nada a ver com a chuva.
(Carlos Alberto Sardenberg. O Globo, 28/02/2013)
(

A frase inicial do texto “Tem saído nos jornais” mostra uma forma verbal que
indica:
a) uma ação que ocorreu há pouco tempo.
b) uma ação que ocorria no passado.
c) uma ação iniciada no passado e que se repete no presente.
d) uma ação que ocorre no presente e vai repetir-se no futuro.
p

e) uma ação que depende de uma condição para realizar-se.


g
p

15) FGV/Tec Gest Adm/ALEMA/Revisor/2013


Observe a charge a seguir.

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Assim como o verbo “extorquir” citado na charge acima, não se conjuga na


primeira pessoa do presente do indicativo
a) rir.
b) destruir.
c) excluir.
d) colorir.
e) haver.

16) FGV/AA/FBN/"Sem Área"/2013


“Nessa rua brincávamos com os vizinhos, corríamos e apertávamos
campainhas”. O emprego do pretérito imperfeito do indicativo nesses casos
)

mostra ações que


a) ocorreram antes de outras ações passadas.
b) foram interrompidas por outras ações.
c) se passaram na dependência de outras ações.
(

d) aconteciam de forma habitual no passado.

17) FGV/TJ Aux /TJ SC/2015


“Ainda que cercado de adversidades, se preservares tua ecobiologia interior,
serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis”.
(Frei Betto, O Dia, 30 de maio, 2004)
p

A correspondência entre as formas verbais sublinhadas se manteria correta na


seguinte opção:
g

a) preservasses / eras;
p

b) preserves / sois;
c) tivesses preservado / terias sido;
d) preservas / sejas;
e) tens preservado / serias.

18) FGV/DPE MT/Assistente Administrativo/2015


O texto a seguir refere-se à questão
Horóscopo do signo de Virgem, do dia 01 de fevereiro de 2015.
“Procure agregar aliados com interesses semelhantes aos seus, invista em
parcerias corretas. Mercúrio segue retrógrado em Aquário: você ganha mais se

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unir forças e trabalhar em equipe. Continue com atenção redobrada ao se


comunicar. Bom período para ouvir opiniões diferentes, repensar assuntos e se
abrir para novos pontos de vista. Bom, também, para revisar equipamentos
eletrônicos.”
“Procure agregar aliados com interesses semelhantes aos seus, invista em
parcerias corretas. Mercúrio segue retrógrado em Aquário: você ganha mais se
unir forças e trabalhar em equipe. Continue com atenção redobrada ao se
comunicar. Bom período para ouvir opiniões diferentes, repensar assuntos e se
abrir para novos pontos de vista. Bom, também, para revisar equipamentos
eletrônicos”.
Assinale a opção que indica a forma verbal sublinhada que não é uma forma de
infinitivo.
a) “agregar”
)

b) “unir”
c) “comunicar”
d) “ouvir”
e) “repensar”
(

19) FGV/DPE MT/Assistente Administrativo/2015


O texto a seguir refere-se à questão.
Um leitor da revista Veja (fevereiro de 2015) escreveu o seguinte texto: “Ok, o
transporte público deve ser priorizado. Ok, quanto menos carros circulando nas
ruas, melhor. Ok, o uso de bicicletas é uma alternativa que deve ser incentivada.
p

Mas o que não pode continuar é serem eliminadas vagas para carros nas ruas
sem que se viabilize uma alternativa”.
g

“sem que se viabilize uma alternativa”


p

Assinale a opção que indica a forma desenvolvida equivalente a essa frase do


texto.
a) “sem que fosse viabilizada uma alternativa”.
b) “sem a viabilização de uma alternativa”.
c) “sem ser viabilizada uma alternativa”.
d) “sem que seja viabilizada uma alternativa”.
e) “sem que tivesse sido viabilizada uma alternativa”.

20) FGV/TNS/SSP AM/2015


Texto

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“Quatro argumentos para acabar com a televisão” – Jerry Mander


Este livro é o primeiro a sustentar que a televisão não pode ser melhorada. Os
problemas da televisão inerentes à própria tecnologia são tão perigosos – para
a saúde física e mental para o meio ambiente e para a evolução democrática –
que este instrumento de massas deveria ser eliminado. Associando as suas
experiências pessoais a uma investigação meticulosa e inédita, o autor aborda
aspectos da televisão raramente examinados e que nunca antes dele tinham
sido relacionados. A ideia de que todas as tecnologias são “neutras” e
constituem instrumentos benignos que podem ser utilizados bem ou mal é assim
abertamente posta em causa nesta obra. Falar duma reforma da televisão
segundo o autor é tão «absurdo como falar da reforma duma tecnologia como
a do armamento».
O segmento do texto que exemplifica voz ativa e não passiva é:
)

a) “a televisão não pode ser melhorada”;


b) “este instrumento de massas deveria ser eliminado”;
c) “nunca antes dele tinham sido relacionados”;
d) “todas as tecnologias são “neutras”;
(

e) “é assim abertamente posta em causa nesta obra”.

21) FGV/TJ/TJ-RO/2015
O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores. Desde
então observam-se com maior frequência episódios críticos de poluição do ar.
Com o aumento alarmante da poluição e a ameaça de escassez das reservas de
p

petróleo, estudiosos de vários países investem esforços na procura de novas


fontes alternativas de energia, como hidrogênio e biomassa. De acordo com
pesquisadores, a mudança definitiva do século pode ser representada pela
g

revolução nos transportes, por meio de tecnologias que já foram criadas e que
p

poderão estar acessíveis em menos de 20 anos.


(http://www.comciencia.br)
No texto, ora o autor emprega verbos na voz ativa, ora na voz passiva; a frase
abaixo cujo verbo se encontra na voz ativa é:
a) “O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores”.
b) “Desde então observam-se com maior frequência episódios críticos de
poluição do ar”.
c) “...a mudança definitiva do século pode ser representada pela revolução nos
transportes...”.
d) “...por meio de tecnologias que já foram criadas...”.
e) “ [tecnologias] cem menos de 20 anos”.

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22) FGV/AP/TCEBA/2014
Desenvolvimento Urbano
As cidades representam o duplo desafio com o qual a União Europeia se depara
atualmente: aumentar a competitividade satisfazendo simultaneamente
determinados requisitos de ordem social e ambiental.
As cidades são os centros da atividade econômica da Europa, assim como da
inovação e do emprego. Mas também elas se debatem com uma série de
problemas, nomeadamente, a tendência para a suburbanização, a concentração
da pobreza e do desemprego em zonas urbanas e os problemas resultantes de
um crescente congestionamento. Problemas tão complexos como esses
requerem imediatamente respostas integradas a nível dos transportes, da
habitação, da formação e do emprego, bem como respostas adaptadas às
)

necessidades locais. As políticas regional e de coesão europeias têm como


objetivo fazer face a estes desafios.
Foram afetados cerca de 21,1 mil milhões de euros ao desenvolvimento urbano
para o período entre 2007 e 2013, o que representa 6,1% do orçamento total
da política de coesão europeia. Desse montante, 3,4 mil milhões de euros
(

destinam‐se à reabilitação de sítios industriais e terrenos contaminados, 9,8 mil


milhões de euros a projetos de regeneração urbana e rural, 7 mil milhões de
euros a transportes urbanos limpos e 917 milhões de euros à habitação. Outros
investimentos em infraestrutura nos domínios da investigação e da inovação,
dos transportes, do ambiente, da educação, da saúde e da cultura têm também
um impacto significativo nas cidades.
(Comissão Europeia)
p

“Foram afetados cerca de 21,1 mil milhões de euros ao desenvolvimento urbano


para o período entre 2007 e 2013”.
g

Assinale a alternativa que indica a forma verbal equivalente a “foram afetados”.


p

a) tinham sido afetados.


b) haviam sido afetados.
c) vão ser afetados.
d) tem-se afetado.
e) afetaram-se.

23) FCC/Cons Leg/Cam Mun-SP)/Biblioteconomia/2014


A seguinte frase NÃO admite transposição para a voz passiva:
a) Ele alcançou sucesso exclusivamente por sua competência.

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b) O poeta Ferreira Gullar acabou de contar um caso exemplar para a nossa


tese sobre a fama vazia.
c) A mídia cria inúmeros deuses, todos incapazes de qualquer grandeza efetiva.
d) Muitas revistas sobrevivem graças ao culto irrefreável das celebridades.
e) A celebração pela mídia atrai tanto as pessoas ingênuas como as mais
maliciosas.

24) FCC/ACE/TCE-AP/Controle Externo/Contabilidade/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Na mídia em geral, nos discursos políticos, em mensagens publicitárias, na fala
de diferentes atores sociais, enfim, nos diversos contextos em que a
)

comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra


cidadania. Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente. Ao
contrário, o fato de admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual, isto
é, sua capacidade de nos fazer compreender certa ordem de eventos. Assim,
pode-se dizer que, contemporaneamente, a palavra cidadania atende bastante
bem a um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação, mas caminha em
(

sentido inverso quando se trata da cognição, do uso cognitivo da linguagem.


Por que, então, a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu
significado é tão pouco esclarecido?
Uma resposta possível a essa indagação começaria por reconhecer que há
considerável avanço da agenda igualitária no mundo e, decorrente disso, a
valorização sem precedentes da ideia de direitos. De fato, tornou-se impossível
conceber formas contemporâneas de interação entre indivíduos ou grupos sem
p

que a referência a direitos esteja pressuposta ou mesmo vocalizada. Direitos,


por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente, a partir
g

da qual os atores sociais agenciam suas identidades e tentam ampliar o escopo


da política de modo a abarcar suas questões. Tais atores constroem-se,
p

portanto, em público, pressionando o sistema político a reconhecer direitos que


julgam possuir e a incorporá-los à agenda governamental.
(Maria Alice Rezende de Carvalho. "Cidadania e direitos". In: Agenda
brasileira: temas de uma sociedade em mudança. André Botelho e Lilia Moritz
Schwarcz (orgs.). São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 104)
Direitos, por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente
[...]
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal obtida é:
a) sustentam-se.
b) é sustentada.
c) foi sustentada.

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d) sustentara-se.
e) haviam sido sustentadas.
)
(
p
g
p

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